JANEIRO 2014
ANO XXV - Nº 266
BOLETIM DE INFORMAÇÃO PAROQUIAL
PUBLICAÇÃO MENSAL
Preço avulso: 0,50 €
EDITORIAL
O Natal faz toda a gente viver, mais
profundamente,a sua relação com Deus e com
todas as pessoas. Isto traduz-se nas Celebrações
na Igreja, nas palavras que se dirigem aos outros,
nos postais, nos e_mails, nas luzes e bandeiras
com o Menino Jesus que muitas das janelas e
varandas ostentam e nas prendas que se dão e
recebem.
Muitos são os sinais de que este tempo é
diferente, até a própria Ceia de Natal tem outro
sabor e recordação.
Ninguém fica indiferente a muito do que
se passa e, muitos, em quase toda a gente das
diferentes idades, sentem um desejo profundo de
que o "Natal deveria ser todo o ano". Os crentes
têm a promessa da novidade de Jesus, mas também
sentem que é preciso colaborar com o próprio
Jesus e Ele propõe um projecto exigente.
Nós, os crentes, temos que viver um Natal
com Jesus, pois também vemos que na sociedade
tenta-se impôr um natal laico.
O anúncio de Jesus perturba a muitos, como
sabemos do Evangelho onde podemos ler:
"Onde está,- perguntaram eles - o rei dos judeus
que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no
oriente e viemos a dorá-Lo" Ao ouvir tal notícia,
o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda
cidade de Jerusalém..."
Que a celebração do Natal com Jesus tenha
sido o nosso. Este vai permanecer no coração e
na vida.
O primeiro dia do Ano, dia de Santa Maria,
Mãe de Deus, Dia Mundial da Paz foi um dia
cheio de novidades que marcarão o ano.
O Santo Padre Papa Francisco escreveu
a Mensagem para este dia subordinada
a o Te m a : " F R AT E R N I DA D E , C A M I N H O
E FUNDAMENTO PARA A PAZ". A sua
mensagem,cheia de conteúdo, aponta o
verdadeiro caminho que todos deveremos
procurar seguir. "
O seguimento de Jesus requer conversão de
coração.
PDJ
http://www.paroquiadamaia.net
O LAR DE NAZARÉ é Obra a ser
visitada.
Quem o tem feito tece os maiores
encómios.
Após a vistoria pelas Entidades
competentes, abrirá as suas portas.
Queremos que não tardará, mas devo
dizer que levará o seu tempo.
[email protected]
CONSULTANDO A HISTÓRIA
Na sequência da transcrição das Memórias Paroquiasis de 1758 relativas a S.
Miguel de Barreiros, passamos agora às respostas às questões 17 a 25, que eram as
seguintes:
17. Se é couto, cabeça de concelho, honra ou beetria.
18. Se há memória de que florescessem, ou dela saíssem, alguns homens insignes
por virtudes, letras ou armas.
19. Se tem feira, e em que dias, e quanto dura, se é franca ou cativa.
20. Se tem correio, e em que dias da semana chega, e parte; e, se o não tem, de
que correio se serve, e quanto dista a terra aonde ele chega.
21. Quanto dista da cidade capital do bispado, e quanto de Lisboa, capital do Reino.
22. Se tem algum privilégio, antiguidades, ou outras coisas dignas de memória.
23. Se há na terra, ou perto dela alguma fonte, ou lagoa célebre, e se as suas águas
tem alguma especial virtude.
24. Se for porto de mar, descreva-se o sitio que tem por arte ou por natureza, as
embarcações que o frequentam e que pode admitir.
25. Se a terra for murada, diga-se a qualidade dos seus muros; se for praça de
armas, descreva-se a sua fortificação. Se há nela, ou
no seu distrito algum castelo, ou torre antiga, e em
S. MIGUEL DA MAIA
que estado se acha ao presente.
Proprietário e Editor
26. Se padeceu alguma ruína no terramoto de
Paróquia da Maia
1755, e em quê, e se está reparada.
27. E tudo o mais que houver digno de memória,
Director
de que não faça menção o presente interrogatório.
O documento disponibilizado pelo Arquivo Nacional Torre do Tombo em http://
e
digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=4239195, apresenta as seguintes respostas:
Chefe de Redacção
“17 He couto chamado de Leça, está dentro do Concelho da Maya e do termo da
P. Domingos Jorge
cidade do Porto
18 Nada
19 Nada
Colaboradores
20 Servese do correyo da cidade do Porto, que dista hua legua desta freguesia
Ana Maria Ramos
21 Dista hua legua da cidade do Porto, e cincoenta e três da capital do Reyno
22 Nada
Ângelo Soares
23 Nada
António Matos
24 Não he porto de Mar
Arlindo Cunha
25 Nada
Carlos Costa
26 Não padeceo ruina no Terremoto de mil e setecentos e cincoenta e cinco
27 Não há mais couza digna de memoria de que se possa dar noticia .”
Conceição Dores de Castro
Maria Artur
PRESÉPIO AO VIVO - FESTA DE EPIFANIA (REIS)
Henrique Carvalho
Higino Costa
Idalina Meireles
João Aido
José Carlos Teixeira
José Manuel Dias Cardoso
Luís Sá Fardilha
Manuel Machado
Mª Artur C. Araújo Barros
Mª Fernanda Ol. Ramos
Maria Lúcia Dores de Castro
Mª Luísa C.M. Teixeira
Maria Teresa Almeida
Mário Oliveira
Palmira Santos
Paula Isabel Garcia Santos
Correspondentes
Vários (eventuais)
Composição
José Tomé
Tiragem - 1500 exemplares
S.MIGUEL DA MAIA - Pág. 2
MOVIMENTO DEMOGRÁFICO
BAPTIZADOS
Mês de Dezembro
08 - Afonso Ricardo Barbosa Faria
- Alissa Eduardo Rocha Vaz
- Maria de Lages e Silva
- Renata Alexandra Aleixo Silva
28 - Gabriela Costa Nunes
29 - Rodrigo Silva Neto
MATRIMÓNIOS
13 - Pedro Manuel Mendonça daSilva e
Virgínia Luisa Ferreira Maia
ÓBITOS
06 - João Fernando da Silva Rei (66 anos)
08 - António Gonçalves Monteiro (73 anos)
11 - Maria Isabel Moreira Duarte Araújo (62 anos)
14 - Ester Delfina Pimenta Barb. Rodrigues (102 ano)
16 - David Santos Ferreira (71 anos)
18 - Maria Luísa da Silva Paiva (73 anos)
19 - Arménio Ferreira da Costa Maia (87 anos)
A Alegria do Evangelho
Tem sido insistentemente comentada,
nos mais diversos quadrantes da Igreja e de
toda a Sociedade, a exortação apostólica
“EvangeliiGaudium” – A Alegria do Evangelho
– publicada pelo Papa Francisco no passado
dia 24 de Novembro.Nem sempre esses
comentários respeitam o pensamento do
Papa; muitos isolam um ou outro aspeto, de
forma descontextualizada, tentando “torcer”
as palavras do Papa para as utilizar em favor
das suas próprias opiniões.
Até pela linguagem simples e direta que
utiliza, vale a pena ler com atenção este texto
programático do Papa, que recentra a nossa
forma de ser cristãos no essencial: “Ai de
O RECADO DOS REIS MAGOS
Os Reis Magos, como todo o
homem que vem a este mundo, sentem
uma necessidade profunda de Deus,
embora alguns digam que não.
Os nossos Amigos do Oriente dãonos o exemplo: procuram; encontram,
apaixonam-se.
Assim quero que aconteça comigo,
assim vai acontecer contigo: sempre em procura de Deus, sempre
vivendo a alegria do encontro, sempre testemunhando na vida o
efeito do encontro.
A história dos Reis Magos não passa, afinal, da realidade que
é a nossa vida – peregrinação, com os três momentos marcantes:
desinstalação, encontro, conversão.
Então, que os Santos Reis Magos sejam modelo para todos nós.
Pró - VOCAÇÃO, por vocação
mim se não evangelizar”! Por isso lemos, logo no 1º
parágrafo: “Quero dirigir-me aos fiéis cristãos a fim
de os convidar para uma nova etapa evangelizadora
marcada por esta alegria e indicar caminhos para o
percurso da Igreja nos próximos anos.”
Sobre a temática das vocações sacerdotais, diznos o Papa Francisco, no nº107: ”Em muitos lugares,
há escassez de vocações ao sacerdócio e à vida
consagrada. Frequentemente isso fica-se a dever à falta de ardor apostólico
contagioso nas comunidades, pelo que estas não entusiasmam nem
fascinam. Onde há vida, fervor, paixão de levar Cristo aos outros, surgem
vocações genuínas. (…) é a vida fraterna e fervorosa da comunidade que
desperta o desejo de se consagrar inteiramente a Deus e à evangelização,
especialmente se essa comunidade vivente reza insistentemente pelas
vocações e tem a coragem de propor aos seus jovens um caminho de
especial consagração.”
Oração pelas Vocações Sacerdotais
Entre os dias 20 e 26 deste mês de Janeiro a “Rogai” passa de novo pela Maia.
É um tempo forte de oração pelas vocações sacerdotais, que o nosso último Bispo, D.
Manuel Clemente, em boa hora lançou na diocese.
O programa que propomos desta vez, a concretizar na igreja de Nª Srª da Maia, é:
- uma hora de adoração diante do SSmo. Sacramento, das 12 às 13h, na 5ªfeira 23/1
- unirmo-nos à oração “oficial” da Igreja universal rezando Completas na 3ªfeira 21/1 às 21h30
Para manter vivo este clima de oração vocacional ao longo de todo o ano, complementando as 2 semanas anuais da
“Rogai”, vamos fazer, na primeira 5ª feira de cada mês, entre as 17 e as 18h, um tempo de adoração diante do sacrário.
Toda a comunidade está convidada a participar!
Equipa Paroquial Vocacional
COMPREENDER A AÇÃO VICENTINA
O que é ser vicentino? Esta é uma questão para a qual, nós próprios vicentinos, não temos uma resposta
cabal e definitiva. É uma descoberta e uma aprendizagem que se vai fazendo ao longo do tempo. Quem
entra para uma conferência vem sempre com a vontade de ajudar, porque sabe que há muitas pessoas que
precisam, mas sem saber muito bem como ajudar e aquilo que vai encontrar. Estes dois sentimentos, a
vontade de ajudar e a incerteza de sermos capazes, irão sempre existir na nossa vida de vicentinos.
A Sociedade de S. Vicente de Paulo tem como missão a ajuda espiritual e a promoção da dignidade
humana. É, como rapidamente se depreende, um objetivo extremamente ambicioso e difícil de atingir, mas
é o nosso fundamento e a nossa razão de existir. Curiosamente, as conferências são mais conhecidas pelo aspeto material, por
um lado nos peditórios e recolhas que promove, por outro na entrega de cabazes, roupa e medicamentos. A ajuda material,
não sendo o nosso objetivo principal, é fundamental e indispensável perante a gravidade das situações que encontramos. Não
poderíamos ficar de braços cruzados ou alhearmo-nos das realidades que encontramos.
O mundo, a nossa sociedade e todo o nosso quotidiano muda constantemente a uma velocidade vertiginosa. "Pobres,
sempre os tereis convosco", disse Jesus. A pobreza sempre existiu, sempre existirá, mas ao longo do tempo vai assumindo
novas formas. Há dias, lia-se no Jornal de Notícias que os novos pobres têm email. É verdade, alguns dos pedidos de ajuda
chegam à Conferência por email e isto não deve surpreender-nos. O facto de haver um computador e internet numa casa
Continua na Pág. nº 10
S.MIGUEL DA MAIA - Pág. 3
CENTRO SOCIAL
BOM ANO E BONS REIS
O mês de Dezembro foi rico de acontecimentos na vida do nosso Centro Social.
Primeiro foi a "Ceia" de Natal ao meio dia, com a presença do nosso pároco, onde
não faltou a alegria e a emoção próprios da festividade do nascimento de Jesus, com “Venho-lhe dar os bons reis
os nossos idosos a recordarem as tradições antigas, onde estiveram o infalível baca- Já que os bons anos não pude,
lhau, as guloseimas e as cantigas individuais em estilo de Janeiras e de Reis, tudo bem Venho ver esta família
acompanhado ao acordeão, ferrinhos, pandeiretas e bombos, e até a celebração do Se está boa de saúde.”
aniversário natalício do nosso médico Dr. Donato, que correspondeu com um emoEra assim, noite de Reis!
cionante discurso da nossa praxe.
Depois, para completar a festa que já ia longa, levamos as Janeiras da nossa Paró- Assim meu povo cantava!
quia a casa de alguns dos nossos utentes, nomeadamente o Sr. Jorge, o Sr. José, a Dona E o “cante” continuava…
Carlinda, a Dona Armanda e a Dona Antília., mesmo que para o efeito tivéssemos de
Na noite fria, gelada,
calcorrear algum caminho para além dos imites do nosso itinerário oficial
Para que isto fosse possível, contei com a generosidade e solidariedade do nosso Os grupos iam passando
Grupo da Janeiras que, levando de porta em porta a mensagem do nascimento de Je- Suas vozes ecoando…
sus aos paroquianos da Maia, não deixaram de me fazer a vontade e levar esta prenda Rua a rua, porta a porta
A alegria reinando…
a alguns dos nossos prezados idosos.
Pudessem os caros leitores ouvir as reacções de alguns deles, e concluiriam que,
E agora, como será?
de facto, lhes demos uma grande prenda natalícia.
Quero aqui louvar o "meu" excelente Grupo das Janeiras que, contra todas as Os tempos são tão
intempéries do tempo, aqui andam há tantos anos, alguns infalíveis desde a primeira diferentes…
hora há mais de 20 anos, com destaque especial à nossa "cobradora de impostos", Reinará a alegria?
Dona Lininha, e ao resistente Sr. Sebastião, o mais "velhinho" de nós que até parece o Na crise que atravessamos
mais novo. Não interessa se rendeu muito ou pouco dinheiro.Resta-nos a consolação Os dias são mais gelados
A noite ainda mais fria…
de levarmos a todos, crentes ou não, a mensagem maravilhosa do Natal.
Este ano tivemos duas grandes baixas por motivos de saúde: o Sr. Afonso e a Dona
Margarida. Porém, :fizemos questão de os convidar para a festa final. E um apareceu, Que posso eu desejar
Neste ano que começa
muito agasalhado, mas regressou... quase curado.
Reservo aqui um agradecimento especial ao Sr. Pires Fernandes e a sua esposa Com tanta gente a sofrer?
Dona Emt1ia que generosamente vindos da cidade do Porto, resolvem há já dois Que haja saúde e paz,
Partilha e muito amor,
anos a falta de acordeonista que também por motivos da saúde, nos faltou.
E, finalmente, embora aqui merecessem ser nomeados todos os participantes nas Esperança, fé no Senhor,
Janeiras, vai uma palavra final para a Dona Maria da Hora e o seu marido Sr. Domingos Forças para vencer.
Ana Maria Ramos
Barbosa que este ano até trouxe o seu neto, por nos receberem em sua casa com uma
mesa bem recheada, onde, com quadras individuais a todos os participantes, cantamos
em estilo de Janeiras o relatório da nossa caminhada.
Recordamos aqui o casal Dona Luísa e José Carlos Teixeira que, antes do casal Barbosa, durante muitos anos foram os
nossos anfitriões.
E com as seguintes duas quadras do nosso roteiro janeiresco, aqui termino:
Por amor a Deus nascido
Eis a nossa confiança:
Quem anda cá nas Janeiras
Não constipa, nem se cansa.
A todos vós abençoe
O Menino de Belém,
P'ra que o novo ano seja
Repleto de todo o bem.
Manuel Machado
LIVRO A LIVRO
QUEM É Jesus?
Este livro poNeste livro bem pequenino encontramos cerca de 21 meditações que nos permitem
enriquecer a nossa resposta à pergunta: - Quem é Jesus?
Jesus:
- «É a luz que Deus acende para nós, para não mais temermos as trevas»
- «É a Palavra no Silêncio»
- «É o Cristo-Messias porque torna possível o “estar-se em paz”»
- «É o Sinal de um mundo melhor»
- «É Aquele que está connosco»
- «É Aquele que vai à nossa frente e nos diz: Não tenhais medo!»
-…
São algumas das expressões apresentadas pelo pensamento de Carlo Maria Martini que nos fazem
mergulhar na procura contínua de um Amor maior que nós!
Neste início de Ano, alimentados pela memória da Presença do Deus Menino no presépio, façamos crescer em nós o gosto
de melhor O conhecer e anunciar.
Maria Teresa e Maria Fernanda
S.MIGUEL DA MAIA - Pág. 4
EQUIPA PAROQUIAL DE PASTORAL FAMILIAR
A Festa da Sagada Família foi celebrada e a equipa da Pastoral Familiaresteve presente nas nas
várias Celebrações da Eucaristia. Motivou à partilha distribuindo "o paozinho com uma mensagem
que foi certamente um grande sinal na mesa de cada família. De algumas sabemos que lhe deram
o verdadeiro e santo sentido. Um sinal que marca.
Dado que o Sínodo da Igreja se vai realizar em 1914 e depois em 1915, e diz respeito à família,
a Equipa vai estar em sintonia com a doutrina que vai sair e procurará traduzir no concreto o
que for recevbendo e reflectindo.
É importante preparar os noivos para a celebração do sacramento do Matrimónio e continuar
a apoiá-los. O próximo CPM começará, no dia 6 de Fevereiro, e na nossa Paróquia.
E. P.P.F
.
Maria Luísa e José Carlos Teixeira;Jorge Lopes; Lídia
Mendes; David Barbosa; Maria Elizabete e Jorge Real;
Contactos:
P. Domingos Jorge
917373873 - 229482390 229448287 - 917630347 229486634 969037943 966427043 - 229416209 - 916746491 - 965450809
www.paroquiadamaia.net;
962384918
[email protected] - Navegue
A Equipa, reconhecidamente, quer apresentar um
agradecimento á nossa comunidade paroquial, pelo
incentivo demonstrado á nossa iniciativa, através de
tão grande generosidade pelos donativos deixados na
distribuição dos pãezinhos, que no seu total, recolhido
no final das 4 missas do fim de semana da Celebração
da Festa da Sagrada Família, ascendeu a 950,71€. Que
o Senhor a todos redobre a generosidade com as Suas
bênçãos.
"A alegria do evangelho enche o coração e
a vida inteira daqueles que se encontram
com Jesus". Papa Francisco
Uma leitura que recomendamos a todos os que
querem viver a alegria do Evangelho.
GRÃO DE MOSTARDA – GRUPO DE ORAÇÃO E MEDITAÇÃO DA BÍBLIA SAGRADA
Este grupo gostaria de reforçar a sua religiosidade, a sua
forma cristã de ser, de estar, de pensar e de agir sobre o
mundo envolvente, procurando passar este testemunho
junto do grande público da nossa Comunidade Cristã.
Por esta razão, está decidido a avançar na reflexão e
no estudo dos Símbolos Bíblicos. A verdade da palavra é
expressa de muitas maneiras e é fundamental compreender
o que o Espírito Santo diz nela.
Para podermos escutar a voz do Espírito Santo que nos
fala na Bíblia, é necessária a nossa vontade de compreender
através da linguagem humana, que são os símbolos.
A Bíblia é por excelência o livro do Símbolos e estes
encontros levar-nos-ão a aprender a ler e interpretar a
Bíblia com maior proveito.
Em cada encontro será tratada uma das várias Simbologias
Bíblicas.
Aproveitamos, novamente, esta breve comunicação para
deixar o convite a todos os que desejem crescer na Fé
através de uma caminhada desenvolvida essencialmente no
melhor conhecimento da leitura da Bíblia, aprendizagem de
escuta e entendimento da Palavra de Deus e consequente
enriquecimento na partilha da mesma com os outros.
Assim, sintam-se convidados a participarem nos
encontros a realizar uma vez por mês, pelas 21h30, numa
das salas do Centro Social João Paulo II, da Igreja de Nossa
Senhora da Maia.
O próximo encontro será na terça-feira, dia 14 de
Janeiro.
Pelo grupo,
Contamos convosco!
M. Luisa C. M.Teixeira
S.MIGUEL DA MAIA - Pág. 5
O MUNDO ESQUECEU-SE DE JESUS
É NATAL!!!
Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei
Está bem, eu sei!
E as garrafas de vinho?
Já vão a caminho!
Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus Menino
Murmura baixinho:
Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido!...…
Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papéis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?!!!
(João Coelho dos Santos
in Lágrima do Mar -1996)
S.MIGUEL DA MAIA - Pág. 6
Não foi por mero acaso que escolhi este poema para inicio da encenação
na nossa paróquia do Presépio ao Vivo do Natal que ainda estamos a viver.
Foi por uma necessidade cada vez mais intensa,que também eu senti, de
parar, pensar e meditar no Natal, aniversário do nascimento de Jesus.
Ainda em inicios de Dezembro, já estava saturada de ouvir falar de
compras a pretexto do Natal e se o dinheiro era mais ou menos para
esses gastos.Mais próximo da noite da celebração do Nascimento de
Jesus, mais insistente e repetidamente me sentia sériamente incomodada
pelas entrevistas e noticias das televisões á volta
dos gastos com o Natal e ocupações hoteleiras.
No meu e-mail profissional, recebi mais de
duas duzias de votos de Boas Festas das unidades
organicas em que estamos integrados,de
diretores e chefias e apenas um dos cartões
ilustrados era um Presépio, todos os restantes
eram apenas fantasias decorativas. Não havia
referências a Jesus nem ao Presépio.
As pessoas deixaram de falar de Jesus no
Natal e por causa do Natal… O mundo parece
ter esquecido que, se existe Nata,l é porque
Deus se fez carne e Se nos deu no Seu próprio
Filho. Se esse inegualável gesto do amor de Deus
não se tivesse realizado, ninguém falaria de Natal, pois não teria havido o
primeiro Natal. Mas afinal que Natal festeja esta sociedade?
Mais, ou menos atarefados e envolvidos em bens materiais a grande
maioria das pessoas e suas familias viverão a noite e o dia de Natal, de
um modo muito semelhante ao do poema ao lado, mas isso, não deveria
impedir ninguém de celebrar verdadeiramente o Natal, de contemplar Jesus
Menino nas palhinhas e de estar com Ele no momento mais importante
da memória da Sua vida, a Eucaristia. Só não O esquecendo e celebrando
com Ele, é possivel viver o Natal .E então sim, alegremente e embuidos
do mistério divino partilha-lo e festejá-lo com a familia, amigos e todos os
que, por um motivo ou outro tocam na nossa vida. Só assim, não terão
sido as compras, as comidas, os doces, os presentes que bailaram no nosso
pensamento, mas sim, a felicidade de ter Jesus no coração, de por Ele e
para Ele tudo fazer por bem e para o bem no autêntico espirito de Natal
que só pode ser humilde, fraterno e disponivel para a vida com os demais.
Maria Luisa C. M.Teixeira
NATAL - DIA MUNDIAL DA PAZ
Ouvindo a Igreja...
Com
as
nossas
limitações e defeitos,
estamos chamados a
Algumas passagens da Mensagens do Senhor ser sal da terra e luz do
D. Pio, Administrador Apostólico da nossa mundo (cf. Mt 5, 13-14).
Diocese, nas celebrações na Sé Catedra do A vida e a luz, que é o
Verbo de Deus, passam
Porto: (In Sítio da Diocese do Porto)
pelo filtro da nossa
condição de discípulos.
Na Solenidade do Natal
Não nos refugiemos no
anonimato associal de
Recriar o Natal
uma cómoda cegueira.
Renovemos o Natal na
1. Recorda o Papa João Paulo II[1] que “a Igreja nossa vida. Recriemos
vive da Eucaristia. (…). O sacrifício eucarístico é o Natal na Sociedade.
‘fonte e centro de toda a vida cristã’ ”. Reunidos
Catedral (Porto), 25 de dezembro de 2013
à volta do altar, vivemos em ambiente festivo este
+Pio Alves, Administrador Apostólico
inefável dom de Deus à Sua Igreja: a Eucaristia.
Nenhuma das circunstâncias que contextualizam esta Na Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus,
celebração pode instrumentalizar ou secundarizar
Dia Mundial da Paz
o mistério de fé e de amor que celebramos.
"...O Papa Francisco escreve na sua Mensagem que “a
consciência viva desta dimensão relacional leva-nos a ver
e tratar cada pessoa como uma verdadeira irmã e um
verdadeiro irmão; sem tal consciência, torna-se impossível
a construção duma sociedade justa, duma paz firme e
duradoura. E convém desde já lembrar que a fraternidade se
começa a aprender habitualmente no seio da família, graças
sobretudo às funções responsáveis e complementares
de todos os seus membros, mormente do pai e da mãe.
Imersos na Sociedade, não podemos deixar de pensar A família é a fonte de toda a fraternidade, sendo por isso
em todos aqueles que Deus veio procurar. E são todos. mesmo também o fundamento e o caminho primário para
Em primeiro lugar, os marginalizados da Sociedade: a paz, já que, por vocação, deveria contagiar o mundo com
aqueles que, por qualquer razão ou falta de razão, o seu amor”[1].
Neste dia em que revivemos o Nascimento
de Nosso Senhor Jesus Cristo, preparamos os
nossos corações para o encontro com o Deus
que veio e vem ao nosso encontro e nos oferece
a alegria da salvação. É esse inefável mistério de
amor que os cristãos revivem ao celebrar o Natal.
não tem lugar à mesa nem cama para descansar.
São estes, como nos recordam as representações Falar de fraternidade, em primeiro lugar no seio da família,
e os textos de Natal, os que mais se parecem com no Dia Mundial da Paz não é um exercício de retórica: é a
o Menino Deus: marginalizado, pobre, ignorado. recondução deste desígnio universal à sua raiz original. É o
Por imperativo humano e cristão, não podemos deixar
que os natais que os homens inventaram escondam ou
apaguem a luz do verdadeiro Natal, a luz do presépio. E
aí, como em todos os cenários humanos, importam as
circunstâncias, mas, acima de tudo, contam as pessoas...
Se riscamos a assinatura de Deus na sua criação
algo acabará por correr mal! Se, em nome de
uma presumida liberdade, preferimos as trevas à
luz não será fácil descortinar o caminho certo!...
4. Meus irmãos, discípulos do Mestre que nasceu em
Belém há dois mil anos, caros filhos da Igreja Católica:
caminho para a responsabilização de todos e de cada um na
reconstrução do lar comum da Humanidade. Retórica pode
ser uma suposta preocupação pelos grandes conflitos que
não nos afetam de modo imediato e descuidar o ambiente
da nossa vida, da nossa casa, da nossa rua, da nossa aldeia,
da nossa cidade.
Os governantes, ou os donos do mundo sem nome e sem
rosto, podem decretar ou decidir a guerra; podem decretar
ou decidir o fim da guerra; mas não podem decretar nem
decidir a paz. “Seria uma paz falsa, escreve o Papa Francisco
na exortação apostólica A Alegria do Evangelho, aquela que
servisse como desculpa para justificar uma organização
social que silencie ou tranquilize os mais pobres, de modo
A nossa fé em Jesus Cristo não se resume a que aqueles que gozam dos maiores benefícios possam
umas periódicas manifestações religiosas; a uma manter o seu estilo de vida sem sobressaltos, enquanto os
vivência saudosista de acontecimentos que, em outros sobrevivem como podem. (…) A dignidade da pessoa
si mesmos, ficaram para trás na história. A nossa humana e o bem comum estão por cima da tranquilidade de
filial proximidade ao Menino Deus faz de nós, alguns que não querem renunciar aos seus privilégios”[2].
juntamente com todos os homens de boa vontade, A verdadeira paz apenas é possível pela pacificação dos
cuidadores do mundo, construtores da Sociedade. corações, de cada coração; apenas é possível pela soma
de relações de proximidade norteadas pela fraternidade.
Recorda-nos o Papa Francisco na sua recente exortação Sobre este sólido alicerce seremos capazes de construir a
apostólica A Alegria do Evangelho que “se trata de amar paz; a paz universal deixará de ser uma quimera. Os crentes
a Deus, que reina no mundo. Na medida em que Ele assumimos, com o Papa Francisco, que “na medida em que
conseguir reinar entre nós, a vida social será um espaço (Deus) conseguir reinar entre nós, a vida social será um
de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para
todos. Por isso, tanto o anúncio como a experiência todos”[3]."
Catedral do Porto, 01 de janeiro de 2014
cristã tendem a provocar consequências sociais”[2].
+Pio Alves, Administrador Apostólico
S.MIGUEL DA MAIA - Pág. 7
O espírito natalício
Vivemos ainda um período de crise no nosso país. É um
facto que, até os mais “distraídos” já devem ter percebido e
sentido de alguma forma, como se costuma dizer, “na pele”.
Este ano que há uns dias terminou, foi caracterizado pela
alternância entre a esperança e a desilusão.Várias empresas
fecharam, o desemprego aumentou e, entre muitas outras
coisas, de corte em corte, de taxa em taxa, a capacidade de
fazer face às despesas e aos seus compromissos têm sido
constantemente colocados à prova do cidadão português.
No entanto, “também houve indicadores de que a (nossa)
economia descolou da recessão, que o desemprego
abrandou o ritmo, que também houve empresas a nascer e
a recrutar, (…) que se recuperou um pouco do muito que
os portugueses perderam nos últimos tempos.”(Semanário
Expresso).
No seguimento disto, portanto, há sempre alguns
momentos em que nos conseguimos “libertar” destes
pensamentos depressivos e abraçar, com entusiasmo,
projectos e iniciativas de solidariedade, sendo o Natal, por
tradição, uma época onde esse espírito é mais vincado.
Assim, nesta época natalícia, foi levada a cabo uma campanha
com o objectivo de satisfazer alguns desejosdas crianças
e adolescentes de famílias apoiadas pela Conferência
Vicentina da Maia, numa iniciativa conjunta com a Pastoral
da Catequese.Entre brinquedos, livros, vestuário, calçado e
outros pedidos, o desafio era ambicioso, mas a adesão e
sensibilização a esta causa por parte da nossa Comunidade
superaram certamente as melhores expectativas.Desde
donativos monetários a ofertas de certos presentes em
específico, foram possíveis concretizar com êxito estes
pequenos sonhos, tendo tornado seguramente o Natal dos
35 “Amigos Secretos” (assim designados estrategicamente)
em questão, mais risonho e feliz. Desta forma, e mesmo
em tempos difíceis, constatamos que a solidariedade,
a generosidade e o espírito de Comunidade (palavra
resultante da junção de outras duas: comum e unidade) das
pessoas são capazes,muitas vezes, de “mover montanhas”.
E ao pensar na palavra Comunidade, recordo um lema que
me foi incutido quando ingressei na faculdade e na praxe
de Engenharia: “VirtusUnitaFortiusAgit”. Esta expressão,
originária do latim, traduzida à letra significa: “A virtude
unida age com mais força”. Enfim, por outras palavras mais
simples, “A união faz a força”.
A todos os que contribuíram activamente nesta
campanha, na sua divulgação e concretização, um bemhaja. Que este espírito se possa prolongar para além desta
época natalícia, e acompanhar-nos ao longo deste novo ano
que agora se inicia. Afinal de contas, como diz aquele dito
popular conhecido, “O Natal pode ser quando um homem
quiser”. E o espírito de solidariedade e de partilha pode
ser quando um homem quiser. Porque “onde todos ajudam,
nada custa”!
Votos de um Santo e Feliz Ano 2014!
João Bessa
Somos nós, o GAM
O Natal
O Grupo de Acólitos da Maia, na sua formatura atual,
existe há cerca de um ano. É presença assídua neste jornal,
desde o passado mês de dezembro. Para além disto, está
presente na internet, no sítiohttp://grupoacolitosmaia.ec.cx/
e tem também expressão no facebook. Visitem e cliquem
“Gosto” para nos apoiar. Deixem os vossos comentários a
este grupo de jovens e adolescentes que, com humildade e
alegria segue Jesus.
O acólito é aquele que acompanha no caminho,
acompanha Jesus e, como tal, auxilia o celebrante nas
celebrações da Eucaristia, nas procissões e em tudo o que
ao serviço do altar diz respeito.Acompanha, de diferente
forma, a assembleia, dando um exemplo de fé e de serviço
a Deus.
O nosso patrono e exemplo de serviço humilde é o
beato Francisco Marto. Francisco Marto sempre gostou
de fazer companhia a Jesus escondido. Assim, também nós
acólitos, gostamos de acompanhar e estar junto de Jesus. E
tal como o nosso patrono, somos simples no nosso serviço.
“Os acólitos são os maiores amigos de Jesus e também
são aqueles que demonstram a fé cristã e que devem
espalhar essa fé cristã para os outros.”
Maria Lúcia Castro
S.MIGUEL DA MAIA - Pág. 8
Natal, palavra outrora mágica,
Magia de cor, de sorrisos, de partilha e muita alegria!
Tempos passados… que com pouco se tinha muito…
O ramo do pinheiro natural, com cheirinho a resina,
Com cheiro a natureza, sem a matar.
Colocado no canto da sala, apenas com luzes
E fitas coloridas a enfeitar.
Por baixo, a manta de musgo colhida com carinho,
Para receber Jesus, Maria e José.
Para os proteger uma pequena cabana,
De colmo construída, por mãos de crianças.
Para retratar o acontecimento de Belém,
Todas as outras figuras, pastor com seu rebanho;
A moleira que saía do moinho e os reis Magos
Gaspar, Belchior e Baltazar,
Acompanhados da banda sempre a tocar!
E como Natal é tempo do frio,
Não faltava a farinha para de neve fazer.
Antes de deitar o sapatinho colocar,
Dormindo a correr, para a surpresa receber,
Do Menino Jesus que em silêncio deixou,
A alegria dos pequenos com a graça dos pais.
Natal verdadeiro, simples e singelo mas de coração cheio,
De amor e recordações!
Paula Jesus Sousa
A SANTIDADE DE COMBONI DESAFIO À NOSSA SANTIDADE
Que celebramos neste décimo aniversário?
Queremos celebrar a santidade missionária de um homem que soube abrir o seu coração ao projeto de Deus na
sua vida, deixando-se transformar num incansável trabalhador na construção do Reino no meio daquelas pessoas que
se tornaram a paixão da sua vida.
Celebramos a santidade, expressa e concretizada através da disponibilidade à vontade de Deus manifestada na
chamada específica em consagrar toda a sua vida à missão.
“Se eu abandono a ideia de consagrar-me às Missões estranjeiras, sou mártir para toda a vida de um desejo que começou
no meu espírito faz 14 anos, e sempre cresceu, à medida que
conheci o apostolado.
Se eu abraço a ideia das Missões, faço mártires dois pobres
pais...Mas no meio deste universal contraste das minhas ideias,
tenho a oportunidade de fazer os exercícios, de consultar a Religião e Deus; e Ele, que é justo e que governa cada bem, saberá
tirar-me deste incómodo, combinar cada coisa e consolar os meus
pais, se me chama a dar a vida sob o sigílo desta Cruz da África;
ou se não me chama saberá colocar tais obstáculos que me seja
impossível a realização dos meus desígnios”(Escritos 6,7,9).
Agradecemos pela santidade que é disponibilidade e fidelidade a um projeto que não responde às exigências pessoais,
mas que aceita entrar no mundo de Deus, convertendo-se
em seu familiar, aprendendo a ler a história humana com os
olhos de Deus, para amá-la como somente Deus pode fazê-lo, com um coração pleno de misericórdia e de compaixão.
Recordamos a santidade de Comboni que se realizará
somente quando toda a sua inteira vida será entregue e consagrada àqueles que sempre considerou os únicos destinatários do seu amor: “Eu volto para o meio de vós para nunca
mais deixar de ser vosso, e consagrado ao vosso maior bem para
sempre...eu faço causa comum com cada um de vós, e o mais
feliz dos meus dias será aquele em que puder dar a vida por vós”
(Escritos 3158-3159 – Homilia de Cartum).
Reconhecemos a santidade de Comboni como santidade que se projeta e se reflete no rosto dos mais pobres e
abandonados nos quais se descobre a presença do Senhor
que nos precede e nos espera naqueles a quem somos enviados como missionários. É a santidade do evangelizador
que santifica através do anúncio, enquanto ele mesmo se
evangeliza e santifica no encontro com as pessoas nas quais
Deus o precede e a espera para lhe revelar o seu rosto.
Agradeçamos hoje a santidade de Comboni que soube, compreendeu e aceitou que, como missionários e missionárias, podemos chegar à santidade somente quando se
faz causa comum com as pessoas às quais somos enviados,
quando não recusamos a dor e o sofrimento de todos aqueles que não contam ou simplesmente não são considerados
pelos parâmetros das nossas sociedades contemporâneas,
quando, com simplicidade e humildade, nos empenhamos
na construção de uma humanidade mais justa e respeitosa
dos direitos de cada um.
É a santidade que se transforma em empenho e que
se paga pessoalmente aceitando estar onde outros não
aceitam permanecer porque se
põe em risco a própria vida. É a
santidade que nos obriga a sair
de nós mesmos, como primeira experiência missionária que
implica partir, deixar as próprias seguranças e aquilo que
nos gratifica e nos dá prazer;
colocar em jogo a própria vida
oferecendo-a totalmente a fim
de que outros possam aceder à
vida que só Deus pode oferecer.
e motivam a transformar a
nossa vida e melhorar o nosso
empenho missionário?
P. Enrique Sánchez G. Mccj
Superior Geral - Missionários Combonianos
Luz da Paz de Belém
“Vocês trouxeram a Luz da Paz de Belém , um sinal forte que nos ilumina no nosso
propósito de sermos a luz do mundo. Faz resplandecer a confiança e a esperança
dos verdadeiros filhos de Deus e leva a Paz de Cristo às nossas famílias e aos nossos
vizinhos”.
( Papa Francisco – Cidade do Vaticano, 18 de Dezembro de 2013)
No dia 20 de Dezembro chegou a Portugal a Luz da Paz de Belém e foi partilhada numa cerimónia
do Corpo Nacional de Escutas, na Igreja Matriz de Vila Nova de Famalicão, Região de Braga. A igreja
encheu-se por completo para acolher e partilhar esta Luz.
Desde 1989, umas semanas antes do Natal, a Estação de Televisão Pública da Austria em colaboração com os
Escuteiros, enviam uma criança a Belém para recolher a chama da Luz que permanece acesa na gruta onde há mais
de dois mil anos nasceu Jesus, a Luz do Mundo. Depois em Viena, numa grande cerimónia ecuménica e com a presença
de Escuteiros de diferentes países da Europa e da América partilha-se esta Luz como mensagem de Paz. As várias
delegações de Escuteiros presentes, recolhem a Luz e levam-na para os seus Países e depois partilham-na nas suas
paróquias, familias, hospitais e locais onde os mais desfavorecidos da sociedade a podem acolher.
Esta chama chegou a Portugal através do Movimento de Souts de Espanha, que realizou no país vizinho
uma grande cerimónia para a partilha da Luz, onde participaram Escuteiros e Guias de toda a Espanha. Nesta
cerimónia participou ainda uma delegação de Escuteiros Portugueses da Região de Braga, que trouxeram a Luz
da Paz de Belém até Vila Nova de Famalicão e aqui foi recolhida por Escuteiros das várias Regiões de Portugal
que a levaram para as suas igrejas, agrupamentos e familias. No Porto, no dia 21 de Dezembro, a Luz foi acolhida
e partilhada na bonita igreja românica de Cedofeita e depois levada para a Sé do Porto onde ficou a brilhar junto
do Presépio. Está ainda acesa na Casa da Região no Porto, pronta a ser partilhada com cada Escuteiro que a
queira “acolher em si”.
Esta chama acesa na Gruta da Natividade em Belém, fez muitos quilómetros para chegar até nós, trazendo
uma mensagem de Paz e de Esperança que nos chama a todos os Escuteiros a sermos construtores de um
Mundo melhor.
Por uma Juventude melhor,
Palmira Santos
S.MIGUEL DA MAIA - Pág. 9
NO RESCALDO DO NATAL
“E enquanto ali se encontravam, completaram-se os
dias de Ela dar à luz, e teve o seu Filho primogénito.
Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura
por não haver lugar para eles na hospedaria” (Lc. 2,6). Apenas isto.Apenas umas escassas linhas para narrar
o episódio mais extraordinário desde o princípio do
mundo, o mistério inefável de Deus feito Homem, em
tudo igual a nós, excepto no pecado. O Natal é a festa
da Esperança e da Alegria. Dezembro é o último mês
do ano, mas é nele que tudo começa.
É o princípio da nossa esperança e da nossa alegria.
Mas o Natal deste ano já passou. Agora é altura de,
calmamente, analisar o que foi o nosso Natal. Como
o vivemos? Dentro ou fora de nós? Nas festas, nos
presentes, nas comidas, ou nas profundezas do nosso
interior, na vivência do Mistério de Deus que se tornou
humano? O que foi verdadeiramente importante para
nós, no Natal? As festas e as luzes, as prendas, o
exterior ou uma vivência interior, profunda, sublime,
enriquecedora, no recolhimento sossegado, no nosso
interior, numa vivência silenciosa, de Deus feito
Menino?
Mas o que é o Natal? Natal é Cristo que entrou
na nossa vida, não como simples decoração ou poesia,
mas algo que nos preencheu, nos vai ajudar e vai estar
sempre presente em nós para nos transformar e
reconciliar com o Pai.
Natal é Cristo, que se tornou um de nós, assumindo
as nossas lágrimas, as nossas alegrias, as nossas dores
para nos fazer sentir que somos irmãos, que os
corações não se podem consumir num egoismo estéril.
Cristo veio para ser, em tudo, o contrário dos
critérios deste mundo, cujos valores subverteria. O
mundo é incapaz de compreender um salvador sem
ostentação, um rei sem a imponência da majestade: sem
cetros de marfim ou coroas de ouro.
Mas o Salvador do mundo vinha estabelecer um
novo Reino, sem espectáculo, no recolhimento, na
humildade, na pobreza. Por isso está envolto em pobres
paninhos, e o seu berço é uma manjedoura.
Porquê tanta pobreza, humildade e simplicidade?
Porque quis ser um Deus distante do mundo, mas um
Deus acessível, próximo dos homens, connosco, “em
tudo igual a nós excepto no pecado (Heb 4, 15).
É por isso que o Natal nos comove e que a ternura
se apodera de nós ao celebrarmos o nascimento deste
Menino, Filho Unigénito de Deus Pai.
É por isso que, ano após ano, os cristãos, simples
como os pastores de Belém, persistem em vir ao
presépio, cantando loas ao seu nascimento.
Depois de entrar profundamente na arte, na
literatura, na música e no folclore, o Natal foi-se
transformando, progressivamente, no dia das prendas
e dos brinquedos para as crianças - brinquedos cuja
oferta se vai deixando, subrepticiamente, de atribuir ao
Menino Jesus que passa para segundo plano, suplantado
por um pai natal de barbas e saco às costas, chamado
Pai Natal, importado das nações nórdicas onde, ao
menos, conserva certo sentido religioso identificado
com S. Nicolau.
Passou o Natal... O que realmente ficou para nós, no
nosso interior? O que se alterou na nossa vida, na nossa
relação com Deus? O que perdemos, ou deixamos de
ganhar neste Natal? Mário Oliveira
COMPREENDER A AÇÃO VICENTINA
não é, atualmente, sinal de riqueza.
Há algum tempo atrás, numa sessão de esclarecimento a
um grupo de catequese, uma menina do 2º ano perguntoume se as pessoas pobres tinham fogão para cozinharem
a comida que lhes levávamos. A pergunta é feita com a
ingenuidade de uma criança, mas na verdade, a imagem que
muitas pessoas têm da pobreza é semelhante a esta, a das
pessoas que "não têm nada".
Embora a Conferência também apoie pessoas
praticamente sem nada e as situações não possam ser
generalizadas, de facto algumas das pessoas que apoiamos
têm roupas de aspeto normal e limpo. Algumas das famílias
estão (ou estavam) a pagar uma casa.
Pode parecer surpreendente mas estes são alguns
dos novos pobres dos nossos dias e algumas situações
são verdadeiramente dramáticas. Pessoas de classe média,
que sempre foram capazes de suportar os seus encargos
e que, por despedimento, doença ou litígios familiares se
veem de repente sem rendimentos. Noutros casos os
rendimentos até chegariam para as despesas, com mais ou
menos dificuldades, mas o desespero, depressões, pressões
e violência familiares levam a um descontrolo das contas.
Há também situações de idosos que teriam o suficiente
para se sustentarem, mas se veem forçados a apoiar filhos e
netos desempregados. E há também aqueles que se tentam
aproveitar de toda a ajuda que aparece. Conseguem-se
vitimizar e dramatizar toda a sua vida.
Cada caso é diferente e tem as suas particularidades
S.MIGUEL DA MAIA - Pág. 10
Continuação da Pág nº 3
e é um enorme desafio estabelecer critérios de justiça
e equidade na repartição dos bens que nos confiam.
Nenhum de nós é "profissional" de ação social. Vamos
aprendendo com o tempo e a troca de experiências
com os mais velhos. Fazêmo-lo da forma mais séria e
empenhada de que somos capazes, mas naturalmente não
estamos imunes a erros. O nosso compromisso é, desde
sempre, a transparência com quem nos ajuda e de grande
proximidade a quem apoiamos, para garantir que a ajuda
que levamos é distribuída de forma responsável e justa.
A nossa Conferência é uma das poucas que consegue
visitar mensalmente todas as famílias que apoia. As visitas
são o centro da nossa atividade porque é aí que se pode
desempenhar da forma mais adequada a ação vicentina. Nas
conferências mais envelhecidas ou com menos elementos
isto é impraticável e o que acontece é que as famílias têm
um dia por mês para ir levantar os seus cabazes. Nós
gostaríamos de continuar a desempenhar o apoio na casa
das pessoas, mas é algo que se vai tornando cada vez mais
difícil face ao crescimento do número de famílias apoiadas.
Atualmente são já 51.
Se se sentir tocado pela vontade de ajudar e quiser saber
um pouco mais sobre nós estamos sempre disponíveis para
qualquer esclarecimento. Não deixe de visitar também o
nosso site www.ssvpmaia.org onde vamos dando conta das
principais novidades e publicando mensalmente todas as
receitas e despesas.
A todos, votos de um bom ano.
Carlos Costa
UCRÂNIA: a nova Cortina de Ferro?
Para quem já não se lembra
impõe-se trazer à memória que a
expressão cortina de ferrosurgiu
na ressaca das negociações
dos aliados que venceram a II
Guerra Mundial oficializados na
Conferência de Yalta que dividiuem
duas a Alemanha (República
Federal da Alemanha e República
Democrática Alemã) e a cidade de
Berlim; o sector ocidental desta
cidade ficou integrada no primeiro
daqueles países e foi nos primeiros
anos do pós guerra administrada
pelos Estados Unidos da América
e o sector oriental passou a ser a
capital do segundo e administrada
sob a influência da então designada
União Soviética. Em termos
políticos a expressão correspondia
a uma espécie de linha imaginária
que dividia a Europa em dois
mundos antagónicos: um, a ocidente,
onde a democracia parlamentar
e a economia de mercado eram
os pilares da organização social;
e outro, a oriente, onde existia o
regime de partido único (os partidos
comunistas) com a correspondente
ditadura do proletariado e uma
economia planificada e dirigida
pelo próprio estado.
Os tempos mudaram. O
comunismo acabou com a com a
queda do muro de Berlim em 1989,
a União Soviética desmoronouse e dos seus escombros emergiu
uma infinidade de repúblicas
independentes e na própria Rússia
é a economia capitalista que
predomina, ainda que sob um forte
controlo político dos lóbis ligados
ao estado.
Mudaram os tempos mas não
mudaram as culturas e, muito
menos, a ambição hegemónica da
Rússia que tenta sempre preservar
o poder da Grande Rússia e
travar os avanços do ocidente,
protagonizados agora pela União
Europeia.
Vem
isto
a
propósito
das enormes e prolongadas
manifestações políticas que têm
decorrido na Ucrânia nas últimas
semanas e que têm sido duramente
reprimidas pela polícia. A Ucrânia
é uma daquelas muitas repúblicas
que integravam o império soviético
e se tornaram independentes
após a queda deste.Foi um o mais
importante centro da cultura
eslava,especialmente depois da
sua cristianização, com um poder
político forte em Kiev que o tornou
respeitado e temido na Europa
dos séculos IX ao XII. Sendo
sucessivamente objecto de disputas
entre polacos e russos, a Ucrânia
acabou por ser integrada na União
das Repúblicas Soviéticas uns anos
depois da Revolução Bolchevique
que levou os comunistas ao poder
na Rússia em 1917.
Desde a independência que
se tornaram evidentes duas
marcadas sensibilidades políticas:
uma mais ligada à Rússia, que
venceu as primeiras eleições
livres em e que entende sera
ligação à Rússia o seu principal
destino. Outraque vê a União
Europeia como o seu horizonte,
ambicionando assim ser parte de
uma grande potência superior à
sua poderosa vizinha Rússia. Esta
sensibilidade chegou a ganhar as
eleições e a constituir governo,
sobre a liderança dos primeirosministrosVicktorYushchenko
e
mais tarde YuliaTimoshenko. Foi
a designada Revolução Laranjaem
2004. Mas as vicissitudes da política
não permitiram que a oportunidade
fosse devidamente aproveitada e o
governo pró-ocidental foi despedido
nas eleições seguintes, com o novo
governo de VicktorYanukovitcha
pôr na prisão (onde ainda está)
aquela carismática dirigente política.
Independentemente
da
sucessão
de
governos
das
diferentes sensibilidades políticas,
a União Europeia tem tido um
relacionamento político com a
Ucrânia desde a restauração da
sua independência, tal como o fez
com outros países satélites do
antigo bloco soviético, nove dos
quais já aderiram à U.E. Ora, ao fim
Arlindo Cunha
de anos de negociações, o actual
governo ucraniano, pró-russo,
rejeitou a proposta de um acordo
de associação e parceria com a
U.E., que iria estreitar as relações
comerciais entre os dois espaços
e reforçar o apoio económico à
Ucrânia. Sabe-se que essa recusa
se ficou a dever a fortes pressões
políticas de Moscovo que não quer
que a influência da U.E. chegue às
suas portas e para cuja hegemonia
na região a Ucrânia é fundamental,
pela sua localização, pela sua
dimensão territorial e pela sua
população e economia.
Foi a notícia da recusa deste
acordo que serviu de rastilho às
manifestações acima referidas.
É verdade que elas também
incorporam uma forte componente
de luta política interna entre dois
conjuntos de forças partidárias.
Mas também é verdade que essas
sensibilidades correspondem a algo
de mais profundo: uma disputa de
poder e de influência entre duas
culturas e duas formas diferentes
de organizar a sociedade.
A União Europeia não tem
actualmente condições económicofinanceiras para integrar um país
com a dimensão da Ucrânia. Por
isso um acordo de cooperação
e associação seria um passo
importante para aprofundar durante
uns anos uma parceria que poderia
terminar em casamento. Porque
também integrou a Polónia, que é
economicamente muito superior.
Porque a projecto europeu U.E. não
se esgota com a adesão da Croácia.
Porque a Europa vai do Atlântico
aos Urais.
S.MIGUEL DA MAIA - Pág.11
Palavras-chave para viver em paz e alegria em família: com licença, obrigado, desculpa
ROMA,29 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Apresentamos
as palavras do Papa Francisco pronunciadas antes de rezar o
Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São
Pedro neste domingo, 29 de dezembro.
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Neste primeito domingo depois do Natal, a Liturgia nos
convida a celebrar a festa da Sagrada Família de Nazaré. De
fato, todo presépio mostra Jesus junto com Nossa Senhora
e São José, na gruta de Belém. Deus quis nascer em uma
família humana, quis ter uma mãe e um pai, como nós.
... Este nosso olhar hoje para a Sagrada Família se deixa
atrair também pela simplicidade da vida que essa conduz em
Nazaré. É um exemplo que faz tanto bem às nossas famílias,
ajuda-as a se tornarem sempre mais comunidades de amor
e de reconciliação, na qual se experimenta a ternura, a ajuda
mútua, o perdão recíproco. Recordemos as três palavraschave para viver em paz e alegria em família: com licença,
obrigado, desculpa. Quando em uma família não se é
invasor e se pede “com licença”, quando em uma família
não se é egoísta e se aprende a dizer “obrigado” e quando
em uma família um percebe que fez algo ruim e sabe pedir
“desculpa”, naquela família há paz e alegria. Recordemos estas
três palavras. Mas podemos repeti-las todos juntos: com
licença, obrigado, desculpa. (Todos: com licença, obrigado,
desculpa!). Gostaria também de encorajar as famílias a
tomar consciência da importância que têm na Igreja e na
sociedade. O anúncio do Evangelho, de fato, passa antes de
tudo pelas famílias, para depois alcançar os diversos âmbitos
da vida cotidiana.
Invoquemos com fervor Maria Santíssima, a Mãe de
Jesus e nossa Mãe, e São José, seu esposo. Peçamos a eles
para iluminar, confortar, guiar cada família do mundo, para
que possa cumprir com dignidade e serenidade a missão
que Deus lhes confiou.
VOZES DE ANJOS
O evento foi anunciado no final das Eucaristias
dominicais, no Bip e até no Facebook. Aí, fez-se a partilha da
notícia entre os amigos. A palavra passou de boca em boca.
Começou a formar-se a expetativa do que iria acontecer,
pois a qualidade de eventos anteriores idênticos, a isso nos
obrigava. E, no dia vinte e um de dezembro de dois mil e
treze a Igreja de Nossa Senhora da Maia estava repleta de
gente.
Amigos, conhecidos, familiares e fãs dos pequenos
artistas enchiam a assembleia. Mas, também havia gente
de longe que tinha vindo celebrar o Natal com a família e
que, à curiosidade do que foi anunciado, vieram assistir ao
espetáculo.
O folheto do espetáculo que nos foi entregue à entrada
era apelativo. O programa, todo ele dedicado à quadra
natalícia, apresentava uns cânticos mais conhecidos, outros
menos. Contudo, todos eles muito belos.
No “embalar” das músicas, o Coral dos Pequenos
Cantores da Maia, levou-nos a viajar pelas estrelas luminosas
de um céu escuro de inverno. Vozes radiosas, cristalinas e,
pela idade dos cantores, puras e singelas, inundaram a igreja,
as nossas almas e os nossos corações de alegria e de êxtase.
Em coro ou a solo, as vozes brilharam pela qualidade das
interpretações. Canto após canto as palmas crepitaram
pelo espaço.
O concerto foi degustado música após música.
Acompanhavam-se as letras através da sua projeção, o que
ajudava a essa degustação. Já no final do concerto todos os
presentes, a convite do maestro, cantaram juntamente com
o coral. Foi a maior partilha da noite, cantores e público
juntos a cantar. E quem não se lembra do que quer dizer
“Melekalikimaka”?
Para além de toda esta grande surpresa, pois cada
concerto deste coral é sempre uma grande surpresa,
fomos agraciados com uma surpresa teatral. Uma pequena
encenação apresentada com a colaboração da catequese,
foi-nos dada a conhecer. A graça e a simplicidade dos atores
arrancaram gargalhadas dos presentes, principalmente da
pequenada. Simples, direta e de fácil compreensão, a pequena
peça levou-nos a pensar na verdadeira mensagem de Natal.
Numa organização conjunta da Comissão de Festas, do
Grupo de Jovens e do Grupo de Catequese, apadrinhada
pela Câmara da Maia, este evento foi caloroso e juntou os
maiatos num só coração a bater por esta paróquia. E, pelo
que o Maestro Victor Dias contou do mal que ao coral
aconteceu, só prova que, apesar de todas as provações,
todos os sacrifícios e todos os contratempos, havendo força
de vontade e amor à causa, superam-se todos os obstáculos.
E com vozes de anjos se faz este coral. Força Pequenos
Cantores, que as vossas vozes cresçam sempre!
Conceição Dores de Castro
Jantar de Natal da Paróquia da Maia 14 de Dezembro de 2013 - Continua Pág 15
S.MIGUEL DA MAIA - Pág. 12
“…cantaram como anjos…”
Sacramento do Crisma em 2013.
Este evento cultural que reuniu em torno da sua organização, diversos organismos da nossa paróquia, como a Comissão
de Festas, o Grupo de Jovens, o Secretariado da Catequese e
a Conferência Vicentina, teve ainda a virtude de congregar a
generosidade de inúmeros benfeitores que de forma anónima,
com a sua mão oculta, quiseram tornar o Natal das crianças
carenciadas, mais alegre e feliz, realizando um dos seus desejos,
através da oferta de um presente, cujo desejo tinha sido previamente sondado.
Numa breve alocução, já no final do concerto, ladeado pelo
Vice-Presidente da Câmara Municipal da Maia, Engº. Domingos
Silva Tiago e pelos maestros, o nosso Pároco, Pe. Domingos
Jorge, expressou a sua alegria e visivelmente feliz disse a respeito dos PEQUENOS CANTORES DA MAIA. – “…cantaram
como anjos…”
A nossa paróquia acolheu no sábado, 21 de Dezembro, um
concerto de Natal, pelo Coral Infantil Municipal dos PEQUENOS CANTORES DA MAIA, cuja realização é já uma tradição.
O programa interpretado pelas crianças, incluiu uma diversidade de géneros musicais que se estendeu do Clássico ao
tradicional, passando por temas que se inserem nos designados
mundialmente como “Carols Christmas”. Houve alguns momentos em que as imensas pessoas ali presentes dispensaram
calorosos aplausos, como por exemplo, aquando da interpretação de “Sempre que olho para o alto”, “Ave Maria” de Franz
Schubert e “Panis angelicus” de César Franck.
As mais de quarenta vozes, dirigidas por Victor Dias e
Ana Lídia Rouxinol, catequista da nossa paróquia, animaram
também musicalmente, a representação da peça “A vaca e o
burro”, uma dramatização do Presépio, encenada por Filomena Guedes, com a participação dos jovens que receberam o
PROGRAMA PRELIMINAR DE VIAGEM (
resumido). Poderá em breve procurar o programa
completo.
DIA 24/04 (Qui.)- PORTO/LISBOA/ROMA
Comparência no aeroporto do Porto pelas 14h30, Chegada
a Roma pelas 23h00
DiA 25/04 (Sex.) - ROMA
Pequeno almoço no hotel e início da visita panorâmica
da magnifica "Cidade Eterna", destacando-se as Termas
de Caracala, o Circo Máximo, o Arco de Constantino, o
Coliseu (exterior), os Fôruns Romanos , os Mercados de
Trajano, a Praça Veneza e o Monumento a Vitor Emanuel.
Victor Dias
De tarde visita do Vaticano - Praça e Basílica de S. Pedro
. Segue-se a visita aos Museus do Vaticano e a belíssima
Capela Sistina. Regresso ao hotel. Jantar e alojamento.
DIA 26/04. [Sab.] - ROMA
Pequeno almoço no hotel e saída para visita das restantes
3 basíllcas papais: Basílica de S. Maria Maior, também
conhecida por Baslllca de Nossa Senhora das Neves a
Basílica de S. João de Latrão, a catedral do Bispo de Roma:
o Papa. O seu nome oficial é Arquibasílica do Santíssimo
Salvador e de S. João Baptista e Evangelista e é considerada
a "mãe" de todas as igrejas do mundo. É uma das quatro
basílicas patriarcais. Prosseguimos com a visita Basílica de
S. Paulo Fora de Muros, onde se encontra o túmulo de São
Paulo debaixo do altar-mor da Basíllca,descoberto no ano
de 2002. O túmulo - que já em 390 se acreditava ser de
São Paulo DIA 27/04 (Dom.) - ROMA
Pequeno almoço no hotel. Saída para o Vaticano. Dia
destinado às cerimônias da Canonização de João Paulo 11
e João XXIII. Almoço livre. Regresso ao hotel em hora a
combinar. Jantar e alojamento.
DIA 28/04 ROMA
Pequeno almoço no hotel. Transporte ao Vaticano, para
assistir à Missa de Ação de Graças. Almoço em restaurante
local. De tarde passeio pela Roma Barroca, onde poderemos
apreciar as fontes e praças mais emblemáticas da cidade
- Fontana di Trevi, o Panteão, o mais bem conservado
monumento de Roma Antiga, com a sua belíssima cúpula e
a Piazza Navona.
DiA 29/04 (Ter.) - ROMA I ,JSBOA / PORTO
Pequeno almoço no hotel e saída em direcção ao aeroporto
de Fiumicino. Formalidades de embarque e partida em voo
TAP às llh30 com destino ao Porto, com mudança de avião
em Lisboa. Chegada pelas 18h35 ao aeroporto do Porto.
S.MIGUEL DA MAIA - Pág. 13
O CONVITE SEMPRE NOVO
Ano novo, vida nova. Pregão bem antigo, nada novo, repetido até à
exaustão. Tão repetido que, tal como outra coisa qualquer, corre o risco de
perder o sentido. Esvai-se. Ficam as palavras, assim, sem grande importância.
Entram e saem.
Ainda assim, a expressão simples e repetida pode ser o lado visível de uma
complexa inevitabilidade da nossa condição: a esperança, a fé, a necessidade
de acreditar na mudança e que esta é positiva e trará benefícios que, doutra
forma, a eles não acederíamos.
A expressão «Ano novo, vida nova» surge como que um rasgo, uma
resolução, um ato de coragem. Um grito que apela à mudança. Soa a
determinação. Só que mudar dá muito trabalho. Tal como ouvi um Padre
dizer que o tempo do Advento é um tempo de muito trabalho (preparar para
receber bem o Filho de Deus é muito exigente e trabalhoso).
Partindo do princípio que a vida nova que queremos viver é fruto de
uma reflexão e de uma honesta aferição e análise da vida que vivemos, logo
percebemos e, optando pela via inteligente das várias saídas possíveis, que
não podemos mudar tudo de uma vez. Percebemos também que assim sendo
e tendo em consideração a altura em que nos dispomos a todo este trabalho,
não temos, imperiosamente, de esperar pelo ano seguinte. Ponderadas as
circunstâncias e as nossas verdadeiras motivações, podemos determinar o
início da mudança para o tempo mais breve quanto possível.
E, bem vistas as coisas, a mudança vai acontecendo de forma bem mais
recorrente do que pensamos. Naturalmente, que há mudanças de fundo,
daquele tipo que mexem com a estrutura da nossa construção, como seja
o formar uma família, emigrar ou ir viver para outra zona do país ou decidir
deixar o emprego para arriscar outros projetos. Estas e outras deste tipo
implicam, de facto, um período definido para acontecerem. Não há outra
forma para o efeito.
Outras mudanças, igualmente importantes mas, e receio não encontrar
a palavra certa para as qualificar, algo menos «de fundo», acontecem com
resoluções que implicam esforço e, curiosamente, nem sempre são tão
visíveis ou notórias como as descritas anteriormente.
Limar arestas minhas e com isso ajudar outros a limar as suas, falar mais
ao invés de maldizer, procurar o valor certo para as pessoas e as coisas,
enfrentar as dificuldades sem exasperar, acreditar mais, apaziguar o conflito,
calar quando o barulho é imenso, prejudicial e irracional, negociar novas
regras quando as existentes se manifestam desasjustadas e ineficazes e
aceitar a mudança na nossa vida trazida pelas mudanças daqueles que mais
próximos estão de nós são propósitos suficientemente ambiciosos e que
não devem ficar na lista de espera do ano seguinte. São esforços diários. São
disponibilidades conscientes e necessárias. São pedacinhos de esperança que
se concretizam.
Por isso, e sem que se perca esta ideia que o ano novo nos traz uma
esperança renovada para os próximos trezentos e sessenta e cinco dias, é de
todo fundamental, não perder de vista que a esperança está em nós. Depois,
é viver. Como costumo dizer, graças a Deus, que é um só dia de cada vez.
As nossas famílias
Paula Isabel
Escrevo neste Dia da Festa da Sagrada Família. Numa época em que o
conceito de famíliase está a degradar. Épocas ainda mais difíceis se avistam e
nenhuma solução desponta para este problema.
Com efeito, o número de famílias em que o casal se divorcia está a
aumentar. Agrava-se a quantidade de famílias monoparentais e a porção de
mais solteiras continua a crescer. São cada vez menos os casais que casam
na Igreja e pela Igreja.São vários os que optam por, apenas, viverem juntos.
Estas situações aumentam e não se vê uma viragem desta “onda”.
Quais serão as consequências destes atos nas próximas gerações?
Transmitimos a ideia de que o matrimónio não é algo comprometedor, que
é a penas algoprovisório e que causa sofrimento e implica a renúncias e
sacrifícios. É claro que existem situações particulares em que estes atos são
“compreensíveis”, como por exemplo em casos de violência doméstica. Estes
casos podem ser causados pela família destruturada ou como consequência
da sociedade contemporânea. Independentemente destas situações,será
que transmitimos a correta ideia?
Agradeço a Deus a minha família e a minha família alargada, que é a minha
paróquia, com um abraço ao Sr. P.e Domingos e que Deus nos abençoe.
S.MIGUEL DA MAIA - Pág. 14
Maria Lúcia
2014. Vamos ser positivos!?
No ano dois mil e catorze
Vamos tentar ser positivos
Mostrando que estamos atentos
Provando que estamos vivos
Tentando que a nossa vida
Tenha momentos divertidos
Apresentando sempre um sorriso
Considerando todos, amigos.
Bem sei que estamos em crise
Caramba! Está quase a passar…
Portemo-nos bem mais uns dias
E poderemos festejar
A partida de quem veio
E que desejamos ver regressar
Desaparecendo o garrote
Que nos tem estado a apertar.
Não sejamos como aqueles
Saudosistas de outros tempos
Repetidores de frases
Vindas doutros adventos
Agarrados à desgraça
E outros constrangimentos
Senhores do mesmo “poleiro”
Espreitando descontentamentos.
Deixemo-nos de lamechices
De sofrimentos desnecessários
Pois até para sermos positivos
Temos de ser voluntários
Não somos todos iguais
Há os maus. E os contrários
Pois a vida é boa com saúde
E a somar aniversários.
Tudo isto sem esquecer
Todos aqueles que sofrem
Os que passam necessidades
E até mesmo os que morrem…
…Mas a vida continua
Olhar em frente faz bem
Não nos dão nada os lamentos
Queiramos chegar mais além.
É por isso que proponho
Um ano de positividade
Despachando os examistas
Com a força da dignidade
Mostrando que bem sabemos
Viver em paz e liberdade
E que vamos estar atentos
A quem nos fez tanta maldade.
A vida tem de ser assim
Minhas senhoras e senhores
Porque tivemos noutros tempos
A gana dos conquistadores
E alguns séculos depois
O pioneirismo dos descobridores
E até almejamos no futebol
A galeria dos ganhadores…
…Por isso. Meus Caros Amigos
Vamos ser mesmo positivos!?.
Henrique António Carvalho
IGREJAS DE Nª Sª DO BOM DESPACHO E DE
Nª Sª DA MAIA
E OBRAS PAROQUIAIS
Em Dezembro recebeu-se
Dezembro - 2º Domingos 551,40; 3º Domingo 501,87; Natal
569,67; Sagarda Família 443,20; Ano Novo 334,30; 1º Domingo de
janeiro 770,00 ; Vários 346,71; Condomínio Plazza 100,00 ; Carlos
Teles .2795 Arautos 10,00; Cofre INSMAIA - Santíssimo -33,25;Senhora da Maia 38,35; S. Miguel 6. 25; Obras 5,30
CENTRO SOCIAL E PAROQUIAL
PLANOMAIA
LAR DE NAZARÉ
OFERTAS -Dezembro
Transporte......................................................328.085,41
218 -Camilo Sampaio ..............................................................16,00
3219 -Alguém..............................................................................15,00
3220 -Alguém (ED).................................................................... 20,00
3221 - Venda de Velharias (Dra Lídia Mendes)...................130,00
3222 -Maria Lúcia......................................................................10,00
3223- Maria do Céu Lages......................................................50,00
3224- Silvina Loureir.....................................................................15,00
3225 -Elisa Azevedo .................................................................45,00
3226 -Eng. José Carlos Fonseca.............................................150,00
3227 -Guido Ferreira da Silva................................................10,00
3228 -Albino de Oliveira Mendes............................................250,00
3229 -Ceia de Natal........................................................... 1.822,80
3230 - José Dias da Silva e esposa ..........................................50,00
3231.- Alguém ........................................................................... 60,00
3232 - Maria Lúcia ................................................................. 10,00
3233 - Maria Adelaide..............................................................10.00
3234 - Guido Ferreira da Silva ............................................. 10,00
3235 - Maria Conceição Pacheco ....................................... 20,00
3236 - Por Maria Joaquina Barros... .....................................15,00
3237 - José Adriano -............................................................ 250,00
3238 - Fernando Barros .........................................................20,00
3239 - Alguém ..........................................................................10,00
3240 - IVM .............................................................................500,00
3241 - BSMAIA ...................................................................1.000,00
3242 - Mário Ferreira - ........................................................100,00
3243 - Alguém .........................................................................385,00
3244 - Alguns - .....................................................................1508,00
3245 - Grupo de Jovens - Benda de Terços ................... 115.00
3246 - Grupo de Zeladoras INSdaMaia (G.R.T.F.B) 100,00
3247 - Alguém (C.F. F. S. )........................................................ 50,00
3248 - Guido Ferreira da Silva............................................. 10,00
3249 - Joaquim V.Azevedo.. ................................................... 20.00
3250 - Alguém ...................................................................... 20,00
3251 - Eng. Carlos Filipe Ferreira Sousa ........................ 50,00
3252 - Fernando Barbosa ..............................................
20.00
3253 - DIA DA SAGRADA FAMÍLIA (Paezinhos)........... 950,71
3254 - JANEIRAS.....................................................
2,040,32
3255 - Virgínia Oliveira ...........................................................10,00
3256 - A.P.M. .............................................................................20,00
3257 - M.P.M. ------................................................................ 100,00
ATransportar .....................................................9.987,83
O LAR DE NAZARÉ
A Comissão Fabriqueira ou Conselho Económico lançou
mãos-à-obra a construção do Lar de Nazaré. Conseguiu levar
a cabo esta Obra que, no passado dia 8 de Setembro, dia da
Natividade de Nossa Senhora foi benzida e inaugurada por Sua
Exc.a O Senhor Bispo D. Pio Alves, ASdministrador Apostólico
do Porto. Foi um dia memorável.
O Lar é fruto de muita generosidade.
Nossa Senhora abençoe todos e todas que colaboraram
em palavras, em trabalho e em generosidade.
Agora seguem-se as várias etapas de fiscalização e certificações para poder "ser habitado com legalidade".
Neste entretanto, pensa-se nas mobílias que o irão preencher para poderem ser recebidas as várias actividades pastorais e sociais que a Paróquia tem.
É espaço para todos.
Sonho com o dia de abertura das suas portas para as várias actividades.
Quem, o visita fica encantado. Tenho recebido muitos parabéns que o são para todos os que ajudaram a levar a cabo a
construção do Lar que sendo obra da paróquia é sentido como
sendo de cada um.
Ainda não saldamos as contas. Quero crer que não vai
faltar muito tempo em que isso acontecerá.. Queremos ao
abrir colocar tolhas brancas nas mesas como sinal de que ele
é realmente nosso, pois nada devemos ao empreiteiro.
Seja benfeitor.
Poderá entregar pessoalmente nas secretarias da paróquia, sacristias, Pároco, ... ou por
transferância bancária usando o
NIB: 0045 1441 40240799373
19, conta na Caixa de Crédito Agrícola da Maia, ou no
mesmo balcão.
Esta semana foi colocada a
Caixa para o Correio. Poderá
escrever:
Lar de Nazaré
R. P. José Pinheiro Duarte, 88
4470-191 MAIA
Jantar de Natal da Paróquia da Maia - Cont. da Pág 12
CÔNGRUA
É um dever de todo o cristão (de cada família), que
aqui vive, colaborar para a honesta sustentação
do seu Pároco. Ele não tem outra ocupação ou
emprego.
Ninguém vai pelas portas lembrar ou pedir
como se de esmola se tratasse...
Há famílias que se esquecem. Pode entregar a
sua "côngrua" nos Cartórios Paroquiais ou Casa
Paroquial.
A quem já o fez o meu OBRIGADO.
Quem desejar fazer a sua dádiva (oferta) para o LAR DE
NAZARÉ, por transferência bancária, pode fazê-lo usando o
NIB: 0045 1441 40240799373 19
Balcão da Caixa do Crédito Agrícola (Maia) ou entregar nos Cartórios Paroquiais. A Obra é nossa .Após
a transferência indique-nos o NIC para lhe passarmos
o Recibo para apresentar na Decl. do IRS
Do Jantar foi entregue à Paróquia 1.822,80€ para o Lar
de Nazaré. O Jantar esteve óptimo. A alegria sentia-se em
toda a gente.
A Paróquia agradece aos Amigos do Lar de Nazaré todo
o trabalho havido.
A paróquia agradece à Direcção da Escola EB-2/3, na pessoa
do sr. Presidente Eng.Benjamim o franqueamento das instalações.
OBRIGADO
ESTÁTUA DO BEATO JOÃO PAULO II
ME/CT..............................................................................................................50,00
Maria Adelaide ..............................................................................................10,00
Alguém ...........................................................................................................10,00
Uma oferta .............................................................................................5.000 ,00
Transporte................................................................................17.628,00
S.MIGUEL DA MAIA - Pág. 15
Pela Cidade...
Sempre que um ano termina
e outro começa são usuais os
balanços e as projecções. Não
faltaram, nos últimos tempos,
estes exercícios em todos os
meios de comunicação social,
à escala do país e do mundo, e
muitos de nós talvez os tenhamos
também feito no plano individual.
Gostamos todos de olhar para o
início de um novo ano como uma
oportunidade que se nos oferece,
depois de o final de Dezembro ter
encerrado um ciclo em que nem sempre pudemos ter ou
realizar aquilo que desejávamos.As festas de passagem de
ano e os rituais que lhe estão associados servem também
para criar esta ilusão de que a simples mudança do calendário pode trazer consigo a alteração das circunstâncias que
condicionam a nossa vida e tornar possível o impossível.
Na euforia da contagem decrescente para o início do ano,
tudo parece estar de novo ao nosso alcance:estamos prontos para enterrar tudo o que de negativo nos aconteceu
no passado recente e para recomeçarmos com energia
renovada uma vida diferente.
Este é, no entanto, um sentimento passageiro e superficial, ligado mais a um desejo do que a um compromisso
efectivo. Anda-lhe associada uma pergunta, à qual tentam
responder muitas peças jornalísticas:o que podemos esperar
do novo ano? Quando vejo estes artigos tão comuns nas
edições dos primeiros dias de todos os meses de Janeiro,
lembro-me da «Receita de Ano Novo» escrita pelo grande
poeta brasileiro que foi Carlos Drummond de Andrade e
dos seus versos finais:
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
De facto, não podemos ficar passivamente à espera
que o ano que agora se inicia seja “novo”. Cabe a cada um
de nós “fazê-lo novo”, acordar o que dentro de nós está
adormecido, à espera que o despertemos. É preciso que
abandonemos a nossa atitude de expectativa e nos tornemos
mais activos, que nos empenhemos na construção desse
Ano Novo, tentando e experimentando, conscientemente.
Ele está “desde sempre” dentro de cada um de nós, adormecido, apenas à espera de ser despertado. No entanto,
como reconhece o poeta,“não é fácil” operar esta mudança.
Mas enquanto não deixarmos de viver simplesmente na
expectativa de que algo de diferente nos aconteça, é inútil
esperar alguma mudança verdadeira na nossa vida. Nós
somos os donos de nós mesmos e, se quisermos autenticamente mudar a nossa vida, teremos de tomar em mãos
a responsabilidade de fazê-la diferente.
Sei bem que no Portugal de hoje é particularmente difícil manter uma atitude positiva perante o futuro próximo,
quando as circunstâncias sociais, económicas e políticas
S.MIGUEL DA MAIA - Pág. 16
VAMOS FAZER DE 2014 UM ANO NOVO
que condicionam o nosso dia-a-dia dão poucos sinais
de poderem melhorar. Estes são tempos particularmente difíceis e sombrios para todos nós, tanto mais
quanto as nuvens negras parecem ter vindo para ficar.
A tão desejada “luz ao fundo do túnel” vai-se apagando,
de cada vez que alguém diz tê-la vislumbrado. É difícil
acreditar no futuro, quando o presente é tão difícil de
suportar. Como será possível manter a esperança, se a
cada dia nos anunciam novas dificuldades e nos exigem
novos sacrifícios?
E, no entanto, é nos tempos difíceis que precisamos
mais de acreditar que é possível construir um futuro
melhor. Para tal, pede-se a cada um que dê o seu melhor,
que contribua para o colectivo com tudo o que de positivo tem dentro de si. Estes são tempos de altruísmo, não
são tempos para atitudes egoístas. Ninguém se salvará
sozinho:ou sobrevivemos todos,ou nos afundamos todos.
Prafraseando Jonh F. Kennedy, não devemos perguntar
os outros podem fazer por nós, mas perguntemos antes
o que nós podemos fazer pelos outros.
Não me entendam mal. Não pretendo com isto
desresponsabilizar as entidades públicas ou políticas da
sua obrigação de trabalharem para o bem comum. Pela
posição que ocupam, os responsáveis políticos têm uma
obrigação acrescida de darem o melhor de si mesmos
em cada momento e de o porem ao serviço da comunidade. Não podemos, no entanto, atribuir-lhes todas as
culpas e responsabilidades pelos males que nos atingem.
Os lamentos e as desculpas não nos resolvem nenhum
problema. Atribuir sempre a culpa de tudo a um “eles”
distante e indefinido só serve para manter a situação
como está. Se, pelo contrário, cada um de nós assumir a
sua parte de responsabilidade e se empenhar na tarefa
de varrer o pedaço de rua que fica à frente da sua porta,
todo o mundo ficará mais limpo e viveremos todos melhor.
Vamos, então, desde os primeiros dias deste mês
de Janeiro, despertar o Ano Novo que desde sempre
“cochila e espera” dentro de cada um de nós e fazer
de 2014 um ano positivo e verdadeiramente novo. Sem
desculpas, com empenho e com esperança no futuro,
que será tanto melhor quanto mais trabalharmos para
que o seja.
Luís Fardilha
S. MIGUEL DA MAIA
BOLETIM DE INFORMAÇÃO PAROQUIAL
ANO XXV Nº 266
2014
Publicação Mensal
PROPRIEDADE DA FÁBRICA DA IGREJA PAROQUIAL DA MAIA
Director: Padre Domingos Jorge
Telef: 229448287 / 229414272 / 229418052
Fax: 229442383 [email protected]
Registo na D.G.C.S. nº 116260
Empr. Jorn./Editorial nº 216259
http://www.paroquiadamaia.net
Impresso na Tipografia Lessa
Largo Mogos, 157 - 4470 VERMOIM - MAIA
Telef. 229441603
Tiragem
1.500 exemplares
FESTA DO NATAL
E
REIS
EM FOTOGRAFIA
SUPLEMENTO
BIP ANO XXV - Nº 266 - JANEIRO 2014
Fotos de: José Carlos Teixeira
José Tomé e
P. Domingos Jorge
Devo dizer, pela segunda vez, que este suplemento, faz parte do nosso Jornal.
Muitos foram os que representaram na Missa do Galo, na Missa das 19h00 do dia de Natal e
também na Festa da Epifania (Reis). A estas representações chamamos Presépio ao Vivo.
A novidade das representações tornam, para quem esteve presente, mensagem que ficará
retida na inteligência e coração. Exigiu muito trabalho. Quero dar os Parabéns e um obrigado à
Dra D. Maria Luísa, ao Sr. José Carlos e aos Atores, que foram muitos , bem como aos repórteres
fotográficos: José Tomé e José Carlos.
Diz.se que "as palavras voam, o que se escreve permanece" e eu repito que as fotografias
valem muitos discursos.
O nosso Natal "presépio ao vivo" fez-nos viver com alegria a celebração do Natal com Jesus.
S.MIGUEL DA MAIA - Suplemento - Pág. 1
S.MIGUEL DA MAIA - Suplemento - Pág. 2
S.MIGUEL DA MAIA - Suplemento - Pág. 3
S.MIGUEL DA MAIA - Suplemento - Pág. 4
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