ESTUDO COMPARATIVO NUMÉRICO-EXPERIMENTAL DA DUREZA DE CERÂMICAS TIPO PZT Meylí Valin Fernández Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia Mecânica, COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Mestre em Engenharia Mecânica. Orientador(es): José Luís Lopes da Silveira Lavinia Maria Sanábio Alves Borges Rio de Janeiro Julho de 2012 Fernández, Meylí Valin. Estudo comparativo numérico-experimental da dureza de cerâmicas tipo PZT / Meylí Valin Fernández – Rio de Janeiro: UFRJ/COPPE, 2012. XV p.67: il.; 29,7 cm. Orientadores: José Luís Lopes da Silveira Lavinia Maria Sanábio Alves Borges Dissertação (mestrado) – UFRJ/ COPPE/ Programa de Engenharia Mecânica, 2012. Referências Bibliográficas: p.41-43. 1. Estudo da dureza em cerâmicas tipo PZT. 2. Cálculo da dureza por método numérico-experimental. 3. Cálculo da dureza via análise limite. I. Silveira, José Luís Lopes da, et al. II. Universidade Federal do Rio de Janeiro, COPPE, Programa de Engenharia Mecânica. III. Título. iii A Mami, Papi, Ely, Elena y Guiri. iv Agradecimentos: Ao programa de Engenharia Mecânica da COPPE/UFRJ. Ao órgão de pesquisa e desenvolvimento CAPES, pelo apoio com a bolsa de estudo. Ao professor José Luís, a quem serei eternamente grata. Por toda a ajuda que sempre recebi, pelas palavras de alento, de força, por não me deixar desistir acreditando em mim quando nem eu mesma acreditava. Á professora Lavínia, pela ajuda, carinho e força dada desde o inicio. Pela colaboração para que este trabalho fosse feito dedicando horas de trabalho e ideias. Ao pessoal administrativo do departamento da mecânica pelo carinho que sempre me deram desde a minha chegada à universidade, Vera, Tito, Renato. Aos meus pais e minha irmã, cada dia separados pela distancia mais sempre juntos pelo coração com uma força que não entende de barreiras e faz a qualquer pessoa caminhar e seguir enfrente até chegar ao final do caminho, o amor. A minha família, meus dias escuros enchem de luz quando penso em vocês. A Victoria, minha mãe brasileira, por todo o apoio emocional, pelo carinho, pelos conselhos, pelos puxões de orelha e por aguentar o meu mau gênio. As minhas amigas, Julia, Camila, Jazmin. Cada uma deixou sempre do seu jeito o apoio e o calor de uma família, com uma palavra ou um simples abraço enchendo os meus dias de alegria e paz. Aos meus amigos Alexander, Henry e Joan, por todo o apoio que me deram, porque cada conversa sempre é uma aula. Ao pessoal do laboratório CEFCON, Alexandre, Vladimir, Moises e Adilson; pelo carinho, pela preocupação com o meu trabalho, por me motivar quando eu precisei. A ele, que dedicou horas fora do horário de trabalho, dias, noites, semanas de estudo sem descanso sempre me falando positivamente. Por ter sido meu melhor amigo, meu confidente, meu pano de lágrimas e uma das minhas grandes fonte de motivação. Eu serei eternamente grata por toda a minha vida a você, Elmer Bazan Cordova. v Resumo da Dissertação apresentada à COPPE/UFRJ como parte dos requisitos necessários para a obtenção do grau de Mestre em Ciências (M.Sc.) ESTUDO COMPARATIVO NUMÉRICO-EXPERIMENTAL DA DUREZA DE CERÂMICAS TIPO PZT Meylí Valin Fernández Julho / 2012 Orientadores: José Luís Lopes da Silveira Lavinia Maria Alves Borges Programa: Engenharia Mecânica Este trabalho apresenta um estudo comparativo da dureza de amostras de cerâmica tipo PZT determinada através de ensaios de nanoindentação com resultados numéricos obtidos com a metodologia de análise limite. Inicialmente, a nanodureza das amostras é determinada por meio de equações analíticas, ou semi-analíticas, e uma comparação com os resultados experimentais é realizada. Em seguida, visando determinar a dureza numericamente, utilizando modelos de elementos finitos para análise limite, simula-se o ensaio de nanoindentação. A profundidade de contato do punção e a porosidade, medidas experimentalmente, são fornecidas como dados para calibração do modelo numérico. Finalmente, se calculam os parâmetros de resistência das amostras a partir dos valores do ângulo interno de atrito e porosidade obtidos através de um programa de análise limite. vi Abstract of Dissertation presented to COPPE/UFRJ as a partial fulfillment of the requirements for the degree of Master of Science (M.Sc.) NUMERICAL-EXPERIMENTAL COMPARATIVE STUDY OF THE HARDNESS OF PZT TYPE CERAMICS Meylí Valin Fernández July / 2012 Advisors: José Luís Lopes da Silveira Lavinia Maria Alves Borges Department: Mechanical Engineering This paper presents a comparative study of the hardness of samples of PZT ceramic type determined by nanoindentation tests with numerical results obtained with the method of limit analysis. Initially, the nanohardness of the samples is determined by analytical equations or semi-analytical and a comparison with the experimental results is performed. Then, to determine the hardness numerically using finite element models for limit analysis, simulate the nanoindentation test. The depth of contact of the plunger and porosity, measured experimentally, are provided as data for calibration of the numerical model. Finally, the resistances parameters of the samples are calculated from the values of the angle of internal friction and porosity obtained by the analysis program limit. vii SUMARIO CAPÍTULO 1. Introdução................................................................................. 1 1.1. Organização do trabalho...................................................................... 2 CAPÍTULO 2. Conceitos Básicos de Nanoindentação................................ 4 2.1. Princípios básicos de funcionamento de um nanoindentador........ 5 2.2. Dureza.................................................................................................... 8 2.2.1. Propriedades elásticas e equações analíticas ou semianalíticas.......................................................................................... 9 CAPÍTULO 3. Metodologia de nanoindentação para cálculo da dureza.... 13 CAPÍTULO 4. Nanoindentação como um problema de Análise Limite...... 22 4.1. Plasticidade em materiais porosos..................................................... 24 4.2. Modelo de análise limite....................................................................... 27 CAPÍTULO 5. Análise de resultados.............................................................. 30 5.1. Parâmetros de resistência................................................................... 35 CAPÍTULO 6. Conclusões .............................................................................. 39 BIBLIOGRAFIA................................................................................................. 41 APÊNDICE......................................................................................................... 44 A. Cálculo da dureza método numérico-experimental................................. 45 B. Valores máximos da carga e profundidade de penetração no ensaio de nanoindentação..................................................................................... 59 C. Resultados do cálculo da profundidade de contato................................ 61 D. Resultados do programa análise limite..................................................... 65 E. Resultados do cálculo dos parâmetros de resistência das amostras... 67 viii LISTA DE FIGURAS Figura 2.1 Representação esquemática curva carga-descarga na nanoindentação............................................................................. Figura 2.2 7 Definição dos parâmetros geométricos característicos da mossa............................................................................................ 7 Figura 2.3 Características geométricas do indentador Berkovich.................. 11 Figura 3.1 Indentador Berkovich..................................................................... Figura 3.2 Representação das três regiões de indentação nas amostras........................................................................................ Figura 3.3 14 15 Marcações feitas pelo indentador em cada região da amostra N1.................................................................................................. 15 Figura 3.4 Dureza x Profundidade de penetração para a Amostra N1........... 17 Figura 3.5 Dureza x Profundidade de penetração para a Amostra N2........... 18 Figura 3.6 Dureza x Profundidade de penetração para a Amostra N3........... 19 Figura 3.7 Dureza x Profundidade de penetração para a Amostra N4........... 20 Figura 3.8 Variação da dureza durante o ensaio............................................ 21 Figura 4.1 Modelo de indentação cônica........................................................ 23 Figura 4.2 Morfologia microscópica do RVE.................................................. 25 Figura 4.3 Modelo de Análise Limite e malha utilizada.................................. 27 Figura 4.4 Exemplo de campos de velocidade de colapso e distribuição da função de escoamento (região em vermelho indica F = 0)........... Figura 5.1 Dureza x profundidade limite de contato – comparação dos resultados numéricos e experimentais para a amostra N1 0,0208 .............................................................................. Figura 5.2 27 31 Dureza x profundidade limite de contato – comparação dos resultados numéricos e experimentais para a amostra N2 0,0175 .............................................................................. 32 ix Figura 5.3 Dureza x profundidade limite de contato – comparação dos resultados numéricos e experimentais para a amostra N3 0,0406 .............................................................................. Figura 5.4 Dureza x profundidade limite de contato – comparação dos resultados numéricos e experimentais para a amostra N4 0,0936 .............................................................................. Figura 5.5 32 33 Simulações para a amostra N2 com diferentes porosidades e ângulos de atrito............................................................................ 34 Figura 5.6 Mori- Tanaka para amostra N1...................................................... 36 Figura 5.7 Mori- Tanaka para amostra N3...................................................... 36 Figura 5.8 Mori- Tanaka para amostra N4...................................................... 37 Figura 5.9 Superfícies críticas para o Mori- Tanaka....................................... 38 x LISTA DE TABELAS Tabela 3.1 Densidade geométrica, densidade de Arquimedes, porosidade e tipo de compactação das amostras.......................................... Tabela 4.1 Equivalência geométrica entre a 14 indentação cônica e Berkovich..................................................................................... 24 Tabela 4.2 Definição de parâmetros para diferentes critérios....................... 26 Tabela 4.3 Profundidade de contato em [nm] para Pmáx ................................ 28 Tabela 4.4 Análise limite para diversas malhas na amostra N1.................... 28 Tabela 5.1 Valores de hc ............................................................................. 30 Tabela 5.2 Correlação numérico-experimental.............................................. 33 Tabela 5.3 Limites extremos para os parâmetros de resistência – N1.......... 35 Tabela 5.4 Limites extremos para os parâmetros de resistência – N3.......... 36 Tabela 5.5 Parâmetros de resistência para Amostra N4............................... 37 Tabela A1 Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N1 região 1.................................................................... Tabela A2 Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N1 região 2.................................................................... Tabela A3 50 Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N2 região 3.................................................................... Tabela A7 48 Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N2 região 2.................................................................... Tabela A6 47 Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N2 região 1.................................................................... Tabela A5 46 Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N1 região 3.................................................................... Tabela A4 45 51 Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N3 região 1.................................................................... 53 xi Tabela A8 Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N3 região 2.................................................................... Tabela A9 Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N4 região 1.................................................................... Tabela A10 59 Valores da profundidade de penetração na carga máxima no ensaio de nanoindentação......................................................... Tabela C1 57 Valores da Dureza para a carga máxima do ensaio de nanoindentação ......................................................................... Tabela B2 56 Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N4 região 3.................................................................... Tabela B1 55 Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N4 região 2.................................................................... Tabela A11 54 60 Dados para o cálculo da profundidade de contato hc para o desenho das malhas do programa de análise limite na amostra N1................................................................................................ Tabela C2 61 Dados para o cálculo da profundidade de contato hc para o desenho das malhas do programa de análise limite na amostra N2................................................................................................ Tabela C3 62 Dados para o cálculo da profundidade de contato hc para o desenho das malhas do programa de análise limite na amostra N3................................................................................................ Tabela C4 63 Dados para o cálculo da profundidade de contato hc para o desenho das malhas do programa de análise limite na amostra N4................................................................................................ 64 Tabela D1 Resultados do programa análise limite “Porous” amostra N1..... 65 Tabela D2 Resultados do programa análise limite “Porous” amostra N2..... 65 Tabela D3 Resultados do programa análise limite “Porous” amostra N3..... 65 Tabela D4 Resultados do programa análise limite “Porous” amostra N4..... 66 Tabela D5 Resultados do programa análise limite “Porous” para a amostra N2 com uma porosidade de 0,06................................................. 66 xii Tabela D6 Tabela E1 Resultados do programa análise limite “Porous” para a morfologia Von Mises.................................................................. 66 Parâmetros de resistência das amostras.................................... 67 xiii LISTA DE SÍMBOLOS hs - Deslocamento vertical da superfície no perímetro do contato [nm]. h f - Profundidade residual [nm]. hmáx - Profundidade máxima [nm]. h plástica - Profundidade plástica [nm]. A - Área de contacto projetada na carga máxima [nm 2]. dP - Inclinação da curva de descarga dh D - Longitude diagonal Vickers [nm]. E r - Modulo de Young reduzido [GPa]. S - Rigidez do contato - Parâmetro determinado pelo ajuste de curva hc - Profundidade de contacto na carga máxima - Fator de correção Ac - Área de contato [nm 2]. C - Constante do material d t - Taxa de deformação total d e - Taxa de deformação elástica d p - Taxa de deformação plástica T - Espaço de tensões Pt - Conjunto das tensões plasticamente admissíveis - Parâmetro de escoamento f - Gradiente da função de escoamento c s - Coesão do sólido xiv - Ângulo de atrito - Coeficiente de atrito interno V – Volume da RVE, elemento representativo de volume m , d , 0 - Parâmetros materiais macroscópicos dependentes da porosidade e das propriedades do material homogeneizado. J 2 - Segundo invariante. D p - Plasticidade homogeneizada - Ângulo semi-vertical - Ângulo cônico equivalente S - desvio padrão ' U - Espaço de campos de velocidades cinematicamente admissíveis ' - Volume de material dissipado ' - Domínio do espaço do volume xv CAPÍTULO 1. Introdução. Nos últimos anos as cerâmicas avançadas tem sido centro da atenção de muitos estudos, produto do seu alto desenvolvimento na indústria. Um maior conhecimento das propriedades e do comportamento mecânico destes materiais é primordial para ampliar seu campo de aplicação. Devido à diversidade de configurações e composição possíveis destes materiais os ensaios e os modelos matemáticos classicamente utilizados para caracterização mecânica de materiais podem ser insuficientes para a adequada descrição de seus comportamentos e identificação de suas propriedades mecânicas. Neste contexto, a indentação e a nanoindentação são técnicas já bastante utilizadas para determinar propriedades mecânicas de materiais, principalmente nos heterogêneos ou naqueles em que as características construtivas ou constitutivas não permitem a utilização de ensaios mais simples como, por exemplo, o ensaio de tração. Apesar de exigirem uma modelagem analítica mais elaborada que os ensaios de tração na correlação entre os resultados experimentais e as propriedades mecânicas do material, os ensaios de nanoindentação são de execução relativamente simples, mesmo quando realizados na nano-escala. Assim, o objetivo principal deste trabalho é a análise de dados experimentais obtidos através de ensaios de nanoindentação feitos por Silva (2004), combinados com modelos numéricos de análise limite para determinar parâmetros que definem a resistência mecânica de cerâmicas piezolétricas tipo PZT (Rodríguez, 2010; Liu et al., 2009; Cheng e Cheng, 1999; Dao et al., 2001; Cariou, 2006). As cerâmicas piezolétricas são corpos constituídos de uma variedade de cristais ferroelétricos microscópicos, sendo denominadas como estruturas policristalinas. Para as cerâmicas do tipo PZT estes cristais possuem uma estrutura cristalina do tipo Perovskita que pode ter uma simetria tetragonal, romboédrica ou cúbica simples, dependendo da temperatura em que o material se encontra (Venet e Pereira, 2004). O efeito piezolétrico foi descoberto em 1880 pelos irmãos Curie e utilizado pela primeira vez por Paul Langevin (Santos, 2005). Langevin utilizou cristais de quartzo inventando o “transdutor Langevin” para gerar ultra-som na faixa de algumas dezenas 1 de kHz’s (Pereira, 2010). Este foi revolucionário já que além de apresentarem melhores propriedades que os cristais após a polarização, tem geometria e dimensões flexíveis por serem fabricadas através da sinterização de pós cerâmicos conformados via prensagem ou extrusão. Na atualidade as cerâmicas piezolétricas tipo PZT são as mais predominantes no mercado (Venet e Pereira, 2004). Nos materiais piezoelétricos ocorre o acoplamento de variáveis mecânicas e elétricas. As deformações neles dependem das tensões mecânicas e também do campo elétrico, o deslocamento elétrico depende do campo e também depende da deformação mecânica (Venet e Pereira, 2004). Por suas propriedades e qualidades, estas cerâmicas são hoje utilizadas em diversos dispositivos e como principal componente dos materiais inteligentes, tais como: sensores de pressão, hidrofones, ignitores de gás, relés, medidores de deformação, acelerômetros, microfones, reprodutor fonográfico, sensores de vibração, transdutores de áudio, transdutores de alta densidade, transformadores e filtros. Para a aplicação das cerâmicas piezolétricas nas diferentes atividades antes citadas é preciso conhecer as propriedades mecânicas destes materiais com fim de garantir um melhor desenvolvimento e desempenho. Como parte de um componente estrutural, o conhecimento das condições que definem sua integridade é fundamental para viabilizar sua aplicação com eficiência e segurança. A partir de ensaios de nanoindentação Silva (2004) determinou as propriedades das cerâmicas como por exemplo: dureza e módulo de elasticidade. Como complemento a esta caracterização mecânica, neste trabalho foi desenvolvida uma estratégia numérico-experimental que permitiu correlacionar a nanodureza com o ângulo de atrito interno, a coesão e a porosidade das amostras de cerâmica tipo PZT. Estes parâmetros são utilizados na definição de uma função de escoamento para as cerâmicas estudadas. 1.1. Organização do trabalho Esta dissertação está organizada em 6 capítulos, distribuídos da seguinte forma: No capítulo 1 apresenta-se uma breve introdução, na qual se expõem a motivação da realização do trabalho e os objetivos principais. 2 No capítulo 2 e 3 são expostos alguns conceitos importantes relacionados ao tema. Apresentam-se os principais métodos analíticos ou semi-analíticos amplamente utilizados na literatura para a interpretação de curvas de indentação, assim como os diferentes aspectos que envolvem o tema da análise limite. No capítulo 4 faz-se um resumo da metodologia do trabalho, incluindo uma breve descrição dos materiais e a metodologia para o cálculo da dureza. No capítulo 5 são apresentados os resultados do trabalho. São expostos os resultados obtidos por equações analíticas sendo comparados com os obtidos experimentalmente. Ressaltam-se resultados obtidos por uma análise estatística que definem um melhor uso e otimização dos dados para o uso do programa de análise limite, se faz uma comparação com os resultados experimentais e se definem os parâmetros que influenciam no comportamento mecânico nas amostras. No capítulo 6 são apresentadas as conclusões obtidas com este trabalho e as sugestões para futuras pesquisas. Na última parte deste trabalho, encontram-se as Referências Bibliográficas e por fim são incluídos os Anexos, com os dados obtidos por Silva (2004) e os resultados obtidos pelo programa de Análise Limite. 3 CAPÍTULO 2. Conceitos Básicos de Nanoindentação. A técnica de nanoindentação consiste em penetrar a superfície de um material com uma ponta de diamante controlando e registrando a carga e prof undidade de penetração. Os resultados são apresentados em um diagrama força-deslocamento que descreve a curva que representa a evolução da carga aplicada com a profundidade de indentação durante o ensaio. Esta técnica permite medir propriedades elásticas e plásticas em uma escala de força ou profundidades muito pequenas é uma ferramenta muito útil para medir propriedades mecânicas de materiais como superfícies modificadas, filmes finos ou revestimentos. O estudo de propriedades como a dureza do material, apresentou um grande avanço no início dos anos 90 com a aplicação de testes de penetração com presença de sensores de profundidade, obtidos em equipamentos do tipo Nanoindenter. Este tipo de equipamento permite medir propriedades mecânicas localizadas e dependentes da penetração a partir da superfície, com maior informação que um teste simples de dureza. Entre estas propriedades destaca-se o módulo de elasticidade, obtido pela técnica de penetração de pontas com sensor de profundidade (Doerner e Nix, 1986). É possível determinar também propriedades a partir de medidas feitas na superfície como, coeficiente de atrito, coeficiente de fluência e tenacidade à fratura de materiais frágeis (Franz et al., 1998). O procedimento de avaliação da área de uma superfície num teste de nanodureza, utilizando meios ópticos, é restrito a pequenos valores de cargas aplicadas. Segundo Doerner e Nix (1986), nos testes de microdureza convencionais é preciso uma imagem direta da indentação para se obter a dureza e erros são introduzidos através das medições da diagonal, quando as medidas são pequenas. Fernandes et al. (2010) comentam que nos últimos anos conseguiu-se eliminar esta limitação com o desenvolvimento dos equipamentos e, assim, ampliar o campo de aplicação deste tipo de ensaio. O contato elástico é considerado como ponto chave na análise. Trabalha-se com tensões e deslocamentos num corpo elástico carregado por um punção rígido. 4 Este método é usado frequentemente para importantes geometrias como os indentadores cilíndrico e cônico (Hay et al., 1999). A partir de Sneddon (1965) foi possível estabelecer uma relação entre a carga aplicada, o deslocamento e a área de contato para qualquer ponta que possa ser descrita como sólido de revolução. Estes conceitos são fundamentais para definir o modelo de análise limite utilizado na estratégia numérico-experimental proposta. No ensaio de nanoindentação, as propriedades como dureza e módulo de elasticidade do material são obtidas por um ciclo completo de carregamento e descarregamento. As curvas representam a relação da área de contato e a carga máxima (Oliver e Pharr, 1992). Segundo Oliver e Pharr (1992) a relação entre a carga e o deslocamento de punções que apresentam geometrias simples pode ser descrita por: P = α hm (2.1) onde P é a carga no indentador, h é o deslocamento do indentador, α e m são constantes que dependem do material. Dentro do limite de pequenos deslocamentos o expoente m é conhecido e varia de acordo com a geometria dos penetradores: cilindros planos, cones, esferas. Para penetradores do tipo cilindros planos m 1 , para cones m 2 e para esferas dentro do limite de pequenos deslocamentos e paraboloides de revolução m 1,5 (Oliver e Pharr, 1992). 2.1. Princípios básicos de funcionamento de um nanoindentador. O equipamento denominado Nanoindentador é constituído de três conjuntos principais, o cabeçote do penetrador, o microscópio óptico e a mesa móvel, descritos a seguir: Cabeçote do penetrador: Esta parte é a mais importante deste equipamento. Compõe-se por uma haste metálica, suspensa por meio de molas em formato de membranas, tem movimentação vertical, mas pequena mobilidade horizontal. Numa das extremidades da haste, encontra-se uma bobina imersa num campo magnético e na outra fica o penetrador de diamante. Através da variação de corrente da bobina, pode se estabelecer a intensidade da força aplicada pela ponta do penetrador na superfície da amostra. 5 A medição dos deslocamentos é feita por um sistema capacitivo formado por três placas planas e paralelas. Pelo posicionamento destas placas é possível medir qualquer tipo de deslocamento pela variação da diferença de potencial deste capacitor. As molas têm como objetivo alinhar o sistema e mantê-lo suspenso na ausência de cargas. As constantes elásticas das molas são pequenas na direção vertical e grande na direção horizontal. Microscópio: O microscópio óptico está posicionado onde será feita a medida da mossa provocada na amostra pelo penetrador. Uma câmera colocada no topo do microscópio permite visualizar a imagem da amostra. A montagem de lentes no microscópio proporciona um aumento de 10 vezes da ocular, e com ampliação produzida pela câmera de TV se produzem ampliações do tamanho da imagem real de 50, 200, 800 e 1500 vezes. Mesa móvel: As amostras são fixadas num porta-amostra situado sobre uma mesa que pode se movimentar em relação ao microscópio ou ao penetrador, segundo as direções x , y e z . Este movimento é controlado durante a programação de um ensaio e é automático. O movimento em z é utilizado para focalizar a amostra e na determinação da superfície que precede uma indentação. O cabeçote do penetrador, o microscópio e a mesa móvel estão montados sobre uma plataforma pneumática que é mantida suspensa em relação ao solo por gás nitrogênio à baixa pressão. Todo o conjunto é contido em uma câmara isolada termicamente. A profundidade de penetração é medida a partir de um sensor de profundidade, sem imagens. A área de contato é determinada a partir de imagens da mossa após a retirada do indentador a partir das medidas das diagonais. As figuras 2.1 e 2.2 mostram a curva carga-descarga típicas de um material elasto-plástico e a geometria da indentação. A carga máxima aplicada no ensaio é denominada Pmáx , a profundidade de indentação hmáx , a profundidade de indentação residual após descarga h f e a profundidade de contato hc . A profundidade de contato permite calcular a área de contato Ac entre o material e o indentador, valor de referência para o cálculo da dureza. 6 Figura 2.1. Representação esquemática da curva carga-descarga na nanoindentação. Figura 2.2. Definição dos parâmetros geométricos característicos da mossa. 7 Vale lembrar que em materiais com comportamento rígido plástico, as propriedades de indentação, nas carga máxima e residual após descarga, são iguais h f hmáx devido à ausência de recuperação elástica durante o processo de descarga (Fernandes et al., 2010). 2.2. Dureza A dureza é uma propriedade mecânica cujo conceito está ligado à resistência que um material apresenta ao risco ou à formação de uma marca permanente quando pressionado por outro material ou por marcadores padronizados (Callister, 1999). Nos métodos mais aplicados em engenharia utiliza-se penetradores de formato padronizado e que são pressionados na superfície do material sob condições especificas de carga, causando inicialmente deformação elástica e em seguida deformação plástica. A área da marca superficial formada ou sua profundidade é medida e correlacionada com um valor numérico que passa a representar a dureza do material. Há uma ligação próxima entre o limite de escoamento dos materiais e a sua dureza. Por exemplo, para materiais puramente coesivos como os metais a relação adotada é que a dureza é aproximadamente igual a três vezes a tensão de escoamento do material em estado uniaxial (Garcia et al., 2012). Conhecendo-se a geometria do indentador, a profundidade final após a retirada do indentador, juntamente com a curva de descarregamento, pode ser utilizada para calcular a área projetada em contato com o indentador Ac . Se a profundidade de penetração sob carga máxima for utilizada no cálculo, o valor da dureza será subestimado pois não será desprezada a recuperação elástica após o descarregamento. A dureza H é definida pela pressão média que o material suporta sob carga e pode ser calculada como: H= P máx A (2.2) onde: H - Dureza [GPa] Pmáx - Carga máxima [mN]. 8 A - Área de contato projetada na carga máxima [nm 2]. Estudos feitos por Hutchings (2009), Stillwell e Tabor (1961) têm como uma particularidade importante a impressão da dureza após descarga, assim se considera a recuperação elástica do material. 2.2.1. Propriedades elásticas e equações analíticas ou semianalíticas. A inclinação da curva carga-descarga do ensaio pode ser utilizada como medida para identificar propriedades elásticas da amostra. Para o indentador Vickers, Doerner e Nix (1986) propõem a seguinte expressão para o cálculo da inclinação S : 12 (2.3) dP 2 S = DEr dh π onde: dP - inclinação da curva de descarga. dh D - comprimento da diagonal para o indentador Vickers [nm] Er - módulo de Young reduzido [GPa]. O módulo de Young reduzido segundo Oliver e Pharr (1992) é dado por: Er 1 1 2 i 2 E (2.4) Ei onde: E , 2 - módulo de Young e coeficiente de Poisson do material. E i , i2 - módulo de Young e coeficiente de Poisson do indentador. 9 Para o cálculo da inclinação S , Oliver e Pharr (1992) e Bulycev et al. (1975) propõem: S= dP 2 = Er A dh π (2.5) Com o intuito de determinar a área de contato Domingos (2005) propõe a seguinte relação entre a carga aplicada e a profundidade de penetração: P = β ( h − h f )m (2.6) onde e m são parâmetros determinados pelo ajuste da curva e h f o deslocamento final após o descarregamento. Ele propõe a rigidez de contato associada à derivada da curva de descarregamento em relação à profundidade no ponto de carga máxima h hmáx . S= dP dh hmax = β m( h hf ) m 1 (2.7) Oliver e Pharr (1992) assumem para a geometria do indentador uma função da área F h relacionando a área da seção transversal à profundidade de contato, hc . Se o indentador for considerado suficientemente rígido, a área de contato quando está atuando a carga máxima pode ser obtida por: A = F (hc ) (2.8) onde: h c = h max − h s (2.9) A deflexão da superfície em contato depende da geometria do indentador. Assim, Sneddon (2010); Domingos (2005) e Poon et al. (2008) propõem a seguinte forma para cálculo hs (ver Figura 2.2): 10 hs = ε Pmáx S (2.10) A constante é um fator de correção que depende da geometria do indentador. Por exemplo, para indentadores cônicos 0,72 para ponta plana e parabolóide de revolução 1 e 0,75 , respectivamente. Assim: hc = hmáx ε Pmáx S (2.11) A área depende da forma do indentador. Para o caso dos indentadores de geometria piramidal, base quadrangular e triangular como são o Vickers e o Berkovich (Figura 2.3), a área de contato Ac é dada por Cariou (2006): Ac 3 3 h 2 tan2 (2.12) Figura 2.3. Características geométricas do indentador Berkovich. 11 Para o tipo de indentador Berkovich a equação (2.13) pode ser particularizada para (Fernandes et al., 2010 e Cariou, 2006): A c = 24 .5 h 2c (2.13) com hc calculado por (2.11) e S por (2.7). 12 CAPÍTULO 3. Metodologia de nanoindentação para cálculo da dureza Neste trabalho são analisados discos de cerâmica PZT obtidos por Silva (2004) pelo processo de prensagem e sinterização. São descritas, a seguir as diferentes etapas do processo para a produção dos discos. As matérias primas utilizadas foram pó à base de Titanato Zirconato de Chumbo (PZT), parte dopado com estrôncio (Sr), que conforme a EDO Corporation corresponde ao PZT C-64 e parte dopado com nióbio (Nb), conforme a EDO Corporation corresponde ao PZT-65. Silva (2004) utilizou uma quantidade de 13,7 g de pó para cada disco, com 2% de excesso de chumbo e 3% de dopante misturado no moinho em meio à álcool isopropílico, seco em estufa e depois triturado e peneirado em malha de 60 mesh. Após a calcinação foi adicionado pó ligante, 2% em peso de álcool polivinílico (PVAL) para facilitar a compactação. Após a passagem pela estufa foi peneirado mais uma vez em malha 60 mesh. A conformação dos discos foi obtida pela compactação sob carregamento uniaxial utilizando discos de aço como moldes, com uma pressão de 70 MPa na área do molde de 1000 mm 2. A carga foi aplicada em três estágios com um intervalo de aproximadamente um minuto para cada um. O primeiro estágio foi de 26,47 MPa, o segundo de 52,95 MPa, e o terceiro de 68,64 MPa. Foram conformados quatro discos cerâmicos PZT-4, tipo I e quatro discos cerâmicos PZT-5, tipo II. As amostras estudadas são indicadas por N1, N2, N3 e N4 seguindo a mesma notação do trabalho de Silva (2004). Em todas as amostras foi realizada uma compactação uniaxial. Nas amostras N2 e N4 após da compactação uniaxial foi realizada uma compactação isostática com objetivo as tornarem mais homogêneas. O tipo de prensagem aplicada foi a molde úmido com uma pressão máxima de 105 MPa. A sinterização, processo que aumenta a resistência mecânica das amostras, foi feita no forno com uma taxa de aquecimento de 8°C/min até 1250°C, com permanência no forno de 3 horas e 30 minutos à temperatura de 1250°C. A taxa de resfriamento foi de 8°C/min até 75°C temperatura mínima até desligar o forno. 13 As faces das amostras forem desgastadas e polidas com lixas d’água de granulometria de 120 para o desbaste e 600 para dar o acabamento. A partir dos valores fornecidos da densidade geométrica e densidade de Arquimedes, foram calculadas as porosidades das amostras como se apresenta na Tabela 3.1. Tabela 3.1. Densidade geométrica, densidade de Arquimedes, porosidade e tipo de compactação das amostras. EC-64 (PZT-4) Amostra Densidade Densidade Porosidade Tipo de Geométrica Arquimedes compactação [kg/mm 3] [kg/mm 3] N1 0,0208 Uniaxial 7,48110 6 7,50110 6 N2 0,0175 Isostática 7,485 10 6 7,502 10 6 N3 Densidade Geométrica (kg/mm 3) 7,583 10 6 EC-65 (PZT-5A) Densidade Porosidade Arquimedes (kg/mm 3) 0,0406 7,542 10 6 N4 7,63110 6 7,537 10 6 Amostra 0,0936 Tipo de compactação Uniaxial Isostática O indentador usado no trabalho de Silva (2004) foi do tipo Berkovich com geometria de uma pirâmide regular de base triangular, onde cada lado faz um ângulo de 65,3° com a normal à base. Um exemplo deste tipo de indentador pode-se observar na Figura 3.1. Figura 3.1. Indentador Berkovich, 65,3 . 14 Silva (2004) através do ensaio de nanoindentação obteve os valores da dureza das amostras. Para realizar os ensaios em cada amostra se escolheram três regiões igualmente espaçadas ao longo do raio de cada amostra conforme a Figura 3.2. A região 1 corresponde ao centro, a região 2 a uma distância de aproximadamente 3 mm e a região 3 a uma distância de mais ou menos 6 mm em relação ao centro da amostra. Medidas equidistantes 1 2 3 Figura 3.2. Representação das três regiões de indentação nas amostras. Realizaram-se nove nanoindentações em cada região como se apresenta nas Figuras 3.3 para a amostra N1. (a) (b) (c) Figura 3.3. Marcações feitas pelo indentador em cada região da amostra N1. (a) Região 1 localizada no centro da amostra, (b) Região 2 localizada a uma distância de 3mm em relação ao centro da amostra, (c) Região 3 localizada a uma distância de 6 mm do centro da amostra (Silva, 2004). 15 No apêndice A, estão reproduzidos todos os resultados experimentais obtidos por Silva (2004) bem como os valores de dureza obtidos e que estão resumidos nos gráficos que se seguem. Nos gráficos que aparecem na parte superior das figuras 3.4, 3.5, 3.6 e 3.7 se apresentam as durezas em todas as regiões em cada ensaio em função da profundidade de penetração. Na parte inferior estes resultados são consolidados ressaltando o valor médio das durezas e a faixa de variação. Para a metodologia utilizada neste trabalho os valores de dureza relevantes para análise são os finais da fase de carregamento, onde se observa a condição de deslocamento crescente com dureza aproximadamente constante, indicando um valor limite para esta dureza. Nesta região dos gráficos verifica-se também que a dispersão nos resultados é menor que nas fases iniciais do ensaio. 16 10 10 10 8 8 8 4 2 6 H (GPa) 6 H (GPa) H (GPa) N1 4 2 0 500 1000 1500 2000 Profundidade de penetração (nm) Região 1 2500 4 2 0 0 6 0 0 500 1000 1500 2000 2500 0 Profundidade de penetração (nm) Região 2 500 1000 1500 2000 2500 Profundidade de penetração (nm) Região 3 Figura 3.4. Dureza x Profundidade de penetração para a Amostra N1. 17 10 10 8 8 8 6 6 6 4 H (GPa) 10 H (GPa) H (GPa) N2 4 2 4 2 2 0 0 500 1000 1500 2000 2500 0 0 0 Profundidade de penetração (nm) Região 1 500 1000 1500 2000 2500 0 Profundidade de penetração (nm) Região 2 500 1000 1500 2000 2500 Profundidade de penetração (nm) Região 3 Figura 3.5. Dureza x Profundidade de penetração para a Amostra N2. 18 10 10 8 8 H (GPa) H (GPa) N3 6 4 6 4 2 2 0 0 0 500 1000 1500 2000 Profundidade de penetração (nm) Região 1 2500 0 500 1000 1500 2000 2500 Profundidade de penetração (nm) Região 2 Figura 3.6. Dureza x Profundidade de penetração para a Amostra N3. 19 10 10 8 8 8 6 4 2 H (GPa) 10 H (GPa) H (GPa) N4 6 4 0 0 0 500 1000 1500 2000 Profundidade de penetração (nm) Região 1 2500 4 2 2 0 6 0 500 1000 1500 2000 2500 0 Profundidade de penetração (nm) Região 2 500 1000 1500 2000 2500 3000 Profundidade de penetração (nm) Região 3 Figura 3.7. Dureza x Profundidade de penetração para a Amostra N4. 20 Figura 3.8. Variação da dureza durante o ensaio. Na figura 3.8 se apresenta uma análise estatística do comportamento da dureza por amostras. Segundo Silva (2004) as amostras N2 do material EC-64 e N4 do EC65, adicionalmente à compactação uniaxial, aplicada em todas as amostras, sofreram também uma etapa de compactação isostática. Observa-se que N1 e N3 apresentam valores de dureza limites próximas. O mesmo se observa para as amostras N2 e N4. Estes resultados são compatíveis, indicam que o processo de compactação das amostras durante o processo de conformação tem mais influência na dureza do que a composição das cerâmicas. 21 CAPÍTULO 4. Nanoindentação como um problema de Análise Limite Neste capítulo serão apresentados os conceitos básicos de análise limite, no âmbito da teoria homogeneizada da plasticidade e a caracterização da dureza limite como a carga de colapso em um processo de indentação. Um carregamento externo atuando em um corpo de material com comportamento elástico-idealmente plástico não pode ser aumentado de forma ilimitada, isto é, as tensões internas provenientes do carregamento externo não podem exceder o valor do limite de escoamento. O aumento ilimitado de deformação do corpo sob tensão constante torna-o incapaz de suportar qualquer acréscimo da carga externa. Desta forma, o carregamento externo atinge uma magnitude crítica chamada de carga de colapso plástico ou carga limite, (Zouain et al.,1996). Em resumo, o colapso plástico é determinado por uma carga crítica que causará um fluxo de escoamento, isto é, o desenvolvimento de taxa de deformação plástica, indefinidamente crescente, sob tensão constante. É importante observar que para um material idealmente plástico, no colapso incipiente somente se desenvolvem taxas de deformação plástica. No Capítulo 3, foi mostrado que a dureza atinge um valor limite ao final do ensaio. Este valor limite ocorre mesmo com a profundidade de penetração ainda crescente. Esta situação claramente constitui uma situação de colapso no sentido acima descrito (Cariou, 2006). Em um programa de carregamento proporcional a um carregamento de referência, a potência interna no colapso deve ser igual à potência externa do carregamento de referência P amplificado pelo fator de proporcionalidade , dito fator de colapso. Para um modelo de indentação cônica, como mostrado na Figura 4.1, a potência externa limite, para uma determinada velocidade de penetração v, é dada por: (4.1) 22 Considerando o punção como um corpo rígido, a carga de referência P pode ser entendida como a resultante da ação de uma tensão uniformemente distribuída atuante sobre Ac . Assim, (4.2) Se considerarmos a carga de referência como unitária, H é diretamente associado ao fator de colapso . z r P H Ac Ac h hc Figura 4.1. Modelo de indentação cônica Com base no princípio estático da análise limite (Zouain et al.,1996; Diaz, 2005 e Zanella, 2008) o problema de indentação cônica para o cálculo da dureza pode ser colocado na forma de um princípio de otimização não linear: F (*) 0 em x B H max *,H * H * ^ B ^ ^ Σ * s v dB H * A c v v V (4.3) onde * representam as tensões atuantes no corpo, v qualquer campo de velocidade cinematicamente admissível , a parte simétrica do operador gradiente e F a função 23 que define o critério de plastificação do corpo. Na próxima seção serão dados detalhes sobre a definição de F( ). A formulação discreta obtida neste trabalho é obtida a partir da formulação mista interpolando-se * e v. Esta versão discreta pode ser dualizada e escrita em outras três formas equivalentes, ditas formulação discreta estática, cinemática e o conjunto discreto de condições de ótimo. Em particular, o algoritmo utilizado nesse trabalho utiliza como base a forma do problema descrito pelas condições de ótimo (Zouain et al., 1996). A correlação final entre os ensaios realizados por Silva (2004) e o modelo de análise limite é estabelecida a partir da relação de equivalência, apresentada por Cariou (2006) e Bobko et al. (2011), entre a dureza obtida com o indentador do tipo cônico e com a indentação Berkovich. Esta relação está apresentada na Tabela 4.1 Tabela 4.1. Equivalência geométrica entre a indentação cônica e Berkovich Ângulo semi-vertical Ângulo cônico [nm ] (Berkovich) equivalente () 3 3h2 tan 65,3° 70,32° Área projetada 2 A combinação da teoria de homogeneização com a teoria de análise limite permite a obtenção das cargas limites e do domínio de resistência macroscópico, por exemplo, de um material heterogêneo a partir do conhecimento das resistências dos materiais constitutivos (Zanella, 2008 e Bobko et al., 2011). Como neste trabalho se estudam amostras cerâmicas que apresentam diferentes valores de porosidade, a seguir é apresentado um resumo desta abordagem para materiais porosos. 4.1. Plasticidade em materiais Porosos O critério para materiais porosos apresentado neste trabalho utiliza um modelo micromecânico que associa o comportamento do material em nanoescala, micro ou meso, com a macroescala (“Upscaling”). Esta técnica de homogeneização permite estabelecer um critério de resistência na macroescala a partir de parâmetros materiais da microescala (Cariou, 2006 e Amaral, 2009). 24 O modo mais comum de se analisar micro mecanicamente um material é através da escolha de um Elemento Representativo de Volume (RVE). Este método admite duas possibilidades de escolha para a morfologia microscópica, a morfologia de Mori-Tanaka e a morfologia de Modelo Consistente. A morfologia de Mori-Tanaka propõe uma matriz preenchida de material onde no seu interior encontram-se poros em tamanhos e quantidades diferentes. A outra morfologia chamada de Modelo Consistente é preenchida por partículas do material em quantidades e diâmetros variáveis. A escolha do modelo depende do material em estudo (Cariou, 2006 e Amaral, 2009). Estes dois tipos de morfologia estão esquematizados na Figura 4.2. Figura 4.2 Morfologia microscópica do RVE (Cariou, 2006). Desta forma, a teoria de plasticidade em escala macroscópica pode ser descrita em função do tensor de tensões macroscópicos , definido: 1 V T dV (4.4) V De tal forma que o conjunto das tensões plasticamente admissíveis fica descrito por F T f T 0 , para qualquer x RVE . Nas definições acima, V representa o volume do RVE, Elemento Representativo de Volume (Amaral, 2009). As técnicas de homogeneização variam por autores. Para materiais porosos o critério de resistência homogeneizado, proposto em Cariou (2006) e Bobko et al. (2011), pode ser descrito por: 25 2 2 σ0 J + 2 1 F d , m = m αm αd (4.5) onde: d - componente desviadora do tensor de tensões macroscópico. m - componente de tensão média do tensor de tensões macroscópico. m , d , 0 - parâmetros materiais macroscópicos dependentes da porosidade e das propriedades do material homogeneizado. J2 1 - segundo invariante do desviador d . 2 d d Os parâmetros ou coeficientes a serem determinados, dependentes da porosidade e o ângulo de atrito , para os diferentes critérios de resistência, estão apresentados na Tabela 4.2. O coeficiente de coesão, c s , é tomado com valor unitário. Tabela 4.2. Definição de parâmetros para diferentes critérios. Mises ( =0 e =0) Drucker-Prager Coeficiente αm /c s ∞ 0 αd /c s 1 0 0 1 α - - 0 α σ 0 /c s σ 0 /α m αd /α m ( =0) Mori-Tanaka 2 1 3 3 4 α2 3 1 3 + 2 3 4 α 2 4 1 2 3 2 α 3 4 α 2α 3 3 4 α 2 3+ 2 26 4.2. Modelo de análise limite A análise limite foi desenvolvida no programa “Porous” desenvolvida pelo grupo de Mecânica dos Sólidos do PEM-COPPE/UFRJ. A simulação do processo considerou o modelo de nanoindentação cônica, utilizando a relação de equivalência da Tabela 4.1 para definir o ângulo do indentador equivalente a Berkovich. Foi utilizado um modelo geométrico de simetria de revolução, as condições de contorno e o carregamento definidos como na Figura 4.3. Na figura também é apresentado um exemplo do tipo de malha de elementos finitos utilizada. As dimensões da malha, raio externo e altura, foram escolhidos de tal forma a evitar os efeitos de contorno na região da indentação. n Vr =0 z r Vz =0 Figura 4.3 Modelo de Análise Limite e malha utilizada. Apenas para validar a geometria proposta, na Figura 4.4 são apresentados os campos de velocidade e da função de escoamento no colapso para um dos casos estudados. Verifica-se que a deformação se concentra na região da indentação, com pouca influência das faces de contorno, bordas laterais externas e inferiores. Figura 4.4 – Exemplo de campos de velocidade de colapso e distribuição da função de escoamento (região em vermelho indica F = 0). 27 Foi realizada uma análise preliminar para avaliar a influência da variação da profundidade de penetração nos resultados experimentais. Na Tabela 4.3 apresentamse os valores médios das profundidades hc , e seus respectivos desvios-padrões ( S ), obtidos nos ensaios realizados por Silva (2004) para os espécimes sujeitos à carga máxima. Tabela 4.3. Profundidade de contato em [nm] para Pmáx Amostra N1 N2 N3 N4 hc media S hc media hc media S S 1392,08 1516,09 1432,43 1541,16 1476,68 1585,36 1477,19 1603,33 1561,29 1654,63 1521,95 1665,50 84,60 69,26 44,76 62,17 Para a amostra N1, foi gerada uma malha de elementos finitos para a profundidade de contato hc _m (1476,68) e para as profundidades de contato mais e menos o desvio padrão respectivamente 1561,29 nm e 1392,08 nm. Os resultados da dureza obtidos pelo programa “Porous” para a primeira amostra N1, tendo como dados de entrada os valores da profundidade de contato média hc _m e a soma e subtração do desvio padrão hc _m S , hc _m S respectivamente, estão apresentados na Tabela 4.4. Tabela 4.4 - Análise limite para diversas malhas na amostra N1. Ângulo de atrito interno 0 0,01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09 0,1 Malha hc _m 4,420 4,526 4,632 4,742 4,855 4,974 5,097 5,223 5,351 5,486 5,626 Dureza [GPa] Malha hc _m+S 4,420 4,526 4,635 4,746 4,859 4,977 5,102 5,224 5,356 5,494 5,634 Malha hc _m-S 4,406 4,510 4,616 4,729 4,842 4,958 5,079 5,207 5,337 5,471 5,610 Observou-se que, para o mesmo ângulo de atrito, não existe uma diferença numérica significativa entre os valores obtidos para a dureza. Desta forma, por 28 brevidade, para as demais amostras optou-se por utilizar como valor de referência hc somente o valor médio da profundidade de contato. Além da geometria, são fornecidos ao programa como dados a coesão c s , a porosidade e o ângulo interno de atrito . A porosidade utilizada foi definida a partir do trabalho de Silva (2004). Foram analisados casos para ângulo de atrito variando de 0 a 0,1 rad com incrementos de 0,01. Para valores de atrito maiores que 0,1, verificou-se que as durezas já se afastavam muito dos resultados experimentais. Os resultados obtidos aparecem no Apêndice D, no final deste documento. 29 CAPÍTULO 5. Análise de Resultados. Neste capítulo serão analisados os resultados obtidos correlacionando-se os dados experimentais com os obtidos pela teoria de análise limite. Esta correlação é estabelecida introduzindo no modelo geométrico de análise limite a altura de contato obtida nos ensaios como descrito no Capítulo 4. Desta análise procurou-se identificar os parâmetros do material que caracterizam sua resistência, como descrito no Capítulo 4. Nos dados experimentais obtidos por Silva (2004) apresentados no Capítulo 3, a porosidade é apresentada como um valor médio para cada amostra, assim apenas a influência da variação do ângulo de atrito interno no cálculo da dureza foi considerada na análise. Na tabela 5.1. são apresentadas as profundidade de contato hc [nm] utilizadas no modelo numérico, para cada simulação. Tabela 5.1. Valores de hc [nm]. Amostra hc media N1 1476,69 N2 1585,37 N3 1477,19 N4 1603,34 Nos gráficos que se seguem, a dureza versus a profundidade limite de contato, em todos os ensaios de nanoindentação, são comparados com os resultados obtidos com o modelo de análise limite adotando-se a morfologia de Mori-Tanaka. Para as amostras N1 e N3 como podem ser observadas nas Figuras 5.1 e 5.3, as durezas numéricas para ângulos de atrito entre 0 e 0,05 [rad] apresentaram uma boa correlação com os experimentais. Para a amostra N4 como pode ser visto na Figura 5.4, se obteve uma boa correlação entre os resultados numéricos e os experimentais, com faixa adequada do ângulo de atrito interno de 0 e 0,1 [rad]. Para a amostra N2 não houve uma correlação entre os resultados numéricos e experimentais. Na tabela 30 5.2 a correlação numérico-experimental é percentualmente quantificada. As linhas descontínuas que aparecem nos gráficos delimitam a zona de maior concentração dos valores da dureza experimental e os seus valores são apresentados na Tabela 5.2, indicados onde está o porcentual de resultados experimentais em cada faixa. Nos gráficos são também incluídos os valores numéricos da dureza considerando-se o critério de Von Mises, correspondendo à simulação de um material totalmente denso e coeso, ou seja, com porosidade nula e ângulo de atrito nulo. Neste caso nas amostras N1 e N3 o valor obtido para Mises encontra-se no meio da faixa dos valores da dureza experimental. Para as amostras N2 e N4 o resultado para Mises fica totalmente fora da faixa da dureza experimental. Vale ressaltar que estes valores de ângulo de atrito foram selecionados após uma análise mais ampla incluindo valores maiores deste ângulo. Estes resultados estão apresentados no Apêndice D. H (GPa) 6 N1 - região 1 5 N1- região 2 4 N1 - região 3 numérica alfa=0 3 numérica alfa=0.05 2 numérica alfa=0.1 1 numérica para Mises 0 1200 1300 1400 1500 1600 1700 1800 Profundidade de contato (nm) Figura 5.1. Dureza x profundidade limite de contato – comparação dos resultados numéricos e experimentais para a amostra N1 0,0208 . 31 H (GPa) 6 N2 - região 1 5 N2 - região 2 4 N2 - região 3 3 numérica alfa=0 2 numérica alfa=0.05 1 numérica alfa=0.1 0 1400 numérica para Mises 1500 1600 1700 1800 Profundidade de contato (nm) Figura 5.2. Dureza x profundidade limite de contato – comparação dos resultados numéricos e experimentais para a amostra N2 0,0175 . H (GPa) 6 N3 - região 1 5 N3 - região 2 4 numérica alfa=0 3 numérica alfa=0.05 numérica alfa=0.1 2 numérica para Mises 1 0 1200 1300 1400 1500 1600 1700 1800 Profundidade de contato (nm) Figura 5.3. Dureza x profundidade limite de contato – comparação dos resultados numéricos e experimentais para a amostra N3 0,0406 . 32 N4 - região 1 6 N4 - região 2 H (GPa) 5 N4 - região 3 4 numérica alfa=0 3 numérica alfa=0.05 2 numérica alfa=0.1 1 numérica para Mises 0 1200 1300 1400 1500 1600 1700 1800 Profundidade de contato (nm) Figura 5.4. Dureza x profundidade limite de contato – comparação dos resultados numéricos e experimentais para a amostra N4 0,0936 . Tabela 5.2. Correlação numérico-experimental Variação do Amostra ângulo de atrito [rad] Dureza numérica [GPa] Ensaios com dureza experimental dentro da faixa numérica [%] N1 0 < 4,40 < H < 4,98 52% N3 0 < 4,08 < H < 4,97 89% N4 0 < 3,36 < H < 4,3 85% Cabe observar que, em cada amostra, a inexistência de uma medida local para a porosidade, compatível com a escala do ensaio e com os poros observados nas imagens das amostras apresentadas por Silva (2004) não permitiu uma determinação 33 mais precisa dos parâmetros. De fato, a metodologia proposta seria mais eficaz se houvesse uma medida da porosidade na região dos pontos onde foram realizadas as indentações. Neste caso, com uma estratégia de métodos inversos, seria poss ível a determinação simultânea dos valores das porosidades e dos ângulos de atrito das amostras que melhor ajustassem os resultados numéricos às curvas dos ensaios (Cariou, 2006). Para concluir serão analisadas as simulações numéricas processadas para a amostra N2 para tentar identificar a discrepância nos resultados obtidos. Inicialmente observou-se que as amostras N2 e N4 sofreram o mesmo processo de compactação e experimentalmente apresentaram durezas na mesma faixa de valores. Entretanto, a porosidade calculada por Silva (2004) para a amostra N2 é mais que cinco vezes menor que a da amostra N4. Por outro lado, observando-se os resultados no gráfico da Figura 5.5, verificase que para o ângulo de atrito igual a 0, com a porosidade variando de 0,02 a 0,1, houve uma adequada correlação entre os resultados numéricos e experimentais. Verifica-se também certo paralelismo entre a variação de porosidade e a mudança na região ensaiada, o que corrobora a necessidade de medidas locais da porosidade para a maior confiabilidade na estratégia de identificação. Figura 5.5. Simulações para a amostra N2 com diferentes porosidades e ângulos de atrito. 34 5.1. Parâmetros de resistência. A função utilizada para definir a resistência do material, definida em (5.1), está associada à porosidade e ao ângulo de atrito interno através dos parâmetros, m c s , d c s , 0 c s , estabelecidos na Tabela 4.2. Assim, para as amostras N1, N3 e N4, os parâmetros de resistência foram calculados para os valores mínimos e máximos de identificados pela análise comparativa entre os modelos experimentais e numéricos, conforme previamente descrito. 2 2 m σ0 J + 2 1 F d , m = αm αd (5.1) Para a amostra N2, conforme já discutido, a discrepância entre os resultados numéricos e experimentais não permitiu uma análise mais conclusiva sobre os valores finais da porosidade e, consequentemente, da faixa de variação do ângulo de atrito Nas Tabelas 5.3, 5.4 e 5.5 estão apresentados os parâmetros de resistência calculados e nas Figuras 5.6, 5.7 e 5.8 a representação gráfica do critério de MoriTanaka, bem como os critérios clássicos de Mises e Drucker-Prager. Lembrando que tanto Mises como Drucker-Prager são aplicáveis para materiais totalmente densos, sendo Mises para material coeso ( nulo) e Drucker-Prager para material com coesão variável ( não nulo). Pela análise destes gráficos, observa-se que a porosidade é mais significativa para a limitação da tensão média do que da componente desviadora (J 2). Tabela 5.3. Limites extremos para os parâmetros de resistência - N1. N1 0, 0208 m cs d cs 0 cs 0 5,50 0,95 0 0,05 5,99 0,99 -1.72 35 Figura 5.6. Mori-Tanaka para amostra N1. Tabela 5.4. Limites extremos para os parâmetros de resistência – N3. N3 0, 0406 m cs d cs 0 cs 0 0,96 0,31 0 0,05 1,05 0,34 -1,72 Figura 5.7. Mori-Tanaka para amostra N3 36 Tabela 5.5. Parâmetros de resistência para Amostra N4. N4 0, 0936 m cs d cs 0 cs 0 3,42 0,88 0 0,05 3,55 0,90 -0,67 0,1 3,99 0,95 -1,51 Figura 5.8. Mori-Tanaka para amostra N4 Finalmente, propõe-se uma alternativa para estabelecer um critério de resistência para estes materiais, tendo em vista a indeterminação em relação ao ângulo de atrito. Para cada par (J 2, m) assume-se para o ângulo de atrito aquele que define a condição de resistência mais crítica. Este critério numérico está representado graficamente nos gráficos apresentados na Figura 5.9. 37 Figura 5.9. Superfícies críticas para o Mori-Tanaka. 38 CAPÍTULO 6. Conclusões. Neste trabalho, a partir dos resultados experimentais de nanodureza em cerâmicas tipo PZT obtidos por Silva (2004) foi apresentada uma metodologia numérico experimental para estimar a resistência mecânica destas cerâmicas. Após análise dos resultados obtidos pode-se concluir que o parâmetro que tem mais influência na resistência é o valor da porosidade das amostras de cerâmica tipo PZT. Em menor escala também foi observada a influência do tipo de material e do ângulo de atrito interno. Por exemplo, as amostras N1 e N3, dopadas por diferentes materiais, apresentaram resistências distintas, apesar de sofrerem o mesmo processo de compactação. Entretanto, não apresentam a mesma porosidade. Desta foram não foi possível distinguir se a variação da resistência foi devida ao dopante ou a diferença de porosidade. Quanto às amostras que sofreram compactação isostática, no caso da amostra N2 a análise foi prejudicada pela discrepância verificada entre os resultados numéricos e experimentais, como foi discutido no capítulo 5. Para a amostra N4 se obteve uma boa correlação entre os resultados numéricos e experimentais através da análise limite. Com os resultados obtidos, através da metodologia desenvolvida, foram calculados os parâmetros de resistência do material, permitindo a definição de uma função de resistência para as amostras cerâmicas tipo PZT elaborados por Silva (2004). A inexistência de uma medida local para a porosidade das amostras não permitiu uma determinação mais precisa dos parâmetros. A metodologia proposta neste trabalho seria mais eficaz se existisse a medida da porosidade nos pontos onde foram feitas as indentações. Uma metodologia de análise inversa permitiria determinar os valores da porosidade e ângulos de atrito das amostras com um melhor ajuste das curvas dos ensaios com os resultados numéricos. 39 Sugestões para trabalhos futuros: Para uma caracterização através da metodologia de análise limite de uma maneira mais detalhada, se propõe a obtenção da nanoporosidade no po nto onde será feita a nanoindentação. Com isto se garante valores de porosidades pontuais e resultados mais próximos aos experimentais. Propõe-se também o estudo da dureza através de uma metodologia de análise inversa, com apoio na metodologia de análise limite desenvolvida neste trabalho. Desenvolver uma análise estatística mais rigorosa que permita a determinação da altura de contato caraterística de cada ensaio, bem como da dureza experimental representativa de cada amostra, incluindo análise de incertezas. 40 BIBLIOGRAFIA. Amaral, R. “Análise limite para materiais porosos”. 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Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 25,22 49,92 101,48 202,33 407,52 [nm] 402,93 609,19 899,74 1312,85 1873,13 [nm 2] 3987382,30 9114620,23 19882232,13 42330886,38 86171927,73 H [GPa)] 6,33 5,48 5,10 4,78 4,73 teste x 1 414,28 631,66 945,41 1403,90 2056,52 y 25,22 49,92 101,48 202,33 407,52 2 335,89 512,80 741,95 1058,66 1494,10 2039,80 12,42 25,36 49,58 100,48 201,57 400,84 12,42 25,36 49,58 100,48 201,57 400,84 330,30 501,38 719,64 1013,45 1403,40 1859,42 2679525,83 6174028,20 12719311,01 25224955,39 48371452,82 84914619,24 4,63 4,11 3,90 3,98 4,17 4,72 3 304,15 454,23 716,16 1089,36 1611,68 2187,85 12,72 25,39 50,59 101,22 203,33 407,10 12,72 25,39 50,59 101,22 203,33 407,10 298,43 442,81 693,39 1043,81 1520,18 2004,66 2187271,57 4815646,50 11808336,80 26759103,91 56757105,71 98697936,41 5,82 5,27 4,28 3,78 3,58 4,12 4 260,15 411,51 635,68 1019,09 1438,65 1951,56 11,90 24,60 50,52 99,83 200,98 398,87 11,90 24,60 50,52 99,83 200,98 398,87 254,79 400,44 612,94 974,16 1348,21 1772,07 1594444,40 3938251,14 9227171,90 23307303,55 44642224,60 77124204,06 7,47 6,25 5,48 4,28 4,50 5,17 5 276,36 462,78 765,84 1160,96 1485,93 1965,77 11,90 24,63 49,76 99,62 203,35 397,56 11,90 24,63 49,76 99,62 203,35 397,56 271,00 451,69 743,45 1116,13 1394,42 1786,87 1803723,52 5010883,68 13574764,83 30595264,93 47754628,69 78417506,30 6,60 4,92 3,67 3,26 4,26 5,07 6 275,67 415,69 666,03 939,18 1373,61 1975,46 11,94 24,48 49,29 100,16 201,34 400,76 11,94 24,48 49,29 100,16 201,34 400,76 270,29 404,68 643,85 894,10 1283,00 1795,11 1794317,78 4022029,28 10181143,69 19633808,62 40428133,82 79142852,65 6,65 6,09 4,84 5,10 4,98 5,06 45 Pmáx hc A 24,56 hc2 8 260,98 397,25 619,82 920,42 1419,91 2070,30 325,05 441,68 700,28 1000,25 1406,39 2065,50 y 11,94 24,72 50,01 99,91 198,87 409,70 12,96 24,97 50,18 100,34 199,90 402,11 [mN] 11,94 24,72 50,01 99,91 198,87 409,70 12,96 24,97 50,18 100,34 199,90 402,11 [nm] 255,60 386,12 597,32 875,46 1330,41 1885,93 319,22 430,45 677,70 955,10 1316,44 1884,55 [nm 2] 1604583,53 3661706,65 8762762,31 18823385,11 43471168,63 87353682,73 2502718,20 4550563,87 11279781,36 22404119,87 42562530,41 87225798,67 H [GPa)] 7,44 6,75 5,71 5,31 4,57 4,69 5,18 5,49 4,45 4,48 4,70 4,61 9 306,90 464,40 691,49 1136,91 1639,42 2208,50 12,57 25,19 50,48 100,33 199,47 400,74 12,57 25,19 50,48 100,33 199,47 400,74 301,25 453,07 668,78 1091,76 1549,66 2028,17 2228818,03 5041381,75 10984807,51 29274129,02 58979724,61 101026957,09 5,64 5,00 4,60 3,43 3,38 3,97 teste 7 x Tabela A2. Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N1 região 2. Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 11,94 24,43 49,82 100,99 203,23 407,52 [nm] 261,74 427,28 644,46 923,34 1272,38 1819,32 [nm 2] 1682584,35 4483815,25 10200611,74 20938991,27 39761638,72 81291818,97 H [GPa)] 7,10 5,45 4,88 4,82 5,11 5,01 teste x 2 267,12 438,27 666,88 968,79 1363,84 2002,70 y 11,94 24,43 49,82 100,99 203,23 407,52 3 298,40 450,12 648,75 984,46 1467,89 2127,59 12,72 25,37 50,38 101,20 202,88 406,94 12,72 25,37 50,38 101,20 202,88 406,94 292,67 438,71 626,08 938,92 1376,60 1944,47 2103747,91 4726935,89 9626966,48 21651555,72 46541640,80 92860431,11 6,05 5,37 5,23 4,67 4,36 4,38 4 273,30 444,95 666,94 974,17 1433,47 2099,58 12,11 24,65 49,55 100,00 201,18 401,01 12,11 24,65 49,55 100,00 201,18 401,01 267,85 433,86 644,64 929,17 1342,94 1919,13 1762077,99 4622974,45 10206198,46 21203906,96 44293630,60 90455952,26 6,87 5,33 4,85 4,72 4,54 4,43 46 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,58 25,29 49,95 100,08 200,68 401,89 [nm] 334,50 496,37 730,53 1026,21 1433,62 1936,60 [nm 2] 2747962,00 6051093,74 13106907,01 25864401,87 50477237,72 92110410,60 H [GPa)] 4,58 4,18 3,81 3,87 3,98 4,36 teste x 5 340,16 507,75 753,00 1071,25 1523,92 2117,45 y 12,58 25,29 49,95 100,08 200,68 401,89 6 264,32 404,79 612,19 976,81 1417,72 2010,74 12,00 24,36 49,86 101,71 202,79 405,84 12,00 24,36 49,86 101,71 202,79 405,84 258,92 393,82 589,75 931,04 1326,46 1828,11 1646450,43 3809202,27 8542127,19 21289705,56 43213350,35 82079423,08 7,29 6,39 5,84 4,78 4,69 4,94 7 239,99 381,83 599,43 913,74 1352,16 1992,96 11,73 24,35 49,70 99,71 200,75 400,75 11,73 24,35 49,70 99,71 200,75 400,75 234,71 370,88 577,06 868,87 1261,82 1812,62 1352987,11 3378206,48 8178481,05 18541091,20 39104141,93 80693962,66 8,67 7,21 6,08 5,38 5,13 4,97 8 285,61 492,10 750,10 1061,91 1502,94 2113,46 12,00 24,48 49,30 99,16 202,35 407,01 12,00 24,48 49,30 99,16 202,35 407,01 280,21 481,09 727,92 1017,28 1411,88 1930,30 1928414,87 5684323,49 13013441,06 25416194,59 48957837,03 91512241,00 6,22 4,31 3,79 3,90 4,13 4,45 Tabela A3. Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N1 região 3. Pmáx hc A 24,56 hc2 1 y 257,59 11,94 425,44 24,44 619,08 49,72 895,96 100,50 1466,34 202,87 2012,35 403,27 [mN] 11,94 24,44 49,72 100,50 202,87 403,27 [nm] 252,22 414,44 596,71 850,73 1375,05 1830,89 [nm 2] 1562414,72 4218375,91 8744844,52 17775246,23 46437023,30 82328585,50 H [GPa)] 7,64 5,79 5,69 5,65 4,37 4,90 2 321,58 12,02 511,12 24,79 716,09 50,53 996,17 100,64 1341,78 202,65 1884,44 404,63 12,02 24,79 50,53 100,64 202,65 404,63 316,17 499,97 693,35 950,88 1250,58 1702,36 2455093,06 6139255,25 11806962,51 22206488,16 38410780,15 71175263,31 4,89 4,04 4,28 4,53 5,28 5,68 teste x 47 Pmáx hc A 24,56 hc2 3 307,81 466,12 688,54 1034,11 1449,24 2083,04 y [mN] 12,76 12,76 25,13 25,13 50,09 50,09 99,77 99,77 199,38 199,38 412,02 412,02 [nm] 302,06 454,81 666,00 989,21 1359,52 1897,63 [nm 2] 2240914,64 5080373,16 10893594,66 24033011,34 45394056,31 88440557,85 H [GPa)] 5,70 4,95 4,60 4,15 4,39 4,66 5 272,36 417,21 624,35 935,25 1358,86 2103,84 12,24 24,42 49,57 99,25 199,25 401,55 12,24 24,42 49,57 99,25 199,25 401,55 266,85 406,22 602,05 890,59 1269,20 1923,15 1748910,11 4052700,21 8901997,17 19479708,31 39562827,37 90835087,57 7,00 6,03 5,57 5,10 5,04 4,42 6 265,15 428,39 651,60 937,00 1368,79 2045,30 12,24 24,61 49,77 98,36 200,98 410,85 12,24 24,61 49,77 98,36 200,98 410,85 259,64 417,32 629,20 892,74 1278,35 1860,42 1655671,74 4277192,98 9723264,55 19573993,82 40135188,15 85006281,73 7,40 5,75 5,12 5,02 5,01 4,83 8 333,11 469,21 690,70 973,35 1445,11 2045,28 12,67 25,37 51,67 101,17 203,35 409,84 12,67 25,37 51,67 101,17 203,35 409,84 327,40 457,80 667,45 927,82 1353,60 1860,86 2632682,37 5147249,50 10941334,69 21142632,37 44999441,92 85046169,56 4,81 4,93 4,72 4,79 4,52 4,82 9 290,33 447,78 664,72 1014,37 1441,72 2014,48 12,25 24,70 50,25 102,38 203,04 404,37 12,25 24,70 50,25 102,38 203,04 404,37 284,82 436,66 642,10 968,30 1350,36 1832,51 1992317,37 4682923,64 10125997,07 23027624,37 44784244,40 82475096,52 6,15 5,27 4,96 4,45 4,53 4,90 teste x Tabela A4. Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N2 região 1. teste x 1 322,47 488,54 712,63 1007,14 1447,97 2125,30 y 12,58 25,16 51,45 101,24 201,35 399,32 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,58 25,16 51,45 101,24 201,35 399,32 [nm] 316,80 477,22 689,47 961,58 1357,36 1945,61 [nm2] 2464928,21 5593260,75 11675074,83 22709294,25 45250036,65 92969346,82 H [GPa)] 5,11 4,50 4,41 4,46 4,45 4,30 48 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,54 25,11 51,02 99,92 201,31 401,09 [nm] 296,63 443,48 654,64 986,40 1374,78 1904,92 [nm2] 2160964,45 4830297,92 10525265,35 23896281,91 46419200,81 89120931,61 H [GPa)] 5,80 5,20 4,85 4,18 4,34 4,50 teste x 2 302,27 454,78 677,60 1031,36 1465,37 2085,41 y 12,54 25,11 51,02 99,92 201,31 401,09 3 301,27 455,56 676,33 961,72 1412,60 2151,17 12,56 25,40 50,43 100,30 199,14 411,49 12,56 25,40 50,43 100,30 199,14 411,49 295,62 444,13 653,64 916,58 1322,99 1966,00 2146330,08 4844466,79 10493069,34 20633532,01 42987490,55 94928003,48 5,85 5,24 4,81 4,86 4,63 4,33 4 293,92 452,82 657,75 1012,90 1436,72 2073,39 12,21 25,06 50,68 100,81 200,65 404,31 12,21 25,06 50,68 100,81 200,65 404,31 288,42 441,55 634,94 967,53 1346,43 1891,45 2043109,16 4788310,17 9901386,11 22991141,14 44524214,87 87865762,05 5,98 5,23 5,12 4,38 4,51 4,60 5 298,80 455,43 712,89 1003,06 1449,24 2139,98 12,54 25,26 50,71 100,12 201,05 397,26 12,54 25,26 50,71 100,12 201,05 397,26 293,16 444,07 690,07 958,01 1358,77 1961,21 2110749,79 4843099,23 11695475,80 22540618,94 45344014,71 94466181,41 5,94 5,22 4,34 4,44 4,43 4,21 6 301,05 449,97 699,59 1008,40 1508,23 2119,88 12,52 25,15 50,08 100,20 201,12 403,03 12,52 25,15 50,08 100,20 201,12 403,03 295,42 438,65 677,06 963,31 1417,73 1938,52 2143419,37 4725712,70 11258435,15 22790958,23 49364479,03 92292890,65 5,84 5,32 4,45 4,40 4,07 4,37 7 314,08 465,66 676,03 990,61 1458,71 2105,18 12,60 25,17 49,97 99,64 201,00 398,19 12,60 25,17 49,97 99,64 201,00 398,19 308,41 454,33 653,54 945,77 1368,26 1925,99 2336071,30 5069596,42 10489936,26 21968349,10 45979828,92 91103972,05 5,39 4,97 4,76 4,54 4,37 4,37 8 322,29 481,12 699,70 1038,53 1486,46 2174,56 12,60 25,12 50,07 99,81 201,24 404,19 12,60 25,12 50,07 99,81 201,24 404,19 316,63 469,81 677,17 993,62 1395,90 1992,68 2462200,82 5421001,44 11262201,97 24247399,64 47856259,58 97521978,01 5,12 4,63 4,45 4,12 4,21 4,14 49 teste x 9 315,40 465,88 678,70 998,16 1490,37 2160,86 y 12,86 25,31 50,06 100,08 204,19 403,87 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,86 25,31 50,06 100,08 204,19 403,87 [nm] 309,61 454,50 656,18 953,12 1398,48 1979,12 [nm2] 2354263,18 5073295,01 10574755,51 22311444,91 48033267,27 96199461,92 H [GPa)] 5,46 4,99 4,73 4,49 4,25 4,20 Tabela A5. Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N2 região 2. Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,06 24,79 49,66 100,77 199,88 399,00 [nm] 306,34 460,83 675,29 1002,80 1509,68 2065,40 [nm2] 2304825,49 5215593,65 11199731,70 24697505,47 55975493,13 104769580,14 H [GPa)] 5,23 4,75 4,43 4,08 3,57 3,81 teste x 1 311,77 471,98 697,63 1048,14 1599,62 2244,95 y 12,06 24,79 49,66 100,77 199,88 399,00 2 334,50 508,14 753,97 1085,14 1557,12 2253,93 12,68 25,51 50,65 102,07 201,38 405,37 12,68 25,51 50,65 102,07 201,38 405,37 328,79 496,66 731,18 1039,21 1466,50 2071,51 2655022,30 6058327,56 13130489,29 26523814,88 52819070,16 105390946,38 4,78 4,21 3,86 3,85 3,81 3,85 3 271,22 443,73 681,44 1041,63 1622,57 2332,29 11,90 24,61 50,08 100,57 199,90 402,32 11,90 24,61 50,08 100,57 199,90 402,32 265,86 432,66 658,90 996,37 1532,61 2151,24 1735941,69 4597492,61 10662756,01 24381990,78 57689197,11 113660103,68 6,86 5,35 4,70 4,12 3,47 3,54 4 298,01 542,41 733,12 1010,78 1509,19 2378,34 11,90 24,92 50,52 99,42 199,06 411,26 11,90 24,92 50,52 99,42 199,06 411,26 292,66 531,20 710,39 966,05 1419,61 2193,28 2103528,09 6930050,01 12394169,29 22920447,43 49495645,34 118144801,25 5,66 3,60 4,08 4,34 4,02 3,48 5 315,70 476,61 719,72 1101,59 1621,50 2297,49 12,61 25,31 49,88 100,86 199,32 401,59 12,61 25,31 49,88 100,86 199,32 401,59 310,02 465,22 697,27 1056,20 1531,80 2116,78 2360568,61 5315486,15 11940860,81 27398332,64 57628174,51 110046912,45 5,34 4,76 4,18 3,68 3,46 3,65 50 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,70 25,64 50,09 100,36 206,44 403,64 [nm] 317,13 494,72 680,80 994,43 1456,05 2038,15 [nm 2] 2470087,47 6010990,22 11383406,36 24286997,60 52069301,31 102023120,87 H [GPa)] 5,14 4,27 4,40 4,13 3,96 3,96 teste x 6 322,85 506,26 703,35 1039,59 1548,95 2219,78 y 12,70 25,64 50,09 100,36 206,44 403,64 8 311,57 488,94 769,66 1207,42 1750,63 2402,94 337,90 500,92 828,20 1108,87 1573,66 2203,11 12,42 24,88 49,74 99,39 199,03 402,50 12,52 24,96 50,12 99,81 202,06 401,58 12,42 24,88 49,74 99,39 199,03 402,50 12,52 24,96 50,12 99,81 202,06 401,58 305,98 477,75 747,28 1162,69 1661,07 2221,82 332,27 489,68 805,65 1063,96 1482,73 2022,40 2299416,46 5605603,10 13714883,85 33201462,84 67764643,01 121240062,87 2711428,09 5889276,22 15941009,71 27801933,23 53994963,91 100452548,44 5,40 4,44 3,63 2,99 2,94 3,32 4,62 4,24 3,14 3,59 3,74 4,00 9 321,84 469,64 676,75 1223,63 1743,23 2347,85 12,21 24,82 49,44 100,43 202,70 403,32 12,21 24,82 49,44 100,43 202,70 403,32 316,35 458,47 654,50 1178,43 1652,01 2166,35 2457875,67 5162319,06 10520677,12 34106588,37 67027854,83 115262054,98 4,97 4,81 4,70 2,94 3,02 3,50 7 Tabela A6. Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N2 região 3. teste x 1 301,14 446,95 676,33 1074,19 1579,30 2197,48 y 12,17 24,60 49,74 100,39 202,39 404,29 3 306,34 502,59 755,68 1107,11 1608,82 2249,37 12,07 24,45 49,61 99,33 204,09 404,19 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,17 24,60 49,74 100,39 202,39 404,29 [nm] 295,66 435,88 653,95 1029,01 1488,22 2015,55 [nm 2] 2146946,17 4666191,68 10503136,87 26005802,78 54395460,59 99773889,12 H [GPa)] 5,67 5,27 4,74 3,86 3,72 4,05 12,07 24,45 49,61 99,33 204,09 404,19 300,91 491,58 733,35 1062,41 1516,98 2067,48 2223788,18 5935051,30 13208566,15 27721322,41 56518138,63 104981454,19 5,43 4,12 3,76 3,58 3,61 3,85 51 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,60 25,14 50,12 100,31 198,74 403,41 [nm] 327,83 501,68 797,54 1100,22 1522,82 2080,61 [nm 2] 2639539,57 6181386,68 15621791,45 29729734,67 56954313,10 106319201,65 H [GPa)] 4,78 4,07 3,21 3,37 3,49 3,79 teste x 4 333,50 513,00 820,09 1145,36 1612,26 2262,15 y 12,60 25,14 50,12 100,31 198,74 403,41 5 315,76 482,30 734,00 1054,46 1514,40 2217,07 12,52 25,16 50,00 100,06 201,78 402,10 12,52 25,16 50,00 100,06 201,78 402,10 310,13 470,98 711,50 1009,43 1423,59 2036,12 2362130,75 5447882,43 12433095,40 25025403,50 49773822,38 101820778,20 5,30 4,62 4,02 4,00 4,05 3,95 6 339,89 535,18 741,02 1107,10 1612,77 2253,90 12,56 25,36 51,67 101,36 203,60 404,93 12,56 25,36 51,67 101,36 203,60 404,93 334,24 523,77 717,77 1061,48 1521,14 2071,68 2743817,35 6737618,19 12653299,01 27672971,75 56828896,25 105408485,08 4,58 3,76 4,08 3,66 3,58 3,84 7 306,18 468,64 708,34 1050,46 1495,85 2168,43 12,55 25,23 50,23 99,54 199,67 404,88 12,55 25,23 50,23 99,54 199,67 404,88 300,53 457,29 685,73 1005,67 1406,00 1986,23 2218215,84 5135749,72 11548804,80 24839340,66 48551338,54 96892015,24 5,66 4,91 4,35 4,01 4,11 4,18 8 305,76 478,21 719,22 1072,51 1538,69 2264,74 12,61 25,76 50,06 101,12 201,15 411,71 12,61 25,76 50,06 101,12 201,15 411,71 300,09 466,61 696,69 1027,01 1448,17 2079,47 2211707,25 5347410,56 11920967,88 25904501,90 51507157,38 106202058,75 5,70 4,82 4,20 3,90 3,91 3,88 9 330,54 497,53 732,07 1029,87 1523,60 2222,21 12,53 25,00 50,42 100,72 199,78 402,09 12,53 25,00 50,42 100,72 199,78 402,09 324,90 486,28 709,38 984,54 1433,70 2041,27 2592534,78 5807581,82 12359148,20 23806713,70 50482811,30 102336410,63 4,83 4,30 4,08 4,23 3,96 3,93 52 Tabela A7. Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N3 região 1. Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,58 25,23 50,29 99,59 198,77 401,37 [nm] 285,68 420,27 626,31 936,82 1293,50 1886,15 [nm 2] 2004402,78 4337883,75 9633993,77 21554841,93 41092596,04 87374042,63 H [GPa)] 6,28 5,82 5,22 4,62 4,84 4,59 teste x 1 291,34 431,62 648,94 981,64 1382,95 2066,77 y 12,58 25,23 50,29 99,59 198,77 401,37 2 283,99 437,39 652,44 928,26 1368,66 1993,20 12,65 25,06 50,33 99,94 203,94 404,98 12,65 25,06 50,33 99,94 203,94 404,98 278,30 426,11 629,79 883,28 1276,89 1810,96 1902187,84 4459402,27 9741331,06 19161401,43 40043699,59 80546813,79 6,65 5,62 5,17 5,22 5,09 5,03 3 313,35 468,93 674,85 995,26 1487,37 2065,43 12,66 24,94 50,57 100,81 203,94 404,99 12,66 24,94 50,57 100,81 203,94 404,99 307,65 457,71 652,09 949,89 1395,60 1883,19 2324570,43 5145212,05 10443413,78 22160375,40 47835202,99 87099610,46 5,45 4,85 4,84 4,55 4,26 4,65 4 289,12 434,44 634,90 921,59 1398,01 2010,97 12,51 25,38 50,23 100,22 198,97 411,59 12,51 25,38 50,23 100,22 198,97 411,59 283,49 423,02 612,30 876,49 1308,48 1825,76 1973799,28 4395004,96 9207693,28 18868001,47 42049374,52 81868170,93 6,34 5,77 5,46 5,31 4,73 5,03 5 310,49 458,44 644,62 947,08 1418,44 2021,15 12,70 25,29 50,92 101,07 203,04 404,76 12,70 25,29 50,92 101,07 203,04 404,76 304,78 447,06 621,71 901,60 1327,07 1839,01 2281393,31 4908654,30 9493055,32 19964487,03 43252783,18 83060637,88 5,57 5,15 5,36 5,06 4,69 4,87 6 299,91 459,19 683,12 1083,63 1587,94 2180,03 12,59 25,26 50,40 101,20 201,23 404,46 12,59 25,26 50,40 101,20 201,23 404,46 294,25 447,83 660,44 1038,09 1497,39 1998,02 2126431,28 4925446,03 10712655,07 26466558,40 55067959,08 98045961,88 5,92 5,13 4,70 3,82 3,65 4,13 53 teste x 8 301,64 485,65 666,79 978,47 1471,08 2162,23 y 12,51 25,06 50,05 100,07 201,28 402,25 9 292,38 450,14 671,09 1004,02 1481,72 2069,84 12,53 25,31 50,97 102,49 202,05 405,10 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,51 25,06 50,05 100,07 201,28 402,25 [nm] 296,01 474,38 644,27 933,44 1380,51 1981,21 [nm2] 2151980,40 5526825,07 10194360,91 21399344,47 46806302,58 96403131,50 H [GPa)] 5,81 4,53 4,91 4,68 4,30 4,17 12,53 25,31 50,97 102,49 202,05 405,10 286,74 438,75 648,15 957,90 1390,79 1887,55 2019300,47 4727891,96 10317573,18 22535434,68 47506546,78 87503215,92 6,21 5,35 4,94 4,55 4,25 4,63 Tabela A8. Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N3 região 2. Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,52 25,23 50,62 99,85 200,96 400,75 [nm] 291,98 438,38 698,81 1097,46 1416,80 1874,57 [nm2] 2093803,12 4719929,62 11993687,00 29580491,30 49299942,98 86303871,95 H [GPa)] 5,98 5,35 4,22 3,38 4,08 4,64 teste x 1 297,62 449,74 721,60 1142,39 1507,23 2054,91 y 12,52 25,23 50,62 99,85 200,96 400,75 2 302,80 449,19 661,18 964,14 1367,99 2082,20 12,53 25,39 50,00 99,65 199,98 402,12 12,53 25,39 50,00 99,65 199,98 402,12 297,17 437,76 638,68 919,29 1278,00 1901,24 2168838,19 4706601,91 10018462,61 20755665,18 40113577,30 88777656,75 5,78 5,39 4,99 4,80 4,99 4,53 3 300,75 445,18 668,97 1003,13 1501,05 2096,67 12,86 25,09 50,07 100,01 199,52 409,99 12,86 25,09 50,07 100,01 199,52 409,99 294,96 433,89 646,44 958,13 1411,27 1912,17 2136767,09 4623728,27 10263308,16 22546232,11 48915464,23 89801103,08 6,02 5,43 4,88 4,44 4,08 4,57 4 308,85 510,54 743,43 1054,62 1460,81 2160,91 12,54 25,21 50,16 99,66 201,19 408,11 12,54 25,21 50,16 99,66 201,19 408,11 303,20 499,20 720,86 1009,77 1370,28 1977,26 2257840,21 6120386,59 12762393,68 25042164,20 46115219,59 96019005,52 5,55 4,12 3,93 3,98 4,36 4,25 54 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,70 25,83 51,13 103,24 206,09 410,08 [nm] 294,52 446,68 660,12 985,66 1408,84 1917,91 [nm 2] 2130404,49 4900393,03 10702323,66 23860911,25 48747141,35 90340718,37 H [GPa)] 5,96 5,27 4,78 4,33 4,23 4,54 teste x 5 300,24 458,31 683,13 1032,12 1501,58 2102,44 y 12,70 25,83 51,13 103,24 206,09 410,08 6 297,06 469,60 702,80 1011,47 1441,43 2081,12 12,63 25,45 50,23 99,63 200,03 402,15 12,63 25,45 50,23 99,63 200,03 402,15 291,37 458,15 680,20 966,63 1351,42 1900,15 2085083,34 5155202,92 11363248,64 22948440,54 44854654,62 88675910,44 6,06 4,94 4,42 4,34 4,46 4,54 7 318,44 525,17 769,38 1104,81 1522,96 2047,37 12,49 25,25 49,88 100,95 201,42 398,55 12,49 25,25 49,88 100,95 201,42 398,55 312,82 513,81 746,93 1059,38 1432,32 1868,02 2403285,64 6483876,26 13702227,79 27563339,06 50385743,47 85702409,21 5,20 3,89 3,64 3,66 4,00 4,65 8 290,68 449,73 670,67 988,61 1485,19 2116,08 12,56 25,16 49,90 99,84 203,78 404,38 12,56 25,16 49,90 99,84 203,78 404,38 285,03 438,41 648,22 943,68 1393,49 1934,11 1995289,00 4720559,70 10319810,46 21871642,32 47690980,65 91873300,09 6,29 5,33 4,84 4,56 4,27 4,40 9 301,54 453,44 685,21 1052,08 1524,08 2032,13 12,55 24,99 49,98 100,63 202,86 402,52 12,55 24,99 49,98 100,63 202,86 402,52 295,89 442,19 662,72 1006,80 1432,79 1851,00 2150223,40 4802283,40 10786668,70 24895175,28 50419068,75 84147310,79 5,84 5,20 4,63 4,04 4,02 4,78 Tabela A9. Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N4 região 1. teste x 1 316,89 497,41 766,83 1138,21 1518,86 2294,88 y 12,38 25,04 50,06 100,45 203,08 409,34 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,38 25,04 50,06 100,45 203,08 409,34 [nm] 311,32 486,14 744,31 1093,00 1427,47 2110,68 [nm 2] 2380417,36 5804378,89 13606090,63 29340627,22 50045338,57 109413592,89 H [GPa)] 5,20 4,31 3,68 3,42 4,06 3,74 55 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,52 25,20 50,39 100,31 200,08 404,82 [nm] 298,44 446,76 653,43 966,73 1383,53 2032,29 [nm 2] 2187467,19 4902013,95 10486360,83 22952776,15 47011631,05 101438232,93 H [GPa)] 5,72 5,14 4,81 4,37 4,26 3,99 teste x 2 304,07 458,10 676,10 1011,87 1473,57 2214,46 y 12,52 25,20 50,39 100,31 200,08 404,82 4 310,17 470,58 690,61 1034,98 1467,26 2180,42 12,67 25,06 49,71 102,07 198,35 398,19 12,67 25,06 49,71 102,07 198,35 398,19 304,47 459,30 668,24 989,05 1378,00 2001,23 2276731,98 5181160,00 10967210,22 24024941,06 46636548,74 98361042,61 5,57 4,84 4,53 4,25 4,25 4,05 5 314,04 488,83 699,74 1007,01 1532,27 2139,09 12,52 25,51 50,18 99,65 200,07 402,99 12,52 25,51 50,18 99,65 200,07 402,99 308,41 477,35 677,16 962,17 1442,24 1957,74 2336008,52 5596330,81 11261730,49 22737027,28 51086053,44 94132169,83 5,36 4,56 4,46 4,38 3,92 4,28 6 321,15 476,69 713,86 1012,14 1559,76 2204,48 12,53 25,10 49,90 99,83 204,53 401,23 12,53 25,10 49,90 99,83 204,53 401,23 315,52 465,39 691,40 967,22 1467,73 2023,93 2444941,87 5319508,80 11740652,16 22976056,08 52907601,93 100604780,38 5,12 4,72 4,25 4,34 3,87 3,99 9 319,23 475,09 712,19 1025,95 1459,76 2116,33 12,86 25,07 49,91 100,60 204,07 401,19 12,86 25,07 49,91 100,60 204,07 401,19 313,45 463,81 689,73 980,68 1367,93 1935,80 2413023,86 5283352,47 11683773,38 23620229,48 45957330,27 92033979,31 5,33 4,75 4,27 4,26 4,44 4,36 Tabela A10. Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N4 região 2. teste x 1 318,08 468,71 718,15 1057,87 1544,44 2229,02 y 12,56 24,93 50,04 100,36 198,90 398,19 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,56 24,93 50,04 100,36 198,90 398,19 [nm] 312,43 457,49 695,63 1012,71 1454,93 2049,83 [nm 2] 2397299,34 5140304,13 11884607,64 25188314,37 51989471,81 103196232,99 H [GPa)] 5,24 4,85 4,21 3,98 3,83 3,86 56 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,68 25,13 51,19 100,28 201,01 403,14 [nm] 335,70 496,17 731,18 1037,46 1500,63 2126,52 [nm 2] 2767790,79 6046234,66 13130300,61 26434278,78 55306443,38 111062094,85 H [GPa)] 4,58 4,16 3,90 3,79 3,63 3,63 teste x 2 341,41 507,48 754,21 1082,58 1591,09 2307,93 y 12,68 25,13 51,19 100,28 201,01 403,14 4 301,81 462,34 709,15 1034,82 1535,08 2251,03 12,70 25,43 50,16 100,31 203,33 406,92 12,70 25,43 50,16 100,31 203,33 406,92 296,09 450,89 686,57 989,68 1443,58 2067,91 2153190,49 4993174,69 11577100,93 24055663,02 51181257,29 105025101,84 5,90 5,09 4,33 4,17 3,97 3,87 5 325,08 484,77 730,05 1114,11 1584,56 2197,06 12,50 25,07 50,14 104,43 199,23 400,98 12,50 25,07 50,14 104,43 199,23 400,98 319,46 473,49 707,48 1067,11 1494,91 2016,62 2506424,82 5506187,63 12293125,69 27967285,58 54885346,97 99879681,89 4,99 4,55 4,08 3,73 3,63 4,01 8 322,68 500,00 725,39 1102,63 1543,80 2147,10 12,50 25,76 50,65 99,38 198,60 405,24 12,50 25,76 50,65 99,38 198,60 405,24 317,06 488,41 702,60 1057,91 1454,42 1964,75 2468925,88 5858628,60 12123979,81 27486889,76 51952983,43 94807204,22 5,06 4,40 4,18 3,62 3,82 4,27 Tabela A11. Calculo da Dureza com valores do ensaio de nanoindentação Amostra N4 região 3. teste x 1 325,46 519,57 836,73 1204,44 1733,77 2297,29 y 12,53 25,57 51,32 101,58 198,75 402,00 3 334,17 500,07 772,33 1143,29 1587,12 2288,68 12,53 25,47 50,27 100,49 201,08 404,89 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,53 25,57 51,32 101,58 198,75 402,00 [nm] 319,82 508,07 813,64 1158,73 1644,33 2116,38 [nm 2] 2512066,54 6339778,00 16258953,41 32975586,66 66405941,29 110006295,02 H [GPa)] 4,99 4,03 3,16 3,08 2,99 3,65 12,53 25,47 50,27 100,49 201,08 404,89 328,54 488,61 749,71 1098,07 1496,64 2106,47 2650896,00 5863442,75 13804324,18 29613506,45 55012488,82 108978320,91 4,73 4,34 3,64 3,39 3,66 3,72 57 Pmáx hc A 24,56 hc2 [mN] 12,67 25,17 50,03 100,24 201,58 403,99 [nm] 316,86 484,46 722,88 1140,02 1633,31 2217,01 [nm 2] 2465812,02 5764290,38 12833985,04 31919275,73 65518639,61 120715332,63 H [GPa)] 5,14 4,37 3,90 3,14 3,08 3,35 teste x 4 322,56 495,79 745,39 1185,13 1724,02 2398,80 y 12,67 25,17 50,03 100,24 201,58 404,12 5 349,52 523,53 768,45 1107,30 1612,40 2225,87 12,56 24,96 50,44 101,21 201,19 402,63 12,56 24,96 50,44 101,21 201,19 402,63 343,87 512,30 745,76 1061,75 1521,86 2044,69 2904053,01 6445865,12 13659186,05 27686928,39 56882645,52 102678896,49 4,32 3,87 3,69 3,66 3,54 3,92 6 334,19 510,77 867,35 1264,77 1778,18 2390,56 12,59 25,07 50,71 99,98 201,24 408,49 12,59 25,07 50,71 99,98 201,24 408,49 328,52 499,49 844,53 1219,78 1687,63 2206,74 2650678,87 6127479,34 17516895,79 36541672,70 69948936,97 119599390,26 4,75 4,09 2,89 2,74 2,88 3,42 7 312,42 487,38 733,55 1112,45 1608,44 2230,42 12,58 25,02 50,59 101,31 200,06 402,69 12,58 25,02 50,59 101,31 200,06 402,69 306,75 476,12 710,79 1066,87 1518,42 2049,21 2311033,12 5567524,17 12408141,23 27954238,63 56625311,48 103134006,46 5,45 4,49 4,08 3,62 3,53 3,90 8 363,23 552,67 790,82 1096,09 1512,69 2172,03 12,72 25,09 50,08 102,22 200,85 404,44 12,72 25,09 50,08 102,22 200,85 404,44 357,51 541,38 768,28 1050,09 1422,30 1990,03 3139056,78 7198300,09 14496827,04 27082191,24 49683616,90 97262726,19 4,05 3,49 3,45 3,77 4,04 4,16 9 338,13 502,63 731,89 1073,26 1600,01 2254,96 12,56 25,17 50,29 99,93 199,65 399,54 12,56 25,17 50,29 99,93 199,65 399,54 332,48 491,30 709,27 1028,29 1510,17 2075,16 2714865,14 5928285,76 12355109,90 25969200,91 56011687,62 105762568,78 4,62 4,25 4,07 3,85 3,56 3,78 58 B. Valores máximos da carga e profundidade de penetração no ensaio de nanoindentação. Tabela B1. Valores da Dureza para a carga máxima do ensaio de nanoindentação. Amostra Região N1 1 N1 2 N1 3 N2 1 N2 2 N2 3 N3 1 N3 2 N4 1 N4 2 N4 3 teste1 4,73 4,7 4,90 4,30 3,81 4,05 4,59 4,64 3,74 3,86 3,65 teste2 4,72 5,01 5,68 4,50 3,85 3,89 5,03 4,53 3,99 3,63 3,72 Dureza Analítica [GPa] teste3 teste4 teste5 4,12 5,17 5,07 4,38 4,43 4,36 4,66 4,5 4,42 4,33 4,60 4,21 3,54 3,48 3,65 3,85 3,79 3,95 4,65 5,03 4,87 4,57 4,25 4,54 4,00 4,05 4,28 3,80 3,87 4,01 3,35 3,92 3,42 teste6 5,06 4,94 4,83 4,37 3,96 3,84 4,13 4,63 3,99 3,70 3,90 teste7 4,69 4,97 4,52 4,37 3,32 4,18 4,63 4,65 4,10 4,00 4,16 teste8 4,61 4,45 4,82 4,14 4,00 3,88 4,17 4,40 4,12 4,27 3,78 teste9 3,97 3,8 4,90 4,20 3,50 3,93 4,63 4,78 3,99 3,92 3,80 59 Tabela B2. Valores da profundidade de penetração na carga máxima no ensaio de nanoindentação. h [nm] Amostra Região N1 1 N1 2 N1 3 N2 1 N2 2 N2 3 N3 1 N3 2 N4 1 N4 2 N4 3 teste1 2056,52 2030,67 2012,35 2297,29 2294,88 2244,95 2229,02 2197,48 2125,30 2066,77 2054,91 teste2 2039,80 2002,70 1884,44 2319,59 2307,93 2261,07 2253,93 2214,46 2085,41 2082,20 1993,20 teste3 2187,85 2127,59 2083,04 2332,29 2288,68 2249,37 2220,52 2189,58 2151,17 2096,67 2065,43 teste4 1951,56 2099,58 2229,43 2398,80 2378,34 2262,15 2251,03 2180,42 2160,91 2073,39 2010,97 teste5 1965,77 2117,45 2103,84 2297,49 2225,87 2217,07 2197,06 2139,98 2139,09 2102,44 2021,15 teste6 1975,46 2010,74 2045,30 2390,56 2299,49 2253,90 2219,78 2204,48 2180,03 2119,88 2081,12 teste7 2070,30 1992,96 2183,92 2230,42 2402,94 2238,25 2235,16 2168,43 2105,18 2047,37 2002,24 teste8 2065,50 2113,46 2045,28 2172,03 2264,74 2203,11 2174,56 2162,23 2147,10 2136,48 2116,08 teste9 2208,50 2164,93 2014,48 2347,85 2254,96 2222,21 2199,45 2160,86 2116,33 2069,84 2032,13 60 C. Resultados do cálculo da profundidade de contato. Tabela C1. Dados para o cálculo da profundidade de contato hc para o desenho das malhas do programa de análise limite na amostra N1. Amostra N1 Região 2 Região 1 hc Ac Pmáx 2 [nm] [nm ] 1461,47 86761167,48 1448,60 85240450,71 1560,90 98968426,62 1374,10 76697306,51 1379,19 77267476,32 1396,99 79274534,11 1474,37 88300084,61 1460,81 86682359,94 1583,28 101826171,90 1459,97 media 73,82 desvio padrão [mN] 407,52 400,84 407,10 398,87 397,56 400,76 409,70 402,11 400,74 H [GPa] 4,70 4,70 4,11 5,20 5,15 5,06 4,64 4,64 3,94 hc Ac Pmáx 2 [nm] [nm ] 1487,77 89912508,39 1422,34 82177051,82 1517,73 93569786,16 1495,51 90849343,00 1513,69 93072255,67 1416,98 81559284,57 1402,72 79926206,62 1502,24 91669369,37 1577,64 101102685,23 1469,87 media 57,15 desvio padrão [mN] 401,82 407,52 406,94 401,01 401,89 405,84 400,75 407,01 401,82 Região 3 H [GPa] 4,47 4,96 4,35 4,41 4,32 4,98 5,01 4,44 4,02 hc Ac Pmáx 2 [nm] [nm ] 1428,50 82891264,132 1317,23 70480229,925 1477,24 88644148,021 1704,80 118057118,005 1499,91 91385525,717 1452,66 85718547,882 1646,12 110070175,439 1447,25 85081378,451 1420,56 81972430,570 [mN] 403,27 404,63 412,02 574,35 401,55 410,85 401,54 409,84 404,37 H [GPa] 4,87 5,74 4,65 3,45 4,39 4,79 3,65 4,82 4,93 1488,25 media 118,54 desvio padrão 61 Tabela C2. Dados para o cálculo da profundidade de contato hc para o desenho das malhas do programa de análise limite na amostra N2. Amostra N2 Região 2 Região 1 hc [nm] 1514,53 1478,90 1523,77 1472,63 1521,58 1510,40 1495,96 1552,33 1539,22 Ac Pmáx 2 [nm ] 93175898,239 88842658,530 94315393,177 88090804,881 94045019,998 92668269,664 90904580,571 97884270,985 96237643,179 1512,15 media 26,24 desvio padrão [mN] 399,32 401,09 411,49 404,31 397,26 403,03 398,19 404,19 403,87 H [GPa] 4,29 4,51 4,36 4,59 4,22 4,35 4,38 4,13 4,20 hc [nm] 1612,45 1611,69 1672,07 1714,80 1650,91 1589,89 1735,29 1574,38 1698,26 Ac Pmáx 2 [nm ] 105613527,20 105514268,90 113568152,25 119446571,54 110712024,30 102678059,13 122317266,56 100685589,67 117153394,62 1651,08 media 57,54 desvio padrão [mN] 399,00 405,37 402,32 411,26 401,59 403,64 402,50 401,58 403,32 Região 3 H [GPa] 3,78 3,84 3,54 3,44 3,63 3,93 3,29 3,99 3,44 hc [nm] 1578,15 1588,06 1613,59 1622,96 1576,31 1613,71 1547,04 1616,62 1579,39 Ac Pmáx 2 [nm ] 101168122,07 102442835,44 105762107,67 106994606,36 100931570,73 105778616,36 97218233,05 106160388,90 101326552,24 [mN] 404,29 404,65 404,19 403,41 402,10 404,93 404,88 411,71 402,09 H [GPa] 4,00 3,95 3,82 3,77 3,98 3,83 4,16 3,88 3,97 1592,87 media 25,32 desvio padrão 62 Tabela C3. Dados para o cálculo da profundidade de contato hc para o desenho das malhas do programa de análise limite na amostra N3. Amostra N3 Região 1 hc [nm] 1458,76 1405,93 1462,81 1414,99 1429,60 1555,62 1539,35 1545,35 1466,31 Ac Região 2 Pmáx 2 [nm ] 86439666,97 80292083,20 86920009,75 81330724,73 83018626,00 98299474,44 96254380,95 97006276,46 87337224,84 1475,41 media 57,56 desvio padrão [mN] 401,37 404,98 404,99 411,59 404,76 404,46 404,27 402,25 405,10 H [GPa] 4,64 5,04 4,66 5,06 4,88 4,11 4,20 4,15 4,64 hc [nm] 1459,20 1481,30 1487,62 1537,60 1495,95 1464,40 1449,79 1498,83 1436,08 Ac Pmáx 2 [nm ] 86492479,45 89131199,31 89894306,12 96035048,31 90902822,67 87109670,53 85379724,63 91253664,41 83773008,68 [mN] 400,75 402,12 409,99 408,11 410,08 402,15 398,55 404,38 402,52 H [GPa] 4,63 4,51 4,56 4,25 4,51 4,62 4,67 4,43 4,80 1478,97 media 30,61 desvio padrão 63 Tabela C4. Dados para o cálculo da profundidade de contato hc para o desenho das malhas do programa de análise limite na amostra N4. Amostra N4 Região 2 Região 1 hc Ac Pmáx 2 [nm] [nm ] 1647,12 110203720,28 1575,90 100879848,37 1548,83 97443253,01 1554,57 98167044,96 1520,29 93885331,49 1567,59 99818502,35 1593,84 103189282,05 1528,49 94900650,80 1500,40 91444594,21 1559,67 media 43,76 desvio padrão [mN] 409,34 404,82 404,39 398,19 402,99 401,23 402,44 401,43 401,19 H [GPa] 3,71 4,01 4,15 4,06 4,29 4,02 3,90 4,23 4,39 hc [nm] 1597,02 1653,62 1732,42 1610,46 1568,98 1619,64 1581,61 1530,35 1605,73 Ac Pmáx 2 [nm ] 103601791,20 111075891,76 121914216,87 105352838,67 99995284,52 106557026,32 101612202,53 95132189,39 104734663,21 1611,09 media 57,00 desvio padrão [mN] 398,19 403,14 404,76 406,92 400,98 404,92 401,37 405,24 404,28 Região 3 H [GPa] 3,84 3,63 3,32 3,86 4,01 3,80 3,95 4,26 3,86 hc [nm] 1656,41 1630,56 1644,74 1729,46 1595,64 1731,96 1600,04 1544,84 1619,60 Ac Pmáx 2 [nm ] 111450784,92 107999115,28 109884871,44 121496961,09 103423133,12 121849013,47 103993903,16 96942594,53 106552296,48 [mN] 402,00 402,84 404,89 404,12 402,63 408,49 402,69 404,44 399,54 H [GPa] 3,61 3,73 3,68 3,33 3,89 3,35 3,87 4,17 3,75 1639,25 media 61,10 desvio padrão 64 D. Resultados do programa análise limite. Tabela D1. Resultados do programa análise limite “Porous” amostra N1. Ângulo de atrito interno [rad] 0 0.01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09 0,1 Dureza [GPa] 4,420 4,526 4,632 4,742 4,855 4,974 5,097 5,223 5,351 5,486 5,626 Tabela D2. Resultados do programa análise limite ”Porous” amostra N2. Ângulo de atrito interno [rad] 0 0.01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09 0,1 Dureza [GPa] 4,475 4,578 4,687 4,800 4,916 5,035 5,158 5,286 5,418 5,554 5,696 Tabela D3. Resultados do programa análise limite “Porous” amostra N3. Ângulo de atrito interno [rad] 0 0.01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09 0,1 Dureza [GPa] 4,084 4,179 4,276 4,373 4,486 4,591 4,700 4,814 4,931 5,051 5,188 65 Tabela D4. Resultados do programa análise limite “Porous” amostra N4. Ângulo de atrito interno [rad] 0 0.01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09 0,1 Dureza [GPa] 3,355 3,438 3,520 3,611 3,703 3,792 3,889 3,988 4,090 4,192 4,296 Tabela D5. Resultados do programa análise limite “Porous” para a amostra N2 com uma porosidade de 0,06. Ângulo de atrito interno [rad] 0 0.01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09 0,1 Dureza [GPa] 3,815 3,906 3,999 4,099 4,198 4,304 4,413 4,523 4,638 4,758 4,879 Tabela D6. Resultados do programa análise limite “Porous” para a morfologia Von Mises. Amostra N1 N2 N3 N4 Dureza [GPa] 4,78 4,78 4,77 4,77 66 E. Resultados do cálculo dos parâmetros de resistência das amostras. Tabela E1. Parâmetros de resistência das amostras. N1 0 0,05 0,1 m c 5,50 5,99 s d c 0,95 0,99 N3 s 0 c s m c 0 -1,72 0,96 1,05 s d c 0,31 0,34 N4 s 0 c s m c 0 -1,72 3,42 3,55 3,99 s d cs 0 cs 0,88 0,90 0,95 0 -0,67 -1,51 67