UNIVERSIDADE GUARULHOS Faculdade Serviço Social 2014 Universidade Guarulhos Universidade Guarulhos Textos de alunos da disciplina “Temas Básicos do Serviço Social: Cultura, Ecologia e Práticas Populares”, Professoras responsáveis: Ana Claudia Fernandes Gomes e Dagmar Creilde dos Santos. CARTA DA TERRA Faculdade Serviço Social 2014 APRESENTAÇÃO Essa coletânea de textos foi produzida durante o primeiro semestre de 2010 pelos alunos de Serviço Social que cursavam a disciplina “Temas Básicos do Serviço Social: Cultura, Ecologia e Práticas Populares”, ministrada pelas professoras Ana Claudia Fernandes Gomes e Dagmar Creilde dos Santos. A reflexão começou após análise da “Carta da Terra”, documento produzido por intelectuais e profissionais de várias áreas do conhecimento participantes da Eco-92, reunião realizada no Rio de Janeiro, que marcou o ápice da discussão ambiental e do movimento ecológico mundial. Considerando a cultura como constituinte da teia social, que é construída por indivíduosatores do processo sócio-cultural, e a educação como prática orgânica e emancipatória dos desafios sociais, todos responderam à questão: Qual a participação do assistente social no movimento político relacionado à educação ambiental? E como resposta, os alunos escreveram as suas próprias cartas, registraram antropologicamente os anseios e as expectativas da nossa era em relação ao futuro do planeta, da sociedade e do ser humano. E como diria Lévi-Strauss, “isso é bom para pensar”. Profa. Ms. Ana Claudia Fernandes Gomes Ecologia, Meio Ambiente, Educação e Serviço Social (Ana Claudia Fernandes Gomes) “Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a esse propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações” (Prêambulo – Carta da Terra, 1992) Com essas palavras, estudiosos, pesquisadores, agentes sociais, líderes religiosos e comunitários registraram os anseios e as expectativas da nossa cultura e vida social na passagem do século XX para o século XXI, momento no qual a “Carta da Terra” foi redigida. Considerada o ápice da discussão sobre Ecologia e o futuro da Humanidade, esse documento aliado às “Metas do Milênio” e à “Agenda 21”, contextualiza o cenário de movimentos sociais científicos, humanistas, teológicos, políticos, que (re)criam os conceitos de diversidade, globalização, sustentabilidade, meio ambiente e ecologia. A palavra ecologia é formada por “oikos”, prefixo grego que significa “casa” e “logia”, que significa “estudo, ciência”. A partir do século XIX, a Ecologia surge como área do conhecimento científico e subdivide-se em Ecologia Natural, referente ao estudo da nossa casa (planeta Terra) em seus aspectos físico-naturais e a Ecologia Social, que considera as intervenções do ser humano na natureza para a construção de um meio ambiente de uma sociedade urbanoindustrial. Com o desafio de análise em relação ao (des)equilíbrio entre a preservação da natureza e a satisfação das necessidades humanas, a Ecologia apresenta-se como multi-transdisciplinar, pois, envolve discussões filosóficas, éticas, antropológicas, sociológicas, políticas, geográficas, biológicas, econômicas. Nas décadas de 1960 e 1970 houve a expansão do debate ecológico em conferências, encontros, seminários das Nações Unidas em busca de análises e propostas sobre as questões correlatas, que caracterizaram-se como urgentes durante a década de 1990, principalmente durante a Eco-92, reunião realizada no Rio de Janeiro, que deu origem à Carta da Terra e aos documentos seculares e milenares. Interdependência, articulação, autonomia, dinamismo, equilíbrio, diversidade, contradições são conceitos que constituem discursos de análise e denúncia em relação ao desgaste e supressão de recursos naturais; desflorestamentos; contaminação da água e do solo; vários tipos de poluição: do ar, térmica, sonora, visual, radioativa; disseminação de doenças, pobreza, miséria, violência, destruição e morte. O conceito de “desenvolvimento sustentável” surge na complexidade do debate como um modelo social que atende às demandas das gerações atuais sem comprometer as demandas, necessidades e vida das gerações futuras. As fontes de energia renováveis exemplificam essa preocupação, que interpenetra os meandros da desigualdade social, do consumo excessivo, da mercantilização capitalista, da atuação do Estado-nação e do processo cultural-educacional. A sugestão de um “destino comum” amplia a reflexão sobre a sociedade como interação de indivíduos, que são agentes, atores da trama social e não, meros espectadores do processo social. Alterar modos de vida significa alterar ideias e percepções culturais sobre o nosso fazer social, a educação compreendida como movimento orgânico, que vitaliza o corpo social e possibilita a emancipação do indivíduo. Em 2014, somos aproximadamente 7 bilhões de indivíduos e habitamos a mesma “casa”, sendo assim, a discussão ecológica torna-se essencial para a compreensão da VIDA e a retomada da discussão sobre o que significa SER HUMANO?? Então, “Bem vindos!!!! Podem entrar que a casa é nossa!!!!” Aline de Oliveira UM OLHAR SOCIAL PARA A CARTA DA TERRA Na presente data algumas preocupações com a questão ambiental tem sido motivo de debates, sendo esta uma temática de interesse mundial. Apesar de timidamente, os esforços em combater a degradação ambiental vêm ganhando destaque quer seja na mídia, nas grandes empresas ou na política. Muitas metas e estratégias para unificar o planeta em prol de sua preservação são válidas, porém existem fatores que estão intrinsecamente ligados e que não poderão ser resolvidos somente com uma consciência responsável como sugerida na Carta da Terra. É necessário ressaltar que vivemos e nos desenvolvemos em sociedades movidas por um regime capitalista, ou seja, que os recursos naturais são manipulados para obtenção de lucro ressaltando e agravando cada vez mais as desigualdades sociais. Desta forma, aos profissionais de Serviço Social torna-se imprescindível um olhar amplo e objetivo, atentando para o fato que muitos dos problemas ambientais são resultados de uma sociedade que explora exageradamente não somente seus recursos naturais, mas sua própria espécie. Se de fato a intenção é respeitar nosso planeta no âmbito ambiental, teremos que partir do pressuposto que este respeito vai além de métodos de preservação e sim de uma sincronia entre sociedade e natureza. Camila Ribeiro do Nascimento VERSÃO PESSOAL DA CARTA DA TERRA – UMA MENSAGEM SOBRE O RIO SÃO FRANCISCO No Planeta Terra há um lugar repleto de belezas naturais, habitado por animais raros e plantas exóticas, o “pulmão do mundo” também está lá, popularmente o chamam de “país tropical”, realmente é um lugar belo – este é o BRASIL, ele fica na América do Sul. Neste país, muito se discute sobre a preservação do meio ambiente, entretanto, pouco se faz para equilibrar a intervenção humana sobre a natureza, reflexo disto é a discussão de um projeto elaborado pelo Ministério da Integração Nacional e do Governo Federal, o objetivo deste projeto é de transpor as águas de um rio chamado São Francisco ou “Velho Chico” como dizem as populações ribeirinhas. Este é um dos rios mais conhecidos do Brasil, ele nasce na Serra da Canastra em Minas Gerais e banha mais quatro estados: Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas e deságua no Oceano Atlântico. O início do século XXI foi marcado pela proposta de mudar o percurso das águas do Rio São Francisco, o impacto que ocasionou na sociedade foi tão grande que gerou várias polêmicas, por um lado o Ministério da Integração Nacional afirmando que a transposição das águas do Velho Chico acabaria com a seca nordestina, por outro lado os cientistas, biólogos, políticos afirmando que, se o projeto fosse concluído, não resolveria a seca do nordeste e ainda em poucos anos o rio seria degradado. Hoje em 2010, sabe-se que para conviver com a seca nordestina, deve-se pensar em formas alternativas, sendo assim, uma categoria profissional que atua frente à questão social, como o assistente social tem o compromisso com o indivíduo - sujeito político e com o meio ambiente. Sobre o Rio São Francisco e a seca nordestina, cabe ao profissional e equipe técnica, planejar, pesquisar o território e as demandas de atendimento, elaborar projetos e buscar parcerias com as 3 esferas de poder, desenvolver os potenciais daquela região como – a energia solar, energia eólica, a vegetação nativa, irrigação por meio de lençóis freáticos. Pensar na preservação do meio ambiente antes de tudo requer vontade política e mudanças sociais, entretanto, quando começaram as discussões ambientais em torno da transposição do Rio São Francisco, houve repercussão nos meios de comunicação de massa com toda intensidade, todavia, em menos de uma década não se ouve falar sobre este assunto. Portanto, cabe a vocês das futuras gerações registrarem o que aconteceu com o Rio São Francisco após 2010... Cleire Fernandes REDAÇÃO: O TEXTO DA CARTA DA TERRA Nosso planeta convive, atualmente, com muitos problemas relacionados a questão ecológica e a questões sociais e políticas, muitos deles causados pelo próprio homem, vindo a ser o reflexo de anos de ações desordenadas, de políticas equivocadas e da ganância inerente ao ser humano, entre outros. Nesse cenário de destruição dos recursos naturais, de conflitos políticos e religiosos, de má distribuição da renda, de falta de acesso aos serviços básicos (educação, saúde, etc) a uma grande parte da população, a sociedade é conclamada a reagir e buscar maneiras de enfrentar os desafios e tentar implementar mudanças neste panorama negativo. Para que, de fato, surtam efeitos e ações nesse sentido, entendemos ser necessário o envolvimento de todos os setores da sociedade, não devemos esperar que as mudanças se originem somente por intermédio de atos governamentais. Cada um de nós, enquanto habitantes deste planeta, tem a sua parcela de culpa e também parte na responsabilidade de fazer com que as coisas aconteçam e que se desenvolva uma nova consciência e acabe por ser repassada às gerações seguintes, das quais farão parte os seres que irão experimentar a vivência no ambiente que criamos até agora e que continuarmos a criar. Se nossa opção for por manter o estado de coisas atual, nossos descendentes e demais seres que com eles vierem a conviver é que sofrerão as conseqüências, principalmente com relação à escassez de recursos naturais, inclusive da água, um bem outrora tão abundante. Se optarmos, contudo, por uma transformação do pensamento e da relação homem x terra, estaríamos reservando um futuro provavelmente bem mais tranqüilo e confortável aos futuros habitantes e contribuindo para a preservação das espécies. Como dissemos, para que a consciência seja mudada, é fundamental o amplo envolvimento dos diversos membros da sociedade. Entre estes, entendemos que o assistente social tem relevante papel, na medida em que, pelo seu contato direto com a população, pode contribuir para inserir novos hábitos e novas iniciativas nas comunidades. Tais mudanças passariam pela conscientização quanto à importância da preservação do meio ambiente, pela busca de novos meios de vida, que não agridam a natureza, pela melhoria das condições sanitárias e de saúde. Damaris Sueli Faustino Viana MINHA CARTA DA TERRA Estamos vivendo em uma sociedade que não se preocupa muito com o meio ambiente, a população está agora percebendo que os problemas ambientais atingiram a todos, provocados pela inadequada interferência humana. As indústrias proibidas em países industrializados vem se instalar em países em desenvolvimento, como o Brasil por exemplo, e essas indústrias não adotam medidas de biossegurança. Porém, é através da educação ambiental e políticas públicas que vamos estimular a sociedade para reivindicar seus direitos como cidadãos. No entanto, é preciso enfatizar que a educação ambiental se configura como um instrumento político e ideológico que se opõe ao modo de produção capitalista. As organizações do movimento ambiental vêm trabalhando com a sensibilização humana, quanto a forma inapropriada com que trata os bens coletivos planetários e das consequências que esse processo pode provocar ao meio ambiente. No tocante aos dias atuais, no Brasil não tem uma política voltada para o meio ambiente porque as questões ecológicas são vistas como referencial perigoso, pois permite ao homem agir de acordo com a práxis, levando-o a questionamentos de como o sistema econômico é desigual. O Serviço Social por atuar diretamente com a Questão Social pode agir como um implementador de políticas sociais, a Assistente Social pode pesquisar e estudar uma realidade dialética e colocar em prática as políticas ambientais. Logo, compreendo que cabe ao poder público definir políticas públicas que incorporem a dimensão ambiental, promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino, desde o fundamental até o superior, juntamente com a sociedade na conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente. Debora Zardin de Lima CARTA DIRIGIDA AOS ASSISTENTES SOCIAIS, ENVOLVIDOS ETICAMENTE COM A QUESTÃO AMBIENTAL A temática do meio ambiente, neste início do século XXI, se faz presente no debate de discussões a nível mundial, envolvendo a todos. A devastação ambiental, a redução de recursos naturais e a extinção de espécies; decorrentes dos padrões dominantes de produção e consumo, têm exigido ações, políticas, documentos, normas, leis entre outros; responsabilizado, conscientizando e criando padrões únicos e universais, para preservação do meio ambiente. Desta forma, garantindo o futuro da Terra, da biodiversidade e das futuras gerações de forma sustentável. Para garantia do futuro às novas gerações, da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável, respeitando os direitos humanos universais, a natureza, a justiça econômica e a cultura de cada um; a responsabilidade universal, que só será efetivada se cada um de nós fizer a sua parte, agindo com consciência, conhecimento da causa e ética. Para alcançar a responsabilidade universal é necessário que representantes governamentais, profissionais de várias áreas, pessoas envolvidas em movimentos ambientalistas e outros, estejam unidos para criar estratégias em defesa da sustentabilidade do Planeta Terra. Dentre os profissionais compromissados eticamente com o meio ambiente está o assistente Social, que é um educador, atuador e implementador de propostas e políticas sociais, este atuando e intervindo junto à sociedade nas inter-relações de forças produtivas, na sociedade capitalista, tendo foco na garantia dos direitos humanos e cidadania. Sendo que para uma atuação eficaz e eficiente cabe ao assistente social, estar sempre estudando, pesquisando, para propor e executar políticas na busca da transformação da realidade. Em particular na questão aqui exposta do meio ambiente, o Assistente Social deve ter competência teórica, conhecimento da realidade, ter prática e compromisso ético, para propor e implementar políticas sócioambientais, garantindo o futuro do Planeta com sustentabilidade. Denise Crispim Lopes AÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL EM RELAÇÃO AO MEIO AMBIENTE Nos últimos dez anos assiste-se em todo o mundo e no Brasil particularmente uma crescente preocupação com a defesa do meio ambiente, movimentos ambientais, protestos, associações, plataformas políticas, propostas governamentais, enfim, uma série de iniciativas objetivando a proteção da natureza. Como se todos, independentemente da ideologia política, percebessem a necessidade de manter-se em equilíbrio ecológico, sob pena da mais completa deterioração da qualidade de vida. Em decorrência do desenvolvimento sócio-econômico e tecnológico de humanidade, surgiram diversos fatores negativos, que afetaram o meio ambiente. A predominância da produção e consumo está acabando com os recursos naturais e consequentemente, aumentou o número de animais em extinção. A desigualdade social existente há vários anos, continua acirrada, como os pobres ficam cada vez mais pobres, eles só conseguem construir suas casas de maneiras irregulares, constroem suas casas em mananciais e encostas, agridem o solo que fica enfraquecido e também muitas vezes vivem em terrenos invadidos, que em sua maioria são áreas de preservação ambiental. Por serem áreas irregulares, não possuem saneamento básico e nem coleta de lixo, esse que é produzido pelos moradores e é jogado em qualquer lugar, causando um acúmulo de sujeira e dando oportunidade para que ratos habitem no mesmo. Essas comunidades estão crescendo sem precedentes e tem sobrecarregado o sistema ecológico. Construir em área de preservação ambiental, pescar em lugar reservado, caçar ou realizar ação que agrida o meio ambiente é crime com penalidade prevista em lei. A Constituição Federal de 1988 trouxe significativo avanço à proteção do meio ambiente. Pelo artigo 225, ficou consignado que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. Portanto, o artigo 5° LXXIII, elevou a proteção ambiental à categoria de direito fundamental de todo cidadão. No § 1º do art. 225, a Lei Maior objetivamente traçou as regras a serem obedecidas pelo Poder Público para assegurar a efetividade de tais direitos. Deixou-se expresso que os infratores das normas de proteção ao meio ambiente, sejam pessoas físicas ou jurídicas, estarão sujeitos às sanções penais, civis e administrativas. A inexistência de divulgações de penas e ações contra os crimes ecológicos, faz com que não se respeite a legislação existente e é preciso que se crie um trabalho nesse sentido para que os criminosos sejam punidos. Preservação do meio ambiente é um tema relacionado ao trabalho do assistente social, uma vez que a garantia da qualidade de vida e dos direitos básicos das populações dependem diretamente da qualidade do meio ambiente em que elas estão inseridas. Cabe ao serviço social, o envolvimento em trabalhos com populações residentes nessas regiões, articulá-las na luta pela garantia do direito à moradia, pela preservação ambiental e pelo desenvolvimento sustentado, respeitando-se as especificidades das culturas locais. De modo que ambas as linguagens devem encontrar campo e sínteses, potenciando ações transdisciplinares, paradigmas de inovação nas práticas e políticas sócio ambientais. Devemos desenvolver e aplicar ações para termos um modo de vida sustentável aos níveis local, nacional, regional e global. E isso deve ser realizado nos diferentes tipos de culturas existentes. Que consigamos despertar em uma nova reverência face à vida: o compromisso de alcançar a sustentabilidade, na luta pela paz, para que possamos celebrar a vida. Denise Parlamento Montano RESPOSTA À CARTA DA TERRA A sociedade está se direcionando para um futuro incerto. Com a industrialização e o capitalismo, o meio ambiente está sendo deixado de lado para abordar assuntos como globalização, tecnologia, consumo em massa. Esse padrão de vida globalizado se mostra benéfico, vantajoso e cômodo, porém é desordenado e cheio de conflitos impostos pela classe dominante e está colocando o que resta da sociedade em sérios problemas, como por exemplo, a destruição da natureza, exploração excessiva dos recursos ambientais, a extinção de inúmeras espécies, desmatamento e poluição das águas. A ganância do ser humano o levou a esquecer o que é qualidade de vida e conservação da biodiversidade, em busca de um lucro mínimo que está colocando as próximas gerações em grande risco. O assistente social em seu campo de atuação, além dos direitos sociais, também tem por obrigação de impedir os danos causados ao meio ambiente. Uma das iniciativas seria orientar e criar projetos nas comunidades como: reutilização e reciclagem de materiais; economia de energia e água; popularizar o sistema de energia solar; plantação de hortas e jardins; criação e manutenção de praças arborizadas; criar e divulgar pontos de coleta de materiais prejudiciais ao meio ambiente, como pilhas, lâmpadas, óleo doméstico, aparelhos eletrônicos, entulho e restos de construções para evitar a contaminação do solo; além disso, conscientizar sobre a importância dos animais. Todos esses itens devem ser trabalhados nas famílias e instituições de ensino, abrangendo todas as idades, principalmente as crianças para que desenvolvam valores conscientes para a conservação do meio ambiente. Edilete A. Moraes A questão ecológica é uma preocupação de todos, não devemos nunca deixar de lado o pensamento: “Plantar hoje para colhermos amanhã”. Seguindo este raciocínio, penso nas crianças e nas facilidades que elas possuem para aprender, elas somente precisam se interessar e aí ... como aprendem!! E olhando para o Serviço Social que também contribui para a educação devemos focalizar em projetos que criem possibilidades para melhores condições ecológicas a partir de projetos de conscientização, de prevenção e restauração do meio já degradado, passando para a criança a consciência ecológica e a consciência de que ela também é responsável pelos acontecimentos que ocorrem com o planeta. Hoje a conversa em torno da questão ecológica acontece de forma ampla, o que facilita a implementação de projetos. Acredito que o Serviço Social através dos Assistentes Sociais possa criar projetos maravilhosos sobre o tema, minha proposta é o trabalho com crianças que são nosso futuro e acredito que a partir das mudanças em nossos pensamentos e comportamentos conseguiremos que os adultos do futuro tenham muita responsabilidade e carinho com relação ao meio ambiente e a Terra. Elaine Maria dos Santos Carta - “O SERVIÇO SOCIAL DIANTE DAS QUESTÕES ECOLÓGICAS” Com o excesso de tecnologia e o consumo desenfreado da sociedade, as questões ecológicas têm ganhado cada vez mais destaque, pois é cada vez mais nítido que a natureza está sendo devastada e, nem sempre se pode repor o que foi destruído. Diante dos problemas apresentados, o serviço Social surge, em uma área pouco explorada pela categoria, mas de grande necessidade, por divulgar problemas que, em geral, são resultantes de questões relacionados à desigualdade social. O desequilíbrio econômico tem afetado de forma direta o ambiente. A população que vive em lugares indevidos, sem saneamento básico, em locais de encostas, beira de represas, sem coleta de lixo, colabora para que este quadro de poluição e contaminação aumente cada dia. O Assistente, neste caso, como orientador, tem a função de intervir junto à comunidade sobre seus direitos por uma qualidade de vida, moradia mais digna, na qual o usuário vivendo em condições adequadas evite danos à sociedade. Intervir também com relação à importância da seleção de produtos recicláveis junto à comunidade, separar lixo orgânico, latas e vidros, até mesmo como uma fonte de renda, auxiliando para que se reduza a contaminação do solo por “lixões a céu aberto”, onde várias pessoas retiram seu sustento e muitas vezes até a sua alimentação. Lembrando que, com uma seleção do que foi descartado, as cooperativas podem ter um melhor proveito do material e, lucrar um pouco mais. Em hospitais, UBSs, CRAS, repartição pública pode-se orientar com relação à reciclagem de papéis, pois material de escritório jogado em lixo comum não tem possibilidade de reutilização. Trabalhar com os pais na educação das crianças pois, quanto mais cedo surgir a conscientização, maior a probabilidade de conservação do planeta. Conclui-se que a educação é fundamental como instrumento do Assistente Social para dar sua contribuição na preservação da Terra, já que a desigualdade social está bem longe de ser extinta, orientar, educar, informar a população sobre o que cada um precisa fazer, mesmo que com pequenos gestos, ações voltadas para não contaminar ou poluir o meio ambiente, tendo em mente de que o Planeta é de todos, e se não cuidarmos dele, as gerações futuras não poderão desfrutar o que ele nos oferece. Emanoela Cardozo Da Silva Como o Serviço Social e os Assistentes Sociais discutem, posicionam-se ou deveriam discutir, e posicionar-se em relação as questões ecológicas? Qual o papel do Assistente Social? Hoje em dia, este é o assunto que muito se discute, e muito pouco se faz, isto é, as ações que temos ou fazemos em relação à ecologia e à preservação do nosso planeta não são coercitivas à tamanha degradação e devastação ambiental. A todo momento, escutamos falar sobre: Sustentabilidade, Aquecimento Global, Biodiversidade, Globalização, entre os diversos assuntos que estão em volta da questão, porém, o mais intrigante de tudo isso é a frase que surge como um subterfúgio de salvação: VAMOS PROCURAR FAZER AS “COISAS” ECOLOGICAMENTE CORRETAS. Em contrapartida, me questiono: como pensar em ecologia em uma sociedade sistematicamente capitalista, que pré-julga e estabelece nossos valores mediante ao que possuímos e que visa o aumento e acumulação de bens de consumo, produção e distribuição exacerbados dos mesmo? Não deixando de apontar para a publicidade que nos bombardeia com necessidades nunca antes pensadas, mas que temos que ser e ter; a tecnologia não poderia ficar de fora dessa discussão, nunca vimos tamanha necessidade de substituição de produtos, que não passam de produtos descartáveis, feitos sob essa intenção de ter menos durabilidade, promovendo a necessidade de aquecer e manter o mercado econômico estável. Mediante esta problemática, vamos procurar fazer as coisas ecologicamente corretas, é difícil pensar em uma maneira de recuperar nosso ecossistema, nosso planeta mediante a degradação em que se encontra, mas o planeta está clamando por socorro, e temos que procurar soluções cabíveis para uma possível solução. Acredito que muitos fatores sociais contribuem para a questão, entretanto, vemos que algumas discussões estão em pauta para um possível trabalho societário ecológico: muitas empresas já estão incorporando o meio sustentável em seu processo de produção, Ong’s propagam a questão da responsabilidade social que devemos desempenhar, e a mesma sociedade que nos incita a consumir desordenadamente sem nenhuma preocupação com o ecossistema, e quando afirmo isso, me reporto à questão da devastação de nossas florestas e faunas sem um controle efetivo, a emissão de gases que carros e indústrias emitem, tornando nosso ar de certa forma irrespirável, entre outros fatores, é a mesma sociedade que reproduz: vamos procurar fazer as coisas ecologicamente corretas. Partindo desses pressupostos, o Serviço Social tem um papel fundamental na preservação e proteção do planeta, primeiro porque o assistente social desempenha seu trabalho diretamente com a população, a qual precisa de um projeto unificado e coletivo de conscientização, porém, o profissional fazendo esse processo de mediação com a população pode alcançar resultados satisfatórios, principalmente atuando com o foco na educação, promovendo uma cultura que zela pelo seu habitar. Por fim, o Assistente Social deve promover medidas e ações coercitivas e sócio educativas para a população, juntamente às políticas públicas para a preservação do planeta. Eunice Barbosa dos Santos Cavalcante A CARTA DA TERRA A questão ambiental, nos últimos tempos, tem levado diversos segmentos da sociedade a inúmeras discussões. A devastação do meio ambiente em escala assustadora e as consequências de ações e omissões humanas expressam a forma como o homem se relaciona com a natureza. As degradações das condições ambientais, responsáveis pela vida na Terra, a cada dia se tornam irreversíveis. No atual momento precisamos unir forças porque a Terra pede socorro, precisamos desacelerar este fenômeno e tentar alcançar equilíbrio antes que seja tarde demais. Enquanto não tivermos a consciência de que o homem é a peça fundamental na conservação da Terra e que só dele depende a sobrevivência de todas as espécies, jamais atingiremos tal objetivo. Não podemos nos eximir de nossa culpa e esperar que as soluções simplesmente apareçam, pois o acesso aos recursos naturais é universal e a qualidade de vida para as presentes e futuras gerações está cada vez mais ameaçada. É importante que o poder público e as autoridades responsáveis pela educação promovam a educação ambiental de todos os meios e proponham alternativas viáveis e alcançáveis. O Assistente Social pode contribuir de forma significativa nesta questão, pois está inserido no mundo do trabalho em diversas áreas, atuando diretamente nas diversas refrações da “questão social”, nas relações entre os homens no cotidiano da vida social, além de ser capacitado para a análise de leitura crítica e reflexiva da realidade o que engloba todas as questões que permeiam a nossa realidade social. É fundamental que cada vez mais, o assistente social se aproprie desta temática, pois desta forma poderá abrir novos campos de atuação direcionados a questão ambiental e contribuir significativamente na elaboração e na execução de projetos de preservação e conservação do meio ambiente. As transformações precisam ocorrer de todos os lados, precisamos nos cobrar mutuamente postura e consciência ambiental, evitando novos desastres ecológicos. Essas transformações, que imperam na forma como o homem se relaciona com a natureza, determinarão a continuidade e a qualidade da vida no planeta Terra. Ivone Soares Rios Oliveira PLANETA TERRA A Terra nos proporciona condições essenciais para a evolução da vida. Da humanidade dependem a preservação e conservação. Com o desenvolvimento humano se agravam os problemas ambientais, tais como: grandes vazamentos de petróleo, níveis alarmantes da emissão de gases prejudiciais à camada de ozônio, aumento de efeito estufa, desmatamentos florestais, contaminação de mananciais de água doce e etc. A proteção da diversidade de plantas, animais, solos férteis, águas puras e ar limpo é um dever da sociedade. É necessário fazermos uma análise dos nossos modos de vida, dos nossos valores e mudarmos as nossas atitudes o mais breve possível e reduzirmos os nossos impactos ao meio ambiente, pois só juntos conseguiremos soluções. Ou seja, uma mudança substancial de nosso próprio modelo civilizatório. Essa premissa não é válida apenas para os indivíduos, mas também para as organizações, sejam elas públicas ou privadas. Esta parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para construção de uma comunidade global sustentável. Hoje temos a educação ambiental dada desde as séries iniciais para as crianças, e uma ampla divulgação na mídia. É um processo lento, porém esta forma de pensar é mais do que mexer com economias e o próprio bem-estar das pessoas. É necessário se pensar no presente e futuro da humanidade, ou seja, estamos falando da nossa sobrevivência. Portanto, se desejarmos reverter, ou ao menos atenuar, o preocupante quadro em que se encontra nosso planeta, devemos primeiro fomentar a mudança em nós mesmos e naqueles com quem nos relacionamos. Educar para a sustentabilidade do planeta é educar para um novo mundo. A Terra é nossa casa e como tal, deve ser respeitada e não somente explorada. Janayna Deus Dará de Santana Carta Dirigida aos Assistentes Sociais, envolvidos Eticamente com a Questão Ambiental O século 21 pode ser identificado por tecnologias avançadas, descoberta científica e gastos excessivos e desnecessários. Uma rotina que foge à realidade, uma sociedade que tem o poder de conhecer o mundo através do monitor, mas não se identifica com o desmatamento da Mata Atlântica, por exemplo. O desejo de avanço tecnológico e financeiro ofusca a necessidade de preservação ambiental. Crianças e jovens não obtêm a devida orientação e conscientização de como e por que preservar as matas e animais. Uma simples palestra pode semear esperança e alertar sobre os perigos de um futuro próximo. Cabe ao Assistente Social informar-se nas variedades em que a tecnologia se aplica e utilizá-la em favor do meio ambiente. Sabemos que nossa sociedade, até por falta de condições de vida, dedica-se a ações lucrativas. Sendo assim, o profissional servirá como uma porta para projetos de incentivos em relação à preservação ambiental. Esta linha de raciocínio deve ser debatida e pode-se pesquisar os tópicos abaixo: • Carros particulares ou empresariais devem adaptar o motor para ser movido a gás. O valor utilizado deverá ser abatido no imposto de renda. • O fornecimento da eletricidade deverá ser dividido entre usinas elétricas e usinas de eletricidade solar, fazendo a distribuição de luz solar ao dia e luz elétrica à noite. • A responsabilidade no uso da água encanada. O indivíduo que for flagrado desperdiçando água será multado e o dinheiro será direcionado para benefícios ao meio ambiente. • Crianças e adolescentes aprenderão na escola a importância da preservação e também através de pesquisas feitas por eles aprenderão a visualizar métodos de como contribuir com o meio ambiente no seu dia-a-dia. • Formas de mecanismos para reaproveitar a água da chuva, principalmente em locais de atendimento público. A água da chuva poderá ser útil, em vasos sanitários ou para o banho nas residências. • Reaproveitamento de alimentos (cascas, talentos e sementes). • A obrigação na reciclagem de lixo em escolas, casas e empresas. Caminhões como os de lixo passarão para recolher os materiais separadamente. • O cuidado com rios, filtrando os esgotos. Vemos alguns tópicos importantes para uma mudança, mas sabemos que não há um resultado se projetos com estes requisitos não saírem do papel. Sabemos também que em muitos casos a burocracia nos impede de chegar ao nosso ideal, que é a preservação. Não basta somente a existência de projetos específicos. Isso seria apenas mais um passo. Mas sim, a dedicação que não partirá só do profissional e sim, de uma população inteira, lutando por um bonito e saudável ambiente para as gerações seguintes. Jane Alves de Oliveira CARTA DA TERRA Estamos hoje em pleno século XXI, ano de 2010, vivendo um caos ambiental, onde o mundo pede socorro, chegamos a isso pelos nossos próprios erros e pela interferência do homem ao longo dos séculos na natureza, pelo consumo desenfreado, que o ser humano sem pensar nas conseqüências foi causando ao longo dos anos. Vivemos em um mundo inseguro, cheio de catástrofes ambientais, enchentes, furacões, terremotos, maremotos, florestas inteiras sendo devastadas, o mundo com todos esses problemas começa a acordar, mas, já não sabemos se há tempo ou se demorou demais para começar esse despertar pela vida do planeta, essas catástrofes que eram isoladas agora se tornam mundiais, preocupando todas as autoridades. Mas ainda hoje, a população não tomou total consciência desse problema. Os recursos naturais estão cada vez mais escassos e se continuarmos assim, não sabemos como será esse futuro que deixaremos aos nossos descendentes. Hoje um novo caminho se abre na área da assistência social, nossa categoria começa a se envolver com o meio ambiente, o assistente social tem muito a contribuir por estar envolvido diretamente com as comunidades, trabalhando de perto com as famílias, estando assim, apto a desenvolver projetos, parcerias, discussões sobre a temática, assim divulgando a necessidade da preservação do meio ambiente, desenvolvendo nas pessoas um senso crítico, conscientizando a população. Para que todos vejam que tudo o que fazemos com o meio ambiente afeta a todos e às gerações futuras, deixaremos nossa herança, seja ela boa ou ruim, temos muito a colaborar com a questão ambiental. Cada um trabalhando a questão social na sua localidade de trabalho porque já conhecem as pessoas e podem, desenvolver projetos, trabalhos dentro de cada realidade, se cada um de nós fizer a sua parte, por menor que seja, e tendo por principio básico o respeito, com certeza conseguiremos dar uma nova visão às pessoas em relação ao ambiente, que tão desesperadamente pede-nos socorro. É tarde pra revertemos todos os problemas que temos, mas, com a ajuda de cada um, com certeza poderemos reverter alguns, e evitarmos que esse planeta vire um lugar impossível de se viver. Janete de Araújo da Silva VERSÃO DA CARTA DA TERRA Para atender às necessidades do planeta sem comprometer o futuro é preciso agir de forma sustentável, é preciso ser ecologicamente correto, para isso tem que haver uma mudança no comportamento humano, responsabilidade uns para com os outros. O crescimento desordenado das cidades e a concentração urbana causaram sérios danos ao meio ambiente. Além dos esgotos despejados em córregos e rios, que só agora passarão a ser tratados, há a questão das matas destruídas e as construções que não obedecem à faixa de reserva. O bem-estar da humanidade depende da preservação do meio ambiente global, mas para isso, são necessárias mudanças também no nosso modo de vida e uma responsabilidade universal, respeitando a terra e a vida em toda sua diversidade. Relaciona-se com a justiça social e econômica porque se não erradicarmos a pobreza e provermos recursos para assegurar uma subsistência sustentável, proporcionando seguro social, segurança coletiva a todos que não são capazes de manterem-se por conta própria, não será possível obtermos um bem-estar na humanidade nem um desenvolvimento sustentável. O assistente social deve atuar na preservação do meio ambiente embasado em políticas sociais, participar de encontros e fóruns sociais que envolvam a comunidade e políticas públicas de educação ambiental e sócio ambiental, fortalecer a questão da consciência em relação à preservação do meio ambiente, e assim, dessa forma garantir os direitos de cidadania e alcançar a sustentabilidade. Kely Shirlei Lima CARTA DA TERRA O futuro se apresenta incerto para a humanidade devido as conseqüências da destruição ambiental, que põe em risco as diversas formas de vida na Terra, inclusive a vida humana. Fatos como a devastação das florestas; a contaminação da água, do solo, do ar; extinção de espécies; mudanças climáticas, afetam drasticamente o planeta e por conseguinte, aqueles que o habitam. Diante disto, é necessária uma reflexão, por parte de todos, que leve a uma mudança de comportamento e uma responsabilidade universal a respeito da questão ambiental. E o assistente social, enquanto mediador social, deve ser sensível a estas questões e propor ações referentes a essas problemáticas. Na urgência de amenizar os efeitos de destruição e na ânsia de preservar o que ainda resta, surgem novos desafios ambientais, que perpassam por mudanças fundamentais dos valores, do estilo de vida da sociedade contemporânea; por questões sociais, que busquem a justiça social e adoção de medidas visando o desenvolvimento sustentável, como parte integrante de todas as iniciativas de desenvolvimento econômico dos governos de todas as nações. Neste contexto, o assistente social, deve atuar na perspectiva de levar a conscientização e a reflexão sobre a preservação do meio ambiente, encontrando caminhos que permitam a harmonia entre o progresso e o desenvolvimento socioeconômico com os cuidados em relação à natureza. Dessa forma, fortalecendo as populações assistidas, para que elas consigam satisfazer suas necessidades de modo sustentável e preservando a natureza para preservar a própria vida. Laís Cardoso Oliveira CARTA DA TERRA A terra pede socorro! Os padrões de produções e consumo estão devastando o meio ambiente, nossos recursos são explorados até o fim. Comunidades arruinadas. O crescimento do capitalismo acarreta em desmatamento e poluição. A qualidade do ar prejudica cada dia mais a saúde da população. Agora é o momento, não se pode mais esperar para serem tomadas atitudes, a questão ambiental já não é somente de responsabilidade biológica e sim, de todos! O Serviço Social deve intervir nesta problemática, sua atuação pode e deve dar à sociedade uma nova visão ambiental. O Serviço Social é a profissão que tem suas ações em defesa da democracia, justiça, liberdade e direitos humanos. Assim, a partir desta conjuntura, a educação ambiental surge como uma nova reflexão na intervenção desta profissão no país. O meio ambiente já não pode mais ser visto apenas como um problema ecológico, é uma questão que atinge a todas as camadas sociais. Em virtude disto, é fundamental o Assistente Social ter o meio ambiente como uma nova demanda ocupacional, trabalhando com a consciência social, em que a preservação ambiental é algo necessário, a partir de práticas cotidianas capazes de interagir a questão nas culturas sociais. A política ambiental é segundo a Constituição Federal, direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. O Serviço Social deve vir garantir este direito, a partir de políticas públicas capazes de reproduzir reflexões para com a sociedade. O primeiro passo é existir o real debate desta questão na profissão, para que assim, seja articulada a educação ambiental. Reproduzir a ideia de sustentabilidade com características de interdependência, reciclagem, flexibilidade e diversidade, sendo possível a construção de uma sociedade sustentável. As ações sócio-educativas, ferramentas muito utilizadas na profissão são meios de garantirem-se políticas públicas capazes de articular a educação ambiental. Portanto, através disto será possível o desenvolvimento deste direito em primeiro momento. Pois a orientação é fundamental, em uma sociedade onde a maior camada social desconhece a educação ambiental, assim, o profissional deve saber fazer a leitura desta realidade e atuar devidamente. O Serviço Social atua diretamente com a questão social, e tem o privilégio de agir tecnicamente com famílias e grupos sociais específicos. Podendo relacionar a questão ambiental não somente com o direito à cidadania, mas também com a economia, saúde, reprodução familiar e escolar. A degradação do meio ambiente pode afetar a economia, pois com a intensa exploração deste meio, chegará o momento que não existirá mais de onde retirar meios de produção. Assim como a saúde também é afetada pela degradação ambiental, o número e tipos de doenças só tem aumentado no Brasil. A família é um dos meios mais significativos para a educação ambiental, pois o ambiente familiar é o primeiro grupo social em que crianças e adolescentes desenvolvem suas principais visões de mundo. Já a escola é o segundo ambiente social do ser humano e reproduz novas relações e visões sociais. Enfim, o profissional de Serviço Social possui diversos instrumentos em suas mãos, capazes de produzir a educação ambiental e para a melhor efetivação desta proposta deve buscar relacionar-se com outras profissões. O trabalho em equipe será fundamental no projeto de educação ambiental. Leticia Evangelista Santos Evangelista RESPOSTA À CARTA DA TERRA Vivemos hoje muitos conflitos, a ganância faz o ser humano pensar só em lucro, em tudo quer tirar vantagens, seja para consigo ou para os outros. Os recursos naturais tornam-se escassos e a natureza explorada “geme” e ao mesmo tempo cobra do homem os feitos de suas próprias mãos. Diante disto, olhando para o futuro, que este possa ser melhor e que com certeza como Assistentes Sociais possamos contribuir para colher os frutos, ou as gerações futuras. O primeiro passo seria a conscientização, pois retomo nesta tecla que só assim teremos resultados e o Assistente Social como um profissional, com visão ambiental esclarecida sobre os cuidados e preservação do meio ambiente, que luta pelos direitos humanos tem que ter um suporte e uma junção com outros profissionais para agir com articulações que produzam resultados. Por meio de palestras em escolas, comunidades, grupos de estudos para crianças e jovens, com projetos que atraiam as pessoas de cada faixa etária, mostrando a realidade e meios de como mudar e como melhorar e isso, o Assistente Social pode fazer bem. Teremos noção da realidade e da área geográfica em que vivemos e como podemos tratar o meio ambiente para nos beneficiarmos e com isso criarmos vínculos que se expandam e cada vez mais causem interesses de outros no processo de criar também. Políticas que defendam esses recursos para que esse aprendizado esteja presente no currículo escolar desde a pré-escola, pois aí está a base de todo o aprendizado, se cada um que tiver oportunidade de ouvir, ver slides, vídeos, não como forma de brincadeiras ou de contos distantes, mas sim, como noção que depende de cada um ter em si a consciência de mudar. Cabe também ao Assistente Social fazer planejamentos e projetos para as empresas que poluem o ar e o mar com as suas eliminações de gases e componentes químicos, contendo neste projeto formas de como a empresa possa ganhar mais em termos de compromisso com a natureza e saúde ambiental. Para conciliar o que os empresários chamam de lucro e “reverter” na medida do possível, a exploração do solo, a devastação da fauna, da flora, os sofrimentos das espécies em extinção, os ursos polares que estão desaparecendo por causa do derretimento das geleiras e se não cuidarmos, estudos mostram que daqui a dez anos não existirá Pólo Norte. Isso poderá ser exibido, como forma de “culpabilidade” de cada um ou responsabilidade social e assim, poderemos no amanhã alcançar resultados. Mariluci Derci Feitosa da Cruz Falar sobre ecologia e estudá-la não significa resumi-la em natureza, animais e vegetação, seus fenômenos, biomas, ecossistemas, fauna e flora; vai muit0 além disso. É estudar o ser humano e sua interferência direta na natureza, de onde extrai elementos para satisfação de suas necessidades, ansiedades e seu próprio ego, para se auto afirmar como um ser racional e inteligente, capaz de transformar e comandar a natureza em seu favor. Mas, onde está esta racionalidade que não o faz enxergar o mal que causa, sem se preocupar com as consequências futuras em relação ao seu poder de autodestruição. A vida cotidiana imposta pelo crescimento acelerado do capitalismo e o sistema neoliberal, que visa apenas o lucro e sua acumulação, induz diariamente ao consumismo desenfreado, e a não preocupação com o próprio futuro e muito menos com o das gerações futuras, que terão dificuldades em prover suas necessidades se a exploração voraz da natureza, sem medidas e sem limites, não for brecada. Há que se atentar para a possibilidade de se exaurir bens tão preciosos à vida humana, indispensáveis e essenciais, como a água e o alimento. O homem tem interferido tanto na natureza que não percebe ser o criador oculto de tantas catástrofes, tsunamis, furacões, enchentes, desmoronamentos, mortes; entre tantos outros fenômenos naturais que estão apenas respondendo às ações humanas em relação à natureza. Não se pode resumir as atitudes sustentáveis em discursos sobre a economia de água e programas que discutam e despertem o senso de responsabilidade de cada um com a manutenção deste bem insubstituível, ou na separação e reciclagem do lixo, ou ainda, de um programa ou projeto de sustentabilidade desenvolvido em uma escola ou instituição individualmente; o processo de conscientização sobre sustentabilidade tem que ir muito mais além. Não desmerecendo estas atitudes, este processo tem que derivar de atitudes corretas de cada cidadão, seja de não jogar lixo na rua ou de não burlar leis e determinações em benefício próprio, não se utilizar de leis com discurso de sustentabilidade com o intuito final de auto beneficiamento. A questão do meio ambiente e a questão social, inseridas em um cenário macro estão interligadas e interdependentes, onde crise ambiental é sinônimo de crise social. Não há que se dividir as questões, portanto, o assistente social incluído neste cotidiano com sua formação crítica reflexiva, tendo o caráter educativo e formador de opiniões, apresenta-se como um profissional indispensável, capaz de diagnosticar a realidade sócio econômica e intervir positivamente na proposição do engajamento da sociedade quanto à necessidade de recuperação e melhoria do meio ambiente em prol de um bem comum, assim como, propor políticas sociais na área da educação ambiental com cunho de garantia de direitos e cidadania. Maria Iriseida Goems Da Costa CARTA DA TERRA Estamos diante de um grande dilema global com relação à preservação do meio ambiente, que vem causando grandes preocupações, principalmente para as futuras gerações dependentes de nossos atos. Todos nós somos filhos da terra e dependemos dela, portanto, devemos nos conscientizar para preservá-la, pois somos responsáveis pelos danos que causamos a todo o momento. O desenvolvimento do país a partir de tecnologias altamente avançadas traz comodidades, mas, também está destruindo nossos recursos naturais e ao mesmo tempo, aumentando a desigualdade social porque acaba beneficiando a classe dos mais ricos. Vivemos em um sistema capitalista que induz grandemente ao consumismo, pois, todas as pessoas tentam acompanhar um padrão de vida pré-estabelecido pela sociedade e imitada a qualquer custo, sem preocupações com as degradações causadas ao meio ambiente, gerando muitas violências, sofrimentos e a alienação do ser humano, tornando-se escravo das tecnologias, através da comunicação de massa, pela educação defasada e etc. Diante da situação exposta, que vem atingindo a humanidade em geral, precisamos de pessoas conscientes para defender nossa terra. O Assistente Social é um profissional que tem compromisso ético político, que é preparado para lutar pelos direitos de todos e que deve empenhar-se como grande mediador no debate ecológico, rompendo com práticas burocráticas e rotineiras dentro de instituições públicas ou privadas e partindo para idealizações mais concretas, ou seja, propondo e negociando propostas para preservação do meio ambiente, contribuindo efetivamente para um futuro melhor. A situação requer grandes mudanças que dependem da preocupação de todos, para manter uma biosfera saudável, com a proteção dos recursos naturais e promover o desenvolvimento sustentável. Magali Henrique de Oliveira Carta Dirigida aos Assistentes Sociais, envolvidos Eticamente com a Questão Ambiental A temática do meio ambiente, neste início do século XXI, se faz presente no debate de discussões a nível mundial, envolvendo a todos, sobre a devastação ambiental e a redução de recursos naturais. Carta da Terra Qual é ou como deveria ser a postura do Assistente Social diante do debate Ecológico? Como discutir a questão ambiental, em um sistema capitalista e globalizado, sistema que supera qualquer forma de sobrevivência, a fixação pelo acúmulo do capital deixa-nos na contramão no que diz respeito à preservação dos recursos naturais e do meio ambiente. Cabe não somente aos Assistentes Sociais, mas a sociedade, voltar o olhar para a questão do meio ambiente, os recursos são finitos e o consumo infinito, devemos rever conceitos, caso contrário, iremos sofrer as conseqüências, e o pior, nossos filhos e netos não terão como sobreviver, pensando no consumo da água, que está acabando em nosso planeta, essa riqueza natural vai desaparecer e teremos que pagar para ter água potável. No sistema capitalista, a distribuição de renda é perversa, gerando a desigualdade social, famílias e comunidades que sobrevivem com pouco, ou o mínimo para não ter fome. Fome que aliás é uma das causadoras de tanta desigualdade, famílias e comunidades que para sobreviver exploram os recursos naturais. O Assistente Social poderá atuar nesse campo desenvolvendo com essas comunidades, projetos socioeducativos. Com o conhecimento, a comunidade em questão, utilizaria os recursos sem devastar o meio ambiente e esgotar os recursos naturais. Entretanto, para mudar a realidade em que estamos inseridos no sistema capitalista é de extrema importância que além de exercer sua prática profissional, o Assistente Social, tenha um embasamento teórico, um conhecimento sobre o território, aproprie-se das questões econômicas e financeiras e assim, possa discutir e participar da elaboração de Políticas Públicas voltadas para o meio ambiente, somente por meio de Políticas, o Assistente Social pode defender direitos e ter uma postura crítica. Com o conhecimento, poderemos mudar a realidade, a construção do conhecimento é uma ferramenta importante para desenvolver projetos para sustentabilidade de uma família, cidade, país ou nação. Mariana Piovezan Monteiro O SERVIÇO SOCIAL E O MEIO AMBIENTE Apesar da realidade ambiental estar em um momento bastante crítico, por conta da ação do homem de transformar a natureza sem pensar nas consequências, hoje acumulam-se mudanças que são sentidas, que influenciam nas nossas vidas por conta desta desresponsabilização que tivemos. Existem medidas possíveis para amenizar e reverter os sérios problemas ambientais que enfrentamos, o Serviço Social ainda tem uma participação tímida nesta área, pois temos ainda enquanto classe trabalhadora a postura de encarar como competência nossa as questões sociais emergentes da miséria e das classes baixas da sociedade. O que é um equívoco, pois, a questão ambiental tem um impacto na vida de toda a sociedade, necessitando que todos, sem distinção de classe, tomem consciência, para que possamos preservar o mundo para nós e para as gerações futuras. A intervenção do Serviço Social é fundamental para a educação ambiental, tão necessária para que as mudanças de hábitos não sejam exclusivas de uma minoria, o trabalho sócio educativo, propicia a orientação, o acesso a informações para que a sociedade crie uma nova relação com o meio em que vive, que não é restrito somente à natureza, quebrando o conceito de que o homem é superior à natureza, é necessário que se esclareça que fazemos parte dela, e de todo o meio ambiente que nos cerca, entendendo que precisamos estar em harmonia, pois isto é fundamental para nossa existência. Possibilitando assim, a criação de espaços de participação popular, onde as questões ambientais sejam discutidas a fim de se organizar intervenções e propostas para mudanças, que são necessárias, trazendo à tona a lógica consumista que o capitalismo prega, e que sem precedentes esgota recursos naturais, trazendo a poluição para tornar a vida mais confortável de uma minoria. O Serviço Social precisa ocupar este espaço para efetivar a transformação social como aponta o projeto ético-político na sua totalidade, entendendo que nossa atuação tem a possibilidade de acordar para a população a importância de sermos personagens ativos, e que lutamos por direitos e pelo cumprimento dos deveres, para que a sociedade tenha um outro olhar sobre a problemática ambiental que é tão complexa e supera as mudanças climáticas que já sentimos. Marli Martins Gomes CARTA DIRIGIDA AOS ASSISTENTES SOCIAIS, ENVOLVIDOS ETICAMENTE COM A QUESTÃO AMBIENTAL Carta da terra Ao deparar-me com esta referida carta da terra, assombrei-me com a sensibilidade e o conceito moral em que os autores expressam-se diante da lástima crise em que estamos inseridos, por questões morais, éticas, políticas, econômicas, culturais e sociais. Devido a nossa falta de recursos em políticas públicas, socioambientais e a escassez no que condiz às classes de vulnerabilidade social, o critério da sobrevivência, a informação e as condições que impõem-se aos desafios de conscientização tem um rumo diferenciado diante das necessidades ambientais que nos envolvem. Um dos maiores passos a serem dados a esse desafio é sabermos que somos conscientes dessa realidade. O segundo é observarmos qual a posição em que estamos para compreender o ponto de partida e onde estamos situados, entender que a realidade da dimensão dos fatos está relacionada à minha postura de vida e com aqueles em que no cotidiano estou interagindo. Observar qual minha atitude diante da natureza, das crianças, dos animais e com o meio ambiente. Observar que o globo terrestre em sua totalidade obedece a um fim construtivo onde sua potência é de atingir o melhor em suas esferas, como as crianças que nascem e se desenvolvem para o melhor que existem dentro delas e na gênese do “ser”, não diferenciando dos animais, das plantas e de todos os ecossistemas que necessitamos para nossa sobrevivência. Sabemos que, essas essências são únicas e que obedecem a uma capacidade incrivelmente inimaginável porque obedecem a uma condição inata de espiritualização e gratidão a um ser supremo, que lhes permite a oportunidade da vida em toda sua plenitude, são seres que harmonicamente são condicionados a uma vida natural e são construídos evolutivamente de maneira a atingir um grau de aperfeiçoamento. Eles não desenvolveram o intelecto, mas são inatos de sabedoria. Eles não desenvolveram os aprendizados, mas são inatos de cultura e de capacitação social. Eles não desenvolveram o “ter”, mas seu “ser” é dotado de criatividade constante e renovável dia-a-dia. O que fazemos com o meio ambiente é o mesmo que fazemos com nossas crianças, nossos animais e conosco, fazendo com que cada “ser” perca sua identidade e origem, sua lógica de causa e efeito. Por conta de nossa inconsciência, estamos colhendo o que plantamos: o efeito estufa e a degradação ao meio ambiente. Ainda não plantamos a semente do amor, da virtude e do respeito à natureza, à vida, ao meio ambiente, ao planeta terra, ao mundo e até mesmo a DEUS. Somos homens mal construídos, razões meramente caprichosas, mas temos a oportunidade de darmos exemplos de educação ambiental, cultural, de maneira ética, de forma a não jogar lixo no chão e ensinar às crianças com esses exemplos observados. A ação vale mais que mil palavras ditas e não exemplificadas. Educar já que fomos construídos para tal, de forma a somar conhecimento, multiplicar exemplo de coragem, dedicação, humildade e esclarecimento, diminuir o supérfluo para dividir onde se faz necessário. Essas são ideias básicas e sugestivas que a natureza, as crianças, os animais, os ecossistemas e o planeta Terra nos oferecem. Somos membros e atuantes como SERES HUMANOS, capazes de educar e sociabilizar de forma a construir um novo fim, em um mundo tão necessitado dessas benesses. Relacionar a criança à natureza e seus biomas, dentro de seus ecossistemas e na formação da biodiversidade, possibilita-nos mais uma reflexão. Onde estará indo o futuro da nossa nação, por conta da irresponsabilidade, irracionalidade e inconsciência das classes do domínio? Pouco se faz e se apresenta como contribuição para organizar nossa casa, que se chama Planeta Terra. Aos poucos estamos ficando asfixiados com tantos lixos e desorganização e quem paga são os mais inocentes, que um dia nos dirá assim: - O que você foi capaz de conhecer, não era o suficiente para nos auxiliar, nem um pouco, nem para contribuir de alguma forma. Sem saber o que dizer, eles falarão: - Meu “bisavô” dizia para mim quando ainda era criança que: “é de grão em grão que a galinha enche o papo; e de gota a gota que se forma o oceano”. Foi com cada grão de areia que se formou as belas e maravilhosas praias que meu “bisa” falou que um dia existiram, veja, ainda tenho uma foto dele lá. Ele dizia também que é através da moral, da postura ética do conhecimento e da consciência raciocinada e equilibrada que constrói o homem de bem, não entendo os adultos, eu só tenho 5 anos e não achei difícil quando meu bis-avozinho me dizia tudo aquilo. Me diz você, por que estamos assim? Você irá dizer: - É filho, o seu bis-avozinho te ensinou direitinho. Qual é o próximo passo a darmos para a continuidade e para fazermos a diferença enquanto seres humanos? Somos seres humanos em construção, capazes de fazer a diferença, em exemplos, atos e ações e podemos construir uma sociedade renovada. Já que não podemos mudar o começo, podemos fazer um novo fim para a nossa nação tão necessitada de acolhimento, atenção, amor, respeito e dedicação. Ainda é possível esse fim. Paula Regina Moreira Marisa A CARTA DA TERRA A ecologia pode ser entendida como um movimento social e político Como todo movimento novo, em processo de evolução, ele é complexo e pode tomar diferente decisão. A globalização impulsionada pela tecnologia parece determinar cada vez mais nossas vidas. Os países que hoje comandam a globalização são: os globalizadores (países ricos) e os países globalizados (pobres). Hoje temos a consciência que o sentido das nossas vidas não está separado do sentido do próprio planeta, reconhecendo que somos parte do mundo natural vivendo em harmonia com o universo, possuímos preocupações ecológicas. Temos que fazer escolhas que definirão o futuro que queremos. Mas parece que são caminhos totalmente contrários. O universo não está lá fora, ele está dentro de nós. A Carta da Terra consiste em um conjunto de princípios e valores fundamentais que nortearão pessoas e Estados no que se refere ao desenvolvimento sustentável. A Carta da Terra servirá como um código de Ética. O projeto da Carta da Terra inspira - uma variedade de fontes, incluindo a ecologia e outras ciências contemporâneas, as tradições religiosas e as filosóficas do mundo, a literatura sobre a ética global, o meio ambiente e o desenvolvimento, a experiência prática dos povos que vivem de maneira sustentada e dos tratados governamentais e não governamentais do sentido do próprio planeta. O desenvolvimento sustentável tem um componente educativo e a preservação do meio ambiente depende de uma consciência ecológica, já a formação da consciência depende da educação. Rivalda Ferreira de Melo Meu nome é Planeta Terra e como uma boa mãe me preocupo com meus filhos, tento alimentar e proteger a todos. Gerei inúmeros filhos, a fauna, flora e entre tantos seres vivos gerei o homem, todos são tão importantes para mim que não consigo dizer a quem devo dedicar mais o meu amor. Com muito carinho quero aqui chamar a atenção dos meus filhos, os seres humanos, quero dizer-lhes da minha admiração por seu potencial em transformar, criar, inventar. Até sinto-me orgulhosa em ver como têm se desenvolvido em vários aspectos, ao mesmo tempo, sinto-me pesarosa ao constatar que a grande maioria de vocês tem se esquecido que para continuarmos vivos, dependemos uns dos outros; é bem verdade que a atitude de alguns tem me deixado doente. A cada dia que passa, consigo respirar menos, pois o avanço das tecnologias desenvolvidas pelos meus queridos, têm poluído a atmosfera, e o meu solo, contaminado por tantos resíduos, já que são tantas invenções e inovações... Minhas veias por onde correm a água que nutre a vida de todos já não tem mais a pureza de séculos atrás, são tantas contaminações que meus sintomas são de anemia, fraqueza, sei lá! Mesmo diante de tanta desolação, como uma guerreira mãe tenho que lutar e reagir e nutro no meu ser, a esperança de recuperar minha saúde, não posso me entregar, pois afinal de contas, ainda vou continuar gerando filhos. Puxa vida, por alguns instantes havia esquecido! Ainda tenho alguns filhos que como eu, se preocupam com a sustentabilidade de toda a nossa grande família. Que bom saber que alguns ainda estão atentos e prontos a continuar lutando pelos mesmos objetivos, na busca da paz, do respeito, da compreensão, do amor, da liberdade e justiça social e econômica, enfim, do equilíbrio sustentável para todos. De modo especial, quero homenagear os meus queridos filhos, os assistentes sociais, que estão sempre pensando no bem estar de todos, estes pensam e estão sempre fazendo projetos, desenvolvendo ações e que ações! Desenvolvimento sustentável para eles, é coisa séria, eles entendem que o planeta não é descartável como alguns produtos fabricados na sociedade, e pensando nas gerações futuras, estão desenvolvendo projetos em parceria com vários segmentos da sociedade, não dá para citar todos, mas faço questão de citar alguns, como: Educação ambiental, uma vez que eles acreditam que a educação é a base para o desenvolvimento. A conscientização da responsabilidade social universal é outro projeto de grande relevância desenvolvida por eles. Quem diria, conseguimos chegar ao ano 3.000, que felicidade! Graças aos projetos e ações dos meus filhos assistentes sociais, comprometidos e determinados em construir uma sociedade justa, participativa e pacifica. É maravilhoso viver a vida com sustentabilidade total, numa verdadeira harmonia: Sociedade e Eco Sistema. Só me resta dizer, muito obrigada, com muito amor: A mãe Terra Rosemeire Pina Pestana Miranda A CARTA DA TERRA Na visão de uma Assistente Social No tempo presente necessitamos nos conscientizar que o momento é crítico, há severas alterações no meio ambiente, provocadas principalmente, pelo sistema capitalista, cada vez mais precisamos nos preocupar com a falta de visão em relação a sustentabilidade das organizações. Deveríamos unir nossas forças individuais, e começarmos a pensar globalmente, sermos intransigentes com os direitos humanos, termos compromisso sobretudo com a natureza e sua preservação, sua biodiversidade, além da justiça e paz social. O norte para o futuro de nossa civilização em relação a Terra deverá iniciar com a mudança dos nossos valores, inclusive os éticos, paradigmas e intenções, e uma aliança globalizada para podermos enfrentar os desafios ambientais, políticos, econômicos e sociais. Compartilhar responsabilidades entre comunidades, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais. Respeitar a diversidade e buscar a sustentabilidade para a nossa e para as futuras gerações. Atuar na proteção e manutenção dos biomas. Ter um consumo responsável e sem excessos. Isso poderá ser efetivado com a elaboração e execução de projetos centrados no meio ambiente e não, no capital. Projetos mundiais, nacionais e regionais interconectados. A intervenção do Serviço Social configura-se no fortalecimento das ações de mobilização e organização da população quanto às ameaças de degradação do meio ambiente e medidas sócio educativas para sua participação na preservação e na tomada de decisões, conscientizando-se de seu real papel na sociedade, podendo assim exercer na plenitude, sua cidadania. Sandra Vieira de Alcantara CARTA DA TERRA A Importância do Assistente Social para preservação do Meio Ambiente Ano de 2010, estamos no século XXI, as indústrias tecnológicas trabalhando a todo o vapor, extraindo ao máximo os recursos naturais e degradando a natureza. A exploração do meio ambiente e a falta de conscientização da população mundial em preservar a natureza e o pouco que ainda existe de verde em nosso planeta parece ter saído do nosso controle. A água, fonte fundamental de vida para o planeta, está se esgotando e a população não se dá conta disso. As matas, os animais e os diversos elementos fundamentais para existência de vida na Terra estão sumindo em uma velocidade assustadora. O Assistente Social por ser um profissional diretamente ligado à questão social deve agir como um educador e conscientizador na questão da preservação do meio ambiente e de seus recursos naturais. A educação e a conscientização da população voltada para a preservação e o desenvolvimento sustentável, com foco na redução de danos e na reciclagem dos produtos utilizados no cotidiano são o ponto de partida para salvarmos o planeta e a vida na Terra. O Assistente Social deve atuar diretamente nas comunidades, mostrando à população o impacto que o descarte incorreto do lixo pode ocasionar: doenças, mau cheiro, contaminação e proliferação de roedores, entre os riscos de alagamentos e desmoronamentos agravados com as chuvas e a falta de espaço para o escoamento de suas águas. A reciclagem deve ser o foco principal de preservação ambiental dentro de uma comunidade, pois além de gerar renda aos moradores, diminui a quantidade de resíduos depositados nos aterros sanitários da cidade e no meio ambiente. Silmara de Jesus Figueiredo Gomes CARTA DIRIGIDA AOS ASSISTENTES SOCIAIS, ENVOLVIDOS ETICAMENTE COM A QUESTÃO AMBIENTAL. A humanidade tem vivido momentos críticos na história da terra, considerando que o meio ambiente global tem sido devastado e desrespeitado pela humanidade, causando um esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Os benefícios da globalização são divididos injustamente, já que a diferença entre os ricos e os pobres só está aumentando, causando a injustiça social, a pobreza, a ignorância e os conflitos entre povos que trazem muito sofrimento. Diante disto, o assistente social tem grandes desafios, já que a profissão deve defender intransigentemente a democracia, a justiça, a liberdade e os direitos humanos. O assistente social diante da degradação ambiental deve discutir a educação ambiental como política social em sua atuação pois ele é um educador, tendo sua prática permeada pela ação socioeducativa, requerendo estratégias inovadoras, na perspectiva da garantia dos direitos à vida. Sônia Maria de Andrade Pinto A CARTA DA TERRA Quando ligamos a televisão, ou no computador nos deparamos com grandes mudanças climáticas que estão ocorrendo no mundo. Todos os dias, seja nos jornais, revistas, vemos catástrofes climáticas que estão acontecendo no mundo e isto nos dá muito medo. Chuvas com efeitos devastadores, fortes furacões causando destruições em várias regiões do planeta, as calotas de gelo estão derretendo-se, causando enchentes nas cidades litorâneas. Há muita poluição nos rios, no mar, causando doenças na população. Está havendo grandes desmatamentos na Amazônia, que tem muitas riquezas naturais. Queimadas de florestas provocando morte de várias espécies, tanto de animais como de vegetais, desequilibrando o ecossistema. Vamos acordar para a vida! A natureza está reagindo à intervenção humana! Cada um de nós é causador desse aquecimento! Com tanto excesso de consumo e tecnologias novas, podemos ter consequências sérias futuramente, como o lixo ecológico, que não terá mais lugar onde colocar. Vamos respeitar e cuidar da Terra, temos que ter determinação! Somos capazes de superar esta situação para as gerações futuras! Para conseguirmos tudo isto, não esperar que o futuro resolva, vamos agir enquanto é tempo, vamos transformar o nosso conhecimento em ação. A nossa comunidade é a Terra, nós somos uma família humana, vamos amá-la como a nós mesmos. Devemos ter ações em defesa do meio ambiente, conscientizando as pessoas, e termos um compromisso ético de sustentabilidade com o nosso planeta, assim continuaremos impulsionando a luta pela qualidade de vida, cada dia um pequeno gesto consciente é um grande avanço, amemos a Terra! Terezinha Rodrigues da Silva de Pádua A CARTA DA TERRA Devido aos danos causados à natureza, envolvendo o nosso planeta Terra, o homem vive momentos críticos e de alerta. A natureza tem expressado os seus sentimentos através de inúmeros desastres. Para dar continuidade à existência de vida neste Planeta, nós precisamos conscientizar o ser humano da importância da preservação dos recursos ainda existentes na terra como: a fauna, a flora, e todos os meios naturais, em especial a água. Para dar continuidade ao nosso lar, precisamos que toda humanidade lute, pois o meio ambiente global, com seus recursos finitos, deve ser uma preocupação única de todos. Imagine você um futuro sem água, impossível, não teremos futuro! O objetivo principal de toda humanidade tem que ser salvar o Planeta, pois o dinheiro de nada servirá sem os recursos naturais. A escolha sem dúvida é nossa: ou cuidamos ou destruímos. Como futuros Assistentes Sociais, precisamos unir indivíduos, organizações, empresas, instituições e quem mais preciso for. A conscientização tem que começar de cima, de nada adianta propagandas, quando as autoridades principais, não tem o mesmo compromisso. Para haver sustentabilidade é necessária a união de todos, em especial os que elaboram as Leis, pois quando há autorização para desmatamento não é qualquer um que autoriza, e muitas das vezes há suborno, é o que a mídia tem mostrado nos meios de comunicação de massa. A única preocupação das autoridades que chega ao nosso conhecimento é a preocupação em aumentar os números em suas contas no exterior e suas férias, duas ou três vezes ao ano, estas informações só chegam ao nosso conhecimento quando vazam na mídia, é claro! E as consequências causadas ao Meio Ambiente ficam para depois? JUNTOS PODEMOS FAZER A DIFERENÇA!!! Viviane Gomes D’Almeida CARTA DA TERRA Preâmbulo Estamos em um momento crítico onde não temos mais tempo. Somos todos responsáveis por fazer a escolha certa de conseguirmos compreender que fazemos parte de um ciclo de vida que vai muito além das fronteiras do corpo humano e fazermos uma escolha é mais que necessário para preservar os nossos mais queridos entes. Para que a geração que virá tenha condições de se manter e que vivos permaneçam todos os organismos da terra, se não tomarmos uma decisão agora, será tarde demais para a existência do planeta azul. Terra Nosso lar A Terra, nossa casa, faz parte de um complexo sistema de vidas que se integram e interagem e que talvez ainda não tenhamos percebido o quanto somos todos interdependentes e vulneráveis quanto à saúde do nosso planeta. Sendo o nosso dever como filhos desta casa e membros destas sociedades que aqui estão, ter o comprometimento para com todas as formas de vida do planeta azul. A situação Global Hoje vivemos a sociedade de consumo e estamos inseridos de tal forma dentro deste contexto que muito pouco questionamos. Posicionar-se perante esta desenfreada rotina consumista não é fácil, já que todas as nossas ações para sobrevivência hoje dependem de mecanismos que saturam a capacidade dos sistemas, sejam eles ecossistemas ou qualquer outro, que dependam da rápida recuperação e posterior abastecimento para nossas necessidades cotidianas. E não seria preciso dizer que estamos causando o maior impacto jamais detectado para o planeta Terra. A concepção de consumo da sociedade, na qual nós estamos inseridos, vem devastando continuamente o planeta e nenhuma outra era destruiu-se tanto e tão rápido. Desafios para o futuro Todos temos que dar as mãos e levantar mentes e corações em prol de alavancar a delicada rede de relações sociais que a sociedade humana carrega e através desta, impulsionar esta sociedade em busca do bem comum. A conscientização sobre os cuidados com a natureza vai muito além de reflorestamento, reciclagem e consumo consciente, temos de ter a compreensão de que não somos os únicos habitantes do planeta e temos de respeitar e preservar as outras formas de vida. Não só para garantir a nossa subsistência, mas também para podermos atingir talvez o nirvana de compartilhar com outros seres vivos, a imensidade e a maravilhosa existência no planeta azul Responsabilidade Universal A nossa escolha tem de ser a de fé, onde todos os homens independentes de raça, credo, religião ou origem estejam empenhados em buscar uma maior compreensão da nossa existência no planeta azul. Compreender isto de modo que todos os seres vivos sejam vistos como parte integrante do todo e que a importância deste todo tenha o mesmo peso dentre as complexas sociedades do planeta azul. Os princípios São inúmeros, vale ressaltar que tratar o homem em toda a sua integridade respeitando cada cultura, religião e raça. Não permitir que os recursos sejam manejados para outro fim que não seja alimentar, abrigar e proteger a todos, indiscriminadamente. Que a infância seja vista como um patrimônio comum a todos, que deve ser resguardado e muito bem cuidado. Que os anciãos voltem a ter importância nesta sociedade, não como uma lembrança de afeto, mas sim, com a força da sua sabedoria. Que tenhamos um olhar para a diversidade e a biodiversidade para nos alimentar a alma e regozijar o espírito. Que sejamos homens e mulheres virtuosos no trato com a natureza e os outros seres vivos, nos alimentar somente daquilo que precisamos para saciar a nossa fome e termos energia para seguir adiante. O caminho adiante. Como nunca, hoje somos corresponsáveis pelo destino do planeta azul e ele a cada minuto faz um alerta. Temos de acordar para este alarde e buscar trazer de volta os pequenos valores que a nossa sociedade perdeu. Através destes valores de celebrar a vida em paz com a natureza e com todos os seres vivos que aqui se encontram, faremos a diferença frente à longa marcha que teremos de enfrentar para salvar do caos a espécie humana e todos os habitantes do nosso lindo planeta azul! Nota da aluna: E acredito que não só para nota mas para o meu crescimento pessoal/profissional foi importante desenvolver esta carta, acredito que cada vez mais, temos que dar alguns passos à frente nas nossas questões e procurar colocar em prática a nossa carta da terra. E por conta deste projeto acabei lendo a carta da terra para as crianças, entre outras, mas ressalto aqui o que Leonardo Boff, um dos membros da cúpula responsável pela sua elaboração na Eco 92, declarou: “É um dos textos mais completos que se tem escrito ultimamente, digno de inaugurar o novo milênio. Recolhe o que de melhor o discurso ecológico produziu, os resultados mais seguros das ciências da vida e do universo, com forte densidade ética e espiritual.” Mais uma vez obrigada! Educação e Meio Ambiente (Profa. Ms. Dagmar Creilde dos Santos) A educação no século XXI, pressupõe a abordagem de questões relativas à contemporaneidade e, dentre elas, podemos ressaltar o aquecimento global, consumismo em excesso, dificuldades na relação urbano/rural com desdobramentos nos elementos fundamentais do meio ambiente: água, ar, terra e fogo; vivemos o desafio de promover a gestão de uma cidade em constante expansão. Nesta reflexão, priorizaremos a “Questão Social e o Meio Ambiente”. A temática apresenta em seu bojo, aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais, no cenário onde o conjunto de saberes relacionados às questões postas, são vetores para a educação do presente e do futuro, deve estar constituída na formação dos jovens e crianças: a percepção de mundo do observador que possibilita a reconstrução cotidiana dos conceitos apresentados. Edgar Morin pontua as percepções, reconstruções, traduções da realidade como determinantes para própria realidade. Considerando este ponto de vista, as diversidades culturais, sociais e étnicas, contribuem historicamente para os movimentos sociais e são legitimadas através das normas, condutas sociais e legislações mediadas pelo Estado. O processo de Globalização da economia tem contribuído no âmbito da cultura para a formação de massas populares com o objetivo de atender à sociedade de consumo, neutralizando processos reflexivos, críticos e criativos para dar espaço ao fazer alienado e tecnicista; este movimento contribui para a formação de sujeitos que apresentam dificuldades em articular ideias e fazer conexões entre os diversos saberes, relações entre micro e macro que constituem a realidade social; priorizamos o econômico em detrimento às áreas que compõem os saberes, por exemplo, a filosofia e a sociologia, cujas contribuições referem-se ao desvelar a aparência e entender a essência num movimento dialético; estamos desconsiderando a realidade no âmbito multidimensional. O “ser crítico” no ponto de vista do conhecimento histórico e geopolítico, está inserido politicamente na sociedade, produzindo com o seu trabalho na relação com o meio ambiente. Os saberes que são apresentados pela Filosofia, Antropologia, Sociologia e outros, permitem a articulação entre o econômico, o político e às pesquisas decorrentes de análise das partes que estão presentes na totalidade. A análise dialético-histórico da realidade social possibilita processos de desalienação no contexto social econômico e político e permite o processo de análise social permitindo à Educação, na contemporaneidade, ser vetor, partícipe na produção e reprodução social. As políticas sociais no contexto das prioridades governamentais são marcadas pela necessidade de investimentos no convívio comunitário e ampliação de redes sociais, prioritariamente no meio urbano em função das refrações da Questão Social. Os atendimentos das necessidades básicas de habitação, saneamento básico, transporte, saúde e trabalho, ações no território, visam a qualidade de vida da população, pressupõem articulações intersetoriais, intermunicipais e interestaduais, para a garantia do meio ambiente sustentável e promovem a saúde física e mental dos munícipes. Considerando que a cidade de Guarulhos é um pólo industrial importante para o estado de São Paulo e seu PIB – Produto Interno Bruto corresponde ao segundo do Estado de São Paulo, desdobram-se os desafios relacionados à necessidade de garantia da qualidade do ar no município; sustentabilidade da água que o abastece; possibilidade de ocupação de espaços urbanos com segurança e tratamento destinado ao lixo, considerando a coleta seletiva do mesmo, são questões pontuais que todos os segmentos da sociedade: serviço público, organizações privadas, instituições de ensino e movimentos sociais, em planejamento estratégico, devem desenvolver trabalhos interdisciplinares. O debate sobre estas questões foi o tema da Audiência Pública com Conferência, realizada em 21/09/2011, na Universidade Guarulhos – UnG, campus Centro e intitulada “Políticas Públicas e Meio Ambiente”. Os participantes refletiram sobre os desdobramentos relativos às questões ambientais e organizaram os eixos de trabalho: Educação e Saúde Ambiental e Proteção Animal; Sustentabilidade Industrial – CIESP; Resíduos Sólidos e Logística Reversa; Práticas de terapias naturais complementares integrativas; Centro de Terapia Natural de Guarulhos; Acessibilidade a áreas de lazer/cultura. O curso de Serviço Social – UnG traz em seu currículo uma disciplina que propicia o debate sobre Meio Ambiente, valorizando a Cultura Popular, cujo objetivo é desconstruir processos civilizatórios individualistas e destrutivos, redimensionando reflexões sobre a Natureza e a relação Homem e Meio Ambiente. O que pudemos apreciar com a leitura das cartas!! Organização e Revisão: Profa. Ms. Ana Claudia Fernandes Gomes Editoração: Manoel A. A. Lorena 2014 UNIVERSIDADE GUARULHOS Faculdade Serviço Social 2014