OLGA MARIA DA SILVA GOMES ABREU ROTA CULTURAL EM PAÇOS DE FERREIRA Paços de Ferreira, Outubro 2006 Rota Cultural Em Paços de Ferreira Rota Cultural Em Paços de Ferreira Resumo: Património e turismo são duas realidades que convergem no quotidiano de vários actores responsáveis pela elaboração e veiculação de discursos relacionados com uma pretensa necessidade de preservar a “autenticidade” de rituais, festas, tradições e demais referentes culturais que, mediante um processo de valorização e activação, se transformam em recursos turístico-patrimoniais. No âmbito deste trabalho, o qual se compromete a elaborar uma Rota Cultural em Paços de Ferreira (RCPF), contemplará um estudo direccionado para a vertente da importância do turismo no desenvolvimento regional, bem como o impacto económico do mesmo e a importância dos recursos humanos como contributo para o desenvolvimento da área em estudo. Para a concretização deste trabalho, foi necessária a pesquisa de informação precisa e detalhada sobre os temas citados, a fim de se poder compreender em que medida o turismo de Paços de Ferreira contribui para o seu próprio desenvolvimento. Através de um estudo aprofundado relativo à oferta que o concelho possui, que se traduz num poder de atracção para aqueles que visitam o local, será possível avaliar em que medida é que a oferta se adequa à procura turística do concelho de Paços de Ferreira. Rota Cultural Em Paços de Ferreira Índice I Introdução-------------------------------------------------------------------------------------------- 1 II Metodologia ---------------------------------------------------------------------------------------- 1 III Revisão Bibliográfica----------------------------------------------------------------------------- 2 3.1 A Importância do Turismo no Desenvolvimento Regional ---------------------------- 2 3.2 Condicionalismos do Desenvolvimento Turístico Regional --------------------------- 3 3.3 O carácter do Turismo no Desenvolvimento Regional --------------------------------- 3 3.4 Força Competitiva do Turismo ------------------------------------------------------------ 5 IV Enquadramento do Vale do Sousa -------------------------------------------------------------- 7 V Enquadramento de Paços de Ferreira------------------------------------------------------------ 8 VI A Oferta e a Procura Turística no Concelho de Paços de Ferreira ------------------------ 11 6.1 A Oferta Turística--------------------------------------------------------------------------- 11 6.1.1 Alojamento Turístico ---------------------------------------------------------------- 11 6.1.2 Estabelecimentos de Restauração -------------------------------------------------- 13 6.1.3 Entretenimento Nocturno ----------------------------------------------------------- 13 6.1.4 Espaços de Recreio e Lazer--------------------------------------------------------- 14 6.1.5 Paisagens ------------------------------------------------------------------------------ 14 6.1.6 Distribuição dos Recursos Culturais----------------------------------------------- 14 6.1.7 Transportes e Acessibilidades ------------------------------------------------------ 16 6.2 Procura Turística---------------------------------------------------------------------------- 17 VII O cruzamento da Rota do Românico do Vale do Sousa (RRVS) com a Rota Cultural de Paços de Ferreira (RCPF)--------------------------------------------------------------------------- 19 VIII Analise Swot ----------------------------------------------------------------------------------- 20 Rota Cultural Em Paços de Ferreira 8.1 Oportunidades ------------------------------------------------------------------------------- 20 8.2 Pontos Fracos-------------------------------------------------------------------------------- 21 8.3 Pontos Fortes -------------------------------------------------------------------------------- 21 8.4 Ameaças ------------------------------------------------------------------------------------- 22 IX Metodologia -------------------------------------------------------------------------------------- 22 9.1 Problema: - A Existência de Uma Rota Cultural em Paços de Ferreira ------------- 22 9.2 A Amostra ----------------------------------------------------------------------------------- 22 9.3 Recolha de Dados--------------------------------------------------------------------------- 23 9.4 Análise de Dados --------------------------------------------------------------------------- 23 X Uma Rota para Paços de Ferreira --------------------------------------------------------------- 24 10.1 Os Monumentos --------------------------------------------------------------------------- 26 10.2 As Actividades----------------------------------------------------------------------------- 27 10.3 Uma proposta de Rota -------------------------------------------------------------------- 28 XI Conclusão ----------------------------------------------------------------------------------------- 29 Bibliografia ------------------------------------------------------------------------------------------- 31 Rota Cultural Em Paços de Ferreira Índice de anexos Anexo I – Quadro Restaurantes Anexo II – Imagens Parques de Lazer Anexo III – Quadro Recursos Culturais do Concelho de Paços de Ferreira Anexo IV – Os Artesãos do Concelho Anexo V – Quadro de Festas e Romarias do Concelho Anexo VI – Breve Explicação dos Modelos de Rota Anexo VII – Questionários Anexo VIII – Listagem de Associações Anexo IX – Listagem dos 21 Monumentos Anexo X – Rota Especializada do Percurso 1 Anexo XI – Carta Desportiva Concelho paços de Ferreira Anexo XII – Breve Discrição dos Monumentos: Dólmen de Lamoso, Citania de Sanfins, Bouça das Fervenças, Museu Arqueológico, Museu Municipal, Capela de S. Francisco, Pombeiro Ribavizela, Igreja de S. Vicente de Sousa, Torre de Vilar. Rota Cultural Em Paços de Ferreira Índice de Gráficos Gráfico I – Variação da População Residente no Vale do Sousa (1940-2001)---------- 10 Gráfico II – Pirâmide Etária do Concelho de Paços de Ferreira (2001)----------------- 10 Gráfico III – Indicadores Demográficos do Concelho de Paços de Ferreira (2001)--- 11 Gráfico IV – Procura turística no Centro de informação Turística de Paços de Ferreira (2004-2006) ------------------------------------------------------------------------------- 18 Rota Cultural Em Paços de Ferreira Índice de Quadros e Figuras Quadro I – Oferta de Alojamento Paços de Ferreira --------------------------------------- 12 Quadro II – Oferta de Restauração em de Paços de Ferreira, por freguesias -- Anexo I Quadro III – Oferta de Bares e Discotecas, por freguesias -------------------------------- 13 Quadro IV – Oferta de Espaços de Recreio e Lazer, por freguesias --------------------- 14 Quadro V – Monumentos que Integram a Rota do Românico do Vale do Sousa ----- 19 Figura I – Mapa da Região do Vale do Sousa ------------------------------------------------- 7 Rota Cultural Em Paços de Ferreira I Introdução Apesar do turismo ser um tema de extrema importância para ser estudado, uma vez que é um dos principais sectores que contribui para o desenvolvimento de uma região, existem vários factores que o dificultam. Deste modo, os trabalhos executados têm como objectivo a recolha exaustiva de documentos, para que num acumulado de informação se possa extrair a informação essencial para que cada vez mais se possa conhecer e identificar o fenómeno do turismo como um importante factor de desenvolvimento. Para isso, é necessário uma pesquisa bibliográfica, de artigos científicos devidamente reconhecidos por autores conceituados sobre o tema, em variados centros e instituições especificamente capacitados para nos dar resposta sobre um tema tão vasto que é o Turismo. Contudo, pela natureza da área em estudo, na procura de alguns dados estatísticos e até mesmo bibliografia científica para abordar o estudo, são encontradas algumas limitações, a fim de se poder melhor avaliar a área, neste caso o concelho em estudo. II Metodologia As sociedades actuais cada vez mais se apercebem dos benefícios do turismo e da sua importância para promover o desenvolvimento socio-económico no contexto local, regional e nacional, uma vez que é um sector capaz de se afirmar como o principal motor de desenvolvimento de uma região. Embora o turismo seja encarado como sendo uma indústria, não tem características únicas e específicas que definam os seus padrões e parâmetros. É por se relacionar com todas as esferas económicas, que o turismo é tão importante para uma região ou país, proporcionando um desenvolvimento em todas as áreas (Forte, 1998, pp. 89-99). O presente trabalho parte de uma avaliação de diversas temáticas identificadas como fundamentais para a qualificação turística deste concelho, convergindo para uma avaliação da sua oferta e procura turística de modo a que seja possível chegar a uma definição 1 Rota Cultural Em Paços de Ferreira estratégica dos atributos desta área / destino – como eco de uma adequada articulação oferta / motivação. Como sustentação da criação da RCPF irá ser realizada uma pesquisa de carácter exploratório sob a forma de inquérito de resposta fechada a personalidades em diversas áreas de actuação no concelho de Paços de Ferreira, com o objectivo de obter informações no sentido de esclarecer algumas dúvidas que possam surgir na elaboração da Rota Cultural de Paços de Ferreira. III Revisão Bibliográfica 3.1 A Importância do Turismo no Desenvolvimento Regional Já é quase comum dizer-se que nos dias de hoje existe uma actividade económica com potencial e capacidade para se assumir como motor de desenvolvimento de qualquer cidade, região ou país, sendo essa actividade o Turismo (Forte, 1998, pp. 89-99). Segundo Melo (2003, pp 31-33), ao turismo pode-se atribuir um importante lugar na economia essencialmente pelo seu papel em três vectores: primeiro o social porque garante às populações a melhoria da qualidade de vida, segundo o económico ao contribuir para a solução de problemas económicos e como factor de dinamização da economia global e por último o territorial porque contribui para compensar ou atenuar os desequilíbrios regionais. Pelas suas características, o turismo é claramente uma indústria que poderá ter uma contribuição decisiva para atenuar as assimetrias que subsistem no território nacional, sendo entendido como um instrumento de estreita conexão que deve existir entre o desenvolvimento regional e o desenvolvimento nacional, na medida em que os efeitos económicos e sociais do turismo, verificados numa determinada região, se repercutem no seu todo nacional (Marques, 2000). Sendo o turismo um fenómeno essencialmente regional e com características que o diferenciam das demais actividades económicas, qualquer esforço para o seu desenvolvimento implica estarem garantidas condições básicas ao nível das infraestruturas, equilíbrio ecológico, financiamento e comercialização, por forma a serem minimizados os riscos que lhe estão associados. Por outro lado, esta actividade necessita de 2 Rota Cultural Em Paços de Ferreira ser planificada e integrada no desenvolvimento regional, embora com um tratamento ao nível de indicadores e instrumentos de análise específico (Silva, 1988). Para além disso, a valorização e fortalecimento do turismo passa também pela defesa do património histórico, pela preservação e melhor aproveitamento dos monumentos, pelo enriquecimento dos valores tradicionais, desde a arquitectura regional ao folclore, passando pela gastronomia e pela defesa dos recursos naturais e, também, neste aspecto, é necessário ter uma perspectiva de desenvolvimento regional (Cunha, 1997). 3.2 Condicionalismos do Desenvolvimento Turístico No entanto, há que ter em consideração que uma opção de desenvolvimento turístico regional se tem de sujeitar a alguns condicionalismos, de entre os quais: 1. “O turismo não pode ser encarado como uma panaceia. Para o turismo ser consistente é indispensável a existência de valores mínimos que o justifiquem; 2. Na maior parte das regiões, o turismo não é a actividade alternativa de desenvolvimento e, nestes casos, as actividades turísticas devem ser concebidas como estímulo e adjuvantes e não como base principal; 3. Os equipamentos e os modelos de desenvolvimento turístico têm de ser programados em função das características e valores regionais e não pela adopção de modelos alheios; 4. O turismo tem de respeitar os recursos naturais e culturais existentes e ser factor de valorização” (Cunha, 1997, p. 286). Dispondo de condições e recursos naturais invejáveis, com a construção de diversas infraestruturas, a actividade turística começa a impor-se como um sector económico de relevo. Ao longo dos tempos, o seu crescimento disparou, situando-se hoje como uma das mais importantes vertentes da economia, sendo em algumas regiões, a principal actividade económica, enquanto que noutras áreas, é vista como opção para combater o atraso e isolamento em que há desde muito se encontram (Figueira, 1993, pp. 29-34). 3.3 O Carácter do Turismo no Desenvolvimento Regional O desenvolvimento regional beneficia com o turismo, provocando benefícios directos e indirectos para o sector. Contudo é necessário haver medidas de planeamento turístico integrado, como forma de levarem a cabo uma acção coerente e racional, tendo por base o 3 Rota Cultural Em Paços de Ferreira tratamento científico desta actividade, sendo com certeza uma via para o desenvolvimento regional (Silva, 1988). Deste modo, a participação do turismo no desenvolvimento regional pode assumir o carácter de: a) “Desenvolvimento integrado – quando o turismo surge como um promotor dominante do processo de desenvolvimento sem, contudo, o monopolizar; b) Desenvolvimento catalítico – quando as actividades turísticas surgem como estimuladoras do desenvolvimento, assumindo um papel complementar; c) Desenvolvimentos císticos – quando as actividades turísticas podem ser úteis ao desenvolvimento regional e constituírem um meio de diversificação da actividade económica, mas não o influenciam” (Cunha, 1997, p. 284). Foi no decorrer do ano de 1970, que com vista a tornar o sector do turismo um instrumento de efectivo desenvolvimento regional, se começou a desenhar um modelo turístico «alternativo» ou «integrado». Propunha-se então o desenvolvimento turístico baseado na mobilização efectiva dos diferentes recursos locais/endógenos (mão-de-obra, capital, gestão, ambiente...), sustentado por articulações com os diversos domínios da vida regional e em harmonia com os valores culturais e o ambiente das regiões de acolhimento. Muitas destas ideias passariam a participar na formulação da política turística de grande número de regiões e nas respectivas estratégias de desenvolvimento endógeno (regional). Assim, neste novo contexto, o sector deixaria de ser entendido apenas como instrumento de crescimento da economia nacional para passar a ser visto como factor de desenvolvimento regional (Feio, 1991,pp. 408-426). Desta forma, o turismo só poderá, de forma eficaz, garantir a defesa dos seus recursos se tratado como o somatório de pequenas partes de um corpo que na sua diferenciação é e deve ser assumido como um povo, uma região e uma cultura. As dificuldades impostas pela concorrência, o acesso a meios financeiros, a capacidade para ganhar autonomia nas decisões e poder para as impor perante a administração central, conduzem-nos objectivamente para caminhos de cooperação, esforço conjunto, de unidade e não de dispersão (Figueira, 1993, pp. 29-34). 4 Rota Cultural Em Paços de Ferreira Segundo Cooper (2003), o turismo faz uso de recursos locais, em muitos casos subaproveitados com fracas potencialidades de utilização económica ou renovável, pelo que permite uma exploração mais eficaz das potencialidades da região. Paralelamente, constitui um factor de diversificação da estrutura económica regional, multiplicando as oportunidades de emprego e aumentando, consequentemente, o produto e o nível de vida das populações locais. Assim, o turismo tem demonstrado que consegue produzir importantes efeitos multiplicadores na economia regional, promovendo a dinamização e modernização do tecido económico e garantindo ao mesmo tempo os limiares críticos necessários à criação de infra-estruturas e equipamentos. Contudo, numa perspectiva de desenvolvimento através dos fundos da CEE, nomeadamente do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), poderá contribuir decisivamente para a atenuação das assimetrias, a mobilização dos recursos endógenos e a criação de emprego, articulando acções com as autarquias locais e o poder central, tendo em vista o desenvolvimento regional (Governo Civil Braga, 1985, p. 61). 3.4 Força Competitiva do Turismo No caso português, a maior ou menor força competitiva do turismo passa pela capacidade em valorizar as nossas diferenças e transformá-las em vantagens comparativas. A base mais profunda da motivação turística é o apelo da diferença que, por sua vez, provoca a ânsia da descoberta que, em todos os tempos, caracterizou o comportamento do homem (Cooper, 2003). Cunha (1997) salienta que, as razões a que levam a que o turismo seja um motor de desenvolvimento regional, e simultaneamente de expansão económica, são de vária ordem, tal como o facto de estar intrinsecamente ligado às especificidades de cada região, uma vez que só é viável quando existem valores locais que garantam uma vocação turística. Assim, o turismo é uma actividade que num processo de desenvolvimento regional resulta do aproveitamento do património e valores locais, concentrando-se nos valores endógenos. Por isso, são estes valores que estão na base do aproveitamento turístico de uma região que lhe concede a capacidade de gerar riqueza. 5 Rota Cultural Em Paços de Ferreira Para além disso, o turismo tem a capacidade de operar uma transferência de rendimentos das regiões mais desenvolvidas para as menos desenvolvidas e ocasiona uma exportação de bens e serviços no interior da região, que de outro modo se não verificaria, estimulando assim o desenvolvimento económico da região. A nível regional, obriga e justifica a construção de infra-estruturas e de equipamentos que servem não só a população local, bem como aquelas que visitam a região, uma vez que a construção de vias de comunicação, instalação de estabelecimentos bancários e outros, a partir de certa dimensão, e em função do desenvolvimento turístico, leva a que a população local seja beneficiária desses equipamentos. E por último, contribui para a dinamização e modernização da produção local (Cunha, 1997). No caso europeu, a problemática centra-se agora na solução dos desequilíbrios regionais à escala comunitária, devendo-se assegurar a eficácia económica do conjunto, estimulando a competição/complementaridade, sem que todavia se perca de vista o objectivo da coesão social, da preservação ambiental e diversidade cultural. Por outras palavras, trata-se de assegurar o dinamismo económico do todo pelo aproveitamento da diversidade das especificidades locais. Por estes motivos, vem sendo dedicada redobrada atenção ao turismo como instrumento de desenvolvimento regional, designadamente em áreas sem grande tradição no sector (Cooper, 2003). Actualmente, a aposta é num plano de demonstração de como crescimento e desenvolvimento são questões diferenciadas ou, de outra forma, de como um crescimento sem regras pode comprometer seriamente o desenvolvimento sustentado, equilibrado, de um sector económico ou de uma região. “O exemplo do Algarve serve para ilustrar aquilo que não se pode nem deve fazer, quer em defesa da actividade turística, quer em opções de desenvolvimento regional” (Figueira, 1993, pp. 29-34). Num plano de desenvolvimento turístico, a Vale do Sousa e Paços de Ferreira nunca poderão ter como opção caminhos que os conduzam à descaracterização da sua identidade cultural e patrimonial. Por isso mesmo, nunca poderá impor-se como um grande destino de massas, o que liquidaria a curto prazo o que os poderá tornar diferentes. A região do Vale do Sousa tem de estar associada à defesa desses valores que, em si mesmos, podem constituir uma oferta diferenciada e de qualidade para a captação de múltiplos segmentos 6 Rota Cultural Em Paços de Ferreira de correntes turísticas interessadas na sua cultura, no seu património, na sua gastronomia e também no ambiente. (Figueira, 1993, pp. 29-34). Em suma, é no turismo que uma região pode ter os caminhos que o conduzam a um desenvolvimento regional que permita combater o isolamento, a desertificação económica e humana e o empobrecimento da sua população. Para além disso, e articulando-se com as autarquias locais e administração central, o turismo é um sector que possui meios para melhorar não só a área territorial, liquidando as assimetrias existentes, bem como ao mesmo tempo conseguir aumentar o padrão de qualidade de vida da população. Contudo, é possível afirmar que embora o turismo constitua hoje inegavelmente um elemento de desenvolvimento, não pode entretanto assumir-se como uma opção exclusiva ou deter um excessivo peso na economia de qualquer região, uma vez que como qualquer outro sector, ao tentar alcançar os seus objectivos, consequentemente provoca impactos tanto positivos como negativos para a região. IV Enquadramento do Vale do Sousa A região do Vale do Sousa, que congrega os Figura I - Mapa Região do Vale do Sousa 11Figura1 concelhos de Castelo de Paiva, Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira. Paredes e Penafiel, situa-se numa zona de transição entre a Área Metropolitana do Porto e o interior da Região Norte, integrando-se na NUT III do Tâmega. O Vale do Sousa confina a norte com o Vale do Ave, a sul com o Entre Douro e Vouga, a poente com a Área Metropolitana do Porto e a nascente com o Baixo Tâmega. Os seis concelhos integram um conjunto de 144 freguesias, que abrangem uma área de 767.1 Km2, representando 3.6 do total da região Norte, o que implica uma densidade populacional de 21 habitantes por Km . 427 Fonte: Plano de Acção para a Implementação e Dinamização Turística e Cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa, 2004, (p 25) 1 VALSOUSA. Comunidade urbana do Vale do Sousa. Mãos á obra 7 Rota Cultural Em Paços de Ferreira Se as características naturais são relevantes para o desenvolvimento turístico, dado que fornecem informação essencial para o tipo de desenvolvimento turístico que deverá ser programado, não são menos importantes as acessibilidades internas e externas, dado que contribuem de forma significativa para a “atractividade” dos locais (Epralima, 2003). A proximidade do Aeroporto Francisco Sá Carneiro (Porto), o acesso Oeste/Este, entre Porto e Amarante, por Auto – Estrada, com atravessamento do Vale do Sousa (Paredes e Penafiel), a A42 que liga Paços de Ferreira ao Porto que serve uma parte da região do Vale do Sousa. A linha ferroviária que permite ligar o eixo Paredes/Penafiel ao Porto. São condições de acessibilidade externa e interna no Vale do Sousa que facultam vários modos de aceder e fruir a Rota do Românico, apesar dos constrangimentos que ainda se verificam e que são particularmente expressivos ao nível das ligações Globalmente, a localização relativa do Vale do Sousa revela algumas desvantagens decorrentes da influência do crescimento urbano e industrial do Noroeste de Portugal mas, simultaneamente, torna evidentes diversas vantagens competitivas. V Enquadramento de Paços de Ferreira Freguesia sede: Santa Eulália, distrito e bispado do Porto. Couto dependente da Vila de Ferreira, ficando anexado. D. Manuel deu-lhe foral, em Lisboa, a 15 de Setembro de 1514 2, (Foral da antiga Vila de Ferreira - couto ou mosteiro e não Paço de Ferreira - honra). Paços de Ferreira foi couto dos frades Cruzios de S. Pedro de Ferreira e depois do bispo do Porto. Houve nesta região um mosteiro dos Templários, fundado em 1120 por D. Sueiro Viegas que em 1319 passou a ser dos Cruzios. O bispo do Porto, D. João de Azevedo anexou este convento, in perpetuum, à mesa pontifical da Catedral do Porto, em 1475, por Bula do Papa Sixto IV. Em 1811 Paços de Ferreira era honra do Minho, com juiz ordinário, sendo da comarca, provedoria e diocese do Porto e tendo por donatário o bispo do Porto. Dez anos depois é concelho da comarca do Porto, mas divisão eleitoral de Penafiel, com 1 freguesia de 162 2 Livro dos forais Novos do Minho, fl.58, coluna 2 8 Rota Cultural Em Paços de Ferreira fogos e 490 habitantes. (As honras e coutos, talvez depois de 1790, ano em que foram abolidas, ou pela constituição de 1820, passaram à designação comum de concelho). Em 1832 é dado como concelho da comarca de Penafiel e província do Douro, neste mesmo ano já não aparece o concelho de Ferreira (Couto), mas o de Paço de Ferreira, teriam sido, devido à sua reduzida dimensão anexados ao concelho de Aguiar de Sousa. No entanto, em 1835 as freguesias de Couto de Ferreira e de Paços de Ferreira são incorporadas no julgado de Santa Eulália de Barrosas e desanexadas do concelho de Aguiar de Sousa. Em 1836, através do decreto 6 de Novembro, assinado por D. Maria II, Paços de Ferreira reaparece como Concelho na comarca de Penafiel, com 2417fogos.3 O surgimento do novo concelho aparece numa altura em que a actividade essencial da sua população era a agricultura, complementada com algumas actividades artesanais em que a cestaria, a tanoaria, os teares, as moagens, os tamanqueiros, os funileiros e os fogueteiros se destacavam. A pouco e pouco, muito mercê do mercado próximo do Porto e dos acessos fáceis àquela cidade, vão aumentando e proliferando os pequenos ofícios, lentamente transformados em fábricas. E o trabalho da madeira é, em Paços de Ferreira uma actividade que radica nesta incipiente actividade industrial do final do século XIX. Já em 1920, em Freamunde, exista uma importante Fábrica de Mobiliário Escolar, anunciadora de uma pujança industrial que a segunda metade do século XX veio a confirmar.4 Pertencente ao distrito e diocese do Porto, situa-se na região do Vale do Sousa, dista cerca de 25 km da cidade do Porto e é constituído por 16 freguesias, ocupando perto de 70 Km2. Integrado numa zona intermédia entre o litoral desenvolvido e o interior carenciado, Paços de Ferreira ocupa, na área de maior tradição industrial da região Norte, uma posição estratégica, de fronteira com as principais concentrações industriais da região: a Norte e Oeste, a bacia têxtil algodoeira do Vale do Ave, a Sudoeste, a Área Metropolitana do Porto e a Sul e a Leste, centros como Penafiel, Paredes e Lousada, no Vale do Sousa. Mas se o concelho de Paços de Ferreira se afirma nos dias de hoje, pela sua modernidade e pelo seu dinamismo económico, ele mantém pergaminhos históricos evidentes, 3 Plano de Acção para a Implementação e Dinamização Turística e Cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa, 2004, pp 125-130) 4 Roteiro Turístico. Terras do Sousa. Edição Ader-Sousa 9 Rota Cultural Em Paços de Ferreira fundamento de uma identidade cultural inegável. E algumas estruturas culturais como o Museu do Móvel, o Museu da Citânia de Sanfins e a própria Citânia, afirmam valores patrimoniais do concelho para além das suas fronteiras. Paços de Ferreira foi dos Gráfico I – Variação da população residente no Vale do Sousa (1940-2001) concelhos do Vale do Sousa que maior aumento populacional registou, desde a década de 40 que o aumento registado foi de 183% conforme se verifica no gráfico que se segue. Fonte: Plano de Acção para a Implementação e Dinamização Turística e Cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa, 2004, p. 38 No que diz respeito aos grupos etários Paços de Ferreira, tem assim como os restantes concelhos do Vale do Sousa, o seu maior numero de habitantes na faixa dos 25 aos 64 anos com (54%), seguido do grupo etário dos 0 aos 14 anos (21.7%), 15-24 anos (15.9%) e finalmente o grupo com menos população dos 65 a 85 anos ou mais (8.5%) Conforme se pode ver no gráfico que se segue relativo Gráfico II – Pirâmide etária aos indicadores demográficos, Paços de Ferreira regista a ‘taxa de natalidade e de fecundidade’ mais elevada de todo o Agrupamento de Municípios do Vale do Sousa, superior à média da sub-região do Tâmega. Os índices de envelhecimento e de dependência de idosos deste concelho são os menores de todo o Vale do Sousa e inferiores à média da sub-região do Tâmega. Em contrapartida é em Paços de Ferreira que a ‘taxa de mortalidade’ apresenta os valores mais reduzidos de todo 5 o Vale do Sousa . Fonte: Plano de Acção para a Implementação e Dinamização Turística e Cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa, 2004, p. 45 5 Plano de Acção para a Implementação e Dinamização Turística e Cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa, 2004, p. 50 10 Rota Cultural Em Paços de Ferreira Em jeito de conclusão da caracterização de Paços de Ferreira, verifica-se que é um concelho com uma população maioritariamente jovem e Gráfico III – Indicadores demográficos do Concelho de Paços de Ferreira (2001) adulta, a qual manifesta um especial interesse pelo desenvolvimento da região em que se insere, uma vez que cada vez mais se preocupam com a formação dos recursos humanos do concelho. Este é um factor importância, de extrema visto que Fonte: Plano de Acção para a Implementação e Dinamização Turística e Cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa, 2004, p. 50 se interliga directamente com a qualidade da oferta. Se os recursos humanos tiverem formação profissional adequada e assim prestarem um serviço de qualidade, servirá como um contributo de peso a destacar na oferta turística do concelho de Paços de Ferreira. VI A Oferta e a Procura Turística no Concelho de Paços de Ferreira 6.1 A Oferta Turística A análise ao sector turístico manifesta-se indispensável para que, de uma forma mais detalhada, possamos estar conscientes das potencialidades do concelho em questão, para que se possa incidir nos mesmos e tomar medidas para o seu melhoramento. 6.1.1 Alojamento Turístico Num qualquer estudo efectuado, é sempre determinante analisar a situação estatística referente à parte turística da região, uma vez que cada vez mais as regiões apostam no desenvolvimento turístico para assim conseguirem promover as regiões e consequentemente alcançar o lucro desejado e progressivamente dinamizar a região. O quadro seguinte apresenta o número de unidades existentes no concelho de Paços de Ferreira. 11 Rota Cultural Em Paços de Ferreira De lamentar é o facto de ter constatado Quadro I - Oferta de Alojamento Paços de Ferreira a existência de apenas um Hotel de Designação Freguesia ***. Paço de Ferreira tem dois Hotéis Rurais com óptimas condições não só Hotel A Nossa Pensão*** físicas mas também paisagísticas. As Paços de Ferreira Hotel Rural casas de Turismo de Espaço Rural, Quinta da Vista Alegre Freamunde cada vez mais se afirmam como uma Quinta do Pinheiro Freamunde alternativa de oferta de alojamento que TER se diferencia enquanto forma de Casa de Rosende Raimonda prestação de serviços. Quinta do Alves Arreigada Quinta do Engenho Eiriz Para além da análise quantitativa em Quinta do Sistelo Paços de Ferreira Paços de Ferreira que nos permite O Ramalhete Frazão verificar a distribuição espacial da Fonte: Brochuras Promocionais, 2006. oferta pelo concelho, bem como conhecer o tipo de oferta de alojamento existente, manifesta-se igualmente importante uma análise sobre o tipo de serviços prestados nas unidades, bem como as características do tipo do alojamento existente, de forma a que melhor se possa avaliar, quantitativamente e qualitativamente a oferta, para que após a análise seja possível avaliar os serviços que têm por objectivo satisfazer os clientes, cada vez mais exigentes, nos empreendimentos turísticos (Epralima, 2003). Efectivamente, o serviço prestado nos empreendimentos turísticos, são factores que têm uma influência directa sobre o resultado final da experiência de viagem dos turistas, sendo momentos que marcam a memória daqueles que visitam o concelho. Assim, após a visita aos empreendimentos turísticos do concelho e respectiva constatação dos serviços que dispõem aos seus clientes, os principais resultados a retirar são, o facto de haver falta de instalações para pessoas com mobilidade condicionada, bem como a maioria dos empreendimentos não disponibilizar serviço de baby sitter ao dispor do cliente. Na análise aos serviços de animação de Paços de Ferreira, em visitas às instalações e análise de informação disponível sobre os mesmos, verifica-se que o concelho apresenta uma situação favorável nos estabelecimentos de alojamento, a qual se verifica pelas 12 Rota Cultural Em Paços de Ferreira condicionantes físicas dos próprios estabelecimentos. No entanto com excepção da piscina ao ar livre e o court de ténis, a oferta de equipamentos de animação é insignificante em quase todos os empreendimentos da hotelaria. 6.1.2 Estabelecimentos de Restauração Em termos de restauração e gastronomia, o concelho de Paços de Ferreira tem ao dispor uma vasta variedade de estabelecimentos de restauração com iguarias gastronómicas, características da região. Tal como evidencia o Quadro nº 26, Paços de Ferreira tem uma vasta variedade de estabelecimentos de restauração (48 restaurantes)7 espalhados pelas várias freguesias. De realçar, “ A Nossa Pensão”, no centro de Paços de Ferreira uma vez que se trata do mais bem conceituado e mais procurado restaurante do concelho. Para além deste existem outros restaurantes, os quais primam pela qualidade das saborosas iguarias da gastronomia que confeccionam. 6.1.3 Entretenimento Nocturno Quadro III - Oferta de Bares e Discotecas, por freguesias Paços de Ferreira possui ao dispor dos turistas espaços onde estes possam terminar o seu fim de dia ou mesmo entrar pela noite dentro de uma forma divertida e descontraída. Os estabelecimentos que se encontram descritos no quadro nº 3 ao longo do ano fazem diversas festas temáticas em função da época do ano. Da análise do quadro podemos constatar que a oferta de Recurso Bar Adhoc Bar Discoteca Elitis Cascos de Rolha Bar MI.KA.DU. – Bar/ Café Bar Discoteca Dezassete Plus Portagem Bar Discoteca El Danúbio Discoteca Ovnis Discoteca VCI Must Café Dani Bar Fonte: Brochuras Promocionais, 2006. entretenimento nocturno em Paços de Ferreira é variada e diversificada. 6 Anexo1: Quadro II - Estabelecimentos de Restauração 7 Segundo informações da Câmara Municipal de Paços de Ferreira 13 Freguesia Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Penamaior Modelos Freamunde Figueiró Frazão Rota Cultural Em Paços de Ferreira 6.1.4 Espaços de Recreio e Lazer A criação de espaços de recreio e lazer surge da necessidade da melhoria das condições de vida das populações, no entanto estes espaços podem também ser motivo de selecção para os turistas. O quadro seguinte (IV) apresenta os espaços de recreio e lazer. A criação destes espaços8 surge da necessidade de fazer face aos desequilíbrios que se verificam na organização do território.Com este tipo de espaços muito se tem contribuído para a promoção cultural das regiões e do seu espólio cultural e ao mesmo tempo impulsiona-se a troca de Quadro IV: Oferta de Espaços de Recreio e Lazer, por freguesias. Denominação Espaço Internet Freguesia Paços de Ferreira Pavilhão Desportivo Municipal Piscinas Municipais Pista de Patins em Linha Court Tennis Mini Golf Centro Equestre de Freamunde Centro Hipico Parque Urbano Parque de Lazer da Freguesia de Freamunde Parque de Lazer da Freguesia de Ferreira Parque de Lazer da Freguesia de Meixomil Parque de Lazer da Freguesia de Seroa Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Freamunde Meixomil Paços de Ferreira Freamunde Ferreira Meixomil Seroa Fonte: Câmara Municipal de Paços de Ferreira, 2006 conhecimentos e experiências. Nestes espaços podem-se desenvolver vário tipo de actividades que podem ser desde a prática de desportos até aos piquenique passando pela leitura andar de barco enfim variadíssimas actividades que podem ser desenvolvidas no sentido da criação de um produto turístico. 6.1.5 Paisagens Paços de Ferreira possui quatro pontos de referência no que respeita a observação das suas paisagens que são o Alto da Senhora do Socorro na freguesia de Codessos, a Citânia de Sanfins na freguesia de Sanfins, o Monte do Coração de Jesus na freguesia de Freamunde e o Monte do Pilar na freguesia de Penamaior. 6.1.6 Distribuição dos Recursos Culturais As novas tendências do turismo têm tentado alcançar um importante desenvolvimento dos espaços turísticos, através de fórmulas diferenciadoras que os tornem mais competitivos. É neste sentido, que os recursos turísticos territoriais, como “matéria-prima” da actividade turística e como elementos pertencentes ao sistema turístico, têm sido avaliados com base 8 Anexo 2 Imagens dos Parques de Lazer 14 Rota Cultural Em Paços de Ferreira nos índices de preferência das pessoas que visitam os locais. Uma Estratégia de Desenvolvimento para o Turismo em Paços de Ferreira Como resposta a uma tentativa de revitalização dos meios, é necessário considerar o turismo como uma alternativa e não como um instrumento que facilite um novo marco de desenvolvimento. Assim, as actividades turísticas estão necessitadas de modelos de desenvolvimento turístico adequados às suas características naturais paisagísticas, monumentais, artesanais, bem como culturais, que permitam, através da sua coesão, um desenvolvimento equilibrado e sustentável da área em questão. É neste sentido, que o desenvolvimento turístico deve ser integrado nessas novas estruturas, potenciando todos os elementos que compõem o seu sistema e entre eles os recursos territoriais turísticos. No concelho, existe um vasto património cultural de inegável qualidade apresentando-se como elemento potencializador de todos os recursos9 Relativamente ao património arquitectónico civil, é de destacar CASA DE ROSENDE, situada na freguesia de S. Pedro da Raimonda, Uma das mais antigas e imponentes casas da região, construída nos sécs. XVII e XVIII, embora com origem muito mais remota, pois aparece já referenciada no séc. X. A casa sobressai, pela sua dimensão e valor arquitectónico, de um notável conjunto de casa que lhe ficam próximas. Na capela do séc. XIX existe um raro conjunto de frescos votivos. Possui jardins magníficos com belos exemplares de camélias, e está rodeada de pomares, vinhas e um frondoso parque, formando um conjunto capaz de proporcionar agradáveis horas de lazer Quanto ao património arqueológico, existe na freguesia de Lamoso, nas proximidades do lugar de Condominhas, um Dolmén a sua construção data do III milénio A.C. permanecendo como o único no concelho cientificamente divulgado desde os finais do século XIX até a primeira metade dos anos sessenta. Classificado como Imóvel de interesse público pelo Dec. Nº47508, de 24.01.1967. A Citânia de Sanfins situada nas freguesias de Sanfins de Ferreira e Eiriz, com uma área amuralhada de cerca de 15 hectares e com cerca de 180 construções habitacionais já a descoberto, constitui o maior povoado castrejo em escavação, cuja edificação se situa no século II A.C. Classificada como Monumento Nacional pelo Dec. Nº35817, de 20.08.1946. 9 Anexo 3 Quadro Recursos Culturais do Concelho de Paços de Ferreira 15 Rota Cultural Em Paços de Ferreira No que respeita ao património arquitectónico religioso muitos são os edifícios dignos de visita no entanto dois são dignos de destaque, a Igreja de S. Pedro de Ferreira localizada na freguesia de S. Pedro de Ferreira, é um exemplo típico de um estabelecimento eclesiástico de raiz agrária. Trata-se de uma construção do românico rural que remonta ao último quartel do século XII. Considerado monumento nacional pelo Dec. Nº14985, de 3/02/1927. E a Capela de São Francisco situada na freguesia de Freamunde que se encontra em vias de classificação, despacho de 11.09.2000. Sem dúvida que o património arquitectónico é um recurso de extrema importância para qualificar e diversificar a oferta de uma região, contudo não menos importantes são os restantes recursos culturais, como o artesanato e as festas, feiras e romarias existentes no concelho. Assim sendo, no que respeita ao artesanato10, vários são os ofícios que os artesãos desenvolvem, como tecelagem; malhas; cestaria e esteiraria, bordado, trabalhos em madeira, trabalhos em pedra, mobiliário de Verga ou similar, pintura, trabalho em metal, cerâmica / olaria, pirotecnia, moagem tradicional, calçado /tamanqueiro, costura, arte de estofador, ferreiro Por fim, as festas, feiras e romarias são igualmente eventos de grande importância para o turismo e desenvolvimento, uma vez que atrai os turistas ao concelho para momentos de grande alegria e animação11. De destacar, são as festas Sebastianas em Freamunde que se fazem no 2º domingo de Julho. de cariz religioso, a Feira dos Capões, em freamunde a 13 de Dezembro, a Capital do Móvel trata-se de uma feira de mobiliário que tem lugar entre a ultima semana de Agosto e a primeira de Setembro. 6.1.7 Transportes e Acessibilidades De acordo com a análise feitas aos recursos do concelho de Paços de Ferreira e após sucessivas visitas ao local de estudo, verifica-se que em termos de acessibilidades o concelho apresente uma boa rede, contudo o aspecto negativo a apontar, é o facto de ter uma má rede de transportes públicos para servir a população local e os turistas que dela necessitem para se deslocarem. 10 Anexo 4 Quadro dos Artesãos do Conselho 11 Anexo 5 Quadro das Festas e Romarias do Concelho 16 Rota Cultural Em Paços de Ferreira O Concelho é servido por uma empresa de transportes – Auto Viação Pacense – que efectua carreiras diárias a partir do centro do Concelho para o Porto e também para os concelhos limítrofes. Estas carreiras são de horários fixos, sendo que para o Porto existem várias entre as 6.30 horas e as 20.00 horas. Para o turista se movimentar em Paços de Ferreira (Concelho) o mais indicado será o automóvel, e para quem necessitar de alugar existem duas empresas de aluguer de automóveis que são a “Europcar” e a “Atlas” sedeadas no centro da cidade. Em suma, numa análise geral, o concelho de Paços de Ferreira é composto por recursos em bom estado físico, mas com casos específicos em que é urgente uma intervenção por parte de quem é devido, para que de facto se consiga cada vez mais qualificar a oferta turística do concelho e assim conseguir satisfazer as necessidades, desejos e motivações daqueles que escolhem o concelho de Paços de ferreira. Assim, é o seu conjunto que é necessário qualificar e proteger, uma vez que a procura turística destaca-se não só pelos negócios que aqui se fazem, pelos monumentos, mas também pela sua beleza natural. 6.2 PROCURA TURÍSTICA A procura turística de uma qualquer área em estudo manifesta-se de extrema importância, uma vez que a partir dos dados recolhidos sobre a procura, é possível analisar o estado turístico do local específico, concluindo se satisfaz as necessidades, desejos e motivações dos turistas, exercendo um poder de atracção que faça com que no momento de partida manifeste vontade de regressar um dia. Os resultados apurados constituirão importantes indicadores que ajudarão, o sector público e o sector privado que operam no Turismo, a reformular e direccionar os produtos turísticos, no sentido de prestar serviços com uma qualidade crescente. Uma análise da procura turística de uma região, neste caso do concelho de Paços de Ferreira faria todo o sentido mesmo para dar seguimento ao quadro apresentado relativamente ao alojamento, no entanto após várias pesquisas não foram encontrados elementos suficientes para que se possam tirar conclusões relativamente a este ponto. No entanto existem estatísticas relativamente á procura no Centro de Informação Turística de Paços de Ferreira que se traduz no gráfico IV que se segue. 17 Rota Cultural Em Paços de Ferreira Gráfico IV – Movimento de Turistas no Posto de Turismo de Paços de Ferreira Novembro Setembro 2006 Julho 2005 Maio 2004 Março Janeiro 0 200 400 600 800 1000 1200 Fonte: CITC (centro informação turística de Paços de Ferreira) Através do gráfico IV relativo ao movimento de turistas no posto de turismo podemos ver claramente o fenómeno da sazonalidade, embora não tenhamos dados para verificar as variações, uma vez que se verifica um pico de procura turística nos meses de Agosto e Setembro, em detrimento dos restantes meses. No que respeita à nacionalidade, não existem números para se poder fazer análise pormenorizada no entanto verifica-se que predomina a visita de turistas de nacionalidade portuguesa, seguidos dos espanhóis. Os dados apresentados, revelam que, não tem havido uma análise da procura turística, numa perspectiva de conhecimento do perfil do turista bem como a quantidade de visitantes. No entanto, a evolução do sector turístico tem demonstrado que é fundamental conhecer a imagem construída pelos consumidores sobre o destino seleccionado, que muito poderá contribuir para encontrar soluções para os problemas como a sazonalidade entre outros. Concluindo, entende-se ser necessário, estabelecer uma estratégia através da qual seja possível conhecer os comportamentos dos visitantes, seja por tipo de produtos ou serviços consumidos, seja por local de origem e desta forma, posicionar Paços de Ferreira. Assim, é necessário apostar num produto turístico, o qual se define como uma combinação de prestações e ofertas, tangíveis e intangíveis, que proporcionam ao turista uma satisfação e desfrute em resposta às suas expectativas e motivações. (Pardellas, 2002, pp. 9-13). 18 Rota Cultural Em Paços de Ferreira VII O Cruzamento da RRVS com a RCPF A Rota do Românico do Vale do Sousa compreende 21 objectos de arquitectura Românica, abrangendo os seis concelhos que fazem parte da Comunidade Urbana do Vale do Sousa. Estes objectos encontram-se distribuídos por dois eixos, o dominante e o complementar, sendo que no eixo dominante encontram-se onze objectos patrimoniais que evidenciam valores mais relevantes da arte românica ou que são portadores de uma memória histórica assinalável e os restantes dez no eixo complementar. Quadro V – Monumentos que Integram a Rota do Românico do Vale do Sousa Eixo Dominante Eixo Complementar Igreja do Mosteiro de Pombeiro de Ribavizela (Felgueiras) Monumento funerários de Sobrado (Marmoiral) (Cast.de Paiva) Igreja de S. Salvador de Unhão (Felgueiras) Igreja de Santa Maria de Airães (Felgueiras) Igreja de S. Vicente de Sousa (Felgueiras) Igreja Velha de S. Mamede de Vila Verde (Felgueiras) Igreja de Santa Maria de Meinedo (Lousada) Igreja do Salvador de Aveleda (Lousada) Torre de Vilar (Lousada) Ponte de Vilela (Lousada) Igreja de S. Pedro de Ferreira (Paços de Ferreira) Ponte de Espindo (Lousada) Igreja de S. Pedro de Cête (Paredes) Ermida de Nossa Senhora do Vale de Cête (Paredes) Igreja de S. Salvador de Paço de Sousa (Penafiel) Torre/Castelo de Aguiar de Sousa (Paredes) Igreja de S. Gens de Boelhe (Peanfiel) Igreja de S. Miguel de Entre-os-Rios (Penafiel) Igreja de S. Miguel de Gândara/Cabeça Santa (Penafiel) Memorial da Ermida, em Irivo (Penafiel) Igreja de S. Pedro de Abragão (Peanfiel) Fonte: Relatório final – Plano de Acção para a Implementação e Dinamização Turística e Cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (2004, pp. 161,162) A rota está estruturada em dois percursos que se diferenciam em três tipos de rota12, a rota genérica (tipo A); rota alargada (tipo B) e a rota especializada (Tipo C). a existência destes tês modelos de rota tem como principal objectivo a flexibilidade em relação aos 21 objectos patrimoniais, ao publico alvo e em relação aos produtos turísticos que dela podem resultar. Segundo o (Plano de Acção para Implementação e Dinamização Turística e Cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa, 2004, p.162), os percursos que sejam fruídos num modelo de viajem e estadia mais prolongada e, consequentemente, mais exploratória dos valores patrimoniais deste território, combinam aqueles dois “eixos” de objectos românicos com um terceiro conjunto que se designa por “suplementar” a que integra diversos outros 12 Anexo 6 Breve Explicação dos Modelos de Rota 19 Rota Cultural Em Paços de Ferreira elementos (igrejas, capelas, solares, citânias, megalíticos, etc.), independentemente da exigência da sua identidade românica, deixando ao critério dos visitantes ou dos operadores turísticos, que definam e comercializem programas associados á Rota, a escolha mais adequada destes, proporcionando um campo mais abrangente á aplicação uma “geografia variável” na definição de percursos. Neste sentido surgiu a ideia de uma Rota Cultural em Paços de Ferreira (RCPF) que pretende prolongar a Rota Especializada do Percurso 1 com visita a outros monumentos em Paços de Ferreira que embora não sejam românicos se podem considerar “suplementares” á RRVS. VIII Analise Swot A Análise SWOT é a principal forma de validar a estratégia definida para a revitalização de um território. O objectivo da auditoria é condensar uma série de informações positivas e negativas acerca do concelho, para que assim se possa iniciar uma estratégia que vá de encontro ao seu desenvolvimento. Esta análise do concelho de Paços de Ferreira, pretende criar uma base de partida para que posteriormente, organizando as ideias e apurando os elementos da análise, se possa avançar com propostas concretas de actuação para combater as debilidades detectadas. 8.1 OPORTUNIDADES • Boa localização face aos aeroportos de Porto e Vigo; • Proximidade regional com pólos turísticos importantes – nomeadamente Braga, Guimarães, Porto, podendo desenvolver-se alguma complementaridade na promoção e captação dos fluxos de visitantes; • Mão-de-obra jovem, o que torna possível uma melhor e mais rápida qualificação profissional; • Investimentos em Animação Turística como mais valia local; • Potenciação da promoção turística e seus principais produtos turísticos; • Oferta de estabelecimentos de animação nocturna com funcionamento todo o ano • Atracção de receitas que podem ser reinvestidas na região, nomeadamente na preservação e conservação dos seus recursos naturais e culturais; 20 Rota Cultural Em Paços de Ferreira • Criação de percursos pedestres, • Tendência para a valorização de aspectos relacionados com a natureza; • Aposta na oferta de novos produtos turísticos, potenciando os recursos endógenos; • Aproveitar o investimento público para o sector do turismo, 8.2 PONTOS FRACOS • Destino turístico de passagem; • Destino turístico de Negócios • Fraca qualificação dos recursos humanos nos vários sectores de actividade, incluindo o sector do turismo; • Algumas agressões paisagísticas; • Falta de informação sobre a oferta turística existente; • Carências na promoção e informação turística, especialmente de material promocional especializado; • Poucas empresas de animação • Deficiente estruturação da oferta e da sua requalificação, com carências em equipamentos e actividades de animação; • Falta de indicação e sinalização dos pontos de interesse turístico no terreno • Falta de acesso, competência no atendimento nos postos de turismo • Falta de acesso aos pontos de interesse turístico, quer por via de horários incompatíveis ou por via de desconhecimento e ausência de acompanhamento • Falta de documentos em língua estrangeira e baixa qualidade de informação 8.3 PONTOS FORTES • Riqueza e diversidade de recursos naturais • Qualidade e valor da paisagem; • Qualidade dos recursos culturais – património, artesanato, gastronomia; • Boas acessibilidades; • O número de visitantes tem vindo a aumentar. 21 Rota Cultural Em Paços de Ferreira 8.4 AMEAÇAS • O aumento significativo do número de visitantes pode vir a exceder a capacidade de carga do concelho, trazendo problemas; • A procura é cada vez mais exigente, relativamente a alternativas de animação, qualidade dos serviços, qualidade da informação, tornando-se imperativo a qualificação da oferta; • Possibilidade de o destino ser preterido a favor de outros em proximidade, com uma oferta de maior qualidade e mais oportunidades de actividades; Em suma, a forte concorrência entre os diversos destinos, obriga à procura de um equilíbrio dinâmico entre as expectativas do turista que procura o mercado/destino português e a qualidade do produto oferecido, de forma a garantir a sua fidelização. Desta análise, fica subjacente a noção de que há muito a fazer, nomeadamente, o incremento da formação profissional, a diversificação dos pacotes turísticos com o incremento das actividades culturais e desportivas e a eliminação da dependência de um número reduzido de mercados emissores. Só assim será possível modernizar a imagem de Paços de Ferreira e promover o aumento da competitividade do turismo em Portugal. IX Metodologia 9.1 Problema: - A Existência de Uma Rota Cultural em Paços de Ferreira O problema de estudo é testar até que ponto a criação de uma Rota Cultural em Paços de Ferreira fará sentido cruzando-a com a Rota Românico do Vale do Sousa. Tendo em conta que o objectivo destas duas Rotas será o desenvolvimento da Região, e que o património será a sua âncora. 9.2 A Amostra Como método de amostra optou-se por uma amostra não probabilística que segundo Mattar (2001) é aquela em que a selecção dos elementos da população para compor a mostra depende ao menos em parte do julgamento do pesquisador no campo. Não há nenhuma hipótese conhecida de que um elemento qualquer da população venha a fazer parte da amostra. 22 Rota Cultural Em Paços de Ferreira Assim a amostra para este estudo trata-se de uma amostra não probabilística por julgamento, uma vez que foram seleccionados casos típicos da população da pesquisa representativos desta. A selecção da amostra foi feita tendo em conta o contacto que á posteriori estas pessoas possam vir a ter com as Rotas em causa. Para tal foram realizados oito inquéritos a representantes do alojamento, restauração, AEPF,13Câmara Municipal de Paços de Ferreira (Vereador do Turismo), funcionários dos museus. 9.3 Recolha de Dados A recolha consistiu na realização de questionários14 de resposta fechada, através dos quais foram colocadas questões relacionadas não só com a RRVS mas também com os monumentos de Paços de Ferreira e os seus públicos. Os questionários foram realizados entre os dias 10 e 16 de Outubro de 2006. 9.4 A Análise de Dados Da análise aos questionários chega-se á conclusão de que a maioria da população inquirida tem conhecimento da RRVS considerando-a muito importante para o desenvolvimento turístico e económico da Região. No entanto julgo que muito há a fazer no que respeita á divulgação deste projecto. Relativamente á pergunta 3 (Quais os principais obstáculos ao sucesso da RRVS), a maioria respondeu a falta de circuitos turísticos e a fraca informação junto dos actores locais vindo em terceiro lugar a falta de unidade politica na região. No que respeita á falta de produtos turísticos a RCPF pode ser uma opção mas não basta é necessário a existência de vários produtos para satisfazer as necessidades/expectativas dos turistas. A fraca informação é de facto um problema que se verifica para tal é necessário a criação de uma estratégia para colmatar esta lacuna. Já a falta de unidade politica julgo ser um obstáculo mais difícil de contornar pois as rivalidades entre os vários municípios da região já se encontram enraizadas no entanto pode ser que com esta nova geração de Presidentes haja uma mudança de atitude. 13 AEPF – Associação Empresarial de Paços de Ferreira 14 Anexo 7 Questionários 23 Rota Cultural Em Paços de Ferreira No que diz respeito á capacidade de atracção turística e cultural dos monumentos seleccionados, a Citânia de Sanfins e o Museu Arqueológico foram considerados pelos inquiridos como os mais importante, seguidos pela Igreja de S. Pedro de Ferreira e pelo Museu do Móvel. A Citânia de Sanfins e o Museu Arqueológico funcionam como uma âncora na RCPF uma vez que se tratam dos monumentos mais visitados do concelho. Segundo os inquiridos o perfil do turista que visita Paços de Ferreira, no que respeita á geografia são predominantemente originários da Região Norte do país e Espanhóis da Galiza. As classes sócio económicas são a média e a média alta com habilitações literárias ao nível da licenciatura. Relativamente ao perfil do turista existe a necessidade de um estudo mais aprofundado no sentido de melhor direccionar os produtos. Os turistas vêm a Paços de Ferreira (segundo os inquiridos), atraídos por em primeiro lugar e por unanimidade a capital do Móvel, seguida pelas Festas Sebastianas. O facto de a Capital do Móvel atrair muitos turistas deve ser aproveitado no sentido de direccionar o turista de negócio para a visita á RRVS e á RCPF. Relativamente á imagem turística de Paços de Ferreira a mais “votada” foram os negócios seguidos pelos monumentos e em terceiro lugar a gastronomia. Paços de Ferreira deve criar produtos turísticos tendo em conta estas três áreas (negócios, monumentos, gastronomia) Como medidas estratégicas para o desenvolvimento turístico de Paços de Ferreira a resposta com maior número de escolha foi a criação de produtos turísticos, seguida da promoção dos monumentos e em terceiro lugar a informação detalhada e cuidada ao turista e á população. X Uma Rota para Paços de Ferreira Os actores locais de Paços de Ferreira detêm um papel preponderante no desenvolvimento do concelho, uma vez que, em associativismo15, exercem uma força determinante na composição do produto turístico regional. Para isso, importa desenvolver, em processo colectivo, uma linha de pensamento estratégico que parta das orientações de política para o 15 Anexo 8 Listagem de Associações 24 Rota Cultural Em Paços de Ferreira estabelecimento de consensos, de forma a construir estratégias que facilitem o desenvolvimento do território em estudo (Gaspar, s/d). Todas as entidades enunciadas16, quer sejam associações de desenvolvimento, empresariais, profissionais ou outras, intervêm em comum, nas estratégias para a dinamização do concelho. No decorrer das acções de desenvolvimento, está sempre presente o facto de que manter ou recuperar a cultura popular, característica autêntica das populações, é um factor essencial, uma vez que as identidades das populações são características únicas de um território. No entanto, muitas vezes, esta importância não é tida em conta por parte das entidades responsáveis pelo desenvolvimento de uma região nomeadamente o poder politico. Os actores locais tem de estar informados para que desta forma possam não só participar activamente nas diferentes actividades mas também para que passem uma imagem positiva junto dos turistas, assim sugere-se ao poder politico de Paços de Ferreira a organização de um evento no sentido de informar todos os actores locais sobre a RRVS e das suas potencialidades no desenvolvimento turístico do concelho. A RRVS é em si uma mais valia para a região do Vale do Sousa e poderá também ser para cada um dos seis municípios que desta região fazem parte, no entanto vamo-nos cingir ao concelho de Paços de Ferreira. Paços de Ferreira tem apenas 1 monumento (Igreja de S. Pedro de Ferreira) dos 2117 que desta rota fazem parte, á priori seria uma desvantagem para o concelho no entanto este monumento é um ex-libris da arquitectura românica em Portugal, e portanto de visita “obrigatória”. Assim sendo, sugere-se um prolongamento da RRVS no seu percurso 1 da rota especializada18 ao qual se vai chamar RCPF. Esta rota pretende que os turistas visitem não só a Igreja de S. Pedro de Ferreira mas também outros monumentos que embora não estejam na RRVS porque não se tratam de monumentos de arquitectura românica no entanto são também monumentos dignos de visita. Com a pretensão de levar a que os turistas pernoitem em Paços de Ferreira por uma ou mais noites elaborou-se uma rota a qual para além de prever a visita a vários monumentos 16 Ver Anexo 8 17 Anexo 9 Listagem dos 21 monumentos 18 Anexo 10 Rota Especializada do percurso 1 25 Rota Cultural Em Paços de Ferreira prevê também actividades distintas dependendo da época do ano em que seja efectuada a visita. 10.1 Os Monumentos Após um estudo dos monumentos existentes em Paços de Ferreira sugere-se a visita aos seguintes locais: Dólmen de Lamoso19 Situado nas proximidades do lugar de Condominhas, freguesia de Lamoso, a sua construção data do III milénio A.C Citânia de Sanfins Situada nas freguesias de Sanfins de Ferreira e Eiriz, com uma área amuralhada de cerca de 15 hectares e com cerca de 180 construções habitacionais já a descoberto, constitui o maior povoado castrejo em escavação, cuja edificação se situa no século II A.C. Bouça das Fervenças a cerca de 800 metros Norte fora do povoado, monumento classificado “Penedo das Ninfas”, com uma inscrição latina que identifica os habitantes da citânia – Fidueneae e a Deusa Cosunea, sua divindade. Também o Penedo das Ninfas está classificado Imóvel de interesse público pelo Dec. Nº39175 de 17.04.1953. Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins Instalado no Solar dos Brandões, edifício do século XVIII de arquitectura Barroca, situado na freguesia de Sanfins na proximidade da Citânia de Sanfins e integrado num conjunto de interesse histórico local. Museu Municipal – Museu do Móvel Tendo como principal objectivo assumir-se como centro interpretativo do concelho desde as origens do seu povoamento até à idade contemporânea. Capela de S. Francisco situada na freguesia de Freamunde, teria sido inicialmente um oratório, a seu tempo demolido para ser erigida a capela e a casa hospício em 1937, de acordo com a inscrição na fachada. Para que a visita não se cinja á visita de monumentos, existem no concelho diversas actividades que se podem fazer para tornar esta Rota mais atractiva. Fazendo com que os Turistas levem do vale do Sousa não só o conhecimento dos seus monumentos mas também experiências positivas que façam com que estes regressem e também que recomendem esta Rota. Assim dependendo da época do ano em que seja feita a visita várias são as experiências colocadas á disposição dos turistas. 19 Ver Anexo12 26 Rota Cultural Em Paços de Ferreira 10.2 As Actividades Teatro - Dependendo do número de visitantes o Grupo Teatral Freamundense poderá representar para os turistas uma das suas peças. Este grupo tem colaborado com associações do concelho bem como com as escolas levando até elas peças teatrais. De Freamunde existem já em finais do séc. XIX noticias nos jornais como uma intensa actividade da “trupe dramática de Freamunde, tendo nesta altura sido distinguidos actores, várias peças foram interpretadas até 1963 ano em que foi formado o Grupo Teatral Freamundense (GTF), que a 22 de Dezembro se estreou com a Peça Gandarela, desde então e até aos dias de hoje nunca mais pararam e vários têm sido os prémios recebidos ao longo dos anos, tendo mesmo representado Portugal no exterior. Música - Existem no concelho vários grupos de índole musical capazes de animar os turistas que se dirijam ao Vale do Sousa e Paços de Ferreira. Estes grupos estão dispostos a participar em iniciativas no sentido de animar a RCPF. Desporto - Para a prática de desportos existem no concelho várias infra-estruturas20 que permitem a execução de vários desportos que passam pela equitação, natação, tennis, futebol, entre muitos outros. Eventos - Dependendo da época do ano em que for feita a visita vários são os eventos culturais, religiosos ou profanos que o turista pode visitar dos quais se destacam: - Capital do Móvel (feira e exposição de moveis) existem duas edições durante o ano sendo uma em Abril e a outra em Agosto. - Feira do livro de Paços de Ferreira realiza-se no início do mês de Junho - Festa da Cidade de paços de Ferreira, que se realiza em conjunto com a tradicional festa do Corpo de Deus no mês de Junho - Festas Sebastianas realizam-se no 2º Domingo de Julho, estas festas contém uma vertente religiosa com a missa e a procissão, e uma vertente profana com as bandas de música, folclore, grupos de musica, cortejo alegórico que tem lugar na 2ªfeira á noite nos quais participam os carros alegóricos, o samba de Ovar, as matronas, grupos de bombos. As vacas-de-fogo são também presença assídua em todas as noites de festa e claro fogo de artifício das mais variadas formas. - Exposição Internacional de Artesanato de Freamunde - Feira dos capões em Freamunde realiza-se a 13 de Dezembro, embora diversos documentos atestem a existência da Feira dos Capões na Vila de Freamunde, desde o séc. XV, a sua institucionalização oficial só se fez por provisão do Rei João V, a 13 de Outubro 20 Anexo 11 Carta Desportiva do Concelho de Paços de Ferreira 27 Rota Cultural Em Paços de Ferreira de 1719. Nesta feira o turista pode não só visitar a feira onde pode adquirir a mais variada paleta de produtos e claro está o capão, mas também pode participar no concurso gastronómico “Capão á Freamunde”que se realiza no dia 12 organizado pela Confraria do Capão. Para além destas actividades pode também ver-se nesta feira exposição equestre onde estão presentes diversas raças e demonstrações equestres por parte de grupos de cavaleiros. (CMPF, Agenda de acontecimentos, nº 14) 10.3 Uma proposta de Rota Em função dos monumentos apresentados e das actividades vários percursos podem ser elaborados tendo em conta a época do ano e também o perfil do turista assim em jeito de exemplo passo a apresentar uma proposta de Rota. Dia 121 • Igreja do Mosteiro de Pombeiro Ribavizela • Igreja de S. Vicente de Sousa • Almoço • Torre de Vilar • Igreja de S. Pedro de Ferreira • Estadia em alojamento escolhido • Jantar • Concerto Orfeão Eiriz na Igreja de S. Pedro de Ferreira Dia 2 • Museu Municipal paços de Ferreira • Capela S. Francisco • Almoço Capão á Freamunde num dos restaurantes já vencedores do concurso gastronómico • Dólmen de Lamoso • Citânia de Sanfins • Penedo das Ninfas • Museu Arqueológico • Peça de teatro no interior do Museu Arqueológico 21 Anexo 12 Breve discrição dos monumentos Pombeiro Ribavizela; Torre de Vilar; Igreja de S. Vicente de Sousa; Torre de Vilar. 28 Rota Cultural Em Paços de Ferreira • Jantar Fim da visita XI Conclusão Apesar do Vale do Sousa ser uma região de fortes potencialidades, ainda são necessárias várias iniciativas para o desenvolvimento da actividade turística na região O facto de agregar várias paisagens, é fácil apreender que é possuidora de muitos atributos para o seu desenvolvimento, sendo por isso necessária uma gestão planeada de estratégias de desenvolvimento e a criação de sinergias para que, apostando nos recursos endógenos se possa atingir a dinamização da região. Assim, a protecção e valorização do património local, o desenvolvimento económico e social dos habitantes, a melhoria da qualidade de vida, o controlo de fluxos de visitantes e melhoria da qualidade da oferta e infra-estruturas de apoio ao turismo, são os objectivos da Carta Europeia do Turismo Sustentável que têm de ser tomados como pontos de honra no desenvolvimento do Vale do Sousa. Desta forma, torna-se fundamental avaliar o que esta parte do território nacional oferece, reflectir sobre as questões do ambiente que com frequência são desprezadas e discutir a correcta utilização dos recursos no planeamento e ordenamento do território. Por isso, apesar das limitações com que a Região se defronta, em relação à falta de formação dos recursos humanos, bem como à carência de algumas infra-estruturas, a Região do Vale do Sousa será certamente um destino cada vez mais procurado por turistas, cuja motivação vai de encontro à cultura, natureza, lazer e claro os negócios. Após efectuado todo o estudo, é visível que se torna cada vez mais importante e necessário disponibilizar informação o mais completa e eficiente possível acerca do concelho de Paços de Ferreira, de forma a ir ao encontro de uma procura selectiva e exigente do visitante. Esta informação passa por uma estratégia de marketing e promoção turística, a qual é feita através de material informativo que deverá visar a informação acerca dos equipamentos de apoio que existem. Numa óptica de cumprimentos destes objectivos e de uma melhor organização do produto, seria importante que o concelho se propusesse a actuações estratégicas, de forma a que articulando os actores locais e regionais públicos e 29 Rota Cultural Em Paços de Ferreira privados e conseguindo os investimentos necessários, o concelho de Paços de Ferreira consiga atingir a dinamização e desenvolvimento pretendido da actividade turística. 30 Rota Cultural Em Paços de Ferreira Bibliografia Agenda de Acontecimentos, nº 14, Câmara Municipal de Paços de Ferreira CENTRO DE ESTUDOS TURÍSTICOS DO VALE DO LIMA (2003), Plano Estratégico para o turismo no Vale do Lima – relatório de progresso, Epralima, Vale do Lima COOPER, Chris et al (2003), Turismo: princípios e práticas, 2ª edição, Ed. Bookman, São Paulo Comunidade Urbana do Vale do Sousa, Mãos á Obra CORREIA, António (2005), Freamunde. Apontamentos para uma Monografia CUNHA, Licínio (1997), Economia e Política do Turismo, McGraw Hill, Alfragide DINIS, Manuel Vieira, (1985), Ermidas e Capelas de Paços de Ferreira DHV – Consultores (2004) Plano De Acção Para Implementação E Dinamização Turística E Cultural Da Rota Do Românico Do Vale Do Sousa, Tomo I, II, III. FEIO, P. et al (1991), O Turismo nas políticas recentes de desenvolvimento regional – o caso português, Finisterra – Revista Portuguesa de Geografia, vol. XXVI, Centro de Estudos Geográficos, Lisboa, pp. 408-426 FIGUEIRA, Carlos Luís (1993), O Turismo e Desenvolvimento Regional, Poder Local, nº126, pp.29-34 FORTE, Atílio (1998), A vertente empresarial da estratégia de promoção turística, Turismo: Uma Actividade Estratégica, Ministério da Economia, Economia e Prospectiva, Gabinete de Estudos e Prospectiva Económica, voII, nº4, Lisboa, pp. 89 – 99 GOVERNO CIVIL DE BRAGA (1985), O Distrito de Braga - actividades económicas, poder local, turismo, projectos de desenvolvimento, Braga, p. 61 MARQUES, Miguel Carvalho (2000), Novos produtos no sector do turismo: produtos urbanos e rurais, Actas do Seminário Novas Estratégias para o Turismo, AEP – Associação Empresarial de Portugal, Porto MELO, António (2003), A Qualidade dos Serviços e a Gestão das Empresas Turísticas, Trás-os-Montes Empresarial, NERVIR - Associação Empresarial, Vila Real, Ano 9 N. 14, Dezembro, pp. 31-33 Paços de Ferreira, História de Um Guerreiro, Agiane Editores, 1995 PARDELLAS, Xulio X. (2002), Abordagem sobre a Actividade Turística nas Cidades do Eixo Atlântico, pp. 9-13, 51-59 31 Rota Cultural Em Paços de Ferreira PEREIRA, Ricardo (2005), Romarias do Concelho de Paços de Ferreira-Religiosidade e Cultura Popular, Escola Profissional Vértice. Câmara Municipal de Paços de Ferreira SILVA, João (1988), O turismo e o desenvolvimento regional – algumas reflexões, Cadernos Municipais – Revista de Acção Regional e Local, Lisboa, pp. 52-53 32 Índice de anexos Anexo I – Quadro Restaurantes Anexo II – Imagens Parques de Lazer Anexo III – Quadro Recursos Culturais do Concelho de Paços de Ferreira Anexo IV – Os Artesãos do Concelho Anexo V – Quadro de Festas e Romarias do Concelho Anexo VI – Breve Explicação dos Modelos de Rota Anexo VII – Questionários Anexo VIII – Listagem de Associações Anexo IX – Listagem dos 21 Monumentos Anexo X – Rota Especializada do Percurso 1 Anexo XI – Carta Desportiva Concelho paços de Ferreira Anexo XII – Breve Discrição dos Monumentos: Dólmen de Lamoso, Citania de Sanfins, Bouça das Fervenças, Museu Arqueológico, Museu Municipal, Capela de S. Francisco, Pombeiro Ribavizela, Igreja de S. Vicente de Sousa, Torre de Vilar. Anexo I Quadro Restaurantes do Concelho de Paços de Ferreira Quadro II - Oferta de Restauração em de Paços de Ferreira, por freguesias RESTAURANTES Recurso Restaurante Citânia Freguesia Paços de Ferreira Pizaria Traviatta Restaurante D`Kantos Restaurante O Penta Restaurante Água Mole Adega Regional O Tatana Marisqueira O Tarasco Restaurante Caseirinho dos Leitões Restaurante Pinheiral Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Carvalhos a Churrasqueir a Nogueira Framunde Restaurante Casa Cancela Freamund e Restaurante Estádio Restaurante A Presa Freamund e Freamund e Restaurante NINI Sanfins Restaurante Charrua Eiriz Restaurante Regional Solar de Ferreira Ferreira Figueiró Frazão Seroa Recurso Restaurante Chinês King Hong Self-service Bico D' Obra Churrasqueira Pacense Restaurante Ponte Nova Restaurante Elitis Restaurante Pinheiral Freguesia Paços de Ferreira Recurso Restaurante Marceneiro Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Carvalhos a Restaurante A Nossa Pensão Snack Bar Niagara Restaurante Portos Restaurante Leitões do Calvário Restaurante Quinta da Igreja Restaurante Lago Figueiró Figueiró Frazão Restaurante Casa de Campo Restaurante Calvário Freamund e Restaurante Regional Freamunde Framunde Restaurante Casa dos Frangos Restaurante O Gusto Restaurante Quinta do Pinheiro e Parada Restaurante O Lago dos Cisnes Restaurante Quinta da Pedreira Freamund e Restaurante Bombeiros Voluntários Restaurante Parrilhada A Freamunde Freamund e Freamund e Restaurante Ponto de Encontro Restaurante Roseira Brava Freamunde Sanfins Restaurante Quinta da Pedreira Eiriz Eiriz Restaurante Montanha Eiriz O Restaurante Mário Restaurante Tons de Café Restaurante São Domingos Fonte: Câmara Municipal de Paços de Ferreira, 2006. Adega Freguesia Paços Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreir Carvalhosa Frazão Freamunde O de Framunde Anexo II Imagens Parques de Lazer Anexo III Quadro Recursos Culturais do Concelho de Paços de Ferreira Recurso Igreja Paroquial Capela do Anjo da Guarda Capela de Santa Cristina Ponte de Vila Boa Lagareta Romana no lugar de Cimo de vila Conjunto de Moinhos ao longo do rio ferreira Igreja Matriz e largo envolvente Capelas do Santíssimo Sacramento de Nossa Senhora da Saúde Capela do Senhor do Bonfim Capela do Senhor do Lírio (do escuro) Capela de Santa Luzia Ponte Velha da Botica (Joanina) Casa Vieira de Matos Casa da Botica Casa de Bande Casa do Fontão ou Casa de S. Bento Sepultura Romana (S. Roque) Igreja Paroquial e Calvário Castro de Capelo Vermelho Capela N.ª Sª do Socorro Capela de Nossa Senhora do Livramento Conjunto da Casa da Devesa Casa da Portela de Cima Igreja Matriz e cruzes da Via sacra Cruzeiro do Senhor do Roubado Quinta do Paço Capela de Santa Cruz Capela da nossa Senhora da Assunção Capela da nossa Senhora dos remédios e Ermida de S. Gonçalo Conjunto rurais de Cacães e do lugar de Vila Verde Capela de Sto. António Igreja de S. Pedro de Ferreira Cruzeiro de S. Tiago Santuário de S. Tiago e Capela de Nossa Senhora da Luz Castro de S. Domingos Casa e portão dos Pachecos Conjuntos rurais em Moinhos de Baixo e Quintela. Capela de Nossa Senhora de Todo o Mundo Cruzeiro Velho Casa da Igreja Quinta da Parada Freguesia Arreigada Arreigada Arreigada Arreigada Arreigada Arreigada Carvalhosa Carvalhosa Carvalhosa Carvalhosa Carvalhosa Carvalhosa Carvalhosa Carvalhosa Carvalhosa Carvalhosa Carvalhosa Codessos Codessos Codessos Codessos Codessos Codessos Eiriz Eiriz Eiriz Eiriz Eiriz Eiriz Eiriz Eiriz Ferreira Ferreira Ferreira Ferreira Ferreira Ferreira Figueiró Figueiró Figueiró Figueiró Quinta de Vila tinta Igreja Paroquial Casa da Praça Capela de S. Brás Casa do Bentes (S. Brás) Vila Formosa Mamoa das Castanheiras no lugar do Taio. Capela de Santo António Capela de S. Francisco Capela de Nossa Senhora do Rosário Igreja Matriz e alminhas Conjunto edificado de Pessoa Igreja Matriz Fachada da Casa do Souto Ermida de Santa Maria Dólmen de Lamoso Casa Rural (lugar Cavaleiros) Casa Rural (lugar Condominhas) Capelas de Santo Ovídeo Capela da Santíssima Trindade e Cruzeiro Conjunto rural edificado no largo da Igreja Paroquial Conjunto rural do Fontelo Casa do Cancelo e outras do lugar da Trindade Casa Dr Paraíso Capela de S. Tiago Casa de Santo António Conjunto edificado rural do lugar da Aldeia Levada velha no rio Ferreira Museu Municipal Castro de S. Domingos Casa da Torre Casa de Coquêda (Vila Maria) Pelourinho Igreja Matriz Largo da Feira do Cô Capela de Santa Marinha Ermida da Nossa Senhora do Pilar e Cristo Rei Casa do Padrão Conjunto edificado rural de Inveja Casto de Busto Igreja Paroquial (Talha) Capela de Santo Amaro Castro de S. Gonçalo Casa da Torre de Baixo Casa de Rosende Figueiró Frazão Frazão Frazão Frazão Frazão Frazão Freamunde Freamunde Freamunde Freamunde Freamunde Lamoso Lamoso Lamoso Lamoso Lamoso Lamoso Meixomil Meixomil Meixomil Meixomil Meixomil Meixomil Modelos Modelos Modelos Modelos Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Paços de Ferreira Penamaior Penamaior Penamaior Penamaior Penamaior Penamaior Penamaior Raimonda Raimonda Raimonda Raimonda Raimonda Conjunto da casa de Santo António e da Casa da Velha Casa e Capela do Outeiro Casa da Quinta da Reguenga Museu Arqueológico (Solar dos Brandões) Citânia e Castro de Sanfins Igreja Velha Casa de Cid Casa de Vila Cova Ermida de Nossa Senhora da Guia Conjunto rural de Bustelo Quinta da Fervença Penedo das Ninfas Arte Rupestre(Pinoucos) Necrópole de Isqueiros Igreja Velha Capela do Senhor do Calvário e Padrão Miradouro no Bairro da Cadeia Central do Norte. Raimonda Raimonda Raimonda Sanfins de Ferreira Sanfins de Ferreira Sanfins de Ferreira Sanfins de Ferreira Sanfins de Ferreira Sanfins de Ferreira Sanfins de Ferreira Sanfins de Ferreira Sanfins de Ferreira Sanfins de Ferreira Sanfins de Ferreira Seroa Seroa Seroa ANEXO IV Os Artesãos do Concelho Artesão Artesanato Freguesia Manuel Maia Funilaria Seroa Antonino Sousa Ribeiro Pintura/Cerâmica/Olaria Freamunde Luís da Silva Gomes Cestaria esteiraria Eiriz Manuel Ferreira Sousa Cestaria esteiraria Sanfins Adília Ferreiro Ribeiro Malhas Ferreira Albertina Pacheco Barbosa Malhas Ferreira Francisco Mota Ferreira Malhas Ferreira Laura Pereira Fernandes Malhas Ferreira Lucília do Carmo Carvalho Malhas Ferreira Maria Celeste Nogueira leal Malhas Ferreira Maria da Glória Ribeiro Malhas Ferreira Maria da Glória Peixoto Malhas Ferreira Maria da Rocha Ribeiro Malhas Ferreira Maria da Glória Peixoto Malhas Ferreira Maria da Rocha Ribeiro Malhas Ferreira Maria da Silva Martins Malhas Ferreira Maria do Carmo Pinto Malhas Ferreira Maria Felismina Pacheco Malhas Ferreira Maria Goreti Ferreira Malhas Ferreira Maria José Martins Pacheco Malhas Ferreira Maria Júlio Pacheco Moreira Malhas Ferreira Maria Madalena Couto Malhas Ferreira Maria Manuela Abreu Malhas Ferreira Maria Manuela Barbosa Malhas Ferreira Maria Palmira leal Meireles Malhas Ferreira Rosa da Purificação Rocha Malhas Ferreira Sofia Moreira Pacheco Malhas Ferreira Maria Odete Cerradas Malhas Paços de Ferreira Margarida de Guimarães Empalhador Meixomil Maria Beatriz Carneiro Empalhador Meixomil Maria Celeste Ribeiro Neto Empalhador Ferreira Maria de Fátima Neto Silva Empalhador Ferreira Maria da Carmo Gomes Empalhador Ferreira Maria Emília Dias da Sousa Empalhador Ferreira Maria Júlia Carvalho Dias Empalhador Ferreira Maria Laura Ribeiro Gomes Empalhador Ferreira Maria Manuel Neto da Silva Empalhador Ferreira Sara Cristina Nunes Gomes Empalhador Ferreira Manuel António Silva Maia Tanoeiro Seroa Adelaide Ferreira Machado Tecelagem Sanfins Maria Augusta Mendes Brito Tecelagem Paços de Ferreira Maria Martins Ferreira Tecelagem Eiriz Alfredo da Silva Alves Escultura Madeira Ferreira Joaquim Dias Veiga Matos Escultura Madeira Freamunde José Carlos Coelho Escultura Madeira/Granito Carvalhosa Joaquim Moreira Martins Talha Para móveis Ferreira Manuel Alves da Silva Restauro de Mobiliário Arreigada José Fernandes Brito Latoeiro Figueiró José Machado Pacheco Latoeiro Freamunde Joaquim Gomes Neto Cantonário Eiriz Margarida Santos Oliveira Bordado Sanfins Maria Gomes da Costa Bordado Eiriz Maria José Ferreira de Brito Bordado Paços de Ferreira Maria Jesus Ferreira Souto Crochet Paços de Ferreira Anexo V Quadro de Festas e Romarias do Concelho Arreigada Festividade Data Festa do Anjo da Guarda 2º Domingo de Maio Festa da Sra. dos Remédios Setembro Carvalhosa Festa de S. Tiago 25 Agosto Festa de Nossa Senhora do Rosário Ùltimo Domingo Agosto Codessos Romaria de Nossa Senhora do 1º Domingo de Setembro Socorro Festa de S. João 23 e 24 de Junho Eiriz Romaria de S. Gonçalo Festa de Sto. António Festa de S. João Evangelista Festa do Corpo de Deus Último domingo de Julho 13 de Junho 27 de Dezembro Junho Ferreira Festa de S. Tiago Festa da Senhora da Luz 25 de Julho 1º Domingo mais próximo de 8 de Setembro Figueiró Festa de Nossa Senhora de Todo o 15 Agosto Mundo Festa do Corpo de Deus Junho Frazão Romaria de Nossa Senhora das Candeias e Festa de São Brás Festa de S. João Festa de Nossa Senhora da Piedade Festa de Nossa Senhora de Fátima Início de Fevereiro 23 e 24 de Junho 1º Domingo de Julho Agosto Freamunde Festa de S. José 19 de Março Festa de Santo António 13 de Junho Festas Sebastianas 2º Domingo de Julho Festa da Imaculada Conceição 8 de Dezembro Romaria de Santa Luzia 13 de Dezembro Lamoso Festa de Nossa Senhora da Hora 40 dias após a Páscoa Meixomil Festa de Santo Ovídeo Festa da Imaculada Conceição Festa da Santíssima Trindade 9 de Agosto 8 de Dezembro Maio Modelos Festa de S. Tiago 25 de Julho Paços de Ferreira Festa do Corpo de Deus Junho Penamaior Romaria e Festa de Nossa Senhora do Pilar Festa de Nossa Senhora da Hora 15 de Agosto 21 Novembro Raimonda Festa de S. Pedro Festa de Santo Amaro 29 de Junho 15 de Janeiro Sanfins de Ferreira Festa de S. Sebastião Fins de Janeiro Romaria da Senhora da Guia 1º Domingo de Agosto Festa do Corpo de Deus Junho Seroa Festa do Corpo de Deus Festa de S. Mamede Junho Último fim-de-semana de Agosto Anexo VI Breve Explicação dos modelos de Rota Rota Genérica (Tipo A) Rota Genérica (Tipo A) Públicos alvo relacionados com as motivações culturais, que procuram produtos de turismo cultural, que podem ser fruídos no contexto de estadias curtas, frequentemente realizadas em fins-de-semana, mini-férias ou “pontes” (short-breaks), bem como na complementaridade de estadias realizadas em áreas próximas do Vale do Sousa (ex. Porto, Guimarães, Braga, etc.). Rota baseada nos objectos “dominantes”, com inclusão parcial dos “complementares”. Estadia indicativa de 2 dias: percurso 1XXII: um dia; · percurso 2XXIII: um dia. Rota Alargada (Tipo B) Públicos alvo mais alargados, que procuram a fruição de uma Rota Temática mas combinando-a com a exploração de outros atractivos turísticos, quer do património cultural, quer ligados ao ambiente e às paisagens ou à animação. Trata-se de um tipo de Rota correspondente a estadias mais longas e envolvendo uma fruição ampla de atractivos turísticos, em que o património românico pode constituir o eixo orientador do itinerário mas com um desempenho eventualmente parcial na satisfação turística dos visitantes envolvidos. Rota estruturada em função dos objectos patrimoniais “dominantes” e “complementares” (românicos) mas alargada aos que se designam por “suplementares”, na óptica de uma fruição turística alargada que poderá assumir uma “geografia variável”, em função dos interesses específicos de cada visitante ou grupo de visitantes. Estadia indicativa de 4 dias: · percurso 1: dois dias; · percurso 2: dois dias.t Rota especializada (Tipo C) Públicos alvo com interesses especializados em torno do património cultural, particularmente do românico, quer sejam “admiradores” deste, quer se trate de turistas ou visitantes do Vale do Sousa que optam pela realização, em um dia, de uma Rota Temática contemplativa e interpretativa do património românico. Nesta óptica de complementaridade, este tipo de Rota do Românico articula-se potencialmente com o Touring que se desenvolve em combinação com destinos próximos, como o Porto, o eixo Braga/Guimarães ou o espaço envolvente do Douro.Rota centrada numa selecção de oito XXII XXIII Ver anexo 9 Ver anexo 9 objectos patrimoniais românicos (do eixo considerado dominante) que revelam a excepcionalidade do destino “Vale do Sousa”, enquanto espaço do românico no Noroeste Português e Peninsular. Estadia indicativa de 1 dia: percurso 1 (seleccionado): manhã; percurso 2 (seleccionado) tarde.XXIV XXIV Fonte: Relatório final – Plano de acção para a implementação e dinamização Turística e cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (2004, pp. 162,163) Anexo VII Inquéritos Anexo VIII Listagem de associações Associação Abrir Resolver o Futuro Rua Rainha D. Leonor (Gal. Bibliot. Municipal) Apart. 175 4595-909 Paços de Ferreira Nossa Âncora Rua da Cultura Associação de Socorros Mútuos Freamundense Largo dos Socorros Mútuos 4590-Freamunde Associação Desportiva e Cultural de Penamaior Associação Ornitológica do Concelho de Paços de Ferreira 4590- Freamunde Avª. dos Templários Varziela 4595-359 Penamaior Associação Recreativa e Cultural de Sobrão Avª de Sobrão, 100 4595-278 Meixomil 4590-508 Paços de Ferreira Assembleia Freamundense Banda Musical de Paços de Ferreira Associação Musical de Freamunde Rua da Paz Rua Capitão da Praça Rua Alberto das Elviras 4590- Paços de Ferreira 4590-391 Freamunde Associação e Desportiva e Cultural Associação Sebastianas de Freamunde 4590- Freamunde Associação Recreativa e Cultural de Moínhos 4590- Freamunde de Frazão Rua de Moinhos, 188 Rua de Repiade 4595-160 Frazão 4595-176 Frazão Clube Recreativo de Freamunde Corpo Nacional de Escutas Direcção da Vespa Clube Freamunde Rua do Comércio Agrup. 765 Seroa Freamunde 4590-Freamunde S. Mamede 4590-Freamunde 4595-456 Seroa Clube Ornitológico de Freamunde Rua das Sebastianas,42 Casa do Benfica de Freamunde Clube Cultural e Recreativo da Trindade 4590-391 Freamunde Freamunde 4590-Freamunde Rua Central da Trindade,116 4595-280 Meixomil Direcção do Centro Equestre de Freamunde Direcção do Clube de Pesca e caça Clube Desportivo e Cultural de Freamunde Juventude Pacense Rua Prof. Franc. Valente Rua Antero de Figueiredo 4590-357 Freamunde 4590-537 Paços de Ferreira Bussacos 4590-299 Freamunde Clube Recreativo 3 de Fevereiro Confraria do Capão Quinta do Pinheiro Rua do Carvalho, 183 4590-390 Freamunde Direcção Artes e Letras de Freamunde 4595-108 Frazão Apartado 36 4594-908 Freamunde Direcção do Grupo Teatral Freamundense Direcção do Centro de Cicloturismo Direcção do Clube de Karaté de Freamunde de Frazão Largo da Associação de Socorros Mútuos Apart. 140 Rua Recta Romil, 377 Freamunde 4595-144 Frazão 4594-908 Freamunde Orfeão de Paços de Ferreira Direcção Orfeão de Eiriz Fórum Freamundense Apartado 171 Cabo Rua da Cultura 4594- Paços de Ferreira 4595-073 Eiriz 4590-Freamunde Motoclube de Paços de Ferreira Grupo Cultural e Desportiva Grupo Desportivo Águias de Eiriz 4590-Freamunde Avª dos Templários, 301 4590-508 Paços de Ferreira Leões da Citânia Costa 4595-076 Eiriz Ribas 4595-380 Sanfins Direcção os Bravos Direcção Habipaços Cooperativa de Habitação Futebol Clube de Paços de Ferreira Vivenda Cândida, 370 Bairro do Outeiro 4590-Modelos 4590-Paços de Ferreira Grupo Desportivo Cultural de Grupo Desportivo e Cultural 1º de Maio Aldeia Nova 4590-226 Figueiró 4590-Paços de Ferreira Grupo Desportivo e Cultural 1º de Maio Aldeia Nova 4590-226 Figueiró Carvalhosa 4590- Carvalhosa Grupo Desportivo Leões da Seroa Bouças Novas 4595-596 Seroa Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Lions Clube de Paços de Ferreira 4590- Paços de Ferreira Freamunde Rua André Cº Almeida, 78 Apart. 39 4590-389 Freamunde Obra social D. Silvia Cardoso Rua Rainha D. Leonor 4590-612 Paços de Ferreira Obra social D. Silvia Cardoso Rua Rainha D. Leonor 4590-612 Paços de Ferreira Obra social D. Silvia Cardoso Rua Rainha D. Leonor 4590-612 Paços de Ferreira Grupo Desportivo, Cultural e Recreativo das Escolas de Arreigada Rampa da Escolas, 17 4595-012 Arreigada J . O . C – Juventude Operária Católica Rua da Agra , 7 4590-Codessos Núcleo Sportinguista de Freamunde Rua do Comércio 4590-Freamunde Anexo IX Listagem dos 21 Monumentos Lista codificada de objectos patrimoniais que integram os percursos da RRVS (D – Lista codificada de objectos patrimoniais que integram os percursos da RRVS Dominantes; Complementares) Lista Codificada de objectos patrimoniais que integram os percursos da RRVSXXV (D- Dominantes; C- Complementares) Percurso 1 (De Pombeiro a S. Pedro de Ferreira) D01 – Igreja do Mosteiro de Pombeiro de Ribavizela D02 – Igreja de S. Vicente de Sousa D03 – Igreja de S. Salvador de Unhão C01 – Igreja de Santa Maria de Airães C02 – Igreja Velha de S. Mamede de Vila Verde D04 – Torre de Vilar C03 – Ponte de Vilela C04 – Igreja do Salvador de Aveleda D05 – Igreja de Santa Maria de Meinedo C05 – Ponte de Espindo D06 – Igreja de S. Pedro de Ferreira Percurso 2 (De Cête a S. Pedro de Abragão e Terras do Paiva) D07 – Igreja de S. Pedro de Cête C06 – Ermida de Nossa Senhora do Vale de Cête C07 – Torre / Castelo de Aguiar de Sousa (Percurso Complementar) D08 – Igreja de S. Salvador de Paço de Sousa C08 – Memorial da Ermida (Irivo) D09 – Igreja de S. Miguel de Gândara (Cabeça Santa) D10 – Igreja de S. Gens de Boelhe D11 – Igreja de S. Pedro de Abragão C09 – Igreja de S. Miguel de Entre-os-Rios C10 – Monumento Funerário do Sobrado (Marmoiral) (Percurso Complementar) XXV Fonte: Relatório final – Plano de acção para a implementação e dinamização Turística e cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (2004, p. 165) Anexo X Rota Especializada do Percurso 1 Fonte: Relatório final – Plano de acção para a implementação e dinamização Turística e cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (2004, p. 174) Anexo XI Carta desportiva do Concelho de Paços de Ferreira Anexo XII Breve discrição dos monumentos: Dólmen de Lamoso Citânia de Sanfins Bouça das Fervenças Museu Arqueológico Museu Municipal Capela de S. Francisco Pombeiro Ribavizela; Igreja de S. Vicente de Sousa; Torre de Vilar. Dólmen de Lamoso Situado nas proximidades do lugar de Condominhas, freguesia de Lamoso, a sua construção data do III milénio A.C.. permanecendo como o único no concelho cientificamente divulgado desde os finais do século XIX até a primeira metade dos anos sessenta. E se a construção de tão importantes monumentos funerários dos nossos primeiros agricultores não supõe necessariamente um ordenamento social fortemente hierarquizado, implica, pelo menos, a utilização de formas de cooperação organizada para o cumprimento de tarefas que, no mínimo simbolicamente, assumiam um sentido colectivo. Trata-se de um dólmen possuidor de mamoa e com câmara poligonal composta por nove esteios, imbricados, com um comprimento de 2.30m. por 2.80m. de largura e ainda com tampa de cobertura, e um corredor com cerca de 3m. de comprimento e composto por oito esteios, quatro de cada lado, com uma tampa ainda in situ sobre os esteios. Classificado como Imóvel de interesse público pelo Dec. Nº47508, de 24.01.1967. Citânia de Sanfins Situada nas freguesias de Sanfins de Ferreira e Eiriz, com uma área amuralhada de cerca de 15 hectares e com cerca de 180 construções habitacionais já a descoberto, constitui o maior povoado castrejo em escavação, cuja edificação se situa no século II A.C. Impressiona pela sua grandeza e vasta panorâmica que dela se abarca, toda a região de Entre-Douro-e-Minho, que terá sido factor estratégico do desenvolvimento deste importante povoado. A zona escavada põe em evidência uma apreciável organização, com arruamentos, bairros e respectivos pátios. Balneário, edifício singular destinado a banhos públicos que sobressai pelo seu aparato e técnica construtiva: forno de aquecimento, sala de sauna e pedra formosa, uma antecâmara de arrefecimento e tanques de emersão. Classificada a Citânia como Monumento Nacional pelo Dec. Nº35817, de 20.08.1946. Bouça das Fervenças a cerca de 800 metros Norte fora do povoado, monumento classificado “Penedo das Ninfas”, com uma inscrição latina que identifica os habitantes da citânia – Fidueneae e a Deusa Cosunea, sua divindade. Também o Penedo das Ninfas está classificado Imóvel de interesse público pelo Dec. Nº39175 de 17.04.1953. Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins Instalado no Solar dos Brandões, edifício do século XVIII de arquitectura Barroca, situado na freguesia de Sanfins na proximidade da Citânia de Sanfins e integrado num conjunto de interesse histórico local. O Museu apresenta-se como uma referência à arqueologia do Noroeste Peninsular, constitui um investimento na memória colectiva num tempo em que, mais que nunca, é necessário reflectir sobre o passado, para se compreender, nesta viragem de milénio, toda a extensão do desafio que a proximidade do futuro representa. Os materiais recolhidos nas escavações têm permitido uma compreensão muito completa dos povos que habitaram a Citânia, podendo destacar-se um conjunto de material lítico, que inclui prisões de gado, mós pias, soleiras ombreiras, quatro aras, destacando-se a estátua de guerreiro e gravura com cena de caça ao veado. A cerâmica recolhida constitui uma numerosa colecção de formas e fragmentos de vasos. Dos vários Castros e Necrópoles do concelho, encontramos bilhas, tigelas pratos jarros e produtos importados para satisfazer necessidades diversas, sobretudo representadas por cerâmicas romanas, imitações, vidros e objectos de adorno que documentam comercial inter-regional e de longa distância. Museu Municipal – Museu do Móvel Tendo como principal objectivo assumir-se como centro interpretativo do concelho desde as origens do seu povoamento até à idade contemporânea. Inaugurado a 6 de Novembro de 2001 e instalado no nobre edifício, que até 20 de Maio de 1997 foi câmara Municipal, propõe-se prosseguir e aprofundar o cumprimento dos programas sócio-culturais da Autarquia, como instituição destinada a preservar, investigar, expor e divulgar os seus valores patrimoniais, em comunicação permanente com a comunidade. As suas colecções pretendem identificar a herança de uma sociedade rural, que foi progressivamente modelando um território aparentemente circunscrito com os seus montes, os seus campos, os seus rebanhos e o seu artesanato, mas sempre interligado por múltiplas relações de curta, média e longa distância, com que se teceram mais de seis milénios de história colectiva. Sublinhando os seus momentos exponenciais, como se tratasse da leitura sumária de um corte estratigráfico ou da observação do nascimento e desabrochar duma árvore frondosa, onde se vai destacar o desenvolvimento de um ramo, industrial, como insígnia do progresso concelhio. As ferramentas expostas constituem a sequência da transformação da matéria-prima, a madeira, até alguns dos seus possíveis destinos, como a construção e, em particular, o mobiliário. Dentro do mobiliário, destaca-se o mobiliário escolar que permite simultaneamente olhar a constituição de um espaço específico para o ensino e a aprendizagem das crianças e para a forma como essa educação era concebida pelos pedagogos e assimilada pela sociedade. Capela de S. Francisco situada na freguesia de Freamunde, teria sido inicialmente um oratório, a seu tempo demolido para ser erigida a capela e a casa hospício em 1937, de acordo com a inscrição na fachada. Posteriormente o seu corpo teve reformulação e ampliação. È de arquitectura cuidada mas a sua maior valia patrimonial encontra-se no na excelente série de imagens que guarda, com destaque para a Senhora do Rosário e da Imaculada Conceição, do séc. XVII e S. Domingos e Santo António do séc. XVIII. Existe na parte traseira da capela um relógio de sol que se pensa ter sido ali colocado aquando da sua construção. Esta capela é possuidora de uma das jóias raras do país, trata-se de um órgão de tubos construído no início do séc. XIX, possivelmente por um organeiro de nome Manuel de Sá Couto. Ao fim de mais de dois séculos, no ano 2000 foi reparado no sentido de valorizar tão rico património, um dos poucos órgãos de tubos do género existente no país. Património em vias de classificação, Despacho de 11.09.2000. Igreja do Mosteiro de Pombeiro de Ribavizela26, beneditino, antigo panteão dos Sousas, Monumento Nacional, a Igreja tem utilização cultual e as dependências anexas têm utilização residencial e agrícola. - Propriedade do Estado, a Igreja está afecta ao IPPAR, localizando-se em Pombeiro de Ribavizela, no Lugar do Mosteiro. A Igreja está aberta ao público - Condições de acesso: N.D. / Implantação: em meio rural, num vale, isolado e dominando a paisagem circundante - Da época românica mantém-se, no essencial, a estrutura das três amplas naves, com arcos diafragma e três tramos, bem como o falso transepto. A cabeceira, tripartida, conserva os dois absidíola(s) originais, enquadrando uma Capela-mor barroca. A fachada conserva o carácter imponente da fundação românica, com um nartex profundo onde se abre um portal da segunda metade do século XII de quatro arquivoltas, de toros e capitéis historiados. Este nartex, refeito no período barroco, é enquadrado pelas duas imponentes torres, à maneira borgonhesa, e encimado por uma grande e elaborada rosácea. Igreja de São Vicente de Sousa27, de um antigo Mosteiro rural, Monumento Nacional, de utilização cultural. 26 Fonte: Relatório final – Plano de acção para a implementação e dinamização Turística e cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (2004, p. 182) 27 Fonte: Relatório final – Plano de acção para a implementação e dinamização Turística e cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (2004, p. 183) - Propriedade da Fábrica da Igreja Paroquial, situa-se em Sousa, no Lugar de Passal. - Condições de acesso: N.D. / Implantação: em zona rural, a meia encosta, tendo adossada uma construção mais moderna. O conjunto está inserido dentro de um adro murado. - A Igreja fazia parte de um conjunto conventual, cuja construção se concluiu no século XIII. O templo apresenta uma estrutura muito simples, com um corpo rectangular com cobertura de madeira, tendo a cabeceira primitiva sido substituída pela actual, da época moderna. O portal principal, inserido num corpo avançado gabletado, apresenta três pares de colunas e quatro arquivoltas, desenvolvidas em profundidade, com capitéis e impostas de decoração vegetalista, próxima da de Paço de Sousa, com bases bolbosas e em que um dos pares de colunas é octogonal. Torre de Vilar28, Torre senhorial, residencial/defensiva, Imóvel de Interesse Público, sem qualquer utilização actual. - Propriedade privada, situa-se em Lousada, entre Vilar de Torno e Alentém, no Lugar da Torre - Condições de acesso: N.D. - Implantação: rural, sobre uma pequena elevação isolada no meio de campos e vinhedos - Típica torre senhorial do período feudal, com funções defensivas e simbólicas, a sua data de construção não deve ser anterior ao século XIII. De planta quadrangular, em silharia de granito bem aparelhado, tem uma altura de cinco andares. O acesso faz-se por uma porta simples de arco de volta perfeita, conservando diversas seteiras de feição românica, bem como duas janelas rectangulares, rasgadas em data posterior. O interior encontra-se totalmente oco, sem as estruturas de madeira que constituiriam os diversos níveis de p Igreja do Mosteiro de Pombeiro de Ribavizela29, beneditino, antigo panteão dos Sousas, Monumento Nacional, a Igreja tem utilização cultual e as dependências anexas têm utilização residencial e agrícola. - Propriedade do Estado, a Igreja está afecta ao IPPAR, localizando-se em Pombeiro de Ribavizela, no Lugar do Mosteiro. A Igreja está aberta ao público - Condições de acesso: N.D. / Implantação: em meio rural, num vale, isolado e dominando a paisagem circundante 28 Fonte: Relatório final – Plano de acção para a implementação e dinamização Turística e cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (2004, p. 184) 29 Fonte: Relatório final – Plano de acção para a implementação e dinamização Turística e cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (2004, p. 182) - Da época românica mantém-se, no essencial, a estrutura das três amplas naves, com arcos diafragma e três tramos, bem como o falso transepto. A cabeceira, tripartida, conserva os dois absidíola(s) originais, enquadrando uma Capela-mor barroca. A fachada conserva o carácter imponente da fundação românica, com um nartex profundo onde se abre um portal da segunda metade do século XII de quatro arquivoltas, de toros e capitéis historiados. Este nartex, refeito no período barroco, é enquadrado pelas duas imponentes torres, à maneira borgonhesa, e encimado por uma grande e elaborada rosácea. Igreja de São Vicente de Sousa30, de um antigo Mosteiro rural, Monumento Nacional, de utilização cultual. - Propriedade da Fábrica da Igreja Paroquial, situa-se em Sousa, no Lugar de Passal. - Condições de acesso: N.D. / Implantação: em zona rural, a meia encosta, tendo adossada uma construção mais moderna. O conjunto está inserido dentro de um adro murado. - A Igreja fazia parte de um conjunto conventual, cuja construção se concluiu no século XIII. O templo apresenta uma estrutura muito simples, com um corpo rectangular com cobertura de madeira, tendo a cabeceira primitiva sido substituída pela actual, da época moderna. O portal principal, inserido num corpo avançado gabletado, apresenta três pares de colunas e quatro arquivoltas, desenvolvidas em profundidade, com capitéis e impostas de decoração vegetalista, próxima da de Paço de Sousa, com bases bolbosas e em que um dos pares de colunas é octogonal. Torre de Vilar31, Torre senhorial, residencial/defensiva, Imóvel de Interesse Público, sem qualquer utilização actual. - Propriedade privada, situa-se em Lousada, entre Vilar de Torno e Alentém, no Lugar da Torre - Condições de acesso: N.D. - Implantação: rural, sobre uma pequena elevação isolada no meio de campos e vinhedos - Típica torre senhorial do período feudal, com funções defensivas e simbólicas, a sua data de construção não deve ser anterior ao século XIII. De planta quadrangular, em silharia de granito bem aparelhado, tem uma altura de cinco andares. O acesso faz-se por uma porta simples de arco de volta perfeita, conservando diversas seteiras de feição românica, bem 30 Fonte: Relatório final – Plano de acção para a implementação e dinamização Turística e cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (2004, p. 183) 31 Fonte: Relatório final – Plano de acção para a implementação e dinamização Turística e cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa (2004, p. 184) como duas janelas rectangulares, rasgadas em data posterior. O interior encontra-se totalmente oco, sem as estruturas de madeira que constituiriam os diversos níveis de pavimento.