Demonstrações Financeiras
Furukawa Industrial S.A. Produtos Elétricos
31 de Março de 2013 e 31 de Dezembro de 2011 com
Relatório dos Auditores Independentes sobre as
Demonstrações Financeiras.
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
Índice
Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras ................. 1
Demonstrações financeiras auditadas
Balanços patrimoniais .....................................................................................................
Demonstrações do resultado ..........................................................................................
Demonstrações do resultado abrangente .......................................................................
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido .....................................................
Demonstrações dos fluxos de caixa ..............................................................................
Notas explicativas às demonstrações financeiras ...........................................................
4
6
7
8
9
10
Condomínio Centro Século XXI
R. Visconde de Nacar, 1440
14º Andar - Centro
80410-201 Curitiba, PR, Brasil
Phone: (5541) 3593-0700
Fax: (5541) 3593-0719
www.ey.com.br
Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações
financeiras
Aos
Administradores e acionistas da
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Curitiba, Paraná
Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Furukawa
Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de março
de 2013 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das
mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o período de quinze meses
findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais
notas explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras
A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação
das demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas
no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas
internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting
Standards Board IASB, e de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil,
assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a
elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante,
independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações
financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras
e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas
pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter
segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção
relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de
evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações
financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor,
incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras,
independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor
considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação
das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de
auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma
opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui,
também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade
das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da
apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
1
A member firm of Ernst & Young Global Limited
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para
fundamentar nossa opinião com ressalva.
Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras
Como divulgado na nota explicativa 19, a Companhia e suas controladas detêm um
montante de R$68.484 mil (R$67.622 mil na Controladora) de créditos tributários diferidos
ativos, decorrentes de prejuízos fiscais, bases negativas e diferenças temporárias. Por
não ter elaborado estudos detalhados de projeções de seus resultados tributáveis para
períodos futuros, a Companhia registra créditos ativos correspondentes apenas à
estimativa de realização no exercício a findar-se em 31 de março de 2014, no valor de
R$8.967 mil na Controladora (R$9.255 mil no Consolidado). O Pronunciamento Técnico
CPC 32 Tributos sobre o lucro (e seu equivalente IAS 12) define que ativo fiscal diferido
seja registrado na medida em que seja provável que estejam disponíveis lucros tributáveis
futuros para sua compensação. O histórico recente de lucros apurados pela Companhia,
bem como as perspectivas de negócios informadas pela Administração para os próximos
exercícios, indicam ser provável que haverá lucro tributável que permitirá compensar
ativos fiscais diferidos em montante superior ao ativo registrado em 31 de março de 2013.
Dessa forma, devido à ausência dos referidos estudos detalhados de projeções de
resultados futuros, não nos foi possível concluir qual seria o valor de créditos de imposto
de renda e contribuição social diferidos ativos que deveria ter sido registrado pela
Companhia em 31 de março de 2013.
Opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras individuais
Em nossa opinião, exceto pelos efeitos, se houver, do assunto descrito no parágrafo Base
para opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras, as demonstrações
financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os
aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Furukawa Industrial S.A. Produtos Elétricos em 31 de março de 2013, o desempenho de suas operações e os seus
fluxos de caixa para o período de quinze meses findo naquela data, de acordo com as
práticas contábeis adotadas no Brasil.
Opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras consolidadas
Em nossa opinião, exceto pelos efeitos, se houver, do assunto descrito no parágrafo Base
para opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras, as demonstrações
financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os
aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Furukawa
Industrial S.A.- Produtos Elétricos em em 31 de março de 2013, o desempenho
consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o período de
quinze meses findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório
financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board IASB e as
práticas contábeis adotadas no Brasil.
2
Ênfase
Conforme descrito na nota explicativa 2, as demonstrações financeiras individuais foram
elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos essas práticas diferem do IFRS, aplicável às
demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à avaliação dos
investimentos em controladas e coligada pelo método de equivalência patrimonial,
enquanto que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. Nossa opinião não está
ressalvada em função desse assunto.
Curitiba, 27 de maio de 2013
Ernst & Young Terco
Auditores Independentes S.S.
CRC-2-SP015199/O-6/F-PR
Claudio Camargo
Contador CRC 1PR 038.371/O-1
3
Roque Hülse
Contador CRC
1SC 021.283/O-3-T-PR
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Balanços patrimoniais
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais)
Controladora
Ativo
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa
Aplicações financeiras
Contas a receber de clientes
Estoques
Impostos a recuperar
Partes relacionadas
Outras contas a receber
Despesas antecipadas
Total do ativo circulante
Consolidado
Nota
31/03/13
31/12/11
31/03/13
31/12/11
4
5
6
7
8
9
10
7.417
4.000
82.706
71.679
14.895
7.358
5.045
207
193.307
34.500
3.610
55.806
45.945
5.274
6.460
5.866
249
157.710
9.007
4.000
87.172
79.524
16.934
5.542
236
202.415
37.158
3.610
69.315
53.748
6.167
6.671
318
176.987
9
17
19
10
106
2.186
8.402
7.817
18.511
194
3.899
9.723
2.272
16.088
2.353
8.800
7.817
18.970
4.065
10.256
2.272
16.593
11
12.134
53
97.212
11.944
121.343
28.505
53
71.612
1.799
101.969
1.554
99
99.768
11.952
113.373
1.788
108
77.102
11.613
90.611
Total do ativo não circulante
139.854
118.057
132.343
107.204
Total do ativo
333.161
275.767
334.758
284.191
Não circulante
Partes relacionadas
Depósitos judiciais
Créditos tributários diferidos
Outras contas a receber
Investimentos em controladas e coligadas
Outros investimentos
Imobilizado
Intangível
12
13
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
4
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Balanços patrimoniais
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais)
Controladora
Passivo
Circulante
Fornecedores
Financiamentos
Impostos e contribuições a recolher
Salários e encargos a pagar
Partes relacionadas
Adiantamento de clientes
Outras contas a pagar
Dividendos
Total do passivo circulante
Não circulante
Provisão para litígios
Financiamentos
Impostos e contribuições a recolher
Patrimônio líquido
Capital social
Reserva de capital
Outros resultados abrangentes
Reserva legal
Reserva de lucros a realizar
Dividendos propostos
Total do patrimônio líquido
Total do passivo e patrimônio líquido
Consolidado
Nota
31/03/13
31/12/11
31/03/13
31/12/11
14
15
16
31.254
13.000
5.565
7.599
10.472
1.268
1.280
1.151
71.589
30.385
5.187
3.758
6.682
1.712
782
2.346
50.852
32.111
13.000
6.577
8.588
8.720
1.480
1.477
1.151
73.104
33.436
5.187
4.501
8.720
2.931
932
2.930
58.637
17
15
16
4.974
17.000
12.172
34.146
5.900
18.000
23.900
5.056
17.000
12.172
34.228
6.521
18.018
24.539
18
122.120
33.115
(1.383)
9.564
31.447
32.563
227.426
122.120
10.341
(667)
8.049
37.810
23.362
201.015
122.120
33.115
(1.383)
9.564
31.447
32.563
227.426
122.120
10.341
(667)
8.049
37.810
23.362
201.015
333.161
275.767
334.758
284.191
9
9 e 18
9 e 18
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
5
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Demonstrações do resultado
Exercícios findos em 31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais – R$ mil, exceto o lucro por ação, expresso em reais)
Controladora
Consolidado
Notas
31/03/13
31/12/11
31/03/13
31/12/11
Receita operacional líquida
24
507.180
372.385
545.164
411.603
Custo dos produtos vendidos
25
(340.718)
(232.704)
(361.468)
(255.960)
166.462
139.681
183.696
155.643
(57.597)
(71.191)
(1.783)
(9.193)
(4.720)
29.438
3.855
(44.496)
(35.643)
(1.279)
(3.424)
(3.456)
6.129
5.120
(62.548)
(74.743)
(1.783)
(10.479)
(4.924)
29.942
158
(48.584)
(38.790)
(1.279)
(3.743)
(3.830)
6.025
(285)
55.271
62.632
59.319
65.157
(14.993)
15.923
(7.876)
10.490
(14.972)
14.167
(8.314)
10.785
56.201
65.246
58.514
67.628
(2.379)
(756)
(9.871)
694
(3.992)
(1.456)
(12.275)
716
53.066
56.069
53.066
56.069
0,18
0,19
0,18
0,19
Lucro bruto
Receitas (despesas) operacionais
Despesas com vendas e distribuição
Despesas administrativas
Honorários da administração
Despesas tributárias
Participação dos empregados nos lucros e resultados
Outras receitas operacionais, líquidas
Equivalência patrimonial
25
25
9 e 25
21
11
Lucro antes do resultado financeiro
Despesas financeiras
Receitas financeiras
23
23
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Correntes
Diferidos
Lucro líquido do exercício
Lucro líquido básico e diluído do exercício, por ação
19
19
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
6
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Demonstrações do resultado abrangente
Exercícios findos em 31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais)
Controladora
Lucro líquido do exercício
Consolidado
31/03/13
31/12/11
31/03/13
31/12/11
53.066
56.069
53.066
56.069
Outros componentes do resultado abrangente
Variação no valor justo de investimentos
Variação cambial de investidas localizadas no exterior
(9)
(707)
(68)
283
(9)
(707)
(68)
283
Outros componentes do resultado abrangente
(716)
215
(716)
215
Total do resultado abrangente
52.350
56.284
52.350
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
7
56.284
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido
Exercícios findos em 31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais)
Reserva de lucros
Capital social
Saldos em 01 de janeiro de 2011
Variação cambial de investimento no exterior
Variação no valor justo de investimentos
Destinações lucro líquido do exercício
Reserva legal
Reserva de subvenção para investimentos
Pagamento de dividendos propostos/juros sobre capital próprio
Dividendos propostos
Reserva de lucros
Saldos em 31 de dezembro de 2011
Dividendos do exercicio anterior homologados no exercicio corrente
Variação cambial de investimento no exterior
Variação no valor justo de investimentos
Destinações lucro líquido do exercício
Reserva legal
Reserva de subvenção para investimentos
Dividendos adicionais propostos
Dividendos a pagar
Reserva de lucros
Saldos em 31 de março de 2013
Reserva de
capital
Ajuste
acumulado de
conversão
122.120
7.060
(882)
-
3.281
-
283
(68)
-
122.120
10.341
122.120
5.410
Reserva de
lucros
Proposta de
distribuição de
dividendos
Lucros
acumulados
Total
24.023
13.000
-
170.731
2.639
-
13.787
(13.000)
23.362
-
56.069
(2.639)
(3.281)
(13.000)
(23.362)
(13.787)
283
(68)
56.069
(26.000)
-
(667)
8.049
37.810
23.362
-
201.015
22.774
-
(707)
(9)
-
1.515
-
(6.363)
(23.362)
32.563
53.066
(1.515)
(22.774)
(32.563)
(2.577)
6.363
(23.362)
(707)
(9)
53.066
(2.577)
-
33.115
(1.383)
9.564
31.447
32.563
-
227.426
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
8
Reserva legal
-
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Demonstrações dos fluxos de caixa
Exercícios findos em 31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais)
Controladora
Consolidado
31/03/13
31/12/11
31/03/13
31/12/11
53.066
56.069
53.066
62.310
Depreciação e amortização
9.357
5.304
10.063
5.426
Resultado na alienação de permanente
1.856
52
1.862
Fluxo de caixa das atividades operacionais
Lucro líquido do exercício
Itens de resultado que não afetam o caixa:
Equivalência patrimonial
(3.854)
Impostos diferidos
756
Movimentação nas provisões
741
Juros apropriados e não pagos
Variações cambiais líquidas
8.030
(5.120)
(694)
1.786
-
(151)
1.456
202
8.030
277
5
70.229
57.402
(429)
51
(889)
(4.760)
2.051
(315)
74.099
63.874
Movimentação das contas ativas e passivas:
Clientes
(20.708)
(5.519)
(15.929)
(10.889)
Estoques
(23.922)
(5.432)
(25.075)
(13.276)
(9.363)
(1.430)
(10.767)
Impostos a recuperar
Titulos a receber e outras contas ativas
Fornecedores
907
3.814
1.012
(397)
2.487
(1.841)
Impostos e contribuições a recolher
1.070
Outras contas passivas
6.524
Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais
(45.889)
(873)
1.392
(5.561)
1.346
4.565
5.621
(7.220)
10.270
1.423
(647)
(46.689)
(14.718)
(399)
(24.168)
Fluxo de caixa das atividades de investimento
Aplicação financeira
Dividendos recebidos de empresa controlada
Caixa incorporado Metrocable
Aquisição de controlada
Ativo imobilizado e intangível
124
20.762
2.618
9.200
77
-
(15.956)
385
-
-
9
-
(33.628)
(23.944)
(34.930)
(8.235)
(30.809)
(9.938)
(34.935)
(32.403)
Dividendos pagos
(24.788)
(26.000)
(24.788)
(43.500)
Pagamento de financiamentos (principal e juros)
(12.826)
(21.668)
(12.838)
17.000
21.789
17.000
23.066
Caixa líquido gerado nas atividades de financiamento
(20.614)
(25.879)
(20.626)
(20.434)
(Diminuição) aumento de caixa e equivalentes de caixa
(27.083)
16.024
(28.151)
(3.681)
34.500
18.476
37.158
29.679
7.417
34.500
9.007
25.998
Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento
Fluxo de caixa das atividades de financiamento
Recebimento por empréstimos
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício
Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício
(Redução) aumento no caixa e equivalentes de caixa
(27.083)
16.024
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
9
(28.151)
-
(3.681)
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
1.
Contexto operacional
A Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos (a “Companhia”) é uma companhia
fechada, constituída em 07 de junho de 1974, com sede à Rua Hasdrubal Bellegard,
820 em Curitiba-PR, e tem como objeto social: (i) a fabricação, a industrialização e o
comércio de cabos condutores elétricos, cabos de fibra óptica, cabos telefônicos e
produtos correlatos, equipamentos de telecomunicação e de tecnologia de
informação, acessórios, partes e peças, componentes eletroeletrônicos, e ainda
outros produtos de metais não ferrosos, sua importação e exportação; (ii)
representação de outras sociedades, nacionais ou estrangeiras, por conta própria
ou de terceiros; (iii) prestação de serviços técnicos de engenharia e de consultoria
relativos a sistemas de comunicação e de tecnologia de informação; (iv) execução
por administração, empreitada ou sub-empreitada, de obras de engenharia civil; (v)
participação em outras sociedades na qualidade de sócia quotista ou acionista. As
operações são efetuadas através de parques fabris localizados no Brasil e
Argentina.
Em 31 de março de 2011 a Companhia adquiriu a empresa Metrocable Indústria e
Comércio Ltda. (MTC), assumindo a responsabilidade integral pelas operações a
partir de 01 de abril de 2011. Em 01 de dezembro de 2012, a Companhia por
decisões de caráter estratégico, administrativo e financeiro, tendo em vista que as
partes são sociedades pertencentes ao mesmo grupo econômico, de modo a
compatibilizar interesses das Companhias e seus sócios, deliberou através da
Assembléia Geral Extraordinária, a aprovação do Protocolo e Justificação de
Incorporação do Acervo Líquido Total da Metrocable Indústria e Comércio Ltda. pela
Companhia.
A Assembléia Geral Extraordinária de 18 de julho de 2012 aprovou proposta da
diretoria de alterar a data de encerramento do exercício social da Companhia de 31
de dezembro para o último dia de março, visando, desta forma, alinhar a data de
encerramento de seu exercício societário com o exercício social de sua
controladora, Furukawa Electric Co. Ltd.
A autorização para conclusão da preparação destas demonstrações financeiras
individuais e consolidadas ocorreu na reunião de diretoria realizada em 26 de abril
de 2013.
10
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
2.
Políticas contábeis
As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações
financeiras individuais e consolidadas estão definidas a seguir. Essas políticas vêm
sendo aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados, salvo
disposição em contrário.
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas com
base em diversas bases de avaliação utilizadas nas estimativas contábeis. As
estimativas contábeis envolvidas na preparação das demonstrações financeiras
individuais e consolidadas foram baseadas em fatores objetivos e subjetivos, com
base no julgamento da administração para determinação do valor adequado a ser
registrado nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas.
Itens significativos sujeitos a estimativas incluem: provisão para redução ao valor
recuperável; a seleção de vidas úteis do ativo imobilizado; realização do imposto de
renda e contribuição social diferidos; a provisão para riscos tributários, cíveis e
trabalhistas e a mensuração do valor justo de instrumentos financeiros. A liquidação
das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores
significativamente divergentes dos registrados nas demonstrações financeiras
individuais e consolidadas devido às imprecisões inerentes ao processo de sua
determinação. A Companhia e suas controladas revisam suas estimativas e
premissas pelo menos anualmente.
a) Demonstrações financeiras consolidadas
As demonstrações financeiras consolidadas foram elaboradas e estão sendo
apresentadas de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro
(IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e também
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BRGAAP).
b) Demonstrações financeiras individuais
As demonstrações financeiras individuais (Controladora) foram preparadas de
acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis (CPC) e são publicadas em conjunto com as
demonstrações consolidadas.
As demonstrações financeiras individuais diferem das IFRS aplicáveis para
demonstrações financeiras separadas em função da avaliação dos investimentos
em controladas e coligada pelo método da equivalência patrimonial no BRGAAP,
enquanto para fins de IFRS seria pelo custo ou valor justo.
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Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
2.
Políticas contábeis – Continuação
c) Comparabilidade das demonstrações financeiras
Devido à alteração do período de término do exercício social, mencionada na
nota explicativa no 1, as demonstrações financeiras relativas a 31 de março de
2013 contemplam o resultado das operações da Companhia do período de
quinze meses, compreendido entre 01 de janeiro de 2012 e 31 de março de
2013, não sendo, portanto, comparáveis ao exercício anterior.
2.1
Demonstrações financeiras consolidadas
a) Controladas
As demonstrações financeiras consolidadas são compostas pelas
demonstrações financeiras da Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
e suas controladas em 31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011.
Para o exercício de 31 de março de 2013, as demonstrações financeiras
consolidadas incluem as demonstrações financeiras da Companhia e suas
controladas diretas Furukawa Cabos e Acessórios Ltda., Furukawa
Industrial S.A. – Produtos Elétricos Argentina e Metrocable Indústria e
Comércio Ltda.Para o exercício findo em 31 de março de 2013, as
demonstrações do resultado e dos fluxos de caixa consolidados
apresentam os saldos comparativos com efeito até 30 de novembro de
2012, sendo que a controlada Metrocable Indústria e Comércio Ltda. foi
incorporada naquela data, conforme detalhado na nota explicativa 11.
As demonstrações financeiras das controladas são elaboradas no mesmo
período de divulgação que o da controladora, utilizando políticas contábeis
consistentes. São eliminados todos os saldos, receitas, despesas, ganhos
e perdas não realizados oriundos de transações entre as empresas do
grupo incluídas na consolidação.
O resultado do exercício e cada componente dos outros resultados
abrangentes reconhecidos diretamente no patrimônio líquido são atribuídos
aos acionistas da controladora.
b) Participação em coligada
A Companhia mantém participação de 49% na Sociedade Produtora de
Fibras Ópticas S.A., entidade na qual a Companhia exerce influência
significativa, porém não majoritária.
12
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
2.
Políticas contábeis – Continuação
2.1
Demonstrações financeiras consolidadas – Continuação
b) Participação em coligada -- Continuação
O investimento em coligada é contabilizado no balanço patrimonial
inicialmente ao custo e posteriormente ajustado pelo resultado de
equivalência patrimonial. Perda adicional do valor recuperável do
investimento é registrada, se necessário. A equivalência no resultado
reflete a parcela dos resultados das operações da coligada.
As demonstrações financeiras da Sociedade Produtora de Fibras Ópticas
S.A. são preparadas para o mesmo período de divulgação da Companhia.
Os ajustes são efetuados, quando necessário, para alinhar as políticas
contábeis com as adotadas pela Companhia.
2.2
Conversão de moeda estrangeira
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas são apresentadas
em Reais (R$), que é a moeda funcional da Companhia. A controlada
Furukawa Industrial S.A. – Produtos Elétricos – Argentina (FIA), localizada na
Argentina, usa o Peso como moeda funcional, por ser a moeda de influência
preponderante sobre a receita e os custos.
a) Empresas do grupo
Os ativos e passivos são convertidos para Reais pela taxa de câmbio das
datas de fechamento dos balanços e os resultados apurados pelas taxas
médias mensais dos períodos. A atualização da conta de investimentos
decorrente de variação cambial é registrada em conta de ajustes de
avaliação patrimonial, no patrimônio líquido da controladora e do
consolidado.
b) Transações e saldos
As transações em moeda estrangeira são inicialmente registradas à taxa de
câmbio da moeda funcional em vigor na data da transação.
Os ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira são
reconvertidos à taxa de câmbio da moeda funcional em vigor na data do
balanço. Todas as diferenças são registradas na demonstração do
resultado.
13
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
2.
Políticas contábeis – Continuação
2.2
Conversão de moeda estrangeira – Continuação
b) Transações e saldos -- Continuação
Itens não monetários mensurados com base no custo histórico em moeda
estrangeira são convertidos utilizando a taxa de câmbio em vigor nas datas
das transações iniciais. Itens não monetários mensurados ao valor justo em
moeda estrangeira são convertidos utilizando as taxas de câmbio em vigor
na data em que o valor justo foi determinado.
2.3
Reconhecimento de receita
A receita é reconhecida na extensão em que for provável que benefícios
econômicos serão gerados para a Companhia e suas controladas e quando
possa ser mensurada de forma confiável. A receita é mensurada com base no
valor justo da contraprestação recebida, excluindo descontos, abatimentos e
impostos ou encargos sobre vendas. A Companhia e suas controladas
avaliam as transações de receita de acordo com os critérios específicos para
determinar se está atuando como agente ou principal e, ao final, concluiu que
está atuando como principal em todos os seus contratos de receita. Os
critérios específicos, a seguir, devem também ser satisfeitos antes de haver
reconhecimento de receita:
a) Venda de produtos
A receita de venda de produtos é reconhecida quando os riscos e
benefícios significativos da propriedade dos produtos forem transferidos ao
comprador, o que geralmente ocorre na sua entrega.
b) Receita de juros
Para todos os instrumentos financeiros avaliados ao custo amortizados e
ativos financeiros que rendem juros, classificados como disponíveis para
venda, a receita ou despesa financeira é contabilizada utilizando-se a taxa
de juros efetiva, que desconta exatamente os pagamentos ou recebimentos
futuros estimados de caixa ao longo da vida estimada do instrumento
financeiro ou em um período de tempo mais curto, quando aplicável, ao
valor contábil líquido do ativo ou passivo financeiro. A receita de juros é
incluída na rubrica receita financeira, na demonstração do resultado.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
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(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
2.
Políticas contábeis – Continuação
2.4
Impostos
a) Imposto de renda e contribuição social – valores correntes
Ativos e passivos tributários correntes do último exercício e de anos
anteriores são mensurados ao valor recuperável esperado ou a pagar para
as autoridades fiscais. As alíquotas de imposto e as leis tributárias usadas
para calcular o montante são aquelas que estão em vigor ou
substancialmente em vigor na data do balanço nos países em que a
Companhia e suas controladas operam e geram receita tributável.
Imposto de renda e contribuição social corrente relativo a esse itens são
reconhecidos diretamente no patrimônio líquido. A administração
periodicamente avalia a posição fiscal das situações nas quais a
regulamentação fiscal requer interpretação e estabelece provisões quando
apropriado.
b) Impostos diferidos
Impostos diferidos são gerados por diferenças temporárias na data do
balanço entre a base fiscal dos ativos e passivos e seus valores contábeis.
Impostos diferidos ativos são reconhecidos para todas as diferenças
temporárias dedutíveis, créditos e perdas tributários não utilizados, na
extensão em que seja provável que o lucro tributável esteja disponível para
que as diferenças temporárias dedutíveis possam ser realizadas, e créditos
e perdas tributários não utilizados possam ser utilizados. Impostos diferidos
passivos são reconhecidos para todas as diferenças tributárias
temporárias.
Impostos diferidos ativos baixados são revisados a cada data do balanço e
são reconhecidos na extensão em que se torna provável que lucros
tributáveis futuros permitirão que os ativos tributários diferidos sejam
recuperados.
Impostos diferidos ativos e passivos são mensurados à taxa de imposto
que é esperada de ser aplicável no ano em que o ativo será realizado ou o
passivo liquidado, com base nas taxas de imposto (e lei tributária) que
foram promulgadas na data do balanço.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
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(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
2.
Políticas contábeis – Continuação
2.4
Impostos -- Continuação
b) Impostos diferidos -- Continuação
Imposto diferido relacionado a itens reconhecidos diretamente no
patrimônio líquido também é reconhecido no patrimônio líquido, e não na
demonstração do resultado. Itens de imposto diferido são reconhecidos de
acordo com a transação que originou o imposto diferido, no resultado
abrangente ou diretamente no patrimônio líquido.
Impostos diferidos ativos e passivos são apresentados líquidos se existe
um direito legal ou contratual para compensar o ativo fiscal contra o passivo
fiscal e os impostos diferidos são relacionados à mesma entidade tributada
e sujeitos à mesma autoridade tributária.
c) Impostos sobre vendas
Receitas, despesas e ativos são reconhecidos líquidos dos impostos sobre
venda, exceto:
· Quando os impostos sobre vendas incorridos na compra de bens ou
serviços não forem recuperáveis junto às autoridades fiscais, hipótese
em que o imposto sobre vendas é reconhecido como parte do custo de
aquisição do ativo ou do item de despesa, conforme o caso; e
· Quando os valores a receber e a pagar forem apresentados juntos com
o valor dos impostos sobre vendas.
O valor líquido dos impostos sobre vendas, recuperável ou a pagar, é
incluído como componente dos valores a receber ou a pagar no balanço
patrimonial.
As receitas de vendas das operações realizadas no Brasil estão sujeitas
aos seguintes impostos e contribuições, pelas seguintes alíquotas básicas:
Imposto / Contribuição
PIS
COFINS
ICMS
- Programa de Integração Social
- Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social
- Imposto sobre Operações Relativas
à Circulação de Mercadorias e Serviços
Alíquota (%)
1,65
7,6
De 7 a 18
Nas demonstrações de resultado as receitas são demonstradas pelos
valores líquidos dos correspondentes impostos.
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2.
Políticas contábeis – Continuação
2.5
Instrumentos financeiros
Os instrumentos financeiros somente são reconhecidos a partir da data em
que a Companhia e suas controladas se tornam parte de suas disposições
contratuais. Quando reconhecidos, são inicialmente registrados ao seu valor
justo acrescido dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à
sua aquisição ou emissão, exceto no caso de ativos e passivos financeiros
classificados na categoria ao valor justo por meio do resultado, onde tais
custos são diretamente lançados no resultado do exercício. Sua mensuração
subsequente ocorre a cada data de balanço de acordo com as regras
estabelecidas para cada tipo de classificação de ativos e passivos financeiros
em: (i) Ativo e passivo financeiro mensurado ao valor justo por meio de
resultado; (ii) Mantido até o vencimento; (iii) Empréstimos e recebíveis; e (iv)
Disponível para venda.
a) Ativos financeiros
Os ativos financeiros da Companhia e de suas controladas incluem caixa e
equivalentes de caixa, contas a receber de clientes, empréstimos,
instrumentos financeiros derivativos e outros recebíveis.
b) Passivos financeiros
Os passivos financeiros da Companhia e de suas controladas incluem
contas a pagar a fornecedores, tributos, impostos e contribuições a pagar,
instrumentos financeiros derivativos, empréstimos e financiamentos e
outras contas a pagar.
c) Instrumentos financeiros derivativos
A Companhia e suas controladas utilizam instrumentos financeiros
derivativos, como contratos a termo de moeda e contratos a termo de
commodities (cobre) para fornecer proteção contra o risco de variação das
taxas de câmbio e o risco de variação dos preços do cobre,
respectivamente. A Companhia e suas controladas mantêm os derivativos
como hedge econômico (não aplica contabilidade de hedge).
Os instrumentos financeiros derivativos são inicialmente reconhecidos ao
valor justo na data em que o contrato de derivativo é contratado, sendo
reavaliados subsequentemente também ao valor justo. Derivativos são
apresentados como ativos financeiros quando o valor justo dos
instrumentos for positivo, e como passivos financeiros quando o valor justo
for negativo, segregados entre corrente e não corrente.
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(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
2.
Políticas contábeis – Continuação
2.6
Contas a receber de clientes
Estão apresentadas a valores de realização, sendo que as contas a receber
de clientes no mercado externo estão atualizadas com base nas taxas de
câmbio vigentes na data das demonstrações financeiras individuais e
consolidadas. Informações referente à abertura do contas a receber estão
demonstradas na nota explicativa 6.
2.7
Ajuste a valor presente de contas ativas e passivas
Os ativos e passivos monetários de longo prazo são atualizados
monetariamente e, portanto, estão ajustados pelo seu valor presente. O ajuste
a valor presente de ativos e passivos monetários de curto prazo é calculado, e
somente registrado, se considerado relevante em relação às demonstrações
financeiras tomadas em conjunto. Para fins de registro e determinação de
relevância, o ajuste a valor presente é calculado levando em consideração os
fluxos de caixa contratuais e a taxa de juros explícita, e em certos casos
implícita, dos respectivos ativos e passivos.
2.8
Estoques
Avaliados ao custo médio de aquisição ou de produção, não excedendo o seu
valor líquido realizável. As provisões para estoques de baixa rotatividade ou
obsoletos são constituídas quando consideradas necessárias pela
Administração. As importações em andamento são demonstradas ao custo
acumulado de cada importação.
2.9
Imobilizado
O imobilizado está apresentado ao custo, líquido de depreciação acumulada
e/ou perdas acumuladas por redução ao valor recuperável, se for o caso. O
referido custo inclui o custo de reposição de parte do imobilizado e custos de
empréstimo de projetos de construção de longo prazo, quando os critérios de
reconhecimento forem satisfeitos. Quando partes significativas do ativo
imobilizado são substituídas, a Companhia e suas controladas reconhecem
essas partes como ativo individual com vida útil e depreciação específica. Da
mesma forma, quando uma inspeção relevante for feita, o seu custo é
reconhecido no valor contábil do imobilizado, se os critérios de
reconhecimento forem satisfeitos. Todos os demais custos de reparos e
manutenção são reconhecidos na demonstração do resultado, quando
incorridos. O valor presente do custo esperado da desativação do ativo após a
sua utilização é incluído no custo do correspondente ativo se os critérios de
reconhecimento para uma provisão forem satisfeitos. O valor residual e a vida
útil estimada dos bens são revisados no encerramento de cada exercício e
ajustados de forma prospectiva, se necessário.
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2.
Políticas contábeis – Continuação
2.9
Imobilizado -- Continuação
Depreciação é calculada de forma linear ao longo da vida útil do ativo, a taxas
que levam em consideração a vida útil estimada dos bens, como divulgado na
nota explicativa 12.
Um item de imobilizado é baixado quando vendido ou quando nenhum
benefício econômico futuro for esperado do seu uso ou venda. Eventual ganho
ou perda resultante da baixa do ativo (calculado como sendo a diferença entre
o valor líquido da venda e o valor contábil do ativo) são incluídos na
demonstração do resultado no exercício em que o ativo for baixado.
2.10 Custo dos empréstimos
Custos de empréstimos diretamente relacionados com a aquisição, construção
ou produção de um ativo que necessariamente requer um tempo significativo
para ser concluído para fins de uso ou venda são capitalizados como parte do
custo do correspondente ativo. Todos os demais custos de empréstimos são
registrados em despesa no período em que são incorridos. Custos de
empréstimo compreendem juros e outros custos incorridos por uma entidade
relativos ao empréstimo.
2.11 Ativos intangíveis
Ativos intangíveis com vida definida são mensurados ao custo no momento do
seu reconhecimento inicial e amortizados ao longo da vida útil econômica e
avaliados em relação à perda por redução ao valor recuperável sempre que
houver indicação de perda de valor econômico do ativo. O período e o método
de amortização para um ativo intangível com vida definida são revisados no
mínimo ao final de cada exercício social. A amortização de ativos intangíveis
com vida definida é reconhecida na demonstração do resultado na categoria
de despesa, consistente com a utilização do ativo intangível.
Ativos intangíveis com vida útil indefinida não são amortizados, mas são
testados anualmente em relação a perdas por redução ao valor recuperável,
individualmente ou no nível da unidade geradora de caixa. Eventuais ajustes
ao valor de realização são reconhecidos na demonstração do resultado.
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2.
Políticas contábeis – Continuação
2.12 Perda por redução ao valor recuperável de ativos não financeiros
A administração revisa, pelo menos anualmente, o valor contábil líquido dos
ativos com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias
econômicas, operacionais ou tecnológicas que possam indicar deterioração ou
perda de seu valor recuperável. Sendo tais evidências identificadas e o valor
contábil líquido exceder o valor recuperável, é constituída provisão para
desvalorização ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável.
Ativos intangíveis com vida útil indefinida (Ágio pago por expectativa de
rentabilidade futura) são testados em relação à perda por redução ao valor
recuperável anualmente em 31 de março, individualmente ou no nível da
unidade geradora de caixa, conforme o caso ou quando as circunstâncias
indicarem perda por desvalorização do valor contábil.
Nas datas dos balanços não foram identificados fatores que indicassem a
necessidade de constituição de provisão para o valor recuperável de ativos.
2.13 Caixa e equivalentes de caixa
Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a
compromissos de caixa de curto prazo, e não para investimento ou outros fins.
A Companhia e suas controladas consideram equivalentes de caixa uma
aplicação financeira de conversibilidade imediata em um montante conhecido
de caixa e estando sujeita a um insignificante risco de mudança de valor. Por
conseguinte, um investimento, normalmente, se qualifica como equivalente de
caixa quando tem vencimento de curto prazo, por exemplo, três meses ou
menos, a contar da data da contratação.
2.14 Provisões
a) Geral
Provisões são reconhecidas quando a Companhia e suas controladas tem
uma obrigação presente (legal ou não formalizada) em consequência de
um evento passado, é provável que benefícios econômicos sejam
requeridos para liquidar a obrigação e uma estimativa confiável do valor da
obrigação possa ser feita. Quando a Companhia e suas controladas
esperam que o valor de uma provisão seja reembolsado, no todo ou em
parte, por exemplo, por força de um contrato de seguro, o reembolso é
reconhecido como um ativo separado, mas apenas quando o reembolso for
praticamente certo.
A despesa relativa a qualquer provisão é apresentada na demonstração do
resultado, líquida de qualquer reembolso.
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2.
Políticas contábeis – Continuação
2.14 Provisões -- Continuação
b) Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas
A Companhia e suas controladas são parte de diversos processos judiciais
e administrativos. Provisões são constituídas para todas as contingências
referentes a processos judiciais para os quais é provável que uma saída de
recursos seja feita para liquidar a contingência/obrigação e uma estimativa
razoável possa ser feita. A avaliação da probabilidade de perda inclui a
avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as
jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua
relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados
externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta
alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável,
conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com
base em novos assuntos ou decisões de tribunais.
c) Provisões para redução do valor recuperável de ativos financeiros
A Companhia e suas controladas avaliam nas datas do balanço se há
alguma evidência objetiva que determine se o ativo financeiro ou grupo de
ativos financeiros não é recuperável. Um ativo financeiro ou grupo de ativos
financeiros é considerado como não recuperável se, e somente se, houver
evidência objetiva de ausência de recuperabilidade como resultado de um
ou mais eventos que tenham acontecido depois do reconhecimento inicial
do ativo (“um evento de perda” incorrido) e este evento de perda tenha
impacto no fluxo de caixa futuro estimado do ativo financeiro ou do grupo
de ativos financeiros que possa ser razoavelmente estimado. Evidência de
perda por redução ao valor recuperável pode incluir indicadores de que os
clientes estão passando por um momento de dificuldade financeira
relevante. A probabilidade de que as mesmas irão entrar em falência ou
outro tipo de reorganização financeira como, atraso de pagamento de juros
ou principal e quando há indicadores de uma queda mensurável do fluxo de
caixa futuro estimado, como mudanças em vencimento ou condição
econômica relacionados com inadimplências.
2.15 Demonstrações dos fluxos de caixa
As demonstrações do fluxo de caixa foram preparadas e estão apresentadas
de acordo com os pronunciamentos contábeis do CPC 03 (R2) –
Demonstração dos Fluxos de Caixa, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos
Contábeis (CPC), bem como o IAS 7, emitido pelo IASB.
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3.
Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas
3.1. Julgamentos
A preparação das demonstrações financeiras da Companhia e de suas
controladas requer que a Administração faça julgamentos e estimativas e
adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas, despesas,
ativos e passivos, bem como as divulgações de passivos contingentes, na
data base das demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Contudo,
a incerteza relativa a essas premissas e estimativas poderia levar a resultados
que requeiram um ajuste significativo ao valor contábil do ativo ou passivo
afetado em períodos futuros.
3.2. Estimativas e premissas
As principais premissas relativas a fontes de incerteza nas estimativas futuras
e outras importantes fontes de incerteza em estimativas na data do balanço,
envolvendo risco significativo de causar um ajuste significativo no valor
contábil dos ativos e passivos no próximo exercício financeiro, são discutidas
a seguir:
a) Impostos
Existem incertezas com relação à interpretação de regulamentos tributários
complexos e ao valor e época de resultados tributáveis futuros. Dado o
amplo aspecto da legislação tributária bem como a natureza de longo prazo
e a complexidade dos instrumentos contratuais existentes, diferenças entre
os resultados reais e as premissas adotadas, ou futuras mudanças nessas
premissas, poderiam exigir ajustes futuros na receita e despesa de
impostos já registrada. Diferenças de interpretação podem surgir numa
ampla variedade de assuntos, dependendo das condições vigentes no
respectivo domicílio da Companhia e de suas controladas.
Imposto diferido ativo é reconhecido para prejuízos fiscais não utilizados na
extensão em que seja provável que haja lucro tributável disponível para
permitir a utilização dos referidos prejuízos. Julgamento significativo da
administração é requerido para determinar o valor do imposto diferido ativo
que pode ser reconhecido, com base no prazo provável e nível de lucros
tributáveis futuros, juntamente com estratégias de planejamento fiscal
futuras.
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3.
Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas –
Continuação
3.2. Estimativas e premissas -- Continuação
b) Valor justo de instrumentos financeiros
Quando o valor justo de ativos e passivos financeiros apresentados no
balanço patrimonial não puder ser obtido de mercados ativos, é
determinado utilizando técnicas de avaliação, incluindo o método de fluxo
de caixa descontado. Os dados para esses métodos se baseiam naqueles
praticados no mercado, quando possível, contudo, quando isso não for
viável, um determinado nível de julgamento é requerido para estabelecer o
valor justo. O julgamento inclui considerações sobre os dados utilizados
como, por exemplo, risco de liquidez, risco de crédito e volatilidade.
Mudanças nas premissas sobre esses fatores poderiam afetar o valor justo
apresentado dos instrumentos financeiros.
c) Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas
A Companhia e suas controladas reconhecem provisão para causas cíveis,
tributárias e trabalhistas. A avaliação da probabilidade de perda inclui a
avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as
jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua
relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados
externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta
alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável,
conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com
base em novos assuntos ou decisões de tribunais.
4.
Caixa e equivalentes de caixa
Caixa e bancos
Aplicações financeiras
23
31/03/13
Controladora
31/12/11
31/03/13
Consolidado
31/12/11
1.246
6.171
6.299
28.201
2.741
6.266
8.453
28.705
7.417
34.500
9.007
37.158
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
4.
Caixa e equivalentes de caixa -- Continuação
As aplicações financeiras registradas pela Companhia e suas controladas em 31 de
março de 2013 e 31 de dezembro de 2011 registradas como caixa e equivalentes de
caixa possuem liquidez imediata e são representadas por investimentos em
operações compromissadas, remunerados à taxa média de 95,5% do CDI (100,03%
em 2011).
A Companhia e suas controladas têm políticas de investimentos financeiros que
determinam que os investimentos se concentrem em valores mobiliários de baixo
risco e aplicações em instituições financeiras de primeira linha e são
substancialmente remuneradas com base em percentuais da variação do Certificado
de Depósito Interbancário (CDI).
5.
Aplicações financeiras disponíveis para venda
Em 31 de março de 2013, Companhia e suas controladas registravam o valor de
R$4.000 (R$ 3.610 em 31 de dezembro de 2011) em aplicações financeiras
disponíveis para venda, as quais são representadas por investimentos em bancos
de primeira linha, remuneradas à taxa média prefixada de 11,63% ao ano.
6.
Contas a receber de clientes
Em 31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011, os valores a receber de
clientes estão assim representados:
No país
No exterior
Clientes por vencimento
Duplicatas a vencer
Duplicatas vencidas: Em até 30 dias
Duplicatas vencidas: De 31 a 60 dias
Duplicatas vencidas: Acima de 60 dias
24
31/03/13
Controladora
31/12/11
31/03/13
Consolidado
31/12/11
71.193
11.513
48.173
7.633
75.659
11.513
61.682
7.633
82.706
55.806
87.172
69.315
70.634
5.722
3.541
2.809
54.951
521
334
78.641
5.722
2.809
68.460
521
334
82.706
55.806
87.172
69.315
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
6.
Contas a receber de clientes -- Continuação
Apesar da Companhia e suas controladas possuírem em 31 de março de 2013
créditos significativos em atraso, não se faz necessária a constituição de provisão
para perdas. A Administração acredita que o risco relativo às contas a receber de
clientes é minimizado pelos seguintes fatores:
· Gestão eficaz exercida na concessão de créditos, combinada com a contratação
de seguro de crédito;
· Composição de clientes diluída entre distribuidores próprios de produtos marca
Furukawa.
A Companhia e suas controladas contrataram cartas de fiança no montante de R$
1.911 com o objetivo do cumprimento de cláusulas contratuais de fornecimentos
de cabos OPGW (Optical Ground Wires) e a prestação de serviços vinculada a
esses fornecimentos. As cartas de fiança vencem entre 30 de junho de 2013 e 21
de março de 2014.
7.
Estoques
Controladora
31/03/13
31/12/11
Produtos acabados
Produtos em elaboração
Matérias-primas e embalagens
Materiais auxiliares
Importações em andamento
25
Consolidado
31/03/13
31/12/11
33.227
6.421
24.709
580
6.742
18.836
2.900
17.735
315
6.159
37.200
6.675
27.357
664
7.628
21.557
3.371
21.515
410
6.895
71.679
45.945
79.524
53.748
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
8.
Impostos a recuperar
Controladora
31/03/2013 31/12/2011
Circulante
Imposto de renda corrente
Contribuição social corrente
PIS/COFINS, INSS e IPI
Impostos estaduais
Impostos municipais
Não circulante
PIS semestralidade
IPI crédito prêmio
Eletrobrás
Provisão para perdas
Consolidado
31/03/2013 31/12/2011
3.492
1.218
697
7.786
1.702
710
250
1.330
1.937
1.047
4.988
1.218
989
8.037
1.702
1.426
250
1.496
1.948
1.047
14.895
5.274
16.934
6.167
6.510
5.143
(11.653)
6.510
5.872
5.143
(17.525)
6.510
5.143
(11.653)
6.510
5.872
5.143
(17.525)
-
-
-
-
Registra-se nesta rubrica montantes relativos a impostos passíveis de compensação
e ou restituição, oriundos das atividades da Companhia e suas controladas. Os
montantes com baixa probabilidade de recuperação foram devidamente
provisionados.
26
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
9.
Partes relacionadas
Os saldos e transações com Companhias relacionadas na data dos balanços são os seguintes:
Controladora
Passivos
Ativos
Circulante
Furukawa Industrial S/A Produtos Elétricos - Argentina
OFS Fittel
The Furukawa Electric Co. Ltd
Furukawa Shangai Ltd
Birla Furukawa Fibre Optics Limited
PT Furukawa Optical Solutions Indonésia
Metrocable Indústria e Comércio Ltda.
Furukawa Cabos e Acessórios Ltda
Não Circulante
Furukawa Industrial S/A Produtos Elétricos - Argentina
Dividendos propostos
The Furukawa Electric Co. Ltd
27
31/03/2013
Consolidado
Passivos
Ativos
Controladora
Passivos
Ativos
31/12/2011
Consolidado
Passivos
Ativos
7.283
55
20
22
2.479
2.239
2.289
3.443
-
2.479
3.952
2.289
-
4.526
969
965
743
245
107
497
3
64
53
-
1.268
1.056
107
497
3
-
7.358
10.472
-
8.720
6.460
1.712
-
2.931
106
-
-
-
194
-
-
-
106
-
-
-
194
-
-
-
-
35.140
-
35.140
-
23.362
-
23.362
-
35.140
-
35.140
-
23.362
-
23.362
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
9.
Partes relacionadas -- Continuação
Empresas controladas e coligadas
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos - Argentina
Furukawa Cabos e Acessórios Ltda.
Metrocable Indústria e Comércio Ltda.
Sociedade Produtora de Fibras Ópticas S.A.
Empresas ligadas ao grupo de controle
Birla Furukawa Fibre Optics Limited
Furukawa Electric Co. Ltd.
Furukawa Electric Singapore Pte Ltd.
Furukawa Shanghai Ltd.
PT Furukawa Optical Solutions Indonésia
Suzhou Furukawa Power Optic Cable CO. LTD
OFS Fitel
31/03/13
Compras
31/12/11
31/03/13
Vendas
31/12/11
6.262
2.403
2.552
184
2.886
9.462
12.541
14.031
13.942
-
4.607
31.587
3.909
-
1.890
16.976
490
5.517
278
274
8.917
3.565
5.394
377
826
259
10.577
-
-
45.559
33.530
40.514
40.103
9.1. Remuneração dos administradores
A Companhia e suas controladas são administradas por uma diretoria
executiva composta de no mínimo 02 (dois) e no máximo 05 (cinco) Diretores,
acionistas ou não. No exercício encerrado de 31 de março de 2013, os
honorários da administração totalizaram R$ 1.783 (R$ 1.279 em 2011).
A Assembleia Geral Ordinária de 02 de maio de 2012 aprovou a reeleição dos
integrantes da diretoria executiva pelo prazo de 01 (um) ano e fixou em R$
2.500 a remuneração total dos seus integrantes.
A Companhia e suas Controladas não concedem outros benefícios aos
administradores (pós-emprego ou remuneração baseada em ações).
28
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
10. Outras Contas a Receber
Circulante
Adiantamentos a fornecedores
Títulos de clientes em cobrança judicial
(-) Provisão para perdas
Outros
Não circulante
Títulos de clientes em cobrança judicial
Precatórios a receber
Outros
31/03/13
Controladora
31/12/11
31/03/13
Consolidado
31/12/11
2.517
233.848
(232.238)
918
750
234.911
(232.238)
2.443
2.517
233.848
(232.238)
1.415
750
234.911
(232.238)
3.248
5.045
5.866
5.542
6.671
7.692
125
2.147
125
7.692
125
2.147
125
7.817
2.272
7.817
2.272
O saldo de títulos de clientes em cobrança judicial se refere a vendas realizadas
entre os anos de 2000 e 2002, a clientes que deixaram de efetuar os pagamentos.
Provisão para perdas foi registrada em 2002.
A rubrica precatórios a receber corresponde à reversão de compensação de ICMS
com precatórios adquiridos pela Companhia no exercício de 2005, a qual vinha
sendo discutida judicialmente com o Governo do Estado do Paraná. A Companhia
reverteu as compensações ao aderir ao parcelamento dos débitos com o Governo
do Estado do Paraná, registrando o saldo de precatórios que pretende usar para
liquidar o saldo final do parcelamento.
11. Investimentos
11.1. Investimentos em controladas e coligadas
Os investimentos da Companhia em controladas e coligadas estão
demonstrados abaixo:
29
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
11. Investimentos -- Continuação
11.1. Investimentos em controladas e coligadas -- Continuação
Controladora
31/03/13
31/12/11
Empresas controladas consolidadas
Empresa coligada
Consolidado
31/03/13
31/12/11
10.580
1.554
26.717
1.788
1.554
1.788
12.134
28.505
1.554
1.788
Conforme mencionado na nota explicativa 1, durante o exercício de 2011 a
Companhia adquiriu 100% das quotas da Metrocable Indústria e Comércio
Ltda. (MTC), uma empresa sediada no Brasil, especializada na produção de
fios e cabos ópticos e seus acessórios, fios e cabos eletrônicos e telefônicos.
O valor justo dos ativos adquiridos e passivos assumidos resultou em um
acervo líquido a valor justo de R$ 6.250. A diferença entre o valor pago na
aquisição e o valor justo do acervo líquido foi alocado como ágio, justificado
pela expectativa de geração de resultados futuros da MTC.
Não houve impactos relativos à aplicação do CPC15, devido ao fato de os
ativos (impostos a recuperar) e passivos adquiridos não apresentarem
diferença entre o valor de livros e o valor justo.
Em 01 de dezembro de 2012, a Companhia efetuou a incorporação do acervo
líquido total da Metrocable Indústria e Comércio Ltda.. O laudo de avaliação
emitido por perito independente determinou que o valor patrimonial da
Metrocable Indústria e Comércio Ltda. em 31 de outubro de 2012, para fins de
sua incorporação pela Companhia é igual à R$ 7.226.
Os saldos incorporados foram:
30
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
11. Investimentos -- Continuação
11.1. Investimentos em controladas e coligadas -- Continuação
Caixa e bancos
Aplicações financeiras
Contas a receber de clientes
Adiantamento a fornecedores
Impostos a recuperar diretos
Impostos a recuperar indiretos
Adiantamento de salários
Estoques
Despesas antecipadas
Saldo a receber de partes relacionadas
Ativo não circulante
Imobilizado
Intangível
Ativo
Passivo circulante
Empréstimos e financiamentos
Fornecedores
Impostos a recolher indiretos
Encargos e obrigações trabalhistas
Adiantamento de clientes
Saldos a pagar a partes relacionadas
Passivo não circulante
Impostos diferidos
Patrimônio líquido contábil
66
523
3.062
1
16
242
12
2.606
2
742
3.631
3.605
26
10.903
3.124
6
749
8
731
14
1.616
554
554
7.226
A incorporação da controlada Metrocable pela Furukawa Industrial S.A. não
acarretou aumento na composição do capital social da Companhia.
O ágio anteriormente apurado foi transferido para o ativo intangível
considerando sua expectativa de rentabilidade futura.
31
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
11. Investimentos -- Continuação
11.2. Participação em empresas controladas e coligadas
Furukawa
Cabos e
Acessórios
Ltda.
Capital social
Quantidade de ações/quotas possuídas (mil)
Participação (%)
Furukawa Ind.
S.A. Prod.
ElétricosArgentina
Sociedade
Metrocable
Produtora de
Indústria e
Fibras Ópticas Comércio Ltda.
(*)
1.500
5.369
735
5.369
49
100
134
134
100
5.293
5.293
100
Valor do investimento em 01 de janeiro de 2011
9.674
4.600
2.073
-
16.346
Aquisição de particação
Equivalência patrimonial
Dividendos
Variação cambial sobre investimento no exterior
3.145
(9.200)
-
1.375
283
(285)
-
15.956
885
-
15.956
5.120
(9.200)
283
Valor do investimento em 31 de dezembro de 2011
3.619
6.258
1.788
16.841
28.505
Aquisição de particação
Equivalência patrimonial
Incorporação
Dividendos
Variação cambial sobre investimento no exterior
2.404
(2.226)
-
1.233
(707)
158
(392)
-
59
(16.900)
-
3.854
(16.900)
(2.618)
(707)
Valor do investimento em 31 de março de 2013
3.797
6.784
1.554
-
12.134
(*) Demonstrações financeiras auditadas por outros auditores independentes.
32
Total
-
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
12. Imobilizado
Abaixo demonstramos a síntese da movimentação do imobilizado da Controladora e
Consolidado:
Controladora
2010
Edifícios
Máquinas e equipamentos
Equipamentos de informática
Moveis e utensílios
Veículos
Instalações
2011
Taxa
média
( a.a. %)
2a4
Líquido
17.441
Adições
-
10 a 33
18.432
1.111
(52)
3.573
(3.223)
19.841
20 a 25
10
975
440
357
194
-
147
31
(375)
(204)
1.104
461
17,5 a 20
717
387
-
-
(197)
907
10
226
-
-
84
(125)
185
5.798
Baixas
Transferências Depreciação Saldo final
248
(957)
16.732
-
Terrenos
Peças reposição/manutenção
-
5.798
-
-
-
-
-
4.087
443
-
-
-
4.530
Imobilizado em andamento
-
6.231
54.347
19.906
22.398
(52)
(4.083)
-
(5.081)
22.054
71.612
Total do imobilizado
Controladora
31/03/13
31/12/11
Taxa média
( a.a. %)
Edifícios
Máquinas e equipamentos
Equipamentos de informática
Moveis e utensílios
Veículos
Instalações
Terrenos
Peças reposição/manutenção
Imobilizado em andamento
33
2a4
10 a 33
20 a 25
10
17,5 a 20
10
-
Líquido
Adições
Baixas
Transferências
Depreciação
Incorporação
Saldo final
16.732
19.841
1.104
461
907
185
5.798
4.530
22.054
8
4
716
31.705
(78)
(11)
(1)
(48)
(264)
(1.454)
2.678
41.774
906
241
474
2.124
(48.197)
(1.318)
(5.877)
(704)
(114)
(340)
(222)
-
3.401
71
103
16
7
-
18.092
59.069
1.366
694
1.009
2.094
5.798
4.982
4.108
71.612
32.433
(1.856)
-
(8.575)
3.598
97.212
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
12. Imobilizado -- Continuação
Consolidado
2011
2010
Taxa
média
( a.a. %)
Edifícios
Máquinas e equipamentos
Equipamentos de informática
Moveis e utensílios
Veículos
Líquido
Baixas
Transferências
Depreciação Saldo final
17.441
-
-
248
(957)
16.732
10 a 33
20.098
5.217
(65)
3.625
(3.822)
25.053
20 a 25
10
1.004
452
426
331
-
148
40
(406)
(213)
1.172
610
17,5 a 20
Instalações
Terrenos
Peças reposição/manutenção
Adições
2a4
736
500
(73)
-
(194)
969
10
-
226
5.798
90
-
(18)
12
18
(143)
-
185
5.798
-
4.087
6.240
56.082
443
19.904
26.911
(156)
(4.091)
-
(5.735)
4.530
22.053
77.102
Imobilizado em andamento
Total do imobilizado
Consolidado
31/03/13
31/12/11
Taxa média
( a.a. %)
Edifícios
Máquinas e equipamentos
Equipamentos de informática
Moveis e utensílios
Veículos
Instalações
Terrenos
Peças reposição/manutenção
Imobilizado em andamento
2a4
10 a 33
20 a 25
10
17,5 a 20
10
-
Líquido
Adições
Baixas
Transferências
Depreciação
Saldo final
16.732
25.053
1.172
610
969
185
5.798
4.530
22.053
201
856
32
58
30
739
31.793
(84)
(11)
(1)
(48)
(264)
(1.454)
2.678
41.774
906
241
474
2.124
(48.197)
(1.387)
(6.368)
(725)
(121)
(353)
(224)
(3)
-
18.224
61.231
1.374
787
1.042
2.115
5.798
5.002
4.195
77.102
33.709
(1.862)
-
(9.181)
99.768
No exercício encerrado em 31 de março de 2013 a Companhia e suas controladas
possuem saldo residual de reavaliações em terrenos, edifícios e máquinas e
equipamentos no montante total de R$ 14.848 (R$ 15.418 em 2011). O saldo da
reserva de reavaliação no patrimônio, contrapartida inicial da reavaliação, foi
capitalizado em 2003.
34
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
12. Imobilizado -- Continuação
O valor dos custos de empréstimos durante o período de 15 meses findo em 31 de
março de 2013 era de aproximadamente R$1.274. A taxa utilizada para determinar
o montante dos custos de empréstimo passíveis de capitalização foi de 6,81%, que
representa a taxa efetiva dos empréstimos específicos.
13. Intangível
A Companhia e suas controladas registram nesta rubrica o direito de uso de
software, um intangível de vida útil definida, amortizado em cinco anos e, o ágio na
aquisição de controlada, um intangível de vida útil indefinida. O intangível
apresentou a seguinte movimentação:
Controladora
31/03/13
31/12/11
Líquido
Licença de software
Ágio em aquisição de controlada (a)
Adições
Baixas
Depreciação
Saldo final
1.799
-
1.221
9.706
-
(782)
-
2.238
9.706
1.799
10.927
-
(782)
11.944
Consolidado
31/03/13
31/12/11
Líquido
Licença de software
Ágio em aquisição de controlada (a)
Total do intangível
Adições
Baixas
Depreciação
Saldo final
1.907
9.706
1.221
-
-
(882)
-
2.246
9.706
11.613
1.221
-
(882)
11.952
a) Ágio na aquisição de controlada
O saldo de ágio apurado na aquisição da controlada Metrocable Indústria e
Comércio Ltda. (MTC) encontra-se fundamentado na expectativa de rentabilidade
futura da operação adquirida e às economias de escalas esperadas da
combinação de operações da MTC com as da Companhia, que não podem ser
reconhecidas separadamente como um ativo intangível.
35
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
13. Intangível -- Continuação
a) Ágio na aquisição de controlada -- Continuação
O valor da aquisição, em 2011, foi de R$ 15.956, enquanto o valor do patrimônio
líquido avaliado a valor justo da controlada adquirida, resultante do exercício de
identificação do valor justo dos ativos adquiridos e passivos assumidos, de
acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 15 / IFRS 3 – Combinação de
negócios, nesta mesma data, era de R$ 6.250, apurando ágio no valor de R$
9.706.
De acordo com as práticas contábeis vigentes, o ágio por expectativa de
rentabilidade futura não é mais amortizado, sendo então efetuados testes anuais
quanto ao valor recuperável. Atualmente, dentro do contexto societário da
Companhia após a realização da incorporação da MTC, tal ágio proporciona
dedutibilidade fiscal.
A administração revisa, pelo menos anualmente, o valor contábil líquido dos
ativos com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias
econômicas, operacionais ou tecnológicas que possam indicar deterioração ou
perda de seu valor recuperável. Nas datas dos balanços não foram identificados
fatores que indicassem a necessidade de constituição de provisão para o valor
recuperável de ativos.
O ágio na aquisição da MTC em 2011 foi classificado como investimentos na
Controladora e como intangível no Consolidado. Em 31 de março de 2013,
considerando a incorporação da MTC, o ágio foi classificado como intangível na
Controladora e no Consolidado.
14. Fornecedores
No país
No exterior
36
31/03/13
Controladora
31/12/11
31/03/13
Consolidado
31/12/11
20.586
10.668
12.306
18.079
20.910
11.201
15.662
17.774
31.254
30.385
32.111
33.436
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
15. Financiamentos
31/03/13
Circulante
Financiamentos BNDES
Não circulante
Financiamentos BNDES
Finame Banco Itaú
Controladora
31/12/11
31/03/13
Consolidado
31/12/11
13.000
5.187
13.000
5.187
13.000
5.187
13.000
5.187
17.000
-
18.000
-
17.000
-
18.000
18
17.000
18.000
17.000
18.018
a) Financiamentos BNDES
A Companhia contraiu empréstimos junto ao BNDES para financiar a produção
direcionada a exportação, com as seguintes características:
31/03/2013
Descrição
Encargos financeiros
Vencimentos
Compromisso de exportação
Data limite para exportação
Curto prazo
Longo prazo
4,5% a.a.
15/06/2013
US$ 1.608
15/06/2013
31/12/2011
Curto prazo
Longo prazo
4,5% a.a.
15/06/2013
US$ 1.608
15/06/2013
Encargos financeiros
Vencimentos
Compromisso de exportação
Data limite para exportação
9% a.a.
15/07/2013
US$ 7.981
15/07/2013
9% a.a.
15/07/2013
US$ 7.981
15/07/2013
Encargos financeiros
Vencimentos
Compromisso de exportação
Data limite para exportação
8% a.a.
15/07/2014
US$ 8.398
15/10/2014
9% a.a.
15/07/2013
US$ 5.617
15/07/2013
Em 31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011, a Companhia encontra-se
em cumprimento de todas as cláusulas contratuais desses empréstimos e
financiamentos (compromissos de exportação).
37
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
16. Impostos e contribuições a recolher
31/03/13
Circulante
ICMS
IPI
COFINS
PIS
IRPJ
CSLL
Outros
31/03/13
Consolidado
31/12/11
4.360
754
4
55
73
319
-
1.421
743
982
213
213
183
3
4.390
751
379
96
818
19
124
1.618
774
1.070
232
576
187
44
5.565
3.758
6.577
4.501
31/03/13
Não circulante
ICMS parcelamento
Controladora
31/12/11
Controladora
31/12/11
12.172
-
12.172
-
31/03/13
Consolidado
31/12/11
12.172
12.172
-
Em 09 de julho de 2012, a Companhia aderiu ao programa de parcelamento de
tributos estaduais com o Governo do Estado do Paraná, incluindo débitos
liquidados com precatórios no passado e que vinha sendo discutidos
judicialmente. O saldo, parcelado em 60 vezes, foi registrado no passivo da
Companhia e vem sendo atualizado monetariamente. O parcelamento será pago
da seguinte forma: R$1.352 no primeiro e segundo ano, R$1.352 no terceiro e
quarto anos; e R$9.468 no quinto ano, incluindo R$75% do saldo que a
Companhia espera quitar com precatórios.
17. Provisão para litígios
A Companhia e suas controladas estão envolvidas em determinadas questões
trabalhistas, fiscais e cíveis, tanto na esfera administrativa como na esfera judicial.
A Administração, com base na opinião de seus assessores jurídicos, associado ao
seu conhecimento histórico dos processos, constituiu provisão para aqueles casos
em que é provável que ocorra um desembolso futuro de caixa, e considera que
tais valores são suficientes para cobrir tais perdas. As movimentações dessas
provisões estão sumarizadas como segue:
38
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
17. Provisão para litígios – Continuação
a) Saldo das provisões para litígios:
Controladora
31/03/13
31/12/11
Consolidado
31/03/13
31/12/11
Provisão para riscos
Fiscais e tributárias
Cíveis
Trabalhistas
1.784
1.145
2.045
1.589
1.307
3.004
1.784
1.145
2.127
1.589
1.307
3.625
Total
4.974
5.900
5.056
6.521
Depósitos judiciais
Fiscais e tributárias
Trabalhistas
(1.557)
(629)
(2.159)
(1.740)
(1.698)
(655)
(2.300)
(1.765)
Total
(2.186)
(3.899)
(2.353)
(4.065)
b) Demonstrativo da movimentação do exercício - Consolidado:
Fiscais e tributárias
Cíveis
Trabalhistas
Total
2010
1.657
1.029
5.216
7.902
31/12/11
Adições
312
586
898
Adições
Baixas Reversões
(68)
(34)
(56)
(2.122)
(56)
(2.224)
Baixas
2011
1.589
1.307
3.625
6.521
Consolidado
Reversões
31/03/13
Fiscais e tributárias
Cíveis
Trabalhistas
1.589
1.307
3.625
195
1.619
(815)
(162)
(2.302)
1.784
1.145
2.127
Total
6.521
1.814
(815)
(2.464)
5.056
Adicionalmente, a Companhia e suas controladas são parte em outras
discussões, para as quais as probabilidades de perdas foram consideradas
“possíveis” ou “remotas” e, para as quais, não foram constituídas provisões para
perdas. As discussões classificadas como “possíveis” envolvem valores que
totalizam aproximadamente R$ 7.515 em 31 de março de 2013 (R$ 25.862 em
2011).
39
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
18. Patrimônio líquido
a) Capital social
O capital social subscrito e integralizado é de R$ 122.120 em 31 de março de
2013 e 31 de dezembro de 2011 e está representado por um total de
299.588.748 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal e esta registrado
integralmente no Banco Central do Brasil em nome de Furukawa Electric Co.,
Ltd.
b) Dividendos
O Estatuto Social determina que o saldo dos lucros anuais será aplicado em
conformidade com a resolução da Assembleia Geral Ordinária, devendo ser
distribuído o dividendo mínimo correspondente a 5% (cinco por cento) do lucro
líquido depois de deduzida a reserva legal.
Dos lucros auferidos no exercício findo em 31 de Março de 2013, a
Administração propôs para deliberação da Assembleia Geral Ordinária a
distribuição de dividendos no montante de R$ 35.140 (R$ 11.407 a título de juros
sobre capital próprio e R$ 23.733 a título de dividendos). Os juros sobre capital
próprio são originalmente classificados como despesa financeira e,
subsequentemente quando da preparação das demonstrações financeiras
individuais e consolidadas, reclassificados para o patrimônio líquido.
c) Reserva legal
Constituída na proporção de 5% do lucro do exercício, limitada a 20% do capital
social.
d) Lucro básico e diluído
Lucro líquido do exercício
Quantidades de ações
Lucro líquido básico e diluído por lote de 1.000 ações
31/03/13
31/12/11
53.066
299.588.748
56.069
299.588.748
0,18
0,19
A Companhia não tem plano de pagamento baseado em ações ou quaisquer
outros instrumentos patrimoniais que possam diluir o lucro dos acionistas.
40
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
19. Imposto de renda e contribuição social
a) Reconciliação da alíquota efetiva de impostos sobre o lucro
Controladora
31/03/13
31/12/11
Consolidado
31/03/13
31/12/11
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
56.201
65.246
58.514
67.628
IR/CS - Aliq 34%
(19.108)
(22.184)
(19.895)
(22.994)
Subvenções para investimento
Despesas não dedutíveis
Equivalência patrimonial
Juros sobre capital próprio
Inovação tecnológica
Creditos diferidos realizados não constituídos em exercicios anteriores
Outros
7.743
(1.563)
1.311
3.878
724
3.725
155
1.115
(831)
1.741
3.060
7.098
824
7.743
(1.569)
54
3.878
724
2.922
695
1.115
(1.018)
(97)
3.060
7.505
870
Total
(3.135)
(9.177)
(5.448)
(11.559)
IRPJ
CSLL
(2.263)
(871)
(6.648)
(2.529)
(4.106)
(1.342)
(8.594)
(2.965)
b) Composição dos créditos tributários
Controladora
31/03/13
31/12/11
41
Prejuizo fiscal e base negativa de exercícios anteriores
Base negativa CS exercícios anteriores
Reserva de reavaliação
Provisão para perdas com clientes
Provisões para litígios e outros
11.423
12.551
(5.611)
54.816
6.994
Total de imposto à aliquota de 34%
Créditos tributários registrados
Créditos tributários não registrados
Consolidado
31/03/13
31/12/11
13.745
(5.242)
54.999
9.146
12.246
(5.611)
54.816
7.032
67.622
71.454
68.484
72.617
8.967
58.655
9.723
61.731
9.255
59.229
10.256
62.361
(5.836)
54.999
9.709
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
19. Imposto de renda e contribuição social – Continuação
b) Composição dos créditos tributários -- Continuação
O registro dos tributos diferidos ativos está suportado pelo plano de negócios da
Companhia e suas controladas, o qual foi aprovado por sua Diretoria Executiva,
segundo o qual a Companhia e suas controladas apurarão lucros tributáveis no
exercício a encerrar-se em 31 de março de 2014, em montantes considerados
pela Administração suficientes para a realização de tais valores. Não foram
constituídos créditos e débitos de impostos diferidos que seriam compensados
com resultados tributários que possam ser gerados em nenhum dos exercícios
posteriores a 31 de março de 2014.
20. Cobertura de seguros - Consolidado
Em 31 de março de 2013, o limite máximo de indenização estabelecido pela
Administração da Companhia e de suas controladas, para cobrir eventuais sinistros,
é resumido como segue:
Seguro patrimonial
Seguro de lucros cessantes
Seguros de responsabilidade civil
05/10/2012
05/10/2012
05/10/2012
05/10/2013
05/10/2013
05/10/2013
Cobertura máxima
indenização
183.030
41.900
2.050
A cobertura foi contratada por montante considerado suficiente pela Administração
para mitigar os riscos por ela identificados. As premissas de riscos adotadas, dada a
sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações
financeiras individuais e consolidadas, consequentemente, não foram revisadas
pelos nossos auditores independentes.
42
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
21. Outras receitas e despesas operacionais
Provisão/reversão contingências trabalhistas e fiscais
Ganho na venda de investimentos/imobilizados
Crédito presumido ICMS PR - Decreto 1922/11
Recuperação de perdas com devedores duvidosos
Despesas com publicidade e comunicação
Honorários advocatícios
Provisão para perdas de ativos
Outras
31/03/13
Controladora
31/12/11
31/03/13
Consolidado
31/12/11
(1.014)
193
22.774
1.307
(822)
5.872
1.128
754
174
3.281
4.339
(1.752)
(199)
(468)
(475)
193
22.774
1.307
(822)
5.872
1.093
564
174
3.281
4.339
(1.717)
(199)
(417)
29.438
6.129
29.942
6.025
22. Objetivo e políticas para gestão de risco financeiro
Em atendimento aos Pronunciamentos Técnicos, CPC 38 a CPC 40, a Companhia e
suas controladas efetuaram uma avaliação de seus instrumentos financeiros.
Os instrumentos financeiros constantes nas contas de ativo e passivo encontram-se
atualizados na forma contratada até 31 de março de 2013 e correspondem,
substancialmente, ao seu valor de mercado. Os principais instrumentos financeiros
da Companhia e de suas controladas em 31 de março de 2013 e 31 de dezembro
de 2011 são:
Caixa e equivalentes de caixa
Aplicações financeiras
Clientes
Partes relacionadas - ativo
Depósitos judiciais
Outras contas a receber
Fornecedores
Partes relacionadas - passivo
Impostos, salários e outras contas a pagar
Empréstimos
43
31/03/13
Controladora
31/12/11
31/03/13
Consolidado
31/12/11
7.417
4.000
82.706
7.464
2.186
12.862
(31.254)
(10.472)
(14.444)
(30.000)
34.500
3.610
55.806
6.654
3.899
8.138
(30.385)
(1.712)
(12.786)
(23.187)
9.007
4.000
87.172
2.353
13.359
(32.111)
(8.720)
(16.642)
(30.000)
37.158
3.610
69.315
4.065
8.943
(33.436)
(2.931)
(16.151)
(23.205)
30.465
44.537
28.418
47.368
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
22. Objetivo e políticas para gestão de risco financeiro -- Continuação
A Diretoria Executiva é responsável por supervisionar a gestão dos riscos
financeiros aos quais está exposta, dentre os quais cabe destacar:
a) Risco de crédito: O risco de crédito é o risco de a contraparte de um negócio
não cumprir uma obrigação prevista em um instrumento financeiro ou contrato
com cliente, o que levaria a um prejuízo financeiro. A Companhia e suas
controladas estão expostas ao risco de crédito em suas atividades operacionais
(principalmente com relação a contas a receber) e de financiamento, incluindo
depósitos em bancos e instituições financeiras, transações cambiais e outros
instrumentos financeiros. O risco de crédito de saldos com bancos e instituições
financeiras é administrado pela Diretoria Financeira da Companhia e de suas
controladas, monitorando os valores depositados e a concentração em
determinadas instituições e, assim, mitigando o risco de prejuízo financeiro no
caso de potencial falência de uma contraparte. Em relação a contas a receber de
clientes, a Companhia e suas controladas não tem concentração de recebíveis
de forma relevante, pois possuem uma carteira de clientes distribuída. A
Companhia e suas controladas administram o risco por meio de rigoroso
processo de concessão de crédito.
b) Risco de liquidez: A Companhia e suas controladas acompanham o risco de
escassez de recursos por meio de avaliações regulares de sua administração.
c) Risco de mercado: O risco de mercado é o risco de que o valor justo dos fluxos
de caixa futuros de um instrumento financeiro flutue devido a variações nos
preços de mercado. Os preços de mercado englobam três tipos de risco:
i) Risco de taxa de juros: Esse risco advém da possibilidade da Companhia e
suas controladas vierem a incorrer em perdas por conta de flutuações nas
taxas de juros de captação bem como em aplicações. Em 31 de março de
2013 e em 31 de dezembro de 2011, não há exposição significativa a esse
risco, uma vez que a posição de financiamentos e as aplicações no circulante
estão pactuadas a taxas fixas. A Companhia e suas controladas monitoram
continuamente a volatilidade das taxas de mercado e podem alterar a
modalidade dos financiamentos e aplicações de acordo com as circunstâncias.
ii) Risco cambial: decorre da exposição a oscilações de câmbio, presente nas
vendas ao mercado externo, nos contratos de compra de cobre (cotados em
dólares) e eventualmente de posições de empréstimos, contas a pagar ou
partes relacionadas. Dependendo dos níveis de exposição, o Comitê de riscos
pode determinar a contratação de NDF (“Non Deliverable Forward”).
Em 31 de março de 2013 e em 31 de dezembro de 2011, a posição líquida de
clientes e fornecedores externos (destacados nas respectivas notas
explicativas) não representa uma exposição relevante.
44
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
22. Objetivo e políticas para gestão de risco financeiro – Continuação
c) Risco de mercado: -- Continuação
III) Risco de preço relativo às suas ações. A Companhia e suas controladas não
possuem ações negociadas em mercado.
d) Risco de preço de commodities: A Companhia e suas controladas estão
expostas à flutuação dos preços do cobre. Para minimizar este risco, a
Administração monitora o volume de vendas e compras contratadas, bem como
os níveis de estoques. O Comitê de riscos se reúne periodicamente e avalia os
níveis de exposição, deliberando sobre a contratação de contratos futuros de
compra de cobre.
Em 31 de março de 2013 a Companhia e suas controladas eram parte em vinte e
dois contratos de compra futura de cobre, com vencimentos em abril, maio e
junho de 2013. Em 31 de março de 2013, o valor justo desses derivativos
representa R$ 234 (R$ 153 em 2011) e está registrado em outras contas a pagar.
23. Receitas e despesas financeiras
Receitas
Variação cambial
Rendimento de aplicações financeiras
Ganho hedge de câmbio
Outras
Despesas
Juros sobre financiamentos
Variação cambial
Perda hedge de câmbio
Outras
45
31/03/13
Controladora
31/12/11
31/03/13
Consolidado
31/12/11
3.389
3.321
2.185
7.028
2.619
4.348
1.531
1.992
1.463
3.672
2.185
6.847
2.706
4.551
1.531
1.997
15.923
10.490
14.167
10.785
31/03/13
31/12/11
31/03/13
31/12/11
(7.175)
(5.802)
(1.585)
(431)
(1.803)
(4.646)
(724)
(703)
(7.188)
(5.821)
(1.585)
(378)
(2.294)
(4.666)
(724)
(630)
(14.993)
(7.876)
(14.972)
(8.314)
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
24. Receita operacional líquida
31/03/13
Controladora
31/12/11
31/03/13
Consolidado
31/12/11
Receita de vendas no mercado interno
Receita de vendas no mercado externo
609.734
60.896
454.300
29.317
650.486
62.448
498.867
29.393
Total da receita bruta
670.630
483.617
712.934
528.260
Deduções da receita
(-) Impostos sobre as vendas
(-) Devoluções e abatimentos
(150.378)
(13.072)
(105.734)
(5.498)
(154.352)
(13.418)
(111.648)
(5.009)
Total das deduções
(163.450)
(111.232)
(167.770)
(116.657)
Receita operacional liquida
507.180
372.385
545.164
411.603
25. Despesas por natureza
A Companhia e suas controladas optaram por apresentar a demonstração do
resultado por função. Conforme requerido pelo CPC 26 IAS 1, apresenta, a seguir, o
detalhamento da demonstração do resultado por natureza:
Controladora
31/12/11
31/03/13
Consolidado
31/12/11
(340.718)
(57.597)
(72.974)
(471.289)
(232.704)
(44.496)
(36.922)
(361.468)
(62.548)
(76.526)
(255.960)
(48.584)
(40.069)
(314.122)
(500.542)
(344.613)
(268.881)
(494)
(269.375)
(183.042)
(1.449)
(278.393)
(494)
(199.383)
(1.449)
(184.491)
(278.887)
(200.832)
(81.790)
(9.357)
(7.192)
(17.648)
(6.695)
(15.278)
(32.993)
(7.116)
(23.845)
(201.914)
(51.216)
(5.305)
(5.300)
(13.009)
(5.036)
(10.542)
(18.161)
(4.932)
(16.130)
(93.168)
(10.063)
(7.192)
(17.690)
(6.695)
(19.652)
(33.126)
(7.116)
(26.953)
(57.922)
(6.045)
(5.300)
(13.009)
(5.229)
(11.309)
(18.177)
(4.932)
(21.858)
(129.631)
(221.655)
(143.781)
(471.289)
(314.122)
(500.542)
(344.613)
31/03/13
Despesas por função
Custos dos produtos vendidos
Despesas com vendas e distribuição
Gerais e administrativas
Despesas por natureza
Matéria-prima
Hedge de matéria-prima
Gastos com pessoal
Depreciação e amortização
Material auxiliar de produção e consumo
Conservação e manutenção
Energia elétrica
Despesas comerciais
Serviços de terceiros
Pesquisa e desenvolvimento
Despesas gerais
46
Furukawa Industrial S.A. - Produtos Elétricos
Notas explicativas às demonstrações financeiras
31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2011
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
26. Previdência social privada
A partir de 21 de novembro de 2011, a Companhia e suas Controladas iniciaram o
patrocínio de um Plano de Benefícios, denominado Programa de Previdência
Complementar, associado a um Programa de Seguro de Vida com Cobertura por
Sobrevivência, junto a uma entidade aberta de previdência complementar, o Itaú
Vida e Previdência S.A. O plano é na modalidade de contribuição definida durante o
período de acumulação de reservas. O único benefício definido, na fase de
acumulação, é um pecúlio pago em eventos de morte ou invalidez, calculados
conforme fórmulas e condições estabelecidas no regulamento do plano.
As contribuições são efetuadas em média, na proporção de 50% pela patrocinadora
e 50% pelos participantes ativos contribuintes e foram estabelecidas através da
opção exercida pelos participantes entre 2% e 8% de sua remuneração nominal.
27. Pronunciamentos contábeis novos ou revisados aplicados em
2012 e pronunciamentos ainda não vigentes em 2012
Em 2012 o CPC emitiu um conjunto de emendas e revisões de suas normas, com o
objetivo de eliminar inconsistências e esclarecer dúvidas na redação. A adoção
dessas revisões não trouxe alterações às políticas contábeis da Companhia e não
impactou seu desempenho ou a situação financeira.
O IASB, por sua vez, revisou diversos pronunciamentos contábeis que ainda não
haviam entrado em vigor até a data de emissão das demonstrações contábeis da
Companhia. No Brasil, esses pronunciamentos somente serão requeridos após a
aprovação do CPC. A Companhia pretende adotar tais normas quando as mesmas
entrarem em vigor, entretanto a Companhia antecipou sua análise e não identificou
nenhum pronunciamento que gere impacto significativo em suas demonstrações
contábeis. Estão listadas a seguir as normas emitidas que ainda não haviam
entrado em vigor até a data de emissão das demonstrações financeiras:
Norma
IAS 1 Apresentação das Demonstrações Financeiras
IAS 16 Imobilizado
IAS 19 Benefícios aos Empregados
IAS 28 Contabilização de Investimentos em Associadas e Joint Ventures
IAS 32 Instrumentos Financeiros: Apresentação
IAS 34 Demonstrações Financeiras Intermediárias
IFRS 1 Adoção Inicial das IFRS
IFRS 7 Instrumentos Financeiros (Divulgação)
IFRS 9 Instrumentos Financeiros (Classificação e Mensuração)
IFRS 10 Demonstrações Financeiras Consolidadas
IFRS 11 Empreendimentos Conjuntos
IFRS 12 Divulgação de Participações em Outras Entidades
IFRS 13 Mensuração de Valor Justo
IFRIC 20 Custos de Remoção de Resíduos na Fase de Produção
47
Em vigor pelo IASB
1º de julho de 2012
1º de janeiro de 2013
1º de janeiro de 2013
1º de janeiro de 2013
1º de janeiro de 2014
1º de janeiro de 2013
1º de janeiro de 2013
1º de janeiro de 2013
1º de janeiro de 2013
1º de janeiro de 2013
1º de janeiro de 2013
1º de janeiro de 2013
1º de janeiro de 2013
1º de janeiro de 2013
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Demonstrações Financeiras Consolidadas.