VISUAL C#
Instituto Brasileiro de Tecnologia (IBRATEC)
Vestibular On-line: quem sabe, clica
IBRATEC utiliza .NET como plataforma em
iniciativa pioneira. Vestibular on-line é aplicado
para 1.300 candidatos, em três estados
simultaneamente, com sucesso e aceitação dos
alunos
Data: 2003
O IBRATEC queria inovar seu método de selecionar os candidatos a
vagas na universidade. Em setembro de 2002, foi em busca de uma
parceira que tornasse realidade o desejo de um vestibular online, que
agilizasse o processamento de correção das provas e barateasse, de
forma segura, os custos para a instituição. Com o desafio de usar
recursos humanos, estrutura e software do instituto, a Lanlink Informática
optou por desenvolver uma solução com o Microsoft Visual C#, utilizando
a plataforma .NET da Microsoft. Os testes foram realizados em janeiro de
2003 e, após um curto prazo de 28 dias, nascia o sistema Sabatina.
Aplicado em janeiro de 2003, o vestibular online do IBRATEC obteve
índice de 100% de aceitação. Foram 1,3 mil candidatos inscritos, que se
submeteram às provas nos turnos da manhã e da tarde, nas cidades de
Maceió, João Pessoa e Recife.
A situação
No mercado desde 1994, o Instituto Brasileiro de Tecnologia, IBRATEC, engloba atualmente
uma faculdade e cinco escolas de ensino técnico, totalizando cerca de 3,5 mil alunos. Com
campus em Recife, João Pessoa e Maceió, a entidade foi pioneira na adoção de uma nova
sistemática de realização de vestibular no Brasil.
Sua Faculdade Brasileira de Tecnologia (UNIBRATEC) é o primeiro Centro de Educação
Tecnológica do Nordeste e um dos 20 primeiros do Brasil na área de Informática. Também
Ficha Técnica
Perfil
O IBRATEC é uma
instituição de ensino na área
de Informática e Tecnologia
que atua no Norte/Nordeste
do país. No mercado desde
1994, o instituto engloba
cinco escolas técnicas, com
3,5 mil alunos; e uma
faculdade com cerca de 350
estudantes. Emprega 120
professores e 80
funcionários nas cidades do
Recife, João Pessoa, Maceió
e Salvador.
www.ibratec.com.br
Situação
O IBRATEC queria inovar seu
método de selecionar os
candidatos a vagas na
universidade. O objetivo era
realizar um vestibular online, que
agilizasse a correção das provas
e barateasse o custos para a
escola, de forma segura.
Solução
A Lanlink Informática utilizou
o conhecimento e
experiência profissionais
certificados pela Microsoft
para integrar os aplicativos e
desenvolver a solução em
Visual C#, com o uso de
XML Web Services.
Benefícios
Aplicado em janeiro de 2003,
o vestibular on-line obteve
índice de 100% de
aceitação. Foram 1,3 mil
candidatos inscritos, que se
submeteram às provas nos
turnos da manhã e da tarde.
Os resultados estavam
disponíveis para consulta no
dia seguinte ao exame.
norte/nordeste, voltado para o Desenvolvimento de Software.
Products
Microsoft Visual C#
XML Web Services
Com tantas inovações e conquistas em seu currículo, o instituto queria inovar também seu
PARCEIRO
desenvolveu o primeiro curso de educação tecnológica aprovado pelo MEC em todo o
método de selecionar os candidatos a vagas na universidade. Em setembro de 2002, foi em
busca de uma parceira que tornasse realidade o desejo de um vestibular online, que não apenas
Lanlink Informática
CENÁRIO
Desenvolvimento
iNTERNET
agilizasse a entrega dos resultados, mas barateasse os custos para a escola, com segurança.
“Evitar a possibilidade de fraudes era uma das premissas do projeto”, conta David Stephen,
diretor superintendente da rede IBRATEC.
Em um primeiro momento, foi avaliada a hipótese de adquirir um sistema pronto, mas os
produtos disponíveis no mercado exigiam um conhecimento mais profundo por parte dos
usuários, fator decisivo para que o IBRATEC descartasse a opção. Assim, partindo para o
“Além de ser aberta, a
plataforma .NET da
Microsoft promove total
interoperabilidade entre os
diferentes aplicativos, graças
ao uso de XML Web
Services”
desenvolvimento próprio, o instituto contratou a Lanlink Informática que além de ter a
credibilidade do mercado pernambucano, é parceira Gold Partner Microsoft.
A solução
De acordo com Edson Vilela de Albuquerque, gerente do projeto da Lanlink Informática, a
implementação apresentava alguns desafios. “O IBRATEC queria aproveitar seus próprios
recursos, tanto profissionais, como de instalações e software”, conta. Pelo perfil do ambiente, a
Lanlink sugeriu uma plataforma desenvolvida em .NET da Microsoft. Entre as características que
atraíram de imediato a instituição estavam o seu aspecto multiplataforma, que permitia a
integração com o seu servidor Linux, com o software de banco de dados free PostGree, aliado
ao Visual C#, usado como linguagem de programação.
“Além de ser aberta, a plataforma .NET promove total interoperabilidade entre os diferentes
aplicativos, graças ao poder do XML Web Services”, afirma Stephen. No projeto,
desenvolvimento e aplicativos do instituto foram isolados, tornando possível interação entre as
diferentes plataformas.
O desenvolvimento da solução foi orientado por meio da Metodologia Microsoft Solutions
Framework (MSF), que possibilitou
não apenas aplicar a filosofia .NET como realizar o
gerenciamento do projeto baseado em soluções. A equipe era enxuta: o gerente, que se
envolveu em 40 horas de consultoria; um analista de sistemas, que detinha um conhecimento
básico de Visual C#; e um estagiário, que dominava a linguagem de programação PHP. A
Lanlink também tinha que aproveitar as 615 máquinas distribuídas pelos 45 laboratórios, nas
diferentes unidades do IBRATEC no Nordeste, sem que houvessem investimentos adicionais de
hardware.
Os recursos disponíveis na instituição foram aliados ao Visual Studio .NET e às regras de
negócios do Web Services. O profissional de programação rapidamente constatou a facilidade
de trabalhar com a linguagem. Com a metodologia da Microsoft foi possível eliminar algumas
etapas do desenvolvimento e todos os passos foram devidamente documentados e
acompanhados (tempo, custo e evolução dos recursos humanos envolvidos) por meio do
Microsoft Project 2000.
As duas empresas se mobilizaram também para adequar as necessidades de logísticas do
vestibular online, já que as avaliações seriam aplicadas simultaneamente nos diferentes campus
dos três estados e em dois turnos. Os testes com a versão final foram realizados de 13 a 15 de
David Stephen
Diretor superintendente da rede
Ibratec
janeiro de 2003. Devidamente homologado, testado, especificações de riscos revisadas, o
Sabatina estava pronto para distribuição.
O investimento no projeto foi da ordem de R$ 12 mil/mês, o que englobou basicamente a
consultoria e o trabalho da Lanlink Informática, além de uma pequena quantia em
logística:compra de disquetes de segurança, separadores entre as mesas para evitar possíveis
“colas” na hora da prova, transporte e pessoal.
Os benefícios
Aplicado em 17 de janeiro de 2003, em pleno pré-Carnaval pernambucano, o vestibular online do
IBRATEC obteve índice de 100% de aceitação por parte dos candidatos. Foram 1,3 mil inscritos,
que se submeteram às provas nos turnos da manhã e da tarde.
Embora online, a prova não aconteceu em tempo real, pois o IBRATEC temia a vulnerabilidade a
hackers. Assim, no início da avaliação, o aluno era autenticado pelo fiscal de sala e,
independente do momento da autenticação, tinha quatro horas para responder às perguntas. Ao
término do exame, as questões eram enviadas criptografadas em formato XML, via FTP, para o
servidor em Recife.
“Durante o projeto perdemos algum tempo com a Análise de Riscos, uma prática recomendada
pelo MSF. Ali, testamos todas as possíveis contingências e tomamos todas as precauções para
diferentes situações”, conta Albuquerque. Foram encaminhados ofícios aos órgãos que
forneciam insumos à realização do vestibular, tais como as companhia de energia elétrica dos
estados envolvidos e aos seus respectivos provedores de serviços de Internet, informando que
naquele dia estariam sendo realizadas as provas de vestibular da instituição. Foram contratados
ainda eletricistas plantonistas, comprados no-breaks (para casos extremos na região
metropolitana do Recife) e adquiridos disquetes extras.
Caso houvesse pane no computador, lembrando que não havia teclado nos micros, bastava o
fiscal remover o lacre e o disquete - sem o qual não seria possível a execução do exame -,
inserí-lo em outro micro e continuar a prova.
Fatidicamente, houve queda de energia em uma unidade e, como previsto, o problema foi
contornado e os alunos continuaram suas provas do ponto onde haviam parado.
Depois de tantos preparativos, os resultados estavam nas mãos da entidade no mesmo dia da
realização das provas. “O fator cultural nos impediu de anunciar os aprovados quase que
imediatamente. A espera pela lista dos nomes faz parte do processo do vestibular e nós
mantivemos a expectativa pela divulgação do listão por mais um dia”, conta Stephen.
Além da agilidade e da segurança, o IBRATEC conquistou uma redução nos custos de
processamento das informações dos exames. Antes era preciso contratar uma empresa para
apurar os dados por meio da leitura óptica dos gabaritos. Agora esse procedimento é imediato.
Nos próximos meses, com o vestibular de julho de 2003, a instituição espera obter um retorno do
investimento realizado. “Além disso, com a plataforma .NET nos eximimos de gastos em
treinamentos de profissionais nas linguagens de programação”, lembra o diretor.
De olho no futuro, a rede IBRATEC já planeja, para o segundo semestre de 2003, o lançamento
de uma empresa ligada ao grupo mantenedor da instituto. Segundo Stephen, a empresa, que se
chamará INFRAED, terá foco na prestação de serviços e implantação de soluções de infraestrutura tecnológica exclusivamente para instituições educacionais, e seu primeiro produto será
o Sabatina. O sistema de gestão acadêmica do IBRATEC e um CRM específico para este
segmento já estão sendo migrados para a plataforma .NET, e também serão oferecidos, ainda
este ano, pela empresa.
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Vestibular On-line: quem sabe, clica IBRATEC utiliza