Ministério da Defesa G e r e n c i a n d o P r o j e t o s no S i s t e m a d e C i ê n c i a , Te c n o l o g i a e I n o v a ç ã o d e Interesse da Defesa Nacional (SisCTID) Brasília, 2003 Ministério da Defesa Secretaria de Logística e Mobilizaçaão Departamento de Ciência e Tecnologia Divisão de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento Esplanada dos Ministérios, bloco Q - 3º andar Cep: 70.049-900 - Brasília/DF Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida desde que citada a fonte. Normalização Bibliográfica BIB/SEGAB/GAB Brasil. Ministério da Defesa. Secretaria de Logística e Mobilização. Divisão de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento. Gerenciando projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de interesse da Defesa Nacional / Ministério da Defesa, Divisão de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento. - Brasília : MD, 2003. 56p. 1. Gerenciamento de Projetos. 2. Ciência e Tecnologia. 3. Inovações Tecnológicas. 4. Brasil - 5. Defesa. I. Título CDU 658.511.4:5/6:355.02(8l) S u m á r i o Apresentação 5 Conceitos Gerais eIniciação dos Projetos 9 Planejamento do Projeto 15 Execução e Controle do Projeto 19 Apêndice 21 Anexos 23 Glossário 45 Referências 47 Propósito: Este documento define a sistemática de elaboração e de acompanhamento de projetos de P&D. Objetivo: Descrever princípios e procedimentos aplicáveis aos projetos de P&D, a fim de que seja obtida a excelência de gestão no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de interesse da Defesa Nacional (SisCTID). Abrangência: Este documento se aplica a todos os projetos que serão conduzidos sob a responsabilidade do Ministério da Defesa e/ou apoiados pela Comissão Assessora de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Defesa Nacional (COMASSE). Documentos de referência: •Norma ABNT-ISO 10.006, "Diretrizes para a Qualidade no Gerenciamento de Projetos" •Decreto 4553, de 27 de dezembro de 2002, que dispõe sobre a salvaguarda de assuntos sigilosos no âmbito da Administração Pública Federal. Versões anteriores: Não há. A p r e s e n t a ç ã o Esta proposta de Manual nasceu da necessidade de se padronizar a metodologia de trabalho e os procedimentos relativos à condução dos projetos de P&D no âmbito do SisCTID. Para tanto, tomou-se como base os documentos referenciados, as melhores práticas preconizadas pelas teorias sobre o gerenciamento de projetos e outros critérios estabelecidos pela Comissão Assessora de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Defesa Nacional (COMASSE). Diretrizes de Governo – PDN $ Objetivos / Ações Estratégicas Sistemática de seleção Gestão Estratégica Projetos Comitês Técnicos INOVAR Gestão do Conhecimento I N D I C A D O R E S Figura 1 - Concepção do SisCTDI Este documento, que foi elaborado durante a fase de concepção do SisCTID (Figura 1), poderá ainda sofrer alterações, à medida em que novas demandas ou atualizações se fizerem necessárias. Espera-se, portanto, que com o amadurecimento do Sistema, este livro seja robustecido e aperfeiçoado até a sua conversão final em Manual de Gerenciamento de Projetos do Ministério da Defesa. I n d i c a d o r e s G e r a i s d o S i s t e m a O SisCTID possuirá um pequeno número de indicadores, que serão utilizados em seu nível estratégico. Esses indicadores serão compostos de outros, apurados no nível tático e, estes, por sua vez, compostos por indicadores do nível operacional (de execução). Os indicadores propostos para a fase inicial de operação do SisCTID são os seguintes: 6 Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional 1. Percentual do orçamento do MD alocado em C,T&I - composto a partir dos percentuais de cada Força e de recursos da administração central. Organizações similares, tipicamente, investem em P&D entre 5 e 10% de seu orçamento. 2. Relação Projetos de P&D em carteira/Projetos apoiados - composto pela relação entre os recursos necessários para atender aos projetos apresentados (expressos em valores monetários) e os recursos efetivamente alocados aos projetos em andamento. Este índice deve ser constante, ou declinante com o tempo. Tal tendência demonstrará se o Sistema está conseguindo atender às demandas colocadas no SisCTID. 3. Relação Custos Planejados/Custos Realizados e Prazo Planejado/Prazo Real (ao fim do Projeto) - com a maturidade do SisCTID, espera-se levantar esses índices ao longo da execução dos projetos. Esses são índices diretamente apurados no nível operacional e sua consolidação juntamente com os mesmos índices dos demais projetos em carteira permitirá avaliar a eficiência na execução dos projetos. 4. Relação Aquisições Nacionais/Aquisições Internacionais - este índice indica a efetividade do Sistema. Todas as ações devem ser no sentido de tornar esse indicador o maior possível, para demonstrar que a indústria nacional participa majoritariamente no esforço de nacionalização dos meios de defesa. Cuidados devem ser tomados para que a evolução do índice seja fruto do aumento de competitividade da indústria nacional e não de medidas protecionistas que permitam o fornecimento de produtos de baixo nível de qualidade. Subsidiariamente, devem ser desenvolvidos outros indicadores que avaliem o aumento de competitividade da indústria nacional. 5. Relação esforço investido em projetos (Recursos-Humanos, homens-hora)/ efetivo de pesquisadores disponíveis este indicador mostra o percentual do efetivo alocado em projetos. Altos percentuais indicam que a força de trabalho na área de C&T está colocada na sua atividade-fim. Por vezes, baixos índices são disfarçados pela sobrealocação de recursos aos projetos em andamento, ocasionando aumento do custo desses projetos. Por outro lado, este indicador apontará para a falta de recursos humanos alocados em projetos. De qualquer forma se faz necessário desenvolver uma cultura de apropriação de custos na área de C,T&I. 7 8 Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Conceitos Gerais e Iniciação dos Projetos 9 Programas Mobilizadores e Projetos Inovadores Um projeto é definido como um processo único, consistindo de um conjunto de atividades interdependentes, empreendido para alcançar um objetivo predeterminado, de acordo com requisitos específicos, anteriormente acordados e obedecendo a limitações de tempo, de custos e de recursos empregados. Na etapa de definição dos Objetivos Estratégicos para o Sistema, foram estabelecidas ações visando a viabilização de Programas Mobilizadores e de Projetos Inovadores. Os Programas Mobilizadores são programas nacionais que orientam o esforço do Brasil na busca de excelência em áreas de interesse estratégico para a Defesa Nacional e que foram definidos em um processo de consulta envolvendo vários segmentos nacionais, notadamente, o Ministério da Defesa, o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Esse processo não está encerrado, pois buscar-se-á o contínuo aperfeiçoamento a partir de atividades de prospecção tecnológica e da criação de uma rede de inteligência em C,T&I. Os projetos vinculados aos Programas Mobilizadores devem obedecer a critérios que serão posteriormente estabelecidos pelo MD. Os seguintes parâmetros deverão constituir os critérios de seleção de projetos: • Alinhamento com os referenciais estratégicos; • Orientação para a obtenção de resultados tangíveis; • Participação ativa da indústria nacional desde a concepção do projeto; • Avaliação quantitativa da relação custo/benefício; • Tempo máximo de 24 meses para a entrega do produto do projeto; • Existência de demandas comuns entre as Forças Armadas; • Cooperação entre as Forças e outros segmentos nacionais de C,T&I; • Existência da dualidade militar-civil; • Ampliação da competitividade da indústria nacional; • Previsão de formação e absorção de recursos humanos; • Fortalecimento da capacidade de exportação; e • Promoção da marca "Brasil" no cenário internacional. Os Projetos Inovadores, de forma diferente aos que estruturam os Programas Mobilizadores, derivam de oportunidades de negócio identificadas pelos diferentes elementos do Sistema. Para esses projetos, o MD mobilizará esforços para viabilizá-los através das diversas redes de que participa. Ciclo de Vida do Produto O desenvolvimento de um novo produto ocorre através de um ciclo evolutivo e de agregação de valor onde as necessidades dos clientes, nem sempre explícitas, indicam oportunidades para aplicação de conhecimentos científicos e tecnológicos e vice- 10 Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional versa. Essas interações devem ocorrer de forma paralela, de modo a acelerar o processo de geração de novos produtos. O Ministério da Defesa, em sua área de Ciência, Tecnologia e Inovação propõe, a partir da análise do Modelo Paralelo do Processo de Inovação, proposto pelo Prof. Isak Kruglianskas; do Modelo de Ciclo de Vida de Material de Emprego Militar do Exército Brasileiro; e do Ciclo de Vida de Sistemas e Materiais da Aeronáutica, o seguinte ciclo genérico de desenvolvimento de novos produtos. Necessidades dos Clientes do Sistema Manutenção Indústria Nacional SISTEMA DE C, T & I D Idéia Pesquisa Aplicada Desenvolvimento Engenharia Produção Competências Científicas e Tecnológicas Pesquisa Básica Novo Produto (Sistema Serviço) Operação Alienação CICLO DE VIDA DE PRODUTOS Figura 2 - Ciclo de Vida de Produtos O MD espera, com este documento, uniformizar os processos de gerenciamento de projetos, de modo a permitir a adoção de procedimentos comuns para apoio e de decisão para sua evolução de uma fase para outra. Cada fase do ciclo de vida de um produto ou serviço compreende a incorporação de novas competências e de critérios distintos de avaliação. Limitação Temporal das Iniciativas Apoiadas A literatura internacional documenta a dificuldade de manter o foco e alcançar sucesso em projetos de longa duração. Seguindo exemplo de outras organizações, estabeleceu-se que os projetos apresentados devem ter horizontes temporais máximos de 24 meses. Iniciativas de duração maior do que este limite podem ser apresentadas, porém divididas em fases e implementadas a partir de definição clara dos critérios de sucesso para evolução para a fase seguinte. Cada fase deve ser considerada como um projeto específico. Para apresentação de seus projetos, as Organizações Executoras (OE) deverão desenvolver as etapas definidas no 11 Ciclo de Gerenciamento de Projetos, conforme sistemática consolidada no Sistema de Informações Gerenciais (SIG). Ciclo de Gerenciamento de Projetos Todo projeto veiculado pelo SisCTID seguirá o seguinte ciclo de gerenciamento: Demanda FFAA Demanda Indústria Demanda Sociedade SIG Dados Disponíveis para usuários credenciados Desenvolvimento SIG Proposta Alinhamento Estratégico Seleção Estratégia / Faseamento Nomeação do Gerente Critérios de Sucesso Restrições Requisitos (Tec/Log/Trein.) Iniciação do Projeto Escopo / Qualidade Cronograma-Orçamento Pl. Risco Pl.Comunicação Pl. Aquisição Autorização de Tarefas Reuniões de Coordenação Planejamento Ratifica Execução Estudo de Alternativas Inspeções / Auditorias Avaliação de Desempenho Replanejamento No Estudo de Viabilidade Controle Decisão Avaliação Final Lições Aprendidas Carteira de Projetos Encerramento Figura 3 - Ciclo de Gerenciamento de Projetos no âmbito do SisCTID (Fluxograma detalhado no Apêndice Único) Apresentação da idéia do projeto à COMASSE A Organização Executora proporá à COMASSE a idéia do projeto via Sistema de Informações Gerenciais a ser adotado pelo Ministério da Defesa (SIG/MD), anexando o correspondente Estudo de Viabilidade do Projeto (Anexo A). O Comitê Técnico da área de interesse correspondente, com o apoio da Secretaria-Executiva da COMASSE, avaliará o mérito, o alinhamento estratégico e a possibilidade de apoio ao projeto proposto, emitindo um parecer conclusivo quanto à viabilidade de sua execução. Iniciação do Projeto Sendo viável a execução do projeto, a Organização Executora confeccionará o Documento de Iniciação do Projeto (Anexo B), que será apresentado pelo gerente do projeto para aprovação pelo plenário da COMASSE. 12 Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Análise de risco preliminar A COMASSE deverá incorporar e sistematizar o planejamento de riscos em projetos. Para tanto, na fase de concepção do projeto, é necessário que sejam identificados os principais eventos (riscos) que poderão influenciar no seu resultado final. Apesar de um evento de risco poder causar impactos positivos ao projeto, será dada ênfase àqueles que poderão trazer resultados negativos. Os riscos são classificados em três categorias: • Riscos Técnicos - têm origem dentro da equipe técnica que conduz o projeto e afetam sua capacidade de desenvolver o(s) produto(s) do projeto dentro das especificações desejadas; • Riscos Gerenciais - originam-se dentro da organização executora e afetam a capacidade do gerente e sua equipe de integrar as ações necessárias ao desenvolvimento do projeto de modo a que as ações ocorram dentro do que foi previamente planejado e aprovado; e • Riscos Externos - redundam do ambiente externo ao projeto. Podem ser oriundos de mudanças das condições políticas, estratégicas, psicossociais, ambientais, etc. O gerente poderá prever uma reserva de contingência para fazer frente aos riscos priorizados. Tal procedimento lhe permitirá destinar fundos para riscos imprevistos, dentro de critérios pré-estabelecidos. Aprovação pela COMASSE e Planejamento Caso aprovado o Documento de Iniciação do Projeto (Anexo B) e confirmada a existência de recursos financeiros, terá início o planejamento detalhado do projeto. Os documentos do projeto serão mantidos na OE e extratos serão incorporados ao SIG, conforme procedimentos específicos. A Secretaria-Executiva acompanhará e reorientará, caso seja necessário, a inclusão de dados do projeto no SIG. Execução e Controle No caso de recursos provenientes do MD, as parcelas somente serão liberadas se houver o cumprimento das metas previamente planejadas e explicitadas por marcos de controle inicialmente acordados. O avanço físico do projeto deverá ser relatado mensalmente no SIG e desvios superiores a 20% (em prazo ou custo) deverão ser formalmente justificados. Encerramento Ao final do projeto, o gerente apresentará à COMASSE o relatório de conclusão com as lições aprendidas durante a sua execução. 13 14 Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Planejamento do Projeto 15 Definição do Escopo do Projeto Após a aprovação do projeto pela COMASSE, será iniciada a fase de planejamento (Figura 3). O objetivo é definir o escopo do projeto e consolidar o cronograma e o orçamento de forma integrada, contemplado, ainda, o planejamento de risco do projeto. O início do processo de planejamento de um projeto se faz pela definição precisa de seu escopo. Entende-se por escopo o conjunto de características e funcionalidades dos produtos a serem gerados pelo projeto. Tal conjunto só poderá ser bem definido a partir da correta identificação dos clientes e da avaliação de suas necessidades. Utilizando procedimento próprio da OE, o Gerente do Projeto deverá identificar os diversos interessados no projeto e documentar as suas expectativas, que deverão ser transformadas em requisitos dos produtos. Sugere-se a metodologia de "Desdobramento da Função Qualidade" para empreender tal processo. Os produtos e seus requisitos deverão ser registrados conforme o modelo do Anexo C. Analisadas as expectativas dos interessados e as especificações dos produtos do projeto, o gerente do projeto, com sua equipe, formalmente nomeados, deverá desenvolver a estratégia para a condução do projeto, o planejamento de riscos e definir o faseamento do projeto dentro do prazo máximo de 24 meses. Nesta fase é editada a Declaração de Escopo do Projeto, conforme o modelo do Anexo D. A Estrutura Analítica do Projeto (EAP) (Anexo E) é um organograma hierarquizado orientado ao trabalho que será realizado durante a execução do projeto. A EAP deve decompor os objetivos gerais do projeto até o nível de detalhamento necessário à efetiva ação gerencial de controle. O elemento de maior detalhamento da EAP é denominado Pacote de Trabalho (PT). E é nesse nível que deve ser feita toda a alocação de recursos do projeto. Para cada PT (Anexo F) devem ser atribuídos: • Código da EAP do Projeto • Responsável pelo Pacote • Planejamento das Tarefas a executar no Pacote (Anexo G) • Rede de Precedência das Tarefas do Pacote • Interdependência com outros Pacotes • Recursos Necessários (financeiros, materiais e pessoais) • Datas de Início e Término • Código do centro de resultados relacionado • Código do organograma da organização relacionado • Outros códigos relacionados (PPA, Plano de Contas, ...) Análise de Riscos Com base na EAP do projeto, no banco de dados históricos do MD e no da Organização Executora, a equipe do projeto deve elaborar uma relação de eventos de risco com as respectivas severidades do impacto e probabilidades de ocorrência (ponderadas pela capacidade de controle das conseqüências). Essa lista deve ser avaliada com a finalidade de priorizar os eventos que serão eliminados, transferidos ou mitigados e aqueles que serão aceitos de forma ativa (Planos de Contingência) ou passiva (cobertos pela reserva gerencial). 16 Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Esse processo deve ser formalmente documentado. (Anexo H) Os eventos de riscos são caracterizados por cinco atributos: • Definição do evento; • Alerta de ocorrência; • Probabilidade de ocorrência; • Impacto sobre o projeto (preferencialmente expresso em prazo/custo); e • Capacidade de absorção das conseqüências. Rede de Precedência do Projeto O MD acompanhará os projetos através de um Diagrama de Marcos (conforme estabelecido no campo próprio do Anexo B) e nos índices de desempenho de custos e cronograma agregados para o projeto. No entanto, cada projeto deve ter seu cronograma definido por algum Método de Rede de Precedência, ao nível de Pacote de Trabalho. As Técnicas de Avaliação e Verificação de Programas (PERT) e da Cadeia Crítica (Critical Chain) são aceitas para esse fim. Vale observar que a Linha de Base do Projeto deve ser documentada e utilizada para aplicação da técnica de Gerenciamento de Valor Agregado. Qualquer alteração de Linha de Base deve ser formalmente aprovada. As seguintes ferramentas automáticas são conhecidas e adequadas para o desenvolvimento dos trabalhos: MS Project 2002 (MICROSOFT); Open Plan (Welcom); e Primavera Project Planner (PRIMAVERA). Estimativas de Custos As estimativas de custos devem ser baseadas nas estimativas realizadas ao nível do Pacote de Trabalho (anexar memorial de cálculo ao modelo do Anexo G). Além desses recursos devem existir provisões para ajustes oriundos de flutuações cambiais e inflacionárias. Recursos específicos devem ser alocados aos Planos de Contingência. Em função do risco do projeto, um percentual dos custos apropriados do projeto pode ser alocado a título de Reserva Gerencial. Procedimentos específicos devem ser aprovados, projeto a projeto, para que a previsão desses recursos seja autorizada. A estimativa de custo do projeto deve ser integrada à perspectiva geral do projeto (escopo e prazos) por meio da técnica de Gerenciamento do Valor Agregado. Consolidação do Planejamento Sugere-se que o gerente do projeto possua os seguintes documentos básicos formalmente definidos: Documento - Documento de Iniciação do Projeto - Descrição d e Produto s - Declaração de Escopo do Projeto - Normas de Qualidade aplicáveis - Estrutura Analítica do Projeto - Planejamento dos Pacotes de Trabalho - Plano de Contingência s do Projeto - Rede de Precedência do Projeto - Linha de Base aprovada - Plano de Comunicações - Plano de Aquisições - Relatório de Andamento - Relatório de Avaliação Final e Lições aprendidas Anexo Anexo B (*) Anexo C (*) Anexo D (*) Anexo E (*) Anexo F Anexo H Anexo I Anexo J (*) Documentos Obrigatórios 17 Linha de Base e Valor Agregado ao Projeto A LINHA DE BASE do projeto corresponde à curva cumulativa dos custos planejados (VALOR PLANEJADO), associados aos pacotes de trabalho, alocados no tempo em que esses custos devem ser incorridos de acordo com o planejamento aprovado. O andamento físico do projeto, em lugar de ser avaliado em percentuais de progresso, pode ser mais convenientemente medido em unidade monetária. Essa representação é preferível por permitir a homogeneização das grandezas tratadas, facilitando a integração dos dados de andamento do projeto. Observe-se que 30% de progresso na construção de um prédio, não poderia ser facilmente comparado com 50% de progresso no desenvolvimento de um protótipo ou no teste de um equipamento. Quando se emprega o correspondente valor monetário essas comparação se torna possível. A cada Pacote de Trabalho pode ser associado um valor monetário correspondente ao seu andamento físico (0% não iniciado, 100% quando concluído). Assim, define-se como seu VALOR AGREGADO em uma determinada data, ao produto do seu valor monetário planejado até esta data, pelo percentual real de execução. O valor agregado ao projeto seria obtido pela soma de todos os valores agregados relacionados aos pacotes de trabalho que deveriam ser executados até a data de análise. A comparação do valor agregado com o valor planejado (oriundo da linha de base), em um dado momento, nos informa a variação sofrida no andamento do projeto com relação ao tempo (VARIÂNCIA DE TEMPO). Por sua vez, quando comparamos o valor agregado aos valores efetivamente gastos (CUSTO REAL) para executar esses mesmos pacotes de trabalho, obtemos a variação de custos incorrida no orçamento previsto para o projeto (VARIÂNCIA DE CUSTOS). Dessas definições obtemos os dois índices fundamentais que serão empregados para determinar a eficiência do processo de gerenciamento do projeto: Índice de Desempenho de Tempo IDT = Valor Agregado / Valor Planejado Índice de Desempenho de Custos IDC = Valor Agregado / Custo Real Esses índices correspondem à relação entre os valores planejados e os obtidos até uma determinada data de análise. Um projeto que apure um dado índice de 0,5 só está conseguindo realizar metade, em custo, ou em tempo, do que foi previsto. Logo, seu custo, ou prazo, deverá ser superado em 100%, caso as circunstâncias se mantenham como até o momento dessa avaliação. Ao final do projeto se apurará o índice global de eficiência que será dado por: Índice Global de Tempo IGT = Tempo de Execução / Prazo Previsto Índice Global de Custo IGC = Valor ao Término / Orçamento Autorizado Deve-se, oportunamente, estabelecer procedimentos para alteração da linha de base, e para apropriação dos custos relativos aos planos contingentes e reserva gerencial. 18 Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Execução e Controle do Projeto 19 As atividades de execução do projeto são executadas pelo Gerente do Projeto, obedecendo às normas da OE, sempre que possível de forma harmonizada com as sugestões do presente documento. A DIAPD acompanhará as informações atualizadas mensalmente pelo gerente no SIG e, eventualmente, realizará auditorias. O controle do projeto será realizado pelo acompanhamento dos índices de desempenho de cronograma e de custos. Caso o projeto apresente índices com desvios superiores a 20%, imediato relatório deve ser preparado pelo Gerente do Projeto, sob pena de ter o projeto suspenso. Ao final do projeto o gerente deverá apresentar ao MD um relatório crítico do projeto - com base nos termos definidos de seu documento de criação - contendo a avaliação de seus produtos pelos clientes e apresentando as principais Lições Aprendidas. Eventualmente o gerente poderá ser convidado a realizar a apresentação do projeto para o plenário da COMASSE. O MD, caso não seja o detentor da gestão dos recursos empregados no projeto, e de acordo com o especificado nos acordos assinados, poderá fazer gestões junto aos órgãos financiadores no sentido de acelerar, ajustar, ou mesmo cancelar o financiamento para os diversos projetos. 20 Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Apêndice 21 Apêndice Fluxograma do Ciclo de Gerenciamento de Projeto no SisCTID Cliente Apresentação da Proposta (SGPE/MD e Anexo A) A Organização Executora Alimentação de dados no SGPE/MD Secretaria- Executiva Comitê Técnico e Secretaria-Executiva Acompanhamento do Detalhamento do Projeto N Avaliação do Mérito, Alinhamento Estratégico e Apoio Secretaria- Executiva S Acompanhamento da Execução do Projeto Gerente apresenta o Anexo B à COMASSE Secretaria- Executiva Organização Executora COMASSE Projeto aprovado ? Consolidação de documentos N Lições aprendidas S Elaboração do Planejamento Reunião de avaliação Reunião de avaliação Equipe do Projeto Escopo do Projeto Cronograma físico e financeiro Consolidação do Planejamento Planos Auxiliares COMASSE Cliente Repositório de Projetos A 22 Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Anexos 23 Anexo A (Sigilo) MINISTÉRIO DA DEFESA DOCUMENTO ESTUDO DE VIABILIDADE DO PROJETO Preparado: PROJETO: Código: Data: Aprovado: A organização proponente deverá preencher este documento onde os itens abaixo devem ser objetivamente analisados. O documento preenchido deve ser aprovado e assinado pelo titular da organização, que o classificará de acordo com seu julgamento, seguindo o prescrito no Decreto 4.553 de 27 de dezembro de 2002. 1 - Viabilidade Técnica 1.1 - Projetos anteriormente concluídos pela organização proponente A organização proponente deve citar projetos concluídos (nome, período de execução, responsáveis e resultados) que demonstrem sua competência técnica-gerencial para conduzir o projeto proposto. • A - Há projeto(s) bem sucedido(s) concluído(s) em área correlata, nos últimos 2 anos (Para marcar este quadro a documentação do(s) projeto(s) deve(m) estar disponível(is) para eventual avaliação). • A- Há projeto(s) concluído(s) em área correlata • C - Não há registro de projeto concluído nessa área 1.2 - Existência de infra-estrutura laboratorial para desenvolvimento do projeto A organização proponente deve identificar a infra-estrutura pré-existente (física, metodológica, e de competências), que a qualifica para conduzir o projeto proposto. Essa infra-estrutura pode ser de propriedade de outras instituições/ empresas parceiras do empreendimento. • A - A organização proponente e/ou parceiros possuem infra-estrutura adequada • B - Parte dos recursos do projeto será empregada para adequar a infra-estrutura • C - Não há necessidade de infra-estrutura específica para desenvolvimento do projeto 1.3 - Estimativa da vida útil do(s) produto(s) do projeto A organização proponente deve estimar previamente à etapa de desenvolvimento do projeto, qual será a vida do(s) 24 Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional produto(s), respondendo às seguintes perguntas: - Qual a estimativa de tempo para a obsolescência da tecnologia incorporada? - Qual a estimativa de tempo de uso dos produtos? Devem ser citados, ainda, óbices e "gargalos tecnológicos" que serão eliminados com as tecnologias incorporadas e possíveis iniciativas que serão necessárias para extensão de suas respectivas vidas úteis. 1.4 - Estimativa de Riscos Técnicos A organização proponente deverá identificar quais os riscos técnicos que poderão ser enfrentados durante a execução do projeto, e.g., carência de competências específicas, inexistência de capacitação da indústria, etc. 2 - Viabilidade Econômica Projetos estratégicos não devem ser priorizados levando em consideração critérios meramente econômicos. No entanto, devido à dificuldade de obtenção de recursos orçamentários para lastrear empreendimentos estratégicos, buscase conseguir um aporte adicional de recursos para projetos que possuem uso duplo. Exemplos de projetos de uso duplo são: financiamento de satélites de uso dual, desenvolvimento de combustíveis nucleares avançados e serviços relacionados para uso em centrais nucleares comerciais, implantação de bancadas de testes e facilidades metrológicas, etc, para os quais recursos significativos podem ser conseguidos. 2.1 - Estimativa de custos do projeto (ordem de grandeza) A organização proponente deve estimar os custos do projeto pela decomposição do projeto em objetivos gerais a serem atingidos. Deve ser realçado em que medida a infra-estrutura já existente será utilizada, qual o percentual do projeto que será gasto com investimentos, e quais as vantagens dos investimentos planejados. Esse item deve indicar os custos do projeto por grandes agrupamentos de objetivos (infra-estrutura; pagamento de recursos humanos, equipamentos, serviços técnicos, etc.). A unidade deve ser monetária dentro de uma precisão de +75%, - 25%. 2.2 - Estimativa quantitativa dos benefícios do projeto A organização proponente deve estimar previamente à etapa de desenvolvimento do projeto quais serão os benefícios auferidos, e.g.: ampliação da Infra-estrutura e capacitação dos envolvidos; recebimento de royalties devido à exploração comercial dos produtos; geração de divisas pela exportação de produtos; etc. A participação efetiva de empresas nacionais e/ou universidades no desenvolvimento do projeto é um fator que será levado em conta na valoração deste quesito. Essa estimativa deve ser, sempre que possível, realizada por empresa parceira no empreendimento. 25 3 - Viabilidade Política 3.1 - Pré-existência de diplomas legais que sustentem a proposta do projeto e de alinhamento com as políticas de governo em vigor A organização proponente deve analisar os documentos normativos e as diretrizes do governo, particularmente as contidas nos planejamentos dos Ministérios, das agências de fomento de P&D e dos governos estaduais. 3.2 - Levantamento de interesses antagonistas ao projeto A organização proponente deve indicar a eventual existência de interesses contrários à execução do projeto. 3.3 - Levantamento de Projetos Similares A organização proponente deve proceder a levantamento bibliográfico e indicar a eventual existência de projetos equivalentes sendo desenvolvidos, particularmente àqueles desenvolvidos no país, apresentando razões que justifiquem a duplicação de esforços ou o desenvolvimento de atividades de forma não colaborativa. 4 - Viabilidade Gerencial 4.1 - Pré-existência de arranjos formais entre os parceiros A organização proponente deve demonstrar a pré-existência de arranjos formais entre parceiros que deverão trabalhar de forma coordenada para obter os resultados almejados. Muitas vezes, no passado, projetos combinados não atingiram resultados desejados pelo abandono ou falta de comprometimento dos participantes. Deve ser indicada a forma que se espera manter coesas as parcerias necessárias ao projeto. 4.2 - Priorização do projeto dentro da estrutura da organização proponente A organização proponente deve indicar a priorização que o projeto proposto tem dentro de seu planejamento estratégico. Projetos com alta prioridade dentro de uma instituição tendem a ser preservados, enquanto que projetos não abrangidos pelos planejamentos corporativos tendem a se manter pelo esforço isolado dos executores, usualmente, obtendo resultados modestos e sem continuidade. Relatar este quesito transcrevendo um extrato do processo de priorização da organização proponente que mostre a posição relativa do projeto em seu planejamento ou linha de trabalho consolidada. 4.3 - Indicação de parceria empresarial formalmente interessada A organização proponente deve indicar o interesse formal de empresa nacional interessada nos produtos do projeto. Parceria se entende por compartilhamento de riscos e esforços em prol do objetivo. Empresas que vendem serviços ou equipamentos para o projeto, embora sejam participantes muito importantes para o sucesso do projeto, não são consideradas como parceiras. 26 Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional 5 - Análise Preliminar de Riscos Esta análise deve ser o resultado de um processo de discussão e consenso da equipe básica do projeto com relação à pontuação aplicada a cada quesito. O índice de oportunidade (que varia de 1 a 16) se obtém pela divisão dos pontos, arredondando-se sem casas decimais. 5.1 - Placar de Ameaças Improvável - Quase Certo Pequeno - Muito Grande 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 Categoria de Probabilidade Risco Relação cliente Qual a probabilidade do cliente desejar com a equipe de alterar os critérios de sucesso durante a execução do projeto? projeto 2 Força do patrocínio Ítem 3 4 5 6 7 Qual a probabilidade do patrocinador perder interesse pela continuação do projeto? Compreensão dos Qual a probabilidade do patrocinador problemas desconhecer as complexidades envolvidas no projeto? Limitações Considerando exigências inusuais inusuais impostas pelo cliente / patrocinador, qual a probabilidade delas interferirem no projeto? Cláusulas de Considerando os compromissos multa / sanções assumidos, qual a probabilidade da organização ser alcançada por sanções ou multas? Cláusulas de Considerando os compromissos garantia assumidos, qual a probabilidade de problemas após o encerramento do projeto causar custos adicionais para a organização? Tempo para Considerando as limitações impostas planejamento qual a probabilidade de não haver tempo suficiente para realizar adequadamente uma coleta de dados e o planejamento? P 1-5 Impacto I 1-5 PxI Se ocorrer alguma alteração durante a execução, qual seria o possível impacto no sucesso do projeto? Qual o impacto do enfraquecimento do patrocínio? Qual o impacto no projeto desse desconhecimento? Qual o impacto dessas exigências na execução do projeto? Qual o impacto nos resultados do projeto dessas sanções ou multas? Qual o impacto na organização das garantias dadas? Qual o impacto no sucesso do projeto de realizar-se um planejamento superficial? 27 8 9 Realismo das metas Qual a probabilidade de que surjam problemas devido à definição de prazos exíguos para o projeto? Conhecimento Qual a probabilidade de ocorrer problemas prévio do assunto ocasionados pelo pouco conhecimento do assunto pela equipe que desenvolve o projeto? Qual o impacto no sucesso do projeto caso o prazo não seja cumprido? Qual o impacto da falta de maturidade da equipe nos resultados do projeto? 10 11 Maturidade das tecnologias empregadas Confiabilidade de parceiros e/ou fornecedores Maturidade gerencial Qual a probabilidade de ocorrer problemas ocasionados pela falta de procedimentos e de experiência gerencial da organização executora? 12 012 Qual a probabilidade de ocorrer problemas ocasionados pela novidade / desconhecimento dos processos, tecnologias, materiais ou equipamentos empregados no projeto? Qual a probabilidade de ocorrer problemas ocasionados pela falta de confiabilidade dos parceiros, e/ou fornecedores? 050 100 150 200 Qual o impacto da relativa novidade desses fatores no projeto? Qual o impacto de problemas ocasionados pelos parceiros, ou fornecedores do projeto? Qual o impacto da falta de maturidade gerencial no sucesso do projeto? 250 300 O somatório dos produtos apurados em cada item fornece a pontuação de ameaças. 28 Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional 5.2 - PLACAR DE OPORTUNIDADES Improvavél - Quase Certo Pequeno - Muito Grande 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 Item 1 Categoria de Oportunidade Alinhamento com a estratégia da Organização Executora Preparação para o futuro 2 3 4 Utilização de recursos Aprendizado de novas tecnologias Fortalecimento de relacionamentos 5 Visibilidade 6 Sustentabilidade 7 8 Confiança no Sucesso Qual a probabilidade do projeto ao seu término contribuir para o atingimento da estratégia da organização? Qual a probabilidade dos resultados do projeto redundarem em novas oportunidades nos 24 meses que se seguirem? Qual a probabilidade do projeto utilizar recursos ociosos ou subutilizados na organização? Qual a probabilidade do projeto introduzir novos conhecimentos na organização? Qual a probabilidade do sucesso do projeto ampliar as relações entre os clientes / parceiros e a organização executora? Qual a probabilidade do projeto propiciar uma cobertura positiva da imprensa? Qual a probabilidade do projeto gerar receitas além das necessárias para cobrir os custos do projeto? Qual a probabilidade de atingir as metas estabelecidas para o projeto? 200 150 16 012 P 1- 5 Probabilidade Impacto Em que medida novos projetos relacionados a a este interessa Organização? Qual o impacto no custeio da organização da força de trabalho empregada no projeto? Qual o impacto desses conhecimentos em prol da organização nos próximos 4 anos? Qual o impacto dos clientes / parceiros nas atividades da organização executora? Em que medida o impacto positivo na mídia pode influenciar a imagem da organização executora? Qual o nível de geração de receitas do projeto, considerando o nível geral de dispêndios da organização? Com que facilidade, na opinião da equipe, as metas serão atingidas? 100 100 150 PxI Em que medida o sucesso do projeto colaborará com os objetivos estratégicos da organização? 050 008 0 Índice de Oportunidade = Ptos Oportunidade / Ptos de Ameaça 050 I 1- 5 200 250 300 29 Anexo B (Sigilo) MINISTÉRIO DA DEFESA DOCUMENTO DOCUMENTO DE INICIAÇÃO DO PROJETO Preparado: PROJETO: Versão: Data: Necessidade Geradora do Projeto Comentários Objetivos do Projeto Comentários Fases do Projeto e Resultados a serem obtidos Comentários Marcos do Projeto (Evento, Entrega e Data alvo) Comentários Suposições para efeito de planejamento Comentários Riscos identificados mais relevantes Comentários Requisitos de recursos-chave Comentários Restrições Comentários 30 Aprovado: Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Projetos inter-relacionados e outras interdependências Comentários Critérios objetivos de aceitação/sucesso do projeto Comentários Equipe Básica do Projeto Nome Função Endereço eletrônico Gerente do Projeto Coordenador de configuração Especialista em Responsávelpela logísitica Comunicação no projeto Comentários Comissão de Controle de Alterações (CCA) Nome Função Endereço eletrônico Representante do cliente Representante da equipe do projeto Especialista em Especialista em Comentários Resumo do EVP Comentários Aprovações (local/data) NOME DO GERENTE DESIGNADO PARA O PROJETO: Organização Patrocinadora Organização Executora / / Secretário -Executivo da COMASSE 31 Anexo C (Sigilo) MINISTÉRIO DA DEFESA DOCUMENTO DESCRIÇÃO DE PRODUTO Preparado: PROJETO: Versão: Data: Aprovado: Produto: Fase do Projeto onde será entregue: Gerente do Projeto: Responsável Técnico pelo Produto: Finalidade: Componentes: Desenhos e documentos em anexo: Requisitos de Qualidade (e valores-alvo a serem atingidos): Normas aplicáveis: Testes aplicáveis: Critérios de aceitação: Aprovações (local/data) NOME DO GERENTE DESIGNADO PARA O PROJETO: Organização Patrocinadora 32 Organização Executora / Secretário -Executivo da COMASSE / Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Anexo D (Sigilo) MINISTÉRIO DA DEFESA DOCUMENTO DECLARAÇÃO DE ESCOPO DO PROJETO Preparado: PROJETO: Data: Versão: Aprovado: 1. Organização Executora 2. Gerente do Projeto 3. Equipe Básica do Projeto 4. Necessidade Geradora 5. Objetivos Gerais do Projeto 6. Metas e Marcos de Controle Diagrama de Marcos do Projeto por Fase 7. Produtos do Projeto Descrição dos Produtos (modelo do Anexo C) 8. Expectativas dos Clientes 9. Fatores Críticos de Sucesso 10. Premissas, Exclusões, e Restrições Orçamento e Duração do Projeto, etc. 11. Estratégia de Implementação e Faseamento do Projeto Descrição de cada Fase) 12. Necessidades de Recursos Específicos 13. Plano de Qualidade para o Projeto Relação de Normas e Procedimentos Aplicáveis Responsabilidades e Autoridade Requisitos de Treinamento Procedimentos de Garantia da Qualidade Sistemática de Tratamento de Anomalias e de Lições Aprendidas Aprovações (local/data) Gerente do Projeto: Organização Patrocinadora Organização Executora / / Secretário -Executivo da COMASSE 33 Anexo E (Sigilo) MINISTÉRIO DA DEFESA DOCUMENTO ESTRUTURA ANALÍTICA DO PROJETO Preparado: PROJETO: Data: Versão: Aprovado: A Estrutura Analítica do Projeto - EAP é um organograma hierarquizado que representa o trabalho que será executado ao longo do projeto e define seu escopo total. Cada nível representa o projeto em nível crescente de detalhamento. O nível mais baixo da EAP é denominado de PACOTE DE TRABALHO, onde as tarefas necessárias a sua execução devem estar associadas. Toda alocação de recursos, estimativas de tempo deve ser feita nesse nível. A duração dos pacotes de trabalho deve ser da ordem de grandeza do nível de controle que se deseja para o projeto. Os níveis intermediários são denominados de Elementos Resumo e devem apenas agregar informações dos níveis inferiores. O que estiver previsto na EAP representa atividades que serão feitas ao longo do projeto, o que for omitido não será executado. Projeto Gerenciamento ... Sistema A Reserva Gerencial Reserva de Contingência Garantia de Qualidade Prov. Ajuste Inflação Sistema N ... Subsistema A1 Subsistema N1 ... ... Subsistema NN Subsistema AN Componente AN1 ... Prov. Ajuste Cambial Pacote de Trabalho Aprovações (local/data) Gerente do projeto: Organização Patrocinadora 34 Organização Executora / / Secretário-Executivo da COMASSE Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Anexo F (Sigilo) MINISTÉRIO DA DEFESA DOCUMENTO PACOTE DE TRABALHO Preparado: PROJETO: Data: Número do Pacote: Aprovado: TÍTULO PRODUTO DO PACOTE PREVISÃO Início Duração (dias) TAREFAS PLANEJADAS Tarefa Duração Líder Programado Executado ESTIMATIVA DE RECURSOS ESPECIAIS (ver no planejamento das tarefas) ESTIMATIVA DE RECURSOS FINANCEIROS (agregado das tarefas) ED/ND Valor (R$ 1000) Fonte Recursos CÓDIGOS RELACIONADOS Código # Aprovações (local/data) GERENTE DO PROJETO: Organização Patrocinadora Organização Executora / / Gerente da DIAPD 35 Anexo G (Sigilo) MINISTÉRIO DA DEFESA DOCUMENTO PLANEJAMENTO DE TAREFA PROJETO: Nº. PACOTE Nº. TAREFA Preparado: Aprovado: TÍTULO ESCOPO Produtos da Tarefa: PREVISÃO Início Duração (dias) ESTIMATIVAS DE RH Recurso Horas Executor/ Revisor/Líder Programado Horas Programado Executado ESTIMATIVA DE RECURSOS ESPECIAIS Recurso Executado ESTIMATIVA DE RECURSOS FINANCEIROS ED/ND Valor (R$ 1000) Fonte Recursos Elaborado (Líder): ________________ Encerrado em: ___ / ___ / ___ 36 Aprovado (Gerente do Projeto): ___ Data: ___ / ___ / ___ Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Anexo H (Sigilo) MINISTÉRIO DA DEFESA DOCUMENTO PLANO DE CONTIGÊNCIA DO PROJETO Preparado: PROJETO: Data: Versão: Aprovado: 1. Lista de Riscos Priorizada #EAP Alerta Evento de Risco P(%) Impacto # Evento / Prioridade 1/1 OBS: 1- Deve-se convencionar os limites de cada categoria (Probabilidade / Impacto) e das regiões de risco. PR O BA BI L I D A D E D E O C O R R Ê NC I A Baixa MB M édia MA A lta 2- Os eventos que se situarem dentro da região vermelha deverão ser eliminados ou transferidos. Caso seja necessário aceitá-los, deverão ser elaborados os respectivos planos contingentes. PREFERÊNCIA ELIMINAR PREFERÊNCIA ACEITAR Baixa MB Média MA Alta SEVERIDADE DO IMPACTO 37 2. Planos de Contingência # EVENTO Período de latência* Responsável Custo Relacionado Ação a empreender * Após a data final do "período de latência" os recursos são liberados para outra destinação 3. Critérios de Alocação da Reserva de Contingência e Reserva Gerencial Aprovações (local/data) Gerente do Projeto: Organização Patrocinadora 38 Organização Executora / Secretário -Executivo da COMASSE / Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Anexo I (Sigilo) MINISTÉRIO DA DEFESA DOCUMENTO PLANO DE COMUNICAÇÃO (Exemplo) Preparado: PROJETO: Versão: Data: Aprovado: Sistema de Comunicações do Projeto As comunicações formais do projeto serão realizadas através dos seguintes canais: • Área colaborativa para o Projeto na Intranet da Organização (senha distribuída pelo Gerente do Projeto) • Formulários anexos a este plano • Reuniões Sistemáticas Coordenação (Gerente e Equipe) Comitê de Acompanhamento (Patrocinadores e Gerente) Comissão de Avaliação de Alterações •Reuniões Extraordinárias (agendadas pelo gerente do projeto) Programações de Reuniões • As reuniões de coordenação interna ocorrerão sempre nas xx-feiras das xx:xx às xx:xx. • As reuniões de acompanhamento com os patrocinadores / cliente ocorrerão na última xx-feira de cada mês das xx:xx às xx:xx. • As reuniões da Comissão de Avaliação de Alterações (CAA) ocorrerão nas xx-feiras das xx:xx às xx:xx. • Todas as reuniões deverão ter ata lavrada e publicada em setor próprio da área colaborativa. Relatório de Andamento Mensalmente, o Gerente do Projeto deve atualizar os dados de seu projeto, via Internet, no Sistema de Informações Gerenciais (SIG). Classificação dos Documentos Indicar 39 Responsabilidade dos Participantes Indicar Sigilo nas Comunicações Indicar Controle da Documentação Indicar Aprovações (local/data) Gerente do Projeto: Organização Patrocinadora 40 Organização Executora Gerente da DIAPD / / Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Anexo J (Sigilo) MINISTÉRIO DA DEFESA DOCUMENTO PLANO DE AQUISIÇÕES (Exemplo) Preparado: PROJETO: Data: Versão: Aprovado: Política de Aquisições para o Projeto "Deve-se observar os estrito cumprimento da lei 8.666, incorporando os prazos decorrentes nas estimativas de duração dos processos de aquisição do projeto." • O Gerente do Projeto deve durante o processo de planejamento ajustar com a área jurídica da Organização Executora, e com o patrocinador, os contratos padrão que serão utilizados para aquisição de bens de capital, prestação de serviços de engenharia, de manutenção, de aluguel de máquinas e de treinamento. • Toda compra cujo valor estimado for superior a R$ ______.000,00 deve ser informada ao setor de aquisições com antecedência mínima de_______dias úteis, acompanhando a respectiva especificação de qualidade a ser observada no recebimento. • Os pedidos relacionados ao projeto, e previamente planejados, só serão processados após liberação pelo Sr. ____________, responsável pela logística do projeto, que deverá providenciar o devido enquadramento do gasto no pacote de trabalho da EAP do projeto, no centro de resultados, e no plano de metas da organização, conforme seja o caso. • Pedidos não planejados só poderão ser processados após análise da CAA e aprovação do Gerente do Projeto, e outros procedimentos que se imponham. Aprovações (local/data) Gerente do Projeto: Organização Patrocinadora Organização Executora / / Gerente da DIAPD 41 Anexo L (Sigilo) MINISTÉRIO DA DEFESA DOCUMENTO SOLICITAÇÃO DE ALTERAÇÃO Preparado: PROJETO: Data: Numeração: Aprovado: Produto(s) afetado(s) Elemento(s) da EAP relacionado(s) Razão da Alteração Descrição da alteração Proposta Estimativa de Impacto na Qualidade/Escopo: Estimativa de Impacto no Cronograma: Estimativa de Impacto nos Custos Previstos: R$ _______________ ANEXAR A RELAÇÃO DE DOCUMENTOS A SEREM REVISADOS COMO CONSEQÜÊNCIA DA ALTERAÇÃO SOLICITADA Resumo do Parecer da CAA Não Aprovado ð Aprovado ð Assinaturas/Data: Representante do cliente 42 Coordenador de Configuração Es pecialista I Especilista II Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Anexo M 25 JUL 13:30 Gerenciamento de Projetos MP Iniciação Planejamento Execução Controle Encerramento Definição da Equipe Básica Definição do Escopo Autorização de Execução de Tarefas Controle Integrado de Alterações Lições Aprendidas Desenvolvimento do Cronograma (integrado Relatórios de "Status" Reuniões Sistemáticas Consolidação da Documentação Auditorias Controle Integrado de Desempenho Avaliação do Projeto PR Formalização à demanda de recursos) Desenvolvimento de Planos de Contingência Seleção no MP Planejamento Estratégico Plano de Comunicações Legenda Processos Compartilhados Gerente/ECP Plano de Qualidade do Projeto Plano de Aquisições Consolidação do Plano do Projeto Aprovação do Orçamento 43 44 Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Glossário 45 CCA (Comissão de Controle de Alterações) é o grupo de especialistas, nomeado no Documento de Criação do Projeto, que tem responsabilidade de avaliar as alterações propostas em um dado projeto. Deve ser composta pelo menos por representantes do time do projeto, da organização patrocinadora e de especialistas das áreas técnicas ou de outras organizações relevantes para o projeto. COMASSE (Comissão Assessora de Ciência e Tecnologia para a Defesa) é o órgão colegiado que orienta as ações na área de C,T&I de Interesse da Defesa Nacional e procurar coordenar ações entre seus órgãos integrantes: Ministério da Defesa; Ministério da Ciência e Tecnologia; Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior; Ministério dos Transportes; Ministério das Comunicações; Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão; e Associação Brasileira das Indústrias de Defesa. DEPCT (Departamento de Ciência e Tecnologia) é órgão de segundo escalão da estrutura do MD. Seu titular é o Secretário-Executivo da COMASSE. DIAPD (Divisão de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento) é o órgão de terceiro escalão da estrutura do MD encarregado de apoiar a COMASSE. Estrutura Analítica do Projeto (EAP) é um organograma hierarquizado que representa o trabalho que será executado ao longo do Projeto e define seu escopo total. Cada nível representa o Projeto em nível crescente de detalhamento. O que estiver previsto na EAP representa atividades que serão feitas ao longo do Projeto, o que for omitido não será executado. Organização Executora (OE) é a instituição que empreenderá o Projeto, nomeando o gerente e se responsabilizando pelos resultados do mesmo. Ela pode conduzir o Projeto isoladamente ou em parceria com outras organizações. No entanto, como norma geral, sempre deverá haver uma empresa nacional envolvida com o desenvolvimento de modo a se acelerar o ciclo de produção e inovação dos produtos do Projeto. Pacote de Trabalho é o nível mais baixo de uma EAP, onde as tarefas necessárias a execução do Projeto devem ser associadas. Toda alocação de recursos, estimativas de tempo deve ser feita nesse nível. A duração dos Pacotes de Trabalho deve ser da ordem de grandeza do nível de controle que se deseja para o Projeto. PDN (Política de Defesa Nacional) é o documento normativo de mais alta hierarquia no âmbito do Ministério da Defesa Produtos do Projeto é o que é especificado nos objetivos do Projeto (incluindo serviços, relatórios, testes, etc) e entregue ao cliente. Os produtos podem ser atualizados no decorrer do Projeto, desde que documentado e acordado entre as partes envolvidas. Programas Mobilizadores são programas nacionais que estruturarão o esforço do Brasil na busca de excelência em áreas de interesse estratégico para a Defesa Nacional e visam reposicionar o país no plano estratégico quer militar, quer científico, quer social. Projeto é um processo único, consistindo de um grupo de atividades interdependentes, empreendido para alcançar objetivos especificados, conforme requisitos técnicos acordados antecipadamente, e obedecendo a restrições de duração, custos e recursos. Projetos Inovadores são iniciativas que derivam de oportunidades de negócio identificadas pelos diferentes elementos do SisCTID que visam incorporar novidades em produtos ou serviços ofertados à sociedade, que aumentem seu valor econômico. SELOM (Secretaria de Logística e Mobilização) é órgão de primeiro escalão do MD ao qual se subordina a área de Ciência e Tecnologia do MD. Seu titular é o presidente da COMASSE. SIG (Sistema de Informações Gerenciais) - Ferramenta de comunicação e trabalho cooperativo, com acesso pela Internet que permite o planejamento e desenvolvimento dos projetos apoiados pelo SisCTID. SisCTID (Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional). É o conjunto de pessoas, instituições, procedimentos e ferramentas que visa "viabilizar soluções científico-tecnológicas e inovações, para a satisfação das necessidades do Países atinentes à Defesa e ao Desenvolvimento Nacional." 46 Gerenciando Projetos no Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional Referências 47 BATTELLE MEMORIAL INSTITUTE. Battelle Convenes Experts to Name the Top Ten Innovations in National Security and Defense by 2012. Disponível em: <http://www.battelle.org/news/03/6-17-03DefenseTop%2010.stm>. Acesso em: 8 set. 2003. BATTELLE MEMORIAL INSTITUTE. Disponível em: <http://www.battelle.org/>. Acesso em: 8 set. 2003. MINISTÉRIO DA DEFESA, MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA (BRASIL): Ciência,Tecnologia e Inovação: Proposta de Diretrizes Estratégicas para a Defesa Nacional. Brasília : 2002. DEFENSE ADVANCED RESEARCH PROJECTS AGENCY (DARPA). Disponível em: <http://www.darpa.mil/>. Acesso em: 8 set. 2003. ESTADOS UNIDOS. DEPARTMENT OF DEFENSE. Militarily Critical Technology List (MCTL). Part II. Disponível em: <http://www.fas.org/irp/threat/mctl98-2/>. Acesso em: 8 set. 2003. ESTADOS UNIDOS. DEPARTMENT OF DEFENSE. Militarily Critical Technology List (MCTL). Parts I e III. Disponível em: <http://www.dtic.mil/mctl/>. Acesso em: 8 set. 2003. ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA (Brasil). Pensamento Estratégico. Rio de Janeiro : 2002. PRZEMIENIECKI, J. S. Critical Technologies for National Defense. Washington D.C.: AIAA Education Series, 1991. TECNOLOGIA, Estratégia para a competitividade. São Paulo : SIEMENS. Editora Nobel, 2001. WESTERN EUROPEAN ARMAMENTS GROUP (WEAG). European Cooperation for the Long Term in Defense - EUCLID. Disponível em: <http://www.weu.int/weag/ e http://www.weao.weu.int/>. Acesso em: 8 set. 2003. 48