PALESTRAS EM TEOLOGIA SISTEMÁTICA por Henry Clarence Thiessen b.d., ph, d., d.d. Antigo Chefe do Corpo Docente da Escola de Pós-Graduação do Wheaton College, Wheaton, Illinois. Autor de Introdução ao Novo Testamento editora batista regular "Construindo Vidas na Palavra de Deus" Rua Kansas, 770 - Brooklin - CEP 04558-002 - São Paulo - SP 2010 Título em inglês: Introductory Lectures in Systematic Theology © Copyright, 1949, by Wm. B. Eerdmans Publishing Company Primeira edição em português – 1987 Segunda impressão:1989 Terceira impressão: 2001 Quarta impressão: 2010 Traduzido e publicado com a devida autorização Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida, armazenada em sistema de processamento de dados ou transmitida em qualquer forma ou qualquer meio – eletrônico, mecânico, fotocópia, gravação ou qualquer outro – exceto para citações resumidas com o propósito de rever ou comentar, sem prévia autorização dos Editores. Supervisão de produção: Edimilson L. dos Santos Diagramação / Capa: Edvaldo C. Matos EDITORA BATISTA REGULAR DO BRASIL Rua Kansas, 770 - Brooklin - CEP 04558-002 - São Paulo - SP Telefone: (011) 5041-9137 – Site: www.editorabatistaregular.com.br Índice do Conteúdo Introdução.............................................................................................................................................. 1 Prefácio .............................................................................................................................................. 2 PROLEGÔMENOS............................................................................................................................... 4 Capítulo I – A Natureza e Necessidade da Teologia..................................................................... 4 I. A Natureza da Teologia........................................................................................................... 5 1. Teologia e Ética............................................................................................................. 5 2. Teologia e Religião....................................................................................................... 6 3. Teologia e Filosofia...................................................................................................... 6 II. A Necessidade da Teologia..................................................................................................... 7 1. O Instinto Organizador do Intelecto......................................................................... 7 2. A Natureza Difundida da Descrença de Nossos Dias............................................ 8 3. A Natureza das Escrituras.......................................................................................... 8 4. O Desenvolvimento de um Caráter Cristão Inteligente......................................... 9 5. As Condições para o Serviço Cristão Eficaz............................................................ 9 Capítulo II – A Possibilidade e Divisões da Teologia................................................................ 11 A. A Possibilidade da Teologia....................................................................................................... 11 I. A Revelação de Deus....................................................................................................... 11 1. A Revelação Geral de Deus...................................................................................... 11 2. A Revelação Especial de Deus................................................................................. 14 II. Os Dons do Homem........................................................................................................ 20 1. Seus Dons Mentais..................................................................................................... 21 2. Seus Dons Espirituais................................................................................................ 22 B. As Divisões da Teologia............................................................................................................. 23 I. A Teologia Exegética........................................................................................................ 23 II. A Teologia Histórica........................................................................................................ 23 III.A Teologia Sistemática..................................................................................................... 23 IV.A Teologia Prática............................................................................................................ 23 PARTE I – TEÍSMO............................................................................................................................. 24 iv Índice do Conteúdo Capítulo III – Definição e Existência de Deus.............................................................................. 25 I. A Definição de Deus............................................................................................................. 25 1. Os Usos Errados do Termo............................................................................................. 25 2. Os Nomes Bíblicos de Deus............................................................................................ 26 3. A Formação Teológica da Definição.............................................................................. 27 II. A Existência de Deus............................................................................................................. 28 1. A Crença na Existência de Deus é Intuitiva................................................................. 28 2. A Existência de Deus é Assumida nas Escrituras........................................................ 30 3. A Crença na Existência de Deus é Corroborada por Argumentos........................... 30 Capítulo IV – As Opiniões do Mundo Não-Cristão.................................................................... 36 I. O Ponto de Vista Ateístico..................................................................................................... 36 II. O Ponto de Vista Agnóstico.................................................................................................. 38 III.O Ponto de Vista Panteísta.................................................................................................... 39 1. Os Principais Tipos de Panteísmo................................................................................. 39 2. A Refutação das Teorias Panteístas............................................................................... 41 IV.O Ponto de Vista Politeísta.................................................................................................... 42 V. O Ponto de Vista Dualista..................................................................................................... 43 VI.O Ponto de Vista Deístico...................................................................................................... 45 PARTE II – BIBLIOLOGIA................................................................................................................. 46 Capítulo V – As Escrituras – A Incorporação de Uma Revelação Divina................................ 48 I. O Argumento A Priori........................................................................................................... 48 II. O Argumento da Analogia.................................................................................................... 49 III.O Argumento da Indestrutibilidade da Bíblia................................................................... 50 IV.O Argumento da Natureza da Bíblia................................................................................... 51 V. O Argumento da Influência da Bíblia.................................................................................. 52 VI.O Argumento da Profecia Cumprida.................................................................................. 54 VII. As Reivindicações das Próprias Escrituras........................................................................ 55 Capítulo VI – A Genuinidade, Credibilidade e Canonicidade dos Livros da Bíblia........... 57 I. A Genuinidade dos Livros da Bíblia................................................................................... 57 1. A Genuinidade dos Livros do Velho Testamento........................................................ 57 2. A Genuinidade dos Livros do Novo Testamento........................................................ 61 II. A Credibilidade dos Livros da Bíblia.................................................................................. 62 1. A Credibilidade dos Livros dos Velho Testamento..................................................... 63 2. A Credibilidade dos Livros do Novo Testamento...................................................... 64 III.A Canonicidade dos Livros da Bíblia.................................................................................. 66 1. A Canonicidade dos Livros do Velho TEstamento..................................................... 66 2. A Canonicidade dos Livros do Novo Testamento...................................................... 67 Índice do Conteúdo v Capítulo VII – A Inspiração das Escrituras................................................................................... 69 I. A Definição de Inspiração..................................................................................................... 69 II. As Provas de Inspiração........................................................................................................ 71 1. A Natureza de Deus........................................................................................................ 72 2. A Natureza e Afirmações da Bíblia............................................................................... 72 III.As Objeções a Esta Opinião da Inspiração.......................................................................... 74 1. Na Ciência e na História................................................................................................. 75 2. No Milagre e na Profecia................................................................................................. 75 3. Na Citação e na Interpretação do Velho Testamento.................................................. 76 4. Na Moral e na Religião.................................................................................................... 76 PARTE III – TEOLOGIA.................................................................................................................... 78 Capítulo VIII – A Natureza de Deus: Essência e Atributos....................................................... 79 I. A Essência de Deus................................................................................................................ 79 1. Espiritualidade................................................................................................................. 79 2. Auto-existência................................................................................................................. 81 3. Imensidão.......................................................................................................................... 81 4. Eternidade......................................................................................................................... 81 II. Atributos de Deus................................................................................................................... 82 A. Os Atributos Não-Morais................................................................................................ 83 1. Onipresença................................................................................................................ 83 2. Onisciência.................................................................................................................. 83 3. Onipotência................................................................................................................. 85 4. Imutabilidade............................................................................................................. 86 B. Os Atributos Morais......................................................................................................... 87 1. Santidade..................................................................................................................... 87 2. Retidão e Justiça......................................................................................................... 88 3. Bondade....................................................................................................................... 88 4. Verdade....................................................................................................................... 90 Capítulo IX – A Natureza de Deus: Unidade e Trindade........................................................... 91 I. A Unidade de Deus................................................................................................................ 91 II. A Trindade de Deus............................................................................................................... 92 1. Insinuações no Velho Testamento.................................................................................. 93 2. O Ensino do Novo Testamento...................................................................................... 94 3. Algumas Observações e Deduções Baseadas Nestas Investigações....................... 100 Capítulo X – Os Decretos de Deus................................................................................................ 101 I. A Definição dos Decretos.................................................................................................... 101 II. A Prova dos Decretos........................................................................................................... 102 vi Índice do Conteúdo III.As Bases dos Decretos.......................................................................................................... 103 IV.A Finalidade dos Decretos.................................................................................................. 104 V. O Conteúdo e a Ordem dos Decretos................................................................................ 105 1. No Campo Material e Físico......................................................................................... 105 2. No Campo Moral e Espiritual...................................................................................... 106 3. No Campo Social e Político.......................................................................................... 110 Capítulo XI – A Obra de Deus: A Criação................................................................................... 112 I. A definição da Criação......................................................................................................... 112 II. A Prova da Doutrina da Criação........................................................................................ 113 1. O Relato Mosaico da Criação....................................................................................... 113 2. Outras Provas Bíblicas da Criação............................................................................... 116 III.As Teorias Opostas à Doutrina da Criação....................................................................... 117 1. A Teoria Ateísta ........................................................................................................... 117 2. A Teoria Dualista........................................................................................................... 117 3. A Teoria Panteísta.......................................................................................................... 118 4. A Teoria da Criação Eterna........................................................................................... 118 IV.A Hora da Criação ........................................................................................................... 118 V. A Finalidade de Deus na Criação....................................................................................... 120 Capítulo XII – As Obras de Deus: Seu Governo Soberano...................................................... 122 I. A Doutrina da Preservação................................................................................................. 123 1. A Definição de Preservação.......................................................................................... 123 2. A Prova da Doutrina da Preservação.......................................................................... 123 3. O Método da Preservação............................................................................................. 124 II. A Doutrina da Providência................................................................................................. 125 1. A Definição de Providência.......................................................................................... 125 2. As Provas da Doutrina.................................................................................................. 125 3. A Finalidade Para a Qual a Providência é Dirigida.................................................. 130 4. Os Meios Empregados no Exercício da Divina Providência................................... 131 5. As Teorias Opostas à Doutrina da Providência......................................................... 132 6. A Relação da Providência a Alguns Problemas Especiais....................................... 133 PARTE IV – ANGELOLOGIA......................................................................................................... 134 Capítulo XIII – A Origem, Natureza, Queda e Classificação dos Anjos................................ 135 I. A Origem dos Anjos ........................................................................................................... 135 II. A Natureza dos Anjos.......................................................................................................... 135 1. Não São Seres Humanos Glorificados........................................................................ 135 2. São Incorpóreos ........................................................................................................... 136 3. São Um Batalhão e Não Uma Raça.............................................................................. 136 Índice do Conteúdo vii 4. Excedem o Homem em Conhecimento, Apesar de Não Serem Oniscientes......... 137 5. São Mais Fortes que o Homem, Apesar de Não Serem Onipotentes..................... 137 III.A Queda dos Anjos.............................................................................................................. 137 1. O Fato de Sua Queda..................................................................................................... 137 2. A Época de Sua Queda.................................................................................................. 138 3. A Causa de Sua Queda.................................................................................................. 138 4. O Resultado de Sua Queda........................................................................................... 139 IV.A Classificação dos Anjos.................................................................................................... 139 1. Os Anjos Bons................................................................................................................. 139 2. Os Anjos Maus................................................................................................................ 141 Capítulo XIV – A Obra e o Destino dos Anjos........................................................................... 146 I. A Obra dos Anjos................................................................................................................. 146 1. A Obra dos Anjos Bons................................................................................................. 146 2. A Obra dos Anjos Maus................................................................................................ 148 3. A Obra dos Demônios................................................................................................... 149 4. A Obra de Satanás.......................................................................................................... 151 II. O Destino dos Anjos ........................................................................................................... 151 1. O Destino dos Anjos Bons............................................................................................. 151 2. O Destino dos Anjos Maus........................................................................................... 151 3. O Destino de Satanás..................................................................................................... 152 PARTE V – ANTROPOLOGIA........................................................................................................ 153 Capítulo XV – A Origem e o Caráter Original do Homem...................................................... 154 I. A Origem do Homem.......................................................................................................... 154 1. O Significado da Espécie............................................................................................... 155 2. A Imutabilidade da Espécie.......................................................................................... 156 II. A Natureza Original do Homem....................................................................................... 157 1. Não é uma Semelhança Física...................................................................................... 157 2. Foi uma Semelhança Mental......................................................................................... 158 3. Foi uma Semelhança Moral.......................................................................................... 158 4. Foi uma Semelhança Social........................................................................................... 160 Capítulo XVI – A Unidade e Constituição Permanente do Homem...................................... 161 I. A Unidade do Homem........................................................................................................ 161 1. O Argumento da História............................................................................................. 161 2. O Argumento da Fisiologia.......................................................................................... 162 3. O Argumento da Linguagem....................................................................................... 162 4. O Argumento da Psicologia.......................................................................................... 162 II. A Constituição do Homem................................................................................................. 163 viii Índice do Conteúdo 1. A Constituição Psicológica do Homem...................................................................... 163 2. A Constituição Moral do Homem............................................................................... 165 3. A Origem da Alma......................................................................................................... 168 Capítulo XVII – A Queda do Homem: Antecedentes e Problemas........................................ 174 I. Antecedentes da Queda....................................................................................................... 174 1. A Lei de Deus................................................................................................................. 174 2. A Natureza do Pecado................................................................................................... 177 II. Problemas Relacionados com a Queda............................................................................. 181 1. Como Pode um Ser Santo Cair?................................................................................... 182 2. Como Pode um Deus Justo Permitir que o Homem Fosse Tentado?..................... 182 3. Como Pode um Castigo Tão Grande Ser Vinculado à Desobediência a uma Ordem Tão Insignificante?............................................................................................ 183 Capítulo XVIII – A Queda do Homem: Fato e Consequências Imediatas............................ 185 I. A Origem do Pecado no Ato Pessoal de Adão................................................................. 185 1. O Pecado Não é Eterno.................................................................................................. 185 2. O Pecado Não se Origina na Limitação do Homem................................................. 185 3. O Pecado Não se Origina na Sensualidade................................................................ 186 4. O Pecado se Originou no Ato Livre de Adão............................................................. 186 II. As Consequências Imediatas do Pecado de Adão........................................................... 189 1. Seu Efeito Sobre o Relacionamento Deles com Deus................................................ 189 2. Seu Efeito Sobre Sua Natureza..................................................................................... 189 3. Seu Efeito Sobre Seus Corpos....................................................................................... 190 4. Seu Efeito Sobre Seu Meio Ambiente.......................................................................... 191 Capítulo XIX – A Queda do Homem: Imputação e Consequências Raciais......................... 192 I. A Universalidade do Pecado.............................................................................................. 192 II. A Imputação do Pecado....................................................................................................... 193 1. A Teoria Pelagiana......................................................................................................... 193 2. A Teoria Arminiana....................................................................................................... 194 3. A Teoria Federativa........................................................................................................ 195 4. A Teoria da Imputação Mediata.................................................................................. 196 5. A Teoria Agostiniana..................................................................................................... 196 Capítulo XX – A Queda do Homem: A Natureza e Consequências Finais do Pecado........ 199 I. A Natureza e Extensão da Depravação............................................................................. 199 1. O Significado da Depravação....................................................................................... 199 2. A Extensão da Depravação........................................................................................... 199 II. A Natureza e Grau de Culpa.............................................................................................. 200 1. O Significado de Culpa................................................................................................. 200 Índice do Conteúdo ix 2. Os Graus da Culpa......................................................................................................... 201 III.A Natureza e Caráter do Castigo....................................................................................... 202 1. O Significado do Castigo............................................................................................... 202 2. O Caráter do Castigo..................................................................................................... 202 PARTE VI – SOTERIOLOGIA......................................................................................................... 204 A. A Provisão da Salvação........................................................................................................... 204 Capítulo XXI – O Propósito, Plano e Método de Deus............................................................. 205 I. O Propósito de Deus........................................................................................................... 205 1. Na Natureza Humana................................................................................................... 205 2. Nas Escrituras................................................................................................................. 206 II. O Plano de Deus................................................................................................................... 207 1. A Revelação do Plano de Deus..................................................................................... 207 2. O Esquema do Plano de Deus...................................................................................... 207 III.Os Métodos de Deus............................................................................................................ 208 1. No Passado...................................................................................................................... 208 2. No Presente..................................................................................................................... 210 3. No Futuro. ...................................................................................................................... 210 Capítulo XXII – A Pessoa de Cristo: Pontos de Vista Históricos e o Estado Pré-encarnado................................................................................................................ 211 I. Opiniões Históricas.............................................................................................................. 211 1. Os Ebionitas.................................................................................................................... 211 2. Os Gnósticos................................................................................................................... 212 3. Os Arianos....................................................................................................................... 212 4. Os Apolinários................................................................................................................ 212 5. Os Nestorianos............................................................................................................... 213 6. Os Eutiquianos............................................................................................................... 213 7. A Opinião Ortodoxa...................................................................................................... 213 II. O Cristo Pré-encarnado....................................................................................................... 214 Capítulo XXIII – A Pessoa de Cristo: A Humilhação de Cristo............................................... 217 I. As Razões Para a Encarnação............................................................................................. 217 1. Para Confirmar as Promessas de Deus....................................................................... 217 2. Para Revelar o Pai........................................................................................................... 218 3. Para Se Tornar um Sumo Sacerdote Fiel..................................................................... 218 4. Para Aniquilar o Pecado................................................................................................ 219 5. Para Destruir as Obras do Diabo................................................................................. 220 6. Para Nos Dar o Exemplo de uma Vida Santa............................................................. 220 7. Para Preparar para o Segundo Advento..................................................................... 221 x Índice do Conteúdo II. A Natureza da Encarnação................................................................................................. 221 1. Ele Esvaziou a Si Mesmo............................................................................................... 221 2. Tornou-se em Semelhança de Homem....................................................................... 223 Capítulo XXIV – A Pessoa de Cristo: As Duas Naturezas e o Caráter de Cristo.................. 225 I. A Humanidade de Cristo.................................................................................................... 225 1. Ele Teve Nascimento Humano..................................................................................... 225 2. Ele Teve Desenvolvimento Humano........................................................................... 226 3. Ele Tinha os Elementos Essenciais da Natureza Humana....................................... 227 4. Ele Teve Nomes Humanos............................................................................................ 227 5. Ele Teve as Fraquezas Não Pecaminosas da Natureza Humana............................ 228 6. Ele é Repetidamente Chamado de “Homem”........................................................... 228 II. A Divindade de Cristo......................................................................................................... 228 III.As Duas Naturezas de Cristo.............................................................................................. 229 1. A Prova de Sua União.................................................................................................... 229 2. A Natureza de Sua União............................................................................................. 230 IV.O Caráter de Cristo ........................................................................................................... 231 1. Ele foi Absolutamente Santo......................................................................................... 232 2. Ele Tinha Amor Genuíno.............................................................................................. 232 3. Ele foi Verdadeiramente Humilde............................................................................... 233 4. Ele foi Absolutamente Manso...................................................................................... 233 5. Ele foi Perfeitamente Equilibrado................................................................................ 234 6. Ele Viveu uma Vida de Oração.................................................................................... 234 7. Ele foi um Trabalhador Incessante.............................................................................. 234 Capítulo XXV – A Obra de Cristo: Sua Morte – Importância e Interpretação Errônea....... 236 I. A Importância da Morte de Cristo..................................................................................... 236 1. É Anunciada no Velho Testamento.............................................................................. 236 2. É Proeminente no Novo Testamento........................................................................... 237 3. É a Principal Razão da Encarnação............................................................................. 237 4. É o Tema Fundamental do Evangelho........................................................................ 237 5. É Essencial para o Cristianismo................................................................................... 238 6. É Essencial para a Nossa Salvação............................................................................... 238 7. É de Interesse Supremo no Céu................................................................................... 238 II. Interpretações Errôneas da Morte de Cristo..................................................................... 239 1. A Teoria do Acidente..................................................................................................... 239 2. A Teoria do Mártir......................................................................................................... 239 3. A Teoria da Influência Moral........................................................................................ 240 4. A Teoria Governamental............................................................................................... 240 5. A Teoria Comercial........................................................................................................ 241 Capítulo XXVI – A Obra de Cristo: Sua Morte – Seu Significado e Extensão Reais........... 243 Índice do Conteúdo xi I. O Significado da Morte de Cristo....................................................................................... 243 1. É Vicária........................................................................................................................... 243 2. É Satisfação...................................................................................................................... 245 3. É um Resgate.................................................................................................................. 248 II. A Extensão da Morte de Cristo........................................................................................... 249 1. Cristo Morreu Pelos Eleitos.......................................................................................... 250 2. Cristo Morreu Pelo Mundo Inteiro.............................................................................. 250 Capítulo XXVII – A Obra de Cristo: Sua Ressurreição e Ascensão........................................ 252 I. A Ressurreição de Cristo..................................................................................................... 252 1. A Importância da Ressurreição de Cristo................................................................... 252 2. A Natureza da Ressurreição de Cristo........................................................................ 253 3. A Credibilidade da Ressurreição de Cristo................................................................ 254 4. Os Resultados da Ressurreição de Cristo................................................................... 256 II. A Ascensão de Cristo........................................................................................................... 257 1. As Escrituras Ensinam a Ascensão de Cristo............................................................. 257 2. Objeções à Ascensão de Cristo..................................................................................... 257 III.A Exaltação de Cristo........................................................................................................... 258 1. Coisas Contidas na Exaltação de Cristo...................................................................... 258 2. Resultados da Ascensão e Exaltação de Cristo.......................................................... 258 B. A Aplicação da Salvação........................................................................................................... 259 Seção I – Em Seu Princípio........................................................................................................... 259 Capítulo XXVIII – Eleição e Vocação........................................................................................... 260 I. A Doutrina da Eleição.......................................................................................................... 260 1. A Definição de Eleição................................................................................................... 261 2. A Prova Deste Ponto de Vista de Eleição................................................................... 262 3. Objeções a Este Ponto de Vista de Eleição.................................................................. 263 II. A Doutrina da Vocação....................................................................................................... 265 1. As Pessoas Chamadas................................................................................................... 265 2. O Objeto do Chamado................................................................................................... 265 3. O Significado do Chamado........................................................................................... 265 Capítulo XXIX – Conversão........................................................................................................... 267 I. O Elemento do Arrependimento........................................................................................ 267 1. A Importância do Arrependimento............................................................................. 267 2. O Significado do Arrependimento.............................................................................. 268 3. Os Meios de Arrependimento...................................................................................... 269 II. O Elemento da Fé................................................................................................................ 269 xii Índice do Conteúdo 1. A Importância da Fé...................................................................................................... 269 2. O Significado da Fé........................................................................................................ 270 3. A Fonte da Fé................................................................................................................. 273 4. Os Resultados da Fé....................................................................................................... 273 Capítulo XXX – Justificação e Regeneração................................................................................. 275 I. A Doutrina da Justificação.................................................................................................. 275 1. A Definição de Justificação........................................................................................... 275 2. O Método de Justificação.............................................................................................. 277 3. Os Resultados da Justificação....................................................................................... 278 II. A Doutrina da Regeneração................................................................................................ 279 1. O Significado da Regeneração...................................................................................... 279 2. A Necessidade de Regeneração................................................................................... 279 3. Os Meios de Regeneração............................................................................................. 280 4. Os Resultados da Regeneração.................................................................................... 281 Capítulo XXXI – União com Cristo e Adoção.............................................................................. 282 I. A União do Crente com Cristo........................................................................................... 282 1. A Natureza Dessa União............................................................................................... 282 2. O Método Desta União.................................................................................................. 283 3. As Consequências Desta União.................................................................................... 284 II. A Adoção do Crente ........................................................................................................... 284 1. A Definição de Adoção.................................................................................................. 284 2. O Tempo da Adoção...................................................................................................... 285 3. Os Resultados da Adoção............................................................................................. 285 B. A Aplicação da Salvação.......................................................................................................... 286 Seção II – Em Sua Continuação.................................................................................................... 286 Capítulo XXXII – Santificação........................................................................................................ 287 I. Definição de Santificação..................................................................................................... 288 1. Separação para Deus...................................................................................................... 288 2. Imputação de Cristo como Nossa Santidade............................................................. 288 3. Purificação do Mal Moral.............................................................................................. 288 4. Conformidade com a Imagem de Cristo.................................................................... 288 II. O Tempo da Santificação..................................................................................................... 289 1. O Ato Inicial de Santificação......................................................................................... 289 2. O Processo de Santificação............................................................................................ 290 3. Santificação Completa e Final...................................................................................... 292 III.Os Meios de Santificação..................................................................................................... 292 Índice do Conteúdo xiii Capítulo XXXIII – Perseverança.................................................................................................... 294 I. Prova da Doutrina................................................................................................................ 294 1. O Propósito de Deus...................................................................................................... 294 2. A Mediação de Cristo.................................................................................................... 295 3. A Contínua Capacidade de Deus de Nos Guardar................................................... 295 4. A Natureza da Mudança no Crente............................................................................ 296 II. Objeções à Doutrina............................................................................................................. 296 1. Induz à Frouxidão e Indolência................................................................................... 296 2. Rouba a Liberdade do Homem.................................................................................... 297 3. As Escrituras Ensinam o Contrário............................................................................. 297 4. Há Muitas Advertências................................................................................................ 298 Capítulo XXXIV – Os Meios da Graça......................................................................................... 300 I. A Palavra de Deus................................................................................................................ 300 1. É um Meio de Salvação................................................................................................. 300 2. É um Meio de Santificação............................................................................................ 301 II. Oração.................................................................................................................................... 302 1. A Natureza da Oração................................................................................................... 302 2. A Relação entre Oração e Providência........................................................................ 303 3. O Método e Maneira de Orar....................................................................................... 304 PARTE VII – ECLESIOLOGIA....................................................................................................... 306 Capítulo XXXV – Introdutório: Definição e Fundação da Igreja............................................ 308 I. A Definição da Igreja........................................................................................................... 308 1. A Igreja Não é o Judaísmo Melhorado e Continuado.............................................. 308 2. A Igreja Não é o “Reino”............................................................................................... 308 3. A Igreja Não é uma “Denominação”........................................................................... 309 4. A Igreja é Considerada em Dois Sentidos.................................................................. 309 II. A Fundação da Igreja........................................................................................................... 311 1. A Época de sua Fundação............................................................................................. 311 2. A Fundação de Outras Igrejas Locais.......................................................................... 312 Capítulo XXXVI – A Fundação da Igreja; a Maneira da Fundação e a Organização das Igrejas........................................................................................................... 313 I. A Fundação da Igreja........................................................................................................... 313 1. A Igreja Universal.......................................................................................................... 313 2. A Igreja Local................................................................................................................. 314 II. A Maneira da Fundação...................................................................................................... 314 III.A Organização das Igrejas................................................................................................... 315 1. O Fato da Organização.................................................................................................. 315 xiv Índice do Conteúdo 2. Os Oficiais da Igreja....................................................................................................... 317 3. O Governo da Igreja....................................................................................................... 320 Capítulo XXXVII – As Ordenanças das Igrejas.......................................................................... 321 I. Batismo................................................................................................................................... 321 II. A Ceia do Senhor.................................................................................................................. 324 1. O Ensinamento Bíblico.................................................................................................. 324 2. O Ensinamento Católico Romano................................................................................ 325 3. O Ensinamento Luterano e da Igreja Superior Anglicana....................................... 326 4. O Ensino Reformado..................................................................................................... 327 Capítulo XXXVIII – A Missão e Destino da Igreja.................................................................... 330 I. A Missão da Igreja................................................................................................................ 330 1. Glorificar a Deus ........................................................................................................... 330 2. Para Edificar a Si Própria.............................................................................................. 330 3. Purificar a Si Própria...................................................................................................... 331 4. Para Educar seus Membros.......................................................................................... 331 5. Para Evangelizar o Mundo........................................................................................... 332 6. Para Agir como Força Restritiva e Iluminadora no Mundo..................................... 332 7. Para Promover Tudo o que é Bom............................................................................... 333 II. O Destino da Igreja............................................................................................................... 333 1. A Igreja não Converterá o Mundo............................................................................... 333 2. A Igreja Ocupará Lugar de Bênção e Honra.............................................................. 333 PARTE VIII – ESCATOLOGIA........................................................................................................ 335 Capítulo XXXIX – A Segunda Vinda de Cristo: Importância da Doutrina e Natureza de Sua Vinda............................................................................................................. 336 I. A Importância da Doutrina................................................................................................. 337 1. Sua Proeminência nas Escrituras................................................................................. 337 2. É uma Chave para as Escrituras................................................................................... 337 3. É a Esperança da Igreja.................................................................................................. 338 4. É Incentivo para o Cristianismo Bíblico...................................................................... 338 5. Tem Efeito Marcante Sobre Nosso Serviço................................................................. 339 II. A Natureza da Vinda de Cristo.......................................................................................... 340 1. O Ensinamento Bíblico.................................................................................................. 340 2. Algumas Interpretações Errôneas................................................................................ 340 3. As Fases da Vinda de Cristo......................................................................................... 342 Capítulo XL – A Segunda Vinda de Cristo: O Propósito de Sua Vinda nos Ares............... 344 I. Para Receber os Seus........................................................................................................... 344 Índice do Conteúdo xv 1. Os Pré-requisitos........................................................................................................... 344 2. A Maneira........................................................................................................................ 347 II. Para Julgar e Galardoar....................................................................................................... 348 1. O Julgamento do Crente................................................................................................ 348 2. O Galardão dos Crentes................................................................................................ 348 III.Para Remover o que Detém................................................................................................. 349 Capítulo XLI – A Segunda Vinda de Cristo: O Propósito de Sua Vinda à Terra e o Período Entre o Arrebatamento e a Revelação..................................................................... 351 I. O Propósito da Sua Vinda à Terra...................................................................................... 351 1. Para Revelar-Se e aos Seus............................................................................................ 351 2. Para Julgar a Besta, o Falso Profeta e seus Exércitos................................................. 352 3. Para Prender Satanás..................................................................................................... 352 4. Para Salvar Israel........................................................................................................... 352 5. Para Julgar as Nações.................................................................................................... 353 6. Para Livrar e Abençoar a Criação................................................................................ 353 7. Para Estabelecer o Seu Reino........................................................................................ 354 II. O Período Entre o Arrebatamento e a Revelação............................................................. 354 1. A Duração do Período................................................................................................... 354 2. A Natureza do Período.................................................................................................. 355 3. O Ator Principal do Período......................................................................................... 357 Capítulo XLII – A Hora da Sua Vinda: Pré-milenar.................................................................. 358 I. O Significado do Termo....................................................................................................... 358 II. A Posição da Igreja Primitiva............................................................................................. 359 III.A Prova da Doutrina........................................................................................................... 360 1. A Maneira e Hora do Estabelecimento do Reino...................................................... 360 2. As Bênçãos Associadas a Este Reino Futuro.............................................................. 360 3. A Diferença Entre Receber o Reino e Inaugurá-lo.................................................... 361 4. A Promessa aos Apóstolos de Reinarem sobre as Doze Tribos de Israel............... 361 5. A Promessa aos Crentes de que Reinarão com Cristo.............................................. 361 6. Predição das Condições que Existirão Logo Antes da Sua Volta............................ 361 7. A Ordem dos Acontecimentos..................................................................................... 362 Capítulo XLIII – A Hora de Sua Vinda – Pré-tribulacional..................................................... 363 I. Os Primeiros Ensinamentos Cristãos................................................................................ 363 1. Hermas............................................................................................................................. 364 2. Irineu .............................................................................................................................. 364 3. Conclusões Gerais.......................................................................................................... 364 II. O Ensinamento das Escrituras............................................................................................ 365 1. A Promessa à Igreja de Filadélfia................................................................................. 365 xvi Índice do Conteúdo 2. A Natureza da Septuagésima Semana de Daniel...................................................... 366 3. A Natureza e Propósito da Tribulação........................................................................ 367 4. Os Vinte e Quatro Anciãos em Relação à Tribulação................................................ 368 5. A Missão do Espírito Santo como Reprimidor.......................................................... 369 6. A Necessidade de um Intervalo Entre o Arrebatamento e a Revelação................. 369 7. As Exortações à Constante Expectativa da Volta do Senhor................................... 370 Capítulo XLIV – As Ressurreições................................................................................................ 372 I. A Certeza da Ressurreição.................................................................................................. 372 1. O Fato e Natureza do Estado Intermediário.............................................................. 372 2. O Ensinamento do Velho Testamento Quanto à Ressurreição do Corpo.............. 374 3. O Ensinamento do Novo Testamento Quanto à Ressurreição do Corpo............... 375 II. A Natureza da Ressurreição............................................................................................... 375 1. O Fato da Ressurreição do Corpo................................................................................ 375 2. A Natureza da Ressurreição do Corpo....................................................................... 376 III.A Hora das Ressurreições................................................................................................... 377 Capítulo XLV – Os Julgamentos.................................................................................................... 379 I. A Certeza dos Julgamentos................................................................................................. 379 II. O Objetivo dos Julgamentos............................................................................................... 380 III.O Juiz...................................................................................................................................... 380 IV.Os Vários Julgamentos........................................................................................................ 381 1. O Julgamento dos Crentes............................................................................................ 381 2. O Julgamento de Israel.................................................................................................. 381 3. O Julgamento da Babilônia........................................................................................... 382 4. O Julgamento da Besta, do Falso Profeta e seus Exércitos....................................... 382 5. O Julgamento das Nações............................................................................................. 382 6. O Julgamento de Satanás e seus Anjos........................................................................ 383 7. O Julgamento dos Mortos Não-salvos........................................................................ 383 Capítulo XLVI – O Milênio........................................................................................................... 386 I. O Fato de um Milênio.......................................................................................................... 386 1. A Expectativa Humana................................................................................................. 386 2. A Crença da Igreja Primitiva........................................................................................ 386 3. O Ensinamento da Escritura......................................................................................... 387 II. As Características do Milênio............................................................................................. 389 1. Com Relação a Cristo..................................................................................................... 390 2. Com Relação à Igreja..................................................................................................... 390 3. Com Relação a Israel...................................................................................................... 390 4. Com Relação às Nações................................................................................................. 391 5. Com Relação a Satanás.................................................................................................. 391 Índice do Conteúdo xvii 6. Com Relação à Natureza............................................................................................... 391 7. Com Relação às Condições em Geral.......................................................................... 391 Capítulo XLVII – O Estado Final................................................................................................... 393 I. O Estado Final de Satanás................................................................................................... 393 1. Será Solto de sua Prisão................................................................................................. 393 2. Será Finalmente Julgado e Sentenciado...................................................................... 393 II. O Julgamento Final.............................................................................................................. 393 III.O Reino Final......................................................................................................................... 394 IV.A Nova Criação..................................................................................................................... 394 1. O Novo Céu e a Nova Terra.......................................................................................... 394 2. A Nova Jerusalém.......................................................................................................... 395 Introdução Esta é a primeira edição em português do Dr. Henry Clarence Thiessen, “Preleções em Teologia Sistemática”. É o primeiro volume de Teologia Sistemática a ser traduzido e publicado no Brasil. Em seu escopo, se aproxima em estilo e formato a um livro-texto ideal, e de valioso à consulta para todos os sérios estudantes da Palavra de Deus. Dr. Thiessen tem o cuidado de apresentar de maneira clara, concisa e erudita as grandes doutrinas da área de teologia. Este livro é reconhecido e recomendado pelos dirigentes escolares nos Estados Unidos, e nós estamos convictos de que será bem recebido pelos professores e alunos de fala portuguesa, e com o mesmo entusiasmo. Nenhum trabalho é perfeito ou completo e este volume não é uma exceção, entretanto nós sentimos que é o mais precioso livro de Teologia Sistemática acessível. Sou grato a Deus por Sua bênção e ajuda na publicação deste volume; a Inez MsLain por sua valiosa ajuda; a DNA. Wanda Conceição pelo excelente trabalho de tradução; a minha esposa Thelma, pelas horas gastas no trabalho de leitura e revisão; e a cada um de vocês que tem orado e contribuído, fazendo este projeto possível. Este livro é dedicado à todos os seminaristas que tem trabalhado através deste material sem os meios adequados para dominar a matéria. É o nosso desejo, como para um ministério efetivo de pregação do Evangelho de Jesus Cristo. Rev. Clarence Antrum Nickell Curitiba, PR – 1986 Prefácio Aqueles que já conhecem o livro do Dr. H. C. Thiessen, Na Outline of Lectures in Systematic Theology, em formato de resumo, se regozijarão com o aparecimento de uma obra mais completa no formato de livro. Quando o Dr. Thiessen foi chamado de sua labuta, estava dedicado à tarefa de escrever o livro. Terminá-lo e revisá-lo desde que ele partiu tem sido a minha tarefa, a pedido da senhora H. C. Thiessen. A primeira terça parte do livro está exatamente como ele a escreveu. Aqueles que conhecem o resumo notarão que foi completamente reescrita e arranjada de modo diferente. Provavelmente ele teria feito o mesmo com o restante do livro se tivesse vivido o suficiente para completá-lo. Ele havia feito um esboço completo dos capítulos e o melhor que pude fazer foi seguir o esboço e basear-me no material do resumo. Citações de fontes que não as do resumo são principalmente aquelas que ele havia escrito nas páginas em branco de sua própria cópia do resumo. Na maior parte, usei apenas aquelas que, a meu ver, reforçavam o argumento, ou ajudavam a tornar mais claro o significado. Se fossem apenas notas interessantes, eram rejeitadas. Minha tarefa principal foi a de revisar o material, verificar citações, completar declarações, escrever um parágrafo ou uma curta seção aqui e ali, arranjar em capítulos de acordo com o esboço à mão, e assim preparar estas páginas para o editor. Nenhuma obra do homem é jamais perfeita, mas tomou-se grande cuidado para fazer esta obra tão exata quanto possível. Toda referência das Escrituras, a menos que seja tão conhecida quanto João 3:16, foi verificada. Mas não houve tempo suficiente para verificar todas as citações dos vários outros autores. Como o resumo já passou por três revisões, assumi que elas estavam corretas, pois os exemplos escolhidos a esmo e examinados estavam corretos. Expressamos profunda gratidão ao Dr. Milford L. Baker, presidente do Califórnia Baptist Theological Seminary, e ao Dr. H. Vernon Ritter, bibliotecário no mesmo seminário, por sua bondade e cooperação. Esse seminário havia adquirido a biblioteca do Dr. Thiessen quando ele faleceu, mas com cortesia e generosidade cristãs, permitiram-nos retirar este ou quaisquer outros livros de sua biblioteca e usá-los pelo tempo que deles necessitássemos. O Dr. Ritter arranjou tempo para pessoalmente localizar muitos dos livros para nós, para que pudéssemos dar completo crédito literário às citações usadas. Estendemos também nossos agradecimentos ao Dr. Ricard W. Cramer. Chefe da Divisão de Estudos Bíblicos e filosofia do Westmont College, em Santa Bárbara, na Califórnia, que preparou o Índice dos Assuntos, Índice dos Autores e Índice das Palavras Gregas; à Srta. Goldie Wiens, professora em Shafter, Califórnia, pela preparação do índice das Escrituras. Minha irmã, Srta. Kate I. Thiessen, uma 3 Prefácio professora secundária em Oklahoma, datilografou todo o manuscrito. Cito do Prefácio do Dr. Thiessen no sumário mimeografado, o seguinte: “Espera-se que a presente edição estabeleça a verdade mais clara e logicamente, e que o Deus Triúno, Pai, Filho e Espírito Santo, seja glorificado através do seu estudo”. Como nas versões anteriores, a American Standard Version da Bíblia foi a que usamos, como a melhor tradução dos idiomas hebreu e grego, exceto quando outra versão for especificada. O Livro é apresentado com a prece para que seja usado por Deus e útil para treinar homens para o ministério eficiente do Evangelho. John Caldwell Thiessen Detroit, Michigan, 1949 PROLEGÔMENOS CAPÍTULO I A Natureza e Necessidade da Teologia Até bem recentemente, a Teologia era considerada como a rainha das ciências e a Teologia Sistemática como a coroa da rainha. Mas hoje em dia a maior parte dos chamados estudos teológicos nega a ideia de que ela seja uma ciência, e ainda mais a ideia de que possa ser a rainha das ciências. James Orr já dizia há um bom número de anos atrás: “Todos devem estar cientes de que há nos dias de hoje um grande preconceito contra doutrina – ou, como é muitas vezes chamada – “dogma” – na religião; uma grande desconfiança a aversão ao pensamento claro e sistemático a respeito de coisas divinas. Os homens preferem, não se pode deixar de notar, viver em uma região de nebulosidade e indefinição com relação a esses assuntos. Querem que seu pensamento seja fluido e indefinido – algo que possa ser mudado com os tempos, e com as novas luzes que eles acham estarem constantemente aparecendo para iluminá-los, continuamente adquirindo novas formas e deixando o que é velho para trás”. James Orr, Sidelights on Christian Doctrine (Comentários sobre a Doutrina Cristã) (New York; A. C. Armstrong and Sons, 1909), pág. 3. Isto é ainda mais verdadeiro hoje do que quando Orr escreveu essas palavras; como podemos explicar esse estado de coisas? Orr indica a razão básica: É a dúvida dos dias de hoje quanto a podermos chegar a qualquer conclusão neste campo, que possa ser considerada como certa e final. Influenciada pela filosofia corrente de pragmatismo, o teólogo moderno começa com o dictum de que em teologia, como em todos os outros campos de pesquisa, a crença nunca deve ir além do mero estabelecimento de uma premissa básica; nunca deve ser enunciada como algo considerado fixo e final. Tendo rejeitado a Bíblia como a infalível Palavra de Deus e tendo aceitado a ideia de que tudo está fluindo, o teólogo moderno afirma que não é seguro formular quaisquer ideias permanentes a respeito de Deus e da verdade teológica. Se ele fizer isto hoje, amanhã pode ser obrigado a mudar sua opinião. Por isso, escritores modernos raramente expressam qualquer certeza com respeito a qualquer ideia que não seja das mais gerais em teologia. Mas, graças a Deus, ainda há muitos que não se deixam levar por esta filosofia subliminar, que ainda crêem que há algumas coisas no mundo que são estáveis e permanentes. Eles citam a regularidade dos corpos celestiais, das leis da natureza e da ciência da matemática A Natureza e Necessidade da Teologia 5 como sendo as provas básicas para esta crença. A ciência, como sabemos, está começando a questionar a regularidade até das leis da natureza, mas o crente em Deus experiente vê nessas aparentes irregularidades a intervenção de Deus e a manifestação do Seu Poder milagroso. Ele sustenta que, ao mesmo tempo que a apreensão da revelação divina é progressiva, a revelação em si é tão estável quanto a própria retidão e verdade de Deus. Ele, portanto, ainda acredita na possibilidade da Teologia e da Teologia Sistemática, e ainda as considera tão favoravelmente quanto os antigos o faziam. É patente o fato de que mesmo o moderno estudante que não formula suas crenças teológicas, ainda tem ideias razoavelmente definidas a respeito das questões principais nesse campo. A razão para isso se encontra em sua própria constituição moral e mental. Falaremos disso quando abordarmos a necessidade de Teologia; mas precisamos primeiro discutir a natureza da Teologia. I. A Natureza da Teologia O termo “teologia” é usado hoje em um sentido restrito e também em um amplo. É derivado de duas palavras gregas, theos e logos, sendo que a primeira significa “Deus” e a segunda “palavra”, “discurso” e “doutrina”. No sentido mais restrito, portanto, teologia pode ser definida como sendo a doutrina de Deus. Mas no sentido mais amplo e mais comum, o termo vem a significar todas as doutrinas cristãs, não apenas a doutrina específica de Deus, mas também as doutrinas que se referem às relações que Deus mantém com o universo. Neste sentido amplo, podemos, definir teologia como a ciência de Deus e Suas relações para com o universo. Para melhor esclarecer essa ideia, precisamos indicar a seguir as diferenças entre teologia e ética, teologia e religião, e teologia e filosofia. 1. Teologia e Ética. Psicologia lida com comportamento; ética, com conduta. E isto é verdadeiro tanto na ética filosófica quando da cristã. A psicologia indaga o como e o porque do comportamento; a ética, a respeito da qualidade moral da conduta. A ética pode ser descritiva ou prática. A ética descritiva examina a conduta humana à luz de um padrão do que é certo ou errado; a ética prática se alicerça na ética descritiva, mas mais particularmente enfatiza as razões para se tentar viver de acordo com tal padrão. Mas, como é patente, de qualquer maneira a ética filosófica se desenvolve em uma base puramente naturalista e não possui doutrina de pecado, de um Salvador, de redenção, regeneração, e habitação e poder divinos para se alcançar suas metas. A ética cristã difere bastante da ética filosófica. É mais completa pois, enquanto que a ética filosófica se restringe aos deveres entre homem e homem, a ética cristã também inclui os deveres para com Deus. Além disso, é diferente em sua motivação. Na ética filosófica, o motivo é ou hedonista, utilitarista, perfeccionista, ou uma combinação de todos estes, como no humanismo; mas na ética cristã, o motivo é a afeição e submissão voluntária a Deus. Mesmo assim, a teologia contém muito mais do que aquilo que pertence à ética cristã. Inclui também as doutrinas da trindade, criação, providência, a queda, a encarnação, redenção e escatologia. Nenhuma dessas pertence propriamente à ética. 6 A Natureza e Necessidade da Teologia 2. Teologia e Religião. O termo “religião” é usado no maior número de maneiras imagináveis. É usado para as práticas de fetichismo na África, para o canto dos Hindus ante o Absoluto impessoal, para o palavrear dos sacerdotes chintoístas e dos mahdis maometanos, para os sistemas grego e católico romano, para a propaganda humanitária de John Haynes Holmes, e para a adoração e o culto do protestante ortodoxo. Por isto, alguns preferem não usar o termo para a verdadeira fé cristã. Mas esta questão deve ser decidida por uma definição aproximada de religião. Hegel considerou religião como um tipo de conhecimento; mas ele não percebeu que o tipo de conhecimento do qual falam as Escrituras inclui não apenas o intelecto, mas também as afeições e a vontade. Schleiermacher a considerou como sendo apenas o sentimento de dependência, mas se esqueceu que tal sentimento não é religioso a não ser que possa ser acoplado à confiança em Deus, apropriação dEle e serviço prestado a Ele. Kant a identificou com a ética. Matthew Arnold pensava que ela era moralidade tocada por emoção. E Henry N. Wieman diz: “Religião é a aguda percepção que o homem tem do reino de possibilidade inatingida e o comportamento resultante dessa percepção”. Mas nenhuma dessas é adequada. Para começar, a etimologia do termo “religião” é incerta. A derivação que Agostinho fez de religare, “ligar de novo”, o homem a Deus, é duvidosa; o mundo pagão tinha “religião”, mas não tinha uma concepção tão bíblica da natureza do pecado e da necessidade que o homem tem de redenção quanto é subentendido nesta definição. Mais provável é a ideia de Cícero. Ele o deriva de relegere, “considerar”, “rever”; em outras palavras, considerar e observar devotadamente, especialmente aquilo que diz respeito à adoração dos deuses. Deste ponto de vista, então, todas as práticas e sistemas mencionados acima se encaixariam no termo “religião”. Mas para Strong, “religião, em sua ideia essencial, é uma vida em Deus, uma vida vivida em reconhecimento de Deus, em comunhão com Deus, e sob o controle do Espírito de Deus que habita no crente”. A.H. Strong, Systematic Theology (Teologia Sistemática) (Philadelphia: The Griffith and Rowland Press, 1907), pág. 21. Para ele, só há estritamente, uma religião, a religião cristã. Se adotarmos este ponto de vista, então estaríamos justificados em usar o termo para a fé e culto protestante ortodoxo, mas ao mesmo tempo seríamos obrigados a recusá-lo a todas as outras chamadas “religiões”. A relação entre teologia e religião é a de efeitos, em esferas diferentes, produzidas pelas mesmas causa. No campo do pensamento sistemático, os fatos que se referem a Deus e Suas relações com o universo levam à teologia; na esfera da vida individual e coletiva, eles levam à religião. Em outras palavras, na teologia um homem organiza seus pensamentos com referência a Deus e ao universo, e na religião ele expressa, em atitudes e ações, os efeitos que esses pensamentos – produziram nele. 3. Teologia e Filosofia. Teologia e filosofia têm praticamente os mesmos objetivos, mas diferem bastante no enfoque que dão e no método que usam para atingir esses objetivos. Ambas buscam uma visão completa do mundo e da vida. Entretanto, enquanto que a teologia parte da crença na existência de Deus e da ideia de que Ele é a causa de todas as coisas, com exceção do pecado, a filosofia parte de uma outra coisa dada e com ideia de que é suficiente A Natureza e Necessidade da Teologia 7 para explicar a existência de todas as outras coisas. Para os filósofos gregos, esta coisa dada era ou a água, ou o ar, ou o fogo, ou átomos em movimento, ou nous, ou ideias; para os modernos, é a natureza ou a mente, ou a personalidade, ou a vida, ou alguma outra coisa. A teologia não apenas parte da crença na existência de Deus, mas também afirma que Ele graciosamente Se revelou. A filosofia nega essas duas ideias. Baseado na ideia de Deus e no estudo da revelação divina, o teólogo desenvolve suas ideias a respeito do mundo e da vida; baseado na coisa dada e nos supostos poderes a ela inerentes, o filósofo desenvolve suas ideias a respeito do mundo e da vida. É claro, portanto, que a teologia se alicerça sobre uma base sólida e objetiva, enquanto que a filosofia se alicerça apenas nas suposições – e especulações do filósofo. No entanto, a filosofia é definitivamente importante para o teólogo. Em primeiro lugar, oferece a ele certo apoio para a posição cristã. Kant, na base da consciência, defendeu a existência de Deus, liberdade e imortalidade. Henri Bergson defende a ideia de que os homens adquirem conhecimento através da intuição tanto como através da razão. Vários filósofos têm defendido a independência da mente e do cérebro e têm procurado estabelecer as relações entre eles. O teólogo pode usar tais conclusões filosóficas para reforçar a posição bíblica. Em segundo lugar, revela a ele a incapacidade da razão para resolver os problemas básicos da existência. Enquanto que o teólogo aprecia toda a ajuda real que recebe da filosofia, ele logo percebe que a filosofia não tem uma teoria real das origens e nenhuma doutrina de providência, pecado, salvação, e uma consumação final. Como todos esses conceitos são muito vitais para uma ideia adequada do mundo e da vida, o teólogo é irresistivelmente conduzido a Deus e à revelação que ele fez de Si mesmo para tratar dessas doutrinas. E, em terceiro lugar, dá-lhe a conhecer as ideias do descrente culto. A filosofia é para o descrente o que a fé cristã é para o crente; e ele se apega a ela com a mesma tenacidade com a qual o crente se apega à sua fé. Conhecer a filosofia de alguém é, portanto, ficar de posse da chave necessária para compreendê-lo e também para lidar com ele. O crente pode não conseguir ir muito longe com o filósofo teórico, mas poderá ajudar aquele que ainda não estiver totalmente dominado pelas teorias da especulação. II. A Necessidade da Teologia Dissemos acima que mesmo aqueles que se recusam a formular suas crenças teológicas possuem ideias bem definidas com relação aos principais assuntos da teologia; isto é, algum tipo de crença teológica é necessário. Isto se deve à natureza do intelecto humano e as preocupações práticas da vida. Vamos, portanto, considerar brevemente o porquê desta necessidade, pensando particularmente de sua necessidade para o cristão. 1. O Instinto Organizador do Intelecto. O intelecto humano não se contenta com uma simples acumulação de fatos: invariavelmente busca uma unificação e sistematização de seu conhecimento. Hocking diz: “Um ser é uma unidade que não pode viver para sempre, ou enfrentar o prospecto de viver para sempre, com desordem mental... Não podemos viver vidas completamente racionais até que aquele acordo latente entre nossas diferentes percepções possa ser compreendido como um princípio que dá unidade a todas as ideias a respeito do 8 A Natureza e Necessidade da Teologia mundo”. Wm. E. Hocking, Types of Philosophy (Tipos de Filosofia) (New York: Charles Cribner’s Sons, 1929), pág. 431. Ele ��������������������������������������������������������������������� está, é claro, pensando sobre filosofia, mas o argumento é igualmente verdadeiro na teologia. A mente não se satisfaz apenas em descobrir certos fatos a respeito de Deus, do homem, e do universo: ela deseja conhecer as relações entre essas pessoas e coisas e organizar suas descobertas em forma de um sistema. Orr diz, falando da mente: “Ela não se contenta com conhecimento fragmentado, mas tem constantes a tendência de passar dos fatos para leis, de leis para leis mais elevadas, e destas para as generalizações mais elevadas possíveis”. James Orr, The Christian View of God and the World (O Conceito Cristão de Deus e do Mundo) (Wm. B. Eerdmans Publ. co., 1948) pág. 6. E Strong diz: “É apenas na proporção dos dons e cultura que o impulso de sistematizar e formular aumenta”. Op. Cit., pág. 16. 2. A Natureza Difundida da Descrença de Nossos Dias. Os perigos que ameaçam a igreja vêem, não da ciência, mas sim da filosofia. Nossas universidades, faculdades e seminários estão, na maioria, saturados de ateísmo, agnosticismo, e panteísmo. Alguns deles são unitarianos. Através daqueles que se formam nessas instituições, as escolas públicas, os jornais, revistas, rádios e as muitas organizações sociais, comerciais, políticas e fraternais, esses ensinamentos são infundidos em todos os níveis da vida social. Os mais bem instruídos destes têm um conjunto de ideias relativamente completo com relação às coisas que os interessam mais de perto. Ora, não é bastante citar versículos isolados para homens que defendem as falsas ideias dos dias presentes: precisamos mostrar a eles que a Bíblia é uma solução melhor para seus problemas do que aquela que eles adoraram; que Ela tem a resposta para muitos problemas que suas filosofias nem tentam responder; e que as Escrituras possuem uma visão plena e consistente do mundo e da vida. O homem que não possui um sistema organizado de pensamento está à mercê daquele que o tem. Em outras palavras, temos a obrigação de ajuntar todos os fatos revelados sobre um dado assunto ou organizá-los sob a forma de um sistema harmonioso se quisermos enfrentar aqueles que estão profundamente arraigados em algum sistema filosófico de pensamento. 3. A Natureza das Escrituras. A Bíblia é para o teólogo o que a natureza é para o cientista, um conjunto de fatos desorganizados ou apenas parcialmente organizados. Deus não achou necessário escrever a Bíblia na forma de Teologia Sistemática; é nossa tarefa, portanto, ajuntar os fatos dispersos e colocá-los sob a forma de um sistema lógico. Há certamente algumas doutrinas que são tratadas com relativa extensão em um único contexto; mas não há nenhuma que seja ali tratada exaustivamente. Veja como exemplo de uma doutrina ou tema tratados extensivamente em uma passagem, o significado da morte de Cristo nas cinco ofertas de Lv. 1-7; as qualidades da Palavra de Deus nos Sl. 19, 119; os ensinamentos da onipresença e onisciência de Deus no Sl. 139; os sofrimentos, morte, e exaltação do Servo de Jeová em Is. 53; a restauração a Israel de sua adoração no templo, e sua terra, em Ez. 40-48; as predições referentes aos tempos dos gentios em Dn. 2 e 7; a volta de Cristo a este mundo e os acontecimentos imediatamente ligados a ele em Zc. 14; Ap. 19:11 – 22:6; a Carta Magna do reino em Mt. 5-7; o desenvolvimento do cristianismo em Mt. 13; a doutrina da pessoa de Cristo em João 1:1-18; Fp. 2:5-11; Cl. 1:15-19; Hb. 1:1-4; os ensinamentos de Jesus referentes ao Espírito Santo em Jo. 14-16; o status dos cristãos gentios com referência à lei de Moisés em At. 15:1-29; Gl. A Natureza e Necessidade da Teologia 9 2:1-10; a doutrina da justificação pela fé em Rm. 1:17 – 5:21; o status presente e futuro de Israel como nação em Rm. 9-11; a questão dos dons do Espírito em I Co. 12, 14; a caracterização do amor em I Co. 13; a doutrina da ressurreição em I Co. 15; a natureza da igreja em Ef. 2, 3; as conquistas da fé em Hb. 11; e o problema do sofrimento no livro de Jô e em I Pedro. Apesar de ser grande a extensão do tratamento dado ao tema nessas mensagens, em nenhuma delas é o tema tratado plenamente. É necessário, portanto, se quisermos conhecer todos os fatos a respeito de qualquer assunto, ajuntar os ensinamentos dispersos e colocá-los em um sistema lógico e harmonioso. 4. O Desenvolvimento de um Caráter Cristão Inteligente. Há duas opiniões errôneas a respeito deste assunto: (1) Há pouca ou nenhuma relação entre a crença de um homem e seu caráter e (2) a teologia tem um efeito entorpecedor sobre a vida espiritual. O modernista às vezes acusa o crente ortodoxo do absurdo de defender as crenças tradicionais da igreja quando ele vive como um pagão. Seu credo, insiste aquele, não afeta seu caráter e conduta. O modernista, pelo contrário, se dispõe a produzir uma vida boa sem o credo ortodoxo. Como podemos responder a essa acusação? Replicamos que a mera aceitação intelectual de um conjunto de doutrinas é insuficiente para produzir resultados espirituais, e infelizmente muitas pessoas chamadas ortodoxas possuem nada mais que uma lealdade intelectual para com a verdade. Insistimos, além disso, que a verdadeira crença, envolvendo o intelecto, as sensibilidades e a vontade, não possui um efeito sobre o caráter e a conduta. Os homens agem de acordo com aquilo que realmente crêem e não de acordo com aquilo em que eles simplesmente dizem crer. Dizer que a teologia tem um efeito entorpecedor sobre a vida espiritual pode ser verdade apenas se o assunto for tratado como mera teoria. Se for tratado em relação a vida, se ficar claro que cada um dos atributos de Deus, por exemplo, tem uma influência prática na conduta; a teologia não terá um efeito entorpecedor sobre a vida espiritual; ao invés disso, servirá de guia para o pensamento inteligente a respeito de problemas religiosos e um estímulo à uma vida santa. Como poderiam ideias plenas e corretas a respeito de Deus, do homem, do pecado, de Cristo, da Bíblia, etc., levar a outra coisa? A teologia não apenas nos ensina que tipo de vida deveríamos viver, mas nos inspira a viver dessa maneira. Em outras palavras, a teologia não apenas indica as normas de conduta, mas também nos fornece os motivos para tentarmos viver de acordo com essas normas. 5. As Condições para o Serviço Cristão Eficaz. Há em muitas igrejas hoje em dia uma aversão a pregações doutrinárias. O pastor sente que as pessoas exigem algo que seja oratório, que suscite emoções que levem a ação imediata, e que não requeira concentração de pensamento. Infelizmente, algumas congregações são assim, mas Cristo e os apóstolos pregavam doutrina (Mc. 4:2; At. 2:42; II Tm. 3:10), e somos exortados a pregar doutrina (II Tm. 4:2; Tt. 1:9). Pregação oratória, textual ou atual pode prender a congregação ao pregador, mas quando o pregador for embora, o povo vai também. Joseph Parker e T. De Talmadge podem ser citados como homens de grande poder oratório que conseguiram grandes congregações através de sua oratória; mas o City Temple em Londres caiu nas mãos de R. J. Campbell, fundador da Nova Teologia, logo depois da morte de Parker, e o Brooklyn Tabernacle nas mãos de Charles T. Russel e da Sociedade chamada de Watchtower Bible and Tract Society (A Torre de Vigia 10 A Natureza e Necessidade da Teologia e Sociedade de Folhetos). Tem sido frequentemente demonstrado que é apenas na medida em que as pessoas forem completamente instruídas na Palavra de Deus que elas se tornarão cristãos firmes e trabalhadores eficazes por Cristo. Há, assim, uma revelação definitiva entre a pregação doutrinária e o serviço cristão eficaz.