JORNAL ESPÍRITA ONON-LINE DE UBERABA
UBERABA
outubro/2008 – nº. 25
Responsável: Luiz Carlos de Souza
Trabalhador na seara espírita em Uberaba-MG
“Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente.
O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do feito”. Allan Kardec
EVENTOS ESPÍRITAS
REUNIÃO LÍTERO MUSICAL DOUTRINÁRIA
Palestra: Apresentação do filme “SUICÍDIO NUNCA” e
exposição sobre o filme.
Palestrante: Sônia Isabel Benaventana
Atrações: Apresentações musicais, sorteios de livros e
confraternização.
Data: 25/10/2008 – sábado
Horário: 19h30min
Local: Centro Espírita Uberabense (Rua Barão de Ituberaba
nº. 449 - Estados Unidos).
Organização: União da Mocidade Espírita de Uberaba – UMEU
EVENTOS ESPÍRITAS
Se você tem um evento espírita e gostaria de ver divulgado
em um site, acesse o Blog http://eventosespiritas.blogspot.com/
para ver o resultado.
Se
interessando
é
só
enviar
para
o
e.mail:
[email protected].
Vamos divulgar nossa Doutrina Espírita.
JORNALISMO E DOUTRINA ESPÍRITA NA TV
O programa de televisão Terceira Revelação, é produzido pela Assessoria de
Comunicação Social da Federação Espírita Brasileira – FEB, e apresentada pela jornalista
Cláudia Brasil.
Terceira Revelação é transmitido para todo o Brasil pelas emissoras RBI, Canal
21, TV Mundo Maior, TV União Planetária.
Agora o programa de televisão Terceira Revelação será exibido em Patos de
Minas-MG, aos domingos, por um ano, pela NTV, das 18h às 18h30min. O programa é
uma realização da Aliança Municipal Espírita de Patos de Minas.
SITE ESPÍRITA DE ESTUDOS
O Centro Espírita Chico Xavier, de São Leopoldo – Rio
Grande do Sul, tem um site muito interessante para ser
visitado.
Ele traz muitas informações interessantes para quem
gosta
de estudar a
Doutrina
Espírita. O
site
é:
www.espiritismotecnicasmentais.com.
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45ª COMMETRIM
Confraternização de Mocidades e Madurezas Espíritas do Triângulo Mineiro
Local: Cidade de Ituiutaba
Data: De 31/10 a 02/11/2008.
Tema Central: Evangelização Espírita:
O que é? Por que? Como?
Programação:
31/10 – 19h30min - Palestra de abertura
com
Professor
Otacílio
Rangel
Nascimento (de São Carlos-SP) – Tema:
Ciência, Espiritismo e Evangelho.
01/11 – 9h - Seminário com Professor
Otacílio Rangel (de São Carlos-SP) –
Tema: A Evolução Espiritual do Ser
Humano.
01/11 – das 10h30min às 17h30min Trabalho das comissões – oficinas
01/11 – 20h – Lítero-Musical
02/11 – 9h – Seminário com Professor Simão Pedro de Lima (de Patrocínio-MG) –
Tema: Evangelização Espírita: O que é? Por que? Como?
Inscrições: Até o dia 20 de outubro ou até o preenchimento das vagas.
Contatos: E-mail: [email protected]
Site: www.commetrimituiutaba.com.br
Promoção: CRE (Conselho Regional Espírita) Alto Paranaíba, Norte, Planalto, Pontal e
Sul.
Caravana de Uberaba: Saida de Uberaba no dia 01/11/2008. Tratar com Manoel
Carlos - telefone: (34) 3332-9542. Valor: R$ 35,00.
REUNIÃO DIJ-INFÂNCIA
Sob a coordenação de Sônia Barsante Santos, o DIJ-INFÂNCIA estará realizando
mais uma de suas reuniões mensais. Em outubro, dia 19, no Centro Espírita “José
Alfaiate” (Rua José Olímpio Gomes nº 221 - Amoroso Costa), às 15h. Tema: Oficina de
Arte e Música na EEE.
REUNIÃO DO DIJ-JUVENTUDE – II e III CICLOS
Dia 26 de outubro, às 15h, na Comunhão Espírita Cristã (CEC) será realizada a IV
Reunião Bimestral De Coordenadores do DIJ-Juventude II e III Ciclos.
AMAI-VOS – 1° CONCURSO ESPÍRITA DE ESCRITOS EVANGÉLICOS
O AMAI-VOS – 1° Concurso Espírita
de Escritos Evangélicos tem como objetivo
incentivar a criação de textos literários, dentro
de uma coerência evangélico-espírita e que
atendam ao tema proposto.
As Modalidades são: Carta, Conto,
Crônica, Poesia Livre, Haicai e Trova.
Informações e Contatos com Wagner
Marques Lopes – AME – Pedro Leopoldo e
Matozinhos (Rua Nossa Senhora das Graças,
381 – Centro – 33600-000 – Pedro Leopoldo –
Minas Gerais).
O Concurso Literário AMAI-VOS – 1°
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Concurso Espírita de Escritos Evangélicos, é promovido pela Aliança Municipal
Espírita de Pedro Leopoldo e Matozinhos, e conta com o apoio do Conselho Regional
Espírita, 19ª. Região da Alta Bacia do Rio das Velhas, com sede em Santa Luzia – Minas
Gerais.
XI ENCONTRO PARA ESTUDO DA CIÊNCIA ESPÍRITA
Dias: 21, 22 e 23 de novembro de 2008.
Local: Palace Cassino (Pça. José Afonso Junqueira – Poços de Caldas-MG)
Programação:
• A outra face: benefícios terapêuticos do perdão e do auto-perdão.
• Decisão de ser feliz: o indivíduo como responsável pelos próprios destino.
• Personalidades intrusas: causas, sintomas e tratamento da obsessão espiritual.
• Pensamento e saúde: imunidade psíquica.
• Ciência e espiritualidade: da crença à convicção.
• Vale a pena Amar.
• Caridade: terapia espírita para a cura da obsessão.
• Criminalidade e justiça no conceito espírita.
• A caminho da paz.
• Depressão: a doença, suas origens e a terapia espírita.
• Mudança para melhor: programação neurolinguística e espiritualidade.
• Preconceitos: espinhos em nossa intimidade.
• As dores da renovação da alma e o espiritismo.
• A era do medo: como chegamos a este estado? (E como sairemos dele?).
• Exilados de Capela: comprovações científicas.
• Espiritismo e física quântica: um diálogo
possível.
Oficinas:
• Formação de médiuns: estudo, senso
crítico e discernimento.
• Autoconhecimento: o ponto de partida.
• Coerência doutrinária: o papel do centro
espírita.
• Tratamento
da
depressão
pelo
magnetismo: como realizar.
• Viagem Musical: abrindo espaço para
uma vida nova através da arte.
• A descoberta interior e o relacionamento
uns com os outros.
• A mediunidade do futuro.
• Qual o futuro do espiritismo?
• Laços de ternura: tratando a família
doente.
• Ser grato: o papel da gratidão na
superação dos conflitos.
Para jovens:
• Oficinas e vivências.
Facilitadores:
Carlos A. Baccelli; Clayton Levy; Elidia Ferraz
Levy; Fabiana Martins Guimarães; Francisco do
Espírito Santo Neto; Izaias Claro; Jacob Melo; Jamiro da Silva Wanderley; José Carlos
de Lucca; José Medrado; Kau Mascarenhas; Orson Peder Carrara; Pulo Henrique
Figueiredo; Wladimyr Sanchez; Allan Vilches e Paula Zamp.
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Inscrições e informações: Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec (Av. Francisco
Salles nº 101 – Poços de Caldas – Cep 37701-013 – Poços de Caldas-MG)., ou pelo
telefone: (35) 3722-3545.
Observação: Inscrições antecipadas e vagas limitadas.
Promoção: Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec.
53ª CONCAFRAS-PSE
CONCAFRAS-PSE – Confraternização das Campanhas de Fraternidade Auta
de Souza e Promoção Social Espírita – é um encontro
anual de trabalhadores espíritas. Foi criada com a finalidade
de dinamizar as Campanhas de Fraternidade Auta de Souza,
porém hoje, possui diversos objetivos.
Acontecendo há 50 anos, ininterruptamente, a
CONCAFRAS-PSE não tem sede definitiva. Trata-se de uma
caravana de amor e fraternidade, constituindo-se de um
movimento de caravaneiros, integrando o Movimento
Espírita na Pátria do Evangelho, e não de um órgão. Sua
presidência alterna-se anualmente, conforme a instituição
espírita que a patrocine.
De 21 a 24 de Fevereiro de 2009, a CONCAFRAS-PSE
será em Catalão-GO e Cristalina-GO.
Mais
informações,
pelo
site:
http://www.concafras2009.org.br.
1215º ENCONTRO FRATERNO AUTA DE SOUZA
1º EFAS SÃO FRANCISCO DE SALES
Tema Central: “BRILHE A VOSSA LUZ”.
Palestrante: Dr. Marco Antônio (Luziânia – GO).
Tema Especial: “Depressão à luz do Espiritismo”.
Palestrante: Dr. Aguinaldo Vasconcelos (S. J. Rio Preto – SP).
Dias: 18 e 19 de outubro de 2008.
Recepção e Inscrição: das 10h às 11h.
Local: Escola Municipal Santa Terezinha (Avenida 18 n.º 388 –
São Francisco de Sales – MG).
Realização: Centro Espírita Caminho da Luz.
LANÇAMENTO DE LIVRO
Lançamento do livro “Pensamentos Edificantes” de César Carneiro de Souza.
Data: 18/10/2008.
Horário: 20h30min.
Local: Casa Espírita Adelino de Carvalho (Rua Minas Gerais nº 366 – Bairro Santa
Maria).
COMO USAR A BÍBLIA DO CAMINHO
O Grupo Espírita Cairbar Schutel está oferecendo um
curso para as pessoas aprenderem trabalhar com o e-book
– A Bíblia do Caminho.
Neste livro eletrônico contêm o “Velho” e o “Novo
Testamento”; Todas as obras de “Allan Kardec”; Além de
todas as obras psicografadas por Chico Xavier. Um trabalho
riquíssimo para pesquisa do Espiritismo, desenvolvimento
de pesquisas, e preparação de estudos e palestras.
As aulas acontecem sempre no primeiro domingo de
Jornal Espírita On-Line de Uberaba – Nº 25 – outubro/2008
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cada mês na Escola Municipal Adolfo Bezerra de Menezes, situada à Rua Patos, 406 –
Abadia, aos domingos, das 09h às 11h.
Para participar, é necessário agendar a Casa Espírita, por meio de nosso e-mail:
[email protected], na Livraria Espírita Emmanuel (R. Artur Machado, 288 – sala 04 –
Fone: 3312 8327) ou na Banca do Livro Espírita Maria Dolores.
DIVULGAÇÃO DE EVENTOS
Nosso modesto jornal está à disposição dos dirigentes espíritas para
auxiliarmos na divulgação dos seus eventos espíritas.
A pauta do jornal (conteúdo), bem como, a sua elaboração e
redação, é realizada sempre na última semana de cada mês e, enviado
aos assinantes virtuais, sempre na primeira semana do mês
subseqüente, salvo alguma exceção.
Desejamos ajudar os Centros Espíritas na divulgação de seus
eventos, mas pedimos a caridade da compreensão quanto aos prazos.
Os contatos são: E.mail [email protected] ou pelo telefone (34)
9969-7191, com Luiz Carlos de Souza.
EM DIA COM O ESPIRITISMO
VII FESTIVAL DE MÚSICA ESPÍRITA DE UBERABA
Foi realizado com sucesso em Uberaba-MG,
no Centro Espírita Uberabense, no dia 27 de
setembro de 2008, o VII Festival de Música
Espírita de Uberaba – VII FEMEU. Foram
quatorze músicas inscritas, sendo duas de
Sacramento-MG, uma de Prata-MG e onze de
Uberaba-MG. O Centro Espírita estava lotado, com
mais de duzentos e quarenta pessoas.
O VII FEMEU é uma organização da União da
Mocidade Espírita de Uberaba – UMEU e teve o
apoio da Federação Espírita Brasileira – FEB;
União Espírita Mineira – UEM; Aliança Municipal Espírita de Uberaba – AME; Instituto
Musical Jô; Livraria Espírita Emmanuel.
O VII FEMEU tem por objetivos: Valorizar a
arte produzida dentro do movimento espírita;
Incentivar a participação e criação artística
elevada; Proporcionar a descoberta de novos
talentos, além de buscar a elevação do espírito
humano; Divulgar a música de qualidade, que
eleva a alma humana e dignifica a vida;
Promover o intercâmbio artístico e cultural entre
as cidades do CRE-SUL (Conselho Regional
Espírita – Sul).
Breve Histórico dos Festivais
O I Festival aconteceu em 24/01/1981, no Centro
Espírita Batuíra; II Festival em 23/01/1982, no Uberaba
Tênis Clube; III Festival em 22/01/1983, no Uberaba Tênis
Clube; IV Festival em 28/01/1984, no Centro Espírita
Uberabense; V Festival em 30/09/1990, no Centro Espírita
Uberabense; A partir do V Festival de Música Espírita de
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Jornal Espírita On-Line de Uberaba – Nº 25 – outubro/2008
Uberaba, foram promovidas as “Noites da Música Espírita”, sendo: Em 03/05/1992,
no Centro Espírita Uberabense; Em 25/09/1993, no Centro Espírita Uberabense; Em
28/08/1994, no Centro Espírita Uberabense e a última noite em 1995, sem mais
registros. Todos esses eventos foram organizados pela Aliança Municipal Espírita – AME
de Uberaba.
Em 02/06/2007, após dezessete anos sem a sua realização, foi promovido o VI
Festival de Música Espírita de Uberaba no Teatro Experimental de Uberaba – TEU,
organizado pela União da Mocidade Espírita de Uberaba – UMEU.
As Músicas Inscritas
Música: A Fé; Cidade:
Uberaba; Cantor: João Batista da
Cunha; e música: João Batista da
Cunha.
Música: Campanha do
Quilo; Cidade: Uberaba; Cantor:
João Batista da Cunha; Letra e
Música:João Batista da Cunha.
Música: Estrela Sírius; Cidade: Sacramento; Cantores: Grupo Musical Sírius;
Letra e Música: José Eurípedes Lopes.
Música: Almas Mutiladas; Cidade: Sacramento; Cantores: Grupo Musical Sírius;
Letra: Caetano Pedro Santos; Música: José Eurípedes Lopes.
Música:
Outra
Vida;
Cidade: Uberaba; Cantor: Angelo
André Fernandes Junior; Letra e
Música: Angelo André Fernandes
Junior
Música: Cristo – Chico –
Cristo – Espírito – Verdades e
Amor; Cidade: Uberaba; Cantor:
Noel Dukarmo; Letra e Música: Noel Dukarmo.
Música: Canção do Amor; Cidade: Uberaba; Cantor: Noel Dukarmo; Letra e
Música: Noel Dukarmo e Jocely Batista Gil.
Música: Adeus Velho Homem; Cidade: Uberaba; Cantores: Coral Amor Cristão;
Letra e Música: Carlos Gardel
Miranda de Oliveira e Ricardo
Alexandre Gonçalves.
Música:
Patria
do
Evangelho;
Cidade:
Uberaba;
Cantores: Coral Amor Cristão;
Letra e Música: Márden Oliveira.
Música:
Zênite;
Cidade:
Uberaba; Cantor: Wilson Ribeiro Borges Filho; Letra e Música: Wilson Ribeiro Borges
Filho e Ana Márcia Vasconcelos de Paula.
Música: Artistas; Cidade: Uberaba; Cantor: Wilson Ribeiro Borges Filho; Letra e
Música: Wilson Ribeiro Borges Filho.
Música: Jesus em Minha Vida; Cidade: Uberaba; Cantores: Grupo Raio de Luz;
Letra e Música: Lee Carvalho.
Música: Pai; Cidade: Uberaba; Cantores: Grupo Raio de Luz; Letra e Música: Lee
Carvalho.
Música: Placas do Bem; Cidade: Prata; Cantores: Camargos Junior e Grupo
Harmonia e Luz; Letra e Música: Alaor de Camargos Melllo Junior.
Os Vencedores do Festival
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Melhor Interprete: Música: Jesus em Minha Vida; Cidade: Uberaba;
Cantor(Es): Grupo Raio de Luz; Letra e Música: Lee Carvalho
Melhor Letra: Música: Pátria do Evangelho; Cidade: Uberaba; Cantor(Es):
Coral Amor Cristão; Letra e Música: Márden Oliveira
Melhor Arranjo: Música: Almas Mutiladas; Cidade: Sacramento; Cantor(Es):
Grupo Musical Sírius; Letra e Música: Caetano Pedro Santos e José Eurípedes Lopes.
3º Lugar: Música: Placas o Bem; Cidade: Prata; Cantor(es): Camargos Júnior e
Grupo Harmonia e Luz; Letra e Música: Camargos Júnior.
2º Lugar: Musica: Zênite; Cidade: Uberaba; Letra e Música: Wilson Ribeiro
Borges Filho e Márcia Vasconcelos de Paula; Cantor(es):
Wilson Ribeiro Borges Filho.
1º Lugar: Música: Pátria do Evangelho; Cidade:
Uberaba; Cantor(es): Coral Amor Cristão; Letra e Música:
Márdem Oliveira.
Conforme afirma El Morya, “A música pode fazer pela
alma o que nenhuma atividade perceptível aos sentimentos
pode realizar”.
DESENCARNE
Desencarnou no dia 21/09/2008, às 1h40, no Hospital e Maternidade São
Domingos de Uberaba, nosso querido e estimado irmão Sr. MOACYR MODESTO
CUNHA, aos 77 anos de idade, sob a desvelada assistência médica, e cercado pelo
carinho e dedicação dos familiares. O desenlace ocorreu, tranqüilamente – como, aliás,
sempre viveu e como é apanágio dos espíritas compreensivos.
Deixou viúva a Sra. Teresinha Turati
Cunha, os filhos: Dra. Maria Irani Turati
Cunha Borges, Dr. Lincoln Turati Cunha e
Dr.Tompson Turati Cunha, todos Dentista,
este último, já desencarnado; netos, bisnetos,
genro, noras e demais irmãos, a saber: Sr.
Maurílio Modesto Cunha, Mauriti Modesto
Cunha e Maurício Modesto Cunha.
Trabalhava no Sanatório Espírita de
Uberaba, há 13 anos, exercendo com muito
zelo, carinho e capricho os setores de
Almoxarifado e a Central de Compras, hospital
este fundado por sua tia MARIA MODESTO
CRAVO, da qual assimilou muito bem seus ensinamentos, voltados para a prática do
Bem, pois o mesmo fora criado (educado) por ela, durante os 10 primeiros anos de sua
vida. Era membro Efetivo do Conselho Fiscal da União da Mocidade Espírita de Uberaba
– UMEU, e desde janeiro de 2004, assumiu com muito carinho, as cobrança da nossa
querida, A Flama Espírita, jornal com mais de 80 anos, organizando assim seu arquivo
de assinantes do Brasil afora.
Gratos somos todos nós, que beneficiamos de sua abnegação e de sua amizade,
apresentamos nossa solidariedade fraterna aos seus dignos familiares, almejando as
amoráveis bênçãos de Jesus, nosso Mestre e Senhor, ao caríssimo irmão e companheiro,
ora na Pátria Espiritual, entre as alegrias do reencontro com os entes queridos que o
precederam na grande viagem.
Por Marcio Roberto Arduini.
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DEU NA REVISTA ISTO É
O poder dos médiuns. Como a ciência justifica as manifestações de contato com
espíritos e por que algumas pessoas desenvolvem o dom.
Acesse o link abaixo e leia na íntegra a matéria da Revista Isto É.
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2030/artigo103763-1.htm
ESTUDO
AS DIFERENÇAS COMPORTAMENTAIS
O centro Espírita não tem problemas porque tem pessoas diferentes. Ele tem
problemas quando não sabe integrar essas diferenças.
Em termos práticos, como administrar as diferenças comportamentais dos
trabalhadores das casas espíritas, de forma a oportunizar uma convivência saudável e
menos sujeita a atritos e melindres, ainda tão comuns no Centro Espírita? Como
trabalhar as “panelinhas” que se formam nos Centros e melindram os demais? É isto
que Alberto Almeida responde logo abaixo, num texto adaptado de uma de suas
palestras. Leia e reflita.
Nós compreendemos que o movimento das pessoas para se aglutinarem
compondo as “panelinhas” é uma tendência própria das pessoas,
pelos laços de fraternidade, de amizade, de sintonia, de identidade,
e que essas panelinhas podem estar a serviço da Causa, se, em
função de sua dinâmica, não há comprometimento para o conjunto.
Na medida em que essas panelinhas formam facções dentro
da Casa; na medida em que nós compomos determinadas ações
que estão apartadas do conjunto, não somos uma equipe de trabalho que faz parte do
conjunto, seremos um grupo de companheiros que está atuando dentro do Movimento,
que está exatamente rompido com a unidade da Casa. Então, esse movimento, nessa
circunstância, causa um descompasso, ele é perverso para a Casa, é perverso para a
“panelinha e compromete o conjunto inteiro”. Então, temos que reconhecer a diferença.
Enquanto nos identificamos com alguns companheiros, formamos uma equipe de
trabalho, e quando nos isolamos daquela equipe de trabalho, nós achamos que só nós
fazemos o certo e que os outros fazem o errado e vice-versa, e criamos vários Centros
Espíritas dentro de um só centro Espírita.
O problema das diferenças não é que as pessoas sejam diferentes, até porque as
diferenças potencializam a Casa Espírita, como todos os espaços humanos. Nós todos
somos diferentes, e há um objetivo divino nisso. Veja que não há dois olhares iguais;
não há duas modulações de voz iguais; não existem duas pessoas iguais, ainda que
fossem clonadas, como acontece na vida intra-uterina dos gêmeos que são originários
da mesma célula. Eles são aparentemente iguais, mas têm diferenças marcantes na
medida em que você os avalia, tanto do ponto de vista físico, quanto do ponto de vista
psicológico.
Tudo o que se reflete no ser humano, enquanto a diferença, ao invés de ser um
problema, nos aponta para a solução. Quando nós sinalizamos a mão e configuramos os
dedos, cada um com sua função, com a sua performance, com a sua contextura, com
seu tamanho, integrados na palma da mão, eles compõem uma harmonia, uma unidade
a serviço do corpo harmônico.
O Centro Espírita não tem problemas porque tem pessoas diferentes. Ele tem
problemas quando não sabe integrar essas diferenças. Um jardim bonito não é porque
tem só rosas vermelhas, mas porque tem rosas, margaridas, amores-perfeito,
orquídeas, e cada flor dessas tem os seus matizes. Isso é o que dá o sentido de
harmonia.
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Na Casa Espírita nós vamos ver uma pessoa vinculada à prática. É aquele
trabalhador que só quer saber de fazer, fazer, fazer. Então ele
é um companheiro que pode ser aproveitado intensamente,
em diversas atividades, para operacionalizar as instruções
quando vão se concretizar. Ele é um companheiro que está
posto ali, está disponível.
Temos um outro companheiro que gosta mais de ficar
idealizando, gosta de ficar sonhando, arquitetando. Ele é um
companheiro extraordinário para montar um planejamento;
para fazer avaliações de mudanças de estrutura da Casa; para
reavaliar a dinâmica de um grupo de trabalho.
Temos
outro
companheiro,
na
Casa
Espírita,
extremamente racional. Tudo ele tem que medir; tudo ele tem
que codificar. Para ele tem que estar tudo no quadro,
numericamente. Ele é um companheiro fantástico. Ele vai
ocupar um espaço de trabalhos na Casa Espírita muito bom.
Ele, por certo, poderá ser um excelente diretor de finanças,
fazendo as contas, a distribuição. Ele será, na Casa Espírita, a lógica funcionando.
Qual é o mais importante?
Há um companheiro que é mais emocional, mais afetivo, que tem um
temperamento mais ardoroso, mais sensível. É um outro companheiro que tem uma
função, na Casa Espírita, fantástica. Ele, na verdade sintoniza muito bem com o
sentimento; ele combina muito bem o afeto, com o amor; é um companheiro que tem
uma habilidade imensa para quando há um conflito, quando há uma dificuldade, quando
há alguma resistência. Ele vai com a sua afetividade e tem o condão de desfazer.
Qual o mais importante? Enquanto não somos homens que detemos essas
possibilidades de seres integrais, essas diferenças, que são muito mais marcantes,
fazem-nos os trabalhadores ideais para composição de uma equipe.
Tem aquele companheiro que é mais introspectivo, que não gosta de falar. Ele não
vai desempenhar a exposição na casa Espírita. Mas será um excelente entrevistador; ele
conseguirá ser um excelente trabalhador na área mediúnica, dialogando como um
médium esclarecedor.
As lideranças espíritas têm que entender que as diferenças é que fazem a
diferença no ser humano, e que a liderança não tem que estar preocupada em criar
estereótipos, fôrmas, onde todo mundo tem que ser igual. Ela tem que se valer das
diferenças para potencializar o trabalho.
À liderança, na casa Espírita, cabe administrar esses conflitos de relacionamento
humano, procurando, naturalmente, assumir, não uma posição de juiz: você está certo,
você está errado, nem de promotor, acusando, ou a de advogado de defesa, mas ser
apenas o que Jesus propôs a Simão Pedro: “se tu me amas, apascenta as minhas
ovelhas”. E apascentar não é esconder as verdades; apascentar é ser fraterno, é ser
amigo; é medir as relações, aglutinando; é estabelecer um diálogo fraterno.
Transcrito do Jornal Espaço Espírita (março a maio de 2007) – Colaboração de
Maria Massucati – Adaptado do Jornal Mundo Espírita(setembro de 1998).
JUVENTUDE
JUVENTUDE ESPÍRITA
Conceito
“Juventude é uma etapa da vida física, precedida da infância e seguida pela
maturidade e velhice. É um ciclo que se repete em cada encarnação do Espírito imortal.
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São momentos específicos nos quais são vivenciadas experiências valiosas no campo
evolutivo da personalidade.” (Folder Evangelização da Juventude).
Juventude ou Mocidade Espírita é um grupo de jovens, com faixa etária entre 13 e
21 anos, vinculado a uma Instituição
que represente o Espiritismo. Tem
como objetivos estudar e vivenciar a
Doutrina Espírita e participar do
Movimento dela decorrente.
Objetivo
O objetivo da Evangelização da
Juventude Espírita é, em primeiro
lugar, o estudo sério e sistematizado
dos postulados da Doutrina Espírita e
do Evangelho de Jesus.
Paralelamente, os grupamentos
de jovens desenvolvem atividades
artísticas, culturais e de vivência
evangélica, como aplicação prática
dos conhecimentos adquiridos.
Na seara espírita, o jovem tem a oportunidade de exercitar a convivência fraterna
com seus semelhantes e cooperar nas atividades coletivas de socorro, de trabalho e de
divulgação do Espiritismo.
A Liderança na Juventude Espírita
Liderar é o processo de influenciar as atividades de um indivíduo ou de um grupo,
para a realização de um objetivo, em uma dada situação. Chiavenato (1999) define o
comportamento do “líder como aquele cuja função comporta planejar, dar informações,
avaliar, arbitrar, controlar, recompensar, entre outras, tendo como finalidade ajudar
o grupo a atingir os seus objetivos ou a satisfazer as suas necessidades.”
O verdadeiro líder é aquele que tem capacidade para influenciar, motivar ou
inspirar os outros a segui-lo.
Durante muito tempo, julgou-se que o mais importante na arte de liderar eram as
características pessoais do líder e por isso, investigaram quais seriam seus traços de
personalidade, seus sistemas de valores e os seus estilos de vida. Daí resultou uma
listagem imensa que vai desde a estatura e energia físicas até à competência técnica e
espírito de decisão passando pela inteligência, conhecimentos, sabedoria e imaginação.
A abordagem dos estilos de liderança refere-se àquilo que o líder faz, enquanto a
abordagem dos traços se refere àquilo que o líder é (Chiavenato, 1999).
Contudo, na prática, o mesmo líder pode adotar diferentes estilos, de acordo com
as necessidades, motivos e situação. Assim, cada situação requer um tipo de liderança.
A eficácia de um estilo depende da sua adequação ou como nos diz Estanqueiro
(1992), “os líderes mais eficazes adotam estilos de liderança de acordo com as
necessidades concretas das pessoas com quem lidam.” “Um bom líder é aquele que é
capaz de sentir o que se passa no grupo e é capaz de ter atitudes adequadas para
ajudar o grupo a ultrapassar os seus problemas.”
O evangelizador é o líder da sua classe ou do seu grupo e precisa desenvolver
uma liderança democrática e fraterna, estabelecer normas de convivência e estimular o
respeito ao outro e à Instituição que freqüenta.
O evangelizador, como líder, deve:
a) Observar cuidadosamente os evangelizandos, procurando identificar seus interesses,
aptidões, inibições, bloqueios e frustrações;
Jornal Espírita On-Line de Uberaba – Nº 25 – outubro/2008
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b) Precaver-se contra os problemas externos, tais como: a ingerência de situações e
pessoas que não comungam dos mesmos ideais, atividades que desviam a atenção do
grupo e a interferência do plano espiritual inferior;
c) Vigiar a própria negligência e apatia: comportamentos esses que influenciam
diretamente o grupo;
d) Procurar cumprir os compromissos assumidos;
e) Observar sempre a pontualidade e a assiduidade;
f) Preparar-se com antecedência para o trabalho demonstrando segurança e
conhecimento;
g) Avaliar-se constantemente, para conhecer suas próprias deficiências e possibilidades,
investindo no crescimento pessoal e servindo de exemplo para o grupo que lidera.
O evangelizador precisa preservar no grupo um clima favorável à aprendizagem
onde prevaleça a descontração, a amizade e a alegria, mas com disciplina e respeito
mútuo. “Ele é muito mais que um monitor – é o companheiro, o amigo, o conselheiro,
aquele que dá vida e dinamismo à aula, aquele que impregna os conteúdos da lição com
o calor da certeza que tem na tarefa que realiza. (...) Os conhecimentos por ele
veiculados guardam a pujança da sua fé e do seu ideal. Vale-se dos recursos técnicopedagógicos indispensáveis, mas utiliza o amor como técnica por excelência.”
Reforçando o que foi dito, o estilo de liderança mais adequado à tarefa de
evangelizar é o que está pautado no conhecimento doutrinário e pedagógico e no amor,
condição indispensável, sem a qual não se pode promover a evangelização.
Organização da Juventude Espírita
No tópico conceito de Juventude Espírita, esta foi definida como sendo um grupo
de jovens vinculado à Casa Espírita; justo, portanto, que se organizem de acordo com
as orientações e estatutos dessas instituições, abolindo-se as diretorias paralelas, que
podem gerar problemas para a marcha dos trabalhos.
Deve ser um setor ou departamento do Centro Espírita e estar subordinado às
suas orientações.
Os objetivos e finalidades dos grupamentos juvenis foram definidos nos
documentos orientadores do trabalho de Evangelização, com as diretrizes emanadas do
“Orientação ao Centro Espírita.” “É necessário considerar que o jovem integra um grupo
que se evangeliza numa faixa etária bastante larga, entre 13 e 21 anos, que sofrem
mudanças rápidas e significativas em seus interesses e necessidades.”
Tendo em vista as particularidades de cada uma dessas faixas etárias é que a
divisão por ciclos vem sendo sugerida, permitindo oferecer-lhes atividades e conteúdos
significativos e adequados, bem como técnicas de ensino compatíveis com o nível
intelectual e com os interesses desses grupos.
“O Movimento Espírita tem ampla liberdade para definir como realizar o trabalho
junto aos jovens, no que diz respeito à organização e metodologia. O conteúdo de
ensino deve ser sempre o contido na Codificação Espírita e no Evangelho de Jesus, mas
a observância de alguns pontos, resumidos abaixo, com certeza auxiliarão a unificação
dos propósitos:
a) Considerar a conveniência de manter em todos os grupos de jovens um ou dois
evangelizadores, com qualidades indispensáveis ao exercício da tarefa.
b) Adotar um currículo de ensino que estabeleça os objetivos e as orientações básicas
para o trabalho, sistematizando os estudos e programando o processo ensinoaprendizagem de modo que se viabilize a proposta educacional de ensino espírita.
c) Adotar uma organização administrativo-pedagógica para o setor de juventude,
coerente e entrosada com a Instituição a que pertence e embasada no documento
orientador das atividades do Movimento Espírita, ‘Orientação ao Centro Espírita’.
d) Considerar as atividades artísticas e recreativas como meios para o aprendizado,
tanto dos conteúdos doutrinários como de comportamentos e experiências vivenciais, de
Jornal Espírita On-Line de Uberaba – Nº 25 – outubro/2008
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acordo com o seguinte objetivo: “Oferecer ao evangelizando a oportunidade de
perceber-se como homem integral, crítico, consciente, participativo, herdeiro de si
mesmo, cidadão do Universo, agente de transformação de seu meio, rumo a toda
perfeição de que é suscetível”.
Texto elaborado pela Federação Espírita Brasileira – FEB, e extraído do site da
FEB.
PLANTÃO DE RESPOSTAS – PINGA FOGO II – COM CHICO XAVIER
Depois de termos reproduzido paulatinamente em toda a sua intera o “Pinga
Fogo” na antiga TV Tupi – Canal 4, entrevistando o nosso querido e
inestimável Chico Xavier, passamos a reproduzir agora também na
integra, o “PLANTÃO DE RESPOSTAS – Pinga Fogo II”.
DOENÇAS E CURA (I) – Pergunta: As pessoas enfermas
permanecem enfermas após o desencarne? Mesmo que sejam
espíritos claramente iluminados? Ou existem casos e casos?
Resposta: Quando contrariamos as Leis Universais, inscritas em
nossa consciência e que se baseiam no Evangelho de amor ao
Cristo, adquirimos débitos que se refletem na vestimenta do
espírito, isto é, o perispírito.
A estadia na carne propicia que o perispírito transmita ao
corpo físico esses reflexos negativos o que implica em uma
depuração do ser. Porém quando a pessoa vivencia esse processo
com uma mentalidade negativista, de revolta, de pessimismo, sem procurar a
renovação diária para o bem, sem procurar beneficiar aos demais, ela impede esse
processo de depuração. É como se fôssemos passar por uma cirurgia e fizéssemos o
contrário de todas as recomendações necessárias.
Assim, nesses casos, a enfermidade não propiciou significativa renovação íntima
diante da vida, não ocorreu uma modificação interior, ou seja, do padrão mental desse
espírito. Ele não soube passar pelo sofrimento. Logo, como não houve a mudança,
depois da morte ele continuará plasmando no perispírito o que cultivou em sua mente
durante a vida – permanecerá enfermo.
Com os espíritos que, independente das circunstâncias, vivenciam o Evangelho do
Cristo, o processo é completamente diferente.
DOENÇAS E CURA (II) – Pergunta: É possível uma pessoa somar em seus
pensamentos uma depressão? Ela a tem em conseqüência do passado ou não?
Resposta: A depressão pode ter como causa a consciência que tem o espírito de
débitos passados sob a forma de culpa. Entretanto, não podemos generalizar a
afirmação.
De qualquer modo, o cultivo de pensamentos negativos, a persistência em baixo
padrão vibratório, colabora para que esse estado aconteça e até se agrave a ponto de
criar um círculo vicioso.
Por outro lado, o pensamento positivo, a força de vontade em elevar o nosso
padrão vibratório, o serviço ao próximo, a prática do amor nos auxilia na manutenção
de nosso equilíbrio.
DOENÇAS E CURA (III) – Pergunta: Considerando o grau de merecimento, como se
dá a cura nos tratamentos físico-espirituais? Esta Cura é lenta e progressiva ou é
rápida?
Jornal Espírita On-Line de Uberaba – Nº 25 – outubro/2008
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Resposta: O processo de tratamento espiritual é muito relativo, e a cura já é por si a
prova do merecimento do doente, sendo que a mesma ocorre muitas vezes de forma
rápida.
Ao paciente compete a conquista da cura de modo definitivo, buscando seu
fortalecimento interior pela reforma moral e prática da caridade.
Lembremos sempre que Jesus após praticar suas curas, recomendava: - “VÁ E
NÃO PEQUES MAIS”.
EDUCAÇÃO MEDIÚNICA – Pergunta: O que acontece para uma pessoa que se recusa
a desenvolver sua mediunidade, já que esta mediunidade pode ajudar muitas pessoas?
Haverá algum castigo ou cobrança?
Resposta: Energias que não doamos podem ser fator de desequilíbrio em nossas vidas.
Nossa consciência, em geral, nos cobra uma atitude perante as tarefas que nos cabem.
Praticando o Bem em qualquer parte, estaremos colocando nossa mediunidade a
serviço de todos. André Luiz afirma: “Todo bem que não se faz é um mal que se
pratica”.
ESPÍRITO E PERISPÍRITO – Pergunta: O que é espírito e perispírito e qual a
diferença entre eles?
Resposta: Os Espíritos respondendo a Kardec sobre essa questão disseram que o
espírito é ( ...) “ o princípio inteligente do Universo” (...). Quando questionados sobre a
definição de espírito, responderam: (...) “são os seres inteligentes da criação. Povoam o
Universo, fora do mundo material”.
Em virtude da sua natureza etérea, o espírito, propriamente dito, para poder atuar
diretamente sobre a matéria mais grosseira, necessita de um intermediário, isto é, de
um elemento que o ligue a essa matéria. A partir daí, processa eletromagneticamente a
constituição desse elemento, gerando o que os Espíritos chamam de perispírito.
MENSAGEM ESPÍRITA
PESSIMISMO
Intercorrência comum na vida da criatura humana.
Por inúmeras transformações psicológicas, passamos no decurso do dia a dia.
Entretanto, quando surgir este fenômeno que lembra tempestade íntima n vida da
alma em transito evolutivo, é aconselhável que ela não se esqueça da importância da
oração, conjugada com a reação.
A semelhança da tempestade, que deixa rastros de destruição as crises de
pessimismo igualmente deixa em nossa retaguarda, tantas vezes, vítimas indagadoras
que não compreenderam as razões de nosso comportamento e além de feridas se
frustram conosco.
Até mesmo o pessimismo ocasional devasta.
Turbulências íntimas não podem ganhar predomínio em nossos corações a ponto
de nos alterar os traços da face.
Crises de pessimismo, hora de refletir e pesar as vantagens de que dispomos na
vida, em detrimento do outro.
Não se equivoque em defini-lo apenas nas expressões mais visíveis, quais seja o
tom da voz, o olhar ameaçador, a carranca fixada na face.
Também se sutiliza e manifesta-se de variados modos; toda vez que perceber que
algo lhe esteja alterando as próprias entranhas, lhe causando desconforto e nervosismo
é o exato momento de se recolher e suplicar o socorro do céu, num sincero diálogo com
Deus, a fim, de conter ou amenizar as conseqüências que tão logo surgirão nas trilhas
que você percorrer.
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Pessimismo é sinal de alerta.
Irmã Valquíria. Mensagem recebida no Lar Espírita Irmã Valquíria – UberabaMG, em 04/03/2006 por Alaor Borges Júnior.
TRABALHO IMPORTANTE
PACTO ÁUREO
Transcrevemos das páginas de REFORMADOR, de novembro de 1949, o texto que
registra os fatos ocorridos na sede da FEB, em 5 de Outubro de 1949, que resultaram
na assinatura do Pacto Áureo de unificação do Movimento Espírita brasileiro.
Unificação
Os espíritas do “Coração do Mundo”, no dia 5 de Outubro de 1949, data a que o
nosso colega “Mundo Espírita” muito acertadamente chamou – DIA ÁUREO DA
CONFRATERNIZAÇÃO –, vibraram de entusiasmo pelo grande acontecimento da
Unificação, pois que a notícia foi levada celeremente a todos os recantos da Pátria,
através de telegramas, de rádios, de cabogramas e de telegramas interurbanos.
Com um entusiasmo nunca dantes verificado em nossos meios, os abraços se
sucediam, enquanto de muitos olhos a alegria se manifestava cristalina e bela, através
de pérolas liquefeitas a rolarem, silenciosas, mas vivificadas pelo Espírito, pelas faces
dos velhos trabalhadores da Seara.
“Reformador” não pode registrar os acontecimentos. Seus redatores não se
sentem capazes de descrever com palavras precisas, talvez por inexistentes no
vocabulário humano, os quadros de verdadeira espiritualidade então presenciados por
todos quantos tiveram a grande felicidade de se encontrarem reunidos, na Capital da
República.
Dessa forma, que nos perdoem os nossos leitores e passemos à transcrição do
primeiro documento:
Grande Conferência Espírita realizada no Rio de Janeiro:
Ata da reunião entre os diretores da Federação Espírita Brasileira e os
representantes de várias Federações e Uniões de âmbito estadual: Aos cinco dias do
mês de Outubro do ano de mil e novecentos e quarenta e nove (1949), na sede da
Federação Espírita Brasileira, à Avenida Passos, nº 30, na cidade do Rio de Janeiro,
Capital da República, Brasil, presentes o Sr. Antônio Wantuil de Freitas, presidente da
F.E.B., e demais signatários desta, após se dirigirem ao Alto, em prece, suplicando
bênçãos para todos os obreiros da Seara Espírita do Brasil, bem como para toda a
Humanidade, e depois de longo e coordenado estudo do movimento Espírita Nacional, a
que pertencem, acordaram em aprovar os seguintes itens, “ad referendum” das
Sociedades
que
representam: 1º) Cabe aos
Espíritas do Brasil porem em
prática a exposição contida
no livro “Brasil, Coração do
Mundo,
Pátria
do
Evangelho”, de maneira a
acelerar a marcha evolutiva
do Espiritismo. – 2º) A F.E.B.
criará
um
Conselho
Federativo Nacional, permanente, com a finalidade de executar, desenvolver e ampliar
os planos da sua atual Organização Federativa. – 3º) Cada Sociedade de âmbito
estadual indicará um membro de sua diretoria para fazer parte desse Conselho. – 4º) Se
isso não for possível, a Sociedade enviará ao presidente do Conselho uma lista tríplice
de nomes, a fim de que este escolha um desses nomes para membro do Conselho. – 5º)
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Jornal Espírita On-Line de Uberaba – Nº 25 – outubro/2008
O Conselho será presidido pelo presidente da Federação Espírita Brasileira, o qual
nomeará três secretários, tirados do próprio
Conselho, que o auxiliarão e substituirão em seus
impedimentos. – 6º) Considerando que desde a sua
fundação a F.E.B. se vem batendo pela autonomia
do Distrito Federal, conforme se vê em seu órgão –
“Reformador” – , fica o Distrito Federal considerado
como Estado, em igualdade de condições com os
demais Estados do Território Nacional. – 7º) O
presidente da Federação Espírita Brasileira nomeará
uma Comissão de três juristas espíritas e dois
confrades de reconhecida idoneidade, para elaborar
o Regulamento do Conselho Federativo Nacional e
propor as modificações que se tornarem necessárias
nos atuais Estatutos da Federação Espírita
Brasileira. – 8º) No caso de haver mais de uma
sociedade de âmbito estadual em algum Estado,
tudo se fará para que se reúnam em torno de uma
terceira, cuja presidência será exercida em rodízio e
automaticamente pelo presidente de cada uma
delas, substituídos que serão, anualmente, no dia
1º de Janeiro de cada ano. – 9º) Anualmente, em
sua primeira reunião do mês de Agosto, o Conselho
organizará o seu orçamento, o qual, uma vez
aprovado pela Diretoria da F.E.B., será entregue ao
tesoureiro dessa. – 10º) Cabe à Federação Espírita
Brasileira entrar com cinqüenta per cento do que for
determinado para o referido orçamento, devendo os
restantes cinqüenta per cento ser distribuídos em
cotas iguais entre todas as Sociedades pertencentes
ao Conselho. – 11º) Na escrita da F.E.B. o seu
tesoureiro deverá criar um título no qual lançará
todo o movimento de valores, inclusive de
donativos que forem feitos com a finalidade de
facilitar os trabalhos do Conselho, quantias essas
que, de forma alguma, poderão ser aplicadas senão
por deliberação do dito Conselho. – 12º) As
Sociedades componentes do Conselho Federativo
Nacional são completamentes independentes. A
ação do Conselho só se verificará, aliás,
fraternalmente, no caso de alguma Sociedade
passar a adotar programa que colida com a
doutrina exposta nas obras: “O Livro dos Espíritos”
e “O Livro dos Médiuns”, e isso por ser ele, o
Conselho, o orientador do Espiritismo no Brasil. –
13º) Deverá ser organizado um quadro de
pregadores espíritas, composto de sócios das
Sociedades adesas, os quais, dentro de suas
possibilidades, serão escalados para visitar as
Associações que ao Conselho dirijam convites para
festividades de caráter puramente Espírita. – 14º)
Se possível, será criado, também, um grupo de
Jornal Espírita On-Line de Uberaba – Nº 25 – outubro/2008
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pregadores experimentados e cultos, com a difícil missão de levar a palavra do
Evangelho aos grupos que, ainda mal orientados, ofereçam campo à semeadura cristã.
15º) Nenhum membro do Conselho poderá dar publicidade a trabalho seu, individual,
subscrevendo-o como membro do Conselho Federativo Nacional, salvo se o trabalho for
antecipadamente lido e aprovado pelo Conselho. 16º) Os membros do Conselho são
considerados como exercendo cargo deconfiança das Sociedades que os indicarem. 17º)
Sempre que possível, o Conselho designará um dos seus membros para assistir aos
trabalhos doutrinários realizados pelas Sociedades. 18º) Se alguma coincidência
encontrar, pedirá ele se convoque a diretoria da Sociedade e, então, confidencialmente,
exporá o que deverá ser modificado, de acordo com o plano geral estudado pelo
Conselho. E nada mais havendo, eu, Oswaldo Mello, servindo de secretário, a escrevi e
datilografei, assinando-a juntamente com os componentes da reunião, que decorreu sob
a mais viva emoção dos circunstantes. E, para constar, fiz esta, que subscrevo, aos
cinco dias do mês e ano referidos. a) Oswaldo Mello, secretário. Antônio Wantuil de
Freitas, presidente da Federação Espírita Brasileira; Arthur Lins de Vasconcellos Lopes,
por si e pelo Sr. Aurino Barbosa Souto, presidente da Liga Espírita do Brasil; Francisco
Spineli, pela Comissão Executiva do Congresso Brasileiro de Unificação Espírita e pela
Federação Espírita do Rio Grande do Sul; Roberto Pedro Michelena; Felisberto do Amaral
Peixoto; Marcírio Cardoso de
Oliveira; Jardelino Ramos;
Oswaldo
Melo,
pela
Federação
Espírita
Catarinense;
João
Ghignone,
presidente
e
Francisco Caitani, membro
do Conselho da Federação
Espírita do Paraná; Pedro
Camargo - Vinícius e Carlos
Jordão da Silva, pela União Social Espírita de S. Paulo (USE); Bady Elias Curi, pela União
Espírita Mineira; Noraldino de Mello Castro, presidente do Conselho Deliberativo da
União Espírita Mineira. Em tempo: Depois de assinado o presente documento, o
presidente Wantuil de Freitas, após manifestar os seu regozijo pelo histórico
acontecimento, com palavras cheias de fé e de esperança nos destinos gloriosos do
Brasil Espírita, convidou o confrade Pedro Camargo-Vinícius a proferir a prece final, de
encerramento dos trabalhos, o que foi feito, fervorosamente, em súplica ardente aos
Espíritos Superiores, aos quais rogou assistência e iluminação para o desenvolvimento
rápido dos nossos trabalhos, na semeadura do bem e do amor, em torno do Mestre e
Senhor, Eu, Oswaldo Mello, subscrevo e assino, como testemunho da verdade: Oswaldo
Mello.
Nota Confortadora
Após a prece final proferida pelo confrade Vinícius e quando todos ainda se
encontravam em concentração, manifestou-se psicofônicamente o saudoso presidente
da F.E.B., Guillon Ribeiro, cujas palavras de aprovação, de fé e de grande amor foram
recebidas como um prêmio de Mais Alto, por intermédio daquele companheiro que tão
abnegadamente serviu e serve à Causa do Espiritismo cristão.
A palavra de Guillon Ribeiro foi recebida mediunicamente pelo Sr. Oswaldo Melo,
Em sua reunião, realizada alguns minutos após o encerramento dos trabalhos acima
referidos, o “Grupo Ismael”, célula máter da F.E.B., recebeu duas belíssimas
comunicações: uma, no início, psicografada, do Espírito de Bittencourt Sampaio, e
outra, final, psicofônica, do Espírito de Ismael.
Como conseqüência dessa Unificação, o presidente da Casa de Ismael, quando da
irradiação, em 9 do mesmo mês, da “Hora Espiritualista João Pinto de Souza”, dedicada
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a este auspicioso evento e também por motivo da realização do 2º Congresso Espírita
Pan-Americano, proferiu a seguinte oração:
Irmãos do Continente Americano:
Eu vos saúdo.
Há precisamente seis anos, logo após a minha primeira eleição para presidente da
Federação Espírita Brasileira, duas mensagens me foram enviadas do Alto. Guardei-as
comigo e somente a pequeno número de companheiros delas dei conhecimento.
Vieram por médiuns diferentes e mais ou menos se completavam. Uma me
anunciava toda a agitação que se processou nesses últimos anos e me aconselhava
calma, humildade e amor, afirmando-me que, após a tempestade, a Casa Máter veria
reunidos em torno dela todos os seus muito amados filhos.
A segunda – como dela me recordo hoje com o mesmo júbilo daqueles dias – ,
não me falava senão do período de bonança que ora gozamos, anunciado, então,
exatamente para esse fim de ano, pois que me indicara como data o 66º aniversário da
Federação, ou seja, 1º de Janeiro de 1950.
Hoje, eu vos trago a terceira Mensagem recebida agora, no dia 5, alguns minutos
depois de se retirarem da sede da Federação os companheiros que nela se reuniram e
decidiram, por unanimidade, concretizar, nestas plagas do Planeta, aquilo que no Alto já
havia sido traçado.
Ouçamos, pois, a palavra de Ismael, do guia das Terras Brasileiras, e que nos foi
enviada em sessão ordinária do “Grupo Ismael”, célula-máter da Federação Espírita
Brasileira:
“Ajuda-me, Jesus! Ajuda-me, Mãe Santíssima! Irmãos! Filhos de minha alma, fiéis
aprendizes de minha humilde oficina na grande forja do Mestre e Senhor! - Eu vos
saúdo e abençôo, em nome desse mesmo Mestre e Senhor, pedindo recebais meus
votos em vossos corações e os transmitais a todos os obreiros da seara divina, aos
trabalhadores de última hora que fazem jus ao salário e se entregam à tarefa com toda
a dedicação. “Sim! O fruto amadureceu. E, na hora precisa, por todos pode ser
saboreado, meus amigos - por todos os arrebanhados por mim para preparar o celeiro.
Na Pátria do Cruzeiro, homens falíveis criaram separações imaginárias, embora no
fundo seus corações buscassem a Jesus. Os que os assistiam mais de perto sabiam que,
a seu tempo, o véu que lhes encobria a verdade viria a ser afastado e o reino do
entendimento raiaria entre eles, para que unidos buscar pudessem o reino da Paz,
aquele que só Jesus está em condições de distribuir entre os homens.
Avante, caravaneiros da Pátria do Evangelho! Não permitais que o homem velho
sufoque o novo que surge das páginas do Livro santo! Que a humildade seja a vossa
primordial arma, a exemplo de Jesus.
Que a renúncia, amigos, vos secunde em todos os atos para buscardes e terdes
em vós o reino dos Céus. Jamais impere o personalismo em vossos corações. Todas as
vezes que a luta pela conquista de bem se vos tornar áspera e encontrardes dificuldades
em vencê-las, orai, amigos da caravana que se não extingue. Orai! orai! Elevai-vos
acima de vós mesmos nas asas da prece e, na volta, certamente trareis um Anjo do
Senhor convosco.
“Testemunhos, nós os teremos que dar. Decepções, vos as encontrareis ainda.
Mas, que dizermos do Sermão da Montanha, se não houvera decepções?
Benditos os que padecem perseguições e injúrias! Benditos os aflitos! Benditos os
que sofrem carência de justiça!
“As lutas terão que atingir-nos incessantemente. Todavia, se tivermos Jesus no
coração, a fé que remove montanhas e a consciência tranqüila do dever bem cumprido –
diante da dor nada devermos temer.
Caminharemos sempre.
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“Daqui faço um apelo aos meus colaboradores na divulgação do Evangelho, nesta
parte do hemisfério, para que a lição recebida no dia de hoje fique gravada em suas
almas. Que jamais irmãos movidos pelo mesmo ideal se entrechoquem, por não haver
tolerância, por não haver renúncia, por não haver humildade. Que a Confraternização,
hoje festejada por todos os corações que se guiam pelas luzes da Terceira Revelação,
possa servir de marco a uma nova era de entendimento através da propaganda dos
ensinos evangélicos, da difusão da Luz aos mais longínquos recantos da Terra, da
caridade indispensável aos que sofrem, encarnados ou desencarnados, necessitados do
pão material ou do espiritual.
“Se minhas palavras vos merecerem fé, guardai-as em vossos corações. Cheguem
elas, se possível, a todos quantos se interessam pela Paz e pela Harmonia universais.
“Que Deus vos abençoe e ilumine. Que a Virgem Santíssima vos envolva em seu
Amor”.
“Em nome do Divino Mestre e Senhor, em seu sacratíssimo nome, abençoo a
família espírita.”
(Médium: Gifôni).
E assim terminou Ismael, o legado do Cristo em terras do Brasil.
“Reformador” rejubila-se, pois, com os espíritas brasileiros, suplicando bênçãos ao
Cristo, para que de nós sejam afastados quaisquer resquícios de animosidades
personalistas, visto que só assim a bandeira de Ismael poderá tremular, impávida e
serena, nos céus benditos do Cruzeiro do Sul.
Texto publicado na Revista “Reformador” de Nov/1949 - Págs. 243 a 246.
PERSONALIDADES DE DESTAQUE NO MOVIMENTO ESPÍRITA
HUMBERTO DE CAMPOS – IRMÃO X
O Escritor
Por muitos anos, um dos escritores mais lidos do Brasil,
Humberto de Campos, à exceção dos espíritas, não é conhecido
pelas novas gerações, que, no entanto, dele ouvem falar através de
seus pais, que o classificam entre seus autores favoritos,
despertando intensa curiosidade em torno de seu nome.
Suas crônicas diárias, publicadas em uma cadeia de jornais –
entre eles A Tarde, daqui da Bahia –, emocionaram leitores de Norte
a Sul.
O envolvimento dos leitores de Humberto de Campos com o
que ele escrevia era tão grande que muitos lhe enviaram cartas,
solicitando conselhos e orientações. E ele respondia de maneira
impessoal, buscando a essência dos problemas que lhe chegavam, para com isso falar a
milhões de pessoas.
Consta que na Rua 7 de Abril (em São Paulo), por exemplo, juntava gente para ler
a crônica que o Diário de São Paulo afixava na porta de vidro da sede dos Diários
Associados, como agora junta defronte a uma loja durante uma disputada partida de
futebol.
Em entrevista a um jornal paulista, Humberto de Campos Filho, advogado e
jornalista, comparou o sucesso das crônicas de seu pai ao capítulo de telenovela, hoje.
Para Humberto de Campos Filho, no entanto, as duas alavancas na aceitação de seu pai
entre os leitores são justamente a perenidade de seus textos – “válidos em sua época,
hoje, daqui a 50 anos” –, e o estilo fácil, sem preciosismo, discorrendo sobre temas
atávicos: “Na coleção da Editora Opus, tive o prazer de fazer a biografia de meu pai, no
primeiro volume. Na intimidade, ele estava longe da personalidade que o público
venerou, mitificou.
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Jornal Espírita On-Line de Uberaba – Nº 25 – outubro/2008
Era um sujeito introspectivo, soturno mesmo, que de vez em quando nos
surpreendia com uma explosão de gargalhadas e humor, extravasando toda verve que
punha no papel. Raros momentos, inesquecíveis”.
Da poesia ao conto – reconhecido por seu filho como “um gênero no qual ele foi
magistral” –, Humberto de Campos também produziu ensaios, crítica literária e
memoriais.
Filho de Joaquim Gomes de Farias Veras, pequeno comerciante, e Ana de Campos
Veras, provecta professora pública, que lhe sobreviveu por vários anos. Humberto de
Campos Veras, jornalista, político, crítico, cronista, contista, poeta, biógrafo e
memorialista, nasceu em Miritiba, hoje Humberto de Campos (Maranhão), em 25 de
outubro de 1886, e faleceu no Rio de Janeiro (então Distrito Federal e Capital da
República), em 5 de dezembro de 1934.
Eleito em 30 de outubro de 1919 para a Cadeira n. 20, da ABL, sucedendo a
Emílio de Menezes, foi recebido em 8 de maio de 1920, pelo acadêmico Luís Murat.
Quando jovem conhece uma linda criatura que iria, mais tarde, transformar-se em
sua amada esposa: Catharina Paiva Vergolino, que, além de esposa dedicada, foi seu
“anjo de guarda”.
A Vida Difícil
A vida de Humberto de Campos vale ser lembrada pela saga dolorida, mas cheia
de exemplos edificantes, com suas lutas para firmar-se como homem e como
profissional.
A perda de seu pai aos seis anos, marcou a sua infância pelo sofrimento, resultado
das privações, circunstância que, certamente, muito contribuiu para desenvolver-lhe a
inteligência e aprimorar-lhe as qualidades morais.
“A nossa mudança de Miritiba, onde meu pai era tudo e não nos faltava nada, para
Parnaíba, onde éramos nada e nos faltava tudo, começou a influir, muito cedo, na
formação do meu caráter. Eu reconhecia intimamente a inferioridade da minha
condição”.
Com a pobreza que se abateu sobre sua família, sua mãe viu-se obrigada a
empregá-lo inicialmente, em uma casa comercial de miudezas, de um tio.
Posteriormente, como aprendiz de alfaiate. O futuro acadêmico passou a servir de criado
para os mais antigos da casa, tendo algumas vezes realizado o serviço de entregador de
roupas.
Depois foi auxiliar de balconista e de tipógrafo, nas oficinas de “O Comercial”, em
Parnaíba, Piauí, para onde se tinha mudado.
É nessa fase que ele conquista um grande amigo: o seu cajueiro, plantado por ele
mesmo, e que foi por ele ora cavalgado, ora conduzido como se fora um grande navio
de onde deslumbrava, nos seus devaneios de menino, suas grandes e futuras viagens
literárias. Ele jamais esqueceu essa árvore que lhe afagou os sonhos infantis. Ela ainda
existe lá em Parnaíba, no Piauí.
Aos 14 anos de idade, parte para São Luís do Maranhão, onde se emprega na
“Casa Transmontana”, tentando melhorar de vida. Exerceu funções as mais humildes,
inclusive a de lavador de garrafas, na qual trabalhava na noite da virada do século.
Segue, três anos depois, para Belém do Pará. Luta muito, chega a passar fome,
mas consegue finalmente empregar-se e vai trabalhar nos seringais amazônicos, onde
adquire febre palustre. Retornando a Belém do Pará, começa a colaborar na imprensa,
denunciando as injustiças sofridas pelos miseráveis seringueiros, chamando a atenção
do público e das autoridades.
A Volta Por Cima
Começa, para ele, então, uma nova fase, onde haveria de alçar vôo condoreiro
aos galarins do jornalismo e da política. Fez-se, a curto prazo, secretário da Prefeitura e
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redator-chefe da “Província do Pará”, o maior jornal do estado. Lança, em 1910, a
coletânea de versos Poeira, primeira série.
Em 1912, após sérios acontecimentos na política local, que terminam com um
levante a mão armada, Antônio Lemos, proprietário do jornal, prefeito de Belém e seu
protetor, cai em desgraça e Humberto passa a sofrer sérias ameaças, precisando
refugiar-se no Arsenal da Marinha, de Belém, daí fugindo para o Rio de Janeiro, onde
procura Coelho Neto, de quem era admirador e se tornara amigo até o fim da vida.
Vai trabalhar na “Gazeta de Notícias”, passando depois para “O Imparcial”, na fase
em que ali trabalhava um grupo de escritores ilustres, como redatores ou
colaboradores, entre os quais Goulart de Andrade, Rui Barbosa, José Veríssimo, Júlia
Lopes de Almeida, Salvador de Mendonça e Vicente de Carvalho. João Ribeiro era o
crítico literário.
Ali também José Eduardo de Macedo Soares renovava a agitação da segunda
campanha civilista. Humberto de Campos ingressou no movimento. Logo depois o
jornalista militante deu lugar ao intelectual. Fez essa transição com o pseudônimo de
“Conselheiro X.X.” com que assinava contos e crônicas, hoje reunidos em vários
volumes, fazendo todo o Brasil sorrir, tendo início, assim, a sua imensa popularidade.
Assinava também com os pseudônimos Almirante Justino Ribas, Luís Phoca, João
Caetano, Giovani Morelli, Batu-Allah, Micromegas e Hélios. Em 1923, substituiu Múcio
Leão na coluna de crítica do Correio da Manhã.
Em 1918, publica o seu primeiro livro de crônicas, “Da Seara de Booz” e, no ano
seguinte, um livro de contos humorísticos, “Vale de Josaphat”.
O renome, que rapidamente alcançou nos meios literários, granjeou-lhe o sonhado
acesso à Academia Brasileira de Letras, aos 33 anos de idade, eleito em 30 de outubro
de 1919 para a Cadeira n. 20, sucedendo a Emílio de Menezes, foi recebido em 8 de
maio de 1920, pelo acadêmico Luís Morton Barreto Murat (Jornalista e poeta, RJ,
04/05/1861 – 03/07/1920).
“Lia todos os autores franceses no original e conhecia mitologia como poucos. Sua
biblioteca, com mais de 4.000 volumes, reunia o que de mais expressivo existia nas
letras da época. Exerceu profícua atividade na organização do Vocabulário, que a
Academia Brasileira de Letras estava preparando”.
Em 1920, já acadêmico, foi eleito deputado federal pelo Maranhão. A revolução de
1930 dissolveu o Congresso e ele perdeu seu mandato. O presidente Getúlio Vargas,
que era grande admirador do talento de Humberto de Campos, procurou minorar as
dificuldades do autor de Poeira, dando-lhe os lugares de inspetor de ensino e de diretor
da Casa de Rui Barbosa. Em 1923, substituiu Múcio Leão na coluna de crítica do Correio
da Manhã.
Em 1933 publicou o livro que se tornou o mais célebre de sua obra, Memórias,
crônica dos começos de sua vida. O seu Diário secreto, de publicação póstuma,
provocou grande escândalo pela irreverência e malícia em relação a contempo-râneos.
“Autodidata, grande ledor, acumulou vasta erudição, que usava nas crônicas.
Poeta neoparnasiano, fez parte do grupo da fase de transição anterior a 1922.
Poeira é um dos últimos livros da escola parnasiana no Brasil. Fez também crítica
literária de natureza impressionista. É uma crítica de afirmações pessoais, que não se
fundamentam em critérios e, por isso, não podem ser endossadas nem verificadas.
Na crônica, seu recurso mais corrente era tomar conhecidas narrativas e dar-lhes
uma forma nova, fazendo comentários e digressões sobre o assunto, citando anedotas e
tecendo comparações com outras obras”, informa a ABL, hoje.
Todavia, segundo o crítico Mário Pontes, nenhum autor brasileiro foi tão popular
em vida quanto Humberto de Campos. Depois do seu desencarne, o nível dessa
popularidade levou uns 10 anos para baixar, voltou a subir, quando a revista “O
Cruzeiro” pôs-se a publicar em fascículos o “Diário Secreto” que o escritor havia
Jornal Espírita On-Line de Uberaba – Nº 25 – outubro/2008
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confiado à Academia Brasileira de Letras, com a recomendação de que só fosse revelado
em 1950. Finda a maré do Diário, Humberto saiu novamente de foco, até transformarse em um quase desconhecido para as gerações atuais.
Parnasiano em poesia, um tanto precioso no conto, Humberto de Campos era
quase sempre simples e
fluente
quando
escrevia
para jornal. Especialmente
se tratava de assuntos do
cotidiano.
Fruto de uma grande
capacidade de observação,
as crônicas atraíam pelo
calor
humano
que
as
envolvia
(salvo
as
picarescas, que assinava com o pseudônimo de Conselheiro X.X.). A reação dos leitores
era, não raro, fazer filas diante das redações dos jornais que as publicavam em várias
cidades do País e escrever dezenas de cartas diárias ao autor, não só para aplaudi-lo,
mas também para aconselhar-se com ele.
“Por trás dos textos de Humberto de Campos – homem taciturno e sofrido, como
relembra seu filho – havia quase sempre um pedaço de experiência pessoal fazendo
ponte com os sentimentos do leitor. Menino pobre de uma das cidades mais pobres do
País, no litoral maranhense, teve de abrir caminho por si mesmo.
Na Amazônia, à luz de um lampião, copiou um dicionário em papel de embrulho,
porque não tinha com que comprar um exemplar.
Morreu, numa mesa de operação, pobre, deixando de herança apenas uma
extensa obra (40 volumes), mas muito sujeita à erosão do tempo, pois não teve tempo
para produzir os textos com que sonhava (romances) e que a tornariam mais sólida” –
escreveu Mário Pontes.
Mas, declara Almir Oliveira, “ao nosso ver, com a criação do Conselheiro X.X.,
Humberto desejou, simultaneamente, projetar-se e divertir. Soube explorar, com
habilidade e graça, os fatos mundanos.
Abandonou-o quando achou necessário deixá-lo, mas já estava, neste momento,
conhecido e consagrado nacionalmente.
Conceituado como poeta e anedotista, tinha um público que lhe era fiel e seguiria
os seus passos, quaisquer que fossem os caminhos trilhados”. Sabia disso e o confessa
no Diário Secreto: “Evidentemente, eu tenho uma vantagem, como escritor. E essa
vantagem consiste nisso: eu tenho um público”.
Em 1934, Humberto de Campos, viajou ao Prata em missão de intercâmbio
cultural, como representante do governo brasileiro. Aproveita sua passagem por Buenos
Aires, Argentina, para fazer uma consulta médica com famoso especialista, pois já sofre,
e muito, da hipófise, além de outros males.
Dia a dia suas enfermidades se agravam. De todo o Brasil lhe chegam cartas,
levando esperanças, trazendo conforto, dando e pedindo conselhos os mais diversos.
Enfraquecido pela desventura de sua condição física, nunca, contudo, desanimado,
Humberto busca fazer dos seus sofrimentos um bálsamo para outros sofredores.
Seu estilo torna-se límpido, puro, coloquial. Produz, então, as suas mais belas
crônicas; dá, a todos os infelizes, os melhores conselhos, as maiores esperanças,
despertando-lhes, assim, pela palavra e pelo exemplo, a alegria pela vida.
Nas proximidades do seu desenlace, os políticos do Maranhão articulavam a sua
candidatura a senador.
Na triste manhã de 5 de dezembro de 1934, Humberto de Campos, desprende-se
da armadura de carne, retornando à verdadeira vida.
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A Vida Continua...
“A sepultura não é a porta do céu, nem a passagem para o inferno. É o bangalô
subterrâneo das células cansadas – silencioso depósito do vestuário apodrecido.
O homem não encontrará na morte mais do que vida e, no misterioso umbral, a
grande surpresa é o encontro de si mesmo.
Falar, pois, de homens e espíritos, como se fossem expoentes de duas raças
antagônicas, vale por falsa concepção das realidades eternas.
É necessário, portanto, recordar que a existência humana é oportunidade preciosa
no aprendizado para a vida eterna”. (Reportagens de Além-Túmulo, 1943.)
Pouco tempo depois de desencarnado, Humberto de Campos começou a
manifestar-se, com aquela mesma pujança de estilo, que o caracterizava, através do
famoso médium Francisco Cândido Xavier, então residente em Pedro Leopoldo, Minas
Gerais.
Tanto assim é que, a 26 de junho de 1937, portanto dois anos e meio após o
decesso, o Espírito Humberto de Campos ultimava a transmissão, através do
mencionado sensitivo, de sua primeira obra, intitulada “Crônicas de Além-Túmulo”, da
qual já foram feitas inúmeras edições.
Foi, evidentemente, autêntica clarinada, conclamando cépticos, descrentes e
negativistas a meditarem nas realidades da vida eterna e da comunicabilidade dos
Espíritos. Constituiu, também, a obra, um trabalho precursor, preparatório do advento
da seguinte, pelo mesmo instrumento medianímico, “Brasil, Coração do Mundo, Pátria
do Evangelho”, igualmente editada pela Federação Espírita Brasileira, em 1938.
Mas um fato ainda pouco conhecido entre os espíritas é que foi o próprio
Humberto de Campos o primeiro espírito que se apresentou a Divaldo Franco de forma
definitiva para a realização dos diversos trabalhos, quando o médium tinha 17 anos, na
Cidade de Aracajú, em um centro espírita, onde o sensitivo fez sua primeira palestra.
Voltando às obras mediúnicas, vieram, em seguimento: “Novas Mensagens”, em 1940;
“Boa Nova”, em 1941; e “Reportagens de Além-Túmulo”, em 1943.
Caso Humberto de Campos
Verifica-se, por essa época, 1944, a ocorrência de ruidoso
processo, no Rio de Janeiro, envolvendo o nome respeitadíssimo
de Francisco Cândido Xavier, através do qual Humberto de
Campos havia escrito um razoável e interessante acervo literário
que foi transformado em livro pela, então, acusada Federação
Espírita Brasileira de não pagar os direitos autorais a quem de
direito, e o embate jurídico ocupou a Justiça brasileira por muito
tempo.
A viúva de Humberto de Campos ingressara em juízo,
movendo um processo, que se torna célebre, contra a Federação
Espírita Brasileira e Francisco Cândido Xavier, no sentido de obter uma declaração, por
sentença, de que essa obra mediúnica “é ou não do ‘Espírito’ de Humberto de Campos”,
e que em caso afirmativo, se apliquem as sanções previstas em Lei. O assunto causou
muita polêmica e, durante um bom tempo, ocupou espaço nos principais periódicos do
País.
Para que tenhamos uma idéia do que representou o referido processo na
divulgação dos postulados espíritas, resumimos aqui alguns dos principais depoimentos
da época extraídos da obra do Dr. Miguel Timponi, o principal advogado que trabalhou
na defesa do médium e da FEB.
Antes, porém, sintamos a beleza das palavras a seguir, enfeixadas no livro A
Psicografia ante os Tribunais: “Entretanto, lá do Nordeste, desse Nordeste de
encantamentos e de mistérios, a voz cheia de ternura e de emoção, de uma velhinha
santificada pela dor e pelo sofrimento, D. Ana de Campos Veras, extremosa mãe do
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querido e popular escritor, rompeu o silêncio para ofertar ao médium de Pedro Leopoldo
a fotografia do seu próprio filho, com esta expressiva dedicatória: 'Ao Prezado Sr.
Francisco Xavier, dedicado intérprete espiritual do meu saudoso Humberto, ofereço com
muito afeto esta fotografia, como prova de amizade e gratidão’. Da crª. atª. Ana de
Campos Veras. Parnaíba, 21/05/1938”.
Conforme se vê da edição de “O Globo' de 19 de julho de 1944, essa exma.
Senhora confirma que o estilo é do seu filho e assegura ao redator de 'O Povo' e 'Press
Parga'.” - Realmente - disse dona Ana Campos - li emocionada as Crônicas de AlémTúmulo, e verifiquei que o estilo é o mesmo de meu filho. Não tenho dúvidas em afirmar
isso e não conheço nenhuma explicação científica para esclarecer esse mistério,
principalmente se considerarmos que Francisco Xavier é um cidadão de conhecimentos
medíocres. Onde a fraude? Na hipótese de o Tribunal reconhecer aquela obra como
realmente da autoria de Humberto, é claro que, por justiça, os direitos autorais venham
a pertencer à família. No caso, porém, de os juízes decidirem em contrário, acho que os
intelectuais patriotas fariam ato de justiça aceitando Francisco Cândido Xavier na
Academia Brasileira de Letras... Só um homem muito inteligente, muito culto, e de fino
talento literário, poderia ter escrito essa produção, tão identificada com a de meu filho”.
Na noite de 15 de julho de 1944, quando o processo atingia o clímax, o Espírito
Humberto de Campos retorna pelo lápis do médium Chico Xavier, tecendo, no seu estilo
inconfundível, uma belíssima e emocionante página sobre o triste problema levantado
pela incompreensão humana, página que pode ser devidamente apreciada no livro “A
Psicografia ante os Tribunais”.
A Autora, D. Catarina Vergolino de Campos, foi julgada carecedora da ação
proposta, por sentença de 23 de agosto de 1944, do Dr. João Frederico Mourão Russell,
juiz de Direito em exercício na 8ª Vara Cível do antigo Distrito Federal. Tendo ela
recorrido dessa sentença, o Tribunal de Apelação do antigo DF manteve-a por seus
jurídicos fundamentos, sendo decidido haver carência de ação, tendo sido relator o
saudoso ministro Álvaro Moutinho Ribeiro da Costa.
A extensa documentação contestatória, enfeixada em volume de 408 páginas, saiu
a lume em 1944 (Timponi, Miguel. “A Psicografia ante os Tribunais”, FEB).
Irmão X
A partir dessa época, não mais foram transmitidas obras sob a chancela de
Humberto de Campos, evidentemente com o propósito de evitar contendas.
Começaram, porém, a surgir obras com aquele mesmo e inconfundível estilo, tão
apreciado por seus leitores, autenticadas, simplesmente, por Irmão X, versão
evangelizada do “Conselheiro X.X.”.
Foram dadas à publicidade, pela editora da Federação Espírita Brasileira: “Lázaro
Redivivo”, 1945; “Luz Acima”, 1948; “Pontos e Contos”, 1951; e “Contos e Apólogos”,
1958.
Nessa época, o médium transferiu residência para Uberaba, no mesmo Estado
Minas Gerais, onde foram recebidas mais as seguintes obras, todas assinadas por Irmão
X e publicadas pela FEB: “Contos desta e doutra Vida”, 1964; “Cartas e Crônicas”, 1966;
e “Estante da Vida”, 1969.
Todas as obras citadas dispensam quaisquer comentários quanto à preferência dos
leitores, por sua vez, eloqüente atestado do valor evangélico e literário das produções.
Vejam a seguir algumas mensagens ditadas pelo amigo espiritual:
Brasil
“Todos os estudiosos que percorreram o Brasil, estudando alguns detalhes dos
seus oito milhões e meio de quilômetros quadrados, se apaixonaram pela riqueza das
suas possibilidades infinitas.
Eminentes geólogos definiram-lhe os tesouros do solo e naturalistas ilustres lhe
classificaram a fauna e a flora, maravilhados ante as suas prodigiosas surpresas. Nas
Jornal Espírita On-Line de Uberaba – Nº 25 – outubro/2008
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paisagens suntuosas e inéditas, onde o calor suave dos trópicos alimenta e perfuma
todas as coisas, há sempre um traço de beleza e de originalidade empolgando o espírito
do viajor sedento de emoções.
Mas, se numerosos pensadores e artistas notáveis lhe traduziram a grandiosidade
de mundo novo, contando “lá fora” as inesgotáveis reservas do gigante da América,
todo esse espírito analítico não passou da esfera superficial das apreciações, porque não
viram o Brasil espiritual, o Brasil evangélico, em cujas estradas, cheias de esperança,
luta, sonha e trabalha o povo fraternal e generoso, cuja alma é a “flor amorosa de três
raças tristes”, na expressão harmoniosa de um dos seus poetas mais eminentes.
As reservas brasileiras não se circunscrevem ao mundo de aço do progresso
material, que impressionou fortemente o espírito de Humboldt, mas se estendem,
infinitamente, ao mundo de ouro dos corações, onde o país escreverá a sua epopéia de
realizações morais, em favor do mundo.
Jesus transplantou da Palestina para a região do Cruzeiro a árvore magnânima do
seu Evangelho, a fim de que os seus rebentos delicados florescessem de novo,
frutificando em obras de amor para todas as criaturas.
E os verdadeiros aprendizes, os crentes sinceros no poder e na misericórdia do Senhor,
esperam, com os seus labores obscuros, o advento da cristianização da humanidade,
quando os homens, livres de todos os símbolos sectários de separatividade, puderem
entender, integralmente, as maravilhas ocultas da obra cristã.
Nas suas dolorosas provações dos tempos modernos, quando quase todos os
valores morais sofrem o insulto da mais ampla subversão, esses espíritos heróicos e
humildes sabem, na sua esperança e na sua crença, que, se Deus permite a prática de
tantos absurdos, por parte dos poderosos da Terra, que se embriagam com o vinho da
autoridade e da ambição, é que todas essas lutas nada mais representam do que
experiências penosas, por abreviar a compreensão geral das leis divinas no porvir.
E, serenos na sua resignação e na sua sinceridade, conhecem, ainda, que as lições
do Evangelho não são símbolos mortos e aguardam, cheios de confiança no mundo
espiritual, a alvorada luminosa do renascimento humano.
Nessa abençoada tarefa de espiritualização, o Brasil caminha na vanguarda. O
material a ser empregado nesse serviço não vem das fontes de produção
originariamente terrena e sim do plano invisível, onde se elaboram todos os
ascendentes construtores da Pátria do Evangelho”. (“Brasil, Coração do Mundo, Pátria
do Evangelho”, 1938).
Federação Espírita Brasileira
“Podem as inquietações da Terra separar, muitas vezes, os trabalhadores
humanos no seu terreno de ação; mas, a sociedade benemérita, onde se ergue a
flâmula luminosa – “Deus, Cristo e Caridade” – permanece no seu porto de paz e de
esclarecimento.
A sua organização federativa é o programa ideal da doutrina no Brasil, quando
chegar a ser integralmente compreendido por todas as agremiações de estudos
evangélicos, no país.
A realidade é que, considerada às vezes como excessivamente conservadora, pela
inquietação do século, a respeitável e antiga instituição é, até hoje, a depositária e
diretora de todas as atividades evangélicas da Pátria do Cruzeiro.
Todos os grupos doutrinários, ainda os que se lhe conservam infensos, ou
indiferentes, estão ligados a ela por laços indissolúveis no mundo espiritual”. (“Brasil,
Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, 1938.)
Recado aos Médiuns
“Nas demonstrações fenomênicas, temos sempre grande número de entidades
veneráveis inibidas de fazer o que podem, porque há, igualmente, grande número de
médiuns que não se animam a fazer o que devem”. (Cartas e Crônicas, 1966.)
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DATAS IMPORTANTES DO ESPIRITISMO
03/10/1881 – Dr. Bezerra de Menezes funda a “União Espírita do Brasil” – No Rio de
Janeiro-RJ.
03/10/1804 – Nascimento de Hippolyte Leon Denizard Rivail, em Lyon, França – que
mais tarde, sob o nome de Allan Kardec, foi o Codificador do Espiritismo.
25/10/1886 – Nascimento de Humberto de Campos.
10/10/1943 – Funda-se no Rio de Janeiro o Hospital das Clínicas “Allan Kardec”.
05/10/1949 – São aprovados os 18 itens do PACTO ÁUREO, o mais importante
documento do Espiritismo Brasileiro.
31/10/2000 – Desencarne de Tomaz Novelino, um dos representantes do histórico
movimento dos pioneiros espíritas, aluno de Eurípedes Barsanulfo no Colégio Allan
Kardec, em Sacramento-MG. Dentre as obras memoráveis de Novelino, podemos citar o
Educandário Pestalozzi.
LIVROS DO “CLUBE DO LIVRO ESPÍRITA”
DEPARTAMENTO – CLUBE DO LIVRO
ESPÍRITA MARIA DOLORES
Rua Artur Machado nº. 288 – sala 04 – Centro
Telefone: 3312-8327
E.mail: [email protected]
MUDANÇA DE RUMO – Richard Simonetti
Instigante romance relata a edificante experiência de um homem que superou
seus desvios de comportamento, ajustando-se aos valores do Bem, a partir
de dramática EQM, a experiência de quase-morte. Raros leitores deixarão de
ver nestas páginas algo de si mesmos.
ASAS DA LIBERDADE – Pelo Espírito de Jerônimo Mendonça,
Psicografado por Célia Xavier de Camargo
Viagem ao passado de Jerônimo Mendonça. No antigo Egito, na condição
de escravo, conhece Najla, um anjo de bondade; volta à espiritualidade e
perde-se novamente, envolvido no ódio e na vingança…. Arrependido,
reencarna como filho de um imperador persa, podendo então resgatar os
crimes do passado. Romance que mostra o poder de forças tenebrosas e o
grande esforço de uma alma para se libertar delas…
ATÉ SEMPRE CHICO XAVIER – Nena Galves
Trata-se de uma obra devidamente documentada e ilustrada com páginas
de fácil entendimento, constituindo-se em mais um instrumento que ajuda a
compreender amplamente a personalidade ímpar de Francisco Cândido
Xavier, que em quase noventa anos de atividade contribuiu para o
desenvolvimento social e espiritual da humanidade.
DESOBSESSÃO & APOMETRIA – Vitor Ronaldo Costa
A apometria não é panacéia. É apenas uma técnica magnética de
abordagem da alma humana. A obra propõe-se a analisar o assunto por
meio do viés espírita, buscando incorporar ao acervo experimental da
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Doutrina o que se mostra ético e em perfeita consonância com as diretrizes sugeridas
por Kardec. Ressalta a importância dos fatores postos a serviço do bem comum,
gratuitamente, em ambiente espírita.
IDEAL ESPÍRITA – Por Diversos Espíritos, Psicografado por
Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
Através da indicação e supervisão de Emmanuel, os médiuns Francisco
Candido Xavier e Waldo Vieira psicografaram esta obra que é composta de
anotações despretensiosas de vários amigos desencarnados, comentando os
aspectos multifaces da Doutrina do Amor.
SUGESTÃO DE LEITURA
RESPOSTAS DA VIDA – Pelo Espírito de André Luiz, Psicografado por
Francisco Cândido Xavier
A vida sempre responde às nossas indagações. As mensagens reunidas neste
volume estão voltadas para a nossa iluminação íntima e a melhoria espiritual
de cada um de nós.
TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS E OBSESSIVOS – Pelo Espírito de
Maonel Philomeno de Miranda, Psicografado por Divaldo Pereira
Franco
O conhecido autor espiritual narra o nobre trabalho de benfeitores
desencarnados que instalaram um centro de atividades especializadas
numa clínica psiquiátrica, atendendo aos anseios de trabalhadores
espíritas daquele nosocômio. São relatados os esforços e as providências
tomadas pelos Espíritos superiores, enquanto estudam e apresentam
soluções para diversos transtornos de internos da clínica.
RAPIDINHAS:
BIBLIA DO CAMINHO
A “Biblia do Caminho” é uma compilação
de todas as obras de Allan Kardec e de
Francisco Cândido Xavier e uma versão
completa do Antigo e Novo Testamentos,
sendo todos os livros e textos inter-relacionados
através de um Índice temático.
A última versão da “Bíblia do Caminho”
traz o ESDE –
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O Sanatório Espírita de Uberaba – SEU, foi fundado em
31/12/1933, pela estimada Maria Modesta Cravo.
Atualmente o Sanatório possui 120 leitos e com uma média
de 130 internações por mês.
Para garantir todo esse tratamento, o Sanatório conta
com uma equipe de 92 funcionários, além das 12 equipes
de médiuns passistas que fazem o tratamento espiritual de
segunda-feira a sábado nos períodos matutino e noturno.
O Sanatório está passando por dificuldades financeiras,
por isso, lançou a campanha “O Sanatório Espírita Pede
Socorro”.
Se você desejar
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Sanatório
Espírita de Uberaba,
faça sua doação na
Conta Poupança do Sanatório Espírita de
Uberaba – Caixa Econômica Federal – Agência:
1538 – Conta: 013.7394-6
Outras informações pelo telefone (34) 33121869 com Márcio ou Sr. Moacir.
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A Livraria Espírita – “Academia do Pensamento” faz
mensalmente promoções de livros com preços abaixo custo. Além
disso, a Livraria tem um espetacular Clube do Livro. Vale a pena
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Pça. Dr. Thomaz Ulhoa nº 416 – Abadia – Uberaba-MG –
Telefone: 3333-9497.
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Outubro de 2008 - Jornal Espírita de Uberaba