UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - JORNALISMO EDILSON APARECIDO MARTINS DE FIGUEIREDO E NERIAS DA SILVA “O ALUNO PERGUNTA”: A ENTREVISTA RADIOFÔNICA PARA ALUNOS DA RÁDIO ÁLVARES DE AZEVEDO EM VILHENA, RONDÔNIA Projeto Experimental apresentado ao Curso de Comunicação Social – Jornalismo como avaliação final do Trabalho de Conclusão de Curso, para obtenção de diploma do título de bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal de Rondônia/Unir, sob orientação da professora Me. Evelyn Iris Leite Morales Conde. VILHENA – RONDÔNIA 2011 2 UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - JORNALISMO EDILSON APARECIDO MARTINS DE FIGUEIREDO E NERIAS DA SILVA “O ALUNO PERGUNTA”: A ENTREVISTA RADIOFÔNICA PARA ALUNOS DA RÁDIO ÁLVARES DE AZEVEDO EM VILHENA, RONDÔNIA VILHENA – RONDÔNIA 2011 3 Edilson Aparecido Martins de Figueiredo e Nerias da Silva “O ALUNO PERGUNTA”: A ENTREVISTA RADIOFÔNICA PARA ALUNOS DA RÁDIO ÁLVARES DE AZEVEDO EM VILHENA, RONDÔNIA Projeto Experimental apresentado ao Curso de Comunicação Social – Jornalismo, como avaliação final do Trabalho de Conclusão de Curso, para obtenção do título de bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR, sob orientação da profª. Me. Evelyn Iris Leite Morales Conde. DATA:_______/_____________/____________. RESULTADO/OBSERVAÇÕES: ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ BANCA EXAMINADORA Professora Mestre Evelyn Iris Leite Morales Conde Assinatura: ______________________________________________________ Professor Mestre Júlio Robson Azevedo Gambarra Assinatura: _______________________________________________________ Professora Mestre Andréa Aparecida Cattaneo Assinatura: _______________________________________________________ 4 Dedicamos este trabalho a nossa família, aos nossos professores e em especial aos alunos e coordenadoras da Rádio Álvares. 5 AGRADECIMENTOS Primeiramente, agradecemos a Deus pela vida e por ter nos capacitado para conclusão de mais esta etapa em nossa vida. A minha esposa Luciana Claudia, a minha filha Lauren Beatriz e ao meu filho Gustavo Nerias que muitas vezes foi comigo para a faculdade, agradeço e peço desculpas pela ausência em vários momentos, obrigado pela paciência, compreensão. A todos os professores do curso, que de uma forma ou de outra contribuíram para a nossa formação durante todo o curso e, em especial a orientadora, Profª. Me. Evelyn Morales, pelo incentivo, pela paciência, pela dedicação, sem dúvida a sua contribuição foi essencial para a conclusão deste trabalho. A todos os colegas de turma, companheiros de caminhada e em especial a Edilson Figueiredo pelo convite para participar juntamente com ele neste projeto. Agradeço também a Raquel Veloso, Patrícia Sales, Poliana Rodrigues, Janete Merlo, e Tânia Cândia pelo apoio e incentivo no decorrer do curso. Nerias da Silva Agradeço especialmente a Deus por tudo e pela capacidade em superar os obstáculos que a vida nos oferece; A minha querida esposa Maria de Souza que é o sustentáculo da minha vida, sem o seu apoio seria bem mais difícil, a minha mãe professora Luzia, meu maior ponto de referência e incentivo, ao meu filho Gabriel, que te sirva de exemplo, a minha querida sogra Maria Paes, que me tem como um filho. Obrigado! A todos os professores do curso, que de uma forma ou de outra contribuíram para a nossa formação; aos professores Sandro Cofferai e Elizabeth Kimie, que sempre me incentivaram a continuar, as coordenadoras da Rádio Álvares, Lourdes Sbardelotto Benassi e Lia Cristina Prado, que nos apoiaram em todos os momentos deste projeto, e, em especial a orientadora, Profª. Me. Evelyn Morales, pelo incentivo, pela paciência, pela dedicação, aprendi com você em poucos meses muito do que não conhecia em quatro anos de curso. Sem você não teríamos conseguido. Muito obrigado! Ao colega Nerias da Silva, parceiro neste projeto, no qual dedicou tempo, dinheiro, pesquisa e criatividade para chegarmos onde estamos. Muitos ainda virão amigo, obrigado! Edilson Figueiredo 6 “Nessa perspectiva, a rádio no espaço escolar poderá ser um instrumento desencadeador da oralidade e da produção da escrita, desde que a escola contemple no seu Projeto Pedagógico a participação efetiva de alunos como emissores e receptores da rádio, juntamente com professores-orientadores. Assim, os alunos poderão compreender as rotinas de produção radiofônica através da construção de programas, conhecendo e respeitando a linguagem e a técnica de produção do texto radiofônico que deve ser escrito para ser falado, dito, contado, ouvido e não para ser lido, [...]” (ASSUMPÇÃO, ZENEIDA, 2008, p.72). 7 RESUMO “O Aluno Pergunta” - A entrevista radiofônica para alunos da Rádio Álvares de Azevedo em Vilhena-Rondônia é um projeto experimental cuja proposta é a inserção dos conceitos, fundamentos e prática da entrevista radiofônica para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, do período matutino, que participam do projeto de rádio escola da Escola Estadual Álvares de Azevedo, em Vilhena, Rondônia. A pesquisa aborda sobre o contexto entrevista, conceitos e tipos de entrevista, bem como, o uso dela no meio escolar. O projeto envolveu cerca de 20 alunos que já atuam na rádio escola. E, através de um cronograma específico, por meio de oficinas teóricas e práticas foram expostos os conteúdos que resultaram no final em 5 entrevistas totalizando 30 minutos de material produzido pelos alunos, transmitidos na programação da rádio escola Álvares de Azevedo. Palavras-chave: Entrevista radiofônica; Escola Álvares de Azevedo; Rádio escola. 8 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO.....................................................................................................11 INTRODUÇÃO ..........................................................................................................13 1. CAPÍTULO 1 – O CONTEXTO RADIOFÔNICO.................................................... 15 1.1 O Aparelho rádio: a invenção .............................................................................. 15 1.2 A função do meio rádio........................................................................................ 17 1.3 Peculiaridades do meio radiofônico..................................................................... 19 1.4 Rádio um meio cego ........................................................................................... 20 1.5 Os gêneros jornalísticos no rádio ........................................................................ 21 1.5.1 A notícia ........................................................................................................... 22 1.5.2 A entrevista ...................................................................................................... 23 1.5.3 A reportagem.................................................................................................... 23 1.5.4 O comentário.................................................................................................... 24 1.5.5 O debate........................................................................................................... 24 2. CAPÍTULO 2 – O RÁDIO E A EDUCAÇÃO .......................................................... 26 2.1 A educação através do rádio no Brasil em breve relato ...................................... 26 2.2 A utilização do rádio na escola............................................................................ 28 2.3 A entrevista na rádio escola ................................................................................ 32 3. CAPÍTULO 3 – CONHECENDO A ESCOLA ÁLVARES DE AZEVEDO ............... 35 3.1 Aspectos históricos ............................................................................................. 35 3.2 Clientela .............................................................................................................. 36 3.3 Missão, valores e gestão..................................................................................... 36 9 3.4 Aspectos humanos.............................................................................................. 37 3.5 Aspectos físicos .................................................................................................. 38 3.6 Programas financeiros em projetos pedagógicos da Escola Estadual Álvares de Azevedo .................................................................................................................... 39 3.7 A Rádio Álvares................................................................................................... 39 3.7.1 O projeto hoje................................................................................................... 42 3.8 Percepções sobre a escola ................................................................................. 42 4. CAPÍTULO 4 – O ALUNO PERGUNTA: A ENTREVISTA RADIOFÔNICA PARA ALUNOS DA RÁDIO ÁLVARES................................................................................ 44 4.1 “O Aluno Pergunta”: O projeto experimental ....................................................... 44 4.2 Planejando as oficinas de rádio........................................................................... 45 4.3 Aplicando as oficinas........................................................................................... 46 4.3.1 Oficina 01: Conceitos básicos da entrevista..................................................... 46 4.3.2 Oficina 02: Entrevista radiofônica..................................................................... 48 4.3.3 Oficina 03: Introdução à produção de entrevista radiofônica............................ 50 4.3.4 Oficina 04: A prática de entrevista radiofônica I ............................................... 52 4.3.4.1 A pauta .......................................................................................................... 52 4.3.5 Oficina 05: A prática de entrevista radiofônica II .............................................. 53 4.3.5.1 Noções práticas do Audacity .........................................................................54 4.3.6 Oficina 06: A prática de entrevista radiofônica III ............................................. 55 4.3.6.1 A gravação das entrevistas ........................................................................... 55 4.3.7 Oficina 07: A prática de entrevista radiofônica IV............................................. 59 4.3.7.1 Editando o material ....................................................................................... 59 4.3.8 Encerrando as oficinas ..................................................................................... 60 10 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 61 ANEXOS ................................................................................................................... 64 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 86 11 APRESENTAÇÃO A revolução tecnológica e científica trouxe aos dias atuais mudanças significativas em todos os campos do conhecimento. A era da informática, sobretudo com a chegada da internet, modificou completamente a vida do ser humano. A palavra em destaque hoje é velocidade. Velocidade de informação e de tecnologia. Aquilo que ontem era novidade, hoje já se faz obsoleto, existindo, portanto, cada vez mais, a busca pelo novo, pelo atual, pelo agora. Aparelhos antes, vistos apenas na imaginação de autores de filmes de ficção científica, tornaram-se comum e de fácil acesso. O mundo está cada vez mais populoso e suas distâncias incalculáveis. Porém, as pessoas nunca estiveram tão perto umas das outras. A apenas um “clic”. A comunicação também mudou. Com o advento dessas inovações tecnológicas, aliado principalmente, ao baixo custo dos produtos, ela passou a ser irrestrita estando ao alcance de quase todos. Mudaram-se os meios, as tecnologias de comunicação, a linguagem e o modo como o público absorve as informações. Com a escola não é diferente. Diante dessas mudanças, foi preciso buscar novas formas de ensino que se adequem ao ambiente do aluno. Palavras como internet, orkut, blog, facebook, tweeter, celular, notebook, ipod, e os tantos Mps possíveis, precisam ser incorporadas ao processo ensino-aprendizagem, para uma compreensão melhor do cotidiano. Portanto, com vistas para essa aproximação do aluno com a escola, cada vez mais, são inseridos no ambiente escolar espaços abertos com incentivo a comunicação. São laboratórios de informática, mini-estúdios de rádio, redações de jornais, salas de vídeos, entre outros. A escola Estadual Álvares de Azevedo em Vilhena está atenta a essas transformações. Nos últimos anos têm desenvolvido projetos pedagógicos que contemplam essa nova realidade comunicacional. Existe em seu espaço uma sala de vídeo, um laboratório de informática, um mini-estúdio de rádio, um espaço denominado “multiuso”, para atividades diversas, além da biblioteca. 12 A rádio escola é uma rádio interna, cuja programação é feita em conjunto por alunos e professores com base em conceitos pedagógicos pré-estabelecidos, que visam melhorar o desempenho escolar do aluno através das produções radiofônicas. A escolha dos alunos é feita pela coordenação do projeto em parceria com os professores. Os critérios utilizados para a seleção são estipulados em acordo com o Projeto Pedagógico Escolar (PPE), que no projeto de rádio escola prioriza trabalhar com alunos que tenham dificuldade em leitura, escrita e fala. E visa também, despertar no aluno um senso crítico a respeito da mídia como num todo. 13 INTRODUÇÃO O presente projeto experimental é uma proposta de levar informações, conceituações e a prática da entrevista radiofônica para alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Álvares de Azevedo em Vilhena, com idade entre 8 e 13 anos, estudantes no período da manhã que participam do projeto de rádio escola daquela instituição. A Rádio Álvares é um projeto de rádio escola desenvolvido desde 2008. Trata-se de uma rádio interna, cuja programação é feita por alunos, (atualmente conta com cerca de 20 alunos) sob a coordenação de professores, com base em conceitos pedagógicos estabelecidos pela escola e que vai ao ar no período do recreio. A escolha da mídia rádio e da escola em questão partiu de uma pré-pesquisa ao Projeto da Rádio Escola (em anexo o de 2010), o qual contempla a livre parceria entre escola, profissionais de comunicação e estudantes de jornalismo no auxílio às produções da rádio escola. Diante disso, propôs-se este projeto experimental “O aluno pergunta”, como auxílio às produções da rádio escola, no sentido de ministrar aos alunos, por meio de oficinas teóricas e práticas, os diferentes conceitos até a prática da entrevista radiofônica. Haja vista que, mesmo estando explicitado no projeto da rádio escola, a atividade com entrevista, em nenhum momento desde a criação em 2008, houve esse tipo de experimento. Uma vez que o projeto da rádio escola Álvares de Azevedo já está ativo, não foi pretensão deste projeto experimental mudar nada na programação. Apenas trabalhar especificamente com os alunos o gênero entrevista para o rádio. Mostrar que através desse recurso jornalístico, pode-se ampliar o desenvolvimento deles com a escrita, fala, bem como, estimular e melhorar sua relação interpessoal com o professor e a relação de ambos com a comunidade escolar. As produções da Rádio Álvares são feitas pelos alunos sob a coordenação de uma equipe pedagógica. E, apesar de envolver mídia e educação, a pesquisa não entra no campo da Educomunicação, que foca o auxílio pedagógico ao professor no 14 tocante a mídia. Neste caso, já existe um método pedagógico sendo aplicado pela própria coordenação. Portanto, o projeto foi direcionado somente aos alunos participantes da rádio escola. Para o desenvolvimento deste projeto foi preciso uma pesquisa bibliográfica para sustentação teórica. Dividiu-se então, os conteúdos em quatro capítulos. O primeiro aborda de forma geral e resumida o contexto radiofônico: a invenção do aparelho rádio, a função do meio radiofônico, as peculiaridades e os gêneros jornalísticos no rádio, entre eles a entrevista. O segundo menciona o rádio e a educação: a diferença entre escolas radiofônicas e rádio escolas, bem como, a abordagem da entrevista radiofônica no meio escolar. No terceiro, a abordagem foi feita sobre a Escola Estadual Álvares de Azevedo, objeto da pesquisa: a missão, clientela, aspectos físicos, humanos, o projeto de rádio escola e um breve enunciado com algumas percepções sobre a escola. No quarto e último capítulo está descrito o projeto em si: o contexto teórico, o planejamento das oficinas, sua organização em unidades de ensino e plano de cada aula, o relatório das apresentações teóricas e práticas de cada unidade e por fim, as considerações finais, os anexos e referências bibliográficas. O conteúdo foi embasado teoricamente com obras específicas ao contexto radiofônico e sua relação com a escola. Os autores estudados foram: Zeneida Alves de Assumpção, Marcos Baltar, Lia Calabre, Marciel Consani, Luiz Artur Ferraretto, Eduardo Meditsch, José Marques de Melo, Cicília M. Krohling Peruzzo, Waldemar Luiz Kunsch, Gisela Swetlana Ortriwano, Emilio Prado, Jesus Barbosa Souza e José Ignácio López Vigil. O projeto foi aplicado aos alunos por meio de sete oficinas teóricas e práticas no período vespertino. Nos encontros os participantes tiveram o contato com a entrevista radiofônica, os conceitos, tipos e uso de entrevistas; bem como, de maneira prática, fizeram a pauta para entrevista, gravaram a entrevista, editaram e a inseriram na programação da rádio escola. 15 CAPÍTULO 1 O CONTEXTO RADIOFÔNICO No conteúdo deste capítulo está exposto o contexto radiofônico em breve descrição desde o surgimento do aparelho rádio, o inventor, a função enquanto meio de comunicação até suas características principais, e ainda, os gêneros jornalísticos presentes no rádio. Os dados apresentados neste trecho são de obras que estão relacionadas ao meio rádio de um modo geral. Os autores pesquisados foram Zeneida Alves de Assumpção, Marcos Baltar, Lia Calabre, Marciel Consani, Luiz Artur Ferraretto, Eduardo Meditsch, José Marques de Melo, Cicília M. Krohling Peruzzo, Waldemar Luiz Kunsch, Gisela Swetlana Ortriwano, Emilio Prado, Jesus Barbosa Souza e José Ignácio López Vigil. 1.1 O aparelho rádio: a invenção O pai do Rádio poderia ter sido o Padre e cientista gaúcho Roberto Landell de Moura, que estudou na Itália onde adquiriu grandes conhecimentos na área da eletrônica. Ele tentou demonstrar que havia descoberto um aparelho que poderia revolucionar a comunicação naquela época. Meditsch (2007) registra que na cidade de São Paulo em 1893 o Padre Landell tentou mostrar suas invenções – um telégrafo e um telefone sem fios – que seriam capazes de transmitir mensagens a oito quilômetros de distância. A falta de apoio para registrar o invento e o descrédito no Padre brasileiro fez com que ele não fosse considerado oficialmente como o pai do radio. Com isso, em 1894 o cientista italiano Guglielmo Marconi fez tocar uma campainha a poucos metros de distancia e registrou a descoberta na Inglaterra, sendo reconhecido como o primeiro a fazer uma transmissão por radiofreqüência. Mesmo assim, Padre Landell de Moura não desistiu e, apesar da falta do reconhecimento necessário, ele foi aos Estados Unidos em 1901 na busca da 16 oficialização dos inventos. No entanto, foi mais difícil do que ele imaginava. Como não havia levado consigo os aparelhos, precisou ficar nos Estados Unidos mais tempo que o previsto e reconstruí-los. Obtendo assim, a tão sonhada patente do transmissor de ondas, do telefone sem fios e do telégrafo. (MARQUES, PERUZZO e KUNSCH 2003, p. 113) Desde a descoberta do Padre Landell e do Italiano Marconi, a comunicação por radiofreqüência tem passado por grandes transformações. O descobrimento do transistor em 1947 acompanhado do avanço na área de eletrônica proporcionou uma verdadeira revolução na comunicação. A partir da invenção do Padre Landell de Moura, foi possível a construção de vários outros aparelhos que usamos diariamente. Todos esses aparelhos utilizam as ondas de rádio para o funcionamento: Além do rádio AM e FM, telefones sem fios, portões automáticos, redes de internet sem fios, brinquedos controlados por controles remotos, telefones celulares, GPS, radioamadores, rádio de polícia, fornos de microondas, radares da aviação, etc. A invenção do transistor e os avanços tecnológicos fizeram com que a comunicação tomasse outros rumos, popularizando cada vez mais o uso do rádio, onde podemos ouvi-lo em qualquer lugar sem a necessidade de fios ligada a tomadas. (ORTRIWANO,1985, p. 22). Isso só foi o inicio, como descreve Calabre (2004) - a imagem do rádio como sendo uma caixa de madeira já não corresponde mais a realidade - hoje em dia, é muito comum ouvir rádios em minúsculos receptores de FM. Atualmente quase todos os celulares são capazes de sintonizar uma estação FM, fazendo com que o rádio se torne cada vez mais popular. A transmissão radiofônica no Brasil completou esse ano, exatamente 89 anos. Foi oficialmente iniciada no Rio de Janeiro, em comemoração ao Centenário da Independência em 7 de setembro de 1922, com aparelhos instalados pela Westinghouse. O rádio era uma novidade tecnológica que encantava o mundo. (CALABRE, 2004, P 10). A transmissão não perdurou por muito tempo, a falta de projeto fez com que as transmissões fossem encerradas poucos dias após a inauguração (ORTRIWANO 1985, p. 13). 17 Em 20 de abril de 1923, Edgard Roquette Pinto e Henry Morize instalam a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, com o objetivo de ser uma rádio educativa. Mas o objetivo de levar educação, ensino e alegria a população não foi alcançado, devido os custos dos aparelhos receptores. (ORTRIWANO, 1985, p. 14). Gradualmente pequenos aparelhos eram produzidos, tornando o rádio mais acessível e alcançando um número maior de pessoas. Segundo (CALABRE, 2004 p.25), muitas pessoas não podiam ter os próprios aparelhos de rádio, então, era comum que um vizinho compartilhasse com outros o aparelho de rádio. Com isso, mais pessoas podiam acompanhar as programações. Para atrair a freguesia, os estabelecimentos comerciais mantinham aparelhos ligados, atraindo assim, a atenção de clientes para a nova tecnologia apresentada. 1.2 A função do meio rádio O objetivo inicial do rádio era para ser um meio de comunicação da elite, onde eram transmitidos programas culturais e palestras, sempre voltados aos intelectuais. Os aparelhos receptores eram importados e muito caros e somente a alta sociedade tinha condições de possuir um rádio. Por conta da falta de acesso do povo, o rádio ainda não era tido como meio de entretenimento de massa. (ORTRIWANO, 1985, p.14). Mas essa característica elitizada mudou logo e o rádio começa a demonstrar que seria transformado em meio de comunicação de massa, onde toda a família poderia ter acesso a ele. “Ainda nos anos 20, o rádio já começa a espalhar-se pelo território brasileiro. As primeiras emissoras tinham sempre em sua denominação os termos “clube” ou sociedade”, pois na verdade nasciam como clubes ou associações formadas pelos idealistas que acreditavam na potencialidade do novo meio.” (ORTRIWANO, 1985, p.14). 18 Com a popularização, o rádio torna-se mais acessível a todos chegando até em lugares remotos de difícil acesso, onde se é possível ouvi-lo. Ferraretto (2007, p. 23) acrescenta que por ser um meio tradicionalmente de comunicação de massa, o rádio possuiu uma audiência ampla, heterogenia e anônima. Com a chegada da propaganda, o rádio passa a ser definitivamente um meio de comunicação popular, os comerciantes perceberam que poderiam divulgar os produtos a um número cada vez maior de pessoas, inclusive aos analfabetos. “Os empresários começaram a perceber que o rádio é muito mais eficiente para divulgar seus produtos do que os veículos impressos, inclusive devido ao grande número de analfabetos. Para o rádio então surgem novas funções, diretamente ligadas ao desenvolvimento político e econômico do país.” (ORTRIWANO, 1985, p.14) E bem o que admite Ortriwano (1985) “O rádio é o meio de menor custo de produção em relação ao público atingido pela mensagem. (...) As mensagens publicitárias no rádio acabam colocando-se entre as de menor custo para o anunciante com relação ao público que foi atingido.” (ORTRIWANO, 1985, p. 69) Assim, o rádio que deveria servir apenas para educar, informar e para diversão, acaba tomando outros rumos, ajudando no desenvolvimento econômico e político do país. Desta forma, a programação feita de improviso ganha corpo. E com a inserção de grandes investimentos objetiva aumentar cada vez mais a audiência. Nisso, o rádio se populariza causando assim, muitas transformações na sociedade. “Com a introdução de mensagens comerciais, a radiodifusão brasileira se popularizou. O patrocínio de anunciantes permitiu o surgimento de programas de “variedades”, responsáveis por transformar o rádio em fenômeno social, influenciando o comportamento das pessoas e ditando moda” (SOUZA, 1992, p 46 e 46) Essa mudança, porém, não foi fácil. Muitas pessoas ainda não acreditavam na novidade tecnológica e não se davam conta da eficácia do rádio em estimular o crescimento do consumo. (CALABRE, 2004, p 14). Mas as dificuldades foram desaparecendo e começou o crescimento da radiodifusão no Brasil. 19 Em 1927, a Rádio Educadora Paulista, com o objetivo de divulgar as potencialidades do rádio e conhecendo o interesse de seus ouvintes por futebol, instalou em três locais diferentes, alto falantes e transmitiu uma partida de futebol entre paulistas e cariocas, pelo campeonato carioca. Dois anos depois, o hábito de ouvir rádio começa a se consolidar e o número de aparelhos receptores em São Paulo passava de 60 mil unidades. (CALABRE, 2004, p 16). Com isso as emissoras de rádio começaram a se preocupar com a profissionalização das programações. O jornalismo, a prestação de serviços e entretenimento eram feitos por profissionais. O rádio foi fundamental na mobilização política da época. As ideologias foram sendo espalhadas. Em 1930, o rádio teve um papel importante nas eleições. A Rádio Educadora Paulista fez campanha para Júlio Prestes, um dos sócios. “Esquecendo seus princípios puramente educativos, a emissora fez campanha para o candidato paulista. Dentro da Rádio não se falava no nome de Getulio Vargas, candidato da Aliança Liberal, pois isso era proibido”. (CALABRE, 2004, p 17). O meio rádio descoberto aí como máquina política deixa claras as vertentes pelas quais o veículo passaria a desempenhar a partir de então. 1.3 Peculiaridades do meio radiofônico Uma das principais características do meio radiofônico é ser um dos veículos, ou até, o veículo de comunicação de massa mais popular. Com um baixo custo e informações simples e rápidas, o rádio alcança um grande público. “Entre os meios de comunicação de massa, o rádio é, sem dúvida, o mais popular e o de maior alcance público, não só no Brasil como em todo o mundo, constituindo-se, muitas vezes, no único a levar a informação para populações de vastas regiões que não têm acesso a outros meios, seja por motivos geográficos, econômicos ou culturais”. (ORTRIWANO, 1985, pg 78). 20 Por conta disso que determinados programas têm grande índices de audiência. Com uma linguagem simples, o poder de penetração, a mobilidade, o baixo custo, a informação imediata, a instantaneidade, a sensorialidade e autonomia discutida por Ortriwano (1985), coloca esse meio de comunicação como um dos mais utilizados pelo público. O rádio tem como uma das características, a possibilidade de divulgar um fato na hora em que acontece. Como informa Ortriwano (1985): “O rádio foi o primeiro dos meios de comunicação de massa que deu imediatismo a notícia, graças à possibilidade de divulgar os fatos no exato momento em que eles ocorrem.” (ORTRIWANO, 1985, p 84). Ainda dentro do mesmo pensamento, Prado (1989) salienta que a instantaneidade, a simultaneidade e a rapidez, contribuem para fazer do rádio o melhor e mais eficaz meio a serviço da transmissão de fatos atuais. Os fatos podem ser transmitidos no momento dos acontecimentos. A instantaneidade talvez faça com que o rádio tenha uma pequena desvantagem com relação a outros meios. Se o ouvinte não estiver ouvindo na hora que a mensagem é transmitida, ele não poderá ouvi-la novamente, a menos que tenha gravado a programação. O que em geral não ocorre. Na sua linguagem é necessário apenas ouvir. O rádio pode chegar aos lugares mais remotos. É um veículo de comunicação universal. O ouvinte está livre de fios, de tomadas, em todos os lugares é possível ouvir rádio. A transmissão é mais rápida que a televisão, que os jornais, que a internet. Geralmente os outros meios de comunicação são pautados pelo rádio. 1.4 Rádio, um meio cego Para decodificar a mensagem radiofônica a pessoa terá apenas que fazer valer da imaginação. Nele, não são transmitidas imagens, somente o som (áudio). 21 Com isso, o ouvinte necessariamente deverá imaginar as cenas. Portanto, a mensagem deve ser passada da forma mais clara possível. Com riqueza de detalhes e uma linguagem fácil e direta, no intuito de facilitar a compreensão do ouvinte. “O produto radiofônico – mensagem - precisa respeitar todas as características do meio e as condições de recepção, devendo estar entre as preocupações básicas do emissor o fato de a mensagem radiofônica estar destinada a ser apenas ouvida. (ORTRIWANO, 1985, p.83) O rádio envolve o ouvinte, que por sua vez, usa da imaginação para criar as imagens da mensagem. Ferraretto (2007) argumenta que as pessoas criam em suas mentes imagens com base nas alterações das vozes sem rosto, ora irônica ou sarcástica, ora veemente e incisiva. Exemplo disso estava nas rádios novelas que eram transmitidas antes do advento da televisão. Por exemplo, no caso das rádios novelas, onde os atores dramatizavam utilizando as vozes e efeitos sonoros, os ouvintes tinham que usar a imaginação para entendê-las. Não possuindo imagens, o rádio possibilita aos ouvintes, várias formas de interpretação da mesma mensagem. 1.5 Os gêneros jornalísticos no rádio No rádio, assim como em outras mídias, as produções são ordenadas pelo propósito a que se destina. Ou seja, para uma melhor compreensão e organização os programas são classificados em gêneros. Conforme Consani (2007), “os ‘gêneros radiofônicos’ seriam grupos de produções delimitadas pela sua finalidade principal”. Eles estão divididos em: Gênero jornalístico, cultural e educativo, publicitário e, de entretenimento. Não cabe aqui destrinchar detalhadamente sobre cada um deles, uma vez que o foco principal da pesquisa é a entrevista para a rádio escola. Portanto, nos fixaremos apenas ao gênero jornalístico. 22 O gênero jornalístico, como o nome já diz, está relacionado a produções de cunho informativo. Ou seja, notícias, entrevistas, reportagens, comentários e debates. E, no jornalismo de rádio ou radiojornalismo como é chamado, basicamente é feito uso de todas essas produções. Esse gênero, não se difere no uso em outras mídias, como a TV e o impresso. A diferença está apenas no conteúdo e na linguagem empregada em cada um dos veículos de comunicação. O jornal ou informativo para o rádio é concebido a partir de uma linguagem específica ao ouvinte. Ou seja, a oralidade. Mais do que simplesmente um jornal falado, o radiojornalismo pretende despertar no público a curiosidade e imaginação. Não é como a leitura de um impresso ou assistir a um telejornal, onde ambos, sempre se utilizam da imagem para complementar a informação. No rádio essa complementação é feita pelo ouvinte através de sua própria concepção. A isso Consani (2007) chama de liberdade imaginativa, que na verdade, como ele diz é o favorecimento à imaginação do ouvinte que não recebe a informação pronta e acabada em forma de imagens. Por isso, a informação radiofônica é altamente perecível, uma vez lançada no ar, ao vivo, não terá mais volta. O ouvinte de posse dessa informação imediata poderá tirar as próprias conclusões sobre os fatos. 1.5.1 A notícia A notícia é a forma mais rápida de divulgar as informações, geralmente os assuntos são poucos aprofundados. Prado (1989) salienta que a notícia é a unidade estrutural mínima da informação radiofônica, concisa, simples e formalmente neutra. Ela por si só já denota um fato. Algo novo no tempo e no espaço. Para ser gerada uma noticia é necessário a resposta aos elementos essenciais que a compõem. Ou seja, conforme a definição de Lasswell ela deve informar quem? O que? A quem? Quando? Onde? Como? Por quê? Para quê? Além disso, precisa ser algo que desperte o interesse do público. No caso do rádio, em específico, ela se configura instantânea e simultânea. Baltar (2009) declara que existe uma necessidade maior de clareza no texto radiofônico, pois sem a possibilidade de volta, se algo não for compreendido não poderá ser retomado. 23 1.5.2 A entrevista A entrevista radiofônica possui a mesma base da praticada em outras mídias. Consani (2009) a define como um recurso jornalístico para coletar e apresentar informações do ponto de vista de terceiros. Isto é, um diálogo com a intenção de colher informações de um especialista sobre um assunto inerente a sua área de atuação para repassá-la ao público. Na entrevista, é onde se pode estabelecer uma conversa. Uma interação com personagens de algum acontecimento de relevância para a sociedade. Prado (1989) lembra que: “É uma das fórmulas mais ágeis para dar a conhecer uma informação ou para aprofundar o conhecimento dos fatos e suas conseqüências, assim, como para aproximar-se da personalidade dos protagonistas das ‘histórias’”. (PRADO, 1989, p. 57) E essa interação na entrevista do rádio, aproxima o ouvinte do meio de comunicação, sendo mediado pelo entrevistador, que tem por principal objetivo, não deixar que o entrevistado fuja do assunto central. Prado (1989) coloca várias dicas de como o jornalista radiofônico deve se portar diante de uma entrevista. Dentre outras, Ele, cita que o entrevistador deve ter conhecimento do tema a ser abordado. O que difere uma entrevista radiofônica para a de outros veículos é justamente o fato de que o rádio é instantâneo e na maioria das vezes ela é feita ao vivo. Ainda que seja gravada, precisa ser conduzida por alguém. Portanto, o texto é direcionado de forma que o ouvinte se sinta dentro do estúdio. Ainda que projetada pelo entrevistador-locutor, e dirigida por meio de um script ou roteiro, fatos novos poderão surgir a partir da resposta do entrevistado. Sem falar que novas perguntas surgirão baseadas nas participações dos ouvintes. 1.5.3 A reportagem A reportagem trata-se de informações mais apuradas. Diferente da notícia, ela não necessariamente precisa obedecer ao fator imediato e urgente. Quando o 24 assunto da notícia é de grande relevância para a sociedade, os meios de comunicação produzem uma reportagem, dando mais ênfase ao tema. Sempre são realizadas investigações, procurando todos os personagens possíveis. Neste caso, geralmente através de uma boa notícia nasce uma reportagem. Ou seja, a ampliação de determinado assunto de forma mais aprofundada por meio de pesquisas, entrevistas entre outros. Nas reportagens para o rádio, é exigido um trabalho mais apurado de edição. Conforme Consani (2007), devido á maior extensão das reportagens, estas precisam de uma edição cuidadosa, cuja seqüência deve ser organizada em blocos para garantir o entendimento. Partindo dessa idéia, verificamos que o ponto fundamental para uma boa reportagem é sem dúvida a pesquisa. É necessário um levantamento completo de todos os dados possíveis inerentes ao tema. O uso da entrevista é imprescindível na coleta de informações e a edição fundamental para a finalização do produto. 1.5.4 O comentário O comentário em programas de rádio tem a finalidade de passar um pouco do pensamento da emissora. É uma espécie de linha editorial, no qual são definidos os conceitos e princípios que a empresa defende. Ainda que pareça manifestar somente a idéia do comentarista, certamente este, estará alinhado às convicções da emissora. Um exemplo clássico são as concessões deferidas a políticos. Enquanto donos das empresas de comunicação, os comentários dirigidos a eles serão sempre positivos. 1.5.5 O debate No caso dos debates se diferem da entrevista e comentário somente pelo fato de evidenciar o ponto de vista de vários interlocutores. Debater idéias denota conflito de opiniões. Nesse caso é preciso uma elaboração maior do que na entrevista. Uma vez que existe essa divergência, existe a eminência de contrapontos que precisarão 25 ser sanados pelo mediador. Por isso, requer um preparo maior para conduzi-lo. O debate é a forma talvez mais expressiva de exercício de uma democracia. Através dele, sujeitos com idéias opostas podem se manifestar contrapondo e defendendo o ponto de vista diante de certo assunto. 26 CAPÍTULO 2 O RÁDIO E A EDUCAÇÃO O presente capítulo aborda o contexto rádio e educação, desde o princípio desta relação no Brasil, como da continuidade e mudanças ocorridas ao longo dos anos neste processo que envolve a mídia rádio e a escola. Trata também, da diferença entre escola radiofônica e rádio escola e da entrevista radiofônica específica ao meio escolar. Os dados expostos neste trecho são de obras com enfoque na mídia rádio, as características e uso, a relação com a escola, bem como, sobre a entrevista radiofônica escolar, tema central do projeto experimental em questão. Os autores usados neste capítulo são Zeneida Alves de Assumpção, Marcos Baltar e Marciel Consani. 2.1 A educação através do rádio no Brasil em breve relato A implantação e uso da mídia, em especial o rádio, para fins educacionais não é recente. Consani (2007) destaca que por falta de uma indústria fonográfica estabelecida, as produções para o rádio, recém inaugurado no Brasil em 1922, se reduziam a palestras científicas, discursos cívicos e outros itens a fim de preencher o espaço radiofônico. Ou seja, sem uma programação específica, a idéia foi usar o rádio com algo pré-concebido. No caso, temas voltados à educação. Essa atitude inovadora de usar o rádio para expansão da cultura e do conhecimento, atribuído principalmente a Edgard Roquette Pinto, marcou definitivamente essa ligação entre rádio e educação. Dez anos mais tarde, em 1932, com o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, que se caracterizava em uma educação focada na pesquisa cientifica e, também em métodos que colocassem o aluno como participante ativo da escola. 27 Roquette Pinto sugere a criação da Comissão de Rádio Educativa da Confederação Brasileira de Radiofusão. Com o objetivo de propagar o conhecimento através das ondas do rádio. Lançando no ano seguinte, A Rádio Escola Municipal do Distrito Federal do Rio de Janeiro. A primeira escola radiofônica no Brasil. “Roquette Pinto encontrou na Escola nova uma aliada para a produção e difusão (pelo rádio) de programas educativos e culturais. Sendo assim, o rádio poderia ser utilizado como forma de propagar o saber sistematizado, em decorrência de seu alcance. Tal procedimento era necessário para buscar uma melhor ‘educação’ para a população que era analfabeta” (ASSUMPÇÃO, ZENEIDA, 2008, p.31). Vários programas eram veiculados pelo rádio levando ensinamentos em praticamente todas as áreas do conhecimento. Com destaque para o Jornal do Professor, apresentado pelo próprio Roquette Pinto e A Hora da Ginástica idealizada e dirigida pelo professor de educação física Oswaldo Diniz Magalhães. Programa este, que ficou no ar por quarenta anos. O Projeto Movimento de Educação de Base (MEB), foi um exemplo da influência dos ideais de Roquette Pinto. Criado pela Igreja Católica, conforme Consani (2007), o projeto consistia em utilizar a metodologia problematizadora de Paulo Freire, (através do rádio), para alfabetização de agricultores das regiões Norte e Nordeste. O Movimento de Educação de Base (MEB) pode-se dizer, foi um dos maiores programas de alfabetização e ensino através do rádio no Brasil. Segundo Assumpção (2008), somente nos dez primeiros anos (1961/1971), o MEB ministrou cursos de equivalência ao antigo primário para mais de quinhentos mil participantes. Somaram-se neste período, mais de sete mil radiopostos com três mil monitores. Em 1961 o projeto foi oficializado pelo governo brasileiro, vindo a ser desativado anos mais tarde após o golpe de 1964. Entretanto, com base no sucesso do MEB, foi criado o Projeto Minerva. “Consistia num programa obrigatório, veiculado em cadeia nacional cinco horas por semana. O Minerva assumiu um claro contorno de ‘ensino a distância’, na medida em que assumia uma função de suplência do Ensino Fundamental” (CONSANI, MACIEL, 2007, p.34). 28 Mesmo com a ditadura, existia por parte de o governo militar, interesse em integrar o país. A educação por meio do rádio vinha de encontro a este anseio. Primeiro, pelo alto índice de analfabetismo na época. Segundo, pelo fato do rádio, por conta da mobilidade, baixo custo e grande alcance se mostrar como veículo ideal no cumprimento desta tarefa. Que se diga nada fácil, por conta da enorme extensão geográfica do Brasil. Portanto, além do projeto Minerva, após 1964 foram desenvolvidos outros grandes empreendimentos em educação através da radiofusão. Surgindo então, várias escolas radiofônicas sustentadas pelo governo. Destaque para o Instituto de Radiofusão Educativa da Bahia (IDERB), Fundação Padre Landell de Moura (FEPLAN), Fundação Padre Anchieta (FPA), Projeto Samaúma e a Fundação Roquette Pinto. Com a evolução e desenvolvimento do rádio, ficam cada vez mais evidentes características que lhe são peculiares, como a regionalização e segmentação do público. Portanto, um programa que contemplasse somente o âmbito nacional, ainda que para fins educativos, sem a observação do aspecto regional e local, era ineficiente no seu propósito. Por isso, alguns projetos daquela época foram desativados, entre eles o próprio Minerva. 2.2 A utilização do rádio na escola A abordagem feita no tópico anterior menciona o uso do meio rádio para a difusão do conhecimento e da cultura. Ou seja, o ensino era transmitido pelo rádio. A chamada escola radiofônica. Agora, a intenção proposta é passar um pouco daquilo que é o rádio dentro da escola. O uso para escola, em função dela e feito por ela própria. Mas afinal, o que temos por escola? A escola é a responsável, digamos que oficial, pela transferência, através de métodos pedagógicos, do conhecimento formal. Ela é detentora por excelência, do ensino e da instrução considerada padrão na sociedade. 29 Porém, podemos dizer que é na família onde o indivíduo tem o primeiro contato com a sociedade. Em casa a criança já se depara com um estilo de vida préestabelecido pelos pais, herdado dos avôs e assim sucessivamente. E cada um vive e age de maneiras diferentes, ainda que membros de um mesmo grupo social. Por isso, cada vez mais a educação pende para um estudo sistemático, ainda que em tese, utilizando-se do diálogo, aspecto informal, para compreender melhor o pensar, o sentir e o entender do aluno, bem como a interação com o professor e sua percepção de mundo diante da sociedade em que está inserido. Deste modo, entendemos que diante de todas as transformações no campo tecnológico da comunicação, é nítida a influência dos meios (mídias) na vida tanto de alunos, como de professores. Portanto, é inevitável a implementação de projetos midiáticos no ambiente escolar. A esse respeito Assumpção (2008) diz: “Nesse contexto, professores e alunos precisam compreender o verdadeiro papel das multimídias (internet) e dos meios midiáticos (o rádio faz parte deles) e o papel deles no processo educativo, cultural e social. “Compreendendo o processo das rotinas de produção da comunicação midiática (rádio, televisão, jornal e internet) e a linguagem desses meios de forma crítica, o educando poderá tornase um sujeito ativo e crítico dessas mídias”. (ASSUMPÇÃO, ZENEIDA, 2008,p.14) Nisso ela destaca que não basta apenas conhecer o processo midiático em si, mas compreende-lo de forma ampla e crítica. E por que o rádio? Ainda que se dirija coletivamente ás pessoas. Por conta do discurso direto empregado na linguagem, o rádio se identifica de maneira única e pessoal com cada ouvinte. Ou seja, a mesma mensagem passada a todos é recebida por cada um de maneira singular e individual. É um veículo de linguagem simples. De custo baixo e com alcance eficiente. A rádio escola por sua vez, é um veículo interno. Sua característica principal é que se destina a comunidade escolar. O alcance está limitado à escola. Não se difere do meio rádio em sua essência e capacidade discursiva, muito menos ao caráter interativo. Apenas é restrita ao ambiente educacional. E, por conta de todas essas peculiaridades é que pode ser usada como instrumento poderoso no auxílio 30 ao processo de ensino-aprendizagem com vistas a uma leitura crítica da mídia convencional. Baltar (2009) menciona, “A proposta de ‘RE’ (rádioescola) que defendemos, partindo do estudo crítico dos textos/ discursos da mídia convencional, dentro de um processo de conscientização sobre a mídia que temos e a que poderemos forjar, sugere a efetiva construção de uma mídia própria e adequada a cada comunidade escolar. [...] em que os sujeitos envolvidos em sua construção (estudantes, professores, pais e funcionários) possam agir como atores capazes e responsáveis, decidindo como e, sobretudo, o que querem comunicar [...]” (BALTAR, 2009, p.27). Assim, o autor explica que a rádio escola deve ser engendrada partindo de uma idéia coletiva que privilegie a participação de toda a comunidade escolar. Incitando e desenvolvendo a partir de então, a formação de um espaço discursivo que valorize a multiplicidade de idéias no âmbito da escola. Os programas da rádio escola são feitos nos moldes de um programa convencional. As diferenças são: a estrutura, o conteúdo trabalhado, os autoresprodutores de programação e o público a quem se designa. O aparato tecnológico que envolve uma rádio escola, geralmente não passa de mini-estúdios, muitas vezes improvisados, que possuem basicamente todos os componentes necessários para a transmissão radiofônica. Uma mesa de som, microfones, computadores, caixas de som, entre outros. Não existe antena. Uma vez que, o conteúdo é restrito ao campo escolar, as produções são transmitidas por meio de um sistema de som interno, composto de mesa de som no estúdio, e cabos que interligam as caixas de som nas salas de aula e demais dependências da escola. Em algumas situações não existe essa distribuição em sala de aula. O som é passado do estúdio somente para o pátio da escola através de caixas amplificadas. Quanto á produção dos programas usa-se o mesmo padrão de um programa convencional. Ou seja, obedecendo à linha projeto, gravação, edição e registro. Que é a idéia detalhada daquilo que se pretende fazer (o projeto). Utilizando um roteiro ou script, grava-se o conteúdo desejado (gravação). Depois, é feito um trabalho em cima desta gravação para selecionar o que vai ou não ao ar e também, melhorar a qualidade do áudio gravado (edição). E por fim, o registro, que é a finalização de todo o processo. 31 Com orçamento e infraestrutura limitados, em raro momento, estas produções recebem o apoio de profissionais de comunicação. Por isso, não é possível fazer uma comparação no nível de qualidade dos programas. Porém, mesmo com todas as limitações técnicas, naquilo que se propõe a fazer uma produção radiofônica escolar, podemos dizer que alcançam os objetivos. A produção de conteúdo de uma rádio escola se difere do rádio comum por se tratar de algo feito por agentes da comunidade escolar, geralmente alunos, professores e coordenadores da própria escola. É, portanto, um produto específico que intenta alcançar o próprio meio (a escola), tendo como meta, a interação social e o desenvolvimento crítico e cultural do aluno mediante o contato direto com essas produções. Assumpção (2008) destaca: “Nessa perspectiva, a rádio no espaço escolar poderá ser um instrumento desencadeador da oralidade e da produção da escrita, desde que a escola contemple no seu Projeto Pedagógico a participação efetiva de alunos como emissores e receptores da rádio, juntamente com professores-orientadores. Assim, os alunos poderão compreender as rotinas de produção radiofônica através da construção de programas, conhecendo e respeitando a linguagem e a técnica de produção do texto radiofônico que deve ser escrito para ser falado, dito, contado, ouvido e não para ser lido, [...]” (ASSUMPÇÃO, ZENEIDA, 2008, p.72). Nisso, em todo o processo de produção radiofônica para escola, se produz uma série de resultados além da simples interação propriamente dita. Enquanto produtor, o aluno precisa pesquisar e se dedicar, colocando em prática outras habilidades até então, desconhecidas. O professor por sua vez, também se vê obrigado a buscar em fontes alternativas conhecimentos inerentes a linguagem empregada no rádio. Ocorrendo assim, uma espécie de reação em cadeia onde todos são beneficiados. O público de uma rádio escola é a própria comunidade escolar. Neste caso, o ouvinte se configura não só como mero receptor da programação preestabelecida, mas também, um membro ativo e participante no processo de produção. E isso é o grande diferencial em relação à rádio convencional. Não podemos de forma alguma menosprezar a significância e importância do meio rádio na escola. A contribuição para educação no decorrer da história, bem 32 como, o papel que ainda hoje desempenha, são subsídios relevantes à construção de uma escola pluralística e mais democrática. 2.3 A entrevista na rádio escola Basicamente, a entrevista é um diálogo. Uma conversa entre dois ou mais indivíduos acerca de um determinado assunto. É, portanto uma descoberta. A partir dessa interação oral por meio da entrevista, muito se descobre sobre o tema abordado. E na escola, podemos dizer, é o lugar do conhecimento. Ou seja, da descoberta. A entrevista feita para a rádio escola possui particularidades inerentes ao meio escolar. Diferente de uma entrevista para o rádio comum, ela está absolutamente fixada aos preceitos elaborados pela própria comunidade escolar e obedece a critérios que satisfaçam o anseio da escola como num todo. “O trabalho com a entrevista na escola oferece uma série de contribuições para a aprendizagem e o desenvolvimento dos estudantes: desenvolve habilidades no entrevistador de planejar e redimensionar perguntas já feitas e seu roteiro prévio; permite o desenvolvimento da velocidade de raciocínio, aprimora a capacidade de lidar com o imprevisto, estimula a flexibilidade de pensamento, a pontualidade nas intervenções, entre outros ganhos de desempenho”. (BALTAR, 2009, p.27). Muitos são os benefícios no trabalho com a entrevista na rádioescola. Não somente a alunos e professores, mas também, a toda a comunidade escolar. A busca pela informação parte do aluno com o auxilio e orientação do professor. Porém, o processo envolve a todos. Os tipos de entrevistas adotadas por uma rádioescola precisam ser compostos a partir de considerações pertinentes ao meio envolvido. É preciso observar o grau de instrução do aluno-produtor e a capacidade de entendimento do público ouvinte. Em geral, tanto nas rádios escolas como em rádios convencionais, a opção é pela linguagem comum. Nessa linguagem simples e de fácil entendimento, geralmente empregam-se a entrevista pingue-e-pongue (de perguntas e repostas 33 entre entrevistador e entrevistado), e a enquete (que é a consulta a diversas pessoas sobre um tema especifico). Quanto à tipologia de entrevistas, Baltar (2009) as descreve atribuindo a diversos autores seu tipo e seu uso específico. A seguir alguns exemplos explicitados por ele: “Para Prado (1985), a entrevista pode ser direta (ao Vivo) ou diferida (editada). Para Lage (2002), ela pode ser dividida em: ritual (breve, cujo foco, é mostrar o entrevistado); temática (abordagem de tema específico); testemunhal (relato do entrevistado sobre algo de que participou ou viu); em profundidade (objetiva à figura do entrevistado e a representação do mundo que ele constrói). E pode ainda ser considerada quanto às circunstâncias: ocasional (não é programada); confronto (de divergências entre entrevistado e entrevistador); coletiva (à diversos repórteres) e exclusiva (concedida a um só repórter). Para Chantler e Harris (1998), a entrevista pode ser interpretativa, emocional, de caráter, noticiosa, coletivas, de estúdios externos” (BALTAR, 2009, p. 52-54). Em se tratando de tipologia, geralmente a entrevista obedece a um padrão que não varia muito de autor para autor. O que ocorre em sua maioria são modificações na nomenclatura, o que não afeta sua essência. Cabe aqui, porém, defini-la do ponto de vista instrumental a serviço da comunidade escolar. Nisso sim, ela se difere da entrevista veiculada no rádio comum. Assumpção (2008) explica: “A construção de debates e entrevistas sobre temas diversos pra serem transmitidos pela Radioescola exigirá do aluno-emissor, competências e habilidades para a escolha, reflexão, pesquisa do tema, conhecimento do perfil dos debatedores/entrevistados, espírito de equipe, construção da estrutura das entrevistas (perguntas com seqüência lógica) que pode ser utilizadas durante os debates” (ASSUMPÇÃO, ZENEIDA, 2008, p.73). No rádio comum a informação é o foco mais importante. Na rádio escola, essa ênfase é dada mais ao processo de produção em si. Ou seja, no caminho percorrido pelo aluno para se chegar a esta informação. Não que ela seja descartada, mas sim, a partir de como ela foi concebida, o que mais desenvolveu no aluno além do caráter puramente informativo. A isso é dedicado uma atenção maior. Para a concepção de uma entrevista para rádio escola é preciso de antemão uma pesquisa interna, através de questionários, que visa saber que assunto é 34 pertinente à comunidade escolar. A entrevista deve partir de um tema fundamentado no interesse comum. Depois de definido o tema e o entrevistado, elaboram-se as questões da forma mais clara possível, a fim de que atenda satisfatoriamente o objetivo da entrevista. Não há como exigir dos alunos conhecimentos técnicos elaborados. Portanto, deve prevalecer a linguagem simples com termos do cotidiano. Deve se levar em conta que o material é feito por alunos e para alunos. 35 CAPÍTULO 3 CONHECENDO A ESCOLA ÁLVARES DE AZEVEDO Neste capítulo serão abordados sobre a Escola Estadual Álvares de Azevedo em Vilhena Rondônia. Os aspectos históricos, físicos, humanos, bem como, o projeto de rádio escola: a Rádio Álvares. Todas as informações contidas neste trecho estão baseadas nos documentos: Projeto Político Escolar (PPE) e no Projeto de Rádio Escola (PRE-2010). Figura 01 - Entrada da Escola Álvares de Azevedo em Vilhena (FIGUEIREDO, 2011) 3.1 Aspectos históricos A escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Álvares de Azevedo está situada na Avenida Liberdade, 3950, bairro Centro na cidade de Vilhena em 36 Rondônia. Ela foi criada sob o decreto nº: 784 de 18 de novembro de 1977, porém, iniciou suas atividades somente em 13 de fevereiro do ano seguinte. É reconhecida através do ato nº 044/90 CEE/RO e denominada sob o decreto nº: 9004 de 23 de fevereiro de 2000. Possui esse nome por conta de uma homenagem feita pelo professor José Zenon dos Anjos, um dos primeiros diretores, ao grande poeta brasileiro, Álvares de Azevedo. 3.2 Clientela A escola possui 46 turmas com cerca de 1500 alunos matriculados no ensino fundamental e médio. As aulas ocorrem em três períodos: Manhã, tarde e noite. (Dados do PPP – Projeto Político Pedagógico de 2009). Localizada na região central de Vilhena, ela possui característica singular em relação ao perfil dos alunos. Ocorre na verdade, uma mesclagem com alunos oriundos de todos os bairros da cidade. Portanto, prevalece a diversidade econômica e sociocultural. 3.3 Missão, valores e gestão O projeto pedagógico da escola Álvares de Azevedo contempla, dentre outros fatores, a missão de buscar continuadamente uma escola cada vez mais, autônoma e pluralista. Que assuma, acima de tudo, o papel de ensinar com qualidade, com vistas principalmente, na atuação crítica e coletiva do aluno junto a sociedade. Seus valores estão pautados na construção de um ambiente cuja primazia, é permitir a expressão de idéias, com base em conceitos éticos, de respeito mútuo, buscando sempre o interesse comum e o bem de toda a comunidade escolar. Defende a idéia de uma gestão participativa, onde toda comunidade escolar, representada pelos respectivos segmentos pode participar ativamente das decisões da escola. 37 3.4 Aspectos humanos O grande encalço hoje na escola é sem dúvida a falta de material humano. Basta atentarmos para a quantidade de alunos em detrimento ao quadro de pessoal, que percebemos a lacuna. No caso desta escola em específico, são mais de 17 alunos para cada colaborador. Isso em parâmetros gerais. Se colocarmos apenas os professores, que trabalham em contato direto com os alunos, esse número sobe para assustadores 43 alunos aproximadamente, para cada professor. A seguir o número de colaboradores na escola Álvares de Azevedo com base no PPP de 2009. O quadro funcional é composto por 88 profissionais, onde 35 são professores. Destes, 31 são efetivos e quatro (04) são emergenciais. A maior parte possui habilitação específica em sua área de atuação, porém em alguns casos ainda existe o trabalho sem a devida especialização. Sessenta e dois colaboradores (62) fazem parte dos setores de apoio, administração e pessoal técnico-pedagógico. A direção está composta por: Diretora: 01; vice-diretora: 01; prestação de contas: 01 e auxiliar 01. A orientação está composta por 04 (pessoas), psicóloga: 01 e orientadoras: 03. A administração está dividida em: Secretária:01; digitadoras: 03; escriturária: 01 e auxiliares: 09. O pessoal técnico-pedagógico estão divididos em: Biblioteca: 02 (pessoas); coordenação pedagógica: 08 (três da supervisão, uma da TV Escola, duas da sala de leitura e duas no laboratório de ciências). O apoio administrativo está dividido em: Serviços gerais: 20 (pessoas); portaria: 02; zeladoras: 09; merendeiras: 04; inspetores: 02; manutenção: 01; vigias: 02. 38 3.5 Aspectos físicos A Escola possui dezenove salas de aula com capacidade máxima para 30 alunos. O problema mais grave não são as condições de uso destas salas, mas sim, a superlotação. Conforme relatado na página 40 do PPP da escola: “A superlotação das classes interfere na aprendizagem, dificulta o acompanhamento do professor para atender individualmente cada aluno. Dessa maneira, a avaliação fica mais complicada e a massificação do ensino se torna inevitável. O professor fica sobrecarregado, pressionado pela quantidade de estudantes e tem dificuldades para colocar em prática o seu planejamento” (PPP, ESCOLA ALVARES DE AZEVEDO,2009, p.40). O colégio Álvares de Azevedo dispõe de uma ampla estrutura de apoio pedagógico. São duas salas de reforço; sala de leitura; biblioteca; uma videoteca; um espaço multiuso; um mini-estúdio de rádio; um laboratório de ciências; um laboratório de inormática; um ginásio coberto; uma cozinha para merenda escolar; uma cantina terceirizada e um amplo pátio. Figura 02 - Pátio da Escola Álvares Azevedo (FIGUEIREDO, 2011) 39 3.6 Programas financeiros em projetos pedagógicos da escola Álavres de Azevedo. PROAFI- Programa de Apoio Financeiro Duas parcelas semestrais no valor de R$ 16.956,00, totalizando R$ 33.912,00 PDDE- Programa Dinheiro Direto na Escola Parcela única no valor de R$ 6.542,00 PNAE- Programa Nacional de Alimentação Escolar Dez parcelas mensais no valor de R$ 6.217,20, totalizando um valor anual de R$ 62.172,00 PDE – Programa de Desenvolvimento da Escola Parcela única no valor de R$ 15.000,00. PROFIPES – Programa De Financiamento a Projetos Escolares Parcela única no valor de 8.000,00. 3.7 A “Rádio Álvares” O projeto de radioescola da escola Álavares de Azevedo, conhecido também por “Rádio Álvares”, foi criado em 2008. Com o apoio de profissionais de comunicação, alunos de jornalismo e parceiros, a coordenação pedagógica da escola, por meio da TV escola, montou o projeto, alocou os recursos, comprou os equipamentos por meio de programas governamentais e disponibilizou o espaço para a implementação. A rádio escola nasceu dentro de uma proposta pedagógica que visa a inserção de recursos midiáticos, entre eles o rádio, no âmbito escolar. Pretendendo deste modo, trabalhar para que os alunos desenvolvam através de uma leitura crítica, habilidades como leitura, escrita e comunicação. E ainda, entendam de forma consciente toda a linguagem que envolve a mídia de um modo geral. 40 “Nessa perspectiva, o Projeto Rádio-Escola se justifica pela necessidade de desenvolver nos educandos habilidades de leitura, escrita, comunicação e o despertar da consciência crítica para o trato com as informações da mídia e, também, como o primeiro instrumental profissionalizante na produção de programas de rádio”(PROJETO DA RÁDIO- ESCOLA /2010, p. 04). Figura 03 - Estúdio da Rádio Álvares (FIGUEIREDO, 2011) Mas porque foi escolhido a mídia rádio? Conforme cita em seu projeto, (em anexo o de 2010) a escolha do rádio se deu por entender que este meio é o mais democrático dentre os outros meios de comunicação. Justamente por não exigir do interlocutor atenção exclusiva. Outro fator determinante foi o custo da produção estremamente barata em relação a outras mídias. Porém, como tratar de mídia sem o conhecimento técnico especifico? Por conta disso, a radio escola contempla no projeto (conforme consta em anexo o de 2010) a livre parceria entre escola, profissionais de comunicação e estudantes universitários, para que, juntos possam desenvolver de forma voluntária o trabalho com a mídia rádio na escola Álvares de Azevedo. 41 “Este projeto visa reimplementar e reestruturar a rádio na escola, além de capacitar alunos do Ensino Fundamental e Médio a produzir e apresentar programas de rádio, coordenados pelas professoras coordenadoras da TV Escola e parceiros - rádios locais, estudantes de jornalismo, etc.”(PROJETO DA RÁDIO- ESCOLA /2010, p. 04). Na ativação em 2008, foi montado um mini-estúdio de rádio interno com mesa de som, computadores, programa especifico de áudio, microfone e caixas de som no pátio da escola, pelas quais se ouvia o programa no horário do intervalo. Foi feito uma seleção de alunos escolhidos em conjunto por professores e pela coordenação da TV escola, responsável direta pelo projeto, e através de parcerias com profissionais de comunicação e estudantes de jornalismo, foram ministradas oficinas onde os alunos tiveram o contato com a mídia rádio, seu contexto e produção. O processo foi divido em três etapas onde, na primeira fase, os alunos tiveram aulas sobre a história, evolução e linguagem radiofônica. No segundo momento visitaram rádios locais e aprenderam sobre produção para o rádio. No terceiro e último bloco, tiveram as atividades práticas e implantanção da rádio interna. O projeto funcionou bem nos anos de 2008 e 2009. Mas em 2010 não surtiu o esperado. Mesmo sendo revitalizado, com um projeto de reiplementação e reestruturação, onde, a radioescola ganhou um estúdio mais equipado, com uma mesa de som nova e moderna, com o sistema de som sendo todo interligado, saindo direto do estúdio para as salas de aula por meio de caixas de som embutidas no forro de cada sala. E, principalmente, mantendo a característica inicial de utilizar a midia rádio como emplemento no processo de ensino aprendizagem, e também, como um meio de interação na comunidade escolar, o projeto caminhou muito lentamente. Segundo a coordenação, essa parada foi justificada por diversos fatores, dentre eles, a falta de parceiros. Essa falta de material humano é muito perceptível. Tanto que a rádio escola é um projeto sob a coordenação da TV escola, onde duas coordenadoras, profª. Lourdes precisam se dividir entre os trabalhos da TV escola, dando todo o suporte 42 técnico de material a professores em atividades que envolvam qualquer tipo de mídia, e também, coordenarem os programas da rádio escola. 3.7.1 O projeto hoje Atualmente, a “Rádio Álvares” trabalha no mesmo formato adotado em sua criação no ano de 2008. A seleção dos alunos foi feita pela coordenação usando os mesmos critérios anteriores. A saber, com vistas ao desenvolvimento e aprimoramento de habilidades como fala, escrita, leitura, desinibição, entre outros. O trabalho foi continuado justamente por conta dos bons resultados colhidos no período anterior. Segundo a coordenação da rádio escola, alunos com dificuldades na leitura, escrita, timidez, expressão, fala e dicção tiveram um ganho de desenpenho significativo a partir da participação como autores-produtores da programação da rádio escola. No segundo semestre de 2011, após paceria firmada entre a escola e estudantes do último período de jornalismo da Universidade Federal de Rondônia – UNIR, sob orientação pedagógica daquela instituíção para projetos experimentais. Foi desenvolvido o projeto “O aluno pergunta”. No qual cerca de 20 alunos (1 ou 2 de cada turma), dividos em cinco equipes (uma para cada dia da semana), do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, com idade entre 8 e 13 anos, do período matutino, que fazem parte da rádio escola, participaram de oficinas teóricas e práticas sobre entrevista radiofônica. Essa atividade foi uma espécie de “mão dupla”, onde, por um lado a rádio escola, que com a parceria, intensificou suas atividades. Tendo a participação ativa dos alunos. Por outro, os estudantes universitários tiveram a oportunidade de desenvolver o projeto experimental na rádio escola, para fins de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). 3.8 Percepções sobre a escola 43 Em contato direto com a escola Álvares de Azevedo, várias foram as percepções. O projeto pedagógico é bastante consistente e rico em detalhes. Consegue-se ver claramente os aspectos gerais que compõem a vida da escola como num todo. A base teorica, como em qualquer projeto dessa natureza, vislumbra objetivos concretos e as vezes, utópicos. Não pela falta de vontade da comunidade escolar, mas por conta do descaso pelo que passa a rede pública de ensino. Todo o processo é lento e com muita escassês de material humano. Isso reflete nitidamente na concepção do ensino. Os projetos são amplos e comprovadamente eficazes, no entanto, esbarram nessa falta de pessoas para colocá-los em prática. Nisso, percebe-se um ambiente com muitas possibilidades de trabalho. Alunos sedentos, professores e equipe técnica sobrecarregados, porém, firmes no propósito de melhorar sempre. E apesar disso tudo, uma escola que quer fazer a diferença, aberta a novas experiêcias, com o intuíto coletivo de fazer sempre mais e melhor pela educação. 44 CAPÍTULO 4 O ALUNO PERGUNTA Neste capítulo será abordada a temática geral desta pesquisa com base em todo o processo que a envolveu desde o inicio, com o levantamento bibliográfico, até a aplicação prática aos alunos do projeto de rádio escola da Escola Álvares de Azevedo em Vilhena, Rondônia. Os dados expostos neste trecho são resultados do planejamento e aplicação de sete oficinas teóricas e práticas, as quais abordaram a proposta do programa de entrevista radiofônica: “O Aluno Pergunta”, e também, sobre os relatórios das atividades desenvolvidas em cada oficina. Todo conteúdo das oficinas e a aplicação foi acompanhada pela orientadora do presente projeto experimental, e também, pelas coordenadoras do projeto da referida rádio escola. 4.1 “O Aluno Pergunta”: O projeto experimental Com o desejo de trabalhar o contexto rádio e educação, surgiu então a idéia, partindo da sugestão da orientadora, de um produto radiofônico dentro de um projeto de rádio escola já em atividade em escolas da cidade de Vilhena, Rondônia. Em contato com a Secretaria Estadual de Educação, identificou-se três escolas em Vilhena que mantinham ativas as suas rádio escolas. A saber: Instituto Estadual de Educação Wilson Camargo, Escola Estadual Marechal Rondon e Escola Estadual Álvares de Azevedo. Em visita às referidas escolas constatou-se que apenas na escola Álvares de Azevedo não estava sendo desenvolvido nenhum projeto de comunicação. Então decidiu por conhecer a rádio escola e apresentar-lhes o projeto: O Aluno Pergunta. 45 O Aluno Pergunta é um projeto de caráter experimental, cuja proposta foi o ensino da entrevista radiofônica para alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental que fazem parte da rádio escola da Escola Estadual Álvares de Azevedo (Rádio Álvares) em Vilhena, Rondônia. É um projeto que tem por finalidade a obtenção de título de bacharel em Jornalismo pela Universidade Federal de Rondônia. Os alunos Edilson A. M. De Figueiredo e Nerias da Silva são os autores do projeto e estão sob orientação da professora Me. Evelyn Iris Leite Morales Conde Muito bem recebido pela escola, em um momento de reativação da rádio escola (sem atividade constante desde 2010), o projeto aparece como uma via de estímulo para as coordenadoras da TV Escola – responsáveis pela rádio escola, e também, pelos alunos selecionados para o programa. Então, com o acesso ao Projeto Político Escolar e ao Projeto da Rádio Escola, no qual, identificou-se a abertura da escola à estudantes de Jornalismo para uma parceria na introdução às produções radiofônicas aos alunos da rádio escola. Então, iniciou-se o projeto. 4.2 Planejando as oficinas de rádio As oficinas de rádio para os alunos da Rádio Álvares foram criadas com base nas leituras das obras descritas no embasamento teórico do presente projeto experimental. Optou-se por adotá-las pelo fato de que poderia se trabalhar de forma ampla e objetiva o conteúdo com os alunos. Foi preciso elaborar um conteúdo programático pensando no público-alvo (os alunos), a faixa de idade (8 a 13 anos) e o grau de instrução (6º ao 9º ano do ensino fundamental). De forma que, as informações foram direcionadas da maneira mais clara e simples possível sem perder o valor científico. O primeiro passo foi elaborar o plano de unidades (Anexo 2), no qual contém todas as informações em relação às oficinas: local, data, horário previsto de início e término, cursistas, orientador, instituição, tema de cada oficina, forma de aplicação, materiais e recursos utilizados e forma de avaliação. Junto ao plano de unidades, foi elaborado também o plano de aula (anexo 3) de cada oficina contendo as mesmas informações descritas acima, só que de forma individualizada. Tanto o plano de 46 unidades quanto o plano de aula foram entregues previamente para a coordenação da rádio escola. O programa todo contou com sete oficinas divididas em teóricas (as três primeiras) e práticas (as quatro últimas). 4.3 Aplicando as oficinas Todas as oficinas foram aplicadas sob orientação pedagógica da universidade e apoio da coordenação da TV Escola, que disponibilizou o espaço “multiuso” com equipamento de datashow, computador, caixa de som amplificada e microfone, auditório, laboratório de informática com 18 computadores para a oficina de edição e o estúdio da rádio escola para a gravação das entrevistas. Obedecendo aos planos de unidades e de aula, as oficinas foram aplicadas nas datas e horários previstos. 4.3.1 Oficina 1: Conceitos básicos da entrevista A atividade programa na escola Estadual Álvares de Azevedo no dia 06 de outubro de 2011 começou às 15h00m, com a primeira oficina de rádio aos alunos. As coordenadoras da rádio escola, Lourdes Sbardelotto Benassi e Lia Cristina Prado disponibilizaram o auditório da escola com equipamento de datashow e caixa de som amplificada. Até a preparação do local e chegada de todos os alunos (14 alunos), a oficina foi iniciada às 15h30m dentro do previsto. Depois das devidas apresentações, os alunos foram convidados a participar de uma dinâmica. Foi dividido o grupo em duplas e entregue a eles uma folha de papel e lápis ou caneta. A atividade proposta foi a elaboração de algumas perguntas simples que um deveria fazer ao outro e vice-versa. Deveriam anotar tudo no papel, as perguntas e as respostas. Essa atividade durou cerca de 20 minutos, nos quais, percebeu-se uma pequena dificuldade de algumas duplas em elaborar e responder as perguntas. 47 Na sequência, usou-se o datashow para melhor explanação do conteúdo, abordando de maneira simples com destaque para a definição e conceitos básicos de uma entrevista e os tipos de entrevista. Fora explicado a diferença entre uma entrevista, em que apenas o repórter faz as perguntas e o entrevistado responde, e a conversa, que é uma troca de informações direta de perguntas e respostas de ambos os interlocutores. Figura 04 – Ministração da oficina 01 (FIGUEIREDO, 2011) Para o encontro, foram usados slides, com tópicos em formato de texto, embasados em autores como BALTAR (2009), CONSANI (2007), FERRARETO (2007), PRADO (1989) e VIGIL (2007). Com citações inerentes ao conceito entrevista: “A entrevista é basicamente um recurso jornalístico para coletar e apresentar informações do ponto de vista de terceiros” (CONSANI, 2007, p.82). Imagens (cliparts), também foram utilizadas. Sempre com citação da fonte para facilitar o entendimento e atrair a atenção. Para exemplificar os tipos de entrevista usaram-se arquivos de áudio (mp3) e vídeo tratando dos bastidores de uma cobertura radiofônica esportiva. No momento da apresentação todos demonstraram interesse ao assunto e participaram com perguntas e afirmações. 48 A oficina durou aproximadamente uma hora e trintas minutos. Ao final foi aplicado um exercício de fixação (anexo 5), com as seguintes perguntas: 1) Qual a diferença entre uma conversa comum e uma entrevista? 2) Para que serve uma entrevista? 3) Quais os tipos de entrevista? 4) Cite um exemplo de entrevista pingue-pongue. De maneira geral, através das participações e da maioria das respostas ao exercício, as respostas apresentaram conteúdo semelhante ao aplicado na oficina, sendo este, aproveitado pelo participante. Na primeira pergunta, dos 14 participantes, apenas 3 não responderam corretamente a questão. Na segunda, todos souberam especificar sobre a função de uma entrevista. A terceira fora respondida certa, porém incompleta, a maioria deles citaram apenas três tipos de entrevistas. Na quarta e última questão, ocorreu algo inusitado. Pouco mais da metade (8 alunos), conseguiram exemplificar uma entrevista pingue-pongue. O restante da turma apenas a definiu e não citaram exemplo. 4.3.2 Oficina 2: Entrevista Radiofônica No dia 13 de outubro de 2011, na escola Estadual Álvares de Azevedo, em continuidade a atividade programa, foi aplicada a segunda oficina de rádio aos alunos. Esteve presente a coordenadora da rádio escola, Lia Cristina Prado e 13 alunos. Como na primeira oficina, foi disponibilizado o auditório da escola, com equipamento de datashow e caixa de som amplificada. A oficina começou às15h25m. Foram revisados os conceitos básicos de uma entrevista e seus tipos, tema da oficina anterior. Ainda foi perguntado se os estudantes se lembravam do tema abordado. Muitos deles, participaram, demonstrando que tinha assimilado o assunto do primeiro encontro. De acordo com o planejamento de aula (anexo 3), o encontro foi divido em duas unidades (3 e 4 anexo 2), nas quais, foram especificados sobre o texto e a linguagem utilizadas no rádio; a entrevista enquanto gênero jornalístico; o uso da entrevista radiofônica e suas características no meio escolar. e também, as habilidades que podem ser desenvolviadas por meio da entrevista. 49 No encontro foram mostrados aos alunos que a linguagem do rádio é simples, que o rádio não possui imagens e por isso o ouvinte tem que usar a imaginação para melhor interpretação da mensagem, assim como teoriza Ferraretto (2007). A palavra tem um papel fundamental na mensagem radiofônica, para isso foi citado que “a palavra é indispensável. E assim como não se deve identificar a linguagem radiofônica como unicamente verbal, também não se deve crer que a criatividade do veículo se dá exclusivamente pela música e efeitos sonoros” (MEDISTCH, 2005, p. 330). Figura 05 – Ministração da oficina 02 (SILVA, 2011) Ainda falando sobre palavras, efeitos e músicas no rádio, Lopez Vigil (2007) foi lembrado por que o autor fala que muitos sugerem que o silêncio possa ser considerado como a quarta voz radiofônica, mas ele salienta que o silêncio também pode ser caracterizado como “falhas, buracos” e devem ser evitados. Por outro lado, o mesmo autor argumenta que o silêncio pode ser usado como forma de reforçar outros dizeres. 50 Fora lembrado aos alunos que o objetivo de uma rádio escola de acordo com Consani (2007) não é propor uma rádio como mídia e sim como uma forma de ajudar os alunos a desenvolver algumas habilidades, como aumentar o gosto pela leitura, deixando-os mais criativos, espontâneos e auto-confiantes, desenvolvendo ainda mais o espírito crítico dos alunos. Para isso, foi destacado que na entrevista radiofônica escolar devem ser abordados temas ligados diretamente à comunidade escolar, considerando os objetivos didáticos e pedagógicos dos professores voltado ao interesse dos alunos. Na oficina foi passado aos alunos também que a entrevista tem uma estrutura previamente organizada, formada por: Abertura, perguntas elaborados em forma de roteiro, respostas e encerramento do locutor. Para o segundo encontro, foram usados slides, com tópicos em formato de texto, com conteúdos de obras dos autores Assumpção (2008), Baltar (2009), Consani (2007), Ferrareto (2007), Medistch (2005) Prado (1989) e Lopez Vigil (2007). As citações da oficina foram apropriadas ao conceito de entrevista radiofônica, sendo a entrevista “um dos gêneros jornalísticos que mais tem adaptabilidade ao rádio e às características específicas do veículo” (PRADO,1989, p. 57). A oficina durou aproximadamente uma hora. Ao final foi reforçado o tema da oficina seguinte, com objetivo de deixá-los ansiosos para o próximo encontro. 4.3.3 Oficina 3: Introdução à produção de entrevista radiofônica A oficina 3 foi aplicada aos alunos da Rádio Álvares no dia 20 de outubro de 2011, com inicio às 15h00m. Estavam presentes a coordenadora Lia Cristina Prado e 13 alunos dos 20 participantes do projeto de rádio escola. O conteúdo foi aplicado de acordo com o plano de aula 3 (anexo 3), divididos em duas unidades (5 e 6 em anexo 2), Foi disponibilizado pela coordenação uma sala de aula com equipamento de datashow. A explanação do conteúdo se deu conforme descrito no plano de aula, em que foi feito a abordagem dos aspectos gerais envolvendo a produção de entrevista. 51 Através de slides, explicou-se sobre o repórter, suas atribuições e características. Sobre a captação da informação com respostas aos elementos da comunicação (o que, quem, quando, onde, como e por que). Falou-se da pauta, do roteiro, da edição e gravação. A respeito da equipe de produção e o estúdio de rádio, e também, de forma introdutória, sobre o Audacity, o programa de edição. Na ocasião, foram usados imagens (cliparts), sempre com citação da fonte, para exemplificar e facilitar o entendimento do conteúdo. Figura 06 – Ministração da oficina 03 (PRADO, 2011) Para base teórica usou-se Consani (2007), Ferraretto (2007) e Ortiz e Marchamallo (2005), nos quais, todos os elementos necessários para explanação ao tema proposto. Percebeu-se uma boa recepção dos alunos ao conteúdo, uma vez que faziam perguntas e argumentavam de acordo com o assunto abordado. 52 4.3.4 Oficina 4: A Prática da Entrevista Radiofônica I As 15h20m do dia 27 de outubro de 2011, em continuidade a atividade programa, foi aplicada a quarta oficina de rádio aos alunos. Estavam presentes as coordenadoras da rádio escola, Lourdes Sbardelotto Benassi e Lia Cristina Prado e 14 alunos. Estava reservado a sala de Informática da escola, equipada de datashow, caixa de som amplificada e 18 computadores. Figura 07 – Prática da oficina 04 (BENASSI, 2011) 4.3.4.1 A pauta A oficina foi aplicada de acordo com o planejamento de aula (anexo 3), na qual, trabalhou-se a unidade de ensino 7 (anexo 2), tratando sobre a construção da pauta para a gravação das entrevistas propostas pelo projeto “O Aluno Pergunta”. No encontro foi lembrado que existem entrevistas ao vivo e gravadas, e que seria utilizada no projeto a entrevista gravada do tipo temática. 53 O tema escolhido pelos alunos em acordo com a coodernação foi as eleições para diretores na Escola Álvares de Azevedo. Isso por conta do novo Decreto Nº 16.202, de 20 de setembro de 2011, assinado pelo governador Confúcio Moura, em que muda a forma de escolha da direção da escola por meio de indicação, passando agora ser através do voto direto em todas as escolas estaduais de Rondônia. Ficou definido que seriam entrevistados: os candidatos das duas chapas formadas para concorrerem as eleições para e direção e vice, uma mãe de aluno, a secretária da escola e um aluno representante. Cada grupo preparou a pauta (anexo 4), que indicou a data, horário, local, entrevistado e o assunto. E também, elaboraram as perguntas que seriam feitas aos entrevistados. As entrevistas foram programadas para o dia 07 de novembro no estúdio da rádio escola a partir das 8h. A quarta oficina teve duração de pouco mais de uma hora. Finalizou-se convidando os alunos para o próximo encontro, onde seria passado a eles noções de edição de áudio, usando o programa gratuito Audacity. 4.3.5 Oficina 5: A Prática da Entrevista Radiofônica II A quinta oficina que deu continuidade a atividade programa, foi aplicada no dia 04 de novembro de 2011 as 14h15min no Laboratório de Informática da Escola Álvares de Azevedo, a sala é equipada de datashow, caixa de som amplificada e 18 computadores. Estavam presente as coordenadoras da rádio escola, Lourdes Sbardelotto Benassi e Lia Cristina Prado. Neste dia, apenas 05 alunos compareceram. O que se justificou pela chuva. No encontro foi usado o datashow, caixa de som amplificada para passar aos alunos noções sobre edição usando o programa gratuito Audacity. De acordo com o planejamento de aula (anexo 3), composto da unidade 8 (anexo 2), foi abordado o programa de edição Audacity, com base na obra de Baltar (2009). A escolha deste programa se deu pelo fato de estar explicitado no livro (fundamentação teórica), e por conta de ser um programa relativamente simples de se desenvolver, um software livre e gratuito de gravação que pode ser baixado da 54 internet, no próprio site: <http://audacity.sourceforge.net/>. 4.3.5.1 Noções práticas do Audacity Foi elaborado um folheto com noções básicas do programa. Durante a aplicação do conteúdo, os alunos estavam atentos e participaram ativamente com perguntas, afirmações e viam várias possibilidades de usar o programa Audacity. Figura 08 – Minstração e prática da oficina 05 (FIGUEIREDO, 2011) O primeiro momento foi mostrado a eles os comandos principais, sendo os botões de controle, as ferramentas de edição, como poderia ser gravado uma entrevista utilizando o Audacity, depois como poderia ser feito a edição, tirando as partes desnecessárias da entrevista. Na sequência, foi mostrado como inserir uma trilha sonora. Depois disso, cada aluno passou a usar o Audacity instalado nos computadores do Laboratório de Informática, editando trechos de músicas e 55 gravando a sua própria voz no programa. Os alunos demonstraram muito interesse pelo programa e até disseram que iam instalá-lo em seus computadores de casa. Visando a possibilidade de editar músicas e “brincar” de dj’s. 4.3.6 Oficina 6: A Prática da Entrevista Radiofônica III No estúdio da rádio escola, no dia 04 de novembro de 2011, as 07h30min, deu início a sexta oficina em continuidade a atividade programa. No encontro, os alunos colocaram em prática a gravação das entrevistas. Figura 09 - Entrevista 1, com a candidata a direção Conceição pelas alunas Emely e Maria Luiza (FIGUEIREDO,2011) 4.3.6.1 A Gravação das entrevistas A primeira entrevista aconteceu às 08h00m, realizada pelas alunas Maria Luiza e Emily que entrevistaram a professora Conceição de Fátima Mesquita, atual diretora da Escola Álvares de Azevedo e candidata a direção nas eleições que 56 ocorrerá no dia 26 de novembro de 2011 (conforme pauta em anexo 4). A segunda entrevista, foi realizada às 08h30m pelos alunos Mateus e Adriel que entrevistaram a secretária da escola Suzel Helena dos Santos Carvalho. Figura 10 – Entrevista 2, com a secretária Suzel pelos alunos Mateus e Adriel (FIGUEIREDO,2011) A terceira entrevista, aconteceu às 09h30m sendo conduzida pelas alunas Carolina e Ellen que entrevistaram a professora Fátima Aparecida da Silva, candidata a vice diretora na chapa 2 (concorrente da professora Conceição). A quarta entrevista foi realizada às 10h00m pelos alunos Bruno e Bianca que entrevistaram a aluna Vivian Harumi Ikino, representante dos alunos da Escola Álvares de Azevedo. 57 Figura 11 – Entrevista 5, com a mãe de aluno Aline, pelas alunas Silmara e Seidy (FIGUEIREDO,2011) A quinta e ultima entrevista, aconteceu às 14h00m, por conta da dísponibilidade de horário da entrevistada. Foi realizada pelas alunas Silmara e Seidy que entrevistaram Aline Moreira, mãe de Aluno e Conselheira da Escola Álvares de Azevedo. Foi realizada a gravação das entrevistas utilizando o programa Audacity. A escolha dos dois entrevistadores de cada equipe foram feitas previamente pelas coordenadoras da rádio escola, Lourdes Sbardelotto Benassi e Lia Cristina Prado. Antecendendo a gravação das entrevista, foi sugerido um tempo mínimo de 6 minutos para cada uma delas. A primeira alcançou mais de 6 minutos. A segunda, ficou com cerca de 5 minutos. A terceira ultrapassou aos 11 minutos de duração. A quarta não conseguiu e ficou nos 2 minutos e meio. A quinta ficou com uma boa média de 7 minutos. No total foram mais de 30 minutos de material gravado e editado. 58 Apesar de duas delas não terem alcançado o tempo indicado, isto não interferiu no processo final de edição, o qual, precisaria de no mínimo 30 minutos de material pronto para se caracterizar projeto experimental. Neste aspecto, deixou-se livre, a fim de respeitar o foco pedagógico da rádio escola e o uso posterior deste material pela própria escola. De acordo com o planejamento de aula 6 (anexo 3), de unidade 9 (anexo 2), a prática da entrevista foi realizada, de acordo com as propostas aplicadas nas oficinas anteriores. Os alunos, mediante as pautas feitas por eles entrevistaram os convidados. Notou-se um bom desempenho dos alunos, o que foi destacado pelas coordenadoras da rádio escola. O que chamou a atenção foi a forma em que se portaram diante os microfones, porque apesar dos alunos estarem atudando semanalmente nos programas da rádio escola, alguns deles ainda tinha alguma dificuldade em falar ao microfone. Depois das oficinas, a maioria deles, conseguiram fazer as entrevistas de forma satisfatória. Por outro lado, identificou-se alguns alunos, que possuem muita dificuldade de leitura, o que dificultou nas elaboração das perguntas e na gravação da entrevista. Porém, com vistas ao projeto de rádio escola que contempla justamente o uso da mídia para o auxílio no processo de aprendizagem, o projeto experiental proposto contribuiu no desenvolvimento destes alunos. Assim como teoriza Consani (2007) “Não podemos nos esquecer de que o objetivo do projeto radiofônico escolar não é nem nunca foi ocupar-se da produção midiática como um fim (para isso existem as rádios e as produtoras), mas tão somente como uma metodologia válida dentro da missão educativa da escola” (Consani, 2007 p. 76). A aprendizagem dos alunos ficou evidenciada em vários momentos, inclusive em off antes da entrevista com Aline Moreira, a entrevistada disse que iria responder a pergunta fazendo outra a entrevistadora. Mas a aluna recordou do conteúdo das oficinas e disse que na entrevista somente a entrevistadora é quem faz as perguntas, assim como menciona Vigil (1997) que a entrevista não é um diálogo e sim uma relação em que o entrevistador pergunta e o entrevistado responde e isso não pode inverter, senão mudaria para uma reunião ou até mesmo um debate. 59 4.3.7 Oficina 7: A Prática da Entrevista Radiofônica IV Foi realizada dia 07 de novembro de 2011, 13h30m no Laboratório de Informatica, a sétima e última oficina, dando continuidade a atividade programa. Estavam presente as professoras Lourdes Sbardelotto Benassi e Lia Cristina Prado, coordenadoras da rádio escola e 11 alunos participantes. Figura 12 – Ministração da oficina 07 (FIGUEIREDO, 2011) 4.3.7.1 Editando o material No encontro, foi relembrado as noções sobre edição com o auxilio de notebook, datashow e caixa de som, foi mostrado aos alunos as entrevistas em formato bruto sem edição. Na seqüência foi editada uma das entrevistas feita por eles para que tivessem noção de como ficaria a entrevista depois de editada. O processo de edição incluiu o recorte de material descartável, inserção de Vinhetas de abertura e fechamento e conversão em arquivo no formato Mp3. 60 Todo conteúdo foi passado obedecendo ao plano de aula 7 (anexo 3) especificado na unidade 10 (anexo 2), em que, usa-se para embasamento teórico o autor Baltar (2007). 4.3.8 Encerrando as oficinas Após a aplicação do conteúdo, foram feitos os devidos agradecimentos a coordenação da rádio escola e aos alunos da Rádio Álvares. Na oportunidade, as entrevistas foram levadas para edição pelos cursistas e posterior entrega na rádio escola, onde a critério da coordenação serão veiculadas pela Rádio Álvares. Em geral, notou-se por parte tanto dos alunos, quanto da coordenação satisfação em relação ao projeto de entrevista. Toda a abordagem, de forma simples, facilitou a absorção do conteúdo por parte dos alunos. Isto foi perceptível no próprio material gravado por eles. 61 CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho de caráter experimental “O Aluno Pergunta”, mostrou que é possível unir escola e universidade em prol de um bem comum. Com o trabalho, considera-se que as lacunas da falta de profissionais em algumas áreas específicas na escola – como é o caso do comunicador/educador - só podem ser preenchidas por meio do trabalho voluntário. E justamente neste ponto, que nascem boas idéias no sentido de auxiliar a escola diante do grande desafio de instruir e educar. O ensino de entrevista aos alunos da Rádio Álvares em Vilhena, chegou em um momento de reativação da rádio escola no local. Após quase dois anos em lento funcionamento, volta as atividades com ânimo e determinação. A experiência foi uma via de mão dupla, em que tanto cursistas, as coordenadoras da rádio escola, a comunidade escolar, e principalmente os alunos foram beneficiados no processo. O trabalho envolveu a todos os participantes e de forma indireta os ouvintes da rádio escola, ou seja, os alunos da escola. Para a abordagem correta do tema, foi necessário uma pesquisa bibliográfica. E a base se fez de autores relacionados especificamente com o contexto escolar e mídia rádio. A qual exerceu grande importância na construção do conteúdo programático. Sem essa fundamentação, seria impossível explanar sobre o tema. Tão importante quanto o levantamento teórico, também foi a pré-pesquisa in loco, em que foi possível traçar estratégias de ensino que se adequassem ao público-alvo pretendido. Nisso percebe-se a relevante relação entre teoria e prática na construção do conhecimento. A parceria entre escola e pesquisadores foi o ponto alto de todo o trabalho. A escola foi muito receptiva para que fosse aplicado o projeto. Não houve qualquer objeção e todos os encontros foram conduzidos com sucesso mediante o projeto de rádio escola já existente. O apoio da coordenação da rádio escola em relação às solicitações do projeto experimental foi fundamental para seu desenvolvimento. O acesso aos documentos da escola ajudou muito para a montagem de seu perfil. 62 A disponibilidade do espaço e equipamentos facilitou a explanação dos conteúdos e também ajudou os alunos a compreenderem melhor a temática do projeto. Pode-se ainda considerar o interesse dos alunos em participarem assíduos, em sua maioria, da aplicação das oficinas. As informações descritas nas obras dos autores, não só ampliou o conhecimento, como também constatou através de métodos reais os resultados que poderiam ser produzidos a partir da implantação do projeto experimental. Conforme rege no PPE (Projeto Político Escolar), “Tais valores norteiam a filosofia deste projeto, propiciando ao nosso educando uma escola com perspectivas humanísticas participativas, em que se propõe a formação de conhecimento necessário ao desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de realização para o exercício consciente da cidadania”. (PPEPROJETO POLÍTICO ESCOLAR DA ESCOLA ÁLVARES DE AZEVEDO. 2009) E dentro desta dinâmica participativa, o pressente projeto experimental, vislumbra o uso da entrevista radiofônica no sentido de desenvolver novas habilidades no campo da fala, escrita e comunicação, E isto é uma das metas do próprio projeto de rádio escola da escola Álvares (em anexo I). Atividades com o gênero entrevista funcionam como uma espécie de exercício completo. Com ela pode-se trabalhar com vários pontos em que se tenha dificuldade. Problemas de dicção: fala, pronúncia, timidez acentuada, escrita, leitura e criatividade. Muito mais do que simplesmente gravar as entrevistas, o projeto experimental, assim como, a rádio escola, se preocupou em todo o processo de elaboração, produção e aprendizado em si. A atenção estava voltada para alunos que de certa forma, tinham maior dificuldade nos problemas descritos acima. Se assim não fora, não teria sentido. Mesmo o projeto não tratando de questões pedagógicas, através dele a própria coordenação pôde identificar a maioria das limitações dos alunos, podendo desta forma, traçar uma estratégia de trabalho que vise a continuidade da aplicação de atividades que envolvam a mídia rádio nesse processo de auxílio à aprendizagem e desenvolvimento do estudante. 63 O projeto exposto cumpre então o propósito. O de ensinar e ao mesmo tempo aprender com os alunos e com a escola em si. Não pretendeu formar exímios jornalistas radiofônicos, nem daria tempo para isso, apenas, passar um pouco do universo do rádio, da entrevista de rádio e de como esta poderá ser útil no desenvolvimento escolar. Com isso, baseado nas oficinas aplicadas aos alunos da Rádio Álvares, bem como, nos resultados alcançados pelo projeto “O Aluno Pergunta”, nós recomendamos que a coordenação pedagógica da rádio escola insiram na grade da programação da rádio entrevistas radiofônicas, como forma de auxiliar o aprendizado dos alunos da Escola Álvares de Azevedo. Que possam dar continuidade nas oficinas sobre entrevista, para ser usada como mais uma ferramenta na comunicação técnico pedagógica da escola. Por que, com base no que cita BALTAR (2009), a entrevista na escola vai contribuir na aprendizagem dos estudantes, desenvolvendo a velocidade de raciocínio, aprimorando muitas outras habilidades dos alunos. 64 ANEXO 1 PROJETO DA RÁDIO ESCOLA GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO “ÁLVARES DE AZEVEDO” DECRETO DE CRIAÇÃO 874 de 18.11.1977 - RECONHECIMENTO 044/CEE/RO/90 Av. Liberdade, nº. 3950 – Vilhena/RO - Telefone (69) - 3322-8865 Setor TV Escola – Rádio Escola PROJETO RÁDIO – ESCOLA COORDENAÇÃO DA TV – ESCOLA VILHENA – RO/2010 65 ÍNDICE I. Introdução II. Justificativa III. Objetivos IV. Desenvolvimento V. Mídias utilizadas VI. Conclusão 66 INTRODUÇÃO Uma das grandes necessidades da escola atual é procurar maneiras mais criativas e motivadoras de interação com as linguagens da mídia. Integrar a cultura tecnológica no espaço educativo para desenvolver nos alunos habilidades de utilizar os instrumentos dessa cultura em seu meio é um desafio que não pode deixar de ser abordado na atualidade e no cotidiano escolar. É Nesse sentido que Rádio-Escola, além de interagir e interferir no cotidiano pedagógico possibilita aos educandos o conhecimento e a construção das linguagens, das culturas e da realidade social. Por ser o rádio o veiculo de comunicação mais democrático e barato que existe e por não exigir atenção exclusiva do interlocutor é que se faz necessário uma maior atenção, compreensão e pesquisa sobre formas de utilização instrumento de comunicação. Sabendo que o poder de penetração do rádio é impressionante e que por meio dele, as pessoas ficam ligadas em qualquer situação: dentro de casa, no trabalho, no trânsito, no dentista, na escola, enfim, sem a necessidade de terem que parar com suas atividades cotidianas. Em qualquer lugar o rádio faz companhia, informa, orienta, diverte e forma opinião, o que é impossível para quem lê jornal, vê televisão ou se informa pela Internet. Estes meios de comunicação exigem atenção exclusiva, o que muitas vezes não é possível. Por isso que o rádio escola é considerado o veículo mais democrático, pois os programas como parte integrante das atividades diárias da escola ajudam a ter mais desenvoltura, rapidez de raciocínio e facilidade para trabalhar em grupo e integrar com colegas de outras salas. Espera-se que a introdução da Rádio neste estabelecimento de ensino sirva de motivação e estímulo ao professor na prática pedagógica e aos alunos para que aprendam uma nova linguagem, aperfeiçoando- se assim, na comunicação, no desenvolvimento de seus talentos através das atividades desenvolvidas na RádioEscola, e também que os mesmos possam interagir com seus colegas, funcionários e que juntos façam com que o projeto se torne uma conquista de todos. 67 JUSTIFICATIVA Este projeto visa reimplementar e reestruturar a rádio na escola, além de capacitar alunos do Ensino Fundamental e Médio a produzir e apresentar programas de rádio, coordenados pelas professoras coordenadoras da TV Escola e parceiros (rádios locais, estudantes de jornalismo, etc.). Nessa perspectiva, o Projeto Rádio-Escola se justifica pela necessidade de desenvolver nos educandos habilidades de leitura, escrita, comunicação e o despertar da consciência crítica para o trato com as informações da mídia e, também, como o primeiro instrumental profissionalizante na produção de programas de rádio. Ao transmitir informação, ao comunicar significados o rádio participa do processo sócio-cultural de desenvolvimento de grande parte da população do planeta, por isso podemos dizer, efetivamente, que o rádio educa. A visão crítica do processo de emissão de mensagens através do rádio pode ser perfeitamente compreendida pelos alunos a partir do momento em que eles participem diretamente da elaboração, produção e realização de projetos para os programas da rádio. O trabalho com o rádio permite ao aluno a junção de vários aspectos das habilidades e competências, pois estimula a criatividade, o trabalho em grupo, a expressão oral e escrita. Garcia Lopes Lima, especialista e Educomunicação pela Escola de Comunicação e Arte da Universidade de São Paulo (ECA – SP), afirma que: “A rádio como atividade nas escolas é tão importante quanto a Língua Portuguesa e a Matemática. Ajuda os estudantes a entender e a exercitar o direito de produzir informação, valendo-se da linguagem e da tecnologia próprias da rádio.” Esta proposta da Rádio–Escola será desenvolvida no ano letivo de 2010, dando continuidade ao trabalho já iniciado em anos anteriores. 68 OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Equipar e reestruturar a unidade escolar de ensino com um estúdio de rádio de transmissão restrito, a fim de promover o desenvolvimento de práticas pedagógicas solidárias e colaborativas que permitam à comunidade escolar dar respostas adequadas e construtivas aos problemas da convivência diária, além de veicular informações necessárias para que o trabalho escolar progrida de maneira satisfatória e tornar a comunicação mais abrangente e objetiva entre alunos, professores e demais funcionários da escola. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Divulgar atividades desenvolvidas dentro ou fora da escola, que envolvam a instituição (concursos, competições, textos, músicas, etc.) • Cumprir a Normativa Federal que prevê a realização do horário cívico nas escolas. • Detectar as habilidades e incentivar o estudo no aprofundamento prático e teórico nas atividades: som, música, jornalismo e entrevistas, etc. • Estimular e ampliar a formação cultural do aluno. • Elaborar programação por grupos. • Promover campanhas como: reciclagem, sexo seguro, contra drogas e violências em geral, preconceitos, entre outras. • Incorporar, dentro da programação escolar interativos ao meio jovem como: notícias de bandas, comentários de esportes, entre outros. • Aproximar os alunos da escola, inteirando-os nas aulas e nas atividades escolares. • Incentivar o trabalho de grupo nas programações de rádio por equipe. • Promover campanhas como, reciclagem, sexo seguro, meio ambiente, contra drogas e violências em geral, preconceito, entre outras. • Incorporar, dentro da programação escolar interativos ao meio jovem como: notícias de bandas, comentários de esportes, entre outros. 69 DESENVOLVIMENTO 1ª ETAPA: Aulas teóricas da história da evolução da comunicação através do rádio, características e importância da linguagem radiofônica. 2ª ETAPA: Conhecer as rádios locais e participar de oficinas de produção radiofônica. “Aprendendo a fazer rádio” 3ª ETAPA: Início das atividades práticas, montagem e grade de programação, implantação de uma emissora interna Rádio Álvares. 70 MÍDIAS UTILIZADAS • Computadores; • Impressoras; • Aparelhos de áudio; • Projetores de mídias; • Pen-drives; • Mp3, mp4, discos de armazenamento. • Microfones, equalizador, mesa de som e caixas de som; • Internet, mídias impressas e televisivas. 71 CONCLUSÃO Esperamos que a reimplementação e reestruturação da Rádio na escola sirvam de motivação, estímulo ao professor na prática pedagógica, e aos alunos aprenderem uma nova linguagem, aperfeiçoando assim, na comunicação, no desenvolvimento de talentos e sentirem gratificados pela produção e transformação através das atividades desenvolvidas na rádio escola, e também que os mesmos possam interagir com os seus colegas, funcionários e que juntos façam com que o projeto se torne uma conquista de todos. 72 ANEXO 2 PLANO DE UNIDADES DAS OFICINAS EN C ON T R O 01 02 U N ID A D ES D E EN S IN O U N ID AD E 1 – C O N C E IT U A Ç ÃO D E EN T R EVI ST A 1.1 D efiniç ão de e ntrev is ta 1.2 A en trev is ta e nqua nto g êne ro jo rn alís tico U N ID AD E 2 – T IP OS D E E N T R EV IST A 2.1.4 B iográf ic a 2.1.5 D ire ta 2.1.6 D iferid a 2.1.7 C oletiv a 2.2 Ex ercí cios de f ix aç ão U N ID AD E 3 – A EN T R EV IST A D E R ÁD IO 3.1 O u so da entrev is ta ra dio fônica 3.2 O t ext o em prega do e m e ntrev is ta d e rádio U N ID AD E 4 – A EN T R EV IST A R AD IOF Ô N IC A N O C O N T E XT O ES C O LAR 4.1 C arac terís tic as da entrev ista radio fôn ic a na es co la 4.2 H abilidad es que pode m s er des en volv idas p or me io d a e ntrev is ta 4.4 Ex ercí cios de f ix aç ão 03 04 05 06 07 R EF ER ÊN C IA S A SS U MP Ç ÃO , Z . A rád i o n o es pa ço esc o lar – p ar a falar e e scr ever m elh o r . Sã o P aulo: A nnab lum e, 2008. B ALT A R , M . R ád io E sco lar – le tr am en to s e g ên er o s textu ais . C ax ias do Su l: E duc s , 20 09. C O N S AN I, M. C om o u s ar o rá d io n a sa la d a a u la. S ão P aulo: C o ntex to , 20 07. F ER R AR E T O , L. A. R ád io : o v eícu lo , a h istó ri a e a té cn ica . 3 e d. P orto A leg re : D ora Lu zz ato , 200 7. ME D IT S C H , E . T eo ri as d o R ád io - T e xtos e co n texto s. Vl 1. F lo rian ópolis : In su lar, 20 05. U N ID AD E 5 – A PR O D U Ç ÃO D E EN T R EVI ST A D E R ÁD IO 5.1 O rot eiro 5.2 A ed iç ão 5.3 A gra vaç ão 5.4 D ic as para um a boa ent re vista O R T R IW A N O , G . S. A In fo rm aç ão n o R ád io : o s g ru p o s d e p od e r e a d eter m in ação do s co n teú d o s. 5 ed. São P aulo: S umm us , 19 85. U N ID AD E 0 6 – E ST R U T U R A N EC ES SÁ R IA PA R A U MA EN T R EVI ST A R AD IO FÔ N IC A 6.1 A eq uipe 6.2 O e st údio 6.3 O p ro gram a de grav açã o U N ID AD E 0 7 – PR Á T IC A N D O A PA U T A 7.1 A es c olha d a pau ta U N ID AD E 0 8 – A U D A C IT Y - O PR O G R A MA D E ED IÇ ÃO 8.1 O Adac ity U N ID AD E 0 9 – A E N T R EV IS T A F EI T A PO R A LU N O S D A R ÁD IO ES C O LA 9.1 Prática da grava çã o da s entrev is tas P R AD O , E . E stru tu ra d a in fo rm aç ão ra d io fô n ic a. S ão P aulo: S um mu s, 19 89. U N ID AD E 1 0 – N O Ç Õ E S D E E D IÇ Ã O D E EN T R E VI ST AS 10.1 N oç ões b ásic as de e diç ão e fin aliz açã o d e ma teria l grav ad o pe los alu nos 10.2 Ins erç ão d o m ateria l n a S OU Z A , J . B .Me io s d e C o m u n ica ção d e m a ssa : jo rn a l telev isão e rád io . S ão P aulo: S c ipione , 19 96. V IGI L, J os é I. L . M an u al u rg en te pa ra r ad ial istas ap ai xo n ad o s. 2 ed. São P aulo: P aulina s, 200 7. 73 ANEXO 3 PLANO DE AULA DAS OFICINAS PLAN EJAMEN TO DE AULA / EN CON TR O 01 – 06/10/2011-1 5h 00m E sco la : Es co la Es tad ual de Ens ino F un dam enta l e M édio Á lv ares de Az ev edo C u r so : O ens in o de entre vist a radiofôn ic a T E M A : C O N C E IT O S B ÁS IC O S D A EN T R E VIS T A U N ID A D E : 01 C o nc eit uaç ão de en trev is ta Sér ie/P er ío d o: 6º ao 9º a no do Ens ino F unda m en tal/M at utin o A n o letivo : 20 11/0 2 C u rsis ta s: Edils on A . M . F igu eire do e N eria s d a S ilva Pr ofes so ra : E ve ly n Iris Leite M o ra les C ond e U N ID A D E : 02 T ipos de entre vista N ú m e ro p re visto d e e n co n tro s: 01 (1 h30m ) T E M A C EN T R A L O en co ntro te rá co m o t em a cen tral o s C ON C EIT O S BÁ SIC O S D A EN T R EV IST A ,afim d e m ost ra r a os alu nos as de fin iç ões bá sic as que env olv em a e ntrev is ta. O b jetivo s es pe cífico s - D e m on st ra r o c on tex to en trevis ta; - D e fin ir o u so e a c la ss ific aç ão d e e ntrev is tas . C o n teú d o s D inâ m ica de g ru po; D efiniç ão de e ntrev is ta; C las s ific açã o de entrev is tas ; Enq uete , Ping e Po ng, T em á tic a, B iog rá fic a, D ireta, D if erida , C oletiva , Ex clus iv a; Ex ercíc ios de fix aç ão. Estra tég ias P ro ce d im en t o s d e en sin o R ec u rso s Ex pos iç ão de c onteú do; re flex ão -a çã oreflex ão; partic ipaç ão. Lou sa , data s how , c aix a de s om e m ic ro fone . T e m po pr o váv el 1 h30m F o rm as d e av aliaç ão A plic aç ão d e ex erc ício e sp ec ifico B i b lio g rafia B AL T AR , M . R ád io E sco la r: letra m en to s e g ên ero s textu ais . In : A entre vista c om o um gê nero d e tex to – T ip os de e ntrev is ta ra dio fônica . C ax ias do S ul: Ed uc s, 2009 . C ap ítulo 5 pp. 5 2 – 5 6 C O N S AN I, M a ciel. C o m o u s ar o rád io n a sala d e au la. I n: A s produç õ es de rá dio – G ên ero J orna lís tic o – En trev is tas . (C oleç ão C om o us ar na s ala d e au la) S ão P aulo: C onte xto , 20 07, C a pítu lo 4 p. 8 6 F E R R A R ET O , L. A . R ád io : o v eícu lo , a h is tó r ia e a técn ic a. In: Entre vist a – P onto de v is ta e pis tem ológico – T ipos d e e ntrev is ta – P roce ss os d e en trev is tas – Perg unta s e res pos tas . 3 e d. P orto A le gre: D o ra Lu zz ato, 200 7. C a pítulo 15 P arte II I pp. 270-27 7 O R T IZ , M igue l Án gel e M A R C H A M AL O , J es ús . T écn ica d e c om u n ic ação p elo rá d io – A p rá ti ca r ad io fô ni ca. In: P ro duç ão e realiz aç ão – G êneros R adiofô nic os - A en trev is ta. Sã o P au lo: E diç õe s L oyo la , 199 4. C a pítu lo 4 p. 8 6 P R A D O, E. E stru tu ra d a i n fo r m ação rad io fô n ica . In : A en trev is ta rad io fônica . T ipos . F orm a de rea lizaç ão – T ipos de entrev is ta s. São Pa ulo : Su m m us , 198 9. C a pítulo IV pp . 59 - 64 V IG IL, Jo sé I. L. M a n ua l u rg e n te p ar a r ad iali stas ap aix o na d os . I n: Gê nero jo rn alís tico – As e ntrev is tas . 2 ed. S ão Pau lo : Pa ulinas , 2 007. C apitulo 7 pp. 2 68, 323 74 PLANEJAMENTO DE AULA / ENCONTRO 02 – 13/10/2011-15h00m Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Álvares de Azevedo Curso: O ensino de entrevista radiofônica TEMA: ENTREVISTA RADIOFÔNICA Série/Período: 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental/Matutino Ano letivo: 2011/02 Cursistas: Edilson A. M. Figueiredo e Nerias da Silva UNIDADE: 03 A entrevista de rádio Professora: Evelyn Iris Leite Morales Conde UNIDADE: 04 A entrevista radiofônica no contexto escolar Número previsto de encontros: 01 (1h30m) TEMA CENTRAL O encontro terá como tema central a ENTREVISTA RADIOFÔNICA, tendo por finalidade a explanação sobre suas características principais, seu uso em ambiente escolar, bem como, sua contribuição no processo de ensino-aprendizagem. Objetivos específicos - Apresentar a utilização da entrevista no meio rádio; - Conceituar o uso da entrevista radiofônica na escola. Conteúdos O texto e a linguagem empregados em rádio; A entrevista enquanto gênero jornalístico; O uso da entrevista radiofônica; As características de entrevista radiofônica na escola; As habilidades que podem ser desenvolvidas por meio da entrevista. Estratégias Procediment os de ensino Recursos Exposição de conteúdo; reflexão-açãoreflexão; participação. Lousa, data show. Tempo provável 1h30m Formas de avaliação Aplicação de exercício de fixação Bibliografia ASSUMPÇÃO, Z. A rádio no espaço escolar – para falar e escrever melhor. In: Comunicação e educação na sociedade planetária - A rádio no espaço escolar: uma ferramenta interdisciplinar de ensino para a construção da oralidade e da escrita; A pesquisa: um estudo de caso comparativo sobre rádio escola. 1 ed. São Paulo: Annablume, 2008. Capítulos I, III e IV. pp. 24, 71-83 BALTAR, M. Rádio Escolar: letramentos e gêneros textuais. In: Radioesc: uma experiência de mídia escolar – Radio escolar – Radioesc; A entrevista como um gênero de texto – Entrevista radiofônica – Entrevista radiofônica escolar – Sequência didática para entrevista radiofônica escolar. Caxias do Sul: Educs, 2009. Capítulos 2 e 5 pp. 31, 47-51, 57- 65 CONSANI, M. Como usar o rádio na sala da aula. In: Por que o rádio na escola? A questão da oralidade; As produções de rádio - Gêneros jornalísticos - As entrevistas. São Paulo: Contexto, 2007. (Coleção como usar em sala de aula). Capítulos 2 e 4 pp. 30-31, 76, 82-84 FERRARETO, L. A. Rádio: o veículo, a história e a técnica. In: O Veículo – O Rádio – Linguagem radiofônica; A Técnica – A redação. 3 ed. Porto Alegre: Dora Luzzato, 2007. Capítulos 1 e 12 Partes I e III pp. 26, 204 - 236 MEDITSCH, E. Teorias do Rádio- Textos e contextos. . In: A língua radiofônica ; A linguagem radiofônica.Vl 1. Florianópolis: Insular, 2005. pp113 -117 e 327-336 PRADO, E. Estrutura da informação radiofônica. In: A notícia no rádio. Características e 75 PLANEJAMENTO DE AULA / ENCONTRO 03 - 20/10/2011-15h00m Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Álvares de Azevedo Curso: O ensino de entrevista radiofônica TEMA: INTRODUÇÃO À PRODUÇÃO DE ENTREVISTA RADIOFÔNICA UNIDADE: 05 A produção de entrevista de rádio Série/Período: 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental/Matutino Ano letivo: 2011/02 Cursistas: Edilson A. M. Figueiredo e Nerias da Silva Professora: Evelyn Iris Leite Morales Conde UNIDADE: 06 Estrutura necessária para uma entrevista Radiofônica Número previsto de encontros: 01 (1h30m) TEMA CENTRAL O encontro terá como tema central a INTRODUÇÃO À PRODUÇÃO DE ENTREVISTA RADIOFÔNICA, buscando levar aos alunos envolvidos noções de uma produção radiofônica. Objetivos específicos - Demonstrar sobre as técnicas de produção de entrevista para o rádio. Conteúdos O repórter O roteiro; A edição; A gravação; Dicas para uma boa entrevista; A equipe; O estúdio de gravação O Audacity - programa de edição Estratégias Procediment os de ensino Recursos Exposição de conteúdo; reflexão-açãoreflexão; participação. Lousa, data show, estúdio da radio escola. Tempo provável 1h30m Formas de avaliação Aplicação de exercício de fixação Bibliografia BALTAR, M. Rádio Escolar: letramentos e gêneros textuais. In: Oficina de Rádio Escolar – Afinal, o que é audacity. Caxias do Sul: Educs, 2009. Capítulo 8 pp. 112-121 CONSANI, M. Como usar o rádio na sala da aula. In: As produções de rádio - Gêneros jornalísticos - As entrevistas. São Paulo: Contexto, 2007. (Coleção como usar em sala de aula). Capítulo 4 pp. 82-83 FERRARETO, L. A. Rádio: o veículo, a história e a técnica. In: A técnica - A Edição – Radiojornal- Reportagem – A Pauta - O Repórter – O Boletim – A Montagem – Entrevista Apresentação e Locução. 3 ed. Porto Alegre: Dora Luzzato, 2007. Capítulo 12 Parte III pp 237-277 ORTIZ, M. A. MARCHAMALO,J. Técnicas de comunicação pelo rádio – A prática radiofônica. In: Instrumentos para a criação radiofônica- Recursos técnicos; O roteiro radiofônico; A equipe humana. São Paulo: Edições Loyola, 2005. Capítulos 2 e 4 pp 40-48; 91 76 PLANEJAMENTO DE AULA / ENCONTRO 04 - 27/10/2011-15h00m Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Álvares de Azevedo Curso: O ensino de entrevista radiofônica TEMA: A PRÁTICA DE ENTREVISTA RADIOFÔNICA I UNIDADE: 07 Praticando a pauta Série/Período: 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental/Matutino Ano letivo: 2011/02 Cursistas: Edilson A. M. Figueiredo e Nerias da Silva Professora: Evelyn Iris Leite Morales Conde Número previsto de encontros: 01 (1h30m) TEMA CENTRAL O encontro terá como tema central a PRÁTICA DE ENTREVISTA RADIOFÔNICA I, visando o trabalho prático com a produção de entrevista radiofônica. Objetivos específicos - Executar a prática de entrevista radiofônica com os alunos da rádio escola. Ensinar a pauta para entrevista. Conteúdos A escolha da pauta; Estratégias Procediment os de ensino Recursos Exposição prática de conteúdo; reflexão-açãoreflexão; participação. sala de informátic a Tempo provável 1h30m Formas de avaliação Elaboração da pauta Bibliografia FERRARETO, L. A. Rádio: o veículo, a história e a técnica. In: Produção – Programa ao vivo ou gravado com espelho e/ou fichas. 3 ed. Porto Alegre: Dora Luzzato, 2007. Capítulo 17 Parte III pp 305 77 PLANEJAMENTO DE AULA / ENCONTRO 05 - 04/11/2011-13h30m Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Álvares de Azevedo Curso: O ensino de entrevista radiofônica TEMA: A PRÁTICA DE ENTREVISTA RADIOFÔNICA II UNIDADE: 08 Audacity – O Programa de edição Série/Período: 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental/Matutino Ano letivo: 2011/02 Cursistas: Edilson A. M. Figueiredo e Nerias da Silva Professora: Evelyn Iris Leite Morales Conde Número previsto de encontros: 01 (1h30m) TEMA CENTRAL O encontro terá como tema central a PRÁTICA DE ENTREVISTA RADIOFÔNICA II, demonstrando o trabalho prático com o programa de edição Audacity. Objetivos específicos - Noções sobre o programa Audacity Conteúdo O Audacity Estratégias Procediment os de ensino Recursos Exposição prática de conteúdo; reflexão-açãoreflexão; participação. Notebook com o programa Audacity, data show e sala de informátic a Tempo provável 1h30m Formas de avaliação Exercícios práticos no Audacity Bibliografia BALTAR, M. Rádio Escolar: letramentos e gêneros textuais. In: Oficina de Rádio Escolar – Afinal, o que é audacity . Caxias do Sul: Educs, 2009. Capítulo 8 pp. 112-121. 78 PLANEJAMENTO DE AULA / ENCONTRO 06 – 07/11/2011- 08h00m Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Álvares de Azevedo Curso: O ensino de entrevista radiofônica TEMA: A PRÁTICA DE ENTREVISTA RADIOFÔNICA III UNIDADE: 09 A entrevista feita por alunos da rádio escola Série/Período: 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental/Matutino Ano letivo: 2011/02 Cursistas: Edilson A. M. Figueiredo e Nerias da Silva Professora: Evelyn Iris Leite Morales Conde Número previsto de encontros: 01 (1h30m) TEMA CENTRAL O encontro terá como tema central a PRÁTICA DE ENTREVISTA RADIOFÔNICA III, em que os alunos entrevistarão os candidatos a diretores da Escola Álvares de Azevedo, a secretária da escola, um aluno da escola e uma mãe de aluno da escola. Objetivos específicos - Executar a prática de entrevista radiofônica. - Gravando as entrevistas. Conteúdos Prática da gravação das entrevistas. Estratégias Procediment os de ensino Gravação das entrevistas através das pautas elaboradas na oficina 04. Tempo provável Recursos 3h00m Notebook com o programa Audacity, e estúdio da rádio escola. Formas de avaliação Participação dos alunos na produção da entrevista Bibliografia BALTAR, M. Rádio Escolar: letramentos e gêneros textuais. In: Oficina de Rádio Escolar – Afinal, o que é audacity . Caxias do Sul: Educs, 2009. Capítulo 8 pp. 112-121 CONSANI, Maciel. Como usar o rádio na sala de aula. In: As produções de rádio – Gênero Jornalístico – Entrevistas. (Coleção Como usar na sala de aula) São Paulo: Contexto, 2007, Capítulo 4 p. 86 FERRARETO, L. A. Rádio: o veículo, a história e a técnica. In: Entrevista – Ponto de vista epistemológico – Tipos de entrevista – Processos de entrevistas – Perguntas e respostas. 3 ed. Porto Alegre: Dora Luzzato, 2007. Capítulo 15 Parte III pp. 270-277 ORTIZ, Miguel Ángel e MARCHAMALO, Jesús. Técnica de comunicação pelo rádio – A prática radiofônica. In: Produção e realização – Gêneros Radiofônicos - A entrevista. São Paulo: Edições Loyola, 1994. Capítulo 4 p. 86 PRADO, E. Estrutura da informação radiofônica. In: A entrevista radiofônica. Tipos. Forma de realização – Tipos de entrevistas. São Paulo: Summus, 1989. Capítulo IV pp. 59 - 64 VIGIL, José I. L. Manual urgente para radialistas apaixonados. In: Gênero jornalístico – As entrevistas. 2 ed. São Paulo: Paulinas, 2007. Capitulo 7 pp. 268, 323 79 PLANEJAMENTO DE AULA / ENCONTRO 07 - 07/11/2011-13h30m Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Álvares de Azevedo Curso: O ensino de entrevista radiofônica TEMA: A PRÁTICA DE ENTREVISTA RADIOFÔNICA IV UNIDADE: 10: Noções de edição de entrevistas Série/Período: 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental/Matutino Ano letivo: 2011/02 Cursistas: Edilson A. M. Figueiredo e Nerias da Silva Professora: Evelyn Iris Leite Morales Conde Número previsto de encontros: 01 (1h30m) TEMA CENTRAL O encontro terá como tema central a PRÁTICA DE ENTREVISTA RADIOFÔNICA IV, no qual será aplicado aos alunos noções de edição da entrevista gravada por eles e inserção do material na programação da rádio escola. Objetivos específicos - Edição e finalização das entrevistas e inserção do material na programação da rádio escola. - Encerramento das oficinas. Conteúdos Noções básicas de edição e finalização utilizando o material gravado pelos alunos. Estratégias Procediment os de ensino Exposição do material bruto e posterior edição. Tempo provável Recursos 2h00m Notebook com o programa Audacity, data show, estúdio da rádio escola e sala de informátic a Formas de avaliação Finalização participativa Bibliografia BALTAR, M. Rádio Escolar: letramentos e gêneros textuais. In: Oficina de Rádio Escolar – Afinal, o que é audacity. Caxias do Sul: Educs, 2009. Capítulo 8 pp. 112-121 CONSANI, Maciel. Como usar o rádio na sala de aula. In: As produções de rádio – Gênero Jornalístico – Entrevistas. (Coleção Como usar na sala de aula) São Paulo: Contexto, 2007, Capítulo 4 p. 86 FERRARETO, L. A. Rádio: o veículo, a história e a técnica. In: Entrevista – Ponto de vista epistemológico – Tipos de entrevista – Processos de entrevistas – Perguntas e respostas. 3 ed. Porto Alegre: Dora Luzzato, 2007. Capítulo 15 Parte III pp. 270-277 ORTIZ, Miguel Ángel e MARCHAMALO, Jesús. Técnica de comunicação pelo rádio – A prática radiofônica. In: Produção e realização – Gêneros Radiofônicos - A entrevista. São Paulo: Edições Loyola, 1994. Capítulo 4 p. 86 PRADO, E. Estrutura da informação radiofônica. In: A entrevista radiofônica. Tipos. Forma de realização – Tipos de entrevistas. São Paulo: Summus, 1989. Capítulo IV pp. 59 - 64 VIGIL, José I. L. Manual urgente para radialistas apaixonados. In: Gênero jornalístico – As entrevistas. 2 ed. São Paulo: Paulinas, 2007. Capitulo 7 pp. 268, 323 80 ANEXO 4 PAUTAS FEITAS PELOS ALUNOS P rograma O AL UNO PERGU N TA Da ta 07 – 11 – 2 01 1 8 h no estúd io d a R ádio Escola G ru po Se gu nd a Mix: E mily, Maria Lu iza, Ana Luiza. E ntr evis ta do N om e: Co n ce ição de F átima Mesquita Cargo/Função : Diretora As su nto Ele ição p ara D ireção Esco lar B reve re lato so bre o a ssunto : A e scolha de diretores e vice-diretores d as Escolas E sta du ais de Rondônia se rá fe ita atravé s de ele ições d ire tas em q ue a com unida de escola r particip ará, através do vo to n o d ia 26 d e novemb ro. P ara fala r ma is so bre o assu nto, o prog ra ma “O Aluno Pergunta ”, en tre vista a gora Co nce içã o M esqu ita can dida ta à diretora da Escola. P ergunta s: 1. Co n ce ição , com o e ra fe ita a esco lha pa ra d ire tores de escola ? 2. O qu e você acha de sse no vo proce sso ? 3. Que motivo levou você a cand ida tar-se para o carg o d e D ireção ? 4. Se você fo r escolhid a, que mu da nças você preten de imp lan tar n a e scola? 5. Que mensagem você gostaria de deixar a os a lunos, pa is e fu ncio ná rio s da E sco la? O Program a “O Alun o Perg unta”, a grad ece a prese nça da can d ida ta Con ce ição M esquita e a vo cê o uvin te da n ossa R á dio Esco la Álvares. Muito Ob riga do e até a próxima! 81 PROGRAMA O ALUNO PERGUNTA Data 07 – 11 – 2011 8h30m no estúdio da Rádio Escola Grupo Sexta: Matheus, Paulo e Adriel. Entrevistado Nome: Suzel Helena dos Santos Carvalho Cargo/Função: Secretária Assunto Eleição para Direção Escolar Breve relato sobre o assunto: A escolha de diretores e vice-diretores das Escolas Estaduais de Rondônia será feita através de eleições diretas em que a comunidade escolar participará, através do voto no dia 26 de novembro. Para falar mais sobre o assunto, o programa “O Aluno Pergunta”, entrevista agora secretária da Escola Suzel Helena dos Santos Carvalho. Perguntas: 1. Suzel você acha que a forma antiga de escolher os diretores funcionava? Por quê? 2. O que você acha desse novo jeito de escolher a direção? 3. O que você espera dos novos diretores? 4. Que sugestão você poderia dar para melhorar a relação entre a direção e a comunidade escolar? O Programa “O Aluno Pergunta”, agradece a presença da secretária da Escola Suzel Helena dos Santos Carvalho e a você ouvinte da nossa Rádio Escola Álvares. Muito Obrigado e até a próxima! 82 Programa O ALUNO PERGUNTA Data 07 – 11 – 2011 9h 30 min no estúdio da Rádio Escola Grupo Terça: Carlos, Ellen, Shabrina, Ana e Carolina Entrevistado Nome: Fátima Aparecida da Silva Cargo/Função: Professora (Candidata a Direção Escolar) Assunto Eleição para Direção Escolar Breve relato sobre o assunto: A escolha de diretores e vice-diretores das Escolas Estaduais de Rondônia será feita através de eleições diretas em que a comunidade escolar participará, através do voto no dia 26 de novembro. Para falar mais sobre o assunto, o programa “O Aluno Pergunta”, entrevista agora a professora Fátima Aparecida da Silva candidata a vice-diretora da Escola. Perguntas: 1. Fátima o que você acha desse novo processo de escolha de direção escolar? 2. Que motivo a levou a se candidatar ao cargo de vice-diretora? 3. Em sua opinião, quais as principais dificuldades que a escola enfrenta nesse momento? 4. O que você pretende mudar na Escola, caso seja eleita? 5. Já tem algum projeto em mente? O Programa “O Aluno Pergunta”, agradece a presença da professora e candidata Fátima Aparecida da Silva e a você ouvinte da nossa Rádio Escola Álvares. Muito Obrigado e até a próxima! 83 Programa O ALUNO PERGUNTA Data 07 – 11 – 2011 10h00m no estúdio da Rádio Escola Grupo Quarta: Letícia, Flávio, Tâmara Moreira, Bianca, Bruno Entrevistado Nome: Vivian Harumi Ikino Cargo/Função: Aluna Assunto Eleição para Direção Escolar Breve relato sobre o assunto: A escolha de diretores e vice-diretores das Escolas Estaduais de Rondônia será feita através de eleições diretas em que a comunidade escolar participará, através do voto no dia 26 de novembro. Para falar mais sobre o assunto, o programa “O Aluno Pergunta”, entrevista agora a aluna Vivian Harumi Ikino Ueda do 9º B 1. Como você se sente em poder participar de forma direta da escolha da direção da escola? 2. Em sua opinião que requisitos um bom diretor precisa ter? 3. O que você acha que falta na escola? 4. Na condição de aluna que reivindicação você gostaria aos novos diretores? O Programa “O Aluno Pergunta”, agradece a presença da aluna Vivian Harumi Ikino Ueda e a você ouvinte da nossa Rádio Escola Álvares. Muito Obrigado e até a próxima! 84 Programa O ALUNO PERGUNTA Data 07 – 11 – 2011 14h00m no estúdio da Rádio Escola Grupo Quinta: Silmara, Gabriel, e João Vítor e Seyd Entrevistado Nome: Aline Moreira Cargo/Função: Mãe de Aluno e Conselheira da escola Assunto Eleição para Direção Escolar Breve relato sobre o assunto: A escolha de diretores e vice-diretores das Escolas Estaduais de Rondônia será feita através de eleições diretas em que a comunidade escolar participará, através do voto no dia 26 de novembro. Para falar mais sobre o assunto, o programa “O Aluno Pergunta”, entrevista agora a Srª. Aline Moreira que é mãe de aluno e Conselheira da APP. Perguntas: 1. Como você vê a eleição para escolher os novos diretores? 2. O que os novos diretores precisam fazer para melhorar a participação dos pais na escola? 3. Como os pais podem ajudar para que a nova direção tenha êxito? 4. Como membro do Conselho escolar, o que você pretende fazer para que aumente a colaboração dos pais na escola? O Programa “O Aluno Pergunta”, agradece a presença da mãe Aline Moreira e a você ouvinte da nossa Rádio Escola Álvares. Muito Obrigado e até a próxima! 85 ANEXO 5 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA – UNIR – CAMPUS DE VILHENA - DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - JORNALISMO – DEJOR ALUNOS/CURSISTAS: Edilson Figueiredo e Nerias da Silva PROFESSORA/ORIENTADORA: Prof. Ms. Evelyn Morales Leite Conde 1 ª Oficina de rádio ministrada por estudantes de Jornalismo aos alunos do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) que fazem parte do projeto de rádio escola da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Álvares de Azevedo em Vilhena Rondônia. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 1) Qual a diferença entre uma conversa comum e uma entrevista? 2) Para que serve uma entrevista? 3) Quais os tipos de entrevista? 4) Cite um exemplo de entrevista Pingue-Pongue. 86 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSUMPÇÃO, Z. A rádio no espaço escolar – para falar e escrever melhor. São Paulo: Annablume, 2008. BALTAR, M. Rádio Escolar – letramentos e gêneros textuais. Caxias do Sul: Educs, 2009. CALEBRE, L. A era do rádio. Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar 2. Ed. Ed. 2004. CONSANI, M. Como usar o rádio na sala da aula. São Paulo: Contexto, 2007. FERRARETO, L. A. Rádio: o veículo, a história e a técnica. 3 ed. Porto Alegre: Dora Luzzato, 2007. MEDITSCH, E. Teorias do Rádio- Textos e contextos. Vl 1. Florianópolis: Insular, 2005. MELO, J. M., PERUZZO, C. M. K. e KUNSCH, W. L. Mídia, regionalismo e cultura. São Bernardo do Campo: Programa de Pós-Graduação e Comunicação Social / Universidade Metodista de São Paulo – Passo Fundo: Universidade de Passo Fundo, 2003. ORTRIWANO, G. S. A Informação no Rádio: os grupos de poder e a determinação dos conteúdos. 5 ed. São Paulo: Summus, 1985. PRADO, E. Estrutura da informação radiofônica. São Paulo: Summus, 1989. 87 SOUZA, J. B. Meios de Comunicação de massa: jornal televisão e rádio. São Paulo: Scipione, 1996. VIGIL, José I. L. Manual urgente para radialistas apaixonados. 2 ed. São Paulo: Paulinas, 2007.