Desenvolvimento de interface de preparação de ficheiros de dados para o programa EnergyPlus Pedro Miguel Vedor Carrelha Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Engenharia Mecânica Orientadores: Prof. Luís Rego da Cunha de Eça Eng. Mário Miguel Franco Marques de Matos Júri Presidente: Prof. Viriato Sérgio de Almeida Semião Orientador: Eng. Mário Miguel Franco Marques de Matos Vogal: Prof. Edgar Caetano Fernandes Outubro 2014 A presente dissertação não seria possível sem a orientação do Doutor João Toste Azevedo, que iniciou o projeto e esteve sempre presente até ao último momento. Este trabalho é-lhe dedicado. Agradecimentos A elaboração desta dissertação de mestrado e do curso em si não seria possível sem o contributo de várias pessoas a quem eu quero gratificar. Um agradecimento muito especial ao meu mentor e orientador o Doutor João Luís Toste de Azevedo, que me deu a oportunidade de trabalhar para ele e por me ter aceitado como seu bolseiro e aluno. Com o seu conhecimento e sabedoria combinada com o seu bom humor ensinou-me bastante e deume ferramentas úteis para a minha vida profissional futura. O seu falecimento trouxe uma profunda tristeza e criou um buraco quer no Departamento de Mecânica quer nas nossas vidas, dado o papel que ele representava no nosso dia-a-dia. Não consigo descrever as inúmeras vezes que ele me ajudou aquando o meu pai estava doente e ficar-lhe-ei grato para sempre. Um muito obrigado Professor. Gostaria de agradecer ao meu orientador o Doutor Luís Eça e ao Engenheiro Mário de Matos pela prontidão e disponibilidade demonstrada e pela grande ajuda que me deram para que este trabalho fosse concretizado com sucesso. Este agradecimento estende-se à equipa do projeto “Campus Sustentável” (Eng.º João Patrício e Eng.º Rui Pereira) que sempre se me ajudaram ao longo desta tese. Um grande agradecimento aos meus pais pela paciência e pelos recursos que me deram para que eu conseguisse chegar até aqui e pela dedicação e pela grande presença durante a minha vida. Queria agradecer à minha namorada Sara Silva e ao meu filho Henrique pelo apoio e pela felicidade que me dão todos os dias e por me aturarem nos dias menos bons. Por fim, gostaria de agradecer a todos os meus amigos que estiveram presentes durante o curso e pelas aventuras que passamos juntos e que tornaram esta experiência inesquecível. Um agradecimento ao Gonçalo Marçal, companheiro de gabinete, que sempre esteve ao meu lado nos bons e maus momentos especialmente neste último ano, ao Mário Martins, ao João Vasconcelos, ao Vasco Monteiro, ao José Brito, ao João Agostinho, ao André Silvério, ao Miguel Barroso, ao João Eliseu, à Maria João, à Rita Bravo, ao Paulo Marques, ao Gonçalo Barreto, ao Tiago Câmara e ao restante núcleo madeirense e ao meu grupo de amigos do palmense nomeadamente César Nascimento, Francisco Pinto e Rodrigo Almeida. ii Resumo A presente dissertação teve como objetivo criar um Pré-Processador do EnergyPlus, isto é, uma ferramenta user friendly que permite gerar modelos de simulação dinâmica dos edifícios do Campus da Alameda do Instituto Superior Técnico convertendo informação disponível no DesignBuilder e no ficheiro AUDIST. O pré-processador está no formato MS Excel (.xlsm) com permissão de leitura e escrita de MACROS. Na sua estrutura existem sete Worksheets, onde são inseridos, modificados e apagados dados dos equipamentos/ocupação e cinco módulos de VBA com rotinas e funções que permitem consultar e copiar a informação das folhas de auditoria, convertê-la no formato requerido e exportá-la para um ficheiro legível pelo EnergyPlus. A geometria de cada edifício foi exportada a partir de modelos existentes em formato DesignBuilder, onde foi aproveitada não só a estrutura, mas também todos os elementos da envolvente. A informação relativa ao funcionamento e tipo de equipamento instalado em cada espaço e a sua ocupação, foi retirada de uma ferramenta elaborada pela equipa de auditoria do Técnico, o AUDIST, no âmbito do Projeto “Campus Sustentável”. O programa elaborado permite fazer a ligação entre a geometria existente e os dados de auditoria, criando um modelo final em EnergyPlus pronto a simular. O Pavilhão de Mecânica III do IST foi escolhido como exemplo de demonstração, tendo-se comparado os consumos de energia elétrica gerados pela simulação do modelo com os consumos faturados. Os consumos foram desagregados e analisados, resultando desvios médios totais menores que 10%, validando assim o modelo e o préprocessador. Palavras-chave: Pré-Processador, EnergyPlus, DesignBuilder, simulação dinâmica de edifícios, consumos energéticos iii Abstract This project has the main goal of creating an EnergyPlus pre-processor, which is a user friendly tool that allows to generate dynamic simulation models for the Alameda Campus of Instituto Superior Técnico buildings, converting available information from the DesignBuilder and the AUDIST file. The pre-processor was programmed in MS Excel (.xlsm) with permission of reading and writing MACROS. Its structure consist of seven Worksheets where the equipment/occupation data is inserted, modified and erased and five VBA modules with sub-routines that allows to consult and read the information from the audit files. The building geometry was exported from existing DesignBuilder models. The information about the type of equipment installed in each space, its operation schedule and the occupation in each zone was taken from a program, the AUDIST, developed by the “Campus Sustentável” project audit team. The program makes the link between the existing geometry and the audit data, creating a final model in EnergyPlus ready to simulate. The Mecânica III building was chosen to be the demonstration example to show how the pre-processor works and to confirm the model. The electric energy consumptions from the simulation were desegregated, analyzed and compared with the billed consumptions. The mean total deviations obtained were less than 10% confirming the model and the program created. Keywords: Pre-Processor, EnergyPlus, DesignBuilder, dynamic simulation of buildings, energy consumption iv v Índice Agradecimentos ..................................................................................................................................... ii Resumo ................................................................................................................................................. iii Abstract ................................................................................................................................................. iv Índice de Tabelas ................................................................................................................................ viii Índice de Gráficos ................................................................................................................................. ix Índice de Figuras .................................................................................................................................... x Lista de Símbolos .................................................................................................................................. xi 1 2 Enquadramento ..............................................................................................................................1 1.1 Energia Elétrica em Portugal ...................................................................................................1 1.2 Energia Elétrica no Instituto Superior Técnico (IST) ................................................................3 1.3 Modelos Matemáticos para Simulação do Funcionamento de Edifícios ................................5 1.4 Objetivos da Tese ...................................................................................................................7 1.5 Trabalhos Antecedentes .........................................................................................................8 1.6 Organização ..........................................................................................................................10 Metodologia ..................................................................................................................................11 2.1 Geometria ............................................................................................................................11 2.1.1 2.2 3 Conversão de designações e adaptação da definição geométrica ................................12 Equipamentos e Ocupação ...................................................................................................14 2.2.1 Estrutura do AUDIST .....................................................................................................14 2.2.2 Estrutura do Pré-Processador .......................................................................................18 Exemplo de Utilização do Eplus Converter ..................................................................................22 3.1 Pré-Processamento do EnergyPlus .......................................................................................22 3.1.1 Caracterização geral do edifício ....................................................................................22 3.1.2 Envolvente ....................................................................................................................23 3.1.3 Sistemas Energéticos ....................................................................................................24 3.2 Resultados ............................................................................................................................27 3.2.1 Simulação dinâmica DesignBuilder ...............................................................................27 3.2.2 Simulação dinâmica EnergyPlus ....................................................................................30 3.2.3 Comparação dos consumos totais de energia elétrica ..................................................37 4 Conclusões e Trabalho Futuro .....................................................................................................40 5 Referências Bibliográficas ............................................................................................................42 ANEXO A - Conversão de ficheiros DesignBuilder V.3.0.0.105 para EnergyPlus V. 8.1.0 ..................... i vi ANEXO B - Algoritmos utilizados no Pré-Processador ........................................................................... iv ANEXO C - Plantas do Pavilhão de Mecânica III com a divisão dos espaços em zonas térmicas ......... xi ANEXO D - Modelo final do Pavilhão Mecânica III em EnergyPlus após conversão do PréProcessador ........................................................................................................................................ xiii ANEXO E - Sistemas instalados em cada zona térmica do Pavilhão de Mecânica III com os respetivos consumos de energia elétrica do ficheiro de Auditoria e do EnergyPlus ............................................ xviii ANEXO F - Manual de utilização do Pré-Processador de EnergyPlus ................................................. xxi vii Índice de Tabelas Tabela 1 - Soluções construtivas da envolvente opaca [19].................................................................23 Tabela 2 - Soluções construtivas da envolvente translucida [19] .........................................................23 Tabela 3 - Caracterização da tipologia de AVAC local do Pavilhão Mecânica III [18] ..........................24 Tabela 4 - Caracterização da tipologia de AVAC local do Pavilhão Mecânica III [18] ..........................25 Tabela 5 - Sistemas de iluminação instalados no Pavilhão de Mecânica III [18]..................................26 Tabela 6 - Sistemas informáticos instalados no Pavilhão Mecânica III [18] .........................................26 Tabela 7 - Sistemas de plug-in instalados no Pavilhão Mecânica III [18] .............................................27 Tabela 8 -Sistemas de catering instalados no Pavilhão Mecânica III [18] ............................................27 Tabela 9 - Consumo de energia elétrica anual dos sistemas de iluminação para cada zona térmica gerados pelo AUDIST e pelo DesignBuilder.........................................................................................28 Tabela 10 - Consumo de energia elétrica anual dos equipamentos elétricos para cada zona térmica gerados pelo AUDIST e pelo DesignBuilder.........................................................................................29 Tabela 11 – Consumo total de energia elétrica dos sistemas de climatização para cada zona térmica gerados pelo AUDIST e pelo DesignBuilder.........................................................................................30 Tabela 12 - Consumo de energia elétrica anual dos sistemas de iluminação para cada zona térmica gerados pelo AUDIST e pelo EnergyPlus.............................................................................................31 Tabela 13 - Consumo de energia elétrica anual dos restantes equipamentos para cada zona térmica gerados pelo AUDIST e pelo EnergyPlus.............................................................................................33 Tabela 14 - Consumo de energia elétrica anual dos sistemas de climatização locais para cada zona térmica gerados pelo AUDIST e pelo Energyplus ................................................................................34 Tabela 15 - Consumo de energia elétrica anual dos sistemas de climatização comuns para cada zona térmica gerados pelo AUDIST e pelo Energyplus ................................................................................35 Tabela 16 - Comparação dos consumos de energia elétrica entre o ENERGIST e o EnergyPlus .......38 viii Índice de Gráficos Gráfico 1 – Evolução da energia elétrica consumida em Portugal nos últimos 12 anos ........................1 Gráfico 2 - Dependência energética de Portugal [4] ...............................................................................2 Gráfico 3 - Evolução das emissões de GEE's em Portugal (s/ emissões removidas pelo ser humano pela utilização da terra e pelas atividades florestais, LULUCF [6]) ........................................................3 Gráfico 4 – Perfil do consumo anual de energia elétrica no Pavilhão Central [9] ...................................4 Gráfico 5 – Modulo da diferença dos consumos de energia elétrica para os sistemas de iluminação no AUDIST e no DesignBuilder (Desvios máximos para a zona 13 e mínimos para as zonas 6 e 11) .....29 Gráfico 6 – Diferença dos consumos de energia elétrica dos equipamentos elétricos gerados pelo AUDIST e pelo DesignBuilder (Desvios máximos para a zona 11 e mínimos para as zonas 21 e 22) 30 Gráfico 7 - Modulo da diferença dos consumos de energia elétrica dos sistemas de iluminação gerados pelo AUDIST e pelo EnergyPlus (Desvios máximos para a zona 4 e mínimos para as zonas 5, 8 e 9) ................................................................................................................................................32 Gráfico 8 - Diferença dos consumos de energia elétrica dos equipamentos de informática, plug-in e catering gerados pelo AUDIST e pelo EnergyPlus (Desvios máximos para a zona 16 e mínimos para a zona 2) ..............................................................................................................................................33 Gráfico 9 - Consumos mensais de energia elétrica por tipologia de sistema gerados pelo EnergyPlus .............................................................................................................................................................37 Gráfico 10 - Comparação dos consumos elétricos entre o ENERGIST e o EnergyPlus ......................38 Gráfico 11 - Comparação dos consumos elétricos anuais entre o ENERGIST, o AUDIST, o EnergyPlus e o DesignBuilder ..............................................................................................................39 ix Índice de Figuras Figura 1 - Esquema do processo de geração de modelos em EnergyPlus ............................................8 Figura 2 - Designação das zonas térmicas (a)-Original (b) -Alterado...................................................12 Figura 3 - Representação da estrutura do Pavilhão Mecânica III em DesignBuilder (a) Piso 4 Vista Interior (b) Estrutura Vista Exterior .......................................................................................................12 Figura 4 - Representação da estrutura do Pavilhão Mecânica III no EnergyPlus .................................13 Figura 5 - Formato utilizado no DesignBuilder para representar as superfícies e os elementos construtivos ..........................................................................................................................................13 Figura 6 - Formato utilizado pelo EnergyPlus para representar as superfícies e os elementos construtivos ..........................................................................................................................................14 Figura 7 - Representação dos horários no AUDIST para a ocupação/iIluminação (a) e para os equipamentos de informática, catering e plug-in (b) .............................................................................15 Figura 8 - Representação dos espaços no AUDIST .............................................................................16 Figura 9 - Representação dos Parâmetros de Ocupação ....................................................................16 Figura 10 - Representação dos parâmetros de iluminação ..................................................................17 Figura 11 - Representação dos parâmetros dos sistemas de Informática, de Epi e de Catering .........17 Figura 12 - Representação dos parâmetros dos sistemas de AVAC ...................................................18 Figura 13 – Menu inicial do pré-processador desenvolvido..................................................................18 Figura 14 - Esquema do Pré-Processador de EnergyPlus ...................................................................20 Figura 15 - Fluxograma do funcionamento do Programa de Conversão ..............................................21 Figura 16 - Orientação espacial [17] e fachada Sul [18] do Pavilhão de Mecânica III ..........................22 x Lista de Símbolos GEE – Gases do Efeito Estufa MtCO2eq – Megatonelada de Dióxido de Carbono Equivalente LULUCF – Land Use, Land-Use Change and Forestry IST – Instituto Superior Técnico AVAC – Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado DB – DesignBuilder VBA – Visual Basic for Applications E+, Eplus – EnergyPlus UTA – Unidade de Tratamento de Ar VRV – Variable Refrigerant Volume EPI – Equipamentos de Plug-In CPU – Central Processing Unit xi 1 Enquadramento O aumento da população mundial, aliado ao avanço tecnológico, tem provocado um crescimento do consumo de energia elétrica. Sabendo que grande parte dessa energia é produzida a partir de combustíveis fósseis, a sua utilização exagerada traz consequências ambientais provocadas pela emissão de gases de efeito estufa (GEE). Parte deste consumo está associado aos edifícios, onde o tipo de construção (elevado poder dissipativo), ou a baixa eficiência dos equipamentos instalados em cada espaço, provocam os desperdícios de energia. Torna-se, assim, importante que se tomem medidas de eficiência energética que levem à redução do consumo de energia elétrica. Devido a esta necessidade de diminuir a energia utilizada, a introdução de modelos do funcionamento de edifícios é uma mais valia na análise dos seus consumos sem que haja a necessidade de fazer muitas medições. A partir do modelo também é possível fazer um estudo prévio de medidas de racionalização dirigidas aos edifícios, com o intuito de reduzir os seus consumos energéticos. 1.1 Energia Elétrica em Portugal Em Portugal, o consumo de energia elétrica tem variado nesta última década como mostra o Gráfico 1. No período entre 2000 e 2010, ocorreu um crescimento quase linear do consumo, com exceção dos anos 2008 e 2009, tendo o país atingido o seu máximo em 2010, 50612 GWh [1]. Nos dois anos seguintes (até 2012) o consumo diminuiu gradualmente, cerca de 7,4%, alcançando um valor de 47000 GWh [1] em 2012. Esta redução advém, possivelmente, da crise económica que o país atravessa e do impacto das medidas de eficiência energética adotadas. Consumo Elétrico [TWh] Consumo de Energia Eléctrica em Portugal 55 53 51 49 47 45 43 41 39 37 35 Gráfico 1 – Evolução da energia elétrica consumida em Portugal nos últimos 12 anos Do consumo total de energia elétrica acima descrito, cerca de 57% [1] provêm da sua utilização nos 3600000 edifícios [2] existentes em Portugal. Deste valor, 4% correspondem a construções 1 pertencentes ao Estado, onde a implementação de estratégias de racionalização energética traduzirse-ia numa redução da despesa do país. Inerente ao consumo de energia elétrica está a sua produção. Com esta procura constante de energia elétrica, Portugal é obrigado a produzi-la não só a partir de fontes hídricas e eólicas, mas também através dos combustíveis fósseis. No ano de 2012, a produção doméstica de energia elétrica voltou a diminuir relativamente ao ano anterior, devido maioritariamente às fracas condições hidrológicas. Por esta razão, observou-se um aumento da energia importada e da dependência energética do país, cerca de 79,5% em 2012 [3] (Gráfico 2). Gráfico 2 - Dependência energética de Portugal [4] Aliadas à produção e ao consumo de energia elétrica, estão as emissões de gases com efeito estufa (GEE) que provocam a diminuição da qualidade do ar que respiramos. Em Portugal, no ano de 2012 (dados disponíveis até à data) foram emitidos cerca de 68,8 MtCO 2e, o que representa um aumento de cerca de 13,1% [4] em relação a 1990, mas uma redução de 1,7% [5] relativamente ao ano de 2011 (Gráfico 3). 2 Gráfico 3 - Evolução das emissões de GEE's em Portugal (s/ emissões removidas pelo ser humano pela utilização da terra e pelas atividades florestais, LULUCF [6]) Apesar desta diminuição, provocada pelos fatores referidos anteriormente, o sector energético contínua a deter a maior fatia no total das emissões nacionais, cerca de 70% [5] em 2012, da qual grande parte vem da produção e transformação de energia. Assim, continuar a apostar nas medidas de eficiência energética para uma redução do consumo de eletricidade, traz vantagens quer para o ambiente, quer para a redução de custos com a energia. O presente trabalho insere-se nesta temática como uma ferramenta de auxílio ao estudo de viabilidade destas medidas de racionalização, a partir de simuladores matemáticos de funcionamento de edifícios. 1.2 Energia Elétrica no Instituto Superior Técnico (IST) Campus Sustentável – Eficiência Energética no IST Como é descrito em [7] o Instituto Superior Técnico (Técnico) encontra-se a desenvolver um projeto designado “Campus Sustentável”, que decorre no âmbito da Iniciativa em Energia do IST. O objetivo deste projeto é aumentar a sustentabilidade dos edifícios pertencentes aos Campus do Técnico, a partir da melhoria da eficiência energética e hidráulica das instalações. A primeira atividade desenvolvida no projeto consistiu no levantamento exaustivo de todos os equipamentos consumidores de energia instalados e no estudo do padrão de ocupação dos espaços em cada edifício do campus. Outra ação desenvolvida foi a criação de um laboratório vivo, o Laboratório Eficiência Energética do Técnico. Este laboratório consiste numa biblioteca digital de acesso livre a toda a comunidade do IST, onde constam os trabalhos da auditoria energética, modelos computacionais de simulação dinâmica de edifícios do campus e bases de dados com registos históricos dos consumos energéticos dos mesmos. 3 Para além disso, a equipa do “Campus Sustentável” em parceria com os Gestores dos Espaços do campus da Alameda, com o Núcleo de Manutenção e com o Núcleo de Obras do Técnico, conseguiram uma diminuição nos consumos de energia de 12,3% [8] no biénio 2012/2013 em relação ao ano anterior. Esta redução foi alcançada através de medidas de gestão operacional corrente. Situação Atual O campus tem uma área de 107140 m2 e é constituído por 26 edifícios independentes cujas construções variam bastante, havendo edifícios datados do século XX e outros muito mais recentes. Para além disso, usufruem deste espaço cerca de 12311 utilizadores [8], que influenciam diretamente as cargas térmicas dentro dos espaços (geram calor) e os consumos energéticos (utilizam água, gás, eletricidade, etc). A equipa de Auditoria Energética do Técnico obteve consumos energéticos para cada um destes edifícios e uma descrição pormenorizada dos equipamentos instalados. Através desta informação concluiu-se que o Campus da Alameda do IST gasta anualmente em energia elétrica cerca de 15 GWh [8], tendo um consumo padrão diário permanente de 1 MWh [8] e ao qual acresce toda a atividade operacional diária do campus. Para uma melhor compreensão da utilização da energia elétrica nos edifícios, está representado no Gráfico 4 um exemplo de uma desagregação de consumos por tipologia do Pavilhão Central como se pode observar que 21,4% dos consumos provêm dos sistemas de AVAC instalados e 75,5% da iluminação e dos equipamentos informáticos. Os perfis dos consumos variam bastante entre edifícios e dependem principalmente do número pessoas e de equipamentos em cada espaço e dos horários de ocupação/funcionamento. Assim, não se pode considerar esta desagregação como representativa dos restantes edifícios. Gráfico 4 – Perfil do consumo anual de energia elétrica no Pavilhão Central [9] Tal como os perfis de consumo de energia elétrica, também os consumos gerais por edifício apresentam uma grande discrepância entre si, havendo vários casos de edifícios de pequenas 4 dimensões a utilizarem mais energia por área que os pavilhões maiores. Um desses casos é o Pavilhão de Informática I (1664 m2), cujo consumo específico de energia elétrica em 2013 foi de 100 kWh/m2.ano, enquanto que o edifício da Torre Norte (9357 m2) consumiu apenas 75 kWh/m2.ano (Gráfico 5). Esta diferença pode ser justificada pela época de construção de cada edifício e pelo tipo de equipamentos instalados em cada espaço (por ex. baixa eficiência devido à idade do equipamento, horário de funcionamento destes é feito por cada utilizador podendo ficar ligado sem que haja necessidade para tal). Gráfico 5 – Comparação do consumo anual de energia elétrica entre os principais edifícios do IST [8] O Gráfico 5 permite ainda verificar quais os pavilhões cuja margem de melhoria é maior e cuja modelação pode vir a contribuir para os objetivos gerais de aumentar a eficiência energética do IST. 1.3 Modelos Matemáticos para Simulação do Funcionamento de Edifícios Para auxiliar a implementação de medidas de eficiência energética em edifícios é possível utilizar programas de simulação. Neste momento, estão disponíveis no mercado uma variedade de programas que permitem modelar edifícios em 3D, i.e. toda a sua geometria (paredes, janelas, portas, etc.) com os seus materiais constituintes. Alguns destes programas também permitem a introdução de componentes consumidores de energia, como por exemplo a iluminação e os sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC). A utilização destes programas traz vantagens e desvantagens de acordo com o tipo e o detalhe que pretendemos na análise da simulação. Inicialmente é necessário um programa que permita a modelação da geometria do edifico com os pisos, as divisões e a envolvente. De seguida é essencial 5 exportar a geometria para um programa de simulação dinâmica, que permita inserir os equipamentos e as pessoas em cada espaço e que, a partir de modelos matemáticos, faça o balanço de massa e de energia do edifício. Da simulação do edifício é necessário selecionar as quantidades de interesse (por ex. consumos energéticos, emissões de CO2eq, temperaturas nos espaços) para que os valores resultantes dessa simulação estejam na mesma gama dos reais e para que quando se introduzam medidas de otimização no modelo os resultados gerados sejam coerentes. Para tal, o programa de simulação escolhido necessita de uma diversidade de outputs de possível escolha e que permita ao utilizador aplicar mudanças nos sistemas instalados sem que haja necessidade de recorrer a um outro programa. De seguida, descrevem-se sucintamente os programas utilizados no presente trabalho. DesignBuilder (DB) O DesignBuilder é um programa comercial e de fácil utilização, específico para modelações em 3D de edifícios. É possível definir os materiais de construção (estrutura, vãos envidraçados, etc.), os equipamentos instalados no interior deste, os horários de ocupação dos espaços, entre outros. Para saber mais sobre o programa aconselha-se a leitura do DesignBuilderManual_v3.0_Letter [10]. Vantagens - Fácil de trabalhar, muito gráfico e permite a exportação do modelo para EnergyPlus. Permite importar plantas de edifícios em AutoCAD e construir o modelo geométrico a partir destas. Muito bom para construções com sistemas de AVAC menos complexos e para simulações de uma forma muito simples. Desvantagens – É um programa comercial e não tem licenças de um ano sem custos para a comunidade académica como outros programas têm. É muito limitado em termos de sistemas de AVAC não se adequando a modelos mais complexos. Este programa foi utilizado na presente dissertação, pois o projeto do “Campus Sustentável” já tinha adquirido uma licença e já dispunha dos modelos geométricos de todos os edifícios do Técnico neste formato. Outra razão pela escolha deste programa foi a sua afinidade com o EnergyPlus, permitindo a exportação de modelos em DesignBuilder para este programa de forma automática. EnergyPlus (EPlus, Energy+) O EnergyPlus é um programa que realiza análises energéticas e simulações de cargas térmicas a partir de dados da geometria do edifício, dos equipamentos mecânicos instalados em cada espaço, da ocupação destes, etc. Para além disso, calcula também a energia térmica necessária para manter os espaços numa determinada gama de parâmetros térmicos (temperatura, humidade, etc.) A partir dos valores calculados obtém as condições de funcionamento dos sistemas de AVAC instalados para 6 chegar às condições de setpoint. Devido à sua complexidade aconselha-se a leitura dos documentos anexados ao programa, nomeadamente o Input-Output Reference [11]. Vantagens – É um programa open source e bastante completo em termos de sistemas de AVAC, conseguindo-se modelar quase todo o tipo de equipamentos. Tem afinidade com uma série de programas, como por exemplo o DesignBuilder, permitindo ao utilizador importar modelos elaborados nesses programas e simulá-los no EnergyPlus. Grande variedade de quantidades de interesse. Desvantagens – Devido à sua complexidade requer algum tempo de estudo para que se consiga perceber o seu funcionamento. Para definir a geometria do edifício é preciso transformar cada um dos vértices da estrutura em coordenadas, sendo um processo moroso e suscetível a enganos. Devido ao número exagerado de parâmetros que é necessário introduzir para definir cada equipamento é comum ocorreram incorreções nos dados gerando erros durante a simulação. Selecionou-se o EnergyPlus para o presente trabalho porque é o melhor programa em open source disponível no mercado, permitindo ao utilizador inserir e alterar equipamentos a partir da modificação do seu código. Para além disso, não há necessidade de adquirir licenças, o que é extremamente vantajoso para a sua utilização em trabalhos académicos futuros. Outra razão para a escolha deste programa, foi a sua afinidade com o DesignBuilder. Assim, foi possível aproveitar a geometria existente neste programa e exportá-la para EnergyPlus, sem passar pelo processo moroso e extramente difícil de converter todos os elementos da estrutura do edifício em coordenadas e de, posteriormente, inseri-los manualmente neste programa. 1.4 Objetivos da Tese O principal objetivo da presente dissertação consiste na criação de um Pré-Processador do EnergyPlus, isto é, uma ferramenta user friendly que permite gerar modelos de simulação dinâmica de edifícios a partir de outros programas e de bases de dados já existentes. Como tal, aproveitou-se o trabalho já feito em DesignBuilder para definir a geometria dos edifícios e toda a informação levantada pela equipa de auditoria do IST (Projeto “Campus Sustentável”) guardada no ficheiro AUDIST [9] e elaborado em MS Excel para completar o edifício com os equipamentos e a ocupação de cada espaço (Figura 1). Dado à complexidade do programa de simulação, a modelação de edifícios de grandes dimensões com um número elevado de componentes consumidores de energia torna-se numa tarefa muito morosa. Assim, o que o pré-processador faz é utilizar a geometria exportada do DesignBuilder para EnergyPlus e completá-la com os restantes componentes definidos no AUDIST de forma rápida e automatizada, minimizando os erros que poderiam surgir caso o processo fosse realizado manualmente. Nos capítulos seguintes será apresentado um programa em VBA (Visual Basic for Applications) que lê os documentos (elaborados em Excel) com a informação levantada pela Equipa de Auditoria sobre cada edifício do IST. Estes ficheiros contêm dados sobre a ocupação de cada espaço e o respetivo 7 horário e sobre características técnicas dos equipamentos instalados e o respetivo tempo de funcionamento. Feita a leitura, o programa separa a informação por tipologia (iluminação, equipamentos elétricos, ocupação e sistemas AVAC) e converte-a para um formato compatível com o EnergyPlus. Assim, completa-se a geometria importada do DesignBuilder com todo o “conteúdo” do edifício, em alguns minutos, estando o modelo pronto para simulação. Figura 1 - Esquema do processo de geração de modelos em EnergyPlus 1.5 Trabalhos Antecedentes Na sequência do presente estudo foi efetuada uma pesquisa dos trabalhos já realizados, sobre simulação dinâmica de edifícios, com o auxílio de programas de modelação (DesignBuilder/EnergyPlus/TRACE 700) e sobre Pré-Processadores de EnergyPlus. Dos trabalhos encontrados, apenas dois utilizam o EnergyPlus para simular e definir parcialmente alguns sistemas de climatização, mas sendo a maior parte do projeto elaborado em DesignBuilder. Encontrou-se um terceiro trabalho que utiliza o Trace [12] para modelar e simular um edifício do IST e gerar valores para os seus consumos energéticos. Quanto a projetos sobre Pré-Processadores de dados para EnergyPlus não foram encontrados nenhuns, não existindo assim uma base para comparação. Cartas [13] comparou as simulações realizadas com dois programas, o DesignBuilder/EnergyPlus e o TRACE 700 aplicados à Torre Sul do IST. Verificou que no Trace existe uma maior facilidade na representação de sistemas de climatização, mas algumas limitações no que toca ao tratamento de zonas não climatizadas uma vez que os consumos de iluminação e dos equipamentos elétricos não são contabilizados nos cálculos das cargas térmicas. No DB/E+ a introdução dos dados sobre cada sistema é bastante complexo, mas sem limitações nenhumas na inserção de sistemas consumidores de energia. O modelo elaborado neste programa está um pouco incompleto faltando alguns sistemas de climatização instalados no edifício, razão esta que pode justificar as diferenças de consumos observados. Os consumos elétricos foram obtidos a partir da densidade dos equipamentos no interior do edifício, gerando uma boa representação do consumo elétrico ao longo do ano. Comparando os dois modelos a autora observou que para o arrefecimento as diferenças foram de 14%, e no aquecimento de 45%. No entanto, em ambos os casos o valor calculado foi muito inferior ao faturado (cerca de 15% da energia gasta no arrefecimento). No Trace verificou-se ainda a influência do método de cálculo das 8 cargas térmicas, cujos resultados mais afetados são as necessidades de arrefecimento onde se observam variações entre os vários métodos de 10%. A imposição de condições no interior de zonas não climatizadas pode ter uma influência superior pois observou-se que especificando os valores de forma diferente conduziram a necessidades de arrefecimento com uma variação de 15%. Desta análise conclui-se ser muito importante uma correta especificação das condições dos espaços não climatizados no programa Energyplus. Gonçalves [14] efetuou a simulação dinâmica e análise dos consumos energéticos do Sheraton Lisboa Hotel utilizando o DesignBuilder para modelação do edifício com os dados da envolvente, os sistemas de iluminação de AVAC e a ocupação de cada espaço. Posteriormente, utilizou o EnergyPlus para calcular os consumos totais, o conforto, etc. Numa fase final do trabalho são sugeridas algumas melhorias com o objetivo de racionalizar a utilização de energia elétrica. A informação inserida no programa resultou de levantamentos realizados no local e de estimativas. Foram feitos três testes com cargas diferentes para cada equipamento resultando em consumos de energia distintos. Na primeira simulação obtiveram-se valores muito diferentes do faturado, enquanto na segunda e terceira simulações o consumo total obtido na simulação diferenciava-se em menos de 10% do real. Uma vez que o edifício foi modelado apenas no DesignBuilder a definição de sistemas de climatização mais complexos é difícil dada a limitação de equipamentos disponibilizados na toolbox. Assim, as aproximações realizadas levaram a diferenças nos consumos. Para além disso, a utilização de estimativas é o mais correto para edifícios de grande dimensão, mas também são uma razão para as disparidades encontradas. Vilhena [15] criou um modelo de simulação dinâmica do pavilhão de Engenharia Civil do Instituto Superior Técnico recorrendo a um programa da especialidade, TRACE 700, com o objetivo de testar, em ambiente de simulação, medidas que após implementação resultassem na redução de consumos energéticos do edifício. A geração do modelo assentou na agregação de espaços em zonas térmicas e na introdução em cada uma delas das despectivas cargas térmicas resultantes dos sistemas de iluminação, de equipamentos elétricos e de ocupação. Os dados inseridos resultaram de medições com analisadores de energia e na consulta de memórias descritivas e de projetos de arquitetura. Depois de observar os modelos elaborados em Trace é de notar que os sistemas de climatização não estão totalmente coerentes com o edifício real, justificável pelas limitações do programa utilizado ou pela informação consultada. Os consumos totais elétricos obtidos inicialmente apresentavam um desvio de cerca de 28% relativamente às leituras registadas em 2012, que após afinação foi reduzido para 3,3% com desvios máximos nos meses de Junho e Maio. Os hábitos de utilização dos equipamentos é bastante subjetivo e difícil de ser representado em qualquer modelo de simulação, daí algumas discrepâncias nos resultados obtidos. O modelo do Trace poderia ser substituído por um em EnergyPlus dado que os sistemas de climatização instalados no edifício de Engenharia Civil não são padronizados, necessitando de um software com maior versatilidade para o desenho de um sistema específico de climatização. 9 A partir dos trabalhos acima descritos é possível concluir que a utilização do EnergyPlus como programa de simulação dinâmica em edifícios é muito favorável, suportando assim a escolha deste programa para a presente dissertação. 1.6 Organização A presente tese está organizada em 4 capítulos. No capítulo 1 estão apresentados os motivos e os objetivos da dissertação, um enquadramento do trabalho no panorama energético nacional e no Instituto Superior Técnico, bem como uma explicação das ferramentas utilizadas para fazer simulações dinâmicas. Para além disso, é feita uma revisão bibliográfica de trabalhos semelhantes que foram utilizados para consulta durante a elaboração do presente trabalho. No capítulo 2 é caracterizada a metodologia utilizada para criar o pré-processador descrito na presente dissertação, bem com as principais etapas que foram seguidas para se obter o modelo computacional de um edifício, a partir dos dados existentes. No capítulo 3 é caracterizado o edifício em estudo, isto é, são descritos os elementos construtivos, os sistemas de iluminação instalados em cada espaço, os equipamentos elétricos e os sistemas de climatização que vão fazer parte do consumo de energia elétrica total do edifício. Neste capítulo também são apresentados os resultados dos consumos gerados pela simulação dinâmica do modelo obtido. Com base nesses resultados é feita uma comparação com os valores dos consumos levantados pela equipa de auditoria e gerados pela plataforma ENERGIST. A apresentação dos valores é feita por zona térmica e por tipologia de sistema (Iluminação, AVAC, Equipamentos). Por fim, no capítulo 4 são apresentadas as conclusões e as propostas de trabalhos futuros com base no que foi feito durante o presente o trabalho. 10 2 Metodologia Neste capítulo são explicados todos os processos que integram a geração do modelo de um edifício em EnergyPlus. Uma vez que a informação relativa à geometria do edifício e aos sistemas instalados está dispersa por ferramentas diferentes, é necessário elaborar uma cadeia de processos que tenha como resultado final a agregação de toda a informação num só modelo pronto a ser utilizado. Assim, dividiu-se a conversão em duas fases distintas: 1. A primeira fase é relativa à passagem da geometria do edifício modelado em DesignBuilder para EnergyPlus (Subcapítulo 2.1). 2. A segunda fase é referente à transformação e processamento da informação proveniente do AUDIST para EnergyPlus (Subcapítulo 2.2) com o intuito de caracterizar o modelo elaborado na primeira fase. Ambas serão definidas pormenorizadamente na próxima secção. 2.1 Geometria Todos os edifícios do campus da Alameda do IST estão modelados em DesignBuilder contendo a estrutura dos pavilhões com todos os pormenores definidos, como as claraboias, os vãos envidraçados e as divisões de cada piso (gabinetes, auditórios, salas técnicas, etc.). Os espaços com condições térmicas semelhantes foram agregados em zonas térmicas, de forma a facilitar a análise do edifício. Nestes modelos também estão caracterizados deficientemente alguns equipamentos, não correspondendo à realidade. Esta incoerência deve-se às limitações apresentadas pelo DesignBuilder, mas também à criação de um modelo geral e pouco pormenorizado. Dadas as diferenças encontradas definiu-se que estes ficheiros passariam a reter apenas a geometria do edifício. Assim, foram apagados do modelo todos os templates com a informação das potências dos horários de funcionamento dos sistemas de iluminação e dos restantes equipamentos instalados. De modo a obter a geometria final do edifício é necessário seguir uma série de passos para que no fim resulte um modelo preciso. O processo de tratamento e exportação é muito simples e pode ser acompanhado com mais detalhe no Anexo A do presente trabalho. Primeiro coloca-se o modelo na versão do DesignBuilder correspondente à que o utilizador tem instalado. De seguida, é preciso confirmar se todos os espaços estão bem definidos e se existem algumas opções que o programa seleciona automaticamente e que precisam de ser desseleccionadas. Uma vez que o objetivo deste modelo é reter apenas a geometria, é necessário apagar todos os equipamentos nele definido. É também necessário mudar a designação das zonas térmicas e dos pisos para que o pré-processador consiga associar cada um dos equipamentos definidos no AUDIST à zona térmica correta. Com os passos anteriores concluídos exporta-se o modelo para o EnergyPlus finalizando assim o processo. 11 2.1.1 Conversão de designações e adaptação da definição geométrica Resultante da alteração do modelo e da sua exportação para o Energyplus ocorreram modificações na forma como certos parâmetros são apresentados. De seguida, são apresentadas algumas mudanças feitas automaticamente ou manualmente. A subjetividade da designação dada a cada zona térmica no modelo em DesignBuilder dificulta muito o trabalho do pré-processador, como já referido anteriormente. Por exemplo uma zona com três gabinetes estava etiquetada como “1.VLab1 MCarg30” (Figura 2 – (a)) o que talvez facilitasse a identificação de cada espaço, mas que torna o modelo mais confuso. Para tal, foram substituídos todos estes nomes pela correspondente zona térmica, ficando o exemplo anterior a designar-se por “1” (Figura 2 - (b)). A palavra “Piso” também foi retirada da designação do andar em que cada zona está localizada dentro do edifício, para facilitar no processo de preenchimento do modelo. Figura 2 - Designação das zonas térmicas (a)-Original (b) -Alterado Uma vez que os programas utilizam métodos de modelação distintos, ao fazer a conversão a estrutura e os elementos de construção aparecem definidos de forma diferente. As alterações que mais sobressaem são relativas à representação do edifício, onde este aparece em 3D, com os pormenores dos acabamentos das paredes e dos vãos envidraçados e onde é possível distinguir diferentes materiais de construção e espessuras dos elementos estruturais (Figura 3). Figura 3 - Representação da estrutura do Pavilhão Mecânica III em DesignBuilder (a) Piso 4 Vista Interior (b) Estrutura Vista Exterior No EnergyPlus o edifício é representado por vários objetos, em que cada um representa o tipo de superfície (chão, parede, etc.), a que zona térmica pertence, qual a fronteira da superfície (exterior, 12 parede comum com outra zona térmica, etc.) e as coordenadas nos três eixos (X,Y e Z) de cada espaço (Figura 4). Figura 4 - Representação da estrutura do Pavilhão Mecânica III no EnergyPlus Outra modificação feita durante a conversão é a forma como os materiais das envolventes são representados, isto é, as propriedades de cada elemento construtivo (espessura, massa volúmica, condutividade térmica). No DesignBuilder a definição destes parâmetros é feita na mesma janela utilizando templates existentes na toolbox do programa ou criando perfis de construção novos (Figura 5). Figura 5 - Formato utilizado no DesignBuilder para representar as superfícies e os elementos construtivos 13 No EnergyPlus estes dados aparecem de forma semelhante só que em janelas diferentes, definindose primeiro os elementos construtivos/materiais e de seguida os perfis da superfície (Figura 6). Figura 6 - Formato utilizado pelo EnergyPlus para representar as superfícies e os elementos construtivos Estas foram apenas algumas das alterações mais relevantes, apesar de haver inúmeras mais, mas cuja descrição estaria a fugir ao tema da presente dissertação. 2.2 Equipamentos e Ocupação 2.2.1 Estrutura do AUDIST A conversão do modelo em DesignBuilder para EnergyPlus gera apenas um ficheiro com dados da geometria dos pavilhões, assemelhando-se a um edifício vazio. Por essa razão, é necessário inserir toda a informação levantada relativamente aos sistemas instalados em cada zona, bem como os equipamentos de AVAC que possibilitam o conforto das pessoas que aí trabalham. Todos estes dados advêm do extenso trabalho realizado pela equipa de auditoria cuja metodologia está explicada no Artigo Projeto Campus Sustentável no IST [7]. O AUDIST agrega todos os dados levantados em MS Excel e está dividido em 7 Worksheets com os seguintes nomes: Ocupação: Capacidade máxima dos espaços, percentagens e horários de ocupação em cada divisão, Iluminação: Quantidade de luminárias e lâmpadas que servem cada espaço, potência total absorvida (W) em cada divisão, horários de funcionamento de cada equipamento de iluminação, entre outras propriedades; 14 Informática: Engloba todos os computadores fixos e portáteis e impressoras instaladas em cada espaço. Cada equipamento é definido pela quantidade, pela potência total e de standby e pelo seu horário de funcionamento; EPI (Equipamentos Plug-In): Agrega todos os equipamentos pessoais como aparelhagens ou DVDs e outros de uso comum como televisões, retroprojetores, etc. Resumindo, são todos os equipamentos ligados a tomadas e que podem ser movimentados livremente entre salas. São definidos pela quantidade existente em cada espaço, pela potência total e de standby e pelo seu horário de funcionamento, Catering: Abrange todos os equipamentos ligados à cozinha e confeção de alimentos como cafeteiras, máquinas de lavar louça, frigoríficos, etc. São definidos pela quantidade existente em cada espaço, pela potência total e de standby e pelo seu horário de funcionamento; AVAC-Local: Engloba todos os sistemas de climatização que não são alimentados centralmente, nem o seu funcionamento pode ser controlado pelos serviços técnicos do campus. São definidos pela divisão onde está instalado, pela potência térmica e elétrica, quer de aquecimento quer de arrefecimento, e pelo seu horário de funcionamento; AVAC-Comum: Engloba todos os sistemas de climatização que servem mais que um espaço. São definidos pelas divisões que servem, pela potência térmica e elétrica, quer de aquecimento, quer de arrefecimento e pelo seu horário de funcionamento. Alguns parâmetros são comuns em todas as Worksheets estando representados de forma idêntica. Os mais relevantes para o presente trabalho são os horários de ocupação/funcionamento e a identificação de cada espaço. 2.2.1.1 Horários e Identificação de Pisos Os horários de ocupação/funcionamento estão divididos em cinco períodos de atividade que são os dias úteis (47 semanas/ano), o sábado, o domingo, os dias úteis em período de férias (3 semanas/ano) e o período de atividade reduzida (2 semanas/anos) do IST. (a) (b) Figura 7 - Representação dos horários no AUDIST para a ocupação/iIluminação (a) e para os equipamentos de informática, catering e plug-in (b) 15 O formato utilizado para caracterizar os horários de funcionamento dos equipamentos listados nas folhas de “ Informática”, “EPI” e “Catering” é semelhante ao representado na Figura 7a, com a diferença que em cada período existe mais uma divisão para contabilizar o tempo em que o equipamento funciona com a potência de standby (Figura 7b). Quanto aos espaços onde estão instalados os sistemas, a sua representação é feita de forma semelhante aos horários, estando divididos em oito secções com o nome do edifício onde está localizado, o piso e o número da sala e a zona térmica em que está englobado (Figura 8). Figura 8 - Representação dos espaços no AUDIST Dos horários, o programa vai retirar os valores do número de semanas, dias e horas para todos os períodos em funcionamento normal e a percentagem de funcionamento para o regime de standby. Quanto à identificação de cada zona térmica o programa retira o número do piso onde espaço está localizado dentro do edifício e a zona térmica, correspondente, juntando-os e como “Piso:ZonaTérmica”, por exemplo para o primeiro espaço fica “1:4”. 2.2.1.2 Ocupação Os dados sobre as pessoas que ocupam os espaços de cada pavilhão estão representados na Worksheet “Ocupação” deste ficheiro. A sua representação é feita a partir de vários parâmetros como o tipo de divisão que é, como gabinetes, laboratórios, etc., a percentagem de ocupação, a capacidade máxima da sala e número de pessoas que lá trabalham (Figura 9). Figura 9 - Representação dos Parâmetros de Ocupação Para a caracterização da ocupação o programa retira a tipologia e a número de pessoas que ocupam esse espaço.Com estes valores vai ser possível definir a ocupação e obter valores para o conforto térmico em cada zona térmica. 16 2.2.1.3 Iluminação A caracterização dos sistemas de iluminação de cada espaço é feita na Worksheet “Iluminação” do AUDIST, que está dividida em 13 parâmetros, incluindo o tipo de tecnologia (fluorescente tubular T8, incandescente de halogéneo), a quantidade de luminárias e de lâmpadas, potência total instalada e absorvida, etc (Figura 10). Figura 10 - Representação dos parâmetros de iluminação Das características listadas, apenas a potência total absorvida (W) e a percentagem de utilização das luminárias vai ser utilizada no presente trabalho, uma vez que são os únicos dados que o EnergyPlus necessita para definir os sistemas de iluminação existentes em cada zona térmica. 2.2.1.4 Informática, EPI e Catering Os sistemas de informática, catering e de plug-in instalados em cada espaço estão caracterizados nas Worksheets com os mesmos nomes, e o formato em que estão listados é idêntico. Estes sistemas são definidos por 9 parâmetros, como o tipo de equipamento (computador, televisão, cafeteira), o número de sistemas instalados e as potências ativa e de standby (Figura 11). Figura 11 - Representação dos parâmetros dos sistemas de Informática, de Epi e de Catering O pré-processador utiliza apenas a potência total absorvida e de stanby (W) para definir, posteriormente, estes equipamentos no EnergyPlus. 2.2.1.5 AVAC Local e Comum Por último, estão caracterizados os equipamentos de climatização de cada espaço. A sua complexidade obriga à utilização de vários parâmetros para os definir como o tipo de equipamento instalado (VRV, UTA, aquecedor), as respetivas potências térmicas e elétricas de aquecimento e arrefecimento, entre outros (Figura 12). 17 Figura 12 - Representação dos parâmetros dos sistemas de AVAC Para a caracterização dos sistemas de climatização no EnergyPlus, o pré-processador vai utilizar as potências elétricas e térmicas de aquecimento e arrefecimentos, os coeficientes de desempenho e o número de equipamentos instalados em cada espaço. 2.2.2 Estrutura do Pré-Processador O programa elaborado no presente trabalho está no formato MS Excel (.xlsm) com permissão de leitura e escrita de MACROS, isto é, uma sequência de comandos e funções armazenados em módulos de VBA que podem ser usados para tarefas repetitivas, automatizando-as [16]. A estrutura do conversor é constituída por sete Worksheets onde são inseridos, modificados e apagados dados dos equipamentos, e por cinco módulos de VBA com rotinas e funções que permitem consultar e copiar a informação das folhas de auditoria, convertê-la no formato requerido e exportá-la para um ficheiro legível pelo EnergyPlus. Para além disso, o referido conversor contém também um menu inicial de fácil utilização com a sequência de ações necessárias para a conversão (Figura 13). Figura 13 – Menu inicial do pré-processador desenvolvido Cada Worksheet está identificada com um nome que sugere o tipo de informações que lá são guardadas como é explicado de seguida: 18 1. Start: é apenas utilizada para abrir e mostrar o menu inicial; 2. IDF: Worksheet onde é guardada toda a informação gerada no formato final e que vai ser copiada para o ficheiro legível pelo EnergyPlus; 3. Report: Worksheet onde é gerado um relatório com o consumo elétrico horário, semanal e anual dos sistemas de iluminação, informáticos de catering e de EPI; 4. People: Worksheet onde é escrita a informação relativa aos horários de ocupação, ao número de pessoas que estão nesse espaço, já no formato final e que vão ser copiados posteriormente para a folha IDF; 5. Lighting: utilizada para guardar dados dos horários de funcionamento, de potências, entre outros, relativos à iluminação e aos sistemas informáticos, de catering e de EPI já no formato final e que vão ser copiados posteriormente para a Worksheet IDF; 6. HVACcomum: retêm os dados gerados para todos os sistemas de climatização, quer locais quer comuns, já no formato final e que vão ser copiados posteriormente para a Worksheet IDF; 7. Templates: contêm vários templates de horários de ocupação/funcionamento e do tipo de atividade metabólica padrão para cada tipo de sala (por exemplo a atividade num escritório corresponde a uma média 115 W/pessoa que equivale a 65 W/m2). Todas as Worksheet anteriores, com exceção das três primeiras, vão buscar estes templates para gerar os horários de ocupação de cada espaço e os de funcionamento para cada equipamento. As relações entre cada uma destas Worksheet estão representadas na Figura 14. O algoritmo do pré-processador está descrito no Anexo B da presente dissertação. 19 Figura 14 - Esquema do Pré-Processador de EnergyPlus A metodologia utilizada pelo programa é baseada em operações matemáticas simples dentro de ciclos for, if e while que se estendem por inúmeras linhas de código e que analisam todo o ficheiro de auditoria para que o modelo final se aproxime o mais possível do edifício real. O programa começa por pedir ao utilizador que importe o modelo em EnergyPlus com a geometria (ficheiro gerado no Subcapítulo 1.1), copia a informação para a folha IDF do Programa de Conversão e fecha o modelo. De seguida, pede para importar o ficheiro de Auditoria com os dados do mesmo edifício e dá ao utilizador a possibilidade de escolher a informação que quer converter. As opções existentes são “Todos os Dados”, “Iluminação”, “Equipamentos Elétricos”, “Ocupação” e “Equipamentos de AVAC”. Caso se escolha a primeira, o programa corre cada uma das outras opções até definir todos os equipamentos. A informação é copiada para a folha IDF e agregada à da geometria importado no início. Finalizada a fase de conversão é gerado um ficheiro EnergyPlus (.idf) 20 com o modelo do edifício completo e pronto a simular. Todo o processo pode ser acompanhado pelo fluxograma descrito na Figura 15. Figura 15 - Fluxograma do funcionamento do Programa de Conversão Cada ação descrita na Figura 15 é executada por uma ou mais funções interligadas com múltiplos ciclos, o que pode provocar uma conversão mais morosa para edifícios de maiores dimensões. Para melhor compreensão do que está a ser feito em cada passo é aconselhado a leitura do Anexo B do presente trabalho. 21 3 Exemplo de Utilização do Eplus Converter O trabalho elaborado na presente dissertação abrange todos os edifícios existentes no Campus da Alameda do Instituto Superior Técnico e consistiu na conversão destes para um programa de simulação dinâmica e posterior análise. Para que os resultados gerados sejam coerentes é necessário que o modelo seja o mais semelhante possível ao edifício real, contendo a caracterização das envolventes, os padrões de utilização e todos os equipamentos nele instalados. Uma vez que no Campus existem 26 edifícios e a descrição de cada um tornaria o presente trabalho demasiado extenso. Assim, definiu-se como caso de estudo o Pavilhão de Engenharia Mecânica III devido à diversidade de espaços (laboratórios, gabinetes, biblioteca) e de sistemas de climatização instalados. 3.1 3.1.1 Pré-Processamento do EnergyPlus Caracterização geral do edifício O edifício de Engenharia Mecânica III, com a orientação espacial indicada na Figura 16, foi construído e equipado no século XXI, sendo a sua estrutura recente em comparação com os restantes edifícios do Campus. O pavilhão desenvolve-se em quatro pisos, onde dois deles são elevados (3 e 4), e os outros (1 e 2) devido ao declive do terreno, estão enterrados. O acesso ao edifício pode ser efetuado pela entrada principal que se encontra na parte Sul do piso 3 (piso térreo) ou pela entrada localizada na parte nordeste do mesmo piso. Figura 16 - Orientação espacial [17] e fachada Sul [18] do Pavilhão de Mecânica III Nos dois pisos inferiores estão instalados os laboratórios de ensino e investigação e alguns gabinetes destinados aos investigadores que aí trabalham. Os pisos 3 e 4 são constituídos por gabinetes, que são maioritariamente ocupados por docentes, e por algumas salas de reunião. O horário de funcionamento de alguns espaços, nomeadamente dos laboratórios, é de 24h para todos os dias da 22 semana em determinados períodos do ano. Os restantes têm o horário padrão das 9h às 20h nos dias uteis [18]. Por forma a facilitar o processo de conversão e de construção do modelo de simulação dinâmica em EnergyPlus, foram definidas zonas térmicas. Os critérios utilizados para fazer a diferenciação entre zonas foram a orientação geográfica dos espaços, se estes eram ou não climatizados, o tipo de sistema de AVAC instalado e os níveis de ocupação ou a densidade de equipamentos instalados. Todas as zonas térmicas definidas no pavilhão estão representadas no Anexo C do presente trabalho. 3.1.2 Envolvente O levantamento de campo, elaborado pela equipa do Projeto “Campus Sustentável” [19], ao nível da envolvente do edifício permitiu caracterizar os elementos construtivos opacos (paredes, pavimentos e coberturas) e os translúcidos (vãos envidraçados), que se apresentam nas Tabelas 1 e 2. Tipo Descrição Piso U [W/ (m2.ºC)] Parede Exterior Alvenaria de tijolo c/ 0,11 m + Caixa de Ar c/ 0,16 m + Alvenaria de tijolo c/ 0,11 m 1, 2 1,4 Parede Exterior Alvenaria de tijolo c/ 0,15 m + Caixa de Ar c/ 0,16 m + Poliestireno extrudido c/ 0,03 m + Alvenaria de tijolo c/ 0,11 m 3, 4 1,4 Paredes Interiores Alvenaria de tijolo c/ 0,11 m Todos 2,56 Cobertura Laje de betão c/ 0,45 + Betonilha de regularização c/ 0,02 + Poliestireno extrudido c/ 0,003m Todos 0,91 Pavimento Laje de Betão armado c/ 0,45m, Betonilha de assentamento c/ 0,02 + Mosaico hidráulico c/ 0,03m 1,2 0,93/0,83 Pavimento Laje de Betão armado c/ 0,45m, Betonilha de assentamento c/ 0,02 + Madeira de eucalipto c/ 0,03m 3,4 0,91 / 0,84 Tabela 1 - Soluções construtivas da envolvente opaca [19] Tipo Vão Envidraçados Exteriores Vão Envidraçados Interiores Descrição Piso U vão [W/ (m2.ºC)] Vidros duplos c/ 0,008 m + Caixa de ar 0,012 m, caixilharia de alumínio s/ corte térmico Todos 1,72 Tabela 2 - Soluções construtivas da envolvente translucida [19] Todos os valores do coeficiente global de transmissão de calor U foram calculados com base nos valores tabelados no ITE 50 [20] e posteriormente inseridos no modelo em EnergyPlus, uma vez que nem todos os materiais definidos estavam em concordância com o edifício real. 23 3.1.3 Sistemas Energéticos Neste subcapítulo serão caracterizados todos os equipamentos consumidores de energia instalados no Pavilhão de Mecânica III, divididos pelo tipo de sistema. 3.1.3.1 Sistemas de Climatização No edifício em estudo existem diversos equipamentos de climatização instalados para que se consiga manter uma temperatura de conforto dentro de cada espaço. Os sistemas podem ser acionados diretamente pelo utilizador (splits, aquecedores, ventoinhas) ou ligados através de um quadro, sendo o seu funcionamento centralizado. Os espaços abrangidos pelo mesmo equipamento funcionam todos nas mesmas condições térmicas e com o mesmo horário de funcionamento. No levantamento energético, os sistemas de climatização foram diferenciados em AVAC local e AVAC comum, englobando-se no primeiro todos os equipamentos cuja alimentação de energia elétrica é da responsabilidade do utilizador direto e, no segundo, todos os equipamentos ou conjunto de equipamentos cuja alimentação é feita diretamente a partir de um quadro parcial de energia elétrica e cujo controlo de funcionamento é totalmente ou parcialmente efetuado de forma centralizada. Cada zona é servida por diferentes tipos de equipamentos com potências e consumos distintos, sendo a caracterização destes apresentada nas Tabelas 3 e 4. Zona Tipo de Potência Total Potência Total Térmica Controlo Instalada kW(e) ar Instalada kW(e) aq 1 1 0.1 0 Ventilador Extração 1 0.85 0 Local Ventilador Extração 1 0.1 0 6 Local Ventilador Extração 1 0.06 0 8 Local Ventilador Extração 1 0.072 0 11 Local Ventilador Extração 2 0.074 0 15 Local Aquecedor 1 0 2 16 Local Aquecedor 2 0 4 20 Local Ventilador Insuflação 1 0.1 0 26 Local Split 1 1.6 1.82 27 Local Aquecedor 1 0 2 32 Local Ventilador Extração 1 0.1 0 32 Local Split 1 1.6 1.82 Equipamento/Sistema Qtd. Local Ventilador Extração 4 Local 5 Tabela 3 - Caracterização da tipologia de AVAC local do Pavilhão Mecânica III [18] 24 Potência Total Instalada Potência Total Instalada kW(e) kW(e) ar aq 1 24,1 1,5 UTA 6 1,1 1,1 Chiller 1 39,0 38,7 Bomba de Circulação 1 3,0 3,0 VRV Multisplit 4 25,3 24,7 Equipamento/Sistema Qtd. Rooftop Tabela 4 - Caracterização da tipologia de AVAC local do Pavilhão Mecânica III [18] No Tabela 4 é apresentada a caracterização da tipologia de AVAC comum do Pavilhão Mecânica III, com a quantificação dos equipamentos e a potência elétrica instalada em aquecimento e arrefecimento. 3.1.3.1.1 Aquecimento e Arrefecimento A unidade Rooftop serve as zonas de circulação dos pisos 3 e 4 e é utilizada para o tratamento do ar novo. Em arrefecimento, o equipamento é de expansão direta e utiliza o fluido refrigerante R22, enquanto em aquecimento funciona com bateria de aquecimento utilizando a água quente proveniente do Chiller. Instaladas na cobertura do edifício existem quatro unidades exteriores dos sistemas VRV, que servem sete zonas térmicas. Cada uma destas zonas é servida, no mínimo, por uma ou mais unidades interiores sendo a produção do frio e do calor descentralizada. O aquecimento e arrefecimento das zonas térmicas instaladas no piso 1 e 2 é feito por UTAs (Unidades de Tratamento de Ar), que utilizam a água quente ou fria produzida pelo Chiller para a climatização dos espaços. O Chiller funciona com o condensador arrefecido a ar e utiliza o refrigerante R407c. 3.1.3.2 Iluminação A iluminação das zonas térmicas pertencentes ao edifício é feita por diversos sistemas com potências variadas, dependendo do tipo de espaço. Nas zonas que agregam os gabinetes dos pisos 3 e 4 a iluminação é feita por lâmpadas de halogénio lineares e balastros eletrónicos. Nas instalações sanitárias são utilizadas lâmpadas fluorescentes compactas não integradas e, nas restantes zonas, como as áreas de circulação, a iluminação éfeita por lâmpadas fluorescentes tubulares T8 com balastro eletrónico. 25 Tipologia do Sistemas Luminárias (Qtd.) Lâmpadas (Qtd.) Potência Instalada kW Descarga de Vapor de Mercúrio 4 4 1,0 Emergência (Fluorescente) 27 27 0,2 Fluorescente compacta não integrada 25 46 0,8 Fluorescente tubular T8 326 454 16,3 Incandescente de 75 75 15,0 halogénio Tabela 5 - Sistemas de iluminação instalados no Pavilhão de Mecânica III [18] A caracterização dos sistemas de iluminação distribuídos pelas diferentes zonas térmicas do edifício estão na Tabela 5, com a quantificação de luminárias e lâmpadas existentes e a potência instalada. 3.1.3.3 Sistemas Informáticos, de Plug-In e de Catering Para finalizar a descrição do edifício em estudo é necessário caracterizar os restantes equipamentos consumidores de energia nele instalado. Consideraram-se sistemas informáticos como todos os computadores Desktop e Laptop, as impressoras, e outros. A maior parte destes equipamentos são utilizados nos gabinetes e nos laboratórios (Tabela 6) . Equipamento/Sistema Quantidade Potência Total Instalada kW Bastidor 1 0,1 Desktop / CRT 23 12,0 Desktop / TFT 67 29,1 Ecrã LCD (14" - 19") 1 0,04 Ecrã LCD (23"-30") 1 0,03 Impressora Inkjet 3 0,2 Impressora Laser 2 0,4 Impressora Laser Work Center 2 1,2 Laptop 14 0,6 Scanner 1 0,03 Tabela 6 - Sistemas informáticos instalados no Pavilhão Mecânica III [18] Quanto aos equipamentos de plug-in a equipa de auditoria considerou-os como todos os sistemas não definidos na informática, que estão ligados a tomadas elétricas no interior dos espaços e que são amovíveis. Os mais comuns neste edifício são os candeeiros e os retroprojetores (Tabela 7). 26 Equipamento/Sistema Quantidade Potência Total Instalada kW Aparelhagem de Som 2 0,10 Candeeiro 33 1,16 Fragmentador de Papel 2 0,35 Retroprojetor 3 0,90 Tabela 7 - Sistemas de plug-in instalados no Pavilhão Mecânica III [18] Por fim, considerou como sistemas de catering todos os equipamentos associados à confeção e armazenamento de comida. No edifício existe uma copa equipada com um frigorífico pequeno, cafeteira, micro-ondas e chaleira. Existem ainda outros pequenos equipamentos dispersos pelo edifício (Tabela 8). Equipamento/Sistema Quantidade Potência Total Instalada kW Cafeteira 2 1,20 Chaleira 2 2,00 Frigorífico Pequeno 4 0,72 Micro-ondas 4 5,20 Tabela 8 -Sistemas de catering instalados no Pavilhão Mecânica III [18] A representação em EnergyPlus de cada tipo de equipamento explicado anteriormente pode ser consultada no Anexo D deste trabalho. 3.2 Resultados Após a criação e parametrização do modelo em EnergyPlus foram feitas diversas simulações de modo a comparar os resultados obtidos com os valores calculados pela equipa de auditoria e com os gerados na simulação do modelo em DesignBuilder. As variáveis selecionadas para comparação foram os consumos de energia elétrica por tipologia de equipamento (sistemas de iluminação e de AVAC, informática, plug-in e catering) e o total do edifício. Dado que os modelos gerados pelo pré-processador vão ser utilizados para introduzir medidas de otimização dos consumos energéticos do edifício, é necessário que o consumo de cada zona térmica esteja o mais semelhante com o do edifício real. Assim, para confirmar se o modelo gerado está o mais próximo possível da realidade, vão ser comparados os valores das variáveis selecionadas resultantes da simulação em EnergyPlus com os apresentados no AUDIST, no ENERGIST [21] e com os valores faturados. 3.2.1 Simulação dinâmica DesignBuilder Inicialmente, equipararam-se os consumos de energia elétrica do AUDIST com os resultantes da simulação do modelo em DesignBuilder, para posterior comparação com os valores gerados pelo presente trabalho. Os resultados estão representados nas Tabelas 9, 10 e 11 e nos Gráficos 5 e 6. 27 Consumo Elétrico Total (kWh/ano) Zona Térmica AUDIST DesignBuilder 1 2310 3404 2 132 224 3 300 112 4 2072 11058 5 293 352 6 1536 1466 7 1609 211 8 1426 3497 9 368 179 10 253 0 11 1532 1429 12 3592 5416 13 209 1373 14 3160 1903 15 237 622 16 1570 636 17 55 191 19 51 167 20 30 121 21 2425 906 22 1133 792 23 239 125 25 5857 1715 26 102 350 27 4184 1662 28 1841 906 29 922 792 30 239 103 31 3809 0 32 169 350 33 2437 1575 34 41 Total 44132 129 41764 Tabela 9 - Consumo de energia elétrica anual dos sistemas de iluminação para cada zona térmica gerados pelo AUDIST e pelo DesignBuilder 28 Gráfico 5 – Modulo da diferença dos consumos de energia elétrica para os sistemas de iluminação no AUDIST e no DesignBuilder (Desvios máximos para a zona 13 e mínimos para as zonas 6 e 11) Na Tabela 9 e do Gráfico 5 é possível observar que existem diferenças entre os consumos dos sistemas de iluminação obtidos pela equipa de auditoria e os obtidos na simulação do modelo em DesignBuilder. Os desvios mínimos encontrados foram de 5% e 7%, nas zonas 6 e 11 respetivamente, e um máximo de 557% na 13. O desvio médio global foi de 63% e a diferença dos consumos de energia é de 2370 kWh/ano. A partir do desvio global é possível concluir que os sistemas de iluminação não estão bem definidos quando comparados com o edifício real. Consumo Elétrico Total (kWh/ano) Zona AUDIST DesignBuilder Térmica 1 588 463 2 227 1583 4 4210 9829 6 2875 928 7 202 0 8 509 932 11 314 14219 13 498 748 15 883 6952 16 12757 18179 21 1975 1940 22 268 261 26 4281 2273 27 1534 7092 28 3828 2193 29 2084 1007 32 527 6077 33 4564 3281 Total 42124 77958 Tabela 10 - Consumo de energia elétrica anual dos equipamentos elétricos para cada zona térmica gerados pelo AUDIST e pelo DesignBuilder 29 Gráfico 6 – Diferença dos consumos de energia elétrica dos equipamentos elétricos gerados pelo AUDIST e pelo DesignBuilder (Desvios máximos para a zona 11 e mínimos para as zonas 21 e 22) Os valores obtidos para os equipamentos consumidores de energia elétrica como os de informática, de plug-in e de catering estão representados na Tabela 10 e no Gráfico 6. Os desvios encontrados variam bastante, havendo zonas, como a 21 e 22, que têm diferenças de 2%, e na zona 11 observam-se valores de diferença na casa dos 4500%. O desvio médio total é de 60% e a diferença entre consumos é de mais de 35 834 kWh/ano, em relação aos dados do AUDIST. Consumo Total de Energia Elétrica (kWh/ano) AUDIST Sistemas de AVAC DesignBuilder 118317 19145 Tabela 11 – Consumo total de energia elétrica dos sistemas de climatização para cada zona térmica gerados pelo AUDIST e pelo DesignBuilder Quanto aos sistemas de climatização introduzidos no modelo, e após comparação com o edifício real, observou-se que apenas as Unidades de Tratamento de Ar (UTAs) estavam definidas, o que resultou numa diferença nos consumos anuais de 99 172 kWh. Assim, é necessário que sejam feitas mudanças nos sistemas de climatização definidos para que se consigam obter valores o mais próximo dos reais. A partir das análises dos consumos feitas neste subcapítulo e dos desvios globais obtidos para a Torre Sul (22%), de Informática III (580%), o Pavilhão de Química (157%) e de Electro (60%), é possível justificar a decisão de usar apenas a geometria do edifício em DesignBuilder. 3.2.2 Simulação dinâmica EnergyPlus Os resultados obtidos da simulação do modelo em Energyplus vão ser comparados com a informação disponibilizada pela equipa do AUDIST, sendo estes os valores mais próximos da realidade. Os 30 consumos de energia elétrica vão ser separados por tipologia de equipamento (Iluminação, restantes equipamentos e sistemas de AVAC) e discriminados por zona ou por tipo de sistema instalado. Entre as Tabelas 12 a 15, e os Gráficos 7 e 8, estão apresentados os valores obtidos a partir da utilização de um novo modelo do edifício em EnergyPlus, com o intuito de mostrar as melhorias ocorridas. Consumo Elétrico Total (kWh/ano) Zona Térmica AUDIST Energyplus 1 2 3 2310 132 300 2171 123 316 4 2072 2275 5 293 289 6 1536 1508 7 1609 1541 8 1426 1442 9 368 362 10 253 247 11 1532 1449 12 3592 3500 13 209 215 14 3160 3093 15 237 242 16 1570 1473 17 55 54 19 51 49 20 30 29 21 2425 2243 22 1133 1110 23 239 254 25 5857 5709 26 102 98 27 4184 4100 28 1841 1797 29 922 893 30 239 254 31 3809 3716 32 169 163 33 2437 2400 34 41 39 Total 44132 43153 Tabela 12 - Consumo de energia elétrica anual dos sistemas de iluminação para cada zona térmica gerados pelo AUDIST e pelo EnergyPlus 31 Gráfico 7 - Modulo da diferença dos consumos de energia elétrica dos sistemas de iluminação gerados pelo AUDIST e pelo EnergyPlus (Desvios máximos para a zona 4 e mínimos para as zonas 5, 8 e 9) A partir da simulação dinâmica do modelo do edifício em Energyplus, obtiveram-se os valores dos consumos de energia elétrica para os sistemas de iluminação. O desvio máximo obtido quando comparado com o AUDIST foi de 10% para a zona térmica 4, e o mínimo de 1% para a 5,8 e 9. Quanto ao desvio médio total o valor alcançado foi de 3% e a diferença entre os consumos totais durante o ano são de 980 kWh. Esta discrepância provêm das médias das potências e dos horários de funcionamento feitas pelo programa quando agrega espaços pertencentes à mesma zona térmica. Os consumos de energia discriminados bem como a tipologia e a quantidade do equipamento instalado em cada zona podem ser consultados na Tabela E1 no Anexo E do presente trabalho. 32 Zona Térmica Consumo Elétrico Total (kWh/ano) AUDIST Energyplus 1 588 552 2 227 229 4 4210 3794 6 2875 2802 7 202 190 8 509 472 11 314 295 13 498 523 15 883 831 16 12757 14485 21 1975 1818 22 268 257 26 4281 4214 27 1534 1521 28 3828 3321 29 2084 1900 32 527 597 33 4564 4156 Total 42124 41955 Tabela 13 - Consumo de energia elétrica anual dos restantes equipamentos para cada zona térmica gerados pelo AUDIST e pelo EnergyPlus Gráfico 8 - Diferença dos consumos de energia elétrica dos equipamentos de informática, plug-in e catering gerados pelo AUDIST e pelo EnergyPlus (Desvios máximos para a zona 16 e mínimos para a zona 2) Quanto aos consumos de eletricidade dos equipamentos de informática, de plug-in e de catering resultantes da simulação, é possível ver que o desvio máximo encontrado foi de 14% para a zona 16 e o mínimo foi de 1% para as zonas 2 e 27. O desvio médio total obtido foi de 6% e a diferença de consumos foi de 169 kWh/ano, valor muito pequeno tendo em conta que o valor total está na casa dos 40000 kWh/ano. As propriedades de cada equipamento estão apresentadas na Tabela E2, E3 e E4 do Anexo E do presente trabalho. 33 Consumo de Energia Elétrica (kWh/ano) Diferença de Consumos Elétricos AUDIST/Eplus 3% Zona Térmica Tipologia 1 Ventilador 6 Ventilador 0 0 0% 8 Ventilador Desumidificador 190 226 158 0 17% 100% Ventilador 100 97 3% Ventoinha 36 0 100% Ventoinha Aquecedor 72 682 0 580 100% 15% Ventoinha 360 0 100% 1364 1160 15% 75 0 100% 682 0 100% 466 4353 / 2901 461 2553 1% 50% / 8% 11 15 16 Aquecedor 21 Aquecedor Termoventilador 27 Aquecedor 32 Split Total com/sem Sist. Off AUDIST Energyplus 100 97 Tabela 14 - Consumo de energia elétrica anual dos sistemas de climatização locais para cada zona térmica gerados pelo AUDIST e pelo Energyplus Na Tabela 14 estão representados os sistemas de AVAC local, isto é cujo funcionamento está dependente do utilizador. O desvio máximo apresentado é de 100% para algumas zonas. Esta diferença ocorre devido a algumas limitações do Energyplus, sendo uma delas a impossibilidade de definir certos equipamentos como ventoinhas, desumidificadores e termoventiladores. Ao mesmo tempo, o programa também impede a instalação de mais do que um sistema de climatização na mesma zona. Esse problema ocorre, por exemplo, para a zona 27 que tem um aquecedor e, ao mesmo tempo, é servida por várias unidades interiores VRV. Assim, considera-se que o aquecedor está desligado. Para os restantes casos, o desvio máximo encontrado foi de 15% para as zonas 15 e 16 e 17% para o ventilador da 18. O desvio mínimo encontrado foi de 1% para a unidade de split instalada na zona 32. Quanto à diferença entre os consumos totais do AUDIST e os gerados pelo EnergyPlus estão apresentados dois valores distintos um com os sistemas todos e outro sem os sistemas considerados como desligados ou inexistentes. É possível observar que os desvios médios totais são de 50% com os sistemas desligados e de 8% sem esses sistemas. Quanto à diferença de consumos de energia elétrica o primeiro valor é de 1800 kWh/ano, enquanto o segundo é de 348 kWh/ano. 34 Zona Térmica 1 4 5 7 8 11 13 21 22 23 25 26 27 28 29 30 31 32 33 Cobertura Tipologia UTA UTA Ventilador UTA UTA UTA UTA UTA VRV VRV VRV VRV Ventilador Ventilador Rooftop VRV Ventilador VRV VRV VRV VRV VRV VRV VRV VRV VRV VRV VRV VRV VRV Rooftop Ventilador Ventilador Ventilador VRV VRV VRV VRV VRV VRV VRV VRV VRV Exterior Chiller Bombas de Circulação UTAS Ventilador UTAS Consumo de Energia Elétrica (kWh/ano) AUDIST Energyplus 1483 1560 9635 9653 3880 3787 744 793 744 793 Diferença de Consumos Elétricos AUDIST/Eplus 5% 0% 2% 7% 7% 1487 1560 5% 744 793 7% 782 875 12% 781 577 26% 363 344 0 1054 182 351 293 0 929 176 3% 2791 2634 6% 773 675 13% 486 592 22% 0 363 344 182 0 351 293 176 0% 3% 15% 3% 1494 1141 24% 44941 31624 44456 35721 1% 13% 7158 8570 20% 15% 12% 3% 9408 10707 14% 121786 127456 9% Total Tabela 15 - Consumo de energia elétrica anual dos sistemas de climatização comuns para cada zona térmica gerados pelo AUDIST e pelo Energyplus 35 Os consumos de energia elétrica gerados pela simulação dinâmica do modelo e levantados pela equipa de auditoria para os sistemas de climatização centralizados estão apresentados na Tabela 15. Dada a diferença de sistemas que servem cada espaço e uma vez que cada sistema é constituído por mais do que um componente, optou-se por representar uma tabela com os consumos discriminados de cada equipamento. Quanto às unidades interiores VRV, o desvio máximo encontrado foi de 26% na zona 29 e o mínimo de 6% para a 27, pois o método de cálculo dos consumos do Energyplus e do AUDIST são diferentes. Enquanto o EnergyPlus calcula os consumos com base nas necessidades térmicas da sala e onde os equipamentos trabalham durante um intervalo de tempo com o intuito de alcançarem as temperaturas de set-point, no AUDIST o consumo é calculado com base em regimes de carga, obtidos por medições. Estipulou-se que as temperaturas de set-point seriam de 20ºC para o período de aquecimento e de 25ºC para o de arrefecimento (Temperaturas Recomendadas no ASHRAE Standard 55 [20]). No AUDIST o cálculo dos consumos é feito por padrões de funcionamento e por percentagens de utilização para aquecimento e arrefecimento. Assim, é justificável que apareçam desvios elevados. Uma vez que os sistemas de VRV são constituídos uma unidade exterior e várias interiores, e que a primeira só vai funcionar quando as segundas estiverem ligadas, então é percetível que também ocorram diferenças para os consumos obtidos para as unidades exteriores, cerca de 1%. Tal como como nos sistemas de VRV, as Unidades de Tratamento de Ar (UTAs), também são constituídos por mais do que um equipamento. Na Tabela 15 estão representados os consumos de energia elétrica para as unidades interiores (UTA), para o Chiller (funciona para arrefecimento/aquecimento), para as bombas de circulação que bombeiam a água e para os ventiladores (Ventilador UTAS) que conduzem a energia térmica retida no ar aos espaços. O funcionamento do Chiller e dos ventiladores está dependente das unidades interiores, pois estas ligam quando a temperatura das zonas desce ou sobe acima do intervalo de set-point estipulado (gama de temperaturas idêntica à dos VRV). O desvio máximo obtido foi de 7% para as zonas térmicas 7 e 8 e os mínimos foram de 0.1% a zona 4. Apesar dos desvios encontrados serem pequenos para a maioria dos espaços, os ventiladores, as bombas e o Chiller apresentam valores de 14%, 20% e 13%, concluindo-se que, para se atingir o conforto nas zonas, estes equipamentos precisam de funcionar em intervalos de tempo maiores dos que definidos no AUDIST. Finalmente, foram comparados os consumos obtidos para os ventiladores de extração e de insuflação de ar instalados em cada zona térmica. Os desvios máximos e mínimos obtidos foram de 15% para a zona 25 e 31 e de 2% para a zona 5. A comparação entre os valores totais, para os sistemas de climatização centralizados, do AUDIST e do EnergyPlus, resultaram num desvio médio de 9%, que em termos de consumo de energia elétrica total representa cerca 5670 kWh/ano (diferença de aproximadamente 5%). É possível concluir que o valor é pouco significativo tendo em conta que o total é de 121 786 kWh/ano. 36 Dos valores obtidos anteriormente e dos desvios globais obtidos para a Torre Sul (3%), de Informática III (12%), o Pavilhão de Química (6,4%) e de Electro (8%), é também possível concluir que a escolha do EnergyPlus como programa para criar o modelo final foi acertada. A sua versatilidade e diversidade de equipamentos possíveis de definir justificam sua complexidade. 3.2.3 Comparação dos consumos totais de energia elétrica Para finalizar este capítulo, é necessário comparar os consumos totais do modelo gerado com os reais do edifício. Como tal, utilizou-se uma plataforma digital, o ENERGIST, que é um sistema de monitorização dos consumos elétricos em tempo real de todos os pavilhões pertencentes aos Campus do IST da Alameda e do TagusPark. Esta plataforma permite importar valores dos consumos horários, diários e mensais, e para alguns pavilhões como o do TagusPark, é possível também desagregar esse consumo por espaço. Os valores estão apresentados em Ah (Ampère-hora) e utilizou-se um fator de 230 para converter para kWh. Apesar dos equipamentos utilizados para medir os consumos serem muito precisos, por vezes têm falhas havendo períodos em que o consumo mensal decresce abruptamente. Assim, foram utilizados os valores do ENERGIST em paralelo com os valores lidos no contador pela equipa de auditoria, para se obter os valores finais dos consumos do edifício de Mecânica III, para o ano de 2013. Do EnergyPlus foram retirados os valores dos consumos mensais desagregados por tipologia, isto é, dos sistemas de iluminação, AVAC e equipamentos elétricos e os valores para os consumos totais do edifício para cada mês. Gráfico 9 - Consumos mensais de energia elétrica por tipologia de sistema gerados pelo EnergyPlus A partir do Gráfico 9 é possível observar que os valores gerados para os sistemas de iluminação e para os equipamentos elétricos não variam muito de mês para mês, com exceção de Agosto onde o consumo é reduzido quase para metade, e em Dezembro onde também se nota uma pequena 37 diminuição. Esta situação ocorre devido aos períodos de férias marcados para esses meses. Quanto aos consumos dos sistemas de AVAC, é possível observar que os valores são muito superiores aos dos outros equipamentos e que os picos ocorrem para meses de maior calor ou frio, como Junho e Janeiro. Apesar de nos primeiros 15 dias de Agosto estar em vigor o período de atividade reduzida, onde o edifício está fechado, e de nos restantes edifícios não haver alunos em aulas, as necessidades energéticas para arrefecimento continuam a ser muito elevadas. Os consumos mensais gerados pelo modelo em EnergyPlus são comparados com os do ENERGIST na Tabela 16 e no Gráfico 10. Consumo Elétrico Total para 2013 (kWh) Janeiro Fevereiro Março ENERGIST EnergyPlus Diferença de Consumos ENERGIST/Eplus 19965 16680 18043 10% 16610 18179 0% 8% 16846 4% Abril 16770 17585 Maio 19245 18490 4% Junho Julho 19625 27285 18945 20449 3% 25% Agosto 13965 15382 10% Setembro 19830 19294 3% Outubro Novembro 19935 17637 17988 17492 10% 1% Dezembro 18495 16286 12% Total 215651 214003 7,5% Tabela 16 - Comparação dos consumos de energia elétrica entre o ENERGIST e o EnergyPlus Gráfico 10 - Comparação dos consumos elétricos entre o ENERGIST e o EnergyPlus Dos valores acima representados é possível observar que existem discrepâncias entre os consumos dos dois programas, como era expectável. O desvio máximo encontrado foi de 25% em Julho e o mínimo foi de 0,1% em Fevereiro e o desvio médio total o foi de 7,5%. A diferença encontrada para o mês de Julho pode ser justificada por alguma situação anómala ou um acontecimento que não foi 38 considerada no AUDIST (eventos, seminários) e, que por conseguinte, não foi exportada para o modelo final. Apesar disso o modelo foi validado, uma vez que o desvio global é inferior a 10%, gama estipulada para auditoria energética até à qual se pode considerar a simulação como válida. Finalmente, vai ser apresentada uma comparação entre os consumos totais disponibilizados pelo ENEGIST, pelo AUDIST, pelo EnergyPlus e pelo DesignBuilder. Gráfico 11 - Comparação dos consumos elétricos anuais entre o ENERGIST, o AUDIST, o EnergyPlus e o DesignBuilder Do Gráfico 11 é possível observar que a diferença entre os três primeiros é inferior a 5%, sendo a diferença do modelo em Energyplus para o AUDIST de 13 420 kWh/ano e para o ENEGIST de 1 648 kWh/ano. Uma vez que o desvio encontrado está dentro dos valores estipulados para auditoria energética (inferior a 10%) é possível validar a simulação é válida e, portanto, modelo. 39 4 Conclusões e Trabalho Futuro O objetivo deste trabalho foi alcançado na medida em que se pretendia elaborar um programa que combinasse a geometria dos modelos dos edifícios do Campus da Alameda do IST em DesignBuilder com a informação levantada pela equipa de Auditoria disponibilizada no AUDIST e que, no final, gerasse um modelo em EnergyPlus. Os modelos dos edifícios em DesignBuilder foram criados por uma empresa externa ao Técnico, tendo-se exportado apenas a geometria e os elementos construtivos para o EnergyPlus, uma vez que os equipamentos definidos não estavam em concordância com a realidade. O EnergyPlus foi escolhido como programa para elaboração do modelo final dado a sua versatilidade em termos de equipamentos e a vasta gama de quantidades de interesse disponíveis. Ao ser open source permite alteração do seu código para introduzir novos equipamentos e não necessita de licenças para a sua utilização. Para além disso, ao ser compatível com o DesignBuilder, torna possível a importação da geometria dos edifícios nele definidos sem que se precise de a definir manualmente (processo moroso e complexo). Em termos da utilização do pré-processador elaborado na presente dissertação como ferramenta de conversão de modelos para EnergyPlus, é possível concluir que a sua utilização traz algumas vantagens. Com o programa, a definição dos sistemas energéticos passou a ser automatizada, demorando alguns minutos a preencher um edifício como o de Mecânica III. Note-se que se fosse feito manualmente demoraria algumas horas. Outra característica vantajosa, é criação de horários de ocupação/funcionamento horários, diários, semanais e mensais para cada espaço. Também permite a criação da maioria de sistemas de AVAC padronizados, necessitando apenas de algumas propriedades dos equipamentos. Apesar de não englobar todos estes sistemas, o código é aberto dando ao utilizador a possibilidade de acrescentar o que achar necessário. Caso o utilizador não se sinta à vontade a programar, pode criar o modelo sem esses equipamentos e acrescentar os restantes sistemas diretamente em EnergyPlus. Para além disso, como foi criado em MS Excel permite a utilização de qualquer pessoa que tenho disponível o MS Office. No geral, o programa cumpre todos os objetivos definidos permitindo o pré-processamento de todos os edifícios do IST Alameda, com exceção do Pavilhão de Civil (sistema de climatização muito particular). O modelo final em EnergyPlus do Pavilhão de Mecânica III foi simulado e retiraram-se os consumos de energia elétrica para comparação com os valores faturados ou disponibilizados no AUDIST. Para os sistemas de iluminação, foi encontrado um desvio médio total de 3% e uma diferença nos consumos anuais de 980 kWh. O desvio médio total para os equipamentos elétricos como os de informática, de plug-in e de catering foi de 6% e uma diferença nos consumos de 169 kWh/ano. Para os sistemas de climatização, os resultados foram divididos em AVAC local e comum. No primeiro 40 obteve-se um desvio médio total de 8%, com uma disparidade de consumos de 348 kWh/ano. Nos sistemas comuns o desvio encontrado foi de 5% equivalente a 5670 kWh/ano. Finalmente, comparou-se os consumos mensais gerados pelo modelo com os valores lidos no ENERGIST (plataforma digital com os consumos reais dos edifícios do Técnico) em paralelo com os faturados. Os desvios mínimos e máximos foram de 0.1% e 7,5% para os meses de Fevereiro e de Julho, enquanto a diferença entre os consumos elétricos totais foi de 1%, cerca 1648 kWh/ano, em relação aos lidos no ENERGIST. Foi estipulado para auditoria energética que para desvios globais inferiores a 10%, é possível validar a simulação. Uma vez que o valor obtido está dentro dessa gama, então podemos concluir que a simulação é válida e, portanto, o modelo. Com estes valores é também possível justificar que a escolha do EnergyPlus para definir o modelo final foi correta e concluir que o pré-processador criado alcança os objetivos propostos no presente trabalho. No seguimento da presente dissertação é proposta uma melhoria do pré-processador do EnergyPlus, por forma a alargar as áreas de utilização deste. Uma medida proposta seria a criação de um script, isto é, uma extensão do pré-processador que permite a elaboração de estudos de sensibilidade, de otimização e de UQ. Este add-in forçaria o EnergyPlus a correr várias simulações, alterando em cada uma delas um parâmetro escolhido e gerando no final os resultados de cada iteração. Assim, o utilizador poderia observar a variação provocada pela mudança deste parâmetro e escolher o valor que fosse mais vantajoso para a otimização do sistema. 41 5 Referências Bibliográficas [1] PORDATA. Consumo de energia http://www.pordata.pt/Portugal/, 2014. elétrica: total e por tipo de consumo, [2] PORDATA. Edifícios segundo os Censos: total e por época de construção – Portugal, http://www.pordata.pt/Portugal/, 2014. [3] INE. Emissões de Gases com Efeito Estufa - GEE, 2014. [4] APA. REA 2013 – Portugal – Agência Portuguesa do Ambiente, www.apambiente.pt, 2014. [5] APA. Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas (NIR 2014 - emissões 2012), 2014. [6] United Nations. Glossary of climate change acronyms, 2014. [7] de Matos, Mário; Toste de Azevedo, João & Ferrão, Paulo. O projeto Campus Sustentável e a redução da fatura energética do Instituto Superior Técnico, 2014. [8] Toste de Azevedo, João; de Matos, Mário & Ferrão, Paulo. Artigo PCEEE2014: Eficiência Energética como Fator de Competitividade, 2014. [9] Campus Sustentável. AUDIT_IST_v1.5.xlsm – Pavilhão Central, Pavilhão Mecânica III, 2014. [10] DesignBuilder. DesignBuilder Manual v3.0, 2011. [11] EnergyPlus. Input-Output Reference, 2012. [12] TRANE. TRACE 700 User’s Manual – Building Energy and Economic Analysis v6.2, 2010. [13] Cartas, Joana. Simulação dinâmica de um edifício de escritórios com os programas EnergyPlus e Trace 700, Dissertação de Mestrado do Instituto Superior Técnico, UTL, 2011. [14] Gonçalves, Bernardo. Simulação Dinâmica do Comportamento Térmico do Sheraton Lisboa Hotel & SPA, Dissertação de Mestrado do Instituto Superior Técnico, UTL, 2010. [15] Vilhena, Tiago. Simulação dinâmica e estudo de medidas de racionalização energética do Pavilhão de Engenharia Civil do IST, Dissertação de Mestrado do Instituto Superior Técnico, UL, 2013. [16] Microsoft Support Excel 2013, https://support.office.com, 2014. [17] Google Earth. www.google.com/earth/, Setembro 2014. [18] Campus Sustentável. Relatório de Auditoria Energética (Elétrica) e Medidas de Racionalização Energética, 2013. [19] Campus Sustentável. Envolvente Opaca e Translúcida Pavilhão Mecânica III – Soluções Gerais.xlsx, 2013. [20] Santos, Pina dos; Matias, Luis. Coeficientes de transmissão térmica de elementos da envolvente dos edifícios” ICT Informa o técnica – Edifícios - ITE 50, 2ª Edição, LNEC, Lisboa, 2006. [21] Campus Sustentável. ENERGIST - energist.ist.utl.pt, 2012. [22] De Dear, R,; Brager, G.; Cooper, D. Developing an Adaptive Model of Thermal Comfort and Preference ASHRAE, 1997. [23] Campus Sustentável. ZT_Mecânica III, 2013. 42 ANEXO A - Conversão de ficheiros DesignBuilder V.3.0.0.105 para EnergyPlus V. 8.1.0 1. Abrir o modelo do edifício em DesignBuilder (.db) Nota: Caso o modelo esteja numa versão mais antiga (pex: Versão 2.9) o programa faz a conversão automática e aparece uma mensagem (Figura A 1) a avisar que os algoritmos de convecção exterior e interior vão ser alterados. Clicar Continue. Figura A 1 - 1º Passo: Conversão V. 2.9 para 3.0 2. Confirmar se o modelo está correto, bem como os dados de construção, atividade, etc. 3. Abrir o Building Model Options (Figura A 2); 3.1. Abrir o separador Advanced; Figura A 2 - Botão Building Model Options 3.2. Verificar as opções selecionadas e alterar se necessário (Figura A 3); i Figura A 3 - Opções do Edifício 3.3. Desseleccionar a opção Lump Similar Windows on Surface para evitar erros na simulação do EnergyPlus; 4. Fechar a janela das opções e ir a File -> Export -> Export Energyplus or DBSIM input file (Figura A 4); Figura A 4 – 2º Passo: Criar ficheiro IDF 4.1. Escolher Simulation; 4.2. A janela da Figura A 5 aparece e clicar No; ii Figura A 5 - Opção para modificar a versão utilizada 4.3. Abre uma janela com as propriedades da simulação. Alterar conforme o tipo de simulação desejada, bem como a duração. 4.4. Clicar OK; 4.5. Selecionar o módulo EnergyPlus e clicar Continue; 4.6. Gravar o ficheiro e clicar Ok quando o programa pergunta se queremos abrir o ficheiro. Nota: Ao cumprir estes passos criou-se um ficheiro .idf este é o modelo do edifício em EnergyPlus sendo possível modificar as suas características de construção, os HVAC instalados, etc. 5. O EP-Launch abre automaticamente; Nota: Como a versão do EnergyPlus utilizada é mais recente que a do ficheiro idf criado é necessário fazer uma conversão; 5.1. Na janela principal do EP clicar no separador Utilities, na secção Utility escolher a opção IDFVersionUpdater e clicar Run; 5.2. Clicar Choose File to Update e inserir o ficheiro idf criado anteriormente; 5.3. Selecionar nas secção New Version a opção 8.1.0 e clicar Update File (Figura A 6); Figura A 6 – 3ºPasso: Atualização do ficheiro IDF 5.4. Finalizada a conversão é possível começar a simular no EnergyPlus. Nota: Este ficheiro pode ser utilizado diretamente no EnergyPlus. É bastante no útil quando se quer fazer um estudo das necessidades térmicas para cada zona. iii ANEXO B - Algoritmos utilizados no Pré-Processador Iluminação, Equipamentos Elétricos, Ocupação As ações executadas pelo programa para gerar os dados relativos aos sistemas de iluminação, aos equipamentos elétricos e à ocupação em formato EnergyPlus vão ser agora explicadas com recurso a um algoritmo: 1. Chama a sub-rotina “Iluminação/Catering/EPI/Informática/PeopleSch” consoante os objetos que o utilizador quer gerar; 2. Define a folha “Iluminação/Catering/EPI/Informática/Ocupação” do ficheiro de Auditoria como folha de leitura e cria uma string chamada “Sheet” que guarda o nome dessa folha (é nesta Worksheet que o programa vais buscar os dados dos equipamentos/ocupação); 3. Procura a ultima coluna e linha da folha de leitura; 4. Chama a sub-rotina “FillReport”; 4.1. Define a folha “Lighting/People” (consoante se está a gerar objetos de equipamentos ou de ocupação) do programa de conversão como folha de escrita (é nesta Worksheet que o programa vai escrever os dados dos sistemas instalados em cada espaço); 4.2. Procura a primeira e a última linha e a última coluna da folha de escrita 4.3. Inicia um ciclo for para pesquisar todas as colunas da folha de leitura até encontrar o um período de atividade; 4.3.1.Quando encontra inicia um novo ciclo for para percorrer cada linha dessa coluna (as linhas correspondem a um espaço dentro do pavilhão); 4.3.1.1. Para cada linha é gravado o piso e zona térmica a que esse espaço pertence e as horas de funcionamento/ocupação para o período em questão; 4.3.1.2. Com os dados anteriores gera uma identificação para cada espaço juntando o piso e a zona térmica separados por “ : ” a que se dá o nome de “PisoZT” (por exemplo um espaço que esteja englobado na zona térmica um e no piso um vai ser identificado como "1:1"); 4.3.1.3. Se o valor de “Sheet” for Iluminação; 4.3.1.3.1. Grava os valores da percentagem de utilização das luminárias e da potência total absorvida; 4.3.1.4. Se o valor de “Sheet” for Ocupação; 4.3.1.4.1. Grava os valores da tipologia do espaço (gabinetes, laboratórios) e do número de pessoas que ai trabalham; 4.3.1.5. Se o valor de “Sheet” for Informática, Epi e Catering 4.3.1.5.1. Grava os valores da potência total absorvida e de standby e a percentagem horária de funcionamento em regime de standby; 4.3.1.6. Se o valor de “Sheet” for diferente de “Ocupação”; 4.3.1.6.1. Procura as horas de funcionamento na Worksheet "Templates" e copia a linha toda; 4.3.1.6.2. Cola a linha na folha de escrita; iv 4.3.1.6.3. Substitui o valor da primeira coluna dessa linha pela zona térmica do espaço, a terceira pela potência total do equipamento e 35ª pelo PisoZT; 4.3.1.6.4. Se o período encontrado for “R1 - lectivo (dias úteis) ” 4.3.1.6.4.1. Substitui a segunda coluna pelo nome do horário diário, por exemplo “ilupn_1,” que corresponde ao horário nos dias uteis dos sistemas de iluminação para o período normal na zona térmica 1; 4.3.1.6.5. Se o período encontrado for “R2 - férias (dias úteis)) ” 4.3.1.6.5.1. Substitui a segunda coluna pelo nome do horário diário, por exemplo “ilufu_1,” que corresponde ao horário nos dias uteis dos sistemas de iluminação para o período de férias na zona térmica 1; 4.3.1.6.6. Se o período encontrado for “R3 - sábados (lectivo+férias) ” 4.3.1.6.6.1. Substitui a segunda coluna pelo nome do horário diário, por exemplo “ilusab_1,” que corresponde ao horário, para um sábado, dos sistemas de iluminação na zona térmica 1; 4.3.1.6.7. Se o período encontrado for “R4 - domingos e feriados (lectivo+ férias) ” 4.3.1.6.7.1. Substitui a segunda coluna pelo nome do horário diário, por exemplo “iludom_1,” que corresponde ao horário, para um domingo, dos sistemas de iluminação na zona térmica 1; 4.3.1.6.8. Se o período encontrado for “R5- actividade reduzida IST ” 4.3.1.6.8.1. Substitui a segunda coluna pelo nome do horário diário, por exemplo “iluactred_1,” que corresponde ao horário, para todos os dias da semana, dos sistemas de iluminação para o período de atividade reduzida na zona térmica 1; 4.3.1.6.9. Multiplica o valor da potência total absorvida gravado nos pontos 4.3.1.3 e 4.3.1.5 pelas colunas “D” a “AA” que correspondem às 24h do dia. As colunas com valor igual a 0 são substituídos pela potência de standby multiplicada pela percentagem de funcionamento nessa potência; 4.3.1.7. Se o valor de “Sheet” igual a “Ocupação”; 4.3.1.7.1. Repete o ponto 4.3.1.6.1 a 4.3.1.6.8 4.3.1.7.2. Procura o valor da tipologia do espaço gravado 4.3.1.4.1 na Worksheet “Templates” e recolhe o valor da taxa de metabolismo; 4.3.1.7.3. Grava o valor encontrado na 34ª coluna da linha em que se está a escrever; 4.3.2.Repete o ponto 4.3.1 até à última linha encontrada na folha de leitura, i.e. para todos os espaços; 4.3.3.Organiza de forma ascendente todos os valores guardados na folha de escrita; 4.3.4.Inicia for para percorrer todos os valores escritos na folha de escrita; 4.3.4.1. Se o PisoZT da linha seguinte à que está ser lida for idêntico; 4.3.4.1.1. Soma os valores gravados nas colunas “C” a “AA” das duas linhas; v 4.3.4.1.2. 4.3.4.2. Apaga a linha seguinte à que está a ser lida; Se o PisoZT da linha seguinte à que está ser lida não for idêntica passa para o ponto 4.3.5; 4.3.5.Repete o ponto 4.3.4.1 para as restantes linhas até restarem os horários finais para cada zona térmica; 4.3.6.Se o valor de “Sheet” diferente de “Ocupação”; 4.3.6.1. Se o valor de “Sheet” é diferente de “Iluminação” 4.3.6.1.1. Cria vetor “ElectEqui” que armazena as propriedades dos equipamentos elétricos agregadas por zona térmica no ponto 4.3.1.6.9 em formato lido pelo EnergyPlus; 4.3.6.2. Se o valor de “Sheet” é igual a “Iluminação” 4.3.6.2.1. Cria vetor “Light” que armazena as propriedades dos sistemas de iluminação agregadas por zona térmica no ponto 4.3.1.6.9 em formato lido pelo EnergyPlus; 4.3.7.Se o valor de “Sheet” igual a “Ocupação”; 4.3.7.1. Cria vetor “WorkClo” com as taxas de metabolismo gravados no ponto 4.3.7.3 para cada espaço; 4.3.8.Formata os valores dos horários para cada zona térmica gerados no ciclo do ponto 4.3.4 com os restantes parâmetros necessários para os definir no Energyplus; 4.4. Repete o ciclo para os restantes períodos de atividade; 4.5. Inicia novo ciclo for para preencher os horários semanais em formato Energyplus para cada zona térmica; 4.5.1.Escreve nas colunas “C” a “I” (correspondem aos 7 dias da semana) o nome do horário diário gerado no ponto 4.3.4 para cada dia da semana; 4.5.2.Preenche a coluna “B” com o nome do horário semanal (por exemplo para os sistemas de iluminação da zona térmica 1 o horário semanal é designado por “IluminaçãoPNWeekZT1,”) 4.5.3.Preenche os restantes campos com os parâmetros necessários para os definir no Energyplus; 4.5.4.Repete o ponto 4.5 para as restantes zonas térmicas; 4.6. Inicia novo ciclo for para preencher os horários anuais em formato Energyplus para cada zona térmica; 4.6.1.Escreve o nome do horário padrão para a semana gerado no ponto 4.5 para cada mês do ano; 4.6.2.Preenche a coluna “B” com o nome do horário anual (por exemplo para os sistemas de iluminação da zona térmica 1 o horário semanal é designado por “IluminaçãoYearZT1,”) 4.6.3.Preenche os restantes campos com os parâmetros necessários para os definir no Energyplus; 4.6.4.Repete o ponto 4.5 para as restantes zonas térmicas; vi 4.7. Cola as informações guardadas nos vetores “Lights” e “ElectEqui” preenchidos nos pontos 4.3.6.1.1 e 4.3.6.2.1 na folha “Lighting”; 4.8. Cola as informações guardadas no vetor “WorkClo” preenchidos no ponto 4.3.6.2.1 na folha “People”; 4.9. Com todos os parâmetros de ocupação e dos equipamentos definidos acaba a sub-rotina “FillReport”; 5. Transpõe as informações guardadas nas folhas “Lighting” e “People” para a folha “IDF”; 6. Fim da sub-rotina “Iluminação/Catering/EPI/Informática/PeopleSch” consoante a escolhida no ponto 1; Sistemas AVAC comum e local 1. Chama a sub-rotina “AVAC_COMUM” consoante os objetos que o utilizador quer gerar; 1.1. Inicia um ciclo for de para correr as duas folhas com sistemas de AVAC do AUDIST; 1.2. Define a folha “AVAC-comum/AVAC-local” do ficheiro de Auditoria como folha de leitura e cria uma string chamada “Sheet” que guarda o nome dessa folha (é nesta Worksheet que o programa vais buscar os dados dos sistemas de AVAC); 1.3. Procura a última coluna e a primeira e última linha da folha de leitura; 1.3.1.Inicia um ciclo for que corre todas as colunas das folhas AVAC; 1.3.2.Guarda na string “TypeEquipment” com o título de cada coluna; 1.3.3.Se “TypeEquipment” for igual a “Tipologia de Equipamento/Sistema” fixa essa coluna; 1.3.3.1. Inicia ciclo for para percorrer todas as linhas da coluna fixada anteriormente; 1.3.3.1.1. Se o equipamento instalado for uma unidade VRV; 1.3.3.1.1.1. Se for uma unidade exterior; 1.3.3.1.1.1.1. Cria o vetor “VRV_UnitExtFinal” com a quantidade de equipamentos existentes, as potências térmicas de arrefecimento e aquecimento e o COP; 1.3.3.1.1.2. Se for unidade interior ou um split 1.3.3.1.1.2.1. Cria a matriz “VRV_UnInt” com o “PisoZT” da zona onde o equipamento está instalado, com as potências térmicas de aquecimento e arrefecimento, com o COP e com os horários de funcionamento; 1.3.3.1.2. Se o equipamento instalado for uma unidade Rooftop; 1.3.3.1.2.1. Cria a matriz “Rooftop_UnInt” com o “PisoZT” da zona onde o equipamento está instalado, com as potências térmicas de arrefecimento e aquecimento, o COP e os horários de funcionamento; 1.3.3.1.3. Se for uma Unidade de Tratamento de Ar (UTA); 1.3.3.1.3.1. Cria a string “PisoId” com a identificação do andar e da zona térmica do espaço servido pelo equipamento; vii 1.3.3.1.3.2. Cria a matriz “UTA_UnInt” com o “PisoZT” da zona onde o equipamento está instalado, com as potências térmicas de arrefecimento e aquecimento, o COP e os horários de funcionamento; 1.3.3.1.4. Se equipamento instalado for um Chiller; 1.3.3.1.4.1. Cria o vetor “UTA_Chiller” com o número de equipamentos, da zona onde o equipamento está instalado, com as potências térmicas e elétricas de arrefecimento e de aquecimento, o COP e os horários de funcionamento; 1.3.3.1.5. Se equipamento instalado for uma Caldeira; 1.3.3.1.5.1. Cria o vetor “UTA_Boiler” com o número de equipamentos, da zona onde o equipamento está instalado, com as potências térmicas e elétricas de arrefecimento e de aquecimento, o COP e os horários de funcionamento; 1.3.3.1.6. Se equipamento instalado for um Ventiloconvector; 1.3.3.1.6.1. Cria a matriz “VC_UnInt” com o “PisoZT” da zona onde o equipamento está instalado, com as potências térmicas de arrefecimento e aquecimento, o COP e os horários de funcionamento; 1.3.3.1.7. Se equipamento instalado for um Ventilador; 1.3.3.1.7.1. Se o ventilador for de Extracção; 1.3.3.1.7.1.1. Cria a matriz “Vent_UnExtrc” com o “PisoZT” da zona onde o equipamento está instalado, com a potência elétrica e os horários de funcionamento; 1.3.3.1.7.2. Se o ventilador for de Insuflação; 1.3.3.1.7.2.1. Cria a matriz “Vent_UnInsuf” com o “PisoZT” da zona onde o equipamento está instalado, com potência elétrica e os horários de funcionamento; 1.3.3.1.8. Se o equipamento instalado for um Aquecedor; 1.3.3.1.8.1. Cria a matriz “Aquecedor” com o “PisoZT” da zona onde o equipamento está instalado, com a potência elétrica de aquecimento, e os horários de funcionamento; 1.3.3.2. Executa o ciclo for para todas as linhas das folhas de leitura; 1.4. Executa um ciclo for para reduzir os vetores e matrizes criados no ponto 1.3.3.1 a 1.3.3.2 ficando estes com o mesmo nome seguido de “Final” (por exemplo “VRV_UnInt” fica “VRV_UnIntFinal”; 1.5. Cria dois vetores o “VRV_Thermostat” (o horário da para todos os equipamentos apesar do nome) e o “Fan_Thermostat”; 1.6. Inicia ciclo for para criar os horários dos ventiladores de cada equipamento (“Fan_Thermostat”) e dos horários de termóstato (“VRV_Thermostat”); 1.6.1.Retira os horários de funcionamento gravados nos vetores e matrizes criados anteriormente, com exceção do vetor “VRV_UnitExtFinal”; viii 1.6.2.Confirma se o horário do equipamento já existe nos vetores “Fan_Thermostat” e “VRV_Thermostat”; 1.6.2.1. Se não existe ainda; 1.6.2.1.1. 1.6.2.2. Escreve o horário nos vetores; Se já existe; 1.6.2.2.1. Passa para o equipamento seguinte; 1.7. Executa o ciclo for para todos os equipamentos gravados nos vetores do ponto 1.3.3.1 a 1.3.3.2; 1.8. Cria três matrizes para guardar os horários de termóstato de arrefecimento e aquecimento de cada equipamento no formato do EnergyPlus (o “VRV_ThermostatTemplate”, o “VRV_ThermostatScheduleCooling” e o “VRV_ThermostatScheduleHeating”); 1.9. Executa um ciclo for para preencher as matrizes do ponto 1.8, no formato do EnergyPlus; 1.10. Escreve as matrizes preenchidas no ponto anterior, na folha “IDF” do ficheiro de escrita; 1.11. Cria uma matriz para guardar os horários de funcionamento dos ventiladores de cada equipamento no formato do EnergyPlus (“Fan_ThermostatSchedule”); 1.12. Executa um ciclo for para preencher a matriz do ponto 1.11, no formato do EnergyPlus; 1.13. Escreve as matrizes preenchidas no ponto anterior, na folha “IDF” do ficheiro de escrita; 1.14. Cria a matriz “VRV_SystemTemplate” e “VRV_ZoneTemplate” para guardar as informações das unidades VRV exteriores (“VRV_UnitExtFinal”) e VRV interiores (“VRV_UnIntFinal”) no formato do EnergyPlus; 1.15. Executa um ciclo for para preencher as matrizes do ponto anterior; 1.16. Cria a matriz “Rooftop_SystemTemplate” e “Rooftop _ZoneTemplate” para guardar as informações das unidades Rooftop exteriores e interiores (“Rooftop_UnIntFinal”) no formato do EnergyPlus; 1.17. Executa um ciclo for para preencher as matrizes do ponto anterior; 1.18. Cria a matriz “UTA_SystemTemplate” e “UTA_ZoneTemplate” para guardar as informações das unidades exteriores e interiores das UTAs (“UTA_UnIntFinal”) no formato do EnergyPlus; 1.19. Executa um ciclo for para preencher as matrizes do ponto anterior; 1.20. Cria a matriz “Chiller_PlantTemplate” para guardar as informações do Chiller (“UTA_Chiller”) no formato do EnergyPlus; 1.21. Executa um ciclo for para preencher as matrizes do ponto anterior; 1.22. Cria a matriz “Boiller_PlantTemplate” para guardar as informações da caldeira (“UTA_Boiler”) no formato do EnergyPlus; 1.23. Executa um ciclo for para preencher as matrizes do ponto anterior; 1.24. Cria a matriz “VC_ZoneTemplate” para guardar as informações das unidades dos Ventiloconvectores (“VC_UnIntFinal”) no formato do EnergyPlus; ix 1.25. Executa um ciclo for para preencher as matrizes do ponto anterior; 1.26. Cria a matriz “Exhaust_ZoneTemplate” para guardar as informações dos ventiladores de exaustão (“Vent_UnExtrcFinal”) no formato do EnergyPlus; 1.27. Executa um ciclo for para preencher as matrizes do ponto anterior; 1.28. Cria a matriz “Intake_ZoneTemplate” para guardar as informações dos ventiladores de insuflação (“Vent_UnInsufFinal”) no formato do EnergyPlus; 1.29. Executa um ciclo for para preencher as matrizes do ponto anterior; 1.30. Cria a matriz “Aquecedor_ZoneTemplate” para guardar as informações dos aquecedores (“Aquecedor”) no formato do EnergyPlus; 1.31. Executa um ciclo for para preencher as matrizes do ponto anterior; 1.32. Copia toda a informação guardada nos vetores/matrizes dos pontos 1.8 a 1.31 na Worksheet “IDF” do ficheiro de escrita; 1.33. Finaliza a função “AVAC_COMUM”. x ANEXO C - Plantas do Pavilhão de Mecânica III com a divisão dos espaços em zonas térmicas Figura C 1 - Zonas térmicas Piso 1 do Pavilhão Mecânica III [23] Figura C 2- Zonas térmicas Piso 2 do Pavilhão Mecânica III [23] xi Figura C 3 - Zonas térmicas Piso 3 do Pavilhão Mecânica III [23] Figura C 4 - Zonas térmicas Piso 4 do Pavilhão Mecânica III [23] xii ANEXO D – Modelo final do Pavilhão Mecânica III em EnergyPlus após conversão do Pré-Processador Ocupação Figura D 1 - Formato da ocupação em Energyplus Iluminação Figura D 2 - Formato da Iluminação em Energyplus Informática, EPI e Catering A formatação dos equipamentos de informática, de plug-in e de catering são representados da mesma forma como apresentado na Figura D3. Figura D 3 - Formato dos equipamentos de informática em Energyplus xiii Sistemas de AVAC Figura D 4 - Ventiladores de Extração em formato Energyplus Figura D 5 - Unidade Rooftop interior em formato Energyplus xiv Figura D 6 - Unidade Rooftop exterior em formato Energyplus Figura D 7 - UTA interior em formato Energyplus xv Figura D 8 - UTA exterior em formato Energyplus xvi Figura D 9 - VRV interior em formato Energyplus Figura D 10 - VRV exterior em formato Energyplus xvii ANEXO E - Sistemas instalados em cada zona térmica do Pavilhão de Mecânica III com os respetivos consumos de energia elétrica do ficheiro de Auditoria e do EnergyPlus Zona térmica 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 19 20 21 22 23 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 Equipamento piso.id 1.07 1.07 1.07 1.30 1.08 1.29 2.17 2.17 1.01 1.01 1.02 1.03 1.04 1.05 1.06 1.18 1.18 1.18 1.19 1.19 1.19 1.22 1.22 1.23 1.24 1.28 1.28 3.20 3.20 1.17 1.17 1.16 1.16 1.16 1.25 1.25 1.26 1.26 1.10 1.10 2.11 1.09 1.09 1.11 1.12 1.13 1.14 1.15 2.12 2.13 1.20 1.20 1.20 1.21 2.04 2.04 2.05 2.06 2.07 2.08 2.01 2.01 2.02 2.02 2.03 2.03 2.14 2.15 2.16 3.28 3.25 3.26 2.09 2.10 3.01 3.02 3.03 3.04 3.05 3.15 3.16 3.18 3.18 3.18 3.13 3.06 3.07 3.08 3.09 3.10 3.11 3.12 3.14 3.17 4.01 4.02 4.03 4.04 4.05 4.17 4.18 4.19 4.14 4.15 4.06 4.07 4.08 4.09 4.10 4.11 4.12 4.13 4.16 3.23 3.23 3.24 PisoZT 1:1 1:2 2:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 1:9 1:10 1:11 1:12 1:13 1:14 2:15 2:16 2:17 3:19 3:20 3:21 3:22 3:23 3:25 3:26 3:27 4:28 4:29 4:30 4:31 4:32 4:33 3:34 Luminárias Tecnologia (Qtd.) Descarga vapor mercúrio 6 Emergência 4 Fluorescente tubular T8 2 Incandescente de halogéneo 1 Fluorescente tubular T8 3 Fluorescente tubular T8 2 Fluorescente compacta não integrada 5 Emergência 3 Descarga vapor mercúrio 11 Emergência 2 Fluorescente tubular T8 14 Fluorescente tubular T8 12 Fluorescente tubular T8 18 Fluorescente tubular T8 24 Fluorescente tubular T8 1 Fluorescente tubular T8 1 Fluorescente compacta não integrada 2 Fluorescente tubular T8 2 Fluorescente tubular T8 1 Fluorescente compacta não integrada 2 Fluorescente tubular T8 2 Incandescente de halogéneo 1 Emergência 3 Fluorescente tubular T8 1 Fluorescente tubular T8 5 Fluorescente tubular T8 3 Emergência 1 Incandescente de halogéneo 1 Emergência 3 Incandescente de halogéneo 4 Emergência 4 Incandescente de halogéneo 6 Fluorescente tubular T8 9 Emergência 2 Fluorescente compacta não integrada 4 Emergência 2 Fluorescente tubular T8 4 Emergência 1 Fluorescente tubular T8 18 Emergência 1 Fluorescente tubular T8 14 Descarga vapor mercúrio 10 Emergência 6 Fluorescente tubular T8 6 Descarga vapor mercúrio 1 Descarga vapor mercúrio 1 Fluorescente tubular T8 1 Fluorescente tubular T8 1 Fluorescente tubular T8 6 Fluorescente tubular T8 3 Descarga vapor mercúrio 4 Emergência 2 Fluorescente tubular T8 2 Fluorescente tubular T8 2 Fluorescente tubular T8 15 Emergência 1 Fluorescente tubular T8 12 Fluorescente tubular T8 2 Fluorescente tubular T8 3 Fluorescente tubular T8 2 Emergência 1 Fluorescente tubular T8 14 Fluorescente tubular T8 7 Emergência 1 Fluorescente tubular T8 15 Emergência 1 Fluorescente tubular T8 3 Fluorescente tubular T8 4 Fluorescente tubular T8 4 Fluorescente tubular T8 5 Fluorescente tubular T8 2 Fluorescente tubular T8 2 Fluorescente tubular T8 4 Fluorescente tubular T8 2 Incandescente de halogéneo 3 Incandescente de halogéneo 1 Incandescente de halogéneo 4 Incandescente de halogéneo 4 Incandescente de halogéneo 4 Fluorescente compacta não integrada 3 Fluorescente compacta não integrada 3 Incandescente de halogéneo 1 Fluorescente tubular T8 46 Emergência 4 Fluorescente tubular T8 10 Incandescente de halogéneo 2 Incandescente de halogéneo 2 Incandescente de halogéneo 2 Incandescente de halogéneo 2 Incandescente de halogéneo 2 Incandescente de halogéneo 2 Incandescente de halogéneo 2 Fluorescente tubular T8 1 Fluorescente tubular T8 6 Incandescente de halogéneo 3 Incandescente de halogéneo 4 Incandescente de halogéneo 2 Incandescente de halogéneo 4 Incandescente de halogéneo 4 Fluorescente compacta não integrada 3 Fluorescente compacta não integrada 3 Fluorescente tubular T8 46 Fluorescente tubular T8 5 Fluorescente tubular T8 5 Fluorescente tubular T8 8 Incandescente de halogéneo 2 Incandescente de halogéneo 2 Incandescente de halogéneo 2 Incandescente de halogéneo 2 Incandescente de halogéneo 2 Incandescente de halogéneo 2 Incandescente de halogéneo 2 Fluorescente tubular T8 1 Fluorescente tubular T8 3 Fluorescente tubular T8 1 Fluorescente tubular T8 1 Iluminação Ficheiro Auditoria Equipamento Lâmp/Lum. Lâmpadas (Qtd.) (Qtd.) 1 6 1 4 1 2 1 1 1 3 1 2 2 10 1 3 1 11 1 2 1 14 1 12 1 18 1 24 1 1 1 1 1 2 1 2 1 1 1 2 1 2 1 1 1 3 1 1 1 5 1 3 1 1 1 1 1 3 1 4 1 4 1 6 1 9 1 2 2 8 1 2 1 4 1 1 1 18 1 1 1 14 1 10 1 6 1 6 1 1 1 1 1 1 1 1 1 6 1 3 1 4 1 2 1 2 1 2 1 15 1 1 1 12 1 2 1 3 1 2 1 1 1 14 1 7 1 1 1 15 1 1 1 3 1 4 1 4 2 10 2 4 1 2 1 4 1 2 1 3 1 1 1 4 1 4 1 4 2 6 2 6 1 1 2 92 1 4 2 20 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 2 2 2 12 1 3 1 4 1 2 1 4 1 4 2 6 2 6 2 92 2 10 2 10 1 8 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 2 2 1 3 2 2 3 1 EnergyPlus Potência nominal (W/lamp) 250 8 36 200 36 36 21 8 250 8 36 36 36 36 36 36 11 18 36 11 18 200 8 36 36 36 8 200 8 200 8 200 36 8 11 8 36 8 36 8 36 250 8 36 250 250 36 36 36 36 250 8 36 36 36 8 36 36 36 36 8 36 36 8 36 8 36 36 36 36 36 36 36 36 200 200 200 200 200 21 21 200 36 8 36 200 200 200 200 200 200 200 36 36 200 200 200 200 200 21 21 36 36 36 36 200 200 200 200 200 200 200 36 36 36 3 Potência instalada (W) 1500 32 72 200 108 72 210 24 2750 16 504 432 648 864 36 36 22 36 36 22 36 200 24 36 180 108 8 200 24 800 32 1200 324 16 88 16 144 8 648 8 504 2500 48 216 250 250 36 36 216 108 1000 16 72 72 540 8 432 72 108 72 8 504 252 8 540 8 108 144 144 360 144 72 144 72 600 200 800 800 800 126 126 200 3312 32 720 400 400 400 400 400 400 400 72 432 600 800 400 800 800 126 126 3312 360 360 288 400 400 400 400 400 400 400 72 108 72 36 Pot média absorvida (W/lamp) 250 8 36 200 36 36 21 8 250 8 36 36 36 36 36 36 11 18 36 11 18 200 8 36 36 36 8 200 8 200 8 200 36 8 11 8 36 8 36 8 36 250 8 36 250 250 36 36 36 36 250 8 36 36 36 8 36 36 36 36 8 36 36 8 36 8 36 36 36 36 36 36 36 36 200 200 200 200 200 21 21 200 36 8 36 200 200 200 200 200 200 200 36 36 200 200 200 200 200 21 21 36 36 36 36 200 200 200 200 200 200 200 36 36 36 108 Pot total absorvida (W) 1200 32 57.6 200 86.4 57.6 168 24 907.5 16 403.2 345.6 518.4 691.2 28.8 36 11 18 36 11 18 0 24 28.8 144 108 8 200 24 800 32 1200 259.2 16 88 16 115.2 8 518.4 8 403.2 2000 48 172.8 200 200 28.8 28.8 172.8 86.4 1000 16 72 72 432 8 345.6 57.6 86.4 57.6 8 403.2 201.6 8 432 8 86.4 115.2 115.2 288 115.2 57.6 115.2 57.6 600 200 800 800 800 126 126 200 1656 32 576 400 400 400 400 400 400 400 57.6 345.6 600 800 400 800 800 126 126 1656 288 288 230.4 400 400 400 400 400 400 400 57.6 86.4 57.6 86 Energia PisoZT (kWh/ano) Energia PisoZT (kWh/ano) 2310 2171 132 123 300 316 2072 2275 293 289 1536 1508 1609 1541 1426 1442 368 362 253 247 1532 1449 3592 3500 209 215 3160 3093 237 242 1570 1473 55 54 51 49 30 29 2425 2243 1133 1110 239 254 5857 5709 102 98 4184 4100 1841 1797 922 893 239 254 3809 3716 169 163 2437 2400 41 39 Tabela E 1 – Sistemas de iluminação instalados em cada zona térmica [9] xviii Zona térmica 1 2 4 11 13 15 16 21 22 26 27 28 29 32 33 piso.id 1.07 1.07 1.07 1.07 1.08 1.01 1.01 1.02 1.03 1.04 1.04 1.05 1.10 1.10 1.11 1.12 1.12 2.12 2.13 2.04 2.05 2.06 2.06 2.07 2.07 2.01 2.02 2.03 2.03 2.03 2.10 3.01 3.01 3.01 3.03 3.03 3.05 3.13 3.13 3.06 3.07 3.07 3.08 3.08 3.09 3.10 3.10 3.10 3.11 3.11 3.12 4.01 4.02 4.02 4.03 4.03 4.03 4.05 4.14 4.06 4.06 4.06 4.09 4.10 4.10 4.10 4.11 4.11 4.12 4.12 4.13 4.13 Piso 1:1 1:2 1:4 1:11 1:13 2:15 2:16 3:21 3:22 3:26 3:27 4:28 4:29 4:32 4:33 Informática Ficheiro Auditoria Equipamento Potência Standby Tipologia Qtd. total (W) total (W) Desktop / CRT 1 130 64 Laptop 1 14 10 Desktop / TFT 1 88 63 Impressora Inkjet 1 6 3 Laptop 1 14 10 Desktop / TFT 6 528 378 Desktop / CRT 5 650 320 Desktop / TFT 10 880 630 Desktop / TFT 8 704 504 Desktop / TFT 3 264 189 Desktop / CRT 1 130 64 Desktop / TFT 12 1,056 756 Desktop / CRT 1 130 64 Laptop 1 14 10 Desktop / TFT 1 88 63 Desktop / TFT 1 88 63 Laptop 2 28 20 Desktop / TFT 1 88 63 Laptop 2 28 20 Desktop / CRT 1 130 64 Desktop / CRT 2 260 128 Desktop / TFT 2 176 126 Impressora Inkjet 1 6 3 Desktop / TFT 1 88 63 Desktop / CRT 1 130 64 Desktop / CRT 10 1,300 640 Desktop / TFT 3 264 189 Desktop / TFT 4 352 252 Desktop / CRT 1 130 64 CPU / tipo Cluster 7 872 210 Desktop / TFT 2 176 126 Desktop / TFT 4 352 252 Impressora Laser 1 11 3 Impressora Laser Work Center 1 141 4 Laptop 1 14 10 Desktop / TFT 1 88 63 Laptop 1 14 10 Desktop / CRT 3 390 192 Bastidor 1 100 10 Desktop / TFT 1 88 63 Impressora Inkjet 1 6 3 Desktop / TFT 1 88 63 Laptop 2 28 20 Desktop / TFT 1 88 63 Desktop / TFT 2 176 126 Desktop / TFT 1 88 63 Impressora Inkjet 1 6 3 Laptop 1 14 10 Laptop 1 14 10 Ecrã LCD (14" - 19") 1 18 1 Laptop 1 14 10 Desktop / TFT 3 264 189 Desktop / CRT 1 130 64 Desktop / TFT 2 176 126 Desktop / TFT 1 88 63 Laptop 1 14 10 Desktop / CRT 1 130 64 Desktop / TFT 5 440 315 Impressora Laser Work Center 1 141 4 Desktop / TFT 1 88 63 Ecrã LCD (23"-30") 1 18 1 Scanner 1 14 5 Desktop / CRT 1 130 64 Desktop / TFT 1 88 63 Impressora Laser 1 11 3 Laptop 1 14 10 Laptop 1 14 10 Desktop / TFT 1 88 63 Laptop 1 14 10 Desktop / TFT 1 88 63 Desktop / CRT 2 260 128 Desktop / TFT 2 176 126 Energia PisoId (kWh/ano) 288 26 209 32 26 561 570 1,318 1,208 280 114 1,121 288 26 209 209 53 74 7 85 170 148 27 74 85 1,417 2,306 988 346 7,619 417 835 41 293 13 132 13 3,407 874 132 32 170 26 132 264 132 32 13 13 35 13 1,377 461 833 417 26 461 2,084 196 417 35 64 461 417 41 26 26 417 26 417 923 833 EnergyPlus Energia PisoZT Energia PisoZT (kWh/ano) (kWh/ano) 555 521.33 26 24.75 5172.7886 3793.99 315 294.68 551 522.65 589 495.72 12,676 14295.95 1,731 1557.3 13 12.38 4,281 4214.43 993 954 3,577 3152.12 2,084 196 1899.84 185.83 4,103 3722.45 Tabela E 2 - Equipamentos informáticos instalados em cada zona térmica [9] xix Zona térmica 1 6 7 8 15 16 21 22 27 28 33 piso.id PisoZT 1.07 1.23 1.17 1.16 2.06 2.07 2.01 3.01 3.01 3.03 3.05 3.05 3.06 3.07 3.08 3.09 3.10 3.11 4.01 4.01 4.02 4.03 4.06 4.07 4.08 4.09 4.10 4.11 4.12 4.13 1:1 1:6 1:7 1:8 2:15 2:16 3:21 3:22 3:27 4:28 4:33 Equipamentos de Plug-In Ficheiro Auditoria Equipamento Potência Standby Tipologia Qtd. total (W) total (W) Candeeiro 1 35 35 Termoacumulador 1 2,000 20 Retro-Projector 1 286 3 Termoacumulador 1 2,500 25 Candeeiro 1 35 35 Candeeiro 1 35 35 Retro-Projector 1 286 3 Aparelhagem de Som 1 50 1 Fragmentador de Papel 1 175 2 Aparelhagem de Som 1 50 1 Retro-Projector 1 286 3 Candeeiro 2 70 70 Candeeiro 1 35 35 Candeeiro 1 35 35 Candeeiro 1 35 35 Candeeiro 2 70 70 Candeeiro 1 35 35 Candeeiro 2 70 70 Candeeiro 3 105 105 Fragmentador de Papel 1 175 2 Candeeiro 2 70 70 Candeeiro 2 70 70 Candeeiro 1 35 35 Candeeiro 1 35 35 Candeeiro 1 35 35 Candeeiro 1 35 35 Candeeiro 3 105 105 Candeeiro 2 70 70 Candeeiro 2 70 70 Candeeiro 3 105 105 Energia PisoId (kWh/ano) 33 2,875 202 509 8 8 81 47 21 47 202 66 33 33 33 66 33 66 99 21 66 66 33 33 33 33 99 66 66 99 EnergyPlus Energia PisoZT Energia PisoZT (kWh/ano) (kWh/ano) 33 30.94 2,875 2802.18 202 189.62 509 472.3 16 15.47 81 189.62 115 106.96 267 244.68 263 247.52 251 168.93 461 433.16 Tabela E 3 - Equipamentos de plug-in instalados em cada zona térmica [9] Zona térmica 2 15 21 27 32 piso.id 1.29 2.06 2.06 3.01 3.01 3.01 3.07 3.07 4.14 4.14 4.14 4.14 PisoZT 1:2 2:15 3:21 3:27 4:32 Catering Ficheiro Auditoria Equipamento Potência Tipologia Qtd. total (W) Frigorífico Pequeno 1 23 Frigorífico Pequeno 1 23 Micro-ondas 1 1,300 Cafeteira 1 600 Chaleira 1 1,000 Micro-ondas 1 1,300 Micro-ondas 1 1,300 Frigorífico Pequeno 1 23 Frigorífico Pequeno 1 23 Micro-ondas 1 1,300 Chaleira 1 1,000 Cafeteira 1 600 Standby total (W) 12 12 13 6 10 13 13 12 12 13 10 6 Energia PisoId (kWh/ano) 201 201 76 35 19 76 76 201 201 76 19 35 EnergyPlus Energia PisoZT Energia PisoZT (kWh/ano) (kWh/ano) 201 204 277 320 130 154 277 320 331 411 Tabela E 4 - Equipamentos de catering instalados em cada zona térmica [9] xx ANEXO F - Manual de utilização do Pré-Processador de EnergyPlus 1. Converter a geometria do edifício elaborada num programa compatível com o EnergyPlus. Caso utilize o DesignBuilder ver passos a seguir no Anexo C do presente trabalho; 2. Abrir ficheiro MS Excel “EplusConverter.xlsm”; 2.1. Clicar no botão “Procurar Ficheiro Geometria (.IDF) ”; 2.1.1.Abre uma janela de pesquisa. Procurar e abrir o ficheiro “.IDF” gerado no ponto 1; 2.2. Clicar no botão “Procurar Ficheiro Equipamentos (.xlsm)”; Nota: O objetivo deste botão é encontrar o ficheiro em Ms Excel elaborado pela equipa de auditoria (AUDIST), caso esteja a fazer a conversão de um edifício do Campus do IST, ou então o ficheiro criado pelo utilizador com as propriedades de cada espaço no formato utilizado no AUDIST. 2.2.1.Abrir ficheiro com os objetos de caracterização do edifício. (É obrigatório utilizar o formato do AUDIST); 2.3. Na barra “Escolher Dados a Converter” escolher uma das opções da lista; 2.3.1.Todos os Equipamentos 2.3.2.Informática 2.3.3.EPI 2.3.4.Catering 2.3.5.Sistemas AVAC 2.4. Clicar no botão “Gerar Ficheiro Final do Edificio”; 2.5. Guardar o ficheiro com um nome sugestivo e abrir com o EnergyPlus; 3. Confirmar no EnergyPlus se não há nenhum erro (Aparece sublinhado a amarelo); 4. Correr simulação e analisar resultados. xxi