AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE RIO TINTO A(S)PALAVRA(S) DO ANO Previsivelmente, para a maioria, a palavra do ano seria crise. Todavia, a minha “palavra” de eleição não seria uma palavra, na verdadeira aceção do termo, mas sim um/dois afixos comuns a várias palavras que congregam a(s) mesma(s) ideia(s) – des/re. Olhando o pequeno mundo que me rodeia, não vejo senão desmotivação, desinteresse, desvalorização, desconcentração, por parte dos jovens adolescentes, enquanto que os nossos governantes vão desfazendo muito do que estava razoavelmente bem feito, com o único propósito de refazer de forma diferente, só para se dizer que se fez algo novo, nem que tenha sido para pior. Apesar de não ter nascido numa democracia, pouco senti a ditadura, porque o fim do seu reinado estava iminente. Todavia, como adolescente, eu e todos os meus pares sentíamos que tínhamos mais obrigações do que direitos, principalmente em relação aos adultos que tinham responsabilidades diretas e indiretas sobre nós, a família e a escola, respetivamente. Permissividade e contestação existiam, mas em doses q.b. É certo que não tínhamos muitos facilitismos, raramente tínhamos fosse o que fosse de mão beijada. Todavia, essas limitações e dificuldades não faziam de nós jovens frustrados, oprimidos ou traumatizados, antes pelo contrário, fortaleciam-nos de tal forma que nos permitiam enfrentar as adversidades de modo mais persistente e empreendedor, havendo mais brio em tudo o que se fazia. A tarefa, a obrigação dos jovens, como alunos, era estudar, obter sucesso, à primeira, caso contrário, o mercado de trabalho seria a sua próxima escola. Hoje, crianças e jovens reclamam de forma constante, umas vezes justamente, outras nem por isso, esquecendo-se que os seus direitos terminam onde começam os direitos dos outros e que as obrigações dos outros mais não são que as suas próprias obrigações, esquecidas frequentemente. Muitas destas atitudes/ comportamentos são um prolongamento do que começa em casa, justificável, atualmente, com a crise que nos visitou e que teima em nos acompanhar ad eternum. Assim, crianças e jovens têm de reconhecer que também os professores vivem no mesmo país e partilham o mesmo contexto económico-social, tendo de enfrentar contrariedades pessoais e profissionais, exercendo um cargo público de grande desgaste físico e mental e com acrescidas responsabilidades, porque ser professor não é apenas transmitir conhecimento, mas também formar/educar jovens que serão os futuros governantes, médicos, professores, polícias, funcionários administrativos, etc. O professor é também um assistente social, atento às dificuldades socioeconómicas das famílias dos seus pupilos, intervindo muitas vezes, juntamente com a escola, na resolução de situações básicas de sobrevivência; o professor é também aquele que frequentemente ouve os desabafos dos alunos e tem uma palavra de conforto em momentos mais difíceis. O professor é aquele que tem orgulho em ensinar os seus alunos o melhor possível e quanto mais interesse, gosto, empenho e sucesso estes apresentarem, mais satisfação e motivação o professor terá para continuar a sua missão. Não obstante as contrariedades, o aluno será sempre o centro de todo o processo com um excelente potencial. Profª Cristina Vieira A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 N ESTA E DIÇÃO : P ROJETO E DUCAÇÃO PARA A 3 N ÚCLEO DE A POIO E DUCATIVO 6 E FEMÉRIDES 9 C RÓNICAS 13 M EIO -A MBIENTE 16 R ECENSÕES 19 SAÚDE DE LIVROS O N ATAL 24 P ÁGINA DA M ATEMÁTICA 27 P ASSATEMPOS 29 AVERT—VIRA A PÁGINA P ÁGINA 2 O MAIS IMPORTANTE É OLHARMOS PARA A POSSIBILIDADE E NÃO PARA A DIFICULDADE É difícil implantar a mudança educacional que se pretende sã, tolerável, produtiva e prospetiva, se a escassez de tempo moderno, a rapidez com que “caem” nas secretárias um número crescente de formalismos, burocracias e um infindável rol de conceitos pré-concebidos, se mantiverem no ritmo que hoje se verifica. Mas a mudança é o cerne de toda a atividade, o movimento de ações necessárias para a melhoria contextual do nosso agrupamento. Para termos a escola que desejamos, exige-se um tempo de avanços de conhecimento humano e tecnológico, o que ninguém questionará. O mundo está a passar por incríveis mudanças que, de forma acentuada, marcam a história de cada nação, de cada organização e de cada indivíduo. Basta observar que, nos últimos 25 anos, as descobertas e inventos na Terra equivalem ao que aconteceu nos últimos 5 000 anos! Portanto, o mundo está em ebulição e nesse contexto estamos envolvidos, observando, colaborando, tirando partido das novas informações. Dizer que a escola atravessa séries dificuldades, não é pessimismo, é uma realidade, porque fazemos parte de um sistema educacional com tradição centralista, com agravante de ser difícil enfrentar problemas, como a violência em meio escolar, burocracia excessiva, desemprego, famílias desestruturadas e a falta de valores que, tudo junto, leva a concluir que não se torna fácil, nos dias que correm, gerir uma escola, ainda que seja uma missão desafiadora para um líder que empreenda tal tarefa; como diz Bill Bethel, um líder é quem conduz “uma equipa a bom porto e, uma equipa bem-sucedida, significa um grupo de muitas mãos, mas de uma mente”. O Diretor é a figura central na escola que dirige; um grande visionário, um grande perspetivista, numa sequência de ações, a curto, a médio e a longo prazo. Na educação, como na vida, há um processo dialético constante, entre estabilidade e mudança, entre preservar ou modificar e os pais têm também um papel em todo o cenário de mudança, pois que residimos numa época em que a perturbação e a desintegração dos valores são os maiores impedimentos para uma atuação digna dos resultados que almejamos. Nos dias de hoje, a escola não pode viver sem a família, nem a família pode viver sem a escola; torna-se evidente a necessidade de uma tarefa em conjunto, para se poder atingir um bem-estar e a boa aprendizagem do educando numa estruturação formativa total do mesmo. E no entanto, é pela mudança que se constrói a história de uma vida, de uma organização. O nosso agrupamento, bem há pouco tempo, sofreu uma mudança: a Dra. Aurora Vieira que comandou as hostes desta instituição educativa, desde o seu 1º mandato, em julho de 2007, até outubro de 2013, tendo sempre defendido a unificação dos diferentes ciclos, uma Diretora que enriqueceu e orientou esta grande nau coadjuvada por todos os que com ela colaboraram e ajudaram, num caminho que foi trilhado em conjunto, não olhando a esforços para intervir e ajudar, desde o Pré-escolar, ao 3º Ciclo; nunca se sentiu que, como Diretora, se arredasse dos problemas de cada um de nós, antes, porém, dimensionavaos numa perspetiva de problema conjunto e numa parceria justa, imparcial, lucrativa, no que respeita a resultados, como reconhecidamente ficou provado num registo, aquando da última Avaliação Externa feita ao nosso agrupamento, em que nos foi atribuída uma classificação de Muito Bom em todos os domínios em análise. Em homenagem à sua pessoa e à figura relevante que foi para os professores, alunos e funcionários do AVERT, o nosso MUITO OBRIGADA e votos para que no novo cargo assumido, continue a defender a Educação como sempre fez questão de o fazer. E como a própria Dra. Aurora, num gesto e dito de despedida, acabou por afirmar: “Não há pessoas insubstituíveis, na vida!”, nada melhor que verificarmos a atuação da Dra. Paula Costa, que se viu, bem há pouco tempo, a ocupar o lugar de Subdiretora do agrupamento, e, agora, a assumir a direção do mesmo, com uma garra, interesse e dedicação, na medida do possível, em dimensão alargada (porque não nos podemos esquecer que o AVERT é composto por 11 estabelecimentos de ensino), e tudo tem feito para manter a boa governação, através de uma conduta assertiva, de muita responsabilidade e empreendedora. Novas mentes, novos ares se fazem sentir e outros se esperam, novos desafios que instigam à mudança e a novos horizontes para o AVERT. E nestes novos horizontes esperamos contar, como não podia deixar de ser, com o apoio incondicional, de todos os professores, alunos, funcionários, pais e encarregados de educação, todos os nossos parceiros sociais e toda a nossa comunidade educativa, para podermos ir mais além, seguir os ideais de uma escola ativa, justa e irrequieta no que respeita a não se deixar infetar pela conjuntura económica que afeta e alastra pelo país, e, em conjunto, fazermos pela diferença. O que se espera da direção, em conjunto com todos os elementos que dão corpo ao nosso agrupamento, é que, juntos, possamos continuar a fazer do AVERT um agrupamento de referência. E a vida é isto: uma mudança constantemente necessária!... Um Santo e Feliz Natal e um Próspero ano 2014! São os votos da Direção Profª Deolinda Reis A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 3 PROJETO EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO O dia da alimentação deve ser comemorado saudavelmente. O dia 16 de outubro deve ser diferente dos outros, pois devemos seguir regras alimentares. Para o sabermos fazer, temos a ajuda da Roda dos Alimentos, que consiste num gráfico circular com sete grupos diferentes de alimentos a saber: os laticínios, as gorduras e óleos, as leguminosas, as carnes, pescado e ovos, a fruta, as hortícolas e os cereais e derivados, tubérculos. Na nossa alimentação devemos incluir de tudo um pouco, não na mesma quantidade mas em diferentes porções. A água não possui um grupo próprio, porque faz parte de quase todos os alimentos. Não devemos comer alimentos fora do prazo de validade nem com muitos aditivos alimen- tares. Também devemos seguir as regras de higiene alimentar, lavando os alimentos que se comem crus e as mãos, cozinhando bem os alimentos pois não seguindo essas regras podemos apanhar micróbios e parasitas. Uma boa educação alimentar promove uma alimentação saudável e estilos de vida saudáveis. Por isso devemos seguir as regras da educação alimentar e higiene para ter uma alimentação saudável. Joana Freire, Francisca Silva, 6ºC DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO NO JI PORTELINHA-ALTO DE SOUTELO No dia 16 de outubro festejamos no nosso Jardim-de -infância o dia mundial da alimentação. Para nós foi um dia muito bem passado para além de saboroso!!!!! Todos nós trouxemos de casa uma peça de fruta que depois descascámos, cortámos e fizemos uma saborosa salada de fruta. Para acompanhar esprememos laranjas e bebemos um sumo de laranja natural. Por fim fizemos o registo recortando de revistas alimentos saudáveis. Todas as atividades foram acompanhadas com músicas alusivas ao tema. DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A SIDA– 1 DEZEMBRO O Dia Mundial de Luta Contra a Sida é comemorado a nível mundial no dia 1 de Dezembro. A SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) e VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) foram descobertos no ano de 1981. Este vírus ataca o sistema sanguíneo e o sistema imunológico do doente. São três as formas de contágio do VIH/SIDA: relações sexuais desprotegidas; contacto com sangue infetado; de mãe para filho, durante a gravidez, parto ou pela amamentação. O Projeto Educação para a Saúde (PES) dinamizou em conjunto com os professores da discipli- na de Ciências Naturais, na sala de aula, a atividade “Segue as minhas instruções”, para os alunos do 8º e 9º ano, procurando alertar os alunos e restante população escolar para a necessidade de prevenção e de precaução contra o vírus da SIDA. Equipa PES AVERT—VIRA A PÁGINA P ÁGINA 4 PROJETO EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE NATAL E RECEITAS LIGHT O Natal pode ser Delicioso e Saudável Conselhos da Equipa de Nutricionistas do ACES Gondomar para tornar o seu Natal mais saudável. Aproxima-se a época festiva do Natal. Por todo o país começam os preparativos para a maior e mais aguardada festa do ano. De todas as épocas do ano, esta é a que se encontra envolta de uma gastronomia rica e variada, um prazer gustativo e visual, um atentado para a linha que tão a custo tentamos manter. De facto, trata -se duma festa celebrada em família, em que grande parte do tempo é passado à mesa, repleta de alimentos muito tentadores, na maior parte das vezes muito ricos em açúcares e gorduras. Um consumo excessivo deste tipo de alimentos pode levar a uns “quilinhos” a mais que depois dificilmente serão perdidos! Para evitar ganhos de peso excessivos nesta época do ano propomos algumas receitas caloricamente mais leves! Leite Creme Light Ingredientes: 1 litro de leite; 6 gemas; 60g de açúcar Light; 2 colheres (sopa) de farinha; 1 casca de limão; 2 paus de canela; açúcar Light para polvilhar, q.b. Modo de Preparação: Leve ao lume o leite com a casca do limão e os paus de canela e deixe ferver. Retire do lume e deixe arrefecer. Numa tigela misture o açúcar com as gemas, junte a farinha e misture bem. Adicione o leite em fio mexendo sempre delicadamente e leve ao lume mexendo sempre até ferver. Retire do lume, rejeite a canela e o limão, deite para um pirex fundo ou em taças individuais, deixe arrefecer, polvilhe com o açúcar e leve ao forno com o grill ligado até ficar douradinho (ou queimar com um maçarico). Retire e sirva de seguida. Rabanadas light Ingredientes: 6 Fatias de pão; chá preto com adoçante a gosto; 1 ovo grande; canela em pó, q.b.; adoçante em pó, q.b.; Para a calda: 0,5 L de água; 1 casca grossa de limão; 1 pau de canela; adoçante, q.b.; 1 mão de pinhões. Modo de Preparação: Coloque o chá num prato fundo. Demolhe as fatias de pão no chá e reserve. Noutro prato, bata bem o ovo. Passe as fatias de pão demolhadas pelo ovo. Num recipiente que possa ir ao forno, polvilhe o fundo com canela e adoçante. Sobreponha as fatias de pão e polvilhe com canela e adoçante. Leve ao forno bem quente até dourar. Prepare a calda, levando ao lume, todos os ingredientes especificados, até engrossar um pouco. Quando as rabanadas estiverem douradas, retire do forno. Acrescente a calda a gosto. Aletria Ingredientes: 200g aletria; 1L de leite meio gordo; 150g de açúcar Light; casca de limão; 2 paus de canela; 5 gemas; 1 colher de sopa de margarina sem sal. Modo de Preparação: Num tacho leve ao lume o leite com os paus de canela, a casca de limão e a margarina. Logo que comece a ferver junte-lhe a aletria mas partindo antecipadamente os novelos com a mão para que a aletria vá solta. Vá mexendo com a colher de pau ou o garfo de vez em quando. Enquanto coze, fervendo lentamente, vá experimentando a aletria e, logo que cozida, junte-lhe o açúcar, mexa e deixe ferver mais 5 minutos. Retire do lume, bata numa malga as 5 gemas com um garfo, junte-lhes aos poucos 3 ou 4 colheres do caldo da aletria e mexa muito bem. Deite depois este preparado na aletria, em fio e mexendo sempre. Leve novamente ao lume para aquecer bem e cozer as gemas, mas sem deixar ferver e mexendo sempre no fundo com colher de pau; quando estivar quase a querer ferver retire a canela em pau e o limão e, enquanto quente, deite-a nos pratinhos, pratos ou travessas e deixe arrefecer. Depois de fria polvilhe com canela em pó fazendo com esta, desenhos sobre a aletria. Arroz Doce Ingredientes: ½ L de leite magro; ½ chávena de arroz carolino; ¼ de chávena de açúcar; ¾ de chávena de água; 2 gemas de ovos; sal, q.b.; 1 colher de sobremesa de margarina; 1 casca de limão; canela em pó, q.b.. Modo de Preparação: Põe-se a água ao lume com uma pitada de sal e quando ferver junta-se-lhe o arroz. Quando o arroz absorver toda a água, vai-se aos poucos adicionando o leite, que entretanto se ferveu com a casca do limão, mexendo sempre para não pegar ao fundo do tacho. Quando o arroz estiver cozido adiciona -se-lhe o açúcar, juntando o leite que ainda restar. Desfazem-se as gemas num pouco de leite frio e, fora do lume, juntam-se ao arroz, que volta ao lume só para as cozer (desligar quando levantar fervura). Tira-se do lume e junta-se a margarina deitando o arroz doce já pronto, num prato fundo ou pirex que se decora com desenhos feitos com canela. NOTA: Esta receita deve ser cozinhada em lume médio para o arroz ficar cremoso. Bacalhau com Natas Light Ingredientes: 4 postas de bacalhau demolhado 2 cebolas; 4 dentes de alho; 1 folha de louro; 2 colheres de sopa de azeite; 1 cenoura ralada; 800g de batatas; sal e Pimenta q.b.; 200ml de natas light Para o molho bechámel: 40g de margarina light; 50g de farinha de trigo; 250ml leite magro; 250ml de água de cozer o bacalhau; sal e Pimenta q.b.; noz moscada q.b.; sumo de limão q.b A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 5 PROJETO EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE Modo de Preparação: 1. Coza o bacalhau em água a ferver. Quando estiver cozido retire-o e deixe arrefecer. Guarde 250ml da água para o molho. Depois elimine as peles e as espinhas e separe em lascas. Reserve. 2. Descasque e corte as batatas em cubos pequenos. Coloque as batatas em água com sal e leve ao lume. Aguarde até que ferva e deixe cozer por mais 5 minutos. Retire do lume, escorra, tempere com pimenta e reserve. (Utilize batatas que não se desfaçam facilmente). 3. Corte as cebolas às rodelas, pique os alhos e coloque-os numa frigideira anti -aderente. Junte o azeite, a cenoura ralada e uma folha de louro. Leve ao lume para refogar. Quando a cebola estiver translúcida, junte o bacalhau e deixe cozinhar durante alguns minutos. Retire o louro e reserve. 4. Coloque a farinha e a margarina num fervedor de leite e leve a lume brando. Mexa rapidamente com uma colher de pau para não ganhar caroços. Junte o leite e a água de cozer o bacalhau aos poucos e continue a mexer até obter um creme grosso e bem cozido. Se, por acaso, o molho formar caroços, utilize a varinha mágica para os desfazer. 5. Junte as natas e tempere com sal, pimenta, noz moscada e sumo de limão a gosto. 6. Num tabuleiro, junte as batatas, o bacalhau e o molho. Envolva bem e leve ao forno durante cerca de 20 minutos ou até estar dourado por cima. 7. Sirva quente e acompanhe com uma salada. Sugestões: Quando juntar o bacalhau ao refogado, acrescente uma colher de sopa de salsa picada. A equipa de Nutricionistas do ACES Gondomar deseja-lhe um BOM NATAL! Dr.ª Camilla Menezes Dr. Miguel Ângelo Rego POLUIÇÃO SONORA A poluição sonora é o tipo de poluição provocada pelo som. É originada pela produção de sons com elevada intensidade. Geralmente, estes sons são sons que se tornam insuportáveis, passando a ser considerados como ruído perturbador. Este tipo de poluição faz-se sentir nas grandes cidades, ou seja, nas zonas com maior densidade populacional. As principais fontes deste tipo de poluição são: máquinas de construção civil, trânsito e movimento caótico nos grandes centros urbanos, atividades industriais, movimento de um elevado número de pessoas em espaços fechados, discotecas, concertos musicais e eventos relacionados. A poluição sonora tem como consequências: a redução da capacidade auditiva, a surdez, as insónias, a interferência com a comunicação, a interferência na aprendizagem, os efeitos fisiológicos, como hipertensão, taquicardia e arritmia, o “stress”, a alteração do sistema ner- voso, a alucinação, a fadiga, a irritação das pessoas, as doenças psíquicas, a perda de memória, a queda no rendimento escolar e o afastamento de espécies animais. Para prevenir todas estas consequências, devem ser tomadas as seguintes medidas: sensibilizar a população no sentido de evitar a poluição sonora e evitar longas exposições a sons demasiado intensos, usar proteções nos ouvidos em trabalhos que exigem exposição a ruído, evitar a ida com frequência a discotecas e locais públicos com sons intensos, ouvir música num volume moderado e elaborar acordos e tratados que regulem a emissão de ruído. Em Portugal, o novo diploma geral contra a poluição sonora está em vigor desde 2001 e diz respeito ao novo Regulamento Geral do Ruído estipulado no Decreto-Lei Nº 292/2000, de 14 de novembro. Este novo regulamento vem estipular, entre outras disposições: a proibição de descolagens e aterragens dos aviões nos aeroportos nacionais, ficando estas condicionadas entre as 24 e as 6 horas, devendo os aeroportos implementar medidas para a minimização do ruído; os alarmes contra roubo dos automóveis têm de ter um sistema de controlo de modo a não funcionarem mais de 20 minutos, caso contrário podem ser removidos da via pública; passa a ser exigido à construção civil um estudo de impacte ou um certificado de uma firma creditada pelo Ministério do Ambiente quanto à insonorização das construções. É também proibida a realização de espetáculos de diversão, feiras, mercados ou manifestações desportivas, na proximidade de edifícios de habitação, escolas, e hospitais, a menos que seja autorizada por uma licença especial. As obras de recuperação, remodelação ou conservação realizadas no interior de habitações, escritórios ou estabelecimentos comerciais apenas poderão produzir ruído nos dias úteis e durante as 8 e as 18 horas. A poluição sonora é hoje um problema muito preocupante e cabe a todos fazer algo para o evitar, pois as suas consequências irão ser cada vez mais intensas. Maria Lima, 8º C AVERT—VIRA A PÁGINA P ÁGINA 6 NÚCLEO DE APOIO EDUCATIVO A Educação Especial é o ramo da educação que se ocupa do atendimento e apoio de alunos que apresentam problemas educativos de caráter prolongado e dificuldades a nível escolar, englobando todas e quaisquer necessidades consideradas “diferentes” e que necessitem de uma abordagem específica. A Escola, não obstante ser um local de passagem, é parte integrante de um percurso pessoal e social que, ao promover a igualdade de oportunidades, dota os discentes de capacidades e competências que lhes permitam, dentro das suas limitações, o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social. O NAE pretende compreender o aluno na sua singularidade e desenvolve um trabalho que promove a igualdade de oportunidades, não dando o mesmo a todos, mas proporcionando a cada um aquilo que, educacionalmente, lhes faz falta, de forma a que o percurso escolar destes alunos possa ser o mais enriquecedor possível. Empreendemos esforços no sentido de tentarmos responder, da forma mais eficaz possível, às diversas necessidades dos alunos abrangidos por esta medida. Para além de promover a aquisição efetiva de competências de literacia (ao nível da leitura, da escrita e do cálculo), o NAE proporciona igualmente um suporte emocional e social. É neste contexto que das diversas atividades desenvolvidas destacamos a ação de sensibilização para aceitação e valorização das diferenças no âmbito do Dia Internacional da Deficiência; sessão semanal Sabores e Saberes-aprende culinária, partici- pação na Festa de Natal e as comemorações do Halloween, do Dia de S. Martinho e da época natalícia. Destacamos, ainda, a participação dos nossos alunos no projeto musical A Casa vai à Casa que culminou com a apresentação, no dia 2 de Dezembro, do produto final das várias sessões desenvolvidas e que contou com a presença de alguns dos encarregados de educação dos alunos envolvidos. Agradecemos a todos – Dire- ção, ASE, professores, assistentes operacionais e restante comunidade escolar- que nos ajudam neste desafio diário de valorização da diferença, tornando o percurso dos nossos alunos mais harmonioso. A todos desejamos um Santo Natal! Grupo NAE O BULLYING No dia 22 de novembro vieram dois agentes da PSP da Escola Segura, falar sobre o Bullying, aos alunos do 4º ano. Os alunos viram um Power Point, criado pelos senhores agentes. Nas imagens vimos um grandalhão a tentar bater nos mais fracos e os agentes disseram que era muito injusto. Na minha escola, às vezes, acontecem zangas entre os meninos, mas não são muito graves. Por vezes, racham a cabeça, mas os alunos são logo socorridos. Quem atira a “pedra” é castigado. Quando um aluno é violento comigo, eu chamo os funcionários. Quando vejo os meninos à luta eu não fico a rir-me, venho logo chamar algum adulto para tratar do assunto. Se eu estiver zangado, consigo controlar-me, contando até dez, para me acalmar. Se for uma zanga a sério, peço ajuda a um adulto. Devo ser sempre amigo dos outros. Se vir alguém zangado tento com que façam as pazes. Devo deixar os outros brincar comigo, como jogar à bola, mesmo aqueles de quem não gosto tanto. Daniel Lima, 4ºH, EB 1 S. Caetano 2 A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 7 OS NOSSOS PROFESSORES ESTAGIÁRIOS Como tem vindo a acontecer de há uns anos para cá, a escola EB 2/3 Rio Tinto acolheu mais um Núcleo de Estágio Profissional de Educação Física da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP). Este ano, este grupo de jovens professores conta com a presença de duas estagiárias - Ana Magalhães e Catarina Ribeiro – e, de dois estagiários - Gustavo Silva e Pedro Gonçalves. Com espírito de cooperação, colaboração e de interajuda, pretende-se dar ainda mais brilho a esta escola que se destaca pela sua capacidade acolhedora e amável na receção de toda a comunidade educativa. Para lá da formação profissional, e porque uma relação pressupõe dois sentidos, um dos objetivos deste núcleo de estágio passa por ajudar na educação e na forma- ção dos alunos, na tentativa de um ensino de qualidade e diferenciador, apelando e promovendo o gosto pela prática desportiva. Para além da lecionação das aulas, o núcleo de estágio tem ainda dinamizado o Clube de Futsal Masculino, às terças-feiras das 14h35 às 15h25, e o Clube de Dança, às terças-feiras das 12h30 às 13h20. A promoção destes clubes campo da afetividade, fundamentais para a construção da formação integral do aluno. Pelos benefícios da prática desportiva, pela aprendizagem e pelo convívio, junta-te a nós e vem passar alguns momentos agradáveis. Como diria o nosso autor Fernando Pessoa ”primeiro estranha-se e, depois entranhase!” permite que os alunos vivenciem experiências enriquecedoras, não só a nível motor mas também no O Núcleo de Estágio de Educação Física 2013/14 COSTUME CONTEST No dia 31 de outubro de 2º – Hélder André Carvalho, 5ºC 2013 realizou-se na Escola E.B. 2,3 3º – Rui Pedro Matos , 5ºH de Rio Tinto um desfile de máscaras, que contou com a participação entusiástica de alunos dos 2º e 3º ciclos do AVERT. Esta atividade foi dinamizada e organizada pelos professores de inglês do agrupamento, que receberam as inscrições de todos os alunos que pretenderam participar. O desfile decorreu no final desse dia tendo como espetadores os encarregados de educação e também alunos. Os participantes revelaram muita criatividade nas máscaras apresentadas, tendo sido pontuadas por um júri composto por elementos da comunidade educativa Por fim, foram apurados os seguintes vencedores: 2º prémio 3º prémio 1º prémio 1º – Catarina Maria Mateus, 6ºE O Grupo de Inglês AVERT—VIRA A PÁGINA P ÁGINA 8 A FAMÍLIA AJUDA A ESCOLA A turma 4ºC, da EB1 da Ponte, durante o 1º período, aprendeu a fazer notícias. Cada aluno escreveu uma notícia sobre diferentes formas dos familiares ajudarem a escola. Ficam alguns extratos dessas notícias que, nesta época, em que o espírito de ajuda parece crescer, podem ser inspiradoras… Madrinha faz bolsa para o rato Sofia Mota, madrinha de Beatriz Martins, fez uma bolsa para o rato do Magalhães da escola da sua afilhada. A Sofia Mota fez essa linda bolsa, porque gosta de fazer este tipo de trabalho. Pai digitaliza livros Carlos Soares, pai de Hugo Soares, digitaliza livros para depois serem utilizados no quadro interativo da sala de aula dos seus filhos. Ele faz isto, porque acha que assim as aulas dos seus filhos ficam mais fáceis e divertidas. Avô faz bolsa para “Magalhães” Luís Novais, avô de Maria João Marques, vai fazer uma bolsa para guardar um dos “Magalhães” da escola. Ele vai fazer a bolsa, porque a neta lhe pediu e ele é muito habilidoso e gosta de ajudar todas as pessoas. Mãe assististe a atividades abertas à comunidade Elisa Ferreira, mãe de Nuno Soares, assistiu à festa de Natal dos seus filhos, no Dramático de Rio Tinto, em dezembro de 2012. Isso aconteceu, porque ela gosta dos seus filhos e não queria perder as suas atuações. Os seus filhos ficaram muito felizes e, por isso, dançaram e cantaram muito bem. Mãe constrói fatiota de Carnaval Marta Rodrigues, mãe de Diogo Cruz, fez uma fatiota com materiais reciclados para o seu filho usar no desfile de Carnaval. Ela fez isso, porque é amiga do ambiente. Mãe dá livros à biblioteca Cristina Rainho, mãe de Jorge Maia, entregou livros para a biblioteca da E B 1 da Ponte. Ela fez isso, porque já não queria os livros, sabia que ainda estavam bons e que na biblioteca da escola ainda podiam ser utilizados. Pai faz arranjos diversos na escola Júlio Vieira, pai de Nuno Vieira, monta e desmonta o sistema de iluminação das Festas de Final de Ano, colocou gavetas nas mesas dos alunos para guardarem os livros e está a pintar os placards de cortiça da sala de aula do seu filho Nuno. Ele fez estas coisas todas, porque acha importante ajudar a melhorar as condições da escola. Irmã e pai de aluno atuam na Festa de Natal Ana Ferreira e José Ferreira (irmã e pai de Pedro Ferreira) estiveram a cantar no Dramático de Rio Tinto, na Festa de Natal da escola, em dezembro de 2011. Eles fizeram uma imitação de Paulo Gonzo e Lúcia Moniz, com a música “Leve beijo triste”. Os artistas quiseram atuar para passar um bom momento entre pai e filha, mostrar isso ao público e proporcionar diversão. Avó e mães ajudam no Peddypaper Fernanda Teixeira, avó materna de Filipa Freitas, Odete Baptista, mãe do Gabriel Batista e Paula Sá, mãe de José Pedro, ajudaram a escola dos seus filhos, participando num Peddy-paper. Elas participaram nesta atividade, organizada pela Associação de Pais da E.B1 da Ponte, no final do 2º período de 2011/12. Acompanharam os alunos da escola até ao Parque de São Roque e lá orientaram equipas durante os jogos. Fernanda Teixeira colaborou, porque gosta da escola das netinhas dela e acha importante ajudar a escola. A mãe do Gabriel fez isso, porque gosta de ajudar a escola do seu filho. Paula Sá fez isso com outros pais, professores e assistentes operacionais, porque achou divertido. A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 9 A FAMÍLIA AJUDA A ESCOLA Mães e tia ajudam nos comes e bebes nas festas Manuela Santos, mãe de Daniel Santos, Amélia Estrela, tia de Joana Maia, Vera Morais, mãe de Leandro Queiroz e Carla Silva, mãe de Lisandra Neves, contribuíram com comes e bebes para as festas de Natal e de Final de Ano Letivo. Para isso Manuela, Vera e Carla compraram sumos, Vera comprou um bolo e Amélia e Carla fizeram bolos deliciosos. Manuela e Vera fizeram isso porque gostam de ajudar a escola. Amélia fez o bolo porque a mãe dos seus sobrinhos estava a trabalhar e não tinha tempo para fazer o bolo para ajudar na festa da escola dos seus filhos. Carla contribuiu com os bolos e sumos porque gostou muito da ideia da escola ter comes e bebes nas festas e disse que foi um prazer contribuir e que voltará a fazer o mesmo. 4º C CLUBE DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA EM CONSTRUÇÃO O Clube de História e Geografia de Portugal, composto por vinte alunos do 2º ciclo e 3º ciclos desenvolveu, ao longo do primeiro período, diversas atividades práticas: pesquisas sobre efemérides; pesquisas sobre produtos alimentares diversos que chegaram à Europa durante o período das descobertas para a elaboração de um Kit sobre especiarias; realização de um esboço com o logotipo do Clube; localização absoluta de Rio Tinto; observação, através do Google mapas, das áreas urbanizadas e rurais de Rio Tinto e dos produtos agrícolas cultivados; visualização do filme ”Terra Selvagem” para observar as características da floresta amazónica e dos povos que a habitam; debate de ideias sobre o papel da “Amnistia Internacional” na defesa dos direitos humanos; planificação de uma visita de estudo, de entre outras atividades, sempre com o objetivo de adquirir conhecimentos diversificados na área da Geografia e da História, recorrendo sempre que possível às novas tecnologias de informação. EFEMÉRIDES 21 de setembro - Dia Internacional da Paz: No dia 21 de setembro de 2006, por ocasião do Dia Internacional da Paz, Kofi Annan afirmou: “Há vinte e cinco anos, a Assembleia Geral [da ONU] proclamou o Dia Internacional da Paz como um dia de cessar-fogo e de não violência em todo o mundo. Desde então a ONU tem celebrado este dia, cuja finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim que façam também algo a favor da paz”. 5 de outubro de 1910 – Implantação da República (103º aniversário) No dia 5 de outubro de 1910, pelas 9 horas da manhã, a República foi implantada da varanda dos paços do Concelho de Lisboa, após dois dias de revolução iniciada pelo Partido Republicano. A monarquia foi destituída, surge uma nova bandeira (verde e vermelha), um novo hino (A Portuguesa) e uma nova moeda (o escudo) como símbolos nacionais. 1 de novembro de 1755 – Terramoto de Lisboa No dia 1 de novembro de 1755, a cidade de Lisboa é atingida por um sismo de alta intensidade, seguido por um maremoto que matou cerca de 10 mil pessoas. Estimase, hoje em dia, que este sismo, que destruiu a quase a totalidade da cidade, terá atingido a magnitude 9 da escala de Ritcher. 1 de dezembro – Dia da Restauração da Independência (1640) 1 de dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos introduz-se no Paço da Ribeira, onde reside a Duquesa de Mântua, representante da coroa espanhola, mata o seu secretário Miguel de Vasconcelos e vem à janela proclamar D. João, Du- AVERT—VIRA A PÁGINA P ÁGINA 10 EFEMÉRIDES que de Bragança, rei de Portugal. Termina, assim, 60 anos de domínio espanhol sobre Portugal. 10 de dezembro – Dia da Declaração Internacional dos Direitos Humanos A Declaração Universal dos Direitos Humanos, que delineia os direitos humanos básicos, foi adotada pela Organização das Nações Unidas em 10 de dezem- bro de 1948 . A DUDH composta por um preâmbulo e trinta artigos é hoje a base de trabalho de advogados, governantes e todos aqueles que defendem o respeito pelos direitos humanos. 250º aniversário da Torre dos Clérigos O ano de 2013 assinala o 250º aniversário da Torre dos Clérigos, emblemático edifício barroco, classificado como monumento Nacional desde 1910. Ex-libris da cidade do Porto, foi construída entre 1754 e 1763 pelo arquiteto italiano Nicolau Nasoni. Tem seis andares e 75 metros de altura, que se sobem por uma escada em espiral com 240 degraus. Era, na altura da sua construção, o edifício mais alto de Portugal. Alunos do Clube de História e Geografia em Construção e professoras Ana Cunha e Maria José Morais EXPOSIÇÃO OBJETOS COM HISTÓRIA O Departamento de Ciên- alunos, concluímos que os mescias Humanas e Sociais agradece a colaboração de todos os alunos e respetivos familiares que contribuíram, através da cedência de objetos pessoais, para a exposição Objetos com História, realizada em abril último. Através da adesão dos mos retiveram e puseram em prática valores como o da importância do Património Local, Familiar para a construção da memória coletiva e a necessidade da sua preservação. Um muito obrigado a todos. DCHS CHEGADA TRIUNFAL DE DOIS PANDAS À ESCÓCIA Yang Guang e Tian Tian, dois pandas gigantes alugados pela China ao jardim zoológico de Edimburgo, chegaram, este domingo, como autênticas vedetas à Escócia, com direito a transmissão em direto na televisão. Notícias criadas por alunos nas aulas de Português como resposta ao desafio: Imagina que, à chegada ao aeroporto, acontece algo e os pandas referidos no texto fogem. das. Marie Smith, uma agricultora encontrou os dois pandas a comerem as suas plantas e ligou logo Os Pandas esperados pelos para o jardim zoológico. “Quando escoceses, este domingo, fugiram os vi fiquei maravilhada e contente” do aeroporto em Edimburgo, – disse Marie à BBC. Escócia. Com este ato, ela recebeu Este domingo, Yang Guang oito mil euros para a educação das e Tian Tian, ao verem tanta gente, suas filhas, Sophie, de onze anos e sentiram-se encurralados e fugi- Caterine, de oito. “Isto foi muito ram, aleijando os seus tratadores. bom, pois poderemos voltar a estuFelizmente, os ferimentos não dar” – desse Sophie ao “Diary of foram graves. A polícia entrou Edimburg”. logo em ação e fez os possíveis para encontrar os pandas. “Isto é Sofia Monteiro, 6º J muito constrangedor” - disse o ministro britânico Michael Moore. O jardim zoológico distribuiu folhetos para encontrar os panPandas fogem à chegada ao aeroporto de Edimburgo A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 11 CHEGADA TRIUNFAL DE DOIS PANDAS À ESCÓCIA Pandas à solta na Escócia Yang Guan e Tian Tian, os dois pandas chineses alugados à Escócia pela China, fugiram este domingo do aeroporto de Edimburgo. O seu paradeiro continua desconhecido. Os dois pandas fugiram ao abrir, com um empurrão, a porta da jaula que estava mal fechada pelos guardas do Zoo de Edimburgo. A terrível notícia só se soube quando, ao abrir a mala do camião, se viu que os dois pandas já lá não estavam. Michael Moore, ministro britânico responsável pela Escócia, destacou toda agente que trabalha nos zoos da Escócia e Irlanda do Norte para procurar os pandas chineses desaparecidos. Segundo testemunhas, os pandas correram para uma mata próxima do aeroporto de Edimburgo. Segundo a agência oficial Nova China, o governo de Pequim vai obrigar o Zoo a pagar 8 milhões de dólares, mais as despesas que Pequim terá em resolver o caso e ficará sem os pandas. Segundo o primeiroministro chinês, Takuia Korogane, a China vai cortar relações com o Reino Unido. O Jornal Chinês Wangh Hu Zong relata que os dois pandas, quando encontrados, irão para a província de Sechuan, a sua terra natal. Paulo Prata, 6º I Pandas fogem no aeroporto Yang Guang e Tian Tian, os pandas gigantes, alugados à China pela Escócia, fugiram, este domingo, do aeroporto de Edimburgo. Os dois pandas, acabados de chegar da China ao aeroporto de Edimburgo, fugiram da sua jaula após o seu tratador os ter alimentado. O tratador James Brown disse que “Eles encontravam-se muito stressados pela longa viagem e o seu efeito passara”. Perante a fuga, o tratador e os seguranças do aeroporto foram, uns a pé, outros em carrinhas, no encalço dos Pandas Gigantes. Michael Moore, preocupado com a situação dos pandas, visto que as negociações com Pequim duraram cinco anos e o aluguer dos Pandas era de um milhão de dólares anuais, decretou um Plano de Emergência para a captura dos animais. Depois de várias horas de intensa busca, finalmente, os Pandas foram capturados e enviados em segurança para o zoo de Edimburgo. As crianças, que esperavam ansiosas no aeroporto, deliraram com a sua ida para o Zoo. Texto coletivo, 6º J, Ana Cerqueira; Bárbara Fernandes; Carlos Ribeiro; Gonçalo Pereira; Beatriz Ferreira; Mariana Vieira e Nádia Mendes. ESCREVER POEMAS A PARTIR DE … A tua voz é suave como um beijo, Pois quando eu te vejo o meu coração Bate fortemente e as minhas mãos Ficam pálidas e a tremer. Como as águas de um rio É a tua voz suave como um beijo Que acaricia a minha alma de poeta. A curva dos teus olhos abraça o meu coração Como o dia abraça a noite E a luz a escuridão Esta é a emoção Para a harmonia perfeita Assim como preciso de ti Iara Dias Pereira, 9ºA Para jamais sucumbir. O meu amor por ti, Não é um simples gostar, Pois com o meu coração em chama Pões-te a olhar para mim, E a curva dos teus olhos abraça o meu coração. Nada mais quero do que voltar a ter-te aqui, Tu iluminavas o meu mundo, Agora vejo-me perdida nesta escuridão. A curva dos teus olhos abraçava o meu coração, Agora que não estás aqui parece que minha vida mudou completamente. Jamais te esquecerei !!! Amo-te para sempre !!!!<3 Gil Silva, 9º B A tua voz é suave como um beijo Beijar-te, tocar-te, sentir-te É tudo o que eu desejo Pois irei amar-te eternamente! Avô, Sinto-me muito triste por teres partido, José Manuel, 9ºA Fugiste da minha vida, Bárbara Meireles, 9ºB AVERT—VIRA A PÁGINA P ÁGINA 12 ESCREVER POEMAS A PARTIR DE … Pai, Traço sinais vermelhos sobre os teus olhos ausentes que já não me olham. Sinto-me triste, perdida, procuro os teus braços para recuperar o que não me deste. Diana Alves, 9ºB O teu sorriso aumenta o meu desejo, És a coisa mais bonita do mundo, Penso em ti de segundo em segundo. Sem ti sinto-me uma prisioneira Na madrugada fria esperando o sol, Á noite pousando a cabeça na A tua voz é suave como um beijo, travesseira Sinto-te e imagino-te o meu suave lençol. Nos momentos de maior tristeza A curva dos teus olhos abraça o meu coração És quem mais surge no meu pensamento Nestes momentos de solidão. Inês Santos Oliveira, 9ºB POEMAS “PALAVRA PUXA PALAVRA” No âmbito do trabalho desenvolvido sobre o livro Poemas da Mentira e da Verdade, de Luísa Ducla Soares, a turma do 3º B da EB1 Alto de Soutelo, criou, quer individualmente quer em trabalho de grupo, vários poemas, tendo como base alguns dos poemas desta obra. A nossa turma quis partilhar um pouco do seu trabalho. Os poemas criados a partir do poema “Rio Douro”, em que a última palavra de cada verso, “puxa” a primeira do verso seguinte. Serra da Estrela Estrela do céu Céu azul Azul do mar Mar com peixes Peixes dourados Dourados da paz Paz e amor Amor lindo, Lindos brincos Brincos brilhantes Brilhantes luas Luas cheias Cheias de estrelas Estrelas da serra Serra da estrela. Sara Duarte; Guilherme Silva; Luana Vieira; Paulo Nogueira Vila Real Real palácio Palácio dos reis Reis de Espanha. Espanha vizinha Vizinha de Portugal Portugal nosso país País da Europa Europa imensa Imensa água Água do rio Rio Douro De ouro o anel Anel de senhora Senhora da Vila Vila Real Hugo Alves; Luana Lopes; Pedro Henrique Martins; Sofia Gomes A praia é quente Quente é a praia Praia divertida Divertida com castelos Castelos de areia Areia é quente Quente não é o mar Mar com peixes azuis Azul é o mar Mar é lindo Lindas são as conchas do mar Mar é lindo como o sol Sol aquece a areia A areia é amarela como o sol Sol brilha na praia Praia é quente Bruna Martins; Tiago Reis; Miguel Silva; Allexander Silva Serra da estrela Estrela do céu Céu das aves Aves nos ninhos Ninhos dos crocodilos Crocodilos do rio Rio Tinto Tinto o vinho Vinho do Porto Porto o distrito Distrito de Portugal Portugal o país País maravilhoso Maravilhosa natureza Com rios e serras Serra da Estrela Cátia Rodrigues; Pablo Babo; Daniel Fernandes; João Paulo Ferreira Serra da Estrela Estrela no céu Céu brilhante Brilhante como o sol. Sol de amor Amor de sol Sol de Marquês Marquês de solar. Solar da Estrela Estrela que brilha Brilha ao sol Sol quente. Quente é o sol Sol é uma estrela Estrela no cimo da serra Serra da Estrela. Ana Santos, Gonçalo Teixeira, José Pedro Garcia, Pedro Jorge Marques 3ºB, EB 1 Alto de Soutelo A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 13 TURMA 3ºD SEM JUÍZO As turmas do 3.º ano, para cumprirem com as atividades, da área de Expressão Literária, leram a obra de “Poemas da Mentira e da Verdade”, de Luísa Ducla Soares. A turma 3ºD adorou os poemas da “Mentira” e do poema “Abecedário sem Juízo” surgiu a ideia de inventarem um poema para a sua própria turma. Ana - Ana que come banana André - Quem fez o desenho foi o André quando estava no café. André - O André anda sempre em pé e gosta de almondegas com puré. Beatriz - A Beatriz quer viver feliz. Cláudia - C de Cláudia que dorme de noite, estuda de dia. Dara - A Dara ri e faz boa cara. Diogo - D de Diogo que faz palhaçada durante o jogo. Diogo – Diogo, Dioguinho é muito fofinho na hora do banhinho. Filipa - A Filipa é bonita como uma tulipa. chulé. Leonor - Olhos de castanha, cabelos de pétala de flor. Lucas - O Lucas é Vidal, ainda acredita no pai natal. Marta – M de Marta que apaixonada escreveu uma carta. Miguel – M de Miguel que faz o t.p.c no Francisco - O Francisco está sempre no namorisco. Gonçalo – O Gonçalo anda sempre de cavalo. Gustavo – O Guga é o Gustavo que nunca provou sopa de nabo. Inês - A Inês gostava de saber falar francês. Joana - J é a Joana banana, joaninha, batatinha. João - J é o João que entrou num foguetão. José – J também é de José que não toma banho, cheira a papel. Renato - É o Renato- ratão corre sempre atrás do cão. Rodrigo - R é o Rodrigo, já hoje ficou de castigo. Sérgio – S é o Sérgio que fugiu do colégio. Tiago – T de Tiago, distraído caiu ao lago. 3D – T de 3D é a turma “laranjinhas” ensinada pela professora Lurdinhas. 3ºD CRÓNICAS Os nossos problemas Hoje em dia já nenhum adulto liga aos problemas dos adolescentes. Dizem que são absurdos e sem importância, que são só fases da adolescência...pois eu cá não concordo! Tudo bem que vão acabar por passar, mas, às vezes, gostávamos que nos compreendessem. Todos os pais estão presentes na vida dos filhos, de uma maneira ou de outra, mas estão e nós também temos de perceber que eles também têm problemas e que os nossos à beira dos deles são insignificantes. Nem todos os dias podem correr bem, na escola, no desporto, mas temos de pensar positivo, são só dias e, na verdade, no dia seguinte, é como se não se tivesse passado nada. No entanto, precisamos de alguém que nos ouça, que nos aconselhe e que nos ajude, pois pode parecer insignificante para eles, mas nós damos valor. Nós só precisamos de um abraço para nos sentirmos melhores, ou até de um sorriso para nos alegrar o dia. Os adolescentes também têm problemas e, muitas vezes, resolvemo-los sozinhos. Por vezes, a vida de um adolescente pode ser bem mais complicada que a de um adulto. Nádia Manteigas, 9ºA Um despertar mal-humorado Todos os dias de manhã é a mesma coisa. Estou sempre a dormir muito bem e o maldito despertador toca. Não é um, são três despertadores, para o caso de não acordar nem à primeira, nem à segunda, já que à terceira é de vez. E tocam os três praticamente ao mesmo tempo. O primeiro instinto é desligá-los e continuar a dormir, mas, se fizer isso, depois vem a minha mãe acordar-me aos gritos e ainda é pior. Se ainda fosse acordar cedo para ir para a praia é uma coisa, mas acordar cedo para ir para a escola é deprimente. Na AVERT—VIRA A PÁGINA P ÁGINA 14 CRÓNICAS minha opinião, é ridículo haver aulas de manhã, ainda estamos todos adormecidos, acabamos por não estar com atenção nenhuma. Ultrapassado o drama de levantar, vem o de vestir. No inverno, com o frio, tirar o pijama é das coisas mais dolorosas. Depois de vestir, falta tomar o pequenoalmoço e ir para a escola, para mais um dia de tortura. Sair de casa, quando ainda está de noite, é assustador, mas não posso evitar isso. Resta-me ter paciência, porque ainda tenho três anos pela frente e, certamente, vão ser iguais ou ainda piores. Mariana Ribeiro, 9ºA A sorte de ter trabalho Hoje em dia há muitas pessoas desempregadas, mas ainda existem pessoas a trabalhar. Hoje, ter um trabalho é uma sorte que devemos aproveitar como se fosse a nossa vida. Tudo seria mais fácil se o dinheiro viesse parar à nossa conta sem fazer nada, mas, se ninguém trabalhasse, não havia nada. Os países entravam em crise e rapidamente deixava de haver dinheiro. Atualmente, ter um trabalho é como ganhar o euro milhões, porque temos dinheiro para viver e temos uma vida razoável. Há cada vez mais jovens com formação profissional sem emprego nas suas áreas e têm de sair do país ou criarem o seu próprio trabalho, o que está muito na moda. Mas também há quem tenha trabalho e que trabalhe mesmo muito e que não ganha o suficiente para o seu esforço. Mas há quem ganhe em função do que faz, por exemplo, os pescadores não têm salário certo e quanto mais peixe apanharem mais ganham, isso é injusto, sendo a pesca um trabalho importante para a alimentação das pessoas. Por isso, hoje, quem tiver trabalho, deve orgulhar-se disso. Pedro Correia, 9A Fumadores precoces Quando percorro os caminhos da região onde vivo, deparome com muita “coisa” que me entristece. Uma delas é o facto de ver rapazes da minha idade, ou pouco mais velhos que eu, a fumar. Quando observo este ato, sinto-me especial, pois nunca tive a tentação de pegar em algum cigarro e também devo ter tido mais informação sobre os problemas que este causa do que muitos desses fumadores. Na minha opinião, esse ato é bastante errado! Como é que é possível, com tal idade, esses rapazes já serem dependentes?! Acho muito polémico, pois acredito que deveria de haver muito mais controlo e regras para os impedir de praticar aquele hábito dependente. Sei que existem algumas regras, mas pelo meu ver estas não os impedem de nada. Fumam, estão “fora da lei”, e os “fora-da-lei” não cumprem a “lei”. Isto tudo tem um lado hilariante, pois faltando aos estudos para fumar, eles não vão arranjar qualquer emprego, e sem emprego, não há dinheiro, e sem dinheiro, não há forma de sustentar o seu vício, podendo tornar-se até ladrões. Isto é hilariante, pois quando fumam em novos, pensam que não haverá qualquer consequência mais tarde, mas (como já referi) podem acabar “atrás-das-grades”, ter graves doenças… por algo que, no tempo de juventude, lhes parecia inofensivo. Posto isto, acho que a minha opinião sobre fumadores é clara, não aconselho de forma alguma a experimentarem, pois é assim que tudo começa. Nunca o farei e espero que o mundo se aperceba do seu “mal” contra a saúde. Alexandre Monteiro, 9ºF Os semáforos enfeitiçados Quando eu vou para o treino ou jogo, reparo sempre numa coisa. Há um semáforo que deve estar enfeitiçado, porque de todas as vezes que por lá passo, ele fica vermelho; não há uma única vez que esteja verde. Por um lado, é bom, pois eu adoro carros e esse semáforo fica em frente a um stand de automóveis, mas, por outro lado, é mau, porque chego atrasado ao treino e tenho de começar a correr à volta do campo. Semáforos enfeitiçados há também em outros locais. Ainda há algum tempo fui com a minha irmã ao hospital e, em quinze semáforos, só três é que estavam verdes, os outros estavam amarelos quase a passar para vermelho ou mesmo vermelhos. E a cor de paragem obrigatória impôs-se de tal modo que parecia demorar décadas a dar a vez à cor verde, da esperança. Porém, há um sítio, um sítio único, para onde eu gosto de ir, onde não apanho semáforo nenhum! Nem vermelho, nem amarelo, nem verde!... é para a minha aldeia, que é em Baião. Se no mundo não houvesse semáforos, era bom, pois podíamos chegar mais depressa onde quiséssemos, mas sem eles havia muitas coisas más como: acidentes, morte de pessoas, atropelamentos A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 15 CRÓNICAS e muito mais. Por isso é que há semáforos, para não causar danos às pessoas, escusado era… estarem enfeitiçados. uma nova interação entre as pessoas? Nova? Nova não, apenas perdido ao longo dos tempos. Será que tudo vai melhorar? Tudo graças a um pequeno gesto. Pedro Nogueira, 9ºE Inês Pereira, 9ºC Um pequeno gesto São 6 da manhã. Acordo. Arranjo-me. Saio de casa e vou em direção ao carro sem saber o meu destino devido ao sono que me acompanha. É um dia igual aos outros. Desinteressante. Devido à viagem ser longa, era obrigatória uma paragem para café. Já atrasado, entro, peço o café e saio tão rápido que não tenho oportunidade para ver as caras que me rodeiam. Entro no carro novamente e sigo viagem. Estou a chegar, quando um semáforo me obriga a parar e, ao mesmo tempo, a minha música preferida que estava a tocar na rádio acaba. De repente, o locutor de rádio convida todos os ouvintes que se encontram dentro dos seus carros, a sorrirem para o motorista do carro ao lado. Se o motorista do carro ao lado sorrisse era porque também estava a ouvir o mesmo que eu. E foi o que aconteceu. Um pouco desconfiado do que podia acontecer, olhei para o meu lado esquerdo e sorri. Lá dentro encontrava--se um senhor já com alguma idade e com cara de poucos amigos e o mais engraçado foi que ele também sorriu. Toda a gente nos seus carros sorriu. Depois de um dia de trabalho, voltei para casa, passando pelo mesmo semáforo e lembrando-me daquele pequeno acontecimento que alegrou o meu dia. Estou assustado com o que é preciso fazer para praticar um gesto tão simples. Um gesto tão simples que nem sempre é praticado devidamente e com a simplicidade que deve ser feito. Será o começo de Mundo injusto Há uns dias, quando ia para casa da minha avó, deparei-me com uma situação que me trouxe tristeza e me fez pensar na dor que a injustiça pode causar. Um senhor magro, sujo e descalço estava a pedir esmola na estação de metro. Quando passei perto dele, veio ter comigo e pediu-me comida. Como eu tinha um pacote de bolachas na mala, peguei no pacote e dei-lho. O senhor sorriu e agradeceu gentilmente. Mas aquela situação fez crescer dentro de mim uma revolta, como é possível num mundo haver pessoas com tanta coisa e outras com tão pouco? Eu, sinceramente, não tenho resposta, este mundo é tão injusto e cruel. Diariamente morrem crianças à fome e para mim essa realidade é muito difícil de entender. Não sou perfeita, muito pelo contrário, mas tenho coração e, como humana e boa cidadã que acredito ser, vou lutar toda a minha vida por um mundo mais justo e igual. A partir daquele dia, sempre que vejo uma criança a fazer birra, porque não tem um brinquedo, eu penso naquelas crianças que, naquele preciso momento, estão a morrer à fome. Sozinha não consigo derrubar a crueldade e a injustiça, mas com a ajuda de pessoas como tu e eu…. Conseguiremos! Carolina Hilário, 9F Dança na rua Ia eu a caminho da escola, num dia comum, passando por pessoas de olhares expectantes sobre o dia de trabalho que tinham pela frente, quando, repentinamente, algo me despertou a atenção. Ouvi um som de uma música a tocar e percebi uma multidão em algazarra para tentar ver o que estava a acontecer. Também eu fiquei curiosa. Então, atravessei a rua e comecei a ouvir comentários, como por exemplo: "Ai! Isto até vai alegrar o meu dia!" ou até mesmo "Estas pessoas têm talento!" Reparei logo que alguém estava a dançar. Consegui meterme no meio da multidão e vi umas cinco pessoas… movimentavam-se ao ritmo da música! Adorei vê-las, porque me transmitiam diversão, amor, amizade, fraternidade… tudo ao mesmo tempo. A cada movimento que faziam, eu queria saber mais sobre aquela história que estavam a dançar. Agora sim, podia dizer que aquelas pessoas tinham razão. Também tinham muito talento!... E aquele “espetáculo” numa rua comum, num momento inesperado, realmente alegrou o meu dia. Tive que sair daquela confusão imensa! E fiquei a pensar para mim. "Uau! Aquilo foi tão bonito e tão sentido que até o público sentiu o que o grupo estava a transmitir. Se tivesse coragem e se dançasse tão bem como eles, por que não tentar a sorte a dançar na rua?" Aquilo sim! É paixão por aquilo que se faz! Prossegui o caminho, pensando ainda “se a escola fosse fácil como dançar!...” e concluí que tudo é fácil se nos empenharmos com toda a nossa força de vontade! Tatiana Soares, 9ºE AVERT—VIRA A PÁGINA P ÁGINA 16 MEIO-AMBIENTE Dia Internacional Eco-Escolas- World Days od Action (WDA) Porque acreditamos na sustentabilidade do nosso planeta, pretendemos sensibilizar e comunidade educativa, que nós seres humanos, somos responsáveis pelo ambiente em que vivemos e que com as nossas ações o podemos melhorar ou piorar. Por isso, no dia 7 de novembro de 2013, para celebrar o Dia Internacional Eco-Escolas (WDA), envolvemos os alunos e a comunidade nas atividades da escola. Foi nosso objetivo sensibilizar para a importância da participação de todos, com pequenos gestos do dia-a-dia, para que em conjunto possámos superar o desfio da sustentabilidade, tanto nos aspetos ecológicos, como sociais e culturais, tornando assim o nosso planeta sustentável. Durante a manhã projetamos o filme “The Animals save the Planet”, aprendemos a canção “Vamos Aprender a Reciclar” e a seguir debatemos o tema com as crianças. No final, elaboramos frases significativas para conseguirmos passar a nossa mensagem próximos meses, culminando no próximo WDA, dia 22 de Abril de 2014. Estas nossas atividades (vídeos e fotografias), podem ser consultadas no site internacional das eco-escolas http://eco- WDA. De tarde pusemos em execução o nosso projeto de trabalho sobre como preservar o nosso planeta. Partindo do painel com o sistema solar, iniciamos a construção de uma árvore, a “Árvore da Vida”. Elaboramos folhas com as crianças, umas para realizar na escola e outras para realizarem em casa com as famílias. Cada família elaborou a sua folha com a respetiva frase sobre “How to preserve our planet”. Estas folhas foram colocadas na árvore, à entrada da escola, para que tanto crianças como famílias se lembrem todos os dias das atitudes importantes para ambiente. O trabalho da “Árvore da Vida” irá ter continuidade nos schools.org/wda/, juntamente com as atividades realizadas em todo o mundo, num total de 36 países participantes. Fátima Monteiro e Carla Couto – Jardim de Infância Portelinha 1 AS NOSSAS ERVAS AROMÁTICAS No dia 17 de setembro deste ano, trouxemos um garrafão da água vazio para o reutilizarmos. A nossa professora cortou-o ao meio, dentro de cada metade colocámos terra e depois semeámos coentros e salsa. Fomos regando os nossos vasos, a salsa e os coentros começaram a nascer e a crescer. Agora, vamos colocá-los à beira do lago, no canteiro das ervas aromáticas. À volta do nosso lago já temos alecrim, hortelã e orégãos. As nossas Vamos tirar as ervas daninhas, pois não queremos que elas cozinheiras vão apanhando essas destruam as nossas plantações, ervas para temperar as nossas somos eco-estudantes e amigos do refeições, quando necessário e ambiente. ficarem mais saborosas. Joana Filipa Castanheira,4ºD A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 17 GALARDÃO BANDEIRA VERDE ECO-ESCOLAS A Associação Bandeira Azul da Europa – ABAE - distinguiu a Escola EB 2,3 de Rio Tinto com a atribuição da Bandeira Verde 2012, tornando-a, mais uma vez, uma Eco-Escola! Parabéns a todos os que se empenharam na concretização das atividades que conduziram a este galardão. Vamos fazer um esforço para que, no final deste ano letivo, possamos ser merecedores de mais uma Bandeira Verde. DIA DE ECO-ESCOLA No dia 7 de novembro de 2013, Dia da Eco- Escola, os alunos da EB1 de Cabanas assistiram ao filme “ A Maior Flor do Mundo” de José Saramago, no polivalente da escola. Os alunos gostaram da história e responderam às perguntas feitas. No final do filme, os alunos realizaram desenhos sobre a parte do filme de que mais gostaram e escreveram frases sobre o ambiente Foi um momento muito importante e aprendemos que “ JUNTOS PODEMOS FAZER A DIFERENÇA”. Beatriz Serra, 4ºB Reconto da história: “Um menino como nós foi buscar água ao rio e com as suas mãos em concha regou uma flor murcha. A flor cresceu, cresceu, cresceu e ficou enorme. O menino adormeceu e a flor, para lhe agradecer, soltou uma pétala para o aquecer. Assim, como o menino cuidou da flor, a flor cuidou do menino.” Inês Marques, 2ºC Guilherme Rocha ,1ºC 4ºB, E.B. 1 de Cabanas FEIRA DAS SETE VIDAS Nos dias 21, 22 e 23 de novembro, realizou-se a 2ª edição da “Feira Das Sete Vidas”, na sede do agrupamento, Escola EB 2,3 de Rio Tinto, com organização dos professores da equipa de Projetos de Desenvolvimento Educacional e colaboração de todos nós (alunos, funcionários, professores, pais e encarregados de educação). A feira realizou-se nos dias 21 e 22 das 15h às 19h e no dia 23 das 10h às 12.30h. Antecipadamente, foi pedido para entregar na escola produtos em condições de serem usados, desde livros, a vestuário, utensílios diversos, peças de decoração, brinquedos, etc, para se venderem ou serem trocados por produtos alimentares nestes três dias. Feita esta recolha, tudo foi organizado por alguns profes- AVERT—VIRA A PÁGINA P ÁGINA 18 FEIRA DAS SETE VIDAS ores, no módulo B, onde se realizou a feira. Os produtos poderiam ser comprados a preços bastante acessíveis ou trocados por produtos alimentares. Ao longo dos vários dias da feira, professores e alunos estiveram dos dois lados, a vender e a comprar, tendo comparecido também pais e encarregados de educação, principalmente à hora de saída dos filhos/ educandos, para fazerem as usas compras/trocas Todo este trabalho de equipa contribuiu para ajudar algumas famílias de alunos mais carencia- dos do agrupamento. Assim, os produtos alimentares trocados ou o dinheiro recebido nos dias das feiras ajudarão quem mais precisa, principalmente agora nesta época natalícia . A Feira decorreu, também, com os objetivos de evitar e reduzir a produção de resíduos na origem, reutilização de artigos em bom estado, a separação de resíduos e reciclagem. A todos os participantes, muito obrigada pela contribuição e colaboração! Inês Guimarães, 7ºC SEMANA DA MÚSICA Entre 18 e 22 de novembro, decorreu a Semana da Música no nosso Jardim de Infância (JI) e em todos os outros JI´s do AVERT. Com esta iniciativa pretendemos desenvolver o gosto e o interesse pela música, reconhecer a sua importância, o poder e a importância do silêncio, conhecer as notas musicais, a pauta, a partitura. As crianças puderam experienciar vários instrumentos musicais, explorar os diferentes sons, vários estilos de música, conhecer os lugares dos instrumentos numa orquestra, entre outros. As atividades desenvolvidas durante esta semana foram realizadas em articulação com as famílias. A escola foi decorada com acompanharam, colaborando em todas as propostas apresentadas. A avó Manela, veio também, com a sua graça, mostrar-nos o seu Cavaquinho, encantando-nos com belas canções, tocadas com o som deste tão tradicional instrumento. Foi uma semana de explosão de sons, envolvimento, que despertou sentidos e construiu saberes. frases célebres sobre a música, uma pauta musical e uma coleção de instrumentos musicais elaborados com materiais reutilizados, feitos pelas crianças com os seus pais. À entrada da escola colocamos uma árvore musical e todos os dias, continuamente, ecoava uma variedade de estilos musicais (fado, clássica, rock, jazz, …) para encanto de todos. A visualização e audição de bandas, orquestras, coros e outras formas de expressão musical, foram do agrado de todos, que curiosos e atentos descobriram um maravilhoso mundo de sons. O pai Nuno, veio dar uma aula de música. Todas as crianças Fátima Monteiro e Carla Couto, Jardim de Infância Portelinha 1 A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 19 CLUBE DE PROTEÇÃO CIVIL O Clube da Proteção Civil do AVERT funciona na nossa escola, às terças e quintas feiras de manhã, com alunos do 8ºE e as professoras Belita Almeida e Alice Fernandes. Reativámos o nosso blog, onde colocamos notícias atualizadas sobre o estado do tempo, alertas da proteção civil, avisos da meteorologia e alguns esclarecimentos sobre catástrofes naturais, conselhos para o teu dia a dia enquanto jovem num mundo cheio também trabalhos dos alunos do 1º ciclo do nosso agrupamento, que regularmente nos enviam trabalhos muito interessantes neste âmbito. Visita-nos e deixa sugestões ou comentários. Não esqueças os 3 P da Protecção Civil: PREVENIR, PLANEAR E PROTEGER. A Proteção Civil é uma tarefa de todos para todos nós! Clube de Proteção civil de desafios. Este ano editamos A MAGIA DA LEITURA Apesar de ignorar alguns livros e bíblias, às vezes, fazer de conta que nem os vejo e ser mais daqueles de tecnologias, jogos de computador, filmes, etc considero que ler é mágico. É como se fossemos para outro mundo e que viajássemos nele. Inspira tanto a nossa mente como o nosso coração e alma. Quando estou triste por causa de problemas familiares, relações amorosas ou até mesmo de grandes amizades, ler é o meu último recurso para onde levo as mágoas e as tristezas. É como se desabafássemos com o livro e como se ele sentisse e ouvisse os nossos sentimentos e as preces que desejo na minha vida, é “ deus “ a ouvir … Ler sabe tão bem como comer uma Tablet de chocolate e caramelo, alimenta-nos a emoção e o suspense. Depois de o ler, fico saciado de alegria e disposição, ou até mesmo a dormir. Ficamos calmos e relaxados como se fosse yoga. Aqui deixo este pequeno texto que deveria ser um exemplo a seguir. Ler é lindo tal como a vida é bela! Ler é o melhor remédio para os nossos problemas e a solução para eles e para pôr um sorriso no nosso rosto. Flávio Ribeiro, 9ºD RECENSÕES DE LIVROS Hans e o seu sonho Hans gostava de ser marinheiro, porém seu pai Sören, não gostava que ele o fosse. Isto, pois muitos familiares o tinham sido e acabaram por morrer. Hans fugiu de Vig para realizar o seu sonho, acabando por o realizar, em parte, sendo marinheiro. Após um desacato com o capitão do barco onde trabalhava, decidiu fugir, ficando na rua durante vários dias sendo depois adotado por Hoyle que era armador e negociava o transporte de vinho. Hans, depois da morte de Hoyle, herdou tudo o que ele tinha, tornando-se um homem de negócios. Antes de morrer, fez um pedido à família. Eu considero que este conto é muito interessante, pois Hans seguiu os seus sonhos, mesmo seu pai não deixando. Transmitiu-me uma lição de vida , em que nunca podemos desistir dos nossos sonhos. Eu recomendo a sua leitura a todas as pessoas que lutam por um sonho mesmo contra amigos e familiares. Sophia de Mello Breyner Andresen – Historias da Terra e do Mar, “Saga” Prós: boa caligrafia, bom texto, boa apresentação . Contras: nenhum Recomendado por Mariana Pereira 9ºC AVERT—VIRA A PÁGINA P ÁGINA 20 RECENSÕES DE LIVROS Esta história começa com um acidente de uma gaivota que deixa um ovo ao comando de um gato. O resto da história desenrolase com o crescimento da gaivota apoiado pelo gato. Porém, ele tem de conseguir cumprir 3 promessas que a gaivota lhe pedira. Será que ele consegue cumprir as promessas ou a gaivota não aceitou a sua ajuda? Como o leitor, eu recomendo a leitura deste livro, pois retrata uma história muito imaginativa e ensina que os predadores e as suas presas podem relacionar-se, basta quererem. Prós/ Transmite uma lição de vida muito importante, escrita simples. Contras/ nenhum Recomendado por Adolfo Laima e Artur Mateus, 9ºC O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, uma história de amor é da autoria de Jorge Amado, que a escreveu em 1948, para o seu filho João Jorge, quando este fez um ano. Esta narrativa trata de uma história contada pela Manhã ao Tempo, visto que esta se tinha atrasado, pois estava a ouvir a história do Vento. Essa tal história é um encaixe na narrativa principal. Trata-se da história de um amor proibido entre um Gato Malhado, que ao início era mal vis- to e odiado pelos outros animais do parque, e de uma Andorinha Sinhá que era bem vista, amada e respeitada por todos os animais. Será que esse amor vai funcionar? Nós pensamos que a história deste livro é muito interessante pela lição de vida que se pode tirar a partir dela: o preconceito entre espécies, raças e\ou culturas que não podem amar-se ou simplesmente ter uma amizade. Como leitores, aconselhamos a leitura deste livro, pois é uma narrativa que, para além de ser uma ficção, retrata problemas que podem acontecer na vida real. PRÓS| Dá uma lição de vida a todos os que são preconceituosos. CONTRAS| Nenhum. Recomendado por Joana Moreira e Sara Fernandes, 9ºC Esta narrativa retrata a história de dois rapazes de religiões diferentes durante o tempo do Holocausto, que começaram uma amizade proibida. Um dos meninos, Bruno, era filho de um general nazi, enquanto que Shmuel era filho de um judeu, que mais tarde desapareceu num campo de concentração. Com isso, Shmuel e Bruno decidiram ir à procura do pai de Shmuel. Shmuel decidiu trazer um “pijama” para Bruno para se infiltrar no “lado dos judeus” procurando seu pai … Mas um imprevisto aconteceu, um imprevisto no meio da incerteza. O que terá acontecido? Será que encontraram o pai de Shmuel? A amizade terá permanecido? Recomendamos a leitura deste livro, pois para além de ser interessante, é inspirador, por nos fazer pensar no que algumas pessoas passaram naquela época. Apreciação: ★★★★★ Prós: Faz-nos pensar na vida naquela época; bem escrito e bem organizado, é aquele livro que quando o começamos a ler não conseguimos parar. Contras: Nenhum O Rapaz do Pijama às Riscas Autor: John Boyne Tradução: Cecília Faria e Olívia Santos Editora: ASA Recomendado por Marta Piedade, 9ºC OSKAR E O CROCODILO VIOLINISTA No dia 28 de novembro, os alunos do 3ºG ,E.B.1 S. Caetano Nº2, fizeram uma visita de estudo ao auditório da E.B.2/3 de Rio Tinto, para assistir à apresentação do conto «Oskar e o Crocodilo Violinista». As autoras, Joana Nogueira, Paula Rodrigues e Regina Raposo, apresentaram a história de um ouriço chamado Oskar, que gostava muito de música. O Oskar, um dia, encontrou a fada da música, muito melodiosa. Essa disse ao Oskar para comer um cogumelo e ele tornar-se -ia num bom músico. Quando abriu os olhos, o ouriço percebeu que estava num pântano. Ao longe viu um crocodilo a chorar. - Quem és tu? Por que choras? Perguntou o Oskar. - Sou o Balilo, o crocodilo violinista. A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 21 OSKAR E O CROCODILO VIOLINISTA - Estou muito triste, porque perdi o meu arco do violino e sem ele não posso tocar. Oskar tentou ajudar o Balilo a recuperar o arco, que tinha caído num buraco muito estreito e fundo. Disposto a resolver o problema, Oskar espreitou no buraco e desapareceu rapidamente. - Socorro! Socorro! Perdi o meu arco e agora o meu novo amigo…Gritou o crocodilo. O crocodilo começou a chorar e o flamingo disponibilizou-se a ajudá--lo a encontrar o seu arco e o seu amigo. Determinado, o Resumo da obra “Oskar e o Crocoflamingo dilo Violinista” espetou o bico na terra e basculhou todo o buraco. Depois de algum esforço, encontrou o pequeno Oskar, que trazia na mão o arco do violino. No dia seguinte, quando o Oskar acordou, apercebeu-se que aquela aventura não tinha passa3º G, EB1 de S. Caetano Nº2 do de um sonho! VOU CONTAR-TE UM SEGREDO Vou contar-te um segredo… No dia 14 de novembro, a Catarina da nossa turma presenteou-nos com uma história muito agradável. Essa história fala de uma menina que conta segredos, muitos segredos! O problema é que os segredos existem mas não devem ser revelados porque deixam de ser segredo. Se alguém nos confia um segredo e nós o contamos a outra pessoa, estamos a perder a confiança desse amigo e quem sabe a amizade. O livro esconde muitas verdades em cada uma das quadras. Quando os alunos foram convidados a revelar o que mais os havia marcado com este livro, surgiram estas respostas: “ a Joana ser vaidosa porque às vezes eu também gosto de ser vaidosa. Devemos cuidar da nossa aparência para que os outros gostem de nós…” Catarina “na parte do enfermeiro o menino estava a chorar e eu sentime mal porque me lembrei de quando eu fui levar uma pica” Joana. “ A parte em que o menino guardava o comando debaixo da cama fezme lembrar quando a minha avó me escondia os brinquedos… se calhar ela fazia isso porque ela achava que eu lhe estragava as plantas…mas era o cão, não era eu!” Gabriel “Eu desenhei a parte do médico porque uma vez eu levei o meu cão comigo e ele fugiu… sei que fiquei muito triste porque a minha mãe e a minha avó discutiram por causa do desaparecimento do cão… mas depois apareceu” Guilherme “Gostei da parte em que o mano fazia xixi na cama e a mana tinha vergonha… “Gabriela A nossa professora aproveitou o conteúdo do livro para nos falar de valores e atitudes cívicas. Nem imaginam o que foi revelado pelos alunos! O problema é que não podemos revelar… é segredo! 1ºC, E.B. 1 de Cabanas, Profª Andreia Castro P ÁGINA 22 AVERT—VIRA A PÁGINA 4º A T ÍTUL O DO AR TIGO INTE R NO T ÍTUL O DO AR TIGO INTE R NO A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 23 HANS CHRISTIAN ANDERSEN Vida, história e literatura Hans Christian Andersen nasceu no seio de uma família dinamarquesa muito pobre. O seu pai era um sapateiro de vinte e dois anos, instruído, mas de saúde fraca, e a sua mãe era uma lavadeira vários anos mais velha. Toda a família vivia e dormia num único quarto. O pai adorava o seu filho, a quem fomentou a imaginação e a criatividade, deixando-o aprender a ler, contando-lhe histórias e, mesmo, fabricando-lhe um teatrinho de marionetas. Hans apresentava no seu teatro peças clássicas, tendo chegado a memorizar muitas peças Shakespeare, que encenava com os seus brinquedos. O pai de Andersen considerava-se ligado à nobreza. Segundo estudiosos do Hans Christian Andersen Center, a sua avó paterna dizia ao seu pai que a sua família no passado pertencera a uma classe social mais elevada, mas as investigações provam que essas histórias não têm fundamento. A família aparentemente tinha ligações com a realeza dinamarquesa, mas através de emprego ou comércio. Hoje persistem especulações de que Andersen pode ter sido um filho ilegítimo da família real. Seja qual for o motivo, Frederico IV teve um interesse pessoal nele quando era jovem e pagou uma parte da sua educação. Segundo o escritor Rolf Dorset, a ascendência de Andersen permanece indeterminada. Em 1816, o pai morreu e ele, com apenas onze anos de idade, foi obrigado a abandonar a escola. Hans Christian foi forçado a sustentar-se. Trabalhou como aprendiz de tecelão e, mais tarde, para um alfaiate. Aos catorze anos mudou-se para Copenhaga para procurar emprego como ator. Tendo uma excelente voz de soprano, foi aceite no Teatro Real da Dinamarca, mas a sua voz logo mudou. Um colega do teatro disse-lhe que o considerava um poeta. Levando a muito a sério a sugestão começou a focar-se na literatura. Andersen nasceu e viveu numa época em que a Dinamarca regressava ao nacionalismo ancorado em valores ancestrais. De certa forma graças à sua infância pobre, Andersen teve a chance de conhecer os contrastes da sua sociedade, o que influenciou bastante as histórias infantis e adultas que viria a escrever quando fosse mais velho. Em Copenhaga as suas atitudes diferentes depressa o isolaram como um lunático. Apesar de a sua voz lhe ter falhado, foi admitido no Teatro Real pelo seu diretor, Jonas Collin, de quem se tinha aproximado e que seria seu amigo para o resto da vida. Andersen trabalhou no teatro como ator e bailarino, para além de escrever algumas peças. Apesar da sua aversão aos estudos, Andersen permaneceu em Slagelse e Elsinor até 1827, embora tenha confessado mais tarde que aqueles tinham sido os anos mais escuros e amargos da sua vida. Em 1828 foi admitido na Universidade de Copenhaga. Em 1829, quando os seus amigos já consideravam que nada de bom resultaria da sua excentricidade, obteve considerável sucesso com Um passeio desde o canal de Hol- men até à ponta leste da ilha de Amager, e acabou por alcançar reconhecimento internacional em 1835, quando lançou o romance, O improvisador, na sequência de viagens que o tinham levado a Roma, depois de passar por vários países da Europa. Contudo, apesar de ter escrito diversos romances adultos, livros de poesia e relatos de viagens, foram os contos de fadas que tornaram Hans Christian Andersen famoso. Especialmente pelo fato de que, até então, eram muito raros livros voltados especificamente para crianças. Ele foi, segundo estudiosos, a “primeira voz autenticamente romântica a contar histórias para as crianças” e tentava ir sempre buscar padrões de comportamento que deveriam ser adotados pela nova sociedade que se organizava, inclusive apontando os confrontos entre “poderosos” e “desprotegidos”, “fortes” e “fracos”, “exploradores” e “explorados”. Ele também pretendia demonstrar a ideia de que todos os homens deveriam ter direitos iguais. Entre 1835 e 1842, Andersen lançou seis volumes de Contos, livros com histórias infantis traduzidos para diversos idiomas. Continuou a escrever os seus contos até 1872, chegando à marca de 156 histórias. No começo escrevia contos baseados na tradição popular, especialmente no que ele ouvia durante a infância, mas depois desenvolveu histórias no mundo das fadas ou que traziam elementos da natureza. Entre os contos de Andersen destacam-se: “O Abeto”, “O Patinho Feio”, “A Caixinha de Surpresas”, “Os Sapatinhos Vermelhos”, “O Pequeno Cláudio” e o AVERT—VIRA A PÁGINA P ÁGINA 24 HANS CHRISTIAN ANDERSEN e o “Grande Cláudio”, “O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia”, “A Roupa Nova do Rei”, “A Princesa e a Ervilha”, “A Pequena Vendedora de Fósforos”, “A Polegarzinha”, entre outros. No final de 1872, Andersen ficou gravemente ferido ao cair da sua própria cama e permaneceu com a saúde abalada até 4 de agosto de 1875, quando faleceu, em Copenhaga, onde foi enterrado. Importância atual Graças à sua contribuição para a literatura infanto-juvenil, a data do seu nascimento, 2 de abril, é o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil. Além disso, o mais importante prémio internacional do género, o Prémio Hans Christian Andersen, tem o seu nome. Anualmente, a Internacional Board on Books for Young People (IBBY) oferece a Medalha Hans Christian Andersen para os maiores nomes da literatura infanto-juvenil. Em 2003 foi lançado o filme A vida num conto de fadas (no original em inglês, Hans Christian Andersen: My Life as a Fairy Tale), no qual foi romanceada a história de Andersen, mesclando trechos dos seus contos com a sua vida. Hans Christian Andersen visitou Portugal em 1866 a convite da família O’Neill, cuja amizade terá sido alimentada nos bancos da escola em Copenhaga. Durante a sua estadia de cerca de dois meses em Portugal, regista as suas impressões sobre várias cidades portuguesas (Lisboa, Setúbal, Palmela, etc.) fazendo grandes elogios à sua paisagem: “O sol brilhava no céu claro e sobre as águas tranquilas. Em frente erguia-se Lisboa nas soberbas colinas, como uma monumental ampliação fotográfica. À medida que nos afastávamos, evidenciavam-se os recortes como vagas enormes de casas e palácios. […]” 4ºA, EB 1 Alto de Soute- UM CONTO DE NATAL Era uma vez uma menina chamada Paula que adorava o Natal. Mas naquele dia estava muito triste, porque o Pai Natal não lhe tinha deixado uma prenda. A mãe, para que ela ficasse bem, disse-lhe: - Paula, não fiques triste. Vais ver que o Pai Natal não se esqueceu de ti! - Paula! – chamou o pai – Anda ver televisão. Está a dar a tua série preferida. A Paula não estava com cabeça e, por isso, foi para o seu quarto. Pensava por que é que o Pai Natal não lhe tinha dado uma prenda, acabando por adormecer. A mãe e o Pai saíram e ela ficou sozinha em casa. O tempo foi passando e estava um silêncio profundo, mas esse momento depressa acabou, porque, subitamente, começou a ouvir-se um ruído. Qual não foi o seu espanto quando viu duendes a descer pela chaminé. Escondeu-se logo para eles não a verem. Cantavam, riam-se e diver- tiam-se… É por isso que o Natal tem essas qualidades todas – pensou ela. De repente, apareceu uma luz brilhante que trazia as prendas! A Paula ficou espantada, mas curiosa, e tentou logo descobrir de onde vinha aquela luz. Enquanto os duendes estavam ocupados, saiu sem ninguém se aperceber. Quando viu um trenó, ficou de boca aberta! Subiu lá acima e vendo quem estava a conduzir, gritou: - Pai Natal! Ouvindo o seu nome, o Pai Natal olhou para trás e viu a Paula no porta-bagagens e perguntoulhe logo: - Como vieste aqui parar? A Paula olhou para ele e não lhe respondeu Então, o Pai Natal perguntou-lhe: - Já que estás aqui, queres ir visitar a minha oficina? - Sim! – respondeu a Paula toda entusiasmada. Foram os dois no trenó até ao Polo Norte e, quando lá chegaram, a Mãe Natal perguntou ao Pai Natal: - Mas quem é essa menina? - Encontrei-a no portabagagens e então decidi trazê-la comigo. – respondeu o Pai Natal O Pai Natal apresentou-a a toda a gente e levou-a a conhecer a sua casa. Por fim, mostrou-lhe a sua oficina. Esta era enorme e estava muito bem decorada. Então, a Paula decidiu perguntar-lhe: - Por que é que o senhor não me entregou as prendas mais cedo? - Sabes, às vezes, atraso-me nas entregas. – explicou o Pai Natal. A Paula pensou: - Nem sei por que é que estava tão preocupada! Todos fizeram jogos, divertiram-se, trocaram gargalhadas e muitas coisas mais. Até que chegou o momento de ir embora. O Pai Natal levou a Paula para casa e disse-lhe: - OH!OH!OH! Feliz Natal, Paula! Ana Rocha e Bárbara Fernandes, 6º J A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 25 A ÁRVORE DE NATAL DO NOSSO CORAÇÃO Mais uma vez, a Junta de Freguesia de Rio Tinto convidou-nos para embelezar, uma das rotundas da nossa cidade, com uma árvore de Natal construída pela nossa escola. Depressa concordamos em aceitar o convite que nos era dirigido. Metemos mãos à obra e decidimos enfeitar a nossa árvore com o símbolo de Gondomar- o coração de filigrana. Cada um de nós, juntamente com a família deu largas à ima- ginação e construiu um coração à semelhança do coração de filigrana, utilizando materiais reutilizáveis. Podemos dizer que a nossa árvore de Natal foi decorada com o coração de cada um de nós, pelo que desejamos que ao passarem junto da Igreja Matriz de Rio Tinto a apreciem. 2ºC, EB 1 de Cabanas O NATAL Vou falar-vos da festa que muito é desejada em todo o Mundo, o Natal. Esta festividade remonta desde o ano cronógrafo de 354 e teve início na cidade de Roma, porém já se festejava o nascimento de Jesus na casa dos que se tinham convertido ao Cristianismo após a sua morte. O Natal tem como principal imagem a figura de Jesus Cristo, sendo como secundárias todas as outras que se encontram no presépio como o Pai e a Mãe de Jesus, os três Reis Magos, os Pastores e o Anjo. Tradições Nesta altura do ano, as pessoas costumam enfeitar as suas casas com luzes de Natal, meias de Natal, a árvore de Natal, fitas coloridas, entre muitos outros adornos e iluminações. Também as crianças costumam escrever as suas cartas ao Pai Natal a pedir o que desejam receber nesta época natalícia. No mesmo âmbito, as campanhas de solidariedade começam a manifestar- se e a mostrar o lado m a i s simbólico do Natal! E no dia mágico, milhares de famílias juntam-se em suas mesas e fazem uma refeição que, na minha opinião, é formidável e isto obviamente à luz da lareira. Aqui estão alguns dos pratos natalícios: O cordeiro assado O bacalhau As rabanadas A aletria O arroz doce Os chocolates natalícios, etc. Curiosidades e afins sobre o Natal Sabias que os EUA gastam cerca de 480 000 000 000 de dólares em cada Natal? É espantoso!... o realizador do primeiro presépio foi Francisco de Assis… E sabes em que data?.... Em 1223. Também sabias que, segundo a tradição católica, deve montar-se a árvore de Natal desde o dia 30 de novembro… e que esta deve ser desmontada no dia 6 de janeiro - Dia dos Reis? Gostarias também de dizer “Feliz Natal” em várias línguas? Então, observa: Em Inglês, Merry Christmas... Em espanhol, Feliz Navidad... Em francês, Joyeux Nöel... Em italiano, Buon Natale... Em holandês, Vrolijk Kerstfeest... Em japonês, Merii Kurisumasu… João Pedro Miranda, 8ºE AVERT—VIRA A PÁGINA P ÁGINA 26 A SIMBOLOGIA DO NATAL E DO PRESÉPIO O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Foi no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Até essa altura o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia quando tinha sido a data do nascimento de Jesus. As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que os três reis magos precisaram para chegar à cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. O presépio é uma montagem com peças, que faz referência ao momento do nascimento de Jesus Cristo. Com o menino Jesus na manjedoura ao centro, o presépio apresenta o local e os personagens bíblicos que estavam presen- tes neste importante momento cristão. Origem do presépio de Natal O primeiro presépio foi montado por São Francisco de Assis no Natal de 1223. O frade católico criou o presépio em argila na floresta de Greccio. A sua ideia era fazer o presépio para explicar às pessoas o significado e como foi o nascimento de Jesus Cristo. No século XVIII, a tradição de montar o presépio, dentro das casas das famílias, alastrou-se pela Europa e, logo em seguida, por outras regiões do mundo. Peças do presépio (personagens representados) - Menino Jesus - Virgem Maria - José - Burro e boi ou ovelhas - Anjos - Estrela de Belém - Pastores - Reis Magos O Pai Natal: origem e tradição Alguns autores afirmam que a figura de um velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, homem de bom coração, que costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casa Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o alemão Thomas Nast, famoso pelos seus cartoons, criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, foi criada por Nast. Bárbara Teixeira, 8ºE A SIMBOLOGIA DO AZEVINHO Quando vemos imagens de Natal, grande parte das vezes, a ideia do azevinho está presente, mesmo que feito por mãos humanas (através de desenhos em papel ou de pequenos trabalhos de decoração em que entram os mais diversos materiais). Em que assenta esta tradição? Os azevinhos eram tradicionalmente usados para afastar os maus espíritos. Era comum os combatentes levarem para a guerra o azevinho no seu escudo. Se formos procurar a sua simbologia, ficamos a saber que o azevinho representa o lado eterno da vida, reinando no Natal, enquanto que o carvalho, vejam só!... é guardião do verão. Diz-se que as pessoas aportam para dentro de casa este elemento Natal em dezembro O nosso menino Nasceu em Belém Nasceu tão alegre Para querer bem. decorativo para que as fadas tenham onde se abrigar no inverno. Por isso é que se pendura uma coroa de azevinho nas portas durante a época natalícia (e há decorações bem bonitas e originais, muitas vezes com a junção de outros elementos tão característicos desta quadra). Nasceu sobre palhas O nosso menino Mas a mãe sabia Que era divino. Por nós ele aceita O terrível destino. Louvemos a glória De Jesus Menino. Rita Rodrigues, 8ºE Bárbara Fernandes, 6ºJ A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 27 PÁGINA DA MATEMÁTICA-2ºCICLO BIOGRAFIA DE MARIA DO PILAR RIBEIRO Maria do Pilar ribeiro nasceu em Lisboa, a 5 de Outubro de 1911. Frequentou o liceu Maria Amália Vaz de Carvalho. Licenciou-se em Matemática pela Faculdade de Ciências de Lisboa, numa altura em que era raro as mulheres tirarem um curso, no ano de 1933. Casou-se com o matemático Hugo Ribeiro, que conhece- ra durante o curso. Lecionou a gal, foi professora, de 1976 a disciplina de Matemática até 1980, na Universidade do Porto e 1942, no Liceu de Camões. na Escola Biomédica de Abel Salazar. Durante os quatro anos seguintes Maria do Pilar Ribeiro é a frequentou vários cursos de espe- sócia nº 1 da Sociedade Portuguecialização em Matemática na Esco- sa de Matemática. Foi uma das la Politécnica de Zurique, enquan- fundadoras, assim como da Gazeto o seu marido fazia o doutora- ta de Matemática. Publicou divermento. sos artigos sobre o “Ensino da De 1947 a 1975 foi instruto- Matemática na Suíça” e foi uma ra de Matemática na Universidade das tradutoras do livro de David da Pensilvânia. Hilbert “Fundamentos da GeomeDepois de regressar a Portu- tria”. HUMOR MATEMÁTICO O pai, ao ajudar o filho a fazer os trabalhos de casa, confessa-lhe: - Olha filho, receio que, um dia, a tua professora se aperceba de que sou eu quem te faz os exercícios de matemática. Responde o filho: - Não te preocupes pai! Ela já descobriu. Ainda ontem me disse: - Parece impossível dares tantos erros. • - João! Quanto dá 8 dividido em dois? ……!!!!!!?????? - Já sei! Na vertical dá 3 e na horizontal dá 0. Beatriz Pinheiro, 6º B • Por que é que um matemático viaja sempre com uma meia preta e outra castanha? Porque a hipótese de um avião cair com um matemático que usa meias de cores diferentes é muito pequena. • Na escola, a professora pergunta ao Joãozinho: - Joãozinho, eu tenho sete laranjas nesta mão e oito na outra. O que é que eu tenho? - Mãos grandes! • O professor de matemática • pergunta ao aluno: - Luizinho? - Pode perguntar, professor. - Se você tivesse 3 euros num bolso e 7 no outro, o que teria? - As calças de uma outra pessoa, professor! Professora disse ao Joãozinho: - Joãozinho, se eu te der 4 chocolates hoje e mais 3 amanhã, tu vais ficar com …com…com…. E o Joãozinho: - Contente! • Cláudia Dinis, 5º B CURIOSIDADE Quarta-feira, dia 20 de fevereiro de 2002 foi uma data histórica. Durante um minuto, houve uma conjunção de números que somente ocorre duas vezes por milênio. Essa conjugação ocorreu exatamente às 20 horas e 02 minutos de 20 de fevereiro do ano 2002, ou seja, 20:02 20/02 2002. É uma simetria que na matemática é chamada de capicua (algarismos que dão o mesmo número quando lidos da esquerda para a direita, ou vice-versa). A raridade deve-se ao fato de que os três conjuntos de quatro algarismos são iguais (2002) e simétricos em si (20:02, 20/02 e 2002). A última ocasião em que isso ocorreu foi às 11h11 de 11 de novem- bro do ano 1111, formando a data 11h11 11/11/1111. A próxima vez será somente às 21h12 de 21 de dezembro de 2112 (21h12 21/12/2112). Provavelmente não estaremos aqui para presenciar. Depois, nunca mais haverá outra capicua. Em 30 de março de 3003 não ocorrerá essa coincidência. AVERT—VIRA A PÁGINA P ÁGINA 28 DESAFIOS 1. Torneio Num torneio de Badminton com 5 participantes, cada um deles jogou com os outros. Quantos jogos se disputaram? 2. Os cinco dígitos Existe um número de cinco dígitos, no qual o quinto dígito é metade do quarto e um quarto do terceiro dígito. O terceiro dígito é metade do primeiro e o dobro do quarto. O segundo dígito é três vezes o quarto e tem cinco unidades a mais que o quinto. Qual é esse número? Beatriz Pinheiro, 6º B 3. Uma joia em dia de festa A Rita tem quatro estojos de joias alinhados numa gaveta. Um é preto, outro é branco, outro é vermelho e o outro é azul. Um deles tem um fio, noutro há um anel, noutro há uma pulseira e o outro tem uns brincos. Ela está a preparar-se para ir a uma festa e já decidiu qual das suas joias vai usar. O estojo preto está ao lado do anel. O anel está ao lado da pulseira. O estojo branco está ao lado do fio. O fio está ao lado do estojo vermelho. O estojo azul está numa ponta. A Rita tirou da gaveta o estojo preto. Que joia levou ela à festa? 4. Conta fácil O Carlos efetuou uma multiplicação e, em seguida, substituiu os algarismos por letras. Cada letra diferente corresponde a um algarismo diferente. Reconstitui a multiplicação. XXXII OLIMPÍADAS PORTUGUESAS DE MATEMÁTICA No dia 13 de novembro de 2013, das 15h30 às 17h30, realizou-se na nossa escola, a 1ª eliminatória das “XXXII Olimpíadas Portuguesas de Matemática”, organizada pela Sociedade Portuguesa de Matemática. À semelhança dos anos anteriores, a competição consta de duas eliminatórias e uma final nacional que, nesta edição, terá lugar no Agrupamento de Escolas Dr. Mário Sacramento, em Aveiro. Tendo como principal objetivo incentivar e desenvolver o gosto pela Matemática e detetar vocações precoces nesta área do saber, as Olimpíadas Portuguesas de Matemática são também o meio de seleção das equipas que irão representar Portugal nas Olimpíadas Internacionais e nas Olimpíadas Ibero-americanas, desta disciplina. Nas Pré-Olimpíadas, que se realiza só a nível de escola e destinadas a alunos do 5º ano, estiveram presentes 21 alunos. O aluno vencedor foi Filipe Ribeiro, da turma D, que irá receber um diploma no dia 17 de dezembro. Na categoria Júnior, destinada a alunos do 6º e 7º anos, estiveram presentes 44 alunos. Os alunos melhores classificados foram o Guilherme Sá, da turma C, do 7º ano, e André Santos, da turma D, do 7º ano. Na categoria A, destinada a alunos do 8º e 9º ano, estiveram presentes 21 alunos. O aluno melhor classificado foi o Ricardo Silva, da turma C, do 9º ano. Os vencedores das categorias Júnior e A, respetivamente, irão representar a escola na 2ª eliminatória das “XXXII Olimpíadas Portuguesas de Matemática”, que se realiza no dia 15 de janeiro numa escola do concelho de Gondomar. ADIVINHA MATEMÁTICA Sou um cubo perfeito. Sou múltiplo de outro cubo perfeito. Sou menor que 100 e maior que 1. Quem sou eu? Profª Isabel Silva A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 29 DESAFIO PRESENTES DE NATAL Descobre o que cada um dos cinco meninos quer de presente no Natal. Casa 1 Casa 2 Casa 3 Casa 4 Nome Cor Cor – amarela, branca, azul, verde e Idade vermelha Presente Nome – Alex, Cristiano, Pedro, Sumo Eduardo e Mário Profissão Idade – 6, 7, 8,9,10 • O menino que gosta de Presente – bicicleta, bola, computasumo de Laranja está numa das dor, skate, jogo pontas O menino que gosta de Sumo – abacaxi, laranja, morango, • limonada está exatamente à limão e maracujá esquerda do que gosta de sumo Profissão – astronauta, bombeiro, de Morango. • Quem quer ser Médico está médico, polícia e professor exatamente à direita de quem gosta de sumo de Abacaxi. • O menino que quer ser Bom• Cristiano gosta de sumo de beiro mora em alguma das casas Limão. das pontas. O menino de 8 anos mora • Quem gosta de Maracujá • ao lado do quem quer um Comquer ser Médico. putador de presente. • Na terceira casa está o meni• O menino que quer um Skano que quer ser Professor. te está exatamente à esquerda • Numa das pontas mora o da casa do Alex. menino que quer ser Polícia. Na casa de cor Branca mora • Na quinta casa está o menino • o menino que deseja um Jogo que deseja ser Bombeiro quando de natal. crescer. PASSATEMPOS CLUBE DE PROTEÇÃO CIVIL • • • • • • • • Casa • Na primeira casa 5 mora o menino que quer uma Bola de presente de natal. • Quem quer uma Bicicleta mora ao lado de quem deseja um Jogo de presente. • O menino mais novo mora na quinta casa. O menino de 10 anos está em algum lugar entre o de 7 e o de 9 anos, nessa ordem. O menino de 9 anos quer ser Professor quando crescer. Pedro mora na terceira casa. Eduardo mora exatamente à direita de Pedro. Eduardo mora na casa de cor Verde. A casa de cor Branca está exatamente à esquerda da casa do menino que gosta de sumo de Maracujá. A casa de cor Azul está exatamente à esquerda da casa do menino que quer um Jogo. A primeira casa é Amarela. AVERT—VIRA A PÁGINA P ÁGINA 30 PASSATEMPOS CRUCIGRAMA DE NATAL 1. O que se coloca na Árvore de Natal 10. O peixe que se come na noite de Natal. para a decorar. 2. Bolo que se come no Natal, com frutos secos e cristalizados. 3. Missa a que se assiste na Noite de Natal. 4. Representação do nascimento de Jesus. 5. Mês em que se celebra o Natal. 6. A pessoa que entrega as prendas na Noite de Natal. 7. Os reis que levaram presentes ao Menino Jesus. 8. O meio de transporte do Pai Natal. 9. Uma sobremesa típica de Natal (parecida com massa). 4ºA, EB 1 Alto de Soutelo SOLUÇÕES Desafios (pág. 28) 1 – 10 partidas 2 – 86 421 3 - A Rita levou o fio, que era a joia que estava no estojo preto. 4 - L- 2 I – 1 C- 9 A – 7 F- 8 Adivinha Matemática (pág. 28) É o nº 64 Proteção Civil (pág.29) 1. Tsunami; 2. Vulcão; 3. Bombeiro; 4. Inundação e incêndio; 5. Magma; 6. Ciclone; 7. Tornado; 8. Sismo; 9. Furacão; 10. Crucigrama de Natal 1. Enfeites de Natal; 2. Bolo Rei; 3. Missa do Galo; 4. Presépio; 5. Dezembro; 6. Pai Natal; 7. Reis Magos; 8. Trenó; 9. Aletria; 10. Bacalhau Desafio Presentes de Natal (pág.29) Nome Cor Idade Presente Casa 1 Amarela Cristiano 7 Bola Casa 2 Azul Mário 10 Bicicleta Casa 3 Branca Pedro 9 Jogo Casa 4 Verde Eduardo 8 Skate Sumo Profissão Limão Policia Morango Astronauta Abacaxi Professor Maracujá Médico Casa 5 Vermelha Alex 6 Computador Laranja Bombeiro A NEDOTAS N ATALÍCIAS “Rir” também pode entrar na quadra natalícia. Deixo algumas anedotas, espero que te divirtas. Ao telefone… Uma loira telefona para o Pai Natal: - Eu queria falar com o Pai Natal. - É o próprio. - Senhor Próprio, podia chamar o Pai Natal? No tribunal… Era época de Natal e o juiz sentiase benevolente ao interrogar o réu. - De que é acusado? - De fazer as compras de Natal antes do tempo. - Mas isso não é crime nenhum! Com que antecedência as estava a fazer? - Antes de a loja abrir!? Na escola… A professora pergunta ao menino o que quer ser quando for grande. O menino responde: - Pai Natal! - Pai Natal? Então... Mas porquê? - Ora! Ao menos assim só trabalhava uma vez por ano! João Pedro Miranda, 8ºE A NO XXI-Nº53 D EZEMBRO 2013 P ÁGINA 31 SIMBOLOGIA DA ÁRVORE DE NATAL Civilizações antigas que habitaram os continentes europeu e asiático no terceiro milénio antes de Cristo já consideravam as árvores como um símbolo divino. Cultivavam-nas e realizavam festivais em seu favor. Essas crenças ligavam as árvores a entidades mitológicas. A sua projeção vertical, desde as raízes fincadas no solo, marcava a simbólica aliança entre o céu e a mãe terra. Entre os egípcios, o cedro associava-se a Osíris. Os gregos ligavam o loureiro a Apolo, o abeto a Átis, a azinheira a Zeus. Os germânicos colocavam presentes para as crianças sob o carvalho sagrado de Odin. Nas vésperas do solstício de inverno, os povos pagãos da região dos países bálticos cortavam pinheiros, levavam-nos para os seus lares e enfeitavam-nos de forma muito semelhante ao que se faz nas atuais árvores de Natal. Essa tradição passou aos povos germânicos. A primeira árvore de Natal foi decorada em Riga, na Letónia, em 1510. No início do século XVIII, o monge beneditino São Bonifácio tentou acabar com essa crença pagã que havia na Turíngia, para onde fora como missionário. Com um machado, cortou um pinheiro sagrado que as gentes locais adoravam no alto de um monte. Como teve insucesso na erradicação da crença, decidiu associar o formato triangular do pinheiro à Santíssima Trindade e as suas folhas resistentes e perenes à eternidade de Jesus. Nascia aí a Árvore de Natal. Acredita-se também que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de O CLUBE DE ARTES ”VER, O Clube de Artes “ Ver, absorVer ”, dinamizado pelas professoras de Educação Visual (3º Ciclo) Alice árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta. Há outras versões, porém, a moderna árvore de Natal teria realmente surgido na Alemanha entre os século XVI e XVIII. Não se sabe exatamente em qual cidade ela tenha surgido. Durante o século XIX, a prática foi levada para outros países europeus e para os Estados Unidos. Atualmente, essa tradição é comum a católicos, protestantes e ortodoxos. Ana Cristina Silva, 8ºE ABSO R VER” Fernandes e Emília Sousa, funciona , semanalmente, à 3ª feira das 09:25H às 11:20H e das 14:35H às 16:25H. É frequentado por alunos do, 6º, 7º e 8º anos, no total de doze participantes. O principal propósito deste clube é o de possibili- tar aos alunos um contacto mais alargado com as artes visuais e plásticas tais como o desenho, a gravura em linóleo e a pintura, com recurso à varias técnicas de expressão. Profª Alice Fernandes NELSON MANDELA 1918-2013—EMBAIXADOR DA CONSCIÊNCIA A morte de Nelson Mandela é uma perda não apenas para a África do Sul. É uma perda para as pessoas que em todo o mundo lutam pela liberdade, pela justiça e pelo fim da discriminação. Será um exemplo para milhares de pessoas no mundo inteiro. A sua dignidade face às pressões, a coragem e integridade, e o seu compromisso firme em sanar com o perdão em vez da vingança e do ódio, ver injustiça e desigualdades no mundo, nenhum de nós pode verdadeiramente descansar. Temos de continuar a ser fortes”. foram extraordinários. “Como a Amnistia Internacional, tenho lutado pela justiça e pelos direitos humanos, há muitos longos anos. Retirei-me agora da vida pública, mas enquanto hou- Nelson Mandela In Amnistia Internacional Departamento de Ciências Humanas e Sociais A GRUPAMENTO DE ESCOLAS DE RIO TINTO Endereço Escola EB 2/3 de Rio Tinto R. Dr. Cancelas 4435-212 Rio Tinto Tel: 224890590 Correio eletrónico: [email protected] Profª Coordenadora: Cristina Vieira Ai que saudades eu tenho dos natais da minha infância dos sonhos inocentes em corrupio dos meus tempos de criança. Dos serões em família e mais toda a vizinhança que depois se reunia para continuar a festança. Da cevada, às três da manhã e das torradas de pão seco que sempre a minha mãe fazia no intervalo do jogo do quino em que, do mais velho ao pequenino, amealhavam cada tostão como se fosse o seu ganha-pão. Às seis da manhã, acordava o dia e a catraiada, em grande euforia corria para a fornalha do fogão descobrindo aquele brinquedo Que o Menino Jesus, em segredo colocara no sapato da ilusão. Ai que saudades eu tenho dos natais da minha infância! Profª Deolinda Reis PROVÉRBIOS NATALÍCIOS A tradição popular sempre manteve a “chama” natalícia nos seus contos, lendas, dizeres… ou seja, na sua “arte literária” transmitida ao longo dos tempos, de geração em geração… No presente, podes fazer a tua própria interpretação das mensagens que estes provérbios contêm: •Ande o frio por onde andar, há de vir pelo Natal. •Natal em casa, junto à brasa. •Dos Santos ao Natal, Inverno natural. •Natal é dar um beijo pela manhã a quem nos acompanha, à nossa família. E, para finalizar, deixo um provérbio que retrata bem como a tradição popular é sapiente, ou seja, tem grande sabedoria: •Natal é dar amor a quem o quer e não o tem. João Pedro Miranda, 8ºE •Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar. •Galinhas de S. João, no Natal ovos dão. •Quem come carne na véspera de Natal, ou é burro ou animal. •Quem quer bom ervilhal, semeia-o antes de Natal. •Se queres um bom alhal, semeia-o antes do Natal. Ana Cristina Silva, 8ºE •Caindo o Natal à 2ª feira, tem o lavrador que alugar a eira. •De Santa Catarina ao Natal, mês igual. •De Santos a Santo André, um mês é; de Santo André ao Natal, três semanas. •De Todos-os-Santos ao Natal, bom é chover e melhor nevar. •De Todos-os-Santos ao Natal, perde a padeira o seu capital. •Mal vai Portugal se não há três cheias antes do Natal. •Não há ano afinal que não tenha o seu Natal. •Natal à 2ª feira, lavrador larga a eira. •Natal à 6ªfeira, guarda o arado e vende os bois. •Natal na praça, Páscoa em casa. •Pelo Natal, neve no monte, água na ponte. •Quem varejar antes do Natal, deixa o azeite no olival. Inês França, 8ºE