A experiência a serviço da qualidade Uma publicação do INOR Ano XI - ESPECIAL 15 ANOS edição comemorativa de 15 anos FUNDAÇÃO ÍNDICE Fundador 3 Conforto do calçado 4 Purificadores 5 Inmetro 6 Capacetes 8 Cestas de Alimentos 8 Laboratórios 9 EPIs 9 Presidência 10 Grandes companheiros 12 Embalagem de álcool 12 Colaboradores 13 Empresas certificadas 14 Dispositivos 16 “A chave de qualquer empreendimento humano é que as pessoas estejam comprometidas, com a camisa ‘não vestida’ e sim tatuada. Gosto da metáfora do diretor de orquestra: ele é o único que não pode fazer barulho, não pode gritar, tem que dirigir somente com as mãos e com os olhos. Mas é o único entre os músicos que escuta toda a sinfonia...” Luis M. Castro E x p O Informe INOR é uma publicação do INORInstituto da Normalização na Segurança, Saúde, Qualidade, Produtividade, Avaliações e Juízo Arbitral, publicado pela Editora do Administrador. Tiragem: 1 000 exemplares Circulação: maio de 2009 Um pouco de história Nas páginas seguintes desta edição comemorativa, você, Leitor, poderá constatar que o Engo Cláudio Bock (veja pág. 3) e a Enga Maria Salete Garcia (veja pág. 10) traçaram um caminho de muito trabalho e conquistas para abrir as portas do INOR – Instituto da Normalização na Segurança, Saúde, Qualidade, Produtividade, Avaliações e Juízo Arbitral, que completou 15 anos no último dia 23 de abril. “Embora eu não tenha participado diretamente da fundação do INOR, sempre estive ao lado do Bock. Trabalhamos juntos, por cerca de seis anos, no Ibape-Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia, onde eu era tesoureiro e o Bock, presidente. Nesta época, o Ibape ficava próximo da Abiex – Ass. Bras. das Inds. de Equipamentos Contra Incêndio e Cilindros de Alta Pressão, na qual Bock também atuava”, contou Luis Crivelli, diretor do INOR. “Devido a esta experiência, Bock sempre mencionava que os extintores de incêndio precisavam ser melhor controlados para uma maior segurança. Ao mesmo tempo, Bock começou a enfrentar problemas de conduta ética dentro do Ibape, que o deixaram muito desmotivados. Com estes dois cenários, foi a hora certa para criar uma entidade de certificação, avaliação e perícia (INOR), que iniciou suas atividades com os extintores de incêndio (hoje o escopo de atuação é bem amplo – veja no site www.inor.org.br)”, contou José Carlos Pellegrino, diretor presidente da Pellegrino e Associados Engenharia, que também lembrou que, nesta época, Bock trabalhava numa empresa junto com a Salete, que se tornaria uma das fundadoras do INOR (atual presidente). “Nunca fui diretor do INOR. Era um amigo e confidente do Bock. Mesmo assim, testemunhei que Bock e Salete dedicaram-se de corpo e alma”, falou Pellegrino. Crivelli, que sempre participou da diretoria do Instituto, já desempenhou funções na área financeira e hoje atua na diretoria de uma forma geral, além de fazer parte das comissões de certificação. “Acompanhando o trabalho do INOR, vejo que a Salete tem realizado um bom trabalho e implementado novas certificações com grande êxito, como os capacetes para motocicletas e dispositivos de segurança, entre vários outros produtos. Sem dúvida, uma vitória para o INOR, com o mérito da Salete, que é uma guerreira”, destacou. “Bock lutou muito por esta ideia, que tem sido mantida e melhorada pela Salete. Hoje o INOR está bem montado e continuará crescendo significativamente”, finalizou Crivelli. Nas outras páginas, temos os depoimentos de diversos profissionais que estiveram (e a maioria ainda está) ao lado do INOR. Boa leitura. e d i e Distribuição qualificada É proibida a reprodução total ou parcial de qualquer matéria desta publicação sem autorização prévia do INOR. Presidente: Maria Salete P. Garcia Av. Rio Branco 307 - conj. 123 - 01205-000 - São Paulo - SP Tels.: (11) 3333-7218 E-mail: [email protected] Site: www.inor.org.br n t e Editora do Administrador Simone Martins Souza Mtb 027303 Michelle Neves (colaboradora) Projeto gráfico/diagramação Marcelo Marcondes Marin Tel: (11) 3779-0270 Produção gráfica - Artsim FUNDADOR A trajetória do Eng.º Cláudio Bock Dr. Bock, como era conhecido por todos, foi o fundador do Inor e um profissional que sempre será lembrado como um homem que procurava a correção em qualquer tipo de atividade, principalmente quando se referia ao benefício do próximo. Nesta matéria, dedicamos uma página para relembrar este grande ícone da indústria brasileira C láudio Walter Félix Bock era engenheiro químico, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em 1943, com um extenso currículo nas áreas de engenharia química e mineração, além da larga experiência no segmento de normalização de produtos. Nascido em São Paulo, SP, no dia 8 de fevereiro de 1919, Bock iniciou sua carreira como engenheiro químico em 1944, atuando nas Indústrias Reunidas F. Matarazzo, em São Caetano do Sul, SP, seguido por uma passagem na Companhia de Anilinas e Produtos Químicos, em Cubatão, SP. De 1945 até 1954, o engenheiro trabalhou como chefe de laboratório e controle de qualidade das Indústrias Reunidas Vidraria Americana, em Porto Ferreira, SP, alcançando o cargo de diretor técnico em 1955. Em paralelo ao seu dia-a-dia no Brasil – entre as décadas de 40 e 50 –, Bock exerceu outras atividades como um estágio na Pittsburgh Plate Glass Co., em Pittsburgh, EUA, e fez cursos como o Credit & Financial Analysis, em Nova York, EUA. Bock iniciou suas funções institucionais em 1957, quando assumiu a vice-presidência do Conselho Federal de Química, no Rio de Janeiro, RJ. Nesse período, atuou como membro de diversos organismos como a Comissão de Vidros da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, Associação Brasileira de Cerâmica, Sociedade Brasileira de Geologia, American Association for Development of Science e foi vice-presidente da Comissão de Refratários, também da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Na área acadêmica, Cláudio Bock acumu- lou inúmeras funções como professor assistente da Escola de Administração de Empresas, da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo (1956), e professor das cadeiras de Metalurgia e de Materiais de Construção na Faculdade de Engenharia Industrial da PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1963). De 1957 a 1958, o engenheiro atuou como acionista fundador da União Brasileira de Vidros Impressos, assim como representante comercial para o estado de São Paulo, até 1966, da Magnesita, e foi gerente da Bock – Administração, Representações e Engenharia. No final da década de 60, assumiu a responsabilidade técnica pela fabricação de extintores à base de pó químico, CO2 e espuma da Metal Yanes, na cidade de São Paulo. Em meados dos anos 70, exerceu diversas atividades como diretor da Plamont – Planejamento Montagens e Tecnologia, e foi diretor superintendente da Mibrasil – Mineração Industrial Brasileira, coordenador da Câmara de Engenharia Industrial do CREA – 6ª região, São Paulo e, até 1992, conselheiro do Congresso Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, representando o Ibape – Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia, bem como membro presidente do Ibape até 1994. Sua brilhante carreira ainda teve como destaque a gerência da Indústria e Comércio Magnebock, trabalhos de consultoria para a Bucka, Spiero Equipamentos de Combate a Incêndio e aos laboratórios L.A. Falcão Bauer (controle de qualidade de vidros planos). Assumiu a presidência interina do CREA-SP, em janeiro de 1991, foi sócio da Pellegrino e Associados Engenharia de Avaliações, sócio-gerente da Bock – Avaliações, Reavaliações e Engenharia e, finalmente, presidente, de 1994 até o seu falecimento, do Inor – Instituto da Normalização na Segurança, Saúde, Qualidade, Produtividade, Avaliações e Juízo Arbitral. Em todos esses anos de atuação no mercado de engenharia e avaliações, bem como em diversas entidades de classe, Bock deixou como principal legado a sua postura ética, comportamento que se perpetuará naqueles que tiveram o privilégio de trabalhar ao seu lado e aprender – antes de tudo – que a vida deve ser pautada pelo respeito. O dia 29 de setembro de 2001 será lembrado como a despedida de um homem que teve sua história marcada pela ética e seriedade no cumprimento das inúmeras atividades profissionais e institucionais que exerceu. edição comemorativa de 15 anos Conforto do calçado norma ABNT NBR 14834:2008 avalia o conforto dos calçados nacionais, mediante métodos de ensaios, os quais determinam a massa do calçado, distribuição da pressão plantar, temperatura interna, comportamento da componente vertical de força de reação ao solo, ângulos de pronação do calcâneo durante a marcha e níveis de percepção do calce. A partir desta norma, os fabricantes podem solicitar a avaliação de seus calçados e a obtenção da Marca de Conformidade para Conforto do Calçado. O Selo Conforto é uma Marca de Conformidade auferido ao calçado que, uma vez submetido a um conjunto de ensaios específicos, atendeu aos requisitos preestabelecidos. O Selo de Conforto foi desenvolvido em 2003, numa parceria da Opananken com o INOR. (certificação voluntária). Nesse programa só tinha direito de ostentar a marca quem obtivesse uma pontuação de 56 a 72 pontos, o que resultaria num índice de confortável a muito confortável Fundada em 1990 pelo empresário Geraldo Ribeiro Filho, a Opananken (Franca, SP), fabricante de calçados, destacou-se pela primazia na fabricação de calçados que possuem como principal característica a anatomia, dife- Opananken A A certificação aos seus pés Geraldo Ribeiro, diretor da Opananken rencial que há algum tempo era, desconhecido por muitos fabricantes do setor calçadista. O conceito de conforto, que mais tarde deu origem à certificação da empresa através do INOR, surgiu após Ribeiro ter passado uma temporada de um ano e meio na Espanha, onde trabalhou como consultor no setor calçadista. Neste período, pôde acompanhar as novidades e tecnologias que, inclusive, foram aplicadas em sua fábrica em Franca. De volta ao Brasil, o empreendedor resolveu desenvolver o primeiro solado de espuma de poliuretano, material que se adaptou às plantas dos pés, diminuindo os efeitos do impacto com o solo nas articulações. “O solado diferenciado também atua em pontos que aliviam tensões en nk em órgãos como na a Op fígado, estômago e bexiga”, acrescentou Ribeiro. A Opananken foi certificada em 2006, com a linha Diabetic’s pelo Inmetro/INOR (validade da certificação até 29 de março de 2008). Segundo Ribeiro, a conquista do Selo representou dupla vitória. Primeiro, devido ao prestígio de obter a certificação do Instituto INOR, cujo trabalho é reconhecido internacionalmente e, depois, por ser uma certificação inédita no setor calçadista. “Os maiores desafios foram os custos com a certificação e a divulgação do produto em si. Na ocasião, foram certificados dois modelos da linha Diabetic’s”, acrescentou. “Somos conhecedores e admiradores do INOR há bastante tempo, pelo excepcional serviço que prestam a outros segmentos, e foi com grande júbilo que soubemos, na ocasião, de sua acreditação junto ao Inmetro para o Selo Conforto, pois podemos contar com um parceiro extremamente competente e eficiente nesta jornada”, finalizou o empresário. AGRADECIMENTO Obrigada por tudo, Mestre * Maria Salete Garcia Em 1985, recém-graduada em Engenharia Química pela Faculdde Oswaldo Cruz, comecei a trabalhar na Metal Yanes como supervisora de laboratório, onde conheci o Sr. Cláudio Bock, na época consultor da empresa. Com a mudança da sistemática para certificação de empresas de manutenção de extintores de incêndio, ele me convidou para trabalharmos juntos. Acabei aceitando e me tornei sua sócia. Em 1994, com sua vivência e grande visão de futuro, foi fundado o INOR - Instituto da Normalização na Segurança, Saúde, Qualidade, Produtividade, Avaliações e Juízo Arbitral. Todos os anos de convívio com este espetacular profissional, que infelizmente faleceu em 2001, acrescentaram dados valiosos ao meu curriculum. Com ele, aprendi muito do que sei hoje. A sua experiência e seu conhecimento, alidados a minha vontade de aprender sempre e trabalhar muito, tornaram possíveis a concretização de seus sonhos. Graças ao nosso trabalho em equipe, chefiados por ele, o INOR, hoje, é reconhecido não só nacionalmente, como também no exterior. Agradeço a Deus pela oportunidade de ter convivido com o Sr. Bock. *Maria Salete Garcia é presidente do INOR Purificadores de água Pioneiro na certificação dade e tecnologia de seus purificadores. “Mesmo antes da existência das normas da ABNT, a empresa já se preocupava com a eficácia dos seus produtos, tanto que a empresa conta com um laboratório próprio, capacitado à realização das principais análises, desde de 1986. Nessa época, utilizávamos as normas norte-americanas da NSF como referência e os testes eram executados de acordo com os Standards Methods for the examination of water and s aparelhos de água para consumo wastewater (Métodos padronizados para doméstico são certificados volun- a verificação da água e água residual) da tariamente, quando fabricantes APHA/AWWA”, explicou Antônio Carlos ou importadores, para agregar valor a sua Camargo, diretor industrial da empresa. marca e distinguir seus produtos em rela- “A Brasfilter foi a primeira empresa do ção ao mercado, solicitam uma avaliação de país a obter o Selo Eficiência Microbiológica/INOR em abril de 2002. Na época, conformidade, baseada em os testes foram realizanormas ou regulamentos dos através do INOR, na técnicos estabelecidos. Divisão de Bromatologia A norma NBR 14908:2004 e Química do Instituto foi criada com o intuito de Adolfo Lutz, com base estabelecer critérios para o na Portaria número 36 programa de avaliação da (de janeiro de 1990), do conformidade de aparelho Ministério da Saúde. “Os para a melhoria da qualitrabalhos foram iniciados dade da água para consuem 2001 e, em abril de mo humano, atendendo 2002 recebemos, de foraos requisitos das normas ma pioneira no Brasil, o ABNT NBR 14908:2004 Selo Eficiência Microbio(específicas para os apare- Antônio Carlos Camargo, diretor lógica Inmetro/INOR, lhos por pressão) e NBR industrial da Brasfilter 15176:2004 (específica para aparelhos por que atestava a eficiência dos nossos purigravidade). Também foi aprovado o RAC – ficadores - inicialmente da linha HF (FiRegulamento de Avaliação da Conformida- bra Oca) e posteriormente da linha UVLS de para aparelhos de melhoria da qualidade (lâmpada ultravioleta) - no tratamento da água para consumo humando, de acordo de três quesitos: coliformes totais, colicom a Portaria nº 93, de 12 de março de formes fecais e bactérias”, explicou. “O 2007. A partir deste RAC, passou-se a exi- Selo Eficiência Microbiológica, emitido gir, dos fabricantes, que os produtos aten- pelo INOR, figurou em nossos aparelhos dessem a requisitos obrigatórios, e também durante dois anos, quando foi substituído que sejam etiquetados conforme a classifi- pelo novo selo de Certificação de Aparecação através de suas qualidades, entre elas, lhos para Melhoria da Água, em 2004”. “A certificação de purificadores de água eficiência bacteriológica, redução de cloro foi importante pelo fato de comprovar, livre e redução de partículas. A empresa Brasfilter, fabricante dos através de um documento oficial e reconhepurificadores de água Europa (São Paulo, cido - no caso, o selo de conformidade - a SP), destacou-se no mercado pela quali- veracidade das afirmações da empresa e de O A partir de março de 2010, a utilização do selo de conformidade da Certificação Aparelhos Para Melhoria da Água Para Consumo Humano passa a ser compulsória aos fabricantes de filtros, purificadores e bebedouros e, a partir de março de 2011, o comércio somente poderá oferecer ao consumidor, produtos com a certificação em questão, o que contribuirá para o aumento da qualidade do setor como um todo. nosso corpo de vendas, dando a certeza ao consumidor de adquirir um produto idôneo, aprovado segundo as normas técnicas vigentes”, explicou Camargo. Além dos benefícios imediatos, tanto frente à equipe de vendas, aos consumidores e ao mercado, a empresa ganhou em credibilidade, numa época em que não havia forma de comprovação oficial das afirmações de eficiência dos produtos por parte dos fabricantes. “O selo foi a prova factual da nossa eficiência no tratamento microbiológico e eliminação de bactérias. A recepção foi extremamente positiva, na qual utilizamos toda a nossa força de divulgação na mídia impressa e eletrônica, entre os quais testemunhais em revistas, jornais e mídia televisiva”, acrescentou Camargo. “O INOR teve um papel muito importante para os purificadores Europa e para o mercado, de uma forma geral, na instituição do selo Eficiência Microbiológica, sendo a primeira iniciativa do gênero em nosso segmento. Na época, fomos atendidos com muita presteza e agilidade, especialmente por sua presidente, a Sra. Maria Salete Garcia, que com grande habilidade viabilizou o projeto. Agradecemos o INOR pelo empenho para que pudéssemos alcançar este objetivo, desejando muito sucesso, pleno de realizações, e ficamos felizes em fazer parte dessa história de empreendedorismo”, finalizou. edição comemorativa de 15 anos INMETRO Certificação brasileira O Informe INOR entrevistou Alfredo Lobo, diretor da Diretoria da Qualidade do Inmetro, sobre o histórico da certificação de produtos no Brasil e perspectivas para os próximos anos Informe INOR: Como pode ser resumida a história da certificação de produtos no Brasil? Proteção e Defesa do Consumidor, as certificações passaram a ter foco também na proteção do consumidor, trazendo como consequência uma grande contribuição para o aperfeiçoamento das relações de consumo no Brasil. Já na terceira fase, no que diz respeito ao foco das certificações, que ocorreu no final dos anos 90 e início dos anos 2000, as Alfredo Lobo: As certificações no Brasil tiveram origem na década de 80. De lá para cá, passaram por importantes mudanças de abordagem, sob a ótica do foco e sob a ótica da organização e gestão. Sob a ótica do foco, inicialmente objetivaram a proteção do cidadão, quanto a sua segurança e saúde, e um pouco mais adiante a proteção do meio ambiente. Na segunda fase, que teve início na década de 90, as certificações passaram a ter foco também no aumento da competitividade das empresas e na proteção do consumidor. A necessidade de apoio ao esforço de aumento da competitividade da empresa brasileira foi consequência da abertura econômica, que ocorreu no início da década de 90, e que expôs a Alfredo Lobo: Ouso dizer que não conheço país que, em empresa brasileira a um ambiente termos de sistematização da atividade, alcançou o patamar de grande competição, para o qual que o Brasil alcançou. não estava suficientemente preparada. Foi o período de grande demanda certificações passaram a objetivar ainda o por certificação dos sistemas de gestão da apoio ao esforço exportador brasileiro. Foi qualidade das empresas, com base nos re- consequência do movimento de globalizaquisitos da norma ISO 9000, a partir de ção da economia, que trouxe em seu bojo um entendimento de que os grandes pro- as práticas de barreiras técnicas ao comérblemas de qualidade de produtos tinham cio e a necessidade de acesso a mercados origem em falhas de gestão. Paralelamente, cada vez mais exigentes. A certificação de no final dos anos 80 e início dos anos 90, produtos passou a ser uma espécie de pascomo consequência da abertura política e saporte para a superação das barreiras técda promulgação do Código Brasileiro de nicas e para o acesso a mercados exigentes, em especial o da Europa, o Norte-americano e o da Ásia. Sob a ótica da organização e gestão, pode-se dizer que as certificações no Brasil passaram também por três diferentes abordagens e mudanças. Na primeira fase, no que diz respeito a organização e gestão, que ocorreu desde o início dos anos 80 até 1992, o Inmetro atuava como organismo certificador. Já na segunda fase, que ocorreu de 1992 até 2000, o Inmetro passou a atuar como organismo acreditador dos organismos certificadores, que passaram então a realizar as certificações. A partir do início dos anos 2000, passou-se então à terceira e atual fase no que diz respeito à organização e gestão, que se caracteriza por uma abordagem sistêmica da atividade avaliação da conformidade no Brasil, com a criação do Programa Brasileiro de Avaliação da Conformidade, o PBAC. Este Programa contempla três importantes partes. Na primeira estão contemplados os chamados Projetos Estratégicos Estruturantes da atividade de avaliação da conformidade. A segunda parte consiste no Plano de Ação Quadrienal PAQ, que identifica e prioriza as demandas por desenvolvimento de programas e avaliação a conformidade de diferentes objetos. O Plano tem horizonte quadrienal, mas é atualizado anualmente, estando hoje em vigor a versão PAQ 2008/2011. Há ainda uma terceira parte, que trata do estudo proativo de temas estratégicos para a atividade de avaliação da conformidade, podendo ser destacados o de análise do ciclo de vida dos produtos e o de compatibilidade eletromagnética. INOR: De lá para cá, quais os aspectos que tiveram um melhor desenvolvimento e quais foram os mais difíceis. Por que? INOR: Como o Sr. analisa a certificação de produtos no Brasil em relação a outros países? Em que pontos estamos equiparados, avançados ou atrasados? Alfredo Lobo: O Brasil é reconhecido internacionalmente como um país de primeiro mundo nas atividades de avaliação da conformidade, que inclui as certificações, e de metrologia. Adotamos na atividade de certificação práticas internacionais consagradas. Temos reconhecimento formal nos principais fóruns internacionais de certificação. Ouso dizer que não conheço país que, em termos de sistematização da atividade, alcançou o patamar que o Brasil alcançou. Digo isto com base nas nossas participações em fóruns internacionais e no que monitoramos da atividade em todas as partes do mundo. pensar a forma de organização e gestão da atividade, o que implicará novos papéis para os certificadores, em particular na elaboração dos procedimentos de certificação, hoje muito definidos pelo Inmetro. INOR: Em seu ponto de vista, quais indústrias devem utilizar mais a certificação de produtos nestes próximos anos? Por que? Alfredo Lobo: Podemos destacar, pelo menos, três importantes aspectos. O priAlfredo Lobo: Os setores industriais meiro diz respeito à credibilidade que as que mais demandarão certificação serão os certificações gozam hoje no Brasil, tendo de alimentos, saúde, biocombustíveis e secomo fator de constatação pesquisas que gurança, em particular do cidadão. o Inmetro realiza periodicamente. Como consequência do primeiro, cabe destacar INOR: O Inmetro prevê alcomo segundo aspecto a grande demanda guma mudança na metodopelo estabelecimento de novos programas de certificação de diferentes objetos. Já são logia de certificação? Se 138 e estamos trabalhando no desenvolsim, quais? vimento de mais 117. O terceiro Alfredo Lobo: A principal mudandiz respeito à complexidade das ça, como já mencionado, será a de “Congratulamo-nos com o INOR demandas. Se antes eram produtos, conferir maior responsabilidade aos pelos 15 anos de contribuição à como fios e cabos, barras de aço, certificadores, em particular na defietc., hoje temos que trabalhar em nição dos procedimentos de certifiatividade de certificação no Brasil. produtos mais complexos, procescação. Um programa de certificação Minha saudação à Dra. Salete, que sos, serviços, etc., como manejo possui dois principais documentos. florestal, produção integrada de O primeiro é a base normativa, que colocou o INOR no patamar dos frutas, etc. Cabe ainda destacar em define o que será avaliado, ou seja, grandes certificadores brasileiros.” relação a este terceiro aspecto que, os requisitos a serem atendidos pelo se antes a certificação limitavaproduto. O segundo são as regras, ou se a avaliar a qualidade intrínseca procedimentos, de avaliação. Estes definem dos produtos, hoje, em particular para os INOR: Qual a sua visão como propiciar confiança no atendimento produtos globalizados, temos que avaliar para a certificação de proaos requisitos definidos para o produto. A o impacto socioambiental do seu proces- dutos nos próximos dez mudança está neste segundo. Hoje o Inmeso produtivo. Ou seja, o processo de certro praticamente define como avaliar. Precianos (Brasil e exterior)? tificação dos produtos está cada vez mais Alfredo Lobo: Ampliará sua importân- samos dar mais responsabilidade aos certicomplexo. Mas isto é que chamamos de cia estratégica como fator regulador do ficadores, que devem passar a definir como problema bom. mercado globalizado e facilitador do acesso propiciar confiança no atendimento aos redos produtos aos mercados mais exigentes. quisitos do produto. INOR: Quais as indústrias que trabalharam melhor a certificação de produtos neste período (tiveram maior interesse pelas certificações, buscaram este diferencial, etc.)? Alfredo Lobo: Sem dúvida, o setor eletroeletrônico é o que mais valoriza a certificação de seus produtos. O setor automobilístico também pode ser destacado. INOR: Quais os objetivos do Inmetro, em relação à certificação de produtos, para os próximos anos? Alfredo Lobo: Sem dúvida, nosso principal objetivo é manter a grande credibilidade que a atividade de avaliação da conformidade tem hoje no Brasil. Este é o nosso principal ativo. De forma a melhor atender ao aumento da quantidade e da complexidade das demandas hoje existentes, temos que re- INOR: O que a indústria brasileira deve fazer para que a certificação de produtos tenha um bom desenvolvimento? Alfredo Lobo: A principal responsabilidade da indústria é, e continuará a ser, a de fabricar produtos em conformidade com os requisitos das normas ou regulamentos aplicáveis. Ela é a única responsável por garantir a qualidade de seus produtos. edição comemorativa de 15 anos Capacetes de proteção Proteção para ocupantes de motocicletas Casa do Capacete nome do fabricante/importador; mês e ano da fabricação; tamanho; número e ano da norma técnica, entre outras informações complementares. Segundo Donato Espósito, diretor da Casa do Capacete (São Paulo), distribuidor e importador de capacetes, a norma foi uma obrigatoriedade e foi muito boa para os fabricantes, pois agregou mais qualidade e segurança aos capacetes. “O mercado em si não percebeu os benefícios que a certificação trouxe, mas os consumidores estão bem atentos e primam pela credibilidade dos produtos fabricados”. “O INOR tem um papel muito importante e sempre se portou de forma correta. Ele é o elo de ligação entre a empresa e o órgão regulador”, disse Espósito. “A norma NBR 7471: 2001 chegou e não tivemos como fugir”, lembrou Ricardo Oliveira, proprietário da Nau (São Paulo, SP), importador de capacetes, certificada em 1999. Segundo Oliveira, o mercado de capacetes não há do que reclamar. Desde que a norma foi regulamentada e aprovada, o mercado passou a fabricar capacetes com muito mais rigor e qualidade. “Estamos muito bem assessorados. Toda a equipe do INOR tem se colocado à disposição para esclarecimentos de dúvidas e elucidações sobre os procedimentos, o que tem facilitado em muito o trabalho de certificação. Só temos a agradecer”, finalizou Oliveira. Nau Capacetes D esde que foi aprovado de acordo com a Portaria nº 392, de 25 de outubro de 2007, todos os capacetes de motos importados só podem ser comercializados com a certificação por lote, ou seja, os produtos são submetidos a alguns procedimentos para receber a certificação. Os fabricados no Brasil podem ser certificados através de 3 modelos de certificação. De acordo com os dispositivos dessa Portaria, tornou-se obrigatório que os capacetes em questão ostentem o selo da identificação da conformidade e também uma etiqueta interna, que deve conter: Cestas de alimentos e similares Requisitos de segurança alimentar D e acordo com a Portaria nº 99, o Inmetro designou o Organismo INOR para executar o processo de avaliação da conformidade para cestas de alimento, com o objetivo de que estes produtos cheguem ao consumidor atendendo aos requisitos de segurança alimentar definidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA). “Nossa primeira certificação foi cercada de ‘arrumações’, sendo necessário adaptar a empresa às novas regras”, ressaltou Maria Estela Gozzeto Furlam, representante da direção da Nutricesta (Piracicaba, SP). Segundo Maria Estela, toda a mudança foi muito benéfica para o setor que, a partir da certificação, acreditou ainda mais na qualidade dos produtos que compõem a cesta básica. “O INOR está sempre atento ao mercado e compreende as necessidades da empresa. Também possui uma equipe de profissionais (auditores/técni- cos e administrativo) qualificados e dispostos uma central de cestas básicas anexa a nossa a auxiliar durante todo o processo de apren- central de distribuição e definimos as áreas dizagem, adaptação e certificação. Temos o de produção das cestas conforme as especificações da Instrução Normativa nº51. O INOR como parceiros e amigos”, disse. maior desafio foi implantar Para Marcos Tavares Soatodas as normas e qualificar a res, diretor da Tavares & Soequipe para o seu devido cumares (Campo Grande, MS), primento”, comentou. a certificação é uma garantia De acordo com Catharine, ao consumidor de que ele a certificação trouxe diversos está comprando uma cesta benefícios para a empresa tais segura, e com os padrões sacomo maior aceitação junto nitários e nutricionais exigidos. “Sempre tivemos uma ao mercado, padronização nos relação muito boa e tranquila processos e maior exigibilidade com o INOR, que teve um Marcos Tavares Soares, diretor sobre a qualidade dos produtos da Tavares&Soares papel importante em nossa junto aos fornecedores. certificação”, acrescentou Tavares. “Só temos a agradecer a toda a equipe Segundo Catharine Medeiros Lima, as- do INOR pela qualificação profissional dos sessora administrativa do Supermercado auditores, que demonstraram firmeza e seNordestão, a certificação trouxe à empresa gurança em todo o processo de auditoria”, mudanças estruturais. “Primeiro instalamos finalizou. LABORATÓRIOS O Os parceiros do INOR “O INOR está comemorando 15 anos de D&J (São Paulo, SP) é um laboratório de ensaio acreditado junto atuação na área de certificação, o que por si só ao Inmetro, para a realização de define a maneira como conduz seus trabalhos, ensaios em embalagens plásticas, de até 5 l, e o D&J Laboratório sente-se honrado em destinadas ao envasilhamento de álcool, qual- poder fazer parte do rol de seus colaboradores. O Laboratório tem a ciência quer que seja sua graduação, de que o respeito e o recoconforme Portaria nº 269, nhecimento conquistados de 5 de agosto de 2008 e durante todos esses anos Portaria nº 270, de 5 de são frutos de um trabalho agosto de 2008, e também árduo, executado tijolo por para fósforos de segurança, tijolo com muita parcimôsegundo a NBR 13725. nia, e que esses 15 anos ora Conta com uma equipe comemorados traduzem os técnica especializada no malouros colhidos pela dedinuseio dos equipamentos cação e empenho. Sendo asde ensaio, como também sim, congratulamo-nos com instrumentos de medição o INOR por mais essa etapa calibrados de acordo com a de existência. Parabéns e suRBC e que atendem a legiscesso”, disse Izildinha. lação metrológica brasileira, Izildinha Fátima P. Garcia, diretora executiva do D&J Laboratório de Ensaio Segundo Giovani Bede forma a garantir a confialinato da Silveira, técnico de laboratório do bilidade dos ensaios realizados. “Me sinto orgulhosa em aprimorar cada D&J, o INOR busca constantemente a mevez mais a parceria com o INOR através da lhoria na manutenção das certificações de procolaboração e do desenvolvimento de novos dutos, bem como a qualidade de certificação projetos”, disse Izildinha Fátima P. Garcia, di- desses ítens, o que tranquiliza o consumidor quanto à eficiência e segurança na hora de adretora executiva do laboratório. quirir os produtos. Isso traduz a responsabilidade do INOR perante à sociedade refletida nesses 15 anos de sucesso. “O Laboratório Tork (São Paulo, SP) destaca a parce- Giovani Belinato da Silveira, ria com o INOR na técnico do D&J Laboratório área de GNV (gás de Ensaio natural veicular) e em outros ensaios desde 2004, quando o laboratório passou a prestar serviços de ensaios de componentes do sistema GNV, auxiliando o INOR em suas atuações junto aos fornecedores de componentes do sistema GNV”, ressaltou Silvia Helena Maximiano da Silva, assistente da garantia da qualidade. O laboratório realiza testes de alguns componentes tais como ensaio em conjunto (misturador para GNV, abraçadeiras e mangueiras de baixa pressão), tubos de alta pressão, indicador de pressão, ventilação e válvulas eletromagnéticas de 24 V do redutor de pressão, entre outros. “Parabenizo o INOR pelo seus 15 anos de parceria”, finalizou Silvia. EPIs “O A segurança do trabalhador contato do INOR com a Abraseg – Associação Brasileira dos Distribuidores e Importadores de Equipamentos e Produtos de Segurança e Proteção ao Trabalho teve início há mais de 10 anos, quando o setor de segurança e saúde no trabalho decidiu dar um passo adiante introduzindo a certificação dos equipamentos de proteção individual no SBAC - Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade”, ressaltou Raul Casanova Júnior, diretor executivo da associação. Segundo Casanova, este seria um longo trabalho, não somente técnico como também político. A RAC – Regulamento de Avaliação da Conformidade de capacetes de segurança é um marco na evolução do EPI no Brasil, e é fruto de um trabalho de mais de 10 anos de todos os envolvidos no assunto como Governo, trabalhadores, empregadores e, em especial, os distribuidores e importadores de EPIs (representados pela Abraseg). “Trata-se do primeiro RAC para equipamento de segurança no Brasil. A introdução do Inmetro neste mercado é essencial e só elevará o nível dos fornecedores de equipamentos de proteção individual”, disse Jacques Lesser Levy, diretor comercial da Indústria e Comércio Leal. Espera que, com este primeiro RAC, haja uma diminuição do número de acidentes no país. “Tínhamos, até hoje, um sistema de acompanhamento da qualidade que, basicamente, fazia uma verificação em amostras de produto, o que acontecia de cinco em cinco anos, através do Ministério do Trabalho. A partir deste primeiro RAC, as exigências de qualidade para produto/fornecedor serão muito maiores”, concluiu. Para o diretor executivo, durante esse período, o INOR teve participação ativa como conselheiro das entidades de segurança sobre o SBAC, transmitindo sua experiência adquirida junto às certificações de outros produtos. “O INOR, mais que um organismo certificador competente, é um parceiro para a melhoria dos produtos do setor de EPIs e, consequentemente, das condições de segurança do trabalhador brasileiro”, finalizou. edição comemorativa de 15 anos PresidÊNCIA Uma mulher determinada Co-fundadora do INOR, Salete hoje dirige o instituto com os princípios que aprendeu com os pais, com a experiência adquirida em sua trajetória profissional e com o exemplo deixado pelo Sr. Bock F ormada em engenharia química pela Oswaldo Cruz (São Paulo, SP), Maria Salete Pereira Garcia iniciou sua carreira como monitora do Laboratório de Microbiologia desta instituição com o objetivo de orientar os alunos nos testes para verificação e identificação de microorganismos. Para a conclusão de seu curso na Oswaldo Cruz, elaborou uma monografia sobre Técnicas de Isolamento de Caracteres Bioquímicos dos Coliformes. Também atuou como monitora do Laboratório de Química (ainda na Oswaldo Cruz) e estagiária, auxiliando em elaboração de tese no Laboratório de Corrosão e Eletrodeposição do Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT (São Paulo, SP). Em empresas, Salete deu seus primeiros passos na Comabra Cia. de Alimentos do Brasil (São Paulo – SP), de 1983 a 1986, onde trabalhou como auxiliar de desenvolvimento de produto. Nesta função, atuou com o preparo e padronização de soluções e análises químicas em matérias-primas utilizadas na elaboração de produtos de origem animal (enlatados, embutidos e empacotados); preparo e padronização de soluções e análises químicas em produtos acabados (salsichas, mortadelas, enlatados, linguiças); acompanhamento do processo de esterilização de enlatados; controle de temperatura e tempo de autoclaves para esterilização dos alimentos; análises de embalagens utilizadas nos produtos; elaboração de memoriais descritivos para o registro de embalagens junto ao Serviço de Inspeção Federal – SIF; alteração dos rótulos dos produtos conforme os termos da Resolução da CISA/MA/MS n° 10, de 31 de julho de 1984; controle de qualidade na área de enlatados (exame de recravação e peso); desenvolvimento de novos produtos e participação no processo de degustação. Em seguida, foi assistente de laboratório na Berlimed Produtos Químicos (São Paulo – SP), onde realizava análises químicas e controle de célula de Hull nos seguintes banhos: Zinco Ácido/Alcalino, Níquel Semi/Brilhante, Cobre Ácido/Alcalino, Cromo, Prata, Estanho Ácido, Estanho Chumbo, Cromatizante, fazia acompanhamento químico na produção de produtos utilizados em galvanoplastia; e prestava assistência técnica interna. De 1989 a 1992, esteve na Metal Yanes (São Paulo – SP). Como supervisora de laboratório, era responsável pelo controle químico de matérias-primas em linhas de fosfatização, “O fato de estarmos aqui depois de 15 anos, mantendo a mesma política com a qual o INOR foi fundado, é a nossa grande conquista” – Salete zincagem e controle de processo; controle de consumo e estoque de materiais químicos, ensaio de salt-spray e medidas de camada metálica; preparação, controle e ensaios de pó para extinção segundo normas próprias; desenvolvimento de métodos de análises em geral; implantação de controle estatístico nas atividades do laboratório e na linha de produção; e atendimento aos auditores de montadoras de automóveis/caminhões (Autolatina, GM, Fiat e Mercedes) e Inmetro, no que abrange o controle de sistemas e produtos. Nos anos seguintes, trabalhou no Organismo de Inspeção Bare Engenharia até que este organismo motivou, em 1994, a fundação do INOR – Instituto de Normalização na Segurança, Saúde, Qualidade, Produtividade, Avaliações e Juízo Arbitral (São Paulo-SP). “O INOR foi fundado a partir de um sonho do Dr. Bock, que queria realizar um trabalho independente e com seus próprios méritos”, explicou Salete. “Na época, éramos um Organismo de Inspeção acreditado pelo Inmetro que, na verdade, não possui `liberdade´ para mostrar seu efetivo potencial.” O INOR foi fundado em 1994, mas foi certificado (na época era o termo usado, hoje acreditado) somente em 1996 pelo Inmetro. “Ficamos dois anos para chegarmos lá. Foi ou não um desafio?”, comentou a presidente. Hoje, como executiva sênior/presidente, tem como funções representar o INOR junto ao Inmetro, em todos os casos que se fizerem necessários; coordenar os trabalhos do INOR, de modo a garantir sua independência de interesses financeiros, comerciais e outros, que possam influenciar nos resultados do processo de certificação e verificação de desempenho; presidir ou delegar formalmente ao gerente de certificação ou técnico a presidência da Comissão de Certificação do INOR; assegurar que seja estabelecido, implementado e mantido o Sistema da Qualidade do INOR de acordo com seu manual; criar mecanismos para garantir a não-divulgação de informações confidenciais; garantir que todos os critérios estabelecidos pelo Inmetro sejam implantados e implementados; elaborar novos processos de certificação de produtos e verificação de de- humano. “O objetivo maior desse Memoran- fortemente em associações e outras entidasempenho; definir as funções e responsabilida- do é evitar duplicidade na execução das ativi- des para a promoção da certiificação de prodes de cada funcionário do INOR; coordenar dades inerentes ao processo de certificação do dutos no Brasil. “Participamos de todos os a participação do INOR no Sistema Brasileiro produto, principalmente no que diz respeito grupos de trabalho (junto ao Inmetro) no de Avaliação da Conformidade; aprovar o ma- ao sistema de gestão da qualidade do fabrican- escopo em que atuamos e nos CBs (ABNT) nual da qualidade, procedimentos, instruções te lá no Japão”, exdos produtos que constam em nosso escode trabalho técnico e administrativa, impres- plicou a presidente. po. Atualmente fazemos parte do CB-05, sos originais e toda a documentação que será na revisão da norma técnica NBR 14400 Sobre o futuro utilizada pelo INOR para a execução dos tra- da certificação de (dispositivo de retenção para crianças), e balhos de certificação de produto e verificação produtos no Brasil, atuamos por mais de 10 anos no CB-24, de desempenho; e solicitar e aprovar os proje- a engenheira quígrupo da ABNT onde eram discutidas as tos dos sistemas de informatização. normas a respeito de extintores de incênmica afirma que Figura 1 Já levou o nome INOR para diversos pa- vem de uma cultura dio”, informou. íses, com a realização de auditoria em fabri- na qual a certificaNos próximos anos, o INOR objetiva cantes de capacetes para motocicletas no Ja- ção de produto é a buscar novos desafios e novos projetos, sempão e em Portugal, visita a fábricas de fósforos chave para um conpre se mantendo com a mesma conduta. “Esde segurança na China e África do Sul, e visita trole eficaz sobre os pero continuar trabalhando de forma firme ao laboratório de ensaios CSI- Itália, respon- produtos forneci- “Classificação do nível de conforto – _____.” e transparente, e de poder atuar sempre em sável pelos testes de dispositivo de retenção dos ao consumidor “Índice de conforto – _____.” novos projetos, como a certificação voluntádas empresas certificadas. ria de quadros de bicicletas que anunciaree, por este motivo, Figura 2 Quando perguntada sobre as maiores con- crê que se tem muimos em breve. Também visamos a assinatura quistas destes 15 anos de INOR, Salete res- to a fazer para mede diversos Memorandos de Entendimento, pondeu que a grande satisfação é ter firmado lhorar. “Mas quanfazendo assim com que o nome INOR seja, o Instituto no mercado de certificação de pro- do olho para trás, cada vez mais, reconhecido internacionaldutos com a amplicação do escopo. Destacou vejo que muito já mente”, adiantou. o desenvolvimento, em 2001, junto com a melhorou”, contou. Transparência, profissionalismo, hoempresa Filtros Europa, do Selo de Eficiência nestidade, persistência, capacidade em Figura 3 O INOR atua Microbilógico (ver figura 1), com todesenvolver esse trabalho, conhecidos os ensaios efetuados no Instituto mento das regras para certificação e Adolfo Lutz, e desenvolvimento, em das normas utilizadas para certifica2003, junto com a Opananken, do ção, habilidade no trato com as emSelo Conforto para Calçados (ver fipresas que buscam a certificação; e gura 2). Além disso, mencionou o langostar muito do que faz e fazê-lo da çamento da Marca de Conformidade melhor forma possível sem manter do INOR em 2005 (ver figura 3), que esforços e acima de tudo respeito é a hoje é utilizada em conjunto com a definição da presidente sobre os dez Animaseg em um projeto que avalia critérios que têm norteado o trabaa conformidade em revendedores de lho do INOR como um organismo equipamentos de segurança e saúde de certificação de produtos. no trabalho. A revenda que passar nos “Agradeço a todos que confiaram quesitos recebe o certificado (ver figue confiam no INOR e espero, cada ra 4). Também enfatizou a assinatura, vez mais, contribuir para a melhoria em 2009, do Memorando de Endesse segmento. Eu, particularmente, Figura 4 tendimento – MOU acredito em meu país com uma certificadoe me orgulho dele. ra no Japão – JQA, Nós somos capazes e, “O nome Inmetro tem muita credibilidade. O consumidor procura para atendimento ao assim, basta trabalhar. produtos que ostentam sua marca. Então, para a indústria, é uma forma item 11 da Portaria nº Como disse Albert de mostrar que seu produto é diferenciado em relação àqueles que não 093, de 12 de março Einstein, ‘O único ostentam essa marca. Quando falamos em certificação compulsória, as de 2007 que trata da lugar onde o sucesso empresas devem passar por critérios de certificação para comercializarem seus vem antes do trabacertificação compulprodutos. Aqueles que não são capazes de cumprir com esses critérios são, sória de aparelhos para lho é no dicionário’. melhoria da qualidade Obrigada a todos”, automaticamente, tirados do mercado. Em outras palavras, o mercado fica da água para consumo finalizou a presidente. nivelado, o que é muito bom para o consumidor” – Salete edição comemorativa de 15 anos Grandes companheiros Alguns amigos e parceiros Seguem depoimentos de profissionais próximos ao INOR, que representam muitos outros que não estão participando desta edição comemorativa. O INOR agradece a todos pelo importante companheirismo nestes 15 anos “Ao longo desses anos, acompanhamos o crescimento do INOR e somos parceiros desde sua acreditação. Participamos, no passado, inclusive de sua comissão de certificação de produtos. Nesta ocasião, aprendemos muito e também acreditamos ter contribuído no desenvolver desses seus trabalhos. Hoje, o INOR é um Organismo maduro sob o comando da Engª Salete. Está consolidado na área de certificação no Brasil.” Antonio Cortazzo, Diretor do Depto. de Metrologia e Qualidade do Ipem-SP “Conheço o INOR desde a sua criação. Trata-se de um Organismo sério, que vem diversificando sua atuação em diversas áreas e produtos num cenário bastante competitivo. Seu idealizador, o saudoso Engenheiro Cláudio Bock, era um homem de visão e foi muito feliz em escolher sua equipe de trabalho desde o início.” Victorio Di Napoli Filho, Gerente da Qualidade P&D da Kidde Brasil “Nestes 15 anos acompanhei as inúmeras certificações realizadas e os esforços de todos os membros do INOR, em especial da Engª. Salete, que é uma pessoa de fibra. Gostaria de parabenizá-los por este excelente trabalho que vêm realizando, e que esta missão se perpetue por muitos anos.” Hector Abel Almirón, consultor no ramo de proteção contra incêndio “A presença do INOR como Certificadora de Produtos foi fundamental para alavancar o processo de certificação de produtos no Brasil. A SBI, como empresa de Inspeção e Controle de Qualidade, caminhou ombreada com o INOR e pode ser testemunha da relevância desse instituto.” Estanislau Olszanski Filho, gerente geral da SBI “Tive a honra de conhecer o Sr. Bock em 98, quando idealizamos a primeira edição do Informe INOR. Desde então, também gostaria de dizer que tenho tido a grata satisfação de trabalhar com a Salete, que é um dos melhores exemplos que conheço de profissionalismo e seriedade.” Simone Martins Souza, jornalista Embalagens de álcool Qualidade das embalagens para álcool “O Brasil está entre os países que possuem uma das mais seguras embalagens de álcool líquido do mundo, com legislação específica e uma série de exigências de segurança para o transporte do produto. Elas atendem, desde 2001, às especificações do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) quanto à resistência, vedação, rigidez e alertas de segurança do produto, entre outras recomendações”, comentou José Carlos Rezende, presidente da Abraspea – Associação Brasileira de Produtores e Envasilhadores de Álcool. Segundo Rezende, a ideia de certificação de embalagens de álcool partiu da necessidade de adequação da NBR 5991, que regia, na época, os procedimentos de controle de qualidade das embalagens para álcool (atuJosé Carlos Rezende, presidente da Abraspea almente deve-se seguir a Portaria nº 269, de 5 de agosto de 2008 e portaria nº 270, de 5 de agosto de 2008). A norma foi elaborada através de um grupo de trabalho composto por envasilhadores, instituições governamentais e institutos de controle de qualidade, tais como o Inmetro, IPT, INOR, INT, dentre outros. Formou-se um comitê para a avaliação de cada item da NBR 5991, atualizando-a segundo rígidos padrões de exigências, com o intuito de implementar a certificação compulsória. De acordo com Marcos Barros, gerente de qualidade e projetos da Indústria Raymundo da Fonte (Paulista PE), certificada em 2000, houve com a certificação um maior conhecimento das técnicas para o processo de fabricação de embalagem (garrafas), “O importante no processo de certificação é a possibilidade de agregar, ao trabalho de transformação, melhorias que garantam a qualidade do produto” – Marcos Barros através da introdução de métodos de ensaios, que proporcionaram mais segurança às embalagens. “O INOR, como organismo certificador, desempenhou bem sua Marcos Barros, gerente função, participando ati- de qualidade e projetos vamente na maturação da Indústria Raymundo do processo da Raymun- da Fonte do da Fonte. Parabenizo os 15 anos de grande atuação e profissionalismo”, disse Barros. “A certificação de embalagens para álcool continuará a ser exercida de forma profissional, como tem sido realizada, com o aprimoramento contínuo dos procedimentos e adequandoos cada vez mais às necessidades dos consumidores”, completou Rezende. “Parabenizo o INOR pela passagem destes 15 anos de trabalho sério e competente, não só realizado nas embalagens para álcool como, também, em diversos outros segmentos”, finalizou Rezende. COLABORADORES A força das pessoas Para comemorar 15 anos, o INOR tem contado com a dedicação e o profissionalismo de seus colaboradores. Confira o perfil de Carlos Antonio Coelho e Nelson Ferreira Júnior Carlos Antonio Coelho Nelson Ferreira Júnior Com vasta experiência na área de qualidade, Carlos Antonio Coelho, técnico em mecânica pelo Senai, trabalhou em empresas como Wallita (departamento de mecânica), Plessey (controle de qualidade na usinagem de peças) e Metal Yannes (áreas de estamparia e inspeção de qualidade). Foi nesta última empresa que sua história com o INOR teve início. Também trabalhavam nesta última empresa Cláudio Bock (veja pág. 3 desta edição) e Maria Salete Garcia (veja pág 10 desta edição). Um tempo depois, a convite de Bock, o técnico em mecânica começou a atuar na BARE Avaliações, um organismo de inspeção na área de manutenção de extintores. “Na época, o mercado precisava muito de um procedimento de certificação para a melhor organização dos processos de trabalho”, explicou. Atualmente, Carlos é responsável pelo gerenciamento técnico de todo o portfólio de certificação e verificação do INOR, e enfrenta, a cada ampliação do escopo, o desafio de conseguir a acreditação. “Sou muito envolvido com todos os objetivos do INOR, principalmente na parte técnica, e é sempre uma grande vitória a conquista de uma complementação do escopo.” O gerente técnico tem, como objetivo, sempre ampliar a atuação do INOR, e, para isso, coordena as ações necessárias para atender as novas exigências do Inmetro. “Temos sempre que trabalhar para desenvolver as novas capacidades exigidas”, mencionou. “Nossa presidente, Salete, sempre explica, a todos os colaboradores do INOR, a necessidade de realizarmos nossas ações de acordo com a norma para que não fique nenhuma dúvida sobre a seriedade do serviço prestado. Caso contrário, não há nenhum valor para a sociedade”, contou. Para Carlos, o engenheiro Cláudio Bock foi uma pessoa e um profissional ímpar, que possuía vasto e notório conhecimento sobre os mercados em que atuava. Além disso, dava constante suporte a todos os seus colaboradores. “Foi um ícone; uma pessoa que atuou bravamente para a efetivação do INOR como organismo certificador.” “A atual presidente soube conduzir o INOR com os mesmos princípios e esforços desde o falecimento do Sr. Bock”, finalizou. Auditor técnico de 2001 a 2008, e coordenador da qualidade até o momento. Este tem sido o desafio enfrentado por Nelson Ferreira Júnior, que é parte atuante destes 15 anos de INOR. Antes de iniciar sua carreira no INOR, Nelson trabalhou na BSC Equipamentos de Segurança (Bucka Spiero) como supervisor de qualidade (de 1990 a 1999) e na BARE Avaliações e Reavaliações e Engenharia, um Organismo de Inspeção, como gerente técnico (de 1999 a 2001). Com diversos cursos técnicos pelo Senai e curso de auditor líder de sistemas de gestão da qualidade, além de outros treinamentos sobre controle de medidas, desenho técnico-mecânico, mecânica básica e eletricidade básica, Nelson contou que, no INOR, depois de ficar mais de 12 anos dedicando-se à área de extintores de incêndio, teve a oportunidade de trabalhar na certificação de novos produtos. Começou a atuar na certificação de embalagens plásticas para álcool, na requalificação de cilindros para GNV, em fósforos de segurança e cestas básicas de alimentos. “Mas os desafios não pararam por aí”, lembrou. “Com o intuito de avançar com o processo de certificação,o INOR sempre nos proporcionou novos desafios tais como a certificação de dispositivos de retenção para crianças, capacetes para motocicletas e os novos produtos que atualmente estamos buscando.” Ao falar das maiores conquistas no INOR, Nelson menciona sua atuação como auditor técnico na certificação das embalagens plásticas para álcool. “Atualmente verificamos uma melhora significativa nas atuais embalagens comercializadas, proporcionando aos seus usuários uma maior segurança durante o manuseio, principalmente para as crianças”, comemorou. Todas estas etapas trouxeram uma conquista pessoal: um vasto horizonte de conhecimento na área de certificação. Prevê que os próximos 15 anos do INOR serão promissores, pois o processo de certificação tende a se expandir e o INOR, como um Organismo de grande atuação, contribuirá para que a qualidade esteja cada vez mais presente nos produtos do dia-a-dia, em todos os segmentos. “Nesta edição comemorativa dos 15 anos do INOR, não posso deixar de agradecer seus fundadores, em especial o Dr. Cláudio Bock (veja pág. 3) e a atual presidente, a Engenheira Maria Salete (veja pág. 10), pela oportunidade de fazer parte deste tão reconhecido Organismo de Certificação”, disse Ferreira. Complementou que gostaria de destacar a fibra e persistência da atual presidente, por conseguir chegar a esta maravilhosa conquista que é a comemoração dos 15 anos do Instituto. Complementou que sua garra e coragem foram determinantes para vencer as barreiras impostas pela vida, pois em nenhum momento deixou se abater com perdas de pessoas muito significativas, como o Dr. Bock, e se mostrou também uma pessoa arrojada e confiante, fazendo com que este INOR, hoje, seja um Organismo reconhecido nacional e internacionalmente. “Parabéns INOR . Que continue fazendo do seu dia-a-dia A EXPERIÊNCIA A SERVIÇO DA QUALIDADE”, finalizou. edição comemorativa de 15 anos EMPRESAS CERTIFICADAS/verificadas Conheça, a seguir, relação de clientes do INOR: (até 10/04/2009) Componentes do sistema para gás natural veicular ITA Industrial Ltda. Robert Bosch Ltda. Rodagas do Brasil - Sistema à Gás Ltda. S&C Siderurgia e Metalúrgica Ltda. ME Thor Hidráulica Conexões Ltda. Turotest Medidores Ltda. Wika do Brasil Ind. e Com. Ltda. Potência sonora de produtos eletrodomésticos - liquidificadores, secadores de cabelo e aspirador de pó Black&Decker do Brasil Ltda. Cesde Ind. e Com. de Eletrodomésticos Ltda. Fuseco Comercial Ltda. GF Corporation Ind. Eletroeletrônicos Ltda. Grupo SEB do Brasil Produtos Domésticos Ltda. Helen of Troy do Brasil M. Cassab Com. e Ind. Ltda. Madson Eletrometalurgica Ltda. Magazine Luiza S/A MAP Comércio Exterior Ltda. Maxlife Com. de Produtos de Saúde e Beleza Ltda. Metalúrgica Siemsen Ltda. Mondial Eletrodomésticos Ltda. Moll Imports Com. Imp. Exp. de Equip. Eletr. Ltda. Pattani Imp. e Exp. Ltda. Philips do Brasil Ltda. - Divisão Walita. TEC Imports Importação e Exportação Ltda. Whirlpool S.A. Yomasa Coml. e Indl. Ltda. Yomasa da Amazonia Ltda. Dispositivos de retenção para crianças BB trends Imp. Exp. Ltda. Burigotto S.A. Ind. e Com. Chansport Ind. Com. Ltda. Chicco do Brasil Ltda. CM Artigos para Bebês Ltda. Daniele&Sanches Ind. Com. Ltda. Dican Brinquedos Ltda. Galzerano Ind. de Carrinhos e Berços Ltda. Lenox Ind. Com. Ltda. Inspeção, manutenção e recarga de extintores de incêndio Extincendio Valadares Ltda. Extintores J. Fravi Ltda. Oscar Simões Extintores - ME Mangueiras de incêndio - inspeção, manutenção e cuidados Recomex Com. de Materiais Contra Incêndio Ltda. Capacete para condutores e passageiros de motocicletas e similares Casa do Capacete Ltda. Nau Comércio Importação e Exportação Ltda. Cestas de alimentos e similares ABV Comércio de Alimentos Ltda. Agro Comercial da Vargem Ltda. Aline Comercial Ltda. Bonna Cesta Campinas Comércio de Alimentos Ltda. Cavalca&Cavalca Ltda. Cema Central Mineira Atacadista Ltda. Cesta Básica Brasil Comércio de Alimentos Ltda. Cesta Silco Ltda. - ME Corporação Satturno Americana Ltda. D’ Azevedo Cesta Básica Ltda. - ME Denardi OCampos & Cia Ltda. EDEC Comércio e Distr. de Alimentos Ltda. - EPP K.C.B. Amorim dos Santos Marquim Comercial Ltda - EPP Nutricesta Comércio de Alimentos Ltda. Nutriplus Alimentação e Tecnologia Ltda. Pague Menos Com. de Prod. Alimentícios Ltda. Palmitos Cestas de Alimentos Ltda. - ME Panorama ABC Comércio de Alimentos Ltda. Qualy distribuidora de Cestas de Alimentos Ltda. R.R. da Costa Aranha - EPP Shop Cestas Comercial de Alimentos Ltda. Supermercado Nordestão Ltda. Tavares & Soares Ltda. - EPP Vecchio Empório Ind. e Com. de Alimentos Ltda. Embalagens utilizadas no transporte terrestre de fósforos de segurança Fiammiferi do Brasil Ind. e Com. De Fósforos Ltda - ME Fosforeira Brasileira S/A. S/A Fósforos Gaboardi Swedish Match do Brasil S/A. União Fosforeira Ltda. Fósforos de segurança D.Borcath Importadora e Exportadora Ltda. Fiammiferi do Brasil Ind. e Com. De Fósforos Ltda - ME Fosforeira Brasileira S/A. Ind. de Fósforos Catarinense Ltda. S/A Fósforos Gaboardi Swedish Match do Brasil S/A. União Fosforeira Ltda. Embalagens plásticas de até 5 litros, destinadas ao envasilhamento de álcool, inclusive na forma de gel Álcool Santa Cruz Ltda. Archote Ind. Química Ltda. Anchieta Produtos Químicos e Farmacêuticos Ltda. Ciclo Farma Industria Química Ltda - Epp Cinco Produtos Químicos e Farmacêuticos Ltda. Companhia Nacional de Álcool Cocamar Cooperativa Agroindustrial Da Ilha Comércio de Álcool Ltda. Dail S/A. Destilaria de Álcool Ibaiti Destilaria Generalco S/A DGL Indústria e Comércio Ltda. - EPP Distribuidora Montenegro A.A.C. Ltda. Emfal - Empresa Fornecedora de Álcool Ltda. Extra Clean Produtos para Limpeza Ltda. Flores Mágicas Industrial Ltda. - EPP - SP Flores Mágicas Industrial Ltda. - PE Geochem Indústria Com. Imp. e Exportação Ltda. Glicolabor Indústria Farmacêutica Ltda. Goiás Cloro e Derivado Ltda. Icaraí do Brasil Indústria e Comércio Ltda. Ind. Com. e Engarrafadora de Álcool Absoluto Ind. Farmacêutica Rioquímica Ltda. Ind. Química Calombé Ltda. Ind. Química Celeste Ltda. Industrial Boituva de Alimentos S/A Indústrias Reunidas Raymundo da Fonte S/A. Iplasa Ind. e Com. de Produtos Domissanitários Ltda. IVL - Indústrias Vieira Ltda. Jalles Machado S/A. J. Féres Labortecne Indústria Química e de Embalagem Ltda. Lima&Pergher Ind. Com. e Repres. Ltda. Limpnor Produtos de Limpeza Ltda. Mega-Química Ind. Com. Ltda - Me Minasçucar S/A. Missiato Indústria e Comércio Ltda. Miyako do Brasil Ind. e Com. Ltda. Patrick Augusto Fabretti - EPP Quimifarma Produtos Farmacêuticos Ltda. Reckitt Benckiser (Brasil) Ltda. Rezende S/A. Álcool e Açúcar. Rogério Bechara Asfora Saneativo Laboratório Farmacêutico Ltda. Silva & Nadir Prod. de Limp. Ltda. - ME Super’Sol Indústria e Comércio Ltda. Vic Pharma Ind. e Com. Ltda. Vinicola Grassi Indústria de Bebidas Ltda. Wirath Indústria e Comércio Ltda. Zeppelin Comercial de Álcool Ltda. Requalificação de cilindros de aço sem costura para gás natural veicular (GNV) Comex Comércio de extintores Ltda. Equipar Equipamentos c/ Incêndio Ltda. Extinchamas Montagens e Instalações de Equipamentos Ltda. Extintec - Extintores Ltda. GPM Comércio e Restauração de Cilindros Metálicos Ltda. - ME. J.S. Quality Requal Cil. GNV e Com. Peças de Auto Ltda. Mega Teste Com. e Requalificação de Cilindros e Vasos de Pressão Ltda. Organização Potengi Ltda. Saloma Equipamentos de Segurança Ltda. - ME. edição comemorativa de 15 anos Dispositivos de retenção O A segurança para as crianças s dispositivos de retenção para crianças foram projetados com o intuito de propiciar à criança maior segurança e reduzir o risco de acidentes em casos de colisão ou de desaceleração repentina do veículo, limitando o deslocamento do corpo da criança. A certificação segue a Portaria Inmetro nº 38, de 29 de janeiro de 2007, que tem o objetivo de estabelecer critérios para o programa de avaliação da conformidade para dispositivos de retenção para crianças, com foco na segurança, através do mecanismo de certificação compulsória, atendendo aos requisitos especificados na norma ABNT NBR 14400, que visa o aumento da segurança no transporte das crianças nos veículos automotivos. A Burigotto (Limeira, SP) buscou o INOR para realizar a certificação de seus produtos. O INOR foi o primeiro organismo certificador a solicitar a acreditação junto ao Inmetro para os dispositivos de retenção. Segundo Élio Santini, diretor industrial da Burigotto, a norma NBR14400 teve início em 1993, na ABNT, com o grupo de estudos CB-05 Santini, diretor (Comitê Brasileiro de Automóveis) e na Élio industrial da Burigotto comissão de estudos CE-05 (Comissão de Estudos de Fatores Humanos Relacionados aos Veículos). Esta comissão, após avaliar as normas existentes em outros países, decidiu utilizar como base a norma europeia ECE 44 – 03. O processo de certificação da Burigotto teve início em setembro de 2007 e a certificação da empresa ocorreu em fevereiro de 2008. “A empresa só tem a parabenizar o INOR por fazer parte deste desafio e pelo excelente trabalho que tem desenvolvido em todo este processo, superando as dificuldades, e desempenhando sua função de maneira satisfatória e profissional. A participação do INOR foi fundamental para que se pudesse conquistar degrau a degrau todo o trabalho desenvolvido, e que hoje todos podem se utilizar e desfrutar”, descreveu Santini. “A elaboração da norma foi longa, detalhada, exigiu um enor- “É importante fiscalizar as empresas e o comércio, que terão o dever de fabricar e comercializar produtos certificados e, além disso, reeducar o país para a importância do uso do dispositivo de retenção. A lei prevê que, em 2010, serão aplicadas multas, mas antes disso será fundamental a conscientização de que o uso do dispositivo deverá ser visto como uma ferramenta de proteção à integridade física das crianças” – Rafael Camarano me trabalho e uma minusiosa análise no processo de adaptação, além de envolver membros da indústria e técnicos, devido à falta de histórico de certificação de mecanismos de retenção no país”, ressaltou Rafael Camarano, presidente da Chansport e da Companhia Dorel Brasil (Campo dos Goytacazes, RJ). Para a Chansport/Dorel, a ideia de certificação de dispositivos de retenção partiu da necessidade de oferecer segurança às crianças. “Quando você permite que produtos sem certificação sejam comercializados, na verdade, você oferece apenas uma sensação de segurança, pois o produto pode não atender aos requisitos básicos de segurança e em alguns casos até Rafael Camarano, preserem mais prejudiciais do que o não uso sidente da Chansport/ Companhia Dorel Brasil do dispositivo”, acrescentou. “O INOR tem sido um parceiro fundamental na busca pela excelência das empresas que primam por oferecer produtos de qualidade e dentro das normas de segurança. Não só na certificação e fiscalização de processos e produtos, mas também direcionando o melhor caminho no processo como um todo. É difícil imaginar o processo de certificação de dispositivos de retenção infantis no Brasil sem a participação do INOR”, opinou Camarano. A Galzerano (Limeira, SP) foi certificada em maio de 2008. “O processo de certificação da empresa foi conturbado, a princípio, exatamente pelo fato de não haver laboratórios acreditados no Brasil”, analisou Roberto Guimarães, consultor de comércio exterior da empresa. “A história da Galzerano com o INOR é relativamente curta, mas sempre foi pautada pelo grande profissionalismo e seriedade de toda sua equipe, igualmente sempre acessíveis e minuciosos. Sentimo-nos agraciados e honrados por tê-los como nosso parceiro nesse processo. Queremos estender a toda família INOR nossos agradecimentos e cumprimentos pelo 15º aniversário e pedir a Deus que continue abençoando-os para que possam seguir com esse brilhante trabalho por muitas décadas”. Ainda segundo Guimarães, a certificação não só se refletiu a segurança dos produtos, como também demonstrou ao mercado a seriedade de um trabalho em conjunto, garantindo a confiança que o mercado depositou ao longo de anos. Para Paulo Solimeo, da Chicco do Brasil, empresa certificada em junho de 2008, o andamento desta certificação nos próximos anos será bem mais natural, uma vez que o consumidor já estará bem mais atento às garantias de qualidade no momento de decisão de compra dos produtos. “A atuação do INOR tem sido fundamental para o desenvolvimento do setor. É um órgão sério, de qualidade, e que tem nos prestado todo o suporte com agilidade”, enfatizou Solimeo. edição comemorativa de 15 anos