MANUAL DE ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS ACADÊMICOS Salvador 2008 4 Autores: Diogo Antonio Queiroz Gomes Graduado em Turismo e Hotelaria pela UNEB. Especialista em Gestão Governamental pela UNEB. Professor titular da Faculdade São Salvador. Marcelo Cruz Dalcom Junior Graduado em Letras com Ênfase em Tradução pela UNIFACS. Graduado em Artes Cênicas Interpretação Teatral pela UFBA. Especialista em Metodologia e Prática em Docência Superior pelas Faculdades Jorge Amado. Professor titular da Faculdade São Salvador. Maria Augusta Bergamini de Gouveia Marti Graduada em pedagogia pela Universidade 9 de Julho, São Paulo. Especialista em educação pela UFBA. Professora titular da Faculdade São Salvador. Maria Auxiliadora Ribeiro Silva Graduada em Administração de Empresas pela UCSAL. Especialista em Gestão Estratégica e Recursos Humanos pela UNICENID. Especialista em Gestão Escolar pela Faculdade Monte Negro. Professora titular da Faculdade São Salvador. Maura Josuela Dias Fernandes Graduada em Pedagogia pela UNEB. Especialista em Psicologia Organizacional pela UCSAL. Especialista em Psicopedagogia Clínica. Faculdade Internacional de Curitiba, FACINTER. Professora titular da Faculdade São Salvador. Paulo Henrique Góes Souza Graduado em Pedagogia pela UFBA. Especialista em Metodologia do Ensino Superior pela UNESE. Especialista em Psicopedagogia pela faculdade Monte Negro. Professor titular da Faculdade São Salvador. Priscila Rolemberg Duarte Graduada em Admistração de Empresas pela Faculdade São Camilo. Especialista em Gestão em Saúde na FTC. MBA em Gerenciamento de Projeto pela Fundação Getúlio Vargas. Professora titular da Faculdade São Salvador. 5 APRESENTAÇÃO DA 3ª EDIÇÃO Compreendemos que a construção deste manual é imprescindível como instrumento de excelência para elaboração e apresentação dos trabalhos científicos, respaldando a toda comunidade acadêmica da Faculdade São Salvador, contemplando os seus três pilares básicos: ensino, extensão e pesquisa. Parabenizamos aos professores engajados nesta proposta que viabilizaram a elaboração deste material que esclarece sobre as diretrizes para a produção cientifica, atualizada dentro das normas atuais da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), unificando em uma só linguagem a construção do saber científico. Que este material seja uma referência e um estímulo para quem o acessa, entendo que todos nós somos potencialmente capazes de trilharmos o caminho do sucesso acadêmico. Salvador, 31 de março de 2008. Professor Antonio Ribas Reis Diretor Acadêmico 6 SUMÁRIO 1 A CIÊNCIA DENTRO DO CONTEXTO DA METODOLOGIA CIENTÍFICA 07 2 TRABALHOS UTILIZADOS NA GRADUAÇÃO DA FSSAL 13 2.1 RESUMO 13 2.2 RESENHA 15 2.3 RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO 18 2.3.1 Relatório de visita técnica 18 2.3.2 Relatório de estágio supervisionado 19 2.3.2.1Roteiro para elaboração do relatório de estágio 20 2.3.3 Orientações gerais 21 2.4 ARTIGO CIENTÍFICO 25 2.5 PROJETO 27 2.5.1 Projeto de relatório de estágio 27 2.5.2 Projeto de pesquisa 31 2.6 MONOGRAFIA OU TRABALHO DE CURSO (TC) 38 3 A NORMALIZAÇÃO 72 REFERÊNCIAS 73 APÊNDICE 74 7 1 A CIÊNCIA DENTRO DO CONTEXTO DA METODOLOGIA CIENTÍFICA A ciência “A ciência é o conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos, metodicamente sistematizados e verificáveis, que fazem referência a objetos de uma mesma natureza.” (ANDER-EGG, 1978, p.15 apud LAKATOS, 2004, p.22). “A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação.” (TRUJILLO, 1974, apud LAKATOS, 2004, p.22) Respostas provisórias Sistematização de conhecimentos Solução de problemas Racional Sistemática Planejada Objetiva Lógica Confiável Deve: Buscar a originalidade e criatividade Considerar a disponibilidade e acesso às informações Revisão das investigações e literaturas anteriores 8 O MEC adota o critério utilizado pela CAPES para as áreas científicas: Ciências naturais e saúde; Ciências exatas e da terra; Engenharia e tecnologias; Licenciaturas; Ciências humanas e sociais (maior densidade teórica); Ciências sociais aplicadas (aplicações práticas das teorias sociais) Características Objeto socialmente condicionado O pesquisador é sujeito e objeto de estudo Produz aplicações práticas no contexto social Metodologia científica Disciplina instrumental presente em todas as áreas acadêmicas, adaptandose ao objeto de estudo. Sendo este uma observação ao acaso que se difere do conhecimento científico que quando aplicado resulta no método de investigação. “A ciência se define em função do método empregado, não em função do assunto estudado.” (DENCKER, 2001, p. 39). A pesquisa científica nas ciências sociais aplicadas: A) Esta é uma pesquisa que tem por finalidade uma atividade planejada, racional e sistemática com a intenção de buscar soluções de problemas. B) “Descobrir respostas para questões mediante a aplicação de métodos científicos.” (SELLITZ, 1965 apud MARCONI, 1999, p.18) C) Busca indagação e investigação da realidade a partir da observação de fatos, servindo a um objetivo pré-formulado. D) Permite a elaboração de um conhecimento ou conjunto de conhecimentos que nos ajudem na compreensão da realidade e orientem nossa ação. 9 Os planos de pesquisa variam de acordo com a finalidade Finalidades: A) Familiaridade em relação ao fenômeno B) Exatidão na representação das características C) Análise de hipóteses Quanto aos objetivos: Exploratória (investiga objeto e hipóteses) Descritiva (sem a interferência do pesquisador) Explicativa (descreve causas dos objetos) Etapas da pesquisa: Planejamento Projeto Coleta de dados Análise de dados Relatório Eficácia nos estudos Estudo: fruto da experiência direta ou indireta Direta: O indivíduo participa (ex: visita técnica, pesquisa) Indireta: Observação de filmes, mapas, leitura de relatórios, fotografias, participação em conferências. Estudar: Motivação, organização, assiduidade, adequação do ambiente, técnicas de leitura. “Ir direto ao que interessa” O assunto interessa à pesquisa que está sendo realizada? Quem é o autor? O texto oferece alguma contribuição temática? Verificar tabelas, quadros, sumários e índice. 10 Técnicas Anotação: Seleção de informações para posterior aproveitamento. Não devem ser tão sintéticas que dificultem o entendimento posterior. Podem ser de palestras, aulas ou consultas bibliográficas. As anotações de textos escritos (livros e artigos) devem ser posteriores a uma leitura rápida e completa e após sublinha das idéias principais. Registrar as informações da fonte: Autor, título da obra, lugar, editora, ano da publicação e número das páginas consultadas. Em caso de aula ou palestra: autor; o local; o mês e o ano da exposição. * As anotações são decorrentes de esquemas fruto da sublinha das idéias principais. Sublinhar Como e por que sublinhar: A) Idéias principais e palavras-chaves B) Após várias leituras C) Reconstruir o parágrafo D) Colocar um traço vertical à margem do texto para passagens mais significativas E) Colocar um ponto de interrogação à margem do texto em caso de dúvidas * Destacar com dupla sublinha expressões tópicas do texto. 11 Vocabulário Recomendações para palavras desconhecidas: Anotar Uso do dicionário Descobrir o sentido da palavra no contexto. TIPOS DE DOCUMENTOS ACADÊMICOS De acordo com a necessidade de aprendizagem e dos requisitos de exigências do corpo docente e da instituição o aluno pode desenvolver os diversos tipos de documentos acadêmicos a seguir: A) RESUMO Apresentação concisa das idéias relevantes de uma obra, orientado pela NBR6028:2003 da ABNT para a apresentação sintetizada de um documento. B) RESENHA Também chamado de resumo crítico. Versão sintetizada do texto contém uma análise critica do documento, imprimindo opiniões próprias do resenhista. C) RELATÓRIO DE ESTAGIO SUPERVISIONADO Documento em que são relatadas as atividades práticas exercidas em ambiente de trabalho, suas intervenções, melhorias ou sugestões, baseados em conhecimentos teórico-científicos, na sua aplicabilidade diante de problemas analisados pelo discente, apresentando os resultados, sendo também requisito obrigatório de acordo com o PDI para a titulação na graduação. 12 D) RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO Documento em que são descritos os caminhos percorridos, fatos analisados e atividades realizadas relativas a um projeto, apresentando os resultados de um trabalho. E) PROJETO DE PESQUISA “Compreende uma das fases da pesquisa. É a descrição de sua estrutura.” (ABNT/ NBR 15287, 2005, p. 2) F) ARTIGOS CIENTÍFICOS É um trabalho científico, que tem como finalidade comunicar resultados e pesquisas, idéias, debates, levando os resultados do teste de hipóteses, provando uma teoria. G) MONOGRAFIA Documento também chamado de Trabalho de Curso. Representa o resultado de um trabalho experimental ou a exposição de um estudo científico, com tema único e bem delimitado. Visa a obtenção da titulação na graduação e na pósgraduação nos cursos de especializações. H) DISSERTAÇÕES Idem a tese, sendo que visa a obtenção do título de mestre. I) TESES Documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou a exposição de um estudo científico, com tema único e bem delimitado. Visa a obtenção do título de doutor. 13 2 TRABALHOS UTILIZADOS NA GRADUAÇÃO DA FSSAL 2.1 RESUMO É a condensação do texto, ou seja, é uma versão sintetizada dos pontos fundamentais de uma obra. Apresenta-se em artigos, monografias, dissertações e deve-se observar as normas da NBR6028:2002-ABNT. Como trabalho de graduação deve ser orientado pelo professor, e o seu preparo serve para fichamentos de conteúdo das disciplinas cursadas. Por ser um ato de condensar idéias principais ou centrais, nos trabalhos de graduação, o aluno deve apresentar com as próprias palavras, os pontos relevantes do texto. A síntese do texto pode ser feita com as palavras do autor; sem, contudo, ferir a mensagem de quem escreveu o texto original. Aspectos que devemos considerar ao elaborarmos um resumo: a) Fazer uma leitura analítica, para depois levantar um esquema e preparar as anotações de leitura; b) redigir um resumo, usando frases curtas e objetivas. Atentar para suas fases: a) Ler e reler o texto, procurando entendê-lo a fundo; b) buscar a idéia principal de cada parágrafo; c) ordenar as idéias dos parágrafos, mantendo o encadeamento dos pontos apresentados no texto; d) escrever a síntese, formando frases com as idéias principais. 14 Os resumos, segundo a sua finalidade, podem ser: A) Indicativo ou descritivo – o aluno deve manter a estrutura e os pontos essenciais. Refere-se às partes principais do texto, descrevendo sua natureza e seus objetivos. Este tipo de resumo não dispensa a leitura integral do original. B) Informativo ou analítico – refere-se às partes principais do texto, constituído de frases curtas que geralmente correspondem às idéias principais do texto. Este tipo de resumo tem como características: Apresentação do texto de maneira concisa; Ordenação das idéias e fatos apresentados de acordo com o encadeamento que aparecem no texto; A utilização de linguagem clara, objetiva, em que o autor deve construir frases, usando corretamente a gramática e vocabulário empregado; A transcrição de frases longas e na íntegra do texto original deverá ser evitada; As conclusões do autor deverão ser apontadas, e; Dispensa consulta ao texto original Para a elaboração do resumo para os trabalhos de conclusão de cursos, monografias, artigos científicos, é necessário seguir as orientações conforme adaptação da ABNT NBR6028:2003, devendo atentar para as exigências relacionadas a seguir nas partes em que aborda sobre a composição destes documentos e as exigências de sua apresentação. Exemplo de resumo de artigo científico: Este artigo tem como objetivo investigar, discutir e refletir sobre as novas possibilidades de leitura e escrita. Não desprezando as mudanças ocorridas na comunicação e na expressão humana com o advento do computador e, sobretudo da Internet. Palavras-chave: Escrita. Leitura. Internet. Linguagem. 15 2.2 RESENHA É a versão sintetizada do texto, contém uma análise crítica do documento, onde o autor imprime opiniões próprias. Pode ser chamada também de Resumo Crítico ou Recensão e pode ser preparados a partir de texto, livros, filmes, artigos, etc. Em TRABALHOS ACADÊMICOS, o aluno, ao fazer uma resenha, deve manter as características de um resumo informativo, acrescentando seus comentários, sua opinião sobre o conteúdo analisado. Pode se valer do uso de citação como reforço para seus argumentos “... utilizam-se opiniões de diversas autoridades científicas em relação às idéias defendidas pelo autor do texto analisado” (SALVADOR, 1897, p.21). Na sua elaboração o aluno deve indicar os elementos que integram uma resenha: A) Referências; B) credenciais do autor; C) resumo do conteúdo do texto ou obra; D) apreciação crítica do autor da resenha. Modelo de resenha: RESENHA DO FILME PONTO DE MUTAÇÃO O filme assistido é baseado no livro homônimo do físico austríaco Fritjof Capra (publicado pela Editora Cultrix), PhD em física quântica, com pesquisas em Teoria de Sistemas Complexos e dá uma compreensão holística a esses conhecimentos, interpretando-os à luz da ecologia. Autor dos livros O Tao da Física (1975) e O Ponto de Mutação (1982), Capra coloca a essa disposição intelectual a serviço do engajamento político e da educação do público nos conceitos da ecologia, a que ele chama de Eco-Alfabetização. 16 O filme é dirigido pelo irmão do autor, Bernt, roteirizado por ambos e com música de Philip Glass, mestre do minimalismo musical que sempre transforma sua música em um personagem a mais na trama. Narrado durante a Era Reagan, o filme reúne num castelo francês um candidato derrotado à presidência dos EUA, um dramaturgo em crise e uma física arrependida e desencantada com o projeto Guerra nas Estrelas, discutindo sobre conceitos novos para aquela época que mais tarde integrariam o rol das idéias ambientalistas, tecnologia, política, futuro. Para muitos, a cientista funciona, no caso, como um alter-ego dos dois primeiros. É o surgimento de uma nova visão de mundo, de um novo paradigma que percebe a interrelação de tudo e que vai mudar a forma de todos pensarem. Essa mudança pode ser vista hoje em dia no mundo em que vivemos. A intensa preocupação de todos (ou quase todos) com a ecologia, com o futuro da humanidade, com as guerras. Quando falamos de saúde, meio ambiente e economia, falamos de sistemas vivos. Essa idéia de que quanto mais ocorre um avanço tecnológico mais nos fechamos, quanto mais o homem navega na grande rede, ele se individualiza, está representada no filme pela cientista que está sempre lendo, escondida num ambiente medieval e acha que precisa sair para poder conhecer as pessoas, a realidade. Aquela pessoa que se fecha, que fica o tempo todo estudando, aprimorando seus conhecimentos e não o socializa, vai transformar sua casa, seu micro, num “castelo medieval”. A Internet não quer isso. O avanço tecnológico acontece para que as pessoas possam trocar conhecimentos, para que possam viver melhores, numa sociedade mais justa e igualitária. Quando os três personagens principais aparecem juntos pela primeira vez é numa sala do relógio. O relógio ou a máquina foi a primeira grande ruptura do homem com a natureza, pois até então o homem pensava que a natureza não fosse uma coisa viva e por isso quiseram controlá-la. Essa visão do mundo como um relógio vem de Descartes e sua visão mecanicista da vida e do mundo. O mundo é uma máquina como o relógio, o corpo também era visto dessa maneira. Precisamos de uma nova maneira para poder entender a vida, o mundo, e a natureza. Essa maneira de pensar que tudo deve está interrelacionado e de que nada pode ser descrito ou “lido” de uma maneira isolada pode ser exemplificado através de um poema de Gregório de Mattos: O TODO SEM A PARTE, NÃO É TODO/ A PARTE SEM O TODO NÃO É PARTE/ MAS SE A PARTE O FAZ TODO SENDO 17 PARTE/ NÃO SE DIGA QUE É PARTE SENDO TODO”. Ora, não devemos “ler” o mundo sub uma única ótica isolada, por partes, o mundo e tudo que faz “parte” dele, deve ser lido como um todo. Acho que essa é a idéia da aldeia global. De trocarmos idéias, conhecimentos, informações, de formar uma rede de especialistas, onde cada um possa opinar sobre o assunto de seu interesse e que domina. Com relação ao avanço tecnológico é a mesma coisa, houve tremendos avanços que produziram entusiasmo e esquecimento de outras coisas fundamentais. O pensamento ecológico do filme, nada mais é do que uma “semente” da atual bandeira levantada pelo autor de Eco-Alfabetização, para que todos possam ter uma certa consciência ecológica. Precisamos entender como isso acontece, compreender os princípios básicos da organização de ecossistemas e traduzi-los para comunidades humanas. É a chamada consciência ecológica, só que ensinada desde cedo nas escolas, uma educação ecológica. Talvez quando o homem compreender como a natureza de fato funciona, possa utilizá-la como um modelo para modificar o meio, a sociedade em que vive. A evolução é muito mais que adaptação ao meio ambiente. O Ponto de mutação é exatamente isso, é o ser humano ter uma noção de como tudo funciona, como o mundo, a natureza. Esse ponto de mudança, essa conscientização já está sendo feito de alguma maneira, seja por Capra e seu projeto de Eco-Alfabetização, seja pela transformação do mundo numa aldeia global. O ser humano tem de compreender de que não está só, no mundo, e de que a natureza pode ser a sua grande companheira na luta pela sobrevivência. E que o grande barato é construir o progresso, o futuro de “mãos dadas” com a natureza. 18 2.3 RELATÓRIO TÉCNICO CIENTÍFICO 2.3.1 Relatório de visita técnica Para a elaboração de relatório de visita técnica orienta-se que para a identificação do trabalho o aluno deve seguir as orientações de trabalhos acadêmicos deste manual no que se refere aos elementos pré-textuais como: capa, folha de rosto e sumário. Já para a construção da estrutura textual o aluno deve atentar para suas especificidades como: Para o título apontar como RELATÓRIO DESCRITIVO DE VISITA TÉCNICA. A sua introdução, indicada pelo número 1(um), deve abordar o propósito do relatório e a indicação do fato investigado ou relatado. A introdução deve constar: Apresentação das justificativas que motivaram a visita técnica e das diretrizes que a orientaram; Indicação da data, duração e local da visita; Dados gerais e localização; Apresentação dos objetivos da visita técnica. Na parte do desenvolvimento, indicada pelo número 2(dois), o aluno deverá fazer uma redação relatando e pormenorizando os fatos apurados e registrados e a sua análise sobre a situação apresentada e observada na visita. Seu texto deve conter a relação dos participantes e descrição do trabalho desenvolvido (procedimentos metodológicos, atividades realizadas, lugares visitados e estudados; processos técnicos observados); resultados alcançados devem ser apresentados e discutidos; partes subdividas em secções, e devem constar os comentários e análises sobre textos, ilustrações (quadros, fotografias, gráficos, mapas), que devem ser inseridas no texto o mais próximo possível do conteúdo a que se referem e indicadas de acordo com a ABNT. E para a conclusão ou considerações finais deve-se indicar o número 3 (três) e apontar as recomendações cabíveis e sugestões para aprofundamento e continuidade, caso seja necessário. Sendo a parte que trata da confirmação dos resultados e análise crítica do trabalho desenvolvido, em relação aos objetivos propostos. 19 Para a parte pós-textual, elementos como: Apêndices – devem ser indicados caso sejam produzidos pelos autores do relatório como: fotografias, transcrições de entrevistas, etc. Anexos, a exemplos de: folhetos de propagandas do local visitado, mapas, etc. (não produzidos pelos autores). Referências - deve relacionar todo material documental utilizado nas análises e conclusões, incluindo folhetos explicativos, guias, etc., em conformidade com a ABNT NBR 6023:2002. As visitas mais curtas permitem relatórios mais simples, dos quais podem constar os itens: participantes, local, data, horário, objetivos e o relato da visita. 2.3.2 Relatório de estágio supervisionado É o documento que tem como objetivo apresentar a descrição do local onde foi realizado o estágio, o período de duração e a análise crítica das atividades desenvolvidas pelo estagiário. Formato do relatório de estágio baseado nas normas da ABNT: NBR 14724: 2005 - apresentação de trabalhos acadêmicos; NBR 6024: 2003 - numeração progressiva das seções de um documento; NBR 6027: 2003 - sumário; NBR 6023:2002 – referências: 20 2.3.2.1 Roteiro para a elaboração do relatório de estágio O aluno deverá seguir as orientações abaixo para a construção do seu relatório: A) Elementos pré-textuais Capa Folha de rosto Agradecimentos (opcional) Sumário B) Elementos textuais (estrutura a ser apresentada no sumário) 1 Introdução 2 Relatório Descritivo 2.1 Caracterização da organização 2.2 Análise da problemática 2.3 Resposta ao problema apresentado 2.4 Apresentação de resultados (apontando as dificuldades) 2.5 Apresentação dos trabalhos desenvolvidos 2.6 Importância do trabalho para a vida profissional 3 Conclusão e recomendações C) Elementos pós-textuais Referências Apêndices Anexos 21 2.3.3 Orientações gerais A) Elementos pré-textuais Capa (seguir modelo fornecido pela Instituição) Folha de rosto (seguir modelo fornecido pela Instituição), atentando para os elementos como: Natureza do trabalho, devendo descrever objetivo, nome da empresa; setor; período de realização; total de dias; total de horas; nome do supervisor; função; formação profissional. Agradecimentos (Elemento opcional) Sumário (deve conter os elementos textuais e pós-textuais – NBR6027:2003) B) Elementos textuais (CORPO DO TRABALHO) O corpo do trabalho do relatório indicado busca atender as exigências curriculares do projeto pedagógicos dos cursos da FSSAL e apresenta a seguinte estrutura redacional: a) Introdução É a parte, onde começa o texto, o aluno deve colocar a numeração da página na parte superior, direita do trabalho a 02 cm, constando o número correspondente à contagem a partir da folha de rosto. Inicia com o número 1(um) alinhado à margem esquerda, a 03 cm de borda superior e o texto deve iniciar a 02 cm abaixo. No texto devem ser consideradas sucintamente as seguintes informações: Explicação de conceitos e noções; Apresentação da metodologia da seqüência de exposição; Importância e natureza do estágio; A construção e apresentação de argumentos e objetivos do trabalho, a finalidade do estágio (para que?); Período de realização e esquema de trabalho; A descrição de métodos e técnicas usados para a elaboração, ou seja, organização estrutural do relatório. 22 b) Relatório Descritivo (Desenvolvimento) Inicia apresentando o indicativo numérico 2(dois), alinhado à margem esquerda, a 03 cm de borda superior e suas partes do texto devem iniciar 02 cm abaixo. O aluno descreverá as atividades desenvolvidas. Descrito em título distinto como: Relatório Descritivo. É a parte principal do relatório. Neste item devem estar especificadas e descritas todos os dados coletados sobre o objeto de estudo (estágio), suas etapas e atividades desenvolvidas, bem como, fundamentando-as com os referenciais teóricos pesquisados, reforçando com conhecimentos teóricos e científicos de autores da sua área de atuação no estágio. Deve estar claro se o estudante exerce atividades gerenciais. O desenvolvimento desta parte terá a seguinte composição . a) O subtítulo Caracterização da organização - Inicia apresentando o indicativo numérico (2.1), alinhado à margem esquerda, e o texto deve iniciar 02 cm abaixo do título inicial “Relatório Descritivo”. Consiste na identificação da empresa onde o aluno desempenha suas atribuições. Via de regra, deve incluir a história da empresa, desde sua fundação, citando inclusive, possíveis modificações em sua natureza jurídica ou propriedades. Além disso, é conveniente citar a sua nacionalidade, número de estabelecimentos, filiais, subsidiárias e o tamanho da organização, medido, por exemplo, através do faturamento ou número de funcionários. Outro dado que pode ser colocado, diz respeito à linha de produtos ou serviços da organização, além da estrutura organizacional, da filosofia de trabalho predominante, clima organizacional, visão, missão, valores organizacionais, etc. Toda organização está inserida em um contexto e este também deve ser caracterizado – o mercado, a concorrência, missão, visão, valores, políticas de qualidade, localização geográfica, tipos de clientes podem ser tratados neste item. Nos últimos parágrafos, o (a) estagiário (a) deverá apresentar de forma mais detalhada o setor/departamento onde desenvolveu seu estágio. b) Indicado pelo número (2.2) a subtítulo Análise da Problemática refere-se a identificação ou diagnóstico de um problema na rotina de trabalho em sua área, sua análise e interpretação, a partir da sua experiência na empresa relacionada à gestão. 23 c) No subtítulo, que deve ser indicado pelo número (2.3), Resposta ao problema, o aluno deve apresentar as intervenções ou sugestões de melhorias realizadas a partir de sua análise, em que houve a sua participação por meio de desenvolvimento de projeto, programas, em mudanças de práticas, rotinas, procedimentos. d) Apresentação de resultados (apontando as dificuldades) deve ser abordado o comparativo com as atividades desempenhadas na empresa (campo de estágio) com a teoria que é vista em sala de aula referente à atualidade da gestão e das tarefas do discente, apresentando as dificuldades encontradas no desempenho do estágio, ou seja, do seu trabalho. Deve ser indicado pelo número (2.4). e) Apresentação dos trabalhos desenvolvidos – indicado pelo número (2.5) a sua composição refere-se à apresentação de dados de todas as atividades desenvolvidas no estágio, correlatas a área de formação do discente. f) Importância do trabalho para a vida profissional deverá ser indicada pelo número 2.6. É importante que o (a) estagiário (a) aproveite a oportunidade para observar a "realidade da empresa" a fim de que possa construir seu projeto gráfico curricular agregando "valores" – conhecimentos que vão além da técnica, como: aspectos administrativos, filosofia da empresa, relacionamento com pessoas em diferentes postos de trabalho, aspectos éticos, bem como ter cuidado para não divulgar informações confidenciais da empresa. Precisa-se somente de informações gerais sobre estes aspectos. As citações devem constar nas partes que compõem o relatório descritivo, devido o uso de informações contidas em livros, revistas, sites, evidenciando a fonte (autor, data), que devem constar nas referências indicadas de acordo com a ABNT NBR 6023:2002. O orientador (a) /supervisor (a) estabelecerá parâmetros e orientações sobre quais as atividades que serão descritas e analisadas criticamente. 24 c) Conclusão e recomendações Iniciar em folha separada, alinhado à margem esquerda, a 03 cm de borda superior e o texto devem iniciar 02 cm abaixo. Neste item, indicado pelo número 3(três), devem ser descritos brevemente os resultados finais obtidos a partir da análise crítica do aluno durante a realização do estágio: A) Recomendando ações a serem tomadas, sugestões para a melhoria ou pontos a serem mais bem discutidos; B) Refletindo sobre as questões a serem estudadas futuramente; C) Tecendo, se necessário, mais algumas considerações finais sobre o trabalho. Ao final da página deverão constar as assinaturas do estagiário (a) e do supervisor (a) /orientador (a) do estágio. C) Elementos pós-textuais Referências (Observar os critérios da NBR 6023:2002) Apêndices (Material de autoria própria e de relevância para o estudo) Anexos (Material cuja autoria pertence a terceiros e de relevância para o estudo). 25 2.4 ARTIGO CIENTÍFICO Para a elaboração de um artigo científico, é necessário a seguir a orientação conforme as exigências da normas da ABNT para trabalhos acadêmicos NBR´s 6022/2003, 6023/2002 e 10520/2002. É um texto sintetizado e tem como finalidades: A) Apresentar síntese de resultados de teses ou dissertações, ou ainda, capítulos referentes a estes trabalhos científicos; B) Comunicar ou apresentar de forma condensada os resultados de uma pesquisa, provar uma teoria (tese, trabalho científico); C) Publicar ou comunicar textos em periódicos científicos, como cadernos, revistas, etc. D) Servir de intercâmbio de idéias entre cientistas da sua área de atuação, entre a comunidade acadêmica; E) Trabalhos didáticos, entre outros. O artigo, em geral, apresenta resultados de uma forma sintetizada de um resultado e ao construir o autor deve ter o cuidado com o equilíbrio entre a quantidade e qualidade das informações ali expressas, por isso é importante à capacidade de sintetizar textos. Pode-se tomar como base e critério, e pela freqüência como é apresentado num artigo um número entre dez a vinte páginas. Para o seu modelo de estrutura o aluno deve atentar quanto, por exemplo, a finalidade do artigo, pois para a sua publicação em periódicos científicos, podem existir normas de editoração. Como documento acadêmico para a FSSAL pede-se: Título – Tema delimitado abordado, centralizado em letras maiúscula, com fonte tamanho 12 – cerca de 4 cm da borda superior; Nomes do(s) autor (es) – Deve apresentar recuo a direita, com numeração em arábico e sobre-escrito após o nome, indicando em nota de rodapé informações sobre o autor, caso tenha graduação completa em outra área e/ou referência sobre o trabalho quando extraído de outras fontes. 26 Resumo – Contendo no máximo dez linhas, apresentando-se com espaço de 1,5 após o nome do autor, com conteúdo convidativo a leitura do artigo, indicando de forma sintetizada os objetivos do estudo desenvolvido em espaço simples e fonte tamanho 10, com parágrafo justificado e alinhado à esquerda com recuo de 05 cm. Palavras-chave – Escolha de palavras entre três e cinco que sejam mais importantes sobre o tema em questão e a por como palavras-chave do trabalho em fonte tamanho 12, com espacejamento 1,5 e parágrafo justificado. Abstract – Trata-se da versão, em língua estrangeira, do resumo. Tanto o resumo quanto o abstract podem ser apresentados em colunas paralelas ou no final do texto. Key-Words – Escolha de palavras em língua estrangeira (inglês), entre três e cinco que sejam mais importantes sobre o tema em questão e a por como palavras chaves do trabalho em fonte tamanho 12, com espacejamento 1,5 e parágrafo justificado. Texto – A estrutura textual deve ser composta por subtítulos, onde a introdução, desenvolvimento e conclusão devem ser redigidos de forma clara, utilizando corretamente vocabulário, gramática e ortografia. Inicia-se 1,5 após as palavras chaves, com tamanho da fonte 12, espaço entre linhas de 1,5 e parágrafos justificados que devem conter recuo de 1,25cm na primeira linha e 1 (um espaço) entre o outro. Referências - Seguem as normas da ABNT BNR 6023:2002 27 2.5 PROJETO 2.5.1 Projeto de relatório de estágio Trata-se de um documento que descreve um plano com suas fases e procedimentos, ou seja, é um plano que traça diretrizes para o processo de elaboração do relatório de estágio. Iniciar um relatório de estágio sem elaborar o projeto implica em improvisações, tornando o trabalho difícil, confuso e de resultado incerto, acarretando duplicação de esforços. É um texto no qual se explicita, de forma mais completa e precisa possível, todo o plano de descrição e análise de atividades desenvolvidas no estágio/trabalho, sua estratégia lógica. As idéias sobre o projeto, que vai tomar uma forma, são resultados de associações com o que já é conhecido pelo aluno. Roteiro do projeto de relatório de estágio É fundamental, pelo menos, incluir no projeto os seguintes elementos: A) Elementos pré-textuais Capa Folha de rosto Sumário B) Elementos textuais (apresentar esta estrutura no sumário) 1. Identificação dos Dados 1.1 Apresentação dos dados da empresa 1.2 Área de conhecimento de atuação. 2. Justificativa 3. Objetivos 3.1 Geral 3.2 Específicos 4. Fundamentação teórica 28 5. Métodos, técnicas e recursos 6. Objeto de estudo 7. Cronograma 8. Orçamento C) Elementos pós-textuais Referências Apêndices Anexos Detalhamento do roteiro Para a estrutura de identificação e redacional do projeto o aluno deverá adotar as seguintes informações: A) ESTRUTURA - Elementos Pré-Textuais Capa (seguir modelo fornecido pela Instituição) Folha de rosto (seguir modelo fornecido pela Instituição), a exemplo do texto: Projeto de relatório de estágio apresentado como requisito parcial de avaliação da disciplina Estágio Supervisionado do Curso de ..................da Faculdade São Salvador, sob a orientação do(a) Professor(a)............ Agradecimentos (Elemento opcional) Sumário (deve conter os elementos textuais e pós-textuais – NBR6027:2003) 29 B) ESTRUTURA – Elementos Textuais 1 Identificação dos Dados 1.1 Apresentação dos dados da empresa Descrever o histórico da empresa, o segmento em que atua, sua missão, sua visão, os acionistas, o clima organizacional, suas normas, sua localização, o setor onde trabalha e suas rotinas, o período do estágio, a carga horária, a relação de estagiário com a empresa, supervisor (responsável da empresa pelas informações). 1.2 Área de conhecimento de atuação Relacionar a área em que atua no estágio. Exemplo: Área Administrativa-financeira. 2 Justificativa Descrever as razões práticas/teóricas pelas quais justificam a elaboração do relatório de estágio e a realização do estágio; 3 Objetivos 3.1 Objetivo geral (visão do que pretende alcançar com o estágio) 3.2 Objetivos específicos (aplicação do objetivo geral a situações particulares) 4 Fundamentação teórica Descrever fundamentação teórica que se baseou para a realização do estágio (textos, livros, artigos, práticas, procedimentos, políticas da empresa onde atua como estagiário). 30 5 Métodos, técnicas e recursos É feita a descrição da metodologia no curso da investigação utilizada no levantamento dos dados para a elaboração do trabalho. É necessário explicitar os métodos, as técnicas, como por exemplo: a entrevista e a observação. 6 Objeto de estudo – Análise das atividades desenvolvidas no estágio Construção do texto em que descreverá as atividades desenvolvidas durante a realização do Estágio Supervisionado, relatando uma problemática levantada por meio de diagnóstico de um problema, a indicação e/ou intervenção e os resultados apresentados. (Observando: Como é o ambiente de trabalho onde atuam. Quais os sistemas de controle que circundam o ambiente de trabalho? Caso haja políticas claras de pessoal abordá-las, áreas como: cargos e salários, recrutamento seleção, aprendizagem organizacional, produção, finanças, prestação de serviços, qualidade). Se suas sugestões são consideradas nas tomadas de decisão. Como? (Através de intranet, reuniões, caixa de sugestão, etc.) Relacionar a expectativa de aprendizagem e desenvolvimento a acadêmico e profissional. Como vê suas atividades no contexto da organização? Por quê? Relacionar as atividades que contribuíram ou contribuirão para o crescimento profissional como estagiário. 7 Cronograma Elaboração desenvolvidas do cronograma (definição do de tempo execução necessário das atividades para executar a o serem projeto, contemplando as etapas do relatório, produto final do mesmo). 8 Orçamento Tabela de recursos utilizados (Previsão dos gastos com a elaboração – recursos humanos e materiais). 31 C) ESTRUTURA - Elementos pós-textuais Referências (Observar os critérios da NBR 6023:2002) Apêndices (Material de autoria própria e de relevância para o estudo) Anexos (Material de autoria de terceiros e de relevância para o estudo) 2.5.2 Projeto de pesquisa Segundo Barros e Lefehld (2004), todo trabalho científico nasce de uma dificuldade ou questionamento que deve ser cuidadosamente formulado. “É um problema que nasce de um tema geral de estudo”. É a partir daí que o pesquisador inicia, assim, o planejamento de seu estudo, que tem como resultado o PROJETO DE PESQUISA. Mas, o que é o PROJETO DE PESQUISA? Conceito: “Compreende uma das fases da pesquisa. É a descrição de sua estrutura.” (ABNT/ NBR 15287, 2005, p. 2). Do planejamento da pesquisa resulta um projeto que, antes de ser aceito e colocado em execução pode ser denominado Ante-Projeto de Pesquisa onde serão demonstradas: a) A importância e a viabilidade de execução da proposta de estudo; b) Será determinado, de forma cuidadosa o PLANO METODOLÓGICO DA PESQUISA. 32 CONSIDERAÇÕES SOBRE PROJETO DE PESQUISA Importância: Fundamentar a elaboração da monografia, explicitando ações que serão desenvolvidas ao longo da pesquisa. Iniciar contato com possíveis orientadores. Solicitar bolsas de pesquisa a Instituições de fomento. Apresentar em encontros acadêmicos. Participar da seleção em programas de pós-graduação (mestrado). Recomendações: Levantamento prévio de material. Revisão das fontes de consulta, bibliográficas, eletrônicas e/ou documentais, por meio da realização de estudos bibliográficos e de documentação preliminares. Criatividade no recorte do objeto de estudo e na definição do problema e melhor definição do que pretende estudar * A ABNT editou a NBR 15287 em 30/12/2005, que estabelece os princípios gerais para a elaboração de projetos de pesquisa. Ao elaborarmos um projeto/ anteprojeto é importante atentarmos para perguntas que servem de guias para as fases e os caminhos para a construção das partes textuais que compõem o roteiro do projeto. Tais como: O que fazer? (definição do tema e problema) Por que fazer? (justificativa da escolha do problema) Para que fazer (propósitos do estudo – objetivos) Quando fazer? (cronograma da execução) Onde fazer? (local – campo de pesquisa) Com que fazer? (recursos humanos/ materiais – custos) Como fazer? (metodologia) Foi feito por quem? (pesquisadores) 33 I - ROTEIRO DO PROJETO DE PESQUISA PARA A MONOGRAFIA A) ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS Capa (seguir modelo fornecido pela Instituição) Folha de rosto (seguir modelo fornecido pela Instituição) Sumário (deve conter os elementos textuais e pós-textuais – NBR6027:2003) B) ELEMENTOS TEXTUAIS 1 Objeto de estudo (Elaborar uma descrição panorâmica do tema.) 2 Problema da pesquisa (Enunciado da questão-problema, trata-se da pergunta que a pesquisa pretende responder.) 3 Hipóteses de pesquisa (São respostas provisórias para a questão problema, cuja veracidade será checada durante o estudo. Recomenda-se entre duas e três, e que estejam alinhadas aos objetivos específicos.) 4 Objetivos (O que se pretende estudar.) 4.1 Geral (Apontar de forma genérica o que se pretende estudar. Apenas um.) 4.2 Específicos (Apontar quais aspectos/ atividades precisa estudar ou realizar para atingir o objetivo geral. Devem estar alinhados às etapas necessárias para a verificação das hipóteses.) 5 Problemática (Descrição fundamentada da situação-problema, contendo o histórico, a contextualização, justificativa e contribuição do estudo.) 6 Referencial teórico (Evidenciar e analisar, através de citações, o pensamento dos principais autores que fundamentam e respaldam a sua proposta de estudo.) 7 Metodologia (Evidenciar tipo de pesquisa, método utilizado e procedimentos a serem adotados no estudo) 8 Cronograma (Planejamento de atividades e prazos para a elaboração da monografia) 9 Orçamento (previsão de despesas para a monografia) 34 C) ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS Referências (Observar os critérios da NBR 6023-2002) Apêndices (Material de autoria própria e de relevância para o estudo) Anexos (Material cuja autoria pertence a terceiros e de relevância para o estudo) PROCEDIMENTOS PARA O PROJETO DE PESQUISA DA MONOGRAFIA 1 - O projeto será elaborado individualmente para os alunos desemestralizados, e no máximo em trio para os demais. 2 - Os temas devem ter aderência às questões ligadas à área de formação do estudante. 3 - Incluindo os elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais, a versão final do projeto deverá ter no máximo 20 páginas, obedecendo ao seguinte: papel A4 branco; tamanho de fonte 12 (para o texto); letra tipo arial; espaçamento entre linhas 1,5; recuo de um “TAB” (1,5 cm) na primeira linha de cada parágrafo (não há espaço entre parágrafos); margem superior 3 cm; inferior 2 cm; esquerda 3 cm; direita 2 cm (configuração de página para A4); numeração de página no canto superior da margem direita; contagem da página – a partir da folha de rosto, porém o registro da folha só na primeira página textual. 4 - As referências deverão obedecer ao que preceitua a ABNT/ NBR 6023 (2002). 5 - As citações deverão obedecer ao que preceitua a ABNT/ NBR 10520 (2002). 6 - A estrutura e apresentação do relatório deverão estar em consonância com a ABNT/NBR 15287 (2005) e ABNT/ NBR 14724 (2005). 7 - Os alunos deverão cumprir os prazos pré-determinados sob pena da não aceitação do projeto fora destes. 8 - Os projetos serão apresentados mediante marcação prévia de datas e horários. 9 - O aluno que não apresentar, pelo menos, três versões preliminares ou não comparecer a pelo menos duas seções de orientação, não terá o seu projeto aceito. 10 - A versão final deverá ser entregue e uma via encadernada em espiral de cor preta (frente transparente e fundo preto). 35 ASPECTOS PARA A REVISÃO DO PROJETO DE PEQUISA 1 TÍTULO Deve expressar a essência do projeto Deve envolver os termos-chave do projeto 2 ESTRUTURA Certificar se atende a estrutura recomendada Ver se há organização lógica das partes 3 PROBLEMA O enunciado da questão-problema é adequado ao tema? Ver se a pergunta está elaborada de modo claro e sem ambigüidade. 4 OBJETIVOS/ HIPÓTESES Checar se: Objetivo geral adequado ao tema e título Objetivos específicos inseridos no geral e hipóteses Hipóteses formuladas de modo claro, direto e preciso. 5 PROBLEMÁTICA Verificar se o tema aponta relevância humana. Se o tema foi bem delimitado Justificou a importância do trabalho? O recorte atribui originalidade a abordagem? 36 6 REFERENCIAL TEÓRICO Apontou conceituações e definições inerentes? Articulou com conteúdos do curso? Aponta referências fidedignas? Utiliza dados atuais? Revela senso crítico? 7 METODOLOGIA Verificar se: Aponta as escolhas metodológicas Aponta as fases e técnicas de pesquisa Aponta os procedimentos de coleta de dados Amostra compatível com o tema e os objetivos 8 CRONOGRAMA Checar se apresenta prazos e etapas compatíveis 9 ORÇAMENTO Ver se é coerente para as atividades 10 FORMATAÇÃO - ABNT Observar a norma para apresentação de trabalhos acadêmicos (NBR14724) Observar a norma para indicação de citações (NBR10520) Observar a norma para referências (NBR6023) As páginas devem ser numeradas após o sumário Os itens devem seguir os critérios para a numeração progressiva A linguagem utilizada deve ser correta, clara e objetiva. O trabalho deve ser encadernado em espiral de cor preta 37 2.6 MONOGRAFIA OU TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) A construção do trabalho monográfico no curso de graduação: Monografia – um só assunto (especificação) Monografias escolares – graduação (iniciação científica) Monografias científicas – Mestrado (dissertação) / Doutorado (tese) – maior aprofundamento teórico e originalidade Características Trabalho escrito, sistemático e completo Tema específico Estudo aprofundado Metodologia específica Expressar o conhecimento do assunto escolhido Realizado sob a coordenação de um orientador Estrutura Introdução (visão panorâmica + síntese dos itens expostos no projeto) Desenvolvimento Explicação Discussão Demonstração Conclusão (retoma pontos importantes + resposta ao problema e hipóteses + recomendações) 38 Elementos básicos da estrutura do trabalho • Capa • Folha de rosto (1) • Folha de aprovação (2) PRÉ-TEXTO • Dedicatória (3) Agradecimentos (4) Epígrafe (5) Prefácio ou apresentação (6) Resumo (7) Lista de símbolos, abreviaturas, tabelas, etc. • Sumário (9) • Introdução (10) • Desenvolvimento 11 TEXTO PÓS-TEXTO (8) Tabelas 12 Quadros 13 Figuras 14 Citações 15 • Conclusão 16 • Referências 17 Apêndices 18 Anexos 19 (•) Itens indispensáveis à elaboração de um trabalho acadêmico. 39 FACULDADE SÃO SALVADOR NOME DO AUTOR ESTRATÉGIAS EMPRESARIAS PARA MICRO EMPRESAS DO RAMO VAREJISTA EM SALVADOR - BA SALVADOR 2008 40 SOBRE A CAPA A capa apresenta o trabalho e deve conter: Nome da instituição Nome do autor Título e subtítulo se houver Cidade e ano da apresentação A capa segue a mesma configuração de margens do trabalho (superior e esquerda – 3 cm, inferior e direita – 2 cm) Todos os elementos da capa são centralizados e utilizam fonte caixa alta. Apenas o título tem destaque em negrito Use fonte 14 para o nome da instituição, autor e título. Use fonte 12 para cidade e ano. 41 LOMBADA Segundo a NBR 14724/ 2005, a lombada é a parte da capa do trabalho que reúne as margens internas das folhas, devendo trazer informações que facilitem a localização do material, quando depositado em biblioteca. Exemplo: SOBRENOME ANO DA DEFESA NO. da Monografia Fornecido pela Secretaria 42 NOME DO AUTOR ESTRATÉGIAS EMPRESARIAS PARA MICRO EMPRESAS DO RAMO VAREJISTA EM SALVADOR - BA Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Administração, para fins de avaliação da disciplina metodologia científica. Orientador: Professor Diogo Gomes SALVADOR 2008 43 SOBRE A FOLHA DE ROSTO Elementos que devem figurar da folha de rosto: Nome do autor; Título e subtítulo (se houver) Numero de volumes (se houver mais de um); Natureza do trabalho (projeto, monografia, outros); objetivo; área de concentração ou disciplina; nome do orientador e co-orientador (se houver), o tamanho da fonte é 11, com espaço simples, e justificado. Local (cidade); Ano da entrega. O local para inserção das informações sobre a natureza e objetivo do trabalho chama-se ementa. Atende a um recuo de 6 cm e espaçamento simples, devendo localizar-se abaixo do título e acima da cidade e ano. O verso da folha de rosto deve conter ficha catalográfica conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente. Normalmente a bibliotecária se encarrega dessa tarefa. 44 FICHA CATALOGRÁFICA No verso da folha de rosto, deve constar a ficha catalográfica, a ser elaborado pelo(a) bibliotecário(a) Esta ficha é elaborada por um Bibliotecário devidamente registrado no Conselho Regional de Biblioteconomia XXXX Sobrenome, Nome. Título da Monografia / Nome Completo do(a) Graduando(a).- Salvador, ano da Defesa. Número de páginas. Monografia (Graduação) – Faculdade São Salvador. 1. Assunto da Monografia. 2. Assunto da Monografia. I. Autor. II. Título Ficha catalográfica elaborada por Nome do Bibliotecário Número do CRB 45 FOLHA DE APROVAÇÃO Nome do(a) Graduando(a) TÍTULO DA MONOGRAFIA SUBTÍTULO, se houver Monografia apresentada ao curso de (...) da Faculdade São Salvador, SalvadorBahia, como requisito final obrigatório para a obtenção do título Bacharel em (...). Data da Aprovação (Defesa) Nome do 1º Componente da Banca Orientador – Presidente da Banca Nome do 2º Componente da Banca Componente da Banca Nome do 3º Componente da Banca Componente da Banca Obs: Não é necessário colocar linhas para assinaturas dos componentes da Banca Examinadora 46 Dedico à minha esposa e filhos, sempre presentes apoiando-me e incentivando-me a concluir essa caminhada. 47 SOBRE A DEDICATÓRIA A dedicatória é um item opcional. Página reservada para dedicar o trabalho à pessoa ou às pessoas consideradas merecedoras. Por questão de estética, aconselhamos dividir a página em quatro, usando-se a parte inferior direita para o texto. 48 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus pela determinação e força de vontade a mim concedida, que foram de muita importância para que eu chegasse até aqui. Aos meus pais, por todos esses anos de apoio e incentivo, que foram fundamentais para conclusão desse curso. Ao meu orientador/a (nome), cuja ajuda ......................... Ao professor/a .................................. Etc, etc, etc. ....................................... 49 SOBRE AGRADECIMENTOS Item bastante usado, porém ainda opcional. No espaço reservado aos agradecimentos, normalmente, são citados o orientador e co-orientador, se houver, os professores que colaboraram de alguma forma com a elaboração do trabalho, seguidos de outras pessoas da instituição ou não que tiveram especial participação ou influência no desenvolvimento da pesquisa. 50 “os dias prósperos não vêm do acaso: nascem de muita fadiga e persistência...” Henry Ford 51 SOBRE A EPÍGRAFE (item opcional) Coloca-se uma citação com conteúdo significativo, relacionado ao trabalho ou ao autor. A citação deve vir em itálico. 52 RESUMO Trata dos fatores sociológicos e sociais da saúde perinatal em Pelotas, RS, Brasil. Estuda os nascimentos ocorridos em hospitais de Pelotas, RS, no ano de 1992. Avalia através de entrevistas hospitalares, visitas domiciliares, revisão de atestados de óbitos e certidões de nascimentos ocorridos em três maternidades de Pelotas. Informa que a mortalidade perinatal para recém-nascidos de partos únicos foi de 31.9 para 1000 nascidos totais, sendo que a mortalidade fetal foi de 16.2 para 1000 e a mortalidade neonatal precoce foi de 15.9 para 1000. Esclarece que a incidência de peso ao nascer (abaixo de 2500g) foi de 8.1% para partos únicos. Palavras-chave: Saúde perinatal. Mortalidade. Recém-nascidos. Obs.: adaptado de: BARROS, F. et alii, Saúde perinatal em Pelotas, RS, Brasil: Fatores sociológicos e sociais. R. Saúde Pública, São Paulo, v. 18, n. 4.9.301012,ago. 1984. 53 SOBRE O RESUMO Condensação que enfatiza os pontos mais relevantes do trabalho. Deve constar do resumo os objetivos, técnicas, métodos, procedimentos do desenvolvimento do trabalho e pontos relevantes da conclusão. O resumo deve ser indicativo com a intenção de orientar o leitor se é ou não necessária a leitura completa do texto. Deve ser redigido na terceira pessoa do singular, com verbo na voz ativa e num único parágrafo. Em geral é redigido após o termino do trabalho, pelo próprio autor. Normalmente usa-se 250 palavras para o resumo de um trabalho monográfico. Devem ser destacadas entre três e cinco palavras ou expressões que contemplem a essência do conteúdo e interesse do texto, a título de Palavras-chave. Devem ser separadas por ponto. O abstract é a mera tradução do resumo para um idioma estrangeiro, no caso o inglês. Key words é a tradução das palavras-chave para o idioma estrangeiro, no caso o inglês. 54 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Lâmpada de 100Watts 35 Figura 2 – Colheitadeira de café 54 Figura 3 – Moinho de café 70 Figura 4 - ............................................................................................... Figura 5 - ................................................................................................ Figura 6 - ................................................................................................ Figura 7 - ................................................................................................ Figura 8 - ................................................................................................ 55 SOBRE LISTAS – SÍMBOLOS; ILUSTRAÇÕES; ABREVIATURAS; QUADROS; TABELAS, ETC. As listas necessárias ao trabalho devem vir com título centralizado. Os itens virão numerados com algarismos arábicos e titulados conforme aparecem no texto. Indicando o número da página onde se localizam. OBS: Cada lista deve vir em páginas separadas. Exemplo: LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Satisfação com o ambiente – universo masculino 22 Tabela 2 – Satisfação com o ambiente – universo feminino 25 Tabela 3 – ......................................................... LISTA DE SIGLAS (em ordem alfabética) ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas BB – Banco do Brasil FSSAL – Faculdade São Salvador 56 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 2 SITUAÇÃO ECONÔMICA DO AGRESTE BAIANO 12 2.1 A RENDA PER CAPITA 13 2.1.1A região dos açudes 15 2.1.2 A região irrigada 15 2.1.2.1 O cultivo de manga natural 17 2.1.2.2 O cultivo da uva 19 3 CONCLUSÃO 97 REFERÊNCIAS 99 APÊNDICES 102 ANEXOS 105 57 SOBRE O SUMÁRIO O SUMÁRIO é um elemento obrigatório do qual deve constar a relação de capítulos, divisões e seções do trabalho acompanhados dos números das páginas onde se encontram referidos respectivamente. A subordinação dos itens do SUMÁRIO deve ser destacada na apresentação tipográfica (seções primárias, secundárias, terciárias, etc). O título SUMÁRIO deve vir centralizado na folha. A forma de registro no SUMÁRIO é idêntica ao que aparece titulando os capítulos, itens e sub-itens do texto. Note-se que a numeração começa a aparecer no SUMÁRIO, a partir da introdução, portanto primeiro elemento textual. Vale lembrar que a partir da folha de rosto deve-se contar todas as páginas, no entanto deve-se numerar a partir da introdução. Ordenamento das folhas para melhor compreensão. Os itens citados em parênteses não levam numeração nas folhas do trabalho e nem aparecerão no sumário. Capa Folha rosto (01) Folha de aprovação (02) Dedicatória (03) Agradecimentos (04) Epígrafe (05) Resumo (06) Lista de Abreviaturas (07) Lista de figuras (08) Sumário (09) (Início do sumário) 58 1 INTRODUÇÃO A ação estatal insuficiente no atendimento das demandas sociais da população tem estimulado uma reconfiguração da sociedade civil, aumentando significativamente sua influência sobre as ações do governo. Existe uma série de organizações que não pode ser classificada como pertencentes ao Estado nem ao mercado. Trata-se de um universo ideal para as “empresas-cidadãs” exercerem sua responsabilidade social. Levando-se em conta esse fato, nota-se que, para além do Estado e do mercado, existem novas agremiações que estão surgindo, visando suprir a carência do Estado e proporcionar à população um mínimo de bem-estar social. Melo Neto (1999), destaca que para atuar nessa nova ordem, vêm surgindo instituições como as entidades filantrópicas e de direitos civis; os movimentos independentes das Organizações Não Governamentais – ONG´s; órgãos autônomos da administração pública descentralizada; fundações e instituições sociais de empresas que se aliam ao Estado e à sociedade civil em geral, constituindo o denominado “Terceiro Setor Social”. Das lições procedidas, depreende-se que o terceiro setor é constituído basicamente por organizações privadas sem fins lucrativos (entidades da sociedade civil) que geram bens, serviços públicos e privados. Como exemplos dessas organizações tem-se: ONGs, as associações e fundações. As Organizações Não-Governamentais implementam projetos juntamente com as populações que demandam bens e serviços do Estado, após organizaremse movimentos sociais. Para que tais projetos ganhem corpo e se materializem são necessários, entre outros procedimentos, a obtenção de verbas, a qualificação pessoal e a avaliação, com vistas à continuidade das mesmas. As ONG’s têm características de ordem social. “É uma ordem que supera em vitalidade, legitimidade e harmonia a ordem da burocracia estatal (Primeiro Setor), e a ordem econômica do mercado (Segundo Setor)”. (OFFE, apud. MELO NETO, 1999, p.5). No entender deste autor, as ONG’s nasceram da desordem social vigente, cuja expressão institucional encontra-se no Terceiro Setor. 59 As organizações do Terceiro Setor, assim como as do setor produtivo privado, também possuem valores crenças e estratégias. Qualquer que seja a área de atuação – saúde, educação, meio ambiente, cultura, etc. – devem buscar aperfeiçoamento constante e excelência, adaptando-se às novas realidades à medida que surgem. Esse universo não para de crescer no Brasil. De acordo com Setor 3 (2005), são mais de 250 mil ONGs no país, que movimentam R$ 12 bilhões/ano, oriundos da prestação de serviços, do comércio de produtos e da arrecadação de doações. A fonte supracitada, frisa que o valor corresponde a 1,2% do PIB brasileiro e demonstra enorme potencial de crescimento, pois o setor já movimenta 6% do PIB em países da Europa e nos EUA. Outro dado confirma a expansão: em 1995, entre as pessoas físicas, no Brasil, haviam 15 milhões de doadores, número que em 1998 já havia triplicado, chegando a 44,2 milhões de pessoas, ou 50% da população adulta brasileira. Paralelo a este cenário, a atividade turística destaca-se pela considerável complexidade de sua estrutura. Tal constatação se revela tanto pela quantidade de agentes envolvidos com o turismo (visitante, sociedade civil, empresários, poder público), como também por seus efeitos sobre o entorno natural e cultural. Tais evidências respaldam a necessidade de que seu desenvolvimento se realize da maneira mais ordenada possível. Os benefícios econômicos que o turismo pode deixar na cidade de Salvador devem criar uma estrutura ideal para elevar o nível e a qualidade de vida local. Torna-se urgente ao turismo o desenvolvimento local, que significa acima de tudo um desenvolvimento em escala humana, atendendo às demandas sociais. Nele, o homem passa a ser a medida de todas as coisas e não apenas os índices quantitativos e o lucro. Nesse contexto, quando o turismo pode se tornar uma ameaça ao meio ambiente ou representar risco de exclusão social, ganham destaque as ONG´s com ações ligadas direta ou indiretamente a esta atividade. É grande a influência dessas entidades na defesa dos interesses do cidadão durante as etapas de planejamento, gerenciamento e avaliação das ações voltadas para o turismo. O Terceiro Setor é composto de entidades de base que praticam um novo modelo de gestão. Utilizam procedimentos de administração participativa, em todos 60 os níveis de decisão e atuação, valem-se de novos canais de reinvidicações sociais e formam entre si uma extensa rede de solidariedade social. Ao gestor de entidades com este perfil, cabe a responsabilidade de proporcionar a inspiração, o direcionamento e a orientação estratégica para que a organização esteja apta a cumprir sua missão, avançar e fazer a diferença. Esse líder é a figura central, o pivô operacional e administrativo da organização sem fins lucrativos. Diante da tamanha complexidade do cenário supra mencionado, emerge a grande questão norteadora da pesquisa, com o seguinte enunciado: Os gestores das organizações do terceiro setor, ligadas à atividade turística na capital baiana, têm formação acadêmica apropriada para administrar entidades dessa natureza? A vocação turística da cidade de Salvador faz incrementar o fluxo de visitantes à capital baiana a cada ano. Dessa forma, o turismo enquanto conjunto de atividades produtivas desenvolvidas nesse contexto sócio-cultural e ambiental, gera muitas vezes impactos das mais diversas naturezas. Atenta para esta “ameaça”, a sociedade civil organizada, tem essas entidades como canal direto de denúncia contra a violação de seus direitos quando ameaçados por um turismo predatório e, portanto, indesejável. Para gerir esses instrumentos de intervenção social, seus líderes devem preencher pré-requisitos como habilidades para conciliar conflitos e sensibilidade para as questões socioambientais, dentre outros. Assim, pressupõe-se que para a posição que ocupam esses gestores, demandam uma série de conhecimentos estratégicos, outrora somente adquiridos em bancos acadêmicos, particularmente em curso superior, aprofundando aspectos de gestão em turismo e/ ou áreas afins. As hipóteses desta pesquisa para o problema levantado são: • O perfil do gestor de organizações do Terceiro Setor ligadas à atividade turística em Salvador, requer formação acadêmica (3º grau), cujos conteúdos curriculares contemplem habilidades e competências específicas para o exercício do cargo/ função • Os cursos de turismo e/ou hotelaria da Região Metropolitana de Salvador não atendem às exigências para o exercício do cargo de gestor de Organizações Não-Governamentais relacionadas com atividades turísticas 61 Analisar o perfil do gestor de Organizações Não-Governamentais ligadas à atividade turística na capital baiana revela-se particularmente importante em virtude do interesse pessoal em futuramente atuar em instituições dessa natureza. Sobretudo, a pesquisa revela-se de suma importância e relevância para as organizações enfocadas na investigação, na medida em que levanta aspectos importantes para a saúde organizacional dessas entidades, uma vez que tornar-se-á ferramenta importante para uma requalificação dos gestores e sobretudo, tem papel fundamental nas tomadas de decisões e de medidas corretivas. Com o crescimento das organizações sem fins lucrativos (em tamanho e número), também aumenta a necessidade por otimizar suas diretrizes no sentido de alcançarem suas metas com base em subsídios que aumentem a eficácia de suas ações. Em meio acadêmico constata-se a latente escassez de pesquisas sobre o tema, e sendo assim, o presente trabalho poderá incitar o debate do tema nas universidades, potencializando o surgimento de novos estudos capazes de gerar conhecimentos de relevância para a melhoria da vida social. O objetivo geral deste trabalho é elaborar o perfil do gestor de Organizações Não-Governamentais ligadas à atividade turística em Salvador. Neste universo, destaca-se também o interesse específico em: identificar as entidades; demonstrar suas potencialidades e limitações área de gestão e elencar as habilidades e competências de seus gestores. Num segundo bloco de objetivos específicos, pretende-se identificar os cursos de Turismo e/ ou Hotelaria oferecidos pelas Instituições de Ensino Superior, sediadas na região metropolitana de Salvador, além de analisar seus conteúdos curriculares. Para o desenvolvimento da pesquisa, adotou-se o estudo exploratório, ancorado no método dedutivo que aborda o tema desde seu contexto genérico até chegar a suas particularidades, a partir de uma abordagem de natureza teóricoempírica, segundo o modelo no qual o observador e seus instrumentos desempenham papel ativo na coleta, análise e interpretação dos dados. O delineamento da pesquisa se define ao confrontar a visão teórica do problema com os dados da realidade, tendo o cuidado de considerar o ambiente em que são coletados esses dados, bem como as formas de controle das variáveis envolvidas. Os procedimentos metodológicos do processo de pesquisa envolvem planejamento, coleta de dados, análise e interpretação e redação do relatório. 62 Dentro desta linha, os demais procedimentos metodológicos estão a seguir discriminados: • Pesquisa bibliográfica O levantamento bibliográfico desenvolve-se, basicamente, a partir da técnica de análise de conteúdo da revisão de literatura. Esta etapa foi capaz de permitir a cobertura de uma ampla gama de fenômenos. As principais fontes foram livros, artigos de revistas científicas, jornais, enciclopédias, coletâneas, monografias, dissertações e teses. Após a localização das fontes bibliográficas, passou-se à leitura de caráter seletivo, de modo a “reter” o essencial para o desenvolvimento da pesquisa. Os aspectos mais importantes de interesse na pesquisa, a partir de leitura analítica e interpretativa, foram reproduzidos em fichas contendo o resumo de parágrafos, capítulos ou de toda a obra. As fichas foram ordenadas segundo seu conteúdo para que no futuro fossem, em seguida analisadas, gerando reflexões e inferências sobre o assunto. • Pesquisa documental O desenvolvimento da pesquisa documental seguiu os mesmos passos da fase bibliográfica. Há, no entanto, que se considerar a variedade das fontes documentais. Existem, de um lado, os documentos que não receberam qualquer tratamento analítico, tais como: documentos oficiais, reportagens de jornal, cartas, contratos, diários, filmes, fotografias, gravações etc. De outro lado, existem os documentos que de alguma forma já foram analisados como relatórios de pesquisa, relatórios da empresa, tabelas estatísticas etc. É pertinente ressaltar que as fases supracitadas (pesquisa documental e levantamento bibliográfico) enfocaram conteúdos nas seguintes áreas: gestão de organizações do terceiro setor, atividades turísticas, currículo, formação técnicoprofissional, habilidades e competências. • Pesquisa eletrônica Viabilizada por intermédio de informações capturadas em sites e home-pages especializadas. • Pesquisa de campo O trabalho de campo, utilizou-se de instrumentos de coleta de dados – questionário para os gestores de ONG´s ligadas a atividade turística e entrevistas com dirigentes de Instituições que oferecem cursos de turismo e/ ou hotelaria, 63 representando a fase experimental. Seu delineamento guiou-se a partir do estudo estatístico da amostra aleatória definida em 50 questionários, representando 20% do universo tomando como referência informações da Abong, e entrevistas com dirigentes das Instituições de ensino, representando também 20%, porcentagem mínima estimada capaz de refletir uma impressão confiável da realidade em estudo, segundo Lakatos (1996). Nas fases bibliográfica e documental, as bibliotecas das instituições de ensino superior, as bibliotecas públicas, bem como de organizações e acervos privados, reservaram fontes prioritárias de dados para a pesquisa. Os arquivos privados, em especial os das ONG´s, revelaram-se extremamente ricos em dados pertinentes ao estudo do objeto. Em relação ao questionário, o instrumento conteve perguntas abertas e fechadas, já o roteiro, para a fase de entrevistas conteve perguntas genéricas e específicas. A investigação teve ainda como suporte o estudo dos currículos dos cursos de turismo e hotelaria oferecidos pelas Instituições contempladas no estudo, numa perspectiva de análise de conteúdo, visando detectar confluências com as habilidades desejadas para esse profissional. De posse dos resultados, procedeu-se a tabulação e tratamento dos dados, ancorando-se em métodos estatísticos baseados principalmente em tabelas. Em relação aos aspectos qualitativos da pesquisa recorreu-se a análise do discurso, com auxílio da transcrição de depoimentos. Objetivando dar uma visão panorâmica do corpo do trabalho passa-se, a seguir, a sintetizar suas partes: • O capítulo I determina o cenário e as premissas básicas para a abordagem do terceiro setor. • Já o segundo capítulo oferece uma estrutura conceitual que aborda a eficácia no gerenciamento no terceiro setor. • A atividade turística é abordada sob uma visão genérica, na terceira parte do trabalho. • O capítulo IV tem seu foco nas habilidades e competências desejáveis para o exercício da função de gestor dessas entidades. • A quinta parte trata de analisar conteúdos curriculares de cursos na área de turismo, oferecidos em Salvador. 64 • O capítulo seis refere-se a análise e interpretação dos resultados decorrentes do estudo de campo. • Finalmente, a conclusão encerra o estudo, resgatando aspectos-chave do texto; explicita-se o alcance dos objetivos traçados na introdução; expõe-se a comprovação das hipóteses preestabelecidas; esboça-se o posicionamento crítico do autor desta obra e apresenta-se um rol de recomendações, objetivando fomentar novas pesquisas. 65 SOBRE A INTRODUÇÃO É o primeiro capítulo e apresentação do trabalho. Deve colocar o leitor a par da importância do problema, posicionando-o sobre o assunto. A INTRODUÇÃO é um pano de fundo que deve conter a definição, conceituação, importância e objetivo da pesquisa. Na INTRODUÇÃO, o leitor deve tomar conhecimento da indagação da pesquisa (problema) e dos caminhos para obtenção da resposta. A INTRODUÇÃO deve conter os elementos contemplados no projeto de pesquisa como problema, objetivos, hipóteses, metodologia, etc. Não esquecer de mencionar a estrutura capitular do trabalho. Deve-se evitar introduções longas e muito pomposas. Pode ser escrita depois do texto pronto por entender-se que fica mais fácil apresentar um conteúdo já trabalhado. 66 (Desenvolvimento do Texto) 2. SITUAÇÃO ECONÔMICA DO AGRESTE BAIANO (texto) 2.1 A RENDA PER-CAPITA (texto) 2.1.1 A região dos açudes (texto) 2.1.2 A região irrigada (texto) 2.1.2.1 O cultivo de manga natural (texto) 2.1.2.2 O cultivo da uva (texto) Elementos de apoio inseridos no corpo do texto. CITAÇÕES TABELAS NOTAS DE RODAPÉ ILUSTRAÇÕES GRAVURAS QUADROS (e outros). 67 SOBRE O DESENVOLVIMENTO DO TEXTO O corpo do texto contém as informações mais importantes do trabalho. Aí aparecem elementos de apoio, tais como: citações, tabelas, quadros, notas de rodapé, recursos visuais e outros que possam contribuir para fundamentação e uma melhor compreensão do mesmo. Estes itens acessórios devem se apresentar de forma harmônica durante o desenvolvimento do trabalho. As citações por si só complementam o texto e os demais devem ser inseridos os mais próximos possíveis do parágrafo que os cita ou comenta, de forma que o leitor não necessite desviar-se da leitura para procurá-los e consultá-los. Os conteúdos elaborados pelo próprio autor do trabalho, tais como, tabelas, quadros, textos complementares, gravuras e outros, que sejam importantes para complementação e melhor compreensão do conteúdo exposto devem ser colocados no item APÊNDICE. Os conteúdos levantados de outros autores ou fontes, quando são informações que, embora importantes, possam ser consideradas acessórias ou de consulta mais longa devem estar contidas em ANEXOS, pelo mesmo motivo citado, ou seja, não desviar a atenção do leitor da linha de raciocínio. 68 TABELAS São apresentações de sínteses numéricas, comparativas e percentuais que devem ser obtidas em fontes fidedignas. As TABELAS devem ser numeradas consecutivamente em algarismos arábicos no decorrer do documento. Sobre as TABELAS indicamos o número da mesma e título. Sob a tabela deve ser indicada a fonte onde os dados foram colhidos, em letra de tamanho sempre menor que a utilizada no texto, Fonte 10, por exemplo. Exemplo: VOCÊ SE SENTE F % A vontade 31 44,3% Pouco a vontade 0 0,0% Envergonhado 8 11,4% Calmo 16 22,9% Contente 13 18,6% Sem resposta 2 2,9% 70 100,0% Total Tabela 2 - Satisfação com o ambiente – universo feminino Fonte: FIERLI apud FERREIRA , 1993, p.20 69 FIGURAS Seguem uma ordenação numérica em algarismos arábicos, ordem crescente no decorrer do documento, seguida pela informação que a nomeia. São indicadas na parte inferior pela palavra FIGURA. Se tiver origem, indicar a fonte com tamanho de letra 10. Exemplo: FIGURA 1 – Reator de Lâmpada Incandescente Fonte: FIERLI apud FERREIRA , 1993, p.50 70 CITAÇÕES Citações são trechos retirados de livros, periódicos ou quaisquer outros documentos consultados e inseridos no novo texto para confirmar idéias ou fundamentar afirmações defendidas pelo autor (do novo texto). Existem citações diretas, indiretas e citações de citações. Citações Indiretas São consideradas citações indiretas quando reconstruímos com nossas próprias palavras o texto original. Quando isso acontece podemos indicar de forma simples a autoria das idéias. Exemplo: Segundo Torres (2000),... Citações Diretas São transcrições fidedignas de parte de um texto, que nunca devem ser usadas sem que se indique o autor, a data e a página de onde foram tiradas. A informação completa sobre a obra deverá constar das Referências. Citações curtas Quando o trecho é curto, aparece harmonizado com a redação do texto, entre aspas duplas, seguido de parênteses que contém: o sobrenome do autor em maiúscula, vírgula, o ano de publicação, vírgula e a página referida. Exemplo: ... porém, há uma crescente consciência entre os administradores sobre o potencial para que práticas de medição melhoradas resultem em programas de determinação de preços mais efetivos, mostrando que “a reação dos clientes à variações de preços é a maior fonte de incerteza com que se defrontam os administradores quando tomam decisões referentes a determinação de preços.” (NAGLE, 1987, p.73). Os compradores modernos preferem... 71 Citações longas Quando o trecho possui mais de três linhas a citação deve aparecer em um parágrafo a parte, a quatro centímetros da margem esquerda, com letras em fonte 10, com espaço simples entre linhas. O nome do autor poderá vir referenciado normalmente no parágrafo anterior em citação simples. Exemplo: Este modo de ver se aproxima do que foi externado por Eight Bakker (2002, p. 102) que, após considerável análise conclui: Uma organização social é um sistema contínuo de atividades humanas diferenciadas e coordenadas, que utiliza, transforma e amalgama um conjunto específico de recursos humanos, materiais, de capital, ideológicos e naturais, num todo único, solucionador de problemas, empenhado em satisfazer necessidades humanas particulares, em interação com outros sistemas de atividades e recursos humanos de sua ambientação. A organização nasce da necessidade humana de cooperação... Podemos citar, também, mencionando anteriormente o último nome do autor, em inserção simples, seguido de parênteses com data e página onde se encontra o referido texto. Exemplo: Segundo Barros (2001, p. 23) “para atender plenamente as necessidades dos hospitais públicos de Porto Alegre seria necessário triplicar a verba destinada à saúde, atualmente, disponível para aquele Município.” 72 Se a fonte de referência pertencer a dois ou três autores, o procedimento é o mesmo, diferenciado apenas pela inclusão dos nomes adicionais. Mantêm-se os nomes em maiúscula, divididos por ponto e vírgula e apenas vírgula no último nome. Exemplo: ... (BASTOS; BECKMANN, 1967, p.101) Se a fonte de referência pertencer a mais de três autores, colocamos apenas o primeiro nome em letras maiúsculas, seguido da expressão et alii, que quer dizer e outros, simplificado para et al. Exemplo: ...(BERNARDES et al., 2003, p.147) Obras cujas entradas em referências sejam pelo nome do País, Estado, Município etc., deverão constar na citação da mesma forma, seguidos da indicação da Instituição Pública a que pertencem, sempre com data e página referida. Exemplo: ... (BRASIL. EMPRESA BRASILEIRA DE TURISMO, 1999, p. 20) Seminários, Congressos, Conferências entram com o nome completo, em maiúscula, seguido de número, ano e local do evento em inserção simples. Exemplo: Durante o 7º CONGRESSO NACIONAL SOBRE A EDUÇÃO PRÉ-ESCOLAR, 1997, São Paulo, foi apresentado trabalho sobre os benefícios obtidos... 73 Ainda sobre citações Se a frase é citada em parte, fechamos as aspas duplas antes do ponto final. Exemplo: ... “a reação dos clientes para com as variações de preços é a maior fonte de incerteza com que se defrontam os administradores quando tomam decisões referentes a determinação de preços.” (NAGLE, 1987, p.73). Se a frase é citada inteira, o ponto final virá após o fechamento das aspas. Exemplo: “A Fundação Getúlio Vargas é uma instituição de referência nacional”. 74 Citação de Citação É o uso de uma citação já inserida em outro texto. Quando isso acontece devemos indicar a referida citação usando o nome do autor original, o vocábulo apud e o nome do autor da obra de onde foi retirada, seguido de data e página. Exemplo: Em um texto de Antônio Ramos encontra-se uma citação retirada de um livro de Mario Pires. Na reutilização da citação do original de Mario Pires feita por Antonio Ramos indica-se: “O problema da educação brasileira reside mais na má utilização das verbas públicas do que necessariamente na insuficiência do dinheiro destinado para este fim.” (PIRES apud RAMOS, 2002, p.75) NOTAS DE RODAPÉ São explicações colocadas ao pé da página com a intenção de esclarecer o leitor sem que seja necessário estender demais o texto. São indicados por algarismos arábicos, em ordem crescente, por seções ou todo o documento. O número pode aparecer entre parênteses ou sobrescritos. As notas de rodapé são escritas em tamanho 10 e espaço simples. SOBRE A CONCLUSÃO A conclusão deve ser uma síntese do trabalho e é a única parte que pode conter opiniões próprias do autor. Podem constar das conclusões sugestões para novos trabalhos que contenham indicações sobre vertentes ainda não exploradas sobre o assunto. 75 SOBRE REFERÊNCIAS É um elemento obrigatório em todos os trabalhos acadêmicos. Devem constar das referências todas as fontes consultadas. As fontes bibliográficas, em ordem alfabética, seguidas pelas eletrônicas, sempre com a data e a hora da consulta. Por ser um conteúdo diversificado e extenso, aconselhamos recorrer a livros de Metodologia, disponíveis na biblioteca, para referenciar as fontes consultadas. SOBRE APÊNDICES O item APÊNDICE(S) é opcional. Deve conter os documentos elaborados pelo próprio autor do trabalho, tais como, tabelas, quadros, textos complementares, gravuras e outros, que sejam importantes para complementação e melhor compreensão do conteúdo exposto. SOBRE ANEXOS O item ANEXO(S) é opcional. São conteúdos complementares que favorecem uma melhor compreensão e aprofundamento do texto. Seguem uma ordenação alfabética. Exemplo: ANEXO A ANEXO B ANEXO C e assim por diante. 76 ANEXOS ANEXO A – Modelo de gabarito 77 3 A NORMALIZAÇÃO Todo trabalho acadêmico deve ser elaborado segundo parâmetros determinados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. É importante salientar que elas são periodicamente alteradas/ modificadas. Assim, cabe ao pesquisador ou aluno checar a sua vigência junto à ABNT. Cada norma da ABNT (NBR) serve uma especificidade: NBR 14724 – DEZEMBRO: 2005 - Informação e Documentação Trabalhos Acadêmicos – Apresentação NBR 6023- AGOST0: 2002 - Informação e Documentação Referências - Elaboração NBR 10520 – AGOSTO: 2002 - Informação e Documentação Citações em Documentos - Apresentação NBR 6028 – NOVEMBRO: 2003 - Resumos NBR 6027 – MAIO: 2003 – Sumário NBR 15287 – DEZEMBRO: 2005 – Projeto de pesquisa 78 REFERÊNCIAS ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14724: Trabalhos Acadêmicos. Rio de Janeiro: ABNT, 2005. _________. NBR 10520: Citações. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. _________. NBR 6023: Referências. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. _________. NBR 6027: Sumário. Rio de Janeiro: ABNT, 2003. _________. NBR 6028: Resumo. Rio de Janeiro: ABNT, 2003. _________. NBR 15287: Projeto de pesquisa. Rio de Janeiro: ABNT, 2005. DEMO, Pedro. Introdução à metodologia da ciência. 2.ed. São Paulo: Atlas, 1987. DENCKER, Ada de Freitas Maneti. Pesquisa empírica em ciências humanas. São Paulo: Futura, 2001. ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo. Perspectiva. 1998. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 6. Ed. São Paulo: Atlas, 2005. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2004. MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de Pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análise e interpretação de dados. 4. Ed. São Paulo: Atlas, 1999. MEDEIROS, João Bosco. Redação Científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 7. Ed. São Paulo: Atlas, 2006. SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. São Paulo: Martins Fontes, 2001. SANTOS, Ednalva Maria Marinho, et al. O Texto científico: normas para apresentação. Salvador: Quarteto, 2003. SANTOS, Luiz Carlos dos. Artigos técnicos científicos e textos de opinião. Salvador: Editora UNEB, 2004. 79 APÊNDICE PROPOSTA DE ESTÁGIO Supervisionado – Modelo IDENTIFICAÇÃO: Nome de Aluno(a):_________________________________________________________ Telefone p/ contato: ______________________e-mail:___________________________ Empresa:________________________________________________________________ Supervisor de estágio/ cargo_________________________________________________ Período Previsto: Início: ____/_____/_______ Término até: _____/_____/______ ÁREA DE INTERESSE PARA ESTÁGIO ______________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ JUSTIFICATIVA ________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 80 OBJETIVOS ________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ PLANEJAMENTO DAS ATIVIDADES ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________ RECURSOS ________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ________________________________________________________________ REFERÊNCIAS ________________________________________________________________________ ______________________________________________________ ____________________________________________________________________ 81 ORIENTAÇÕES SOBRE O PREENCHIMENTO DA PROPOSTA DE ESTÁGIO Área de Interesse do Estágio: Indicar a área de atuação, de acordo com o que foi descrito no Cadastro do Estagiário. Justificativa: Redigir um texto, sintetizando a importância da realização do trabalho, sua relevância para o aprendizado acadêmico e os benefícios que o mesmo poderá trazer para a empresa e para o acadêmico. Objetivo: descrever de modo geral o que pretende realizar. Planejamento das Atividades: Explicitar, em linhas gerais, como será desenvolvido o trabalho (metodologia), considerando: Tipo de Estudo que será realizado; Local de realização; Período (datas) de realização; Forma de coleta dos dados; Forma de apresentação dos resultados. Recursos: Especificar os recursos que serão utilizados, exemplo: Internet, bibliotecas, revistas, folders, relatórios de empresas, dados estatísticos do IBGE, etc. Bibliografia Inicial: Relacionar a bibliografia utilizada para a confecção do Plano de Estágio. * Cronograma das Atividades: Em conjunto com o orientador serão preenchidos os campos e datas como forma de acompanhamento dos trabalhos.