0 UNINGÁ – UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR INGÁ FACULDADE INGÁ CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM IMPLANTODONTIA CRISTIANO MAGAGNIN PRECISÃO EM CIRURGIAS GUIADAS/AUXILIADAS POR COMPUTADOR: REVISÃO DE LITERATURA PASSO FUNDO 2009 1 CRISTIANO MAGAGNIN PRECISÃO EM CIRURGIAS GUIADAS/AUXILIADAS POR COMPUTADOR: REVISÃO DE LITERATURA Monografia apresentada à unidade de Pósgraduação da Faculdade Ingá – UNINGÁ – Passo Fundo - RS como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Implantodontia. Orientador: Ms. Christian Schuh. PASSO FUNDO 2009 2 CRISTIANO MAGAGNIN PRECISÃO EM CIRURGIAS GUIADAS/AUXILIADAS POR COMPUTADOR: REVISÃO DE LITERATURA Monografia apresentada à comissão julgadora da Unidade de Pós-graduação da Faculdade Ingá – UNINGÁ – Passo Fundo RS como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Implantodontia. Aprovada em ___/___/______. BANCA EXAMINADORA: ________________________________________________ Prof. Ms. ou Dr. (nome) - Orientador ________________________________________________ Prof. Ms. ou Dr. (nome) ________________________________________________ Prof. Ms. ou Dr. (nome) 3 Dedico esse trabalho a minha esposa Nedi por apoiar incondicionalmente meus sonhos, mesmo tendo que às vezes adiar os seus. Sem seu amor, carinho, apoio, paciência eu não teria conseguido. Obrigado, te amo muito. 4 AGRADECIMENTOS Aos meus pais, Ancilino e Geni. Grandes incentivadores de minha formação profissional e pessoal. Sem o apoio de vocês não teria chegado até aqui. À Christian Schuh meu orientador, colega e amigo. Por ter me apresentando esta área apaixonante. Obrigada pelo incentivo, pelas discussões e principalmente pela amizade. À César Garbin, colega e amigo. Idealizador de muitas histórias e principalmente da minha. Obrigada por me mostrar o caminho de uma odontologia séria, honesta e qualificada. Ao CEOM, por todas as oportunidades e principalmente por ter possibilitado a realização deste curso. Aos colegas de curso Dalvo, Milson, Leonardo, Bernardo, Miguel, Tiago, Ricardo, Antônio, Paula e Nédio, pelo companheirismo, parceria e amizade. À Lilian Rigo, pelo olhar técnico, preciso e sempre disposto a ajudar. À Simone Alberton da Silva, pela oportunidade de seguir o caminho da docência. Aos professores da Implantodontia, Renato, Zilli, Bassualdo, Rafael, obrigada por compartilharem conhecimento e experiência. Aos pacientes, pela paciência e confiança em nosso trabalho. A todos os funcionários do CEOM, pela paciência, organização e alegria com que nos atenderam. 5 Utopia [...] ella está en el horizonte. Me acerco dos pasos, ella se aleja dos pasos. Camino diez pasos y el horizonte se corre diez pasos más allá. Por mucho que yo camine, nunca la alcanzaré. Para que sirve la utopia? Para eso sirve: para caminar. Eduardo Galeano 6 LISTA DE ABREVIATURAS 7 RESUMO O planejamento cirúrgico/protético é essencial na determinação dos resultados estéticos, funcionais e na longevidade dos tratamentos com implantes dentais. Nesse contexto, os sistemas que permitem o planejamento virtual (sistemas CAD/CAM) podem auxiliar e tornar os tratamentos de reabilitação mais previsíveis. Assim, esse estudo teve por objetivo pesquisar na literatura os diferentes sistemas de cirurgia guiada (sistemas CAD/CAM) e os seus respectivos níveis de precisão. Esse revisão foi realizada em periódicos, bancos de dados na internet e livros. Conclusão????? - 250 palavras - sem tab - Espaço 1,0 Palavras-chave: cirurgia guiada por imagem, implante dentário, tomografia computadorizada espiral, 8 ABSTRACT Key words: computer-assisted surgery, dental implantation, spiral computed tomography, 9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 10 2 REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................. 12 2.2 ÍNDICES DE SUCESSO EM CIRURGIA GUIADA .............................................. 14 2.3 ESTUDOS DE PRECISÃO DE CIRURGIAS GUIADAS ...................................... 18 3 DISCUSSÃO ..................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO. 4 CONCLUSÃO ........................................................................................................ 33 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 33 10 1 INTRODUÇÃO Os implantes osseintegrados são amplamente empregados e aceitos para reabilitação oral de pacientes total e parcialmente edentados. Em virtude desse contexto, é necessário que os procedimentos para colocação de implantes sejam cada vez mais seguros, eficientes e menos invasivos. No início da implantodontia moderna, os implantes eram colocados considerando-se basicamente o tecido ósseo remanescente, fato que determinava grandes dificuldades na subseqüente confecção da prótese dentária, do ponto de vista estético e também funcional. Atualmente tem se o conhecimento que, a colocação dos implantes devem ocorrer a partir dos seguintes critérios, o planejamento protético e o remanescente ósseo, visando facilitar e otimizar a reabilitação protética. Dessa forma, é imprescindível que o planejamento protético, geralmente realizado através de enceramentos diagnósticos, seja realizado no período pré-operatório e transferido para o campo cirúrgico. Entretanto, alguns estudos demonstram que, guias confeccionados através de modelos diagnósticos sem o conhecimento da estrutura óssea remanescente podem não ser previsíveis na orientação da instalação de implantes (Azari e Nikzad, 2008). Além disso, as radiografias amplamente utilizadas no diagnóstico e planejamento, apresentam algumas limitações, tais como ampliação, artefatos e não mostram dimensões vestíbulo-linguais, por exemplo (Widmann e Bale, 2006). Nesse contexto, outros meios de diagnóstico por imagem como a tomografia computadorizada (CT), há bastante tempo utilizados pela medicina, estão sendo utilizados para o diagnóstico odontológico. As CTs além de fornecerem alto grau de detalhamento e precisão das estruturas ósseas, quando associadas a outras tecnologias permitem também o planejamento pré-cirúrgico. (Ersoy et al. 2008). O planejamento “virtual”, realizado em softwares específicos que utilizam os dados de CTs, permite ao cirurgião determinar o diâmetro e o comprimento dos implantes a serem instalados, visualizar a estrutura óssea em cortes transversais, axiais e panorâmicos, relacionando-as ao planejamento protético que também pode ser visualizado, quando o paciente realiza a tomografia utilizando guias radiográficos 11 (Ersoy et al. 2008). Essas tecnologias tem se desenvolvido juntamente com outras tecnologias, como os sistemas CAD/CAM, O presente trabalho de revisão de literatura pretende descrever quais são os sistemas de cirurgia guiada utilizados e qual é o grau de precisão e efetividade que os mesmos apresentam. 12 2 REVISÃO DE LITERATURA Um dos primeiros relatos para utilização de tomografias computadorizadas em três dimensões (3D) para planejar o tratamento com implantes foi o de Verstreken, et al. em 1998. Nesse estudo, sugeriu-se uma tomografia do paciente com um guia (enceramento da futura prótese do paciente) que possuia marcadores radiográficos, e outra tomografia apenas do guia. Nesse mesmo estudo, os autores já mencionavam que a técnica proporcionaria uma grande redução na chance de lesar estruturas vizinhas e grande precisão na instalação de implantes. Os sistemas de cirurgia guiada consistem basicamente em 5 etapas: 1ª – confecção de um guia radiográfico o qual possui as características do futuro tratamento protético (normalmente esse guia é produzido a partir de um enceramento diagnóstico ou confecção de uma prótese no caso dos pacientes totalmente edêntulos); 2ª – realização de uma tomografia computadorizada do paciente utilizando o guia radiográfico, em alguns sistemas outra tomografia apenas do guia radiográfico; 3ª – Importação dos dados das tomografias para um software de planejamento e simulação 3D, no qual a posição dos implantes pode ser simulada, buscando o melhor posicionamento possível; 4ª – confecção dos guias que orientam o preparo dos leitos dos implantes e por vezes sua inserção, normalmente esses guias são produzidos utilizando o princípio da estereolitografia; 5ª – cirurgia propriamente dita (DI GIACOMO, et al., 2005; MALO, NOBRE E LOPES, 2007; ERSOY et al., 2008). Cheng et al. (2008) relataram a reabilitação oral de um paciente com maxila severamente atrófica na qual foi utilizada uma combinação de plasma rico em plaquetas, osso autógeno, material alógeno (enxerto alógeno) para aumento de volume ósseo maxilar, cirurgia guiada (CAD/CAM) para instalação dos implantes e prótese definitiva do tipo carga imediata. Uma nova prótese total superior foi confeccionada, para melhorar a adaptação, a estética e a dimensão vertical. O paciente foi submetido a cirurgia de enxerto ósseo. Após o período de seis meses duas tomografias foram realizadas, sendo uma do paciente com a prótese total superior, a qual apresentava oito marcações com guta percha (Mynol; GlaxoSmithKline Consumer Healthcare, Research Triangle Park, NC), e outra tomografia somente da prótese. Com as tomografias e um software (Procera 13 Software; Nobel Biocare USA) as posições dos implantes foram planejadas levando em consideração o leito ósseo e a prótese total. Seis implantes de platarforma regular 2 de plataforma ampla foram planejados virtualmente. A partir desse planejamento um guia estereolitográfico foi confeccionado, apresentando a posição dos implantes. Por meio do guia, um modelo foi confeccionado, o qual foi utilizado para confecção da prótese definitiva, previamente ao ato cirúrgico. Para a cirurgia, o guia foi estabilizado por três pinos de 1,5mm de diâmetro, permitindo estabilidade do guia durante a instalação dos implantes. Após a instalação dos implantes, os pilares foram instalados, os quais permitiam pequenos ajustes entre os implantes e a prótese previamente confeccionada, permitindo assim o completo assentamento. Durante os 12 meses de avaliação, nenhum sintoma ou sinal clínico foi notado, e o paciente relatou ter função satisfatória. Os autores relataram como vantagens da técnica o menor tempo de tratamento, cirurgia minimamente invasiva e imediato uso da prótese, e como desvantagens a necessidade de uso de um software e o potencial de perda dos implantes. Blanco et al. (2008) realizaram um estudo avaliando a perda de osso alveolar, por comparação histomorfométrica, após a colocação de implantes imediatos utilizando a técnica com ou sem retalho cirúrgico, em cães. O estudo foi realizado na mandíbula de 5 cães. Quatro implantes foram instalados em cada cão imediatamente após a extração dos dentes, em um lado da mandíbula era confeccionado um retalho cirúrgico (controle) e no outro apenas o implante era instaldo (teste). Após 3 meses de cicatrização, os cães foram sacrificados e a análise histológica realizada. Os autores concluíram que implantes imediatos sem retalho, produzem uma significante redução no espaço biológico e uma menor perda de inserção óssea do implante. Nickenig e Eitner (2007) avaliaram a previsibilidade clínica de implantes colocados após um planejamento virtual, que pode ser transferido e utlizado na cirurgia por meio de um guia cirúrgico. Foram avaliados 102 pacientes tratados em uma clínica das forças armadas (Colônia, Alemanha), nos quais, foram realizados 250 implantes entre julho e dezembro de 2005. Cento e quarenta e sete implantes foram inseridos com a técnica cirúrgica sem retalho, nos outros 103 a confecção de um retalho foi necessária. Os pacientes foram avaliados até o final do tratamento protético. Em quatro casos de implantes inferiores posteriores, o guia teve que ser 14 reduzido em função da pequena distância interoclusal apresentada pelo paciente. A previsibilidade do tamanho dos implantes foi alta, pois apenas um implante teve que ter o seu tamanho reduzido em função do volume ósseo insuficiente. Em todos os casos, estruturas anatômicas adjacentes foram protegidas e nenhuma complicação foi detectada no pós-operatório por meio de radiografias panorâmicas. Os autores concluíram que, a técnica cirúrgica guiada por meio de tomografia computadorizada é confiável, facilita a determinação do tamanho e da posição do implante, evita lesões a estruturas adjacentes e também pode estar associada a cirurgia sem retalho. Vercruyssen et al. (2008) realizaram uma revisão da literatura sobre o planejamento baseado em tomografias computadorizadas, e sua transferência para o campo cirúrgico por meio de guias cirúrgicos. Avaliaram estudos que utilizaram tomografias computadorizadas e guias confeccionados manualmente e outros nos quais os guias foram produzidos por meio de tecnologia CAD/CAM (CAD – desenho auxiliado por computador/CAM – manufatura auxiliada por computador). Os autores concluíram que os desvios de posição entre o planejado por meio de software e o alcançado clinicamente é de máxima importância, principalmente, quando cirurgias sem retalho são utilizadas. Concluíram ainda, que os desvios máximos do planejado e do alcançado, freqüentemente não são mencionados na literatura, mas são as características que deviam ser levadas em conta na escolha do sistema de planejamento virtual. 2.2 ÍNDICES DE SUCESSO EM CIRURGIA GUIADA van Steenberghe et al. (2005) avaliaram o conceito de tratamento planejado virtualmente com base nas informações de uma tomografia computadorizada, que resulta em um guia para transferência do planejamento para o campo cirúrgico. Vinte e sete pacientes com maxilas edêntulas foram incluídos no estudo. Os tratamentos foram realizados de acordo com o conceito Teeth-in-na-Hour (Nobel Biocare, Gotemburgo, Suécia), que utiliza um guia cirúrgico planejado virtualmente 15 para a instalação de implantes em cirurgia sem retalho e colocação imediata da prótese. Todos os pacientes receberam os implantes, e imediatamente após, a prótese sobre os implantes. Em 24 pacientes que foram acompanhados por 1 ano, todas as próteses e os implantes, individualmente, estavam estáveis e em função. Os autores concluíram que a cirurgia guiada sem retalho com carga imediata é uma opção de tratamento altamente confiável. Ozan, Turkyilmaz e Yilmaz (2007) avaliaram em seu estudo, pacientes tratados com implantes, com carga precoce, e utilizando cirurgia guiada por tomografia computadorizada com e sem retalho cirúrgico. Foram avaliados 12 pacientes, nos quais a colocação dos implantes foi realizada sem a confecção de retalho, outros sete pacientes foram tratados com cirurgias convencionais a retalho. Todos os implantes, foram colocados através de guias confeccionados com base em tomografias computadorizadas. Os implantes receberam carga precocemente, sendo 2 meses após a colocação dos implantes na mandíbula e 3 meses após na maxila. Dos 59 implantes instalados, um foi perdido durante o primeiro mês de cicatrização, esse implante havia sido colocado com técnica cirúrgica a retalho convencional. Os implantes instalados com cirurgia convencional apresentaram uma média de perda óssea marginal de 0,6 ±0,3mm, já para os implantes realizados com cirurgias sem retalho a média foi de 0,5 ±0,3mm. Após 9 meses de acompanhamento, o índice de sucesso foi de 98,3%. Os autores concluíram que, a carga precoce em implantes instalados por cirurgia guiada sem retalho é viável. Rao e Benzi (2007) propuzeram um método padronizado para instalação de implantes na região de 1º molar inferior, através de cirurgia guiada sem retalho. Quarenta e seis pacientes receberam um total de 51 implantes na região de 1º molar inferior, todos os implantes foram instalados através de um guia e sem confecção de retalho, recebendo carga imediatamente. Análises clínica e radiográfica foram utilizadas para avaliar os resultados. Todos o implantes realizados, estavam estáveis e em função após um ano, indicando um índice de sucesso de 100%. Os autores concluíram, sugerindo que a técnica para instalação de implantes através de um guia e sem retalho cirúrgico com carga imediata, na região de primeiros molares inferiores, é possível e segura. 16 Komiyama, Klinge e Hultin (2008) avaliaram os resultados de tratamentos com implantes instalados por meio de cirurgia guiada virtualmente sem retalho e com carga imediata sobre os implantes. Entre 2003 e 2006, 29 pacientes foram tratados utilizando o sistema de implantes Nobel Guide e o sistema Teeth-in-oneHour (Nobel Biocare, Gothenburg, Sweden). Foram realizadas 21 reabilitações maxilares e 10 mandibulares (176 implantes), sendo que imediatamente após a colocação dos implantes a prótese era instalada. Os pacientes foram acompanhados por 44 meses. O planejamento da posição dos implantes foi pré-determinada por um software que utilizada os dados de duas tomografias computadorizadas, uma do paciente com um guia tomográfico e outra apenas do guia tomográfico, o que apresenta a posição dos dentes na futura prótese do paciente. Dos 176 implantes instalados, 19 foram perdidos entre o 2º e 18º mês de acompanhamento, tendo um índice de sucesso de 89% (92% na maxila e 83% na mandíbula). Os autores concluíram que o desconforto pós-operatório, tais como dor e edema, foi insignificante. Porém, quando a técnica é comparada ao tratamento convencional (Branemark Novum, Nobel Biocare) a ocorrência de complicações cirúrgicas e técnicas é maior. Assim, a técnica da cirurgia guiada virtualmente sem retalho ainda está em uma fase exploratória, precisando de mais estudos para torná-la precisa e segura para aplicação clínica. Malo, Nobre e Lopes (2007) realizaram um estudo com o objetivo de avaliar o índice de sucesso de implantes instalados utilizando cirurgia sem retalho e planejamento virtual (tecnologia auxiliada por computador) com protocolo de carga imediata em pacientes totalmente edêntulos. Trinta e três pacientes com arcos totalmente edêntulos foram tratados em uma clínica particular em Lisboa, Portugal. Um total de 92 implantes (Nobel Active, Nobel Biocare AB) foram realizados, dos quais 72 instalados em maxila e 20 em mandíbula, para suportar 23 próteses totais fixas. O planejamento foi realizado, e a prótese confeccionada previamente a cirurgia, e imediatamente instalada após a mesma. Para o guia radiográfico, foram utilizadas as próteses que os pacientes utilizavam se estivessem adequadas caso contrário, novas próteses eram confeccionadas. Nove marcações com 1,5mm de diâmetro e 1mm de profundidade eram realizadas nas próteses com material radiopaco (guta-percha; SDI, Bayswater, Victoria, Australia). O planejamento seguiu os procedimentos do Procera CadDesign, utilizando um software de planejamento 17 (Procera; Nobel Biocare AB), o que permitiu a determinação exata desejada da posição dos implantes, a produção de um guia cirúrgico e conseqüentemente a confecção de uma prótese. Os guias foram assentados nos arcos edêntulos com o uso de índex cirúrgico, colocado no arco oposto e estabilizado pela colocação de pinos de ancoragem. Após, foram realizadas as cirurgias sem retalho para instalação dos implantes (NobelGuide, Nobel Biocare AB) de acordo com as recomendações do fabricante. Após a cirurgia, os pilares eram instalados e a prótese pré-fabricada era instalada e ajustada. Nenhum paciente desistiu de participar do estudo. O índice de sucesso dos implantes foi de 98% (97% para maxila e 100% para mandíbula) para uma média de 13 meses de acompanhamento. A média de perda óssea em relação a plataforma dos implantes foi de 1,9mm (2,0mm para maxila e 1,7mm para a mandíbula). Os autores concluíram que, o tratamento de pacientes totalmente edêntulos, com implantes planejados virtualmente, e colocados em carga imediata, é possível e tem as vantagens das duas técnicas, é preciso, seguro e previsível. Becker et al. (2005) avaliaram durante 2 anos a técnica cirúrgica de estágio único sem retalho, para avaliar se essa técnica reduz a perda de crista óssea alveolar, a inflamação dos tecidos moles, a profundidade de sondagem adjacente aos implantes e o tempo cirúrgico. Um total de 57 pacientes com idade entre 24 e 86 anos receberam um total de 79 implantes. Para a instalação dos implantes, não foram utilizados retalhos cirúrgicos convencionais, apenas pequenas perfurações através da mucosa até o tecido ósseo. Os implantes foram instalados de acordo com as instruções dos fabricantes. Após 2 anos de acompanhamento, o índice de sucesso foi de 98,7%, com perda de apenas 1 implante. As alterações na crista óssea alveolar, na profundidade de sondagem e na inflamação da mucosa foram insignificantes. A média de profundidade de sondagem foi de 3,3mm. Os autores concluíram que, quando bem indicada, a técnica cirúrgica sem retalho é um procedimento seguro e previsível. Os benefícios incluem redução do tempo cirúrgico, redução nas perdas ósseas da crista alveolar, na profundidade de sondagem, na inflamação dos tecidos moles e no desconforto pós-operatório do paciente. 18 Yong e Moy (2008) realizaram um estudo para avaliar os primeiros resultados clínicos de cirurgias para implantes dentários auxiliadas por computador, (CAD – desenho auxiliado por computaod/CAM – máquina auxiliada por computador) sistema NobelGuide (NobelGuide, Nobel Biocare, Yorda Linda, California, EUA), com foco nas complicações, manejo e prevenção cirúrgica/protética. Treze pacientes reabilitados com implantes dentários instalados através do sistema NobelGuide que receberam carga imediata foram avaliados. As complicações encontradas nessa série de casos foram classificadas e avaliadas em precoces (planejamento e procedimento – cirúrgico/protéticos) e tardias (cirúrgica;protética). As principais complicações precoces cirúrgicas foram, o incompleto assentamento da prótese em função da interface osso/implante; as complicações protéticas foram, perda da prótese, problemas na fonação e mordedura bilateral da bochecha. A principais complicações tardias cirúrgicas foram, perda de 9% dos implantes (8 implantes perdidos de um total de 78m instalados) e dor persistente e um paciente; as complicações protéticas foram, grande desgaste oclusal, perda de parafusos, fratura de prósteses. Os autores concluíram que o sistema NobelGuide é um tratamento confiável, porém, pode apresentar complicações. 2.3 ESTUDOS DE PRECISÃO DE CIRURGIAS GUIADAS Wittwer et al. (2007b) realizaram um estudo para avaliar se a cirurgia guiada sem retalho permite a colocação de implantes em mandíbulas desdentadas. Um total de 20 pacientes participaram do estudo, sendo instalados 4 implantes (Ankylos, Dentsply Friadent, Mannheim, Alemanha) em cada paciente na região entre os forames mentonianos. O preparo dos leitos e a colocação dos implantes foi prédeterminada através do software VISIT (Universidade de Viena, Viena, Austria), utilizando para isso, os dados de uma tomografia computadorizada de cada paciente. Posteriormente, foi confeccionado um guia cirúrgico para orientar a colocação dos implantes. Não foram realizados retalhos para a inserção dos implantes. Foram planejados virtualmente para os 20 pacientes, a colocação de 80 implantes, 2 implantes (2,5%) não tiveram estabilidade inicial suficiente por 19 fenestração óssea e foram imediatamente removidos. O estudo constatou, por meio de tomografias computadorizadas, uma média de desvio de 0,7mm do que havia sido previamente planejado. Os autores concluíram que, a cirurgia guiada para instalação de implantes osseointegrados na região interforaminal é precisa, previsível e segura, em pacientes com volume ósseo mandibular suficiente, porém, a técnica foi menos precisa e mais complicada em regiões ósseas irregulares. Wittwer et al. (2007a) realizaram um estudo prospectivo randomizado para comparar a precisão clínica e o tempo cirúrgico para instalação de implantes mandibulares, utilizando 2 sistemas de planejamento virtual baseados nas dados de tomografias computadorizadas. Foram realizados 4 implantes na região entre os forames mentonianos em 16 pacientes, sem a confecção de retalho cirúrgico convencional. Para 8 pacientes (32 implantes) o planejamento foi realizado através do sistema VISIT e para os outros 8 pacientes (32 implantes) o sistema Medtronic StealthStation Treon. Foram realizadas tomografias pré e pós-operatórias para comparar o planejamento e a posição real em que os implantes foram instalados. O tempo de cirurgia também foi avaliado. Todos os implantes foram colocados como no planejamento, não havendo nenhuma complicação intra ou pós-operatória. A média de desvio dos implantes foi de 0,7mm para o sistema VISIT e 0,9mm para o sistema Medtronic StealthStation Treon. As cirurgias realizadas com o sistema VISIT levaram em média 80 minutos, enquanto que a média de tempo cirúrgico com o sistema Medtronic StealthStation Treon foi de 60 minutos. Os autores concluíram que, a precisão do preparo do leito e da instalação dos implantes foi igual nos dois sistemas. Ruppin et al. (2008) realizaram um estudo in vitro com o objetivo de avaliar os desvios entre o que é planejado e o que é alcançado no posicionamento dos implantes de diferentes sistemas de cirurgia guiada, quando utilizado um sistema ótico ou quando são utilizados guias esterolitográficos. Foram utilizadas 20 mandíbulas de cadáveres humanos. As mandíbulas foram divididas em três grupos: no primeiro o planejamento foi realizado pelo software SimPlant One Shot (Materialise Medical, Leuven, Bélgica), no segundo pelo software RoboDent LapDoc Accedo (RoboDent GmBH, Berlim, Alemanha) e no terceiro pelo software Artma Virtual Patient (Baumgartner e Rath, Munique, Alemanha). Quarenta implantes foram realizados em cada grupo. No grupo um os arquivos contendo o planejamento 20 geraram um guia esterolitográfico. Três guias foram feitos para cada mandíbula, cada guia com tubos de diferentes diâmetros, para permitir o preparo com todas as fresas. O preparo do leito do implante seguiu a orientação do fabricante. Após o preparo dos leitos os guias foram removidos e os implantes (Branemark MK II, Nobel Biocare AG, Gotemburgo, Suécia) foram instalados. Nos grupos dois e três a instalação dos implantes foi orientada por um sistema ótico que utiliza um scanner estereoscópico infra-vermelho conectado a um computador, que guia a instalação do implante segundo o planejado no software. Após a instalação dos implantes, as mandíbulas foram sujeitas a uma segunda tomografia (pós-operatória) para avaliar a posição final dos implantes. Os implantes foram avaliados em relação a posição horizontal, vertical (profundidade) e longo eixo. Para o grupo dois a média de desvio entre o planejado e alcançado foi de 1,5 ± 0,8mm para posição horizontal, 0,6 ± 0,4mm para posição vertical, 7,9 ± 5° de desvio do longo eixo; para o grupo dois 1 ± 0,5mm, 0,6 ± 0,3mm e 8,1 ± 4,6°, respectivamente; para o grupo três 1,2 ± 0,6mm, o,8 ± 0,7mm e 8,1 ± 4,9°, respectivamente. Não houve diferença estaticamente significativa entre os três grupos. Os autores concluíram que, os erros de utilização não dependem do sistema de cirurgia guiada utilizado, que o sistema que utiliza guia esterolitográfico pode ser mais seguro em relação a possíveis iatrogenias a estruturas nobres (nervo mandibular, por exemplo). Ozan et al. (2009) realizaram um estudo para determinar os desvios de posição e inclinação de implantes instalados (diferença entre o planejamento virtual e a posição final dos implantes), por meio de guias estereolitográficos, comparando três diferentes tipos (suportado por dente, suportado por osso e suportado por mucosa). Trinta pacientes participaram do estudo (14 mulheres e 16 homens). Guias radiográficos fabricados com material acrílico e sulfato do bário (15% para o longo eixo dos dentes e 10% para a base do guia) foram utilizados para realização das tomografias computadorizadas, as quais foram padronizadas e realizadas por um mesmo operador. Os dados das tomografias foram importados para o software de planejamento (Stent Cad, Media Lab. Software, La Spezia, Itália). O planejamento virtual foi realizado pelo cirurgião e pelo protesista, levando em consideração a posição dos dentes e as estruturas anatômicas. Com o planejamento realizado, foram confeccionados os guias através do princípio da esterolitografia, que consiste em um recipiente com uma resina líquida fotopolimerizável (Zeneca Specialities, 21 Blackley, Manchester, Inglaterra) e um laser acima do recipiente que polimeriza sucessivas camadas do líquido até confeccionar por completo o guia. Tubos metálicos são unidos ao guia para determinar a posição e inclinação dos implantes. Os implantes (Swiss-Plus, Zimmer Dental, Carlsbad, Califórnia, EUA) foram instalados com cirurgias sem retalho ou com cirurgia à retalho convencional, seguindo as instruções do fabricante. Novas tomografias foram realizadas de todos os pacientes. Um software (Rhinoceros 4.0, McNell Ins, Seattle, Washington, EUA) foi utilizado para comparar o pré e pós-operatório (planejado e posição final dos implantes) em relação a posição e eixo do implante. Um total de 110 implantes, foram instalados sem nenhuma complicação. A média de desvio angular do longo eixo dos implantes foi de 4,1° ± 2,3°; e a média de desvio de posição foi de 1,11 ± 0,7mm para a plataforma do implante e de 1,41 ± 0,9mm para o ápice do implante. Os autores concluíram que guias estereolitográficos produzidos a partir de tomografias computadorizadas são instrumentos precisos para instalação de implantes, independente do tecido que o suporte (dente, osso ou mucosa). Al Harbi e Sun (2009) realizaram um estudo propondo um método para avaliar a precisão na colocação de implantes (ponto de entrada e angulação), usando uma máquina de medida coordenada (CMM), quando utiliza-se guias estereolitográficos. Cinco pacientes (3 homens e 2 mulheres) participaram do estudo. Primeiramente os guias radiográficos, com dentes radiopacos, foram confeccionados com base em enceramento diagnóstico. Tomografias computadorizadas dos pacientes utilizando os guias radiográficos, foram realizadas, tomando o cuidado de padronizar a posição para o exame. Com as tomografias realizadas, o software Simplant 8.0 (Simplant Materialise Medical) foi utilizado para realização do planejamento (posição, profundidade e inclinação axial). Três guias cirúrgicos foram produzidos para cada planejamento, com tubos metálicos correspondentes as brocas de 2mmØ, 2,85mmØ e 3,15mmØ (Sistema Branemark, Nobel Biocare) para guiar o preparo dos leitos dos implantes. Após o preparo dos leitos, o último guia era removido e os implantes eram instalados (Sistema Branemark, Nobel Biocare) assim como os cicatrizadores. Todos os 40 implantes instalados, foram avaliados em relação a precisão, utilizando uma máquina de medida coordenada. Para avaliação, os guias estereolitográficos e os modelos utilizados na confecção das próteses foram comparados em relação a posição da plataforma do implante e o eixo de cada implante. A média de desvio do 22 ângulo mesio-distal dos implantes foi de 0,17° (variando entre 0,262 e 12,2°), do ângulo vetibul-lingual foi de 0,46° (variando entre 0,085 e 7,67°), não havendo diferença estatisticamente significativa. A média de diferença da posição da plataforma do implante foi de 0,2mm (variando entre 0,001 e 1,2mm), havendo diferença estatisticamente significativa entre o planejado e os implantes instalados. Embora tenha existido diferença estatística, essa é muito pequena, não tendo significado clínico. Os autores concluíram, dentro das condições do estudo, que os guias esterolitográficos são precisos na transferência de planejamento virtuais para o campo cirúrgico e que estudos com um número maior de pacientes são necessários para confirmar os achados. Ersoy et al. (2008) realizaram um estudo clínico com o objetivo de avaliar os desvios na posição e inclinação de implantes planejados virtualmente e dos implantes instalados utilizando guias estereolitográficos. Vinte e um pacientes (oito mulheres e 13 homens) se submeteram a instalação de implantes, por meio de cirurgias guiadas. Um guia tomográfico foi confeccionado (com dentes radiopacos), tal como o resultado final da prótese, assim o planejamento foi baseado no resultado da prótese final desejada. Esse guia foi utilizado pelo pacientes durante a primeira tomografia, a qual foi padronizada. Os dados das tomografias foram importados para o software de planejamento (Stent Cad, Media Lab Software, La Spezia, Itália) permitindo que o cirurgião e o protesista simulassem a instalação dos implantes. O planejamento levou em consideração as estruturas ósseas e a posição dentária apresentada nos guias. Uma máquina de prototipagem rápida foi usada para fabricar o guia estereolitrográfico o qual determina o diâmetro e angulação dos implantes simulados. Quatro tipos de guias foram confeccionados (suportados por mucosa, suportados por osso, suportados por dentes e suportados por dente e osso) para preparo dos leitos dos implantes. Os implantes foram instalados com cirurgias à retalho ou sem retalho. Após a cirurgia, novas tomografias foram realizadas para comparar a posição dos implantes planejados e dos instalados. Essa comparação foi realizada através de um software que realizou a superposição das imagens. Considerando todos os 94 implantes instalados, a média de desvio do longo eixo entre o planejado e os implantes instalados foi de 4,9 ± 2,36°, a média da distância foi de 1,22 ± 0,85mm considerando o pescoço do implante, e 1,51 ± 1 considerando o ápice do implante. Não foi encontrada diferença estatística nos parâmetros 23 avaliados pelo estudo. Os autores concluíram que o planejamento virtual e os guias estereolitográficos são precisos para instalação dos implantes e também permitem cirurgias sem retalho. Di Giacomo et al. (2005) realizaram um estudo com o objetivo de avaliar a posição e os longos eixos dos implantes, comparando o planejamento e a posição final dos implantes. Quatro pacientes, saudáveis e não fumantes, necessitando implantes dentários, foram incluídos no estudo. Foram realizados 21 implantes, em quatro pacientes (três mulheres e um homem) com idades entre 23 e 65 anos. Modelos de estudo e enceramentos diagnósticos foram realizados para todos os pacientes. Esses enceramentos foram duplicados e um guia rígido foi confeccionado sobre os modelos para servir como guia radiográfico durante a tomografia. A primeira e a segunda tomografia foram realizadas pelo mesmo radiologista, padronizando a posição do paciente. Os planejamentos foram realizados por um único operador utilizando um software (Simplant CSI, Materialise). Utilizando uma maquina de estereolitografia, três guias foram confeccionados, com tubos guias de diâmetro crescente (2,0, 3,0 e 4,0mm) para cada área cirúrgica. Durante a cirurgia os guias foram apoiados sobre osso (quatro áreas), sobre dente (duas áreas) e sobre osso e dente (uma área). O primeiro guia (2.0mm) para preparo do leito era posicionado e a osteotomia realizada, esse era removido e o segundo guia (3,0mm) era posicionado para realização da osteotomia, assim como o terceiro guia (4,0mm), por fim o implante era instalado. Todas as cirurgias eram realizadas com retalho convencional. Após a cirurgia, uma nova tomografia foi realizada, e um software foi usado para comparar as imagens do planejamento e dos implantes instalados. A média de erro entre o planejado e os implantes instalados em relação ao longo eixo foi de 7,25 ±2,67°; a média de erro de posição relativo a plataforma do implante foi de 1,45 ±1,42mm; a média de erro de posição relativo ao ápice do implante foi de 2,99 ±1,77mm. Grandes diferenças de distância do ápice, entre o planejado e os implantes instalados foram encontradas em todos os pacientes. Os autores concluíram que guias estereolitográficos obtidos a partir de tomografia, e planejamento virtual, podem ser usados para colocação de implantes. No entanto, a técnica ainda requer alguns avanços, principalmente no que diz respeito a estabilidade dos guias. 24 Valente, Schiroli e Sbrenna (2009) realizaram um estudo retrospectivo para avaliar a precisão na terapia com implantes instalados através de planejamento virtual e guias cirúrgicos produzidos a partir desse planejamento. Todos os pacientes foram tratados com cirurgia auxiliada por computador em dois centros (Genova e Roma, ambos na Itália). O mesmo operador realizou as cirurgias em cada centro. O tratamento desse estudo clínico consistiu na seguinte sequência: a) confecção de um guia radiográfico; b) tomografias computadorizadas realizadas com o paciente utilizando o guia radiográfico; c) planejamento cirúrgico virtual em 3D (três dimensões) baseado na tomografia, por meio de um software (Simplant, Materialise Dental, Leuven, Bélgica); d) confecção de um guia estereolitográfico para transferência do planejamento virtual para o campo cirúrgico; e) cirurgia auxiliada pela utilização dos guias estereolitográficos. A inserção dos implantes foi realizada sem a utilização de guias. Após, uma segunda tomografia computadorizada era obtida, para ser comparada a obtida no pré-operatório. Quatro parâmetros foram avaliados: desvio lateral, desvio de profundidade, desvio geral 3D, desvio angular 3D. Um total de 108 implantes foram instalados. O índice total de sucesso dos implantes foi de 96% para uma média de 36 meses de acompanhamento. Oitenta e nove implantes foram utilizados para avaliação da precisão, pela comparação das imagens tomográficas. A média de desvio lateral entre o planejado e implante instalado foi de 1,4mm (± 1,3mm de desvio padrão), para a posição corono-apical do implante média de desvio foi de 1,6 (± 1,2mm de desvio padrão), para o desvio de profundidade a média foi de 1,1mm (± 1,0mm de desvio padrão) e a média do desvio angular foi de 7,9° (4,7° de desvio padrão). Os autores relatam que os desvios podem estar relacionados a erros durante a realização das tomografias, na fabricação dos guias, no assentamento e na movimentação do guia, ser inerentes as características dos tubos guias, a inserção do implante (realizada sem nenhum guia) e ao erro humano. Em ¾ dos implantes instalados, a média de desvio foi clinicamente aceitável, em ¼ a média de desvio foi excessiva, porém isso não determinou nenhuma complicação clínica. Concluíram ainda que, em função dos possíveis erros, o planejamento virtual deve ser utilizado criteriosamente evitando lesar estruturas vitais. Aguiar et al. em 2008 realizaram um estudo in vitro para avaliar e comparar a confiabilidade da imagem por ressonância magnética (MRI) e da tomografia 25 computadorizada (CT) para o planejamento de implantes dentais com as respectivas medidas da estrutura óssea. A MRI e CT foram realizadas em 5 mandíbulas humanas secas. Marcas com 1mm de espessura feitas com guta percha (Dentsply, Petrópolis, Brasil) foram colocadas na porção vestibular das mandíbulas. Três locais podiam ser identificados pelas marcas na região anterior de cada mandíbula, num total de 15 locais. As mandíbulas secas foram medidas com paquímetro digital, entre o ponto mais alto da crista alveolar e borda inferior. Foram realizadas imagens com MRI e CT e as mesmas foram avaliadas por quatro especialistas em radiologia bucomaxilofacial, para medir a altura óssea nos locais determinados pelas marcas. As diferenças obtidas diretamente nas mandíbulas secas e pela MRI variaram entre 0,13mm e 1,67mm. Já para as imagens de CT as diferenças variaram entre 0,02 e 1,25mm. Analisando as medidas obtidas entre MRI e CT as diferenças variaram entre 0,03mm e 1,0mm. Os autores concluíram que MRI são uma boa alternativa para o planejamento de implantes dentários, principalmente nos casos em que técnicas ionizantes devam ser evitadas. Besimo, Lambrecht e Guindy em 2000, realizaram um estudo in vitro para avaliar o grau de precisão de cirurgias guiadas por meio de tomografias computadorizadas. Para isso, relataram a magnitude do erro na transferência dos implantes planejados por meio das tomografias para os guias cirúrgicos. Os autores mediram o desvio entre a posição do ápice dos implantes planejados nas tomografias computadorizadas e a posição correspondente nos modelos. Foram avaliados 77 implantes em cinco maxilas e nove mandíbulas. O erro encontrado na transferência foi de 0,6 ±0,4mm entre o planejado e os implantes instalados na maxila, e de 0,3 ±0,4mm na mandíbula. Os autores concluíram que os desvios de posição detectados nesse trabalho in vitro não são clinicamente relevantes, pois outros fatores podem influenciar na transferência da angulação e posição dos implantes planejados por meio de CT para o campo cirúrgico, resultando em erros significativos. van Steenberghe et al. em 2002 realizaram um estudo para investigar o grau de precisão de planejamento virtual 3D (tridimensional), em software para implantes orais, e da transferência desse planejamento para o campo operatório. A transferência do planejamento foi realizada através de guias assentados sobre os rebordos, os quais, apresentavam tubos que permitiam a inserção das brocas 26 apenas em um sentido durante o preparo do leito dos implantes. O estudo também investigou, se a técnica permitiria a confecção da prótese previamente ao ato cirúrgico, podendo ser instalada imediatamente após o seu término. Foram realizados duas cirurgias experimentais em 2 cadáveres humanos, e após, em 8 pacientes. Os resultados mostraram haver alto grau de precisão, em relação a posição e o longo eixo dos implantes, entre o planejamento e posição final dos implantes. Os autores concluíram que os resultados foram promissores para a reabilitação oral com implantes, pois a precisão se manteve quando aplicada clinicamente. Wagner et al. em 2003, realizaram um estudo para avaliar a viabilidade e a precisão de um sistema de cirurgia guiada para a instalação de implantes em pacientes que se submeteram a cirurgias para remoção de tumores. O planejamento pré-operatório foi realizado levando em consideração o planejamento protético e a condições ósseas, por meio de tomografias computadorizadas de alta resolução com o software VISIT (Universidade de Viena, Viena, Austria). Isso foi transferido para o campo operatório, utilizando um software de navegação cirúrgica e tecnologia de orientação ótica. Posteriormente a cirurgia, os pacientes realizaram uma nova tomografia para comparar a posição final dos implantes com o planejamento virtual. Trinta e dois implantes foram avaliados. A média de desvio da posição do implante foi de 1,1mm (variando entre 0 e 3,5mm), na angulação (longo eixo do implante) foi de 6,4° ((variando entre 0,4 e 17,4mm). Os autores concluíram que a precisão é adequada, e pode ser utilizada para pacientes com situações ósseas menos favoráveis. Wanschitz et al. em 2002 relataram o desenvolvimento de um monitor adaptável a cabeça (HMD – head-mounted display) integrado a um sistema de projeção estereoscópica gerada por computador sobre estruturas orais e integrados ao software VISIT (Universidade de Viena, Viena, Austria), utilizado no planejamento virtual para implantes dentários. No mesmo estudo, os autores testaram a precisão e a percepção espacial dos monitores. Cinco implantes entre os forames mentonianos, em mandíbulas humanas secas foram planejados com o software VISIT e executados utilizando o HMD. Após, tomografias computadorizadas foram realizadas para avaliar a posição final dos implantes instalados. O desvio entre a posição do implante e o planejado, considerando a plataforma, mensurado da lingual foi de 0,57 27 ±0,49mm (desvio padrão) e quando mensurado da vestibular foi de 0,58 ±0,4mm. O desvio do ápice do implante foi de 0,77mm ± 0,63mm medindo da lingual e 0,79mm ± 0,71mm medindo da vestibular. A média de desvio angular (longo eixo do implante foi de 3,55 ± 2,07°. Os autores concluíram que o presente sistema permite alcançar erros de posição menores que 1mm e erros de angulação menores que 3°, melhorando significativamente o controle durante o preparo do leito dos implantes. van Assche et al. (2007) avaliaram a precisão da transferência do planejamento virtual (tridimensional auxiliado por computador), usando imagens adquiridas de um tomógrafo do tipo cone-beam, para a instalação de implantes em mandíbulas parcialmente desdentadas. Quatro mandíbulas de cadáveres humanos foram submetidas a tomografias computadorizadas. O planejamento foi realizado por meio das imagens fornecidas pela tomografia em um software. Guias estereolitográficos foram confeccionados para transferir o planejamento para o campo operatório. A cirurgia foi executada e novas tomografias foram realizadas, no intuito de comparar a posição dos implantes com o planejamento (tomografias préoperatórias). Os autores encontraram uma média de desvio angular de 2° (desvio padrão: 0,8°; variando entre: 0,7 e 4,0°), enquanto a média de desvio linear foi de 1,1mm (desvio padrão: 0,7mm, variando entre: 0,3 e 2,3mm) considerando a plataforma do implante e 2,0mm (desvio padrão: 0,7mm, variando entre: 0,7 e 2,4mm) considerando o ápice do implante. Os autores concluíram que as tomografias adquiridas de tomógrafos tipo cone-beam podem ser utilizadas para planejamento virtual de implantes dentários. Hoffmann et al. (2005) realizaram um estudo para avaliar a precisão de um sistema de cirurgia guiada e planejamento tridimensional (3D) para o preparo de leitos para implantes. Medidas precisas foram obtidas de um modelo de resina acrílica com locais padronizados para perfuração. O modelo foi submetido a tomografia computadorizada multi-slice. Perfurações guiadas foram realizadas utilizando um sistema óptico. As coordenadas para as perfurações foram determinadas por uma sonda digital 3D (tridimensional), e a precisão avaliada por um sistema auxiliado por computador (CAD). Um total de 240 perfurações, foram realizadas e avaliadas. A média de desvio foi de 0,86 ±0,25mm. A média de desvio entre o planejado e ponto inicial de perfuração foi de 0,95mm ±0,25mm. A média de desvio de profundidade total foi de 0,97mm ±0,34mm, e média de desvio angular 28 (coronal e sagital) foi de 1,35 ± 0,42mm. Os autores relataram que, a precisão de cirurgias guiadas, dependem da modalidade de imagem, procedimentos de registro paciente/imagem e dos instrumentos guias. Os autores concluíram com esse estudo in vitro que a precisão de cirurgias guiadas (perfuração guiada) pode ser suficiente para a prática clínica, particularmente em termos de transferência do planejamento para o campo cirúrgico. No entanto, são necessários estudos clínicos para avaliar o desempenho do sistema clínicamente. Dreiseidler et al. (2009 – em publicação) avaliaram a precisão do primeiro sistema integrado para imagens por tomografia computadorizada cone-beam, composto pelo planejamento de implantes dentários e cirurgia guiada para implantes. Nesse estudo, 54 implantes foram planejados, virtualmente por meio de tomografias computadorizadas em um software, para 10 próteses parciais. Dois diferentes tipos de guias foram avaliados: SICAT (sistema inerente de precisão) no qual tubos de 2mm de diâmetro e 5mm de comprimento são utilizados para guiar as brocas; e o sistema NobelGuide (Nobel Biocare, Gotemburgo, Suécia) que possui componentes para guiar as perfurações e para instalação dos implantes. Os desvios de posição perpendicular do longo eixo do implante (plataforma e ápice do implante), assim como os desvios de angulação dos implantes foram avaliados pela comparação de uma tomografia pós cirurgica com o planejado no pré-operatório. O sistema de cirurgia guiada SICAT apresentou índices de desvio de posição menores que 500µm. Já a média de desvio de angulação foi de 1,18°. O sistema NobelGuide apresentou graus de precisão semelhantes. Os autores concluíram que embora seja difícil comparar diferentes desenhos de estudo e métodos de avaliação, o sistema investigado (SICAT) corresponde aos mais favoráveis sistemas de cirurgia guiada disponíveis. van STEENBERGHE et al. (2003) avaliaram a precisão de um sistema de cirurgia guiada (NobelGuide, Nobel Biocare, Gotemburgo, Suécia) para instalação de implantes zigomáticos (6 implantes com 45mm de comprimento) em três cadávers humanos. O guia foi confeccionado baseando-se em dados de uma tomografia computadorizada, para o complexo maxilar/zigomático. A posição dos implantes foi determinada no pré-operatório em um sistema de planejamento 3D (tridimensional). A cirurgia foi realizada e novas tomografias foram realizadas para serem comparadas com o planejado. A diferença de angulação entre o planejado e 29 os implantes instalados foi menor que 3° em quatro dos seis casos. O maior desvio encontrado para o ápice, dos seis implantes, foi de 2,7mm. Os autores concluíram que o uso de guias cirúrgicos e o planejamento virtual com base em tomografias, deveria ser utilizado para instalação de implantes zigomáticos, em função do tamanho dos implantes e das estruturas anatômicas adjacentes. Sanna, Molly e van Steenberghe (2007) avaliaram o índice de sucesso de implantes instalados por meio de cirurgias guiadas, sem retalho, em mandíbulas completamente edêntulas, que receberam carga imediata por vários anos. Também avaliaram se existe diferença na remodelação óssea peri-implantar em pacientes fumantes e não fumantes. Durante um período de 5 anos (com média e acompanhamento de 2,2 anos), 30 pacientes (12 mulheres e (18 homens) com média de idade de 56 anos foram reabilitados com implantes e próteses tipo protocolo em 1 arco dentário (mandíbula). O grupo de fumantes incluía 13 paciente e o de não fumantes 17. Foi utilizada estatística descritiva para analisar os dados. Dois parâmetros foram analisados: o índice cumulativo de sucesso individual dos implantes (CSR) e a remodelação óssea peri-implantar por 5 anos nos dois grupos. Nove implantes falharam (4,9%), das quais oito foram em três pacientes fumantes. O índice de sucesso para todos os pacientes foi de 95%, enquanto o índice cumulativo de sucesso em 5 anos foi de 91,5%. Para o grupo de não fumantes, o CSR foi de 98,9%, enquato para os não fumantes foi de 81,2%. A média de remodelação óssea marginal peri-implantar foi de 1,2mm em não fumantes e 2,6 em fumantes. Os autores concluíram que o protocolo de cirurgia guiada e prótese de carga imediata tem um bom índice de sucesso após vários anos. Concluíram ainda o fumo eventualmente pode comprometer a eficácia do tratamento. Kalt e Gehrke (2008) realizaram um estudo in vitro com o objetivo de analisar a precisão na transferência de um planejamento virtual do sistema Med3D, assim como a possibilidade de melhorar a precisão pelo uso de um segundo guia durante o preparo dos leitos dos implantes. Um total de 48 implantes foram colocados em oito modelos de estudo de costelas de bezerro. Tomografias computadorizas préoperatórias foram realizadas e os dados importados para um software de planejamento virtual para implantes. Tomografias foram realizadas após a instalação dos implantes para serem comparadas aquelas pré-operartórias. Ambas foram comparadas para analisar a precisão na transferência. Os desvios radial, vertical e 30 de angulação foram calculados para cada implante. Os desvios mínimos obtidos entre a posição planejada e a alcançada mostrou que a precisão na transferência e da ordem 0,1mm, isso é viável quando utilizado o sistema MED-3D. No entanto, desvios verticais acima de 2mm encontrados devam ser considerados. O desvio angular máximo alcançou 16°. Os autores concluíram que a transferência precisa de planejamentos virtuais para o campo operatório é possível, embora desvio maiores que 2mm devam ser considerados, assim como desvios de angulação de até 16°. A qualidade e quantidade óssea podem influenciar nos desvios. Uma significativa melhora na precisão da transferência foi alcançada pelo uso de um segundo guia para preparação dos leitos dos implantes. Balshi, Wolfinger E Balsh (2009), realizaram um estudo para avaliar a precisão de cirurgias guiada utilizando pilares padrão do Sistema Brånemark em conjunto com próteses provisórias totalmente acrílicas de carga imediata. O estudo utilizou o protocolo padrão do sistema NobelGuide (Nobel Biocare, Gotemburgo, Suécia), com exceção da parte laboratorial que consiste em: tomografia computadorizada, planejamento em software, confecção do guia com a posição prédeterminada dos implantes, fabricação de prótese por meio do guia, cirurgia propriamente dita e instalação da prótese. A precisão da cirurgia guiada foi mensurada pelo assentamento ou não da prótese confeccionada previamente a cirurgia. Vinte e três pacientes foram tratados nesse estudo piloto. Por meio do guia cirúrgico todos os implantes foram colocados na profundidade planejada virtualmente. As próteses provisórias foram instaladas e seu assentamento verificado clinicamente e radiograficamente. Apenas duas próteses não assentaram perfeitamente e precisaram de ajustes os quais foram realizados pela remoção dos pilares que não assentaram e uma nova união foi realizada com acrílico autopolimerizável. O índice de sucesso dos implantes foi de 98,7% após 3 anos de acompanhamento. Os autores concluíram que o presente sistema de cirurgia guiada é extremamente preciso se o protocolo for seguido rigorosamente, também é possível instalar a prótese imediatamente ao término do procedimento cirúrgico. 31 Tabela AUTOR (ES) N°. IMPLANTES PRECISÃO TIPO DE AVALIAÇÃO IN VITRO/ IN VIVO TÉCNICA 32 33 4 CONCLUSÃO REFERÊNCIAS AZARI, A.; NIKZAD, S. Computer-assisted implantology: hitorical background na potential outcomes – a review. The International Journal of Medical Robotics and Computer Assisted Surgery, Londres, v.4, n.2, p. 95-104, Jun. 2008. WIDMANN, G.; BALE, R. J. Accuracy in computer-aided implant surgery – a review. 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