AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE RIO TINTO
A(S)PALAVRA(S) DO ANO
Previsivelmente,
para a maioria, a palavra do
ano seria crise. Todavia, a
minha “palavra” de eleição
não seria uma palavra, na
verdadeira aceção do termo, mas sim um/dois afixos
comuns a várias palavras
que congregam a(s) mesma(s) ideia(s) – des/re.
Olhando o pequeno
mundo que me rodeia, não
vejo senão desmotivação,
desinteresse, desvalorização, desconcentração, por
parte dos jovens adolescentes, enquanto que os
nossos governantes vão
desfazendo muito do que
estava razoavelmente bem
feito, com o único propósito de refazer de forma diferente, só para se dizer que
se fez algo novo, nem que
tenha sido para pior.
Apesar de não ter
nascido numa democracia,
pouco senti a ditadura, porque o fim do seu reinado
estava iminente. Todavia,
como adolescente, eu e
todos os meus pares sentíamos que tínhamos mais
obrigações do que direitos,
principalmente em relação
aos adultos que tinham
responsabilidades diretas e
indiretas sobre nós, a família e a escola, respetivamente. Permissividade e
contestação existiam, mas
em doses q.b. É certo que
não tínhamos muitos facilitismos, raramente tínhamos fosse o que fosse de
mão beijada. Todavia, essas
limitações e dificuldades
não faziam de nós jovens
frustrados, oprimidos ou
traumatizados, antes pelo
contrário, fortaleciam-nos
de tal forma que nos permitiam enfrentar as adversidades de modo mais persistente e empreendedor,
havendo mais brio em tudo
o que se fazia. A tarefa, a
obrigação dos jovens, como
alunos, era estudar, obter
sucesso, à primeira, caso
contrário, o mercado de
trabalho seria a sua próxima escola.
Hoje, crianças e
jovens reclamam de forma
constante, umas vezes justamente, outras nem por
isso, esquecendo-se que os
seus direitos terminam
onde começam os direitos
dos outros e que as obrigações dos outros mais não
são que as suas próprias
obrigações, esquecidas frequentemente. Muitas destas
atitudes/
comportamentos são um
prolongamento do que
começa em casa, justificável, atualmente, com a crise
que nos visitou e que teima
em nos acompanhar ad
eternum.
Assim, crianças e
jovens têm de reconhecer
que também os professores
vivem no mesmo país e
partilham o mesmo contexto económico-social, tendo
de enfrentar contrariedades pessoais e profissionais,
exercendo um cargo público de grande desgaste físico e mental e com acrescidas responsabilidades, porque ser professor não é
apenas transmitir conhecimento, mas também formar/educar jovens que
serão os futuros governantes, médicos, professores,
polícias, funcionários administrativos, etc. O professor
é também um assistente
social, atento às dificuldades socioeconómicas das
famílias dos seus pupilos,
intervindo muitas vezes,
juntamente com a escola,
na resolução de situações
básicas de sobrevivência; o
professor é também aquele que frequentemente
ouve os desabafos dos alunos e tem uma palavra de
conforto em momentos
mais difíceis. O professor é
aquele que tem orgulho
em ensinar os seus alunos
o melhor possível e quanto
mais interesse, gosto,
empenho e sucesso estes
apresentarem, mais satisfação e motivação o professor terá para continuar
a sua missão. Não obstante
as contrariedades, o aluno
será sempre o centro de
todo o processo com um
excelente potencial.
Profª Cristina Vieira
A NO XXI-Nº53
D EZEMBRO 2013
N ESTA E DIÇÃO :
P ROJETO
E DUCAÇÃO
PARA A
3
N ÚCLEO DE A POIO
E DUCATIVO
6
E FEMÉRIDES
9
C RÓNICAS
13
M EIO -A MBIENTE
16
R ECENSÕES
19
SAÚDE
DE
LIVROS
O N ATAL
24
P ÁGINA DA
M ATEMÁTICA
27
P ASSATEMPOS
29
AVERT—VIRA A PÁGINA
P ÁGINA 2
O MAIS IMPORTANTE É OLHARMOS PARA A POSSIBILIDADE E NÃO PARA A
DIFICULDADE
É difícil implantar a mudança
educacional que se pretende sã, tolerável, produtiva e prospetiva, se a
escassez de tempo moderno, a rapidez
com que “caem” nas secretárias um
número crescente de formalismos,
burocracias e um infindável rol de conceitos pré-concebidos, se mantiverem
no ritmo que hoje se verifica.
Mas a mudança é o cerne de
toda a atividade, o movimento de
ações necessárias para a melhoria contextual do nosso agrupamento.
Para termos a escola que
desejamos, exige-se um tempo de
avanços de conhecimento humano e
tecnológico, o que ninguém questionará. O mundo está a passar por incríveis
mudanças que, de forma acentuada,
marcam a história de cada nação, de
cada organização e de cada indivíduo.
Basta observar que, nos últimos 25
anos, as descobertas e inventos na
Terra equivalem ao que aconteceu nos
últimos 5 000 anos! Portanto, o mundo está em ebulição e nesse contexto
estamos envolvidos, observando, colaborando, tirando partido das novas
informações.
Dizer que a escola atravessa
séries dificuldades, não é pessimismo,
é uma realidade, porque fazemos parte de um sistema educacional com
tradição centralista, com agravante de
ser difícil enfrentar problemas, como a
violência em meio escolar, burocracia
excessiva, desemprego, famílias desestruturadas e a falta de valores que,
tudo junto, leva a concluir que não se
torna fácil, nos dias que correm, gerir
uma escola, ainda que seja uma missão desafiadora para um líder que
empreenda tal tarefa; como diz Bill
Bethel, um líder é quem conduz “uma
equipa a bom porto e, uma equipa
bem-sucedida, significa um grupo de
muitas mãos, mas de uma mente”. O
Diretor é a figura central na escola que
dirige; um grande visionário, um grande perspetivista, numa sequência de
ações, a curto, a médio e a longo prazo.
Na educação, como na vida,
há um processo dialético constante,
entre estabilidade e mudança, entre
preservar ou modificar e os pais têm
também um papel em todo o cenário
de mudança, pois que residimos
numa época em que a perturbação e
a desintegração dos valores são os
maiores impedimentos para uma
atuação digna dos resultados que
almejamos. Nos dias de hoje, a escola não pode viver sem a família, nem
a família pode viver sem a escola;
torna-se evidente a necessidade de
uma tarefa em conjunto, para se
poder atingir um bem-estar e a boa
aprendizagem do educando numa
estruturação formativa total do mesmo.
E no entanto, é pela mudança que se constrói a história de uma
vida, de uma organização. O nosso
agrupamento, bem há pouco tempo,
sofreu uma mudança: a Dra. Aurora
Vieira que comandou as hostes desta
instituição educativa, desde o seu 1º
mandato, em julho de 2007, até
outubro de 2013, tendo sempre
defendido a unificação dos diferentes
ciclos, uma Diretora que enriqueceu
e orientou esta grande nau coadjuvada por todos os que com ela colaboraram e ajudaram, num caminho que
foi trilhado em conjunto, não olhando a esforços para intervir e ajudar,
desde o Pré-escolar, ao 3º Ciclo; nunca se sentiu que, como Diretora, se
arredasse dos problemas de cada um
de nós, antes, porém, dimensionavaos numa perspetiva de problema
conjunto e numa parceria justa,
imparcial, lucrativa, no que respeita a
resultados, como reconhecidamente
ficou provado num registo, aquando
da última Avaliação Externa feita ao
nosso agrupamento, em que nos foi
atribuída uma classificação de Muito
Bom em todos os domínios em análise. Em homenagem à sua pessoa e à
figura relevante que foi para os professores, alunos e funcionários do
AVERT, o nosso MUITO OBRIGADA e
votos para que no novo cargo assumido, continue a defender a Educação como sempre fez questão de o
fazer.
E como a própria Dra. Aurora, num gesto e dito de despedida,
acabou por afirmar: “Não há pessoas
insubstituíveis, na vida!”, nada melhor
que verificarmos a atuação da Dra.
Paula Costa, que se viu, bem há pouco
tempo, a ocupar o lugar de Subdiretora
do agrupamento, e, agora, a assumir a
direção do mesmo, com uma garra,
interesse e dedicação, na medida do
possível, em dimensão alargada
(porque não nos podemos esquecer
que o AVERT é composto por 11 estabelecimentos de ensino), e tudo tem
feito para manter a boa governação,
através de uma conduta assertiva, de
muita responsabilidade e empreendedora.
Novas mentes, novos ares se
fazem sentir e outros se esperam,
novos desafios que instigam à mudança e a novos horizontes para o AVERT.
E nestes novos horizontes esperamos
contar, como não podia deixar de ser,
com o apoio incondicional, de todos os
professores, alunos, funcionários, pais
e encarregados de educação, todos os
nossos parceiros sociais e toda a nossa
comunidade educativa, para podermos
ir mais além, seguir os ideais de uma
escola ativa, justa e irrequieta no que
respeita a não se deixar infetar pela
conjuntura económica que afeta e alastra pelo país, e, em conjunto, fazermos
pela diferença. O que se espera da
direção, em conjunto com todos os
elementos que dão corpo ao nosso
agrupamento, é que, juntos, possamos
continuar a fazer do AVERT um agrupamento de referência.
E a vida é isto: uma mudança
constantemente necessária!...
Um Santo e Feliz Natal e um
Próspero ano 2014!
São os votos da Direção
Profª Deolinda Reis
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 3
PROJETO EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE
DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO
O dia da alimentação
deve ser comemorado saudavelmente.
O dia 16 de outubro
deve ser diferente dos
outros, pois devemos seguir
regras alimentares.
Para o sabermos
fazer, temos a ajuda da Roda
dos Alimentos, que consiste
num gráfico circular com
sete grupos diferentes de alimentos
a saber: os laticínios, as gorduras e
óleos, as leguminosas, as carnes,
pescado e ovos, a fruta, as hortícolas e os cereais e derivados, tubérculos.
Na nossa alimentação devemos incluir de tudo um pouco, não
na mesma quantidade mas em
diferentes porções.
A água não possui um grupo
próprio, porque faz parte de quase
todos os alimentos.
Não devemos comer alimentos fora do prazo de validade
nem com muitos aditivos alimen-
tares.
Também devemos seguir
as regras de higiene alimentar, lavando os alimentos que
se comem crus e as mãos,
cozinhando bem os alimentos
pois não seguindo essas
regras podemos apanhar
micróbios e parasitas.
Uma boa educação alimentar promove uma alimentação
saudável e estilos de vida saudáveis. Por isso devemos seguir as
regras da educação alimentar e
higiene para ter uma alimentação saudável.
Joana Freire, Francisca Silva, 6ºC
DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO NO JI PORTELINHA-ALTO DE SOUTELO
No dia
16 de outubro festejamos no nosso Jardim-de
-infância o
dia mundial
da alimentação.
Para nós foi um dia muito bem
passado para além de saboroso!!!!!
Todos nós trouxemos de
casa uma peça de fruta que
depois descascámos, cortámos e
fizemos uma saborosa salada de
fruta.
Para acompanhar esprememos
laranjas e bebemos um sumo de
laranja natural.
Por fim fizemos o registo recortando de revistas alimentos saudáveis.
Todas as atividades foram
acompanhadas com músicas alusivas ao tema.
DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A SIDA– 1 DEZEMBRO
O Dia Mundial de Luta Contra a Sida é
comemorado a
nível mundial
no dia 1 de
Dezembro. A
SIDA (Síndrome
da Imunodeficiência Adquirida) e VIH (Vírus da Imunodeficiência
Humana) foram descobertos no ano
de 1981. Este vírus ataca o sistema
sanguíneo e o sistema imunológico do doente. São três as formas
de contágio do VIH/SIDA: relações
sexuais desprotegidas; contacto
com sangue infetado; de mãe para
filho, durante a gravidez, parto ou
pela amamentação.
O Projeto Educação para a
Saúde (PES) dinamizou em conjunto com os professores da discipli-
na de Ciências Naturais, na sala
de aula, a atividade “Segue as
minhas instruções”, para os alunos do 8º e 9º ano, procurando
alertar os alunos e restante
população escolar para a necessidade de prevenção e de precaução contra o vírus da SIDA.
Equipa PES
AVERT—VIRA A PÁGINA
P ÁGINA 4
PROJETO EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE
NATAL E RECEITAS LIGHT
O Natal pode ser Delicioso e Saudável
Conselhos da Equipa de Nutricionistas
do ACES Gondomar para tornar o seu
Natal mais saudável.
Aproxima-se a época festiva do
Natal. Por todo o país começam os
preparativos para a maior e mais
aguardada festa do ano. De todas as
épocas do ano, esta é a que se encontra envolta de uma gastronomia rica e
variada, um prazer gustativo e visual,
um atentado para a linha que tão a
custo tentamos manter. De facto, trata
-se duma festa celebrada em família,
em que grande parte do tempo é passado à mesa, repleta de alimentos
muito tentadores, na maior parte das
vezes muito ricos em açúcares e gorduras. Um consumo excessivo deste
tipo de alimentos pode levar a uns
“quilinhos” a mais que depois dificilmente serão perdidos! Para evitar
ganhos de peso excessivos nesta época do ano propomos algumas receitas
caloricamente mais leves!
Leite Creme Light
Ingredientes:
1 litro de leite; 6 gemas; 60g de açúcar
Light; 2 colheres (sopa) de farinha; 1
casca de limão; 2 paus de canela; açúcar Light para polvilhar, q.b.
Modo de Preparação:
Leve ao lume o leite com a casca do
limão e os paus de canela e deixe ferver. Retire do lume e deixe arrefecer.
Numa tigela misture o açúcar com as
gemas, junte a farinha e misture bem.
Adicione o leite em fio mexendo sempre delicadamente e leve ao lume
mexendo sempre até ferver. Retire do
lume, rejeite a canela e o limão, deite
para um pirex fundo ou em taças individuais, deixe arrefecer, polvilhe com
o açúcar e leve ao forno com o grill
ligado até ficar douradinho (ou queimar com um maçarico). Retire e sirva
de seguida.
Rabanadas light
Ingredientes:
6 Fatias de pão; chá preto com adoçante a gosto; 1 ovo grande; canela
em pó, q.b.; adoçante em pó, q.b.;
Para a calda:
0,5 L de água; 1 casca grossa de
limão;
1 pau de canela; adoçante, q.b.; 1
mão de pinhões.
Modo de Preparação:
Coloque o chá num prato fundo.
Demolhe as fatias de pão no chá e
reserve.
Noutro prato, bata bem o ovo. Passe
as fatias de pão demolhadas pelo
ovo.
Num recipiente que possa ir ao forno, polvilhe o fundo com canela e
adoçante. Sobreponha as fatias de
pão e polvilhe com canela e adoçante. Leve ao forno bem quente até
dourar.
Prepare a calda, levando ao lume,
todos os ingredientes especificados,
até engrossar um pouco. Quando as
rabanadas estiverem douradas, retire
do forno.
Acrescente a calda a gosto.
Aletria
Ingredientes:
200g aletria; 1L de leite meio gordo;
150g de açúcar Light; casca de limão;
2 paus de canela; 5 gemas; 1 colher
de sopa de margarina sem sal.
Modo de Preparação:
Num tacho leve ao lume o leite com
os paus de canela, a casca de limão e
a margarina. Logo que comece a ferver junte-lhe a aletria mas partindo
antecipadamente os novelos com a
mão para que a aletria vá solta. Vá
mexendo com a colher de pau ou o
garfo de vez em quando. Enquanto
coze, fervendo lentamente, vá experimentando a aletria e, logo que cozida, junte-lhe o açúcar, mexa e deixe
ferver mais 5 minutos. Retire do
lume, bata numa malga as 5 gemas
com um garfo, junte-lhes aos poucos
3 ou 4 colheres do caldo da aletria e
mexa muito bem. Deite depois este
preparado na aletria, em fio e
mexendo sempre. Leve novamente
ao lume para aquecer bem e cozer as
gemas, mas sem deixar ferver e
mexendo sempre no fundo com
colher de pau; quando estivar quase
a querer ferver retire a canela em pau
e o limão e, enquanto quente, deite-a
nos pratinhos, pratos ou travessas e
deixe arrefecer.
Depois de fria polvilhe com canela em
pó fazendo com esta, desenhos sobre a
aletria.
Arroz Doce
Ingredientes:
½ L de leite magro; ½ chávena de arroz
carolino; ¼ de chávena de açúcar; ¾ de
chávena de água; 2 gemas de ovos; sal,
q.b.; 1 colher de sobremesa de margarina; 1 casca de limão;
canela em pó, q.b..
Modo de Preparação:
Põe-se a água ao lume com uma pitada
de sal e quando ferver junta-se-lhe o
arroz. Quando o arroz absorver toda a
água, vai-se aos poucos adicionando o
leite, que entretanto se ferveu com a
casca do limão, mexendo sempre para
não pegar ao fundo do tacho.
Quando o arroz estiver cozido adiciona
-se-lhe o açúcar, juntando o leite que
ainda restar. Desfazem-se as gemas
num pouco de leite frio e, fora do
lume, juntam-se ao arroz, que volta ao
lume só para as cozer (desligar quando
levantar fervura).
Tira-se do lume e junta-se a margarina
deitando o arroz doce já pronto, num
prato fundo ou pirex que se decora
com desenhos feitos com canela.
NOTA: Esta receita deve ser cozinhada
em lume médio para o arroz ficar cremoso.
Bacalhau com Natas Light
Ingredientes:
4 postas de bacalhau demolhado
2 cebolas; 4 dentes de alho; 1 folha de
louro; 2 colheres de sopa de azeite; 1
cenoura ralada; 800g de batatas; sal e
Pimenta q.b.; 200ml de natas light
Para o molho bechámel:
40g de margarina light; 50g de farinha
de trigo; 250ml leite magro; 250ml de
água de cozer o bacalhau; sal e Pimenta q.b.; noz moscada q.b.; sumo de
limão q.b
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 5
PROJETO EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE
Modo de Preparação:
1. Coza o bacalhau em água a ferver.
Quando estiver cozido retire-o e deixe
arrefecer. Guarde 250ml da água para
o molho. Depois elimine as peles e as
espinhas e separe em lascas. Reserve.
2. Descasque e corte as batatas em
cubos pequenos. Coloque as batatas
em água com sal e leve ao lume.
Aguarde até que ferva e deixe cozer
por mais 5 minutos. Retire do lume,
escorra, tempere com pimenta e reserve. (Utilize batatas que não se desfaçam facilmente).
3. Corte as cebolas às rodelas, pique os
alhos e coloque-os numa frigideira anti
-aderente. Junte o azeite, a cenoura
ralada e uma folha de louro. Leve ao
lume para refogar. Quando a cebola
estiver translúcida, junte o bacalhau e
deixe cozinhar durante alguns minutos. Retire o louro e reserve.
4. Coloque a farinha e a margarina
num fervedor de leite e leve a lume
brando. Mexa rapidamente com uma
colher de pau para não ganhar caroços. Junte o leite e a água de cozer o
bacalhau aos poucos e continue a
mexer até obter um creme grosso e
bem cozido. Se, por acaso, o molho
formar caroços, utilize a varinha mágica para os desfazer.
5. Junte as natas e tempere com sal,
pimenta, noz moscada e sumo de
limão a gosto.
6. Num tabuleiro, junte as batatas, o
bacalhau e o molho. Envolva bem e
leve ao forno durante cerca de 20
minutos ou até estar dourado por
cima. 7. Sirva quente e acompanhe
com uma salada.
Sugestões: Quando juntar o bacalhau ao refogado, acrescente uma
colher de sopa de salsa picada.
A equipa de Nutricionistas do ACES
Gondomar deseja-lhe um BOM
NATAL!
Dr.ª Camilla Menezes
Dr. Miguel Ângelo Rego
POLUIÇÃO SONORA
A poluição sonora é o
tipo de poluição provocada
pelo som. É
originada pela
produção de sons com elevada
intensidade. Geralmente, estes
sons são sons que se tornam insuportáveis, passando a ser considerados como ruído perturbador.
Este tipo de poluição faz-se
sentir nas grandes cidades, ou seja,
nas zonas com maior densidade
populacional.
As principais fontes deste
tipo de poluição são: máquinas de
construção civil, trânsito e movimento caótico nos grandes centros
urbanos, atividades industriais,
movimento de um elevado número
de pessoas em espaços fechados,
discotecas, concertos musicais e
eventos relacionados.
A poluição sonora tem como
consequências: a redução da capacidade auditiva, a surdez, as insónias, a
interferência com a comunicação, a
interferência na aprendizagem, os
efeitos fisiológicos, como hipertensão, taquicardia e arritmia, o
“stress”, a alteração do sistema ner-
voso, a alucinação, a fadiga, a irritação das pessoas, as doenças psíquicas, a perda de memória, a queda no
rendimento escolar e o afastamento
de espécies animais.
Para prevenir todas estas consequências, devem ser tomadas as
seguintes medidas: sensibilizar a
população no sentido de evitar a
poluição sonora e evitar longas
exposições a sons demasiado intensos, usar proteções nos ouvidos em
trabalhos que exigem exposição a
ruído, evitar a ida com frequência a
discotecas e locais públicos com sons
intensos, ouvir música num volume
moderado e elaborar acordos e tratados que regulem a emissão de ruído.
Em Portugal, o novo diploma
geral contra a poluição sonora está
em vigor desde 2001 e diz respeito
ao novo Regulamento Geral do Ruído estipulado no Decreto-Lei Nº
292/2000, de 14 de novembro. Este
novo regulamento vem estipular,
entre outras disposições: a proibição
de descolagens e aterragens dos
aviões nos aeroportos nacionais,
ficando estas condicionadas entre as
24 e as 6 horas, devendo os aeroportos implementar medidas para a
minimização do ruído; os alarmes
contra roubo dos automóveis têm
de ter um sistema de controlo de
modo a não funcionarem mais de
20 minutos, caso contrário podem
ser removidos da via pública; passa
a ser exigido à construção civil um
estudo de impacte ou um certificado de uma firma creditada pelo
Ministério do Ambiente quanto à
insonorização das construções.
É também proibida a realização de espetáculos de diversão,
feiras, mercados ou manifestações
desportivas, na proximidade de
edifícios de habitação, escolas, e
hospitais, a menos que seja autorizada por uma licença especial. As
obras de recuperação, remodelação ou conservação realizadas no
interior de habitações, escritórios
ou estabelecimentos comerciais
apenas poderão produzir ruído nos
dias úteis e durante as 8 e as 18
horas.
A poluição sonora é hoje um
problema muito preocupante e
cabe a todos fazer algo para o evitar, pois as suas consequências
irão ser cada vez mais intensas.
Maria Lima, 8º C
AVERT—VIRA A PÁGINA
P ÁGINA 6
NÚCLEO DE APOIO EDUCATIVO
A Educação Especial é o
ramo da educação que se ocupa do
atendimento e apoio de alunos
que apresentam problemas educativos de caráter prolongado e dificuldades a nível escolar, englobando todas e quaisquer necessidades
consideradas “diferentes” e que
necessitem de uma abordagem
específica.
A Escola, não obstante ser
um local de passagem, é parte
integrante de um percurso pessoal
e social que, ao promover a igualdade de oportunidades, dota os
discentes de capacidades e competências que lhes permitam, dentro
das suas limitações, o crescimento,
a satisfação pessoal e a inserção
social.
O NAE pretende compreender o aluno na sua singularidade e
desenvolve um trabalho que promove a igualdade de oportunidades, não dando o mesmo a todos,
mas proporcionando a cada um
aquilo que, educacionalmente, lhes
faz falta, de forma a que o percurso escolar destes alunos possa ser
o mais enriquecedor possível.
Empreendemos esforços no sentido de tentarmos responder, da
forma mais eficaz possível, às
diversas necessidades dos alunos
abrangidos por esta medida. Para
além de promover a aquisição
efetiva de competências de literacia (ao nível da leitura, da escrita
e do cálculo), o NAE proporciona
igualmente um suporte emocional e social. É neste contexto que
das diversas atividades desenvolvidas destacamos a ação de sensibilização para aceitação e valorização das diferenças no âmbito
do Dia Internacional da Deficiência; sessão semanal Sabores e
Saberes-aprende culinária, partici-
pação na Festa de Natal e as
comemorações do Halloween, do
Dia de S. Martinho e da época
natalícia. Destacamos, ainda, a
participação dos nossos alunos no
projeto musical A Casa vai à Casa
que culminou com a apresentação, no dia 2 de Dezembro, do
produto final das várias sessões
desenvolvidas e que contou com a
presença de alguns dos encarregados de educação dos alunos envolvidos.
Agradecemos a todos – Dire-
ção, ASE, professores, assistentes
operacionais e restante comunidade escolar- que nos ajudam neste
desafio diário de valorização da
diferença, tornando o percurso dos
nossos alunos mais harmonioso. A
todos desejamos um Santo Natal!
Grupo NAE
O BULLYING
No dia 22 de novembro vieram dois agentes da PSP da Escola
Segura, falar sobre o Bullying, aos
alunos do 4º ano. Os alunos viram
um Power Point, criado pelos
senhores agentes. Nas imagens
vimos um grandalhão a tentar
bater nos mais fracos e os agentes
disseram que era muito injusto.
Na minha escola, às vezes,
acontecem zangas entre os meninos, mas não são muito graves. Por
vezes, racham a cabeça, mas os
alunos são logo socorridos.
Quem atira a “pedra” é castigado.
Quando um aluno é violento comigo, eu chamo os funcionários. Quando vejo os meninos
à luta eu não fico a rir-me, venho
logo chamar algum adulto para
tratar do assunto. Se eu estiver
zangado, consigo controlar-me,
contando até dez, para me acalmar. Se for uma zanga a sério,
peço ajuda a um adulto.
Devo ser sempre amigo dos
outros. Se vir alguém zangado tento
com que façam as pazes. Devo deixar os outros brincar comigo, como
jogar à bola, mesmo aqueles de
quem não gosto tanto.
Daniel Lima, 4ºH, EB 1 S. Caetano 2
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 7
OS NOSSOS PROFESSORES ESTAGIÁRIOS
Como tem vindo a acontecer de há uns anos para cá, a escola
EB 2/3 Rio Tinto acolheu mais um
Núcleo de Estágio Profissional de
Educação Física da Faculdade de
Desporto da Universidade do Porto
(FADEUP). Este ano, este grupo de
jovens professores conta com a
presença de duas estagiárias - Ana
Magalhães e Catarina Ribeiro – e,
de dois estagiários - Gustavo Silva e
Pedro Gonçalves. Com espírito de
cooperação, colaboração e de interajuda, pretende-se dar ainda mais
brilho a esta escola que se destaca
pela sua capacidade acolhedora e
amável na receção de toda a comunidade educativa.
Para lá da formação profissional, e porque uma relação pressupõe dois sentidos, um dos objetivos deste núcleo de estágio passa
por ajudar na educação e na forma-
ção dos alunos, na tentativa de
um ensino de qualidade e diferenciador, apelando e promovendo o
gosto pela prática desportiva.
Para além da lecionação
das aulas, o núcleo de estágio tem
ainda dinamizado o Clube de Futsal Masculino, às terças-feiras das
14h35 às 15h25, e o Clube de Dança, às terças-feiras das 12h30 às
13h20. A promoção destes clubes
campo da afetividade, fundamentais para a construção da
formação integral do aluno.
Pelos benefícios da prática desportiva, pela aprendizagem
e
pelo convívio, junta-te a nós e
vem passar alguns momentos
agradáveis. Como diria o nosso
autor Fernando Pessoa ”primeiro
estranha-se e, depois entranhase!”
permite que os alunos vivenciem
experiências enriquecedoras, não
só a nível motor mas também no
O Núcleo de Estágio de Educação
Física 2013/14
COSTUME CONTEST
No dia 31 de outubro de 2º – Hélder André Carvalho, 5ºC
2013 realizou-se na Escola E.B. 2,3 3º – Rui Pedro Matos , 5ºH
de Rio Tinto um desfile de máscaras, que contou com a participação
entusiástica de alunos dos 2º e 3º
ciclos do AVERT. Esta atividade foi
dinamizada e organizada pelos professores de inglês do agrupamento,
que receberam as inscrições de
todos os alunos que pretenderam
participar. O desfile decorreu no
final desse dia tendo como espetadores os encarregados de educação
e também alunos.
Os participantes revelaram
muita criatividade nas máscaras
apresentadas, tendo sido pontuadas por um júri composto por elementos da comunidade educativa
Por fim, foram apurados os
seguintes vencedores:
2º prémio
3º prémio
1º prémio
1º – Catarina Maria Mateus, 6ºE
O Grupo de Inglês
AVERT—VIRA A PÁGINA
P ÁGINA 8
A FAMÍLIA AJUDA A ESCOLA
A turma 4ºC, da EB1 da Ponte, durante o 1º período, aprendeu
a fazer notícias. Cada aluno escreveu uma notícia sobre diferentes
formas dos familiares ajudarem a
escola. Ficam alguns extratos dessas notícias que, nesta época, em
que o espírito de ajuda parece
crescer, podem ser inspiradoras…
Madrinha faz bolsa para o rato
Sofia Mota,
madrinha de Beatriz
Martins, fez uma
bolsa para o rato do
Magalhães da escola
da sua afilhada.
A Sofia Mota fez essa linda
bolsa, porque gosta de fazer este
tipo de trabalho.
Pai digitaliza livros
Carlos Soares,
pai de Hugo Soares,
digitaliza livros para
depois serem utilizados no quadro interativo da sala de aula dos
seus filhos.
Ele faz isto, porque acha que
assim as aulas dos seus filhos ficam
mais fáceis e divertidas.
Avô faz bolsa para “Magalhães”
Luís Novais, avô
de Maria João Marques, vai fazer uma
bolsa para guardar um
dos “Magalhães” da
escola.
Ele vai fazer a bolsa, porque
a neta lhe pediu e ele é muito habilidoso e gosta de ajudar todas as
pessoas.
Mãe assististe a atividades abertas à comunidade
Elisa Ferreira, mãe de Nuno
Soares, assistiu à festa de Natal dos
seus filhos, no Dramático de Rio
Tinto, em dezembro de 2012.
Isso aconteceu, porque ela
gosta dos seus filhos e não queria
perder as suas atuações.
Os seus filhos ficaram muito felizes e, por isso, dançaram e
cantaram muito bem.
Mãe constrói fatiota de Carnaval
Marta Rodrigues, mãe de
Diogo Cruz, fez uma
fatiota com materiais
reciclados para o seu
filho usar no desfile de
Carnaval.
Ela fez isso, porque é amiga do
ambiente.
Mãe dá livros à biblioteca
Cristina Rainho, mãe de
Jorge Maia, entregou livros para a
biblioteca da E B 1 da
Ponte.
Ela fez isso,
porque já não queria
os livros, sabia que
ainda estavam bons
e que na biblioteca da escola ainda podiam ser utilizados.
Pai faz arranjos diversos na escola
Júlio Vieira, pai de Nuno
Vieira, monta e desmonta o sistema de iluminação
das Festas de Final
de Ano, colocou
gavetas nas mesas
dos alunos para
guardarem os livros e
está a pintar os placards de cortiça da sala de aula do seu filho
Nuno.
Ele fez estas coisas todas,
porque acha importante ajudar a
melhorar as condições da escola.
Irmã e pai de aluno atuam na
Festa de Natal
Ana Ferreira e José Ferreira
(irmã e pai de Pedro
Ferreira) estiveram a
cantar no Dramático
de Rio Tinto, na Festa
de Natal da escola,
em dezembro de 2011.
Eles fizeram uma imitação de
Paulo Gonzo e Lúcia Moniz, com a
música “Leve beijo triste”.
Os artistas quiseram atuar
para passar um bom momento
entre pai e filha, mostrar isso ao
público e proporcionar diversão.
Avó e mães ajudam no Peddypaper
Fernanda
Teixeira,
avó
materna de Filipa Freitas, Odete
Baptista, mãe do Gabriel Batista e
Paula Sá, mãe de José Pedro, ajudaram a escola dos seus filhos, participando num Peddy-paper.
Elas participaram nesta atividade, organizada pela Associação
de Pais da E.B1 da Ponte, no final
do 2º período de 2011/12.
Acompanharam os alunos da
escola até ao Parque de São Roque
e lá orientaram equipas durante os
jogos.
Fernanda Teixeira colaborou,
porque gosta da escola das netinhas dela e acha importante ajudar
a escola.
A mãe do Gabriel fez isso,
porque gosta de ajudar a escola do
seu filho.
Paula Sá fez isso com outros
pais, professores e assistentes operacionais, porque achou divertido.
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 9
A FAMÍLIA AJUDA A ESCOLA
Mães e tia ajudam nos comes e
bebes nas festas
Manuela Santos, mãe de
Daniel Santos, Amélia Estrela, tia de
Joana Maia, Vera Morais, mãe de
Leandro Queiroz e Carla Silva, mãe
de Lisandra Neves, contribuíram
com comes e bebes para as festas
de Natal e de Final de Ano Letivo.
Para isso Manuela, Vera e
Carla compraram sumos, Vera
comprou um bolo e Amélia e Carla
fizeram bolos deliciosos.
Manuela e Vera fizeram isso
porque gostam de ajudar a escola.
Amélia fez o bolo porque a
mãe dos seus sobrinhos estava a
trabalhar e não tinha tempo para
fazer o bolo para ajudar na festa
da escola dos seus filhos.
Carla contribuiu com os
bolos e sumos porque gostou
muito da ideia da escola ter
comes e bebes nas festas e disse
que foi um prazer contribuir e
que voltará a fazer o mesmo.
4º C
CLUBE DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA EM CONSTRUÇÃO
O Clube de História e Geografia de Portugal, composto por
vinte alunos do 2º ciclo e 3º ciclos
desenvolveu, ao longo do primeiro
período, diversas atividades práticas: pesquisas sobre efemérides;
pesquisas sobre produtos alimentares diversos que chegaram à Europa durante o período das descobertas para a elaboração de um Kit
sobre especiarias; realização de um
esboço com o logotipo do Clube;
localização absoluta de Rio Tinto;
observação, através do Google
mapas, das áreas urbanizadas e
rurais de Rio Tinto e dos produtos
agrícolas cultivados; visualização
do filme ”Terra Selvagem” para
observar as características da floresta amazónica e dos povos que a
habitam; debate de ideias sobre
o papel da “Amnistia Internacional” na defesa dos direitos humanos; planificação de uma visita
de estudo, de entre outras atividades, sempre com o objetivo de
adquirir conhecimentos diversificados na área da Geografia e da
História, recorrendo sempre que
possível às novas tecnologias de
informação.
EFEMÉRIDES
21 de setembro - Dia Internacional
da Paz:
No dia 21 de
setembro de 2006,
por ocasião do Dia
Internacional da Paz,
Kofi Annan afirmou:
“Há vinte e cinco
anos, a Assembleia Geral [da ONU]
proclamou o Dia Internacional da Paz
como um dia de cessar-fogo e de não
violência em todo o mundo. Desde
então a ONU tem celebrado este dia,
cuja finalidade não é apenas que as
pessoas pensem na paz, mas sim que
façam também algo a favor da paz”.
5 de outubro de 1910 – Implantação
da República (103º aniversário)
No dia 5 de outubro de 1910,
pelas 9 horas da manhã, a República
foi implantada da varanda dos paços
do Concelho
de
Lisboa,
após
dois
dias de revolução iniciada pelo
Partido Republicano. A monarquia
foi destituída, surge uma nova
bandeira (verde e vermelha), um
novo hino (A Portuguesa) e uma
nova moeda (o escudo) como símbolos nacionais.
1 de novembro de 1755 – Terramoto de Lisboa
No dia 1 de novembro de
1755, a cidade de Lisboa é atingida
por um sismo de alta intensidade,
seguido por um maremoto que
matou cerca de 10 mil pessoas.
Estimase,
hoje
em
dia, que este sismo, que destruiu a quase a totalidade da
cidade, terá atingido a magnitude 9 da escala de Ritcher.
1 de dezembro – Dia da Restauração da Independência
(1640)
1 de dezembro de 1640,
um grupo de 40 fidalgos introduz-se no Paço da Ribeira, onde
reside a Duquesa de Mântua,
representante da coroa espanhola, mata o seu secretário
Miguel de Vasconcelos e vem à
janela proclamar D. João, Du-
AVERT—VIRA A PÁGINA
P ÁGINA 10
EFEMÉRIDES
que de Bragança, rei de
Portugal. Termina, assim,
60 anos de
domínio espanhol
sobre
Portugal.
10 de dezembro – Dia da Declaração Internacional dos Direitos
Humanos
A Declaração Universal dos
Direitos Humanos, que delineia
os direitos humanos básicos, foi
adotada pela Organização das
Nações Unidas em 10 de dezem-
bro de 1948 . A
DUDH composta
por um preâmbulo e trinta artigos
é hoje a base de
trabalho de advogados, governantes e todos aqueles que defendem o respeito
pelos direitos humanos.
250º aniversário da Torre dos
Clérigos
O ano de 2013 assinala o
250º aniversário da Torre dos Clérigos, emblemático edifício barroco, classificado como monumento
Nacional desde 1910. Ex-libris da
cidade do Porto,
foi
construída
entre 1754 e
1763 pelo arquiteto
italiano
Nicolau Nasoni.
Tem seis andares e 75 metros
de altura, que se sobem por
uma escada em espiral com 240
degraus. Era, na altura da sua construção, o edifício mais alto de Portugal.
Alunos do Clube de História e Geografia em Construção e professoras Ana
Cunha e Maria José Morais
EXPOSIÇÃO OBJETOS COM HISTÓRIA
O Departamento de Ciên- alunos, concluímos que os mescias Humanas e Sociais agradece a
colaboração de todos os alunos e
respetivos familiares que contribuíram, através da cedência de
objetos pessoais, para a exposição
Objetos com História, realizada em
abril último. Através da adesão dos
mos retiveram e puseram em prática valores como o da importância
do Património Local, Familiar para a
construção da memória coletiva e a
necessidade da sua preservação.
Um muito obrigado a todos.
DCHS
CHEGADA TRIUNFAL DE DOIS PANDAS À ESCÓCIA
Yang
Guang
e
Tian Tian,
dois pandas
gigantes
alugados
pela China ao jardim zoológico de
Edimburgo, chegaram, este domingo, como autênticas vedetas à
Escócia, com direito a transmissão
em direto na televisão.
Notícias criadas por alunos
nas aulas de Português como resposta ao desafio: Imagina que, à
chegada ao aeroporto, acontece
algo e os pandas referidos no texto
fogem.
das. Marie Smith, uma agricultora
encontrou os dois pandas a comerem as suas plantas e ligou logo
Os Pandas esperados pelos para o jardim zoológico. “Quando
escoceses, este domingo, fugiram os vi fiquei maravilhada e contente”
do aeroporto em Edimburgo, – disse Marie à BBC.
Escócia.
Com este ato, ela recebeu
Este domingo, Yang Guang oito mil euros para a educação das
e Tian Tian, ao verem tanta gente, suas filhas, Sophie, de onze anos e
sentiram-se encurralados e fugi- Caterine, de oito. “Isto foi muito
ram, aleijando os seus tratadores. bom, pois poderemos voltar a estuFelizmente, os ferimentos não dar” – desse Sophie ao “Diary of
foram graves. A polícia entrou Edimburg”.
logo em ação e fez os possíveis
para encontrar os pandas. “Isto é
Sofia Monteiro, 6º J
muito constrangedor” - disse o
ministro britânico Michael Moore. O jardim zoológico distribuiu
folhetos para encontrar os panPandas fogem à chegada ao
aeroporto de Edimburgo
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 11
CHEGADA TRIUNFAL DE DOIS PANDAS À ESCÓCIA
Pandas à solta na Escócia
Yang Guan e Tian Tian, os
dois pandas chineses alugados à
Escócia pela China, fugiram este
domingo do aeroporto de Edimburgo. O seu paradeiro continua desconhecido.
Os dois pandas fugiram ao
abrir, com um empurrão, a porta
da jaula que estava mal fechada
pelos guardas do Zoo de Edimburgo.
A terrível notícia só se soube quando, ao abrir a mala do
camião, se viu que os dois pandas
já lá não estavam.
Michael Moore, ministro
britânico responsável pela Escócia,
destacou toda agente que trabalha
nos zoos da Escócia e Irlanda do
Norte para procurar os pandas chineses desaparecidos. Segundo testemunhas, os pandas correram
para uma mata próxima do aeroporto de Edimburgo.
Segundo a agência oficial
Nova China, o governo de Pequim
vai obrigar o Zoo a pagar 8
milhões de dólares, mais as despesas que Pequim terá em resolver o
caso e ficará sem os pandas.
Segundo
o
primeiroministro chinês, Takuia Korogane,
a China vai cortar relações com o
Reino Unido. O Jornal Chinês
Wangh Hu Zong relata que os dois
pandas, quando encontrados, irão
para a província de Sechuan, a sua
terra natal.
Paulo Prata, 6º I
Pandas fogem no aeroporto
Yang Guang e Tian Tian, os
pandas gigantes, alugados à China
pela Escócia, fugiram, este domingo, do aeroporto de Edimburgo.
Os dois pandas, acabados
de chegar da China ao aeroporto
de Edimburgo, fugiram da sua jaula após o seu tratador os ter alimentado.
O tratador James Brown
disse que “Eles encontravam-se
muito stressados pela longa viagem e o seu efeito passara”.
Perante a fuga, o tratador
e os seguranças do aeroporto
foram, uns a pé, outros em carrinhas, no encalço dos Pandas
Gigantes.
Michael Moore, preocupado com a situação dos pandas,
visto que as negociações com
Pequim duraram cinco anos e o
aluguer dos Pandas era de um
milhão de dólares anuais, decretou um Plano de Emergência
para a captura dos animais.
Depois de várias horas de intensa
busca, finalmente, os Pandas
foram capturados e enviados em
segurança para o zoo de Edimburgo. As crianças, que esperavam ansiosas no aeroporto, deliraram com a sua ida para o Zoo.
Texto coletivo, 6º J, Ana Cerqueira; Bárbara Fernandes; Carlos
Ribeiro; Gonçalo Pereira; Beatriz
Ferreira; Mariana Vieira e Nádia
Mendes.
ESCREVER POEMAS A PARTIR DE …
A tua voz é suave como um beijo,
Pois quando eu te vejo o meu coração
Bate fortemente e as minhas mãos
Ficam pálidas e a tremer.
Como as águas de um rio
É a tua voz suave como um beijo
Que acaricia a minha alma de poeta.
A curva dos teus olhos abraça o
meu coração
Como o dia abraça a noite
E a luz a escuridão
Esta é a emoção
Para a harmonia perfeita
Assim como preciso de ti
Iara Dias Pereira, 9ºA Para jamais sucumbir.
O meu amor por ti,
Não é um simples gostar,
Pois com o meu coração em chama
Pões-te a olhar para mim,
E a curva dos teus olhos abraça o
meu coração.
Nada mais quero do que voltar a
ter-te aqui,
Tu iluminavas o meu mundo,
Agora vejo-me perdida nesta
escuridão.
A curva dos teus olhos abraçava
o meu coração,
Agora que não estás aqui parece
que minha vida mudou completamente.
Jamais te esquecerei !!!
Amo-te para sempre !!!!<3
Gil Silva, 9º B
A tua voz é suave como um beijo
Beijar-te, tocar-te, sentir-te
É tudo o que eu desejo
Pois irei amar-te eternamente!
Avô,
Sinto-me muito triste por teres
partido,
José Manuel, 9ºA Fugiste da minha vida,
Bárbara Meireles, 9ºB
AVERT—VIRA A PÁGINA
P ÁGINA 12
ESCREVER POEMAS A PARTIR DE …
Pai,
Traço sinais vermelhos
sobre os teus olhos ausentes
que já não me olham.
Sinto-me triste, perdida,
procuro os teus braços
para recuperar o que não me deste.
Diana Alves, 9ºB
O teu sorriso aumenta o meu
desejo,
És a coisa mais bonita do mundo,
Penso em ti de segundo em
segundo.
Sem ti sinto-me uma prisioneira
Na madrugada fria esperando o
sol,
Á noite pousando a cabeça na
A tua voz é suave como um beijo,
travesseira
Sinto-te e imagino-te o meu suave
lençol.
Nos momentos de maior tristeza
A curva dos teus olhos abraça o
meu coração
És quem mais surge no meu pensamento
Nestes momentos de solidão.
Inês Santos Oliveira, 9ºB
POEMAS “PALAVRA PUXA PALAVRA”
No âmbito do trabalho desenvolvido sobre o livro Poemas da
Mentira e da Verdade, de Luísa
Ducla Soares, a turma do 3º B da EB1
Alto de Soutelo, criou, quer individualmente quer em trabalho de grupo, vários poemas, tendo como base
alguns dos poemas desta obra.
A nossa turma quis partilhar
um pouco do seu trabalho. Os poemas criados a partir do poema “Rio
Douro”, em que a última palavra de
cada verso, “puxa” a primeira do
verso seguinte.
Serra da Estrela
Estrela do céu
Céu azul
Azul do mar
Mar com peixes
Peixes dourados
Dourados da paz
Paz e amor
Amor lindo,
Lindos brincos
Brincos brilhantes
Brilhantes luas
Luas cheias
Cheias de estrelas
Estrelas da serra
Serra da estrela.
Sara Duarte; Guilherme Silva; Luana
Vieira; Paulo Nogueira
Vila Real
Real palácio
Palácio dos reis
Reis de Espanha.
Espanha vizinha
Vizinha de Portugal
Portugal nosso país
País da Europa
Europa imensa
Imensa água
Água do rio
Rio Douro
De ouro o anel
Anel de senhora
Senhora da Vila
Vila Real
Hugo Alves; Luana Lopes; Pedro Henrique Martins; Sofia Gomes
A praia é quente
Quente é a praia
Praia divertida
Divertida com castelos
Castelos de areia
Areia é quente
Quente não é o mar
Mar com peixes azuis
Azul é o mar
Mar é lindo
Lindas são as conchas do mar
Mar é lindo como o sol
Sol aquece a areia
A areia é amarela como o sol
Sol brilha na praia
Praia é quente
Bruna Martins; Tiago Reis; Miguel
Silva; Allexander Silva
Serra da estrela
Estrela do céu
Céu das aves
Aves nos ninhos
Ninhos dos crocodilos
Crocodilos do rio
Rio Tinto
Tinto o vinho
Vinho do Porto
Porto o distrito
Distrito de Portugal
Portugal o país
País maravilhoso
Maravilhosa natureza
Com rios e serras
Serra da Estrela
Cátia Rodrigues; Pablo Babo; Daniel
Fernandes; João Paulo Ferreira
Serra da Estrela
Estrela no céu
Céu brilhante
Brilhante como o sol.
Sol de amor
Amor de sol
Sol de Marquês
Marquês de solar.
Solar da Estrela
Estrela que brilha
Brilha ao sol
Sol quente.
Quente é o sol
Sol é uma estrela
Estrela no cimo da serra
Serra da Estrela.
Ana Santos, Gonçalo Teixeira, José
Pedro Garcia, Pedro Jorge Marques
3ºB, EB 1 Alto de Soutelo
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 13
TURMA 3ºD SEM JUÍZO
As turmas do 3.º ano, para
cumprirem com as atividades, da
área de Expressão Literária, leram a
obra de “Poemas da Mentira e da
Verdade”, de Luísa Ducla Soares. A
turma 3ºD adorou os poemas da
“Mentira” e do poema “Abecedário
sem Juízo” surgiu a ideia de inventarem um poema para a sua própria turma.
Ana - Ana que come banana
André - Quem fez o desenho
foi o André quando estava no café.
André - O André anda sempre
em pé e gosta de almondegas com
puré.
Beatriz - A Beatriz quer viver
feliz.
Cláudia - C de Cláudia que dorme de noite, estuda de dia.
Dara - A Dara ri e faz boa cara.
Diogo - D de Diogo que faz
palhaçada durante o jogo.
Diogo – Diogo, Dioguinho é
muito fofinho na hora do banhinho.
Filipa - A Filipa é bonita como
uma tulipa.
chulé.
Leonor - Olhos de castanha, cabelos de
pétala de flor.
Lucas - O Lucas é
Vidal, ainda acredita
no pai natal.
Marta – M de Marta
que apaixonada escreveu uma carta.
Miguel – M de Miguel
que faz o t.p.c no
Francisco - O Francisco está
sempre no namorisco.
Gonçalo – O Gonçalo anda
sempre de cavalo.
Gustavo – O Guga é o Gustavo que nunca provou sopa de
nabo.
Inês - A Inês gostava de saber
falar francês.
Joana - J é a Joana banana,
joaninha, batatinha.
João - J é o João que entrou
num foguetão.
José – J também é de José
que não toma banho, cheira a
papel.
Renato - É o Renato- ratão
corre sempre atrás do cão.
Rodrigo - R é o Rodrigo, já
hoje ficou de castigo.
Sérgio – S é o Sérgio que
fugiu do colégio.
Tiago – T de Tiago, distraído
caiu ao lago.
3D – T de 3D é a turma
“laranjinhas” ensinada pela professora Lurdinhas.
3ºD
CRÓNICAS
Os nossos problemas
Hoje em dia já nenhum adulto liga aos problemas dos adolescentes. Dizem que são absurdos e sem
importância, que são só fases da adolescência...pois eu cá não concordo!
Tudo bem que vão acabar por passar,
mas, às vezes, gostávamos que nos
compreendessem.
Todos os pais estão presentes
na vida dos filhos, de uma maneira ou
de outra, mas estão e nós também
temos de perceber que eles também
têm problemas e que os nossos à beira dos deles são insignificantes. Nem
todos os dias podem correr bem, na
escola, no desporto, mas temos de
pensar positivo, são só dias e, na verdade, no dia seguinte, é como se não
se tivesse passado nada. No
entanto, precisamos de alguém
que nos ouça, que nos aconselhe e
que nos ajude, pois pode parecer
insignificante para eles, mas nós
damos valor. Nós só precisamos
de um abraço para nos sentirmos
melhores, ou até de um sorriso
para nos alegrar o dia.
Os adolescentes também
têm problemas e, muitas vezes,
resolvemo-los sozinhos. Por vezes,
a vida de um adolescente pode ser
bem mais complicada que a de um
adulto.
Nádia Manteigas, 9ºA
Um despertar mal-humorado
Todos os dias de manhã
é a mesma coisa. Estou sempre
a dormir muito bem e o maldito
despertador toca. Não é um, são
três despertadores, para o caso
de não acordar nem à primeira,
nem à segunda, já que à terceira
é de vez. E tocam os três praticamente ao mesmo tempo. O primeiro instinto é desligá-los e
continuar a dormir, mas, se fizer
isso, depois vem a minha mãe
acordar-me aos gritos e ainda é
pior. Se ainda fosse acordar
cedo para ir para a praia é uma
coisa, mas acordar cedo para ir
para a escola é deprimente. Na
AVERT—VIRA A PÁGINA
P ÁGINA 14
CRÓNICAS
minha opinião, é ridículo haver
aulas de manhã, ainda estamos
todos adormecidos, acabamos por
não estar com atenção nenhuma.
Ultrapassado o drama de
levantar, vem o de vestir. No inverno, com o frio, tirar o pijama é das
coisas mais dolorosas. Depois de
vestir, falta tomar o pequenoalmoço e ir para a escola, para
mais um dia de tortura.
Sair de casa, quando ainda
está de noite, é assustador, mas
não posso evitar isso. Resta-me ter
paciência, porque ainda tenho três
anos pela frente e, certamente,
vão ser iguais ou ainda piores.
Mariana Ribeiro, 9ºA
A sorte de ter trabalho
Hoje em dia há muitas pessoas desempregadas, mas ainda
existem pessoas a trabalhar. Hoje,
ter um trabalho é uma sorte que
devemos aproveitar como se fosse
a nossa vida.
Tudo seria mais fácil se o
dinheiro viesse parar à nossa conta
sem fazer nada, mas, se ninguém
trabalhasse, não havia nada. Os
países entravam em crise e rapidamente deixava de haver dinheiro.
Atualmente, ter um trabalho é
como ganhar o euro milhões, porque temos dinheiro para viver e
temos uma vida razoável.
Há cada vez mais jovens com
formação profissional sem emprego nas suas áreas e têm de sair do
país ou criarem o seu próprio trabalho, o que está muito na moda.
Mas também há quem tenha trabalho e que trabalhe mesmo muito
e que não ganha o suficiente para
o seu esforço. Mas há quem ganhe
em função do que faz, por exemplo, os pescadores não têm salário
certo e quanto mais peixe apanharem mais ganham, isso é injusto,
sendo a pesca um trabalho importante para a alimentação das pessoas.
Por isso, hoje, quem tiver
trabalho, deve orgulhar-se disso.
Pedro Correia, 9A
Fumadores precoces
Quando percorro os caminhos da região onde vivo, deparome com muita “coisa” que me
entristece. Uma delas é o facto de
ver rapazes da minha idade, ou
pouco mais velhos que eu, a
fumar.
Quando observo este ato,
sinto-me especial, pois nunca tive
a tentação de pegar em algum
cigarro e também devo ter tido
mais informação sobre os problemas que este causa do que muitos desses fumadores.
Na minha opinião, esse ato
é bastante errado! Como é que é
possível, com tal idade, esses
rapazes já serem dependentes?!
Acho muito polémico, pois acredito que deveria de haver muito
mais controlo e regras para os
impedir de praticar aquele hábito
dependente. Sei que existem
algumas regras, mas pelo meu ver
estas não os impedem de nada.
Fumam, estão “fora da lei”, e os
“fora-da-lei” não cumprem a
“lei”.
Isto tudo tem um lado hilariante, pois faltando aos estudos
para fumar, eles não vão arranjar
qualquer emprego, e sem emprego, não há dinheiro, e sem dinheiro, não há forma de sustentar o
seu vício, podendo tornar-se até
ladrões. Isto é hilariante, pois
quando fumam em novos, pensam que não haverá qualquer
consequência mais tarde, mas
(como já referi) podem acabar
“atrás-das-grades”, ter graves
doenças… por algo que, no tempo
de juventude, lhes parecia inofensivo.
Posto isto, acho que a minha
opinião sobre fumadores é clara,
não aconselho de forma alguma a
experimentarem, pois é assim que
tudo começa. Nunca o farei e espero que o mundo se aperceba do seu
“mal” contra a saúde.
Alexandre Monteiro, 9ºF
Os semáforos enfeitiçados
Quando eu vou para o treino
ou jogo, reparo sempre numa coisa. Há um semáforo que deve estar
enfeitiçado, porque de todas as
vezes que por lá passo, ele fica vermelho; não há uma única vez que
esteja verde. Por um lado, é bom,
pois eu adoro carros e esse semáforo fica em frente a um stand de
automóveis, mas, por outro lado, é
mau, porque chego atrasado ao
treino e tenho de começar a correr
à volta do campo.
Semáforos enfeitiçados há
também em outros locais. Ainda há
algum tempo fui com a minha irmã
ao hospital e, em quinze semáforos, só três é que estavam verdes,
os outros estavam amarelos quase
a passar para vermelho ou mesmo
vermelhos. E a cor de paragem
obrigatória impôs-se de tal modo
que parecia demorar décadas a dar
a vez à cor verde, da esperança.
Porém, há um sítio, um sítio
único, para onde eu gosto de ir,
onde não apanho semáforo
nenhum! Nem vermelho, nem amarelo, nem verde!... é para a minha
aldeia, que é em Baião.
Se no mundo não houvesse
semáforos, era bom, pois podíamos chegar mais depressa onde
quiséssemos, mas sem eles havia
muitas coisas más como: acidentes,
morte de pessoas, atropelamentos
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 15
CRÓNICAS
e muito mais.
Por isso é que há semáforos,
para não causar danos às pessoas,
escusado era… estarem enfeitiçados.
uma nova interação entre as pessoas? Nova? Nova não, apenas
perdido ao longo dos tempos. Será
que tudo vai melhorar? Tudo graças a um pequeno gesto.
Pedro Nogueira, 9ºE
Inês Pereira, 9ºC
Um pequeno gesto
São 6 da manhã. Acordo.
Arranjo-me. Saio de casa e vou em
direção ao carro sem saber o meu
destino devido ao sono que me
acompanha. É um dia igual aos
outros. Desinteressante. Devido à
viagem ser longa, era obrigatória
uma paragem para café. Já atrasado, entro, peço o café e saio tão
rápido que não tenho oportunidade
para ver as caras que me rodeiam.
Entro no carro novamente e sigo
viagem. Estou a chegar, quando um
semáforo me obriga a parar e, ao
mesmo tempo, a minha música
preferida que estava a tocar na
rádio acaba. De repente, o locutor
de rádio convida todos os ouvintes
que se encontram dentro dos seus
carros, a sorrirem para o motorista
do carro ao lado. Se o motorista do
carro ao lado sorrisse era porque
também estava a ouvir o mesmo
que eu. E foi o que aconteceu. Um
pouco desconfiado do que podia
acontecer, olhei para o meu lado
esquerdo e sorri. Lá dentro encontrava--se um senhor já com alguma
idade e com cara de poucos amigos
e o mais engraçado foi que ele também sorriu. Toda a gente nos seus
carros sorriu.
Depois de um dia de trabalho, voltei para casa, passando pelo
mesmo semáforo e lembrando-me
daquele pequeno acontecimento
que alegrou o meu dia. Estou assustado com o que é preciso fazer para
praticar um gesto tão simples.
Um gesto tão simples que
nem sempre é praticado devidamente e com a simplicidade que
deve ser feito. Será o começo de
Mundo injusto
Há uns dias, quando ia para
casa da minha avó, deparei-me
com uma situação que me trouxe
tristeza e me fez pensar na dor
que a injustiça pode causar.
Um senhor magro, sujo e
descalço estava a pedir esmola na
estação de metro. Quando passei
perto dele, veio ter comigo e
pediu-me comida. Como eu tinha
um pacote de bolachas na mala,
peguei no pacote e dei-lho. O
senhor sorriu e agradeceu gentilmente.
Mas aquela situação fez
crescer dentro de mim uma revolta, como é possível num mundo
haver pessoas com tanta coisa e
outras com tão pouco?
Eu, sinceramente, não
tenho resposta, este mundo é tão
injusto e cruel. Diariamente morrem crianças à fome e para mim
essa realidade é muito difícil de
entender.
Não sou perfeita, muito
pelo contrário, mas tenho coração
e, como humana e boa cidadã que
acredito ser, vou lutar toda a
minha vida por um mundo mais
justo e igual.
A partir daquele dia, sempre
que vejo uma criança a fazer birra,
porque não tem um brinquedo, eu
penso naquelas crianças que,
naquele preciso momento, estão a
morrer à fome.
Sozinha não consigo derrubar a crueldade e a injustiça, mas
com a ajuda de pessoas como tu e
eu…. Conseguiremos!
Carolina Hilário, 9F
Dança na rua
Ia eu a caminho da escola,
num dia comum, passando por
pessoas de olhares expectantes
sobre o dia de trabalho que
tinham pela frente, quando,
repentinamente, algo me despertou a atenção. Ouvi um som de
uma música a tocar e percebi uma
multidão em algazarra para tentar
ver o que estava a acontecer.
Também eu fiquei curiosa.
Então, atravessei a rua e comecei
a ouvir comentários, como por
exemplo: "Ai! Isto até vai alegrar o
meu dia!" ou até mesmo "Estas
pessoas têm talento!"
Reparei logo que alguém
estava a dançar. Consegui meterme no meio da multidão e vi umas
cinco pessoas… movimentavam-se
ao ritmo da música! Adorei vê-las,
porque me transmitiam diversão,
amor, amizade, fraternidade…
tudo ao mesmo tempo. A cada
movimento que faziam, eu queria
saber mais sobre aquela história
que estavam a dançar.
Agora sim, podia dizer que
aquelas pessoas tinham razão.
Também tinham muito talento!...
E aquele “espetáculo” numa rua
comum, num momento inesperado, realmente alegrou o meu dia.
Tive que sair daquela confusão imensa! E fiquei a pensar para
mim. "Uau! Aquilo foi tão bonito e
tão sentido que até o público sentiu o que o grupo estava a transmitir. Se tivesse coragem e se dançasse tão bem como eles, por que
não tentar a sorte a dançar na
rua?"
Aquilo sim! É paixão por
aquilo que se faz! Prossegui o
caminho, pensando ainda “se a
escola fosse fácil como dançar!...”
e concluí que tudo é fácil se nos
empenharmos com toda a nossa
força de vontade!
Tatiana Soares, 9ºE
AVERT—VIRA A PÁGINA
P ÁGINA 16
MEIO-AMBIENTE
Dia Internacional Eco-Escolas- World Days od Action (WDA)
Porque acreditamos na sustentabilidade do nosso planeta,
pretendemos sensibilizar e comunidade educativa, que nós seres
humanos, somos responsáveis pelo
ambiente em que vivemos e que
com as nossas ações o podemos
melhorar ou piorar.
Por isso, no dia 7 de novembro de 2013, para celebrar o Dia
Internacional Eco-Escolas (WDA),
envolvemos
os
alunos
e
a comunidade nas atividades da
escola. Foi nosso objetivo sensibilizar para a importância da participação de todos, com pequenos
gestos do dia-a-dia, para que em
conjunto possámos superar o desfio da sustentabilidade, tanto nos
aspetos ecológicos, como sociais e
culturais, tornando assim o nosso
planeta sustentável.
Durante a manhã projetamos o filme “The Animals save the
Planet”, aprendemos a canção
“Vamos Aprender a Reciclar” e a
seguir debatemos o tema com as
crianças. No final, elaboramos frases significativas para conseguirmos passar a nossa mensagem
próximos meses, culminando no
próximo WDA, dia 22 de Abril de
2014.
Estas
nossas
atividades
(vídeos e fotografias), podem ser
consultadas no site internacional
das
eco-escolas
http://eco-
WDA.
De tarde pusemos em execução o nosso projeto de trabalho
sobre como preservar o nosso
planeta. Partindo do painel com o
sistema solar, iniciamos a construção de uma árvore, a “Árvore
da Vida”. Elaboramos folhas com
as crianças, umas para realizar na
escola e outras para realizarem
em casa com as famílias. Cada
família elaborou a sua folha com
a respetiva frase sobre “How to
preserve our planet”. Estas folhas
foram colocadas na árvore, à
entrada da escola, para que tanto
crianças como famílias se lembrem todos os dias das atitudes
importantes para ambiente.
O trabalho da “Árvore da
Vida” irá ter continuidade nos
schools.org/wda/, juntamente com
as atividades realizadas em todo o
mundo, num total de 36 países participantes.
Fátima Monteiro e Carla Couto – Jardim de Infância Portelinha 1
AS NOSSAS ERVAS AROMÁTICAS
No dia 17 de setembro
deste ano, trouxemos um garrafão
da água vazio para o reutilizarmos.
A nossa professora cortou-o ao
meio, dentro de cada metade colocámos terra e depois semeámos
coentros e salsa.
Fomos regando os nossos
vasos, a salsa e os coentros começaram a nascer e a crescer. Agora,
vamos colocá-los à beira do lago,
no canteiro das ervas aromáticas.
À volta do nosso lago já temos alecrim, hortelã e orégãos. As nossas
Vamos tirar as ervas daninhas, pois não queremos que elas
cozinheiras vão apanhando essas destruam as nossas plantações,
ervas para temperar as nossas somos eco-estudantes e amigos do
refeições, quando necessário e ambiente.
ficarem mais saborosas.
Joana Filipa Castanheira,4ºD
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 17
GALARDÃO BANDEIRA VERDE ECO-ESCOLAS
A Associação Bandeira Azul
da Europa – ABAE
- distinguiu a
Escola EB 2,3 de
Rio Tinto com a
atribuição da Bandeira Verde
2012, tornando-a, mais uma vez,
uma Eco-Escola!
Parabéns a todos os que se
empenharam na concretização das
atividades que conduziram a este
galardão. Vamos fazer um esforço
para que, no final deste ano letivo, possamos ser merecedores de
mais uma Bandeira Verde.
DIA DE ECO-ESCOLA
No dia 7 de novembro de
2013, Dia da Eco- Escola, os alunos
da EB1 de Cabanas assistiram ao
filme “ A Maior Flor do Mundo” de
José Saramago, no polivalente da
escola.
Os alunos gostaram da história e responderam às perguntas
feitas. No final do filme, os alunos
realizaram desenhos sobre a parte
do filme de que mais gostaram e
escreveram frases sobre o ambiente
Foi um momento muito
importante e aprendemos que “
JUNTOS PODEMOS FAZER A DIFERENÇA”.
Beatriz Serra, 4ºB
Reconto da história: “Um
menino como nós foi buscar água
ao rio e com as suas mãos em concha regou uma flor murcha. A flor
cresceu, cresceu, cresceu e ficou
enorme. O menino adormeceu e a
flor, para lhe agradecer, soltou uma
pétala para o aquecer. Assim, como
o menino cuidou da flor, a flor cuidou do menino.”
Inês Marques, 2ºC
Guilherme Rocha ,1ºC
4ºB, E.B. 1 de Cabanas
FEIRA DAS SETE VIDAS
Nos dias 21, 22 e 23 de
novembro, realizou-se a 2ª edição da
“Feira Das Sete Vidas”, na sede do
agrupamento, Escola EB 2,3 de Rio
Tinto, com organização dos professores da equipa de Projetos de Desenvolvimento Educacional e colaboração de todos nós (alunos, funcionários, professores, pais e encarregados
de educação).
A feira realizou-se nos dias
21
e
22
das
15h
às
19h e no dia 23 das 10h às 12.30h.
Antecipadamente,
foi
pedido para entregar na escola
produtos em condições de serem
usados,
desde
livros, a vestuário,
utensílios diversos,
peças de decoração, brinquedos,
etc, para se venderem ou serem trocados por produtos alimentares
nestes três dias.
Feita esta recolha, tudo
foi organizado por alguns profes-
AVERT—VIRA A PÁGINA
P ÁGINA 18
FEIRA DAS SETE VIDAS
ores, no módulo B, onde se realizou a feira. Os produtos poderiam
ser comprados a preços bastante
acessíveis ou trocados por produtos alimentares. Ao longo dos
vários dias da feira, professores e
alunos estiveram dos dois lados, a
vender e a comprar, tendo comparecido também pais e encarregados de educação, principalmente à
hora de saída dos filhos/
educandos, para fazerem as usas
compras/trocas
Todo este trabalho de equipa contribuiu para ajudar algumas
famílias de alunos mais carencia-
dos do agrupamento. Assim, os
produtos alimentares trocados ou
o dinheiro recebido nos dias das
feiras ajudarão quem mais precisa,
principalmente agora nesta época
natalícia . A Feira decorreu, também, com os objetivos de evitar e
reduzir a produção de resíduos na
origem, reutilização de artigos em
bom estado, a separação de resíduos e reciclagem.
A todos os participantes,
muito obrigada pela contribuição e
colaboração!
Inês Guimarães, 7ºC
SEMANA DA MÚSICA
Entre 18 e 22 de novembro,
decorreu a Semana da Música no
nosso Jardim de Infância (JI) e em
todos os outros JI´s do AVERT.
Com esta iniciativa pretendemos desenvolver o gosto e o
interesse pela música, reconhecer
a sua importância, o poder e a
importância do silêncio, conhecer
as notas musicais, a pauta, a partitura. As crianças puderam experienciar vários instrumentos musicais, explorar os diferentes sons,
vários estilos de música, conhecer
os lugares dos instrumentos numa
orquestra, entre outros. As atividades desenvolvidas durante esta
semana foram realizadas em articulação com as famílias.
A escola foi decorada com
acompanharam, colaborando em
todas as propostas apresentadas.
A avó Manela, veio também,
com a sua graça, mostrar-nos o seu
Cavaquinho, encantando-nos com
belas canções, tocadas com o som
deste tão tradicional instrumento.
Foi uma semana de explosão
de sons, envolvimento, que despertou sentidos e construiu saberes.
frases célebres sobre a música,
uma pauta musical e uma coleção
de instrumentos musicais elaborados com materiais reutilizados,
feitos pelas crianças com os seus
pais. À entrada da escola colocamos uma árvore musical e todos
os dias, continuamente, ecoava
uma variedade de estilos musicais
(fado, clássica, rock, jazz, …) para
encanto de todos.
A visualização e audição de
bandas, orquestras, coros e
outras formas de expressão musical, foram do agrado de todos,
que curiosos e atentos descobriram um maravilhoso mundo de
sons.
O pai Nuno, veio dar uma
aula de música. Todas as crianças
Fátima Monteiro e Carla Couto, Jardim
de Infância Portelinha 1
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 19
CLUBE DE PROTEÇÃO CIVIL
O Clube da Proteção Civil do
AVERT funciona na nossa escola, às
terças e quintas feiras de manhã,
com alunos do 8ºE e as professoras
Belita Almeida e Alice Fernandes.
Reativámos o nosso blog,
onde colocamos notícias atualizadas sobre o estado do tempo, alertas da proteção civil, avisos da
meteorologia e alguns esclarecimentos sobre catástrofes naturais,
conselhos para o teu dia a dia
enquanto jovem num mundo cheio
também trabalhos dos alunos do
1º ciclo do nosso agrupamento,
que regularmente nos enviam trabalhos muito interessantes neste
âmbito. Visita-nos e deixa sugestões ou comentários.
Não esqueças os 3 P da Protecção Civil: PREVENIR, PLANEAR E
PROTEGER.
A Proteção Civil é uma tarefa de todos para todos nós!
Clube de Proteção civil
de desafios. Este ano editamos
A MAGIA DA LEITURA
Apesar de ignorar alguns
livros e bíblias, às vezes, fazer de
conta que nem os vejo e ser mais
daqueles de tecnologias, jogos de
computador, filmes, etc considero
que ler é mágico. É como se fossemos para outro mundo e que viajássemos nele. Inspira tanto a nossa
mente como o nosso coração e
alma. Quando estou triste por causa de problemas familiares, relações amorosas ou até mesmo de
grandes amizades, ler é o meu último recurso para onde levo as
mágoas e as tristezas. É como se
desabafássemos com o livro e
como se ele sentisse e ouvisse os
nossos sentimentos e as preces
que desejo na minha vida, é “ deus
“ a ouvir …
Ler sabe tão bem como
comer uma Tablet de chocolate e
caramelo, alimenta-nos a emoção
e o suspense. Depois de o ler, fico
saciado de alegria e disposição,
ou até mesmo a dormir. Ficamos
calmos e relaxados como se fosse yoga. Aqui deixo este pequeno
texto que deveria ser um exemplo a seguir.
Ler é lindo tal como a vida
é bela! Ler é o melhor remédio
para os nossos problemas e a
solução para eles e para pôr um
sorriso no nosso rosto.
Flávio Ribeiro, 9ºD
RECENSÕES DE LIVROS
Hans e o seu sonho
Hans gostava de ser
marinheiro,
porém seu pai
Sören, não gostava que ele o
fosse. Isto, pois
muitos familiares o tinham
sido e acabaram por morrer.
Hans fugiu de Vig para realizar
o seu sonho, acabando por o realizar,
em parte, sendo marinheiro. Após um
desacato com o capitão do barco
onde trabalhava, decidiu fugir,
ficando na rua durante vários dias
sendo depois adotado por Hoyle
que era armador e negociava o
transporte de vinho.
Hans, depois da morte de
Hoyle, herdou tudo o que ele
tinha, tornando-se um homem de
negócios.
Antes de morrer, fez um
pedido à família.
Eu considero que este conto
é muito interessante, pois Hans
seguiu os seus sonhos, mesmo seu
pai não deixando.
Transmitiu-me uma lição de
vida , em que nunca podemos
desistir dos nossos sonhos. Eu
recomendo a sua leitura a todas
as pessoas que lutam por um
sonho mesmo contra amigos e
familiares.
Sophia de Mello Breyner
Andresen – Historias da Terra e
do Mar, “Saga”
Prós: boa caligrafia, bom
texto, boa apresentação .
Contras: nenhum
Recomendado por Mariana Pereira
9ºC
AVERT—VIRA A PÁGINA
P ÁGINA 20
RECENSÕES DE LIVROS
Esta história começa
com um acidente de uma
gaivota
que
deixa um ovo
ao comando
de um gato. O
resto da história desenrolase com o crescimento da gaivota
apoiado pelo gato. Porém, ele tem
de conseguir cumprir 3 promessas
que a gaivota lhe pedira. Será que
ele consegue cumprir as promessas
ou a gaivota não aceitou a sua ajuda?
Como o leitor, eu recomendo a leitura deste livro, pois retrata
uma história muito imaginativa e
ensina que os predadores e as suas
presas podem relacionar-se, basta
quererem.
Prós/ Transmite uma lição
de vida muito importante, escrita
simples.
Contras/ nenhum
Recomendado por Adolfo Laima e
Artur Mateus, 9ºC
O
Gato
Malhado e a
Andorinha Sinhá,
uma história de
amor é da autoria de Jorge
Amado, que a
escreveu
em
1948, para o seu
filho João Jorge,
quando este fez um ano.
Esta narrativa trata de uma
história contada pela Manhã ao
Tempo, visto que esta se tinha
atrasado, pois estava a ouvir a história do Vento. Essa tal história é
um encaixe na narrativa principal.
Trata-se da história de um
amor proibido entre um Gato
Malhado, que ao início era mal vis-
to e odiado pelos outros animais
do parque, e de uma Andorinha
Sinhá que era bem vista, amada e
respeitada por todos os animais.
Será que esse amor vai funcionar?
Nós pensamos que a história deste livro é muito interessante pela lição de vida que se pode
tirar a partir dela: o preconceito
entre espécies, raças e\ou culturas que não podem amar-se ou
simplesmente ter uma amizade.
Como leitores, aconselhamos a leitura deste livro, pois é
uma narrativa que, para além de
ser uma ficção, retrata problemas
que podem acontecer na vida
real.
PRÓS| Dá uma lição de vida
a todos os que são preconceituosos.
CONTRAS| Nenhum.
Recomendado por Joana Moreira e
Sara Fernandes, 9ºC
Esta
narrativa
retrata a história de dois
rapazes
de
religiões diferentes durante o tempo do
Holocausto,
que começaram uma amizade proibida. Um
dos meninos, Bruno, era filho de
um general nazi, enquanto que
Shmuel era filho de um judeu,
que mais tarde desapareceu num
campo de concentração.
Com isso, Shmuel e Bruno
decidiram ir à procura do pai de
Shmuel. Shmuel decidiu trazer um
“pijama” para Bruno para se infiltrar no “lado dos judeus” procurando seu pai …
Mas um imprevisto aconteceu, um imprevisto no meio da
incerteza. O que terá acontecido?
Será que encontraram o pai de
Shmuel? A amizade terá permanecido?
Recomendamos a leitura
deste livro, pois para além de ser
interessante, é inspirador, por nos
fazer pensar no que algumas pessoas passaram naquela época.
Apreciação: ★★★★★
Prós: Faz-nos pensar na vida
naquela época; bem escrito e bem
organizado, é aquele livro que
quando o começamos a ler não
conseguimos parar.
Contras: Nenhum
O Rapaz do Pijama às Riscas
Autor: John Boyne
Tradução: Cecília Faria e Olívia Santos
Editora: ASA
Recomendado por Marta Piedade, 9ºC
OSKAR E O CROCODILO
VIOLINISTA
No dia 28 de novembro, os
alunos do 3ºG ,E.B.1 S. Caetano
Nº2, fizeram uma visita de estudo
ao auditório da E.B.2/3 de Rio Tinto, para assistir à apresentação do
conto «Oskar e o Crocodilo Violinista».
As autoras, Joana Nogueira,
Paula Rodrigues e Regina Raposo,
apresentaram a história de um
ouriço chamado Oskar, que gostava
muito de música. O Oskar, um dia,
encontrou a fada da música, muito
melodiosa. Essa disse ao Oskar para
comer um cogumelo e ele tornar-se
-ia num bom músico.
Quando abriu os olhos, o
ouriço percebeu que estava num
pântano. Ao longe viu um crocodilo
a chorar. - Quem és tu? Por que
choras? Perguntou o Oskar.
- Sou o Balilo, o crocodilo violinista.
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 21
OSKAR E O CROCODILO VIOLINISTA
- Estou muito triste, porque
perdi o meu arco do violino e sem
ele não posso tocar.
Oskar tentou ajudar o Balilo
a recuperar o arco, que tinha caído
num buraco muito estreito e fundo.
Disposto a resolver o problema,
Oskar espreitou no buraco e desapareceu rapidamente.
- Socorro! Socorro! Perdi o
meu arco e agora o meu novo amigo…Gritou o crocodilo.
O crocodilo começou a chorar e o flamingo disponibilizou-se a
ajudá--lo a encontrar o seu arco e o
seu amigo.
Determinado,
o
Resumo da obra “Oskar e o Crocoflamingo
dilo Violinista”
espetou
o
bico na terra
e basculhou
todo o buraco. Depois de
algum esforço, encontrou o pequeno Oskar,
que trazia na mão o arco do violino.
No dia seguinte, quando o
Oskar acordou, apercebeu-se que
aquela aventura não tinha passa3º G, EB1 de S. Caetano Nº2
do de um sonho!
VOU CONTAR-TE UM SEGREDO
Vou contar-te um segredo…
No dia 14
de novembro, a
Catarina da nossa turma presenteou-nos
com uma história muito agradável.
Essa história fala de uma menina
que conta segredos, muitos segredos! O problema é que os segredos
existem mas não devem ser revelados porque deixam de ser segredo.
Se alguém nos confia um
segredo e nós o contamos a outra
pessoa, estamos a perder a confiança desse amigo e quem sabe a
amizade.
O livro esconde muitas verdades em cada uma das quadras.
Quando os alunos foram convidados a revelar o que mais os havia
marcado com este livro, surgiram
estas respostas:
“ a Joana ser vaidosa porque
às vezes eu também gosto de ser
vaidosa. Devemos cuidar da nossa
aparência para que os outros gostem de nós…” Catarina
“na parte do enfermeiro o
menino estava a chorar e eu sentime mal porque me lembrei de
quando eu fui levar uma pica” Joana.
“
A
parte
em
que o menino guardava
o comando
debaixo da
cama fezme lembrar
quando
a
minha avó
me escondia
os brinquedos… se calhar ela fazia
isso porque ela achava que eu lhe
estragava as plantas…mas era o
cão, não era eu!” Gabriel
“Eu
desenhei a
parte do
médico
porque
uma vez eu
levei
o
meu cão
comigo e
ele fugiu… sei que fiquei muito
triste porque a minha mãe e a
minha avó discutiram por causa
do desaparecimento do cão…
mas depois apareceu” Guilherme
“Gostei da parte em que o
mano fazia xixi na cama e a mana
tinha vergonha… “Gabriela
A nossa professora aproveitou o conteúdo do livro para
nos falar de valores e atitudes
cívicas. Nem
imaginam o
que
foi
revelado
pelos alunos! O problema é que não podemos revelar… é segredo!
1ºC, E.B. 1 de Cabanas, Profª
Andreia Castro
P ÁGINA 22
AVERT—VIRA A PÁGINA
4º A
T ÍTUL O
DO AR TIGO INTE R NO
T ÍTUL O
DO AR TIGO INTE R NO
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 23
HANS CHRISTIAN ANDERSEN
Vida, história e literatura
Hans
Christian
Andersen
nasceu no
seio
de
uma família dinamarquesa
muito
pobre. O seu pai era um sapateiro
de vinte e dois anos, instruído, mas
de saúde fraca, e a sua mãe era
uma lavadeira vários anos mais
velha. Toda a família vivia e dormia
num único quarto. O pai adorava o
seu filho, a quem fomentou a imaginação e a criatividade, deixando-o
aprender a ler, contando-lhe histórias e, mesmo, fabricando-lhe um
teatrinho de marionetas. Hans
apresentava no seu teatro peças
clássicas, tendo chegado a memorizar muitas peças Shakespeare, que
encenava com os seus brinquedos.
O pai de Andersen considerava-se ligado à nobreza. Segundo
estudiosos do Hans Christian
Andersen Center, a sua avó paterna
dizia ao seu pai que a sua família no
passado pertencera a uma classe
social mais elevada, mas as investigações provam que essas histórias
não têm fundamento. A família
aparentemente tinha ligações com
a realeza dinamarquesa, mas através de emprego ou comércio. Hoje
persistem especulações de que
Andersen pode ter sido um filho
ilegítimo da família real. Seja qual
for o motivo, Frederico IV teve um
interesse pessoal nele quando era
jovem e pagou uma parte da sua
educação. Segundo o escritor Rolf
Dorset, a ascendência de Andersen
permanece indeterminada.
Em 1816, o pai morreu e
ele, com apenas onze anos de idade, foi obrigado a abandonar a
escola.
Hans Christian foi forçado
a sustentar-se. Trabalhou como
aprendiz de tecelão e, mais tarde,
para um alfaiate. Aos catorze anos
mudou-se para Copenhaga para
procurar emprego como ator. Tendo uma excelente voz de soprano,
foi aceite no Teatro Real da Dinamarca, mas a sua voz logo mudou.
Um colega do teatro disse-lhe que
o considerava um poeta. Levando
a muito a sério a sugestão começou a focar-se na literatura.
Andersen nasceu e viveu
numa época em que a Dinamarca
regressava ao nacionalismo ancorado em valores ancestrais. De
certa forma graças à sua infância
pobre, Andersen teve a chance de
conhecer os contrastes da sua
sociedade, o que influenciou bastante as histórias infantis e adultas
que viria a escrever quando fosse
mais velho.
Em Copenhaga as suas atitudes diferentes depressa o isolaram como um lunático. Apesar de
a sua voz lhe ter falhado, foi admitido no Teatro Real pelo seu diretor, Jonas Collin, de quem se tinha
aproximado e que seria seu amigo
para o resto da vida. Andersen
trabalhou no teatro como ator e
bailarino, para além de escrever
algumas peças.
Apesar da sua aversão aos
estudos, Andersen permaneceu
em Slagelse e Elsinor até 1827,
embora tenha confessado mais
tarde que aqueles tinham sido os
anos mais escuros e amargos da
sua vida.
Em 1828 foi admitido na
Universidade de Copenhaga. Em
1829, quando os seus amigos já
consideravam que nada de bom
resultaria da sua excentricidade,
obteve considerável sucesso com
Um passeio desde o canal de Hol-
men até à ponta leste da ilha de
Amager, e acabou por alcançar
reconhecimento internacional em
1835, quando lançou o romance,
O improvisador, na sequência de
viagens que o tinham levado a
Roma, depois de passar por vários
países da Europa.
Contudo, apesar de ter
escrito diversos romances adultos,
livros de poesia e relatos de viagens, foram os contos de fadas
que tornaram Hans Christian
Andersen famoso. Especialmente
pelo fato de que, até então, eram
muito raros livros voltados especificamente para crianças.
Ele foi, segundo estudiosos, a “primeira voz autenticamente romântica a contar histórias
para as crianças” e tentava ir sempre buscar padrões de comportamento que deveriam ser adotados
pela nova sociedade que se organizava, inclusive apontando os
confrontos entre “poderosos” e
“desprotegidos”,
“fortes”
e
“fracos”,
“exploradores”
e
“explorados”. Ele também pretendia demonstrar a ideia de que
todos os homens deveriam ter
direitos iguais.
Entre 1835 e 1842, Andersen lançou seis volumes de Contos, livros com histórias infantis
traduzidos para diversos idiomas.
Continuou a escrever os seus contos até 1872, chegando à marca
de 156 histórias. No começo
escrevia contos baseados na tradição popular, especialmente no
que ele ouvia durante a infância,
mas depois desenvolveu histórias
no mundo das fadas ou que traziam elementos da natureza.
Entre os contos de Andersen destacam-se: “O Abeto”, “O
Patinho Feio”, “A Caixinha de Surpresas”, “Os Sapatinhos Vermelhos”, “O Pequeno Cláudio” e o
AVERT—VIRA A PÁGINA
P ÁGINA 24
HANS CHRISTIAN ANDERSEN
e o “Grande Cláudio”, “O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena
Sereia”, “A Roupa Nova do Rei”, “A
Princesa e a Ervilha”, “A Pequena
Vendedora de Fósforos”, “A Polegarzinha”, entre outros.
No final de 1872, Andersen
ficou gravemente ferido ao cair da
sua própria cama e permaneceu
com a saúde abalada até 4 de
agosto de 1875, quando faleceu,
em Copenhaga, onde foi enterrado.
Importância atual
Graças à sua contribuição
para a literatura infanto-juvenil, a
data do seu nascimento, 2 de abril,
é o Dia Internacional do Livro
Infanto-Juvenil. Além disso, o
mais importante prémio internacional do género, o Prémio Hans
Christian Andersen, tem o seu
nome.
Anualmente, a Internacional Board on Books for Young
People (IBBY) oferece a Medalha
Hans Christian Andersen para os
maiores nomes da literatura
infanto-juvenil.
Em 2003 foi lançado o filme A vida num conto de fadas (no
original em inglês, Hans Christian
Andersen: My Life as a Fairy Tale),
no qual foi romanceada a história
de Andersen, mesclando trechos
dos seus contos com a sua vida.
Hans Christian Andersen
visitou Portugal em 1866 a convite
da família O’Neill, cuja amizade
terá sido alimentada nos bancos da
escola em Copenhaga. Durante a
sua estadia de cerca de dois meses
em Portugal, regista as suas
impressões sobre várias cidades
portuguesas (Lisboa, Setúbal, Palmela, etc.) fazendo grandes elogios
à sua paisagem: “O sol brilhava no
céu claro e sobre as águas tranquilas. Em frente erguia-se Lisboa nas
soberbas colinas, como uma monumental ampliação fotográfica. À
medida que nos afastávamos, evidenciavam-se os recortes como
vagas enormes de casas e palácios.
[…]”
4ºA, EB 1 Alto de Soute-
UM CONTO DE NATAL
Era uma vez uma menina
chamada Paula que adorava o
Natal. Mas naquele dia estava muito triste, porque o Pai Natal não
lhe tinha deixado uma prenda.
A mãe, para que ela ficasse
bem, disse-lhe:
- Paula, não fiques triste.
Vais ver que o Pai Natal não se
esqueceu de ti!
- Paula! – chamou o pai –
Anda ver televisão. Está a dar a tua
série preferida.
A Paula não estava com
cabeça e, por isso, foi para o seu
quarto. Pensava por que é que o
Pai Natal não lhe tinha dado uma
prenda, acabando por adormecer.
A mãe e o Pai saíram e ela ficou
sozinha em casa. O tempo foi passando e estava um silêncio profundo, mas esse momento depressa
acabou, porque, subitamente,
começou a ouvir-se um ruído. Qual
não foi o seu espanto quando viu
duendes a descer pela chaminé.
Escondeu-se logo para eles não a
verem. Cantavam, riam-se e diver-
tiam-se… É por isso que o Natal
tem essas qualidades todas –
pensou ela.
De repente, apareceu uma
luz brilhante que trazia as prendas! A Paula ficou espantada, mas
curiosa, e tentou logo descobrir
de onde vinha aquela luz.
Enquanto os duendes
estavam ocupados, saiu sem ninguém se aperceber. Quando viu
um trenó, ficou de boca aberta!
Subiu lá acima e vendo quem
estava a conduzir, gritou:
- Pai Natal!
Ouvindo o seu nome, o Pai
Natal olhou para trás e viu a Paula
no porta-bagagens e perguntoulhe logo:
- Como vieste aqui parar?
A Paula olhou para ele e
não lhe respondeu
Então, o Pai Natal perguntou-lhe:
- Já que estás aqui, queres
ir visitar a minha oficina?
- Sim! – respondeu a Paula
toda entusiasmada.
Foram os dois no trenó até ao
Polo Norte e, quando lá chegaram, a
Mãe Natal perguntou ao Pai Natal:
- Mas quem é essa menina?
- Encontrei-a no portabagagens e então decidi trazê-la
comigo. – respondeu o Pai Natal
O Pai Natal apresentou-a a
toda a gente e levou-a a conhecer a
sua casa. Por fim, mostrou-lhe a sua
oficina. Esta era enorme e estava
muito bem decorada. Então, a Paula
decidiu perguntar-lhe:
- Por que é que o senhor não
me entregou as prendas mais cedo?
- Sabes, às vezes, atraso-me
nas entregas. – explicou o Pai Natal.
A Paula pensou:
- Nem sei por que é que estava tão preocupada!
Todos fizeram jogos, divertiram-se, trocaram gargalhadas e muitas coisas mais.
Até que chegou o momento
de ir embora. O Pai Natal levou a
Paula para casa e disse-lhe:
- OH!OH!OH! Feliz Natal,
Paula!
Ana Rocha e Bárbara Fernandes, 6º J
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 25
A ÁRVORE DE NATAL DO NOSSO CORAÇÃO
Mais
uma vez, a
Junta
de
Freguesia
de Rio Tinto convidou-nos
para embelezar, uma
das rotundas da nossa cidade, com uma árvore de Natal
construída pela nossa escola.
Depressa concordamos em
aceitar o convite que nos era dirigido.
Metemos mãos à obra e
decidimos enfeitar a nossa árvore
com o símbolo de Gondomar- o
coração de filigrana.
Cada um de nós, juntamente com a família deu largas à ima-
ginação
e
construiu um
coração
à
semelhança
do coração
de filigrana,
utilizando
materiais
reutilizáveis.
Podemos dizer que a nossa árvore de
Natal foi decorada com o coração
de cada um de nós, pelo que desejamos que ao passarem junto da
Igreja Matriz de Rio Tinto a apreciem.
2ºC, EB 1 de Cabanas
O NATAL
Vou falar-vos da festa que
muito é desejada em todo o Mundo, o Natal.
Esta festividade remonta
desde o ano cronógrafo de 354 e
teve início na cidade de Roma,
porém já se festejava o nascimento
de Jesus na casa dos que se tinham
convertido ao Cristianismo após a
sua morte.
O Natal tem como principal imagem a figura de Jesus Cristo,
sendo como secundárias todas as
outras que se encontram no presépio como o Pai e a Mãe de Jesus, os
três Reis Magos, os Pastores e o
Anjo.
Tradições
Nesta altura do ano, as pessoas costumam enfeitar as suas
casas com luzes de Natal, meias de
Natal, a árvore de Natal, fitas coloridas, entre muitos outros adornos
e iluminações.
Também as crianças costumam escrever as suas cartas ao Pai
Natal a pedir o que desejam receber nesta época natalícia. No mesmo âmbito, as campanhas de solidariedade começam a manifestar-
se e a
mostrar
o lado
m a i s
simbólico do
Natal! E
no dia
mágico, milhares de famílias juntam-se em suas mesas e fazem
uma refeição que, na minha opinião, é formidável e isto obviamente à luz da lareira.
Aqui estão alguns dos pratos natalícios:
O cordeiro assado
O bacalhau
As rabanadas
A aletria
O arroz doce
Os chocolates natalícios, etc.
Curiosidades e afins sobre o Natal
Sabias que os EUA gastam
cerca de 480 000 000 000 de dólares em cada Natal?
É espantoso!... o realizador
do primeiro presépio foi Francisco
de Assis… E sabes em que data?....
Em 1223.
Também
sabias
que,
segundo a tradição católica, deve
montar-se a árvore de Natal desde o dia 30 de novembro… e que
esta deve ser desmontada no dia
6 de janeiro - Dia dos Reis?
Gostarias também de
dizer “Feliz Natal” em várias línguas? Então, observa:
Em Inglês, Merry Christmas...
Em espanhol, Feliz Navidad...
Em francês, Joyeux Nöel...
Em italiano, Buon Natale...
Em holandês, Vrolijk Kerstfeest...
Em japonês, Merii Kurisumasu…
João Pedro Miranda, 8ºE
AVERT—VIRA A PÁGINA
P ÁGINA 26
A SIMBOLOGIA DO NATAL E DO PRESÉPIO
O Natal é uma data em
que comemoramos o nascimento
de Jesus Cristo.
Foi no século IV que o 25
de dezembro foi estabelecido
como data oficial de comemoração. Até essa altura o Natal era
comemorado em várias datas
diferentes, pois não se sabia
quando tinha sido a data do nascimento de Jesus.
As antigas comemorações
de Natal costumavam durar até
12 dias, pois este foi o tempo que
os três reis magos precisaram
para chegar à cidade de Belém e
entregarem os presentes (ouro,
mirra e incenso) ao menino Jesus.
O presépio é uma montagem
com peças, que faz referência ao
momento do nascimento de Jesus
Cristo. Com o menino Jesus na
manjedoura ao centro, o presépio
apresenta o local e os personagens bíblicos que estavam presen-
tes neste importante momento
cristão.
Origem do presépio de
Natal
O primeiro presépio foi
montado por São Francisco de
Assis no Natal de 1223. O frade
católico criou o presépio em argila na floresta de Greccio. A sua
ideia era fazer o presépio para
explicar às pessoas o significado e
como foi o nascimento de Jesus
Cristo.
No século XVIII, a tradição de montar o presépio, dentro
das casas das famílias, alastrou-se
pela Europa e, logo em seguida,
por outras regiões do mundo.
Peças do presépio
(personagens representados)
- Menino Jesus
- Virgem Maria
- José
- Burro e boi ou ovelhas
- Anjos
- Estrela de Belém
- Pastores
- Reis Magos
O Pai Natal: origem e
tradição
Alguns autores afirmam
que a figura de um velhinho foi
inspirada num bispo chamado
Nicolau, homem de bom coração,
que costumava ajudar as pessoas
pobres, deixando saquinhos com
moedas próximas às chaminés das
casa
Até o final do século XIX, o
Papai Noel era representado com
uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o
alemão Thomas Nast, famoso
pelos seus cartoons, criou uma
nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha
e branca, com cinto preto, foi
criada por Nast.
Bárbara Teixeira, 8ºE
A SIMBOLOGIA DO AZEVINHO
Quando vemos imagens de
Natal, grande parte das vezes, a
ideia do azevinho está presente,
mesmo que feito por mãos humanas (através de desenhos em papel
ou de pequenos trabalhos de decoração em que entram os mais
diversos materiais).
Em que assenta esta tradição?
Os azevinhos eram tradicionalmente usados para afastar os
maus espíritos. Era comum os combatentes levarem para a guerra o
azevinho no seu escudo. Se formos
procurar a sua simbologia, ficamos
a saber que o azevinho representa
o lado eterno da vida, reinando no
Natal, enquanto que o carvalho,
vejam só!... é guardião do verão.
Diz-se que as pessoas aportam
para dentro de casa este elemento
Natal em dezembro
O nosso menino
Nasceu em Belém
Nasceu tão alegre
Para querer bem.
decorativo para que as fadas
tenham onde se abrigar no inverno. Por isso é que se pendura uma
coroa de azevinho nas portas
durante a época natalícia (e há
decorações bem bonitas e originais, muitas vezes com a junção
de outros elementos tão característicos desta quadra).
Nasceu sobre palhas
O nosso menino
Mas a mãe sabia
Que era divino.
Por nós ele aceita
O terrível destino.
Louvemos a glória
De Jesus Menino.
Rita Rodrigues, 8ºE
Bárbara Fernandes, 6ºJ
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 27
PÁGINA DA MATEMÁTICA-2ºCICLO
BIOGRAFIA DE MARIA DO PILAR RIBEIRO
Maria do
Pilar ribeiro nasceu em Lisboa, a
5 de Outubro de
1911. Frequentou o liceu
Maria
Amália
Vaz de Carvalho.
Licenciou-se em Matemática
pela Faculdade de Ciências de Lisboa, numa altura em que era raro
as mulheres tirarem um curso, no
ano de 1933. Casou-se com o matemático Hugo Ribeiro, que conhece-
ra durante o curso. Lecionou a gal, foi professora, de 1976 a
disciplina de Matemática até 1980, na Universidade do Porto e
1942, no Liceu de Camões.
na Escola Biomédica de Abel Salazar.
Durante os quatro anos seguintes
Maria do Pilar Ribeiro é a
frequentou vários cursos de espe- sócia nº 1 da Sociedade Portuguecialização em Matemática na Esco- sa de Matemática. Foi uma das
la Politécnica de Zurique, enquan- fundadoras, assim como da Gazeto o seu marido fazia o doutora- ta de Matemática. Publicou divermento.
sos artigos sobre o “Ensino da
De 1947 a 1975 foi instruto- Matemática na Suíça” e foi uma
ra de Matemática na Universidade das tradutoras do livro de David
da Pensilvânia.
Hilbert “Fundamentos da GeomeDepois de regressar a Portu- tria”.
HUMOR MATEMÁTICO
O pai, ao ajudar o filho a
fazer os trabalhos de casa,
confessa-lhe:
- Olha filho, receio que, um dia, a
tua professora se aperceba de que
sou eu quem te faz os exercícios de
matemática.
Responde o filho:
- Não te preocupes pai! Ela já descobriu. Ainda ontem me disse:
- Parece impossível dares tantos
erros.
•
- João! Quanto dá 8 dividido
em dois?
……!!!!!!??????
- Já sei! Na vertical dá 3 e na horizontal dá 0.
Beatriz Pinheiro, 6º B
•
Por que é que um matemático viaja sempre com uma
meia preta e outra castanha?
Porque a hipótese de um avião cair
com um matemático que usa
meias de cores diferentes é muito
pequena.
•
Na escola, a professora pergunta ao Joãozinho:
- Joãozinho, eu tenho sete laranjas
nesta mão e oito na outra. O que é
que eu tenho?
- Mãos grandes!
•
O professor de matemática
•
pergunta ao aluno:
- Luizinho?
- Pode perguntar, professor.
- Se você tivesse 3 euros num
bolso e 7 no outro, o que teria?
- As calças de uma outra pessoa,
professor!
Professora disse ao Joãozinho:
- Joãozinho, se eu te der 4 chocolates hoje e mais 3 amanhã, tu
vais ficar com …com…com….
E o Joãozinho:
- Contente!
•
Cláudia Dinis, 5º B
CURIOSIDADE
Quarta-feira, dia 20 de fevereiro de
2002 foi uma data histórica. Durante
um minuto, houve uma conjunção de
números que somente ocorre duas
vezes por milênio.
Essa conjugação ocorreu exatamente
às 20 horas e 02 minutos de 20 de
fevereiro do ano 2002, ou seja, 20:02
20/02 2002.
É uma simetria que na matemática é
chamada de capicua (algarismos
que dão o mesmo número quando
lidos da esquerda para a direita,
ou vice-versa). A raridade deve-se
ao fato de que os três conjuntos
de quatro algarismos são iguais
(2002) e simétricos em si (20:02,
20/02 e 2002).
A última ocasião em que isso ocorreu foi às 11h11 de 11 de novem-
bro do ano 1111, formando a
data 11h11 11/11/1111. A próxima vez será somente às 21h12
de 21 de dezembro de 2112
(21h12 21/12/2112). Provavelmente não estaremos aqui para
presenciar.
Depois, nunca mais haverá outra
capicua. Em 30 de março de 3003
não ocorrerá essa coincidência.
AVERT—VIRA A PÁGINA
P ÁGINA 28
DESAFIOS
1. Torneio
Num torneio de Badminton com 5
participantes, cada um deles jogou
com os outros.
Quantos jogos se disputaram?
2. Os cinco dígitos
Existe um número de cinco dígitos,
no qual o quinto dígito é metade
do quarto e um quarto do terceiro
dígito. O terceiro dígito é metade
do primeiro e o dobro do quarto. O
segundo dígito é três vezes o quarto e tem cinco unidades a mais que
o quinto. Qual é esse número?
Beatriz Pinheiro, 6º B
3. Uma joia em dia de festa
A Rita tem quatro estojos de
joias alinhados numa gaveta. Um
é preto, outro é branco, outro é
vermelho e o outro é azul. Um
deles tem um fio, noutro há um
anel, noutro há uma pulseira e o
outro tem uns brincos. Ela está a
preparar-se para ir a uma festa e
já decidiu qual das suas joias vai
usar. O estojo preto está ao lado
do anel. O anel está ao lado da
pulseira. O estojo branco está ao
lado do fio. O fio está ao lado do
estojo vermelho. O estojo azul
está numa ponta. A Rita tirou da
gaveta o estojo preto. Que joia
levou ela à festa?
4. Conta fácil
O Carlos efetuou uma multiplicação
e, em seguida, substituiu os algarismos por letras.
Cada letra diferente corresponde a
um algarismo diferente.
Reconstitui a multiplicação.
XXXII OLIMPÍADAS PORTUGUESAS DE MATEMÁTICA
No dia
13 de novembro de 2013,
das 15h30 às
17h30, realizou-se na nossa escola, a 1ª
eliminatória
das
“XXXII
Olimpíadas
Portuguesas de Matemática”, organizada pela Sociedade Portuguesa
de Matemática.
À semelhança dos anos anteriores, a competição consta de
duas eliminatórias e uma final
nacional que, nesta edição, terá
lugar no Agrupamento de Escolas
Dr. Mário Sacramento, em Aveiro.
Tendo como principal objetivo
incentivar e desenvolver o gosto
pela Matemática e detetar vocações precoces nesta área do
saber, as Olimpíadas Portuguesas
de Matemática são também o
meio de seleção das equipas que
irão representar Portugal nas
Olimpíadas Internacionais e nas
Olimpíadas
Ibero-americanas,
desta disciplina.
Nas Pré-Olimpíadas, que se
realiza só a nível de escola e destinadas a alunos do 5º ano, estiveram presentes 21 alunos. O
aluno vencedor foi Filipe Ribeiro,
da turma D, que irá receber um
diploma no dia 17 de dezembro.
Na categoria Júnior, destinada a
alunos do 6º e 7º anos, estiveram
presentes 44 alunos. Os alunos
melhores classificados foram o Guilherme Sá, da turma C, do 7º ano, e
André Santos, da turma D, do 7º
ano. Na categoria A, destinada a
alunos do 8º e 9º ano, estiveram
presentes 21 alunos. O aluno
melhor classificado foi o Ricardo
Silva, da turma C, do 9º ano.
Os vencedores das categorias
Júnior e A, respetivamente, irão
representar a escola na 2ª
eliminatória das “XXXII Olimpíadas
Portuguesas de Matemática”, que
se realiza no dia 15 de janeiro numa
escola do concelho de Gondomar.
ADIVINHA MATEMÁTICA
Sou um cubo perfeito.
Sou múltiplo de outro cubo perfeito.
Sou menor que 100 e maior que 1.
Quem sou eu?
Profª Isabel Silva
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 29
DESAFIO PRESENTES DE NATAL
Descobre o que cada um dos cinco
meninos quer de presente no
Natal.
Casa
1
Casa
2
Casa
3
Casa
4
Nome
Cor
Cor – amarela, branca, azul, verde e Idade
vermelha
Presente
Nome – Alex, Cristiano, Pedro, Sumo
Eduardo e Mário
Profissão
Idade – 6, 7, 8,9,10
•
O menino que gosta de
Presente – bicicleta, bola, computasumo de Laranja está numa das
dor, skate, jogo
pontas
O menino que gosta de
Sumo – abacaxi, laranja, morango, •
limonada está exatamente à
limão e maracujá
esquerda do que gosta de sumo
Profissão – astronauta, bombeiro,
de Morango.
•
Quem quer ser Médico está
médico, polícia e professor
exatamente à direita de quem
gosta de sumo de Abacaxi.
•
O menino que quer ser Bom•
Cristiano gosta de sumo de
beiro mora em alguma das casas
Limão.
das pontas.
O menino de 8 anos mora
•
Quem gosta de Maracujá •
ao lado do quem quer um Comquer ser Médico.
putador de presente.
•
Na terceira casa está o meni•
O menino que quer um Skano que quer ser Professor.
te
está
exatamente à esquerda
•
Numa das pontas mora o
da casa do Alex.
menino que quer ser Polícia.
Na casa de cor Branca mora
•
Na quinta casa está o menino •
o menino que deseja um Jogo
que deseja ser Bombeiro quando
de natal.
crescer.
PASSATEMPOS
CLUBE DE PROTEÇÃO CIVIL
•
•
•
•
•
•
•
•
Casa •
Na primeira casa
5 mora o menino que
quer uma Bola de presente de natal.
•
Quem quer uma
Bicicleta mora ao lado
de quem deseja um Jogo
de presente.
•
O menino mais
novo mora na quinta
casa.
O menino de 10 anos está
em algum lugar entre o de 7 e o
de 9 anos, nessa ordem.
O menino de 9 anos quer
ser Professor quando crescer.
Pedro mora na terceira
casa.
Eduardo mora exatamente
à direita de Pedro.
Eduardo mora na casa de
cor Verde.
A casa de cor Branca está
exatamente à esquerda da casa
do menino que gosta de sumo
de Maracujá.
A casa de cor Azul está exatamente à esquerda da casa do
menino que quer um Jogo.
A primeira casa é Amarela.
AVERT—VIRA A PÁGINA
P ÁGINA 30
PASSATEMPOS
CRUCIGRAMA DE NATAL
1. O que se coloca na Árvore de Natal
10. O peixe que se come na noite de
Natal.
para a decorar.
2. Bolo que se come no Natal, com
frutos secos e cristalizados.
3. Missa a que se assiste na Noite de
Natal.
4. Representação do nascimento de
Jesus.
5. Mês em que se celebra o Natal.
6. A pessoa que entrega as prendas na
Noite de Natal.
7. Os reis que levaram presentes ao
Menino Jesus.
8. O meio de transporte do Pai Natal.
9. Uma sobremesa típica de Natal
(parecida com massa).
4ºA, EB 1 Alto de Soutelo
SOLUÇÕES
Desafios (pág. 28)
1 – 10 partidas
2 – 86 421
3 - A Rita levou o fio, que era a joia
que estava no estojo preto.
4 - L- 2 I – 1 C- 9 A – 7 F- 8
Adivinha Matemática (pág. 28)
É o nº 64
Proteção Civil (pág.29)
1. Tsunami; 2. Vulcão; 3. Bombeiro; 4.
Inundação e incêndio; 5. Magma; 6.
Ciclone; 7. Tornado; 8. Sismo; 9.
Furacão; 10.
Crucigrama de Natal
1. Enfeites de Natal; 2. Bolo Rei; 3.
Missa do Galo; 4. Presépio; 5. Dezembro; 6. Pai Natal; 7. Reis Magos; 8.
Trenó; 9. Aletria; 10. Bacalhau
Desafio Presentes de Natal
(pág.29)
Nome
Cor
Idade
Presente
Casa 1
Amarela
Cristiano
7
Bola
Casa 2
Azul
Mário
10
Bicicleta
Casa 3
Branca
Pedro
9
Jogo
Casa 4
Verde
Eduardo
8
Skate
Sumo
Profissão
Limão
Policia
Morango
Astronauta
Abacaxi
Professor
Maracujá
Médico
Casa 5
Vermelha
Alex
6
Computador
Laranja
Bombeiro
A NEDOTAS N ATALÍCIAS
“Rir” também pode entrar na quadra natalícia. Deixo algumas anedotas, espero que te divirtas.
Ao telefone…
Uma loira telefona para o Pai Natal:
- Eu queria falar com o Pai Natal.
- É o próprio.
- Senhor Próprio, podia chamar o
Pai Natal?
No tribunal…
Era época de Natal e o juiz sentiase benevolente ao interrogar o réu.
- De que é acusado?
- De fazer as compras de Natal antes
do tempo.
- Mas isso não é crime nenhum! Com
que antecedência as estava a fazer?
- Antes de a loja abrir!?
Na escola…
A professora pergunta ao menino o
que quer ser quando for grande. O
menino responde:
- Pai Natal!
- Pai Natal? Então... Mas porquê?
- Ora! Ao menos assim só trabalhava
uma vez por ano!
João Pedro Miranda, 8ºE
A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013
P ÁGINA 31
SIMBOLOGIA DA ÁRVORE DE NATAL
Civilizações antigas que habitaram os continentes europeu e asiático no terceiro milénio antes de Cristo já consideravam as árvores como
um símbolo divino. Cultivavam-nas e
realizavam festivais em seu favor.
Essas crenças ligavam as
árvores a entidades mitológicas. A
sua projeção vertical, desde as raízes
fincadas no solo, marcava a simbólica
aliança entre o céu e a mãe terra.
Entre os egípcios, o cedro
associava-se a Osíris. Os gregos ligavam o loureiro a Apolo, o abeto a
Átis, a azinheira a Zeus. Os germânicos colocavam presentes para as
crianças sob o carvalho sagrado de
Odin.
Nas vésperas do solstício de
inverno, os povos pagãos da região
dos países bálticos cortavam pinheiros, levavam-nos para os seus lares e
enfeitavam-nos de forma muito
semelhante ao que se faz nas atuais
árvores de Natal.
Essa tradição passou aos
povos germânicos. A primeira árvore de Natal foi decorada em Riga, na
Letónia, em 1510.
No início do século XVIII, o
monge beneditino São Bonifácio
tentou acabar com essa crença pagã
que havia na Turíngia, para onde
fora como missionário. Com um
machado, cortou um pinheiro sagrado que as gentes locais adoravam
no alto de um monte. Como teve
insucesso na erradicação da crença,
decidiu associar o formato triangular do pinheiro à Santíssima Trindade e as suas folhas resistentes e
perenes à eternidade de Jesus. Nascia aí a Árvore de Natal.
Acredita-se também que
esta tradição começou em 1530, na
Alemanha, com Martinho Lutero.
Certa noite, enquanto caminhava
pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros
cobertos de neve. As estrelas do céu
ajudaram a compor a imagem que
Lutero reproduziu com galhos de
O CLUBE DE ARTES ”VER,
O Clube de
Artes “ Ver,
absorVer ”, dinamizado
pelas
professoras de
Educação Visual
(3º Ciclo) Alice
árvore em sua casa. Além das
estrelas, algodão e outros enfeites,
ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena
que havia presenciado na floresta.
Há outras versões, porém,
a moderna árvore de Natal teria
realmente surgido na Alemanha
entre os século XVI e XVIII. Não se
sabe exatamente em qual cidade
ela tenha surgido.
Durante o século XIX, a
prática foi levada para outros países europeus e para os Estados
Unidos.
Atualmente, essa tradição
é comum a católicos, protestantes
e ortodoxos.
Ana Cristina Silva, 8ºE
ABSO R VER”
Fernandes e Emília Sousa, funciona , semanalmente, à 3ª feira das
09:25H às 11:20H e das 14:35H às
16:25H. É frequentado por alunos
do, 6º, 7º e 8º anos, no total de
doze participantes. O principal propósito deste clube é o de possibili-
tar aos alunos um contacto mais
alargado com as artes visuais e
plásticas tais como o desenho, a
gravura em linóleo e a pintura,
com recurso à varias técnicas de
expressão.
Profª Alice Fernandes
NELSON MANDELA 1918-2013—EMBAIXADOR DA CONSCIÊNCIA
A morte de Nelson Mandela é
uma perda não apenas para a África
do Sul. É uma perda para as pessoas
que em todo o mundo lutam pela
liberdade, pela justiça e pelo fim da
discriminação. Será um exemplo para
milhares de pessoas no mundo inteiro. A sua dignidade face às pressões,
a coragem e integridade, e o seu
compromisso firme em sanar com o
perdão em vez da vingança e do ódio,
ver injustiça e desigualdades no
mundo, nenhum de nós pode
verdadeiramente
descansar.
Temos de continuar a ser fortes”.
foram extraordinários.
“Como a Amnistia Internacional, tenho lutado pela justiça e
pelos direitos humanos, há muitos
longos anos. Retirei-me agora da
vida pública, mas enquanto hou-
Nelson Mandela
In Amnistia Internacional
Departamento de Ciências Humanas e Sociais
A GRUPAMENTO
DE ESCOLAS DE
RIO TINTO
Endereço
Escola EB 2/3 de Rio Tinto
R. Dr. Cancelas
4435-212 Rio Tinto
Tel: 224890590
Correio eletrónico:
[email protected]
Profª Coordenadora: Cristina Vieira
Ai que saudades eu tenho
dos natais da minha infância
dos sonhos inocentes em corrupio
dos meus tempos de criança.
Dos serões em família
e mais toda a vizinhança
que depois se reunia
para continuar a festança.
Da cevada, às três da manhã
e das torradas de pão seco
que sempre a minha mãe fazia
no intervalo do jogo do quino
em que, do mais velho ao pequenino,
amealhavam cada tostão
como se fosse o seu ganha-pão.
Às seis da manhã, acordava o dia
e a catraiada, em grande euforia
corria para a fornalha do fogão
descobrindo aquele brinquedo
Que o Menino Jesus, em segredo
colocara no sapato da ilusão.
Ai que saudades eu tenho
dos natais da minha infância!
Profª Deolinda Reis
PROVÉRBIOS NATALÍCIOS
A tradição popular
sempre
manteve
a
“chama” natalícia nos
seus contos, lendas,
dizeres… ou seja, na sua
“arte literária” transmitida ao longo dos tempos,
de geração em geração…
No
presente,
podes fazer a tua própria
interpretação das mensagens que estes provérbios contêm:
•Ande o frio por onde
andar, há de vir pelo
Natal.
•Natal em casa, junto à
brasa.
•Dos Santos ao Natal,
Inverno natural.
•Natal é dar um beijo
pela manhã a quem nos
acompanha, à nossa
família.
E, para finalizar,
deixo um provérbio que
retrata bem como a tradição popular é sapiente,
ou seja, tem grande
sabedoria:
•Natal é dar amor a
quem o quer e não o
tem.
João Pedro Miranda, 8ºE
•Ande o frio por onde
andar, no Natal cá vem
parar.
•Galinhas de S. João, no
Natal ovos dão.
•Quem come carne na
véspera de Natal, ou é
burro ou animal.
•Quem quer bom ervilhal, semeia-o antes de
Natal.
•Se queres um bom alhal, semeia-o antes do Natal.
Ana Cristina Silva, 8ºE
•Caindo o Natal à 2ª feira, tem o lavrador que alugar
a eira.
•De Santa Catarina ao Natal, mês igual.
•De Santos a Santo André, um mês é; de Santo
André ao Natal, três semanas.
•De Todos-os-Santos ao Natal, bom é chover e
melhor nevar.
•De Todos-os-Santos ao Natal, perde a padeira o
seu capital.
•Mal vai Portugal se não há três cheias antes do
Natal.
•Não há ano afinal que não tenha o seu Natal.
•Natal à 2ª feira, lavrador larga a eira.
•Natal à 6ªfeira, guarda o arado e vende os bois.
•Natal na praça, Páscoa em casa.
•Pelo Natal, neve no monte, água na ponte.
•Quem varejar antes do Natal, deixa o azeite no olival.
Inês França, 8ºE
Download

Vira a Página de Dezembro 2013