DIRETORIA DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA
EDUCAÇÃO BÁSICA – DEB
Relatório de Execução do Programa
Observatório da Educação
2012
SUMÁRIO
1. Introdução _____________________________________________________ 2
1.1 Princípios pedagógicos e objetivos do Observatório da Educação: ____ 3
1.2 Referências legais _____________________________________________ 4
1.3 Participantes __________________________________________________ 5
2. Resultados do Observatório da Educação: números e impactos _________ 6
2.1 Os principais números do Obeduc em 2012 ________________________ 6
2.2 Os números do Obeduc desde 2006 ______________________________ 7
2.3 Principais impactos do Programa ________________________________ 9
3. Evento OBEDUC 2011: principais discussões. _______________________ 10
4. Atividades desenvolvidas em 2012 ________________________________ 12
5. Atividades de acompanhamento e avaliação do Obeduc em 2012 _______ 14
5.1 Formulário de acompanhamento: dados gerais do Observatório da
Educação ____________________________________________________________ 18
6. Perspectivas para 2013 __________________________________________ 25
7. Detalhamento da Execução Financeira _____________________________ 25
8. ANEXO I ______________________________________________________ 26
1. Introdução
O Decreto n° 5.803, de 08 de junho de
2006, criou o Programa Observatório da
Educação, com o propósito de fomentar a
produção acadêmica e a formação de
profissionais com pós-graduação stricto sensu
em educação. O programa tem a gestão conjunta da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior - CAPES e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira – INEP.
O Observatório da Educação – Obeduc promove a formação de mestres e doutores em
educação, estimulando o desenvolvimento de estudos e pesquisas que tenham como
característica a utilização dos dados existentes no INEP, entre os quais, o Censo da Educação
Superior, o Censo da Educação Básica, o Enem, o Enade, o Saeb, a Prova Brasil, o Cadastro
Nacional de Docentes e o Cadastro de Instituições e Cursos.
Os projetos do Observatório da Educação devem estar vinculados a programas de pósgraduação – PPGs stricto sensu reconhecidos pela Capes e que desenvolvam linhas de
pesquisa voltadas à educação.
Esses programas de pós-graduação podem organizar-se em Núcleos Locais
compostos por, pelo menos, um PPG stricto sensu de uma IES ou Núcleos em Rede,
compostos por, pelo menos, três PPGs stricto sensu de IES distintas. Os projetos podem ter
duração de dois a quatro anos.
Figura 1. Organização do Obeduc
São oferecidas bolsas aos coordenadores dos projetos e a estudantes de pósgraduação (mestrado e doutorado) envolvidos nos projetos de pesquisa aprovados. Desde
2008, para favorecer a integração entre pós-graduação, cursos de formação de professores e
escolas de educação básica, o programa oferece bolsa também a estudantes de licenciaturas
e graduação e a professores de escolas públicas que se envolvam nas pesquisas.
O Edital Capes/Inep nº 01/2008 incorporou a parceria da Secretaria de Educação
Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – Secadi. Em 2009, foi lançada uma edição
especial, com foco na Educação Escolar Indígena
Ao analisar os projetos aprovados nos editais 2006 e 2008, a DEB percebeu a ausência
de linhas de pesquisas relativas às séries iniciais da educação básica e de aspectos do
currículo evidenciados pelo IDEB. Assim, o Edital Capes/Inep nº 38/2010 teve um foco
especial em questões relacionadas à alfabetização e ao domínio da Língua Portuguesa e da
2
Matemática, dado o caráter estruturante dessas áreas na formação das crianças e jovens e
seu impacto no sucesso de desempenho escolar.
1.1 Princípios pedagógicos e objetivos do Observatório da Educação:
O Observatório da Educação tem como princípio pedagógico o trabalho coletivo de
pesquisadores, professores da educação básica, graduandos e pós-graduandos na produção
de conhecimento no campo educacional. Nesse sentido, a escola deixa de ser vista como
mero espaço de investigação e seus agentes apenas como sujeitos passivos e assumem o
papel de propositores de saberes, participantes ativos na busca de propostas transformadoras
que aliem a prática docente aos conhecimentos acumulados no campo educacional.
A esse respeito, Cortelazzo1 (2004) revela que:

a pesquisa em educação cumpre importante função de desvelar os processos de
apropriação, de reelaboração e de produção
de conhecimentos;

a inclusão de diferentes sujeitos na prática da
pesquisa (graduandos, pós-graduandos e
professores
de
diferentes
níveis
educacionais) pode se efetivar com prática
da pesquisa colaborativa num movimento de
inclusão em todos os níveis da educação
básica;

a pesquisa e a prática profissional permitem
D.C.S. Coordenadora do Projeto da
aos alunos de licenciatura a vivência da
UFJF/PROGRAMA
DE
PÓS-GRADUAÇÃO
EM
escola e a descoberta do contexto em que
EDUCAÇÃO - PPGE
eles já atuam (na educação infantil ou nas
séries iniciais, com a formação no ensino médio para o magistério, ou nas séries finais
do ensino fundamental).
As análises, as discussões e as leituras
desenvolvidas no projeto aprovado pelo Observatório
da Educação têm subsidiado professores e bolsistas
na participação em discussões sobre política
educacional e suas consequências na escola. São
também subsídios para desenvolvimento de aulas na
graduação. A produção de um livro visou divulgar os
estudos em andamento e estimular o debate sobre a
questão em estudo.
As Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Pedagogia sugerem que o
movimento de investigação e aplicação de resultados nas práticas educacionais também são
centrais para a formação de professores, para a proposição, realização, análise de pesquisas
e a aplicação de resultados, em perspectiva histórica, cultural, política, ideológica e teórica,
com a finalidade, entre outras, de identificar e gerir, em práticas educativas, elementos
mantenedores, transformadores, geradores de relações sociais e étnico-raciais que fortalecem
ou enfraquecem identidades, reproduzem ou criam novas relações de poder. (BRASIL, 2005).
O Observatório da Educação busca oferecer aos programas de pós-graduação das
instituições de ensino superior brasileiras a oportunidade de se aproximarem das crianças, dos
jovens, dos professores e dos gestores da escola básica para que, num processo de
aprendizagem recíproca, possam crescer juntos. E, compreendendo que a “pós-graduação
constitui-se numa etapa da nossa estrutura de ensino e como tal guarda uma relação de
interdependência com os demais níveis educacionais” (PNPG, 2011-2020), o Observatório da
Educação abarca também estudos e pesquisas que respondam a todos os níveis e
modalidades de educação no País.
1
CORTELAZZO, I.B.C. Pesquisa na Educação Superior: articulação, graduação e pós-graduação. In: Pedagogia
em debate: desafios contemporâneos. Curitiba: Editora UTP, 2004.
3
A inclusão de bolsas para professores da educação básica e para alunos de
licenciatura e de graduação que se envolvam com as pesquisas e os estudos - além das
bolsas de doutorado e de mestrado originalmente previstas no desenho do Programa - sinaliza
a preocupação da CAPES com a formação e o aperfeiçoamento de profissionais fortemente
comprometidos com a educação brasileira.
Norteado pela convicção de que a educação é um sistema e, como tal, deve ser tratada
com elevada qualidade da educação básica à pós-graduação, são objetivos do Observatório
da Educação:
a)
estimular o fortalecimento e a ampliação de programas de pós-graduação stricto sensu e
de redes de pesquisa no País que tenham a educação como eixo de investigação;
b)
fortalecer o diálogo entre a comunidade acadêmica, os gestores das políticas nacionais
de educação e os diversos atores envolvidos no processo educacional;
c)
incentivar a utilização de dados estatísticos educacionais produzidos pelo INEP como
subsídio ao aprofundamento de estudos sobre a realidade educacional brasileira;
d)
fomentar e apoiar projetos de estudos e pesquisas relacionados aos diferentes níveis e
modalidades da educação: básica; superior; profissional; a distância; continuada,
especial e educação de jovens e adultos;
e)
proporcionar a articulação entre pós-graduação, licenciaturas e escolas de educação
básica;
f)
divulgar a produção e os resultados encontrados, compartilhando conhecimento e boas
práticas e integrando a pesquisa à dinâmica da Universidade e dos sistemas públicos de
educação básica.
Os projetos de estudos e pesquisas devem também incorporar os objetivos
estabelecidos nos editais, aproximando-os da realidade local e/ou regional com vistas à sua
transformação.
1.2 Referências legais
 Decreto n° 5.803, de 08 de junho de 2006 – cria o Observatório da Educação.
 Edital nº 01/2006/CAPES/INEP, de 20/06/2006, publicado no DOU nº 116, Seção 3,
pág. 22.
 Edital nº 01/2008/CAPES/INEP/SECAD, de 24/07/2008, publicado no DOU nº 141,
Seção 3, pág. 25.
 Edital nº 38/2010/CAPES/INEP, de 24/06/2010, publicado no DOU nº 119, Seção 3,
pág. 43.
 Portaria nº 248, de 19 de dezembro de 2011. Normas de concessão de bolsas de
estudo em função da maternidade.
 Portaria nº 028, de 27 de janeiro de 2010. Regulamento da Concessão do Auxílio
Financeiro a Projeto Educacional e de Pesquisa – AUXPE.
 Portaria Nº 097, de 06 de maio de 2010. Estabelece os valores das bolsas concedidas
no âmbito do programa Observatório da Educação e Observatório da Educação Escolar
Indígena.
4
 Portaria Conjunta nº 001, de 11 de março de 2004. Autoriza a manutenção da bolsa aos
os bolsistas da CAPES e do CNPq que atuem como professores substitutos.
 Portaria Conjunta Capes/CNPq nº 001, de 12 de dezembro de 2007. Autoriza bolsistas
a atuarem como tutores da UAB.
 Decreto nº 6.907, de 21 de julho de 2009. Dispõe sobre pagamento de diárias na país.
 Portaria no. 152, de 30 de outubro de 2012. Aprova o Regulamento do Programa
Observatório da Educação.
 Edital no. 49/2012, de 05 de novembro de 2012, publicado no DOU n. 05/11/2012, na
Seção 3, página 47.
1.3 Participantes
Podem apresentar propostas de projetos de estudos e pesquisas em educação,
Programas de Pós-Graduação - PPGs, de IES, públicas ou privadas, com avaliação da
CAPES igual ou superior a 3.
Os Núcleos Locais e Núcleos em Rede do
Observatório da Educação são formados por
professores, pesquisadores, estudantes de mestrado,
doutorado e graduação, principalmente licenciaturas. A
partir do Edital nº 01/2008/CAPES/INEP/SECAD,
professores da Educação Básica passaram a receber
bolsa para incorporarem-se aos projetos, incentivando
seu interesse por estudos e pesquisas.
A lista de participantes encontra-se no ANEXO I
São concedidas cinco modalidades de bolsas:
As ações desenvolvidas até este momento
permitiram aos licenciandos, que dele participam, ir
além do ensino em sala de aula, inserindo-se em
atividades de extensão, ensino e pesquisa. A vivência
do licenciando no contexto escolar qualifica sua
formação inicial, pois permite estabelecer relações
entre o ensino científico e o escolar. Nesse sentido,
pensamos que o objetivo maior deste Projeto vem
sendo alcançado a cada ação realizada: promover a
formação inicial e continuada de professores frente
ao ensino de ciências do Ensino Fundamental.
1) professor coordenador (R$ 1.500,00);
2) estudante de doutorado (R$ 2.000,00);
3) estudantes de mestrado (R$ 1.350,00);
4)
estudantes
(R$400,00) e;
de
P.C.H. Coordenadora do Projeto da
FURG/PPG EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS: QUÍMICA DA
VIDA E SAÚDE
graduação/licenciatura
5) professores da educação básica envolvidos na pesquisa (R$765,00).
É concedida verba de custeio e capital aos projetos participantes.
5
2. Resultados do Observatório da Educação: números e impactos
2.1 Os principais números do Obeduc em 2012
Gráfico 1. Obeduc: Bolsas em andamento em 2012
Gráfico 2. Obeduc: Projetos em andamento em 2012, por edital, IES
e programas de pós-graduação
6
2.2 Os números do Obeduc desde 2006
Tabela 1. Obeduc: Dados de bolsas por modalidade dos editais 2006, 2008, 2009
(Observatório da Educação Escolar Indígena) e 2010.
Total de Bolsas: modalidades concedidas pelo Observatório da
Educação de 2007-2012
Bolsas
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Total
Coordenador
0
0
36
57
146
121
239
Pós-Doutorado
2
4
06
07
5
0
27
Doutorado
22
19
44
52
122
121
259
Mestrado
45
41
126
176
356
350
744
Graduação
0
0
104
220
688
674
1.012
Professor
de
Educação Básica
0
0
72
134
536
Total
69
64
388
646
1.853
533
1.821
742
3.023
*Os números de concessões presentes nas colunas são referentes às bolsas vigentes ao longo de cada
ano.
Tabela 2. Obeduc: Visão geral dos editais 2006, 2008, 2009 e 2010.
Edital
Projetos
IES
Programas de
Pós-Graduação
2006
28
27
36
2008
28
34
62
2009
17
23
36
2010
80
74
154
Total
153
158
288
Gráficos
20. Dados
Gráfico 3. Obeduc:
Crescimento
entredo
osEdital
editais2006
por número de
projetos aprovados.
7
Gráfico 32. Obeduc: Edital 2008
Gráficos 4. Obeduc: Edital 2006
8
2.3 Principais impactos do Programa
Pelo relato e pelos documentos dos
pesquisadores, o Obeduc tem contribuído para
elevar a nota de vários programas de pósgraduação nas avaliações da CAPES. Há casos de
programas que passaram da nota 4 para 6 na
avaliação trienal de 2011, devido às linhas de
pesquisa e trabalhos decorrentes do Obeduc.
O Projeto de pesquisa, apoiado pelo
Observatório da Educação, vem desafiando nós
pesquisadores com um formato interventivocolaborativo, nas escolas públicas. Tem permitido um
avanço na formação inicial dos alunos bolsistas da
Graduação em Pedagogia e Pós-Graduação
envolvidos no projeto, bem como da formação
continuada dos professores de Educação Básica
integrantes na pesquisa. Além de promover a maior
integração entre a graduação, Pós-Graduação e
professores que atuam na Educação Básica. Tudo isso
vem repercutindo para que as redes de ensino
estadual e municipal, repensem a política de
formação continuada, tendo a escola como locus.
Outro impacto significativo é a incorporação
de graduandos e professores da rede pública de
educação básica que participam das pesquisas em
cursos de especialização ou mestrado das IES.
M.L.Q.F. Coordenadora do projeto da
Relata-se, também, a oportunidade de formação
UFAL
continuada para todos os envolvidos e a seleção de mestres formados com bolsa do Obeduc
em programas de doutorado.
Pode-se destacar, ainda produção de conhecimento em áreas como:
a) avaliação institucional e da aprendizagem: construção e análise de indicadores de
qualidade do ensino-aprendizagem, do trabalho didático e da carreira docente; indicadores de
desempenho dos sistemas de ensino; determinantes da qualidade de ensino.
b) educação e desenvolvimento: financiamento da educação; mercado de trabalho e
educação; demografia e educação; análise do fluxo escolar; educação e inclusão social;
9
c) abordagens multidisciplinares de áreas de conhecimentos afins: ciências humanas,
ciências da natureza e linguagens;
d) alfabetização como um processo essencial ao exercício das práticas sociais de
leitura, numeramento, oralidade e escrita, ao sucesso escolar, à inserção no mundo do
trabalho e ao pleno exercício da cidadania no complexo mundo em que vivemos; e
e) temáticas relacionadas à diversidade e aos desafios contemporâneos da educação
brasileira, incluindo a relação entre educação e pobreza.
Concluídos os projetos apoiados pelos editais 2006, 2008, 2010 e o do Observatório da
Educação Escolar Indígena (2009), deverão ter sido elaboradas cerca de 260 teses e 750
dissertações. Além do conhecimento produzido, terão sido formados aproximadamente 1.000
profissionais em nível de pós-graduação stricto sensu, na área de educação, e terão
participado de pesquisa educacional perto de 750 professores de escolas públicas de
educação básica e 1.000 graduandos, muitos com elaboração de monografia. Aliados a esses
indicadores, livros, artigos científicos, eventos, aprimoramento de políticas públicas e outros
resultados mostram a relevância socioeducacional do Observatório da Educação.
A DEB está levantando e organizando a vasta produção decorrente do Programa e
dará publicidade dessa expressiva contribuição do Observatório da Educação para a formação
de mestres e doutores por meio do Portal Comunidades.
3. Evento OBEDUC 2011: principais discussões.
O III Seminário do Programa Observatório da Educação e do I Seminário do Programa
Observatório da Educação Escolar Indígena foi realizado nos dias 08 e 09 de novembro de
2011 e integrou as comemorações dos 60 anos CAPES.
Os objetivos dos Seminários, em linhas gerais, foram:
a. verificar o impacto do Programa Observatório da Educação na comunidade
acadêmica e na qualidade da educação como um todo;
b. compartilhar experiências entre as equipes dos projetos, no que diz respeito à
integração entre a pesquisa acadêmica, a universidade e o sistema público de
educação básica;
c. propor sugestões para os próximos editais do Programa; e
d. discutir as formas de acompanhamento e avaliação do Programa a serem
implementadas pela Diretoria de Educação Básica Presencial da CAPES.
O evento foi planejamento para o seguinte público: coordenadores institucionais dos
Editais 2008, 2009 e 2010; professores da educação básica dos Editais 2008 e 2009; parceiros
da SECAD e INEP. Tivemos registro da presença de 163 participantes, dentre os quais 111
coordenadores institucionais (ou substitutos); 41 professores da educação básica e 11
representantes dos órgãos parceiros.
A dinâmica da programação foi organizada em sessões de apresentação e discussão
de trabalhos, mesas redondas, grupos de trabalhos e plenárias.
As pesquisas do Edital 2008 foram socializadas em 4 sessões temáticas, a saber:
Formação Docente; Trabalho Docente; Avaliação, gestão e políticas educacionais e Trajetórias
e prática educativas. Os artigos serão disponibilizados no sítio da CAPES.
Já os grupos de trabalho (GT) tinham o objetivo de promover a discussão sobre
questões que perpassam o cotidiano dos coordenadores institucionais do Observatório da
Educação nas IES. As discussões realizadas nos grupos de trabalho subsidiaram a elaboração
10
de uma síntese que servirá tanto para auxiliar os coordenadores do Observatório da Educação
em suas reflexões e trabalhos, quanto para orientar a DEB em ações de avaliação e
acompanhamento.
Extraídos desse documento, seguem alguns apontamentos feitos pelos participantes
dos GTs:








GT 1 Professores da Educação Básica – Edital 2008.
Os participantes do grupo relataram que nem todos os professores da educação básica
estão matriculados em programas de Mestrado e Doutorado, mas vislumbram efetivamente
essa oportunidade oferecida pelo Observatório. É considerado um grande avanço o fato da
CAPES estimulá-los novamente aos estudos;
Os projetos do Observatório provocaram mudança na ação docente, além de avançar
nessas ações para fora da sala de aula, modificando as relações entre os atores das
unidades escolares.
GT 2 Utilização de banco de dados.
Foram levantados métodos de interligação das bases de dados do INEP, de modo a
possibilitar o acesso aos dados e sua análise. Na fase inicial isso é fundamental para a
estruturação da pesquisa;
O acesso aos dados do INEP ainda é uma questão que atrapalha no desenvolvimento do
trabalho, mesmo para aqueles de editais anteriores;
GT 3 Articulação entre pós-graduação e educação básica.
Destacou-se a relevância do projeto Observatório da Educação, possibilitando a produção
de conhecimento específico para e sobre a educação básica;
A Capes deveria recomendar fortemente aos dirigentes, aos diferentes órgãos de avaliação
da própria Capes, ao CNPq, às FAP’s, mecanismos de reconhecimento e valorização das
diferentes atividades acadêmicas no âmbito do Observatório (tais como, a formação de
pesquisadores/professores da rede pública, articulação com as Secretarias de Educação,
atividades de formação docente, dentre outras). Sugere-se a criação de indicadores que
valorizem essa produção nas avaliações dos programas de Pós-Graduação.
GT 4 Observatório da Educação e a formação docente.
O processo de pesquisa precisa devolver à educação seus resultados e reflexões e, pelo
desenho do edital, o próprio processo é uma devolução, dada a responsabilidade de
interlocução, de proximidade, de encontros. A devolução e a disseminação do
conhecimento produzido são um imperativo ético e uma responsabilidade política dos
pesquisadores;
Destacou-se o Observatório da Educação como mecanismo de formação continuada para
os docentes da educação básica.
GT 5 Pesquisa aplicada em língua portuguesa, matemática, ensino de ciências e
alfabetização.
 Devem-se envolver as redes de ensino para definição de papéis no desenvolvimento da
investigação;

Integração dos diferentes níveis de ensino é importante e relevante no Observatório;
11

Necessidade de ampliar a divulgação dos conhecimentos produzidos a partir dos meios de
comunicação;

Os eventos devem envolver diferentes membros e docentes da escola e universidade.
Link
do
Seminário:
http://www.capes.gov.br/educacao-basica/observatorio-daeducacao/3o-seminario-do-obeduc-e-1o-seminario-do-observatorio-da-educacao-escolarindigena
Notícias sobre o evento:


Grupos de trabalho trocam experiências em seminário do Obeduc e Observatório da
Educação Escolar Indígena
Evolução do Observatório da Educação é destaque em evento na Capes
4. Atividades desenvolvidas em 2012
O sucesso do Obeduc evidencia-se na
grande quantidade de pedidos provenientes das
diferentes
áreas
educacionais
por
editais
específicos. Todavia, o Obeduc é operacionalizado
por apenas duas servidoras da Capes e o
crescimento fica condicionado não só a questões
financeiras, mas à capacidade de executar um
programa tão amplo, diverso e com rotina diária de
muitos procedimentos. Além disso, por haver
projetos de até 4 anos, a um novo edital somam-se
os projetos que estão em vigência.
A partir da pesquisa desenvolvida no
projeto a equipe tem atuado em diferentes frentes.
Desde a publicação de artigos de opinião em jornais
de grande circulação; reuniões com gestores da
alimentação escolar em nível central no Rio de
Janeiro para apresentar os resultados da pesquisa;
cooperação com a gestão central da alimentação
escolar no Estado para o desenvolvimento de projeto
de extensão que visa uma melhor qualidade da
alimentação nas escolas; participação em audiências
públicas; parceria com ONGs que atuam no campo
da alimentação, da cultura e da gestão da
alimentação escolar; envolvimento em conselhos de
controle social de Segurança Alimentar e Nutricional
por parte dos membros da equipe (tanto a nível
nacional, como estadual e municipal).
No ano de 2012, a equipe trabalhou no
encerramento das atividades de projetos que
iniciaram no ano de 2008 e 2010, bem como no
levantamento dos produtos gerados e dos
A.B.C.F. Coordenador do Projeto Obeduc
resultados alcançados a partir dos projetos
UFRJ
apoiados.
Essa
etapa
ainda
está
em
desenvolvimento e mais dados serão incorporados
nos próximos relatórios para dar visibilidade aos impactos e resultados dos projetos apoiados
no âmbito do Obeduc.
Importante destacar o trabalho desenvolvido pela Capes na regulamentação do
programa a partir de inúmeras reuniões promovidas pela CGV/DEB. Dessas reuniões, resultou
o Regulamento do Observatório da Educação aprovado pela Portaria no. 152, de 30 de
outubro de 2012. Esse regulamento disciplina a participação das IES no Obeduc, as
atribuições da Capes, dos PPGs, da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (ou
congênere), dos coordenadores gerais dos projetos, das características das propostas, do
financiamento, da modalidade de bolsas, dos itens financiáveis e não financiáveis, do
acompanhamento, da avaliação final, da prestação de contas, entre outras.
Em 2012 foi lançado, também, o novo edital do Observatório da Educação, cujo escopo
foi ampliado para atender a diferentes especificidades do processo educativo. Nesse sentido, o
Edital no. 49/2012, de 05 de novembro de 2012 abrangeu as linhas:
12
a) alfabetização:
estudos
sobre
práticas
pedagógicas inovadoras em alfabetização
visando à identificação e valorização das
práticas sociais de leitura, numeramento,
oralidade e escrita, à inserção no mundo do
trabalho, à cidadania e à continuidade da
educação de jovens e adultos;
O projeto tem contribuído para o
conhecimento das epistemologias indígenas, para a
inclusão das línguas indígenas na educação bilíngue
em escolas indígenas e nos cursos de formação
superior de professores indígenas. Contribui também
para a criação de diretrizes de elaboração de projetos
políticos pedagógicos. Tem contribuído para a
criação de linhas de pesquisa em pós-graduação,
para ampliar o debate intercultural na universidade.
b) educação infantil: estudos e proposições
sobre o atendimento, práticas pedagógicas
mediadoras
de
aprendizagens
e
do
M. S. P. S. Coordenadora
Obeduc UFG
desenvolvimento das crianças de 0 a 5 anos
em
espaços
coletivos,
contemplando
aspectos relacionados à pluralidade étnico-racial e identidade de gênero;
do Projeto
c) ensino fundamental: estudos sobre organização e gestão do trabalho pedagógico;
recursos e estratégias didáticas; avaliação do ensino dos conteúdos curriculares e
da aprendizagem; experiências inovadoras na reorganização curricular;
d) ensino médio: inovações pedagógico-curriculares; avaliação; diretrizes curriculares;
políticas e formação de professores; universalização; abandono e permanência;
e) educação de jovens e adultos (EJA): estudos e proposições sobre a organização e
a oferta dessa modalidade nos sistemas de ensino, EJA integrada à educação
profissional, estratégias pedagógicas e experiências inovadoras articuladas à
profissionalização, atendendo as especificidades sócio-culturais, regionais,
lingüísticas e as condições de acessibilidade;
f)
educação escolar indígena, educação escolar quilombola e educação do campo:
estudos e proposições sobre as respectivas diretrizes curriculares, projetos políticopedagógicos, formação inicial e continuada de professores, produção de material
didático e outras especificidades dessas modalidades;
g) educação e ação pedagógica: cotidiano educacional, currículo, avaliação, processo
de ensino-aprendizagem, direitos de aprendizagem e desenvolvimento, materiais
pedagógicos, formação do professor, acesso e permanência do estudante,
processo de escolarização;
h) educação e desenvolvimento: financiamento da educação; mundo do trabalho e
educação; demografia e educação; análise do fluxo escolar; educação e inclusão
social;
i)
avaliação institucional e da aprendizagem: indicadores de qualidade do ensinoaprendizagem, do trabalho didático e da carreira docente; indicadores de
desempenho dos sistemas de ensino; determinantes da qualidade de ensino;
j)
abordagens multidisciplinares de áreas de conhecimentos afins: ciências humanas,
ciências da natureza e linguagens;
k) temáticas relacionadas à diversidade e aos desafios contemporâneos da educação
brasileira: questões que articulem educação com os temas sobre gênero, geração
de trabalho e renda, diversidade sexual, educação para as relações étnico-raciais,
juventude, envelhecimento, pobreza, desigualdade social, pessoas privadas de
liberdade, organização e oferta do Atendimento Educacional Especializado aos
estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades ou superdotação e da educação bilíngue na perspectiva da educação
inclusiva, educação ambiental, educação em direitos humanos e violência no
ambiente escolar;
l)
tecnologia assistiva no contexto educacional: pesquisas de caráter interdisciplinar
que abordem metodologias, estratégias, práticas, serviços ou recursos de
13
acessibilidade ou pedagógicos, visando autonomia, independência, qualidade de
vida e inclusão de pessoas com deficiências, incapacidades ou mobilidade
reduzida; e
m) políticas públicas educacionais: análises sobre a formulação, implementação e
impactos de políticas públicas em todos os níveis e modalidades da educação
brasileira.
Essas linhas foram traçadas em articulação com o Inep, as Secretarias do MEC e a
comunidade científica. O edital lançado no final de 2012 teve grande repercussão e procura,
com 256 inscrições encerradas no sistema. A divulgação do resultado final e a contratação das
propostas estão sendo realizadas ao longo de 2013. Importante destacar que o esforço de a
Capes aperfeiçoar os sistemas de gestão da informação dos programas possibilitou que todo o
processo de inscrição, seleção, análise técnica e de mérito, fosse realizado no Sicapes –
Sistema Capes, cuja finalidade é a operacionalização e a otimização dos processos internos.
O Programa Observatório da Educação foi o primeiro da Capes a testar todos os módulos do
Sicapes obtendo o êxito esperado a partir do trabalho coletivo entre os servidores da
Coordenação-Geral de Programas de Valorização do Magistério e a Coordenação-Geral de
Sistemas.
5. Atividades de acompanhamento e avaliação do Obeduc em 2012
A CGV/DEB optou por utilizar em seus programas o Google Drive para o levantamento
de algumas atividades que estão sendo desenvolvidas no Observatório da Educação. Desse
modo, o instrumento foi encaminhado aos coordenadores dos projetos de pesquisas
aprovados em todos os editais: 2006, 2008, 2009 (Observatório da Educação Escolar
Indígena) e 2010. Dos 153 projetos já apoiados (em vigência ou não) pelo Obeduc, 147
responderam ao formulário, ou seja 96% do total.
No formulário enviado haviam questão gerais dos projetos, conforme descrito abaixo:
Figura 2. Formulário de coleta de dados do Programa Observatório da Educação
14
Tabela 3: Questões presentes no Formulário Google Drive enviado aos coordenadores Obeduc
DADOS GERAIS DO PROJETOS
1. Selecione o edital ao qual foi submetido seu projeto:
2006 - Edital 01/2006/CAPES/INEP
2008 - Edital 01/2008/CAPES/INEP/SECAD
2009 - Observatório da Educação Escolar Indígena - Edital 01/2009/CAPES/INEP/SECAD
2010 - Edital 038/2010/CAPES/INEP
2. Situação do projeto.
Concluído.
Em andamento.
Em período de prorrogação de prazo.
3. Tipo de projeto.
Local.
Rede.
4. Nome da IES sede do Projeto
5. Coordenador(a) geral do projeto.
6. Nome da IES Núcleo 1. Válido para os projetos em rede.
7. Nome da IES Núcleo 2. Válido para os projetos em rede.
8. Nível de ensino em que incide a pesquisa
Educação básica
Educação superior
9. Etapa escolar em que incide a pesquisa (apenas para a educação básica).
Educação Infantil
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Não se aplica
10. Modalidade de ensino em que incide a pesquisa (apenas se a pesquisa tiver como foco a educação
básica)
Educação de Jovens e Adultos
Educação Profissional Técnica em Nível Médio
Educação Especial
Educação Indígena
Educação no campo
Educação de igualdade racial
15
Educação a distância e tecnologias educacionais
Não se aplica
11. Etapa da Educação Superior em que incide a pesquisa * Apenas se a pesquisa tiver como foco a
educação superior
Graduação
Pós-graduação
Extensão
Mobilidade acadêmica
Não se aplica
12. Linha da investigação
Alfabetização e letramento
Ensino-Aprendizagem em Ciências da Natureza
Ensino-Aprendizagem em Matemática e suas tecnologias
Ensino-Aprendizagem em Linguagens, Códigos e suas tecnologias
Ensino-Aprendizagem em Ciências Humanas
Avaliação de Políticas Públicas
Avaliação da aprendizagem
Formação de Professores
Tecnologias educacionais
Currículo
Outra
13. Outra linha de investigação ou informação complementar (apenas se o item anterior não contemplar
a linha da investigação).
EQUIPE DO PROJETO
14. Detalhe nos campos a seguir a composição da equipe do projeto.
15. Número de Programas de Pós-Graduação (PPGs) envolvidos no projeto.
16. Nomes dos PPGs indicados na questão anterior.
17. Número de cursos de graduação envolvidos no projeto. * Caso não tenha, utilize zero (0) como
resposta.
18. Número de bolsistas na modalidade GRADUAÇÃO envolvidos no projeto.
19. Número de bolsistas na modalidade PROF. DA EDUCAÇÃO BÁSICA envolvidos no projeto.
20. Número de bolsistas na modalidade MESTRADO envolvidos no projeto.
21. Número de bolsistas na modalidade DOUTORADO envolvidos no projeto.
22. Número de bolsistas na modalidade COORDENADOR envolvidos no projeto.
16
23. Há acompanhamento dos bolsistas egressos? * Se sim, detalhar o instrumento de acompanhamento
do egresso
ABRANGÊNCIA DO PROJETO
24. Municípios abrangidos pelo projeto.
25. Número de escolas públicas da educação básica envolvidas no projeto.
26. Código INEP das escolas públicas da educação básica indicadas na questão anterior.
PRODUTOS E RESULTADOS
27. Nº DE MONOGRAFIAS CONCLUÍDAS
28. Nº DE MONOGRAFIAS EM ANDAMENTO
29. Nº DE DISSERTAÇÕES CONCLUÍDAS
30. Nº DE DISSERTAÇÕES EM ANDAMENTO
31. Nº DE TESES CONCLUÍDAS
32. Nº DE TESES EM ANDAMENTO
33. Nº DE EVENTOS REALIZADOS: * Oficinas, seminários, mesas redondas, fóruns, congressos,
colóquios, outros.
34. Nº DE LIVROS PUBLICADOS *
35. Nº DE ARTIGOS PUBLICADOS EM PERIÓDICOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS *
36. Nº DE TRABALHOS APRESENTADOS E PUBLICADOS EM ANAIS DE EVENTOS *
37. Outros produtos gerados ou em elaboração. * Especificar: softwares, materiais didáticos diversos,
jogos, sites, blogs, fóruns na web, capítulos de livros, outros)
38. O projeto tem contribuído para a reestruturação/inovação de conteúdos curriculares da educação
básica ou da educação superior? * Se sim, comente.
39. Outras contribuições do projeto * Contribuições gerais no campo de: políticas públicas, avanço e
produção de conhecimento de determinadas áreas, conhecimento da realidade educacional,
melhoramento da educação básica, outros (citar).
ORÇAMENTO
40. Tendo como referência os recursos aprovados para o projeto, depositadas anualmente pela
DEB/CAPES, qual é (foi) o índice de execução do projeto? *
Consegui executar anualmente de 0% a 30% do valor de cada parcela.
Consegui executar anualmente de 40% a 70% do valor de cada parcela.
Consegui executar anualmente de 80% a 100% do valor de cada parcela.
41. O recurso está sendo (foi) satisfatório para o desenvolvimento do projeto?
17
EQUIPE CAPES
42. Indique seu nível de satisfação com o atendimento da equipe do Observatório da Educação.
43. Utilize o campo a seguir para críticas, sugestões ou outros comentários.
5.1 Formulário de acompanhamento: dados gerais do Observatório da
Educação
a) Dados gerais dos projetos
Gráfico 5. Número de respostas ao formulário por Edital/ano
Gráfico 6. Situação dos projetos em 31 de dezembro de 2012.
18
Gráfico 7. Tipo de projeto
Gráfico 8. Nível escolar que incidem as pesquisas
2
Gráfico 9. Etapa da Educação Básica que incidem as pesquisas
2
Para os gráficos 38, 39 e 40 o somatório pode ultrapassar o número respostas do formulário, considerando que um
projeto pode atuar em mais de um nível, etapa ou modalidade da educação básica.
19
Gráfico 10. Modalidade da Educação Básica que incidem as pesquisas
Gráfico 11. Etapa da Educação Superior que incidem as pesquisas
3
3
Nos gráficos 41 e 42 o somatório pode ultrapassar o número respostas do formulário, considerando que um
projeto pode atuar em mais de uma etapa da educação superior ou possuir mais de uma linha de investigação.
20
Gráfico 12. Principais linhas de investigação dos projetos apoiados pelo Observatório da
Educação
Outras linhas de investigação dos projetos apoiados pelo Obeduc:

Gestão educacional;

Educação e criminalidade;

Educação e pobreza;

Avaliação institucional acadêmica;

Educação escolar indígena;

Transdisciplinaridade: arte-ciência;

Avaliação de educação;

Educação ambiental;

Política linguística;

Formação de pesquisadores e professores de línguas indígenas;

Natureza da ciência e divulgação científica (atualmente denominada cultura,
epistemologia e educação científica);

Razões do abandono e da permanência dos jovens na escola;

Leitura;

Letramentos nos anos posteriores à alfabetização;

Educação alimentar e nutricional;
21

Educação em saúde;

Estudos sociolinguísticos de comunidades indígenas;

Desenvolvimento econômico;

Processos psicossociais no processo de formação de educadores;

Escola indígena;

Gestão e territorialidade;

Educação indígena, processos educacionais e tecnologias de ensino;

Escola indígena e etnodesenvolvimento;

Direito humano à educação e gestão democrática da educação;

História da educação indígena;

Formação continuada e avaliação de produção acadêmica;

Eficácia e equidade escolar;

Etnografia de escolas indígenas; etnografia da gestão educacional;

Avaliação educacional e psicometria;

Remuneração docente;

Organização dos institutos federais;

Evasão escolar;

Egressos para o mercado de trabalho;

Egressos para o ensino superior;

Filosofia da diferença;

Acompanhamento de egressos da graduação;

Ferramentas computacionais para tratamento e acesso aos indicadores do INEP;

Impacto da creche no desenvolvimento infantil;

Educação e demografia;

Antropologia e educação: infância indígena e aprendizagem;

Representações sociais;
22
b) Alguns números dos projetos, segundo os formulários
Tabela 4. Números de participantes dos projetos apoiados pelo Obeduc
Edital PPGs4
Cursos de
Graduação
Alunos
de IC
Mestrado
Doutorado
Prof. Ed.
Básica
2006
11
7
15
51
14
0
2008
24
51
134
125
17
107
2009
18
25
84
35
5
126
2010
43
102
188
85
26
307
c) Alguns produtos concluídos dos projetos apoiados, de 2006 a 2012.
Tabela 5. Produtos concluídos pelos projetos apoiados no Obeduc
Produção
2006
2008
2009
2010
Monografias
12
70
66
27
Dissertações de
mestrado
60
88
16
84
Teses de doutorado
18
7
4
11
Livros publicados
20
39
13
47
Capítulos de livro
32
61
20
38
Trabalho em evento
científico
80
644
196
736
a) Trabalhos em andamento
Tabela 6. Trabalhos em andamento no âmbito do Obeduc
Produção
2006
2008
2009
2010
Monografias
0
27
33
74
Dissertações de
mestrado
6
34
11
62
Teses de doutorado
6
32
12
36
4
A relação dos Programas de Pós-graduação encontram-se no anexo
23
b) Outras produções
Outros trabalhos também
foram apontados como produtos no
formulário
respondido
pelos
pesquisadores, a saber:
O projeto formou base de dados de desenvolvimento
escolar e linguístico de 9.200 estudantes surdos de 15 estados
brasileiros avaliados cada qual em bateria de 24 instrumentos.
Isso permitiu avaliar as políticas públicas e subsidiar a escolha
daquelas mais adequadas para assegurar educação de qualidade
à criança surda na escola pública brasileira.
F.C.C. Coordenador do projeto Obeduc USP.
a)
Eventos organizados (simpósios, oficinas, mesas redondas, colóquios etc): 40 (Edital
2006); 216 (Edital 2008), 134 (Edital 2009) e 454 (Edital 2010).
b)
Materiais didáticos;
c)
Sites dos grupos de pesquisa;
d)
Plataforma-Online;
e)
Boletins informativos;
f)
Jogos didáticos;
g)
Blogs;
h)
“Problematoteca”: banco de problemas de matemática;
i)
Vinhetas de rádio;
j)
Mídias eletrônicas;
k)
Podcast;
l)
Verbetes para dicionários de Libras;
m)
Curta metragem para You Tube;
n)
Ambientes virtuais de aprendizagem;
o)
Documentários;
p)
Cursos de especialização oferecidos pelas equipes;
q)
Gerenciador de Banco de Dados do Inep;
r)
Cartilha bilíngue para povos indígenas;
s)
Revista eletrônica;
t)
Softwares.
A crescente produção dos projetos apoiados pelo Observatório da Educação e a
abrangência das temáticas e das linhas de pesquisa demonstram a importância do programa
para o avanço de proposições e de ações que visam ao melhoramento da formação de
professores, da educação básica e da complexidade do processo ensino-aprendizagem.
Nesse sentido, o envolvimento da pós-graduação, da graduação e da educação básica
constituem em relevante força tarefa para promover a educação brasileira, congregando novos
atores, conhecimentos e intervenções na realidade educacional.
c) Municípios abrangidos pelos projetos do Observatório da Educação
Os municípios abrangidos pelas investigações realizadas no âmbito do Observatório da
Educação estão dispostos no Anexo
24
6. Perspectivas para 2013
O crescimento do Observatório da Educação constituiu na principal perspectiva para o
ano de 2013. Nesse sentido, o Edital lançado no final de 2012 implicará na contratação de 80
novos projetos, novas linhas de pesquisa apoiadas e aumento no número de bolsistas de
mestrado, doutorado, iniciação científica, coordenadores e professores da educação básica
participantes da investigação.
Outra importante ação da CGV/DEB, em 2013, será a realização do IV Encontro
coordenadores dos projetos apoiados pelo Observatório da Educação, com o intuito
socialização de metodologias de pesquisa, dos resultados alcançados pelos projetos e
orientações para os novos projetos quanto ao recurso público, à gestão das bolsas e
prestação de contas.
de
de
de
da
7. Detalhamento da Execução Financeira
25
8. ANEXO I
Processo
Coordenador
CPF
Tipo
IES Sigla
Título
23038.009924/2010 - 20
Acácio Alexandre Pagan
817.624.701-44
R
UFS
DESEMPENHO ESCOLAR INCLUSIVO NA PERSPECTIVA
MULTIDISCIPLINAR
23038.009956/2010 - 25
Alicia Maria Catalano de
Bonamino
742.256.427-04
R
PUC - RJ
As Inconsistências na Aprendizagem de Leitura e
Matemática nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental
23038.009959/2010 - 69
Ana Lúcia Manrique
567.883.470-34
L
PUC - SP
Desafios para a educação inclusiva: pensando a formação
de professores sobre os processos de domínio da
matemática nas Séries inicias da educação básica
23038.009961/2010 - 38
Ana Maria de Mattos
Guimarães
100.690.970-20
L
UNISINOS
Por uma formação continuada cooperativa para o
desenvolvimento do processo educativo de leitura
textual escrita no Ensino Fundamental
23038.009962/2010 - 82
Andrea Barbosa Gouveia
876.677.629-53
L
UFPR
Qualidade no ensino fundamental: uma leitura das
condições de efetividade dos sistemas estaduais e
municipais de ensino a partir de indicadores de
financiamento, condições de oferta e resultados
escolares.
23038.009965/2010 - 16
Claudemir Belintane
928.034.908-20
R
USP
O DESAFIO DE ENSINAR A LEITURA E A ESCRITA NO
CONTEXTO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS E
DA INSERÇÃO DO LAPTOP NA ESCOLA PÚBLICA
BRASILEIRA
23038.009966/2010 - 61
Claudette M. Medeiros
Vendramini
865.946.308-06
L
USF
O modelo hierárquico multinível na avaliação de
habilidades de estudantes em diferentes níveis de ensino
23038.009967/2010 - 13
Cláudia Lisete Oliveira
Groenwald
297.884.470-15
L
ULBRA
Formação continuada de professores em ciências e
Matemática visando o desenvolvimento para o exercício
pleno da cidadania
2
23038.009969/2010 - 02
Cleoni Maria Barboza
Fernandes
192.429.800-72
L
PUC - RS
Formação Continuada de Professores Alfabetizadores e
Processos de Alfabetização nos Anos Iniciais do Ensino
Fundamental
23038.009970/2010 - 29
Cristiano Machado Costa
810.485.480-15
L
FUCAPE
Determinantes do ingresso de alunos das Escolas Públicas
Estaduais da Região da
Grande Vitória-ES em Instituições de Ensino Superior
23038.009972/2010 - 18
Diogo Onofre Gomes de
Souza
118.572.260-20
L
UFRGS
A descoberta científica e alfabetização: alguma
correlação? – Uma investigação com alunos do 2º ano do
Ensino Básico de Escolas Públicas de Porto Alegre/RS
23038.009975/2010 - 51
Doherty Andrade
449.987.837-34
L
UEM
Fatores determinantes da qualidade do Ensino em
Maringá-Pr na disciplina Matemática do Ensino
Fundamental
23038.009979/2010 - 30
Eduardo Magrone
455.452.350-00
L
UFJF
Análise da evolução da Educação Básica no Brasil a partir
dos indicadores de fluxo e proficiência.
23038.009982/2010 - 53
Elton Luiz Nardi
692.873.419-15
L
UNOESC
INDICADORES DE QUALIDADE DO ENSINO
FUNDAMENTAL NA MESORRREGIÃO OESTE SANTA
CATARINA: estratégias e ações na rede pública municipal
de ensino (2010-2014)
23038.009983/2010 - 06
Enicéia Gonçalves Mendes
075.836.788-03
R
UFSCAR
OBSERVATÓRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL:
ESTUDO EM REDE NACIONAL SOBRE AS SALAS DE
RECURSOS MULTIFUNCIONAIS NAS ESCOLAS COMUNS
23038.009985/2010 - 97
Fernando Cesar Capovilla
339.027.391-34
L
USP
Produzindo recursos para alfabetizar populações
especiais com transtornos de aprendizagem em quadros
neurossensoriais, neuromotores e neurolinguísticos,
como em surdez, paralisia cerebral e dislexia do
desenvolvimento: compreender processos para
aperfeiçoar ensino aprendizagem, gestão e políticas
públicas
3
23038.009986/2010 - 31
Flávia Obino Corrêa Werle
123.107.190-72
R
UNISINOS
INDICADORES DE QUALIDADE E GESTÃO DEMOCRÁTICA
23038.009987/2010 - 86
Flávio de Oliveira
Gonçalves
461.329.961-68
L
UFPR
Avaliação da Eficácia e Eficiência de sistemas
educacionais municipais brasileiros: aplicações de
metodologias não paramétricas e painéis de dados de
efeitos fixos
23038.009988/2010 - 21
Isabel Cristina Rodrigues de
Lucena
381.498.772-15
L
UFPA
Alfabetização Matemática na Amazônia Ribeirinha:
condições e proposições
23038.010288/2010 - 89
Izete Pengo Bagolin
598.549.100-59
L
PUC - RS
Os determinantes do desempenho escolar no Rio Grande
do Sul
23038.009989/2010 - 75
João Alberto da Silva
963.712.770-49
L
FURG
CONSTRUINDO REDES DE SABERES NA MATEMÁTICA E
NA INICIAÇÃO ÀS CIÊNCIAS: ESCOLA E UNIVERSIDADE EM
CONEXÃO
23038.001970/2007 - 85
João Luiz Passador
040.506.018-18
L
USP-RP
Educação no campo: um estudo das relações entre perfil
socioeconômico, desempenho escolar e evasão dos
alunos das escolas da rede pública no Brasil
23038.009990/2010 - 08
Jonei Cerqueira Barbosa
861.367.555-72
L
UFBA
A aprendizagem dos professores de matemática com
materiais curriculares educativos
23038.009992/2010 - 99
Lizete Maria Orquiza de
Carvalho
281.562.189-49
R
UNESP
OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO COM FOCO EM
MATEMÁTICA E INICIAÇÃO ÀS CIÊNCIAS
23038.009999/2010 - 19
Lourdes Maria Werle de
Almeida
493.053.529-87
L
UEL
EDUCAÇÃO MATEMÁTICA DE PROFESSORES QUE
ENSINAM MATEMÁTICA
23038.009994/2010 - 88
Ludmila Thomé de Andrade
801.195.227-72
L
UFRJ
As (im)possíveis alfabetizações de alunos de classes
populares pela visão de docentes na escola pública
23038.009995/2010 - 22
Luís Eduardo Afonso
128.201.878-70
L
USP
Technology Acceptance Model (TAM): aceitação e uso do
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e sua influência
nos resultados individuais de estudantes no ENADE
4
23038.009998/2010 - 66
Manoel Oriosvaldo de
Moura
587.288.138-04
R
USP
Educação matemática nos anos iniciais do Ensino
Fundamental: Princípios e práticas da organização do
ensino
23038.009996/2010 - 77
Márcio da Costa
408.546.807-30
R
UFRJ
Desigualdades de Oportunidades Educacionais e
Dimensões da Alfabetização da Educação Básica no
Estado do Rio de Janeiro
23038.010000/2010 - 76
Maria Aparecida Garcia
Lopes Rossi
063.815.208-92
L
UNITAU
Competências e habilidades de leitura: da reflexão
teórica ao desenvolvimento e aplicação de propostas
didático-pedagógicas
23038.010001/2010 - 11
Maria Carmen Villela Rosa
Tacca
742.713.858-91
L
UNB
Concepções e práticas sobre o letramento: uma pesquisa
exploratória e interventiva a partir das interdependências
entre avaliações do sistema e a prática pedagógica
23038.010002/2010 - 65
Maria da Graça Cassano
430.184.917-34
L
UNISUAM
Orientação de letramento(s) e construção de percursos
de leitura de jovens e adultos nos Ensinos Fundamental e
Médio: o protagonismo do sujeito-leitor na constituição
dos sentidos
23038.010004/2010 - 54
Maria Isabel Ramalho
Ortigão
664.302.597-49
L
UERJ
Observatório das Periferias Urbanas
23038.010005/2010 - 07
Maria Madalena Dullius
619.634.450-15
L
UNIVATES
Relação entre a formação inicial e continuada de
professores de Matemática da Educação Básica e as
competências e habilidades necessárias para um bom
desempenho nas provas de Matemática do SAEB, Prova
Brasil, PISA, ENEM e ENADE.
23038.010006/2010 - 43
Maria Regina Momesso
095.518.858-05
L
UNIFRAN
LINGUAGENS, CÓDIGOS E TECNOLOGIAS: PRÁTICAS DE
ENSINO DE LEITURA E DE ESCRITA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
– ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
23038.010007/2010 - 98
Marinaide Lima de Queiroz
Freitas
047.611.034-34
L
UFAL
A LEITURA E A FORMAÇÃO DE LEITORES, NO ESTADO DE
ALAGOAS: ESTUDO E INTERVENÇÃO DE ALFABETIZAÇÃO
EM EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
5
23038.010008/2010 - 32
Marta Feijó Barroso
507.307.207-30
L
UFRJ
AVALIAÇÕES EDUCACIONAIS E O ENSINO DE CIÊNCIAS E
MATEMÁTICA
23038.010283/2010 - 56
Moisés Alberto Calle
Aguirre
012.122.446-56
L
UFRN
O habitus de estudar: construtor de uma nova realidade
na educação básica da Região Metropolitana de Natal
23038.010284/2010 - 09
Mônica Ribeiro da Silva
042.856.108-09
L
UFPR
JUVENTUDE: ESCOLA E TRABALHO - Sentidos e
significados atribuídos à experiência escolar por jovens
que buscam a educação profissional técnica de nível
médio
23038.010285/2010 - 45
Nerli Noato Ribeiro Mori
402.167.489.68
L
UEM
EDUCAÇÃO BÁSICA E INCLUSÃO NO BRASIL
23038.010287/2010 - 34
Paula Corrêa Henning
946.881.090-91
L
FURG
ENSINO DE CIÊNCIAS E FORMAÇÃO DOCENTE:
PROVOCAÇÕES À AÇÃO DOCENTE EM TEMPOS
CONTEMPORÂNEOS
23038.006657/2012-09
Raquel Alves de Carvalho
543.881.201-20
L
UFT
A EDUCAÇÃO DO CAMPO EM FOCO: UMA ANÁLISE
INTERDISCIPLINAR DA REALIDADE DAS ESCOLAS RURAIS
NO SUDOESTE DO TOCANTINS
23038.010291/2010 - 01
Regina Maria Ayres de
Camargo Freire
208.361.808-44
L
PUC - SP
A ALFABETIZAÇÃO E SEUS AVATARES
23038.010292/2010 - 47
Robson Coutinho Silva
741.486.137-68
L
UFRJ
Ciências, Linguagens e Atividades Interativas na Educação
Básica
23038.010294/2010 - 36
Rosemary Dore Heijmanns
092.695.844-53
R
UFMG
EDUCAÇÃO TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO DA REDE FEDERAL
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA DE MINAS
GERAIS:
Organização dos IFETs, Políticas para o Trabalho Docente,
Permanência/Evasão de Estudantes e Transição para o
Ensino Superior e para o Trabalho
23038.010295/2010 - 81
Sandra Mara Corazza
121.474.860-00
R
UFRGS
Escrileituras: um modo de “ler-escrever” em meio à vida.
6
23038.010300/2010 - 55
Silvia Márcia Ferreira
Meletti
654.463.566-91
R
UEL
A escolarização de alunos com deficiência e rendimento
escolar: uma análise dos indicadores educacionais em
municípios brasileiros
23038.010301/2010 - 08
Sônia Aparecida Branco
Beltrame
250.728.039-53
R
UFSC
Realidade das Escolas do Campo na Região Sul do Brasil:
Diagnóstico e Intervenção Pedagógica com ênfase na
alfabetização, letramento e formação de Professores
23038.010310/2010 - 91
Tânia Maria Mendonça
Campos
044.859.558-34
L
UNIBAN
Educação Continuada e Resultados de Pesquisa em
Educação Matemática: uma investigação sobre as
transformações das práticas de professores dos anos
iniciais do ensino fundamental.
23038.010311/2010 - 35
Tatyana Mabel Nobre
Barbosa
008.271.064-32
L
UFRN
Leitura e escrita: recortes inter e multidisciplinares no
ensino de matemática e português
23038.010312/2010 - 80
Terezinha da Conceição
Costa-Hübes
796.860.449-49
L
UNIOESTE
Formação continuada para professores da Educação
Básica nos anos iniciais: ações voltadas para a
alfabetização em municípios com baixo IDEB da região
Oeste do Paraná
7
Do total de R$ 4.500.000,00, foi empenhado e pago o valor de R$ 4.499.972,59, e devolvidos R$ 27,41, conforme documento abaixo.
8
Download

diretoria de educação básica presencial – deb