UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
HOSPITAL DAS CLÍNICAS
RELATÓRIO DE GESTÃO
2007-2011 | 2011-2013
Setembro de 2013
2
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
RELATÓRIO DE GESTÃO
HOSPITAL DAS CLÍNICAS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
2007-2011 | 2011-2013
SETEMBRO DE 2013
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Gestão 2007-2011
REITOR
Amaro Henrique Pessoa Lins
VICE-REITOR
Gilson Edmar Gonçalves e Silva
DIRETOR SUPERINTENDENTE
George da Silva Telles
DIRETORA TÉCNICA
Iaracy Soares de Melo
DIRETOR ADMINISTRATIVO
Marcos Alberto Pinto Carvalho
Gestão 2011-2013
REITOR
Anísio Brasileiro de Freitas Dourado
VICE-REITOR
Silvio Romero de Barros Marques
DIRETOR SUPERINTENDENTE
George da Silva Telles
DIRETORA TÉCNICA
Iaracy Soares de Melo
DIRETOR ADMINISTRATIVO
José Lamartine da Silva
DIRETOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
José Ângelo Rizzo
4
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
APRESENTAÇÃO
O documento ora apresentado consiste no relatório de gestão do Hospital das
Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco referente aos períodos de 20072011, reitorado do Prof. Amaro Lins, e 2011-2013, reitorado do Prof. Anísio Dourado.
Tem por objetivo apresentar as ações desenvolvidas por esta equipe de direção nos
âmbitos da gestão, assistência, ensino e pesquisa, e administração.
O relatório não tem a finalidade de demonstrar todas as ações desempenhadas
durante esta gestão, pois isso não seria possível, sobretudo, serão apresentadas neste
instrumento as informações que a direção julgou mais importantes para levar ao
conhecimento da próxima gestão que assumirá o direcionamento do hospital. E mais
ainda. A todos os servidores que direta ou indiretamente participaram da construção
e desenvolvimento do Hospital das Clínicas nesses últimos seis anos.
Espera-se, sobremaneira, que este relatório sirva de norteador para as ações
que se encontram em andamento assim como de um instrumento para a
transparência administrativa e o controle social tão almejados na administração
pública.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
SUMÁRIO
1 O HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE ........................................................................6
1.1 Informações Gerais ................................................................................................................................6
1.2 Organograma Vigente em Setembro de 2013 .......................................................................................7
2 GESTÃO .....................................................................................................................15
2. 1 Contratualização: Plano Operativo Anual (POA) ...............................................................................15
2.2 Programa Rehuf ..................................................................................................................................17
2.2.1Diretriz Financiamento Compartilhado ............................................................................................17
2.2.2 Diretriz Adequação da Estrutura Física ..........................................................................................19
2.2.3 Diretriz Recuperação e Modernização do Parque Tecnológico ......................................................19
2.2.4 Diretriz Melhoria dos Processos de Gestão ....................................................................................20
2.2.5 Diretriz Reestruturação do Quadro de Recursos Humanos ...........................................................26
2.2.6 Diretriz Aprimoramento das Atividades Hospitalares ...................................................................27
2.3 Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Enserh ....................................................................28
2.3.1 O Processo de Diagnóstico do HC ...................................................................................................28
2.3.2 Participação do HC nas Ações Desenvolvidas pela Ebserh ............................................................30
2.4 Programa GesPública .........................................................................................................................32
2.5 Projetos da Gestão ..............................................................................................................................33
3 ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO ............................................................................36
3. 1 Ensino e Pesquisa ...............................................................................................................................36
3.2 Extensão .............................................................................................................................................40
4. ASSISTÊNCIA ...........................................................................................................44
4.1 Gestão Assistencial ..............................................................................................................................44
4.2 Regulação, Controle e Avaliação ........................................................................................................46
4.3 Qualificação do Cuidado com o Paciente ...........................................................................................50
4.4 Projetos e Programas Assistenciais ....................................................................................................53
5 ADMINISTRAÇÃO ......................................................................................................61
5.1 Força de Trabalho ................................................................................................................................61
5.2 Informações Financeiras ....................................................................................................................63
5.3 Obras e Reformas ...............................................................................................................................72
5.4 Equipamentos .....................................................................................................................................72
5.5 Abastecimento ....................................................................................................................................89
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................90
FICHA TÉCNICA ......................................................................................................................................91
ANEXOS ...................................................................................................................................................92
6
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
1 O HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
1.1 Informações Gerais
O HC-UFPE, inaugurado em 14 de setembro de 1979, localizado no Campus
Joaquim Amazonas, Cidade Universitária – Recife, é um dos órgãos suplementares
da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), diretamente subordinado ao Reitor
para efeito de supervisão e de controle administrativo. No âmbito do ensino,
encontra-se vinculado ao Ministério da Educação e no plano da assistência integra o
Sistema Único de Saúde do Estado.
O Hospital tem como função básica apoiar o ensino da graduação e da pósgraduação dos Centros de Ensino da Universidade Federal de Pernambuco, em
particular, do Centro de Ciências da Saúde (CCS). Além disso, o Hospital atua como
hospital-escola, constituindo-se centro de pesquisa científica em todas as áreas da
saúde, e como prestador de serviços médico-hospitalares, com atendimento
ambulatorial e de internação à população do estado de Pernambuco e da região
Nordeste, caracterizando seu nível de referência e sua capacidade resolutiva em
patologias de alta complexidade.
MISSÃO DO HC-UFPE
Prestar um serviço de excelência à sociedade nos âmbitos da assistência, do
ensino, da pesquisa e da extensão, com intuito de avançar nos conhecimentos
científicos relacionados à saúde, à promoção e à preservação da vida.
VISÃO DE FUTURO PARA 2016
Ser referência nacional e internacional como hospital público universitário
fortalecendo o Sistema Único de Saúde.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
1.2 Organograma Vigente em Setembro de 2013
A estrutura organizacional do HC-UFPE é composta pelas diretorias,
coordenadorias, assessorias das diretorias, serviços médicos, unidades de apoio
diagnóstico e terapêutico, unidades de apoio administrativo e comissões hospitalares.
Os serviços e setores que compõem cada uma dessas instâncias hierárquicas estão
apresentados no Quadro1.
Quadro 1: Níveis hierárquicos e suas composições. HC-UFPE, 2013.
DIRETORIAS
DIRETORIA DE SUPERINTENDÊNCIA
DIRETORIA TÉCNICA
DIRETORIA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
DIRETORIA ADMINISTRATIVA E DE CONTROLADORIA
COORDENADORIAS
COORDENADORIA DE ATENÇÃO À SAÚDE
COORDENADORIA DE APOIO DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICO
COORDENADORIA DE ENFERMAGEM
COORDENADORIA DE AUDITORIA, CONTROLE E AVALIAÇÃO
COORDENADORIA DE ORÇAMENTO E FINANÇAS
COORDENADORIA DE MATERIAIS
COORDENADORIA DE GESTÃO DE PESSOAS
COORDENADORIA DE APOIO ADMINISTRATIVO
COORDENADORIA DE INFORMÁTICA
ASSESSORIAS DAS DIRETORIAS
ASSESSORIA DA SUPERINTENDÊNCIA
ASSESSORIA DA DIRETORIA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
ASSESSORIA DA DIRETORIA TÉCNICA
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HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
ASSESSORIA DE CONTROLADORIA
ASSESSORIA DA HUMANIZAÇÃO
ASSESSORIA DE IMPRENSA
OUVIDORIA
SERVIÇOS MÉDICOS
ANESTESIOLOGIA
CARDIOLOGIA GERAL E INTERVENCIONISTA (HEMODINÂMICA E CIRURGIA
CARDÍACA)
CLÍNICA MÉDICA/ACUPUNTURA/HOMEOPATIA
CIRURGIA GERAL
CIRURGIA PEDIÁTRICA
CIRURGIA PLÁSTICA
CIRURGIA TORÁCICA
CIRURGIA VASCULAR
DERMATOLOGIA
DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS (DIP)
ENDOCRINOLOGIA
GASTROENTEROLOGIA
GINECOLOGIA
HEMATOLOGIA
NEFROLOGIA GERAL/TERAPIA DIALÍTICA/TRANSPLANTE RENAL
NEUROCIRURGIA
NEUROLOGIA
OBSTETRÍCIA
OFTALMOLOGIA
ONCOLOGIA/QUIMIOTERAPIA
ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA
OTORRINOLARINGOLOGIA
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
PEDIATRIA
PNEUMOLOGIA
PUERICULTURA
REUMATOLOGIA
SAÚDE MENTAL (PSIQUIATRIA/PSICOLOGIA)
SAÚDE DO TRABALHADOR (MEDICINA OCUPACIONAL)
TERAPIA INTENSIVA ADULTO
TERAPIA INTENSIVA NEONATAL (UNIDADE NEONATAL: UCI E UTI NEONATAL)
UROLOGIA
UNIDADES DE APOIO DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICO
BLOCO CIRÚRGICO AMBULATORIAL
BLOCO CIRÚRGICO CENTRAL
BLOCO CIRÚRGICO OBSTÉTRICO
UNIDADE DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM (DIAGIMAGEM)
UNIDADE DE DIAGNÓSTICO POR ENDOSCOPIA DIGESTIVA
UNIDADE DE DIAGNÓSTICO POR ANÁLISES CLÍNICAS
UNIDADE DE DIAGNÓSTICO POR ANATOMIA PATOLÓGICA
UNIDADE DE DIAGNÓSTICO POR MEDICINA NUCLEAR
UNIDADE DE DIAGNÓSTICO POR HEMODINÂMICA
UNIDADE DE FARMÁCIA
UNIDADE DE FISIOTERAPIA
UNIDADE DE HEMOTERAPIA (AGÊNCIA TRANSFUSIONAL)
UNIDADE DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA
UNIDADE DE TERAPIA OCUPACIONAL
UNIDADE DE SERVIÇO SOCIAL
UNIDADES DE APOIO ADMINISTRATIVO
ALMOXARIFADO
ARQUIVO MÉDICO
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HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
COMPRAS
COMUNICAÇÃO, DOCUMENTAÇÃO E PATRIMÔNIO
ENGENHARIA CLÍNICA
LAVANDERIA
MANUTENÇÃO
PLANEJAMENTO
TRANSPORTE
VIGILÂNCIA E SEGURANÇA
COMISSÕES HOSPITALARES
ANÁLISE DE ÓBITOS
CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR (CCIH)
COMITÊ TRANSFUSIONAL
DOCUMENTAÇÃO MÉDICA E ESTATÍSTICA
ÉTICA MÉDICA
ÉTICA EM ENFERMAGEM
INFRAESTRUTURA HOSPITALAR
MORTALIDADE MATERNA E NEONATAL
PADRONIZAÇÃO DE MATERIAIS MÉDICOS E HOSPITALARES
PADRONIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS
PERMANENTE DA QUALIDADE (CPQ)
PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA)
RESIDÊNCIA DE ENFERMAGEM
RESIDÊNCIA MÉDICA
RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL
REVISÃO DE PRONTUÁRIO
SINDICÂNCIA E INQUÉRITO
TERAPIA NUTRICIONAL
TRANSPLANTE E CAPTAÇÃO DE ÓRGÃOS
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
A) ORGANOGRAMA VIGENTE – ESTRUTURA DE GOVERNANÇA
REITORIA
SUPERINTENDÊNCIA
PROPESQ
ASSESSORIA DA
COMISSÃO DE INQUÉRITO E
SUPERINTENDÊNCIA
SINDICÂNCIA
ASSESSORIA DE
ASSESSORIA DE IMPRENSA
COMITÊ PERMANENTE DA
QUALIDADE
INFECÇÃO HOSPITALAR
NEPI - NÚCLEO DE
OUVIDORIA
E EXTENSÃO
MULTIPROFISSIONAL
COMISSÃO DE CONTROLE DE
SECRETARIA
DIRETORIA DE ENSINO, PESQUISA
RESIDÊNCIA
CIPA
HUMANIZAÇÃO
RESIDÊNCIA MÉDICA
EPDEMIOLOGIA
DIRETORIA ADMINISTRATIVA E DE
DIRETORIA TÉCNICA
CONTROLADORIA
B) ORGANOGRAMA VIGENTE – DIRETORIA DE ENSINO, PESQUISA E
EXTENSÃO
DEPEx
ASSESSORIA ADMINISTRATIVA
SECRETARIA
ASSESSORIA DE RELAÇÕES
INTERINSTITUCIONAIS
12
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
C) ORGANOGRAMA VIGENTE – DIRETORIA TÉCNICA
DITEC
ASSESSORIA DA DITEC
SECRETARIA
COMISSÕES E
COORDENADORIA DE
ATENÇÃO À SAÚDE
SERVIÇOS MÉDICOS
(28 SERVIÇOS)
COORDENADORIA DE
COORDENADORIA DE
APOIO DIAGNÓSTICO
E TERAPÊUTICO
ENFERMAGEM
UNIDADE DE
LABORATÓRIO
DE ANÁLISES
CLÍNICAS
UTI DE ADULTOS
UNIDADE DE
HEMOTERAPIA
UNIDADE DE
ANATOMIA
IMAGEM
UNIDADE NEONATAL
UNIDADE DE
UNIDADE DE
AUDITORIA MÉDICA
PLANTÃO
GERAL/UNIDADE DE
EMERGÊNCIA
NUTRIÇÃO E
DIETÉTICA
UNIDADES DE BLOCO
CIRÚRGICO (CENTRAL,
OBSTÉTRICO,
TRANSPLANTES
UNIDADE DE
ENDOSCOPIA
UNIDADE DE
MEDICINA
NUCLEAR
SEÇÃO DE
GERÊNCIA DE
AMBULATÓRIOS
SERVIÇO DE
ANESTESIOLOGIA
FISIOTERAPIA
UNIDADE DE
SERVIÇO SOCIAL
GERÊNCIA DO
PLANEJAMENTO E
CONTTROLE DE
METAS
TERAPIA
OCUPACIONAL
FATURAMENTO
BLOCO
CIRÚRGICO
SETOR DE
GERÊNCIA DA
FATURAMENTO
AMBULATORIAL
CENTRAL DE
MATERIAIS E
SETOR DE
ESTERILIZAÇÃO
DE ADMISSÃO E ALTA
COMITÊS DE APOIO
À GESTÃO
ASSISTENCIAL
COMISSÃO DE
COMISSÃO DE
DOCUMENTAÇÃO
MÉDICA E
MORTALIDADE
MATERNA E
ESTATÍSTICA
NEONATAL
COMISSÃO DE
ÉTICA MÉDICA
COMISSÃO DE
ÉTICA DE
ENFERMAGEM
COMISSÃO DE
PADRONIZAÇÃO DE
MATERIAL MÉDICOHOSPITALAR
COMISSÃO DE
CENTRAL
GERÊNCIA DO SETOR
AMBULATORIAL)
UNIDADE DE
CONTROLE E
AVALIAÇÃO
SEÇÃO DE
UNIDADE DE
HEMODINÂMICA
UNIDADE DE
UNIDADE DE
INTERNAÇÃO
UNIDADE DE
FAMÁCIA
CONTROLE E AVALIAÇÃO
GERÊNCIA DE
PATOLÓGICA
UNIDADE DE
COORDENADORIA DE AUDITORIA,
FATURAMENTO
HOSPITALAR
REVISÃO DE
PRONTUÁRIOS
COMISSÃO DE
PADRONIZAÇÃO DE
MEDICAMENTOS
COMISSÃO DE
TRANSPLANTE E
CAPTAÇÃO DE
ÓRGÃOS
COMITÊ
COMISSÃO DE
TRANSFUSIONAL
ANÁLISE DE ÓBITOS
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
D) ORGANOGRAMA VIGENTE – DIRETORIA ADMINISTRATIVA E DE CONTROLADORIA
DAC
ASSESSORIA DAC
SECRETARIA
COORDENADORIA DE
COORDENADORIA DE
COORDENADORIA DE APOIO
COORDENADORIA DE
COORDENADORIA DE
ORÇAMENTO E FINANÇAS
MATERIAIS
ADMINISTRATIVO
INFORMÁTICA
GESTÃO DE PESSOAS
FINANÇAS
UNIDADEDE
UNIDADE DE
ALMOXARIFADO
MANUTENÇÃO
UNIDADE DE
COMUNICAÇÃO,
PLANEJAMENTO
DOCUMENTAÇÃO E
DESENVOLVIMENTO
CAPACITAÇÃO E
QUALIDADE DE VIDA
SERVIÇO DE
CUSTOS
HELP DESK
PATRIMÔNIO
SERVIÇO DE COMPRAS
NÚCLEO DE
ENGENHARIA CLÍNICA
GRUPO LINUX
UNIDADE DE
SEGURANÇA E
SUPORTE TÉCNICO
VIGILÂNCIA
SERVIÇO DE
TRANSPORTE
SERVIÇO DE LIMPEZA E
ZELADORIA
SERVIÇÇO DE
PROCESSAMENTO DE
ROUPAS
NECROTÉRIO
SISTEMAS
ACOMPANHAMENTO
FUNCIONAL
SAME
14
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
AÇÕES DE GESTÃO
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
2 GESTÃO
2.1 Contratualização: Plano Operativo Anual (POA)
Por meio da Portaria GM/MS nº 1702 de 17 de agosto de 2004, foi criado o
Programa de Reestruturação dos Hospitais de Ensino, no âmbito do Sistema Único de
Saúde (SUS), o qual, dentre outras ações, reformula a política de financiamento desses
hospitais, que deve ser pautada em um instrumento de Contratualização entre o hospital de
ensino e o gestor de saúde local.
No termo de Contratualização, é estabelecido um Plano Operativo Anual (POA) com
a definição de metas quantitativas e qualitativas, as quais são acompanhadas por meio de
indicadores. As principais vertentes do plano estão nos âmbitos: 1) da atenção à saúde:
assistência de alta e média complexidade; políticas de humanização; gestão assistencial; 2)
do desempenho nas atividades de ensino, pesquisa e qualificação profissional.
Quando da posse desta gestão, em 2007, o último termo de Contratualização vigente
pactuado entre o HC e a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES) datava de
2005. Tal lapso temporal estava trazendo prejuízos financeiros para a instituição, tendo em
vista que as metas e os valores contratualizados estavam defasados.
Após várias reuniões com a SES e negociações entre as necessidades do gestor local
de saúde e a capacidade de oferta do HC, novas metas foram pactuadas o que representou o
impacto financeiro apresentado na Tabela 1. Os dados comprovam que a gestão dobrou o
valor da contratualização do hospital nesses últimos seis anos de gestão. Um novo Plano
Operativo Anual (POA) foi proposto para 2013-2014 e está sob análise para nova
pactuação.
16
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Tabela 1: Evolução do impacto financeiro na Contratualização. HC-UFPE, 2013.
Contrato de
1º Termo
2º Termo
3º Termo
4º Termo
5º Termo
6º Termo
7º Termo
Gestão –
Aditivo –
Aditivo –
Aditivo –
Aditivo –
Aditivo –
Aditivo –
Aditivo –
2004
2005
2008
2010
2011
2012
2012¹
2012-2013²
Pré-fixado
Média Complexidade
8º Termo
Aditivo
(proposta
2013-2014)³
R$/mês
950.000
950.000
1.107.596,72
1.257.691,70
1.257.691,70
1.257.691,70
-
1.257.691,70
1.405.773,08
172.097,41
172.097,41
172.097,41
189.307,15
189.307,15
189.307,15
-
189.307,15
189.307,15
262.938,00
262.938,00
262.938,00
262.938,00
262.938,00
262.938,00
-
262.938,00
262.938,00
-
124.420,83
124.420,84
124.420,84
472.909,72
472.909,72
-
472.909,72
472.909,72
Incentivo a Rede Cegonha
-
-
-
-
-
-
-
314.432,90
314.432,90
Sub Total
1.385.035,41
1.509.456,24
1.667.052,97
1.834.357,69
2.182.846,57
2.182.846,57
2.201.030,30
2.497.279,47
2.645.360,85
Incentivo à
Contratualização - IAC
Fator de Incentivo ao
Desenvolvimento do
Ensino e Pesquisa (EXFIDEPS)
Incentivo HU (PT GM 775
Maio/2005
Pós-fixado
R$/mês
Alta Complexidade
352.314,10
352.314,10
376.077,35
794.016,68
807.432,52
807.432,52
-
1.050.260,51
1.081.373,99
FAEC
307.615,30
307.615,30
314.289,95
248.248,98
248.248,98
248.248,98
-
248.248,98
349.714,61
Sub Total
659.929,40
659.929,40
690.367,30
1.042.265,66
1.055.681,50
1.055.681,50
-
1.298.509,49
1.431.088,60
TOTAL
2.044.964,81
2.169.385,64
2.357.420,27
2.876.623,35
3.238.528,07
3.238.528,07
2.201.030,30
3.795.788,96
4.076.449,45
¹ O 6º Termo Aditivo refere-se ao pagamento de 12 meses do programa Rede Cegonha mais o reajuste da Tabela SUS de 2012 que não havia sido
contemplado no 5º Termo Aditivo.
² O 7º Termo Aditivo tem vigência de julho de 2012 a junho de 2013.
³ O 8º Termo Aditivo está sob análise do jurídico. Após aprovação, sua vigência será retroativa a julho de 2013 a junho de 2014.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
2.2 Programa Rehuf
O Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf) foi
instituído em 27 de janeiro de 2010 pelo Decreto 7.082, com fins de reestruturar e
revitalizar esses hospitais. Seu principal objetivo é criar condições materiais e institucionais
para que os hospitais universitários federais (HUs) possam desempenhar plenamente suas
funções em relação às dimensões de ensino, pesquisa e extensão e à dimensão da
assistência à saúde. Para tanto, seis importantes diretrizes foram definidas pelo Rehuf a fim
de fazer cumprir sua implementação com eficácia, conforme explicitado a seguir.
2.2.1 Diretriz Financiamento Compartilhado
A primeira diretriz estabelecida pelo programa foi a instituição de mecanismos
adequados de financiamento, igualmente compartilhados entre as áreas da educação e da
saúde, progressivamente, até 2012.
Até o ano de 2010, o MEC financiava 80% dos recursos nos HUs, enquanto que o MS
aportava apenas 20%. A partir de 2012, o financiamento passou a ser paritário, isto é, cada
ministério alocando igualmente os percentuais de recursos financeiros nos hospitais.
Além da desigualdade de aporte de recursos entre os ministérios, os hospitais não
eram contemplados suficientemente com recursos de capital destinados à realização de
reformas, obras e para a aquisição de novos equipamentos. Antes da criação do Rehuf, o
recurso de investimentos recebido pelo HC era restrito a uma única parcela
interministerial/MEC ao final de cada ano. Essa política de repasse trazia dificuldades de
execução do recurso, pois inviabilizava a realização de licitações pelo próprio hospital em
função do curto tempo para o uso dele. Nesse sentido, o hospital realizava as aquisições de
bens “por meio de carona” em atas de registros de preços de outros órgãos.
Com a criação do Rehuf, o hospital passou a receber recursos anuais para
investimentos, e o valor descentralizado pelo MEC e pelo MS passou a seguir o critério de
classificação de rankeamento dos hospitais universitários. Os critérios de classificação
serão detalhados no item 2.2.4. No Gráfico 1, são apresentados os recursos empenhados
pelo Hospital das Clínicas da UFPE referentes aos recursos descentralizados pelo Rehuf.
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Gráfico 1: Recursos recebidos por meio do Rehuf. HC-UFPE, 2012.
Evolução recursos Rehuf 2010-2012
30.000.000,00
25.000.000,00
20.000.000,00
valores
18
15.000.000,00
10.000.000,00
5.000.000,00
0,00
2010
2011
2012
0,00
903.812,72
2.704.813,01
Investimentos/MEC
608.230,00
4.118.747,31
4.304.607,44
Custeio/MS
4.181.845,85
19.273.569,39
8.547.854,97
0,00
2.215.340,00
654.172,00
4.790.075,85
26.511.469,42
16.211.447,42
Custeio/MEC
Investimentos/MS
TOTAL
Fonte: SIAFI – Gerencial
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Observa-se no Gráfico 1 que os recursos investidos pelo Rehuf no ano de 2011
foram quase seis vezes mais que no ano de sua criação, em 2010. Em 2012, há uma
queda nesse crescimento, caracterizada pelo não uso de todo o recurso
disponibilizado pelo programa nesse ano. Em função da greve de servidores em 2012,
o HC não conseguiu executar todo o recurso descentralizado pelo programa. Foram
devolvidos ao final do exercício: R$ 2.510.571,50 (dois milhões, quinhentos e dez mil,
quinhentos e setenta e um reais e cinquenta centavos), o que representou 13,4% do
recurso disponibilizado pelo programa em 2012.
Em agosto deste ano de 2013, foram descentralizados R$ 2.947.822,53 (dois
milhões, novecentos e quarenta e sete mil, oitocentos e vinte e dois reais e cinquenta
e três centavos) de recursos de custeio pelo programa Rehuf. Até o final do ano, uma
segunda parcela de recursos deverá ser descentralizada. Ainda não há definição, até o
momento, do valor dessa parcela.
Mais detalhes sobre o uso dos recursos disponibilizados pelo Rehuf serão
apresentados na seção 5 referente às ações administrativas.
2.2.2 Diretriz Adequação da Estrutura Física
O Rehuf descentralizou para o HC, em 2011, o valor de R$ 3.560.859,16 (três
milhões, quinhentos e sessenta mil, oitocentos e cinquenta e nove reais e dezesseis
centavos) referente a recursos para reformas de estrutura física. Entretanto, em
função de não dispor de equipe de infraestrutura no hospital, o HC não conseguiu
realizar os projetos exigidos pelo MEC para a liberação do recurso.
2.2.3 Diretriz Recuperação e Modernização do Parque Tecnológico
O HC recebeu do Rehuf, entre os anos de 2010 e 2012, o valor total de R$
11.901.096,75 (onze milhões, novecentos e um mil, noventa e seis reais e setenta e
cinco centavos) para modernização de seu parque tecnológico. Os recursos
descentralizados pelo MS foram aplicados na aquisição de equipamentos de grande
porte, licitados através do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação),
20
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
na modalidade de compras compartilhadas. Os recursos descentralizados pelo MEC
foram aplicados na aquisição de equipamentos de menor custo, mas igualmente
indispensáveis à funcionalidade do hospital.
A maior dificuldade encontrada para a execução desses recursos foi a
modalidade da aquisição. Quase a totalidade dos equipamentos foi adquirida por
meio de adesão a atas de registro de preços de outros órgãos federais. Essa opção de
compra ocorreu em função de os recursos orçamentários serem liberados no final do
ano, portanto com curto prazo para execução orçamentária, o que inviabilizava a
realização de certames licitatórios. Ao mesmo tempo, a Procuradoria da UFPE não
autorizava a abertura de processos pelo HC para atas de registro de preço sem que
houvesse a especificação prévia da fonte de recursos previstos nessas atas. Sendo
assim, não foi possível realizar os processos ao longo de cada ano, o que acabava por
inviabilizar completamente a realização de licitações próprias pelo hospital.
Apesar de a Direção considerar, como sendo a melhor opção, a estratégia de
antecipação dos processos licitatórios sem o orçamento prévio, já que havia
praticamente uma garantia de que os recursos seriam liberados pelo programa Rehuf,
as solicitações não foram atendidas. Como o Decreto que regia as atas de registro de
preços era omisso em relação à obrigatoriedade da informação da dotação
orçamentária no processo, a Procuradoria da UFPE tinha o entendimento de que
deveria seguir a Lei 8.666/93 que rege as licitações. Todavia, outros órgãos
realizavam o processo de registro, sem a referida dotação orçamentária. Em função
dessa não autorização pela Procuradoria da UFPE, a gestão deixou de atender melhor
as necessidades prioritárias do HC. Em janeiro de 2013, um novo instrumento foi
publicado, o Decreto nº 7.892, permitindo a realização de atas de registro de preços
sem a informação da fonte orçamentária.
Os equipamentos adquiridos pelo Hospital das Clínicas serão apresentados no
item 5.4.
2.2.4 Diretriz Melhoria dos Processos de Gestão
O programa estabeleceu um plano de metas e de acompanhamento por meio
do sistema SisRehuf, alimentado quadrimestralmente pela gestão do hospital. Os
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
dados inseridos no sistema refletem diretamente no financiamento do hospital, uma
vez que a distribuição de recursos é feita a partir de um escore, classificado de acordo
com as metas atendidas. Na Tabela 2, são apresentados os indicadores do Ministério
da Educação para classificação dos hospitais universitários no ranking nacional assim
como a pontuação atingida pelo Hospital das Clínicas da UFPE.
Tabela 2: Indicadores de pontuação do Rehuf pelo MEC para rankeamento dos
HUs. HC-UFPE, 2012.
PONTUAÇÃO DO HC POR ANO
INDICADORES
PONTUAÇÃO MÁXIMA
2011
2012
Porte e Perfil
19
17
16
Fatores de Desempenho
8
3
3
Integração com o SUS
8
2,5
2
TOTAL DE PONTOS
35
22
21
Fonte: DITEC.
Até o ano de 2010, o HC se encontrava na 23º posição do ranking nacional
dentre todos os HUs do país. Após um trabalho técnico desenvolvido em conjunto por
todas as diretorias, o hospital melhorou seus indicadores, alcançando a 7º posição
nacional e a 1º posição do Grupo 2 dos HUs. A Tabela 3 reflete a classificação
nacional alcançada pelo HC no ano de 2011 e que está mantida até o momento,
considerando que a pontuação do hospital sofreu alteração de apenas 1 ponto no ano
de 2012.
22
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Tabela 3: Classificação dos Hospitais Universitários Federais pelo Rehuf – Grupos 1 e 2. HC-UFPE, 2011.
GRU
SIGLA
HG1
UNIFESP
HG2
HOSPITAL
PERFIL
LEITOS
PORTE E
ATIVOS
PERFIL
DESEMPENHO
INTEGRAÇÃO
PONTUAÇÃO
COM O SUS
FINAL
SÃO PAULO
GERAL
764
18
4,0
5,0
20.628
UCPA
HC PORTO ALEGRE
GERAL
666
19
5,0
4,0
18.648
UFPR
HC
GERAL
527
19
5,5
4,0
15.019
UFMA
HOSP UNIVERSITÁRIO
GERAL
573
19
3,0
4,0
14.898
UFMG
HC
GERAL
500
19
3,0
4,0
13.000
UFU
HC
GERAL
510
18
3,0
4,0
12.750
UFPE
HC
GERAL
365*
18
4,0
3,0
9.125
UFSM
HOSP UNIVERSITÁRIO
GERAL
304
18
6,0
4,0
8.512
UFRJ
CLEMENTINO FRAGA
GERAL
366
15
2,0
3,0
7.320
UFTM
HOSPITAL ESCOLA
GERAL
291
17
4,0
4,0
7.275
HC
GERAL
308
16
4,5
3,0
7.238
UFG
* O número atual de leitos ativos é 406.
Fonte: DITEC.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Os esforços dessa gestão estavam em aperfeiçoar ainda mais os indicadores do
hospital para que o HC ascendesse ao Grupo 1 de HUs e, assim, recebesse mais
incremento em seu financiamento. Para tanto, faz-se necessário investir na abertura
da emergência, pois é uma política prioritária do Rehuf, na adesão à Ebserh, além de
aperfeiçoar as informações alimentadas no SisRehuf nas áreas de ensino, pesquisa,
assistência e gestão, porque refletem diretamente na classificação dos HUs. A Tabela
4 demonstra mais uma matriz utilizada pelo programa para a distribuição de recursos
entre os hospitais. Essa matriz é referenciada na descentralização dos recursos
aportados pelo Ministério da Saúde.
Tabela 4: Indicadores de pontuação do Rehuf, pelo MS, para distribuição de
recursos financeiros. HC-UFPE, 2012.
PONTUAÇÃO
PONTUAÇÃO
MÁXIMA
DO HC
1
25
21
2. Oferta regulada
1
15
15
3. Classificação de risco
1
10
10
4. Contratualização
1
10
10
2
5
3
6. CNES atualizado
2
5
5
7. Educação permanente
2
5
5
8. Adesão à EBSERH
1
10
0
1
10
10
2
5
5
-
100
84
INDICADOR
PRIORIDADE
1. Participação nas redes temáticas:
rede cegonha; RAU; rede psicossocial;
câncer
5. Taxa de ocupação (faixa de
pontuação mínima de 55%)
9. Monitoramento da execução
orçamentária e financeira
10. Ações de humanização
TOTAL
Fonte: DITEC.
24
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
O programa Rehuf desenvolveu ainda um importante sistema de gestão
interna para os hospitais universitários chamado de Aplicativo de Gestão para os
Hospitais Universitários (AGHU). A proposta do AGHU é fortalecer as melhores
práticas de gestão hospitalar nos hospitais universitários federais, por meio do uso de
ferramentas de suporte aos processos nele estruturados. Estão previstas três
atividades preparatórias para a implantação do AGHU: visita inicial, workshop,
imersão e diagnóstico do hospital quanto às condições necessárias.
A visita inicial tem o objetivo de divulgar o aplicativo e inclui, ainda, o
mapeamento de processos, avaliação da infraestrutura disponível e identificação dos
principais pontos de aderência e eventuais inconformidades com o novo sistema. Em
seguida, acontece o workshop, quando representantes do hospital visitam o Hospital
de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) com a finalidade de conhecer o AGHU em
funcionamento, esclarecer dúvidas e iniciar o planejamento da implantação. Na
imersão, o hospital visita o HCPA, dessa vez para treinamento no processo de gestão
e no uso do aplicativo. O Hospital das Clínicas da UFPE já realizou todas as etapas
necessárias para a implantação do AGHU. A fase atual está em concluir a estrutura
física para a instalação dos equipamentos e funcionamento pleno do sistema no
hospital. O Quadro 2 demonstra as etapas para o processo de utilização do sistema
pela instituição.
Quadro 2: Status de implantação do sistema AGHU no HC-UFPE. HC-UFPE, 2013.
AÇÕES
STATUS
Visita inicial
Concluído (novembro 2011)
Workshop
Concluído (dezembro 2011)
Diagnóstico do hospital
Concluído (janeiro a março 2012)
Imersão HCPA
Concluído (abril 2012)
Implantação do sistema
Está previsto o início da alimentação dos dados do hospital no
sistema para preparação da sua plataforma de uso na
instituição. Os módulos que serão inicialmente implantados são
gestão de pessoas (apenas cadastro), internação (Serviço de
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
AÇÕES
STATUS
Admissão e Alta – SAA, salas de evolução/prescrição médica e
postos de enfermagem das enfermarias e unidades de terapia
intensiva), almoxarifado (estoque) e farmácia. Previsão fevereiro
de 2014.
Adequação de estrutura física
Iniciados os serviços de instalação de rede de alta velocidade em
todo o hospital e a adequação da sala segura. Previsão de
conclusão em fevereiro de 2014. Foi concluído o estudo de
ambientação das áreas que receberão o aplicativo. Resta
pendente licitar a aquisição dos mobiliários. Também é
necessário fazer levantamento da necessidade de climatização
dos espaços, as adequações físicas necessárias nessas áreas a
serem climatizadas e a aquisição dos equipamentos de
refrigeração.
Instalação dos equipamentos
Todos os equipamentos para o funcionamento do aplicativo já
foram adquiridos, dentre eles 134 computadores e 6 servidores.
A instalação só poderá ser realizada quando findado os
trabalhos de adequação da estrutura física.
Treinamento dos servidores
A sala de treinamento já está disponível para a capacitação dos
servidores no uso do sistema, o que deverá ser iniciada de
imediato. A previsão para conclusão desta etapa é fevereiro de
2014.
Fonte: DITEC, DAC/Coordenadoria de Informática.
Uma terceira ação organizada e executada pelo programa Rehuf no sentido de
aperfeiçoar os processos de gestão foi a realização das compras compartilhadas.
A partir da padronização de condutas assistenciais, com a definição de protocolos
clínicos e procedimentos operacionais instituídos, tornou-se possível a padronização
dos insumos necessários para o hospital.
Em 2010, a partir de consultas aos hospitais universitários quanto à
padronização e ao dimensionamento da quantidade de insumos, o MEC iniciou o
processo de pregões para compras compartilhadas de insumos de materiais médicohospitalares e de soluções de grandes volumes. Em 2011, essas compras também
26
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
foram estendidas para a aquisição de equipamentos médicos, tais como de
neonatologia e de imagem.
O Hospital das Clínicas da UFPE se beneficiou dessas compras feitas pelo
Rehuf, rendendo ao HC uma diminuição na sobrecarga de trabalho na área de
licitações, por não demandar mais a compra dos itens contemplados nos pregões,
além de uma importante economia gerada pela compra em larga escala.
2.2.5 Diretriz Reestruturação do Quadro de Recursos Humanos
O Adicional de Plantão Hospitalar (APH) foi a primeira ação realizada
pelo programa Rehuf com a finalidade de minimizar os problemas dos hospitais
universitários decorrentes do grande déficit de recursos humanos. O APH foi
implantado em 02 de fevereiro de 2009 pela Lei 11.907 com o propósito de
disponibilizar plantões adicionais para os profissionais da área da saúde a fim de
viabilizar a cobertura de plantões deficitários.
Os critérios de distribuição desses plantões são definidos por cada instituição.
No HC, além da complementação das escalas, um número menor de plantões foi
autorizado para garantir a supervisão da residência multiprofissional e a realização
de mutirões de cirurgias e exames. Apesar da livre escolha de critérios pelo hospital,
algumas exigências devem ser obedecidas para que se possa usufruir do APH,
conforme disposto no Decreto 6.863 de 29 de maio de 2009, o qual regulamenta a
aplicação do APH. Dentre as exigências, destaca-se a obrigatoriedade do registro por
meio de ponto eletrônico pelos profissionais que recebem APH, tanto da sua carga
horária normal como da sua carga horária do APH.
A partir de 2012, o registro do ponto passa a ser obrigatório para todos os
servidores independente de receber ou não APH. O HC ainda não atende a essa
exigência do MEC. Entretanto, entre janeiro e agosto de 2013, a direção do HC
realizou estudo propositivo para formulação de um projeto de controle de acesso que
inclui a reestruturação das portarias de acesso ao hospital com catracas, portas para
acesso restrito, registro de ponto eletrônico e câmeras. Todos esses dispositivos
poderão assegurar o controle de acesso ao hospital, assim como o cumprimento das
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
cargas horárias pelos profissionais. O projeto já concluído será disponibilizado para a
próxima gestão que deverá decidir quanto à sua implementação.
Além dos critérios acima descritos para o uso do APH no HC, a partir de
outubro de 2012 o adicional passou a ser utilizado para cobrir plantões de
enfermagem decorrentes da flexibilização da carga horária desses profissionais pela
Reitoria da UFPE. Por solicitação do Sintufepe, os plantões de enfermagem foram
reduzidos de 15 plantões/mês para 12 plantões/mês. Apesar da discordância desta
direção quanto à essa decisão, já que não se alinhava às diretrizes do APH, a
estratégia foi posta em prática por decisão da gestão central da UFPE.
Apesar de a política de APH minimizar os transtornos vivenciados pela falta de
pessoal nos hospitais universitários, tal ação não foi a solução permanente esperada
por essas instituições. Como proposta duradoura do problema relacionado à força de
trabalho nos HUs, o programa Rehuf criou uma matriz de dimensionamento de
recursos humanos baseada no número de leitos e de consultas ambulatoriais dos
hospitais. Essa ação, iniciada pelo Rehuf, foi repassada para a Ebserh a partir de sua
criação. No momento, apenas os hospitais que fazem a adesão à empresa são
contemplados com o estudo de dimensionamento de necessidades e realização de
concurso público para contratação de servidores.
A direção do Hospital das Clínicas, nos anos de 2011 e 2012, solicitou à reitoria
requerer junto ao Ministério da Educação a realização de concurso público para a
adequação
de
seu
Quadro
de
pessoal,
atualmente
com
um
déficit
de
aproximadamente 600 profissionais. Também foi solicitada a realização de concurso
de mais cerca de 400 profissionais para a abertura da emergência e de novos leitos.
As duas solicitações foram negadas pelo MEC, alegando que para a recomposição de
recursos humanos pelos hospitais universitários se faz necessária a adesão à Ebserh.
2.2.6 Diretriz Aprimoramento das Atividades Hospitalares
O aprimoramento das atividades hospitalares vinculadas ao ensino, pesquisa,
extensão e assistência à saúde será efetivado a partir do uso das ferramentas
disponibilizadas pelo Rehuf para a profissionalização da gestão dos hospitais
universitários. Dentre as ferramentas disponibilizadas pelo programa, destacam-se o
28
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
sistema SisRehuf de acompanhamento quadrimestral pela gestão central da Ebserh, a
matriz de financiamento que definiu critérios de distribuição dos recursos entre os
hospitais, o Plano Operativo Anual celebrado com o gestor local de saúde e apoiado
por profissionais da Ebserh – quando os hospitais identificam dificuldades de
articulação, e o aplicativo AGHU, importante instrumento de gestão e controle para
os hospitais.
2.3 Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh
A Ebserh foi criada, pela Lei nº 12.550 em 2011, com a finalidade de dar
prosseguimento ao processo de recuperação dos hospitais universitários federais
iniciado pelo programa Rehuf. A Ebserh é uma empresa pública vinculada ao
Ministério da Educação, responsável pela gestão do programa de reestruturação dos
HUs. Além dessa função que abrange todos os hospitais universitários, a ela também
compete a modernização da gestão dos hospitais que aderirem à Ebserh.
A empresa tem como atribuições a coordenação e a avaliação da execução das
atividades dos hospitais, o apoio técnico à elaboração de instrumentos de melhoria da
gestão e a elaboração da matriz de distribuição de recursos para os hospitais. Por essa
razão, independente da adesão ou não à Ebserh, todos os hospitais universitários se
reportam à empresa no que se refere às ações do plano de reestruturação para essas
instituições.
A decisão pela contratação da Ebserh para a gestão do hospital universitário
cabe a cada universidade, no âmbito de sua autonomia. O contrato entre a Ebserh e
cada instituição prevê as obrigações dos signatários, as metas de desempenho,
indicadores e prazos de execução e a sistemática para o acompanhamento e avaliação
das metas estabelecidas.
2.3.1 O Processo de Diagnóstico do HC
Em março do corrente ano, o Conselho Universitário da UFPE votou a favor da
realização do diagnóstico situacional para posterior apresentação de proposta de
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
contrato e nova votação quanto à adesão à Ebserh. Diante de tal decisão, a direção do
Hospital das Clínicas trabalhou durante os meses de maio a julho de 2013 para a
elaboração do referido instrumento. Em 23 de julho de 2013, todas as informações
referentes aos serviços prestados pelo HC nos âmbitos do ensino, da pesquisa e da
assistência, o dimensionamento de recursos humanos, o dimensionamento do
patrimônio e a proposta de ampliação para seis meses foram entregues à Ebserh para
que fosse elaborada a proposta de contrato e o dimensionamento para realização de
concurso para contratação de novos servidores. Nas Tabelas 5 e 6, estão
discriminadas as propostas de ampliação apresentadas no diagnóstico.
Tabela 5: Nº de leitos a serem ampliados. HC-UFPE, 2013.
TIPO DE LEITO
LOCALIZAÇÃO
N º A SER
PRAZO
AMPLIADO
ESTIMADO
Unidade coronariana
5º andar – bloco B
4 leitos
6 meses
UTI neonatal
4º andar – bloco B
2 leitos
6 meses
UCI neonatal
4º andar – bloco B
3 leitos
6 meses
Leitos de enfermaria (clínicos, cirúrgicos
Andares diversos
62 leitos
6 meses
Andares diversos
6 leitos
6 meses
e saúde mental)
Hospital-dia cirúrgico
TOTAL
77 leitos
Fonte: DITEC.
Tabela 6: Serviços a serem abertos/ampliados. HC-UFPE, 2013.
SETOR
Unidade de Emergência
Unidade de Diagnóstico por Imagem
SERVIÇO A SER ABERTO/AMPLIADO
Abertura
da
Unidade
de
PRAZO
ESTIMADO
Emergência
6 meses
Instalação e funcionamento do equipamento
4 meses
Referenciada e Regulada
de Ressonância Magnética
Ampliação da oferta de Densitometria óssea
Imediata
Unidade de Diagnóstico por
Instalação e funcionamento do equipamento
3 meses
Medicina Nuclear
de PET-CT
30
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
SETOR
Unidade Coronariana
SERVIÇO A SER ABERTO/AMPLIADO
PRAZO
ESTIMADO
Abertura da unidade com 4 leitos
6 meses
Ampliação de 2 leitos na UTI neonatal
6 meses
Unidade Neonatal
Ampliação de 3 leitos na UCI neonatal
Ativação
Bloco Cirúrgico Central
de
mais
4
salas
cirúrgicas,
6 meses
totalizando 10 salas de cirurgias funcionantes
neste bloco
Unidade de Internação - enfermarias
Unidade de Anatomia Patológica
Serviço de Oftalmologia
Abertura de 62 leitos clínicos, cirúrgicos e de
6 meses
saúde mental
Oferta de exames de imunohistoquímica
6 meses
Implementação dos Consultórios Itinerantes
2 meses
de Oftalmologia
Fonte: DITEC.
A Ebserh ainda não remeteu para o Hospital das Clínicas a proposta de
contrato para submissão ao Conselho Universitário da UFPE, o que deve acontecer
ainda no segundo semestre deste ano. Mediante o documento, o reitor deverá levar o
instrumento para votação no Conselho.
2.3.2 Participação do HC nas Ações Desenvolvidas pela Ebserh
Uma das ações desenvolvidas pela Ebserh em parceria com os hospitais
universitários é o Projeto Olhar Brasil/Consultórios Itinerantes. O projeto
tem como principal objetivo ampliar o cenário de ensino-aprendizagem, orientado
em processos de ensino e pesquisa, e promover o acesso à assistência médica
oftalmológica e de odontologia à população, preferencialmente escolares, residentes
em localidades distantes ou de interior, por meio de consultórios itinerantes.
O Hospital das Clínicas está participando do programa no atendimento de
oftalmologia. Para tanto, em novembro de 2012, o hospital recebeu um conjunto de
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
carreta e contêiner (vazio), e, em dezembro de 2012, foram entregues mais um
contêiner com dois consultórios de oftalmologia e uma fábrica de óculos. A entrega
técnica dos consultórios foi realizada no mês de abril de 2013. Restam pendentes a
formalização da doação dos equipamentos citados pelo FNDE e a autorização de
funcionamento pela Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (APEVISA).
O consultório deverá realizar de 48 a 60 consultas por dia. A oferta de vagas
deverá ser pactuada com a Secretaria Estadual de Saúde (SES). Já foram adquiridos,
por ata de registro de preços, os insumos necessários ao atendimento durante seis
meses, quais sejam, colírios, lentes e armações.
Resta pendente definir o modelo de atendimento no âmbito do ensino
envolvendo, primordialmente, os residentes do Programa de Residência Médica de
Oftalmologia, preceptores e médicos oftalmologistas. Também deverá ser viabilizada
a utilização da estratégia de telessaúde nos atendimentos.
Quanto aos demais profissionais necessários para atuação exclusiva nos
consultórios itinerantes de oftalmologia, será necessária a contratação de médicos
oftalmologistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, recepcionista, técnico de
óptica, condutor e auxiliar de serviços diversos. A contratação dos cargos possíveis de
serem terceirizados já foi solicitada à Coordenação de Planejamento e Controle de
Material do HC para preparação do certame licitatório.
Outra ação desenvolvida pela Ebserh em conjunto com os HUs é a realização
de Mutirões de Cirurgias Eletivas. O mutirão faz parte de um rol de ações
estratégicas instituídas pelo Ministério da Saúde e que, através da Ebserh, prevê a
participação dos hospitais universitários federais com realização de cirurgias, por
blocos, atendendo a um calendário nacional construído especificamente para agenda
dos HUs. A participação do hospital é voluntária e de acordo com o perfil e
capacidade logística de cada unidade.
Em julho deste ano o HC participou do primeiro módulo previsto no mutirão
de cirurgias eletivas, destinado à realização de cirurgias de catarata. A participação do
hospital se dá de acordo com a capacidade de aquisição dos insumos pela
Coordenadoria de Materiais e a possibilidade de remuneração por APH dos
profissionais que trabalharão nas atividades extraordinárias.
32
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
2.4 Programa GesPública
Uma importante ação de gestão realizada pela direção do HC foi a adesão ao
Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização – GesPública. A
participação no programa teve como principal propósito o aperfeiçoamento da
gestão. O programa teve início no hospital em setembro de 2009 com a participação
direta de 25 servidores. O estabelecimento de avaliações sistemáticas da qualidade da
gestão e o planejamento de metas para implementação de melhorias sedimentaram o
trabalho realizado pela rede de voluntários composta por servidores do HC. Reflexo
disso foi a criação do Comitê Permanente da Qualidade, em abril de 2012, por meio
da Portaria 23/2013.
Dentre as ações planejadas e acompanhadas pelo Comitê se destacam a
capacitação de gestores, a elaboração do planejamento estratégico 2011-2016, a
elaboração da carta de serviços ao cidadão, o aperfeiçoamento do site do HC
atendendo à Lei de Acesso à Informação, a aplicação da pesquisa de ambiência e a
formulação de proposta de novo organograma e regimento interno do Hospital das
Clínicas. Outras ações continuam sendo desenvolvidas pelo Comitê juntamente com
diversos setores do hospital, a exemplo do programa de gerenciamento de resíduos, a
implantação da gestão por processos, a certificação pela ISO 9001, o plano de
segurança contra incêndio e a política de segurança da informação.
O programa também auxiliou a gestão em importantes decisões gerenciais,
como a participação do hospital no Conselho Universitário da UFPE. O Hospital das
Clínicas, apesar de ser um importante órgão suplementar da Universidade, até o ano
de 2010 não tinha participação no referido Conselho. Considerando que este é o
principal fórum de decisões compartilhadas da Universidade, a gestão barganhou
junto ao reitor Amaro Lins o direito de participar dessa instância de decisões. Mesmo
tendo adquirido o direito à voz no fórum, o hospital ainda necessita envidar esforços
no sentido de também ter o direito a voto no Conselho Universitário.
A criação da Diretoria de Ensino, Pesquisa e Extensão também foi fruto de
estudo realizado durante o trabalho de construção da proposta do novo organograma
e regimento interno do HC. Sobre essa diretoria será dedicado um espaço específico
na seção seguinte para sua apresentação.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
2.5 Projetos da Gestão
Esta gestão optou por investir em apenas dois projetos, em função das
dificuldades internas para a execução dos recursos disponibilizados. O primeiro
projeto, intitulado “Criação da Unidade de Imagens em Cardiologia Clínica e
em Cirurgia Cardiovascular, no âmbito do Hospital das Clínicas da
UFPE”, foi elaborado em 2008. O projeto tem como objetivo, por meio da
modernização de seu parque tecnológico, suprir a instituição de melhores condições
de praticar a assistência, no atendimento ao paciente, e o ensino e a pesquisa, no
desenvolvimento de estudos e treinamento de alta qualidade. O valor total do projeto
foi estimado em R$ 6.479.647,53 (seis milhões, quatrocentos e setenta e nove mil,
seiscentos e quarenta e sete reais e cinquenta e três centavos) e contempla a aquisição
de equipamentos de alta complexidade, tais como angiógrafo, ressonância magnética,
gama câmara e tomógrafo, além de outros equipamentos de menor porte. Em função
da variação do dólar e depois devido à crise internacional, a instituição enfrentou
grande dificuldade para executar a primeira parcela do recurso, destinada à aquisição
do angiógrafo. Após um ano e meio de trabalho dedicado à licitação do referido
equipamento, o certame foi concluído em novembro de 2012. No segundo semestre
do ano passado foi necessário solicitar ajustes no plano de trabalho inicialmente
formulado para o projeto. Essa solicitação gerou um processo no Ministério da Saúde
que tramita desde então sem resposta positiva até o momento. Isso fez com que o
recurso da primeira parcela ficasse indisponível para efetivar a compra do
equipamento licitado.
Considerando que o HC dispunha de recursos suficientes para a aquisição do
equipamento com recursos próprios, a gestão optou por efetivar a compra utilizando
verba do hospital e não do projeto. Essa decisão precisou ser tomada sob pena da
empresa vencedora do certame se recusar a entregar o equipamento, considerando o
lastro de tempo desde a conclusão da licitação, em novembro de 2012. Finalmente,
em agosto deste ano, a compra foi efetivada. Resta pendente o recebimento do
equipamento, previsto para os próximos 120 dias. O angiógrafo adquirido, no valor
de R$ 1.160.000,00 (um milhão, cento e sessenta mil reais), possui tecnologia para o
desenvolvimento de pesquisas e um melhor tratamento no diagnóstico de pacientes
nas especialidades cardiovascular e neurovascular. Concluída a tramitação para
34
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
reavaliação do novo plano de trabalho proposto, o HC poderá requerer ao MS a
liberação dos demais recursos contemplados no projeto.
O segundo projeto investido foi o do PET-CT. Intitulado de “Qualificação
da Pesquisa Multiprofissional, da Assistência e do Ensino na Pósgraduação em Medicina Nuclear, no âmbito do Hospital das Clínicas da
UFPE”, ele representa elevada importância social, considerando seu foco na
pesquisa para a modernização e implementação de políticas pública de saúde. O
projeto financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)
contempla a aquisição do equipamento principal, o tomógrafo, e outros
equipamentos acessórios de menor porte. Seu valor total estimado foi de R$
3.149.888,30 (três milhões, cento e quarenta e nove mil, oitocentos e oitenta e oito
reais e trinta centavos). Atualmente, a tecnologia mais avançada para o diagnóstico
precoce do câncer é feita por meio desse equipamento, por isso a relevância social no
desenvolvimento de pesquisa pelo projeto proposto. Ressalta-se ainda que, apesar do
principal foco do projeto ser o desenvolvimento científico, o tomógrafo possui
software nas especialidades de cardiologia, oncologia e neurologia, o que possibilitará
também atender a demanda assistencial realizando exames nos pacientes do hospital.
Todos os equipamentos do projeto já foram adquiridos e se encontram no hospital
para a instalação. Para tanto, aguarda-se a conclusão das obras da área destinada ao
PET-CT, que no momento sofre intervenções. A construção precisou de adequações
porque o projeto original contemplava a instalação de um equipamento de 16 canais,
entretanto, durante o processo de compra o hospital identificou um equipamento
mais moderno, de 64 canais, pelo preço do que estava sendo licitado o de 16 canais.
Por essa razão, optou-se por cancelar a licitação interna e comprar pela ata de
registro de preço identificada. A obra do PET-CT teve um custo total de R$
781.696,14 (setecentos e oitenta e um mil, seiscentos e noventa e seis reais e catorze
centavos). O equipamento de 64 canais adquirido pelo HC é o mais moderno do
estado de Pernambuco. O Hospital das Clínicas será o primeiro hospital público do
Estado a oferecer o serviço à população do SUS. Em negociação com a Representação
Regional do MCTI no Nordeste (ReNE/MCTI) o HC receberá gratuitamente durante
20 anos os insumos (radiofármacos) necessários para a realização dos exames. A
próxima gestão precisará resgatar a negociação com o órgão em relação à construção
da rota dos radiofármacos e a cessão dos insumos, por meio de um Termo de
Cooperação de Gestão Administrativa Compartilhada.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
AÇÕES DE ENSINO, PESQUISA E
EXTENSÃO
36
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
3 ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
3.1 Ensino e Pesquisa
A Diretoria de Ensino, Pesquisa e Extensão do Hospital das Clínicas da
Universidade Federal de Pernambuco (DEPEx) foi criada em 02 de abril de 2012 por
meio da Portaria Normativa 11/2012. Sua missão é gerenciar e consolidar as ações de
ensino, pesquisa e extensão do HC com foco na institucionalização da pesquisa
clínica, de forma articulada com a assistência e o ensino. Seu principal desafio é
integrar os serviços do HC à missão da DEPEx.
No âmbito do ensino são desenvolvidas atividades de estágios curriculares e
extracurriculares do ensino médio e da graduação. Na pós-graduação, os cursos lato
sensu e stricto sensu disponibilizam 44 programas de residência médica, 5 de
residência em enfermagem, 1 de residência em nutrição e 2 de residência
multiprofissional. As Tabelas 7, 8, 9 e 10 demonstram o número de residentes
formados anualmente pelo hospital, no período de 2007 a 2012.
Tabela 7: Quantitativo de alunos formados pela residência médica. HC-UFPE, 2013.
ESPECIALIDADES
2007
2008
2009
2010
2011
2012
TOTAL
Acupuntura
2
2
2
2
0
1
9
Alergia e Imunologia
-
-
-
-
-
0
0
Alergia e Imunologia Pediátrica
1
-
-
1
1
2
5
Anestesiologia
5
6
4
4
4
3
26
Angiorradiologia
2
-
2
2
2
2
10
Cardiologia
1
2
1
1
2
-
7
Cirurgia Dermatológica
1
-
1
1
1
-
4
Cirurgia do Aparelho Digestivo
1
2
2
2
1
0
8
Cirurgia Geral
7
6
6
6
4
5
34
Cirurgia Pediátrica
-
-
0
0
1
1
2
Cirurgia Plástica
-
-
-
-
0
0
0
Cirurgia Vascular
2
2
0
2
2
2
10
Cirurgia Videolaparoscópica
-
-
1
-
-
-
1
Clínica Médica
8
8
7
8
8
8
47
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
ESPECIALIDADES
2007
2008
2009
2010
2011
2012
TOTAL
Clínica Médica R3
2
-
2
2
1
-
7
Cosmiatria
1
-
1
0
1
-
3
Dermatologia
3
2
2
2
3
3
15
Ecocardiografia
2
-
2
2
2
2
10
Endocrinologia
2
2
2
2
2
2
12
Endocrinologia Pediátrica
1
1
2
2
2
2
10
Endoscopia Ginecológica
1
0
-
1
-
-
2
Ergometria
1
-
1
1
1
-
4
Gastroenterologia
3
3
3
3
3
2
17
Gastropediatria
1
0
-
-
-
-
1
Hanseníase
1
-
0
1
1
1
4
Hemodinâmica
-
-
1
0
-
-
1
Infectologia
1
2
1
2
1
2
9
0
4
4
1
1
4
14
Medicina Fetal
1
-
1
1
-
-
3
Nefrologia
3
3
4
3
4
4
21
Neonatologia
3
0
-
2
2
0
7
Neurologia
1
1
2
2
3
2
11
Obstetrícia
5
0
3
3
5
5
21
Oftalmologia
2
2
4
1
3
2
14
Ortopedia e Traumatologia
5
4
4
4
4
4
25
Otorrinolaringologia
2
2
2
2
2
2
12
Patologia
2
1
3
2
1
2
11
Pediatria
8
5
8
7
7
8
43
Pediatria R3
-
1
1
0
1
-
3
Psicoterapia
1
-
1
-
-
-
2
Psiquiatria
2
2
3
2
2
2
13
Radiologia
5
5
5
5
5
5
30
Reprodução Humana
1
-
1
-
-
-
2
Reumatologia
0
2
2
2
1
2
9
Reumatologia Pediátrica
-
-
1
1
1
1
4
Urologia
2
2
2
2
2
2
12
TOTAL
92
72
94
87
87
83
515
Medicina de Família e
Comunidade
Fonte: DEPEx/COREME do HC-UFPE.
38
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Tabela 8: Quantitativo de alunos formados pela residência de enfermagem. HCUFPE, 2013.
ESPECIALIDADES
2007
2008
2009
2010
2011
2012
TOTAL
Cirúrgica
2
1
1
1
-
-
5
Nefrologia
2
1
1
1
1
-
6
Saúde da Criança
2
1
2
2
2
-
9
Saúde da Mulher
2
2
2
2
1
-
9
UTI
2
2
1
-
2
-
7
10
7
7
6
6
0
36
TOTAL
Fonte: DEPEx/Coordenação da Residência em Enfermagem do HC-UFPE.
Tabela 9: Quantitativo de alunos formados pela residência de nutrição. HC-UFPE,
2013.
ESPECIALIDADES
Nutrição Clínica
2007
2008
2009
2010
2011
2012
TOTAL
18
18
18
18
18
18
108
Fonte: Departamento de Nutrição CCS- UFPE
Tabela 10: Quantitativo de alunos formados pela residência multiprofissional. HCUFPE, 2013.
ESPECIALIDADES
2007
2008
2009
2010
2011
2012
TOTAL
Saúde da Mulher
-
-
-
-
-
11
11
Nefrologia
-
-
-
-
-
8
8
TOTAL
-
-
-
-
-
19
19
Fonte: DEPEx/Coordenação da Residência Multiprofissional do HC-UFPE.
Nota: Residência Multiprofissional criada no ano de 2010
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
No ensino, podemos destacar, como ação desta gestão, a Residência
Multiprofissional em Saúde. Esse foi um projeto desenvolvido em 2010 por uma
equipe multiprofissional do HC e que teve destaque em Brasília pela organização e
planejamento em sua implementação. A Residência iniciou com dois programas e 14
vagas para os profissionais formados em serviço social, farmácia, nutrição,
enfermagem, fisioterapia, psicologia e terapia ocupacional. Destaca-se também a
inserção do programa de Cirurgia Plástica na Residência Médica no ano de 2011.
Em 2013, a DEPEx investiu na inserção de estudantes estrangeiros no HC.
Atualmente três alunos desenvolvem suas atividades acadêmicas no hospital, dois
franceses, um na Unidade de Produção de Alimentos (UPA) e o outro na Unidade de
Engenharia Clínica, e um médico africano da República de Cabo Verde que está se
especializando em pediatria. A internacionalização da instituição faz parte da política
da UFPE e do próprio HC.
No âmbito da pesquisa, elas são realizadas, principalmente, em conjunto com
os Programas de Pós-graduação do Centro de Ciências da Saúde da UFPE que têm no
Hospital das Clínicas um de seus principais palcos de pesquisas. Desde 2012, os
projetos de pesquisa realizados no hospital são acompanhados pela DEPEx. Essa
Diretoria tem a responsabilidade de dar a anuência para que o projeto seja submetido
e apreciado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Após a aprovação do projeto
pelo Comitê, a DEPEx também autoriza o início das atividades do pesquisador,
comunicando à Chefia do Serviço competente. Em 2012, 147 (cento e quarenta e sete)
projetos de pesquisa foram cadastrados. De janeiro a agosto de 2013, noventa e seis
(96) projetos foram submetidos. A Tabela 11 apresenta a produção científica
desenvolvida no HC.
Tabela 11: Produção Científica de 2007 a 2012. HC-UFPE, 2012.
PRODUÇÃO TÉCNO-
2007
2008
2009
2010
2011
2012
TOTAL
Nº de Dissertação de Mestrado
93
-
14
51
53
118
329
Nº de Teses de Doutorado
22
-
10
48
29
51
160
CIENTÍFICA
40
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
PRODUÇÃO TÉCNOCIENTÍFICA
Nº
de
Artigos
Publicados
em
Periódicos Nacionais
Nº
de
Artigos
Publicados
em
Periódicos Internacionais
Nº de Projetos Aprovados no CEP
2007
2008
2009
2010
2011
2012
TOTAL
58
-
22
46
100
128
354
21
-
28
39
98
128
314
73
-
31
37
83
102
326
Fonte: REHUF, 2012.
Ainda na pesquisa, o HC estabelece importante parceria com o Núcleo de
Cirurgia Experimental (NCE). A concessão de insumos e de serviços de apoio, como
lavanderia e esterilização, ajudam a viabilizar as relevantes pesquisas desenvolvidas
pelo Núcleo. Por meio da DEPEx, foi proposta a inclusão do NCE no organograma do
hospital. No momento, a instituição aguarda a conclusão do processo de adesão da
Ebserh ou da Estatuinte da UFPE para que seja feita a formalização do Núcleo na
estrutura hierárquica do Hospital das Clínicas.
3.2 Extensão
O Hospital das Clínicas contribui com o desenvolvimento de diversos projetos
de extensão. Um dos principais parceiros desse tipo de projeto é o Núcleo de
Telessaúde da UFPE (Nutes). Dentre os projetos desenvolvidos pelo Núcleo, o
DiagVIDA representou um importante impacto para a instituição.
O projeto Apoio à Educação Médica e ao Diagnóstico por Imagem a Distância
(DiagVIDA) consistiu em um banco de imagens médicas digitais com integração aos
serviços de telessaúde. A ferramenta disponibiliza imagens de exames, tais como
tomografia e angiografia, apoiando a educação médica continuada e a decisão
diagnóstica por imagens. A ferramenta pode ser utilizada a distância nos três níveis
de atenção à saúde. O trabalho foi conduzido pelo Nutes e pelos serviços DiagImagem
e Hemodinâmica do Hospital das Clínicas.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
A DEPEx participa ainda do Programa de Valorização da Atenção Básica
(PROVAB) como instituição supervisora. A finalidade do programa é apoiar as ações
de integração de ensino e serviço, capacitando o profissional médico para qualificar o
atendimento na atenção básica e fixação nos municípios, além de estimular a
residência.
No âmbito das ações extensionistas, a DEPEx também promove eventos. O
primeiro deles foi o Simpósio Humanidades e Ciências da Vida, realizado em março
deste ano. O evento teve como objetivo expandir o conhecimento investindo na
formação e ampliação humanística do profissional de saúde -
com ênfase nos
residentes em medicina, nutrição e enfermagem e pós-graduandos em nível de
mestrado e doutorado. O Simpósio contou com a participação de cerca de 110 (cento e
dez) pessoas. Outro importante evento da DEPEx, em 2013, foi a sua participação na
65ª Reunião Anual da SBPC. A diretoria contribuiu com o evento, oferecendo suporte
para organização e estrutura da Tenda da Saúde.
Outros projetos de extensão desenvolvidos no Hospital das Clínicas e
acompanhados pela DEPEx estão relacionados abaixo:

Abordagem multidisciplinar das intoxicações causadas por medicamentos,
plantas e produtos domissanitários em cuidadores e pacientes atendidos no
Hospital das Clínicas da UFPE: Cuidados, prevenção e procedimentos após
ocorrência

Acompanhamento estatístico para estudos em neurofisiologia clínica e
experimental no Hospital das Clínicas

Ambulatório de Laringe: Interfaces da Otorrinolaringologia e Fonoaudiologia

Arteterapia - Uma ação reveladora

Assistência fonoaudiológica no ambulatório de Fisioterapia do Hospital das
Clínicas da UFPE

Assistência Multiprofissional ao Idoso com Demência e seus Familiares

Atuação Audiológica no Implante Coclear

Avaliação dos Benefícios da Arte no Espaço Hospitalar

Brincar é Saúde: uma proposta de humanização

Consulta de Enfermagem: Acompanhamento de lactentes saudáveis no
ambulatório de puericultura do Hospital das Clínicas da UFPE
42
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE

Divulgação dos Sinais de Alerta para o Diagnóstico das Imunodeficiências
Primárias (IDP) entre os Profissionais de Saúde do Estado de Pernambuco

Grupo de Apoio ao Paciente Obeso

Intervenção Psicopedagógica no Sistema Escolar

Liderança Servidora em ambientes de TIC

Mais Luz no Olhar

Manometria anorretal no auxílio ao tratamento de constipação crônica em
pediatria

Música para o corpo e alma no HC

Mutirão de cirurgia bariátrica

Mutirão de Colecistectomia

Plantão da Alegria: Palhaçoterapia do Hospital das Clínicas da UFPE

Programa MAIS: Manifestações de Arte Integradas à Saúde

Promoção à Saúde vocal no Ambulatório de Laringologia.

Pró-Parkinson

Semana Nacional de Combate ao Acidente Vascular Cerebral

Serviço de Neurofisiologia Clínica

Sorrindo no Hospital

Suporte psicoemocional avançado a pacientes pediátricos com alteração
gastrintestinal funcional
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
AÇÕES ASSISTENCIAIS
44
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
4 ASSISTÊNCIA
4.1 Gestão Assistencial
A gestão de leitos foi priorizada dentre as ações assistenciais com a
finalidade de acompanhar a melhor utilização dos leitos de internação do Hospital
das Clínicas. Mensalmente a taxa de ocupação e a média de permanência, por
clínica/especialidade, são monitoradas. Estes indicadores, juntamente com a análise
das especialidades de referência em alta complexidade, ajudam na definição da
distribuição dos leitos disponíveis e no planejamento de ampliação de leitos. Após
estudo realizado a partir da análise dos indicadores, uma nova distribuição de leitos
foi implementada em junho de 2012. A Tabela 12 demonstra a atual distribuição de
leitos do hospital.
Tabela 12: Número de leitos ativos, por tipo de leito. HC- UFPE, maio 2013.
LEITOS INTERNAÇÃO
Nº DE LEITOS ATIVOS
Cirúrgicos
106
Clínicos
212
Pediátricos
36
Obstétricos
34
Isolamento
3
391
LEITOS COMPLEMENTARES
Uti Neonatal (Tipo II)
8
Uci Neonatal
5
Uti Adultos (Tipo III)
12
HOSPITAL DIA
AIDS
5
TOTAL
Fonte: DITEC/Coord. de Auditoria, Controle e Avaliação.
421
25
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
A gestão de consultas, exames e procedimentos também fez parte das
ações assistenciais para o HC. Considerando os espaços, equipamentos e profissionais
disponíveis no hospital, foi dimensionada a oferta adequada de consultas, exames e
procedimentos. A capacidade instalada deverá ser regulada pelo gestor estadual de
saúde, conforme pactuado no POA e no Termo de Compromisso. A partir do
mapeamento da oferta de consultas, por especialidade e sub-especialidade, foi
definido o percentual de consultas novas. O próximo passo será a pactuação do
número de consultas novas a serem reguladas pelo gestor e o processo de regulação.
A SES definirá o modelo de distribuição das consultas entre as GERES. Concluída
esta ação, o Hospital das Clínicas deixará de realizar o agendamento de consultas
novas, ficando responsável apenas pelas interconsultas e retornos. Todos os pacientes
a serem atendidos no HC virão para o hospital com sua consulta agendada pelo seu
município, acabando, assim, com os transtornos rotineiros da central de marcação. O
início do funcionamento do AGHU previsto para o primeiro semestre de 2014 será
uma importante ferramenta para a gestão dos serviços ambulatoriais.
Além das consultas, em junho deste ano também foi iniciado o processo
regulatório dos exames de diagnóstico por imagem: tomografias, mamografias e
densitometria óssea. A Tabela 13 apresenta as metas físicas de média e alta
complexidade nos níveis ambulatorial (S.I.A.) e hospitalar (S.I.H) vigentes no POA
2012-2013, assim como os valores alcançados pelo hospital no primeiro semestre
deste ano.
Tabela 13: Informações sobre a produção assistencial. HC-UFPE, 2012-2013.
MÉDIA
COMPLEXIDADE
EXECUTADO
PACTUADO MENSAL
MENSAL (JAN A
JUL/13)
DESEMPENHO
(JAN A JUL/13)
S.I.A.
77.668
61.363
78%
S.I.H.
848
907
107%
78.516
79.230
78%
TOTAL
46
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
ALTA COMPLEXIDADE
PACTUTUADO
MENSAL
EXECUTADO
MENSAL (JAN A
JUL/13)
DESEMPENHO
(JAN A JUL/13)
S.I.A.
2.164
1.668
72%
S.I.H.
105
124
118%
2.269
1.792
74%
TOTAL
FAEC
PACTUTUADO
MENSAL
EXECUTADO
MENSAL (JAN A
JUL/13)
DESEMPENHO
(JAN A JUL/13)
S.I.A.
1.159
1.102
95%
S.I.H.
23
26
113%
1182
1.128
95%
TOTAL
Fonte: DITEC/Coordenadoria de Auditoria, Controle e Avaliação.
4.2 Regulação, Controle e Avaliação
A criação da Coordenadoria de Auditoria, Controle e Avaliação em 03 de
janeiro deste ano, por meio da Portaria nº 01/2013, foi de relevante importância para
as ações de validação dos serviços assistenciais, em especial as de manutenção da
Certificação de Hospital de Ensino e a manutenção das habilitações do HC-UFPE.
A manutenção da Certificação de Hospital de Ensino do HC é de enorme
importância uma vez que possui interface direta com a matriz de financiamento dos
hospitais universitários federais pelo programa Rehuf, assim como com a
manutenção das habilitações como Unidade de Assistência e Centro de Referência de
Alta Complexidade para diversas especialidades. Para manter o título de hospital de
ensino, as instituições precisam atender a um rol de exigências, dentre elas, se
destacam o funcionamento permanente das comissões assessoras e o estabelecimento
de protocolos clínicos.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Quanto às comissões assessoras permanentes, a Diretoria Técnica
(Ditec) vem desenvolvendo um trabalho constante de reestruturação desses grupos
de trabalho, de modo a atender a exigência de funcionamento pleno de onze
comissões especiais. Elas são responsáveis por acompanhar, monitorar, revisar,
supervisionar e propor estratégias assistenciais, atuando diretamente junto aos
serviços/setores através de visitas, reuniões regulares e revisão de documentações
(prontuários, relatórios, planilhas etc.). O fruto do trabalho dessas comissões
representa importante instrumento de auxílio à gestão assistencial do hospital.
No último processo de certificação do HC, ocorrido em 2011, o funcionamento
pleno dessas comissões pelo hospital ficou como ponto pendente a ser corrigido.
Nesse sentido, a Ditec, juntamente com as Coordenadorias de Atenção à Saúde e a de
Apoio Diagnóstico e Terapêutico, realizaram trabalho de identificação de todas as
comissões e implementaram algumas reestruturações para adequar o seu
funcionamento. Para aperfeiçoar os trabalhos dessas comissões será preciso definir e
regular os objetivos, o local e a periodicidade dos encontros das comissões. A Ditec
planejava a realização do I Seminário das Comissões Assessoras Permanentes do HCUFPE neste segundo semestre de 2013, com o objetivo de repassar para as equipes a
importância do trabalho que realizam assim como os regulamentos necessários de
serem observados por elas.
Em relação aos protocolos clínicos, a Ditec dedicou ação específica para o
estabelecimento dos protocolos e procedimentos operacionais assistenciais. Tais
instrumentos são preciosos no processo de qualificação do cuidado para uma
prestação da assistência de qualidade e com segurança para o paciente. Ademais,
através da padronização do cuidado também é possível avançar no planejamento da
aquisição dos insumos (medicamentos e materiais médico-hospitalares), facilitando
os processos licitatórios e de compras, além de permitir participação nos processos de
compras compartilhadas realizadas pelo MEC/FNDE/EBSERH, o que reduz
significativamente o custo desses insumos.
Os protocolos e procedimentos operacionais assistenciais também foram
indicados como pendência no último processo de certificação do HC. Nesse sentido, é
preciso dar continuidade às ações que vinham sendo desenvolvidas no sentido de
discutir um modelo de protocolo a ser adotado por todos os serviços/setores da
instituição, criar os protocolos ainda inexistentes e publicar os instrumentos no site
48
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
do hospital. Considerando que o processo descrito demandará um longo tempo, será
importante dar continuidade à pactuação com as chefias dos serviços médicos a
adoção do manual de Protocolos e Diretrizes Terapêuticas publicado pelo Ministério
da Saúde até a conclusão do processo interno.
A ação de manutenção das habilitações do Hospital das Clínicas também
teve importante destaque na gestão assistencial pela Ditec. As habilitações são um
tipo de licença que é concedida pelo Ministério da Saúde, por recomendação do
gestor local, com o qual o hospital firmou o contrato de gestão (no caso do HC foi com
a SES), para que a unidade de saúde possa realizar e faturar determinados
procedimentos. O conjunto de habilitações define o perfil de complexidade de cada
unidade e influencia diretamente na matriz de financiamento dos hospitais
universitários federais do programa Rehuf. Para ser habilitado, é necessário atender a
um rol de exigências publicadas em cada portaria específica por política de atenção à
saúde. Para manter as habilitações, é preciso garantir permanentemente o
cumprimento das exigências previstas no processo de habilitação e, sobretudo,
cumprir as metas de produção estabelecidas para cada tipo de procedimento previsto
nas diversas habilitações. Periodicamente, tanto o Departamento Nacional de
Auditoria do SUS (DENASUS) como o gestor local visitam o hospital para fiscalizar e
monitorar, in loco, os indicadores de produção. Dependendo do desempenho
observado, os órgãos podem recomendar a desabilitação da unidade pelo Ministério
da Saúde.
No momento, as habilitações de transplante e de Centro de Referência em Alta
Complexidade Cardiovascular estão sob constante vigilância da Ditec para
aperfeiçoar as condições exigidas pelas portarias de modo a garantir a manutenção
dessas habilitações. Além da manutenção, a Ditec também vem trabalhando na
identificação de condições para solicitação de novas habilitações para o HC. No pleito
para novas habilitações estão os processos transexualizador e o de terapia nutricional.
O Quadro 3 mostra as habilitações que o HC possui atualmente.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Quadro 3: Habilitações do Hospital das Clínicas da UFPE. HC-UFPE, 2013.
DESCRIÇÃO
Unidade de Assistência de Alta Complexidade ao Paciente Portador de Obesidade Grave
Oftalmologia Procedimentos Relacionados ao Glaucoma
Centro de Referência em Alta Complexidade Cardiovascular
Cirurgia Cardiovascular e Procedimentos em Cardiologia Intervencionista
Cirurgia Vascular
Cirurgia Vascular e Procedimentos Endovasculares Extracardiacos
Laboratório
de
Eletrofisiologia,
Cirurgia
Cardiovascular
e
Procedimentos
Intervencionista.
Serviço Hospitalar para Tratamento Aids
Hospital Dia – Aids
Referência Hospitalar em Atendimento Terciário a Gestação de Alto Risco
Hospital Amigo da Criança
Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Nefrologia (Serviço de Nefrologia)
Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia
Unacon
Laqueadura
Vasectomia
Córnea/Esclera
Rim
Retirada de Órgãos e Tecidos
Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Traumato-Ortopedia
de
Cardiologia
50
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
DESCRIÇÃO
UTI II Neonatal
UTI III Adulto
Cuidados Intermediários
Videocirurgias
Fonte: CNES, junho 2013.
4.3 Qualificação do Cuidado com o Paciente
Para garantir o cuidado qualificado do paciente, a Ditec estabeleceu
importantes ações, tais como a estruturação de protocolos clínicos e a organização
das comissões assessoras permanentes, comentadas no item anterior; e as ações que
serão apresentadas neste item referentes à padronização de insumos hospitalares e à
política de humanização.
Dentre as comissões permanentes, a Comissão de Padronização de
Medicamentos e a Comissão de Padronização de Material Médico-hospitalar são
indispensáveis para a garantia do cuidado adequado ao usuário. Essas comissões têm
o papel de padronizar os insumos hospitalares de modo a subsidiar o processo
de planejamento de compras. A comissão realiza um trabalho de estabelecimento
racional das relações de itens de medicamentos e materiais médico-hospitalares que
deverão constar como abastecimento habitual e contínuo do hospital. Essas relações
são importantes nos processos de programação das aquisições, elaboração de termos
de referência e padronização dos pareceres técnicos, agilizando os processos
licitatórios e de compras. Todo esse trabalho permite, sobretudo, garantir o estoque
dos produtos no hospital e a redução dos custos destes insumos. A qualidade do
cuidado com o paciente também é refletida pela garantia dos insumos necessários ao
seu tratamento.
Outra ação diretamente ligada à qualidade do cuidado é a execução plena da
Política de Humanização do Ministério da Saúde no HC-UFPE. Todos os aspectos
previstos na política nacional de humanização estão previstos no Plano Operativo
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Anual do HC-UFPE. As ações dessa política são de elevada complexidade e extensão,
pois possui caráter de envolvimento intersetorial, abrangendo todos os eixos e níveis
de gestão do HC. Os trabalhos desenvolvidos neste âmbito são coordenados pela
Assessoria de Humanização, ligada diretamente à Superintendência. O Quadro 4
descreve as principais ações de humanização desenvolvidas nesta gestão e
acompanhadas diretamente pela Ditec.
Quadro 4: Ações de Humanização acompanhadas pela Ditec. HC-UFPE, 2013.
AÇÃO
Inclusão da Política de Humanização no HC-UFPE e pactuação no POA do
INICIADA EM
Setembro de 2011
hospital
Iniciada a classificação de prioridades no setor de marcação de consultas
Abril de 2012
dos ambulatórios
Instalada a sala de acolhimento dos acompanhantes na Urgência
Junho de 2012
Obstétrica
Iniciada a classificação de risco (prioridades) na Urgência Obstétrico
Setembro de 2012
Definida e implantada a política de acompanhantes para os setores de
Janeiro de 2013
internação
Distribuição de cerca de 180 poltronas reclináveis acolchoadas para
Abril de 2013
utilização pelos pacientes e acompanhantes nos setores de internação,
urgência obstétrica e alguns setores de apoio diagnóstico e terapêutico
Reformulada a rotina de agendamento de exames de imagem. Os
Junho de 2013
pacientes passam a fazer o agendamento de seus exames imediatamente
após a consulta médica
Reformulada a rotina de agendamento de exames de laboratório. Os
Agosto de 2013
pacientes passam a fazer o agendamento de seus exames imediatamente
após a consulta médica
Fonte: DITEC.
Outras ações de humanização são acompanhadas e apoiadas diretamente pela
Assessoria de Humanização. O Quadro 5 apresenta as ações e seus principais focos.
52
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Quadro 5: Ações de Humanização acompanhadas pela Assessoria de Humanização.
HC-UFPE, 2013.
AÇÃO
OBJETIVOS
No Ambulatório de Aleitamento Materno, o objetivo é
conscientizar as mães e seus familiares da importância da
Ambulatório de Aleitamento Materno
amamentação. O acompanhamento no ambulatório é
feito desde o pré-natal até os primeiros 6 meses de vida
do bebê.
O objetivo da ação é preparar e conscientizar os
profissionais de saúde do HC da obrigatoriedade do
registro quando da identificação de violência cometida
Ambulatório de Enfrentamento à
contra o público-alvo. Para tanto, são realizadas
Violência Doméstica contra Crianças,
atividades de apoio aos profissionais por meio de oficinas
Adolescentes, Mulheres e Idosos
bimestrais, produção de material educativo (cartilhas,
folders, banners), articulação com a Rede Municipal e
Estadual, promoção de eventos que envolvam o tema da
violência.
A Brinquedoteca é um espaço para crianças e
Brinquedoteca
adolescentes internados no hospital, dispondo de
recursos para realização de atividades recreativas e
educativas.
O GMama é um grupo multiprofissional de apoio a
GMama
mulheres que têm o diagnóstico de câncer de mama. O
grupo faz o acompanhamento das pacientes desde o seu
diagnóstico até o término do tratamento.
O programa desenvolve ações educativas acerca da saúde
sexual e reprodutiva de homens e mulheres. São
realizadas palestras para casais que desejam engravidar
Planejamento Familiar
ou evitar filhos. O acesso ao grupo é por meio de
encaminhamento interno ou externo. Também são
viabilizados os procedimentos de laqueadura e
vasectomia após avaliação médica e social.
O Programa de Gestantes Adolescentes (Progesta) é
Progesta
voltado para o acompanhamento, no período de três
meses, de jovens grávidas. Elas recebem orientações
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
AÇÃO
OBJETIVOS
sobre o pré-natal e ações educativas de promoção à
saúde. Uma equipe multiprofissional composta por
pediatra, assistente social, enfermeira, psicóloga,
nutricionista e fisioterapeuta realizam o
acompanhamento das adolescentes.
O Programa Manifestações de Arte Integradas à Saúde
(MAIS) atua no HC há mais de quatro anos e tem
contribuído positivamente com o tratamento e
Programa MAIS
reabilitação dos pacientes, além da humanização e na
qualidade de vida dos profissionais de saúde no ambiente
hospitalar. O Programa desenvolve atividades cênicas e
musicais, com a participação de professores, alunos e
funcionários da UFPE.
O Programa Minha Certidão garante o direito da criança
Programa Minha Certidão
de ser registrada ao nascer. As crianças que nascem no
HC podem sair do hospital já com o seu registro de
nascimento garantido.
O Serviço de Assistência Religiosa em Saúde (SARES) é
Projeto SARES
formado por funcionários do hospital que levam o
conforto espiritual aos pacientes promovendo momentos
de oração nas enfermarias.
A ONG Instituto Viva Lendo incentiva à leitura crianças e
Viva Lendo
adolescentes internados no setor de pediatria do hospital,
com atividades de contação de histórias.
Fonte: Assessoria de Humanização; Carta de Serviços HC-UFPE.
4.4 Projetos e Programas Assistenciais Estratégicos
A implantação da Unidade de Emergência no HC é uma importante ação
estratégica assistencial que precisa ser concretizada. A realidade da organização da
rede de assistência às urgências no município do Recife e na Região Metropolitana
mudou muito nos últimos anos. Três hospitais metropolitanos foram construídos e
novas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s) foram inauguradas em toda a
54
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
região. Considerando essa nova organização da rede de urgência, as características do
Hospital das Clínicas enquanto hospital de ensino, além de outros aspectos nos
âmbitos da assistência e do ensino discutidos em conjunto com as chefias das
unidades assistenciais do hospital, com as comissões de residências (médica,
enfermagem e multiprofissional) e com os departamentos e as coordenações de
cursos ligados ao CCS-UFPE que utilizam o HC como campo de treinamento,
entende-se que é fundamental a abertura da Unidade de Emergência do HC. Todavia,
o funcionamento dessa unidade deverá ser totalmente regulado pelas atuais Centrais
de Regulação do Estado (Central de Leitos da SES e SAMU), considerando o hospital
com o perfil de Unidade Referenciada.
Desse modo, o HC objetiva ofertar serviços de média e alta complexidade,
dentro do perfil pactuado e atendendo às linhas de cuidados prioritárias, observandose as políticas assistenciais do MS, quais sejam, cardiovascular, cerebrovascular,
obstétrica e traumatológica. Outras linhas de cuidados, também importantes no
âmbito regional, poderão ser ofertadas, uma vez que o HC possui esses serviços
eletivos e oferece programas de residência médica, são elas: oftalmologia,
otorrinolaringologia, cirurgia vascular, urologia, cirurgia geral, clínica médica
especializada, cirurgia bucomaxilofacial, pediatria clínica e cirúrgica. Na organização
dos serviços estão previstas escalas mistas de plantões presenciais e de sobreaviso,
horizontalizadas, de acordo com perfil de atendimento para cada especialidade. Na
Tabela 14, são apresentadas as estratégias para as principais linhas de cuidados a
serem praticadas na Unidade de Emergência do HC.
Tabela 14: Estratégias de funcionamento das linhas de cuidados na Emergência do
HC. HC-UFPE, 2013.
LINHAS DE CUIDADOS PRIORITÁRIAS
ESPECIALIDADE(S)
ESTRATÉGIAS
HABILITAÇÃO
Estruturação do serviço para atuar prioritariamente no
Cardiovascular
atendimento à Dor Torácica Aguda, com cardiologistas
Centro de
em plantão presencial permanente e viabilizando o
Referência de Alta
funcionamento ininterrupto da unidade de
Complexidade
hemodinâmica com abertura de uma unidade
Cardiovascular
coronariana com capacidade, inicialmente, para 4
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
leitos.
O HC já reúne condições para habilitação como Centro
de Referência em neurologia e neurocirurgia. Realiza
procedimentos de neuroendovascular atuando como
Cerebrovascular
unidade de referência para toda a rede hospitalar do
Unidade de
Estado. Iniciou a realização de cirurgias estereotáxicas,
Assistência de
começando pela cirurgia para a Doença de Parkinson.
Alta
Para a área de neurologia, o HC planeja a estruturação
Complexidade em
do serviço para atuar prioritariamente no atendimento
Neurologia e
à Isquemia Cerebral Aguda, ofertando a alternativa
Neurocirurgia
terapêutica de trombólise precoce aos usuários do
SUS. Ressalta-se que este serviço ainda não é ofertado
em hospitais públicos de PE.
A assistência obstétrica de alta complexidade já é
realizada, uma vez que o Hospital das Clínicas faz
parte da rede de referência em parto de alto risco para
o Estado de Pernambuco. Atende a uma demanda,
prioritariamente regulada pela Central de Regulação
de Leitos da SES, embora também receba a demanda
Obstetrícia
espontânea e assegure o parto para todas as gestantes
Referência
que fazem o acompanhamento pré-natal no hospital,
Hospitalar
sendo este acompanhamento exclusivamente para
Atendimento
gestantes de alto risco. Atualmente, a urgência
Terciário
obstétrica está localizada fisicamente no 4º andar do
Gestação de Alto
hospital, onde funcionam o acolhimento, a
Risco
em
a
classificação de risco, a expectação, o bloco cirúrgico
obstétrico e a RPA. Planeja-se, após a abertura da
Unidade de Emergência, a transferência da urgência
obstétrica para este novo setor, reservando a área
atualmente utilizada para as etapas de expectação,
parto e pós-parto.
Na linha traumatológica, o HC funcionará como
unidade de suporte à rede estadual para atender à
demanda semi-eletiva de alta complexidade em
traumato-ortopedia tanto no que se refere ao tipo de
Traumatologia
procedimento quanto ao perfil do paciente. Em
particular, para aquele que apresente co-morbidades
para as quais o HC também está estruturado para o
atendimento, por ofertar leitos de internação e meios
diagnósticos e terapêuticos nas mais diversas
Unidade
de
Assistência
de
Alta
Complexidade em
TraumatoOrtopedia
56
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
especialidades.
LINHAS DE CUIDADOS COM IMPORTÂNCIA REGIONAL
ESPECIALIDADE(S)
ESTRATÉGIAS
HABILITAÇÃO
Nas especialidades de oftalmologia e
otorrinolaringologia, a Unidade de Emergência
atenderá à livre demanda, compreendendo que são
especialidades com portas de entrada de urgência
Oftalmologia e
Otorrinolaringologia
restritas no Recife e Região Metropolitana e que
apresentam grande capacidade de resolução no
Córnea/Esclera
ambiente da emergência, com baixos índices de
internação. Serão as únicas especialidades que não
terão a exigência de atendimento exclusivamente
referenciado e regulado, desde que não sejam
demandas de lesões associadas.
Fonte: DITEC
Com o perfil apresentado, estima-se que a Unidade de Emergência realizará,
em média, de 150-180 atendimentos/dia. As estratégias acima apresentadas
precisarão ser pactuadas com os gestores locais da saúde, quais sejam, Secretaria
Estadual de Saúde de Pernambuco e Secretaria Municipal de Saúde do Recife. Em
2012, a proposta de modelo de funcionamento da Unidade de Emergência do HC foi
apresentada para a SES, tendo havido a concordância da gestão. Foi acordado que o
atendimento de urgência oftalmológica de porta aberta deverá ser pactuado em CIB
(Comissão Intergestores Bipartite) quando tiver a previsão de abertura da Unidade.
Além da pactuação das estratégias, outras ações igualmente importantes serão
indispensáveis para viabilizar a abertura e funcionamento da Unidade de Emergência
do HC. No Quadro 6, essas ações estão elencadas.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Quadro 6: Ações para abertura e funcionamento da Unidade de Emergência do HC.
HC-UFPE, 2013.
AÇÕES
ATIVIDADES
Será necessário viabilizar a reestruturação/ampliação de setores de
retaguarda, notadamente: 1 - Unidades de Apoio Diagnóstico e
Reestruturação/ampliação
Terapêutico (Unidade de Laboratório, Unidade de Imagem, Unidade
de setores de retaguarda
de Hemodinâmica, Agência Transfusional, Bloco Cirúrgico); 2 – Leitos
de Terapia Intensiva (Adulto, Pediátrico e Coronariana); 3 – Leitos de
Enfermaria.
Realização de concurso público para contratação de pessoal para
lotação na Unidade de Emergência e Unidades de Retaguarda. O
Contratação de pessoal
dimensionamento de pessoal deverá ser gradativo em função do ritmo
de estruturação física (reforma/ampliação) dos diversos setores
envolvidos.
Em função do alto nível de complexidade que representa a
implementação do funcionamento pleno desta unidade, até mesmo
pela necessidade de reestruturação e abertura de novos leitos de
terapia intensiva (adulto, pediátrica e coronariana) e reabertura dos
leitos de enfermarias, planeja-se instalar a Unidade de Emergência em
duas etapas:
Etapa 1: Especialidades médicas básicas: clínica médica, cirurgia
geral, pediatria, obstetrícia; Específicas: oftalmologia,
otorrinolaringologia, cardiologia, anestesiologia, vascular, urologia e
Etapas de implementação
cirurgia pediátrica; Serviços/setores de suporte: unidade neonatal
e funcionamento
(neonatologista para atender a esta unidade e à sala de parto),
hemodinâmica (cardiologia intervencionista), abertura da unidade
coronariana, terapia intensiva adulto, bloco cirúrgico central, bloco
cirúrgico obstétrico, endoscopia e radiologia;
Etapa 2 (após o estabelecimento do Plano Diretor do
hospital): Especialidades médicas específicas: neurologia,
neurocirurgia e traumatologia; Serviços/setores de suporte: ampliação
da unidade de hemodinâmica (instituindo o plantão também para
endovascular), ampliação da unidade de terapia intensiva adulto,
abertura da unidade de terapia intensiva pediátrica.
Fonte: DITEC
58
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Importante destacar que grande parte dos equipamentos necessários ao
funcionamento da Unidade de Emergência foi adquirida desde 2010 com recursos do
MS, específicos para o projeto da urgência. A maioria desses equipamentos,
sobretudo os eletrônicos, foi disponibilizada para uso em outros setores do hospital
por orientação da CGU (Controladoria Geral da União) e por risco de apresentarem
defeito por desuso. Além do uso dos equipamentos, uma parte da área da Emergência
está sendo utilizada, dando vida ao espaço. O Hospital-dia oferece atendimento aos
pacientes que fazem uso de drogas imunorreguladoras, imunossupressoras e de
hemotransfusões nas especialidades de reumatologia, gastroenterologia e nefrologia.
A sala de estabilização funciona ao lado do Hospital-dia e dá suporte às
intercorrências de pacientes ambulatoriais ou de funcionários. Parte da Unidade de
Emergência também está sendo usada pelo Serviço de Oftalmologia.
Em relação à execução da reforma das áreas anteriormente destinadas ao SPA
e ao SAME, e que agora se refere à Unidade de Emergência, ela foi realizada nos anos
de 2010 e 2011. Entretanto, após inspeção técnica da CCIH do hospital para avaliação
da estrutura da Unidade, foram identificadas necessidades de adequações de modo a
atender às novas regulamentações da ANVISA. Essas inconsistências aconteceram
em função de o projeto ter sido elaborado e aprovado em 2005, antes das atuais
exigências observadas pela CCIH. Todos os setores da Unidade de Emergência e as
intervenções que serão necessárias estão mapeados.
O Hospital das Clínicas participa do Projeto Boa Visão, promovido pelo
Governo do Estado de Pernambuco, e por isso se trata também de uma ação
assistencial estratégica. O projeto visa, através da oferta de consultas oftalmológicas e
óculos aos educandos e educadores das escolas da Rede Estadual de Saúde em todo o
estado de Pernambuco, qualificar ou melhorar o processo ensino/aprendizado. Desde
2011 o HC foi contratado pela SES como prestador desse serviço, tendo como área
primordial de atendimento a Iª Regional de Saúde.
O Serviço de Oftalmologia do HC participou ativamente desde o momento da
concepção do projeto, apoiando tecnicamente a criação de protocolos de triagem,
modelo de treinamento de triadores e elaboração de formulários, até o momento da
realização de consultas e exames básicos. O HC teve importante papel de apoio
técnico para a SES na fase de planejamento do Projeto Boa Visão.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
O Hospital das Clínicas dimensionou sua capacidade de oferta em 15
vagas/dia, exclusivamente para a realização de consultas e exames básicos no âmbito
do Projeto Boa Visão. O Contrato de prestação de serviços entre o HC e a SES foi
assinado em 2011, e os atendimentos foram iniciados no ano seguinte, em 2012.
Quando forem iniciados os atendimentos por meio do Projeto Olhar Brasil do MS,
através do uso dos Consultórios Itinerantes de Oftalmologia, as consultas realizadas
no Projeto Boa Visão, de nível estadual, deverão ser incorporadas no Projeto Olhar
Brasil, de âmbito nacional.
O terceiro programa estratégico assistencial é o da Rede Cegonha. Ele tem
como foco a atenção obstétrica e neonatal. O programa é considerado como estratégia
prioritária do MS, tendo o HC firmado a sua contratualização ao programa em 2011.
O processo de planejamento para a execução das ações da Rede foi construído a partir
da realização de oficinas, com a participação de 33 setores do hospital. O produto dos
encontros foi um relatório constando todo o diagnóstico e as propostas de soluções a
curto, médio e longo prazo em relação às necessidades de reforma, ampliação,
construção, aquisição de equipamentos e ambientação dos setores UTI/UCI
Neonatal, Centro Obstétrico, Alojamento conjunto, Casa da Gestante e Enfermaria
Canguru.
60
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
AÇÕES ADMINISTRATIVAS
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
5 ADMINISTRAÇÃO
5.1 Força de Trabalho
O Hospital das Clínicas possui em seu Quadro de recursos humanos
colaboradores com vínculos distintos: RJU, terceirizados e requisitados. Desse
conjunto, subtraem-se os servidores do HC cedidos a outros órgãos. Até 2010 o
hospital contava ainda com profissionais contratados via Oscip, o que foi findado a
partir de ordem judicial que obrigou o MEC a realizar concurso público para o HC a
fim de substituir aquele tipo de contratação irregular. Pouco mais de 420
colaboradores tinham o seu vínculo pela Oscip.
Apesar da realização do concurso, ele apenas contemplou a substituição dos
contratos via Oscip. Sendo assim, o déficit de recursos humanos existente no hospital
não foi solucionado. Tal cenário perdura até hoje, conforme já informado no item
2.2.5 deste relatório.
Importante mais uma vez ressaltar que o MEC e o MPOG (Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão) informaram por meio de ofícios enviados à
reitoria da UFPE que a recomposição da força de trabalho dos hospitais
universitários está sob a responsabilidade da Ebserh.
Atualmente a Quadro de pessoal do HC totaliza 2.080 colaboradores dos
diversos vínculos, e sua distribuição está apresentada no Gráfico 2.
Gráfico 2: Força de trabalho segundo vínculo trabalhista. HC-UFPE, 2013.
41 22
2% 1%
412
20%
RJU
TERCEIRIZADOS
1605
77%
CEDIDOS
REQUISITADO
TOTAL = 2.080
Fonte: DAC/Coord. Gestão de Pessoas.
62
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Legenda:
RJU
|
Regime Jurídico Único | Consolidação das Leis do Trabalho/MEC | Ministério da
CLT/MEC
|
Educação/Contrato Temporário da União
MEC/CTU
Terceirizados
Pessoal contratado por meio de terceirização
Cedido
Em exercício de cargo em comissão ou função de confiança, ou para atender situações
previstas em leis específicas, em outro órgão ou entidade dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, sem alteração da lotação no órgão de
origem.
Requisitado
Transferência do exercício do servidor ou empregado, sem alteração da lotação no
órgão de origem e sem prejuízo da remuneração ou salário permanentes, inclusive
encargos sociais, abono pecuniário, gratificação natalina, férias e adicional de um
terço.
Para minimizar o déficit de profissionais e melhor aproveitar as competências
dos
servidores
públicos,
a
gestão
desenvolveu,
progressivamente
com
a
Coordenadoria de Gestão de Pessoas, estudo a fim de contratar cargos que possam
ser terceirizáveis em função da extinção deles na carreira pública. Os principais
contratos existentes no hospital incluem cargos de copeiro, telefonista, agente de
portarias, motorista, auxiliar operacional de serviços diversos, maqueiro, operador de
máquinas, auxiliar de higienização e diversos cargos da área de manutenção predial.
Importante destacar que a gestão envidou esforços para aperfeiçoar os contratos já
existentes, a exemplo do contrato de higienização e manutenção. Esses contratos
foram melhorados a fim de aumentar o quantitativo de profissionais e a qualificação
de suas contratações. A partir do estudo desenvolvido, novas solicitações foram
encaminhadas para a Coordenadoria de Planejamento e Controle de Material para
dar início ao processo licitatório para contratação de novos cargos, tais como
contínuo, recepcionista, costureira, técnico de ótica e digitador, além da ampliação de
vagas de cargos já existentes.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
5.2 Informações Financeiras
O Hospital das Clínicas, quando recebido por esta gestão, apresentava um
cenário financeiro insuficiente para atender a todas às necessidades do hospital. Um
trabalho conjunto de diretorias melhorou significativamente o Quadro financeiro do
HC. Por meio de negociações para a atualização da Contratualização com a Secretaria
Estadual de Saúde, apresentada no item 2.1, e o trabalho de melhoria dos indicadores
do hospital, o que possibilitou sua subida do 23º para o 7º hospital universitário no
ranking nacional (item 2.2.1), trouxeram lastro financeiro suficiente para investir em
maior abastecimento, melhorias na infraestrutura e compra de novos equipamentos.
O Gráfico 3 demonstra a evolução financeira do hospital durante esta gestão.
Importante destacar que os dados apresentados referentes ao ano de 2013, em todos
os Gráficos que serão mostrados nesta seção financeira, contemplam recursos apenas
do primeiro semestre do ano corrente.
Observa-se que os recursos de capital descentralizados pelo Rehuf são de
relevante importância para o hospital, em especial, para a compra de equipamentos.
Em relação aos investimentos na infraestrutura, a gestão conviveu com a dificuldade
de não dispor de equipe técnica para o desenvolvimento de projetos, inviabilizando as
melhorias tão necessárias nesse sentido. Por essa razão, a gestão optou por não
investir em muitos projetos simultâneos, tendo solicitado apenas os dois
apresentados no item 2.5, o do PET-CT e o da Cardiologia. Além dos projetos
pleiteados por esta gestão, a administração executou os conquistados pela gestão
anterior. No entanto, não foi possível executar todos os projetos. Uma parte deles
esbarrou na falta de equipe de infraestrutura, outros não tiveram sequer a liberação
dos recursos orçamentários ou financeiros para a abertura de processo licitatório.
Ressaltamos que esses recursos não executados não foram considerados nos Gráficos
financeiros que serão apresentados a seguir.
O Gráfico 4 representa o orçamento executado por tipo de recurso. O recurso
corrente é utilizado para despesas corriqueiras da instituição, como abastecimento,
manutenção e contratos terceirizados. O recurso de capital é aplicado em
investimentos, ou seja, realização de obras e compra de bens. Observa-se que este
último recurso é bastante escasso. A instituição recebe financiamento suficiente para
manter seus custos operacionais, mas as verbas para investimentos são bastante
64
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
limitadas, o que exige um planejamento mais detalhado, além de sua execução
também ser mais complexa, por se tratar de aquisições não rotineiras.
O Gráfico 5 demonstra como as despesas foram distribuídas entre esses dois
tipos de recursos. Já os Gráficos 6 e 7 mostram como essas despesas estão
distribuídas por tipo de gasto. No Gráfico 6, observa-se que no ano de 2011 houve um
salto no abastecimento do hospital. Nesse ano, foram inseridos materiais de alto
custo e tecnologia, a exemplo de stent farmacológico, curativos à vácuo e ampliação
da aquisição de insumos para videocirurgias, beneficiando pacientes assistidos e o
treinamento dos estudantes, em especial dos residentes.
Em 2012, houve uma queda acentuada dos gastos do hospital. Esse declínio
foi caracterizado pelo período de greve. Em função da diminuição no ritmo de
trabalho dos servidores, o nível de compra de materiais também foi desacelerado. No
Gráfico 6, observa-se ainda que as duas maiores despesas do hospital é em
abastecimento de material hospitalar e em pagamento de contratos terceirizados.
O Gráfico 7 apresenta a distribuição dos recursos de capital por tipo de
despesa. Percebe-se que o investimento em obras é muito baixo, apesar das
necessidades gritantes de infraestrutura do hospital. Isso se dá, como dito
anteriormente, a ausência de equipe de infraestrutura no hospital para a elaboração
de projetos e acompanhamento das obras. No item 2.2.2, informamos que o Rehuf
disponibilizou recursos para reformas, todavia, não atendemos aos requisitos
exigidos para o uso do recurso, inviabilizando a execução das obras. As intervenções
na infraestrutura do hospital serão detalhadas no item 5.3 . Em relação à renovação
do parque tecnológico, o Gráfico 7 demonstra que o investimento foi crescente. Sobre
os equipamentos adquiridos nesta gestão, os detalhes serão apresentados no item 5.4.
Finalizando os dados financeiros, ressaltamos que esta gestão recebeu o HC
com uma dívida, em dezembro de 2007, no valor de R$ 1.831.493,59 (um milhão,
oitocentos e trinta e um mil, quatrocentos e noventa e três reais e cinquenta e nove
centavos). Em setembro de 2013, a gestão passa a administração do hospital com
recursos na ordem de R$ 27.083.328,47 (vinte e sete milhões, oitenta e três mil,
trezentos e vinte e oito reais e quarenta e sete centavos), sendo R$ 19.245.557,47
(dezenove milhões, duzentos e quarenta e cinco mil, quinhentos e cinquenta e sete
reais e quarenta e sete centavos) de custeio e R$ 7.837.771,00 (sete milhões,
oitocentos e trinta e sete mil, setecentos e setenta e um reais) de recursos de capital.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Gráfico 3: Evolução financeira por fonte de recursos. HC-UFPE, 2013.
Evolução Financeira por Fonte de Recurso - 2207 a 2013
70.000.000,00
60.000.000,00
Valores em R$
50.000.000,00
40.000.000,00
30.000.000,00
20.000.000,00
10.000.000,00
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
SUS (FNS + Epidemiologia)
31.040.159,41
27.624.724,99
33.139.556,79
29.795.527,39
34.635.524,63
31.904.920,35
41.981.723,81
MEC
2.271.861,65
3.762.118,68
4.638.985,39
4.461.382,21
5.024.444,02
1.868,37
-
REHUF (MEC + FNS)
-
-
-
4.794.288,13
21.488.909,39
16.211.447,42
2.947.822,53
HC (Próprios + Tesouro)
-
-
57.496,01
916.636,32
114.589,26
5.833,48
5.948.479,00
UFPE (Próprio + Tesouro)
527.464,81
1.343.639,99
334.061,46
79.105,85
1.118.089,54
2.670.843,24
121.077,54
-
1.131.500,00
3.000.000,00
1.945.118,07
-
-
-
33.839.485,87
33.861.983,66
41.170.099,65
41.992.057,97
62.381.556,84
50.794.912,86
50.999.102,88
Projetos
TOTAL
Fonte: DAC/Coordenadoria de Orçamento e Finanças.
Nota: Os dados de 2013 são referentes ao primeiro semestre do ano.
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Gráfico 4: . Orçamento executado por tipo de recurso. HC-UFPE, 2013.
Orçamento Executado por Tipo de Recurso - 2007 a 2013
140.000.000,00
120.000.000,00
100.000.000,00
Valores em R$
66
80.000.000,00
60.000.000,00
40.000.000,00
20.000.000,00
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
TOTAL
33.839.485,87
33.861.983,66
41.170.099,65
41.992.057,97
62.381.556,84
50.794.912,86
55.698.718,88
Capital
308.749,23
2.798.801,25
3.521.498,18
3.586.890,40
7.420.336,85
7.615.136,15
9.915.328,58
33.530.736,64
31.063.182,41
37.648.601,47
38.405.167,57
54.961.219,99
43.179.776,71
45.783.390,30
Corrente
Fonte: DAC/Coordenadoria de Orçamento e Finanças.
Nota: Os dados de 2013 são referentes ao primeiro semestre do ano.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Gráfico 5: Distribuição das despesas por tipo de recurso. HC-UFPE, 2013.
Distribuição das Despesas por Tipo de Recurso - 2007 a 2013
140.000.000,00
120.000.000,00
Valores em R$
100.000.000,00
80.000.000,00
60.000.000,00
40.000.000,00
20.000.000,00
-
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
TOTAL
32.889.130,45
33.861.343,80
37.766.161,23
42.049.714,56
62.373.556,71
50.742.659,97
24.619.871,40
Capital
144.134,25
2.792.372,68
521.498,18
3.586.890,40
7.420.336,85
7.615.136,15
1.214.512,58
32.744.996,20
31.068.971,12
37.244.663,05
38.462.824,16
54.953.219,86
43.127.523,82
23.405.358,82
Corrente
Fonte: DAC/Coordenadoria de Orçamento e Finanças.
Nota: Os dados de 2013 são referentes ao primeiro semestre do ano.
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Gráfico 6: Recursos corrente por tipo de despesa.
Recursos Corrente por Tipo de Despesa - 2007 a 2013
30.000.000,00
25.000.000,00
Material Hospitalar
Gêneros Alimentícios
20.000.000,00
Valores em R$
68
Rouparia/Esterilização
Manutenção
15.000.000,00
Capacitação
Outros Consumo
10.000.000,00
TI
Serviços Terceiros
5.000.000,00
Terceirizados
Concessionárias
-
Tributos
2007
2008
2009
2010
Ano
Fonte: DAC/Coordenadoria de Orçamento e Finanças. HC-UFPE, 2013.
Nota: Os dados de 2013 são referentes ao primeiro semestre do ano.
2011
2012
2013
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Legenda – Gráfico 6:
Material Hospitalar
Medicamentos, material médico-hospitalar, laboratório, material farmacológico
Gêneros Alimentícios
Materiais e serviços
Rouparia e Esterilização
Material químico, material de cama, mesa e banho, e aviamentos, serviço de confecção
Manutenção
Material para manutenção de bens móveis e imóveis, material elétrico e eletrônico
Capacitação
Diárias, passagens, serviço de treinamento e seleção, inscrições em congressos e conferências
Outros Consumo
Combustíveis, gases, material de expediente, material e acondicionamento e embalagem, material de copa e cozinha,
material de limpeza, material de proteção e segurança, material para áudio, vídeo e foto, material para veículo,
material para gráfica, ferramentas, pagamento de consumo de exercícios anteriores.
TI
Material e serviço de processamento de dados, manutenção de software.
Serviços Terceiros
Serviços técnicos de manutenção de bens móveis diversos, locação e manutenção de máquinas e equipamentos,
manutenção de veículos, serviços Gráficos, fretes, incineração, coleta de lixo, água de diálise, refrigeração.
Terceirizados
Contratação de profissionais de apoio e técnico. Contratos de manutenção, limpeza e cargos de apoio (copeiro,
motorista, AOSD, operador de máquina, agente de portaria, telefonista).
Concessionárias
Celpe, Compesa, empresas de telecomunicações fixa e móvel.
Tributos
Contribuições previdenciárias referente a serviços de terceiros
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Gráfico 7: Recursos capital por tipo de despesa. HC-UFPE, 2013.
Recursos Capital por Tipo de Despesa - 2007 a 2013
7.000.000,00
6.000.000,00
5.000.000,00
Valores em Reais
70
Obras
4.000.000,00
Equipamentos Médico-hospitalar
Equipamentos de TI
3.000.000,00
Mobiliários
2.000.000,00
Veículos
Outros MP
1.000.000,00
2007
2008
2009
2010
Ano
Fonte: DAC/Coordenadoria de Orçamento e Finanças
Nota: Os dados de 2013 são referentes ao primeiro semestre do ano.
2011
2012
2013
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Legenda - Gráfico 7:
Obras e Instalações
Reformas e construções
Equipamentos MH
Equipamentos médico-hospitalares e laboratoriais
Equipamentos TI
Equipamentos de Tecnologia de Informação de processamento de dados e software.
Mobiliários
Mesas, cadeiras, estação de trabalho
Veículos
Carro passeio, ambulância
Outros MP
Outros Materiais Permanente: aparelhos de medição, de comunicação, aparelhos e utensílios
domésticos, máquinas e equipamentos energéticos, ferramentas, equipamentos hidráulicos e
elétricos, equipamentos para áudio, vídeo e foto.
72
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
5.3 Obras e Reformas
O Hospital das Clínicas da UFPE possui grande dificuldade para realizar obras
e reformas, em virtude da falta de equipe técnica especializada como já informado
neste relatório. Apenas duas grandes obras foram realizadas via projeto por esta
gestão. A primeira, realizada em 2010, foi a da construção da Emergência. O
projeto do Ministério da Saúde custou R$ 1.055.800,00 ( um milhão, cinquenta e
cinco mil e oitocentos reais). A segunda obra, em 2011, foi a da construção do PETCT. Ela foi custeada com recursos da UFPE no valor de R$ 781.696,14 ( setecentos e
oitenta e um mil, seiscentos e noventa e seis reais e catorze centavos). Nesse mesmo
ano, apesar das limitações técnicas, mas, em função das necessidades eminentes de
reformas na infraestrutura do hospital, a gestão optou por fazer a compra de
materiais e utilizar os profissionais da empresa terceirizada de manutenção para a
realização das reformas emergências. As áreas que sofreram intervenções físicas
foram a Cirurgia Ambulatorial, Unidade de Imagem, SAME e Bloco
Cirúrgico Central. Ainda em 2011, o hospital recebeu recursos pelo Rehuf para as
reformas das enfermarias, entretanto, as obras não puderam ser executadas por falta
de pessoal técnico para elaboração dos projetos, conforme já informado no item
2.2.2.
Em 2012, mais uma reforma foi iniciado com o trabalho da empresa
terceirizada de manutenção: a sala da Ressonância Magnética. As intervenções
físicas e elétricas foram concluídas, restando pendente a parte de climatização que já
se encontra em processo de licitação. O equipamento está disponível no hospital
desde 2011, adquirido pelo programa Rehuf pelas compras compartilhadas.
É importante destacar a importância de se viabilizar uma solução quanto à
formação de uma equipe de infraestrutura no hospital para atender às constantes
demandas de obras e reformas. Áreas como a UTI adulto, Unidade Coronariana, UTI
pediátrica, Enfermarias, Centro Obstétrico, Farmácia, Almoxarifado, UPA, Agência
Transfusional, Laboratório, Fisioterapia, Ambulatórios e as fachadas do hospital
carecem de intervenções. Além dessas adequações, novas instalações precisam ser
construídas, a exemplo da casa da gestante, radioterapia, edifício garagem, bloco
administrativo, heliponto e o centro de atendimento em oftalmologia e
otorrinolaringologia.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Por fim, informamos a situação do projeto de modernização dos
elevadores do Hospital das Clínicas. O projeto iniciado em 2011 necessitou passar
por
inúmeras
alterações.
Isso
porque
as
empresas
convocadas
para
o
desenvolvimento do projeto de modernização apresentavam divergências e
dificuldades para a sua elaboração. Outra dificuldade foi o fato de poucas empresas
desse ramo trabalharem com serviço público, o que impedia o pagamento por nota de
empenho. Ademais a falta de profissionais especializados no Quadro do hospital, tais
como engenheiro mecânico e engenheiro civil, retardaram a aprovação do projeto e
consequentemente a realização da licitação, tendo em vista a complexidade de tal
procedimento. Após o registro do projeto no CREA, o termo de referência e edital,
contendo todas as exigências legais, está na fase final de elaboração para submissão
do processo à Procuradoria da UFPE. A previsão é de que na segunda quinzena deste
mês de setembro a licitação seja realizada para o início das obras.
5.4 Equipamentos
O Hospital das Clínicas investiu, nesta gestão, um total de R$ 21.604.015,52 (
vinte e um milhões, seiscentos e quatro mil, quinze reais e cinquenta e dois centavos)
em materiais permanentes, o que inclui equipamentos médico-hospitalares,
aparelhos e materiais médico-hospitalares e materiais permanente diversos. A Tabela
15 apresenta o consolidado dos recursos investidos por ano e por tipo de
equipamentos e materiais. As Tabelas 16, 17 e 18 apresentam o detalhamento dos
materiais adquiridos.
74
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Tabela 15: Consolidado dos investimentos em equipamentos e materiais
permanentes. HC-UFPE, 2013.
EQUIPAMENTOS
ANO
MÉDICOHOSPITALAR
APARELHOS E
MATERIAIS
MÉDICOHOSPITALAR
OUTROS
MATERIAIS
TOTAL POR ANO
PERMANENTES
2007
12.368,00
22.116,69
31.525,61
66.010,30
2008
1.121.392,19
307.790,00
158.334,91
1.587.517,10
2009
340.923,38
122.270,10
58.304,70
521.498,18
2010
1.838.246,00
265.302,91
1.483.411,51
3.586.960,42
2011
5.427.701,41
427.661,34
731.825,06
6.587.187,81
2012
2.201.168,00
3.784.037,83
1.615.123,30
7.600.329,13
2013
1.160.000,00
54.512,58
-
1.214.512,58
12.101.798,98
4.983.691,45
4.078.525,09
21.604.015,52
TOTAL POR TIPO
DE EQUIPAMENTO/
MATERIAL
Fonte: DAC/Coordenadoria de Orçamento e Finanças.
Tabela 16: Equipamentos Médico-hospitalares. HC-UFPE, 2013.
DESCRIÇÃO
QTD
VALOR TOTAL
(R$)
ANO 2007
Eletrocardiógrafo 3 canais
1
4.800,00
Laringoscópio adulto c/ 6 lâminas
2
1.249,00
Oxímetro de pulso portátil
2
6.319,00
TOTAL
12.368,00
ANO 2008
Carro de anestesia
5
327.500,00
Carro de emergência
5
11.750,00
Carro de emergência
2
4.700,00
Desfibrilador cardíaco Heartstart XL
2
32.000,00
Desfibrilador cardíaco Instramed
1
4.849,00
Desfibrilador cardíaco Instramed
1
4.849,00
Desfibrilador cardíaco Philips XL
2
38.600,00
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Eletrocardiógrafo digital portátil
1
4.997,98
Eletrocardiógrafo digital portátil
1
3.796,00
Eletroencefalógrafo digital
1
25.000,00
Eletroestimulador neuromuscular
1
49.999,99
Micrótomo rotativo alta performance
1
19.765,22
Monitor multiparâmetro GE
4
53.196,00
Monitor multiparâmetro GE
1
13.299,00
Raio-X fixo
1
44.800,00
Raio-X portátil
4
178.000,00
Ultrasson c/ Doppler
1
97.500,00
Ventilador eletrônico microprocessado
1
30.990,00
Videocolonoscópio GF-Q150L
1
54.000,00
Videoduodenoscópio TJ-150
1
73.800,00
Videogastroscópio GIF-Q150
1
48.000,00
TOTAL
1.121.392,19
ANO 2009
Endoscópio rígido Hopkins 30cm
1
15.042,24
Endoscópio rígido Hopkins 30cm
1
15.042,42
Endoscópio rígido Hopkins 31cm
1
16.156,80
Monitor multiparâmetro
2
15.040,00
Ressectoscópio
1
19.141,92
Ultrasson c/ Doppler
1
120.000,00
Ultrasson c/ eco
1
103.500,00
Ventilador eletrônico Microprocessado
1
37.000,00
TOTAL
340.923,38
ANO 2010
Audiômetro, 2 canais
1
29.500,00
Controlador central Wlan
1
40.000,00
Eletrocardiógrafo 3 canais
2
6.356,00
Eletrocardiógrafo digital portátil
2
6.356,00
Esteira ergométrica
2
141.848,00
Máquina para hemodiálise
6
222.000,00
Máquina para hemodiálise
7
259.000,00
Máquina para hemodiálise
1
38.300,00
Máquina para hemodiálise
2
76.600,00
Mesa Cirúrgica
1
19.994,00
Monitor Multiparâmetro
7
174.993,00
76
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Monitor Multiparâmetro
4
104.000,00
Monitor Multiparâmetro
1
26.000,00
Oliva, otoemissões c/ notebook
1
42.000,00
Ótica, tamanho 5mm, angulacao 30º
1
9.700,00
Processadora radiológica, r-x e mamog.
1
18.500,00
Raio-X Fixo
1
69.499,00
Raio-X Fixo
1
90.000,00
Ultrasson c/ eco
1
123.800,00
Ultrasson c/ eco
1
123.800,00
Urétero Renoscópio semi-rígido
1
35.000,00
Ventilador eletrônico Microprocessado
2
82.000,00
Ventilador eletrônico Microprocessado
2
99.000,00
TOTAL
1.838.246,00
ANO 2011
Analisador de gases metabólicos
1
52.500,00
Aparelho p/ litotripsia, intracorpóreo
1
60.000,00
Arco Cirúrgico
1
160.800,00
Câmara freezer p/ hemocomponentes
1
27.390,00
Cardiotocógrafo c/ foco transmissor
1
12.000,00
Carro de Anestesia
10
695.000,00
CR Multidetector
2
183.184,00
Craniótomo pneumático completo
1
34.350,00
Craniótomo pneumático completo
1
30.568,77
Densitômetro ósseo de corpo inteiro
1
124.500,00
Eletrocardiógrafo digital portátil
5
19.500,00
Endoscópio rígido Hopkins 19cm
1
13.060,44
Endoscópio rígido Hopkins 19cm
1
13.894,20
Endoscópio rígido Hopkins 30cm
2
29.000,00
Flat Detector 18x24
18
8.100,00
Flat Detector 18x24 mamo
12
8.400,00
Flat Detector 24x30
18
11.700,00
Flat Detector 24x30 mamo
6
4.794,00
Flat Detector 35x43
44
52.800,00
Foco Cirúrgico de Teto
5
92.950,00
Impressora Dry
1
12.500,00
Mamografia Convencional
1
92.280,00
Mesa Cirúrgica
2
64.000,00
Mesa Cirúrgica
2
36.300,00
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Micrótomo criostato
Monitor Multiparâmetro
1
44
65.100,00
244.200,00
Processador de tecido automático
1
52.500,00
Raio-X Fixo
1
390.500,00
Raio-X portátil
1
69.900,00
Ressonância Magnética
1
1.605.000,00
Ultrasson c/ Doppler
1
57.690,00
Ultrasson c/ eco
2
218.000,00
Ventilador eletrônico Microprocessado
24
738.240,00
Videobroncoscópio eletrônico completo
1
64.000,00
Workstation 3 Mpixel
4
56.000,00
Workstation 5 Mpixel
2
27.000,00
TOTAL
5.427.701,41
ANO 2012
Bomba de infusão
30
174.000,00
Cardioversor desfibrilador
6
62.640,00
Cardioversor desfibrilador
1
10.440,00
Desfibrilador cardíaco
2
21.260,00
Desfibrilador cardíaco
2
21.260,00
Endoscópio rígido Hopkins 19cm
2
25.980,00
Endoscópio rígido Hopkins 25cm
1
14.999,00
Endoscópio rígido Hopkins 30cm
1
12.200,00
Endoscópio rígido Hopkins 30cm
2
16.600,00
Equipamento de Eletroconvulsoterapia
1
75.800,00
Máquina unitarizadora de doses
1
95.999,00
Microscópio cirúrgico
1
235.000,00
Microscópio cirúrgico p/ ORL
1
345.000,00
Sistema de avaliação Cardiológica Holter
1
49.150,00
Urétero Renoscópio rígido
2
32.840,00
Videobroncoscópio eletrônico completo
1
145.000,00
Videoecoendoscópio
1
863.000,00
TOTAL
2.201.168,00
ANO 2013
Angiógrafo
TOTAL
Fonte: DAC/Coordenadoria de Orçamento e Finanças.
1
1.160.000,00
1.160.000,00
78
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Tabela 17: Aparelhos e Materiais Médico-hospitalares. HC-UFPE, 2013.
DESCRIÇÃO
QTD
V. TOTAL (R$)
ANO 2007
Aparelho pressão c/ mercúrio
4
1.100,00
Aparelho pressão tipo aneróide
3
347,70
Balança antropométrica adulto
2
2.106,00
Cadeira de rodas
1
1.200,00
Cadeira de rodas higiênica
1
250,00
Cama hospitalar com estrado articulado Fowler
11
12.100,00
Carro auxiliar p/ materiais médicos
1
1.200,00
Estetoscópio p/ adulto
10
990,00
Foco de luz p/ procedimento ambulatorial
1
250,00
Glicosímetro digital
3
237,00
Maca p/ pacientes
2
1.504,00
Oftalmoscópio
1
612,00
Otoscópio clínico
1
219,99
TOTAL
22.116,69
ANO 2008
Autoclave horizontal microprocessadora vapor saturada alta
1
188.500,00
1
16.100,00
Cama Hospitalar
32
80.000,00
Cama hospitalar tipo Fowler
4
20.000,00
Serra elétrica p/ gesso, hospitalar
1
1.190,00
Sistema de osmose reversa
1
2.000,00
temperatura
Bisturi eletrônico Wem
TOTAL
307.790,00
ANO 2009
Aparelho pressão adulto
20
1.300,00
Aparelho pressão adulto
20
829,80
Aparelho pressão obeso
5
350,00
Aspirador cirúrgico portátil 2L
1
1.700,00
Autoclave vertical 135L
1
6.110,00
Autoclave vertical 225L
1
8.800,00
Bisturi Wem
4
64.400,00
Bomba injetora de contrastes
1
32.990,00
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Cadeira de rodas
2
440,00
Cadeira de rodas higiênica
1
134,00
Detector fetal – sonar de mesa
1
343,90
Detector fetal – sonar portátil
2
536,00
Detector fetal – sonar portátil
1
270,00
Divisória tipo biombo hospitalar
1
130,00
Escada 2 degraus
14
966,00
Estufa microbiológica 150L
1
2.314,00
Negatoscópio
1
545,40
Suporte p/soro
2
111,00
TOTAL
122.270,10
ANO 2010
Aparelho pressão adulto
20
939,60
Aparelho pressão adulto
3
105,03
Aparelho pressão adulto
6
190,80
Aparelho pressão adulto
27
945,27
Aparelho pressão adulto
2
70,02
Aparelho pressão adulto
28
980,28
Aparelho pressão adulto
2
70,02
Aparelho pressão infantil
10
318,00
Aparelho pressão infantil
10
405,50
Aparelho pressão infantil
10
520,00
Aparelho pressão infantil
25
1.013,75
Aparelho pressão obeso
2
94,00
Aparelho pressão obeso
10
620,00
Aparelho pressão obeso
5
310,00
20
876,00
Balança antropométrica
2
1.616,00
Balança digital pedriática
2
1.100,00
Berço hospitalar c/ cúpula acrílico
30
14.100,00
Biombo 3 faces
10
1.198,00
Bisturi elétrico
1
8.670,00
Cadeira de rodas
5
6.295,00
Cadeira de rodas
5
4.500,00
Cadeira oftalmológica em aço
2
5.600,00
Cama Hospitalar
45
73.485,00
Aparelho pressão tipo aneróide
Carro para curativo
1
498,00
80
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Carro para curativo
1
417,94
Cilindro de oxigênio
3
3.348,00
Colposcópio
2
27.200,00
Conjunto de bisturi alta frequência 4,0 mhz
1
4.350,00
Detector fetal – sonar portátil
2
500,00
Escada 2 degraus
70
3.091,20
Estetoscópio p/ adulto
10
289,00
Estetoscópio p/ adulto
17
425,00
Fotóforo
4
5.640,00
Microscópio biológico trinocular
4
26.000,00
Nasofibroscópio
1
17.349,00
Negatoscópio
10
3.780,00
Otoscópio clínico
10
3.200,00
Poltrona reclinável
16
32.000,00
Suporte para infusão
50
9.192,50
1
4.000,00
Unidade de cuidado intensivo (berço)
TOTAL
265.302,91
ANO 2011
Aparelho litotriptor pneumático
1
4.100,00
Aparelho pressão tipo aneróide
40
1.365,60
Aspirador cirúrgico p/ secreções, 5L
1
3.268,00
Aspirador cirúrgico p/ secreções, 5L
2
6.596,00
Aspirador cirúrgico p/ secreções, 5L
6
21.588,00
Aspirador cirúrgico p/ secreções, 5L
4
7.016,00
Aspirador cirúrgico p/ secreções, 5L
1
1.754,00
Biombo de chumbo individual 1,20m
1
1.874,00
Biombo de chumbo individual 1,60m
1
2.000,00
Bisturi Valleylab
17
286.960,00
Bomba dosadora tipo diafragma
2
1.200,00
Cabine acústica p/ audiometria
1
5.600,00
Carro plataforma p/ materiais
4
2.188,00
Carro plataforma p/ materiais ch. Aço
5
4.368,00
Conjunto iluminador p/ retossigmoidoscopia
1
1.900,00
Conteiner 360L
10
8.386,00
Detector fetal – sonar portátil
2
529,80
Endoscópio rígido Hopkins 30cm
4
19.800,00
Equipamento de Ultravioleta
1
3.360,00
Máquina de fabricar gelo 15kg/dia
1
1.099,00
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Microscópio biológico
2
7.560,00
Microscópio biológico c/ câmera dig.
1
9.975,00
Oxímetro de pulso
3
12.552,00
Refrigerador farmacêutico 487L
1
8.000,00
Serra elétrica p/ gesso, hospitalar
1
1.112,00
Serra elétrica p/ gesso, hospitalar
3
3.509,94
TOTAL
427.661,34
ANO 2012
Aparelho pressão tipo aneroide
30
900,00
Balança antropométrica
12
8.016,00
Cadeira de rodas
20
10.276,60
Cadeira de rodas
20
16.980,00
Cadeira de rodas
32
16.442,56
Cama Hospitalar eletrônica p/ UTI
11
163.900,00
Cama Hospitalar Fowler
4
64.000,00
Cama Hospitalar Fowler com. Elétrico
343
2.980.670,00
Cama Hospitalar para parto
6
66.000,00
Camisa endoscópica aço inox
1
4.399,00
Camisa endoscópica aço inox obeso
2
8.798,00
Carro de emergência
4
4.796,00
Eletrocardiógrafo digital portátil
1
3.500,00
Espreguiçadeira
Estetoscópio p/ criança
200
60
162.068,00
630,00
Incubadora de transporte p/ recém-nascidos
2
33.000,00
Incubadora hospitalar p/ recém-nascidos
6
121.194,00
Maca hidráulica
10
76.000,00
Marcapasso externo dupla câmara
2
15.600,00
Marcapasso externo unicameral
1
7.548,67
Negatoscópio de 3 corpos c visor
20
7.280,00
Suporte p/soro
60
9.534,00
Termohigrômetro digital
15
2.505,00
TOTAL
3.784.037,83
ANO 2013
Aparelho de estimulação transcutânea neuromuscular
4
2.374,00
Aparelho de estimulação transcutânea neuromuscular portátil
4
1.000,00
Aparelho de fototerapia
10
33.000,00
82
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Aparelho de laserterapia c/caneta
1
3.135,00
Aparelho estimulador neuromuscular
1
1.899,00
Aparelho pressão adulto
2
70,00
Aspirador cirúrgico p/ secreções, 5L
2
5.800,00
Bastões coloridos, jogo c/5 350g
3
499,98
Fisiomocho 57x60,5cm, 7,8kg
5
890,00
Kit p/ avaliação de força muscular respiratória pi/pe
1
690,00
Kit par c/ válvula peep, adulto nº 5
2
909,82
Kit par p/ halteres embor. C/1, 2, 3kg
3
244,98
Mesa auxiliar c/2 gabinetes e supurte p/ cabos
9
1.369,80
Oxímetro de dedo portátil, bivolt
1
350,00
Suporte tub duplo p/halteres aço inox
3
480,00
Ultrassom 1 mhz
3
1.800,00
TOTAL
54.512,58
Fonte: DAC/Coordenadoria de Orçamento e Finanças.
Tabela 18: Outros Materiais Permanentes. HC-UFPE, 2013.
DESCRIÇÃO
QTD
V. TOTAL (R$)
Ano 2007
Aparelho de Fax
1
389,00
Aparelho de Fax
1
389,00
Ar condicionado 10000 btu's
2
1.799,96
Ar condicionado 7500 btu's
1
752,99
Ar Split 60000 btu’s
2
11.220,00
Ar Split 7000 btu’s
5
4.000,00
Armário aço 2 portas
1
490,00
Armário em MDF c/ 4 portas
1
800,00
Bebedouro elétrico p/ garrafão
1
335,00
Extrator de suco industrial
1
293,00
Forno micro-ondas 27L
1
465,00
Impressora de código de barras
3
6.717,90
Mesa de apoio c/ minigaveteiro
12
3.040,80
Radio transceptor portátil
1
276,00
Ventilador coluna
4
556,96
TOTAL
31.525,61
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
ANO 2008
Aparelho telefônico sem fio
9
837,00
Ar condicionado 7500 btu's
1
715,00
Ar Split 12000 btu's
2
7.896,00
Ar Split 12000 btu's
1
1.125,00
Ar Split 22000 btu's
1
2.075,00
Câmera fotográfica digital
1
525,00
Estação de trabalho em MDF
19
7.999,95
Estativa Bucky Mural
1
6.300,00
Lavadora ultrassônica
1
29.500,00
Liquidificador doméstico
4
551,96
Mesa Bucky tampo fixo
1
5.800,00
Monitor LCD 17”
5
2.325,00
Monitor LCD 19”
1
474,00
Motobomba 2CV 380V alta pressão
1
1.990,00
Notebook Acer dual-core
2
5.200,00
Processador de tecido automático
1
45.000,00
Rotulador eletrônico portátil
1
560,00
Servidor tipo rack
1
7.888,00
Testador de cabos de rede rj11/rj45
1
824,00
Uno 2008 4p 0km branco celebration
1
30.749,00
TOTAL
158.334,91
ANO 2009
Aparelho de DVD
1
160,00
Aparelho Telefônico
10
245,00
Ar Split 12000 btu's
1
1.040,00
Ar Split 30000 btu's
2
6.400,00
Ar Split 30000 btu's
4
9.668,00
Ar Split 30000 btu's
3
6.833,61
Ar Split 48000 btu's
1
4.340,00
Ar Split 9000 btu's
3
2.700,00
Ar Split 9000 btu's
3
2.784,00
Bebedouro elétrico p/ garrafão
1
1.097,59
Câmera fotográfica digital Sony W180
1
460,00
Estabilizador 1,5KVA
2
1.100,00
Microcomputador Asus Core2Duo
1
1.562,00
Microcomputador Asus Core2Duo
2
3.124,00
84
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Módulo isolador estabilizado 600VA
20
4.800,00
Nobreak senoidal on-line 2kva 1400w
2
5.400,00
Projetor multimídia
1
1.791,50
Refrigerador duplex 467L
1
1.599,00
Refrigerador vertical 400L
1
2.000,00
TV 21”
1
400,00
TV 29”
1
800,00
TOTAL
58.304,70
ANO 2010
Aparelho Telefônico
50
1.100,00
Ar Split 18000 btu's
20
24.960,00
Ar Split 18000 btu's
5
6.240,00
Ar Split 18000 btu's
2
2.496,00
Ar Split 60000 btu's
4
14.540,00
Arquivo aço capacidade 80000 lâminas
1
3.047,00
Arquivo em aço, deslizante
785
455.300,00
Banco giratório (mocho)
4
850,50
Bebedouro elétrico p/ garrafão
11
4.950,00
Bebedouro elétrico p/ garrafão
11
3.519,01
Beliche em madeira 190x80
1
572,80
Cadeira fixa p/ consultório
44
4.149,20
Cadeira giratória digitador c/ braços reg.
50
23.300,00
Cadeira giratória encosto alto
3
1.578,00
Cadeira tipo secretária
22
10.252,00
Computador servidor de rede
2
30.512,00
190
31.350,00
Estabilizador 1000VA
Forno micro-ondas
2
655,70
Frigobar 80L
4
2.959,52
Longarina 4 lugares
10
6.000,00
Longarina 4 lugares
8
4.800,00
Mesa angular em MDF
8
5.160,00
Mesa angular em MDF
14
9.030,00
Mesa angular em MDF
4
2.580,00
Mesa escritório p/ protocolo
21
9.843,75
Mesa escritório p/ protocolo
11
5.156,25
Mesa para consultório
22
3.916,00
5
12.490,00
Microcomputador HP5850 + monitor
Microcomputador Itautec
446
594.964,00
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Microcomputador Itautec
9
13.266,00
Monitor LCD 15”
15
6.150,00
Ponto de acesso sem fio
47
177.190,00
Porta palete hidráulico p/ 2000kg
2
1.489,80
Refrigerador vertical 340L
1
1.144,98
Relógio ponto c/ biometria smartcard
1
2.269,00
TV LCD 32”
2
3.550,00
Ventilador coluna
4
520,00
Ventilador de parede 45cm
12
1.560,00
TOTAL
1.483.411,51
ANO 2011
Ambulância Ducato
1
134.900,00
Aparelho de DVD
7
896,00
Aparelho de DVD
7
896,00
Aparelho de Fax
1
463,99
Aparelho de Fax
4
1.347,96
Aparelho Telefônico
62
2.898,50
Aparelho Telefônico sem fio
15
2.219,85
Ar Split 12000 btu's
1
1.012,00
Ar Split 12000 btu's
4
4.800,00
Ar Split 12000 btu's
12
12.539,88
Ar Split 18000 btu's
3
4.407,00
Ar Split 18000 btu's
1
1.554,90
Ar Split 18000 btu's
6
8.790,00
Ar Split 18000 btu's
4
5.860,00
Ar Split 18000 btu's
16
24.878,40
Ar Split 30000 btu's
7
13.391,00
Ar Split 30000 btu's
8
15.304,00
Ar Split 36000 btu's
2
5.600,00
Ar Split 36000 btu's
8
21.456,00
Ar Split 60000 btu's
1
3.635,00
Ar Split 60000 btu's
4
13.548,00
Ar Split 60000 btu's
3
10.161,00
Ar Split 9000 btu's
8
7.376,00
Armário em MDF c prateleiras 2 portas
13
4.134,00
Armário em MDF c prateleiras 2 portas
30
9.540,00
1
5.100,00
Auto transformador a seco trifásico
86
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Bebedouro elétrico p/ garrafão
1
450,00
Bebedouro elétrico p/ garrafão
10
4.038,80
Bebedouro elétrico p/ garrafão
5
1.904,95
Bebedouro elétrico p/ garrafão
6
2.700,00
Beliche em aço 198x85 verde
50
12.250,00
Bomba de recalque 220V/1/3CV
1
285,00
Bomba submersível 1CV monofasica
2
2.273,92
Bomba submersível 1CV monofasica
7
7.958,72
Cadeira giratória digitador c/ braços regulável
5
2.410,00
Cadeira giratória digitador c/ braços regulável
6
2.892,00
Cadeira giratória digitador c/ braços regulável
21
10.122,00
Cadeira giratória digitador c/ braços regulável
105
50.610,00
Cadeira giratória digitador c/ braços regulável
2
Cadeira giratória digitador c/ braços regulável
20
9.640,00
Carro de transporte p/ roupa c tampa
1
2.000,00
Dispensador manual de senha
1
267,66
964,00
Estabilizador 1000VA
30
3.156,90
Estabilizador 600VA – no break
30
5.100,00
Estabilizador 600VA – no break
170
21.505,00
Exaustor motor p/ parede
2
1.799,98
Fogão elétrico 2 bocas aço inox
2
700,00
Frigobar
1
739,88
Frigobar
4
2.959,52
Grupo Diesel gerador
1
150.000,00
Kit de verificação de cabos
1
4.300,00
Leitora de código de barra
30
7.110,00
Liquidificador industrial 10L
2
876,00
Liquidificador industrial aço inox 25L
1
880,00
Liquidificador industrial aço inox 25L
1
880,00
Mesa de reunião oval
2
1.080,00
Notebook CCE Core i5
6
10.619,40
Painel eletrônico de senhas
3
4.035,00
Posto de trabalho tipo 1 sem gota
6
2.664,00
Posto de trabalho tipo 1 sem gota
61
27.084,00
Posto de trabalho tipo 1 sem gota
1
444,00
Projetor multimídia
5
7.049,95
Refrigerador frost-free 280L
3
3.378,00
Refrigerador vertical 1200L
1
6.200,00
Refrigerador vertical 405L
2
3.500,00
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Regulador eletrônico de tensão monof
1
2.100,00
Scanner de mesa colorido
1
2.520,00
TV LCD 42” c/ conversor digital
7
10.038,70
TV LCD 42” c/ conversor digital
2
2.868,20
Unidade de Backup Dell
1
20.000,00
Ventilador de parede 60cm
3
285,00
Ventilador de parede 60cm
5
475,00
TOTAL
731.825,06
ANO 2012
Ar Split 12000 btu's
20
20.899,80
Ar Split 18000 btu's
30
46.647,00
AR Split 9000 btu's
10
9.220,00
Armário em aço p/ blocos de parafina
4
26.144,00
Armário em aço p/ lâminas
5
24.250,00
Armário em MDF 2 portas 110cm
20
18.375,00
Armário em MDF 2 portas 74cm
20
14.550,00
Armário em MDF c 5 prateleiras
1
1.031,25
Armário em MDF c 5 prateleiras
4
4.125,00
Arquivo em aço, deslizante
1942
1.087.520,00
Balcão térmico refrigerado 40x30 c/6
2
4.080,00
Balcão térmico refrigerado 60x40 c10
2
4.150,00
Bomba submersa 7,5 CV 380V
2
3.788,98
Bomba submersa 7,5 CV 380V
2
3.788,98
Cadeira fixa sem braços
10
1.800,00
Cadeira giratória encosto alto
12
8.985,96
Cadeira giratória encosto alto
40
29.953,20
Cadeira giratória encosto alto
77
57.659,91
Cadeira giratória sem braços
30
9.300,00
Cancela (portão) e acessórios
3
8.100,00
Cancela (portão) e acessórios
3
6.570,72
Carro de transporte p/ roupa c tampa
1
3.800,00
Descascador de legumes elétrico
3
5.565,00
Estação de trabalho (monitor/micro)
20
19.170,00
Estação de trabalho (monitor/micro)
21
20.128,50
Frigobar 80L
20
11.979,60
Gaveteiro c/ 4 gavetas
25
16.500,00
Gaveteiro c/ rodas e 3 gavetas
50
26.025,00
88
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Liquidificador industrial 2L
2
938,00
Longarina 3 lugares
4
4.507,84
Máquina de costura industrial
2
1.628,00
Mesa para escritório
11
6.435,00
Mesa para escritório
47
27.495,00
Mesa para escritório
9
5.265,00
Mesa redonda 1,20m diâmetro
1
492,75
Mesa redonda 1,20m diâmetro
5
2.463,75
Motor Drill c/ peça Koncept 1:2
1
31.390,00
Nobreak monofásico senoidal 2KVA
1
1.840,00
Nobreak monofásico senoidal 5KVA
1
4.565,00
Notebook Acer
4
7.487,96
Projetor multimídia
3
5.997,00
Refrator tipo Greens
1
7.500,00
Refrigerador expositor vertical 572L
2
8.400,00
Suporte de parede p/ TV 42”
10
710,10
Transformador Isol. Trif. 380/480VAC
TOTAL
1
3.900,00
1.615.123,30
Fonte: DAC/Coordenadoria de Orçamento e Finanças. HC-UFPE, 2013.
Entre os meses de fevereiro e junho de 2013 a gestão realizou um
levantamento em todos os setores do hospital referente à necessidade de aquisição de
equipamentos médico-hospitalares. O trabalho desenvolvido com o apoio da
Engenharia Clínica, setor criado nesta gestão para dar suporte nas atividades de
levantamento de necessidades, manutenção e apoio técnico em equipamentos de
saúde, foi fundamental para um planejamento preciso das demandas dos diversos
serviços do HC.
O levantamento foi encaminhado à Ebserh no mês de julho do corrente ano
como parte do processo de adesão à referida empresa. Além disso, a relação de
necessidades do HC, assim como de outros HUs, auxiliará no planejamento da
empresa para a realização das compras compartilhadas, regularmente organizadas e
executadas pela instituição. O levantamento também subsidiará o planejamento
interno para a compra de equipamentos de menor custo pelo próprio hospital.
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
5.5 Abastecimento
Garantir os insumos necessários para o desempenho das atividades realizadas
no Hospital das Clínicas tem sido o principal desafio enfrentado pela Diretoria
Administrativa e de Controladoria (DAC). Os trâmites burocráticos, as novas
legislações, a falta de uma assessoria jurídica própria do hospital e o número
insuficiente de servidores para atender a demanda cada vez mais crescente do
hospital são as principais dificuldades. Até março de 2011 os processos licitatórios
eram realizados pela UFPE, o que não era vantajoso para o hospital, pois
concorríamos com as licitações de toda a universidade. Desde então, com o concurso
realizado em 2010 para a substituição dos funcionários da Oscip, foi possível alocar
novos servidores na antiga Unidade de Planejamento de modo a compor uma equipe
para a realização dos processos pelo próprio HC.
A medida foi de relevante importância, pois trouxe celeridade aos processos
licitatórios do HC. Quando realizados na UFPE, os processos duravam em média 150
dias. No HC, os processos passaram a ser realizados em uma média de 35 dias.
Alguns chegaram a ser finalizados em até 7 dias. Além da velocidade para a conclusão
das licitações, o hospital alcançou percentuais de economicidade de até 25% entre os
preços estimados e os preços efetivamente comprados. Tal economia reduziu os
custos do hospital nos anos de 2011 e 2012 em aproximadamente 20.000.000,00
(vinte milhões de reais).
Apesar das melhorias, sabe-se que a atividade de abastecimento do hospital
carece de aperfeiçoamentos constantes de modo a garantir a disponibilidade de todos
os insumos necessários. Nesse sentido, a gestão propôs à reitoria a estruturação do
setor para qualificar suas atividades. Em agosto passado, foi publicada, no Diário
Oficial da União, a nomeação dos gestores para a administração dos novos setores
criados: Coordenadoria de Planejamento e Controle de Material; Unidade de
Compras, Unidade de Contratos, Unidade de Licitação e Setor de Termo de
Referência. Além de atender à exigência de segregação de funções apontada pela
CGU, espera-se que os setores possam aprimorar o processo de abastecimento do HC.
90
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O relatório de gestão desta administração procurou demonstrar o trabalho
realizado pela equipe da alta direção no sentido de viabilizar o crescimento e o
destaque merecido por esta instituição e por seus servidores, nos âmbitos estadual e
nacional, na busca por cumprir a sua missão e a sua visão de futuro.
Sabemos que não concretizamos tudo o que almejamos, mas conseguimos
realizar ações que possibilitaram melhorias significativas, as quais viabilizarão o
contínuo crescimento da instituição.
Finalizamos o relatório agradecendo a colaboração de todos os servidores do
Hospital das Clínicas, assim como, das instituições que abriram novas oportunidades
para o hospital, como Secretaria Estadual de Saúde e equipes do Programa Rehuf e
da Ebserh.
Desejamos à nova gestão uma administração plena de produtividade e
eficiência de modo a oferecer progressivamente um serviço público de qualidade para
a população nos âmbitos do ensino, pesquisa e assistência.
Recife, 04 de setembro de 2013.
George da Silva Telles
Diretor Superintendente do Hospital das Clínicas da UFPE
2007-2011 | 2011-2013
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
FICHA TÉCNICA
Propriedade e Organização:
Direção do Hospital das Clínicas
Assessoria da Superintendência
Produção:
Renata Tenório de Barros – Assessoria da Superintendência
Texto:
Renata Tenório de Barros - Assessoria da Superintendência
Revisão de texto
Raítza Vieira de Figueirêdo – Assessoria de Imprensa
Colaboração:
Superintendência
Diretoria Administrativa e de Controladoria – DAC
Diretoria de Ensino, Pesquisa e Extensão – DEPEx
Diretoria Técnica – DITEC
Assessorias da DEPEx
Coordenadoria de Auditoria, Controle e Avaliação
Coordenadoria de Informática
Coordenadoria de Orçamento e Finanças
Unidade de Patrimônio
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HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
ANEXOS
OBRAS E REFORMAS CONCLUÍDAS:
Cirurgia Ambulatorial
Centro Cirúrgico
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Centro Obstétrico
Pediatria
Same
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HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE
Ouvidoria
NEPI
Fisioterapia
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Sala dos Anestesistas
Serviço Social
OBRAS E REFORMAS EM ANDAMENTO:
Ressonância Magnética
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PET-CT
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
NOVOS EQUIPAMENTOS:
Aparelho de Raio-X
Telecomandado
Desintômetro
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Mamógrafo
Bisturi Elétrico
Foco Cirúrgico
RELATÓRIO DE GESTÃO 2007-2011 | 2011-2013 Set. 2013
Estação de Anestesia
Monitor Multiparâmetro
Camas Hospitalares
100
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Cadeiras para Acompanhantes / Espriguiçadeiras
PROJETOS:
Emergência
Consultórios Itinerantes
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