PAULA YUMI OZAWA PLANEJAMENTO ESTÉTICO, BUSCANDO PREVISIBILIDADE UTILIZANDO TECNOLOGIAS DE IMAGEM LONDRINA 2014 PAULA YUMI OZAWA PLANEJAMENTO ESTÉTICO, BUSCANDO PREVISIBILIDADE UTILIZANDO TECNOLOGIAS DE IMAGEM Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Odontologia da Universidade Estadual de Londrina, para a obtenção do Título de Cirurgiã-Dentista. Orientadora: Profª. Dra. Adriana de Oliveira Silva LONDRINA 2014 PAULA YUMI OZAWA PLANEJAMENTO ESTÉTICO, BUSCANDO PREVISIBILIDADE UTILIZANDO TECNOLOGIAS DE IMAGEM Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Odontologia da Universidade Estadual de Londrina, para a obtenção do Título de Cirurgiã-Dentista. BANCA EXAMINADORA Adriana de Oliveira Silva ____________________________________ Orientadora: Profª. Dra. Universidade Estadual de Londrina - UEL Maria Beatriz Bergonse Pereira Pedriali ___________________________________ Profª. Dra. Componente da Banca Universidade Estadual de Londrina - UEL Londrina, 17 de Outrubro de 2014. AGRADECIMENTOS Aos meus amados pais, Paulo Massayochi Ozawa e Elza Hattoli Ozawa, pelo exemplo de vida e pela dedicação na formação do meu caráter. Pelo apoio e incentivo nos momentos mais difíceis. Vocês são e sempre serão o maior exemplo que levarei por toda a minha vida. Agradeço à minha orientadora não só pela constante orientação neste trabalho, mas sobretudo pelo seu companheirismo e amizade. Aos meus amigos que estiveram presentes no decorrer da graduação, dividindo momentos de alegrias e tristezas, de vitórias e fracassos e de sonhos e realizações. À Universidade Estadual de Londrina, aos professores e funcionários, que na complexidade da vida acadêmica tanto contribuíram para a concretização desta importante etapa de minha vida, proporcionando ensino superior de qualidade. OZAWA, Paula Yumi. Planejamento estético, buscando previsibilidade utilizando tecnologias de imagem. 2014. 52 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso de Odontologia – Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2014. RESUMO A estética para o ser humano é um conceito altamente subjetivo, pois encontra-se relacionado a fatores sociais, culturais e psicológicos que alteram-se em função do tempo, dos valores e da idade do indivíduo. A avaliação das expectativas do paciente e o entendimento das possíveis soluções terapêuticas são essenciais antes do início de qualquer planejamento. A utilização de fotografias digitais, tomografia computadorizada e modelos de estudos digitalizados tornam-se ferramentas interessantes para a visualização das alterações estéticas e desenvolvimento de possíveis soluções, bem como, permitem a apresentação do plano de tratamento de forma eficaz para o paciente. Este trabalho tem como objetivo relatar um caso clínico em que a paciente procurou atendimento odontológico por estar insatisfeita com seu sorriso. Ao exame clínico, observou-se a agenesia de incisivos laterais superiores e diastemas na região anterior superior resultando em desarmonia. Após análise das expectativas da paciente e documentação inicial do caso, realizou-se o estudo com auxílio da tomografia computadorizada, modelos de estudo e fotografias e foi efetuado o planejamento digital do sorriso considerando os conceitos fundamentais de estética dental. O planejamento foi apresentado para a paciente, que pode sanar suas dúvidas, e aprovar o tratamento proposto que incluía em sua primeira etapa uma cirurgia periodontal para aumento das coroas clínicas dos dentes ânterosuperiores e clareamento dental de consultório. Conclui-se que o planejamento digital é uma importante ferramenta de comunicação e quando associada análise da tomografia computadorizada permite maior previsibilidade e segurança ao tratamento. Palavras-chave: Estética dentária, anatomia dental e reabilitação bucal. OZAWA, Paula Yumi. Aesthetic planning , seeking predictability using imaging technologies. 2014. 52 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso de Odontologia – Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2014. ABSTRACT The aesthetic for the human being is a highly subjective concept, because lies related to social, cultural and psychological factors that change is a function of time, the values and the individual's age. The assessment of the patient's expectations and understanding of the possible therapeutic solutions are essential before beginning any planning. The use of digital photographs, and models of CT scan studies are interesting for viewing and aesthetic development of possible solutions change tools, as well as allow for the presentation of the treatment plan effectively for the patient. This paper aims to report a case in which the patient sought dental care for being dissatisfied with your smile. On clinical examination, there was agenesis of maxillary lateral incisors and diastema in the upper anterior region resulting in disharmony. After reviewing the patient's expectations and initial documentation of the case, we carried out the analysis using computed tomography, study models and photographs and was made digital planning smile considering the fundamental concepts of dental aesthetics. The plan was presented to the patient, who can heal your questions, and approve the proposed treatment which included in its first stage one periodontal surgery to increase the clinical crowns of the maxillary anterior teeth and dental office bleaching. We conclude that digital planning is an important communication tool when combined with analysis of CT allows greater predictability and security to treatment. Key words: Aesthetic dentistry, dental anatomy and oral rehabilitation. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Radiografias periapicais Figura 1 ............................................................................................................. 20 Fotos da análise estética inicial Figura 2 ............................................................................................................. 21 Figura 2.2 ......................................................................................................... 21 Figura 2.3 ......................................................................................................... 21 Figura 2.4 ......................................................................................................... 21 Figura 2.5 ......................................................................................................... 21 Figura 2.6 .......................................................................................................... 21 Figura 2.7 .......................................................................................................... 22 Figura 2.8 .......................................................................................................... 22 Figura 2.9 .......................................................................................................... 22 Figura 2.10 ........................................................................................................ 22 Figura 2.11 ........................................................................................................ 22 Figura 2.12 ........................................................................................................ 22 Fotos intrabucais da análise estética inicial Figura 3 ............................................................................................................. 23 Figura 3.1 .......................................................................................................... 23 Figura 3.2 .......................................................................................................... 23 Figura 3.3 .......................................................................................................... 23 Figura 3.4 .......................................................................................................... 23 Figura 3.5 .......................................................................................................... 23 Fotos dos modelos de estudo Figura 4 ............................................................................................................. 24 Figura 4.1 .......................................................................................................... 24 Figura 4.2 .......................................................................................................... 24 Figura 4.3 .......................................................................................................... 24 Figura 4.4 .......................................................................................................... 24 Figura 4.5 .......................................................................................................... 24 Imagens dental slice e tomografia Figura 5 ............................................................................................................. 25 Figura 5.1 .......................................................................................................... 25 Figura 5.2 ......................................................................................................... 25 Figura 5.3 ......................................................................................................... 25 Fotos do planejamento estético Figura 6 ............................................................................................................ 26 Figura 6.1 ......................................................................................................... 27 Figura 6.2 ......................................................................................................... 27 Figura 6.3 ......................................................................................................... 27 Figura 6.4 ......................................................................................................... 27 Figura 6.5 ......................................................................................................... 27 Fotos do planejamento cirúrgico Figura 7 ............................................................................................................ 28 Figura 7.1 ......................................................................................................... 28 Figura 7.2 ......................................................................................................... 28 Figura 7.3 ......................................................................................................... 28 Figura 7.4 ......................................................................................................... 29 Figura 7.5 ......................................................................................................... 29 Figura 7.6 ......................................................................................................... 29 Figura 7.7 ......................................................................................................... 29 Figura 7.8 ......................................................................................................... 30 Figura 7.9 ......................................................................................................... 30 Fotos da 1ª cirurgia periodontal Figura 8 ............................................................................................................ 31 Figura 8.1 ......................................................................................................... 31 Figura 8.2 ......................................................................................................... 31 Figura 8.3 ......................................................................................................... 31 Figura 8.4 ........................................................................................................ 31 Figura 8.5 ......................................................................................................... 31 Figura 8.6 ......................................................................................................... 32 Figura 8.7 ......................................................................................................... 32 Fotos da 2ª cirurgia periodontal Figura 9 ............................................................................................................ 33 Figura 9.1 ......................................................................................................... 33 Figura 9.2 ......................................................................................................... 33 Figura 9.3 ......................................................................................................... 33 Figura 9.4 ......................................................................................................... 33 Figura 9.5 ......................................................................................................... 34 Fotos da 1ª sessão de clareamento Figura 10 ........................................................................................................... 35 Figura 10.1 ........................................................................................................ 35 Figura 10.2 ........................................................................................................ 35 Figura 10.3 ........................................................................................................ 35 Figura 10.4 ........................................................................................................ 36 Figura 10.5 ........................................................................................................ 36 Figura 10.6 ........................................................................................................ 36 Figura 10.7 ........................................................................................................ 36 Figura 10.8 ........................................................................................................ 36 Figura 10.9 ........................................................................................................ 36 Figura 10.10 ...................................................................................................... 37 Fotos da 2ª sessão de clareamento Figura 11 ........................................................................................................... 37 Figura 11.1 ........................................................................................................ 37 Figura 11.2 ........................................................................................................ 38 Figura 11.3 ........................................................................................................ 38 Fotos da 3ª sessão de clareamento Figura 12 ........................................................................................................... 38 Figura 12.1 ........................................................................................................ 38 Figura 12.2 ........................................................................................................ 38 Figura 12.3 ........................................................................................................ 38 Fotos da 4ª sessão de clareamento Figura 13 ........................................................................................................... 39 Figura 13.1 ........................................................................................................ 39 Figura 13.2 ........................................................................................................ 39 Figura 13.3 ........................................................................................................ 39 Figura 13.4 ........................................................................................................ 39 Figura 13.5 ........................................................................................................ 39 Figura 13.6 ........................................................................................................ 40 Fotos do planejamento tridimensional Figura 14 ........................................................................................................... 40 Figura 14.1 ....................................................................................................... 40 Figura 14.2 ....................................................................................................... 41 Figura 14.3 ....................................................................................................... 41 Figura 14.4 ....................................................................................................... 41 Figura 14.5 ....................................................................................................... 41 Figura 14.6 ....................................................................................................... 41 Figura 14.7 ....................................................................................................... 41 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................ 12 2 OBJETIVO ...................................................................................... 14 3 REVISÃO DE LITERATURA .......................................................... 15 3.1 ESTÉTICA DENTAL ................................................................ 15 3.2 ESTÉTICA PERIODONTAL .................................................... 18 4 RELATO DE CASO CLÍNICO ....................................................... 20 5 DISCUSSÃO .................................................................................. 42 6 CONCLUSÃO ................................................................................ 47 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................. 48 12 1 INTRODUÇÃO A estética para o ser humano é um conceito altamente subjetivo, pois está relacionada a fatores sociais, culturais e psicológicos que se alteram em função do tempo, dos valores de vida e da idade do indivíduo. Por isso, a avaliação das expectativas do paciente e o entendimento das possíveis soluções terapêuticas são essenciais antes de iniciar qualquer planejamento. Existe hoje a crescente tendência de valorização de um sorriso esteticamente agradável, o que incentiva a busca por alternativas de tratamento que modifiquem ou melhorem a aparência do sorris (CONCEIÇÃO, 2005). O conceito da Odontologia Restauradora atual preconiza que, para qualquer tipo de procedimento, o profissional deve sempre optar pelo tratamento mais conservador, isto é, com maior preservação de estrutura dental sadia. O plano de tratamento deve ser realizado de modo que permita formular um bom prognóstico a médio e longo prazo, não apenas em termos de estética, como também considerando os aspectos biológicos e funcionais. Nenhum tipo de tratamento poderá ter êxito sem o estabelecimento de um correto diagnóstico e adequado planejamento. Esta etapa é, provavelmente, uma das mais importantes e imprescindíveis para a obtenção de excelência (BARATIERI, 2002). Ao se realizar o planejamento estético de dentes anteriores, existem muitas informações a serem analisadas que dificilmente podem ser observadas numa primeira consulta clínica (BONI, 2011). Além da simetria dental, a harmonia facial se torna importante no tratamento estético de dentes anteriores (SEIXAS; COSTA-PINTO; ARAUJO, 2011). Segundo a literatura, os tamanhos dentais, as referências do tecido gengival e do lábio estão extremamente relacionadas às 13 características da face do paciente. Portanto, o planejamento estético pode ser dividido em três partes: análise facial, análise labial e análise dental (CARVALHO, 2006; MONDELLI, 2006; SILVA; CARVALHO; JOLY, 2007). O cirurgião dentista atualmente conta com um grande auxílio, as fotografias digitais. A obtenção de imagens fotográficas e filmes proporcionam ao profissional uma análise detalhada das características estéticas, mesmo na ausência do paciente. Além de serem importantes para a montagem do plano de tratamento, as imagens são bastante interessantes para a transmissão das informações sobre o tratamento com o paciente, permitindo também a comunicação com o laboratório de prótese, pois, permite aos protéticos visualizar a face, o sorriso e o contorno dos lábios do paciente, favorecendo a confecção de restaurações personalizadas e consequentemente mais estéticas (PAGANI; BOTTINO, 2003). Além das fotografias digitais, o estudo de tomografia computadorizada e de modelos de estudo digitalizados proporcionam imagens 3D que auxiliam no reconhecimento dos problemas e no planejamento do tratamento estético. 14 2 OBJETIVO Este trabalho tem como objetivo relatar um caso clínico sobre planejamento estético, utilizando tecnologias de imagem para harmonizar o sorriso. 15 3 REVISÃO DE LITERATURA 3.1 ESTÉTICA DENTAL Em 2002, Gil e Médici Filho publicaram trabalho em que procuraram pares de medidas em radiografias cefalométricas axiais, frontais e laterais que se relacionassem em Proporção Áurea em pelo menos 80% da amostra, composta por 23 indivíduos com oclusão normal, não tratados ortodonticamente. Para isto, utilizaram o recurso Mixcef do programa Radiocel Studio. Após análise estatística, observaram 619 pares de medidas em proporção áurea em 80% ou mais da amostra, sendo 34 na axial, 287 na frontal e 298 na lateral. Para os autores, a investigação da presença ou não de relações áureas no crânio humano permite não apenas conhecer melhor a sua estrutura e arquitetura, mas também o desenvolvimento de uma nova forma de análise cefalométrica, de forma a individualizar a análise, trazendo para cada indivíduo proporções obtidas com base em suas próprias medidas, e não naquelas da média da população. Fibonacci observou que a proporção áurea estava relacionada com uma série numérica. Estudando a reprodução de coelhos verificou que o número é sempre igual à soma de seus antecessores e que a divisão de um número pelo seu antecessor tem como resultado um número áureo, 1,618 (OLIVEIRA, 2005). Embora o clareamento caseiro seja o mais indicado para tratamento de dentes vitais, alguns pacientes não se adaptam a esta técnica pela utilização da moldeira de silicone, necessitando, assim, de uma técnica que produza resultados mais imediatos. O clareamento dental pela aplicação da técnica no consultório é uma alternativa para esses pacientes (MARSON, 2006). Avaliando o efeito do clareamento caseiro com solução de peróxido de carbamida a 10% e 15%, verificaram que nenhuma alteração morfológica foi observada no esmalte tratado com peróxido de carbamida a 10%, nem com gel livre de oxigênio, quando comparado com o controle, em que nenhum tipo de gel foi aplicado sobre o esmalte dental (HAYWOOD; HEYMANN, 1989). Por outro lado, o esmalte clareado com peróxido de hidrogênio a 5,3% resultou em áreas de erosão, efeito este não uniforme, ocorrendo com intensidade variável em todos os espécimes submetidos ao clareamento com peróxido de hidrogênio a 5,3% (LOPES et al, 2002). 16 Independente da técnica utilizada, o mecanismo de ação dos agentes clareadores é o mesmo, funcionando como veículos de radicais de oxigênio que, por apresentarem grande instabilidade, quando em contato com os tecidos promovem oxidação ou redução dos pigmentos incorporados a eles (BARATIERI et al, 1993). Haywood (1997) revisou a literatura sobre a técnica de clareamento noturno de dentes vitais abordando inúmeras questões importantes. Inicialmente enfatizou que quando realizado com a supervisão de um profissional e com produtos aprovados pela ADA, o clareamento vital noturno é tão seguro quanto qualquer outro procedimento odontológico. Segundo o autor, o clareamento de dentes vitais com moldeira em regime noturno se tornou uma parte integral do plano de tratamento restaurador completo do paciente. Com o propósito de avaliar diferenças na alteração de cor entre soluções de peróxido de carbamida a 5%, 10% e 16% contendo carbopol, Leonard Jr., Sharma e Haywood (1998) realizaram um estudo in vitro, utilizando 110 dentes hígidos extraídos de cor A3 ou mais escuro, de acordo com a escala VITA. No controle (11 dentes), foi utilizada solução salina a 0,9%. Os três grupos experimentais (33 dentes cada) foram tratados com três diferentes concentrações de peróxido de carbamida (Nite White Classic, Discus Dental), 8h por dia, de acordo com as recomendações do fabricante. No oitavo dia de tratamento, o grupo tratado com peróxido de carbamida a 16%, apresentou uma alteração de cor média maior do que os demais grupos. No décimo quinto dia de tratamento, os grupos que utilizaram concentrações de 16% e 10% tiveram uma alteração de cor média maior do que os grupos tratados com concentração de 5% e controle. A continuação de tratamento por uma terceira semana com o grupo correspondente ao clareador a 5% resultou em cores que se aproximaram dos valores obtidos após três semanas com as concentrações de 10% e 16%. Dessa forma, os autores concluíram que produtos a base de peróxido de carbamida de baixa concentração requerem mais tempo para clarear os dentes, porém, apresentam os mesmos resultados que os de alta concentração. Hipoteticamente, concentrações mais baixas resultam em menos efeitos colaterais que clareadores de alta concentração. Para avaliar o efeito de três agentes clareadores (Opalescence, Nite White e solução de peróxido de hidrogênio 30%) na superfície do esmalte, Hegedüs 17 et al. (1999) realizaram um estudo laboratorial utilizando microscopia eletrônica de força atômica. As superfícies vestibulares foram avaliadas microscopicamente antes e após o tratamento clareador. Os três grupos experimentais foram clareados durante 28h. De acordo com os resultados, alterações superficiais foram evidenciadas nos três primeiros grupos. Muitos sulcos presentes inicialmente tornaram-se mais profundos após o tratamento clareador. Sua profundidade foi variável, sendo mais pronunciada nos espécimes submetidos á solução de peróxido de hidrogênio a 30%. Segundo os autores, o efeito oxidativo interno pode até ser mais pronunciado do que a superfície do esmalte, uma vez que a quantidade de material orgânico internamente e maior do que na superfície. Leonard et al. (2001) realizou um estudo longitudinal para avaliar a eficácia, durabilidade e segurança no clareamento dental caseiro noturno utilizando peróxido de carbamida a 10%. Conclui que o peróxido de carbamida é totalmente eficaz com o mínimo de efeitos colaterais, sendo sua durabilidade de 82% após 47 meses do tratamento realizado. Em relação aos efeitos dos agentes clareadores na polpa dental, Cohen (1979) fez um estudo em que foi utilizada uma fonte de calor termostaticamente controlada e peróxido de hidrogênio a 35% sobre a superfície de pré-molares. Embora histologicamente nenhuma alteração tenha sido observada, 78% dos pacientes tiveram dor, e esta, provavelmente, é consequência do aumento da pressão intrapulpar causada pela aplicação do calor. Os sintomas dolorosos acabam desaparecendo à medida que a pressão intrapulpar vai retornando ao normal, fazendo com que o autor conclua que tal técnica não causa danos nocivos ao tecido pulpar. Também utilizando peróxido de hidrogênio a 35% juntamente com a aplicação de calor, Robertson e Melfi (1980) observaram, em sua pesquisa, inflamação leve e superficial em um número significativo de polpas. Para Bowles e Thompson (1986), tanto o peróxido de hidrogênio quanto o calor, isoladamente, causaram efeito destrutivo nas enzimas pulpares. Os agentes clareadores provavelmente levam à destruição celular na polpa em virtude da inativação das enzimas e da ruptura da atividade normal das células; porém, as alterações pulpares são transitórias e reversíveis (SCHULTE 1994, SEALE 1981, TAM 1992). De acordo com Cooper et al. (1992) e Kwong et al. (1993), o peróxido de carbamida provoca danos à polpa dental, porém Anderson et al. (1999) afirmaram que o clareamento não é prejudicial à polpa dental. 18 3.2 Estética Periodontal O sorriso aberto pode ser dividido em três categorias: sorriso alto (revela toda a altura cervico-incisal do incisivo central superior e uma faixa de gengiva); sorriso médio (onde revelam 75% a 100% do incisivo central superior e apenas a gengiva interproximal); e sorriso baixo (aparece menos que 75% do dente anterior) (TJAN; MILLER, 1984). Uma revisão de literatura propôs avaliar se os clínicos acreditam que a margem final da restauração deveria ter distância até a crista óssea menor ou igual a 3 mm, se menor, um aumento de coroa clínica seria recomendado. Os métodos cirúrgicos para tal procedimento incluem: gengivectomia, reposicionamento apical do retalho e reposicionamento apical do retalho com osteotomia. Referiram que a maioria dos autores assume a distância biológica em aproximadamente 2,04mm (epitélio juncional e inserção conjuntiva, desconsiderando o epitélio do sulco). E os autores estimam que pode haver reabsorção óssea de 0,6 a 0,8 mm em um ano de pós-operatório. Os resultados mostram, ainda, que há uma perda da crista alveolar entre 1 e 2 mm, em 53% dos casos, e que a recessão dos tecidos foi de 1,32mm, onde 29% dos sítios demonstraram 1 a 4 mm de recessão gengival entre 6 semanas e 6 meses de pós-operatório (PADBURY JR; EBER; WANG, 2003). Em um relato de caso clínico, a exposição do tecido gengival, considerando um sorriso com abertura máxima, pode ser classificada em: alto (exposição acima de 4 mm, encontrado em 32% dos casos), sorriso médio (entre 3 e 4 mm, 42% dos casos) e sorriso baixo (abaixo de 3 mm, em 26% dos casos) (ROSSETI; SAMPAIO; ZUZA, 2006). Uma revisão de literatura, propõe que os indivíduos que mostram mais que 2 mm de gengiva apresentam sorriso gengival. Para este dado, há controvérsias, já que alguns outros autores afirmam que o valor é mais que 3 mm. A presença da linha do lábio inferior paralela à linha dos incisivos superiores, que passa, imaginariamente, através dos pontos de contato dos dentes e a simetria observada no acesso visual fazem com que a harmonia do sorriso seja completa (CASTRO; SANTOS; RICARDO, 2006). O contorno normal dos tecidos, sem hiperplasia ou recessão, apresenta muitos traços que requerem atenção quando cirurgias estéticas são 19 planejadas. O zênite dental varia nos dentes anteriores. É simétrico nos incisivos laterais (no longo eixo deste dente) e é levemente deslocado para distal nos centrais e caninos. Alterações anatômicas podem ocorrer na junção dento-gengival, como resultado de uma gengivite ou da escovação dental. Estas alterações correspondem a maior preocupação estética por parte dos pacientes, e são mais problemáticas quando localizadas e assimétricas. Em indivíduos que têm sorriso alto, a percepção destas alterações é enorme quando estão presentes perto da linha média. A correta posição espacial do zênite é importante devido a enorme influência no perfil de emergência e na inclinação axial do dente, devido à modificação na posição do ângulo do longo eixo do dente na emergência do crescimento da gengiva, e na simetria dos tecidos moles (CASTRO, SANTOS; RICARDO, 2006). Nas regiões da boca onde a estética é importante, a cicatrização após o aumento de coroa deve ser capaz de ser completada se um resultado estético favorável for alcançado. Após este procedimento cirúrgico, o periodonto continua sendo remodelado e maturado. Os autores também relatam que uma recessão gengival pode ocorrer entre 6 semanas e 6 meses de pós-operatório (LAI; SILVESTRI; GIRARD, 2001). Há maior recidiva quanto mais próximo o retalho for suturado da crista óssea (DEAS et al. 2004). A estabilidade da margem gengival parece ser obtida em torno de 6 meses após a cirurgia. Existem alguns fatores que contribuem para esta estabilidade: características da cicatrização individual do paciente; reformulação do espaço biológico; adequada arquitetura óssea criada durante a cirurgia; presença de procedimentos restauradores; controle de placa no pós-operatório; e margem do retalho após a sutura (DEAS et al. 2004). 20 4 RELATO DE CASO CLÍNICO Paciente P.N.B., 25 anos, gênero feminino, procurou atendimento na clínica odontológica da Universidade Estadual de Londrina, por estar descontente com a estética do seu sorriso. Após anamnese, exame físico e exame radiográfico, observamos que a mesma possuía agenesia de incisivos laterais superiores, sorriso gengival, reabsorção do dente 23 e notamos dentes escurecidos. A primeira opção de tratamento apresentada para a paciente foi o tratamento ortodôntico para posterior colocação de implantes, mas como a paciente já havia passado por um longo tratamento ortodôntico e como já havíamos constatado a reabsorção do canino, a paciente optou pela segunda opção, que seria a reanatomização dos caninos, para fechar os diastemas. Radiografias periapicais: Fig. 01 Radiografias periapicais. 21 Fotos da análise estética inicial: Fig. 2 Frontal. Fig. 2.1 Meio sorriso. Fig. 2.3 Sorriso forçado. Fig. 2.4 Boca meio aberta. Fig. 2.5 Espontânea. Fig. 2.6 Espontânea. Fig. 04 Fig. 05 Fig. 06 22 Fig. 2.7 Afastador bucal. Fig. 2.8 Afastador bucal. Fig. 2.9 Perfil direito. Fig. 2.10 Perfil sorrindo. Fig. 2.11 Perfil esquerdo. Fig. 2.12 Perfil sorrindo. 23 Fotos intrabucais da análise estética inicial: Fig. 3 Dentes em MIH (máxima intercuspidação habitual), de canino a canino com o auxílio de um afastador de lábios, para avaliar o posicionamento e simetria entre os dentes anteriores. Fig. 3.1 Sorriso frontal, de pré-molar a pré-molar, utilizada para observar a altura e largura do sorriso; inter-relação das bordas incisais dos dentes superiores com o lábio inferior. Fig. 3.2 Com o auxílio de um afastador de lábios e Fig. 3.3 Com o auxílio de um afastador de lábios um fundo escuro permitem avaliar as formas e os contornos dentais e verificar as proporções entre os dentes anteriores. e um fundo escuro permitem avaliar as formas e os contornos dentais e verificar as proporções entre os dentes anteriores. Fig. 3.4 Oclusal superior. Fig. 3.5 Oclusal inferior. Fig. 07 Fig. 08 Fig. 11 24 Fotos dos modelos de estudo: Fig. 4 Oclusal superior. Fig. 4.1 Oclusal inferior. Fig. 4.2 Frontal superior. Fig. 4.3 Frontal inferior. Fig. 4.4 Lateral direita. Fig. 4.5 Lateral esquerda. 25 Após a constatação da reabsorção do canino, a paciente foi orientada a realizar uma tomografia computadorizada, tendo como diagnóstico uma reabsorção interna. Imagens dental slice e tomografia: Fig. 5 – A imagem tomográfica auxilia na obtenção de detalhes, como comprimento do dente, tamanho da coroa anatômica e inserção óssea. Fig. 5.1 Frontal Fig. 5.2 Lateral Fig. 5.3 Lateral 26 Logo após, iniciamos o tratamento endodôntico, onde foi realizada anestesia, isolamento absoluto, abertura coronária, instrumentação, odontometria, irrigação com soro fisiológico e hipoclorito de sódio a 0,1%, confecção do batente, colocação de EDTA, irrigação com soro, secagem do conduto, introdução do medicamento de demora hidróxido de cálcio e selamos com coltosol. Na sessão seguinte, removemos o selo e o hidróxido de cálcio, obturamos o conduto com cimento endodôntico (Endofil) e selamos com coltosol, pois posteriormente o conduto seria preparado para a realização do clareamento dental interno. Durante o planejamento do tratamento restaurador, foi considerada sua relação com os dentes vizinhos e antagônicos, com o periodonto e com as demais estruturas bucais e faciais circundantes. Com o auxílio do Planejamento Digital do Sorriso, enquadramos a foto frontal e corrigimos a posição, deixando o plano interpupilar e a linha média perpendiculares. Pela análise oclusal e posição do lábio não seria possível o aumento dental na incisal. Portanto, optou-se pela cirurgia de aumento de coroa. Fotos do planejamento estético: Fig. 6 - Ajuste da foto no quadriculado. 27 Fig. 6.1 - Linha média e da pupila. Fig. 6.3 - Altura e largura do Incisivo superior. Fig. 6.2 - Linha incisal. Fig. 6.4 - Altura-largura do incisivo superior pretendida. Fig. 6.5 - Planejamento da medida. 28 Com a finalidade de promover o restabelecimento do contorno e altura gengival, de forma que proporcionasse um sorriso mais adequado à paciente, foi realizada uma cirurgia para aumento de coroa clínica com finalidade estética dos elementos 11, 13, 14 21, 23 e 24. Fotos do planejamento para cirurgia periodontal: Fig. 7 – Tomografia frontal. Fig. 7.2 – Trabalho de transparência sobre a foto clínica. Fig. 7.1 - Delineamento na imagem tomográfica. Fig. 7.3 – Trabalho de transparência sobre a foto clínica. 29 Fig. 7.4 – Simulação da cirurgia periodontal. Fig. 7.6 – Simulação sobre a imagem clínica, mostrando a necessidade de intervenção em tecido ósseo. Fig. 7.5 - Simulação sobre a imagem clínica. Fig. 7.7 – Simulação após a cirurgia. 30 Fig. 7.8 – Foto inicial. Fig. 7.9 – Simulação final após a cirurgia. Realizada a aferição da pressão arterial da paciente (120/80 mm/Hg), iniciamos com a antissepsia extra bucal com PVPI e intra bucal bochecho com clorexidina 0,12% por 1 minuto, anestesia infiltrativa anterior superior, incisão em bisel interno (removido colar cervical de 0,2 mm), deslocamento do retalho total, verificação de distância biológica, osteotomia, osteoplastia (somente por vestibular), irrigação, sutura interrompida simples (nylon 4.0). Foram dadas instruções pósoperatórias, indicada amoxicilina 500mg, durante sete dias, a cada 8 horas. Após uma semana, foi feita a remoção de sutura e controle de placa bacteriana. Alguns dias depois, controle pós-operatório, controle de placa bacteriana e instruções de higiene. 31 Fotos da cirurgia periodontal: Fig. 8 – Sondagem. Fig. 8.2 – Remoção do colar cervical. Fig. 8.4 – Deslocamento do retalho total. Fig. 8.1 – Incisão em bisel interno. Fig. 8.3 – Colar cervical removido. Fig. 8.5 – Retalho total e foi realizada a verificação da distância biológica. 32 Fig. 8.6 – Sutura interrompida simples. Fig. 8.7 – Inicial e final da cirurgia. 33 Para um melhor resultado, realizamos a cirurgia novamente para aumentar um pouco mais a coroa clínica, sendo assim, após três semanas, realizouse, antissepsia, anestesia, incisão em bisel interno, retalho total, osteotomia, osteoplastia, irrigação, sutura, instruções pós-operatórias. Prescrito amoxicilina 500mg por sete dias, de 8/8horas. Após uma semana, remoção de sutura e controle de placa bacteriana. Na semana seguinte, controle pós-operatório e retoque do contorno gengival com bisturi eletrônico e após uma semana, controle pósoperatório. Fotos da 2ª cirurgia periodontal: Fig. 9 – Marcação do colar cervical. Fig. 9.1 – Incisão em bisel externo. Fig. 9.2 – Remoção do colar cervical. Fig. 9.3 – Verificação da distância biológica. Fig. 9.4 – Sutura interrompida simples. 34 Fig. 9.5 – Inicial, final da 1ª e final da 2ª cirurgia. 35 Após dois meses iniciamos o clareamento dental de consultório, com peróxido de hidrogênio a 35% (Clàriant 35%), nas arcadas superior e inferior. A paciente foi orientada quanto aos cuidados durante o tratamento de clareamento, com relação à possível sensibilidade que poderia sentir durante e após a aplicação do agente clareador e sobre a ingestão dos alimentos que possuem corantes. Na primeira sessão, realizamos uma profilaxia com escova de Robinson e pasta profilática para remoção de placa bacteriana, em seguida, foram feitas tomadas de cor inicial de acordo com a escala Vita, estando o canino com a cor A4 e o incisivo superior com a cor D3. Realizamos uma sessão de 40 minutos, utilizando a proteção de barreira gengival fotopolimerizável (Gingi Dam), clareando os elementos da arcada superior 16, 15, 14, 13, 11, 21, 23, 24, 25 e 26 e na arcada inferior os elementos 31, 32, 33, 34, 35, 41, 42, 43, 44 e 45 e o elemento 23 recebeu também o clareamento interno. Fotos 1ª sessão de clareamento: Fig. 10 – Inicial. Fig. 10.2 – Profilaxia. Fig. 10.1 – Inicial intrabucal. Fig. 10.3 – Seleção da cor do canino (A4). 36 Fig. 10.4 – Seleção da cor do incisivo central (D3). Fig. 10.6 – Barreira gengival. Fig. 10.8 – Aplicação total do gel clareador (Clàriant, Angelus). Fig. 10.5 – Barreira gengival (Gingi Dam). Fig. 10.7 – Aplicação interna do gel clareador. Fig. 10.9 – Remoção do gel clareador. 37 Fig. 10.10 – Inicial e final da 1ª sessão clareamento. Na segunda sessão, realizamos a tomada de cor de acordo com a escala Vita, estando o canino com a cor B3 e o incisivo superior com a cor B2. Fizemos uma profilaxia com taça de borracha e pasta profilática para remoção de placa, onde foram dadas novas instruções de higiene para a paciente, pois sua gengiva apresentava um pouco de inflamação. Feita a proteção com a barreira gengival fotopolimerizável (marca), iniciamos mais uma sessão de 40 minutos com o clareador à base de peróxido de hidrogênio a 35% (marca), nos mesmos elementos. Durante a sessão, a paciente relatou sensibilidade nos pré-molares inferiores, sendo assim, removemos o clareador destes elementos alguns minutos antes. Fotos 2ª sessão de clareamento: Fig. 11 – Inicial. Fig. 11.1 – Inicial intrabucal. 38 Fig. 11.2 – Seleção da cor do canino (B3). Fig. 11.3 – Seleção da cor do incisivo (B2). Na terceira sessão, tomada de cor estando o canino com a cor B2 e o incisivo superior com a cor A, profilaxia com escova de Robinson e pasta profilática, proteção com a barreira gengival, aplicação do agente clareador na arcada superior durante 40 minutos e na arcada inferior 30 minutos e não fizemos aplicação do clareador nos pré-molares, devido à sensibilidade relatada na sessão anterior. A inflamação gengival tinha diminuído, foram dadas instruções de higiene novamente para a paciente. Fotos 3ª sessão de clareamento: Fig. 12 – Inicial. Fig. 12.2 – Seleção da cor do canino (B2). Fig. 12.1 – Inicial intrabucal. Fig. 12.3 – Seleção da cor do incisivo (A2). 39 Na quarta sessão, realizamos a profilaxia com escova de Robinson e pasta profilática, proteção da barreira gengival. Nesta sessão, aplicamos o clareador apenas na arcada superior durante 20 minutos, pois a paciente havia relatado maior sensibilidade na arcada inferior logo após a sessão de clareamento. Utilizamos o gel dessensibilizante, após o clareamento. Fotos 4ª sessão de clareamento (Final): Fig. 13 – Meio sorriso. Fig. 13.2 – Comparação da cor do canino da 1ª sessão (A4). Fig. 13.4 – Comparação da cor do incisivo da 1ª sessão (D3). Fig. 13.1 – Intrabucal. Fig. 13.3 – Comparação da cor do canino da 4ª sessão (A1). Fig. 13.5 – Comparação da cor do incisivo da 4ª sessão (A1). 40 Fig. 13.6 – Inicial e final do clareamento. Após seis meses da cirurgia, foi realizada uma moldagem de estudo e digitalização do modelo com scaner da 3shape e foi realizado um estudo e planejamento tridimensional do caso. Foi feita uma nova moldagem com silicone de adição para o enceramento diagnóstico, tendo como base as imagens do planejamento digital. A partir do enceramento, foi feito o Mock up, com resina bisacrílica da 3M. Planejamento tridimensional: Fig. 14 – Modelo de estudo scaneado. Fig. 14.1 – Planejamento tridimensional. 41 Fig. 14.2 – Simulação para enfatizar possíveis áreas de desgaste do canino para confecção dos fragmentos cerâmicos. Fig. 14.4 – Enceramento diagnóstico. Fig. 14.6 – Antes do Mock up. Fig. 14.3 – Simulação para enfatizar possíveis áreas de desgaste do canino para confecção dos fragmentos cerâmicos. Fig. 14.5 – Mock up. Fig. 14.7 – Após o Mock up. 42 5 DISCUSSÃO Tem sido crescente nos últimos anos a busca por um sorriso natural e universalmente admirado. Aliado a isto, a Odontologia estética tem evoluído em suas técnicas e materiais que permitem criar restaurações que reproduzam a estrutura dental com precisão, criando sorrisos naturais através de uma abordagem minimamente invasiva (RODRIGUES et al, 2010; PAOLUCCI et al, 2012). O princípio da Proporção Áurea, na avaliação e no plano de tratamento, é significativamente benéfico no planejamento estético do sorriso (PAGANI et al, 2003). O conhecimento dos princípios, regras geométricas e de proporcionalidade aplicados à Odontologia estética, associado com a habilidade artística, é de grande importância na construção de sorrisos agradáveis. Clinicamente, a aplicação do Princípio de Proporção Áurea na Odontologia estética segue a relação da largura virtual dos incisivos centrais, em uma vista frontal, com os demais dentes vizinhos, em que cada dente deve ter, aproximadamente, 60% do tamanho do seu antecessor (MUNÕZ et al, 2002). Dessa forma, ao idealizar os dentes da paciente, os princípios da proporção áurea são utilizados, definindo de acordo com o conceito teórico adquirido, o posicionamento da linha do sorriso, da borda incisal de cada dente, o contorno gengival, assim como a forma e o contorno dos dentes. A teoria da Proporção Áurea, que há muitos anos é fundamentada na busca da beleza e da harmonia, desperta para a Odontologia, especificamente na reconstrução dos dentes anteriores, atingindo a esperada beleza e harmonia estética. A teoria de proporcionalidade está contida no trabalho de Levin, no qual várias medidas proporcionais entre os dentes anteriores estão registrados em forma de grades ou gabaritos. Também foi desenvolvido compasso de três pontas, partindo da medida de um determinado dente com as duas primeiras pontas, sendo a terceira ponta automaticamente proporcional durante a movimentação, em relação às duas primeiras pontas. Há muito tempo foi planejada uma forma de padronização em proporção aos desenhos com a finalidade de atingir a harmonia visual, assim chamado de “Proporção Áurea”. Esta lei natural foi concebida pelo mentor de Leonardo da Vinci, Luca Pacioli, com intuito de buscar função de beleza e de harmonia estética (LOMBARDI, 1973). Também foi chamada de “Proporção Divina”, 43 pois o símbolo do Cristianismo continha regras da proporção. Esta proporção é de 1,0 para 1,618, para atingir o número de ouro 0,618. A análise dentária, visando o restabelecimento da estética, é realizada de duas maneiras: pelo tamanho real dos dentes e pela sua aparência, dada a distribuição em curvatura no arco dentário. Este último critério, a métrica da aparência ou dimensões dentárias relativas, é feito aplicando-se a Proporção Áurea, também conhecida por Regra Áurea. A razão entre o lado maior e lado menor de um retângulo sendo 1,618 (Proporção Áurea), para Pitágoras, torna a figura particularmente bela. A Proporção Áurea pode ser encontrada na natureza, é também aplicada na Engenharia, na pintura e na Arquitetura. Na análise facial, várias medidas podem ser observadas guardando a Proporção Áurea (GOLDSTEIN, 1998). Para a métrica da aparência, dentro da Proporção Áurea, numa vista frontal, a medida de aparência da largura do incisivo lateral recebe o valor 1,0, do incisivo central 1,6 e do canino 0,6. Na Grécia antiga, Pitágoras observou que certas proporções ligadas a padrões de beleza e harmonia poderiam ser matematicamente descritas, com base na divisão assimétrica de uma reta. Euclides denominou essa teoria de média e extrema razão, na qual ao se dividir uma reta de maneira assimétrica em duas porções desiguais, se mantém uma proporção tal que o segmento maior está para o menor assim como a soma de ambos está para o maior. Essa proporcionalidade é expressa pelo número 1,618, e é conhecida como proporção áurea, proporção ou secção divina (ONO et al, 2005). Quando a unidade menor é considerada 1,0, a maior tem 1,618 vezes o seu comprimento. Quando a maior é considerada 1,0, a menor tem 0,618 o seu tamanho. Esta relação de crescimento é chamada “perfeita” (RICKETTS, 2000). Segundo Ahmad (2009), o uso da fotografia para registro do tratamento é de fundamental importância, pois a Odontologia estética pode produzir resultados com percepções diferentes por tratar-se de uma área onde a análise dos resultados finais pode ser bastante subjetiva. Nesses casos, se a fotografia odontológica não for utilizada rotineiramente como parte do curso do tratamento, pode ser uma receita para o insucesso e possível litígio futuro. Dessa forma, podese observar uma das vantagens associadas ao planejamento digital e a importância da sua utilização. As fotografias digitais fazem parte do padrão de atendimento ideal, e constituem a melhor forma para praticar a Odontologia estética, auxiliando no 44 diagnóstico e plano de tratamento de diferentes situações clínicas (GOODLIN et al, 2011). Para Nemcovsky, et al. (2001), a cirurgia periodontal de retalho para múltiplos dentes está indicada quando a margem gengival proximal da maioria dos dentes anteriores da maxila pode ser apicalmente reposicionada para melhorar a aparência gengival irregular e não-estética, ou para melhorar a excessiva exposição gengival, fraturas de coroas clínicas abaixo da margem gengival, perfurações das superfícies radiculares, cáries subgengivais, desgaste cervical e/ou oclusal e correção do plano oclusal em dentes extrusionados, ou a combinação desses fatores. Para Nemcovsky; Artzi; Moses (2001) as indicações para o aumento de coroa anterior são: excessiva exposição gengival no sorriso, melhora na estética de pacientes com alteração de erupção passiva e excesso de gengiva, e aumento da exposição dental quando a crista óssea está violando a distância biológica. No caso clínico apresentado, optou-se pela cirurgia plástica periodontal para melhorar a estética do sorriso, devido à excessiva exposição gengival no sorriso da paciente. Esse aumento gengival pode ter como possível causa a erupção dentária passiva alterada. Com a valorização da estética dentária aliada à atual filosofia conservadora da Odontologia, as técnicas de clareamento apresentaram uma evolução clínica considerável (Haywood, 1992; Perdigão, et al., 2004; Baratieri, et al., 2001). O emprego de distintas técnicas clareadoras, quando corretamente executadas, possibilita resultados estéticos extremamente satisfatórios (Perdigão, et al., 2004; Mandarino, et al., 2010; Martos, et al., 2010). Sendo o clareamento dentário uma alternativa conservadora frente aos procedimentos mais radicais, como facetas ou coroas protéticas, esse só terá o efeito desejado se forem considerados todos os fatores causais do escurecimento, de forma a compreendê-los com a intenção de corrigi-los, quando necessário (MARTOS, et al., 2011; HATTAB, et al., 1999; MAIA, et al., 2005). As alterações de cor dental sempre representaram um ponto de preocupação para a Odontologia estética ao longo dos anos (HEYMANN, 1987; HAYWOOD e HEYMANN, 1989; FEINMAN; MADRAY; YARBOROUGH, 1991; ATTIN et al., 1997). Em 1850, Dwinelle relatou sobre o clareamento dental com cloreto de cálcio. Em 1877, Chapple iniciou o clareamento com acido oxálico. Harlan, 45 em 1884, foi o primeiro autor que empregou peróxido de hidrogênio no clareamento interno de dentes desvitalizados e Abbot, em 1918, ativou o per6xido de hidrogênio 35% com uma fonte de luz de alta intensidade. Em 1937, Ames, utilizou, para dentes vitais, peróxido de hidrogênio 25% e éter (Pyrozone) com fonte de calor. E em 1989, Haywood e Heymann, publicaram a primeira técnica caseira de clareamento de dentes vitais noturno com a utilização de moldeiras individuais com peróxido de carbamida a 10% por 6 a 8 horas por noite durante 2 a 6 semanas. Mais recentemente, em 2000, Gerlach, introduziu um sistema de clareamento dental caseiro por meio de tiras adesivas e em 2001, a Colgate lançou também um clareador que dispensa o uso de moldeiras na forma de verniz. As causas mais comuns do escurecimento de dentes vitais são pigmentações fisiológicas, que acontecem pela idade, devido ao desgaste do esmalte dentário e à maior espessura de dentina, tornando os dentes mais saturados em relação à cor, ou por pigmentações extrínsecas pelos corantes dos alimentos. Ambas respondem facilmente ao tratamento clareador, que pode ser de consultório, caseiro ou uma associação de ambas as técnicas (MINOUX M, SAFATY R, 2008). A extrínseca pode ser decorrente de pigmentos presentes em alimentos e bebidas, principalmente no chá preto, café, vinho tinto e balas, bactérias cromogênicas capazes de produzir pigmentação marrom, preta ou verde, todas as formas de tabaco, produtos químicos, estes se depositam sobre a superfície dental e película adquirida, e pode ser removida simplesmente através de profilaxia profissional e manutenção de higiene oral adequada e redução do uso desses agentes pigmentantes. Já a intrínseca, pigmentação dental intrínseca, os pigmentos são incorporados pela estrutura dental e podem ocorrer de acordo com o período de erupção dental, sendo manchas pré-eruptivas (mancha por tetraciclina, fluorose dental, amelogênese e dentinogênese imperfeitas) e pós-eruptivas (manchas por iatrogenias, por envelhecimento, decorrentes de traumatismos e por minociclina). Sua localização e severidade estão diretamente relacionadas com o tempo em que estas substâncias entraram em contato com os tecidos dentais em formação (BARATIERI et al., 2003). O clareamento dentário de consultório é um procedimento que utiliza o gel em porcentagens mais elevadas de peróxido de hidrogênio (15 a 38%) do que o tratamento caseiro, proporcionando resultados mais rápidos. O clareamento 46 caseiro, por sua vez, utiliza concentrações de peróxido de carbamida (10 a 22%) ou peróxido de hidrogênio (3 a 7,5%), sendo suficientes e eficazes para um pleno clareamento dentário (MINOUX M, SAFATY ,2008; MATIS, et al., 2009) . A tendência atual para obtenção de resultados menos agressivos ao tecido pulpar e mais duradouro com relação à longevidade do clareamento, tem sido a combinação de técnicas clareadoras de consultório e caseira (MATIS, et al., 2009; DELIPERI S, BARDWELL DN, 2004). O caso clínico apresentado neste trabalho foi realizado com a técnica de clareamento de consultório, com o peróxido de hidrogênio a 35%, para que pudesse haver um maior cuidado com a proteção gengival, sendo que a paciente havia passado por uma cirurgia de aumento de coroa, e a técnica caseira depende principalmente dos cuidados da paciente, podendo haver extravasamento de material da moldeira causando danos à gengiva, prejudicando o tratamento. 47 6 CONCLUSÃO O planejamento Estético mostrou-se uma excelente ferramenta no auxílio deste processo de escolha do tratamento e principalmente no diagnóstico dos fatores que podem comprometer a harmonia do sorriso. Foi possível observar uma melhora significativa na estética do sorriso planejado, contando com aprovação e opinião da paciente, o que deixou o processo muito mais comunicativo, previsível e personalizado. 48 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AHMAD I. Digital dental photography. Part 2: purposes and uses. 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