LIBERDADE E POESIA NA CONSTRUÇÃO DE LEITORES
PAULO DEMETRIO POMARES DA SILVA (ESCOLA MUNICIPAL FLORESTAN
FERNANDES).
Resumo
Este artigo pretende apresentar a experiência do Projeto Jovens Leitores,
desenvolvida na Escola Municipal Professor Florestan Fernandes, na comunidade
Parque Verde, no bairro do Bengui em Belém do Pará. Esta comunidade, fruto das
muitas ocupações desordenadas que existem em Belém, conta com uma precária
infra–estrutura de educação, transporte, saneamento e segurança, além da
ausência de espaços de cultura e lazer como: cinemas, teatro, bibliotecas etc. Há
no bairro um grande número de desempregados e de trabalhadores informais e a
renda média dos moradores é de meio salário mínimo. Em 2002, constatamos o
grande distanciamento das crianças e jovens da escola em relação aos livros e a
leitura. Tivemos então a iniciativa de desenvolver ações de incentivo à leitura e a
escrita, começando pelas rodas de conversas, rodas de leitura e a organização de
um baú com livros de literatura para empréstimo. Nestas atividades, as crianças
exploravam o mundo sonoro e rítmico dos textos literários e posteriormente
socializavam (e socializam) estas vivências através de recitais poéticos em saraus
na escola, em feiras de livros e em outros eventos culturais. No decorrer deste
tempo realizamos várias oficinas de produção de textos, recitais, em outras escolas
do bairro e em eventos para formação de professores. Dentre os resultados do
projeto, citamos: um jornal escolar, a criação do Grupo Artístico À Flor da Voz, a
formação de agentes multiplicadores de leitura, e a construção de três livros
artesanais com poemas e narrativas dos próprios alunos, apresentados à
comunidade da escola em tardes de autógrafos.
Palavras-chave:
Liberdade, Poesia, Formação de Leitores.
INTRODUÇÃO
Este artigo pretende apresentar a experiência do Projeto Jovens Leitores,
desenvolvida desde 2002 na Escola Municipal de Educação Infantil e Fundamental
Profº Florestan Fernandes, na comunidade Parque Verde no Bairro do Benguí, Belém
do Pará, bem como narrar alguns percursos que precederam a sua realização.
O referido projeto foi destinado às crianças e jovens entre 11 e 15 anos,
desafiados a descobrir o sabor de ler e escrever por meio de um conjunto de ações,
tais como rodas de conversas, rodas de leituras, visitas à bibliotecas, feira de livros,
livrarias, encontro com escritores, empréstimos de livros, oficinas de produção de
textos, dentre outras atividades.
Este artigo é integrado pelos seguintes itens: breve apresentação da
situação social do Estado do Pará, contextualização da Escola e desenvolvimento da
experiência.
BREVE APRESENTAÇÃO DO ESTADO DO PARÁ E A SUA EDUCAÇÃO
O Estado do Pará é uma das regiões mais ricas do país. Concentra uma imensa
riqueza florestal, um potencial energético da maior grandeza: Tucuruí, hidrelétrica
genuinamente nacional, exporta energia através de redes interligadas para outras regiões
do Brasil.
O Estado está localizado na região que abriga a maior bacia hidrográfica do planeta. O
Pará é o segundo estado minerador do Brasil. Produz mais de 90 milhões de toneladas
de minérios por ano. No entanto, a maior parte dos filhos desta terra parece não partilhar
dessa riqueza, pois vários indicadores vêm mostrando as situações mais adversas
vividas pela população paraense: são mais de um milhão e meio de pessoas vivendo
sem energia elétrica; altos índices de desemprego; conflitos gerados pela má
distribuição de terra; problemas ambientais; graves problemas na área da saúde;
elevados índices de violência; baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH);
trabalho infantil; prostituição; crise de água; falta de saneamento.
Se tomarmos Belém como exemplo, estudos recentes realizados pelo Núcleo de
Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (2008) demonstram o
processo de favelização que a cidade vem sofrendo nos últimos anos. Dados da
Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) do IBGE (2009), fornecidos pelo
Instituto de Ciência e Tecnologia da UFPA, indicam que dos 274,5 milhões de litros
de esgotos produzidos pela cidade de Belém, só 8% são coletados adequadamente
e apenas 3% chega a ser levado a estação de tratamento. As soluções individuais
para o problema, geralmente fossas, possuem baixa eficiência, uma vez que
infiltram esse esgoto no solo e contaminam o lençol subterrâneo de água. E o que
a educação tem relação com isso?
Levantamento do Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(INEP), demonstrou que somente 13% dos estudantes dos municípios paraenses
compreendia os conteúdos de língua portuguesa e um pouco mais de 6% entendia as
lições de matemática. No ensino médio, o índice era o mesmo para a língua portuguesa,
mas piorava nas aulas de matemática, compreendidas por apenas 3% dos estudantes.
17% dos estudantes abandonou a escola no ensino médio e apenas 63% conseguiu
aprovação no ano de 2007. Dados recente do MEC revelam que o Pará está em
penúltimo lugar na taxa de atendimento escolar de jovem de 15 a 17 anos, ficando a
frente apenas de Rondônia. 71% desses jovens estão matriculados no ensino médio,
percentual inferior ao da média regional (Norte), que é de 78% e também a média
nacional de 81%.
Sobre esse assunto, Fábio S. Cardoso em matéria publicada na revista
“Discutindo Língua Portuguesa”, cita Mark Twain. Diz o jornalista que o escritor
norte americano tinha uma definição interessante para as estatísticas: “Enquanto
os fatos são teimosos, as estatísticas são mais flexíveis”.
Esses dados revelam a urgência de se investir em educação e qualificar a
escola para que o desempenho dos estudantes apresente maiores índices.
CONTEXTUALIZANDO O BAIRRO E A ESCOLA FLORESTAN FERNANDES
A Escola Municipal Florestan Fernandes, inaugurada em 30 de janeiro de 1999,
localiza-se na passagem Sargento Getúlio S/N, na comunidade Parque Verde, no bairro
do Benguí, e resulta da mobilização dos movimentos populares que, após sucessivas
reivindicações frente ao poder público, conseguem a sua implantação. Este bairro é
conseqüência do processo de ocupação desordenada comum no Estado brasileiro.
Dados do IBGE (2000) apontam que dos quase 65 mil habitantes deste bairro,
41,5% são crianças e adolescentes. As principais atividades econômicas consistem em
pequenos comércios como estâncias, mercearias e vendas de açaí.
O rendimento nominal médio das pessoas com renda é de R$ 382,48 e 58% da
população economicamente ativa está na atividade informal. De acordo com o Relatório
da Cidadania III: os jovens e os direitos humanos da Rede de Observatório de Direitos
Humanos (2002), a maior parte dos moradores possui apenas o nível fundamental
incompleto. Ainda segundo o relatório existem no bairro apenas dois postos de saúde,
três postos de polícia militar e um da polícia civil. A comunidade não dispõe de locais
públicos para o lazer dos moradores como cinema, teatro, bibliotecas. Há apenas duas
praças em péssimo estado de conservação.
A grande maioria das residências edificadas é de alvenaria, existindo outras
formas de residências edificadas de tábua, inclusive palafitas. Outro grave problema é a
falta de saneamento. O bairro é cortado pelo Canal da Natividade, importante por
contribuir para o escoamento das águas pluviais.
A escola objeto deste artigo
possui 1.201 estudantes matriculados – 150
encontram-se na Educação Infantil, 846 no Ensino Fundamental e 205 na Educação de
Jovens e Adultos (EJA). Apresenta uma estrutura física composta de 12 salas de aula
em alvenaria, além de outros espaços que abrigam administração, secretaria, refeitório,
sala de informática e biblioteca. Tem dentre os princípios norteadores do projeto
político pedagógico formar o cidadão crítico, reflexivo, ético, capaz de participar de
uma sociedade multicultural que o permita ouvir, prestar atenção no diferente e respeitálo.
OPORTUNIDADE, POESIA E LIBERDADE: MULTIPLICANDO LEITORES.
Quando iniciei no serviço público de ensino, não foi difícil perceber uma
desconfortante realidade tantas vezes apresentada pelos institutos de pesquisas e
indicadores nacionais e internacionais: os jovens brasileiros têm bastante dificuldade em
ler e escrever.
O problema também vem sendo há anos amplamente debatido em fóruns,
seminários, colóquios, conferências e congressos de educação.
Os motivos que levam um jovem a não ler na escola são muitos: as questões
sócio-econômicas, falta de políticas públicas sérias e permanentes de incentivo à leitura,
a ausência de investimentos significativos em educação...
Não se pode esquecer que a leitura escolarizada, obrigatória, comumente
praticada no espaço escolar, também é um fator relevante que contribui de forma
substancial com a indiferença dos jovens em relação aos livros. A escola pode e deve
superar seu caráter muitas vezes meramente competitivo, expressando em sua prática
diária estar preocupada tão somente com programas, exames, classificações e resultados
de notas.
Motivado pelas vivências no Curso de Letras e instigado por vários autores que
dialogam e convergem entre si, quando a questão é a descoberta da necessidade e do
prazer de ler que se sintetiza em obras de autores como Paulo Freire, Eveline Charmeux,
Ezequiel Theodoro, Richard Bamberger e Daniel Pennac, dentre outros, aceitei o
desafio de investigar as chaves para o mundo da leitura, buscando estratégias para
transpor algumas aparentes barreiras entre o leitor e o livro.
Nessa inquietação, movido pela busca de alternativa, idealizou-se o Projeto
Jovens Leitores.
A elaboração do Projeto nasceu com o desejo de: despertar em crianças e jovens o
prazer da leitura; estimular a criatividade, a imaginação e a liberdade de expressão;
possibilitar ao estudante encontrar em si mesmo, um sujeito sensível, capaz de fazer
alguma coisa pelo mundo, pelo seu ambiente; contribuir para o aprimoramento de seu
processo de aprendizagem em todas as áreas do conhecimento; proporcionar ao
estudante o uso da expressão oral, escrita e corporal, como meio de comunicar sua
individualidade; oportunizar aos jovens a ampliação do seu repertório cultural; formar
agentes ou midiadores[1] de leitura; contribuir através da Literatura com a formação do
homem integral: razão e emoção.
O público que o Projeto tem buscado são crianças e jovens do Ciclo III e IV
(5ª a 8ª no regime seriado). Partes das ações ocorrem semanalmente, outras uma
vez ao mês. Há também as atividades bimestrais e semestrais. Eis alguns
exemplos: rodas de conversas, rodas de leituras, oficinas de produção de textos,
recitais poéticos, baú literário, no livro e na tela, na trilha das letras, encontro com
o escritor, palavras, sons e silêncios entre outros. Destes descrevo os três
primeiros exemplos.
Rodas de conversas
Nessa atividade, os jovens são provocados a refletir e expressar o pensamento
sob vários aspectos de uma sociedade letrada, da escola em que estão inseridos e da
relação desta com a comunidade. Ocorre semanalmente com a colaboração de alguns
professores e coordenação pedagógica.
Rodas de leitura
O espaço pode ser a área da merenda, a sala de aula... ou o lugar preferido das
crianças e jovens: a área livre da escola, embaixo das árvores! Nesse encontro com os
livros todos são estimulados a explorar livremente o mundo lúdico, sonoro, musical,
visual, olfativo dos textos. Os livros selecionados pelas crianças às vezes surpreende
alguns professores. Eles confirmam que boas leituras diluem faixas etárias, isto é, os
livros conseguem transpor as indicações por idade. Assim, é comum ver no Projeto,
meninos de 12, 13 anos encantados com textos de Álvares de Azevedo e Lord Byron ou
adolescente de 15 anos empolgados com Arca de Noé, de Vinicius de Moraes. Ressaltase ainda nesta ação, o cuidado de seleção dos livros de acordo com a fonte para um
estudante que apresenta baixa visão.
A poesia, a oficina e as histórias
Onde está a poesia? Esta é uma indagação que muito nos provoca a pensar sobre
a criação literária. A poesia pode estar no sonho, nos olhos de quem vê, na rua, na
conversa com o amigo, na natureza, no desejo de transformação, nas histórias de cada
um.
Quando a vida ainda amanhecia no planeta, o homem poéticamente já narrava. A
poesia assim como as histórias já nasce com o ser. Ela está no mundo e nos habita. O
escritor é um observador do mundo que consegue captar o sentimento que está
flutuando no universo e transformá-lo em textos poéticos e narrativas. A paixão de ler
despertou nos estudantes a necessidade de escrever. Por isso, convidamos o autor
paraense Antônio Juraci Siqueira para ser parceiro do Projeto Jovens Leitores,
ministrando oficinas de produção de texto e, através delas, acordar o poeta e o narrador
que há em cada criança, em cada jovem.
Reproduzimos aqui alguns momentos resultados de oficinas de produção textual:
QUANDO ESTOU SEM FAZER NADA
Quando estou sem fazer nada
Eu começo a escrever
Poesia, poemas e trovas
Tudo me lembra você
Passarinho cantando
Pra lá e pra cá
Sozinho ele ia
Livre no ar.
Thiago Rosário (1º ano do C IV)
ALEGRIA
Alegria vem, a gente adora
Quando vai, a gente chora.
Vem cá minha alegria
Diga “aonde você vai?”
- Vou alegrando muita gente
- Vou pra casa de seus pais!
Luca Farias (1º ano do C IV)
Quando chove na cidade
Olho triste para o céu
À espera do amado
Que partiu lá pra Portel
Glória Borges (2º ano do C III)
Mangueira da minha terra
Minha fruta é o muruci
Para ser um bom poeta
Tem que ser Seu Juraci
Leonardo da Conceição (1ºano C III)
CAIXA
Caixa serve
Pra colocar
Presente
Naquilo
Que a gente
Sente.
Mayara Izabel (1º ano do C III)
AVALIANDO
No processo avaliativo que vem ocorrendo por meio de atividades escritas,
dialogadas e de observação de interesse e participação nos trabalhos propostos,
percebemos que:
ƒ
Crianças melhoraram sua participação nas atividades escolares se integrando
mais ao processo de ensino-aprendizagem;
ƒ
Estudantes que apresentavam problemas na escola mudaram de atitude por se
sentirem mais valorizados, melhoraram sua auto-estima;
ƒ
Discentes demonstraram mais interesse pela diversidade cultural da cidade de
Belém;
ƒ Jovens passaram a divulgar para os seus amigos da comunidade Parque Verde o
livro autoral No parque ver de prosa, ver de verso, incentivando-os a também
escreverem suas histórias e poesias.
ƒ
Meninos e meninas têm utilizado a internet para pesquisar arte, literatura e
visitar comunidades de leitores e escritores a exemplo da comunidade Loucos
por trovas.
É sempre oportuno registrar as impressões dos estudantes da escola sobre a
experiência. Vejamos algumas falas:
“Participar do projeto Jovens Leitores me ajudou não só a gostar de poesia, mas
também a escrever os meus próprios poemas.” José Benedito Pinheiro Jr.
“É ótimo. A gente chega à sala e não tem muita dificuldade de ler um texto, não
tem vergonha, que é isso que muitas pessoas têm.” Juliane Nascimento.
“Antes eu não gostava muito de ler poesia. Eu achava que era coisa meio pra
garota. Quando eu vi o grupo recitando poesia, fazendo gestos, aí achei legal, eu gostei
e até hoje eu tô aqui.” William Clei.
“Ler é uma gostosura.” Matheus Silva.
“Eu achava meio chato ler, agora eu tenho vontade de ler toda hora.” Priscila
Pantoja.
“Eu gosto de ler. O livro me dá tranqüilidade.” Vanessa Padilha.
“Li o poema ‘Tempestade’, a leitura teve gosto de chuva e açúcar” Larissa
Alencar.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao longo de quase uma década atuando na rede pública de ensino na esfera
Estadual e Municipal, estamos convencidos de concretizar o sonho de uma educação
justa, ética, plural, crítica, solidária, digna que acolha a todos e a todas, independente de
cor, sexo, religião; é preciso coragem, pois são muitas as fragilidades e deficiências no
ensino do Pará e do Brasil.
São múltiplas as propagandas do governo informando que a educação no Brasil
está melhor. São muitas as propostas de mudança apresentadas nos encontros, reuniões,
debates e seminários. Entretanto, parece haver um abismo, um grande fosso entre os
discursos oficiais e a ação. As estatísticas da miséria, do analfabetismo, da pobreza
cultural, por exemplo, ilustram bem essa situação.
É difícil falarmos em desenvolvimento sem discutir a necessidade de
investimentos que efetivamente atendam as urgências sociais. Educação de qualidade
se faz não só, mas também com dinheiro.
Estamos esclarecidos de que as transformações profundas na realidade atual,
dificilmente acontecerão sem o domínio da leitura. É necessário saber ler. É preciso, no
dizer de Paulo Freire, saber ler a palavra, ler o mundo. Ela é condição indispensável
para o pleno exercício da cidadania, já que vivemos em uma sociedade letrada,
grafocêntrica.
O domínio da leitura e da escrita é fundamental ao ser humano, para que ele se
torne, de fato, cidadão capaz de discernir os seus direitos, lutar pela conquista dos
mesmos e, sobretudo escrever sua própria história.
O papel da escola nesse processo é imprescindível. Sua responsabilidade
aumenta no momento que ela é, para muitas crianças e jovens desfavorecidos, um dos
poucos, senão o único espaço para se aprender a ser livre, independente, autônomo. O
único lugar para se conhecer o amor aos livros e o gosto pela leitura.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BAMBERGER, Richard. Como Incentivar o Habito da Leitura. São Paulo: Editora
Ática / UNESCO, 1988.
CARDOSO, Fábio S. Analfabetismo Funcional – Os Limites da Interpretação.
In: Discutindo Língua Portuguesa. São Paulo, ANO I, n. 02.
CHARMEUX, Eveline. Aprender a Ler Vencendo o Fracasso. Tradução de Maria
José Amaral Ferreira. 5ª ed. São Paulo: Cortez, 2000.
CHARTIER, Roger. Práticas de Leitura. São Paulo: Editora Estação Liberdade, 2001.
CORACINE, Maria José R. Faria Leitura: Múltiplos Olhares. São João da Boa Vista,
S.P: UNIFEOB, 2005.
DIAS BORDENAVE, Juan; PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de Ensino
Aprendizagem. São Paulo: Cortez, 1985.
FERNANDES, Florestan. Que é revolução. São Paulo: Abril Cultural, 1984.
FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler. 10ª Ed. São Paulo: Cortez Editora,
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LAJOLO, Mariza, Leitura em Crise na Escola. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1987.
MAROTE, João Teodoro D'olim; FERRO, G D M . Didática da Língua Portuguesa.
10. ed. São Paulo: Ática, 1998.
MARTINS, Maria Helena. O Que é Leitura. São Paulo: Brasiliense, 1982.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. Parâmetros Curriculares
Nacional - PCNs: Língua Portuguesa. Brasília, 1997.
PENNAC, Daniel. Como Um Romance. Rio de Janeiro: Rocco, 1993.
SILVA, Ezequiel T. Leitura Na Escola Para Sala de Aula. 4ª Ed. Rio de Janeiro:
Vozes, 1990.
[1] O termo foi usado de maneira espontânea em meio a brincadeiras nas rodas de conversas. Os
estudantes em suas reflexões perceberam que o que leva muitos jovens a consumirem salgadinhos de
milho artificial, goma de mascar, refrigerantes, por exemplo, é a propaganda, a mídia desses produtos.
Sendo assim, resolveram também propagandear, midiar livros e paixão de ler através de recitais poéticos
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