Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 Sede da Unespar continua indefinida Governo quer sede em Paranavaí, mas as próprias faculdades integrantes da Unespar brigam que unidade fique em Curitiba. Algumas manifestações já foram registradas. Confira na página 12. Confira quem ganhou o Arranjo de Flores da promoção!!! Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 Palavra do Editor O mês de maio tem sido intenso para a área de Educação no Paraná. Houve paralisação dos professores da rede estadual, grande movimentação na Assembleia Legislativa por conta da aprovação da hora-atividade e uma série de outros acontecimentos marcantes. Na área nacional também houve notícias importantes. Algumas delas estão nesta edição. Vale a pena dar uma olhada, afinal de contas muitas decisões que ocorrem lá em Brasília refletem aqui no Paraná e no restante do país. Espero que goste desta edição! Um forte abraço. Helio Marques é editor do Jornal e Site Nota 10. Contatos pelo [email protected] ou (41) 3044-6273. 2 Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 Correspondência Minha filha de 16 anos passou no vestibular da PUC. Na verdade ela participou como treineira e conseguiu 2.566 pontos, o mesmo que o último colocado no período mais concorrido. Ela vai cursar o terceiro colegial em 2013. Posso matriculá-la na faculdade por meio de uma liminar em mandado de segurança? Valdir Edezio Teixeira [email protected] Gostaria de pedir ajudar quanto à complementação do Caso Iesde/Vizivali. Sou secretária de uma escola há 18 anos e não pude fazer a complementação por não atuar como professora. Preciso saber urgentemente qual faculdade está ofertando esta complementação. Ana Cláudia Secundini Frauches [email protected] Vou fazer parte do grupo Uninter e quero saber se a unidade em que eu vou estudar está legal no MEC. A unidade fica em Ibiúna, em São Paulo. Maria de Fátima Ferreira dos Santos [email protected] Referente ao curso de capacitação da Vizivali, gostaria de saber quando o IFPR irá devolver os R$ 50,00 que cobrou de taxa de inscrição. Entrei em contato e as pessoas que me atenderam não sabiam me dar informações. Como posso fazer para receber o valor pago? Geovana Fantoni [email protected] 3 Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 Jornal de Educação Expediente Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 Sede da Unespar continua indefinida Governo quer sede em Paranavaí, mas as próprias faculdades integrantes da Unespar brigam que unidade fique em Curitiba. Algumas manifestações já foram registradas. Confira na página 12. Confira quem ganhou o Arranjo de Flores da promoção!!! Jornal Nota 10 – Publicado pela Nota 10 Publicações. Circulação mensal. Enviado para 25 mil e-mails (caso queira se cadastrar para receber o jornal gratuitamente acesse o site www.nota10.com.br e preencha o formulário na home). Editor e jornalista responsável: Helio Marques (MTb 2524) Diagramação: Colaboração: Revisão: Marcos Mariano Rafael Adamowski Andrea Marques Redação: Rua João Tschannerl, 680-A – Mercês CEP: 80.820-010 – Curitiba/PR. Telefone: (41) 3044-6273 Fale com o Editor:[email protected] 4 Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 Palavra do Especialista ensino&educação Mesmo fazendo pouco, o trabalho comunitário enobrece Jacir J. Venturi Diretor de escola e mentor do Amo Curitiba – Ações Voluntárias do SINEPE/PR (com 750 projetos socioambientais desenvolvidos em Asilos, Creches, Hospitais e Escolas de periferia). É Cidadão Honorário de Curitiba. Contato: [email protected] Mesmo fazendo pouco, o trabalho comunitário enobrece. Belas e oportunas são as palavras do ícone maior do voluntariado – Madre Tereza de Calcutá: “Minhas ações podem ser pequenas, gotas no oceano. Mas sem essas gotas, o oceano seria menor.” É preciso ser proativo, como o fabulativo beija-flor em contraponto ao egocêntrico elefante: era verão e o fogo crepitava feroz na floresta. O obeso elefante fugiu para o grande rio que permeava a floresta, e os outros animais se puseram a debelar o incêndio. O beija-flor apanhava uma minúscula porção de água e a arremessava sobre as chamas, enquanto o elefante, com sua tromba avantajada, refestelava-se na segurança do rio. O elefante, ao observar o colaborativo beija-flor em suas idas e vindas, pergunta: – Meu pequeno pássaro, que fazes? Não vês que de nada serve a tua ajuda? – Sim, responde o beija-flor, mas o importante para mim é que estou fazendo a minha parte! Via de regra, o jovem é generoso, mas lhe falta iniciativa e uma maior consciência social. Numa pesquisa que realizamos com 1 900 alunos de três escolas de Curitiba, constatamos que apenas 8% dos jovens participam de ações comunitárias. No entanto, 71% gostariam de participar, mas não sabem como. Assim, estamos muito aquém dos países da Europa e da América do Norte, onde a inserção dos jovens em projetos comunitários é relevante: de 40% a 62%. Ter sido um ator social é relevante em um currículo. Muitas empresas entendem que esse candidato é colaborativo, mantém bons relacionamentos, sabe se doar, desenvolve mais rapidamente a liderança e não se apequena ante às vicissitudes. A bem da verdade, o planeta será salvo não apenas pelos governos ou ONGs, ou pela nossa comiseração, mas pelas ações concretas de cada um de nós. Não basta condoer-se com o desmatamento da floresta amazônica, com a morte dos ursos polares, com a extinção do micoleão-dourado ou do minhocuçu. (continua na página seguinte) 6 Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 Palavra do Especialista ensino&educação Mesmo fazendo pouco, o trabalho comunitário enobrece Jacir J. Venturi Diretor de escola e mentor do Amo Curitiba – Ações Voluntárias do SINEPE/PR (com 750 projetos socioambientais desenvolvidos em Asilos, Creches, Hospitais e Escolas de periferia). É Cidadão Honorário de Curitiba. Contato: [email protected] A falta de proatividade se desvela naquilo que está cotidianamente ao alcance de todos: o índice de separação de lixo está estacionado há anos, apesar de todas as campanhas da mídia e das escolas. Em contrapartida, cresce em 6,8% a produção anual de resíduos atingindo em 2010 a cifra de 71 bilhões de toneladas, que corresponde a 376 kg/ano por brasileiro (de mamando a caducando). Se esse número é menor no meio rural, triplica nas cidades maiores. Não estamos desenvolvendo a cultura do consumo responsável. Sim, embalagens e sacolas que envolvem os produtos adquiridos, além de elevar o custo, têm como destino o aterro sanitário, lixões a céu aberto, mananciais e rios. A maioria das famílias em datas festivas, como aniversário, dia da criança, passam horas no shopping e voltam carregadas de sacolas. Conheço pais que não oferecem presentes. Em troca dedicam uma tarde ou um dia inteiramente ao filho. São horas de muita interação: brincar num parque ou chácara, jogar bola, subir em árvores, pedalar, nadar, andar a cavalo, empinar pipa, correr de rolimã, dar banho no cãozinho, ler e contar histórias, cantar e ouvir música, assoviar, assistir a um filme, cozinhar, lavar os pratos e talheres, dialogar sobre os amigos e a escola. E não menos importante: pai e/ou mãe manifestam num belo cartão seu afeto e as principais qualidades e virtudes do filho, para o seu autoconhecimento Considere o melhor troféu ─ ou um butim de guerra ─ seu filho chegando em casa, com a roupa suada, suja ou molhada por uma chuva de verão. Um pouco de vitamina S (S de sujeira) fortalece o sistema imunológico infantil. Ademais, as atividades ao ar livre, nos horários recomendados, fazem com que os benfazejos raios solares fortaleçam os ossos e são excelentes como terapia para a mente. 7 Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 Agenda BBP inscreve para oficina de literatura infantojuvenil ProJovem Urbano para conclusão do ensino fundamental O escritor gaúcho Ernani Ssó ministra, entre 12 e 14 de junho, uma oficina literária sobre o gênero infantojuvenil, na Biblioteca Pública do Paraná, instituição do governo do estado. As inscrições já estão abertas até o dia 5 de junho. Para se inscrever, é preciso enviar um breve currículo e um texto de ficção que recrie a história João e Maria, com no máximo duas laudas. O material deve ser enviado para o e-mail oficina@bpp. pr.gov.br. Serão selecionados pelo autor 20 participantes. As oficinas de criação literária promovidas pela BPP são mensalmente e buscam aliar teoria e prática, colocando o público em contato com diversos gêneros. Esta é a terceira Oficina BPP de Criação Literária de 2013. Este ano, os escritores José Castello (Romance) e Fabrício Corsaletti (Poesia) já ministraram oficinas. Até novembro, outros cinco cursos irão ocorrer. Confira a programação: Crítica Literária, com Luis Augusto Fischer (10 a 12 de julho); Crônica, com Antônio Torres (13 a 15 de agosto); Narrativa experimental, com Marcelino Freire (10 a 12 de setembro); Jornalismo Cultural, com Marcos Flamínio (9 a 11 de outubro); Conto, com Antonio Carlos Viana (12 a 14 novembro). Mais informações pelo telefone (41) 3221-4974. Estudantes de 18 a 29 anos alfabetizados, mas que não concluíram o ensino fundamental, podem se matricular a partir do mês que vem no ProJovem Urbano. Os jovens devem estar atentos às orientações da secretaria municipal ou estadual de Educação. O período de matrícula vai de junho a julho e as aulas começam em agosto. Pelo programa, os jovens recebem uma formação de 18 meses, entre atividades presenciais e atividades comunitárias. No final do curso, aqueles que tiveram o aproveitamento adequado recebem o certificado de conclusão do ensino fundamental e são encaminhados para o ensino médio ou profissional. Aderiram ao programa este ano 15 estados e 124 municípios, de acordo com o Ministério da Educação. Ao todo, são esperadas 122,9 mil matrículas. Os interessados devem se informar na secretaria municipal ou estadual de Educação para saber se o estado ou município aderiu ao programa. Durante o curso, os alunos recebem todo o material didático, iniciação profissional e uma bolsa permanência de R$ 100 mensais. Eles devem frequentar, pelo menos, 75% das aulas. Para alunos que têm filhos, o programa oferece acolhimento durante as aulas para as crianças até 5 anos de idade. Programa Jovens Embaixadores 2014 Estão abertas as inscrições para a décima segunda edição do programa Jovens Embaixadores, intercâmbio estudantil realizado pela Missão dos Estados Unidos da América no Brasil. Para 2014 o programa ampliou o número de participantes de 35 para 37 estudantes brasileiros no ensino médio da rede pública. Os candidatos devem ter excelente desempenho escolar, trabalho voluntário, boa fluência em inglês, perfil de liderança e que queiram representar o Brasil como “jovens embaixadores” em um intercâmbio de três semanas, em janeiro de 2014, nos Estados Unidos. As inscrições para o programa serão efetuadas somente online e estarão disponíveis até 9 de agosto no Facebook dos Jovens Embaixadores. O programa Jovens Embaixadores foi criado pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil em 2003 e, desde 2012 passou a ser reproduzido em todos os países do continente americano. Desde o lançamento, 331 jovens brasileiros da rede pública já participaram do programa. 8 Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 Internacional Estudante curitibana fará estágio na Nasa Após conquistar uma vaga na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, pelo Programa Ciência sem Fronteira, estudante brasileira se habilita a estágio na Nasa A jovem curitibana Noemi Vergopolan Rocha, estudante de Engenharia Ambiental na Universidade Federal do Paraná, e integrante do Programa Bom Aluno desde a sexta série do ensino fundamental, fará estágio de três meses e meio no Jet Propulsion Laboratory, da Nasa, a agência do governo americano responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e projetos de exploração espacial. Noemi trabalha sob a supervisão do cientista Dr. Joshua Fisher, com o qual desenvolve uma pesquisa sobre o sensoriamento remoto e que utilizará novos produtos de evapotranspiração desenvolvidos pela agência espacial para estudar os efeitos do desmatamento na Amazônia, em relação as mudanças climáticas, o ciclo hidrológico e a própria intensificação do desflorestamento na região. Noemi Vergopolan Rocha em frente ao Jet Propulsion Laboratory, da Nasa. 9 Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 Internacional “Esta vaga na Nasa eu consegui enviando e-mails contando a minha história, apresentando meu currículo para pesquisadores da minha área de interesse, que é Modelagem Ambiental. Através dessa troca de e-mails conheci o Dr. Joshua Fisher, com o qual estou desenvolvendo uma pesquisa com o tema The Impact of Land Cover and Land Use Change on the Water Cycle: A Case Study in Amazonia», explica a estudante. Esta vaga na Nasa eu Noemi Vergopolan é uma dentre os mais de mil estudantes já consegui enviando apoiados pelo Programa Bom Aluno, no Brasil. Criado há 20 anos por e-mails contando dois empresários paranaenses, com o objetivo de ajudar jovens oriundos a minha história, de famílias financeiramente menos favorecidas a alcançar o sonho de apresentando meu cursar uma universidade. currículo para A jovem participa do Bom aluno desde os 12 anos, quando ainda pesquisadores da minha estava no ensino fundamental na escola municipal Cel. Durival de Britto e Silva e desde o 9º ano (antiga 8ª série), no Colégio Dom Bosco. Segundo área de interesse, que é Noemi, esse estágio na Nasa “abriu a minha cabeça para o vasto leque Modelagem Ambiental... de oportunidades que todos temos. Precisamos apenas correr atrás das ferramentas certas, nos esforçar para chegarmos aonde queremos e jamais subestimar a nossa capacidade como brasileiros. O mundo está aí esperando para ser conquistado”, enfatiza a jovem, atualmente com 22 anos. Outras informações em www.bomaluno.com.br. “ “ 10 Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 História Fundação Cultural de Curitiba concede à UPE uso de salas de casarão histórico Foto: Jaelson Lucas/SMCS O casarão histórico da União Paranaense dos Estudantes (UPE), localizado na Rua Carlos Cavalcanti, no bairro São Francisco, passará a ser administrado pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC). Local passará a se chamar Palácio dos Estudantes e terá uso compartilhado O prefeito Gustavo Fruet assinou dia 16 o decreto que autoriza a Fundação Cultural de Curitiba a conceder à União Paranaense dos Estudantes (UPE) o uso das salas existentes no casarão histórico, situado na Rua Carlos Cavalcanti, bairro São Francisco. A Fundação Cultural é a atual administradora do espaço e responsável pela manutenção, fiscalização e segurança do prédio. O decreto também altera a denominação do casarão histórico, que passa a ser chamado “Palácio dos Estudantes”. O uso compartilhado do Palácio dos Estudantes vai garantir a manutenção do lugar para que não se repita a situação de abandono e degradação do imóvel. “A primeira preocupação é com a segurança da região, evitando que se transforme em um local abandonado. Também queremos revitalizar essa que é uma das casas mais bonitas e tradicionais de Curitiba”, afirmou o prefeito. CURSOS - O presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli, informou que as atividades promovidas no Palácio dos Estudantes serão voltadas à juventude. “Vamos ter um centro de cultura digital. Transferir para lá uma área de produção de música digital e também o núcleo de processamento de vídeo digital, que será a base para um conjunto de promoções”, explicou Cordiolli. Segundo o presidente, há um entendimento entre Fundação Cultural e UPE para a realização de um trabalho conjunto, com a produção de diversas atividades para o público universitário. Cordiolli também ressaltou que cada entidade terá total autonomia para desenvolver suas próprias programações. 11 Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 Disputa Diretores divergem e sede da Unespar fica indefinida Divulgação. Local da unidade é disputada por Paranavaí e Curitiba Com a criação da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), que integrou 12 faculdades públicas isoladas em diversas regiões do estado, surgiu um impasse sobre a definição da cidade que abrigará a reitoria da instituição. O projeto de lei 144/2013, do Poder Executivo, propõe que o município de Paranavaí seja a sede da instituição. No entanto, em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) no último dia 13, professores, alunos, representantes de sindicatos e diretores das faculdades que integram a Unespar defenderam por unanimidade que a sede instituição seja em Curitiba. A audiência foi proposta pelo deputado estadual Péricles de Mello (PT). Segundo ele a decisão do governo estadual para que a reitoria seja instalada em Paranavaí contraria a vontade do Conselho Universitário que escolheu a capital para receber a sede. Em Curitiba já ocorreram manifestações tal. para que a sede da Unespar fique na capi O deputado destaca que por ser uma universidade com câmpus espalhados pelo estado a reitoria em Curitiba permitirá um equilíbrio entre essas regiões por concentrar a estrutura técnica dos governos estadual e federal. Péricles entende que o governo não respeitou a autonomia universitária e a decisão soberana da comunidade acadêmica. 12 Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 Carreira Problemas na 1.ª fase deixam professores que fizeram concurso do estado preocupados com próximas etapas Atraso na entrega das provas em algumas salas e candidatos que não puderam entrar foram algumas das ocorrências Os problemas relacionados à organização e conteúdos de provas do concurso público que irá selecionar quase 14 mil novos profissionais para a rede estadual de ensino registrados na primeira fase do certame geraram preocupações em relação às próximas etapas. A direção da APP/Sindicato, que representa a categoria, deverá agendar uma reunião com o governo para que sejam debatidas e amenizadas as dificuldades encontradas na primeira fase do processo seletivo. Uma das principais preocupações é com as provas práticas, por apresentarem um caráter subjetivo. Em nota os diretores do sindicato informaram que os problemas citados são de responsabilidade da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), responsável pelo concurso. A direção destacou ainda que o concurso é uma reivindicação histórica da categoria pela convicção de que o ingresso na carreira por este meio incide consideravelmente na qualidade da educação pública. Por outro lado a APP destaca que defendeu no início deste ano que o processo seletivo fosse realizado por uma instituição de ensino superior pública, que apresentasse capacidade para garantir uma boa organização. A decisão do governo em optar pela PUCPR foi considerada equivocada pela APP/Sindicato, que desde o início questionou as etapas do concurso, como a prova didática e a avaliação psicológica, sendo que esta última foi retirada do processo de seleção. “Na nossa avaliação tivemos um despreparo da organização do concurso. Houve no Sudoeste do estado casos de provas que chegaram na sala de aula com atraso, problemas com a entrada em sala de aula em Curitiba e também com as provas, com alguns problemas nas questões, que não estavam à altura do concurso”, afirma Marlei Fernandes, presidente da APP. Segundo ela os candidatos que se sentiram prejudicados de alguma forma foram orientados a entrar com recursos, conforme previa o edital do processo seletivo. “Recebemos muitas reclamações e agora buscamos que sejam corrigidos os problemas para as próximas etapas. Esperamos um resultado positivo”, diz a presidente. O departamento jurídico do sindicato está à disposição para análise de possível ingresso judicial para os professores que comprovadamente tenham tido prejuízo causado pela organização do concurso, como, por exemplo, erro no ensalamento e na identificação de candidatos. A direção da APP informou que pretende continuar acompanhando todo o processo do concurso, com o objetivo de que o mesmo se consolide como uma importante conquista para a categoria. A PUCPR foi procurada pelo Nota 10 para apresentar um parecer em relação aos recursos que foram apresentados, mas alegou que as informações só poderiam ser repassadas após uma autorização da Secretaria de Estado de Administração e Previdência (Seap), o que não aconteceu até o fechamento desta matéria. 13 Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 Curtas UFPR define datas do vestibular 2013/2014 Federais só contratarão doutores para magistério Primeira etapa ocorrerá em novembro e a segunda em dezembro Uma medida provisória sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e publicada dia 15 no Diário Oficial da União exige o título de doutor para a contratação de professores de universidades e institutos federais de ensino superior. A Medida Provisória n.° 614 altera a lei do plano de carreiras e cargos do magistério federal. Em dezembro do ano passado, uma lei excluiu a exigência de doutorado para a contratação dos profissionais. No dia 14 o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que houve um erro na lei que seria corrigido com a publicação da medida provisória. O texto da medida prevê exceções para a exigência em duas situações. Quando houver carência de docentes com doutorado em determinada área do conhecimento ou em determinada localidade, as instituições de ensino vão poder substituir o título de doutor por um de mestre, especialista ou diploma de graduação. Nesse caso, é necessário que haja decisão do conselho superior da instituição. O próximo vestibular da Universidade Federal do Paraná vai ter a primeira etapa no dia 3 de novembro. A data foi anunciada pelo Núcleo de Concursos, que também definiu a segunda fase para os dias 1 e 2 de dezembro. A abertura das inscrições ainda está sendo acertada, mas deve ocorrer em agosto, de acordo com o coordenador do NC, professor Raul Von der Heyde. A UFPR também estuda uma forma de cumprir a lei que determina a isenção da taxa do vestibular a alunos que sempre estudaram e em escolas públicas e que comprovarem renda familiar per capita igual ou inferior a 1,5 salário por pessoa ( R$ 1.017,00). Segundo Raul provavelmente haverá um período antes da abertura das inscrições para que os estudantes possam pleitear a isenção da taxa. No último vestibular a UFPR teve 50.330 inscritos. 14 Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 Legislação Sancionada lei que prevê políticas públicas para o autismo Finalidade é indicar ações propositivas e auxiliar na formação de profissionais Publicada no Diário Oficial no último dia 30, a Lei Estadual 17.555/2013, que prevê políticas públicas para o autismo, foi sancionada pelo governo do estado. A lei, de autoria do deputado Péricles de Mello (PT), institui diretrizes para uma política estadual de proteção dos direitos da pessoa com autismo. O objetivo é indicar ações propositivas e orientações para a implementação de políticas públicas que preveem auxílio na formação de profissionais, criação de um cadastro de pessoas com a síndrome, além de promover a inclusão dessas pessoas no ensino regular. De acordo com o deputado, reuniões com o governo e entidades ligadas ao autismo serão agendadas para os próximos dias para que o planejamento seja colocado em prática. “Vamos começar as ações, são muitos os problemas, muitas famílias enfrentam dificuldades. A sanção da lei é só o início do processo, irei manter o diálogo com o governo”, afirma Mello. Ele explica que com a aprovação da lei chega a fase de organização e apoio permanente. “Pretendo me reunir com entidades e marcar audiências com o Flávio Arns (secretário da Educação) para colocarmos a política em prática”, diz o deputado. “Ao sancionar a lei o Paraná passa a olhar com mais atenção não só quem tem o autismo, mas também seus familiares, que tanto precisam de orientação e apoio. Além do incentivo do poder público, a lei vai trazer mais informação à população, ajudar a diminuir o preconceito e a divulgar as experiências praticadas por entidades paranaenses que auxiliam pais de crianças com autismo”, declara o autor da lei. (continua na página seguinte) 16 Jornal de Educação Mensal Ano 11 | Maio de 2013 | Número 110 tricotandofonoaudiologia.blogspot.co m Legislação A nova legislação estabelece que o estado terá a responsabilidade de promover campanhas educativas e de conscientização junto à comunidade para que a população também participe e acompanhe a formulação das políticas em benefício dos autistas. O deputado destaca que o projeto foi elaborado com a ajuda das entidades paranaenses que se dedicam a causa do autismo, pais, especialistas e de Berenice Pianna, que teve seu nome reconhecido nacionalmente pela luta aos direitos dos autistas. Mãe de uma criança com autismo, Berenice defendeu no Congresso Nacional a necessidade de o Brasil se sensibilizar com o tema. No final do ano passado, a presidente Dilma Rousseff sancionou, em 27 de dezembro, a lei 12.764, que instituiu a política nacional de proteção aos autistas. A lei ficou conhecida como Lei Berenice Pianna. A lei federal garante à pessoa com autismo os mesmos direitos da pessoa com deficiência e propõe um censo para fazer um levantamento de quantos são os autistas no Brasil, além de prever direitos a atendimento especializado, acesso à educação e ao mercado de trabalho. “Assim como o governo federal se preocupou em tratar o assunto em âmbito nacional, o Paraná também vai olhar para a causa de forma mais consciente”, reforça Péricles. As principais características das pessoas autistas são as dificuldades de comunicação e interação social. 17 coluna da apade INFORME PUBLICITÁRIO Associação Paranaense de Administradores Escolares - Apade Declarada de Utilidade Pública pela Lei nº. 7.527/81 R. Des. Ermelino de Leão, 15, Cjs, 81 e 82 - Fone: (41) 3323.6493 CEP: 80.410-230 - Curitiba / Paraná Funcionalismo e democracia Prof. Venâncio D. Vicente* Não vou falar do “direito e do torto” do funcionalismo público. Ou colocar o funcionalismo público na balança da Democracia. A democracia alicerça-se no princípio da igualdade entre os cidadãos. E o direito consiste em tratar desigualmente os desiguais. O que é que isso significa? Todos os funcionários que exercem as mesmas funções com a mesma formação devem ser igualmente tratados no exercício dessas funções públicas. Não deveria ganhar um motorista do Senado 20.000,00 (vinte mil reais) e o da prefeitura 800,00 (oitocentos reais). A isso a gente chama de privilégio indevido. É corrupção. Se considerarmos um secretário de escola (função pública) recebendo um salário mínimo, comparado ao Secretário da Assembleia é uma afronta à dignidade da função pública e uma agressão à democracia e à justiça. A Democracia que possuir uma grande quantidade de oásis de privilégios é um simulacro de democracia. E, aqui, no nosso Brasil, esses oásis são abundantes. Existem na área do Executivo, na área do Legislativo e na área do Judiciário. Antes que me chamem de ignorante, vou adiantar que reconheço a diferença de funções com maior e menor importância no seio de uma sociedade organizada e que o exercício dessas funções deve ser remunerado de forma adequada, dentro do jargão jurídico de que “a justiça consiste em tratar desigualmente os desiguais”. Também sei que um doutor deve receber pelos seus grandes conhecimentos, aplicados para o bem comum. Se forem aplicados para o bem próprio, ele que se pague. Se o motorista do Senado fosse o Airton Senna, vá lá que se lhe pagassem 21.000,00 (reais). Por que é que esses figurões não dirigem o próprio carro como faz a maioria dos mortais? Temos nós, pobres contribuintes, de pagar-lhes o automóvel, a manutenção e o motorista. Por quê? Temos de pagar-lhes as viagens semanais em aviões, ida e volta, para cumprirem uma jornada de trabalho de três dias. Por quê? Será que o nosso voto os transformou em semideuses? Sem citar nomes, um senhor que perdeu um “dedo mindinho”, que em nada lhe impedia o exercício da função de mecânico, foi aposentado com o valor máximo admitido no sistema INSS. Outra pessoa, com quatro cirurgias (duas de coluna com sete pinos de fixação de vértebras, duas cirurgias para corrigir falência do pé direito, com dois (continua na página seguinte) coluna da apade INFORME PUBLICITÁRIO Associação Paranaense de Administradores Escolares - Apade Declarada de Utilidade Pública pela Lei nº. 7.527/81 R. Des. Ermelino de Leão, 15, Cjs, 81 e 82 - Fone: (41) 3323.6493 CEP: 80.410-230 - Curitiba / Paraná Funcionalismo e democracia Prof. Venâncio D. Vicente* pinos e mais uma cirurgia no pé esquerdo que se deformou em função do excesso de esforço por conta das outras cirurgias, da falha do pé direito, ficou inválida para o trabalho) negam-lhe a aposentadoria. E os casos multiplicam-se por este país a fora. Essa é a democracia que beneficia os mais iguais. É isso que nós queremos? O que me trouxe a este tema? A pendenga em torno do reajuste dos servidores iguais, alcunhados de barnabés, para quem não há verba suficiente para um reajuste de 6% em cima de valores próximos do salário mínimo. Tem de ser feito em duas etapas: uma migalha de cada vez e lambam os dedos! Não é nenhuma catástrofe receber o reajuste em duas parcelas; tempestade em copo d’água. Mas saber que para a multidão de aspones (assessores de porcaria nenhuma) aboletados em trinta e nove ministérios, para os quais as verbas abundam, não há parcelamento... não é fácil engolir. São 39 oásis, só lá em Brasília, com precipitações de maná em quantidades generosas, que drenam, por ano, coisa de R$ 58,4 bilhões. Se tiver tempo, acesse: (http://extra.globo.com/noticias/brasil/a-conta-do-inchaço-8432085.html) (Coloque o mouse no link e clique com o botão direito em: Abrir Hiperlink) Os mais iguais, além de terem remunerações astronômicas, sempre têm verba à disposição. Acessando esse link acima, vão ver como o cidadão brasileiro desembolsa dinheiro para lubrificar a máquina - o maior elefante branco desde a pré-história. Vão ficar espantados com os valores. O que irrita é saber que a Lei de Responsabilidade só funciona para as verbas dos barnabés; Imunidade para os aspones! Falta muito para sermos um país justo. Estamos ainda nas Capitanias Hereditárias. Sem uma “forcinha” nossa, elas não vão desaparecer! APADE luta para que os professores tenham vencimentos compatíveis com a importância de sua missão de ensinar. Essa é a atividade número um da qual devem todos os governos cuidar como a menina dos olhos da nação. Caso contrário, terão de eternizar o programa Bolsa Família: uma fábula de dinheiro gasta para matar a fome, não para ensinar pescar. É interessante manter a metade da população atrelada à “necessidade” que a peia à bastardaria e à velhacaria políticas. A EDUCAÇÃO LIBERTA! *Prof. Venâncio D. Vicente é segundo-presidente da Apade. Sorteio do Arranjo de Flores A secretária Sarah Quirilos Assis Bomfim, do Colégio Vicentino São José, de Curitiba, ganhou o arranjo de flores da promoção da edição de abril. O arranjo tem 25 cm de altura e foi produzido pela artista plástica Daniele Medeiros, de Curitiba. Continue participando das nossas promoções. Na edição de junho iniciaremos uma nova! Aguarde!!! Podem participar leitores de todo o Brasil. www.nota10.com.br