Ministério do Meio Ambiente (MMA)
Secretaria de Recursos Hídricos (SRH)
Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (CEIVAP)
Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)
Banco Mundial/Governo do Japão
Execução: Laboratório de Hidrologia - COPPE/UFRJ
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Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos
Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS NA BACIA DO
RIO PARAÍBA DO SUL
PPG-RE-007-R0
Outubro 1999
CAMPOS
Ministério do Meio Ambiente (MMA)
Secretaria de Recursos Hídricos (SRH)
Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (CEIVAP)
Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)
Financiamento: Governo do Japão/Banco Mundial
Execução: Laboratório de Hidrologia - COPPE/UFRJ
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos
Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Disposição de Resíduos Industriais na Bacia do Rio Paraíba do Sul
PPG-RE-007-R0
Outubro de 1999
ÍNDICE
1.
INTRODUÇÃO......................................................................................................................... 1
2.
CONCEITOS BÁSICOS .......................................................................................................... 2
3.
RESULTADOS ......................................................................................................................... 4
3.1.
3.1.1
3.1.2
3.2.
3.2.1
3.2.2
3.3.
3.3.1
3.3.2
Produção e Disposição de Resíduos Industriais em Minas Gerais ............................................. 4
Situação atual.............................................................................................................................. 4
Conclusão e recomendações ....................................................................................................... 8
Produção e Disposição de Resíduos Industriais em São Paulo ................................................ 10
Situação atual............................................................................................................................ 10
Conclusão e recomendações ..................................................................................................... 18
Produção e Disposição dos Resíduos Industriais no Rio de Janeiro ........................................ 19
Situação atual............................................................................................................................ 19
Conclusão e recomendações ..................................................................................................... 20
4.
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................ 24
Anexo 1 - Principais Geradores de Resíduos no Trecho Mineiro.
Anexo 2 - Principais Indústrias Geradoras de Resíduos no Trecho Fluminense.
Anexo 3 - Normas Técnicas - Resíduos Sólidos.
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
1.
INTRODUÇÃO
A bacia do rio Paraíba do Sul apresenta um grande parque industrial, estabelecido
principalmente ao longo do eixo Rio de Janeiro - São Paulo, no Médio Paraíba, e na área de
influência do município de Juiz de Fora, no trecho mineiro, representando uma significativa
fonte de poluição hídrica, apesar dos investimentos já realizados por algumas indústrias no
tratamento de seus resíduos líqüidos e sólidos.
Embora imprecisos e defasados, os dados sobre poluição industrial na bacia são
preocupantes. Existem cerca de 5.200 indústrias cadastradas nos órgãos ambientais dos três
estados. No setor mineiro, segundo dados da Fundação Estadual do Meio Ambiente
(FEAM), cerca de 2.000 indústrias estão cadastradas, das quais 1.000 se situam na sub-bacia
do rio Paraibuna, com 83% das indústrias potencialmente poluidoras localizadas em Juiz de
Fora, onde se concentram as metalúrgicas, químicas, têxteis, papeleiras e alimentícias.
Ressaltam-se, ainda, os municípios de Cataguases e Ubá, que desenvolvem atividades
industriais também significativas no contexto da bacia. Indústrias como a Cia. Paraibuna de
Papel, a Siderúrgica Mendes Júnior, a Cia. Paraibuna de Metais e a Cia. Têxtil Ferreira
Guimarães, dentre outras, são as mais importantes nessa região.
No trecho paulista da bacia do Paraíba do Sul existem mais de 2500 indústrias registradas na
CETESB. Embora a maior parte seja de pequena importância em termos de lançamento de
contaminantes no ambiente e da produção de resíduos sólidos tóxicos, é expressivo o
número de indústrias de grande porte e alto potencial poluidor. Destacam-se: 19 indústrias
químicas, entre as quais são citadas BASF, Rhodia, Monsanto, Rohm & Haas, ICI e
Henckel; 26 indústrias metalúrgicas e siderúrgicas, como ALCAN, Villares, Confab, Engesa,
Mafersa, General Motors e Volkswagen; 4 indústrias de material elétrico e eletrônico
(National, Philips, Ericson e Hitachi); 1 petroquímica (Petrobras); 3 de papel e celulose
(Dezorzi, Simão e Nossa Senhora Aparecida); além de outras, alimentícias, têxteis, etc.
No trecho fluminense, onde o parque industrial reúne indústrias de grande porte
(siderúrgicas, metalúrgicas, químicas, etc.) a maior parte dos resíduos sólidos são produzidos
pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e pela Cia Siderúrgica Barra Mansa,
responsáveis pela produção de 80% dos resíduos de classe II. Destacam-se ainda, no trecho
fluminense, a Cia. Metalúrgica Barbará, a Thyssen Fundições Ltda. (responsável pelo
vasamento de ascarel (PCB) em 1988, no rio Paraíba), a Cyanamid Química do Brasil Ltda.,
a Sola S.A. Ind. Alimentícia, a Du Pont do Brasil S.A., a recém-chegada Peugeot, entre
muitas outras indústrias de papel, alimentos, etc. Na Baixada Campista, destacam-se as
indústrias sucro-alcooleiras como importantes contribuintes de carga orgânica no rio Paraíba
do Sul.
No âmbito do Projeto Preparatório para o Gerenciamento do Paraíba do Sul foi realizada
uma avaliação dos tipos e quantidades de resíduos sólidos industriais produzidos na bacia e
da atual forma de disposição final. A partir desse diagnóstico foi possível identificar as ações
que se fazem necessárias para uma adequada disposição final de resíduos perigosos na bacia.
Os resíduos urbanos e industriais representam a mesma preocupação em relação ao risco de
contaminação das águas de uma bacia hidrográfica que os próprios efluentes líqüidos. Na
realidade a diferença quanto ao maior ou menor risco depende da concentração e natureza do
poluente no resíduo ou no efluente.
Resumidamente, as ocorrências mais significativas relacionadas com resíduos e que exigem
medidas de controle são:
1
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
! Empresas com seus resíduos diluídos nos efluentes líqüidos, causando contaminação nas
águas superficiais.
! Empresas estocando precariamente os resíduos, causando contaminação do solo e das
águas.
As indústrias, de acordo com a legislação, são responsáveis pelo tratamento e disposição dos
resíduos por elas gerados, entretanto, o que se observa é que grande parte das indústrias
dispõe seus resíduos em lixões municipais, agravando a situação de contaminação ambiental
que já vem sendo causada com a destinação inadequada dos resíduos urbanos.
Esse aspecto é mais significativo para as indústrias de médio e pequeno porte, visto que as
de grande porte, em geral, possuem áreas para estocagem ou destinação final, ou vêm
utilizando os aterros de resíduos industriais em operação na bacia.
Os dados levantados permite concluir que, em relação aos resíduos perigosos, a situação do
Rio de Janeiro e São Paulo está sob controle. No entanto, em relação ao trecho mineiro, a
situação é preocupante. A inexistência de aterros de resíduos industriais em uma região com
grande concentração de indústrias geradoras de resíduos perigosos, onde se destaca o setor
de galvanoplastia, faz dos lixões municipais uma perigosa alternativa para a disposição de
resíduos.
Esse relatório corresponde à Atividade 2.3.4 - Estudo de Viabilidade de Estação de Resíduos
Tóxicos, integrante do Plano de Trabalho, e possui o seguinte conteúdo: diagnóstico da
situação atual de produção e disposição dos resíduos industriais, avaliação das ações que
estão sendo ou já foram implementadas para melhorar o controle desses resíduos e
proposição de ações complementares para serem discutidas no âmbito do CEIVAP.
2.
CONCEITOS BÁSICOS
Inicialmente apresentamos os conceitos que são fundamentais para compreensão do
desenvolvimento e objetivo deste trabalho.
Resíduo Industrial é definido como:
- Todo material gerado durante o processo de produção de bens de consumo, não se
incorporando ao produto final da indústria; encontra-se inerente à linha de produção
propriamente dita, podendo surgir também durante as operações de manutenção.
- Todo material que estiver agregado a matérias - primas e insumos sem se incorporar
fisicamente a estes, como por ex: embalagens.
- Todo lixo doméstico gerado dentro da indústria.
Resíduo Sólido Urbano é o lixo formado por resíduos sólidos gerados num aglomerado
urbano, abrangendo os resíduos domiciliares, comerciais e públicos, excetuando os
resíduos industriais.
Aterro Sanitário – Sistema de disposição dos resíduos sólidos urbanos fundamentado em
normas específicas que orientam como evitar riscos à saúde pública e minimizar impactos
ambientais através da proteção das águas subterrâneas.
Lixão – Sistema de disposição inadequada dos resíduos sólidos urbanos, ou seja, não segue
normas de proteção ambiental.
Aterro Controlado - Sistema de disposição de resíduos sólidos urbanos que procura
minimizar os impactos ambientais através do confinamento dos resíduos, cobrindo-os com
2
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
material inerte imediatamente após a descarga. É também uma forma de disposição
inadequada, pois não contempla a proteção das águas subterrâneas.
Aterro Industrial - Sistema de disposição para resíduos industriais classes I e II, dotado de
proteção contra a contaminação de águas subterrâneas e superficiais.
Central de Armazenamento e Tratamento de Resíduos - Sistema composto do aterro
industrial e de processos de tratamento de resíduos.
Os processos de tratamento de resíduos industriais visam alterar as características dos
resíduos para facilitar a disposição final e ocorrem através de reciclagem, secagem de
lodos, pelo "landfarming", incineração, encapsulamento e co-processamento em fornos de
cimento.
Reciclagem - Processo de reutilização do resíduo na própria indústria geradora ou através
do reaproveitamento em outra indústria como matéria prima.
Secagem de lodos - Processo de secagem e desidratação de lodos com drenagem do líquido
e redução substancial de volume / peso do resíduo.
Landfarming - Processo de tratamento biológico de resíduos orgânicos no solo.
Incineração - Processo de queima de resíduos em alta temperatura, incluindo rigoroso
controle das emissões e das cinzas geradas, com o objetivo de destruí-los ou de reduzi-los
a menor volume.
Co-processamento - Processo com recuperação de energia ou de matéria primas,
geralmente em fornos de cimentos ou siderúrgicos.
Encapsulamento - Processo que transforma resíduos perigosos em materiais menos
poluentes através da adição de aglomerantes e processamento físico.
A periculosidade de um resíduo é determinada em função de suas propriedades físicas,
químicas e infecto-contagiosas, que podem apresentar:
- risco à saúde pública, provocando ou acentuando de forma significativa, a mortalidade
ou a incidência de doenças.
- risco ao meio ambiente quando o resíduo é manuseado de forma inadequada ou tem seu
destino final incorreto.
Os resíduos são classificados em 3 classes, segundo a Norma ABNT 10004:
Resíduos Classe I - Perigosos
- São aqueles que apresentam periculosidade, conforme definido anteriormente, ou uma
das seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e
patogenicidade.
Resíduos Classe II - Não Inertes
- São aqueles que não se enquadram como resíduos classe I - perigosos ou como resíduos
classe III - inertes, podendo apresentar propriedades de combustibilidade,
biodegrabilidade e/ou solubilidade em água.
Resíduos Classe III - Inertes
- São aqueles que submetidos ao teste de solubilidade, não apresentam nenhum de seus
constituintes solubilizados, em concentrações superiores aos padrões definidos (listagem
8 da NBR 10004).
3
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
3.
RESULTADOS
Para a realização desse trabalho foram feitas consultas aos órgãos de meio ambiente dos três
estados (FEEMA/RJ, CETESB/SP e FEAM/MG). Para o trecho mineiro, como não existe
inventário recente de resíduos industriais, foram feitos levantamentos complementares em
indústrias da região e em alguns municípios. O trabalho apresentado a seguir consiste no
diagnóstico da situação atual de produção e disposição dos resíduos industriais, avaliação
das ações que estão sendo ou já foram implementadas para melhorar o controle desses
resíduos e proposição de ações para a solução dos problemas identificados.
3.1.
Produção e Disposição de Resíduos Industriais em Minas Gerais
A seguir apresenta-se o diagnóstico da situação dos resíduos industriais no trecho mineiro,
seguida de proposição para a solução dos problemas identificados.
3.1.1 Situação atual
As informações disponíveis sobre inventário de resíduos na FEAM (Fundação Estadual do
Meio Ambiente) são bastante limitadas para todo Estado, excetuando-se a região
metropolitana de Belo Horizonte, que em função do recente projeto PROSAN foi
beneficiada por levantamentos completos na área de resíduos sólidos.
Os dados obtidos na FEAM para elaboração deste relatório foram frutos de pesquisa das
documentações de licenciamentos na área da bacia do Rio Paraíba do Sul a partir de 1994
(fig. 1).
Figura 1 - Processos de Licenciamento na FEAM a partir de 1994
Alimentícia
30
25
20
Curtume
Energia
Papel
Química
15
Saneamento
10
Metalúrgica/Mineração
Têxtil
5
Outras
0
As visitas às indústrias e as análises dos dados disponíveis mostraram que os resíduos em
geral, incluindo os perigosos, são destinados em sua grande maioria às áreas de destinação
final do lixo urbano.
O quadro acima é substancialmente agravado, pois os municípios da região não possuem
aterros sanitários, dispondo-se os resíduos urbanos em lixões e excepcionalmente em aterros
ditos controlados (fig. 2).
4
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Além de não existir nenhum aterro sanitário licenciado pela FEAM, as poucas usinas de
reciclagem de Lixo em operação não funcionam plenamente. A usina de Juiz de Fora, a de
melhor produtividade, opera com 10% de sua capacidade, a de Santos Dumont encontra-se
desativada desde 1992 e o lixo é depositado em um lixão às margens da rodovia. Em
Carangola a usina, que também funciona parcialmente, está localizada em área imprópria.
O equacionamento desses problemas passa necessariamente pela implantação de um aterro
sanitário e industrial centralizado na área mais densamente povoada e com maior número de
indústrias nas proximidades.
As empresas geradoras de maiores quantidades de resíduos perigosos não se apresentam
como preocupação quanto ao futuro próximo, pois por serem alvo de intensa fiscalização da
FEAM já se encontram em fase de operação inicial de seus modernos pátios de resíduos,
atendendo aos padrões ABNT.
Por outro lado, apenas empresas de grande porte (fig. 3) detêm dados suficientes sobre a
produção e disposição de resíduos. A FEAM também vem exigindo remediação de áreas
degradadas, garantindo a atenuação dos riscos de contaminação.
Paradoxalmente, nas pequenas e médias indústrias, mais precisamente na área de
galvanização ou acabamento de metais, residem a maior dificuldade para a solução desses
problemas. Os resíduos formados nessas indústrias são direcionados em parte "in natura"
para os corpos hídricos da bacia e a outra parte vão para os lixões e aterros municipais.
Apesar da legislação obrigar que as indústrias destinem adequadamente os seus resíduos, a
FEAM não tem conseguido fiscalizar adequadamente as indústrias em relação ao
cumprimento da legislação. O reduzido número de fiscais (cinco para a região, sendo que
apenas um tem dedicação exclusiva) e a distância considerável da bacia em relação a Belo
Horizonte (sede do Órgão), dificultam uma ação mais eficiente do Órgão.
A solução desses problemas passa a ser cada vez mais premente não apenas pela necessidade
de eliminar os males decorrentes da poluição propriamente dita, mas também pelo aspecto
da lei de crimes ambientais que através da Promotoria Pública poderá fechar dezenas de
pequenas e médias indústrias, provocando colapso na economia local além do desemprego.
Verifica-se uma concentração elevada de indústrias ligadas diretamente aos serviços de
tratamento de superfície metálicas nas regiões mais povoadas como Juiz de Fora e
Cataguases. Nestas duas cidades encontram-se mais de 40 destas pequenas indústrias.
Apesar da importância do setor de galvanoplastia, os demais segmentos industriais
apresentam de alguma forma problemas semelhantes, entretanto, as indústrias alimentícias,
em número considerável nesta região (vinte e uma têm processo de licenciamento recente na
FEAM), apresentam-se como exceção. Esta exceção não se refere ao atendimento das leis
ambientais, mas à ausência de resíduos tóxicos embora os resíduos inertes e não-inertes
destas indústrias normalmente sejam também levados para os lixões urbanos.
A maior indústria alimentícia da região é a PIF-PAF, que não produz resíduos perigosos.
Essa empresa envia parte dos resíduos gerados para o lixão municipal e a outra parte para
aterro próprio.
Existem seis curtumes na região, sendo que apenas os de maior porte (3) têm processo
recente de licenciamento na FEAM. Desses o mais representativo é o curtume Santa Matilde
com área total de 14.400 m2, porém, recentemente paralisou suas atividades. Os resíduos
sólidos mais importantes dos curtumes são o pó de couro, como cromo (perigoso), as cinzas
5
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
de caldeiras e o lixo doméstico, que no caso do Santa Matilde sempre foram direcionados
para o lixão de Ubá.
O curtume Real é o segundo da região em tamanho, com área total de 2.725 m2 e seus
resíduos, incluindo o pó de couro, são direcionados para o aterro controlado (enterrado em
valas) de Juiz de Fora.
Esses curtumes, com processos na FEAM, irão, por força de termo de compromisso,
construir sistemas adequados para disposição dos resíduos, inclusive a reativação do Santa
Matilde está condicionado a este atendimento.
A Indústria Têxtil é uma das mais importantes, pois cerca de 20% de todas indústrias deste
ramo no Estado encontram-se na bacia (dezenove indústrias têm processo recente de
licenciamento na FEAM). Os resíduos sólidos gerados por essas indústrias são em geral
comercializados ou reciclados pelas próprias empresas, sendo compostos na maioria das
vezes por algodão, pêlos, fibrilhas, piolhos de algodão, etc.
A preocupação quanto aos resíduos das indústrias têxteis deve-se ater ao lodo gerado nas
estações de tratamento de efluentes. Esse lodo, que eventualmente pode ser considerado
perigoso, em geral, é disposto de forma inadequada nas próprias empresas ou enviados para
vazadouros a céu aberto de resíduos urbanos.
As duas maiores indústrias têxteis da região são a Cia. Têxtil Ferreira Guimarães e Cia.
Industrial de Cataguases.
A Cia Têxtil Ferreira Guimarães comercializa seus resíduos, excetuando o lodo da ETE, as
cinzas das caldeiras e o pó do sistema de emissões atmosféricas, que são direcionados para
o aterro da Prefeitura de Juiz de Fora.
A Cia Industrial de Cataguases comercializa os resíduos não-inertes, enquanto o lodo do
sistema de tratamento de efluente é enviado para o aterro controlado de Cataguases.
As tinturarias formam um grupo do segmento têxtil composto, em geral, por empresas de
pequeno porte, contudo, devido ao número expressivo (mais de quarenta indústrias) e por
usarem tintas com pigmentos metálicos, merecem ser destacadas. Atualmente nenhuma delas
tem tratamento de efluentes, lançando-os "in natura" na rede de drenagem.
Essas tinturarias, que em sua maioria se concentram na região de Juiz de Fora, celebraram
convênio de cooperação com seus sindicatos, a FIEMG e a Universidade Federal de Minas
Gerais, com o apoio da Câmara de Atividades Industriais do COPAM. O convênio visa
propor sistema de controle de efluentes a custos viáveis. O projeto-piloto desse convênio foi
inaugurado em dez/98 e os pesquisadores da UFMG decidiram adotar o sistema de
tratamento biológico ao invés do químico, anteriormente previsto. Essa substituição de
processo vai permitir que o resíduo formado na estação possa ser utilizado como adubo
orgânico.
De acordo com o Presidente do Sindicato das Indústrias de Malharias da Zona da Mata,
Francisco José Campolina, a conclusão do projeto orçado em 680 mil dólares está prevista
para o primeiro semestre de 1999, quando será enviado a FEAM/COPAM para aprovação.
Somente em Juiz de Fora existem cerca de 35 tinturarias, sendo que 16 fazem parte do
referido projeto. Para as demais, uma alternativa seria colocar os resíduos em recipientes e
enviá-los para uma empresa de maior porte que se encarregaria de enviar para uma estação
de tratamento.
6
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
A indústria química e de explosivos também é um importante segmento na bacia - seis têm
processo de licenciamento a partir de 1994 - e em vários casos há formação de resíduos
perigosos. Estes resíduos contém chumbo e outros metais, lodos de estação de efluentes,
enxofre, alumina e outros compostos.
A Indústria Química Cataguases, a Engesa Química e a White Martins são algumas das mais
representativas desse setor.
A Engesa tem seus resíduos sólidos comercializados. A White Martins, tanto na produção de
oxigênio quanto no enchimento de cilindros, não produz resíduos perigosos. A Indústria
Química Cataguases recicla e comercializa todos os seus resíduos.
As médias e pequenas empresas da área química dispõem seus resíduos em lixões urbanos.
A indústria de papel é sempre lembrada como potencialmente poluidora e na região existem
antigas unidades, o que torna o quadro preocupante. Na parte de resíduos, ressalta-se o lodo
da ETE, que por ter pigmentos metálicos são perigosos. O restante dos resíduos é inerte ou
não inerte, como plásticos e impurezas em geral, sendo direcionado para lixões urbanos.
Na região existem 10 indústrias fabricantes de papel, destacando-se três maiores que estão
em processos de licenciamento junto a FEAM.
A mais moderna delas é a Paraibuna de Papéis e a situação de seus resíduos mostra a mesma
realidade que vem sendo apontada para a maioria absoluta de empresas: a disposição
inadequada em vazadouros municipais. Essa empresa produz resíduos inertes e não-inertes
(plásticos, grampos, areia, isopor e pequenos objetos) com parte comercializada e parte
destinado ao lixão municipal. O lodo do tratamento de efluentes ainda não foi caracterizado,
mas também é direcionado para o aterro municipal.
Considerou-se as indústrias metalúrgicas como um grupo que inclui também as mineradoras
e as siderúrgicas, resultando no segmento com o maior índice de geração de resíduos.
Nesse segmento as que mais se destacam são: a Usina Siderúrgica Eng.º José Mendes Júnior
(BMP), a Cia Paraibuna de Metais, a Cia Carbureto de Cálcio, Móveis de Aço Itatiaia e a
Mercedes Benz.
Iniciando pela Mendes Júnior, atualmente arrendada pela Belgo Mineira (BMP) constatou-se
ser a maior geradora de resíduos classes I e II de toda a região.
Nessa siderúrgica encontra-se em construção um moderno pátio de armazenamento de
resíduos perigosos e não-inertes com a previsão de entrada em operação para o 1º semestre
de 1999.
Grande parte dos resíduos gerados na BMP (80%) vem sendo comercializada e existe uma
tendência desta comercialização ser cada vez maior.
A atenuação dos problemas de passivo ambiental, decorrente da disposição de resíduos na
BMP, ocorrerá a partir do 2º semestre de 99, pois a BMP é detentora da ISO 14001 e tem
compromisso com a FEAM/COPAM de efetuar recuperação e melhorias em áreas
degradadas por resíduos.
A Cia Paraibuna de Metais (CPM) é a segunda grande geradora de resíduos perigosos e
também possui passivo ambiental por disposição inadequada.
A CPM já opera um novo pátio de resíduos e a exemplo da BMP tem compromisso com a
FEAM de remediar área degradada.
7
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Tanto a BMP quanto a CPM informaram que seus pátios não têm disponibilidade para
atendimento a terceiros.
A Itatiaia Móveis em Ubá é uma das boas exceções da região. Todos os resíduos gerados
são comercializados, exceto os resíduos perigosos que são dispostos em aterro industrial na
própria empresa.
A CBCC - Cia Brasileira de Carbureto de Cálcio, tem como atividade a produção de ligas de
silício e seus principais resíduos são os finos de carvão, finos de quartzo e pó de
desempoeiramento, que são utilizados em misturas de pavimentação. Os demais resíduos são
inertes e enviados ao lixão de Santos Dumont.
A BD - Becton Dickison é uma fábrica de produtos médico-hospitalares. Seus resíduos
causam preocupação devido a presença de mercúrio, entretanto a quantidade gerada do
resíduo contaminado é pequena e totalmente reciclado pela APLIQUIM em São Paulo,
empresa credenciada pela CETESB. A sucata de metálicos gerada na BD é reciclada pela
BMP enquanto outros resíduos inertes enviados para o aterro controlado do município.
A Mercedes Benz, que entrou em operação recentemente, não teve ainda seus resíduos
classificados, segundo o Gerente do Divisão de Ind. Metalúrgicas da FEAM, em razão da
falta de análises de caracterização. Entretanto, o Plano de Controle Ambiental da empresa
permite prever os seguintes resíduos como perigosos: borra de tinta, lodo industrial, borra de
fosfato e borra de óleo.
A Mercedes Benz e as nove empresas fabricantes de auto-peças que se encontram instaladas
no mesmo parque industrial não prepararam pátios de resíduos, admitindo a possibilidade de
queimar seus resíduos perigosos em incineradores de terceiros e dispor os resíduos inertes e
não-inertes no aterro municipal.
3.1.2 Conclusão e recomendações
Após consultar os arquivos da FEAM (fig. 4) e realizar visitas a diversas indústrias
geradoras de resíduos da região (anexo 1), constatou-se o elevado risco de contaminação dos
recursos hídricos regionais pela inexistência de tratamento dos rejeitos ou mesmo pela falta
absoluta de área de disposição final.
Figura 4 - (t/ano)
189.370
200.000
180.000
160.000
140.000
120.000
100.000
80.000
60.000
40.000
20.000
Classe I - (Perigosos)
Classe II - (Não inertes)
Classe III - (Inertes)
36.780
19.616
0
8
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
A fim de viabilizar a instalação de qualquer central de resíduos industriais torna-se
necessária a realização de um inventário de resíduos. A partir de dados mais completos e
atualizados é possível definir, com mais segurança, o tipo de instalação adequado às
necessidades da região.
No caso específico da região mineira da bacia do rio Paraíba do Sul é importante reforçar a
necessidade de um novo inventário, porque as atividades industriais estão sofrendo grandes
modificações com o advento do parque automobilístico da Mercedes Benz. Nos últimos anos
já ocorreram expansões em grandes empresas, assim como redução de produção ou mesmo
paralisação de diversas outras indústrias.
Apesar da inexistência de uma base de dados atualizada, é possível concluir pela necessidade
de implantação de uma unidade de tratamento e disposição final de resíduos industriais. O
Município de Juiz de Fora, por ser o de maior população e com maior número de indústrias
da região, seria o local mais indicado para a implantação.
Essa unidade, preferencialmente para dispor resíduos industriais de classe I e II, poderia
também ser uma alternativa para disposição dos resíduos patogênicos produzidos na região.
Em relação aos resíduos urbanos, até recentemente, a destinação final era feita nas
proximidades da sede do atual município de Matias Barbosa, na margem direita do rio
Paraibuna, próximo a Br-040. O chorume gerado era drenado "in natura" para o córrego do
Prata, que deságua no rio Paraibuna.
Por decisão judicial, a Prefeitura de Juiz de Fora parou de depositar o lixo no referido local e
já opera um aterro controlado em uma nova área. Na ocasião dos levantamentos de dados
para a elaboração desse trabalho a Prefeitura estava licitando a construção e operação do
primeiro aterro sanitário da região. A expectativa da Prefeitura é equacionar, dentro de
pouco tempo, os problemas de disposição dos resíduos urbanos do município.
Uma alternativa a ser considerada é o tratamento de efluentes tóxicos oriundos de indústrias
de galvanoplastia na mesma unidade de disposição de resíduos industriais. Diversos
materiais separados no processo industrial poderão ser reutilizados nas próprias indústrias de
origem, contribuindo para redução de custos. Os resíduos inaproveitáveis serão levados para
a unidade de tratramento por meio de caminhões especiais.
Paralelamente à solução preconizada, pode-se antecipar medidas de caráter preventivo, como
incentivar o aumento da eficiência dos processos produtivos através da geração de menores
quantidades de resíduos. Em diversos casos estas medidas passam pela aquisição de novas
tecnologias, conhecidas como tecnologias limpas de produção.
Reforça-se a necessidade de enfocar prioritariamente as indústrias de galvanoplastia por
serem tipicamente atividades produtivas geradoras de resíduos perigosos. Nelas se
empregam entre outras substâncias consideradas perigosas, ácidos sulfúrico, nítrico e
clorídrico; materiais cáusticos como hidróxido de potássio, carbonato de sódio; solventes
orgânicos, como tetracloreto de carbono e tricoretileno; compostos de cianetos como os
cianetos de sódio e potássio, além de outros compostos de metais como cobre, zinco, cromo,
chumbo, níquel e estanho. Estas substâncias geram resíduos líquidos, pastosos (lodos) e
sólidos, constituindo um dos principais enfoques deste trabalho.
Baseado na toxicidade dos metais pode-se ordenar uma prioridade de importância do caráter
poluidor destas indústrias na seguinte ordem: Cromagem, Cobreagem, Niquelagem e
Zincagem.
9
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Para que os resíduos produzidos nessas indústrias possam ser transportados para uma
unidade de disposição de resíduos é necessário que sejam colocados em recipientes
apropriados, o que atualmente não vem sendo feito.
A partir da adequação de uma ou mais indústrias de médio porte desse mesmo segmento,
poderia ser incentivada a formação de uma cooperativa que se encarregaria de recolher os
resíduos coletados em cada indústria, direcionando-os para uma ou mais indústrias de maior
porte que tenham estação de tratamento e recuperação desses rejeitos, ou enviando os
resíduos diretamente para uma futura unidade de disposição de resíduos.
A implantação e operação de uma unidade de disposição de resíduos industriais deverá ficar
a cargo da iniciativa privada, visto que essa não é uma responsabilidade do poder público.
Nesse caso, poderia ser realizado, no âmbito do Projeto Inicial, um inventário de resíduos
industriais, para a melhoria da base de dados, e sua disponibilização para empresas
especializadas em implantação e operação de aterros industriais.
O custo para realização desse inventário foi estimado em R$ 100.000,00.
3.2.
Produção e Disposição de Resíduos Industriais em São Paulo
A seguir apresenta-se o diagnóstico da situação dos resíduos industriais no trecho paulista,
seguido de recomendações julgadas pertinentes.
3.2.1 Situação atual
As informações disponibilizadas pela CETESB são suficientes para uma interpretação
segura quanto aos problemas relacionados com resíduos perigosos no trecho paulista da
bacia do rio Paraíba do Sul.
Em geral, a gestão de resíduos sólidos industriais no Brasil é uma questão relegada a um
papel secundário por parte dos geradores e transportadores, entretanto, em São Paulo a
CETESB vem tratando este problema com o mesmo nível de preocupação dedicado às
emissões atmosféricas e poluição hídrica, percebendo-se inclusive um nítido avanço em
relação a Minas Gerais.
Felizmente, para o propósito deste trabalho, o Vale do Paraíba do Sul é a região que
apresenta avanço mais significativo no Estado de São Paulo, pois possui o maior número de
empresas de reprocessamento e de aterros licenciados.
Os dados básicos deste trabalho têm como referência o “Inventário de Resíduos Sólidos
Industriais do Estado de São Paulo”, baseados na Resolução CONAMA 06/88. Esse
inventário (1993) foi parcialmente atualizado em 94, 95 e 96 e compilado em dezembro de
1996, através do documento "Consolidação do Inventário de Fontes (incluindo as
municipais) e de Locais de Tratamento de Disposição Final de Resíduos Sólidos". Neste
documento estão excluídos resíduos de rocha fosfática, bagaço de cana e restilo (Quadros I,
II). Considerando a destinação dada aos resíduos perigosos nessa região, pode-se observar na
figura 1 a predominância da estocagem provisória (80,3%), seguida por algum tipo de
tratamento (17,5%) e a disposição no solo (2,2%). A estocagem provisória (fig. 2) é feita de
forma segura, enquanto aguarda a destinação final.
10
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Figura 1 - Destinação dos Resíduos Perigosos
100,00%
80,30%
80,00%
Estocagem Provisória
60,00%
40,00%
20,00%
Disposição do Solo
Tratamento
17,50%
2,20%
0,00%
Figura 2 - Estocagem Provisória (t/ano)
80.000,0
60.000,0
Classe 1
Classe 2
40.000,0
Classe 3
20.000,0
0,0
Outros dados extraídos do Inventário de Resíduos, mostram que para todo Estado de São
Paulo, as indústrias químicas seguidas das indústrias de material de transporte, couros e
peles, metalúrgicas, minerais não metálicos e papel/papelão são as maiores geradoras de
resíduos de classe I (Quadro III). Estes setores representam cerca de aproximadamente 90%
da quantidade total gerada no Estado, o que reflete bem a situação do Vale do Paraíba do
Sul, onde há um predomínio dessas indústrias.
11
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Quadro I
Inventário de Resíduos Sólidos Industriais
Geração por Regional (t/ano)
REGIONAL
Bacia Alto Paranapanema
Litoral Sul
GERAÇÃO
CLASSE 1
(PERIGOSOS)
CLASSE 2
(NÃO-INERTES)
CLASSE 3
(INERTES)
4.714.641,8
47.420,2
4.205.907,5
461.314,1
554.106,7
99.063,7
355.537,7
99.505,3
10.202.537,3
50.948,0
9.731.748,7
419.840,6
1.863.999,4
176.670,7
1.668.597,4
18.731,3
Bacia do Baixo Tietê
561.570,2
25.401,8
536.148,4
20,0
Bacia do Rio Grande
6.775.172,4
46.189,3
6.690.417,7
38.565,4
Bacia do Rio Paraná
169188,6
33.931,4
134.744,2
513,0
1.778.462,1
55.990,0
1.715.066,1
7.406,0
26.619.678,5
535.615,1
25.038.167,7
1.045.895,7
Bacia do Paraíba do Sul
Litoral Norte
Bacia da Baixada Santista
Bacia do Alto Tietê
Bacia do Rio Piracicaba
Total
Observe que a região do Vale do Paraíba do Sul é uma dos menores em relação à geração
total de resíduos (fig. 3), mas é a segunda na geração de resíduos perigosos (fig. 7).
Figura 3 - Geração Total de Resíduos (t/ano)
Bacia Alto Paranapanema
12.000.000,0
Bacia Paraíba do Sul
Bacia da Baixada Santista
10.000.000,0
Bacia do Alto Tietê
8.000.000,0
Bacia do Baixo Tietê
6.000.000,0
Bacia do Rio Grande
4.000.000,0
Bacia do Rio Paraná
2.000.000,0
Bacia do Rio Piracicaba
0,0
12
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Figura 4 - Tipos de Indústrias por Resíduos Perigosos
80.000,0
Química/Petroquímica
60.000,0
Siderúrgicas (Aciaria Elétrica)
40.000,0
20.000,0
Beneficiamento de Chumbo
Empresas diversas
0,0
Figura 5 - Geração de Resíduos Sólidos Industriais - Classe 1 - na
Bacia do Paraíba do Sul, por Estocagem/Tratamento/Disposição - (t/ano)
Estocagem
Aterro Municipal
80.000,0
Aterro Industrial
70.000,0
Outros
60.000,0
Incineração
50.000,0
Fornos Industriais
40.000,0
Reciclagem Externa
30.000,0
Landfarming
20.000,0
Outros tratamento
10.000,0
Intermediários
0,0
13
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Figura 6 - Geração de Resíduos / Grau de Periculosidade
400.000,0
Classe I (Perigosos)
300.000,0
Classe II - (Não inertes)
200.000,0
Classe III - (Inertes)
100.000,0
0,0
Figura 7 - Geração de Resíduos Perigosos (t/ano)
Bacia Alto Paranapanema
Bacia Paraíba do Sul
180.000,0
160.000,0
140.000,0
Bacia da Baixada Santista
Bacia do Alto Tietê
120.000,0
100.000,0
80.000,0
Bacia do Baixo Tietê
Bacia do Rio Grande
60.000,0
40.000,0
Bacia do Rio Paraná
20.000,0
Bacia do Rio Piracicaba
0,0
14
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Quadro II
Destinação Final dos Resíduos Sólidos Industriais na Bacia do Paraíba do Sul - (t/ano)
Destinação
Tipo
Classe
1
355,0
1.374,2
25,8
172,5
2.118,7
218.584,2
46.295,9
266.998,8
79.597,8
148,9
180,0
18.636,3
102,2
253,8
541,4
16,2
5.566,7
152,6
28,0
71.692,3
1.003,8
60,0
37.200,0
1,8
8.003,3
140,0
648,0
98.775,5
267,3
433,8
240,0
128.882,8
1.003,8
11.331,0
37.200,0
294,4
8.679,3
17,83%
0,05%
0,08%
0,04%
23,6%
0,18%
2,04%
6,71%
0,05%
1,57%
Total de Tratamento
17.347,2
118.317,2
52.668,0
188.332,4
33,99%
Total da Bacia do Paraíba do Sul
99.063,7
355.537,7
99.505,3
554.106,7
100,00%
17,88%
64,16%
17,96%
100,00%
Total da Disposição
Estocagem
Tratamento
Total
Incineração
Fornos Industriais
Queima a céu aberto
Reciclagem Externa
Tratamento Biológico
“Landfarming”
Fertirrigação
Outros tratamentos
Intermediários
2,8
744,8
1.016,1
3
1.034,4
45.051,2
9.610,5
89.697,2
64.711,4
158,0
24,0
100.870,2
25,8
1.901,7
Disposição
Aterro Municipal
Aterro Industrial
Aterro Industrial (3ºs)
Lixão Municipal
Lixão Particular
Alimentação – Animais
Lançamentos – Esgotos
Outros
2
8.573,3
43.901,2
63.695,3
146,0
24,0
100.870,2
Total
11.271,0
12,0
240,0
51.623,8
1,73%
16,19%
11,68%
0.03%
0,00%
18,20%
0,00%
0,34%
48,19%
15
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Quadro III -Tipos de Resíduos Gerados
Resíduo
D001
D002
D008
D099
F001
F002
F003
F005
F006
F008
F017
F018
F030
F100
K051
K061
K062
K064
K065
K100
K101
U112
U113
U188
Total
Quantidade (t/ano)
30,7
1.076,3
120,0
13.020,5
2.166,0
3,5
65.516,2
9,0
375,7
5,0
904,5
12,6
233,2
0,8
350,0
7.200,0
1.200,0
1,2
6.564,0
180,0
18,6
48,0
9,2
18,7
99.063,7
0,03%
1,09%
0,12%
13,14%
2,19%
0,00%
66,14%
0,01%
0,38%
0,01%
0,91%
0,01%
0,24%
0,00%
0,35%
7,27%
1,21%
0,00%
6,63%
0,18%
0,02%
0,05%
0,01%
0,02%
100,00%
Percebe-se, conforme quadro III e figura 4, a elevada incidência de resíduos de empresas
químicas/petroquímicas (F003), seguidas de empresas diversas (D099), empresas
siderúrgicas com pó de aciaria elétrica (K061) e indústrias de chumbo primário (K065). As
empresas diversas são representadas neste caso por montadoras de automóveis, fabricantes
de autopeças e pequenas metalúrgicas (fig. 5).
Os dados de 1998 mostram a configuração mais recente quanto à geração de resíduos
perigosos na região, apontando redução substancial em relação aos números de 1993. Este
resultado deve-se às reduções nas fontes de emissão, às reciclagens e à adoção de tecnologia
limpas. O novo resultado (fig. 8) reflete também a coleta de dados efetuada com maior
precisão em relação aos levantamentos anteriores.
16
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Figura 8 - Gráfico Comparativo da Geração de Resíduos - Classe I (t/ano)
9 9 .0 6 3 ,7 0
1 0 0 .0 0 0 ,0 0
8 0 .0 0 0 , 0 0
5 8 . 1 9 5 ,7 0
6 0 .0 0 0 , 0 0
4 0 .8 6 8
4 0 .0 0 0 , 0 0
2 0 .0 0 0 , 0 0
0 ,0 0
C l a ss e I - 1 9 9 3
C l a ss e I -1 9 9 8
D i fe r e n ç a
A situação confortável que se apresenta a região da bacia do Paraíba do Sul em relação às
demais regiões do Estado, no tocante à disposição de resíduos industriais, deve-se ao
funcionamento regular de dois aterros licenciados de grande porte para resíduos industriais
(classes I e II) com tecnologia de reconhecimento internacional.
Um desses aterros encontra-se em São José dos Campos (Ecossistema - Gerenciamento de
Resíduos Ltda) e o outro em Tremembé (SASA - Sistemas Ambientais). Acrescenta-se a
esse quadro a existência de empresas licenciadas pela CETESB para reprocessar resíduos
perigosos (FAÉ – Taubaté; REPROCESSA – Caçapava; TONOLLI – Jacareí e Incineradores
para lixo hospitalar e outros resíduos perigosos (BASF – Guaratinguetá e ATT – Jacareí).
Em Mogi das Cruzes, próximo ao divisor de águas da bacia do Paraíba do Sul, tem uma
fábrica de micronutrientes (AMEFÉRTIL), utilizando resíduos contendo zinco oriundos do
Vale do Paraíba.
Em Suzano, encontra-se em operação, licenciado pela CETESB, o incinerador da
CLARIANT, que vem atendendo empresas do Vale do Paraíba.
Ainda em Mogi das Cruzes, encontra-se em fase de implantação um aterro controlado para
resíduos industriais da Ecosistema, com área de 280.000 m2. Esta unidade, além do
tratamento e disposição de resíduos industriais, prevê um depósito de estocagem em trânsito
(fig. 11).
Um levantamento preliminar obtido na CETESB mostra que a maioria dos resíduos gerados
na região provém de empresas de grande porte, entre as quais se destacam em relação à
geração de resíduos perigosos: Petrobras-REVAP, Aços Villares, General Motors do Brasil,
Wolkswagen do Brasil e Cervejaria Brahma. Estas empresas e outras de grande porte
encontram-se com a situação de disposição de resíduos e possíveis passivos ambientais nesta
área, sob o controle da CETESB (fig. 9).
Apesar do eficiente controle exercido pela CETESB, existem problemas de resíduos, em
decorrência da dificuldade de fiscalização, em empresas de pequeno porte, principalmente na
área de tratamento de superfícies metálicas.
17
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
É importante ressaltar que a própria resolução CONAMA 006 de 15/06/88, que instituiu o
inventário de resíduos, limitava a ação de controle em relação a pequenas empresas ao
estabelecer critérios para o referido inventário:
I. Indústrias metalúrgicas com mais de 100 funcionários.
II. Indústrias químicas com mais de 50 funcionários.
III. Indústrias de qualquer tipo com mais de 500 funcionários.
IV. Indústrias que possuam sistemas de tratamento de águas residuais do processo industrial.
V. Indústrias que gerem resíduos perigosos, conforme definido pelos órgãos ambientais
competentes.
O número de pequenas empresas sem recursos financeiros para implantações de estações de
tratamento e sem possuírem áreas para disposição de resíduos, retrata uma situação
semelhante à encontrada em Minas Gerais.
Um exemplo típico desta situação refere-se à contaminação de lençol freático em área do
município de Guararema, região do Vale do Paraíba, decorrente das atividades de uma
indústria de galvanoplastia.
Segundo a pesquisadora Wanda Maria Gunther, que teve sua tese de doutorado na Faculdade
de Saúde Pública da USP voltada para esse tema, foram constatadas dezenas de mortes de
animais devido à ingestão de água de origem subterrânea na referida área. A pesquisa
comprovou que a contaminação ocorreu por disposição inadequada de diversos resíduos
metálicos contendo forte concentração de cádmio e níquel.
Segundo informações da regional da CETESB, em Taubaté, a maioria das indústrias na área
de galvanização já envia seus resíduos para aterros licenciados.
No que concerne ao controle de disposição do lixo urbano, a situação no trecho paulista
também é superior ao trecho mineiro e fluminense. Os municípios mais densamente
povoados dessa região, ou seja São José dos Campos, Jacareí, Pindamonhagaba e outros 16
municípios, têm seus aterros municipais licenciados pela CETESB, enquanto as outras
cidades vêm se adequando para obter este licenciamento ainda em 1999 (fig. 10).
3.2.2 Conclusão e recomendações
A partir da interpretação de todas as informações obtidas, pode-se concluir que a situação
dos resíduos no trecho paulista da bacia encontra-se basicamente resolvida e com tendência
de melhoria contínua pela ativa atuação da CETESB.
A CETESB já iniciou a implantação do novo inventário de fontes de poluição (SIPOL Sistema de Fontes de Poluição) e nos próximos três anos haverá um novo panorama. Esse
Órgão, através de projeto específico com a empresa CH2M HILL está preparando um
inventário de resíduos para a região metropolitana de São Paulo, o qual permitirá a
implantação de uma central de armazenamento e tratamento de resíduos exclusivo para a
região do Alto Tietê.
Considerando a importância da atualização dos dados de inventários de resíduos,
recomenda-se que a CETESB priorize a implantação de um sistema informatizado que
permita atualizações rápidas e freqüentes. É necessário também um melhor conhecimento
sobre a geração e disposição final de resíduos tóxicos especiais, como é o caso dos PCBs,
onde as soluções convencionais de disposição em solo não são recomendáveis.
18
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
3.3.
Produção e Disposição dos Resíduos Industriais no Rio de Janeiro
A seguir apresenta-se o diagnóstico da situação dos resíduos industriais no trecho
fluminense, seguido das recomendações julgadas pertinentes.
3.3.1 Situação atual
A Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente - FEEMA tem atuado ativamente no
controle de resíduos industriais, conforme demonstra o recente trabalho "Baía de Guanabara:
Relatório de Resíduos Industriais". Neste relatório a FEEMA apresenta o Programa de
Gestão de Resíduos Industriais, compreendendo as seguintes atividades:
•
•
•
A identificação e a quantificação dos vários tipos de resíduos industriais, por sub-bacia;
Identificação e cadastramento dos transportadores;
Controle da movimentação dos resíduos mediante a otimização do Sistema de
Manifesto de Resíduos;
• Identificação e cadastramento dos receptores;
• Reativação do Programa da Bolsa de Resíduos, como instrumento de reciclagem;
• Elaboração de normas e diretrizes voltadas à recuperação e reciclagem;
• Atualização, criação e informatização dos instrumentos de controle; e
• Assistência técnica à pequena e média empresa, voltada para a minimização e
reciclagem de resíduos.
O desenvolvimento dessas atividades para atender o Programa de Despoluição da Baía de
Guanabara beneficiou também a região da bacia do Rio Paraíba do Sul, que foi contemplada
com levantamentos recentes de geração de resíduos (fig.1).
A geração de resíduos classe II é substancialmente elevada e a maior entre todas as regiões
da bacia do Paraíba do Sul (fig. 2).
Os processos de reciclagem, embora necessitem de maior avaliação, segundo a própria
FEEMA, se destacam em relação aos demais processos de tratamento/disposição (fig. 3).
Os principais geradores de resíduos classes I e II, significando mais de 80% da geração da
região, constam na figura 4.
O sistema de controle de resíduos da região é semelhante ao do Estado de São Paulo com
várias opções de disposição e reciclagem (fig. 5).
Há na região três aterros industriais, duas empresas incineradoras e duas indústrias de coprocessamento.
Os sistemas de controles de resíduos existentes em outras regiões do estado e que recebem
resíduos provenientes desta região também contribuem para a solução dos problemas da
bacia do rio Paraíba do Sul. Entre estes sistemas destacamos o aterro industrial e o
incinerador de resíduos perigosos da Bayer, localizados no município de Belford Roxo.
Existem ainda aterros para resíduos classe I no município de Duque de Caxias, na região
metropolitana do Rio de Janeiro, e o da empresa Ecosistema, em Nova Iguaçu (em
construção); indústrias de incorporação de resíduos em cerâmica, nos municípios de Nova
Iguaçu e Itaboraí; recuperadora de óleo em Duque de Caxias e central de recuperação de
outros resíduos em Magé.
No tocante a resíduos urbanos a situação é crítica e semelhante a de Minas Gerais (fig. 6 ).
19
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
O município de Resende, além de possuir dois aterros industriais e dois incineradores, é o
único a possuir aterro urbano controlado, constituindo portanto em um importante pólo de
atração para implantação de novas indústrias.
3.3.2 Conclusão e recomendações
A instalação do aterro da Ecossistema em Nova Iguaçu (área de 300.000 m2) somada aos
controles já existentes leva-nos à conclusão que a disposição de resíduos classe I na região
da Bacia do Rio Paraíba do Sul é um problema equacionado.
Em função da legislação as grandes indústrias vem tratando de forma prioritária seus
resíduos classe I e dessa forma, não constituem uma ameaça aos corpos hídricos da Bacia.
Apesar da legislação proibir a destinação de resíduos industriais classe II em aterros urbanos,
grande parte destes resíduos são dispostos em lixões de forma irregular, tornando imperiosa
a necessidade de solução.
A geração de resíduos classe II por ser substancialmente elevada (fig. 2) apresenta-se como
um problema potencial, pois os sistemas de controle referidos são basicamente voltados para
classe I, não comportando disposição ou incineração de elevadas quantidades de resíduos
classe II.
A geração de escória cresce em função da produção de aço e as áreas de disposição
concentradas em Volta Redonda e Barra Mansa ficam cada vez mais limitadas, existindo o
risco de contaminação por disposição próxima aos mananciais.
A escória siderúrgica, oriunda da Cia Siderúrgica Nacional e da Cia Siderúrgica Barra
Mansa, representa 80% da geração de resíduos classe II de toda a região e só se apresenta
como risco de contaminação se houver contato permanente com a água, pois neste caso há
lixiviação de metais, destacando Mn e Al, entre outros.
Mesmo desconsiderando a escória, os municípios de Volta Redonda e Barra Mansa têm peso
significativo com relação a resíduos classe II, pois a geração de carepa de siderurgia é mais
representativa em termos de quantidade que todos resíduos classe II dos demais municípios
da bacia. Entretanto a carepa é um problema resolvido, pois é totalmente reciclada nas
próprias siderúrgicas através da sinterização.
Os outros resíduos classe II concentram-se em Nova Friburgo, Petropólis e Barra do Piraí em
indústrias têxteis, químicas e fundição. Nesses casos a melhor solução é implementar o
reaproveitamento através de comercialização ou doação através da bolsa de resíduos da
FEEMA.
Como dito anteriormente, a escória sobressai entre os resíduos classe II pela grande
quantidade gerada, mas por outro lado é um resíduo com boas possibilidades de
aproveitamento na construção civil, na pavimentação rodoviária, em ferrovias e na
agricultura como corretivo do solo.
Propôe-se a priorização do reaproveitamento da escória de forma a reduzir ou eliminar a
disposição no solo. Entretanto, para que isso possa ser feito sem riscos à saúde pública é
necessário a realização de estudos técnicos que demonstrem sua aplicabilidade e a não
ocorrência de impactos ambientais significativos com a sua utilização. Esses estudos
consistem de:
•
Estudos/pesquisas junto ao IBS, universidades e institutos de pesquisas que assegurem o
uso da escória para construção de blocos de concreto.
20
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
•
Estudos/pesquisas que avaliem a expansibilidade da escória de aciaria, visando
principalmente o uso da mesma na pavimentação rodoviária.
•
Estudos para normalização do uso da escória como agregado em substituição a britas
para lastro de ferrovias ou na pavimentação primária de estradas vicinais.
Figura 1 - Bacia Hidrográfica - Paraíba do Sul
Geração de Resíduos por Classe de Periculosidade - (t/mês)
300.000,00
250.000,00
200.000,00
150.000,00
100.000,00
50.000,00
0,00
➨ Classe 1 ...........................................8.865,99 toneladas/mês
➨ Classe 2 ...................................... 157.900,26 toneladas/mês
➨ Classe 3 ........................................ 84.994,00 toneladas/mês
➨ Total ........................................... 251.760,25 toneladas/mês
21
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Figura 2 - Geração de Resíduos - Classe II (t/mês)
16000
14000
12000
10000
8000
6000
4000
2000
0
➨ São Paulo......................29.628 toneladas/mês
➨ Rio de Janeiro...............157.900,26 toneladas/mês
➨ Minas Gerais ................15.780 toneladas/mês
22
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Figura 3 - Geração de Resíduos por Sistema de Estocagem/Tratamento/Disposição - (t/mês)
300.000,00
Estocagem
Incineração
250.000,00
Coprocessamento
Reciclagem
200.000,00
Incorporação
150.000,00
Landfarming
Aterro Terceiros
100.000,00
Aterro Municipal
Aterro Industrial
50.000,00
Outros
Total
0,00
Estocagem :
74.706,61
Reciclagem: 163.968,58
Aterro Terceiros:
Incineração:
1.076,75
Incorporação:
923,20
Aterro Municipal: 7.752,24
Coprocessamento: 186,79
Landfarming:
126,92
Aterro Industrial
23
0,00
946,17
Outros: 2.069,03
Total: 251.756,30
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
4.
BIBLIOGRAFIA
Relatório - Diagnóstico dos Diagnósticos da parte mineira da bacia hidrográfica do rio
Paraíba do Sul -Abril/98 - MMA/SEMAD/IGAM/UFJF.
Processos de Licenciamento de indústrias na FEAM (1994 /1998).
Listagem de Empresas de Tratamento e/ou Disposição Final de Resíduos Prioritários
Consideradas Aptas - edição outubro de 1997-Cetesb.
Procedimentos para Controle de Resíduos Sólidos Industriais - edição julho de 1997 Cetesb.
Consolidação do Inventário de Fontes (incluindo as municipais) e de locais de Tratamento e
Disposição Final de Resíduos Sólidos -edição março de 1996 -Cetesb.
Coordenadoria de Ações para Regionalização - Grupo de Apoio de Articulação Regional 1998 -Cetesb.
Relatório - Resíduos Sólidos Sub-Região A - MPO/SEPURB/PQA-ABC-PNUD-UFRJ/
COPPE -Dez 97.
Relatório - Resíduos Sólidos Sub-Região B - MPO/SEPURB/PQA-ABC-PNUD-UFRJ/
COPPE-Fev/98.
Relatório - Resíduos Sólidos Sub-Região C - MPO/SEPURB/PQA-ABC-PNUD-UFRJ/
COPPE-Jun/98.
24
ANEXO 1
Principais Geradores de Resíduos
no Trecho Mineiro
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Principais Geradores de Resíduos
MUNICÍPIO
Além Paraíba
Argirita
Astolfo Dutra
Belmiro Braga
Bias Fortes
Bicas
Carangola
Cataguases
Chácara
EMPRESA
Mogiana Alimentos S.A
Fábrica de Papel Santa Maria Ltda
Ind. de Adubos São João Ltda.
Dona Isabel S.A.*
Coop. Produtores de Leite A.P. Ltda.
Rações Leste Brasileiro Ltda.
Ind. de Com. de Café Moeda S.A.
COPASA – Cia. de Saneamento de Minas Gerais.
Coop. Agropecuária Argirita Ltda
Adubos Santa Maria S.A
Cia. Açucareira Riobranquense
Massas Portuense Ltda.
Empresa de Caulim Ltda
KLABIN (fábrica de Cal)
Mineração Vibati
Comércio e Indústria de Laticínios Luso Brasil Ltda
Laticínios São Gabriel Ltda
Dorival Caodaglio Mineração Ltda.*
Laticínios Barroso Ltda
Laticínios MB Ltda
Mineração Anasteve Ltda
Mineração Ind. Rio Preto Ltda
EMB - Emp. de Mineração e Beneficiamento Ltda.*
Empresa de Caulim Ltda
Mineração Quartzomex Ltda.
Massas Alimentícias Santa Isabel Ltda
Cooperativa Central dosProdutores de Leite Ltda.
Mineração e Moagem Bicas Ltda.
Ind. Com. de Caulim Ltda
Ind. Com. Materiais Ferro Ltda.
Laticínio Vale Carangola Ltda.
Produtos Alimentícios Fleischmann Royal Ltda.
Alcan Alumínios Poços de Caldas Ltda.*
Furnas Centrais Elétricas S.A.
Rio Pomba Emp. Mineração Ltda.*
Cia. Brasileira de Alumínio*
Glyco do Brasil Ind. Metalúrgica Ltda
Fundição Cataguases Ind. Metalúrgica
Stork Screens do Brasil Ltda
Ind. Matarazzo de Papéis S.A.*
MCM Artefatos de Papel Ltda.
Ind.Cataguases de Papel*
Cia. Ind. Cataguases
Cia. Manufatura de Tecidos de Algodão
Indústrias Irmãos Peixoto
Sudeste Empresa de Mineração Ltda.
Repol Plástico Ltda.*
Fábrica de Papelão Cataguases
Têxtil Goitacaz Ltda.*
Ind. Químicas Cataguases*
Cooperativa Agropecuária de Cataguases Ltda.
COPASA - Cia de Saneamento*
Durandet Ind. Lat. Agropecuária Ltda.
SUB-BACIA
Rios
Pirapetinga e
Aventureiro
Rio Pomba
Rio Pomba
Rio Paraibuna
Rio Paraibuna
Rio Paraibuna
Rio Carangola
Rio Pomba
Rio Pomba
ATIVIDADE
Alimentícia
Papel
Fertilizante
Têxtil
Alimentícia
Alimentícia
Alimentícia
Saneamento
Alimentícia
Fertilizante
Alimentícia
Alimentícia
Mineração
Química
Mineração
Alimentícia
Alimentícia
Mineração
Alimentícia
Alimentícia
Mineração
Mineração
Mineração
Mineração
Mineração
Alimentícia
Alimentícia
Mineração
Mineração
Metalurgia
Alimentícia
Alimentícia
Metalurgia
Energia
Mineração
Metalúrgica
Metalúrgica
Metalúrgica
Metalúrgica
Papel
Papel
Papel
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Mineração
Plástico
Papel
Têxtil
Química
Alimentícia
Saneamento
Alimentícia
1
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
MUNICÍPIO
EMPRESA
Cerâmica Boa Vista Ltda
Parmalat Ind. Com.Laticínios Ltda.
Fábrica de Laticínios
Coronel Pacheco
João Teixeira Ltda.
Chiador
Descoberto
Descoberto Ind. Com. Ltda.
Divino
Café e Torrefação Andrelândia
Café Pico da Bandeira Ltda.
Dona Euzébia
Franklin Artefatos de Cimento Ltda
Hélios Agro Mineração Ltda
Laminação Portuense Ltda.
Estrela Dalva
Coop.Agro Pecuária V.Grande.
Eugenópolis
Ewbank da
Câmara
Guarará
Guarani
Guidoval
Guiricema
Itamarati de
Minas
Juiz de Fora
Cerâmica Santa Bárbara Ltda.
Cooperativa Agro Pecuária Ltda.
Icopel Ind. e Com. de Papéis Esperança Ltda.
Ribeiro Fonseca Laticínios
Laticínios Vale Carangola Ltda
Laticínios Recanto Ltda.
Têxtil Guarará
Vereda Alimentos Ltda
Lapidação Guarará Ltda
Alfredo Campos Nascimento Ltda.
Serralharia Transmontana Ltda.
Cooperativa Agro Pecuária Guarani Ltda.
Agro-Indústria Passa Cinco Ltda
Café Guarani Ltda.
Lairam Baptista Soares Bebidas Ltda
Ind. Comércio Fumo Papagaio Ltda
Scorpions Rações Ltda.
Ind. Laticínios Ipiranga Ltda
Pastifício Guiricema Ltda.
Alcan Alumínio Poços de Caldas
Cia. Brasileira de Alumínio
White Martins Gases Industriais
Cia. Paraibuna de Metais*
Mercedes Benz*
Empresas do Condomínio Mercedes Benz (9 empresas)*
Belgo Mineira Participação
Ind. Com. Ltda.*
Paraibuna de Papéis S.A.*
Schmidt Embalagens Ltda.
Malharia Master Ltda.*
Cia. Têxtil Ferreira Guimarães*
Flamínia Ind. Têxtil Ltda.
Cia. Fiação e Tecelagem São Vicente*
Malharia Continental Ltda
Com. Ind. Riachuelo Ltda.
Coop. Central dos Prod. de Leite*
Moinhos Vera Cruz S.A.
Cia. Mineira de Refrescos *
Becton Dickinson Industria de Materiais Cirúrgicos Ltda
José Herculano C. e Filhos Ltda.*
Parmalat Ind.Com. Laticínios Ltda.*
MRS Logística S/A*
Osso Buil Com. Ind. Osso, Carnes e derivados Ltda.*
SUB-BACIA
ATIVIDADE
Rio Preto
Cerâmica
Alimentícia
Rio Paraibuna
Alimentícia
Rio Pomba
Alimentícia
Rio Carangola
Alimentícia
Alimentícia
Rio Pomba
Cimento
Mineração
Borracha
Rio Pirapetinga
Alimentícia
Rio Carangola
Cerâmica
Rio Paraibuna
Rio Paraibuna
Rio Pomba
Rio Pomba
Rio Pomba
Rio Pomba
Rio Paraibuna
Papel
Alimentícia
Alimentícia
Alimentícia
Têxtil
Alimentícia
Mineração
Mineração
Metalúrgica
Alimentícia
Alimentícia
Alimentícia
Bebidas
Fumo
Alimentícia
Alimentícia
Alimentícia
Metalúrgica
Mineração
Química
Metalúrgica
Montadora
Auto - Peças
Siderurgia
Papel
Plástico
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Química
Alimentícia
Alimentícia
Bebidas
Farmacêutico/
Hospital
Transportes
Alimentos
Transportes
Alimentação
2
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
MUNICÍPIO
Juiz de Fora
Laranjal
Leopoldina
EMPRESA
S/A Irmãos Saggioro*
CESAMA*
Lopes Ribeiro Ind. Com.
Embalagens Ltda. – IMAP
Engesa Química S/A*
Quiral Química*
Cimento Tupy S/A*
Damata Ind. e Com. de Produtos Alimentícios Ltda.*
TPS - Transporte de Produtos Siderúrgicos*
Cervejaria Americana Ltda.*
Fresh Start Bakeries Industrial Ltda.*
Módulo Metais Ind. e Com. Ltda.*
Inrremetal Com. e Ind. de Metais em Geral Ltda.*
Torração de Peles Eldorado S/A*
Curtume Juiz de Fora Ltda.*
Curtume Real*
Confequil Produtos Químicos Ltda.*
Moinhos Fartura Ind. Com. Ltda.*
CEMIG - Cia Energética de Minas.Gerais*
Arj Chemicals do Brasil Ltda.*
Fazenda Penalva*
Mapag - Agro Industrial Ltda.*
Frangolândia Ltda.*
Ibor Transportes*
Jupel - Petróleo de J.Fora Ltda.*
Cia de Tec. São JoãoEvangelista*
Malharia Brasling Ltda.*
Vieira Ind. Com. Ltda.*
Irmãos Teodoro Ltda.*
Malharia Saturno Ltda.*
Luc Color Ltda.*
Malharia Santa Bárbara Ltda.*
Bethel Tinturaria Ltda.*
Malharia Viúva Simão Ltda.*
Fama- Fábrica de Malhas Ltda.*
Malharia Master Ltda.*
Malhas Keeper Ltda.*
Walerya Ind. Com. de Roupas Ltda.*
Inbrapel- Ind.Brasileira de Papel*
Coop. Central dos Produtores
de Leite Ltda.
Cindam Ind. e Com. Ltda*
ARAMIL – Aramílio Mineiro Ltda
Tyresoles Mineira Ltda.
Calfat S/A
Multifabril S/A
Multitextil S/A
MinasTextil S/A
Coop. dos Produtores de Leite de Leopoldina Ltda
Parmalat Ind.Com. Ltda.
Abatedouro Granjintegral Ltda
Torrefação e Moagem Café Emma Ltda.
Multisilicom Ind. e Com. de Ferro Ligas Ltda.
Interblue Ind.e Com. Ltda.*
SUB-BACIA
Rio Paraibuna
Rio Pomba
Rio Pomba
ATIVIDADE
Alimentícia
Saneamento
Plástico
Plástico
Química/Explosivo
Química
Cimento
Alimentícia
Transportes
Bebidas
Alimentícia
Metalúrgica
Metalúrgica
Curtume
Curtume
Curtume
Química
Alimentícia
Energia
Química
Alimentícia
Alimentícia
Alimentícia
Transportes
Distribuidora
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Papel
Alimentícia
Mineração
Metalúrgica
Borracha
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Alimentícia
Alimentícia
Alimentícia
Alimentícia
Metalúrgica
Têxtil
3
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
MUNICÍPIO
EMPRESA
Cerâmica Manejo Ltda
Lux Caulim Ltda.
Laticínios MB Ltda
Lima Duarte
Coop. Central dos Produtores de Leite Ltda.
Campos e Cunha Ltda.*
Caulim Azzi Ltda.*
Momiva - Moagem de Minérios Vale do Paraíba Ltda.
Marsetti-Moagem de Minérios Ltda.*
Mar de Espanha Coop. Central dos Prod. de Leite Ltda.
Beneficiadora Minérios Com.Ind. Mar de Espanha Ltda.
Terra Azul Ind. Com. Ltda.
Parmalat Ind. Com. Laticínios LTDA
Maripá de Minas Vicente Alves Wenzel
Lapidação Maripá
J.F. Comercial Serralheria Ltda
Serralheria Bom Jardim Ltda.
Matias Barbosa
Constrular Ind. Com. Ltda.
Curtidora Matiense Ltda.
Matias Barbosa Laticínios Ltda.
COPASA- Cia de Saneamento*
Cerâmica Porto Real Ltda
Mercês
Geny da Silva Cia. Ltda
Mineração Suassui Ltda.
Miradouro
Miradouro Granitos Ltda.*
Cia. Fiação e Tecelagem Affonso A. Pereira
Reis e Gouveia Ltda
Miraí
Cotonifício Miarhy Ltda
Doces Mirahy Ltda
Pastifício Mirahy Ltda
Pedreira Boa Esperança
Fundição Muriaé Ltda
Líder S.A. Viat. e Equip. Industriais
Ind. de Capas São Geraldo Ltda
Coop. de Prod. de Leite Muriaé Ltda.
Murié
Trincheira Emp. de Mineração Ltda.
Cia Força e Luz Cataguases Leopoldina*
COPASA – Cia. de Saneamento de Minas.Gerais*
DAMAG - Ind. e Com. de Alimentos Ltda.*
Passa Vinte
Cia Paulista de Ferros-ligas*
Patrocínio de
Muriaé
Cesag Ltda
João Oriolli
Beneficiamento de Minério Pequerí Ltda.
M. Pedras Caulim Ltda
Empresa Mineração S. Rosa Ltda.*
Lu e Mar Confecções Ltda.
Parmalat Ind. Com. Laticínios Ltda.
José Pedro Teles Ltda.
INPA – Ind. de Papéis Santana S.A
Cerâmica Ideal Ltda
Ferreira e Tannus Ltda.
Parmalat Ind.Com Laticínios Ltda.
Ind. Com. de Alimentos J.P.F
Torrefação Sideral
Pequerí
Pirapetinga
Recreio
Rio Novo
Lacreme Ind. de Gêneros *
Rio Preto
Mineração Areia Branca Ltda
SUB-BACIA
Rio Paraibuna
Rio Paraibuna
Rio Paraibuna
Rio Paraibuna
Rio Pomba
Rio Muriaé
Rio Muriaé
Rio Muriaé
Rio Preto
Rio Muriaé
Rio Paraibuna
Rio
Piirapetinga
Rio Pirapetinga
ATIVIDADE
Cerâmica
Mineração
Alimentação
Alimentícia
Alimentícia
Mineração
Mineração
Mineração
Alimentícia
Mineração
Mineração
Alimentícia
Mineração
Mineração
Metalúrgica
Metalúrgica
Mobiliário
Curtume
Alimentícia
Saneamento
Cerâmica
Mineração
Mineração
Mineração
Têxtil
Têxtil
Têxtil
Alimentícia
Alimentícia
Mineração
Metalúrgica
Mat. de Transp.
Mat. de Transp.
Alimentícia
Mineração
Energia
Saneamento
Alimentícia
Metalúrgica
Mineração
Couros e peles
Mineração
Mineração
Mineração
Têxtil
Alimentícia
Mineração
Papel
Cerâmica
Mineração
Alimentícia
Alimentícia
Alimentícia
Rio Pomba
Alimentícia
Rio Preto
Mineração
4
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
MUNICÍPIO
Rio Pomba
Rodeiro
Santana do
Deserto
Santa Rita de
Jacutinga
Santos Dumont
São João
Nepomuceno
EMPRESA
Camilo Ferreira da Costa Ltda.
Qua Qua Ind. Alimentícia Ltda
Ind. e Com. de Laticínios
B. Jardim Ltda.
Parmalat Ind.Com. Laticínios Ltda.
José Muniz Gomes Ltda.
Laticínios Johimar Ltda
Mineração Areia Branca Ltda
Fábrica de Conservas R. Bunel Ltda
Cia. Paulista de Ferros-ligas
Usina de Laticínios Santa Rita Ltda
Dimetal – Prod. Metalúrgicos Ltda.
Criometal S/A – Metais Especiais
e Equipamentos criogênicos
Cia Bras. de Carbureto de Cálcio
FAPEL – Fáb. de Papel Abreu Ltda.*
Ind. Químicas Palmira Ltda.*
Ribeiro Fonseca Laticínios Ltda
Leiteria São Luiz Com. Ind. Ltda.
Agrolat – Atividades Agropecuárias*
Fábrica de Tecidos Santa Marta S.A.
COPASA*
Murilo de Matos Veiga*
Silveiranea
Magnesita S.A
Simão Pereira
Ind. Com. de Alimentos Verge Ltda.
Tocantins
Tombos
Ubá
Visconde de
Rio Branco
Volta Grande
Gori e Cia. Ltda.*
Ind. Artefatos de Arame Ideal Ltda
Plasmar–Ind.e Com. de Plásticos Ltda*
Cerâmica Gato Preto Ltda
Cerâmica Nilmar Ltda.
Mineração Cashimita Ltda
Curtume Santa Matilde Ltda
Ind. e Com. Toko Ltda
Itatiaia – Móveis de Aço Ltda.*
Indústria de Móveis Palmeira S.A
Ind. e Com. Móveis Feital S.A.*
Barreto e Silva Ind. e Com. Ltda.
Cia Força e Luz Cataguazes Leopoldina*
COPASA- Cia de Saneamento *
Cinducar- Com. e Ind. Ubaense de Carne Ltda*
Frigoríficos Irmãos Costa*
Rio Branco Alimentos Ltda
Cia. Açucareira Riobranquense
Massas Aliment. Beira Rio Ltda
Tropical Ind. de Alimentos Ltda.*
PIF-PAF S.A. – Ind. Comércio*
Cia Força e Luz Cataguazes Leopoldina*
Ind. de Refrigerantes Rio Branco*
Cooperativa Agropecuária de Volta Grande
SUB-BACIA
Rio Pomba
Rio Pomba
Rio Paraibuna
Rio Preto
Rio Pomba
Rio Pomba
ATIVIDADE
Mineração
Alimentícia
Alimentícia
Alimentícia
Mineração
Alimentícia
Mineração
Alimentícia
Metalúrgica
Alimentícia
Metalúrgica
Metalúrgica
Metalúrgica
Papel
Química
Alimentícia
Alimentícia
Alimentícia
Têxtil
Saneamento
Mineração
Rio Pomba
Mineração
Rio Paraibuna
Alimentícia
Rio Pomba
Rio Muriaé
Rio Pomba
Rio Pomba
Rio Pirapetinga
Mineração
Metalúrgica
Plásticos
Cerâmica
Cerâmica
Mineração
Curtume
Alimentícia
Mobiliário
Mobiliário
Mobiliário
Mobiliário
Energia
Saneamento
Alimentícia
Alimentícia
Alimentícia
Alimentícia
Alimentícia
Bebidas
Alimentícia
Energia
Bebidas
Alimentícia
* As empresas têm processo de licenciamento ambiental na FEAM a partir de 1994.
5
ANEXO 2
PRINCIPAIS INDÚSTRIAS GERADORAS DE RESÍDUOS
NO TRECHO FLUMINENSE
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Principais Indústrias Geradoras de Resíduos
RAZÃO SOCIAL
LOGRADOURO
BAIRRO
A.W. Rossi & Cia ltda
Afife Ind. e Comércio Ltda.
Alpha Ind e Com Ltda.
Bijuterias Petrópolis Ltda
Blue Betting Confecções ltda
Brazaco-Mapri Ind. Metalúrgicas S/A
Briss Comércio e Ind. Químicas Ltda.
BTR do Brasil Ltda.Div. huyck Brasil
Carboox Resende Química Indústria e
Comércio Ltda.
Celucat S/A
Cia. de Cimento Portland Barroso
Cia. Estanífera do Brasil
Cia. de Tecidos de São Pedro de
Alcântara
Cia. Indal de Papéis Cantagalo S/A CIPAC
Cia. Industrial de Papel Pirahy
CIL – Cartonagem Imperial ltda.
Cimento Tupi S/A
CINBAL – Comércio, Indústria e
Beneficiamento de Aço Ltda
Clariant S/A
Comave – Comércio e Indústria Ltda
Comércio e Indústria de Produtos
Alimentícios Mil Ltda
Companhia Eletromecânica Celma
Companhia Fluminense de
Refrigerantes
Cia. Fluminense de Refrigerantes
Companhia Metalúrgica Barbará
Confecção Dujor Comércio e
Representações Ltda
Confecções Fernanda ltda.
Confecções Frossanches – Comércio e
Representações Ltda.
Coop. Agro Pecuária do Mun. de
Resende de Resp. Ltda
Coop. dos Produtores de Leite de
Campos Ltda.
COPAPA - Cia. Paduana de Papéis
Est. da União Indústria, 9190
Rua General Rondon, nº 23/37
Rua Heins G. Weil, nº 36
Rua Mosela, nº 1341
R. Gal. Marciano Magalhães, nº 534
Rua Dr. Sá Earp, nº 1.109
Rod. Friburgo-Teresópolis
Av. Barão do Rio Branco, 1985/2000
Rod. Presidente Dutra, km 298
Itaipava
Fazenda Ingleza
Centro
Mosela
Morin
Morin
Córrego Dantas
Centro
Pedra Selada
Petrópolis
Petrópolis
Paraíba do Sul
Petrópolis
Petrópolis
Petrópolis
Nova Friburgo
Petrópolis
Resende
Av. Jayme Siciliano, nº 1
Rod. RJ 166,Km 2,5
Est.Volta Redonda-Pinheiral, km 2,5
Rua Gal. Marciano Magalhães, 655
Centro
Euclidelândia
D.I. Três Poços
Morin
Mendes
Cantagalo
Volta Redonda
Petrópolis
Praça Miguel Santos, S/n
Centro
Cantagalo
Av. Darcy Vargas, nº 325
Rua Gneral Rondon, nº 1158
Via Sérgio Braga, s/n
Est. Pinheiral-Volta Redonda
Santanesia
Quitandinha
Conforto
Três Poços
Piraí
Petrópolis
Volta Redonda
Volta Redonda
Av. Basiléia, 590
Rua Humberto Neves, nº 28
Rua Alcina de Almeida
Liberdade
Maravilha
Boa União
Resende
Bom Jardim
Três Rios
Rua Alice Hervê, nº 356
Av D. Pedro II, nº 87
Bingen
Porto Real
Petrópolis
Resende
Av. D. Pedro II, nº 87
Via Dr. Sérgio Braga, nº 452
Rua Urbano Antônio Bachini nº 32
Centro
Barbará
Corrego dantas
Porto Real
Barra Mansa
Nova Friburgo
Rua Professor José Reuther, 90
Rua José da Rosa Ramos, 34
Mosela
Lagoinha
Petrópolis
Nova Friburgo
Rua Henrique
Campos elíseos
Resende
Rua Professor Mesquita, 56
Pecuária
Av. José Homem da Costa
São Luis
Auto Estrada, s/n
Rod. Presidente Dutra, Km 300,5
Br 040 – km 37
Vila Sta.Cecília
Polo Industrial
Areal
Várzea
Pombal
Pombal
Centro
Bingen
Centro
Campos dos
Goytacazes
Santo Antônio
de Pádua
Volta Redonda
Resende
Areal
Teresópolis
Barra Mansa
Barra Mansa
Nova Friburgo
Petrópolis
Nova Friburgo
Valença
Nova Friburgo
CSN – Cia. Siderúrgica Nacional
Cyanamid Química do Brasil Ltda.
Darrow Laboratórios S/A
Dona Isabel S/A
Du Pont do Brasil S/A
Empresa Brasileira de Cilindros Ltda
Fabrica de Rendas Arp S/A
Fagam Têxtil Ind. e Comércio Ltda
Ferragens Haga S/A
Fiação Chueke Ltda
Filó S/A
Rod.Presidente Dutra, km 280
Rod.Presidente Dutra, km 283
Av. Conselheiro Julius Art, 80
Rua Cel. Duarte da Silveira, 632 E
Av. Engenheiro Hans Gaiser, 26
Rua Joaquim de Melo Antunes, 6
Rua Bonfim, 25
Lagoinha
MUNICÍPIO
1
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
RAZÃO SOCIAL
LOGRADOURO
BAIRRO
Frimeta Indústria Friburguense de
Metais Ltda.
Furnas – Centrais Termelétricas S/A
Av. Conselheiro Julius Arp, 120
Centro
Est.Campos-Itaperuna, km 2
Parque Aldeia
Gráfica Santa Cruz Ltda.
Griffin do Brasil Ltda.
Hak – Fábrica de Fusos e Passamanaria
Ltda.
Hamil Suissa Ind. e Comércio S/A
Herpo Produtos Dentários Ltda.
Império Lisamar Indústria e Comércio
de Alimentos Ltda
INCOPE – Indústria Mecânica Ltda.
Indústria Eletro Mecânica Ltda
Indústrias Sinimbu S/A
Rua Capitão Mexias, 93
Rod. Presidente Dutra, km 280 A
Rua Manoel Duarte, nº 335
Centro
Pombal
Olaria
Rua Cotinguiba, 274
Rua Domingos José Martins
Estrada União Indústria, km 134
Várzea
Av. Ministro Salgado Dilho
Rua Benjamin Constant, 145
Perissê, 188/208
Centro
Aeroclube
Duas Pedras
Conselheiro
Sinimbu
Retiro
Meudon
MUNICÍPIO
Nova Friburgo
Campos dos
Goytacazes
Mendes
Barra Mansa
Nova Friburgo
Teresópolis
Petrópolis
Comendador
Levy Gasparian
Volta Redonda
Nova Friburgo
Nova Friburgo
Limppano S/A
Metalúrgia Albacete Indústria e
Comércio Ltda
Metalúrgica Barra do Piraí Ltda.
Metalúrgica Mogi Guaçu Ltda.
Metalúrgica Proaço Ltda.
MHS – Mecânica Hidráulica e
Sistemas Ltda.
Nestlé Industrial e Comercial Ltda
Novartis Nutritions S/A
Rua Fernandes Vieira, 130
Rua Zavante, 120
Pneumáticos Michelin Ltda.
Produtos Alimentícios Fleischmann e
Royal Ltda
Química Industrial Barra do Piraí S/A
Quimvale – Química Industrial do Vale
do Paraíba
Reciclam Reciclagem de Resíduos
Siderúrgicos Ltda.
Schweitzer-Mauduit do Brasil S/A
Siderúrgica Barra Mansa S/A
Sobremetal Recuperação de Metais
Ltda
Sola Brasil Indústria Óptica Ltda
Rod. Presidente Dutra, km 316
Rua Bernardo Proença, 154 e 171
Cascatinha
Itatiaia
Petrópolis
Rua Coronel Nóbrega, 177
Av. Paulo Fernandes, 1603
Química
Muqueca
Barra do Piraí
Barra do Piraí
Av. Presidente kennedy, 3042
Ano bom
Barra Mansa
Av. Darcy vargas, Nº 325
Av. Homero Leite, 1.052
Rod. Lúcio Meira, km 12,5
Santanesia
Saudade
Brasilândia
Piraí
Barra Mansa
Volta Redonda
Rua Doutor Paulo Herve, 321
Bingen
Petrópolis
Stam Metalúrgica Ltda.
Av. Sebastião Martins, 871
Nova Friburgo
Tecnosolo Comércio e Serviços Ltda.
Rod. RJ, 166 km 2,5
Têxtil Progresso de Valença Ltda.
Thyssen Fundições Ltda.
Pça. Paulo de Frontin, 22 Parte A
Estrada Governador Raimundo
Torrington Ind. e Comércio Ltda.
Tubonal – Tubos de Aço Ltda.
White Martins Gases Industriais S/A
White Martins Gases Industriais S/A
Xerox do Brasil Ltda.
Av. Conselheiro Julius Arp, 440
Rua Vice-Prefeito Wilson de Paiva
Rua Oito, 638
Av. Lions Clube nº 1.555
Rod..Presidente Dutra, km 316
Conselheiro
Paulino
3 Distritos
Euclidelândia
Centro
Fazenda Santa
Cecília
Olaria
Conforto
Vila Sta.Cecília
Est. Vargem Alegre, 3380
Rua José Maria Coutinho, 90
Rua 1º de Maio, 409
Av. Nossa Sra. do Amparo, 3736
Av. Domingos Mariano, 655
Rod. Presidente Dutra, km 301
Campo Bom
Duas Pedras
Itatiaia
Conselheiro
Paulino
Centro
Fazenda da
Barra
Itatiaia
Petrópolis
Teresópolis
Barra do Piraí
Nova Fiburgo
Resende
Nova Friburgo
Barra Mansa
Resende
Cantagalo
Valença
Barra do Piraí
Nova Friburgo
Volta Redonda
Volta Redonda
Volta Redonda
Resende
2
ANEXO 3
NORMAS TÉCNICAS – RESÍDUOS SÓLIDOS
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Normas ABNT/CETESB – Resíduos Sólidos
A.
B.
C.
Gerais
NBR 10.004
Resíduos sólidos – Classificação
NBR 10.005
Lixiviação de Resíduos
NBR 10.006
Solubilização de Resíduos
NBR 10.007
Amostragem de Resíduos
NBR 10.703
Degradação do Solo – Terminologia
NBR 12.988
Líquidos Livres – Verificação em Amostra de Resíduo
Aterros sanitários/Industriais
NBR 8418
Apresentação de Projetos de Aterros de Resíduos Industriais Perigosos
NBR 8419
Apresentação de Projetos de Aterros Sanitários de Resíduos Sólidos
Urbanos
NBR 10.157
Aterros de Resíduos Perigosos – Critérios para Projeto, Construção e
Operação
CETESB-P4.240
Apresentação de Projetos de Aterros Industriais.
CETESB-L1.030
Membranas impermeabilizantes e
Compatibilidade – Método de ensaio
NBR 13.896
Aterros de Resíduos Não Perigosos – Critérios para o Projeto,
Implantação e Operação.
Resíduos.
Determinação
da
Tratamento de Resíduos
CETESB-L10.101 Resíduos Sólidos Industriais/Tratamento no Solo
NBR 11.175
Incineração de Resíduos Sólidos Perigosos – Padrões de Desempenho
(antiga NB 1265)
NBR 13.894
Tratamento no Solo (Landfarming)
CETESB
Apresentação de Projeto de Incineradores de Resíduos Perigosos
CETESB
Apresentação de Projeto de Incineradores para Queima de Resíduos
Hospitalares.
CETESB
Apresentação de Projeto de Tratamento por infiltração no Solo e
Landfarming
1
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
D.
E.
Armazenamento/Transporte
NB 98
Armazenamento e Manuseio de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis
NBR 7505
Armazenamento de Petróleo e seus Derivados Líquidos (PNB 216)
NB 1183
Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos
NB 1264
Armazenamento de Resíduos Classe II – Não Inertes e III Inertes
NBR 13221
Transporte de Resíduos
NA-004
Licenciamento para Transporte e Estocagem de Pentaclorofenol e/ou
Pentaclorofenato de Sódio
NBR 7500
Transporte de Cargas Perigosas – Simbologia
NBR 7501
Transporte de Cargas Perigosas – Terminologia
NBR 7502
Transporte de Cargas Perigosas – Classificação
NBR 7503
Ficha de Emergência para o Transporte de Cargas Perigosas
NBR 7504
Envelope para Transporte de Cargas Perigosas – Dimensões e
Utilizações
Diversas
PNB 1.603.06-007 Resíduos em Solo – Determinação da Biodegradação pelo Método
Respirométrico. (aguardando publicação como norma).
NBR 13.895
Poços de Monitoramento e Amostragem
NBR 8371
Ascaréis para Transformadores e Capacitores
PNB 1.603.06.005 Destinação de Bifenilas Policloradas. (aguardando publicação como
norma)
CETESB-L1.022
Utilização de Produtos Biotecnológicos para Tratamento de Efluentes
Líquidos, Resíduos Sólidos e Recuperação de Locais Contaminados –
Procedimentos
CETESB-E15.011 Sistema para Incineração de Resíduos de Serviço de Saúde
NBR 12807
Resíduos de Serviços de Saúde – Terminologia
NBR 12808
Resíduos de Serviços de Saúde – Classificação
NBR 12809
Manuseio de Resíduos de Serviços de Saúde
NBR 12810
Coleta de Resíduos de Serviços de Saúde
NBR 13786
Seleção de Equipamentos e Sistemas para instalações Subterrâneas de
Combustíveis em Postos de Serviços.
NBR 13784
Detecção e Vazamento em Postos de Serviços.
Apresentação de projeto de Disposição de Resíduos Sólidos de Curtume
em Solo Agrícola.
Method 9095 – Paint Filler Liquids Teste.
Procedimentos Resíduos em Forno de Produção de Clínquer.
2
Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul
Normas FEEMA
DZ 1310
Sistema Manifesto de Resíduos
DZ 1311
Destinação de Resíduos Industriais
DZ 949
Programa Bolsa de Resíduos
DZ 1314
Licenciamento de Processos de Destruição Térmica
IT 1304
Licenciamento de aterros Resíduos Perigosos
IT 1315
Requerimento de licenciamento de processos de destruição térmica
Decreto Lei 1266/77Sistema de Licenciamento de Atividade Polvidoras - SLAP
Normas FEAM
Deliberação Normativa COPAM nº 26, 26/07/98 - co-processamento de resíduos em fornos
de clínquer.
3
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PPG-RE-007-R0 - Laboratório de Hidrologia e Estudos de Meio