MECÂNICA CEX175 Profa. Aline Duarte Lúcio [email protected] Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 1 Trabalho e Energia Trabalho e Energia Nota Alguns slides, figuras e exercícios pertencem às seguintes referências: HALLIDAY, D., RESNICK, R., WALKER, J. Fundamentos da Física. V 1. 4a.Edição. Ed. Livro Técnico Científico S.A. 2002; TIPLER, P. A.; MOSCA, G. Física. Volume 1, 5a Ed, Rio de Janeiro: LTC - Livros Técnicos e Científicos, 2006; da Silva, E. Z, et al., “Curso de Física Geral F-128”; Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 2 Trabalho e Energia Força Trabalho Gradiente de Energia Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 3 Trabalho e Energia As leis de Newton permitem analisar vários movimentos. Essa análise pode ser bastante complexa, necessitando de detalhes do movimento simplesmente inacessíveis. Por exemplo, o cálculo da velocidade final de um carrinho na chegada da percurso da montanha russa da figura ao lado seria bastante complicado se utilizarmos as leis de Newton. Porém, com as definições de trabalho e energia, este problema se torna bastante simples, como veremos neste capítulo. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA v0 0 v ? 4 Trabalho e Energia Trabalho: Forças constantes Considere deslocamento em x. W Fx x F x cos onde F e ∆x são módulos (>0) e θ é o ângulo entre a força e o deslocamento. Unidade SI: 1 joule = 1 J = 1 N.m Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 5 Trabalho e Energia Trabalho: Forças constantes Se N forças atuarem sobre o corpo, o trabalho total é a soma dos trabalhos realizados por cada força. Wtotal F1x x F2 x x ... FNx x Wtotal Wtotal ( Fres , x x Fx ) x Fres x cos Atenção: para ter trabalho é necessário ocorrer um deslocamento ao longo do qual a resultante de forças é diferente de zero! Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 6 Trabalho e Energia Energia Cinética: definição K 1 2 mv 2 Energia cinética de um corpo com velocidade v. Unidade SI: 1 joule = 1 J = 1 N.m = 1 kg.m2.s-2 A energia cinética não pode negativos e é uma grandeza escalar. assumir valores O trabalho também é uma grandeza escalar e pode assumir valores negativos. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 7 Trabalho e Energia Teorema Trabalho - Energia Cinética Se a força resultante é constante, a aceleração também será, assim, v2 v02 2ax x Fx ax ma x Fx x Wtotal (v 2 v02 ) 2 x (v 2 v02 ) m 2 x 1 2 mv 2 1 2 mv0 2 K Apesar desta dedução ser válida apenas para força resultante constante, o teorema trabalho-energia é válido mesmo quando a força variar e o movimento não for retilíneo. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 8 Exemplo Trabalho e Energia Um guindaste ergue uma peça de 1t, com velocidade constante, do chão até o terraço de um prédio, a 10m do chão. (a) Qual é o trabalho realizado por cada força que atua sobre a peça? (b) Do resultado do item a, calcule o trabalho total sobre a peça. (c) Este resultado poderia ser obtido pelo teorema trabalho-energia cinética? Justifique. (a) W WP WP WT WT (b) W total (c) Wtotal Fy y F y cos Py y mg y cos180o 98100J Ty y mg y cos 0o 98100J WP WT K 1 2 mv 2 1000 x 9,81x 10 x( 1) 1000 x 9,81x 10 x 1 Fres , y y 0 1 2 mv0 2 0 (velocidade constante!) Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 9 Trabalho e Energia Trabalho para uma força variável Para uma força constante, teremos: O trabalho é a área sob a curva da força, no intervalo ∆x. Inicialmente, podemos aproximar uma força variável F(x) por uma série de forças constantes Fi. O trabalho realizado pela força variável, no intervalo ∆x, é aproximadamente a soma das áreas dos retângulos Fi∆xi, entre x1 e x2. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 10 Trabalho e Energia Trabalho para uma força variável xi No limite 0 x2 W lim x 0 i Fi xi x1 x2 W F ( x)dx x1 O trabalho é a área sob a curva da força, no intervalo entre x1 e x2. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 11 Trabalho e Energia Exemplo: força varia com a posição Força elástica: F kx Força restauradora da mola Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 12 Trabalho e Energia Exemplo: força varia com a posição Trabalho realizado pela força da mola F xf Wmola xi F ( x)dx xi xf xf x k xdx xi 1 2 k(x f 2 Se xi < xf W<0 2 i x ) O trabalho sobre a mola pelo corpo é o valor obtido acima com sinal trocado. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 13 Trabalho e Energia Trabalho de força variáveis em 2 e 3D Considere uma partícula movendo-se ao longo de uma curva qualquer no espaço, sob a ação de uma força F. A força pode ser decomposta em uma componente tangencial à curva, Fs, na direção do deslocamento (responsável pela variação do módulo da velocidade), e outra componente perpendicular ou radial à curva, F┴,(responsável pela variação da direção da velocidade). Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 14 Trabalho e Energia Trabalho de força variáveis em 2 e 3D O trabalho dW, de uma força F agindo ao longo de um deslocamento infinitesimal ds será apenas devido à componente na direção do deslocamento. Ou seja, dW Fs ds F cos ds Podemos expressar o resultado acima através da definição de produto escalar. Dado dois vetores A e B, o produto escalar entre eles é definido como: onde Ф é o ângulo entre A e B. Assim, o trabalho dW pode ser escrito da forma: dW F ds Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 15 Trabalho e Energia Trabalho de força variáveis em 2 e 3D O trabalho, W, realizado sobre a partícula quando ela se move entre os pontos s1 e s2 será: s2 F ds W s1 Se várias forças atuarem sobre a partícula, o trabalho total será dWtotal F1 ds F2 ds ... ( F1 F2 ) ds s2 ou seja, Wtotal Fres ds ( Fi ) dsi i Fres ,i s1 Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 16 Trabalho e Energia Pergunta: força centrípeta realiza trabalho? ds Fc dWc v Fc ds Fc ds cos 90o dW W 0 0 Ou, pelo teorema trabalho – energia cinética: W Lembre-se que força centrípeta não muda o módulo da velocidade! v cte Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA K K 0 W 17 Trabalho e Energia Potência Até agora não nos perguntamos sobre quão rápido é realizado um trabalho! Potência, P, é a razão (taxa) de realização do trabalho por unidade de tempo: P dW dt Unidades SI: J/s = W dW ds F dt Dado que o trabalho dW realizado por uma força F é: Podemos escrever: P dW dt Ou seja, P F ds dt F v Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA F ds 18 Trabalho e Energia Curiosidades No sistema de unidades inglesa, a potência é medida em pé-libra por segundo. A unidade de potência cavalo-valor (hp, do inglês “horse power”) é um múltiplo da unidade inglesa, criada por Watt para fazer o marketing de sua máquina a vapor, utilizando algo familiar à sociedade da época: o trabalho realizado por cavalos. 1 hp = 550 ft.lb/s=746 W O “horse power” é a potência necessária para elevar verticalmente, a uma velocidade de 1 pé/min (≈ 0,3 m/min), uma massa de 33.000 libras (≈15 t). Esquema da 1a máquina a vapor de J. Watt - 1788 A “conta de luz” que pagamos mensalmente, traz a quantidade de energia gasta na residência, e não a potência. O consumo é medido em quilowatthora de energia, ou seja: 1 kW.h = (103 W)(3600 s) = 3,6 x 106 W.s = 3.6 MJ Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 19 Exemplo Trabalho e Energia Exemplo 6-11 – Tipler, 5ª Edição: Mostre que a potência fornecida a uma partícula por uma força resultante atuante sobre ela é igual à taxa temporal com a qual a energia cinética da partícula varia. Pres Mas, dv 2 dt ou seja, dv v dt dv m v dt Fres v ma v d (v v ) dt dv dv v v dt dt dv 2 v dt 2 1 dv 2 dt Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 20 Trabalho e Energia continuação exemplo: Assim, Pres dv m v dt 2 dv 1 (2 m ) dt d dt ( mv 2 2 ) K Pres dK dt Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 21 Trabalho e Energia Trabalho e Energia em 3D Do exemplo anterior, temos que, Fres v dK dt Pres Integrando ambos os lados da equação acima em função do tempo, teremos, t2 t2 s2 K2 Fres v dt t1 ds Fres ds dK dt dt t1 Wtotal K2 s1 K1 Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA dK K1 K 22 Trabalho e Energia O Energia Potencial trabalho realizado sobre um sistema de partículas pode tanto variar a energia cinética de uma ou mais partículas do sistema, como também pode ser armazenado em forma de energia potencial U do sistema. A energia potencial é uma energia associada com a configuração (ou arranjo) de sistemas cujas partículas exercem forças umas sobre as outras. Se a configuração muda, a energia potencial também pode mudar. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 23 Trabalho e Energia Energia Potencial Considere um levantamento de peso, conforme figura ao lado. Vamos considerar que o haltere possui massa m e é elevado até uma altura h, em relação ao ponto mais baixo do movimento (esportista agachado). O trabalho realizado pela força peso, durante o levantamento do haltere será, deslocamento e peso WP Py y mgh cos180o em sentidos opostos WP mgh O trabalho realizado pelas mãos do esportista será, Wtotal K 0 Wtotal WP WNm WNm WP WNm mgh vi = vf = 0 0 ( mgh) Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 24 Trabalho e Energia Energia Potencial Considere agora que o sistema é formado pelo haltere e pela Terra (incluindo o chão). O diagrama de forças (externas) para este sistema será, onde Pse é a força gravitacional que o esportista faz sobre o sistema (no caso, a Terra); Nsm é a força de contato entre a mão do esportista e o sistema (no caso, o haltere) e Nsp é a força de contato entre os pés do esportista e o sistema (no caso, a Terra). Que forças realizam trabalho sobre o sistema? Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 25 Energia Potencial Trabalho e Energia O movimento da Terra é desprezível, assim Pse e Nsp não realizam trabalho. O trabalho realizado por Nsm é mgh (calculado anteriormente). Assim o trabalho total realizado sobre o sistema por todas as forças externas será, Wtotal,ext WPse WNsm WNsm Wtotal,ext mgh Mas, K 0 0 0 mgh vsist,i = vsist,f = 0 O trabalho é armazenado no sistema haltere-Terra como energia potencial, que neste caso é gravitacional. Esta energia está associada à configuração do sistema, ou seja, à posição do haltere em relação à Terra. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 26 Trabalho e Energia Forças Conservativas Uma força é conservativa quando o trabalho total que ela realiza sobre uma partícula é nulo, quando esta partícula percorre um caminho fechado (posição final = posição inicial). Considere então que uma partícula saia da posição 1 e percorra um caminho fechado, voltando à posição 1, conforme figura ao lado. O trabalho total pode ser calculado através da soma, Wtotal W12 W21 onde W12 é o trabalho realizado pela força na trajetória 1-2 e W21 é o trabalho realizado pela força na trajetória 2-1. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 27 Forças Conservativas Trabalho e Energia Se a força aplicada for conservativa, então, Wtotal 0 Assim, Wtotal W12 W21 W12 W21 W12 0 0 W21 Isto significa que, independente da trajetória que a partícula percorrer para ir de um ponto a outro, se a força aplicada a ela for conservativa, o trabalho total realizado por esta força será sempre o mesmo. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 28 Trabalho e Energia Exemplo: forças conservativas Caminho fechado: sair de A e voltar a A, passando por B. 1º Caso 2º Caso B trajetória AB B trajetória BA A WBA 0 trajetória BA trajetória BA’ A WAB WBA WAB B trajetória AB’ trajetória AB Wtotal 3º Caso ' WAB WBA ' WAB WBA Wtotal A 0 ' WBA WBA Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA Wtotal ' W WAB BA ' WAB WBA WAB ' WAB 29 0 Trabalho e Energia Funções Energia Potencial Força conservativa → Trabalho não depende → Trabalho depende apenas da inicial e final → Função de estado da trajetória posição → Associa-se uma função energia potencial à força. s2 Wc F ds U s1 Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 30 Trabalho e Energia Funções Energia Potencial s2 Wc F ds U s1 Desta definição vemos que o trabalho positivo acarreta a diminuição da energia potencial, e vice-versa. Podemos ver o exemplo do haltere da seguinte forma: o trabalho realizado pela força gravitacional (força interna ao sistema), sobre o haltere, aumenta a energia potencial do sistema, durante seu levantamento, e diminui a energia potencial do sistema, quando ele é abaixado. No exemplo acima já estamos considerando o fato de que a força gravitacional é uma força conservativa. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 31 Trabalho e Energia s2 Wc Funções Energia Potencial F ds s U Wc ou s1 F ds U s0 s U U U0 F ds s0 s U U0 F ds s0 onde U0 é a energia potencial em s0. Nota: Sempre que possível, faremos U0 = 0 em s0 = 0. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 32 Trabalho e Energia Energia Potencial Gravitacional Próximo à superfície da Terra: F Eixo vertical (y) positivo para cima: Como s U U0 w mg mg mgĵ , teremos F ds U 0 s0 s ˆ ( mgj ) ds U 0 s0 U U0 y mgdy y0 mg y Considerando U0 = 0 em y0 = 0, teremos Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA U mgy 33 Energia Potencial de Uma Mola ou Elástica Trabalho e Energia kxiˆ Fx s U U0 F ds U 0 s s0 considerando eixo x positivo para a direita ˆ ( kxi ) ds U 0 s0 U U0 ( 1 2 kx 2 x kxdx x0 1 2 kx0 2 Vamos considerar U0 = 0 em x0 = 0. Veja que a posição é definida como x0 = 0 quando a mola está relaxada. Assim, Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA ) U 1 2 kx 2 34 Trabalho e Energia Exemplo Exercício 10(a) e (b) – Capítulo 8 – Halliday, 4ª Edição Um projétil de massa 2,40kg é disparado para cima, do alto de uma colina de 125m de altura, com uma velocidade de 150m/s e numa direção que faz 410 com a horizontal. (a) Qual a energia cinética do projétil no momento em que é disparado? (b) Qual a energia potencial do projétil no momento em que é disparado? Suponha que a energia potencial gravitacional é nula na base da colina ( y=0 ). (a) (b) Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 35 Trabalho e Energia Energia Potencial e Equilíbrio s U F ds s0 A variação de energia dU, em um deslocamento infinitesimal ds, será dU F ds Uma força conservativa unidimensional genérica pode ser escrita da forma F = Fxî, desta forma, a equação acima ficará dU dU F ds Fx dx ˆ ( Fx i ) ds Fx Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA dU dx 36 Equilíbrio Estático Trabalho e Energia Considere o gráfico da energia potencial elástica em função da posição de uma mola ideal qualquer U 1 2 kx 2 Fx dU dx A força é o valor negativo da inclinação da reta tangente à curva no ponto analisado. Em x=0, a inclinação da curva é igual a zero e, consequentemente, Fx =0. Defini-se que uma partícula está em equilíbrio estático quando a força resultante sobre ela é nula. No caso acima, a partícula estará em equilíbrio estático quando x=0, ou seja, quando a mola estiver relaxada. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 37 Trabalho e Energia Equilíbrio (Estático) Estável Ainda considerando, como exemplo, o gráfico de U versus x para uma mola. Como a força é o valor negativo da inclinação da reta tangente à curva no ponto analisado, teremos que, para valores positivos de x, a força será negativa, e vice-versa. Ou seja, para qualquer lado que nos afastarmos de x =0, sempre haverá uma força acelerando a partícula na direção à menor energia potencial (à posição de equilíbrio). Defini-se como equilíbrio estável a condição onde um pequeno deslocamento ocasiona uma força, conhecida como força restauradora, que acelera a partícula no sentido de retorno à posição de equilíbrio estático. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 38 Trabalho e Energia Equilíbrio (Estático) Instável ponto de equilíbrio: x=0 A curva ao lado é um exemplo onde a energia potencial é um máximo no ponto de equilíbrio (x = 0). Neste caso, teremos que, para valores positivos de x, a força será negativa, e vice-versa. Como anteriormente, para qualquer lado que nos afastarmos de x =0, sempre haverá uma força acelerando a partícula na direção à menor energia potencial (extremos da curva). Ou seja, a partícula tenderá a se afastar do ponto de equilíbrio. Defini-se como equilíbrio instável a condição onde um pequeno deslocamento ocasiona uma força que acelera a partícula no sentido de afastá-la da posição de equilíbrio estático. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 39 Trabalho e Energia Equilíbrio (Estático) Neutro ou Indiferente No exemplo ao lado, a energia potencial possui um valor constante na região em torno de x = 0. A força é nula tanto em x =0, quanto nos pontos vizinhos (pequenos deslocamentos). Defini-se como equilíbrio neutro (ou indiferente) a condição onde a força permanece nula para um pequeno deslocamento,mantendo a partícula em equilíbrio estático. Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 40 Trabalho e Energia Exemplo EQUILÍBRIO INSTÁVEL EQUILÍBRIO ESTÁVEL EQUILÍBRIO NEUTRO Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 41 Trabalho e Energia Exemplos Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 42 Trabalho e Energia Exemplos Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 43 Trabalho e Energia Exemplos Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 44 Trabalho e Energia Exemplos Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 45 Exemplos Trabalho e Energia r2 W F F dr dr r1 x2 W y2 2 xdx x1 2xiˆ 3 ˆj dxiˆ dyˆj 4 3dy y1 W 3 2 xdx 2 3dy 3 6J Prof.Aline/CEX175/DEX/UFLA 46