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Teresina - Piauí • 09 a 15 de Fevereiro de 2010 • Um Jornal de Opinião • Ano I • Nº 06 • R$ 2,00
DENÚNCIA
Governo é conivente com
destruição de ecossistemas
Foto: André Pessoa
Enquanto o mundo luta para
salvar o planeta do aquecimento global, o Governo do Piauí
estimula a venda de imensas
áreas nativas para o plantio de
monocultura como soja e eucalipto. Os ambientalistas acusam o governo Wellington Dias
de entregar a empresários brasileiros e estrangeiros os recursos naturais ainda disponíveis
no Cerrado e na Caatinga.
Procon
pune escolas
que praticam
abusos
Página 07
A lista de material escolar incluía
grampeador, papel, pincéis, toalhas e
até absorvente higiênico
Brasil
Ecodiesel
abandona
projeto no
Piauí
Mais de 630 famílias que
trabalhavam na fazenda Santa Clara, em Canto do Buriti,
a 400 quilômetros de Teresina, vivem a expectativa de
herdar a terra quase morta,
fruto do projeto de bicombustível da empresa Brasil
Ecodiesel.
Página 11
empresas desmatam Cerrado piauiense.
Deputado
do PSDB é
condenado
por desvio
de recursos
Teresina corre o risco
de ficar sem memória
Procurar documentos na
Prefeitura de Teresina, novos ou antigos, pode levar
o interessado a percorrer
diversas repartições municipais para descobrir onde
está guardada a memória
Foto: Ademar Sousa
JUSTIÇA
Foto: Divulgação
Escolas tradicionais de
Teresina, frequentadas por
filhos de famílias abastadas,
foram denunciadas ao Programa de Defesa do Consumidor (Procon) porque incluíam na lista de material
escolar até absorventes higiênico. A promotora Maria das
Graças do Monte notificou
47 escolas e aplicou multa de
5 mil UFIRs, equivalente a
R$ 5 mil, por conta dos abusos praticados contra os pais
de alunos.
Página 12
O deputado tucano Roncalli Paulo foi
condenado pela Justiça Federal pelo desvio de recursos públicos quando era secretário de Obras Públicas, durante o governo Mão Santa. A denúncia foi feita
pelo Ministério Público Federal.
Página 05
da cidade, sem ter a garantia
de que vai encontrar o que procura. Documentos particulares
de prefeitos, manuscritos, atos
administrativos, Mensagens do
Executivo estão espalhados em
diversos locais. O Arquivo Ge-
ral de Teresina, que funciona
num velho pardieiro da Rua
Anísio de Abreu, 8883, reúne
apenas documentos de imóveis e somente de 80 para cá.
Página 12
Wellington lê mensagem codificada
Não foi uma despedida formal, mas discurso de alguém
que se afasta por algum motivo
da posição em que se encontra.
Ao abrir a sessão legislativa da
Assembleia, a última dessa legislatura, o governador do Estado Wellington Dias falou em
código camuflando seu futuro.
Página 03
CONEXÃO CULTURA
O talento de
Maristela Gruber
Teresina
é poesia
O Vendedor de Sonhos:
sábio ou louco?
Conexão 02
Conexão 04
Conexão 04
02
OPINIÃO
ANO I • Nº 6 • Teresina - PI • De 09 a 15/02/2010
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Roberto Carvalho
Coluna do
Feitosa Costa
Jornalista | Brasília - DF
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O governador Wellington Dias
está praticamente convencido de
que terá de permanecer no Palácio
de Karnak até o dia 31 de dezembro para garantir a unidade dos
partidos de sua base.
Wellington gostaria que houvesse consenso em torno do nome
do senador João Vicente Claudino,
mas isto não será possível: o PT
não quer candidato que não saia
dos seus quadros e o vice-governador Wilson Martins não aceita sair
para disputar cadeira no Senado.
A fantasiosa oferta de um ministério para Wilson Martins num
eventual governo Dilma, chegou
ao conhecimento do vice-governador mais como uma brincadeira.
Wellington, amigo de Lula e governador, não conseguiu emplacar
um ministro, como conseguiria
com Dilma?
Para fazer de João Vicente
Claudino candidato de sua base,
Wellington Dias precisa ficar no
governo, da mesma forma que o
sacrifício será necessário se resolver abraçar a candidatura de Antônio José Medeiros, que na última
terça-feira, dia 2 de fevereiro, jogou pesado, como se o objetivo de
sua mensagem fosse deixar claro
que o governador o escolheria de
qualquer maneira.
Apesar das reprimendas de figuras importantes dentro do PT, a
entrevista de Antônio José foi planejada nas entranhas do partido.
Quando Medeiros afirmou que
só uma intervenção no diretório faria o partido votar em João Vicente
Claudino não estava brincando. O
PT está pressionando de todas as
maneiras e não confia nos aliados.
Acha que os rumos do governo podem mudar e “as oligarquias retomarem o comando” se o próximo
governador não for petista.
Na manhã da última quartafeira, dia 3 de fevereiro, conversei
cerca de meia-hora sobre a eleição
com um empresário que já teve
mandato político. Amigo pessoal
de Antônio José Medeiros, garantiu que o secretário de Educação
será candidato a governador.
Pega mal
Na semana passada revelei
aqui que tem um jovem advogado
que, para impressionar eventuais
clientes, afirma que seu escritório
não perde causa porque é sócio do
filho de uma autoridade judicial.
Faço novamente a advertência.
Bom sujeito
O jogador Jardel é um bom sujeito. Apesar de ter perdido muitos
bens em função do desequilíbrio
por que passou durante cerca de
três anos, é altamente preocupado
com sua família, principalmente
com os irmãos que não conseguiram o sucesso alcançado por ele.
Sacada
O presidente do Flamengo do
Piauí, Everaldo Cunha, deu uma
grande sacada quando trouxe Jardel para Teresina.
Tudo está dependendo de o
jogador alcançar a sua melhor forma. Mesmo assim, ele já foi notícia nos melhores programas da
imprensa nacional.
Sem resposta
O secretário Assis Carvalho,
da Saúde, considerou uma maldade a notícia de que teria oferecido
50 milhões de reais pela TV Antena 10, do empresário José Elias
Tajra.
Notícias assim, afirmou Carvalho, não merecem resposta.
Em tempo: a nota, segundo a
qual Assis teria feito a proposta,
foi publicada na revista Vitrine,
com repercussão na coluna do jornalista Zózimo Tavares, no Diário
do Povo.
Golpe do Baú
Em rodadas de cerveja bem gelada num dos shoppings de Teresina, jovem profissional comentou
que agora não tem mais problemas
financeiros “porque me casei com
uma gata que tem dinheiro”.
Parnaíba
Colônia de
Teresina
(Parte II)
Editorial
Diálogo e crescimento
O município de Teresina
ressente-se de política de resultados voltada para a zona
rural, dando atendimento a um
processo de transformação de
pequenas chácaras e sítios em
projetos agropecuários reduzidos, retirando-os da condição
em que se encontram. A zona
rural só figura em noticiário
infeliz: tragédias domésticas
e crises geradas pela falta de
água, de luz, de estradas. Atendida por inquestionável quantidade de reserva de
água no subsolo, essa impressionante riqueza não tem sido
devidamente aproveitada economicamente. Quando isso
acontece tem sempre alguém
aparecendo como benfeitor,
messias gerado na burocracia
que transforma direito em benefício e faz do homem destinatário de esmolas.
Conquanto haja ainda crônico problema de titulação
dessas pequenas propriedades
para que se materialize algum
tipo de apoio aos seus moradores, as áreas são quase sempre
destinadas ao lazer e nos quais
mais das vezes as despesas
com sua manutenção as transformam em ambientes de contínuo esvaziamento.
Contudo não é possível ignorar esse processo de abandono da zona rural. Seja porque as novas gerações estão
voltadas para a urbana, onde a
grande maioria, sem emprego
e sem habilitação profissional,
termina quase sempre levando
água ao moinho do crime, em
muitos casos como única alternância para o jovem que participar das benesses de consumo
do mundo globalizado.
As alternativas para quem
quer trabalhar são muitas. A
reconhecida incompetência do
brasileiro para novos investimentos é que provoca esse vazio levando o povo do campo
para a cidade e o desta para a
opção arriscada do crime e por
consequência a dor e o infortúnio das famílias.
Por que isso acontece? Parece haver adormecimento da
iniciativa criadora. Quem assiste a televisão vai perceber que
a cidade está investindo muito
dinheiro no carnaval de rua, em
revisão tendenciosa do rifão romano do pane et circensis. Só que diferente do que ensinaram os governos de então,
os de hoje descuram dessa sentença transferindo ao Governo
Federal a competência do poder municipal no sentido de
dotar a cidade das condições
necessárias ao atendimento
dos pobres que se encontram
ainda na zona rural. São necessárias políticas realistas de
aproveitamento das potencialidades do município.
Não basta apenas festejar.
Tem que haver o motivo para
tal, o que dizem os alemães o
leit motiv. www.tribunadopiaui.com.br
Um Jornal de Opinião
Reproduzindo o emblema
germânico “razão de viver”.
Isto é, o trabalho para que
ocorram as condições de comemorações das vitórias sobre
o fundamento do que foi conquistado, das etapas vencidas
e do aproveitamento do potencial da terra dos e dos homens. Não conduz a linha geral
dos nossos comentários qualquer ranço pessimista gerado por esta ou aquela razão.
Entendemos que nosso dever é mostrar comportamento criativo para que a cidade
supere suas mazelas e deixe
de ser apontada quase todo
dia como espécie de caixa de
Pandora, em que estão reservadas as mais decepcionantes
surpresas. Sabemos que é da competência do governante a missão
de estabelecer contato com o
povo, criando oportunidades
para todos, criando o diálogo necessário ao ambiente da busca das soluções conciliadoras do interesse público e das
aspirações comuns. Entendemos que assim devem se comportar os governantes sábios, os que têm realmente a preocupação com
a dignidade do mandato e a
missão do fazer político. Não
adianta apenas facilitar estipêndios a trombeteiros de reduzida dimensão crítica. Há
que chamar o povo à discussão
dos grandes temas.
TribunadoPiauí
Conselho Editorial
Olivan Rodrigues
José Olímpio
Ademar Sousa
Manoela Gomes
Deuzimar Silva
Olivan Rodrigues
Diretor de Redação
José Olímpio
Editor-Chefe
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Coordenação
Comercial
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Designer Gráfico
e Diagramação
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Administrativo
Deuzimar Silva
Revisão
Redação: Rua Gabriel Ferreira, 547 | Edifício Santa Isabel | Sala 104 | Telefone: (86) 3221-8153
Uma publicação da Editora Tribuna Ltda (CNPJ: 03.557.202/0001-27) de circulação semanal.
Os artigos e matérias assinadas são de inteira responsabilidade dos seus autores.
Enquanto não houver a descentralização da Administração Pública, com a criação de
uma Administração Regional
autônoma em Parnaíba, capaz
de resolver todos os problemas administrativos oficiais,
a cidade vai continuar sob
as amarras de Teresina. Para
crescer socioeconomicamente
e ajudar a desenvolver o Estado, a cidade de Simplício Dias
(Parnaíba) terá que se libertar
da Corte – Teresina.
Apenas para ilustrar - o
modelo de gestão moderna
que vem dando certo atualmente com descentralização
da administração pública em
administrações regionais nas
cedes dos municípios desenvolve igualmente as cidades.
Os empreendedores não precisam esperar dois, três meses
para implementar negócios – a
agilidade, praticidade aliadas a
infraestruturas e incentivos ficais têm atraído investimentos
e investidores que não podem
perder tempo com burocracia e
entraves institucionais.
Em Parnaíba, ao contrário,
os entraves burocráticos são os
principais desestímulos a implantação de empreendimentos
empresariais no Piauí. Tempo
é dinheiro – ao tomar conhecimento das dificuldades, o
potencial empresário desiste
de investir, vai procurar outros
lugares onde há facilidades de
negócios. Na guerra para atrair
investimentos entre estados e
municípios – a concessão de
incentivos fiscais, menos burocracias e infraestruturas são
alguns dos itens essenciais
oferecidos aos investimentos.
No Distrito Federal – 70
km² de área – cada cidade Satélite tem uma administração
regional em que os órgãos públicos oficiais estão presentes
para dar agilidade aos empreendimentos privados, públicos
e prestar assistências de saúde,
segurança e educação à população em suas comunidades.
Só com o funcionamento de
uma administração regional
em Parnaíba a cidade poderá sair da condição de julgo
colonial. Enquanto isso, os
parnaibanos vão continuar na
dependência de Teresina para
desenvolver seu potencial socioeconômico.
A situação é tão dramática
que em épocas de temporadas,
férias e veraneios – falta água,
luz, sinal telefônico, combustíveis, serviços de hotelaria,
espaço para os visitantes se
movimentarem em ruas e vias
apertadas e esburacadas da cidade que, neste fim de ano até
comida faltou para atender a
demanda dos turistas que visitaram o litoral piauiense.
Como o turismo é a principal
fonte econômica – e, não há
muitas opções, o turista é explorado ao extremo com preços irracionalmente exorbitantes o que cria uma imagem
negativa da cidade.
*Roberto Carvalho é jornalista
e escritor. Blog: www.rcarvalho.zip.net
POLÍTICA
ANO I • Nº 6 • Teresina - PI • De 09 a 15/02/2010
03
Fotos: Ademar Sousa
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Tribuna em Foco
Bom de briga
Quem imaginava que o
professor Cineas Santos fosse bom de briga, quebrou a
cara.
Indignado com as críticas do cantor e jornalista Zé
Marx, por conta das mudanças no Carnaval de Rua de Teresina, o presidente da FCMC
processou o artista por crime
de calúnia e difamação.
O calundu do professor,
porém, terminou com a retratação pública feita pelo
cantor para encerrar a briga.
Zé Marx disse que tomou
a decisão de se desculpar publicamente por saber que as
custas processuais eram altas
e que Cineas Santos ia deixar
a presidência da Fundação.
Ou seja, sem isso não haveria retratação.
deve se contentar com três
ou no máximo quatro vagas
na Assembleia Legislativa.
Vereadores candidatos
Pelo menos cinco dos 21
vereadores de Teresina querem trocar a CMT pela ALEPI.
Mas apenas um tem eleição garantida: Firmino Filho
(PSDB).
Major Paulo Roberto
(PRTB), Teresa Britto (PV),
Joninha (PSDB) e Edvaldo
Marques (PSB) vão jogar o
barro na parede.
Se grudar, tudo é festa.
Defenestrado
Chico Leitoa, ex-prefeito
de Timon, teve o registro de
sua candidatura a deputado estadual impugnado pela
Justiça Eleitoral.
Mesmo assim foi diplomado pelo TRE do Maranhão e tomou posse na condição de suplente.
O MPE bateu em cima e
o Tribunal Superior Eleitoral mandou o ex-prefeito de
volta para casa.
Houve recurso da decisão, mas o STF confirmou a
sentença que pôs fim à carreira parlamentar de Chico
Leitoa.
Calado por resposta
Na sessão solene de reabertura dos trabalhos legislativos
na CMT, este se aproxima do
carrancudo Cineas Santos e
pergunta:
- O senhor aceitou os termos da retratação do Zé Marx,
mesmo sabendo que ele só pediu desculpas por que as custas processuais eram altas e
por saber que o senhor estava
prestes a deixar a presidência
da FCMC?
Na sua habitual polidez, o
Sem quadros
intelectual de Caracol não se
O PSDB dificilmente fará
fez de rogado, fechou a cara e mais que um deputado fedesapecou:
ral.
- Dou o calado por resposta.
Disputarão a vaga tucana
Virou as costas e foi embora. o ex-governador e ex-senador Freitas Neto e o empreCara feia
sário R. Sá Filho.
Antes de deixar o recinto,
O barulhento Tererê não
Cineas Santos é abordado tem a menor chance de se
pelo vereador Décio Solano eleger.
(PT).
O parlamentar petista
Prejuízo
queria saber por que a PreO deputado João de Deus
feitura não aplicou o total de (PT), nas duas eleições que
recursos da Lei A. Tito Fi- disputou, recebeu o forte
lho, em 2009.
apoio da diretoria do Sinte.
O homem olhou com cara
Nas eleições deste ano,
de poucos amigos para o ve- ele não contabilizará mais
reador petista e explicou que esse apoio.
no ano passado, em razão da
A presidente da entidade,
crise, houve um contingen- Odeni de Jesus, rompeu com
ciamento de recursos, mas o PT e filiou-se ao PSB.
garantiu que este ano tudo
Por conta disso, o depuvolta ao normal.
tado usa adjetivos nada eloE não encompridou a con- giosos para classificar a exversa, deixando o vereador aliada.
admirado com sua simpatia.
Trabalho
Otimista
Em 2009, a CMT aprovou
O PT trabalha na perspec- 117 projetos elaborados petiva de eleger uma bancada los vereadores e 43 oriundos
de oito deputados estaduais. do Executivo Municipal.
Quem garante isso é o veForam aprovados também
reador Décio Solano, irmão 2 mil 385 requerimentos sodo presidente da Agespisa, licitando benefícios para os
Merlong Solano, forte can- mais diversos bairros da cididato a uma cadeira na As- dade e da zona rural.
sembleia Legislativa.
Os campeões de requeEmplacando Antônio José rimento, pela ordem, foram
Medeiros como candidato da os vereadores Teresa Britto
base, pode até ser que os pe- (374), Luiz Lobão (305), R.
tistas consigam essa proeza. Silva (304) e Renato Berger
Do contrário, o partido (283).
wellington Dias: mensagem confusa.
Governador Wellington Dias
lê mensagem codificada
Não foi uma despedida formal, mas discurso de alguém
que se afasta por algum motivo
da posição em que se encontra.
Ao abrir a sessão legislativa da
Assembleia, a última dessa legislatura, o governador do Estado Wellington Dias reiterou seus
agradecimentos aos deputados
e aos piauienses, não só pelo
apoio ao seu governo como pela
forma disciplinada com que o
poder honrou todos os compromissos com o Executivo. Falou
em código camuflando seu futuro, ora dizendo que 2010 será
melhor, ora dizendo que tem que
trabalhar.
Pode-se dizer que, numa casa
em que detém maioria quase absoluta e trabalha de acordo com
o ritmo ditado pelo chefe do poder executivo, a Assembleia não
teria mesmo que se comportar de
outra maneira. Além do tradicional cerimonial da ida e vinda da
comissão de deputados para trazer ao plenário o chefe absoluto
de tudo não se localizou nada de
novo na mensagem.
Excluindo, é claro, os defeitos que a reduzida oposição
cuidou logo de identificar ou
porque o documento apresentou
dados que não correspondem à
realidade do Estado, ou porque
não mostrou nenhuma obra estruturante, limitando-se a exibir mapas e gráficos. Às vezes,
o governador abandonava tudo
isso para falar de maneira emocionada e sentimental.
Dias fez balanço das ações
do Executivo dividindo seu documento em três partes; ações na
área institucional, na econômica
e na social. Ao traçar paralelo
sobre o Piauí que encontrou ao
assumir o poder pela primeira vez, o governador encontrou
oportunidade para alinhar gráficos que correspondem ao crescimento de cada setor.
Como todos os governadores,
obedecendo muito mais a uma
prática tradicional que qualquer
legislação específica, prestou
conta da sua ação. Foi humilde
ao reconhecer que não fez tudo
que precisava ser feito. Mais
adiante foi mais incisivo quando afirmou que “fizemos muito
mais do que aquilo que era espe-
deputados atentos à mensagem.
rado e que nos comprometemos
em fazer”.
Quem foi à Assembleia Legislativa para encontrar um governador afirmando qualquer
decisão sobre a expectativa do
seu afastamento em fins de março para assumir candidatura na
eleição de outubro se decepcionou. Ele conduziu sua fala de
forma a reiterar o programa de
obras em execução, sempre trabalhando com frase do tipo “temos muito que fazer ainda neste
ano”.
Destaques da mensagem:
“Hoje é com muita segurança que apresento, que pelo ritmo
de crescimento que o Piauí vem
mantendo, chegamos em 2005
com um índice de 0,703, em
2010 vamos fechar com 0,738 e
hoje, através de projeções confiáveis da Fundação Cepro, IBGE,
Ipea, por exemplo, conseguiremos chegar a 2022 num patamar
em 0,822”, comemora.
Investimento
em educação
“Conseguimos ter em cada
município do Piauí o ciclo completo para o ensino básico e vamos chegar em 2010 a todos os
municípios com o ciclo completo da educação. Ou seja, do préescolar a pós-graduação”.
Exemplo na saúde
Outro indicador importante é
na área da saúde. O mundo mede
um lugar desenvolvido àquele
que tem uma expectativa de vida
acima de 0,8. Na prática, é onde
a expectativa de vida ultrapassa
os 75 anos de idade.
PIB de R$ 25 bilhões
“O que quero mostrar é que
é sim possível ter em 2022 um
PIB com um patamar acima de
R$ 25 bilhões. O que isso significa? Significa atender a outra
meta que é alcançar um IDH
que seja superior a 6 mil dólares
per capita. O mundo considera
desenvolvido um lugar onde a
renda anual ultrapasse R$ 9 a 10
mil reais. Então veja a nossa renda per capita que era R$ 2,5 mil
em 2002, chegamos em 2007 a
4,6 mil. A meta é chegar a 2022,
com segurança, acima de R$ 10
mil”.
Receita supera despesa
No Piauí, hoje essa é uma
realidade possível. Em 2002, o
Estado tinha uma receita corrente liquida de R$ 1,5 bilhão.
Em 2009 a receita era superior a
R$ 4 bilhões. No ano de 2003, o
primeiro do meu mandato e com
todas as medidas difíceis que tomamos, a nossa capacidade de
investimento era de apenas R$
52 milhões. Fechamos 2009 ultrapassando a marca de R$ 650
milhões em investimento.
2010 melhor
Dias falou ainda do ano de
2010; desafiador, segundo ele.
Mas foi enfático ao afirmar que
esse será o melhor ano de seu
mandato. “É um ano que do
ponto de vista das obras vamos
finalizar 2010 como o melhor
ano desses oito anos de mandato. Por outro lado é um ano
desafiador, pois à medida que
a gente ampliou as obras temos
que ampliar as condições de fazer acontecer”.
04
GERAL
ANO I • Nº 6 • Teresina - PI • De 09 a 15/02/2010
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O dilema de Sílvio
Principal opositor do governo no Piauí, o PSDB só tem
expressão em Teresina, seus diretórios no interior quase todos
são cartoriais e alguns deles
são controlados até por adversários, como é o caso do município de Pio IX, onde quem
controla a sigla são os aliados
do vice-governador Wilson
Martins.
As lideranças tucanas nunca se preocuparam em estadualizar o partido e criar uma
militância ativa. Mesmo assim
tiveram com a faca e o queijo
na mão para controlar o governo estadual e robustecer a sigla, mas o ex-prefeito Firmino
Filho, com medo de entregar
a Prefeitura ao ex-governador
Alberto Silva, recusou o presente de Mão Santa.
Hoje, o prefeito Sílvio Mendes, embora apareça em primeiro lugar nas pesquisas, sabe
que o PSDB não tem capilaridade no Estado para garantir a
sua eleição e só será candidato
se costurar um acordo com o
PMDB de Themístocles Filho,
Fotos: Ademar Sousa
Sílvio pode fortalecer ou
fazer definhar o PSDB
sílvio Mendes quer...
... Themístocles como vice.
uma das lideranças mais fortes candidato a vice na chapa de
do partido.
Sílvio Mendes, atraindo ainda
E não se pode descartar a o apoio de outros partidos da
hipótese de o presidente da As- base do governo.
sembleia Legislativa, hostiliTudo pode acontecer, inzado pelos petistas, aceitar ser clusive o prefeito de Teresina
desistir na última hora e deixar
a oposição órfã de candidato,
como fez Firmino Filho, que
deixou o cavalo passar selado
à sua frente e ser montado por
Wellington Dias.
Sílvio Mendes pode fazer o
PSDB crescer e se fortalecer
no Estado ou definhar de uma
vez. A primeira opção alcançará sendo candidato, e a segunda, fugindo da raia.
À medida em que novas ferramentas de comunicação vão
surgindo, principalmente redes sociais na internet, blogs,
microblogs, a informação vai
passando a ser mais democrática e chegando a mais gente. Ao
mesmo tempo o trabalho de investigação da imprensa continua
a ser ameaçado por aqueles que
se sentem contrariados com notícias que, por algum motivo, os
desagradam.
No Piauí, apesar do esclarecimento da população sobre a
importância da liberdade de expressão e da reação negativa da
sociedade em ir contra aqueles
que tentam impedi-la, ainda são
bastante comuns agressões físicas, verbais ou qualquer tipo de
intimidação ao trabalho do jornalista que publica informações
verdadeiras.
Somente em 2009, tivemos
quatro tentativas de intimidação do trabalho da imprensa no
nosso estado. Isso para falar as
que chegaram ao conhecimento
São Gonçalo
é o município
do Sindicato
dos Jornalistas
do
Piauí,
que tem
conhecimento
de
brasileiro
com
maior índice
que
muitas
outras
não
são
dede pessoas com deficiência no
nunciadas. “O Sindicato só pode
Brasilalguma
(33,4%,
de acordo
comé
tomar
atitude
quando
o Instituto oficialmente”,
Brasileiro de Geoinformado
explica
o presidente
do Sindjorpi,
grafia
e Estatística),
por isso,
Luiz Carlos de Oliveira.
Fotos: divulgação
Intimidação à imprensa piauiense:
um atentado à democracia
luís Carlos de Oliveira.
wellington Raulino.
toni Rodrigues.
Uma das agressões foi contra
o jornalista Dionísio Carvalho
Neto, do portal de notícias Riachaonet, que teve sua máquina
fotográfica apreendida por policiais civis e militares enquanto registrava o trabalho desses
agentes da segurança púbica em
uma boate da cidade.
melhorar
as condições
de foi
des-a
Outro fato
lamentável
agressão
profissional
locamentofísica
dessasaopessoas
é algo
de
imprensa
Wellington
Raulique engrandece o Piauí. Com um
no, por denúncias em sua rádio
investimento
de R$
160 mil,doo
de
ações do crime
organizado
projeto contempla rebaixamento
Piauí.
bastantenoscomentade Um
guias,caso
passarelas
dois lado pelos colegas de profissão
foi o sofrido pelo jornalista Toni
Rodrigues, do portal 180 graus.
Toni publicou, em abril de 2009,
uma reportagem mostrando que
o governador Wellington Dias
recebeu em São Paulo o título de
Líder Nacional de Responsabilidade Social. No mesmo dia, a
entidade que o premiou enviou
dos da
avenida uma
principal
comde
para
o governo
proposta
patrocínio
paraalerta
uma epublicação
piso táctil de
direciopor
eles
editada
e
que
se
intitula
nal, construção de banheiros
“Revista Mercado”. A referida
adequados nos
órgãos
publicação
exaltaria
as públibelezas
cos,Piauí
construção
de meios-fios
do
e a suposta
capacidade
com
que oadaptadas.
chefe do Executivo
e calçadas
vem atuando à frente do gover-
no.
Para tanto, o estado teria que
desembolsar a quantia de R$
67,9 mil. O jornalista, então, publicou uma matéria informando
o seguinte: “Entidade que premiou W. Dias está cobrando R$
67,9 mil”. O governador entendeu que Toni Rodrigues estava dizendo que ele havia pago
pelo prêmio. “No entanto, no
corpo da reportagem não se vê
nenhuma afirmação neste sentido. Mesmo assim ele protocolou
queixa contra mim na Delegacia
Geral e em seguida ingressou
com ação em Juízo”, lamenta o
jornalista.
“O governo atual não gosta
de ser questionado. Imagino que
esteja incomodando porque tenho por hábito a fiscalização do
poder. Faço isso porque defendo
a liberdade de imprensa e faço
isso com toda a responsabilidade. Nunca fiz matérias levianas
ou acusações sem prova”, explica Toni Rodrigues.
No final de 2009, uma agressão que teve bastante repercussão foi a sofrida pelo jornalista
Walcy Vieira, do portal AI5. Ele
foi detido enquanto fazia imagens de uma ação policial contra
camelôs na Praça da Bandeira.
O presidente do Sindjorpi,
Luiz Carlos de Oliveira, lamenta
que tais agressões ou intimidações ainda ocorram, especialmente pelo poder público, que
deveria preservar pela defesa
dos direitos humanos e liberdade
de expressão e de imprensa. “Em
todos os casos nós soltamos nota
de repúdio para que a sociedade
tenha conhecimento dessas atitudes antidemocráticas e procuramos também conscientizar as
autoridades da importância da liberdade de imprensa. Em último
caso, acionamos nossa assessora
jurídica para reparação de possíveis danos morais e materiais”,
explica o jornalista.
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GERAL
ANO I • Nº 6 • Teresina - PI • De 09 a 15/02/2010
O dilema de Wellington Dias
Editor-Chefe
Se vingar a ideia dos petistas
de impor a candidatura própria,
o PT corre o sério risco de sofrer um retumbante fracasso nas
urnas, do qual nem mesmo a
candidatura de Wellington Dias
ao Senado, hoje dada como favas contadas, escapará.
A caravana dos 30 anos, idealizada pela cúpula do partido,
é uma estratégia para alavancar
a candidatura de Antônio José
Medeiros e convencer o governador Wellington Dias a escolhê-lo como candidato da base
à sua sucessão.
O governador, não se sabe se
para agradar o ex-deputado Zé
Dirceu, o idealizador e principal
operador do Mensalão, que esteve no final de semana acompanhando a caravana petista,
revelou que deseja entregar o
“bastão” a Antônio José Medeiros, causando um rebuliço danado na base aliada.
Os petistas acreditam que a
caravana que percorrerá o interior do Estado fará com que o
candidato do PT decole e apareça bem posicionado nas próximas pesquisas de intenção
de voto. Alcançado esse intento, apostam que o governador
apoiará a candidatura própria.
nas pesquisas, à frente apenas
de Marcelo Castro (PMDB).
Todo mundo sabe, principalmente os petistas, que o discurso de que é importante manter
a base coesa em torno do nome
escolhido pelo governador, a
fim de dar continuidade ao projeto implantado pelo PT, não
passa de retórica vazia com o
fito de dissimular as reais intenções dos pré-candidatos aliados.
Eles, na verdade, só aguardam
que o governador defina sua opção para tomar o rumo que lhes
for mais favorável.
Se resolver ficar no cargo até
o final de sua gestão, cedendo
à pressão dos companheiros, o
que é pouco provável, além de
não conseguir impor a candidatura própria, o governador dificilmente evitará as defecções na
base que vão fortalecer a oposição. Optando por João Vicente
Claudino, é quase certo que perderá o apoio de Wilson Martins,
que pode ser candidato com o
apoio do PSDB, que indicaria o
governador Wellington Dias.
vice. Nesse caso, Sílvio Mendes
Difícil, porém, acreditar que po e aparecem sempre bem nas desistiria da disputa, o que não é
o secretário de Educação consi- pesquisas, atrás apenas de Síl- nada improvável em se tratando
ga suplantar João Vicente Clau- vio Mendes, virtual candidato de um tucano.
O candidato do PTB também
dino (PTB) e Wilson Martins da oposição, ocupando, respec(PSB) na preferência do eleito- tivamente, a segunda e terceira não teria dificuldades em marrado, haja vista que os dois es- posições, bem distantes do can- char com os tucanos no próxitão em campanha há muito tem- didato do PT, o quarto colocado mo pleito, afinal já são aliados
Foto: Ademar Sousa
José Olímpio
05
em nível municipal. Marcelo
Castro, por sua vez, já disse
que o PSDB é irmão siamês do
PMDB, de onde se originou,
acrescentando que tucanos e
peemedebista podem marchar
juntos novamente.
Em outro cenário, com
Wellington Dias renunciando
para ser candidato ao Senado,
aí é que ficaria difícil prosperar
a candidatura própria. Nesta hipótese, o vice-governador Wilson Martins, com a caneta não
mão, seria candidato natural à
sucessão de Wellington Dias,
com amplas chances de se eleger, mesmo que a base trinque e
João Vicente, insatisfeito, migre
para a oposição, sendo candidato com o apoio dos tucanos ou
apoiando a candidatura do prefeito Sílvio Mendes.
O PT sozinho não irá a lugar nenhum e é remotíssima a
possibilidade dos candidatos da
base desistirem de suas candidaturas em favor de Antônio José
Medeiros. Resta aos petistas a
alternativa de indicar o candidato a vice na chapa de um dos
aliados, João Vicente ou Wilson
Martins, e aguardar o imprevisível resultado das urnas ou então
insistir na candidatura própria e
encerrar o ciclo de poder do PT
no Piauí.
Foto: Ademar Sousa
O deputado tucano Roncalli Paulo foi condenado pela
Justiça Federal pelo desvio de
recursos públicos quando era
secretário de Obras Públicas,
durante o governo Mão Santa.
A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal (MPFPI), através do procurador da
República Kelston Pinheiro
Lages.
Além do deputado do
PSDB, a Justiça Federal condenou também o ex-diretor
administrativo da Secretaria de
Obras.
Os dois foram condenados
ao pagamento de multa nos valores de R$ 9 mil e R$ 3 mil,
respectivamente, por terem
feito saques, de forma irregular, das contas de um convênio
celebrado com o Ministério
da Integração Nacional para
a construção da Barragem de
Castelo do Piauí. O procurador da República
Kelston Lages, autor da ação,
recorreu da sentença por entender que os ex-gestores devem,
também, ter os direitos políti-
Foto: Arquivo
Tucano Roncalli Paulo é condenado
por improbidade administrativa
PROCURADOR Kelston Lages quer punição mais rigorosa...
... para o deputado Roncalli Paulo.
cos suspensos, ficar proibidos
de contratar com o Poder Público e perder bens ou valores
acrescidos a seus patrimônios;
pedidos que, segundo o MPF,
não foram apreciados pela Justiça Federal.
Em outubro de 2001, ocorreram transferências de valores
da conta do convênio para duas
contas da Secretaria de Obras,
nos valores de R$ 14.793,00
O primeiro saque, no valor
de R$ 23.300,00 ocorreu no
dia 8 de novembro de 2001,
apenas dois dias após a cassação do então governador do
Estado e na iminência da saída
dos dois gestores dos cargos
que ocupavam.
O segundo saque, no valor
de R$ 241.140,00, ocorreu no
dia 19 de novembro, no último
dia da gestão de Roncalli Paulo
e R$ 22.206,78, sem qualquer
contraprestação, contrariando
cláusula sexta do convênio que
determinava a obrigação do
convenente manter os recursos
repassados em conta bancária
específica.
Em novembro daquele ano,
ocorreram dois saques na conta
bancária específica do convênio
sem a existência de qualquer
despesa como contraprestação.
à frente da Secretaria de Obras.
Para o MPF, as irregularidades praticadas pelos ex-gestores implicaram em prejuízo
tanto à União, com o saque de
R$ 23.000,00 e sem a devida
contraprestação, quanto para o
Estado do Piauí que ficou desfalcado, tendo que repor aos
cofres públicos R$ 241.140,00,
sacados ilegalmente da conta
do convênio.
06
ANO I • Nº 6 • Teresina - PI • De 09 a 15/02/2010
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TribunadoPiauí
Foto: Ademar Sousa
Inconformados com salários baixos,
servidores da saúde ameaçam greve
Marlene Freitas
Da Redação
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde é mais um sindicato a pressionar o Governo
por reajuste salarial, salários
atrasados de 94 e outros benefícios para seus filiados. O
Sindicato entregou uma solicitação aos secretários de Saúde e Administração com uma
lista de exigências e um prazo
para que o Governo convoque
para a negociação. O principal
ponto da proposta do Sintesp
é o reajuste da tabela do plano
de carreira 2004.
Segundo a diretora financeira Edna Martins, a tabela está
defasada e a remuneração dos
servidores vem se desgastando
ano após ano desde 2004, já
que a correção foi feita desde
então, mas com perdas. Ela
explica que o nível mais baixo
de remuneração, inicialmente
definido acima do salário mínimo, hoje é menor.
A tabela de reajuste proposta eleva o vencimento das
edna Martins, diretora financeira.
três classes de trabalhadores
dos órgãos de saúde, desde o
agente de serviços gerais até
o de nível superior. O venci-
mento do agente operacional
de serviço era de R$ 280,00
em 2004, quando o mínimo
valia R$ 260,00. Hoje esses
servidores estão recebendo o
mesmo valor do mínimo. O
sindicato solicita um valor de
R$ 535,00.
O nível médio, para o agente técnico, tinha em 2004 um
valor de R$ 480,00, quase o
dobro do salário mínimo. Atualmente a diferença é de apenas
R$ 26 reais. O agente de nível
superior recebia R$ 800,00,
hoje ganha R$ 893,00, e a solicitação é de R$ 1. 529,00.
Os servidores estão inconformados com a desvalorização e prometem lutar para
impor o valor da categoria
profissional conquistado pela
implantação do Plano de Carreira. Segundo a dirigente sindical foi uma grande conquista
para os filiados, que passaram
com isso a ter um valor profissional.
Caso o Governo não ofereça uma proposta ou aceite uma
negociação, o Sindicato vai realizar outra assembleia dia 11
de fevereiro para decidir qual
será a mobilização. No caso
dos salários atrasados, reivin-
dicação antiga também do Sintesp, que tem ação tramitando
desde 1999, a exigência faz
coro às pautas de outros sindicatos, como dos professores,
em protesto ao descumprimento da promessa do Governo
que divulgou que pagaria o salário de dezembro e o 13º de
1994.
Embora reconheça que a
categoria fez grandes conquistas, como o Plano de Carreira,
durante a administração de
Wellington Dias, um ex-dirigente sindical critica o Governo pelo que chama de falta de
compromisso e desrespeito aos
trabalhadores.
A reclamação é quanto aos
salários baixos e demissões,
no caso do processo de municipalização da saúde, quando
vários servidores foram demitidos em todo o Estado. “O
governo atual não tem diferença dos demais. A gente pensava que ele iria ver o lado dos
trabalhadores, mas tudo o que
conquistamos foi por nossa
luta”, ressaltou Edna Martins.
Foto: Arquivo
Pressão de moradores arranca nova
promessa para projeto de drenagem
Marlene Freitas
Da Redação
Se a burocracia permitir os
moradores do São Cristóvão
afetados anualmente pela dramática inundação do bairro terão que esperar pelo menos até
julho para que vejam iniciadas
as obras que, espera-se, resolverão definitivamente o problema.
O projeto está sob análise
do Ministério das Cidades que,
segundo Norbelino Lira, presidente do Instituto de Desenvolvimento do Piauí, incumbido
da realização do projeto, prometeu liberar nesta semana o
laudo técnico para o início da
obra orçada em R$ 25 milhões,
compreendendo a construção
de 6 galerias na Zona Leste,
que abrange o bairro de São
Cristóvão e partes do Jóquei e
Morada do Sol, estendendo-se
por 320 hectares.
Norbelino Lira disse que
no que depender de sua vontade a obra vai mesmo começar
em julho, no máximo, quando
já tiver findado o período de
chuvas. Após o projeto de engenharia do ministério iniciará
o projeto executivo do IDEPI,
para a necessária licitação e
após 3 ou 4 meses será dado
início às obras.
Lira fez a promessa à comissão de moradores que na semana passada foi mais uma vez
cobrar uma solução, após ter
ameaçado boicotar impostos,
anular votos e acionar o Ministério Público. Eles estavam
mesmo decididos a conseguir
mais do que promessas, uma
rua Professor Darcy Araújo, um verdadeiro rio.
vez que o projeto já se arrasta
desde maio de 2008 e transitou
da Prefeitura para o Estado,
que assumiu a responsabilidade, porém sem tirar o plano do
papel até agora.
Após iniciar, ainda serão necessários mais 2 ou 3 anos, segundo o presidente do IDEPI,
para que a obra seja concluída.
É gigantesca, causará transtornos e sofrimento para a população por todo esse longo tempo
pelas interferências a serem feitas no trânsito e rede de abastecimento de água e telefone.
O sofrimento dos moradores, no entanto, vem desde 1988, quando as primeiras
inundações já afugentavam
pessoas de suas casas. Mas foi
a partir de 1994 que o problema
tomou proporções realmente
dramáticas. O nível da água da
enchente subiu, transbordou os
diques de 60 cm, com os quais
as pessoas tentavam impedir
que a água invadisse o interior
das casas, e atingiu mais de 1
metro. A falta de escoamento
transforma as ruas em riachos
com corredeiras e ninguém entra em casa enquanto não cessa
o pandemônio.
“É um estado de sítio”, diz o
professor Olímpio Castro, que
tem tentado mobilizar os moradores e coordena o movimento
que vem exigindo a solução do
poder público. Sobre o boicote
aos impostos e ao voto, o professor Olímpio disse que foi
necessário um posicionamento
radical, principalmente porque
a tendência do problema é se
agravar, ao passo que o governo não demonstrava interesse
em resolvê-lo e os moradores
não tomavam a atitude que a
situação exigia
PERDAS E DANOS
Para se ter uma ideia da
dimensão do problema, há residente que reclama de que
por pouco não perdeu a vida.
No último inverno a enchente destruiu a casa da empresária Marilene Terto, na Rua
Darcy Araújo com Rua Pedro
Almeida. Depois de arrancar
o muro, invadiu o interior da
residência, arrasou a mobília e
os outros pertences e acordou
a moradora que teve de lutar
para não se afogar, ao mesmo
tempo em que salvava a vida
de duas senhoras idosas que
foram acordadas pela enchente. Marilene abandonou a casa
e foi morar de aluguel. Assim
como ela, muitos dizem que já
amargaram muitos prejuízos,
da própria casa a registros da
história de vida.
Depois de muitas perdas e
danos os atingidos se dispuseram a ir às últimas consequências, afirma a artesã Tânia Macedo Guerra, residente à Rua
Torquato Neto, testemunha e
vítima das enchentes desde
1988, quando se lembra da primeira vez que a água invadiu
sua casa. Ela estava indignada porque acredita que o bairro
vem sendo tratado com descaso
e a Prefeitura não se interessou
em solucionar o problema nas
primeiras reclamações feitas há
mais de 20 anos. “ Dizem que
temos que nos virar sozinhos”,
reclama.
“Nunca vi tamanho sofrimento, por isso estou solidário”, observou o morador
Odair Soares, explicando que a
ameaça da enchente chegou ao
jardim de sua casa. “Este ano
será ótimo, podemos conseguir
a atenção que precisamos. É
um ano eleitoral”, ironiza.
O problema de escoamento no São Cristóvão se tronou
crítico após a construção da
Avenida Presidente Kennedy.
Como não existem galerias,
que dariam o escape para a
água das chuvas, o asfaltamento das ruas empossa a água, que
desce em correnteza inundando
as ruas de nível mais baixo.
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GERAL
ANO I • Nº 6 • Teresina - PI • De 09 a 15/02/2010
Foto: André Pessoa
Governo estimula destruição
dos ecossistemas no Piauí
Tânia Martins
Da Redação
Enquanto o mundo tenta encontrar uma alternativa para salvar
o planeta do aquecimento global o
Governo do Piauí estimula a venda de áreas nativas para o plantio
de monoculturas como soja e eucalipto. Os ambientalistas acusam
o governador Wellington Dias de
estar promovendo ações que visam estimular empresários brasileiros e estrangeiros a explorarem
os recursos naturais ainda disponíveis, principalmente no Cerrado
e na Caatinga.
Os empreendimentos são insustentáveis e ameaçam a biodiversidade dos biomas, em troca
de investimentos milionários que
resultam em favorecimento para
uma restrita elite.
O pior é que enquanto planejam os dolos, jogam para a plateia
o discurso de geração de emprego
para o sofrido homem do campo.
Tudo balela, pois Bahia e Pernambuco, por exemplo, já não têm
mais floresta e o desemprego no
campo é altíssimo.
No contra-ataque, os ambientalistas correm em busca de apoio
da Justiça para manter as florestas
que restam no Estado em pé.
“Decidimos pedir ao Ministério Público que barre as ofertas
impactantes para o meio ambiente, oferecidas a grupos estrangeiros pelo o secretário de Relações
Institucionais do Governo do Estado, Sérgio Vilela, que exibiu recentemente o filho de um famoso
ladrão britânico, Michel Biggs,
do grupo Oxygen PLC, disposto
a plantar eucalipto no Cerrado e
anunciou a chegada de outros grupos internacionais como Deamore, Axil Capital, Companies, entre
outros”, disse o coordenador de
mobilização da Rede Ambiental
do Piauí - REAPI.
“Se o atual Governo fosse
preocupado em defender o patrimônio do Piauí, apostaria em
projetos sustentáveis, como, por
moto-serra em ação.
exemplo, manter a floresta em pé
para gerar lucros e dividendos.
Por qual motivo só apostam
em projetos que prejudicam o
meio ambiente?”, dispara o ambientalista Reginaldo Muniz, da
Fundação Rio Parnaíba – FURPA, que em seguida responde, “Só
pode ser porque é mais lucrativo
pra eles”, completou Muniz.
Dionísio Neto reforça as palavras de Reginaldo, afirmando
que tudo leva a crer que as principais autoridades políticas do Estado estão aliadas a um grupo de
38 empresas, pertencentes à área
da indústria, que emitem grande
quantidade de gases de efeito estufa, que financiam campanha política Brasil afora. Segundo o ambientalista, na última eleição esse
grupo, formado por 12 empresas
ligadas ao agronegócio, papel e
celulose, energia, cimento, mine-
ração, siderurgia e óleo, associações de poluidores, doou cerca de
R$ 60,8 milhões aos políticos.
“Quem tem acesso a informação sabe que nossos políticos
recebem dinheiro da Bünge, JB
Carbon, Klabin Celulose, Companhia Siderúrgica Nacional e outras empresas ligadas à Federação
da Indústria, que tem o posicionamento contra a qualquer prática de conservação da Natureza”,
assegura o ambientalista que está
preocupado com a corrida de Sérgio Vilela para “vender” o Piauí
aos predadores.
“Esse senhor foi o garotopropaganda da Brasil Ecodiesel
aqui”, lembrou Francisco Soares,
representante do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA, informando em seguida que
a Brasil Ecodiesel chegou ao Piauí
em 2005 para plantar mamona,
conseguiu 40 mil hectares com
o Governo do Estado, desmatou
metade da área, produziu carvão
de mata nativa, e quatro anos depois abandonou o projeto falido e
deixou quase 700 famílias de trabalhadores rurais sem emprego e
com a terra arrasada.
“Qual foi o desenvolvimento
promovido pela Brasil Ecodiesel no interior do Piauí?”, indaga
Soares, informando ainda que o
mesmo aconteceu com a empresa
JB Carbon, que desmatou seis mil
hectares de vegetação nativa do
Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica para fazer carvão.
De acordo com Soares, o mais
preocupante é a facilidade com
que a Secretaria de Meio Ambiente do Estado - SEMAR, expede
licença ambiental para desmatamento, embora saiba o quanto
custa caro para a Natureza promover o desmatamento. “O desmatamento contribui muito para
a emissão de gases de efeito estufa, e os técnicos sabem o quanto.
Com a derrubada da mata, o gás
carbônico (CO2) estocado nos
tecidos das árvores é liberado na
atmosfera. Se o desmatamento
07
foi feito por queimadas, além de
gás carbônico, são liberados outros gases de efeito estufa, como
o metano, cerca de 20 vezes mais
prejudicial para o aquecimento global que o CO2”, informa o
ambientalista que é seguidor do
projeto que visa manter a floresta
em pé.
Ele se refere ao acordo internacional para combater as mudanças climáticas em que foi criado
o mecanismo Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação (REDD), que pretende
criar valores econômicos para a
chamada “floresta em pé”. Desta forma, proprietários de matas
naturais que se prontificarem a
proteger as florestas por 60 anos
seriam pagos por isto durante este
período, o que pode ser uma alternativa rentável para reduzir o desmatamento. O mecanismo propõe
evitar queimadas e, ao manter as
florestas, assegurar os serviços
ambientais que estas oferecem.
Estudo realizado pelo Instituto
Brasileiro de Pesquisa Ambiental
Amazônica (Ipam) levantou os
custos e benefícios da implementação de um programa de REDD
na Amazônia brasileira.
De acordo com a pesquisa
Custos e Benefícios da Redução das Emissões de Carbono do
Desmatamento e da Degradação
(REDD) na Amazônia Brasileira,
publicada em 2008, para reduzir
o desflorestamento para próximo
de zero na próxima década seria
necessário um investimento de 72
milhões de dólares por ano – incluindo aí capacitação das famílias que moram nos locais para a
conservação da floresta, capacitação de pequenos produtores rurais
e compensações aos proprietários
de terras.
Em contrapartida, um programa nesse sentido duplicaria a
renda de 150 mil famílias amazônicas, reduziria os custos sociais
e econômicos impostos pelas
queimadas e incêndios florestais,
como doenças respiratórias.
Parque Ambiental do Mocambinho sofre descaso
Fotos: Manoela Gomes
O parque
abriga várias
espécies da
fauna e da
flora local
Manoela Gomes
Da Redação
Um verdadeiro santuário da natureza que compreende ao todo 36
hectares de pura área verde. Tratase do Parque Ambiental do Mocambinho, localizado na Avenida
Central do conjunto.
O parque concentra representantes da nossa fauna e flora local,
mas sofre por conta do descaso do
poder público, a julgar pela estrutura precária em que os funcionários trabalham.
O prédio passou por uma recente pintura, porém, os móveis
estão em péssimo estado, com cadeiras e mesas quebradas. No parque funciona um museu de bichos
empalhados, mas, muitas vezes
falta até mesmo material de tra-
MUDAS no viveiro do parque ambiental.
balho para o empalhamento que é
feito pela coordenadora do parque,
a taxidermista Maria Jaqueline
Cruz Lustosa.
Outro problema é causado por
pessoas da própria comunidade
que comete crimes ambientais fazendo armadilhas para capturar os
soins, que de galho em galho muitas vezes vão parar nos muros do
local e lá se tornam presas fáceis
do seu maior predador – o homem.
Para combater esse problema o
parque conta com a ajuda da Companhia Independente da Polícia
ONÇA empalhada é atrativo do museu.
Militar do Meio Ambiente (CIPAMA), que muitas vezes é acionada
para fazer monitoramento e coibir
a prática ilegal.
No parque ambiental há várias
espécies de plantas comestíveis e
medicinais, tipo ameixa, angico,
embaúba. Há também Pau-brasil
verdadeiro e um pé de cacau. Ele
também é abrigo para soins, tatus,
cotias, bicho-preguiça, cobras e
outros.
O visitante pode ainda se aventurar pelas trilhas do local, cada
uma com denominação diferen-
ciada, poderá escolher entre a trilha da Sapucaia, da Janagoba, da
Ameixa ou trilha do Morro, mas
qualquer uma delas conduzirá ao
viveiro de plantas onde são cultivadas mudas de plantas frutíferas
e ornamentais. Estas serão depois
plantadas nos espaços públicos da
cidade como avenidas, praças e
canteiros.
De acordo com a estagiária do
parque, Raquel do Nascimento Silva, o parque é visitado principalmente por crianças em caravanas
escolares. “Elas ficam encantadas
espécime de Pau-Brasil.
com o local, mas depois acaba sendo um passeio muito divertido”,
informa.
O Parque Ambiental é aberto a
visitação pública diariamente nos
turnos manhã e tarde e fica localizado na Av. Freitas Neto, 6415,
Mocambinho.
A coordenação do parque também está iniciando uma campanha
para arrecadação de livros. O objetivo é montar uma biblioteca com
títulos de autores piauienses, de
outros estados e também do Distrito Federal.
ANO I • Nº 6 • Teresina - PI • De 09 a 15/02/2010
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Foto: Ademar Sousa
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sindicato dos Servidores Municipais.
Sindserm continua a luta
por mudança de níveis
Marlene Freitas
Da Redação
Como não cumpriu decisão
judicial que determina pagamento de acréscimo remuneratório aos servidores, retroativo
a 96, a Prefeitura foi intimada a
fornecer à Justiça lista nominal
de seus funcionários para que
seja determinado a quem cabe
e quanto o direito. São cerca
de R$ 30 milhões, contemplando 10 mil servidores, segundo
o Sindserm (Sindicato dos Servidores Municipais).
A Prefeitura contesta, afir-
ma que já foi pago o acréscimo, baseando-se no Plano de
Cargos e Salários.
O processo é de 2002 e a decisão transitou em julgado em
2009. “Não há o que discutir,
agora só esperamos que a lista nominal dos servidores seja
anexada aos autos, para que
seja decidido quantos têm direito”, disse Oderman Medeiros, advogado dos servidores.
O Sindicato pretende atingir o maior número possível
de beneficiados e a direção calcula um valor médio de R$ 3
mil para cada um dos 10 mil
funcionários que afirma ter o
direito.
A Prefeitura afirma que são
apenas 2 mil os que se enquadram no benefício da promoção
por nível, segundo lei municipal que regulamenta carreira
dos servidores. Porém em 1996
o então prefeito Firmino Filho
suspendeu o pagamento dos benefícios e desde então o Sindicato luta na Justiça pelo direito.
Com a recente decisão do
juiz Oton Mário José Lustosa
Torres, da 1ª Vara dos Feitos
da Fazenda Pública, não resta
mais espaço para contestação.
TribunadoPiauí
DE LEVE
Dominante
contracheque no final do mês.
O IPMT informa que o
Só mesmo um energúmerecadastramento
favorece a
no (com licença da palavra,
mestre Said) duvidaria que o liberação de empréstimo para
sentimento dominante entre reforma habitacional e até
os petistas seja de completa compra de imoveis.
rejeição ao nome do senador
Encontro
João Vicente Claudino.
Corre a informação danPortanto, não se justifica
tanto alvoroço na base aliada do conta de que o empresário
por causa da sincera declara- João Claudino teve um enção de AJM de que só uma contro com o presidente Lula.
Na pauta do encontro teria
intervenção de Lula podesido
firmado um acordo para
ria garantir a candidatura de
que o candidato a governador
JVC.
De 100 se tira um petista pela base aliada seja o senador João Vicente Claudino.
que não pensa assim.
Em troca o Grupo Claudino apoiaria todos os candidaBoquirroto
Que a imprensa noticia tos do PT no Nordeste.
Pode até não ser verdade,
vez por outra o envolvimento
de desembargadores e juízes mas que todo mundo comencom venda de sentenças não ta, comenta.
é novidade.
Quem se arrisca
Mas, a bem da verdade,
No réveillon foi aquele suo CNJ tem agido com rigor
foco
no litoral piauiense.
nesses casos, afastando os
Faltou energia, água, dicorruptos.
Deste modo, soa como nheiro nos caixas eletrônicos
uma agressão ao Judiciário e até gasolina nos postos de
um Senador da República combustíveis.
Agora, no carnaval as auabrir a boca e chamar, indistintamente, os magistrados toridades juram de pés juntos
brasileiros de malandros e que isso não ocorrerá mais.
Dá para o folião acreditar?
corruptos.
Nem todos merecem esSinalização
ses adjetivos.
Os motoristas não respeitam a sinalização no balão
Substituto
Kleber Montezuma não da Avenida Miguel Rosa, na
substituirá Firmino Filho na altura do Cemitério São José,
presidência da FMS, onde na Zona Norte.
Já foram feitas muitas reocupa a coordenação de saúclamações à Strans, que até
de Leste/Sudeste.
Pelo que consta, o cargo hoje não tomou uma proviserá ocupado pelo médico dência para coibir os abusos
e vereador Olésio Coutinho naquele local.
A colocação de um semá(PTB), que tem andado com
foro poderia evitar acidentes
frequência na Fundação.
Naturalmente se infor- graves naquele balão.
mando como funciona o órFiscalização
gão.
Alguns bares e restauranIsso é um forte indício de
tes
de Teresina funcionam de
que Sílvio Mendes vai mesmo entregar a Prefeitura ao modo precário.
Sem obedecer as mais elevice-prefeito Elmano Férrer.
mentares regras de higiene,
muitos desses estabelecimenIncompetência
Se depender de seu de- tos estão cheios de ratos e basempenho à frente do DE- ratas.
Enquanto isso, a FiscaliTRAN, dificilmente o senhor
Jesus Alves conquistará uma zação Sanitária faz de conta
que não sabe de nada.
cadeira na Câmara Federal.
Funcionando
precariaIndignado
mente e cobrando taxas abuOrientado por dono de
sivas, o órgão tem uma imaescola
privada, pai de aluno
gem tão ruim quanto a do seu
procura uma conhecida Fungestor.
Afora isso, Jesus enfren- dação para obter uma bolsa
tará candidatos de peso den- de estudo para o filho.
Fila quilométrica.
tro e fora do PT.
Quando chega a sua vez,
a mocinha que o atendia perRecadastramento
Os servidores da Prefei- gunta:
-Quantos eleitores têm em
tura Municipal de Teresina
sua
casa?
têm até a próxima sexta-feira
Surpreso com a pergunta,
para se recadastrar.
Quem perder o prazo cor- o pai se retira do recinto, inre o risco de não receber o dignado e sem a bolsa.
GERAL
ANO I • Nº 6 • Teresina - PI • De 09 a 15/02/2010
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Foto: Ademar Sousa
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Divisão do Estado do Piauí
Necessidade ou
conveniência?
(Parte II)
Ronaldo Mousinho
executivos municipais que
a fragmentação do estado, com o que perderia sua
identidade, sedimentada por
quatro longos séculos, com
muita luta e derramamento
de sangue.
É bom trazer para a reflexão de todos nós o princípio
que norteou a luta abnegada
do Marechal Cândido Rondon pela pacificação, emancipação indígena e pela instalação das comunicações às
regiões inóspitas do Brasil,
especialmente a Amazônia:
amor, por princípio, a ordem, por base e o progresso,
por fim. E por máxima virtude, “viver para outrem”.
À hora da morte¸ em 1958,
segurando a mão do antropólogo, indigenista e educador Darcy Ribeiro, Rondon
deixou-nos esta mensagem:
“Creio que, ao lado das forças egoístas, existem no coração do homem tesouros de
amor que a vida em sociedade sublimará cada vez mais.
Creio (...) que a missão dos
intelectuais é, sobretudo, o
preparo das massas humanas
desfavorecidas, para que se
elevem¸ para que se possam
incorporar à sociedade”.
Prezado conterrâneo Jesualdo, reconheço sua trajetória de cidadão progressista e
homem público correto e de
escritor competente, mas já
fui violentado uma vez com
a perda da minha cidade original, Guadalupe, engolida
pela represa da Hidroelétrica
de Boa Esperança.
Não gostaria de sofrer
outra, com a perda da denominação do meu estado, que
nos viu nascer e nos acolheu, a nós guadalupenses.
Deixem quieto o nosso delicado estado. Ele não
necessita ser fragmentado,
mas, ao contrário, consolidado em sua una inteireza
concepção geográfica e geométrica.
Salvo engano, ele é o 10º
menor estado do Brasil em
território. Dividi-lo só vai
diminuí-lo, sob todos os
aspectos.
Se todos os prefeitos dos
municípios da região Sul,
representantes parlamentares e vereadores até agora
foram impotentes para reverter o quadro em questão,
que inovação extraordinária
iria assegurar vida nova,
com garantia de verba e administração decente ao futuro estado, quando sabemos
da imagem tão desgastada,
e de atuação desvirtuada,
seja no Executivo ou Legislativo? É uma proposta que
carece de um fato bem mais
convincente para justificar
tamanha empreitada.
Alguns programas de
menores amplitudes e urgentes serão bem mais úteis
aos municípios daquela região, tais como: criação de
cooperativas para a produção alimentícia, a partir
dos frutos sazonais, o que
fixaria nossos conterrâneos em suas cidades, garantindo-lhes a sobrevivência
com dignidade; incremento
de projetos turísticos, pois
cada município detém pelo
menos um atrativo turístico, potencialmente rentável,
projeto Aluno Escritor, objetivando revelar talentos literários entre jovens alunos,
despertando-lhes o interesse
pela literatura, uma vez que
seus textos serão publicados
em livros e divulgados em
ambiente escolar e naquela
comunidade de sua cidade.
Aqui em Brasília, implantamos e executamos
aquele projeto, com resultado altamente positivo. Instalar um programa similar
à Mala do Livro, a exemplo
do que funciona aqui em
Brasília, com o objetivo de
levar o livro às residências
da população com menor
poder aquisitivo, a título de
empréstimo, a fim de acessar-lhe o conhecimento e
fortalecer a sua cidadania, o
que naturalmente contribuirá para melhorar a imagem
de nosso estado pelo Brasil
afora.
O momento exige mais
mudança de mentalidade Ronaldo Alves Mousinho é juiz,
escritor e presidente da Acae mais compromisso dos demia de Letras de Taguatinga
deputados legisladores e (ALT) do Distrito Federal.
fachada da APL.
O papel de uma
academia de letras
Por definição, uma academia de Letras é uma instituição
cultural sem interesses lucrativos, cujo objetivo é o incentivo
à cultura. Deve ser um espaço
aberto a manifestações culturais, especialmente voltadas
ao apoio das artes e das letras.
Espera-se, então, no mínimo,
que uma instituição literária dê
apoio aos novos que ingressam
no ramo literário. Espera-se,
também, que os acadêmicos
sejam humildes, até porque
são imortais apenas no sentido
figurado da palavra, ou seja,
não são piores nem melhores
do que ninguém.
Em episódio recente, quando certa escritora foi pessoalmente à sede da Academia
Piauiense de Letras (APL)
convidar seus membros para
o lançamento de seu livro saiu
de lá com uma impressão não
muito positiva. Lá, um dos
“imortais” questionou se a
mesma sabia com quem ela
estava falando. A moça, que
não conhecia a todos pessoalmente, disse que sabia que o
escritor era um acadêmico, então ele se saiu com essa: “Sou
o fulano de tal, simplesmente
o maior poeta vivo do Piauí na
atualidade”, disse ele com o
dedo em riste.
Essa mesma escritora, em
ocasião anterior, também fez
questão de convidar a cada
membro da academia para
a solenidade de lançamento
de seu livro. Ao entregar em
mãos o convite para um deles, este em vez de agradecer,
começou foi a polemizar com
a autora, dizendo que o título
da obra estava totalmente errado, e que a moça errava ao
intitular-se poeta e não poetisa. A escritora não levou esses
incidentes para o lado pessoal,
e também não generalizou sua
má impressão, mas ficou a dúvida quanto a se a Academia
trata os outros literatos dessa
maneira.
Nota-se no cenário da Academia Piauiense de Letras
nuances de corporativismo e
conservadorismo, traços não
desejáveis em uma academia
de letras. Cultura e educação
são características desejáveis
a todas as pessoas, mais especialmente a quem usa a arte da
palavra para se comunicar.
Espera-se que a nova diretoria da APL inove em muitos
aspectos. O escritor Reginaldo
Miranda, que ocupa a Cadeira
27 da Academia Piauiense de
Letras, que tomou posse como
novo diretor daquela Casa promete implantar o site da entidade, celebrar novos convênios
à reedição de livros considerados obras fundamentais da
cultura do Piauí e lançar novas
publicações. A revitalização da
Revista da APL foi igualmente
prometida pelo escritor.
Os novos diretores e os demais “imortais” da APL bem
que poderiam também incluir
em suas pautas de inovações
algumas análises e mudanças:
De que forma prática podemos apoiar os novos escritores
que estão surgindo no cenário
piauiense? A APL é realmente
uma casa democrática? Poderíamos promover mais eventos
com o objetivo de estreitar o relacionamento com a comunidade? Somos pessoas acessíveis?
Estamos abertos a sugestões e
críticas ou nos achamos os maiorais acima do bem e do mal?
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ANO I • Nº 6 • Teresina - PI • De 09 a 15/02/2010
GERAL
www.tribunadopiaui.com.br
TribunadoPiauí
Foto: Ademar Sousa
Robert Rios denuncia juiz
por não julgar Correia Lima
Feitosa Costa
Da Redação
“É lamentável que a Justiça
dê abrigo a assassinos cruéis e
impiedosos que por anos amedrontavam a população, permitindo que continuem impunes”.
A afirmação é do secretário de Segurança Pública do
Piauí, delegado federal Robert
Rios Magalhães, e foi feita na
representação contra o juiz da
Primeira Vara Criminal de Parnaíba, José de Ribamar Oliveira Silva, que ele encaminhou
à Corregedoria do Tribunal de
Justiça, indignado com o fato
de os matadores do agente de
Polícia Civil Leandro Safanelli não terem sido julgados
até hoje.
Robert representou contra
o juiz baseado no artigo 31 da
Lei de Organização Judiciária,
que diz o seguinte: “qualquer
pessoa pode, por escrito, denunciar ao coordenador excesso, irregularidades ou omissões
das autoridades judiciárias,
seus auxiliares, serventuários e funcionários da Justiça,
competindo-lhe encaminhar ao
Conselho da Magistratura os
processos respectivos, quando
estes não estiverem ao seu julgamento”.
Robert afirma que o juiz
representado, sem qualquer
motivo manifesto, vem demorando abusivamente dar seguimento ao processo número
31.989, numa atitude omissa e reiterada, considerando
Robert rios fez representação contra juiz.
que o homicídio foi bárbaro e
chocou por décadas cidadãos
piauienses.
O secretário diz ainda na
sua denúncia: “absurdo maior é
aceitar que um crime destas proporções, que ocorreu nas portas
dos cidadãos, não tenha sido
julgado depois de tantos anos”.
Na representação, que havia prometido fazer contra a
Justiça, o secretário narra as
circunstâncias em que Safanelli foi assassinado a mando
do coronel José Viriato Correia
Lima. Ele lembra: “por volta
das 21 horas do dia 8 de agosto
de 1988, José Correia e Alecrim, utilizando uma Belina
azul, perseguiram Leandro Safanelli, que dirigia uma moto,
e o alvejaram pelas costas,
provocando sua queda da motocicleta, a qual foi arrastada
por vários metros pela Belina”.
E prossegue: “os facínoras
pararam o carro e se aproximaram de Leandro Safanelli, que
estava sentado, ferido, vulnerável e ofuscado propositadamente pelos faróis da Belina,
quando desceu do interior desta, Zé Correia, que segurou a
vítima pelos cabelos, disparou
mais dois tiros à queima roupa contra a cabeça do mesmo,
ao todo foram seis disparos,
sem qualquer chance de defesa
para a vítima”.
O secretário informa ainda na representação que Safanelli foi morto pelo fato de
ter namorado a filha de Correia
Lima, que na época era capitão e não aceitava a união dois,
mesmo o rapaz tendo lhe procurado para dizer que casaria
com a moça.
Robert Rios pede à corregedora de Justiça que determine as imediatas providencias,
“para evitar os excessos omissivos e as irregularidades praticadas pelo juiz da primeira vara
criminal do Tribunal do Júri da
Comarca de Parnaíba, devendo
o representado ser impedido de
se utilizar da sua função jurisdicional para beneficiar quem
quer que seja, bem como proceder contrariamente ao disposto na legislação pátria.
No final da sua representação, o secretário Robert Rios
pede que seja designado outro
juiz para decidir a causa, “tendo em vista sua ineficiência em
concluir o processo”.
Sinte mobiliza professores para greve geral
Marlene Freitas
Da Redação
A contenda entre os professores ligados ao Sinte (Sindicato dos Trabalhadores na Educação) arrefeceu um pouco com o
adiamento do início do período
letivo para março. Os professores ameaçavam entrar em greve e não comparecer às aulas
no dia 9 de fevereiro, data definida anteriormente para iniciar
as aulas, caso o Governo não
concordasse em pagar o piso
que a categoria exige, de R$
1.312,85.
Com a mudança, o sindicato
vai elaborar outro calendário
de mobilização e a greve, apesar de possível, pode demorar
acontecer. Para completar, o
sindicato prossegue na luta,
como diz, mas está acossada
por descontentes. De um lado,
uma parte dos sindicalizados,
componentes do Movimento
Dever de Classe esbravejam
contra a direção da entidade,
acusando-a de estar cedendo
demais ao Governo ao aceitar
negociação ilegal. Do outro
está o deputado estadual João
de Deus (PT), apontando a presidente do Sinte como antiética
e irresponsável, segundo ele,
por descumprir acordo.
Na assembleia geral realizada pela categoria na última sexta-feira, no Clube do Professor,
ficou decidida uma paralisação
em todo o estado no próximo
dia 10 e outra de caráter nacional no dia 16, em defesa do
Piso Nacional de Salário e pelo
reajuste da regência de classe.
A partir daí, a professora Maria dos Remédios Silva
garante que será intensificada
a mobilização dos professores. Ela disse que o clima é de
insatisfação, mas não vê no
momento clima para um movimento paredista por tempo
indeterminado. “Vamos consultar a categoria para saber
que estratégia de lutas vamos
utilizar”, acentua.
O Governo do Estado,
apoiado por parecer da Advocacia Geral da União, aceita
pagar piso de R$ 1.024,67, por
40 horas. O Sinte exige o valor
definido na Lei do Piso (Lei nº
11.738/2008), de R$ 1.312,85,
e transige quanto às 40 horas,
mas o líder do Dever de Classe,
Landim Neto, contesta citando
a determinação legal de 20 horas para o piso dos professores.
“Eles são ligados ao Governo,
porque a reivindicação não
foi atendida e eles aceitaram”,
acusa Landim, lembrando que
a presidente do Sinte é filiada
ao PSB, partido do vice- governador Wilson Martins.
A falta de autonomia, como
quer o opositor de Odeni, é
vista de outra maneira pelo deputado João de Deus. Furioso,
ele citou nominalmente a presidente do sindicato, tachoua de antiética e disse que ela
está descumprindo acordo feito com o Governo. “A Odeni
sabe, ela tá jogando com esse
discurso fácil”, atacou um enraivecido deputado que pode
perder muitos votos com greves, mobilizações por salários
e demais reivindicações.
O petista tem na categoria
dos professores grande parte
dos seus votos e fala que até
se empenhou para que a negociação fosse avante, principalmente no caso do pagamento dos salários atrasados
de 94, prometido pelo governo
Wellington Dias.
O deputado disse que acompanhou a dirigente do Sinte à
Procuradoria do Estado, for-
malizar o acordo de que o Governo pagaria os atrasados se o
sindicato desistisse da ação que
move desde 94.
Por outro lado, Odeni disse
que acha “estranho esse posicionamento”. Ela lembra que
a ação ganha em primeira e
segunda instâncias é uma conquista dos trabalhadores e não
tem por que desistir. “É óbvio
que se o Governo pagar o sindicato vai desistir da ação”, disse
ela, afirmando que o Governo
foi que descumpriu o acordo,
quando desistiu de pagar o salário de dezembro e 13º de 94,
depois de ter prometido quitar
a pendência.
Nisso todas as categorias
sindicais de servidores do Estado concordam. Vários outros
sindicatos vêm criticando o
governo Wellington Dias por
ter deixado todos a ver navios
quanto aos atrasados.
Panorama Sindical
Espaço do Contador
O secretário-geral da Junta Comercial José Eduardo
Pereira Filho anuncia para
breve o funcionamento do
Espaço do Contador, que
estará disponível na sede da
Junta Comercial. Na sala destinada aos contadores estarão
representantes do CRC/PI e
do Sindicato dos Contabilistas para que os mesmos possam auxiliar os profissionais
que procurarem a JUCEPI.
reito a quatro pessoas, já a
entrada individual custará R$
15.00.
Rodoviários
O Sindicato dos Rodoviários está empenhando na luta
pela redução da jornada de
trabalho. O movimento, que
envolve os trabalhadores de
todo o país e diversas entidades sindicais busca aprovar
junto ao Congresso Nacional
a PEC que reduz de 44 para
40h semanais o tempo de traManifesto
balho no Brasil.
dos bancários
A proposta defendida pelo
O Sindicato dos Bancários sindicato prevê que a redução
vem realizando em Teresina da jornada de trabalho será
manifestações para escla- um dos instrumentos para
recer à população a forma geração de novos postos de
como os bancos tratam seus trabalho e a consequente reempregados. “A categoria dução das altas taxas de devem sendo penalizada com o semprego. A redução da jordescumprimento de acordos, nada de trabalho é uma das
sendo necessário estarmos formas de os trabalhadores
todos unidos para combater se apropriarem dos ganhos
este tipo de situação”, argu- de produtividade, logo, é um
menta o diretor sindical Gece dos instrumentos para a disJames.
tribuição de renda no país.
Nova diretoria
do Sescon
O Sindicato das Empresas
de Serviços Contábeis (SESCON) elegeu sua nova diretoria para o triênio 2010/2012.
Para presidente foi eleito
Raimundo Nonato Filho. A
vice-presidência está a cargo
de Josafam Bonfim Morais
Rego. José Raposo Castelo
Branco responde pelo setor
financeiro e Hudson Sousa
de Melo cuidará da parte administrativa.
Contra a privatização da
ECT
Uma comissão formada
por três diretores do SintectPI participou no final de janeiro do Seminário Nacional Contra a Privatização da
ECT e os Correios S/A. O
evento aconteceu na cidade
do Rio de Janeiro-RJ. Dentre
os temas discutidos durante
o evento destacaram-se as
experiências de privatização
no Brasil e no mundo, a crise econômica global e o novo
papel que o capital financeiro
reserva aos serviços públicos
e aos correios como fonte de
lucro.
Em ritmo de carnaval
A Diretoria Executiva e
os Conselhos do SINTUFPI
(Sindicato dos Trabalhadores
da Universidade Federal do
Piauí) promoverão dois matinais carnavalescos na Sede
Social da entidade, nos dias
14 (domingo) e 16 (terçafeira), a partir do meio-dia.
Para os associados serão
colocadas até 2 mesas com
as respectivas cadeiras (8),
dependendo do número de
dependentes. Os convidados
terão acesso mediante pagamento da entrada. A mesa
custará R$ 40.00 e dará di-
Sinpolpi
O Sindicato dos Policiais
Civis de Carreira do Estado
do Piauí buscará na Justiça a reabertura do Conselho
Superior de Polícia Civil, órgão consultivo e deliberativo
de questões concernentes à
segurança pública na alçada
da Polícia Judiciária. O presidente do sindicato, Cristiano Ribeiro, garante que há
vários anos o Conselho esta
fechado, o que prejudica sobremaneira os interesses da
Polícia Judiciária, subjugando a Polícia Civil aos interesses políticos.
Mudanças
O Encontro Estadual dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Comércio e Serviços,
realizado sábado (23/01),
foi marcado pela mudança no Estatuto do Sindicato
dos Comerciários do Piauí e
pela participação ativa dos
delegados de várias regiões
do Estado. Os comerciários
do Piauí, exceto das cidades
de Campo Maior, Picos, Parnaíba e Floriano, aprovaram
as mudanças. Os delegados
do interior e da capital participaram dos debates para
a mudança estatutária, sugerindo clareza na redação de
cada ponto modificado. A alteração no Estatuto faz parte
da adequação do documento
para a nova realidade, já que
a entidade representará a categoria em âmbito estadual.
Eleições
O Sindicato dos Urbanitários realizará eleições para a
nova diretoria dia 9 de abril.
A votação ocorrerá simultaneamente em todo o seu
território de atuação. A nova
diretoria assumirá para o triênio 2010/2013.
GERAL
ANO I • Nº 6 • Teresina - PI • De 09 a 15/02/2010
Empresa Brasil Ecodiesel
abandona projeto no Piauí
Tânia Martins
Da Redação
Continua instável a situação
de mais de 630 famílias que trabalhavam na fazenda Santa Clara, em Canto do Buriti, a 400 quilômetros de Teresina, cultivando
mamona para a produção de biocombustível. Elas se instalaram
na fazenda em 2005 atraídos pelo
o sonho prometido de uma vida
alicerçada no trabalho independente e farto. Nada disso aconteceu, agora vivem a expectativa
de herdarem a terra quase morta,
fruto do projeto de bicombustível da empresa Brasil Ecodiesel.
Reza o acordo entre a empresa e
o Governo que em caso de rompimento de contrato a terra volta
para o poder do Estado, que por
sua vez fez contatos com o INCRA para a criação de assentamentos de sem-terras.
Segundo o chefe da Divisão de
Obtenção de Terras do INCRA,
Paulo Gustavo, por enquanto o
processo de transferência está
paralisado, por razões ligadas à
quebra de contrato entre trabalhadores e empresa. As famílias entraram na Justiça querendo uma
indenização trabalhista de R$ 36
milhões. Segundo o advogado
contratado pelos trabalhadores,
Ivaldo Fontenele, a indenização
diz respeito à exploração e abandono dos trabalhadores pela Brasil Ecodiesel. Ele considera que
a empresa foi desonesta com as
famílias e que continua agindo de
forma ilícita somente para conseguir financiamentos de bancos
públicos como BNDES e empresas como Petrobrás. “Existe algo
de errado com a empresa, um esquema por trás desse projeto que
não sabemos como acontece”,
comenta Fontenele.
A estranheza do advogado
tem razão de ser. Quando chegou ao Piauí, em 2005, a Brasil
Ecodiesel, veio com pedigre e as
bênções do presidente Lula que
esteve na inauguração da fábrica em Floriano. Parecia que estavam realizando uma reforma
agrária privada, assentaram 630
famílias em células – denominação que deram a 18 vilas onde
construíram casas em formato de
mandala. Cada família recebeu
15 hectares para plantar mamona consorciada com feijão. Uma
célula é formada por 35 casas,
com uma área suficiente para o
cultivo de hortaliças ou outra cultura. A empresa assinou contrato
com os trabalhadores rurais para
comprar a produção das famílias
durante 10 anos.
Também investiu cerca de R$
15 milhões criando estruturas físicas como centro comunitário,
escola, posto médico e odontológico, mercado e até agências
dos Correios e do Bradesco.
Depois de dez anos, os trabalhadores teriam direito a posse
da terra. Acontece que o projeto
durou menos de quatro anos. De
acordo com o procurador chefe
do Instituto de Terras do PiauíINTERPI,Claúdio Tadeu Maia,
a empresa já encaminhou ofício
demonstrando o interesse em devolver a área. “De agora em diante será feito o processo legal de
transferência”, assegurou.
Quando os trabalhadores iniciaram o trabalho na fazenda,
não demorou muito e veio a de-
11
Fotos: André Pessoa
TribunadoPiauí www.tribunadopiaui.com.br
Brasil Ecodiesel produzia carvão na Fazenda Santa Clara.
Famílias na Fazenda Santa Clara estão ociosas.
Desmatamento na Fazenda Santa Clara.
Carvão pronto para ser comercializado.
cepção. A expectativa era de que
cada família colhesse 5 mil quilos de mamona, o que não aconteceu. O que cada família conseguiu colher no primeiro ano de
plantio foram apenas 400 quilos,
e a situação foi piorando a cada
ano. Eles contam que a Brasil
Ecodiesel nunca investiu em insumos, correção de solo, e logo
no primeiro plantio uma praga
de lagarta devorou a plantação.
Começavam ali os prejuízos. No
segundo semestre de 2009 a empresa anunciou o fechamento da
usina de biocombustivel de Floriano (PI) e Crateús (CE) que somadas, segundo avaliou, acumularam dívidas de R$ 6,2 milhões
referentes ao custo de ociosidade
das usinas em um trimestre.
O mais estranho ainda é que
mesmo sem plantar mamona
desde 2006, a empresa continuou remunerando os trabalhadores, com R$ 160 reais e uma
cesta básica para cada família,
além de manter funcionando as
escolas, posto de saúde e outras
estruturas.
Os jornais da área econômico
do país divulgaram que a empresa seria controlada por bancos
credores que pretendiam converter as dívidas em capital. O jornal Valor Econômico divulgou
na época que a Brasil Ecodiesel
amarga uma dívida de R$ 100
milhões. Segundo o jornal, uma
das exigências dos bancos seria
a saída dos controladores da empresa, o fundo de investimento
Zartmann e Nelson José Côrtes
da Silveira, que tinham participação pouco superior a 50%. Pelo
contrato em negociação, os dois
ficarão proibidos de entrar em
novos acordos de acionistas na
Brasil Ecodiesel por cinco anos.
É fato que desde que foi criada, a empresa parece esconder
algo. Muitos investidores que
apostaram nela caíram fora quando descobriram a participação
do ex-controlador, com a ficha
suja, Daniel Birmann e de um
sócio desconhecido a Eco Green
Solutions, que detinha 47,7% do
capital, e que trata-se de uma holding com sede no Estado norteamericano de Delaware.
A holding é controlada por
uma trust, a BT Global Investment Fund, que tem sede nas
Ilhas Cayman, depois essa empresa vendeu suas ações.
GERAL
ANO I • Nº 6 • Teresina - PI • De 09 a 15/02/2010
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TribunadoPiauí
ESCÂNDALO
Todos os anos, na volta às aulas, a novela se repete. Escolas da
rede particular de ensino fazem
uma lista quilométrica de material
escolar, que inclui, inclusive, papel higiênico e absorvente higiênico, para os pais comprarem.
A exigência fere frontalmente
o que prevê o Programa de Defesa
do Consumidor (Procon), segundo
a coordenadora do órgão no Piauí,
promotora Maria das Graças do
Monte. Ela explica que as escolas
só podem exigir dos pais de alunos
material pedagógico, nada mais.
Na última quinta-feira, o Procon notificou 47 escolas particulares de Teresina, que foram denunciadas por cobranças abusiva de
material escolar. Colégios tradicionais da cidade figuram no topo
da lista: Dom Barreto, Diocesano,
Santa Maria Gorete, Santa Helena,
Pró-Campus, Lerote, Anglo, Madre Savina e Madre Deus.
As escolas denunciadas foram
multadas em 5 mil UFIRs, o que
equivale a R$ 5 mil, e assinaram
um Termo de Ajuste de Conduta
comprometendo-se a apresentar
uma justificativa pela exigência
considerada abusiva de material
escolar.
A promotora Graça Monte
reuniu-se na última sexta-feira,
na sede do Procon, com representantes de 60 escolas para tratar da
questão e fazer um alerta sobre as
penalidades a que estão sujeitos os
Foto: divulgação
Procon multa escolas de Teresina
procon não alivia a barra nem de santo.
estabelecimentos de ensino privado que apresentarem aos pais de
alunos lista abusiva de material
escolar.
Ela ressaltou que nem mesmo
resmas de papel podem fazer parte
da lista de material, acrescentando
que existem escolas que pedem
desde algodão, álcool, pincéis,
cartolinas, copos, CDs, DVDs,
grampeadores, grampos, medicamentos, guardanapos, disquetes,
papel higiênico até absorventes
higiênicos.
Maria das Graças do Monte
Teixeira informou que os pais que
já entregaram esse material listado
pelo Procon pode exigir a devolução na escola e, em caso de recusa,
procurar a sede do órgão para de-
nunciar. “Os pais de alunos devem
ficar atentos e denunciar os abusos, sem medo, pois estão exercendo a sua cidadania ao denunciar as irregularidades registradas
nas escolas”, estimula.
A promotora acredita que muitos pais deixam de denunciar as
escolas no Procon com medo de
que seus filhos sofram represálias,
mas assegura que nenhum aluno
sofrerá constrangimento e nem
será impedido de frequentar as
aulas por seguir as orientações do
Ministério Público Estadual.
Segundo ela, o valor do material não poderá ser acrescido às
mensalidades escolares sem que
as escolas apresentem uma planilha justificando os custos.
História de Teresina se
perde por falta de arquivo
Foto: Tânia Martins
12
Tânia Martins
Da Redação
Se você estiver em busca de
documentos da Prefeitura de Teresina, relativos à construção da
cidade até os dias atuais, como coleções de documentos particulares
de prefeitos, manuscritos, atos administrativos e sobre personalidades do Esstado, se prepare para
bater pernas e atiçar o raciocínio
para descobrir onde está guardada
toda a memória da cidade. A princípio, fomos ao lugar certo, Arquivo Geral de Teresina, localizado em um imóvel alugado à Rua
Anísio de Abreu, 8883. De cara se
vê que o lugar é inadequado para
abrigar um arquivo. Os documentos estão guardados empilhados
em caixas de papelão expostas em
armários em um quarto escuro e
sem forro.
O lugar está mais para um depósito de tralhas velhas que para
um arquivo público. O pior é que
os papéis que ali estão são basicamente relativos a registros de
imóveis da cidade. E mais: segundo os funcionários, só estão
guardados ali documentos partir
da década de 80 aos dias atuais. E
onde estão os anteriores? Quis saber. Como resposta asseguraram
que nada sabem sobre o paradeiro e acham até que se perderam
pois dizem que a cada mudança
de endereço, muitos documentos
se perdem devido a transferências
que fazem quando acaba o contrato dos imóveis alugados. Ainda por lá fiquei sabendo, como
exemplo, que na última transferência, do Bairro Matadouro para
onde estão hoje, foram muitos os
registros que se perderam devido
às más condições de transporte,
além da chuva que caia no dia.
Na saída do Arquivo Geral
de Teresina os funcionários su-
Documentos expostos em salas inadequadas.
geriram que procurássemos essa
documentação na Secretaria de
Administração. Uma vez na Administração, ficamos sabendo que
o melhor seria procurar a Secretaria de Planejamento onde, seguramente, encontraríamos as mensagens dos prefeitos, os discursos,
o acervo fotográfico, os anais, enfim, a memória da cidade. Infelizmente, não foi ali que conseguimos o rastro dessa documentação.
Antes mesmo que eu perguntasse
o que existia ali, a funcionária
adiantou-se e disse tudo o que havia. “Aqui temos mapas, algumas
fotos e outros poucos documentos”, e sugeriu que investigássemos na Casa da Cultura.
Não conseguimos avançar
além de um contato por telefone
com uma funcionária que informou sobre uma reforma na Casa.
Mas antes adiantou: “os documentos que temos aqui se resumem a
publicações literárias e algumas fotos”, disse a voz ao telefone.
Resolvemos apelar para a Casa
Anísio Brito, o Arquivo Público
Estadual e logo mais uma decepção: o acervo de Teresina guardado naquele arquivo é pouco e
trata-se de antigos manuscritos,
além do Diário Oficial. “Não sei
lhe dizer onde encontrar essa documentação, fale com o gabinete
do prefeito”, recomendou a funcionária da Casa Anísio Brito. Fiz
melhor, procurei a Secretaria de
Comunicação que foi investigar e
retornou pedindo que me dirigisse à Secretaria de Administração.
Voltei à estaca a zero e teria que
recomeçar a peregrinação. Parei
por aí.
A impressão que fica é a de
que ninguém sabe quem é o responsável por guardar o conjunto
de documentos da Prefeitura, o
que se configura um crime contra
memória de Teresina.
Ao longo de uma semana e
após dezenas de telefonemas não
conseguimos descobrir o paradeiro dos documentos públicos do
município nem tão pouco quem
saíba onde estão. Fica aqui uma
sugestão aos administradores da
cidade de fazerem um esforço
para localizar o que for possível
e organizar em um espaço dentro
das normas técnicas e onde pesquisadores possam ter acesso com
o mínimo de conforto.
DEU NO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Mídia: silêncio
e conivência
favorecem
oligarquias
Em matéria sob o título acima, a mídia piauiense foi alvo
de duras críticas no Observatório da Imprensa, no último dia
02, em artigo assinado pelo professor Kilpatrick Campelo, que
acusa a imprensa local de blindar o reitor Luiz Santos Júnior
(UFPI), que responde a processo
por improbidade administrativa
na 1ª Vara da Justiça Federal no
Piauí.
O autor da denúncia inicia o
texto dizendo que: “A Universidade Federal do Piauí (UFPI),
situada em um dos mais pobres
estados da federação brasileira,
está imersa em um mar de improbidades, mas nada ou quase
nada é noticiado.
Pelo contrário: sob um fino e
frágil verniz grandiloquente que
reduz a instituição a um “canteiro de obras”, a mídia piauiense
se acumplicia com um dos reitorados mais truculentos da história da UFPI.
O comportamento da mídia
piauiense no que diz respeito às
práticas de improbidade administrativa do reitor Luiz Júnior
evoca os piores tempos do regime militar, quando as notícias
relativas aos desmandos dos
donos do poder não eram divulgadas. Se divulgadas, minimizadas, com uma reserva maior de
tempo para o agressor da lei. Ou,
ainda, a conspícua oferta da última palavra ao usufrutuário do
poder”.
Em seguida, o articulista faz
um histórico das irregularidades
praticadas pelo reitor e diz que
os jornalistas são impedidos de
noticiar os fatos. “A mídia local – tanto a convencional, impressa, como a mídia de rádio e
TV, quanto a mídia virtual – mal
divulga as notícias referentes às
práticas de improbidade administrativa do reitor da UFPI, o
que constitui grave prejuízo para
a vivência cidadã dos piauienses
e mesmo dos brasileiros”.
Acrescenta que a mídia televisiva e radiofônica não concede
espaço aos opositores do reitor, e
que só depois de insistentes demandas conseguiu três entrevistas, ressaltando que a primeira
delas na TV Clube, afiliada da
Rede Globo, que “minimizou a
gravidade das denúncias e preservou a imagem do reitor, o principal responsável pelas práticas
de improbidade administrativa”.
O denunciante enfatiza, ainda, que na entrevista, disponível
no YouTube, o nome do reitor
não é sequer citado e os valores
mencionados ficam longe dos
valores de enriquecimento ilícito contidos na denúncia.
Kilpatrick Campelo lembra
que o apresentador Silas Freire,
da TV Meio Norte, fez questão
de dizer que ele participou do
programa depois de muita insistência e não demonstrou nenhum interesse em investigar,
de modo isento, o inteiro teor de
sua denúncia.
Destacou que a mídia impressa não teve interesse algum
em publicar “absolutamente
nada” e acrescenta que: “A bem
da verdade, apenas o recémlançado semanário Tribuna do
Piauí tem dado ampla cobertura
às graves denúncias que pesam
contra o reitor da UFPI (Uma
simples busca na Internet permite a comprovação cabal do que
ora se declara, vez que nenhum
dos três grandes jornais impressos locais e seus correlatos virtuais, Meio-Norte, O DIA e Diário
do Povo, divulgou nada a respeito das graves denúncias que se
transformaram em matéria para
a formação de processos administrativos pelo MPF-PI).
LEIA NA ÍNTEGRA A
DENÚNCIA EM NOSSO SITE:
www.tribunadopiaui.com.br
no blog de José Olímpio.
SINDICATO DOS JORNALISTAS
PROFISSIONAIS DO ESTADO DO PIAUÍ
NOTA DE PESAR
A Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do
Piauí, em nome de sua categoria, lamenta profundamente a morte prematura do jornalista repórter-cinematográfico DOGNO IÇAIANO GOMES
DE SOUSA, um exemplo de profissional e dedicação ao trabalho.
Ao tempo, também, que prestamos condolência e solidariedade aos
familiares e amigos desse ilustre profissional da imprensa piauiense.
Teresina, 05 de fevereiro de 2010.
Luiz Carlos de Oliveira Silva
Presidente
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