A experiência a serviço da qualidade
Uma publicação do INOR Ano XI - ESPECIAL 15 ANOS
edição comemorativa de 15 anos
FUNDAÇÃO
ÍNDICE
Fundador
3
Conforto do calçado
4
Purificadores
5
Inmetro
6
Capacetes
8
Cestas de Alimentos
8
Laboratórios
9
EPIs
9
Presidência
10
Grandes companheiros
12
Embalagem de álcool
12
Colaboradores
13
Empresas certificadas
14
Dispositivos
16
“A chave de qualquer empreendimento
humano é que as pessoas estejam
comprometidas, com a camisa ‘não
vestida’ e sim tatuada. Gosto da
metáfora do diretor de orquestra: ele é
o único que não pode fazer barulho,
não pode gritar, tem que dirigir
somente com as mãos e com os olhos.
Mas é o único entre os músicos que
escuta toda a sinfonia...”
Luis M. Castro
E
x
p
O Informe INOR é uma publicação do INORInstituto da Normalização na Segurança,
Saúde, Qualidade, Produtividade, Avaliações
e Juízo Arbitral, publicado pela Editora do
Administrador.
Tiragem: 1 000 exemplares
Circulação: maio de 2009
Um pouco de história
Nas páginas seguintes desta edição comemorativa, você, Leitor, poderá constatar que o
Engo Cláudio Bock (veja pág. 3) e a Enga Maria Salete Garcia (veja pág. 10) traçaram um
caminho de muito trabalho e conquistas para abrir as portas do INOR – Instituto da Normalização na Segurança, Saúde, Qualidade, Produtividade, Avaliações e Juízo Arbitral, que
completou 15 anos no último dia 23 de abril.
“Embora eu não tenha participado diretamente da fundação do INOR, sempre estive
ao lado do Bock. Trabalhamos juntos, por cerca de seis anos, no Ibape-Instituto Brasileiro
de Avaliações e Perícias de Engenharia, onde eu era tesoureiro e o Bock, presidente. Nesta
época, o Ibape ficava próximo da Abiex – Ass. Bras. das Inds. de Equipamentos Contra
Incêndio e Cilindros de Alta Pressão, na qual Bock também atuava”, contou Luis Crivelli,
diretor do INOR.
“Devido a esta experiência, Bock sempre mencionava que os extintores de incêndio
precisavam ser melhor controlados para uma maior segurança. Ao mesmo tempo, Bock
começou a enfrentar problemas de conduta ética dentro do Ibape, que o deixaram muito
desmotivados. Com estes dois cenários, foi a hora certa para criar uma entidade de certificação, avaliação e perícia (INOR), que iniciou suas atividades com os extintores de incêndio (hoje o escopo de atuação é bem amplo – veja no site www.inor.org.br)”, contou José
Carlos Pellegrino, diretor presidente da Pellegrino e Associados Engenharia, que também
lembrou que, nesta época, Bock trabalhava numa empresa junto com a Salete, que se tornaria uma das fundadoras do INOR (atual presidente).
“Nunca fui diretor do INOR. Era um amigo e confidente do Bock. Mesmo assim, testemunhei que Bock e Salete dedicaram-se de corpo e alma”, falou Pellegrino.
Crivelli, que sempre participou da diretoria do Instituto, já desempenhou funções na
área financeira e hoje atua na diretoria de uma forma geral, além de fazer parte das comissões de certificação. “Acompanhando o trabalho do INOR, vejo que a Salete tem realizado
um bom trabalho e implementado novas certificações com grande êxito, como os capacetes
para motocicletas e dispositivos de segurança, entre vários outros produtos. Sem dúvida,
uma vitória para o INOR, com o mérito da Salete, que é uma guerreira”, destacou.
“Bock lutou muito por esta ideia, que tem sido mantida e melhorada pela Salete. Hoje
o INOR está bem montado e continuará crescendo significativamente”, finalizou Crivelli.
Nas outras páginas, temos os depoimentos de diversos profissionais que estiveram (e a
maioria ainda está) ao lado do INOR.
Boa leitura.
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Distribuição qualificada
É proibida a reprodução total ou parcial de qualquer
matéria desta publicação sem autorização prévia do INOR.
Presidente:
Maria Salete P. Garcia
Av. Rio Branco 307 - conj. 123 - 01205-000 - São Paulo - SP
Tels.: (11) 3333-7218
E-mail: [email protected]
Site: www.inor.org.br
n
t
e
Editora do Administrador
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Mtb 027303
Michelle Neves (colaboradora)
Projeto gráfico/diagramação
Marcelo Marcondes Marin
Tel: (11) 3779-0270
Produção gráfica - Artsim
FUNDADOR
A trajetória do Eng.º Cláudio Bock
Dr. Bock, como era conhecido por todos, foi o fundador do Inor e um profissional
que sempre será lembrado como um homem que procurava a correção em qualquer tipo
de atividade, principalmente quando se referia ao benefício do próximo. Nesta matéria,
dedicamos uma página para relembrar este grande ícone da indústria brasileira
C
láudio Walter Félix Bock era engenheiro químico, formado pela Escola
Politécnica da Universidade de São
Paulo, em 1943, com um extenso currículo
nas áreas de engenharia química e mineração, além da larga experiência no segmento
de normalização de produtos.
Nascido em São Paulo, SP, no dia 8 de
fevereiro de 1919, Bock iniciou sua carreira
como engenheiro químico em 1944,
atuando nas Indústrias Reunidas F. Matarazzo, em São Caetano do Sul, SP, seguido por uma passagem na Companhia
de Anilinas e Produtos Químicos, em
Cubatão, SP. De 1945 até 1954, o engenheiro trabalhou como chefe de laboratório e controle de qualidade das Indústrias Reunidas Vidraria Americana, em
Porto Ferreira, SP, alcançando o cargo de
diretor técnico em 1955. Em paralelo ao
seu dia-a-dia no Brasil – entre as décadas
de 40 e 50 –, Bock exerceu outras atividades como um estágio na Pittsburgh
Plate Glass Co., em Pittsburgh, EUA, e
fez cursos como o Credit & Financial
Analysis, em Nova York, EUA.
Bock iniciou suas funções institucionais em 1957, quando assumiu a
vice-presidência do Conselho Federal de
Química, no Rio de Janeiro, RJ. Nesse período, atuou como membro de diversos organismos como a Comissão de Vidros da ABNT
– Associação Brasileira de Normas Técnicas,
Associação Brasileira de Cerâmica, Sociedade
Brasileira de Geologia, American Association
for Development of Science e foi vice-presidente da Comissão de Refratários, também
da Associação Brasileira de Normas Técnicas.
Na área acadêmica, Cláudio Bock acumu-
lou inúmeras funções como professor assistente da Escola de Administração de Empresas,
da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo
(1956), e professor das cadeiras de Metalurgia
e de Materiais de Construção na Faculdade
de Engenharia Industrial da PUC – Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo (1963). De
1957 a 1958, o engenheiro atuou como acionista fundador da União Brasileira de Vidros
Impressos, assim como representante comercial para o estado de São Paulo, até 1966, da
Magnesita, e foi gerente da Bock – Administração, Representações e Engenharia. No final
da década de 60, assumiu a responsabilidade
técnica pela fabricação de extintores à base de
pó químico, CO2 e espuma da Metal Yanes, na
cidade de São Paulo.
Em meados dos anos 70, exerceu diversas atividades como diretor da Plamont –
Planejamento Montagens e Tecnologia, e foi
diretor superintendente da Mibrasil – Mineração Industrial Brasileira, coordenador da
Câmara de Engenharia Industrial do CREA
– 6ª região, São Paulo e, até 1992, conselheiro do Congresso Regional de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia, representando o
Ibape – Instituto Brasileiro de Avaliações e
Perícias de Engenharia, bem como membro
presidente do Ibape até 1994.
Sua brilhante carreira ainda teve
como destaque a gerência da Indústria
e Comércio Magnebock, trabalhos de
consultoria para a Bucka, Spiero Equipamentos de Combate a Incêndio e aos
laboratórios L.A. Falcão Bauer (controle
de qualidade de vidros planos). Assumiu
a presidência interina do CREA-SP, em
janeiro de 1991, foi sócio da Pellegrino e
Associados Engenharia de Avaliações, sócio-gerente da Bock – Avaliações, Reavaliações e Engenharia e, finalmente, presidente, de 1994 até o seu falecimento, do
Inor – Instituto da Normalização na
Segurança, Saúde, Qualidade, Produtividade, Avaliações e Juízo Arbitral.
Em todos esses anos de atuação no
mercado de engenharia e avaliações, bem
como em diversas entidades de classe,
Bock deixou como principal legado a sua postura ética, comportamento que se perpetuará
naqueles que tiveram o privilégio de trabalhar
ao seu lado e aprender – antes de tudo – que a
vida deve ser pautada pelo respeito.
O dia 29 de setembro de 2001 será lembrado como a despedida de um homem que
teve sua história marcada pela ética e seriedade no cumprimento das inúmeras atividades
profissionais e institucionais que exerceu.
edição comemorativa de 15 anos
Conforto do calçado
norma ABNT NBR 14834:2008
avalia o conforto dos calçados nacionais, mediante métodos de ensaios, os
quais determinam a massa do calçado, distribuição da pressão plantar, temperatura interna, comportamento da componente vertical
de força de reação ao solo, ângulos de pronação do calcâneo durante a marcha e níveis
de percepção do calce. A partir desta norma,
os fabricantes podem solicitar a avaliação de
seus calçados e a obtenção da Marca de Conformidade para Conforto do Calçado. O Selo
Conforto é uma Marca de Conformidade auferido ao calçado que, uma vez submetido a
um conjunto de ensaios específicos, atendeu
aos requisitos preestabelecidos.
O Selo de Conforto foi desenvolvido
em 2003, numa parceria da Opananken
com o INOR. (certificação voluntária).
Nesse programa só tinha direito de
ostentar a marca quem obtivesse uma
pontuação de 56 a 72 pontos, o que
resultaria num índice de confortável
a muito confortável
Fundada em 1990 pelo empresário Geraldo Ribeiro Filho, a Opananken (Franca, SP),
fabricante de calçados, destacou-se pela primazia na fabricação de calçados que possuem
como principal característica a anatomia, dife-
Opananken
A
A certificação aos seus pés
Geraldo Ribeiro, diretor da Opananken
rencial que há algum tempo era, desconhecido
por muitos fabricantes do setor calçadista.
O conceito de conforto, que mais tarde deu origem à certificação da empresa
através do INOR, surgiu após Ribeiro ter
passado uma temporada de um ano e meio
na Espanha, onde trabalhou como consultor no setor calçadista. Neste período, pôde
acompanhar as novidades e tecnologias
que, inclusive, foram aplicadas em sua fábrica em Franca.
De volta ao Brasil, o empreendedor resolveu desenvolver o primeiro solado de
espuma de poliuretano, material que se
adaptou às plantas dos pés, diminuindo os
efeitos do impacto com o solo
nas articulações. “O solado
diferenciado também
atua em pontos que
aliviam tensões
en
nk
em órgãos como
na
a
Op
fígado, estômago
e bexiga”, acrescentou Ribeiro.
A Opananken foi certificada em 2006,
com a linha Diabetic’s pelo Inmetro/INOR
(validade da certificação até 29 de março
de 2008).
Segundo Ribeiro, a conquista do Selo representou dupla vitória. Primeiro, devido ao
prestígio de obter a certificação do Instituto
INOR, cujo trabalho é reconhecido internacionalmente e, depois, por ser uma certificação inédita no setor calçadista.
“Os maiores desafios foram os custos
com a certificação e a divulgação do produto em si. Na ocasião, foram certificados dois
modelos da linha Diabetic’s”, acrescentou.
“Somos conhecedores e admiradores do
INOR há bastante tempo, pelo excepcional serviço que prestam a outros segmentos, e
foi com grande júbilo que soubemos, na ocasião, de sua acreditação junto ao Inmetro para
o Selo Conforto, pois podemos contar com
um parceiro extremamente competente e eficiente nesta jornada”, finalizou o empresário.
AGRADECIMENTO
Obrigada por tudo, Mestre
* Maria Salete Garcia
Em 1985, recém-graduada em Engenharia Química pela Faculdde
Oswaldo Cruz, comecei a trabalhar na Metal Yanes como supervisora de laboratório, onde conheci o Sr. Cláudio Bock, na época
consultor da empresa.
Com a mudança da sistemática para certificação de empresas
de manutenção de extintores de incêndio, ele me convidou para
trabalharmos juntos. Acabei aceitando e me tornei sua sócia. Em
1994, com sua vivência e grande visão de futuro, foi fundado o
INOR - Instituto da Normalização na Segurança, Saúde, Qualidade,
Produtividade, Avaliações e Juízo Arbitral.
Todos os anos de convívio com este espetacular profissional, que
infelizmente faleceu em 2001, acrescentaram dados valiosos ao
meu curriculum. Com ele, aprendi muito do que sei hoje. A sua
experiência e seu conhecimento, alidados a minha vontade de
aprender sempre e trabalhar muito, tornaram possíveis a concretização de seus sonhos.
Graças ao nosso trabalho em equipe, chefiados por ele, o INOR,
hoje, é reconhecido não só nacionalmente, como também no exterior.
Agradeço a Deus pela oportunidade de ter convivido com o Sr. Bock.
*Maria Salete Garcia é presidente do INOR
Purificadores de água
Pioneiro na certificação
dade e tecnologia de seus purificadores.
“Mesmo antes da existência das normas da
ABNT, a empresa já se preocupava com
a eficácia dos seus produtos, tanto que a
empresa conta com um laboratório próprio, capacitado à realização das principais análises, desde de 1986. Nessa época,
utilizávamos as normas norte-americanas
da NSF como referência e os testes eram
executados de acordo com os Standards
Methods for the examination of water and
s aparelhos de água para consumo wastewater (Métodos padronizados para
doméstico são certificados volun- a verificação da água e água residual) da
tariamente, quando fabricantes APHA/AWWA”, explicou Antônio Carlos
ou importadores, para agregar valor a sua Camargo, diretor industrial da empresa.
marca e distinguir seus produtos em rela- “A Brasfilter foi a primeira empresa do
ção ao mercado, solicitam uma avaliação de país a obter o Selo Eficiência Microbiológica/INOR em abril de 2002. Na época,
conformidade, baseada em
os testes foram realizanormas ou regulamentos
dos através do INOR, na
técnicos estabelecidos.
Divisão de Bromatologia
A norma NBR 14908:2004
e Química do Instituto
foi criada com o intuito de
Adolfo Lutz, com base
estabelecer critérios para o
na Portaria número 36
programa de avaliação da
(de janeiro de 1990), do
conformidade de aparelho
Ministério da Saúde. “Os
para a melhoria da qualitrabalhos foram iniciados
dade da água para consuem 2001 e, em abril de
mo humano, atendendo
2002 recebemos, de foraos requisitos das normas
ma pioneira no Brasil, o
ABNT NBR 14908:2004
Selo Eficiência Microbio(específicas para os apare- Antônio Carlos Camargo, diretor
lógica Inmetro/INOR,
lhos por pressão) e NBR industrial da Brasfilter
15176:2004 (específica para aparelhos por que atestava a eficiência dos nossos purigravidade). Também foi aprovado o RAC – ficadores - inicialmente da linha HF (FiRegulamento de Avaliação da Conformida- bra Oca) e posteriormente da linha UVLS
de para aparelhos de melhoria da qualidade (lâmpada ultravioleta) - no tratamento
da água para consumo humando, de acordo de três quesitos: coliformes totais, colicom a Portaria nº 93, de 12 de março de formes fecais e bactérias”, explicou. “O
2007. A partir deste RAC, passou-se a exi- Selo Eficiência Microbiológica, emitido
gir, dos fabricantes, que os produtos aten- pelo INOR, figurou em nossos aparelhos
dessem a requisitos obrigatórios, e também durante dois anos, quando foi substituído
que sejam etiquetados conforme a classifi- pelo novo selo de Certificação de Aparecação através de suas qualidades, entre elas, lhos para Melhoria da Água, em 2004”.
“A certificação de purificadores de água
eficiência bacteriológica, redução de cloro
foi importante pelo fato de comprovar,
livre e redução de partículas.
A empresa Brasfilter, fabricante dos através de um documento oficial e reconhepurificadores de água Europa (São Paulo, cido - no caso, o selo de conformidade - a
SP), destacou-se no mercado pela quali- veracidade das afirmações da empresa e de
O
A partir de março de 2010, a utilização
do selo de conformidade da Certificação
Aparelhos Para Melhoria da Água Para
Consumo Humano passa a ser compulsória aos fabricantes de filtros, purificadores e bebedouros e, a partir de março
de 2011, o comércio somente poderá
oferecer ao consumidor, produtos com a
certificação em questão, o que contribuirá
para o aumento da qualidade do setor
como um todo.
nosso corpo de vendas, dando a certeza ao
consumidor de adquirir um produto idôneo, aprovado segundo as normas técnicas
vigentes”, explicou Camargo. Além dos benefícios imediatos, tanto frente à equipe de
vendas, aos consumidores e ao mercado, a
empresa ganhou em credibilidade, numa
época em que não havia forma de comprovação oficial das afirmações de eficiência
dos produtos por parte dos fabricantes. “O
selo foi a prova factual da nossa eficiência
no tratamento microbiológico e eliminação
de bactérias. A recepção foi extremamente
positiva, na qual utilizamos toda a nossa
força de divulgação na mídia impressa e
eletrônica, entre os quais testemunhais em
revistas, jornais e mídia televisiva”, acrescentou Camargo.
“O INOR teve um papel muito importante para os purificadores Europa e para
o mercado, de uma forma geral, na instituição do selo Eficiência Microbiológica,
sendo a primeira iniciativa do gênero em
nosso segmento. Na época, fomos atendidos com muita presteza e agilidade, especialmente por sua presidente, a Sra. Maria
Salete Garcia, que com grande habilidade
viabilizou o projeto. Agradecemos o INOR
pelo empenho para que pudéssemos alcançar este objetivo, desejando muito sucesso,
pleno de realizações, e ficamos felizes em
fazer parte dessa história de empreendedorismo”, finalizou.
edição comemorativa de 15 anos
INMETRO
Certificação brasileira
O Informe INOR entrevistou Alfredo Lobo, diretor da Diretoria da
Qualidade do Inmetro, sobre o histórico da certificação de produtos
no Brasil e perspectivas para os próximos anos
Informe INOR: Como pode
ser resumida a história da
certificação de produtos
no Brasil?
Proteção e Defesa do Consumidor, as certificações passaram a ter foco também na
proteção do consumidor, trazendo como
consequência uma grande contribuição
para o aperfeiçoamento das relações de
consumo no Brasil.
Já na terceira fase, no que diz respeito ao
foco das certificações, que ocorreu no final dos anos 90 e início dos anos 2000, as
Alfredo Lobo: As certificações no Brasil tiveram origem na década de 80. De lá
para cá, passaram por importantes mudanças de abordagem, sob a ótica do foco e
sob a ótica da organização e gestão.
Sob a ótica do foco, inicialmente
objetivaram a proteção do cidadão,
quanto a sua segurança e saúde, e
um pouco mais adiante a proteção
do meio ambiente. Na segunda fase,
que teve início na década de 90,
as certificações passaram a ter foco
também no aumento da competitividade das empresas e na proteção
do consumidor. A necessidade de
apoio ao esforço de aumento da
competitividade da empresa brasileira foi consequência da abertura
econômica, que ocorreu no início da década de 90, e que expôs a Alfredo Lobo: Ouso dizer que não conheço país que, em
empresa brasileira a um ambiente termos de sistematização da atividade, alcançou o patamar
de grande competição, para o qual que o Brasil alcançou.
não estava suficientemente preparada. Foi o período de grande demanda certificações passaram a objetivar ainda o
por certificação dos sistemas de gestão da apoio ao esforço exportador brasileiro. Foi
qualidade das empresas, com base nos re- consequência do movimento de globalizaquisitos da norma ISO 9000, a partir de ção da economia, que trouxe em seu bojo
um entendimento de que os grandes pro- as práticas de barreiras técnicas ao comérblemas de qualidade de produtos tinham cio e a necessidade de acesso a mercados
origem em falhas de gestão. Paralelamente, cada vez mais exigentes. A certificação de
no final dos anos 80 e início dos anos 90, produtos passou a ser uma espécie de pascomo consequência da abertura política e saporte para a superação das barreiras técda promulgação do Código Brasileiro de nicas e para o acesso a mercados exigentes,
em especial o da Europa, o Norte-americano e o da Ásia.
Sob a ótica da organização e gestão, pode-se dizer que as certificações no Brasil
passaram também por três diferentes abordagens e mudanças. Na primeira fase, no
que diz respeito a organização e gestão,
que ocorreu desde o início dos anos 80 até
1992, o Inmetro atuava como organismo
certificador. Já na segunda fase, que
ocorreu de 1992 até 2000, o Inmetro passou a atuar como organismo
acreditador dos organismos certificadores, que passaram então a realizar
as certificações. A partir do início dos
anos 2000, passou-se então à terceira e atual fase no que diz respeito à
organização e gestão, que se caracteriza por uma abordagem sistêmica da
atividade avaliação da conformidade
no Brasil, com a criação do Programa Brasileiro de Avaliação da Conformidade, o PBAC. Este Programa
contempla três importantes partes.
Na primeira estão contemplados os
chamados Projetos Estratégicos Estruturantes da atividade de avaliação
da conformidade. A segunda parte
consiste no Plano de Ação Quadrienal PAQ, que identifica e prioriza as demandas por desenvolvimento de programas
e avaliação a conformidade de diferentes
objetos. O Plano tem horizonte quadrienal, mas é atualizado anualmente, estando
hoje em vigor a versão PAQ 2008/2011.
Há ainda uma terceira parte, que trata do
estudo proativo de temas estratégicos para
a atividade de avaliação da conformidade,
podendo ser destacados o de análise do ciclo de vida dos produtos e o de compatibilidade eletromagnética.
INOR: De lá para cá, quais
os aspectos que tiveram
um melhor desenvolvimento e quais foram os mais
difíceis. Por que?
INOR: Como o Sr. analisa
a certificação de produtos
no Brasil em relação a outros países? Em que pontos estamos equiparados,
avançados ou atrasados?
Alfredo Lobo: O Brasil é reconhecido internacionalmente como um país de primeiro
mundo nas atividades de avaliação da conformidade, que inclui as certificações, e de
metrologia. Adotamos na atividade de certificação práticas internacionais consagradas.
Temos reconhecimento formal nos principais fóruns internacionais de certificação.
Ouso dizer que não conheço país que, em
termos de sistematização da atividade, alcançou o patamar que o Brasil alcançou. Digo
isto com base nas nossas participações em
fóruns internacionais e no que monitoramos
da atividade em todas as partes do mundo.
pensar a forma de organização e gestão da
atividade, o que implicará novos papéis para
os certificadores, em particular na elaboração dos procedimentos de certificação, hoje
muito definidos pelo Inmetro.
INOR: Em seu ponto de
vista, quais indústrias devem utilizar mais a certificação de produtos nestes
próximos anos? Por que?
Alfredo Lobo: Podemos destacar, pelo
menos, três importantes aspectos. O priAlfredo Lobo: Os setores industriais
meiro diz respeito à credibilidade que as
que mais demandarão certificação serão os
certificações gozam hoje no Brasil, tendo
de alimentos, saúde, biocombustíveis e secomo fator de constatação pesquisas que
gurança, em particular do cidadão.
o Inmetro realiza periodicamente. Como
consequência do primeiro, cabe destacar
INOR: O Inmetro prevê alcomo segundo aspecto a grande demanda
guma mudança na metodopelo estabelecimento de novos programas
de certificação de diferentes objetos. Já são
logia de certificação? Se
138 e estamos trabalhando no desenvolsim, quais?
vimento de mais 117. O terceiro
Alfredo Lobo: A principal mudandiz respeito à complexidade das
ça, como já mencionado, será a de
“Congratulamo-nos com o INOR
demandas. Se antes eram produtos,
conferir maior responsabilidade aos
pelos 15 anos de contribuição à
como fios e cabos, barras de aço,
certificadores, em particular na defietc., hoje temos que trabalhar em
nição dos procedimentos de certifiatividade de certificação no Brasil.
produtos mais complexos, procescação. Um programa de certificação
Minha saudação à Dra. Salete, que
sos, serviços, etc., como manejo
possui dois principais documentos.
florestal, produção integrada de
O primeiro é a base normativa, que
colocou o INOR no patamar dos
frutas, etc. Cabe ainda destacar em
define o que será avaliado, ou seja,
grandes certificadores brasileiros.”
relação a este terceiro aspecto que,
os requisitos a serem atendidos pelo
se antes a certificação limitavaproduto. O segundo são as regras, ou
se a avaliar a qualidade intrínseca
procedimentos, de avaliação. Estes definem
dos produtos, hoje, em particular para os INOR: Qual a sua visão
como propiciar confiança no atendimento
produtos globalizados, temos que avaliar para a certificação de proaos requisitos definidos para o produto. A
o impacto socioambiental do seu proces- dutos nos próximos dez
mudança está neste segundo. Hoje o Inmeso produtivo. Ou seja, o processo de certro praticamente define como avaliar. Precianos (Brasil e exterior)?
tificação dos produtos está cada vez mais
Alfredo Lobo: Ampliará sua importân- samos dar mais responsabilidade aos certicomplexo. Mas isto é que chamamos de
cia estratégica como fator regulador do ficadores, que devem passar a definir como
problema bom.
mercado globalizado e facilitador do acesso propiciar confiança no atendimento aos redos produtos aos mercados mais exigentes. quisitos do produto.
INOR: Quais as indústrias
que trabalharam melhor a
certificação de produtos
neste período (tiveram
maior interesse pelas certificações, buscaram este
diferencial, etc.)?
Alfredo Lobo: Sem dúvida, o setor
eletroeletrônico é o que mais valoriza a
certificação de seus produtos. O setor automobilístico também pode ser destacado.
INOR: Quais os objetivos
do Inmetro, em relação à
certificação de produtos,
para os próximos anos?
Alfredo Lobo: Sem dúvida, nosso principal objetivo é manter a grande credibilidade
que a atividade de avaliação da conformidade tem hoje no Brasil. Este é o nosso principal ativo. De forma a melhor atender ao
aumento da quantidade e da complexidade
das demandas hoje existentes, temos que re-
INOR: O que a indústria
brasileira deve fazer para
que a certificação de produtos tenha um bom desenvolvimento?
Alfredo Lobo: A principal responsabilidade da indústria é, e continuará a ser, a de
fabricar produtos em conformidade com
os requisitos das normas ou regulamentos
aplicáveis. Ela é a única responsável por
garantir a qualidade de seus produtos.
edição comemorativa de 15 anos
Capacetes de proteção
Proteção para ocupantes de motocicletas
Casa do Capacete
nome do fabricante/importador; mês e
ano da fabricação; tamanho; número e
ano da norma técnica, entre outras informações complementares.
Segundo Donato Espósito, diretor da
Casa do Capacete (São Paulo), distribuidor
e importador de capacetes, a norma foi uma
obrigatoriedade e foi muito boa para os fabricantes, pois agregou mais qualidade e
segurança aos capacetes. “O mercado em si
não percebeu os benefícios que a certificação trouxe, mas os consumidores estão bem
atentos e primam pela credibilidade dos produtos fabricados”.
“O INOR tem um papel muito importante e sempre se portou de forma correta.
Ele é o elo de ligação entre a empresa e o
órgão regulador”, disse Espósito.
“A norma NBR 7471: 2001 chegou e
não tivemos como fugir”, lembrou Ricardo
Oliveira, proprietário
da Nau (São Paulo,
SP), importador
de capacetes, certificada em 1999.
Segundo Oliveira, o mercado de
capacetes não há
do que reclamar.
Desde que a norma
foi regulamentada e aprovada, o mercado
passou a fabricar capacetes com muito mais
rigor e qualidade.
“Estamos muito bem assessorados. Toda
a equipe do INOR tem se colocado à disposição para esclarecimentos de dúvidas
e elucidações sobre os procedimentos, o
que tem facilitado em muito o trabalho de
certificação. Só temos a agradecer”, finalizou Oliveira.
Nau Capacetes
D
esde que foi aprovado de acordo
com a Portaria nº 392, de 25 de
outubro de 2007, todos os capacetes de motos importados só podem ser
comercializados com a certificação por
lote, ou seja, os produtos são submetidos
a alguns procedimentos para receber a certificação. Os fabricados no Brasil podem
ser certificados através de 3 modelos de
certificação.
De acordo com os dispositivos dessa
Portaria, tornou-se obrigatório que os capacetes em questão
ostentem o selo da
identificação da
conformidade
e também uma
etiqueta interna,
que deve conter:
Cestas de alimentos e similares
Requisitos de segurança alimentar
D
e acordo com a Portaria nº 99, o Inmetro designou o Organismo INOR
para executar o processo de avaliação
da conformidade para cestas de alimento,
com o objetivo de que estes produtos cheguem ao consumidor atendendo aos requisitos de segurança alimentar definidos pelo
Ministério da Agricultura, Pecuária e do
Abastecimento (MAPA).
“Nossa primeira certificação foi cercada
de ‘arrumações’, sendo necessário adaptar a
empresa às novas regras”, ressaltou Maria Estela Gozzeto Furlam, representante da direção
da Nutricesta (Piracicaba, SP). Segundo Maria Estela, toda a mudança foi muito benéfica
para o setor que, a partir da certificação, acreditou ainda mais na qualidade dos produtos
que compõem a cesta básica. “O INOR está
sempre atento ao mercado e compreende as
necessidades da empresa. Também possui
uma equipe de profissionais (auditores/técni-
cos e administrativo) qualificados e dispostos uma central de cestas básicas anexa a nossa
a auxiliar durante todo o processo de apren- central de distribuição e definimos as áreas
dizagem, adaptação e certificação. Temos o de produção das cestas conforme as especificações da Instrução Normativa nº51. O
INOR como parceiros e amigos”, disse.
maior desafio foi implantar
Para Marcos Tavares Soatodas as normas e qualificar a
res, diretor da Tavares & Soequipe para o seu devido cumares (Campo Grande, MS),
primento”, comentou.
a certificação é uma garantia
De acordo com Catharine,
ao consumidor de que ele
a certificação trouxe diversos
está comprando uma cesta
benefícios para a empresa tais
segura, e com os padrões sacomo maior aceitação junto
nitários e nutricionais exigidos. “Sempre tivemos uma
ao mercado, padronização nos
relação muito boa e tranquila
processos e maior exigibilidade
com o INOR, que teve um Marcos Tavares Soares, diretor sobre a qualidade dos produtos
da Tavares&Soares
papel importante em nossa
junto aos fornecedores.
certificação”, acrescentou Tavares.
“Só temos a agradecer a toda a equipe
Segundo Catharine Medeiros Lima, as- do INOR pela qualificação profissional dos
sessora administrativa do Supermercado auditores, que demonstraram firmeza e seNordestão, a certificação trouxe à empresa gurança em todo o processo de auditoria”,
mudanças estruturais. “Primeiro instalamos finalizou.
LABORATÓRIOS
O
Os parceiros do INOR
“O INOR está comemorando 15 anos de
D&J (São Paulo, SP) é um laboratório de ensaio acreditado junto atuação na área de certificação, o que por si só
ao Inmetro, para a realização de define a maneira como conduz seus trabalhos,
ensaios em embalagens plásticas, de até 5 l, e o D&J Laboratório sente-se honrado em
destinadas ao envasilhamento de álcool, qual- poder fazer parte do rol de seus colaboradores.
O Laboratório tem a ciência
quer que seja sua graduação,
de que o respeito e o recoconforme Portaria nº 269,
nhecimento conquistados
de 5 de agosto de 2008 e
durante todos esses anos
Portaria nº 270, de 5 de
são frutos de um trabalho
agosto de 2008, e também
árduo, executado tijolo por
para fósforos de segurança,
tijolo com muita parcimôsegundo a NBR 13725.
nia, e que esses 15 anos ora
Conta com uma equipe
comemorados traduzem os
técnica especializada no malouros colhidos pela dedinuseio dos equipamentos
cação e empenho. Sendo asde ensaio, como também
sim, congratulamo-nos com
instrumentos de medição
o INOR por mais essa etapa
calibrados de acordo com a
de existência. Parabéns e suRBC e que atendem a legiscesso”, disse Izildinha.
lação metrológica brasileira, Izildinha Fátima P. Garcia, diretora
executiva do D&J Laboratório de Ensaio
Segundo Giovani Bede forma a garantir a confialinato da Silveira, técnico de laboratório do
bilidade dos ensaios realizados.
“Me sinto orgulhosa em aprimorar cada D&J, o INOR busca constantemente a mevez mais a parceria com o INOR através da lhoria na manutenção das certificações de procolaboração e do desenvolvimento de novos dutos, bem como a qualidade de certificação
projetos”, disse Izildinha Fátima P. Garcia, di- desses ítens, o que tranquiliza o consumidor
quanto à eficiência e segurança na hora de adretora executiva do laboratório.
quirir os produtos.
Isso traduz a responsabilidade do INOR
perante à sociedade
refletida nesses 15
anos de sucesso.
“O Laboratório
Tork (São Paulo,
SP) destaca a parce- Giovani Belinato da Silveira,
ria com o INOR na técnico do D&J Laboratório
área de GNV (gás de Ensaio
natural veicular) e em outros ensaios desde
2004, quando o laboratório passou a prestar
serviços de ensaios de componentes do sistema
GNV, auxiliando o INOR em suas atuações
junto aos fornecedores de componentes do sistema GNV”, ressaltou Silvia Helena Maximiano da Silva, assistente da garantia da qualidade.
O laboratório realiza testes de alguns
componentes tais como ensaio em conjunto
(misturador para GNV, abraçadeiras e mangueiras de baixa pressão), tubos de alta pressão, indicador de pressão, ventilação e válvulas eletromagnéticas de 24 V do redutor de
pressão, entre outros.
“Parabenizo o INOR pelo seus 15 anos de
parceria”, finalizou Silvia.
EPIs
“O
A segurança do trabalhador
contato do INOR com a Abraseg – Associação Brasileira dos
Distribuidores e Importadores
de Equipamentos e Produtos de Segurança e
Proteção ao Trabalho teve início há mais de
10 anos, quando o setor de segurança e saúde no trabalho decidiu dar um passo adiante
introduzindo a certificação dos equipamentos de proteção individual no SBAC - Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade”, ressaltou Raul Casanova Júnior, diretor
executivo da associação.
Segundo Casanova, este seria um longo
trabalho, não somente técnico como também
político. A RAC – Regulamento de Avaliação
da Conformidade de capacetes de segurança é
um marco na evolução do EPI no Brasil, e é
fruto de um trabalho de mais de 10 anos de
todos os envolvidos no assunto como Governo, trabalhadores, empregadores e, em especial, os distribuidores e importadores de EPIs
(representados pela Abraseg).
“Trata-se do primeiro RAC para equipamento de segurança no Brasil. A introdução
do Inmetro neste mercado é essencial e só
elevará o nível dos fornecedores de equipamentos de proteção individual”, disse Jacques
Lesser Levy, diretor comercial da Indústria e
Comércio Leal. Espera que, com este primeiro RAC, haja uma diminuição do número de
acidentes no país. “Tínhamos, até hoje, um
sistema de acompanhamento da qualidade
que, basicamente, fazia uma verificação em
amostras de produto, o que acontecia de cinco em cinco anos, através do Ministério do
Trabalho. A partir deste primeiro RAC, as
exigências de qualidade para produto/fornecedor serão muito maiores”, concluiu.
Para o diretor executivo, durante esse período, o INOR teve participação ativa como
conselheiro das entidades de segurança sobre
o SBAC, transmitindo sua experiência adquirida junto às certificações de outros produtos.
“O INOR, mais que um organismo certificador competente, é um parceiro para a
melhoria dos produtos do setor de EPIs e,
consequentemente, das condições de segurança do trabalhador brasileiro”, finalizou.
edição comemorativa de 15 anos
PresidÊNCIA
Uma mulher determinada
Co-fundadora do INOR, Salete hoje dirige o instituto com os princípios
que aprendeu com os pais, com a experiência adquirida em sua
trajetória profissional e com o exemplo deixado pelo Sr. Bock
F
ormada em engenharia química pela
Oswaldo Cruz (São Paulo, SP), Maria
Salete Pereira Garcia iniciou sua carreira como monitora do Laboratório de Microbiologia desta instituição com o objetivo de
orientar os alunos nos testes para verificação
e identificação de microorganismos. Para a
conclusão de seu curso na Oswaldo Cruz, elaborou uma monografia sobre Técnicas de Isolamento de Caracteres Bioquímicos dos Coliformes. Também atuou como monitora do
Laboratório de Química (ainda na Oswaldo
Cruz) e estagiária, auxiliando em elaboração
de tese no Laboratório de Corrosão e Eletrodeposição do Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT (São Paulo, SP).
Em empresas, Salete deu seus primeiros
passos na Comabra Cia. de Alimentos do Brasil (São Paulo – SP), de 1983 a 1986, onde trabalhou como auxiliar de desenvolvimento de
produto. Nesta função, atuou com o preparo
e padronização de soluções e análises químicas
em matérias-primas utilizadas na elaboração de
produtos de origem animal (enlatados, embutidos e empacotados); preparo e padronização
de soluções e análises químicas em produtos
acabados (salsichas, mortadelas, enlatados,
linguiças); acompanhamento do processo de
esterilização de enlatados; controle de temperatura e tempo de autoclaves para esterilização
dos alimentos; análises de embalagens utilizadas nos produtos; elaboração de memoriais
descritivos para o registro de embalagens junto
ao Serviço de Inspeção Federal – SIF; alteração
dos rótulos dos produtos conforme os termos
da Resolução da CISA/MA/MS n° 10, de 31
de julho de 1984; controle de qualidade na
área de enlatados (exame de recravação e peso);
desenvolvimento de novos produtos e participação no processo de degustação.
Em seguida, foi assistente de laboratório
na Berlimed Produtos Químicos (São Paulo
– SP), onde realizava análises químicas e controle de célula de Hull nos seguintes banhos:
Zinco Ácido/Alcalino, Níquel Semi/Brilhante, Cobre Ácido/Alcalino, Cromo, Prata, Estanho Ácido, Estanho Chumbo, Cromatizante, fazia acompanhamento químico na produção de produtos utilizados em galvanoplastia;
e prestava assistência técnica interna.
De 1989 a 1992, esteve na Metal Yanes
(São Paulo – SP). Como supervisora de laboratório, era responsável pelo controle químico
de matérias-primas em linhas de fosfatização,
“O fato de estarmos aqui depois de
15 anos, mantendo a mesma política
com a qual o INOR foi fundado, é a
nossa grande conquista” – Salete
zincagem e controle de processo; controle de
consumo e estoque de materiais químicos,
ensaio de salt-spray e medidas de camada
metálica; preparação, controle e ensaios de
pó para extinção segundo normas próprias;
desenvolvimento de métodos de análises em
geral; implantação de controle estatístico nas
atividades do laboratório e na linha de produção; e atendimento aos auditores de montadoras de automóveis/caminhões (Autolatina,
GM, Fiat e Mercedes) e Inmetro, no que
abrange o controle de sistemas e produtos.
Nos anos seguintes, trabalhou no Organismo de Inspeção Bare Engenharia até que
este organismo motivou, em 1994, a fundação do INOR – Instituto de Normalização na
Segurança, Saúde, Qualidade, Produtividade,
Avaliações e Juízo Arbitral (São Paulo-SP).
“O INOR foi fundado a partir de um sonho
do Dr. Bock, que queria realizar um trabalho
independente e com seus próprios méritos”,
explicou Salete. “Na época, éramos um Organismo de Inspeção acreditado pelo Inmetro
que, na verdade, não possui `liberdade´ para
mostrar seu efetivo potencial.”
O INOR foi fundado em 1994, mas foi
certificado (na época era o termo usado, hoje
acreditado) somente em 1996 pelo Inmetro.
“Ficamos dois anos para chegarmos lá. Foi ou
não um desafio?”, comentou a presidente.
Hoje, como executiva sênior/presidente,
tem como funções representar o INOR junto
ao Inmetro, em todos os casos que se fizerem
necessários; coordenar os trabalhos do INOR,
de modo a garantir sua independência de interesses financeiros, comerciais e outros, que
possam influenciar nos resultados do processo
de certificação e verificação de desempenho;
presidir ou delegar formalmente ao gerente
de certificação ou técnico a presidência da
Comissão de Certificação do INOR; assegurar que seja estabelecido, implementado e
mantido o Sistema da Qualidade do INOR
de acordo com seu manual; criar mecanismos
para garantir a não-divulgação de informações
confidenciais; garantir que todos os critérios
estabelecidos pelo Inmetro sejam implantados
e implementados; elaborar novos processos de
certificação de produtos e verificação de de- humano. “O objetivo maior desse Memoran- fortemente em associações e outras entidasempenho; definir as funções e responsabilida- do é evitar duplicidade na execução das ativi- des para a promoção da certiificação de prodes de cada funcionário do INOR; coordenar dades inerentes ao processo de certificação do dutos no Brasil. “Participamos de todos os
a participação do INOR no Sistema Brasileiro produto, principalmente no que diz respeito grupos de trabalho (junto ao Inmetro) no
de Avaliação da Conformidade; aprovar o ma- ao sistema de gestão da qualidade do fabrican- escopo em que atuamos e nos CBs (ABNT)
nual da qualidade, procedimentos, instruções te lá no Japão”, exdos produtos que constam em nosso escode trabalho técnico e administrativa, impres- plicou a presidente.
po. Atualmente fazemos parte do CB-05,
sos originais e toda a documentação que será
na revisão da norma técnica NBR 14400
Sobre o futuro
utilizada pelo INOR para a execução dos tra- da certificação de
(dispositivo de retenção para crianças), e
balhos de certificação de produto e verificação produtos no Brasil,
atuamos por mais de 10 anos no CB-24,
de desempenho; e solicitar e aprovar os proje- a engenheira quígrupo da ABNT onde eram discutidas as
tos dos sistemas de informatização.
normas a respeito de extintores de incênmica afirma que
Figura 1
Já levou o nome INOR para diversos pa- vem de uma cultura
dio”, informou.
íses, com a realização de auditoria em fabri- na qual a certificaNos próximos anos, o INOR objetiva
cantes de capacetes para motocicletas no Ja- ção de produto é a
buscar novos desafios e novos projetos, sempão e em Portugal, visita a fábricas de fósforos chave para um conpre se mantendo com a mesma conduta. “Esde segurança na China e África do Sul, e visita trole eficaz sobre os
pero continuar trabalhando de forma firme
ao laboratório de ensaios CSI- Itália, respon- produtos forneci- “Classificação do nível de conforto – _____.” e transparente, e de poder atuar sempre em
sável pelos testes de dispositivo de retenção dos ao consumidor “Índice de conforto – _____.”
novos projetos, como a certificação voluntádas empresas certificadas.
ria de quadros de bicicletas que anunciaree, por este motivo, Figura 2
Quando perguntada sobre as maiores con- crê que se tem muimos em breve. Também visamos a assinatura
quistas destes 15 anos de INOR, Salete res- to a fazer para mede diversos Memorandos de Entendimento,
pondeu que a grande satisfação é ter firmado lhorar. “Mas quanfazendo assim com que o nome INOR seja,
o Instituto no mercado de certificação de pro- do olho para trás,
cada vez mais, reconhecido internacionaldutos com a amplicação do escopo. Destacou vejo que muito já
mente”, adiantou.
o desenvolvimento, em 2001, junto com a melhorou”, contou.
Transparência, profissionalismo, hoempresa Filtros Europa, do Selo de Eficiência
nestidade, persistência, capacidade em
Figura 3
O INOR atua
Microbilógico (ver figura 1), com todesenvolver esse trabalho, conhecidos os ensaios efetuados no Instituto
mento das regras para certificação e
Adolfo Lutz, e desenvolvimento, em
das normas utilizadas para certifica2003, junto com a Opananken, do
ção, habilidade no trato com as emSelo Conforto para Calçados (ver fipresas que buscam a certificação; e
gura 2). Além disso, mencionou o langostar muito do que faz e fazê-lo da
çamento da Marca de Conformidade
melhor forma possível sem manter
do INOR em 2005 (ver figura 3), que
esforços e acima de tudo respeito é a
hoje é utilizada em conjunto com a
definição da presidente sobre os dez
Animaseg em um projeto que avalia
critérios que têm norteado o trabaa conformidade em revendedores de
lho do INOR como um organismo
equipamentos de segurança e saúde
de certificação de produtos.
no trabalho. A revenda que passar nos
“Agradeço a todos que confiaram
quesitos recebe o certificado (ver figue confiam no INOR e espero, cada
ra 4). Também enfatizou a assinatura,
vez mais, contribuir para a melhoria
em 2009, do Memorando de Endesse segmento. Eu, particularmente,
Figura 4
tendimento – MOU
acredito em meu país
com uma certificadoe me orgulho dele.
ra no Japão – JQA,
Nós somos capazes e,
“O nome Inmetro tem muita credibilidade. O consumidor procura
para atendimento ao
assim, basta trabalhar.
produtos que ostentam sua marca. Então, para a indústria, é uma forma
item 11 da Portaria nº
Como disse Albert
de mostrar que seu produto é diferenciado em relação àqueles que não
093, de 12 de março
Einstein, ‘O único
ostentam essa marca. Quando falamos em certificação compulsória, as
de 2007 que trata da
lugar onde o sucesso
empresas devem passar por critérios de certificação para comercializarem seus vem antes do trabacertificação compulprodutos. Aqueles que não são capazes de cumprir com esses critérios são,
sória de aparelhos para
lho é no dicionário’.
melhoria da qualidade
Obrigada a todos”,
automaticamente, tirados do mercado. Em outras palavras, o mercado fica
da água para consumo
finalizou a presidente.
nivelado, o que é muito bom para o consumidor” – Salete
edição comemorativa de 15 anos
Grandes companheiros
Alguns amigos e parceiros
Seguem depoimentos de profissionais
próximos ao INOR, que representam muitos outros que não estão participando desta edição comemorativa. O INOR agradece a todos pelo importante companheirismo nestes 15 anos
“Ao longo desses anos, acompanhamos
o crescimento do INOR e somos parceiros
desde sua acreditação. Participamos, no passado, inclusive de sua comissão de certificação de produtos. Nesta ocasião, aprendemos
muito e também acreditamos ter contribuído no desenvolver desses seus trabalhos.
Hoje, o INOR é um Organismo maduro sob
o comando da Engª Salete. Está consolidado
na área de certificação no Brasil.”
Antonio Cortazzo, Diretor do Depto.
de Metrologia e Qualidade do Ipem-SP
“Conheço o INOR desde a sua criação. Trata-se de um Organismo sério, que vem diversificando sua atuação em diversas áreas e produtos
num cenário bastante competitivo. Seu idealizador, o saudoso Engenheiro Cláudio Bock, era
um homem de visão e foi muito feliz em escolher sua equipe de trabalho desde o início.”
Victorio Di Napoli Filho, Gerente da
Qualidade P&D da Kidde Brasil
“Nestes 15 anos acompanhei as inúmeras certificações realizadas e os esforços de
todos os membros do INOR, em especial
da Engª. Salete, que é uma pessoa de fibra.
Gostaria de parabenizá-los por este excelente trabalho que vêm realizando, e que
esta missão se perpetue por muitos anos.”
Hector Abel Almirón, consultor no
ramo de proteção contra incêndio
“A presença do INOR como Certificadora de Produtos foi fundamental para alavancar o processo de certificação de produtos no
Brasil. A SBI, como empresa de Inspeção e
Controle de Qualidade, caminhou ombreada com o INOR e pode ser testemunha da
relevância desse instituto.”
Estanislau Olszanski Filho, gerente
geral da SBI
“Tive a honra de conhecer o Sr. Bock
em 98, quando idealizamos a primeira
edição do Informe INOR. Desde então, também gostaria de dizer que tenho
tido a grata satisfação de trabalhar com
a Salete, que é um dos melhores exemplos que conheço de profissionalismo e
seriedade.”
Simone Martins Souza, jornalista
Embalagens de álcool
Qualidade das embalagens para álcool
“O
Brasil está entre os países que
possuem uma das mais seguras
embalagens de álcool líquido do
mundo, com legislação específica e uma série
de exigências de segurança para o transporte do
produto. Elas atendem, desde 2001, às especificações do Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) quanto à resistência, vedação, rigidez e
alertas de segurança do produto, entre outras
recomendações”, comentou José Carlos Rezende, presidente da Abraspea – Associação Brasileira de Produtores e Envasilhadores de Álcool.
Segundo Rezende, a ideia de certificação
de embalagens de álcool partiu da necessidade de adequação da
NBR 5991, que regia,
na época, os procedimentos de controle de
qualidade das embalagens para álcool (atuJosé Carlos Rezende,
presidente da Abraspea
almente deve-se seguir
a Portaria nº 269, de 5
de agosto de 2008 e portaria nº 270, de 5 de
agosto de 2008).
A norma foi elaborada através de um grupo
de trabalho composto por envasilhadores, instituições governamentais e institutos de controle de qualidade, tais como o Inmetro, IPT,
INOR, INT, dentre outros. Formou-se um
comitê para a avaliação de cada item da NBR
5991, atualizando-a segundo rígidos padrões
de exigências, com o intuito de implementar a
certificação compulsória.
De acordo com Marcos Barros, gerente
de qualidade e projetos da Indústria Raymundo da Fonte (Paulista PE), certificada em 2000, houve com a certificação um
maior conhecimento das técnicas para o processo de fabricação de embalagem (garrafas),
“O importante no processo
de certificação é a possibilidade
de agregar, ao trabalho
de transformação, melhorias
que garantam a qualidade do
produto” – Marcos Barros
através da introdução
de métodos de ensaios,
que proporcionaram
mais segurança às embalagens.
“O INOR, como
organismo certificador,
desempenhou bem sua Marcos Barros, gerente
função, participando ati- de qualidade e projetos
vamente na maturação da Indústria Raymundo
do processo da Raymun- da Fonte
do da Fonte. Parabenizo os 15 anos de grande
atuação e profissionalismo”, disse Barros.
“A certificação de embalagens para álcool
continuará a ser exercida de forma profissional,
como tem sido realizada, com o aprimoramento contínuo dos procedimentos e adequandoos cada vez mais às necessidades dos consumidores”, completou Rezende.
“Parabenizo o INOR pela passagem destes 15 anos de trabalho sério e competente,
não só realizado nas embalagens para álcool
como, também, em diversos outros segmentos”, finalizou Rezende.
COLABORADORES
A força das pessoas
Para comemorar 15 anos, o INOR tem contado com a dedicação e o profissionalismo de seus
colaboradores. Confira o perfil de Carlos Antonio Coelho e Nelson Ferreira Júnior
Carlos Antonio Coelho
Nelson Ferreira Júnior
Com vasta experiência na
área de qualidade, Carlos Antonio Coelho, técnico em mecânica pelo Senai, trabalhou
em empresas como Wallita
(departamento de mecânica),
Plessey (controle de qualidade
na usinagem de peças) e Metal Yannes (áreas de estamparia e inspeção de qualidade).
Foi nesta última empresa que sua história com o INOR
teve início. Também trabalhavam nesta última empresa Cláudio Bock (veja pág. 3 desta edição) e Maria Salete Garcia (veja
pág 10 desta edição).
Um tempo depois, a convite de Bock, o técnico em mecânica
começou a atuar na BARE Avaliações, um organismo de inspeção
na área de manutenção de extintores. “Na época, o mercado precisava muito de um procedimento de certificação para a melhor
organização dos processos de trabalho”, explicou.
Atualmente, Carlos é responsável pelo gerenciamento técnico
de todo o portfólio de certificação e verificação do INOR, e enfrenta, a cada ampliação do escopo, o desafio de conseguir a acreditação. “Sou muito envolvido com todos os objetivos do INOR,
principalmente na parte técnica, e é sempre uma grande vitória a
conquista de uma complementação do escopo.”
O gerente técnico tem, como objetivo, sempre ampliar
a atuação do INOR, e, para isso, coordena as ações necessárias para atender as novas exigências do Inmetro. “Temos
sempre que trabalhar para desenvolver as novas capacidades
exigidas”, mencionou.
“Nossa presidente, Salete, sempre explica, a todos os colaboradores do INOR, a necessidade de realizarmos nossas ações de
acordo com a norma para que não fique nenhuma dúvida sobre
a seriedade do serviço prestado. Caso contrário, não há nenhum
valor para a sociedade”, contou.
Para Carlos, o engenheiro Cláudio Bock foi uma pessoa
e um profissional ímpar, que possuía vasto e notório conhecimento sobre os mercados em que atuava. Além disso, dava
constante suporte a todos os seus colaboradores. “Foi um ícone; uma pessoa que atuou bravamente para a efetivação do
INOR como organismo certificador.”
“A atual presidente soube conduzir o INOR com os
mesmos princípios e esforços desde o falecimento do Sr.
Bock”, finalizou.
Auditor técnico de 2001 a 2008, e coordenador da qualidade até o momento. Este tem sido
o desafio enfrentado por Nelson Ferreira Júnior,
que é parte atuante destes 15 anos de INOR.
Antes de iniciar sua carreira no INOR, Nelson trabalhou na BSC Equipamentos de Segurança (Bucka Spiero) como supervisor de qualidade
(de 1990 a 1999) e na BARE Avaliações e Reavaliações e Engenharia, um Organismo de Inspeção, como gerente técnico (de 1999 a 2001).
Com diversos cursos técnicos pelo Senai e curso de auditor líder de sistemas de
gestão da qualidade, além de outros treinamentos sobre controle de medidas, desenho técnico-mecânico, mecânica básica e eletricidade básica, Nelson contou que,
no INOR, depois de ficar mais de 12 anos dedicando-se à área de extintores de
incêndio, teve a oportunidade de trabalhar na certificação de novos produtos. Começou a atuar na certificação de embalagens plásticas para álcool, na requalificação
de cilindros para GNV, em fósforos de segurança e cestas básicas de alimentos.
“Mas os desafios não pararam por aí”, lembrou. “Com o intuito de avançar
com o processo de certificação,o INOR sempre nos proporcionou novos desafios
tais como a certificação de dispositivos de retenção para crianças, capacetes para
motocicletas e os novos produtos que atualmente estamos buscando.”
Ao falar das maiores conquistas no INOR, Nelson menciona sua atuação
como auditor técnico na certificação das embalagens plásticas para álcool. “Atualmente verificamos uma melhora significativa nas atuais embalagens comercializadas, proporcionando aos seus usuários uma maior segurança durante o manuseio,
principalmente para as crianças”, comemorou. Todas estas etapas trouxeram uma
conquista pessoal: um vasto horizonte de conhecimento na área de certificação.
Prevê que os próximos 15 anos do INOR serão promissores, pois o processo
de certificação tende a se expandir e o INOR, como um Organismo de grande
atuação, contribuirá para que a qualidade esteja cada vez mais presente nos produtos do dia-a-dia, em todos os segmentos.
“Nesta edição comemorativa dos 15 anos do INOR, não posso deixar de
agradecer seus fundadores, em especial o Dr. Cláudio Bock (veja pág. 3) e a atual
presidente, a Engenheira Maria Salete (veja pág. 10), pela oportunidade de fazer
parte deste tão reconhecido Organismo de Certificação”, disse Ferreira.
Complementou que gostaria de destacar a fibra e persistência da atual presidente, por conseguir chegar a esta maravilhosa conquista que é a comemoração
dos 15 anos do Instituto. Complementou que sua garra e coragem foram determinantes para vencer as barreiras impostas pela vida, pois em nenhum momento
deixou se abater com perdas de pessoas muito significativas, como o Dr. Bock,
e se mostrou também uma pessoa arrojada e confiante, fazendo com que este
INOR, hoje, seja um Organismo reconhecido nacional e internacionalmente.
“Parabéns INOR . Que continue fazendo do seu dia-a-dia A EXPERIÊNCIA A SERVIÇO DA QUALIDADE”, finalizou.
edição comemorativa de 15 anos
EMPRESAS CERTIFICADAS/verificadas
Conheça, a seguir, relação de clientes do INOR:
(até 10/04/2009)
Componentes do sistema para gás
natural veicular
ITA Industrial Ltda.
Robert Bosch Ltda.
Rodagas do Brasil - Sistema à Gás Ltda.
S&C Siderurgia e Metalúrgica Ltda. ME
Thor Hidráulica Conexões Ltda.
Turotest Medidores Ltda.
Wika do Brasil Ind. e Com. Ltda.
Potência sonora de produtos
eletrodomésticos - liquidificadores,
secadores de cabelo e
aspirador de pó
Black&Decker do Brasil Ltda.
Cesde Ind. e Com. de Eletrodomésticos Ltda.
Fuseco Comercial Ltda.
GF Corporation Ind. Eletroeletrônicos Ltda.
Grupo SEB do Brasil Produtos Domésticos Ltda.
Helen of Troy do Brasil
M. Cassab Com. e Ind. Ltda.
Madson Eletrometalurgica Ltda.
Magazine Luiza S/A
MAP Comércio Exterior Ltda.
Maxlife Com. de Produtos de Saúde e Beleza Ltda.
Metalúrgica Siemsen Ltda.
Mondial Eletrodomésticos Ltda.
Moll Imports Com. Imp. Exp. de Equip. Eletr. Ltda.
Pattani Imp. e Exp. Ltda.
Philips do Brasil Ltda. - Divisão Walita.
TEC Imports Importação e Exportação Ltda.
Whirlpool S.A.
Yomasa Coml. e Indl. Ltda.
Yomasa da Amazonia Ltda.
Dispositivos de retenção para crianças
BB trends Imp. Exp. Ltda.
Burigotto S.A. Ind. e Com.
Chansport Ind. Com. Ltda.
Chicco do Brasil Ltda.
CM Artigos para Bebês Ltda.
Daniele&Sanches Ind. Com. Ltda.
Dican Brinquedos Ltda.
Galzerano Ind. de Carrinhos e Berços Ltda.
Lenox Ind. Com. Ltda.
Inspeção, manutenção e recarga de
extintores de incêndio
Extincendio Valadares Ltda.
Extintores J. Fravi Ltda.
Oscar Simões Extintores - ME
Mangueiras de incêndio - inspeção,
manutenção e cuidados
Recomex Com. de Materiais Contra Incêndio Ltda.
Capacete para condutores e passageiros
de motocicletas e similares
Casa do Capacete Ltda.
Nau Comércio Importação e Exportação Ltda.
Cestas de alimentos e similares
ABV Comércio de Alimentos Ltda.
Agro Comercial da Vargem Ltda.
Aline Comercial Ltda.
Bonna Cesta Campinas Comércio de Alimentos Ltda.
Cavalca&Cavalca Ltda.
Cema Central Mineira Atacadista Ltda.
Cesta Básica Brasil Comércio de Alimentos Ltda.
Cesta Silco Ltda. - ME
Corporação Satturno Americana Ltda.
D’ Azevedo Cesta Básica Ltda. - ME
Denardi OCampos & Cia Ltda.
EDEC Comércio e Distr. de Alimentos Ltda. - EPP
K.C.B. Amorim dos Santos
Marquim Comercial Ltda - EPP
Nutricesta Comércio de Alimentos Ltda.
Nutriplus Alimentação e Tecnologia Ltda.
Pague Menos Com. de Prod. Alimentícios Ltda.
Palmitos Cestas de Alimentos Ltda. - ME
Panorama ABC Comércio de Alimentos Ltda.
Qualy distribuidora de Cestas de Alimentos Ltda.
R.R. da Costa Aranha - EPP
Shop Cestas Comercial de Alimentos Ltda.
Supermercado Nordestão Ltda.
Tavares & Soares Ltda. - EPP
Vecchio Empório Ind. e Com. de Alimentos Ltda.
Embalagens utilizadas no transporte
terrestre de fósforos de segurança Fiammiferi do Brasil Ind. e Com. De Fósforos Ltda - ME
Fosforeira Brasileira S/A.
S/A Fósforos Gaboardi
Swedish Match do Brasil S/A.
União Fosforeira Ltda.
Fósforos de segurança
D.Borcath Importadora e Exportadora Ltda.
Fiammiferi do Brasil Ind. e Com. De Fósforos Ltda - ME
Fosforeira Brasileira S/A.
Ind. de Fósforos Catarinense Ltda.
S/A Fósforos Gaboardi
Swedish Match do Brasil S/A.
União Fosforeira Ltda.
Embalagens plásticas de até 5 litros,
destinadas ao envasilhamento de
álcool, inclusive na forma de gel
Álcool Santa Cruz Ltda.
Archote Ind. Química Ltda.
Anchieta Produtos Químicos e Farmacêuticos Ltda.
Ciclo Farma Industria Química Ltda - Epp
Cinco Produtos Químicos e Farmacêuticos Ltda.
Companhia Nacional de Álcool
Cocamar Cooperativa Agroindustrial
Da Ilha Comércio de Álcool Ltda.
Dail S/A. Destilaria de Álcool Ibaiti
Destilaria Generalco S/A
DGL Indústria e Comércio Ltda. - EPP
Distribuidora Montenegro A.A.C. Ltda.
Emfal - Empresa Fornecedora de Álcool Ltda.
Extra Clean Produtos para Limpeza Ltda.
Flores Mágicas Industrial Ltda. - EPP - SP
Flores Mágicas Industrial Ltda. - PE
Geochem Indústria Com. Imp. e Exportação Ltda.
Glicolabor Indústria Farmacêutica Ltda.
Goiás Cloro e Derivado Ltda.
Icaraí do Brasil Indústria e Comércio Ltda.
Ind. Com. e Engarrafadora de Álcool Absoluto
Ind. Farmacêutica Rioquímica Ltda.
Ind. Química Calombé Ltda.
Ind. Química Celeste Ltda.
Industrial Boituva de Alimentos S/A
Indústrias Reunidas Raymundo da Fonte S/A.
Iplasa Ind. e Com. de Produtos Domissanitários Ltda.
IVL - Indústrias Vieira Ltda.
Jalles Machado S/A.
J. Féres
Labortecne Indústria Química e de Embalagem Ltda.
Lima&Pergher Ind. Com. e Repres. Ltda.
Limpnor Produtos de Limpeza Ltda.
Mega-Química Ind. Com. Ltda - Me
Minasçucar S/A.
Missiato Indústria e Comércio Ltda.
Miyako do Brasil Ind. e Com. Ltda.
Patrick Augusto Fabretti - EPP
Quimifarma Produtos Farmacêuticos Ltda.
Reckitt Benckiser (Brasil) Ltda.
Rezende S/A. Álcool e Açúcar.
Rogério Bechara Asfora
Saneativo Laboratório Farmacêutico Ltda.
Silva & Nadir Prod. de Limp. Ltda. - ME
Super’Sol Indústria e Comércio Ltda.
Vic Pharma Ind. e Com. Ltda.
Vinicola Grassi Indústria de Bebidas Ltda.
Wirath Indústria e Comércio Ltda.
Zeppelin Comercial de Álcool Ltda.
Requalificação de cilindros de aço sem
costura para gás natural veicular (GNV)
Comex Comércio de extintores Ltda.
Equipar Equipamentos c/ Incêndio Ltda.
Extinchamas Montagens e Instalações de Equipamentos Ltda.
Extintec - Extintores Ltda.
GPM Comércio e Restauração de Cilindros Metálicos Ltda. - ME.
J.S. Quality Requal Cil. GNV e Com. Peças de Auto Ltda.
Mega Teste Com. e Requalificação de Cilindros e Vasos
de Pressão Ltda.
Organização Potengi Ltda.
Saloma Equipamentos de Segurança Ltda. - ME.
edição comemorativa de 15 anos
Dispositivos de retenção
O
A segurança para as crianças
s dispositivos de retenção para crianças foram projetados
com o intuito de propiciar à criança maior segurança e
reduzir o risco de acidentes em casos de colisão ou de
desaceleração repentina do veículo, limitando o deslocamento do
corpo da criança.
A certificação segue a Portaria Inmetro nº 38, de 29 de janeiro
de 2007, que tem o objetivo de estabelecer critérios para o programa de avaliação da conformidade para dispositivos de retenção para
crianças, com foco na segurança, através do mecanismo de certificação compulsória, atendendo aos requisitos especificados na norma
ABNT NBR 14400, que visa o aumento da segurança no transporte
das crianças nos veículos automotivos.
A Burigotto (Limeira, SP) buscou
o INOR para realizar a certificação de
seus produtos. O INOR foi o primeiro
organismo certificador a solicitar a acreditação junto ao Inmetro para os dispositivos de retenção. Segundo Élio Santini,
diretor industrial da Burigotto, a norma NBR14400 teve início em 1993, na
ABNT, com o grupo de estudos CB-05
Santini, diretor
(Comitê Brasileiro de Automóveis) e na Élio
industrial da Burigotto
comissão de estudos CE-05 (Comissão
de Estudos de Fatores Humanos Relacionados aos Veículos). Esta
comissão, após avaliar as normas existentes em outros países, decidiu
utilizar como base a norma europeia ECE 44 – 03.
O processo de certificação da Burigotto teve início em setembro de 2007 e a certificação da empresa ocorreu em fevereiro de
2008. “A empresa só tem a parabenizar o INOR por fazer parte
deste desafio e pelo excelente trabalho que tem desenvolvido em
todo este processo, superando as dificuldades, e desempenhando
sua função de maneira satisfatória e profissional. A participação do
INOR foi fundamental para que se pudesse conquistar degrau a
degrau todo o trabalho desenvolvido, e que hoje todos podem se
utilizar e desfrutar”, descreveu Santini.
“A elaboração da norma foi longa, detalhada, exigiu um enor-
“É importante fiscalizar as empresas e o comércio, que
terão o dever de fabricar e comercializar produtos
certificados e, além disso, reeducar o país para a
importância do uso do dispositivo de retenção. A lei prevê
que, em 2010, serão aplicadas multas, mas antes disso será
fundamental a conscientização de que o uso do dispositivo
deverá ser visto como uma ferramenta de proteção à
integridade física das crianças” – Rafael Camarano
me trabalho e uma minusiosa análise no processo de adaptação,
além de envolver membros da indústria e técnicos, devido à falta de
histórico de certificação de mecanismos de retenção no país”, ressaltou Rafael Camarano, presidente da Chansport e da Companhia
Dorel Brasil (Campo dos Goytacazes, RJ).
Para a Chansport/Dorel, a ideia de
certificação de dispositivos de retenção
partiu da necessidade de oferecer segurança às crianças. “Quando você permite
que produtos sem certificação sejam comercializados, na verdade, você oferece
apenas uma sensação de segurança, pois o
produto pode não atender aos requisitos
básicos de segurança e em alguns casos até Rafael Camarano, preserem mais prejudiciais do que o não uso sidente da Chansport/
Companhia Dorel Brasil
do dispositivo”, acrescentou.
“O INOR tem sido um parceiro fundamental na busca pela excelência das empresas que primam por oferecer produtos de qualidade e dentro das normas de segurança. Não só na certificação e
fiscalização de processos e produtos, mas também direcionando o
melhor caminho no processo como um todo. É difícil imaginar o
processo de certificação de dispositivos de retenção infantis no Brasil
sem a participação do INOR”, opinou Camarano.
A Galzerano (Limeira, SP) foi certificada em maio de 2008. “O
processo de certificação da empresa foi conturbado, a princípio,
exatamente pelo fato de não haver laboratórios acreditados no Brasil”, analisou Roberto Guimarães, consultor de comércio exterior
da empresa.
“A história da Galzerano com o INOR é relativamente curta, mas
sempre foi pautada pelo grande profissionalismo e seriedade de toda
sua equipe, igualmente sempre acessíveis e minuciosos. Sentimo-nos
agraciados e honrados por tê-los como nosso parceiro nesse processo. Queremos estender a toda família INOR nossos agradecimentos
e cumprimentos pelo 15º aniversário e pedir a Deus que continue
abençoando-os para que possam seguir com esse brilhante trabalho
por muitas décadas”.
Ainda segundo Guimarães, a certificação não só se refletiu a segurança dos produtos, como também demonstrou ao mercado a seriedade de um trabalho em conjunto, garantindo a confiança que o
mercado depositou ao longo de anos.
Para Paulo Solimeo, da Chicco do Brasil, empresa certificada em
junho de 2008, o andamento desta certificação nos próximos anos
será bem mais natural, uma vez que o consumidor já estará bem mais
atento às garantias de qualidade no momento de decisão de compra
dos produtos. “A atuação do INOR tem sido fundamental para o
desenvolvimento do setor. É um órgão sério, de qualidade, e que
tem nos prestado todo o suporte com agilidade”, enfatizou Solimeo.
edição comemorativa de 15 anos
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