Fili Fi liad ado do à Nº 47 ̶ FEVEREIRO 2014 DEUS É FIEL Com 2013 na cabeça, mobilizar, mobilizar e mobilizar ... TODO MUNDO NO GUADALUPE country clube DIA 11/03 - 10H e 15H - Av. Brasil 23.304 AVANÇAR NAS CONQUISTAS 2013 Greve arrancou melhorias - recuperar a inflação - cesta básica decente - plano de saúde efetivo pág.4 Translitorânea fecha as portas MOBILIZAÇÃO GERAL sindicato-trabalhadores EVITA O PIOR pág.3 Sintraturb-Rio quer falar com Beltrame sobre violência pág.2 JORNAL SINTRATURB-RIO 2 Fevereiro• 2014 Com a palavra o ministro da Justiça, o secretário de segurança Beltrame, os deputados da ALERJ, o prefeito Eduardo Paes e seu secretário de Transportes O QUE SERÁ FEITO? A VIOLÊNCIA CONTRA MOTORISTAS TEM QUE PARAR ou ... Audiências não foram marcadas REVISTA DO SINTRATURB-RIO Sintraturb-Rio 5 anos: resgatar a força rodoviária! CCT 2013, O MELHOR ACORDO DO BRASIL STF de d Joaquim Barbosa derrota pelegos da Maia Lacerda Algumas questões sobre o transporte urbano de ônibus TRT/RJ condena empresa A violência contra os por falta de banheiros motoristas de ônibus nos terminais dos ônibus Greve na Paranapuan têm que parar Conheça os dirigentes e a história dos 5 anos do Sintraturb-Rio Plano Odontológico é sucesso total! Lei dos Motoristas: contra o retrocesso, vamos à luta! Seu lançamento marca os cincos anos de luta do Sintraturb-Rio, criado em 5/1/2009, para libertar a categoria dos motoristas, cobradores, pessoal de tráfego e manutenção que trabalha nas empresas de ônibus da Cidade do Rio de Janeiro das garras imobilistas e subservientes da pelegagem. Os associados gostaram e as autoridades ficaram impressionadas com a ação sindical da entidade. Com o título “Está insuportável trabalhar no sistema de transporte público do Rio de Janeiro, A CATEGORIA EXIGE O FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA OS MOTORISTAS DE ÔNIBUS”, o sindicato lançou um manifesto-protesto contra a violência exigindo atitudes das autoridades para acabar com essa praga. (Leia alguns trechos, a íntegra está em www.sintraturb-rio. org.br:) Não é de hoje que o Sintraturb-Rio vem alertando as autoridades públicas sobre a violência que estão sendo submetidos os profissionais rodoviários que trabalham nos ônibus da Cidade do Rio de Janeiro, em particular, os motoristas. São inúmeros os casos de motoristas que diariamente são agredidos. A maioria dos casos não chega ao conhecimento da população, na medida em que, a mídia não os divulga, porém a categoria sente no corpo a violência das agressões e, na alma, pois as autoridades não tomam as medidas cabíveis. Diante dessa inoperância das autoridades de segurança e do desprezo dos empresários do setor que tem a preocupação apenas na arrecadação das passagens, o Sindicato resolveu vir à público colocar o bloco na rua e convoca a categoria e a população em geral para um repúdio a este estado de violência contra os trabalhadores que garante um dos mais sagrados direitos constitucionais do cidadão, o direito de ir e vir. A população sabe que os motoristas e cobradores não são vilões, muito pelo contrário, são as primeiras vítimas desse sistema desumano de transporte público de passageiros da Cidade. Trabalhamos ao volante nos ônibus urbanos do Rio, em jornadas diárias desumanas, que ultrapassam 12 horas e, em muitos casos, chegam a 14 horas. Chegamos a cumprir estes horários, trabalhando seguidamente por oito, nove dias sem direito à folga. Não temos direito ao intervalo de 1 hora para descanso e refeição. Não existem banheiros nos terminais e pontos finais. Além de todas essas mazelas relatadas aqui, (tem muitas outras,) o que vem causando a insatisfação geral da categoria é que nosso trabalho tem se mostrado cada vez mais inseguro e violento, sem que isso tenha mobilizado as autoridades do setor, da segurança e pasmem, dos empresários donos dos ônibus. No jornal Nacional da TV Globo foram exibidos, ano passado, dois vídeos (veja em www.sintraturb-rio.org. br) gravados dentro dos ônibus, que mostram os motoristas sofrendo agressões covardes. O que foi feito para prender os agressores? Qual a reparação psicológica e material para os motoristas agredidos? Silêncio total! Todos estão carecas de saber que a impunidade gera mais violência. E é o que temos visto acontecer. E o pior é que as empresas escondem os casos ocorridos e as autoridades fazem vistas grossas, como os dos vídeos citados, para não “comprometer” as empresas e não expor a “inoperância” do poder público. Os vídeos só vireram à tona como defesa no período dos acidentes que vitimaram passageiros. Algumas agressões recentes a motoristas: (1) 15dez13, 10 da manhã, um motorista da empresa Matias, em Água Santa, foi agredido na linha 249, por “não dar carona”; (2) um motorista da Braso Lisboa, em Benfica, foi apedrejado na linha 474 por “não dar carona” ; (3) 8jan14, um motorista também da Braso Lisboa, foi agradido na linha 476, por “não dar carona” para banhista; Mortes recentes de motoristas que estão sendo investigadas pela Polícia Civil: (1) 7jan14, um motorista de 34 anos da Braso Lisboa na linha 474 foi morto no Largo do Pedregulho, São Cristovão; (2) 27jan14, um motorista de 31 anos da Nossa Senhora das Graças na linha 217 foi morto na Praça da República, Centro. Ato de protesto adiado Chegamos a distribuir uma convocação para um ato de protesto na Candelária mas devido a não marcação das audiências com as autoridades de segurança o sindicato resolveu aguardar as marcações e adiou momentaneamente a manifestação. Fevereiro• 2014 JORNAL SINTRATURB-RIO 3 TRANSLITORÂNEA: trabalhadores jogados na rua da amargura PROTESTO, MOBILIZAÇÃO E AÇÃO IMEDIATA DO SINTRATURB-RIO EVITAM O PIOR Em dezoito (18) de dezembro do ano passado, os trabalhadores da empresa Translitorânea, do Consórcio Intersul, ao chegarem para o trabalho encontraram o portão da garagem de Triagem fechado. A falta de recursos para o diesel foi o motivo da não saída dos carros nesse dia, segundo Álvaro Lopes, dono da empresa. Qual a origem da crise da Translitorânea? A empresa acabou por ficar sem capacidade financeira para operar o conjunto das linhas que tinha sobre sua responsabilidade devido ao crescente passivo trabalhista fruto da integração interempresarial com a Transportes Amigos Unidos que chegou à falência. A legislação trabalhista reconhece “sucessão de empresas” e formação de “grupo econômico” quando uma empresa considerada “podre” (isto é, com muitas dívidas) transfere seus veículos, equipamentos, linhas de ônibus e, até, parte de sua mão-de-obra para uma “nova empresa” com o objetivo de fugir ao pagamento das obrigações oriundas de contratos de trabalho com seus funcionários. A Translitorânea ficou com a “parte boa” da Amigos Unidos, isto é, com as linhas de ônibus que geram renda, e a justiça, então, determinou que era sua obrigação pagar o passivo trabalhista na medida em que “levou” sua fonte de renda, sem as linhas de ônibus a Amigos Unidos não teria como arcar com suas dívidas. A chamada “responsabilidade solidária” visa corrigir a injustiça gerada pelos arranjos administrativos que carregam para uma outra empresa o “filé mignom” da empresa com dificuldades deixando para os trabalhadores a “conta”. Acontece que as empresas de ônibus não contam com a luta sindical dos trabalhadores, acostumados com a pelegagem, acham que sempre vão dar um “jeitinho”. A coisa não saiu como a Translitorânea pensava. O Jurídico do Sintraturb-Rio tem experiência e foi vitorioso em várias ações contra as “manobras” dos empresários de ônibus que para fugir das dívidas, em geral com os trabalhadores, passam o seu patrimônio (linhas de ônibus) para uma “nova empresa” e deixam a antiga empresa “podre” falir, ferrando com os rodoviários. Os problemas da Translitorânea se tornaram mais agudos quando a justiça separou 25% de toda a arrecadação da empresa para quitação de débitos trabalhistas da Amigos Unidos. A falta de dinheiro para o diesel no dia 18/12 foi apenas a gota d’água. A fiscalização da prefeitura já havia detectado má conservação dos veículos e descumprimento da quantidade de ônibus para cada linha. Quando os rodoviários da Translitorânea chegaram e não puderam trabalhar e, com o Sintraturb-Rio sabendo o que estava por trás, não restou outro recurso que decretar uma greve na quinta-feira (19/12). O Sintraturb-Rio sentindo a gravidade da situação agiu com rapidez e determinação e, foi vitorioso, conseguindo que os rodoviários que continuam operando as linhas remanescentes da empresa tivessem suas pendências financeira regularizadas. E mais, para os 379 que foram demitidos da Translitorânea foi dado priodidade nos seus pagamentos a ser realizado, mês a mês, com o dinheiro do fundo de 25% da arrecadação, já bloqueiado pela justiça, das três linhas que continuam operando. Após concluída essa operação de quitação das dívidas dos rodoviários da Translitorânea, os que continuam trabalhando e os demitidos, o fundo de 25% volta a ser usado para quitar as dívidas dos demitidos da Amigos Unidos. O Sintraturb-Rio está acompanhando de perto o cumprimento da decisão da justiça junto com uma comissão dos 379 trabalhadores demitidos. E fica um alerta pra toda a categoria: aumentar a união com o sindicato e se manter vigilante para denunciar toda e qualquer irregularidade nas empresas. Nosso jurídico está sabendo Os consórcios de ônibus são responsáveis pelas dívidas das empresas consorciadas O Sintraturb-Rio vem ganhando várias ações na Justiça do Trabalho ao desvendar as artimanhas das empresas de ônibus para fugir de quitar suas dívidas com os rodoviários. Nossos advogados descobriram em detalhes a “criatividade” excessiva de alguns empresários. A licitação das empresas de ônibus do Rio de Janeiro de 2010 é o mais novo capítulo dessa artimanha. Inventaram a figura do “consórcio” e dividiram a cidade em cinco áreas. Cada consórcio fica com uma. O SintraturbRio já concluiu que cada consórcio é um “grupo econômico” e gera “responsabilidade solidária” entre as empresas consorciadas. Furamos o “balão mágico” do Rioônibus. Vejamos o exemplo da Translitorânea: ela participa do Consórcio Intersul que tem como empresa líder a Real Auto Ônibus, maior empresa de ônibus da Cidade. No contrato que criou o consórcio está escrito que as consorciadas (empresas de ônibus) colocariam à disposição do consórcio, garagens, equipamentos, documentação e pessoal, além disso, a empresa líder (Real) tem plenos poderes para contrair obrigações em nome do consórcio. Nesse contrato também reza a responsabilidade solidária das consorciadas pelos atos do consórcio, ou seja, a dívida de uma é de todas, e que a empresa líder (Real) é responsável pelo integral cumprimento do contrato de concessão. No contrato para a concessão das linhas de ônibus, assinado entre a Prefeitura do Rio e o Consórcio Intersul, está estabelecido que o Intersul deve contar com quadro de pessoal de empregados, com contratações e garantias trabalhistas. Estes aspectos caracterizam os elementos de “integração interempresarial” previstos no parágrafo 2º, artigo 2º da CLT, logo o Consórcio Intersul é um grupo econômico. Por esse motivo, existe o efeito da solidariedade entre os membros do grupo, no caso o Consórcio Intersul, perante os créditos trabalhistas assumidos pelas empresas consorciadas. Em outras e diretas palavras, o Consórcio Intersul, através de sua empresa líder, é responsável pelo débitos com os trabalhadores da Translitorânea. JORNAL SINTRATURB-RIO 4 Fevereiro• 2014 Com 2013 na cabeça, mobilizar, mobilizar e mobilizar ... TODO MUNDO NO GUADALUPE country clube DIA 11/03 - 10H e 15H - Av. Brasil 23.304 2014 como continuação de 2013 EDITORIAL Companheiros e companheiras, Duas questões chamaram minha atenção nesse início de 2014: a violência contra nossa categoria com mortes e agressões a motoristas e a estranha “falência” de uma empresa do segundo maior proprietário individual da frota de ônibus da Cidade, a Translitorânea. Nos dois temas o sindicato marcou presença e continuará a cuidar deles. Esperamos que o secretário de Segurança José Mariano Beltrame marque a audiência que solicitamos. Vejam as matérias nesse jornal. Agora quero tratar da campanha salarial desse ano. Meu primeiro recado vai para o presidente do sindicato Rioônibus das empresas de ônibus da Cidade, Sr. Lélis. Protocolamos o pedido de uma reunião no dia sete de fevereiro e a resposta foi que o sindicato patronal está ocupado com as mudanças do trânsito no Centro da cidade e diz que marcará após o carnaval. Claro está que essa foi apenas uma desculpa pra adiar o início das conversações. Nós estamos ao mesmo tempo envolvidos com muitas questões como já disse e nem por isso, nos descuidamos da campanha salarial que acontece anualmente. Do nosso lado, não adiaremos a mobilização da categoria. Todos mundo na assembléia do dia onze de março no Guadalupe na avenida Brasil. Veja em qual delas você pode participar, 10 horas da manhã ou 3 da tarde (15H). Depois os empresários não podem reclamar das mobilizações, assembléias e até, greve da categoria se for necessá- Edital convoca Assembleia dia 11/03 ria. A Constituição e a CLT não obrigam ninguém a negociar, porém é de bom tom sentar pra negociar. Ano passado foi necessário entrar em greve para conseguirmos melhorias importantes nos salários, como o aumento médio de 20% para os motoristas e, 12% considerando o conjunto da categoria. Vemos a campanha de 2014 como uma continuação daquela do ano passado. Precisamos recuperar a inflação, ter uma cesta básica que possa ser chamada com esse nome, uma cesta básica descente. Temos que avançar também no plano de saúde, não tem o menor cabimento uma categoria considera uma das mais estressantes de todas, perdendo apenas para policial e vigilante, não ter um plano de saúde para os profissionais. Agora é o momento da reflexão e da negociação, os patrões precisam ter juízo e não é demais avisar que a época da pelegada acabou e o Sintraturb-Rio estará sempre com o interesse dos trabalhadores. Alertamos ao prefeito Eduardo Paes e ao secretário dos Transportes Carlos Osório que ampliar o uso de tecnologia (GPS, câmeras, etc..) é muito bom e salutar porém nada substitui o trabalhador. É ele que faz o sistema de transportes funcionar e, não tem como fugir disso. Os planos apresentados pelos empresários do setor e pelo poder público pouco ou quase nada se ocupam com o ambiente de trabalho da categoria e seus salários, chegando apenas na questão da qualificação, e isso é muito pouco e preocupante. Vamos seguir nosso roteiro. Todos às Assembléias do dia 11/3, 10h e 15h no Guadalupe Country Clube. Nos vemos lá. José Carlos Sacramento de Santana, presidente Sintraturb-Rio pediu reunião e Rioônibus deixou pra depois do carnaval SINTRATURB-RIO JÁ TEM ATENDIMENTO JURÍDICO PARA CAUSAS TRABALHISTAS Ligue 2517 0887 ou 2524-8026. Faça contato pelo [email protected] Site: www.sintraturb-rio.org.brr Facebook: http://tinyurl.com/sintraturb-rio— R. Álvaro Alvim 37 - 3º andar, Centro - Rio de Janeiro/RJ