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Abril de 2010 - Geral
Caminhos Rurais
Novo visual dos
Caminhos Rurais
O novo site e a nova identidade visual da rota
Caminhos Rurais de Porto Alegre foram apresentados
no V Salão Gaúcho de Turismo, em Caxias do Sul, no
dia 20 de março. O público presente pode conferir
também o material gráfico e o vídeo institucional que
foram realizados através de verbas do Ministério do
Turismo.
Através de um projeto apresentado pela Cooperativa
de Desenvolvimento do Produto Turístico (Coodestur)
ao Ministério do Turismo, com apoio da Secretaria
Municipal de Turismo e pela Associação Porto Alegre
Rural, os Caminhos Rurais receberam financiamento
federal para qualificação das propriedades e dos
empreendedores, para a elaboração do material gráfico,
do novo site e de uma nova identidade visual. Em todos
os materiais (banners, folders e etiquetas de produtos)
consta o slogan “Na mesma cidade, um outro mundo”.
Esse projeto está sendo desenvolvido desde 2009 com
mais de 30 empreendimentos localizados na Zona Sul de
Porto Alegre.
Domingo no Campo
Esta é a nova opção de lazer que os porto-alegrenses
e os turistas terão na capital gaúcha. O lançamento, no
Salão Gaúcho do Turismo, foi marcado pela assinatura
de parceria entre a Associação Porto Alegre Rural, a
empresa de transporte turístico Turis Silva, a agência de
turismo receptivo Rota Cultural e a Secretaria Municipal
de Turismo (SMTur).
A partir de 11 de abril, todos os domingos, faça sol
ou chuva, os passeios sairão do Brique da Redenção, para
um roteiro que percorrerá três atrativos diferentes dos
Caminhos Rurais. Os ingressos poderão ser adquiridos
no local ou antecipadamente.
“Este é um novo produto turístico que dará
regularidade na frequencia de visitantes às propriedades
e atrativos dos Caminhos Rurais”, destacou o então
secretário de Turismo da Capital, Luiz Fernando Moraes.
Também estavam presentes o secretário de Turismo,
Esporte e Lazer do Estado, José Sperotto, o diretor de
Infra Estrutura Turística do Ministério do Turismo,
Roberto Luiz Bortolotto, e empreendedores da
Associação PoA Rural, agentes e operadores. A iniciativa
tem o apoio da Secretaria Municipal da Produção,
Indústria e Comércio (SMIC) e da Empresa Pública de
Transporte e Circulação (EPTC).
Informações e reserva pelo telefone: (51) 3348.1649.
Saiba mais no site: www.caminhosrurais.tur.br
Fones: 51- 3022-6454 / 3241-0631
Celulose Riograndense cria Reserva
Ambiental em Barra do Ribeiro
03
Abril de 2010 - Geral
AGRONEGÓCIO
Piscicultura amplia renda dos produtores
Fotos Adriana Franciosi
N
asceu oficialmente, na manhã do dia 16 de
março, a Reserva Particular do Patrimônio
Natural Barba Negra. O presidente da Celulose
Riograndense, Walter Lídio Nunes, assinou o termo que
marcou os compromissos da empresa em gerir a área de 2,4
mil hectares de mata nativa, localizada dentro da propriedade
da empresa no município de Barra do Ribeiro. A cerimônia
contou com a presença da governadora do Estado, Yeda
Crusius, seu secretariado, representantes dos demais poderes
do Estado e de diversas entidades ambientais.
Em seu pronunciamento, Walter Lídio destacou o
histórico da unidade de Guaíba, que na década de 70, chegou
a ser fechada por questões ambientais: “Aprendemos muito
nesse longo caminho, e hoje nossa operação industrial é
referência mundial pela performance, controle e parâmetros
ambientais”. Walter Lídio levou a conhecimento do público
que 99,7% dos resíduos sólidos gerados pela empresa são
reciclados, graças à estação de tratamento desenvolvida pelo
ambientalista José Lutzenberger.
“Na área florestal, mais de 78 mil hectares são
preservados, o que significa uma relação de 1,8 hectares
de plantio de eucalipto para um hectare de preservação”,
explicou o presidente.
Com a criação da Reserva Barba Negra, o Rio Grande
do Sul passa a ter uma extensa área com seu bioma original
preservado, e a garantia da execução de planos de educação
P
ambiental, investimentos em pesquisa e plano de manejo.
Compromisso - A elaboração de um Plano de Manejo
indicará as prioridades de pesquisa na RPPN, as atividades
de educação ambiental, visitação pública, ecoturismo e
recreação que poderão ser realizadas, além de avaliar a
viabilidade para a reintrodução de espécies da fauna e flora.
O que é uma RPPN - Uma Reserva Particular do
Patrimônio Natural é uma área privada, gravada com
perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade
biológica. A criação de uma Reserva Particular é um ato
voluntário do proprietário, que decide transformar toda
ou parte de uma área em RPPN, sem que isso ocasione a
perda do direito de propriedade.
iscicultores e pescadores do extremo sul da
capital trabalharam
muito no mês de março para levar
aos consumidores da região cerca
de oito toneladas de peixes vivos
e frescos e garantir assim um
saboroso almoço da Sexta-Feira
Santa. Organizados através da
Associação dos Piscicultores e
Pescadores do Extremo Sul APPESUL, os 60 associados
escoam a maior parte da sua
Fotos Simone Moro
produção na época da Páscoa,
principalmente na Feira do Peixe
Restinga que acontece na Praça
Esplanada.
Somente no açude, de quase
um hectare, do produtor Roberto
Luiz Superti (Beto) foram
retirados em torno de 1.800 kg
de peixes.
O diretor de fomento da Smic,
Antônio Bertaco, destaca que o
consumo do peixe vivo é garantia
da aquisição do pescado de alta
Produtor Beto com carpa retirada de açude no Lami)
Letícia Vargas - Assessora de Imprensa/Celulose
Riograndense
A esposa, Carmen Superti, vendendo bolinhos na 8ª Feira do Peixe Restinga
8ª Feira do Peixe
Restinga movimenta a
zona sul
Foto Simone Moro
Projeto Educação distribui 550 mil cadernos em escolas
públicas gaúchas
H
á 20 anos nascia o Projeto Educação, uma
iniciativa da Celulose Riograndense que
contempla 37 municípios do Rio Grande do Sul, onde a
empresa atua, incluindo Porto Alegre. A ação consiste
na doação anual de milhares de cadernos escolares para os
alunos matriculados na rede pública de ensino municipal e
estadual da sua região de abrangência. Além de cadernos,
os municípios também recebem, anualmente, mais de três
mil pacotes contendo folhas de papel para impressão e
escrita, tamanho ofício, produzidos pela própria empresa.
A importância destes municípios para a empresa
concentra-se, fundamentalmente, na geração de renda
através das frentes de trabalho no setor florestal diretamente
associada à produção da sua principal matéria-prima, o
eucalipto, cultivado em mais de 300 hortos florestais. O
Projeto Educação é uma das formas que a Celulose
Riograndense se utiliza para retribuir – através de um
material escolar diretamente ligado à educação – a acolhida
que as comunidades proporcionam
à
atividade produtiva da empresa.
A entrega é feita
às secretarias
municipais de
educação de
cada município,
que repassam o material escolar às escolas.
De 1990 até 2010, foram confeccionados e distribuídos
7.720.000 cadernos. Considerando uma média de 3
cadernos/aluno/ano, já foram beneficiados cerca de
2.573.000 alunos.
qualidade, criados na Zona Sul.
Beneficiamento - O “carrochefe” da associação são os
bolinhos de peixe, comercializados
o ano todo em pontos de vendas
da cidade, conforme explica o
presidente da Appesul, Roberto L.
Superti. “Toda a produção de
pescado de 60 famílias passa pela
associação, onde o peixe é
transformado em bolinhos,
agregando mais valor ao
produto”.
É uma receita culinária criada
pela família Superti que se tornou
um sucesso de vendas, pois é
apreciada por todos que a
experimentam. Os bolinhos de
peixe são comercializados em
porções, congelados ou prontos
para serem consumidos, no
quiosque no Largo Glênio Peres,
próximo ao mercado público e
também em feiras, (como a do
Peixe) e eventos. Além disso, um
convênio firmado com a
Fundação de Assistência Social
e Cidadania (FASC) assegura a
Despesca na zona sul
A
retirada dos peixes dos açudes, a
chamada despesca, acontece no período
que antecede a Páscoa. Este ano a abertura oficial
dessa atividade aconteceu no dia 25 de março no
açude do produtor Normélio Bertaco. Estiveram
presentes no evento, autoridades públicas, como o
ex-secretário da Smic, Idenir Cecchim, e os técnicos
do Escritório Municipal da Emater/RS - Ascar, que
vêm acompanhando todas as fases do Projeto de
Piscicultura, desde a sua implantação em 2006.
Tradição familiar - O Sr. Normélio, que é
um antigo produtor da região, trabalha em regime
de agricultura familiar, com o auxílio dos filhos
Osmar e Clébio Bertaco na propriedade de 6,5
Parceria com Fundação La Salle
beneficiará área rural
A proposta visa à criação de novas alternativas
produtivas para o Cinturão Verde da capital
Parceria entre a Fundação La Salle, por meio da
Escola Superior de Gestão Pública, e a Secretaria
Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic)
irá garantir a elaboração de projeto e a construção de
uma escola agroindustrial, além de cursos na área de
gestão pública, com aprovação do MEC.
O termo de cooperação com a Fundação La Salle
foi assinado em fevereiro pelo então prefeito José Fogaça,
onde também estavam presentes o ex-secretário da Smic,
Idenir Cecchim, representantes da Secretaria Estadual de
Agricultura, Emater-RS, Farsul, Embrapa, Sindicato
Rural de Porto Alegre e produtores rurais.
A escola agroindustrial, que ainda depende de verbas
e local para ser implantada, englobará vários setores, entre
eles o de manufatura de frutas e carnes. “É um projeto
que irá qualificar e estimular o desenvolvimento da
produção agropecuária na região”, avalia o presidente
do Sindicato Rural de Porto Alegre, Cleber Vieira.
compra de uma parte da
produção para as escolas e
creches do município.
Projeto Piscicultura - Em
2008, os produtores da zona rural
da cidade receberam cerca de 45
mil alevinos da prefeitura,
através da Divisão de Fomento
Agrícola da Smic, além da
limpeza e abertura de tanques. As
espécies de peixes distribuídas
foram: Carpa Capim, Carpa
Húngara, Carpa Cabeça Grande e
Carpa Prateada. A ação incentivou
o Projeto de Piscicultura
implementado pela Divisão de
Fomento Agrícola da Smic, através
do Centro Agrícola Demonstrativo
- CAD e em parceria com o
Escritório Municipal da Emater/
RS – Ascar , com a proposta de
diversificar a produção rural e
aumentar a rentabilidade das
propriedades.
“O incentivo na produção de
carpas e tilápias, em mais de 100
açudes, é uma maneira de agregar
renda e manter a tradição agrícola
da região.” afirmou o então
secretário da Smic, Idenir
Cecchim.
hectares, localizado no bairro Campo Novo. As
três famílias realizam o cultivo de pêssego, numa
área de 2 ha e mantêm uma criação de suínos de
aproximadamente 300 animais. A renda é
complementada com plantio de aipim, produção
de mel, uma pequena criação de gado de corte e,
há poucos anos, incluíram a criação de peixes na
atividade econômica do sítio.
Através do Projeto de Piscicultura, foi
implantado mais um tanque de piscicultura, com
750 m². Somado a um tanque antigo, a propriedade
possui cerca de 3.000 m² de espelho d’água, de onde
são retiradas em torno de duas toneladas de pescado,
comercializadas durante a Semana Santa, na Feira
do Peixe Restinga.
“Para nós esse projeto é muito bom, pois é
uma renda a mais que está garantida no começo
do ano,”, avalia Clébio Bertaco.
Fotos Simone Moro
Venda de peixes vivos atraem o consumidor
P
rodutores da zona sul de
Porto Alegre participaram
da 8ª Feira do Peixe Restinga,
entre os dias 31 de março e 2 de
abril, com pescados, além de
hortigranjeiros e produtos
coloniais direto de suas
propriedades. Dessa forma,
garantiram ao grande público que
passou pela feira, produtos
frescos e com qualidade.
“A cada ano essa feira cresce
mais. Na próxima edição, a
proposta é ter também venda de
tainha assada na taquara”,
afirmou o coordenador do Centro
Agrícola Demonstrativo/Smic,
Rudinei dos Santos.
Boas
Vendas
O
levantamento realizado pela
Diretoria de Fomento Agrícola da
Secretaria Municipal da
Produção, Indústria e Comércio
(Smic) contabilizou a comercialização de 272 toneladas de
pescados nas 66 bancas na feira
no Largo Glênio Peres,nas oito
bancas tradicionais do mercado
público e nas sete bancas na
esplanada da Restinga.
Seu Normélio (à dir.), com filhos, netos e
o então secretário da Smic, Idenir Cecchim
(ao centro)
Como é feita a despesca - Uma rede é colocada na extensão do tanque e é puxada pelos
pescadores com cuidados, para não machucar os peixes, pois eles precisam permanecer vivos e em
boas condições até a hora da venda.
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