Edição 2 - Julho / Agosto de 2013 Distribuição Mensal www.jornaloabpiracicaba.com.br Carla Villela Cidade mais participativa PÁGINA 4 Piracicaba é uma cidade repleta de lugares turísticos, de pontos admirados pelas pessoas que vivem aqui e por turistas que chegam e se encantam com as belezas naturais, a exemplo do rio um dos cartões-postais do município Durante todo o mês de agosto, Piracicaba comemora 246 anos de fundação com muito orgulho. São homenagens, eventos oficiais, artísticos, voltados ao público, tudo para celebrar a importância que o município representa para o País. São empresas pujantes, indústria e comércio desenvolvidos e uma população sem Ele chegou para ficar Carla Villela PÁGINA 14 O Jornal OAB Piracicaba foi lançado em junho e a repercussão, entre advogados e comunidade em geral, desde então, tem sido surpreendente. Espaço democrático da 8ª subseção Piracicaba, a publicação é foro permanente de informação, entretenimento, cultura e lazer. Sonho antigo dos advogados de Piracicaba, o Jornal OAB foi um dos primeiros projetos implementados pela atual diretoria da Ordem, liderada pelo presidente Fábio Ferreira de Moura. Feito em formato diferenciado, o Jornal OAB era o que faltava para a advocacia piracicabana. igual, solidária e muito acolhedora. O que dizer de um rio, lindo, cantado em verso e prosa? Mas de que forma a advocacia, e mesmo a OAB, podem contribuir para que a cidade seja um lugar ainda melhor para se viver? Honorários mais justos Divulgação PÁGINA 14 O presidente da 8ª subseção Piracicaba, Fábio Ferreira de Moura, entregou ao presidente da OAB São Paulo, Marcos da Costa, cópia da moção de apelo, de autoria do vereador Paulo Campos (PTB), aprovada por unanimidade pela Câmara. O texto pede a igualdade de valores da tabela de Assistência Gratuita da OAB/SP, com a tabela do Estatuto da Advocacia. 2 Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto P A Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto 3 EDITORIAL Palavra do presidente Chegamos à segunda edição de nosso Jornal, o mais novo espaço democrático de nossa Subseção. Nesse mês que findou, apoiamos a moção de apelo número 139/2013, de autoria de nosso colega e vereador, Paulo Campos. Ele demonstra ser um parceiro incansável da advocacia piracicabana. Por sua iniciativa, apela ao governo do Estado a correção da Tabela do Convênio firmado com a Defensoria Pública. Estivemos presentes no Encontro Anual Regional dos Advogados na cidade de Americana, onde, mais uma vez, apresentamos as demandas de nossa Subseção. Também ocorreu a 1ª Reunião do Conselho de Prerrogativas em nossa Casa. Foram empossados os conselheiros, indicados pela Seccional, aos quais, desde já, desejo um ótimo trabalho, em busca da defesa de nossas prerrogativas. Estamos atentos ao Provimento CGJ 17/2013, acompanhando junto à seccional, as medidas que estão sendo tomadas. Não posso deixar de registrar mais um sucesso da Comissão de Eventos que realizou, no dia 6 de julho, a nossa Festa Julina. Foi a oportunidade que tivemos para usufruir de memoráveis momentos de lazer e descontração, além de ajudar a entidade “Casa de Maria”. A voz da diretoria Parabéns a todos que lá estiveram. E chegamos ao mês de agosto. Temos o aniversário de nossa querida Piracicaba, a cidade acolhedora e de vanguarda, que não perde sua essência caipira. E para nós, advogados, o mês de agosto é ainda mais importante. Principalmente o dia 11, quando comemoramos a instalação do curso de Direito no Brasil. É momento de festa, mas, acima de tudo, tempo de buscar o fortalecimento de nossa profissão e o respeito que merecemos. É o momento de apresentar à sociedade o quanto é importante um advogado. É preciso demonstrar que não há Justiça sem advocacia. Parabéns a todos nós. Sigamos em frente, na defesa de nossos clientes, patrocinados e, acima de tudo, de nossos ideais. Sempre, contudo, orgulhosos de ser advogados. Fábio Ferreira de Moura Presidente da OAB, 8ª subseção Piracicaba É comum, quando se trata do tema prerrogativas do advogado, ouvir que são meros privilégios ou vantagens desses profissionais, o que não condiz com a verdade. Para o cidadão comum, prerrogativa pode até ser confundida com privilégio. Embora o termo prerrogativa tenha derivado do latim praerogativa, que significava, no Império Romano, o direito dos integrantes das centúrias de cavalheiros ao primeiro voto durante os sufrágios, hoje, essas prerrogativas são tão indispensáveis quanto a própria atividade do advogado. Elas são essenciais no dia a dia da advocacia, já que o exercício dessa nobre profissão, muito embora seja de natureza privada, exerce uma função pública/social, na medida em que a busca pela pacificação social torna-se impossível sem a sua intervenção. Neste diapasão, pode-se dizer que sem a sua defesa contundente, a própria organização social passaria a deixar de existir, seja em razão do perigo da implantação de uma ordem autoritária por parte do Estado, ou em face do desrespeito aos próprios direitos e garantias fundamentais do ser humano, previstas na Carta Magna. Importante salientar, também, que tais prerrogativas pertencem exclusiva- mente à profissão e não ao homem que a ocupa, sendo que, por tal motivo, este deve sempre buscar fazer valê-la, respeitando as autoridades, mas sem se curvar aos seus excessos. Entretanto, tão importante quanto o conhecimento do rol de direitos e garantias previstos no Estatuto da Advocacia, é saber utilizá-las adequadamente. E, como já foi dito, não é o advogado quem possui prerrogativas, mas, sim, sua importante atividade. Evidente que essas prerrogativas não são absolutas, devendo estar sujeitas à urbanidade, à razoabilidade e à proporcionalidade, bem como aos limites éticos da profissão. Nesse sentido, trabalha a Comissão de Direitos e Prerrogativas, ao coibir violações a elas, mas também conscientizar as autoridades e os próprios colegas. É nesse contexto que a diretoria da 8ª Subseção de Piracicaba pugnará, de forma inexorável, pela defesa das prerrogativas profissionais, contando com o apoio de todos os colegas para chegar a tal almejado fim. Dr. Antônio Sérgio Calil Comissão de Fiscalização do Exercício da Advocacia Dra. Luzia Calil Comissão de Eventos EDITORIAL Dr. Claudinei Rodrigues Leite Comissão de Esportes e Lazer Dr. Marcelo Bonassi Semmler Comissão do Jovem Advogado Dra. Daniela Petrocelli Comissão de Direito do Consumidor Dr. Marcelo Gomes de Moraes Comissão de Advocacia Tributária Dr. Diego Euflazino Goularte Comissão da Criança e do Adolescente Dra. Maria Sílvia Nechar Comissão de Assuntos da CAASP Dr. Dimitrius Gava Comissão de Advocacia Civil Dra. Renata Helena da Silva Bueno Comissão de Aprimoramento Profissional Dr. Fábio Ferreira de Moura Presidente Dr. Edilson Doniete Marconato Comissão de Direitos das Pessoas com Deficiência e Direitos dos Idosos Dr. Robson Soares Comissão de Advocacia Pública Dr. Jefferson Luiz Lopes Goularte Vice-presidente Dr. Fábio Lorenzi Lazarim Comissão de Tecnologia da Informação Dr. Marcelo Borrasca Secretário-geral Dr. Fernando Marcos Colonnese Comissão de Meio Ambiente Dr. Paulo Sergio Amstalden Tesoureiro Dr. Homero de Conceição Carvalho Moreira Comissão OAB TV Dra. Graziela de Fátima Arthuso Secretária-adjunta Dr. João Carmelo Alonso Coordenador da ESA PRESIDENTES DAS COMISSÕES Dr. José Oscar Silveira Júnior Comissão de Advocacia Criminal Carla Villela Avenida Independência, número 3.347 Bairro Alto | Piracicaba-SP | CEP: 13.419-130 Telefones: (19) 3422-3828 | (19) 3433-1126 (19) 3435-1012 EXPEDIENTE Dr. Adriano Fábio Nappi Comissão de Direitos Humanos Dra. Lenita Davanzo Comissão da Mulher Advogada Dra. Rosana Junqueira Negretti Comissão de Proteção aos Animais Dr. Sidnei Inforçato Comissão de Ética e Disciplina Dr. Rodrigo Corrêa Godoy Comissão de Direitos e Prerrogativas Dra. Sueli Aparecida Morales Felipe Coordenadora da Comissão de Direitos e Prerrogativas – Área Trabalhista Dr. Leonardo Ribeiro Mariano Coordenador da Comissão de Direitos e Prerrogativas – Área Criminal Marcelo Borrasca Secretário-geral da OAB, 8ª subseção Piracicaba Diretor-executivo Diego Euflazino Goularte [email protected] Editora-chefe Luciana Carnevale (MTb. 26.609) [email protected] Comercial OK Agência de I deias (19) 3382-9173 Diagramação e Artes Alexandre Augusto Diana [email protected] Fotografia Carla Villela [email protected] Tiragem Cinco mil exemplares As matérias assinadas são de inteira responsabilidade dos autores. O conteúdo dos anúncios publicados é de inteira responsabilidade dos anunciantes. Este jornal é uma publicação da OK Agência de Ideias e Veículos de Comunicação Ltda. CNPJ: 03.720.199/0001-10 - Rua Alferes José Caetano, 720 | sala 21 | CEP 13.400-120 | Centro | Piracicaba | SP Contato: [email protected] 4 Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto CIDADE Todos os aplausos a Piracicaba No dia 1º de Agosto, a cidade comemorou aniversário sem perder os títulos de desenvolvida, pujante, importante referência para outros municípios, e com olhos bem abertos ao futuro. Não é à toa que Piracicaba recebe tamanho destaque no País, em praticamente todos os aspectos. É sede do Aglomerado Urbano, do qual integram 23 cidades, com uma população total superior a dois milhões de habitantes, conta com um Polo de Tecnologia elogiado internacionalmente, três distritos industriais, comércio atuante e moderno, entre outros diferenciais. A solidariedade das pessoas, o jeito caloroso de receber quem chega por ‘A OAB Piracicaba já participa de vários conselhos municipais e quer ir além. Vamos reativar o Selo da Criança e do Adolescente e o projeto ‘OAB Vai à Escola’, entre outros, igualmente relevantes. O maior objetivo é ver e sentir a cidade cada vez melhor. É vital observar os cidadãos tendo oportunidades e evoluindo, a exemplo do município. Piracicaba merece’. Fábio Ferreira de Moura, presidente da OAB, 8ª subseção Piracicaba. ‘A advocacia é de suma importância para que a Justiça impere. É por meio do advogado que o Direito é efetivamente aplicado. Vale dizer que o Direito é dinâmico e, em decorrência disso, a advocacia estará presente em todos os momentos, tendo por escopo a defesa da democracia, cidadania, direitos humanos e paz social. Assim, a advocacia contribui para uma Piracicaba mais justa primando pela democracia, cidadania, igualdade social e boa aplicação da legislação em todos os seus aspectos’. Graziela de Fátima Arthuso, advogada e secretária-adjunta da OAB Piracicaba. ‘A OAB defende a tese de que, na sua grade curricular, consta um “Estagio de Verdade” e, na visão da Ordem, seria um trabalho voltado às classes menos favorecidas. Isto é: a OAB queria chegar às periferias, às favelas e nós também concordamos com isso. Fui procurador-geral do município por seis anos, e inúmeras vezes atendíamos os “excluídos”. Muitos estagiários davam assistência a esses menos favorecidos, com a assistência de procuradores. E a realidade é que os estagiários teriam um grande retorno em relação à experiência profissional. Poderíamos incluir, aí, a Defensoria Pública, que já manda seus estagiários para as audiências conciliatórias. O importante é entender que as demandas da sociedade são muito amplas. Defendemos a democracia, mas é deveras importante esse exercício na prática. Em resumo, é mister, é necessário chegar mais perto do povo. A advocacia pode fazer isso para Piracicaba’. João Carlos Carcanholo é advogado há mais de 40 anos e já foi presidente da OAB local. aqui e a imponência do rio Piracicaba, que corta o município e é seu principal cartão-postal, também merecem ser lembrados com louvor. Em meio às celebrações, merecidas, que seguem durante todo o mês, ficam as perguntas: de que forma a advocacia, e até mesmo a OAB Piracicaba, podem contribuir para que o município continue ‘A advocacia local contribui para uma Piracicaba melhor, entre outros motivos, na medida em que aqueles que a exercem fazem da ética um de seus principais pilares. Isso é um exemplo aos demais cidadãos’. Secretário-geral da OAB Piracicaba, advogado Marcelo Borrasca. ‘Particularmente, entendo que o número de lei reflete o grau de cultura de um povo. Deixo para cada leitor fazer a sua interpretação a respeito. Porém, é certo que para toda ação existe uma reação. O advogado se preocupa em atualizar-se sempre. Assim, a contribuição da advocacia para com uma Piracicaba melhor depende, exclusivamente, do quanto à sociedade piracicabana como um todo se importa em se orientar juridicamente’. Paulo Sérgio Amstalden, advogado e tesoureiro da OAB Piracicaba. ‘O exercício da advocacia implica em uma luta diuturna pelo ideal de fazer imperar o estado de Direito e a justiça social, além de o respeito aos direitos humanos e o aprimoramento das instituições jurídicas. Esse o ideário que move advogados e advogadas, sabedores de que seu mister constitui uma das colunas de sustentação do edifício da verdadeira cidadania. Assim, fica evidente de que a advocacia pode compor as diretrizes que levem ao engrandecimento, à modernidade e ao bem-estar de uma Piracicaba do presente e do futuro, sempre sob o signo da paz, finalidade maior do próprio Direito’. João Baptista de Souza Negreiros Athayde é advogado e já presidiu a OAB Piracicaba trilhando o caminho do progresso? Qual o presente que a Ordem dos Advogados do Brasil pode oferecer à cidade? Acompanhe as falas de diretores, advogados e ex-presidentes da 8ª subseção. Fotos: Carla Villela ‘A advocacia é voltada especifi-camente para que o direito dos cidadãos seja preservado. Piracicaba tem se mostrado, a cada ano, uma cidade melhor para viver, seja no aspecto familiar, seja no profissional. A advocacia, por sua vez, deve retribuir, fazendo prevalecer os direitos dos cidadãos que ajudam Piracicaba nesse norte, de forma a usufruir em melhores condições sociais’. Jefferson Goularte, vice-presidente da OAB Piracicaba. ‘De uma forma ou de outra, os causídicos piracicabanos sempre estiveram intimamente ligados à história desta urbe, se posicionando com estratégia e oportunamente naqueles momentos de turbulência nos quais a cidadania se viu ameaçada. As últimas gestões da OAB têm fomentado a interação entre o cidadão e a advocacia, abrindo as portas da sede da entidade para promover debates com a população sobre questões de relevância sobre a qualidade de vida em Piracicaba. Também não são raras as campanhas de cunho assistencial impulsionadas pela OAB, visando ao bem-estar social. Carlos Alberto Avancini, ex-presidente da OAB Piracicaba. d r Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto 5 OPINIÃO O Ministério Público deve investigar? Embora a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 37 tenha sido rechaçada pelo Congresso Nacional após manifestos nas ruas, organizados por pessoas que não querem o fim da atuação dos promotores, o tema ainda é muito relevan- Não só pode, como deve A correta resposta só pode ser afirmativa! E, de fato, é a posição que deve ser encampada por toda a sociedade, especialmente em um Estado Democrático de Direito, como o é o brasileiro. Porém, é certo que tal assertiva não é pacífica na doutrina, a exemplo da malfadada PEC 37, cujo tema, oxalá, permaneça enterrado por muito tempo. Ponderadas as razões daqueles contrários, e com todas as venias devidas, não se pode conceber a negação das investigações realizadas pelo Ministério Público. E tal assertiva não deve ser lastreada tão somente na Teoria dos Poderes Implícitos. Antes e ao contrário, essa possibilidade é deferida ao parquet pelo próprio sistema Democrático e Republicano no qual o Estado brasileiro é baseado. Antes de qualquer outra base teórica, o fundamento axiológico de existência do Órgão Ministerial é a proteção e a defesa de determinados interesses da sociedade/coletividade, entendida de maneira difusa. A vocação pública do parquet é a realização e coleta de elementos para, em Juízo, buscar o provimento jurisdicional apto a dar guarida aos interesses dessa profusão de seres, quer no âmbito penal, quer no civil. Esse é, sem dúvida alguma, um dos alicerces da República! Parece um contrassenso afirmar que o Ministério Público, para o exercício de seu mister, fique enclausurado à investigação realizada por outro Órgão. Essa afir- te e surge, de forma recorrente, em rodas de conversas de advogados e outros operadores do Direito. Mas, afinal, o Ministério Público pode ou não pode investigar, deve ou não deve? Com a palavra, experts no assunto. O respeito à ordem constitucional Carla Villela mação não representa, é bom que se diga, qualquer demérito à Polícia Judiciária. É, porém, uma realidade que deve ser enfrentada. Às polícias Civil e Federal é reservado o papel de auxílio na elucidação de crimes, não de exclusividade. Ao Órgão Acusador, de outro lado, reserva-se o papel de parte, e como tal, titular de todos os meios necessários para deduzir sua pretensão. Não se pode perder de vista, entretanto, que a forma de se conduzir tais investigações pelo parquet carece de regulamentação infraconstitucional para se evitar excessos. A correta delimitação de prazo de duração, forma de tramitação, controle externo de legalidade e forma de acesso, pelos investigados, ao seu conteúdo devem ser explicitados por meio de Lei Federal, não podendo permanecer, como atualmente ocorre, no âmbito Regulamentar das respectivas Procuradorias-Gerais de Justiça/República. Em qualquer caso, o Ministério Público deve investigar e, com isso, ninguém sairá perdendo. Ao contrário, o Brasil continuará sendo referência como Democracia e República. Tiago de Souza Nogueira Advogado e membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais – IBCCRIM Carla Villela A ilegalidade da investigação produzida pelo MP decorre da Constituição Federal, que em seu artigo 144, incisos e parágrafos, afirma competir à polícia a apuração de infrações penais. Por sua vez, o artigo 129 da Carta Magna dispõe, dentre outras coisas, que o MP tem como função promover a ação penal, inquérito civil, requisitar diligências investigatórias e solicitar instauração de inquérito policial. Assim, não se depreende de nenhum desses dispositivos constitucionais a possibilidade do MP promover inquéritos criminais. O texto constitucional é inequívoco no sentido de que à polícia incumbe a apuração do delito, e ao MP cabe solicitar a instauração de inquérito criminal, quando o caso, e neste solicitar diligências, sendo-lhe permitido apenas promover inquérito civil. Dessa forma, impõe-se a observação e o respeito à ordem constitucional, que de forma clara atribui à polícia a tarefa de investigar crimes. Não se discute que o MP é o titular da ação penal. Entretanto, a prerrogativa de processar alguém criminalmente não pode ser entendida como permissão para se realizar o procedimento investigativo que enseja esse processo. Além de violar a Constituição Federal, a investigação realizada pelo MP provoca evidente desequilíbrio na relação processual, uma vez que o acusado tem que se defender de uma prova colhida pelo próprio órgão acu- satório. Outra questão preocupante é a discricionariedade conferida ao MP na eleição daqueles delitos que serão alvo de investigação por parte do órgão. Essa ausência de um regramento suscita a possibilidade de surgirem critérios que não venham ao encontro dos interesses da sociedade, violando, também, o princípio da igualdade, um dos pilares das garantias constitucionais na esfera criminal. Ao MP cabe, no exercício do poder de controle externo das polícias, acompanhar as investigações, requerer diligências, e formar a opinio delicti, denunciando os indiciados com suporte nas provas colhidas pela polícia, em inquérito no qual a participação do Promotor de Justiça não deve ser simplesmente burocrática e mecânica. Acompanhando o inquérito policial atentamente, e solicitando as diligências que entender cabíveis para elucidação dos crimes, o MP terá à sua disposição todo o material necessário para mover a ação penal, sendo, além de inconstitucional, desnecessária a investigação separada, promovida exclusivamente pelo órgão de acusação. Rodrigo Corrêa Godoy Advogado criminalista e presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB Piracicaba 6 Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto COTIDIANO A porta agora está bem aberta Acesso de advogados às salas de audiências criminais foi reativado após conversas entre OAB e diretor do Fórum Presidente Fábio Moura ao lado do advogado José Canhada, em frente à porta que dá acesso ao local de audiências Há aproximadamente seis anos, a porta da sala da OAB Piracicaba, próxima ao corredor que permite o acesso às audiências criminais, estava fechada. Placas de vidro foram colocadas, interrompendo a travessia. Reivindicação antiga dos advogados, o local foi reaberto recentemente, graças às gestões feitas diretamente pela atual liderança da 8ª subseção junto à direção do Fórum ‘Francisco Morato’, de Piracicaba. Houve conversas com o juiz de Direito, Wander Pereira Rossette Júnior, diretor da entidade. Até então, os advogados tinham de sair pelo corredor, do lado oposto ao das audiências, e percorrer uma área aberta que tornava-se quase que inacessível em dias de chuva, por exemplo. Isso sem contar outras intempéries ou imprevistos que impossibilitavam a ida à sala. Hoje em dia, da sala do advogado e com essa porta aberta, o acesso, fácil, se dá por meio do corredor das salas de audiências. O advogado Jefferson Goularte, vice-presidente da OAB Piracicaba, explica que a travessia é imediata, direta, sem quaisquer problemas. ‘Reabrir a porta era uma promes- sa da atual diretoria. O objetivo é facilitar o trânsito dos advogados pelos corredores do Fórum, em especial ao das salas de audiência criminal’, ressalta Goularte. Anteriormente à reabertura, muitos advogados, até em razão do desvio que tinham de fazer, chegavam correndo, atrasados até, às oitivas. DE VALOR O vice-presidente, Jefferson Goularte, reitera que a mudança pode parecer simples, mas é de grande importância. Tão logo soube da reivindicação de mudança, apresentada pela diretoria da OAB, o juiz de Direito e diretor do Fórum de Piracicaba, Wander Pereira Rossette Júnior, foi solícito e rápido na decisão da reabertura da porta. ‘Gestos como esse ressaltam ainda mais a proposta da diretoria, que é tornar a OAB e o advogado um só ente’, pondera o vice-presidente da 8ª subseção. Tudo deve mudar a partir da reabertura. Os advogados que já estiveram na sala, após a mudança, foram unânimes em afirmar que o atendimento e até o acompanhamento das audiências serão mais eficazes. U Lei da tranparência e a complexidade do sistema tributário brasileiro Arnon Henrique Marchioni Mestre em Administração de Empresas, Contabilista, Consultor Empresarial pela Consult Consultoria Empresarial - [email protected] Os tributos embutidos nos preços das mercadorias que levamos para casa sempre foi algo que intrigou a todos. Apesar de saber que pagamos impostos quando adquirimos um produto, se não formos entendidos do assunto, não sabemos qual o real valor que pagamos aos cofres públicos. Em 2012, o governo brasileiro arrecadou, com impostos, 36,27% do Produto Interno Bruto (PIB), e, nesse mesmo ano, sancionou e publicou a Lei da Transparência. Num primeiro momento, a legislação entraria em vigor em 10 de junho de 2013, mas a vigência foi prorrogada para 10 de junho de 2014. O objetivo da lei é apresentar ao consumidor final o valor dos tributos pagos na nota fiscal. Todavia, a complexidade do sistema tributário brasileiro dificulta bastante o processo. Para fins tributários, existem impostos computados sobre uma base de cálculo de incidência e estes não devem ser aproximados. São cálculos matemáticos de resultados exatos. Outro aspecto interessante na respectiva legislação é o fato de induzir ao consumidor que apenas o tributo daquela operação – destacada na nota fiscal – reflete a totalidade dos impostos sobre a mercadoria comercializada. Nota-se que o sistema tributário brasileiro segue um princípio de cascata na cadeira produtiva, mesmo quando falamos em impostos recuperáveis. Para melhor entendimento, o princípio de imposto em cascata é o cálculo de impostos sobre imposto. Para exemplificar a situação, podemos utilizar uma camisa. Na cadeia produtiva da camisa temos de modo bastante simplificado: 1 cultivo do algodão; 2 - beneficiamento do algodão; 3 - fabricação de fios; 4 - fabricação de tecidos; 4 - fabricação da camisa e 5 - comercialização da camisa para o consumidor final. Em cada uma das cinco fases de produção e comercialização da camisa, incidiram impostos federais e estaduais que agregaram a formação de preço de venda e o custo para a fase seguinte. Foi gerado, assim, um valor acumulado de tributo muito maior que a lei prevê no destaque no documento fiscal. Analisando ambos os fatos: expressar um valor “aproximado” da nota fiscal e não o custo tributário real do produto não seria realmente uma transparência, mas, sim, um destaque do imposto na nota fiscal. Se o foco da legislação for comunicar ao consumidor o quanto ele paga realmente pelo produto e o quanto o governo recebe na respectiva transação, isso não ficará bem esclarecido. Entretanto, criar-se-á, sim, neste caso, mais uma burocracia que gerará custo operacional e consequentemente será agregado ao produto final para o consumidor pagar. Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto 7 OPINIÃO Atendimento mais humano no CDP Sala de espera da OAB, no Centro de Detenção Provisória, passa a ser mais confortável e acessível aos advogados cdppiracicaba.blogspot.com o a o , e , o a e s s Unidade prisional está localizado na rodovia Piracicaba / Limeira e é uma das mais importantes do Estado de SP Advogados passam a ter, agora, um local mais apropriado, confortável e até mais asséptico, para aguardar os contatos com seus clientes, no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba. Trata-se da sala da Ordem dos Advogados, subseção Piracicaba, especialmente instalada há cerca de um mês naquela unidade prisional. Vale lembrar, porém, que não haverá qualquer tipo de atendimento no local. Antes, o advogado aguardava seu cliente em um lugar ruim, não condizente com a importância da classe. Marcelo Borrasca, advogado e secretário-geral da OAB local, explica que até a ideia de instalação da nova sala, o espaço existente era pequeno e até insalubre. ‘Localizava-se (a sala) no interior do prédio da portaria, com condições de higiene, no mínimo, questionáveis. As reclamações dos colegas eram freqüentes’, frisa. Segundo Borrasca, a situação era das piores. ‘Não era um lugar arejado e os advogados aguardavam a saída de seus clientes, dos respectivos pavilhões, no mesmo espaço destinado ao recebimento dos detentos que ingressavam e deixavam o local para seguirem, escoltados, ao Fórum, a atendimentos hospitalares, entre outros procedimentos’, destaca. Tudo começou a mudar, para melhor, quando, assim que assumiu a diretoria da OAB Piracicaba, Marcelo Borrasca iniciou tratativas com o diretor do CDP. O objetivo era sanar o problema que afligia os advogados. As conversas prosperaram e a sala foi aberta, já com cara nova. ‘Na verdade, é uma sala de espera digna’, observa Borrasca. COMO É Ampla, tem banheiro acessível, bebedouro e boas questões de higiene. Mas a intenção é melhorar ainda mais. ‘Estamos buscando junto à iniciativa privada um patrocínio para a instalação de um sistema de ar-condicionado, além de um computador com acesso à internet. A finalidade é que, durante o tempo de espera, os advogados agilizem seus afazeres. Eventualmente, eles poderão, até, imprimir procurações e peças processuais simples’, detalha. A sala está situada nas dependências externas do CDP, ao lado da recepção. O advogado chega, solicita a chamada dos clientes que irá atender e os aguarda. Assim que eles forem levados ao parlatório (local de atendimento), o advogado é avisado por meio de interfone, sem qualquer contato com funcionários ou terceiros que eventualmente ali estejam. O propósito é que o advogado permaneça o menor tempo no local. 8 Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto JURISPRUDÊNCIA E ARTIGO Sem interferências na correção de Exame da Ordem Relator observa que não compete ao Judiciário apreciar os critérios utilizados para elaboração de provas Agência Brasil Exame da Ordem dos Advogados do Brasil acontece todos os anos, no Brasil; número de candidatos é recorde O novo Código de Processo Civil e suas implicações Tramita na Câmara dos Deputados o projeto do novo Código de Processo Civil, que está em fase final de discussão. A ideia principal dos legisladores é, em primeira análise, facilitar o fluxo de trocas comerciais e melhorar a vida dos cidadãos. Examinando o projeto, observa-se grande enfoque e muita importância aos precedentes judiciais. E, nesse cenário, como afirma Bruno Dantas, um dos autores do novo código, “inova bastante ao instituir o chamado incidente de resolução de demandas repetitivas, onde um tribunal, tão logo seja verificada a presença de uma ‘litigância em massa’ para uma determinada questão jurídica, pode desde logo estabelecer o entendimento aplicável ao caso, vinculando os demais juízes das instâncias inferiores para os casos futuros”. Pois bem. A valorização dos precedentes constitui em síntese, uma forma de pensamento que procura justamente evi- tar que o Poder Judiciário seja atravancado por uma série de demandas inúteis, como ocorre atualmente. Todavia, essas decisões não podem levar muito tempo para ser proferidas. A ideia do projeto visa a propiciar que os precedentes judiciais tornem-se estáveis, e que sejam emitidos sem demora para que possam ser compreendidos de maneira clara e precisa pela sociedade. A finalidade é que seja possibilitada, às pessoas, uma maior margem de segurança no seu processo de tomada de decisões. Isso porque as pessoas já saberão o veredicto dos juízes sobre um dado assunto. E é justamente dentro desse contexto que os juristas estão esperançosos de que o projeto contemple inovações socialmente mais benéficas para que o País mude a sua matriz cultural de litigância excessiva. Isso redundaria em uma Justiça muito mais célere e, em tese, mais eficiente. E as boas notícias não param por aí. Contemplando importantes reivindicações dos advogados, consta do projeto as férias forenses entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, os honorários valorizados, com tratamento igualitário em relação à Fazenda Pública, e os prazos contados em dias úteis, entre outras novidades. Enfim, embora haja alguns tópicos que devem sofrer modificações, parece-nos acertada a essência do projeto do novo Código de Processo Civil que, se aprovado, trará expressivas e importantes modificações legislativas para a melhor e mais rápida distribuição da Justiça no Brasil. Marcos Roberto Gregorio da Silva Advogado - OAB/SP - 146.628 A 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região rejeitou recurso para nova correção do exame prático-profissional de admissão na Ordem dos Advogados do Brasil. O relator do processo, juiz federal convocado, Arthur Pinheiro Chaves, afirmou que é entendimento do TRF-1, com jurisprudência datando de 2008, que “não compete ao Poder Judiciário, em relação ao Exame da OAB, salvo eventual ilegalidade no procedimento administrativo na realização do referido exame, apreciar os critérios adotados para a elaboração e a correção de questões das provas do certame, pois pertencem ao campo de atuação exclusiva da banca examinadora”. Chaves destaca, em seu voto, que não houve adoção de critérios diferentes para a correção da prova da impetrante da ação e de outros candidatos, e lembra que houve a atribuição da nota máxima em quase todas as questões, exceto aquela em que foi apontado erro. O juiz destaca que é “nítida a pretensão da impetrante no sentido de que o Poder Judiciário, substituindo os critérios de aferição da Banca Examinadora, efetue a correção dos quesitos acima mencionados”. Na visão dele, aceitar tal prática seria adentrar os critérios adotados pela banca e, por consequência, invadir indevidamente no campo de atuação dos avaliadores. A impetrante é uma candidata que foi reprovada durante o Exame de Ordem Unificado e que questiona a correção da prova de Direito Civil, tema que ela escolheu. Ela alega que sua resposta foi “Ação Anulatória de Partilha cumulada com pedido de Indenização por Danos Morais”, com a banca apontando que a resposta correta seria “Ação Indenizatória em face do advogado Dr. João”. Sua prova foi zerada e, ao olhar o espelho da prova de outro candidato, ela reparou que ele teve sua peça integralmente corrigida, com pontuação integral em quatro questões que não foram analisadas em sua prova. A candidata entrou com Mandado de Segurança junto à 20ª Vara Federal do Distrito Federal, mas teve o pedido de nova correção da prova e atribuição dos pontos recusados pela primeira instância. a e a , a m s m a o - Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto 9 10 Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto SOCIAL Fotos: Carla Villela [email protected] Data venia, mas que festa, sô! Advogados, familiares e amigos se reuniram, no último dia 6 de julho, para um arraial que vai ficar na memória de muita gente por um bom tempo. O evento, marcado por roupas típicas, além dos deliciosos pratos e das danças julinas, aconteceu no Clube da AABB, localizado à avenida José Trevisan, 1001, no bairro Jardim Abaeté. Todos os detalhes da festa ficaram a cargo da Comissão de Eventos da OAB, 8ª subseção Piracicaba, presidida pela advogada Luzia Calil. O trabalho foi elogiado com ênfase. Para não perder o hábito solidário, a OAB firmou uma parceria beneficente com a Associação Aliança Misericórdia Casa Maria. Confira, quem passou pela festa. Aline Canciane e Diego Goularte Erica e Roliandro Costa, Daniele Padilha, Ricardo Pupin, Juliana e Milton Machado Arenia Piacentini, Sueli Piacentini e Celio Rodrigues Ana Maria e Juelio Ferreira de Moura e Thais Fonseca Erika Marinello, Leila Furtado, Elisandra Venturini e Benedito Bortoleto Andreia Satolo, Lenita Davanzo e Marlene Castro Isabella Goularte e Barbara Setten Lenii e Luzia Borrasca Luzia Calil e Holmes Nunes Junior Jose Carlos Teixeira, Patricia Teixeira e Dayane Castilho Fabio e Viviane Satolo Leo e Nilsa Preog Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto 11 SOCIAL Marcos Trevisan e Maria Cristina Nathalia e Sofia Canto Paulo Dantas, Alexandra Dantas, Fernanda Orsi e Fabricio Gedardosk Rosana e Julia Junqueira Negreti e Geraldo Negreti Marlene Castro e Maria Silvia Nechar Sonia M. da Silva, Hely H. Dejorge, Paulo Cesar do Amaral, Isilda Donizete Pereira, Mario Maluf e Sandra Maluf Milena Larangeira e Camila Zambom Zeze e Thais Felix Thiago e Allan Mattiazo Ana Sivieiro e Marlene Castro Eduardo Kohlmann, Edna e Isabel Cleto Tania G. de O. Gertes e Wily Gertes Pedro Carandino e Paulo Amstalden Lucia Amistalden, Jefferson Goularte e Ana Silveiro Vera Lucia Domingue, Luzia Calil e Faride Arbex 12 Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto ESPORTE O Usain Bolt piracicabano Sérgio Ricardo Penha venceu o sedentarismo, deu a volta por cima e hoje participa de várias provas de atletismo Carla Villela Acervo pessoal No escritório, doutor Penha veste o sóbrio terno: formalidade nunca vista nas competições das quais participa Penha, ao lado do doutor Borrasca, durante uma prova Tudo começou em outubro de 2012, quando o advogado Sérgio Penha foi viajar com a esposa. Em clima de total descontração, aproveitou para registrar, em fotos, todos os momentos de lazer que passaram. E assim foi durante todo o período em que deixou o terno e a gravata de lado Penha se viu diferente nas fotos. Chocou-se, não esperava se ver tão maior do que pensava ser. Sentiu-se gordo, percebeu que era hora de mudar hábitos. ‘Me perguntei: esse cara sou eu?’, conta, agora bem-humorado. Ficou preocupado porque, afinal, a saúde, para curtir o descanso merecido. Quando retornou a Piracicaba, veio a ingrata surpresa. Assumidamente sedentário, a exemplo do que ocorre com milhões de pessoas, incluindo advogados, que só fazem correr atrás de petições, audiências e conversas com clientes, o doutor em sua opinião, estava em jogo. Em no vembro, matriculou-se em uma academia t e não parou mais. Incentivado pelo treinau dor e proprietário da RTraining, Roberto d Colaço, o advogado, com experiência de 25 t anos na profissão, começou a correr. Prid meiro, seguiu rechos leves. e g MAIS LEVE n i Com o físico melhor condicionac do e feliz pela performance – emagreceu e t adquiriu mais fôlego e serenidade -, Sérgio Penha é um dos mais entusiastas particis pantes de corridas, meias-maratonas, entre t outras provas do atletismo. A última da d qual participou foi a 4ª Corrida Turística p de Piracicaba. Mas o advogado-corredor P quer mais. Quem sabe a São Silvestre deste v ano? O céu é o limite. t Agora, em vez de começar seu v dia de trabalho às 9 horas e seguir até altas v horas, Sérgio Penha vai para o escritório v no horário de sempre, mas faz questão de P encerrar o expediente às 18h30. Sem cho ro nem vela. Das 19 horas às 20 horas, de l três a quatro vezes por semana, lá está o P advogado, vestindo roupas mais folgadas, b esportivas e treinando firme. ‘Posso dizer n que sou um outro homem’, conta, entusiase mado. v ç t p e r m m h a t n g ‘ p m o A c F A c A r s a c S g d l m d d d P M 1 z r i s s l Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto 13 INICIATIVA A solidariedade dos voluntários Cada dia mais, advogados de Piracicaba ‘abraçam’ a causa de seus semelhantes e se doam, sem nenhum interesse O que seriam dos mais necessitados, das pessoas que pedem um colo, de uma palavra amiga para se alegrar, e mesmo das que precisam de maneira vital de outros seres humanos, se não fosse o trabalho dos anjos voluntários? Mesmo sem asas, eles estão ali, em entidades, instituições, grupos de apoio, clubes de serviços e até no contato direto com as pessoas, de forma individual, colaborando, garantindo novas cores, bem mais claras, por sinal, a mundos tidos como nebulosos, tristes, sombrios. Por outro lado, quem poderia pensar que, por trás dos formais terno e gravata e da pressão de um cotidiano atribulado, inerente à profissão, muitos advogados partiriam para essa missão? Na 8ª subseção Piracicaba, há várias pessoas que, apesar do vaivém das audiências e dos atendimentos diários aos clientes, não abrem mão do voluntariado, do gesto simples que muda vidas. Advogado desde 1992, na área Cível, Paulo Amstalden, tesoureiro da OAB Piracicaba, é um desses abnegados. Tudo começou há 10 anos. Voluntário do Centro de Reabilitação de Piracicaba, Amstalden participa nos trabalhos desenvolvidos na barraca holandesa, na Festa das Nações, e também em outros eventos. ‘Melhor dizendo, ajudo a levantar verbas para o maior amparo das 600 crianças que o Centro educa’, frisa. Paulo Amstalden também atua em acontecimentos promovidos por amigos que ajudam outras entidades. A maior sensação em ser voluntário, de acordo com o advogado, é a de ser mais humano. ‘Sempre digo que sou homem. Porém, ainda não atingi o estágio da humanidade. Trabalho muito para chegar a ser um homem humano. Não existe outro caminho para chegar a este estágio se não abrirmos nosso coração e ajudar. Alguém que passou pela Terra deixou escrito: ‘é ajudando que se recebe’. Entendi bem a profundidade das palavras do Mestre’. E a mensagem para quem tem dúvidas em ser ou não um voluntário? A resposta o doutor Amstalden é resumida em uma só palavra: coragem. Há vários anos participante da Festa das Nações, a Associação de Pais e Amigos de Surdos de Piracicaba (Apaspi) conta com a presença do advogado José Aref Sabbagh Esteves, em seu quadro diretivo. É um dos voluntários mais entusiasmados com esse trabalho de dedicação absoluta ao ser humano. A Apaspi está localizada à rua Dr. Alvim. peito e dedicação pelo doutor Guilherme e sua equipe especializada. O que mudou? O voluntário-advogado observa que tornou-se mais sensível aos problemas vividos pelas crianças e jovens que a instituição atende. A violência o choca, causa indignação. Desistir, nem pensar. ‘Já me propuseram parar, mas nem cogitei a hipótese’, diz, convicto. Conta com o apoio irrestrito da família. A jornada de trabalho, entretanto, ficou mais longa. Faça chuva ou sol, lá está o doutor Mônaco, na Casa do Bom Menino, às 7 horas. Fica lá até as 9 horas, quando vai para o escritório de advocacia e só retorna para casa às 20 horas. Carla Villela Guilherme Mônaco de Mello assumiu a presidência da Casa do Bom Menino em 2011; nunca pensou em desistir Carla Villela ‘Fui chamado em casa. Nunca mais saí’ Vários convites foram feitos antes. Porém, a resposta positiva não chegava. Um dia, porém, o advogado tributarista, Ilário Correr, com 35 anos de experiência, foi chamado em casa para visitar o Rotary Piracicaba. Nunca mais deixou as atividades do clube de serviço. No ano 2000, doutor Ilário recebeu o chamado para atuar como tesoureiro no Centro de Reabilitação de Piracicaba, uma das instituições mais tradicionais da cidade, e referência na região. Ao contrário da certa resistência de outrora, assumiu o cargo no ato. Desde janeiro deste ano, no entanto, é presidente da instituição. Além do lado humano que exercita durante várias horas por dia, o advogado atua como se fosse um empresário. Afinal, coordena uma equipe formada por 125 colaboradores, em uma entidade que atende 601 pessoas com deficiências múltiplas. Doutor Ilário adora o que faz. ‘Sei que não ganho um salário sen- O advogado tributarista, Ilário Correr, com 35 anos de experiência, é presidente do Centro de Reabilitação: dedicação e muito amor ao próximo do voluntário, mas recebo muito mais. Recebo afeto, aprendo todos os dias, sou feliz, sinto-me realizado’, observa. A rotina é corrida. Embora não advogue exclusivamente, presta serviços ao Tribunal de Ética da OAB Piracicaba, entre outras atividades desenvolvidas com dedicação. ‘Ser voluntário foi uma das coisas mais acertadas que fiz na vida. É incrível o retorno humano, a verdade, o carinho’, frisa, emocionado. Acervo pessoal SENSIBILIDADE Muita coisa mudou para o advogado Guilherme Mônaco de Mello, a partir de 2009. Naquele ano, o advogado especializado nas áreas Empresarial e Cível, formado em 1982 e desde 2011 no exercício da profissão, assumia a presidência de uma das entidades mais respeitadas do Estado de São Paulo: a Casa do Bom Menino de Piracicaba. Lá, sob o comando do doutor Mônaco, há 102 funcionários que atendem 106 crianças e jovens, na faixa etária de zero a 18 anos. São pequenos, adolescentes, rapazes e moças que viviam, até chegar à instituição, em risco social quase que absoluto. Afastadas do convívio familiar por sofrerem maus-tratos e outros tipos de violações, essas pessoas são acolhidas com res- O tesoureiro, Paulo Amstalden (o segundo, agachado, da esquerda para a direita), atua no Centro de Reabilitação de Piracicaba e é presença cativa na Festa das Nações 14 Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto SERVIÇO Canal aberto a advogados e cidade Jornal OAB Piracicaba é analisado por experts como uma ferramenta importante à integração entre profissionais Carla Villela O QUE ACONTECE Jornal OAB Piracicaba começou a circular em junho e repercute bem entre advogados e piracicabanos em geral Ele chegou de mansinho, mas mostrou toda a força de uma classe que merecia, há tempos, uma publicação exclusiva. Trata-se do Jornal OAB Piracicaba, lançado recentemente, com foco no trabalho dos advogados, e em informações úteis que a publicação ‘é um novo espaço democrático da 8ª subseção’. ‘Era um sonho antigo de nossos pares e, com o apoio de toda a advocacia piracicabana, tornou-se realidade’, destaca. Fábio reitera que, durante anos, o advogado ficou muito distante das pessoas. ‘Com o Jornal OAB, tudo muda. O advogado passa a interagir mais com os piracicabanos. O que não pode é pensar que o advogado tem de ficar alheio ao que se passa no País, na cidade, no mundo’, frisa. A OAB é, de fato, uma das caixas de ressonância da sociedade. O Jornal, por sua vez, tem por missão retratar isso. voltadas aos operadores do Direito. Artigos, colunas de entretenimento, opiniões, tudo passa pelo crivo de um produto que veio para ficar. Presidente da OAB Piracicaba, o advogado Fábio Ferreira de Moura explica Diretor-executivo do Jornal OAB Piracicaba e presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da entidade, o advogado Diego Goularte, concorda com o presidente. ‘O Jornal OAB Piracicaba traz uma imensa contribuição para a advocacia de Piracicaba. Isso porque propaga para toda a classe os acontecimentos e atividades inerentes à profissão, além de proporcionar um espaço de comunicação com a sociedade. As pessoas passam a ter conhecimento das lutas da OAB para a manutenção do Estado Democrático de Direito, bem como por uma sociedade mais justa e digna’, sublinha. Em relação à sociedade, de acordo com Diego, o Jornal contribui com informações imparciais e técnicas sobre os mais diversos assuntos jurídicos, buscando sempre informar e conscientizar todos os cidadãos de seus direitos e deveres. A ideia de criar um informativo de qualidade aos advogados foi delineada antes mesmo da eleição que culminou com a vitória da chapa liderada pelo presidente Fábio de Moura. ‘Desde o início da gestão 2013/2015, já tínhamos o anseio de ter um veículo de comunicação próprio’, conta. A proposta começava a sair do papel. ‘Preliminarmente, desenvolvi um projeto-piloto e o apresentei para a diretoria que, após analisá-lo criteriosamente, o aprovou sem ressalvas. A visão da OAB Piracicaba quanto ao retorno que o Jornal pode nos proporcionar é totalmente positiva. Desde o lançamento, em 25 de junho, recebemos inúmeras críticas construtivas, e elogios pela iniciativa’, observa. Para o futuro, os planos são os melhores. De acordo com Diego Goularte, são esperados o aperfeiçoamento e a evolução do produto. O propósito é que os erros tornem-se mínimos e irrelevantes, e os acertos, uma máxima permanente’, explica. Vice-presidente da OAB Piracicaba, o advogado Jefferson Goularte conta que a publicação ‘tem o condão de divulgar os advogados, suas atividades, os fatos que envolvem a categoria, entre outros assuntos. Acredito que o Jornal OAB atualiza os advogados em tudo o que o cercam’, salienta. Na opinião do secretário-geral da 8ª subseção, o advogado Marcelo Borrasca, ‘este novo veículo de informação destinado à classe teve uma enorme aceitação e os demais tendem a superá-lo, cada vez e de forma exponencial’. Para o advogado Marcelo Gomes de Moraes, ‘o Jornal OAB Piracicaba já demonstrou que pode se comunicar não apenas com a advocacia piracicabana, mas, também, com a sociedade em geral’. Apelo por honorários mais corretos Moção aprovada pelo Legislativo de Piracicaba é encaminhada ao governador Geraldo Alckmin A Câmara de Piracicaba aprovou em plenário, por unanimidade, a moção de apelo de autoria do vereador Paulo Campos (PTB), já enviada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB). Por meio da propositura, assinada, antes da votação, por todos os parlamentares piracicabanos, Campos pede a igualdade dos valores da tabela de Assistência Gratuita da OAB/ SP, com a tabela do Estatuto da Advocacia. De acordo com o vereador Paulo Campos, atualmente o governo do Estado possui um convênio com a OAB/SP, no qual todos os atendimentos jurídicos gratuitos realizados por advogados conveniados são regulamentado, por uma tabela de honorários. Para consolidar seu argumento, o parlamentar anexou, à moção, dois documentos que revelam valores. Na comparação, segundo Campos, observa-se que os preços pagos aos advogados pela assistência gratuita ‘são muito menores aos estipulados pela tabela do Estatuto da Advocacia e da OAB’. ‘Os valores pagos aos advogados causam desolação e vergonha. Como dizer que alguém pode receber até R$ 30,00 reais por uma prestação de serviço que Carla Villela Presidente Fábio de Moura, e o vice-presidente da OAB, 8ª subseção Piracicaba, Jefferson Goularte (à esquerda), recebem cópia da moção de apelo protocolada pelo vereador Paulo Campos (ao centro) demandou meses de trabalho, dedicação e horas de estudo? Um valor como este não pode dignificar o ser humano, notadamente quando se propala que esse alguém seja indispensável à administração da Justiça’, frisa Paulo Campos. ‘Todo trabalho desenvolvido pelo advogado deve ser pautado dentro dos moldes do Estatuto da Advocacia e da OAB. A prestação de serviço realizada pelo advogado ao seu cliente não pode ser diferente’, frisa o vereador. Fundamental Paulo Campos fez questão de deixar claro, na moção de apelo que, além deste problema, outro foi detectado. Trata-se, segundo ele, ‘do afastamento do bom advogado de querer patrocinar os processos da assistência jurídica gratuita. Sem contar a burocracia e a morosidade em receber pelos serviços prestados aos clientes.’ ‘Inimaginável pensar na Justiça sem a presença de advogado’, corrobora. O presidente da 8ª subseção, Fábio Ferreira de Moura, explica que antes de a moção ter sido protocolada, conversou com o vereador Paulo Campos e avalizou seu apoio à propositura. Embora a mudança não dependa exclusivamente do governo do Estado – passa, também, pela Defensoria, que precisa rever o convênio com a OAB, a iniciativa é muito válida. ‘Algo precisa ser feito, e rápido, para que a situação atual não se mantenha’, enfatiza. Cópias da moção de apelo foram encaminhadas, pelo presidente, a líderes de subseções de cidades da região de Piracicaba, e ao presidente da seccional da Ordem, em São Paulo. O objetivo é de que proposta de mudança, originada em Piracicaba, seja estendida a todo o Estado. Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto ENTRETENIMENTO Juraci Inês Chiarini Vicente Procuradora-geral do município, ea advogada Juraci Vicente é mestre em Direito Processual Civil, pela Universidade mMetodista de Piracicaba (Unimep). É autora do livro, “Execução contra a Fazenda Pública fundada em título extrajudicial”, m , B publicado pela Editora Forense”. Mulher independente, madura e de bem com a vida, doutora Juraci é bastante respeitada. Apreciadora de livros, música, filmes e viagens, Juraci Chiarini é, antes de tudo, otimista. Acompanhe a entrevista com ela. Carla Villela - e a Passatempo a r e s a , o - o , Inteligente, antenada, a doutora Juraci Chiarini, procuradora-geral do município, revela seus gostos e hábitos Um hobby - Passear independentemente do meio de locomoção, mas com tempo para prestar atenção ao redor e fazer paradas em locais agradáveis; Um sonho - Viagens; Uma inspiração - Um bom desafio; Um filme - Lancelot, O Primeiro Cavaleiro (1995) – Uma linda história dentre as muitas histórias do Rei Artur; Uma música - A música adequada para o momento, no volume certo; Um livro - Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach. É a história de uma gaivota que não se contenta em voar apenas por necessidade, para comer. Ele tem prazer em voar e se esforça em aprender tudo sobre voo. É uma lição sobre liberdade, aprendizagem e amor; Uma personalidade - Rainha Elizabeth II. Mulher que nos dias atuais se mantém rainha há quase um século, e personifica o poder, a elegância e a polidez; Um lugar - Borgonha, França; Uma viagem - Saudades do Circuito das Águas e cidades históricas de Minas Gerais. Locais, igrejas, museus, paisagens repletas de história que inebriam os olhos e o espírito; Um esporte - A ginástica olímpica é fascinante pela sua precisão, elegância e beleza; Uma comida - Aquela que encontramos pronta para degustar, e que foi preparada especialmente para a gente; Uma pessoa - Doutor Américo Augusto Vicente Junior; Profissional que admira Dilney de Campos, artistic hair; 15 Não vivo sem - Um perfume bom; SOU FÃ - Theodoro Vicente de Godoi, meu neto amado; Caso pudesse conhecer alguém famoso ou histórico, quem seria? O grande filósofo grego, Aristóteles; Tempo ideal para se ler um livro - O tempo que for necessário para apreender a sua mensagem: às vezes rapidamente (uns dois ou três dias), às vezes demoradamente, inclusive retornando às páginas já lidas. Todo tempo é ideal; Livro - Conhecimento; Política - A democracia é o caminho certo, mas com restrições... Entendo ser necessário separar a política da politicagem, considerando que esta objetiva unicamente o atendimento de interesses pessoais, sempre buscando exclusivamente benefício próprio; Pobreza - Ser o que não é; Literatura nacional - Jorge Amado; Os jovens de hoje - São maravilhosamente bons e prometem muito; Tecnologia - Acredito ser impossível viver sem ela. Evidentemente, não a domino, mas agradeço a Deus por estar vivendo nesta época e não em outras passadas; O futuro - Apesar da incerteza inerente ao futuro, acredito que ele será muito bom e que tudo irá se acertar; Uma mensagem para os leitores - “Sem amigos ninguém escolheria viver, mesmo que tivesse todos os outros bens”. (Aristóteles, “Ética a Nicômaco”). 16 Jornal OAB Piracicaba Edição 2 - Julho / Agosto TURISMO A imponente e moderna Dubai Incríveis contornos arquitetônicos e uma bem-montada estrutura são destaques da cidade mais cosmopolíta do mundo Nakheel A cidade oferece uma modernidade tão notável que chama a atenção de milhões de pessoas no mundo Mais moderna do que o tradicional em relação aos outros territórios dos Emirados Árabes Unidos, Dubai passou por cima de seu clima desértico para chamar a atenção do mundo. A capital de mesmo nome combina um grande centro de negócios, lojas de luxo e muitas atrações para os visitantes. Quando se fala em Dubai, logo vem à mente construções arrojadas, frutos da riqueza vinda do petróleo. E isso é verdade. Nas últimas duas décadas, a construção de arranha-céus não parou de crescer. Entre os que mais atraem a atenção, está o Burj Khalifa, considerado o mais alto do mundo, e o Burj Al Arab, com a forma de uma vela. Pode-se gastar horas visitando os souks (os mercados, em árabe) ou os shoppings. O The Dubai Mall abriga, além de 1,2 mil lojas, o enorme The Dubai Aquarium. O Mall of the Emirates Mall, por sua vez, dá espaço para o Ski Dubai, uma incrível pista de ski indoor. Para conhecer melhor a história do lugar, uma das opções é o Museu de Dubai, que reúne achados arqueológicos da região. A tradição islâmica está representada na belíssima Mesquita de Jumeirah. Já Bastakiya, umas as áreas residenciais mais antigas da região, exibe construções com arquitetura única. COMO CHEGAR A Emirates (www.emirates.com. br) oferece voos diretos de São Paulo para Dubai, com duração de 14h30. Outras opções são a Qatar Airways (www.qatarairways.com), Turkish Airlines (www. flyturkish.com) e companhias europeias como KLM, British Airways, Lufthansa e Iberia que, claro, fazem conexão em seus respectivos hubs. O moderno aeroporto internacional de Dubai (DXB, www. dubaiairport.com) localiza-se dentro da cidade e a apenas alguns quilômetros dos principais hotéis da cidade. Se preferir, tome o metrô. Lembre-se de que muitos hotéis oferecem o serviço de traslado para seus hóspedes. Chennibus Vista da marina de Dubai, à noite: suntuosidade e brilho impressionantes Businessinsider COMO CIRCULAR Dentro das cidades dos Emirados Árabes, o sistema de transporte público é um tanto incipiente. Dubai possui a melhor malha de metrô, ônibus e monotrilho, algo que serve bem ao dia a dia. No entanto, em termos de praticidade, preço e conveniência, nada bate o uso de táxis, fáceis de achar e que chegam rapidamente nos destinos desejados. E, muito importante, você está sempre dentro do ar-condicionado. INFORMAÇÕES AO VIAJANTE DUBAI Língua: Árabe Moeda: Dirham Visto: Necessário, válido por 30 dias. Emitido por meio de agência ou diretamente na embaixada Saúde: Recomenda-se certificação Internacional para Febre Amarela Embaixada oficial no Brasil: SHIS QI 05 CHÁCARA 54 - Lago Sul, Brasília / DF 61 3248 0717 http://www.uae.org.br Dubai está localizada em região de deserto, mas a pujança destoa de toda a aridez