COMUNICAÇÕES DE PESQUISA GT 1: HISTÓRIAS DO ENSINO DE ARTE AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS E O DESENVOLVIMENTO DA EXPRESSÃO GRÁFICA ENTRE ADOLESCENTES NA ESCOLA DE PAULISTA (PE) SILVA, Ana Lidia Paixão Universidade Federal da Paraíba / Universidade Federal de Pernambuco Esta pesquisa de mestrado investiga o desenvolvimento da expressão gráfica em alunos da 8ª série de uma escola pública, localizada em Paulista, Pernambuco, após a introdução, nas aulas de Artes Visuais, de jogos e estratégias planejados para ampliar as inteligências espacial e cinestésico-corporal. A modalidade de linguagem visual escolhida é o desenho, muito utilizado nas escolas públicas, pelo seu fácil acesso, tanto econômico quanto material. A teoria das Inteligências Múltiplas (teoria das I. M.) e obras afins serviram de base para esta pesquisa, pela importância conferida por esta teoria à educação artística, associando-a a cognição. A pesquisa utiliza jogos e estratégias planejados e aplicados com o professor de Artes, além de uma aproximação teórica com a teoria das I. M. Utilizamos entrevistas dos alunos, sua produção gráfica e também observações realizadas durante o processo de execução das atividades propostas. Palavraschave: Escola. Desenho. Cognição. Inteligências Múltiplas. CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS PARA O ENSINO DE ARTES VISUAIS SILVA, Ana Lidia Paixão Universidade Federal da Paraíba / Universidade Federal de Pernambuco Nesta comunicação apresento minha pesquisa monográfica, desenvolvida no curso de especialização em arte educação, na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Através de uma retrospectiva dos estudos sobre a inteligência humana, busco refazer os caminhos que vinculam a inteligência à criatividade e à produção artística, chegando à Teoria das Inteligências Múltiplas, que associa a arte à cognição. Analiso, a partir daí, as contribuições desta teoria para o ensino das Artes Visuais na escola concebendo o ensino artístico dentro deste espaço social. Faço, em seguida, uma breve análise do Arts Propels, uma proposta de avaliação artística. Desenvolvido nos Estados Unidos, juntamente com algumas escolas públicas e um órgão do governo especializado em testes educacionais, o Arts Propels toma como base a teoria das I. M., pautado no ensino das Artes Visuais. Palavras-chave: Ensino de arte. Escola. Cognição. Inteligências Múltiplas. A ARTE E O CURRÍCULO INTEGRADO: CONCEPÇÕES, PERCEPÇÕES E DESAFIOS NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DO IFMA AGUIAR JUNIOR, Arnaldo Cunha de Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão A presente pesquisa avaliou o ensino de Arte no âmbito da educação profissional e do currículo integrado no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão, realizando analises que buscaram entender as inter-relações dicotômicas entre ensino técnico e ensino médio no contexto de uma formação tecnológica para o mercado de trabalho aliado a uma concepção humanística. Neste sentido a pesquisa baseou-se na concepção de um projeto de ensino médio integrado ao ensino técnico que integra eixos como o trabalho, a ciência, a cultura e arte, a fim de superar o histórico conflito existente em torno do papel da escola, de formar para a cidadania ou para o trabalho produtivo. Surgindo aí novas percepções sobre o plano curricular e o ensino de Arte no ensino médio integrado do IFMA, a partir de experiências educativas. Buscando desta maneira a elucidação dos novos desafios que envolvem o papel e as relações da disciplina Arte nesta modalidade de ensino a partir do currículo integrado, assim como as práticas docentes e a formação do professor de arte. A proposta metodológica da pesquisa baseou-se em análises qualitativas, através do método dialético, a partir de pesquisas e análises bibliográficas, observações participativas “in loco”, aplicação de questionários e produção cientifica. Palavras-chave: Ensino de Arte; Educação Profissional; Currículo integrado. RE-ENCONTRANDO COM O ENSINO DA ARTE EM UMA ESCOLA ESTADUAL DO ENSINO FUNDAMNETAL CELLIN, Joelma Escola Estadual de Ensino Fundamental Eliseu Lofego de Cachoeiro de Itapemirim (ES) Este trabalho trata-se da apresentação de uma experiência vivenciada na EEEF- Escola Estadual de Ensino Fundamental Eliseu Lofego A atividade esta, que foi realizada durante dois meses na regência da disciplina de Artes, das séries iniciais do ensino fundamental, através de um plano de aula, que teve o objetivo de trabalhar a releitura de obra de arte de Abaporu de Tarsila do Amaral, baseada na proposta triangular de Ana Mae Barbosa. O trabalho teve também a prerrogativa de proporcionar aos alunos, a compreensão e a fundamentação das teorias do conhecimento que sustentam as propostas metodológicas do processo de ensino-aprendizagem nas Artes Visuais. O projeto foi organizado e aplicado em etapas: na I etapa iniciamos a atividade com aulas expositivas sobre a Arte Moderna do Brasil , destacando o contexto histórico, as características principais do movimento, enfocando a artista Tarsila do Amaral. A partir de sua biografia demonstramos a obra Abaporu. A II etapa foi o momento da interpretação individual e da análise pessoal onde cada aluno produziu o seu desenho, o seu “quadro”, a partir da releitura da tela Abaporu. Alguns alunos conseguiram afastar-se das cópias, outros tentavam criar a sua obra de arte o mais fiel possível à apresentada. A III etapa foi o momento de criação coletiva, os alunos de cada turma produziram em conjunto a tela “Abaporu”. Palavras-chave: Releitura de obra de arte. Proposta triangular. Artes. A IMAGEM NO ENSINO DAS ARTES VISUAIS EM ESCOLAS PÚBLICAS DA CIDADE DE SUMÉ/PB FERREIRA, Líbna Naftali Lucena Universidade Federal da Paraíba / Universidade Federal de Pernambuco Esta pesquisa tem como foco de estudo as imagens que professores/as do Ensino Fundamental II escolhem, abordam e exploram nas aulas de Artes em escolas públicas de Sumé/PB. A investigação se debruça em quatro turmas, 8º e 9º anos, de duas escolas estaduais de Sumé/PB de bairros diferentes, com a participação dos alunos e professores/as que lecionam artes nestas turmas. O estudo se fundamenta inicialmente com o levantamento de fontes bibliográficas a partir da análise de textos, artigos, dissertações, estudos e livros voltados para a temática Imagem/Ensino de Artes/Sala de aula. Na pesquisa de campo utilizamos a aplicação de questionário com questões norteadoras sobre o perfil e a atuação dos professores/as de artes, além de um questionário voltado para o aluno sobre o ensino e aprendizagem em Artes. Entrevistas individuais e interativas com os participantes para reunir informações, questionamentos e idéias sobre as motivações que orientam os professores/as em suas escolhas de imagens para a prática pedagógica e a forma que as utilizam em sala de aula, e sobre as interpretações e significados que elas propõem aos alunos na construção do olhar/ conhecimento /visão de mundo. Palavras–Chave: Imagem, ensino de artes, processo de ensino/aprendizagem em artes. PINHOLE NA ESCOLA: EXPERIÊNCIA DO PIBID ARTES FAE/UFMG SCARASSATTI, Marco Antonio Farias ROSA, Carolina SOARES, Célia Francisca Universidade Federal de Minas Gerais O PIBID Artes FAE/UFMG é composto por licenciandos dos cursos Artes Visuais, da Música e do Teatro, além de supervisoras de três escolas estaduais do município de Belo Horizonte. Durante as reuniões são discutidas temáticas relacionadas ao cotidiano nas escolas, bem como estratégias de ensino das artes e outras temáticas relacionadas ao universo artístico. Durante essas reuniões, foi proposto por uma das supervisoras um projeto de educação do olhar a partir da fotografia Pinhole. A idéia inicial era que em cada uma das escolas ocorresse a oficina, com o apoio e participação dos licenciandos e depois os alunos das três escolas trocariam foto-correspondências entre eles, como maneira de dialogo entre as escolas, cada qual com sua experiência a partir do olhar. Objetivos do projeto: ensinar a técnica da fotografia Pinhole; discutir a diferença entre a fotografia digital e artesanal; permitir que o aluno se aproprie da técnica como forma de expressão e impressão do seu olhar; estabelecer uma troca de correspondência através das fotos tiradas nas diferentes escolas; promover ao final do projeto um grande encontro entre os alunos das três escolas. Para atingir os objetivos foram traçados em cada uma das escolas estratégias diferentes de preparação para o dia do Pinhole. A idéia era que cada conjunto de licenciandos vinculados a uma escola, pensasse em TRÊS aulas de introdução para preparar os alunos, em relação ao olhar e a fotografia. A proposta deste painel é apresentar os resultados obtidos até então, bem como as estratégias de preparação para o dia do Pinhole. Palavras-chave: fotografia pinhole, educação do olhar, ensino de arte. ENSINOS DE ARTE: PROFESSORES E SUAS TRAJETÓRIAS DE FORMAÇÃO SILVA, Maria Betânia e Universidade Federal de Pernambuco O texto é parte da pesquisa que teve o objetivo principal de compreender como se deu o processo de escolarização da arte dos anos 60 aos 80 do século XX em três escolas públicas da cidade do Recife. O estudo foi fundamentado na história das disciplinas escolares e nas discussões que abordam a transposição didática e a cultura escolar. Utilizamos fontes impressas, manuscritas, imagéticas e orais como, por exemplo, documentos oficiais, documentos escolares, manuscritos elaborados pelo professor, atividades realizadas pelos alunos, fotografias e depoimentos orais. Apresentamos algumas experiências com arte que tiveram os professores em suas trajetórias de vida pessoal, espaços de formação por eles freqüentados, como eles foram alocados para o ensino de arte e como enfrentaram a desorganização/reorganização de sua rotina com as mudanças de currículo no período estudado. Palavras-chave: ensino de arte, formação de professores, história da educação. HISTÓRIA ORAL COMO PROCESSO: CONTRIBUIÇÕES PARA A HISTÓRIA DO ENSINO DA ARTE RIZZI, Maria Christina de S. L. Universidade de São Paulo Introdução: As bienais de arte de São Paulo constituíram espaço privilegiado para pesquisa, experimentação e difusão de idéias a respeito da Arte e seu Ensino. Os projetos educativos realizados pelas mostras propiciaram oportunidades de formação vocacional e profissional. Como há pouca pesquisa sobre todas essas realizações, a Curadoria Educacional da 29ª. Bienal e o CAP/ ECA/USP estabeleceram parceria para a pesquisa: Arte-educação nas Bienais de Arte de São Paulo: registros, reflexões e interpretações desenvolvida com a participação de alunos de pós-graduação e aluna da graduação com bolsa PIBIC/RUSP. Objetivos: Formar um conjunto documental sobre os projetos educativos; elaborar um quadro comparativo, refletir a respeito dos diferentes processos educativos; fazer uma análise interpretativa. Metodologia: A pesquisa desenvolveu-se de acordo com os fundamentos e métodos da História Oral (Meihy,2007): levantamento, análise e qualificação de documentação, elaboração, desenvolvimento, transcrição, validação e registro de entrevistas com os participantes dos projetos educativos das bienais; análise, reflexão e interpretação dos dados; elaboração de quadro descritivo e comparativo contendo conceitos, procedimentos e repercussão dos projetos educativos; preparação dos resultados para consulta pública. Resultados: As etapas acima descritas foram realizadas, o acervo documental encontra-se à disposição do público no Arquivo Wanda Svevo e as transcriações das entrevistas encontram-se publicadas no site: http://www.fbsp.org.br/ Palavras-chave: história do ensino da arte, educativo das bienais paulistas. CHINITA ULLMAN E SEU PIONEIRISMO NO ENSINO DE EXPRESSÃO CORPORAL GUIMARÃES, Maria Claudia Alves Universidade Federal de Pernambuco O trabalho proposto tem como objetivo discutir sobre o trabalho pioneiro realizado por CHINITA ULLMAN (1904-1977), como professora de expressão corporal, na Escola de Arte Dramática, entre 1948 (ano de fundação da EAD) e 1958, numa época em que sequer essa denominação existia aqui no Brasil, e, muito menos, se tinha claro a formulação do que deveria ser o conteúdo dessa disciplina. Ademais, procuraremos identificar o desenvolvimento e as transformações que se seguiram nesta área posteriormente, com o advento de novos profissionais oriundos da dança moderna e de outras linhas de trabalho corporal para o ator. Para elaboração desta pesquisa, procuramos, além da literatura específica sobre a dança e sobre a produção artística da época, a respeito dos artistas de diversas áreas com quem Chinita Ullman conviveu e trabalhou; buscar fontes primárias (como cartas, documentos pessoais, manuscritos, fotografias, relatórios de cursos, etc.) e obter depoimentos de seus alunos e colegas, através dos quais descobrimos inúmeras informações a respeito de sua vida e de sua obra. Não obstante, procuramos entrar em contato com o contexto histórico de cada depoente (verificando onde nasceu, qual sua formação, qual sua trajetória de vida, etc.), cruzando as informações obtidas nas entrevistas com as de outras entrevistas e com a documentação e a bibliografia encontradas. Palavra-chave: dança, teatro, ensino, história, São Paulo, Brasil. DISPOSITIVOS: CIDADE E TELEVISÃO- IMAGENS E CENAS URBANAS COMO PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO PORTO, Priscilla Fragoso da Silva Universidade Federal do Pará A presente proposta tem como finalidade promover uma reflexão entre as imagens do cenário urbano e as imagens fluidas da televisão com ênfase no processo de recepção dessas imagens no cotidiano. Aplico o conceito de dispositivo nas imagens da televisão e nas imagens da cidade, observando de que forma estes espaços são utilizados nas relações imagéticas analisadas e vivenciadas no cotidiano urbano. O Olhar sobre as imagens na atualidade nos remete a inúmeras formas de compreendê-las no cotidiano e na arte, elas se tornam dispositivos que nos permitem múltiplas formas de concebê-las em uma dimensão estética,Pensar sobre dispositivos na contemporaneidade nos remete a varias questões inerentes à subjetivação e compreensão das formas e coisas do cotidiano a partir das imagens que vivenciamos sobre a perspectiva das artes visuais. Tanto as imagens televisivas quanto as imagens urbanas atuam como um dispositivo de subjetivação e dessubjetivação na produção de um sujeito espectral A sociedade capitalista no estimulo do consumo cria mecanismos não somente para o processo de subjetivação como também o de dessubjetivação, de acordo com os conceitos de Agamben: podemos afirmar que o dispositivo televisivo produz sujeitos inertes.Nesse âmbito o sujeito que está vivendo em sociedade, está potencialmente e existencialmente ligado a muitos dispositivos onde a produção do sujeito espectral se dá através de um controle e da contaminação de algum dispositivo sobre o individuo. Palavras chaves: Dispositivo, cidade, televisão e imagem. PROGRAMA DE EXTENSÃO EDUCACIONAL NÚCLEO DE ARTE DA SECRETARIA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO: ENTRE A EDUCAÇÃO FORMAL E NÃO-FORMAL WILNER, Renata Universidade Federal de Pernambuco A pesquisa de doutorado realizada no PPGAV-UFRJ levantou, entre outros aspectos, o histórico do Programa de Extensão Núcleo de Arte da rede municipal do Rio de Janeiro e seu perfil institucional. Criado em 1992, atualmente existem 10 Núcleos de Arte funcionando em locais diferentes da cidade. Foi investigado o percurso da criação à consolidação do Programa Núcleo de Arte, através de entrevistas e registro de mesa redonda com os coordenadores gerais; análise de documentos e registros; questionário aos professores de Artes Visuais. A discussão sobre o grau de formalidade é uma inquietação que se verifica entre os professores dos Núcleos de Arte. Foi realizada também observação de campo em uma turma de Oficina de Artes Visuais do Núcleo de Arte Leblon durante três meses, como estudo de caso voltado para questões de relações interculturais no contexto do Rio de Janeiro. Nessa etapa, além de anotações em caderno e registro fotográfico, a professora foi entrevistada e os alunos responderam a questionário. Houve também análise da produção da turma sob o enfoque teórico da cultura. Esta comunicação vai se concentrar no primeiro capítulo da tese intitulada “Interculturalidade na experiência do Programa de Extensão Educacional Núcleo de Arte da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro”, descrevendo a trajetória do Programa Núcleo de Arte e como foram se configurando suas diretrizes metodológicas e identidade institucional, seus problemas, contradições e transformações. Palavras-chave: Núcleo de Arte; extensão educacional; identidade institucional. “LEMBRANÇAS NO ELEVADOR – EDUCADORES DAS BIENAIS DE SÃO PAULO” – VÍDEO ARTE SAMPAIO, Renato Sergio Universidade de São Paulo Objetivos: Investigar os Arte Educadores das Bienais da Arte em São Paulo quanto aos primeiros sentimentos e idéias ao entrar no elevador da Bienal de São Paulo. Muitos estavam retornando à Bienal e já passaram pelo elevador muitas vezes. Ao entrarem novamente, o que estariam pensando? Um vídeo foi gravado. Métodos: O diretor do vídeo, Renato Sergio Sampaio (DRT 31014/SP), com sua câmera filmadora ficava dentro do elevador. Os arte educadores foram convidados para uma reunião e no acesso à sala de reuniões, tomaram o elevador da Bienal de São Paulo. O apresentador conversava antes com aquele que ia entrar no elevador sobre a filmagem. O diretor do vídeo conduzia junto ao apresentador toda a investigação e gravação audiovisual das falas e expressões dos primeiros sentimentos dos Arte Educadores ao entrarem no elevador. Resultados da investigação: Foi realizado o vídeo “Lembranças no Elevador”, com duração de 34 minutos. Conta com a participação de Amélia Natalina Constante Garcia, Anny Christina Lima, Carlos Weiner, Christina Rizzi, Chaké Ekizian, Diego Ginartes Rodriguez, Fabiano Menna, Fábio José Paciullo, Gisa Picosque, Guilherme Teixeira, Iveta Fernandes, José Minerini Neto, José Cavalhero, Julia Grillo, Júlia Pinto, Jurema L. F. Sampaio, Leilyanne Ferreira, Lilian Amaral, Luciana Pasqualucci, Marcello Girotti, Mary Yamanaka, Milene Chiovatto, Radamés A. Rocha da Silva, Renato Sergio Sampaio, Sandra Martins Farias, Stela Barbieri e Vera Barros. Palavras-chave: arte-educação, história da arte, vídeo-arte, 29ª Bienal da Arte de São Paulo. CURRÍCULO DE ARTE NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS- ENTRE O REAL E O IDEAL MACHADO, Rosifrance Candeira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão- IFMA O Trabalho aborda a relevância do currículo no Ensino de Arte para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), bem como as implicâncias de sua ação para a formação de jovens e adultos no campo das Artes. Trata da necessidade de uma proposta curricular em Arte, tendo em vista a importância de um referencial teórico que norteie as práticas educativas do professor que atua nessa área de conhecimento, bem como sua influência nas ações educativas em sala de aula. Palavras-chave: Arte, Currículo, Educação, EJA. O ENSINO DE ARTES NA EDUCAÇÃO INFANTIL MOTTA, Xênia Fróes da Universidade do Grande Rio Objetivo: Analisar o eixo de trabalho de artes visuais do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – RCNEI. Métodos: É uma revisão de literatura constituída de análise do documento RCNEI/1998, eixo de trabalho Artes Visuais; e obras de autores reconhecidos pela academia. Resultados da investigação: O RCNEI/1998 é um marco para a pequena infância, é o primeiro documento nacional e destaca-se pela sua contribuição para o desenvolvimento da criação artística infantil. No entanto, esse documento incorpora preceitos neoliberais apresentando conceitos ora equivocados, ora explicitados por meio de palavras-chave, a partir de uma lógica em que não há neutralidade. É marcado pela ausência de propostas claras e objetivas em relação a dar maior visibilidade à arte e à leitura da imagem. Nesse sentido, verifica-se que existe certo descaso com o ensino de artes, quando são observadas as minúcias ou as pequenas expressões. Cabe ressaltar que não se refere à formação de artistas, mas valorizar os conteúdos próprios da linguagem visual. A criança quando constrói o seu desenho tornam visíveis os seus pensamentos, as suas emoções e os seus sentimentos organizados num texto visual repleto de significados. Conclui-se que o eixo de trabalho das artes visuais se mostra propenso a ser repensado, aprimorado e priorizado tendo como mote uma educação contemporânea, que entenda a linguagem das artes visuais como necessária à formação do homem numa perspectiva sociocultural. Palavras-chave: Ensino de artes visuais. Infância. Linguagem Visual. GT 2: FORMAÇÃO DE PROFESSORES O ESTÁGIO CURRICULAR NA FORMAÇÃO DOCENTE: UM ESPAÇO PARA A PESQUISA MAGALHÃES, Ana Del Tabor Vasconcelos Universidade Federal do Pará Este estudo aborda os processos de estágio curricular como campo de pesquisa na formação docente em Artes Visuais. Discute a relevância do estágio enquanto espaço de debate, autonomia e produção de conhecimento. Analisa as reflexões dos discentes em seu percurso de estágio em espaços educativos e culturais. Metodologicamente, são analisadas as situações vivenciadas em cada espaço/campo de estágio, os relatórios e os trabalhos de conclusão de curso considerando o processo contínuo de ação/reflexão/ação. Como resultado, compreende que a pesquisa enquanto ferramenta das ações do estágio é indispensável para trabalhar a formação docente, as concepções e as percepções dos estagiários em suas descobertas de ser professor de Arte. Palavras-chave: Estágio. Artes Visuais. Ensino. Formação de Professor. PREPARAÇÃO DE PROFESSORES DE TEATRO – ABORDAGENS INTERCULTURAIS CABRAL, Beatriz Universidade Estadual de Santa Catarina Este estudo revisita 03 experiências interculturais no campo da preparação do professor de teatro: uma interação entre grupos de estagiários de três localidades distintas, centrada em seus comentários sobre a narrativa das dificuldades enfrentadas pelos colegas das demais localidades; um projeto em que grupos de estagiários de dois locais distintos exploram um mesmo argumento, e fotos do resultado alcançado enviadas por cada grupo ao outro, para serem interpretadas cenicamente; um fato real ocorrido em um local e encaminhado a outro para ser explorado através do drama em ambos os contextos, e posteriormente narrados em um congresso, onde um psicólogo, um educador e um sociólogo analisam o acontecimento real que deu origem às experiências dramáticas. As três situações permitiram visualizar e discutir alternativas para estabelecer interações no âmbito da formação do professor de teatro a partir da exploração de problemas e discussão de seus enfrentamentos. RAZÕES, CONTRADIÇÕES E O LUGAR DO LOCAL: UMA ANÁLISE CURRICULAR DAS LICENCIATURAS EM DANÇA E TEATRO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ACCIOLY, Cecília Bastos da Costa Universidade Federal da Bahia Trata-se de parte do estudo defendido pela dissertação de Mestrado apresentada em junho de 2010 ao PPGAC/UFBA. Pesquisa documental, qualitativa, de caráter participativo e observação ativa, tem como campo de observação/objeto de estudo as matrizes curriculares atuais dos cursos de graduação em Licenciatura em Dança e Licenciatura em Teatro da Universidade Federal da Bahia. Problematiza as formas de diálogo com as noções de territorialidades e saberes locais nestes currículos, demonstrando sua vinculação com o percurso histórico das Escolas em questão, do Ensino Superior no Brasil, e das hierarquizações de saberes a partir da construção do conhecimento Ocidental. Para tanto, discorre sobre a concepção de currículo como local de representação das identificações de um determinado curso; e analisa as Licenciaturas já citadas, apresentando brevemente as trajetórias das Escolas de Dança e de Teatro, bem como dos cursos em questão, questionando suas posições e propostas formativas, as filosofias e matrizes curriculares, razões e contradições a partir de suas conformações territóriotemporais em suas propostas curriculares. Estes currículos são examinados com base numa fundamentação teórica atrelada ao pensamento pós-colonialista e desconstrucionista, e autores como Morin, Maffesoli, Geertz, Milton Santos, Bauman, Haesbaert Costa, Hall, Foucault, Tomaz Tadeu da Silva, Herbert Read, Ana Mae Barbosa, Fayga Ostrower, Isabel Marques. Palavras-chave: Artes Cênicas. Saberes Locais. Currículo. Territorialidades. BARROS, ROSA E OUTRAS POESIAS: PROCESSO DE ENCENAÇÃO MENDONÇA, Celida Salume Universidade Federal da Bahia Na disciplina Montagem Didática II do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA) os alunos vivenciam procedimentos criativos através de jogos e improvisações propostos a partir de textos literários que norteiam um processo de montagem. A presente comunicação resulta da experiência instaurada com este grupo e os procedimentos que possibilitaram uma construção orgânica, possível de ser desenvolvida em diversos espaços educacionais, com o público jovem. Cada atuante envolvido no processo pôde atualizar suas lembranças reconstruindo imagens da infância, tecidas pelos textos dos escritores brasileiros: João Guimarães Rosa e Manoel de Barros - que foram utilizados como pré-texto. Um percurso que transitou entre o real e a ficção, através de uma experiência prática, e, sobretudo, sensorial de investigação das materialidades oferecidas em cada encontro. Em seus processos os atuantes partiram da ação, da situação, do jogo, valorizando a construção de imagens e reinventando vidas, conduzidos pelo professor, que é também artista e co-autor no processo colaborativo. O PIBID - UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE ARTES VISUAIS E AS TIVIDADES DE ENSINO E PESQUISA NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE GOIÂNIA – SEGUNDA FASE DO ENSINO BÁSICO GOYA, Edna de Jesus Universidade Federal de Goiás A proposta do texto é apresentar uma experiência metodológica de trabalho que esta sendo desenvolvida para a orientação dos bolsistas do Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID/FAV/UFG), que visa a aproximação entre formação e docência, na área de Artes Visuais, para falar do projeto, dos procedimentos de trabalho, resultados prévios, respectivas conquistas e dificuldades encontradas durante o desenrolar do programa, que visa a articulação entre formação docente, pesquisa e ensino, iniciado em abril de 2010, haja a vista a grande quantidade de orientandos exigidos pelo programa (15), os diferentes interesses, a heterogeneidade da turma (de diferentes níveis na graduação), as expectativas, a mediação da pesquisa dos bolsistas em eventos científicos e respectivas ações desenvolvidas nas três escolas conveniadas, pertencentes à Rede Municipal de Ensino de Goiânia. Palavras chave: ensino; artes visuais; formação de professores. UM OLHAR ‘PIBIDIANO’ SOBRE FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE ARTES VISUAIS MOURA, Eduardo Junio Santos Universidade Estadual de Montes Claros (MG) Discutiremos, neste trabalho, a formação inicial de professores de Artes Visuais, a partir da proposta de ações formativas empreendidas no subprojeto da área de Artes Visuais do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes, com o objetivo de compreender as contribuições de tais ações, as quais designamos Pibidianas, para formação docente em Artes Visuais. Tendo como referência os estudos sobre formação do professor de arte e sobre ensino de arte realizados por Barbosa (1991, 1998, 2001), Pimentel (1999), Frange (2002), Coutinho (2002), Hernandez (2005) e Oliveira (2005, 2008), sobre profissionalização docente por Nóvoa (1997); sobre a formação do professor com base na relação ensino-pesquisa por Lüdke (2001) e André (2007) e sobre a formação do professor como agente social por Veiga (2002, 2009, 2010). O PIBID promove a interação entre a Universidade e a escola, minimizando a dicotomia entre teoria e prática nos processos formativos do Professor de Artes Visuais. As ações aliam ensino, pesquisa e extensão na formação inicial, proporcionando aos acadêmicos-bolsistas – futuros Professores de Arte – a participação em experiências docentes de caráter inovador e interdisciplinar que buscam a superação de problemas nos processos de ensino-aprendizagem da Arte na Educação Básica, favorecendo, por meio de pesquisaação e colaborativa uma formação crítica e reflexiva. Palavras-chave: Formação de professores; Artes Visuais; PIBID. A PESQUISA EM MÚSICA E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR GENERALISTA MARTINOFF, Eliane Hilario da Silva Universidade Municipal de São Caetano do Sul Nas séries iniciais do ensino fundamental, em grande parte dos sistemas educacionais brasileiros, os conteúdos de quase todas as disciplinas são abordados por professores generalistas, dos quais se espera que dêem conta de todas as áreas do conhecimento. Sendo licenciados em Pedagogia, estão autorizados também a ministrar aulas de Artes, na eventual falta do professor especialista na área. A Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 teve seu texto alterado em 18 de agosto de 2008, por meio da lei ordinária 11.769, que torna obrigatório o ensino de conteúdos de música no ensino de Arte na educação básica em todo o território brasileiro. Muitos professores têm se mostrado temerosos em desempenhar tais funções e relacionam tal insegurança à falta de formação específica em seus cursos preparatórios. O presente estudo objetivou compreender em que medida o conhecimento da Música Popular Brasileira, percebida como produto cultural e histórico, poderia auxiliar os futuros educadores na preparação de estratégias pedagógicas para o ensino de conteúdos diversos. Foram elaboradas com os alunos do curso de Pedagogia, algumas propostas interdisciplinares direcionadas aos alunos do ensino fundamental, utilizando como ferramenta algumas canções. A pesquisa tem suporte teórico no conceito de educação musical como cultura, conforme Arroyo (1999). Concluiu-se que a contribuição do professor generalista à educação musical será proporcional à compreensão que este profissional tiver sobre a importância da música na formação dos indivíduos. Palavras-Chave: educação musical, formação de professores, interdisciplinaridade. FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE ARTES VISUAIS E A PRODUÇÃO DE ESCRITA COLETIVA TINOCO, Eliane de Fátima Vieira Universidade Federal de Uberlândia Este relato apresenta a pesquisa de caráter qualitativo sobre a formação continuada de professores de Artes Visuais na cidade de Uberlândia – MG, com foco na leitura de imagens, realizada no Núcleo de Pesquisa no Ensino de Arte da Universidade Federal de Uberlândia. O objetivo da pesquisa foi conhecer e trabalhar na leitura das imagens de parte da produção artística local e regional com a finalização na construção e publicação do livro e do material pedagógico: Poéticas Visuais em Uberlândia: Ensaios e Proposições. Organizados em duplas, em sua maioria, os membros do NUPEA escolheram o artista e uma imagem representativa do trabalho desse artista para a realização de um ensaio crítico. Como instrumento primordial da pesquisa foram realizadas entrevistas com os artistas. Tais entrevistas, que em alguns casos não aconteceram em um único encontro, possibilitaram conhecer sobre a trajetória do artista, sobre o processo de criação da imagem escolhida como representativa de seu trabalho e sobre o artista na cidade, suas convicções, seus parceiros conceituais, as influências sobre seu trabalho. A construção de saberes no e com o coletivo possibilita a ampliação de repertórios e o aprofundamento de conceitos. Essa ação está vinculada ao trabalho do Pólo UFU da Rede Arte na Escola. Palavras-chave:. Artes Visuais; Ensino; Formação continuada. FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE ARTE EM GOIÁS: IDENTIDADE E PROFISSIONALIDADE DOCENTE EM QUESTÃO PEREIRA, Eliton Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte – SEDUC/GO Comunicamos aqui uma análise acerca da Identidade e Profissionalidade Docente realizada com base nos dados de uma pesquisa de Especialização concluída junto a Pontifica Universidade do Rio de Janeiro em 2010, cujo objetivo foi compreender o cenário das principais experiências ocorridas nos últimos três anos na formação continuada de professores de Arte da rede pública de educação básica do Estado de Goiás. Formações estas que fazem uso de ambientes de ensino à distância online. Entre as técnicas metodológicas usadas, além da pesquisa bibliográfica e da coleta de dados junto ao campo de estudo, envolveu ainda questionários e análise de registros de interações online. Tais dados foram coletados com base na Observação Participante, na qual o principal instrumento de pesquisa é o investigador, que mantém um contato direto, freqüente e prolongado com os atores sociais e os seus contextos (SANTOS, 1989). Entre os principais resultados obtidos, destacamos, com base nas análises empreendidas, a confirmação da hipótese de que a formação continuada à distância implica processos de socialização profissional (LÜDKE, 1996; GUIMARÃES, 2006), o que revela que a formação continuada contribui para o desenvolvimento da “autonomia profissional enquanto qualidade do ofício docente” (CONTRERAS, 2002, p.32), e que este processo está diretamente relacionado à profissionalização da carreira de professor (CUNHA, 1999; NÓVOA, 1992; PERRENOUD, 1993; VEIGA, 1998). Palavras-Chave: Identidade e Profissionalidade; Formação Continuada de Professores de Arte. A FORMAÇÃO DO ARTE/EDUCADOR: UM ESTUDO A PARTIR DE DUAS ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR DA CIDADE DO RECIFE FREITAS, Emília Patrícia de Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão- FAINTVISA AGUIAR, Maria da Conceição Carrilho de Universidade Federal de Pernambuco Este estudo teve como objetivo compreender qual o percurso formativo dos arte/educadores que atuam no Terceiro Setor. Duas organizações participaram deste estudo: o Grupo AdoleScER e o Movimento Pró-Criança. A partir dos estudos de Varela (1988) e Barbosa (1984) vimos que a formação do professor de arte já era uma preocupação das Escolinhas de Arte do Brasil e do Movimento das Escolinhas de Arte. Optamos por uma Abordagem Qualitativa de pesquisa e utilizamos como instrumentos e procedimentos de investigação as entrevistas semiestruturadas e a observação participante. Como procedimentos para organização, tratamento e análise dos dados utilizou-se a Análise de Conteúdo (BARDIN, 1997). Percebemos que as organizações investigadas elaboram e executam formações continuadas para os seus arte/educadores, que se configuram por encontros semanais, ao longo de todo o ano de atividades. Os arte/educadores também são incentivados a participar de encontros, cursos, oficinas, palestras, fora do contexto organizacional. Os arte/educadores também se preocupam com a sua própria formação, por isso, investem em leituras, troca de experiências entre seus pares e têm interesse em iniciar e/ou continuar seus estudos no âmbito da graduação e/ou pós-graduação. Palavras-chave: Formação - Arte/educadores - Terceiro Setor. ENCONTROS, REENCONTROS E A PRODUÇÃO DE REDES FORMATIVAS DE ARTE/EDUCAÇÃO SILVA, Everson Melquiades Araújo ARAÚJO, Clarissa Martins de Universidade Federal de Pernambuco O deslocamento do campo da formação de professores como política pública para o campo da formação humana nos possibilitou compreender que a identidade docente do arte/educador é produzida ao longo da vida desses sujeitos, por vezes, desde a sua infância. A nossa compreensão é que durante a sua trajetória de vida pessoal, acadêmica e profissional, os arte/educadores acessam experiências, que lhes possibilitam a constituição e consolidação de suas identidades profissionais. As experiências formativas de arte, conforme denominadas em nossos estudos, são constituídas por contextos, atores e ações. Nesta perspectiva, esta pesquisa teve como objetivo identificar os atores que contribuíram na produção das experiências formativas de arte de quatro arte/educadores pernambucanos com trajetórias profissionais reconhecidas. Para tanto, adotamos os princípios da pesquisa autobiográfica como aporte teórico-metodológico do processo investigativo empreendido. Os procedimentos de coleta de dados foram realizados a partir da gravação da narrativa de vida desses arte/educadores em áudio, e posteriormente transcritas, constituindo-se em autobiografias, que denominamos de protocolos de memória. A partir da análise categorial, os dados revelaram a existência de uma rede de formação, visível/invisível, formal/não-formal, estabelecidas a partir de laços de fraternidade e cooperação mútua entre os arte/educadores, que transcende as barreiras do tempo e do espaço. Palavras-Chave: Arte/Educação; Formação do Arte/Educador; Formação Humana; Redes Sociais. AVALIAÇÃO EM ARTES CÊNICAS – REFLEXÕES PEDAGÓGICAS GIUSTINA, Fabiana Marroni Della Universidade de Brasília O trabalho visa expor uma reflexão pedagógica sobre o tema Avaliação no ensino de Artes Cênicas, tendo por objetivo apresentar considerações sobre a relação entre o processo de aprendizagem cênica e a construção de critérios para a avaliação do aluno. A questão da avaliação em Arte constituí-se como tema pouco abordado na formação docente, existindo uma lacuna na formação de futuros docentes e a realidade das instituições de ensino da educação básica, que exigem propostas objetivas na forma de avaliação dos alunos. Diante desse quadro esse painel visa abordar a relação entre a aprendizagem subjetiva das artes do tempo e a construção de pesos e conceitos durante o processo de aprendizagem, também se propõe a compartilhar modelos e ferramentas pedagógicas que possibilitam a construção da avaliação-reflexiva da aprendizagem em artes. A reflexão apresentada norteia-se pelas seguintes indagações: Artes se avalia? Qual a função de uma avaliação? Como deve ser a regularidade da avaliação? Como a avaliação se insere no processo educacional? Como a avaliação se insere dentro da Instituição Educacional Pública e da Instituição Educacional Privada? Como avaliar o ensino de Teatro e de Dança? Em que etapas da Educação Básica a disciplina Arte constitui componente curricular, com emissão de notas? Como definir pesos para as etapas do processo educacional em Arte? Como definir peso para as etapas do processo de alfabetização estética? Como identificar o desenvolvimento da aprendizagem nas Artes Cênicas (uso da linguagem e apreciação da linguagem)? O ENSINO DA ARTE NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES(AS): REFLEXÕES GERADAS NA ANÁLISE DE CURSOS DE PEDAGOGIA DO ESTADO DE PERNAMBUCO VIDAL, Fabiana Souto Lima ARAÚJO, Clarissa Martins de Universidade Federal de Pernambuco O presente estudo é parte integrante da investigação desenvolvida no núcleo de Formação de Professores e Prática Pedagógica, Mestrado em Educação, UFPE. Buscamos compreender o Ensino da Arte na Formação Inicial do(a) Pedagogo(a) em Instituições do Ensino Superior do Estado de Pernambuco. Elegemos como campo de investigação três Universidades que se caracterizam como referência na formação em Pedagogia: uma privada, uma pública federal e uma pública estadual. Tivemos como colaboradores(as) os(as) coordenadores(as) e os(as) professores(as) formadores(as) responsáveis pela(s) disciplina(s) relacionada(s) ao Ensino da Arte dos cursos investigados. Os instrumentos de coleta de dados utilizados foram a pesquisa documental (DNC/Pedagogia e Projetos Políticos Pedagógicos), o questionário e a entrevista semiestruturada. Elegemos a Análise de Conteúdo (BARDIN, 2009) para a organização, análise de dados e tratamento das informações. A análise revelou que a concepção de Ensino da Arte modernista e tradicional ainda resiste na formação inicial em Pedagogia, e revelou também que a perspectiva de Ensino da Arte como conhecimento, discutida nos debates atuais, ainda é incipiente nos cursos investigados. Palavras-chave: Ensino da Arte; Formação Inicial de Professores; Pedagogia. O CURSO DE LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS DO IFCE: A EXPERIÊNCIA DOS TECNÓLOGOS E O DESAFIO DOS LICENCIANDOS NO MERCADO DE TRABALHO EM FORTALEZA MACHADO, Gilberto Andrade COSTA, Antonio Ariclenes C. ROCHA, Mírian Soares LOPES, Ana Virginia de Almeida CARLOS, Paulo Cesar da S. Instituto Federal do Ceará Discute-se o mercado de trabalho para artistas visuais em Fortaleza a partir das falas de egressos do Curso Superior de Tecnologia em Artes Plásticas do Instituto Federal do Ceará, coletadas durante a I Semana de Artes Visuais - SAVIFCE. Foram organizadas seis mesas redondas nas quais atuaram 19 egressos convidados. Alguns recortes das falas dos convidados e dos mediadores das mesas foram agrupados e analisados conforme algumas variantes emersas em seus discursos, tais como: trajetória da graduação e da inserção no mercado de trabalho; a produção autoral; o diferencial da formação acadêmica; a docência em arte e seus contextos; a identidade do Tecnólogo em Artes Plásticas e o cotidiano profissional. O evento privilegiou seis áreas nas quais atuam alguns egressos: Docência; Mediação Cultural; Terceiro Setor; Contextos Terapêuticos; Editais Públicos; Ilustração Gráfica e Produção de Quadrinhos. Como a demanda premente da cidade é de professores de Arte para o Ensino Fundamental, muitos tecnólogos foram convidados para trabalhar como docentes em escolas privadas ou em projetos sociais de arte desenvolvidos no terceiro setor que tem objetivos distintos da escola. O desafio atual do curso de licenciatura em artes visuais do IFCE é integrar dinâmicas que efetivem a formação de um artista-professor-pesquisador capaz de lidar com as demandas educativas que não se limitam à escola. Considera-se a licenciatura não como uma formação compulsória, mas como um contexto diversificado no qual se engendram múltiplos caminhos para a atuação do artista. Espera-se que o licenciado possa atuar com mais segurança tanto na sala de aula, desenvolvendo o conhecimento específico das artes visuais como participando das políticas públicas locais e nacionais que fomentam a pesquisa e a produção em artes visuais. Palavras-chave: artes visuais, ensino de arte, mercado de trabalho. IMPRESSÕES, DÚVIDAS, E SURPRESAS: ANALISANDO DIÁRIOS DE CAMPO EM UMA PESQUISA VISUAL MACHADO, Gilberto Andrade OLIVEIRA, Carlos Weiber Machado de PEREIRA, Diana Patrícia Medina CASTRO, Ingra Rabelo de GUTIERRES, Maira Instituto Federal do Ceará Discute-se diários de campo de alguns alunos da Licenciatura em Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará - IFCE, engajados no Projeto Galileia. Esse projeto desenvolve laboratórios itinerantes de coleta de imagens em campos anômalos enfatizando algumas discussões da cultura visual e explorando o deslocamento do sujeito passivo e consumidor de imagens para o sujeito crítico e produtor de imagens. Apresenta-se o diário de campo como recurso metodológico para análise da experiência do artista-pesquisador em seu envolvimento com o campo pesquisado. O diário incita imersões que proporcionam um conhecimento diferenciado, e que muitas vezes só se revela quando o artista-pesquisador de posse dos seus registros se ausenta desse campo. Pesquisar é habitar um conjunto de signos inicialmente dispersos no tempo e no espaço. É percebendo o que nos rodeia e criando acontecimentos que se ultrapassa o plano intelectual, para redimensionar esses signos que navegam nessa relação espaço-temporal. O campo se desvela na medida em que interagimos com ele, despertando um conhecimento desordenado, invertendo hipóteses ou teorias explicativas que possam servir de comprovação ou contestação. Cada artista-pesquisador elabora em seus diários de campo uma paisagem em movimento a partir de sua coleta pessoal. A coleta de imagens oportuniza a criação de vídeos, desenhos, pinturas, fotografias e outros artefatos como práticas sociais que desvelam a cultura visual e ajudam na compreensão das práticas educativas em artes visuais. Identificar essas práticas, conferindo-lhes significado, transformando-as em símbolos, pode ser uma atitude de artista-pesquisador. Nesse caso, oportunizar essas atitudes é professar o ensino de artes na perspectiva da cultura visual. Palavras-Chave: diários de campo, cultura visual, laboratório de imagens. ENSINO DAS ARTES VISUAIS NA CONTEMPORANEIDADE E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA, EM JOÃO PESSOA/PB COELHO, Hamilton Freire CARVALHO, Lívia Marques de Universidade Federal da Paraíba Este trabalho apresenta uma reflexão sobre as implicações do panorama cultural contemporâneo sobre o ensino de artes visuais enfocando seu ensino na especificidade da Educação de Jovens e Adultos – EJA. A trajetória histórica das iniciativas de ensino para jovens e adultos, especialmente quando esta, não foi contemplada na formação inicial, foi tomada para que fosse analisada e compreendida a situação do EJA no Brasil. O trabalho foi feito a partir de uma pesquisa bibliográfica referência no assunto. Como resultado desse estudo, percebemos a complexidade de ser professor nesse contexto, pois, o professor assume o papel de mediador face á uma prática pedagógica baseada no diálogo. O confronto com diversos saberes advindos da experiência de vida de seus estudantes leva o professor constantemente a recriar e reelaborar sua prática docente para que ajude na formação de cidadãos cônscios de seu papel na sociedade. Palavras Chaves: Ensino em Artes Visuais; Educação de Jovens e Adultos; EJA. FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM ARTES VISUAIS: UM ESTUDO REFLEXIVO NA CIDADE DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-ES CELLIN, Joelma Polo UAB de Cachoeiro de Itapemirim-ES A pesquisa objetiva refletir o cenário da formação de professores da rede pública municipal e estadual do sul do Estado do Espírito Santo e também, demonstrar a importância desta formação inicial e continuada para com a disciplina de Artes nas escolas das redes públicas de Cachoeiro de Itapemirim . Tomamos como nosso objeto de estudo, o curso de graduação em Artes Visuais – EAD da Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, ofertado no Polo Municipal da UAB de Cachoeiro de Itapemirim. Curso este, que capacita professores na expectativa de suprir a carência de profissionais habilitados nesta área do conhecimento, para o exercício do magistério nas redes públicas de ensino do Município e de seu entorno. O nosso locus de pesquisa é o Polo UAB de Cachoeiro, que tem a contribuição de todos os envolvidos no processo de formação a saber: coordenação do curso de Artes Visuais - EAD/UFES, coordenação do Polo, tutoras presenciais e alunos. O trabalho fundamenta-se metodologicamente em pesquisa bibliográfica e documental, que abordam o tema e a pesquisa de campo com seus dados devidamente analisados e formatados. A proposta da pesquisa é de colaborar significativamente na oferta de um ensino de Artes de qualidade e que também a disciplina direcionada pelo arteeducador, seja trabalhada no espaço escolar como norteadora dos conteúdos. Palavras-chave: Formação de professores. Artes visuais. Educação a distância. ARTESTAGIUM: O ESTÁGIO SUPERVISIONADO COMO OBRA DE ARTE MINARI, Lisa Universidade de Brasília O Estagio Supervisionado pode tornar-se uma obra de arte? Mas, afinal de contas, é um estágio em Artes? Um estado de Arte? Por que não transformar essa experiência em Arte? A exposição Artestagium mostra que a docência em arte pode sim tornar-se objeto poético e questionador, promovendo a transformação desse estranhamento entre ser professor e artista e ainda permanecer aluno. Objetivo: Tornar o estágio Supervisionado possibilidade poética de expressão coletiva e colaborativa. Método: Reflexão sobre a experiência do estagiário em Arte/ Educação vivenciada em sala de aula e em instituições culturais. Pesquisa e elaboração de um objeto pedagógico e poético inerente à experiência escolar e extra-escolar inserido no âmbito da produção artística. Resultados da investigação: Exposição coletiva das turmas de Estágio Supervisionado em Artes Plásticas no Instituto de Artes da Universidade de Brasília. Palavras-chaves: Estágio Supervisionado, obra de arte, Arte/educação. ANÁLISE DAS LICENCIATURAS DE TEATRO DO PROGRAMA PRÓ-LICENCIATURA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA/UNB E DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO/UFMA LEITE, Luzirene do Rego Universidade de Brasília Este artigo trata dos cursos de Licenciatura em Teatro oferecidos na modalidade a distância que nos remete a uma visão contemporânea da pedagogia do teatro, considerando a relevância do uso pedagógico das tecnologias de informação e comunicação na arte-educação. Dessa forma, o presente trabalho objetiva apresentar uma análise das Licenciaturas de Teatro do Programa Pró-licenciatura da Universidade de Brasília/UnB e da Universidade Federal do Maranhão/UFMA. Palavras-chave: pedagogia do teatro, educação a distância, teatro e arte-educação. PROFESSORES DE TEATRO: DESAFIOS FRENTE À MATRIZ CURRICULAR DO ESTADO DE GOIÁS BARROS, Mara Veloso de Oliveira Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte - SEE/GO Este artigo relata as atividades planejadas e desenvolvidas em 2010 no âmbito de uma pesquisa sobre formação de professores de teatro na rede estadual de Goiás. Foram realizadas no decorrer da pesquisa investigações relacionadas à prática dos processos de ensino-aprendizado, visando relacionar os aspectos objetivos e subjetivos da realidade que envolve o professor de teatro da rede estadual de Goiás à matriz curricular de Arte/Teatro. A pesquisa foi realizada durante o curso de formação continuada para professores que ministram teatro na rede estadual de Goiás na educação fundamental. O curso aconteceu no período de abril à agosto de 2010. Participaram do curso cerca de 40 professores de diferentes municípios do Estado de Goiás. Objetivos:Investigar as contribuições da aplicação da nova Matriz Curricular da Secretaria de Educação do Estado de Goiás no contexto do ensino de teatro enquanto disciplina da rede pública de educação básica. Avaliar o perfil do professor frente aos desafios propostos na influencia na modalidade escolhida. Refletir, a partir dos dados coletados, sobre a melhor forma de atuação para formação continuada junto à esses professores. Palavras-chave: formação continuada; teatro-educação; matriz curricular. CONSTRUÇÃO DE UM EXPERIMENTO TEATRAL DE ESTÉTICA FRAGMENTÁRIA RODRIGUES, Marcio Alessandro Nunes Universidade Regional do Cariri Nesta comunicação pretendemos apresentar alguns resultados obtidos da dissertação de mestrado do PPGARC da UFRN, em Natal-RN, defendida em 2011, intitulada “A Cena Contemporânea aos Pedaços”. O objetivo principal era aproximar os estudantes do teatro fragmentário através de um experimento prático. Numa primeira fase efetuamos uma revisão bibliográfica em busca de estratégias de encenação do teatro em fragmentos. Posteriormente buscamos para a construção dos procedimentos apropriarmo-nos dos conceitos de Atmosfera de Mikhail Tchekov, e da Solvência de Audrey Quast, que seriam critérios norteadores das práticas improvisacionais e da avaliação do material cênico criado. Utilizando a metodologia da pesquisa-ação, desenvolvemos um experimento no qual observarmos que a escrita cênica final desenvolvida pelos estudantes, continha elementos das estratégias do teatro de fragmentos. Esta pesquisa gerou o experimento “Toque-me”, realizado com os alunos do curso de Licenciatura em Teatro na Universidade Regional do Cariri, em Juazeiro, Ceará, no ano de 2010. Os relatos dos estudantes, posteriores a construção do experimento, revelam uma mudança de olhar sobre este teatro que parecia tão distante do repertório cultural dos mesmos, relatam os estudantes uma compreensão dos critérios de criação desta estética. Palavras-chave: Teatro contemporâneo, Cena em Fragmentos, Procedimento. REFLEXÕES SOBRE A ETAPA DE AQUECIMENTO COMO SENSIBILIZAÇÃO PARA AS AULAS NO ATELIÊ DE ARTES VISUAIS PARA CRIANÇAS DO DEPARTAMENTO DE ARTES VISUAIS DA ECA / USP Margarete Barbosa Nicolosi Soares Universidade de São Paulo O texto apresenta reflexões sobre as experiências na etapa de aquecimento desenvolvidas durante o ano de 2010 no curso de extensão “Ateliê de Artes Visuais para Crianças” do Departamento de Artes Visuais da ECA/USP. Foi parte constituinte da pesquisa de dissertação de Mestrado: “Ateliê de Artes Visuais para Crianças: buscando fundamentos, compreendendo o essencial” de Margarete Barbosa Nicolosi Soares com orientação da Profª Drª Maria Christina de Souza Lima Rizzi. A metodologia utilizada foi a da pesquisa-ação participante envolvendo a supervisão docente, a participação da mestranda, dos licenciandos, das crianças e de suas famílias. A experiência colaborou para que compreendêssemos a importância e os resultados da preparação dos sentidos como aquecimento para as aulas de artes visuais. Foi possível vivenciar a integração das artes visuais, movimentos corporais e musicais e comparar as duas situações pedagógicas: as aulas desenvolvidas com aquecimento especifico com as aulas desenvolvidas sem aquecimento especifico. A pesquisa apontou claramente para a necessidade, para a qualidade do ensino aprendizagem da arte, da primeira situação. Palavras- chaves: formação de professores; ateliê ; ensino e aprendizagem da arte; extensão cultural. CONSTRUINDO ESTRATÉGIAS DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM GRUPOS DE ESTUDOS FONSECA, Maria da Penha OLIVEIRA, Myriam Fernandes Pestana Rede Pública de Educação do Espírito Santo/ Pólo Arte na Escola/UFES A construção metodológica se funde em conceitos teóricos que dialogam com a ação e reflexão na construção do trabalho, apoiando-se em Bakhtin, com a fundamentação metodológica da pesquisa, os conceitos e análise de dados; e em Greimas, que apresenta por meio da semiótica um olhar para a experiência estética. A proposta de formar um grupo de estudo sobre o ensino de arte deu-se a partir de inquietações e questionamentos vivenciados na docência. O Grupo de Estudos do Pólo Arte na Escola - GEPAE/UFES teve início em 2009 com o objetivo de possibilitar momentos de encontros para estudos, visando a promoção e realização de formação continuada entre as arte-educadores do Espírito Santo. O pequeno grupo vem crescendo e ganhando reconhecimento entre os demais professores do estado, que dentro do possível buscam integrar-se a esse. Em seu terceiro ano de atividade o grupo intensificou suas as ações e propôs pólos de estudos em municípios mais distantes da capital. Assim, a construção do objeto de pesquisa tem se construído a partir da relação das processualidades específicas do ensino de arte, em situações e contextos diferenciados, tanto no campo profissional quanto pessoal, por meio de participação em eventos, tais como exposições, bienais, seminários, congressos, cursos e encontros de formação continuada de professores que se dão partir da proposição de estratégias de construção do conhecimento, seja pessoal ou do grupo. Palavras-chave: Formação Continuada; Professor de Arte; Ensino de Arte. CONTRIBUIÇÕES DA PERSPECTIVA EDUCACIONAL DE HELENA ANTIPOFF PARA O ENSINO DE ARTE EM MINAS GERAIS: FAZENDA DO ROSÁRIO (1940 – 1970) ALMEIDA, Marilene Oliveira Universidade Federal de Minas Gerais Este estudo é proveniente do Mestrado em educação em curso na Faculdade de Educação/UFMG. Tem-se como objetivo investigar a proposta de ensino de arte na Fazenda do Rosário, Ibirité, MG, entre 1940 e 1960, instituição fundada pela educadora e psicóloga russa Helena Antipoff, que chega ao Brasil em 1929 para atuar na Escola de Aperfeiçoamento. Emergindo-se da dimensão pedagógica da educadora, a investigação, ainda em estágio inicial, privilegia destacar como se deu o ensino de arte empreendido na instituição no período tratado, procurando identificar colaboradores e propostas pedagógicas adotadas por artistas educadores que ali atuaram. Fundamenta-se nas pesquisas biográficas de Helena Antipoff; nos estudos de história da psicologia da educação realizadas por Campos; nos trabalhos de história do ensino de arte realizados por Barbosa para contextualizar as fontes primárias consultadas: programas de cursos de ensino de arte, relatórios de aulas registrados pelos educadores da época; escritos em diários de Helena Antipoff e correspondências com colaboradores. Algumas questões guiam o estudo: como a educadora percebia a importância da arte na educação dos docentes e discentes e em que concepções educacionais se assentaram suas proposições. A partir de levantamentos preliminares, destacam-se: artista educador francês Jean Bercy, ceramista nordestino Jether Peixoto e Augusto Rodrigues, parceiro que fundou a Escolinha de Arte do Brasil em 1948, apoiado por Antipoff. Palavras-chave: Helena Antipoff. Ensino de Arte. Escolinhas de Arte do Brasil. A EPISTEMOLOGIA SUBJACENTE À AÇÃO DOCENTE DO PROFESSOR DE ARTE TEUBER, Mauren Faculdade de Artes do Paraná Esta pesquisa qualitativa visa localizar a concepção pedagógica de dez professores de Arte entrevistados em escolas pertencentes à Rede Municipal de Ensino de Curitiba. O estudo é constituído por um trabalho de campo com a aplicação de questionário semi-estruturado, análise de conteúdo, e mostra que sob o ponto de vista das relações pedagógicas pode-se afirmar que há um movimento de polarização tendendo ora valorizar ou o professor (modelo empirista) ou o aluno (modelo apriorista), e ora as relações entre professor e aluno (modelo interacionista), no que tange à compreensão de como o conhecimento se constrói. Ao se analisar a epistemologia subjacente à ação docente do professor de Arte, observou-se que: (a) uma professora mostrou-se empirista; (b) sete aprioristas e (c) três interacionistas, sendo que duas delas foram professores que entregaram inicialmente por escrito o questionário. Depreende-se que a percepção do professor acerca do que seja o discurso “educacionalmente correto”, que valoriza e pede idéias interacionistas, é nítida e aparece exatamente naqueles depoimentos que puderam ser “preparados” por escrito. Muito significativo é o fato de que a grande parte seja apriorista, ainda que tenha sido apontada uma superação das amarras do espontaneísmo no Ensino da Arte. Os resultados da pesquisa evidenciam determinadas concepções pedagógicas que, traduzidas didaticamente, fazem avançar, retardar ou até impedir o processo de construção do conhecimento, como a idéia de que o talento artístico seja um dom, uma das marcas verificadas e ainda “tatuadas na alma” dos professores de Arte. Palavras-chave: epistemologia; ação docente; arte UM PRAGMATISMO NECESSÁRIO: O ESTÁGIO CURRICULAR NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE ARTES VISUAIS OLIVEIRA, Paulo Wagner Universidade Federal do Pará Neste artigo apresento uma pesquisa sobre as contribuições do Estágio Curricular para a Formação do Professor em Artes Visuais. Houve também, neste trabalho, uma preocupação em compreender o contexto da atividade de estágio na visão do licenciando em Artes Visuais da Universidade Federal do Pará / UFPA, tomando como base para a fundamentação de tal pesquisa a análise crítica dos relatórios e depoimentos realizados pelos mesmos durante seus períodos de estágios. Esta pesquisa constituiu-se metodologicamente de uma análise objetiva – considerações dos principais teóricos que discutem a formação de professores e o ensino de Arte, tais como: Gadotti (2005), Ferraz e Fusari (1992), Pimenta (1994), entre outros -, e de uma análise subjetiva – as percepções particulares dos licenciandos sobre as atividades de Estágio Curricular (informações coletadas por meio de questionários e relatórios). Ainda, este trabalho propõe também uma reflexão sobre o dialogismo na relação teoria/prática, a compreensão do ser professor, dentre outros. Contudo, as reflexões sobre esta investigação apontaram para problemas antigos sobre a formação de professores em Artes Visuais, sendo eles: a dissociação na relação teoria/prática, o Devir-professor, dos métodos de ensino/aprendizagem, dentre outros tantos. No entanto, pôde-se concluir a funcionalidade do Estágio como ferramenta de suma importância para a formação do docente em Artes Visuais. Palavras-Chave: Formação de Professores, Estágio Curricular, Ensino de Arte. UM OLHAR SOBRE AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE ARTES VISUAIS NO ENSINO MÉDIO A PARTIR DA LEGISLAÇÃO ATUALIZADA (2004 A 2010) FRANÇA, Rita de Cássia Cabral Rodrigues de Universidade Federal do Pará Pesquisa sobre o estado do conhecimento de Práticas Pedagógicas de Artes Visuais no Ensino Médio. Se justifica pela necessidade de desvelar os estudos científicos desenvolvidos no período de 2004 a 2010 em artes visuais. Esse recorte temporal se justifica devido às alterações na legislatura educacional vigente, a saber: as Leis nº 10.639/03; nº 11.645/08, bem como as Diretrizes Curriculares para as Relações Étnico-raciais; as Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio e as Diretrizes para Formação de Professores. Tem por objetivo analisar teses e dissertações dos Programas de pós-graduação sobre prática pedagógicas em artes visuais no ensino médio. O aporte teórico de artes: Barbosa (2001), Fusari e Ferraz (2001), sobre a formação e os saberes à docência de arte.. O estudo apresenta uma abordagem quantitativa que busca avaliar que desenho conceitual que as pesquisas possibilitam. Conclusões: apresentam uma carência de pesquisas sobre práticas pedagógicas em artes visuais no ensino médio. Palavras-chave: Artes Visuais - Práticas Formação de Professor. SIMULTANEIDADE ENTRE O SER ESTUDANTE, ESTAGIÁRIO E PROFESSOR DE ARTES VISUAIS OLIVEIRA, Ronaldo Alexandre de PINTO, Aline do Prado Universidade Estadual de Londrina (PR) O propósito deste trabalho é refletir sobre a formação e atuação docente, tendo o cotidiano escolar enquanto lócus deste espaço, tempo e lugar onde formação e atuação docente se encontram e dialogam. Queremos desvelar as maneiras como o estudante/estagiário e ao mesmo tempo professor cria e habita este espaço no seu oficio de aprender e ensinar arte. Partimos de reflexões advindas da prática de educadores, que ainda enquanto estudantes de graduação se encontram em sala de aula ensinando arte; ora como contratados pelo Processo Seletivo Simplificado (PSS), ora enquanto estagiário, e é lá com as dificuldades enfrentadas em vários níveis que vão experimentando as possibilidades de ser professor. Para efeito de analise tomamos como base dados advindos do projeto de pesquisa “Formação inicial e continuada de Educadores em arte: Marcas e Perspectivas dos saberes e Fazeres Docentes”, onde pesquisamos varias dimensões do ensinar arte na escola. Somamos a estes dados entrevistas realizadas com estudantes que se encontram atualmente em formação e que já atuam na escola básica, assim quanto, egressos que vivenciaram estas duas dimensões no seu processo de formação, isto é: ser estudante e professor de arte ao mesmo tempo. A idéia central que o artigo se propõe a discutir via dados da pesquisa é como ser estudante, estagiário e professor de arte ao mesmo tempo? Quais são os comprometimentos e o que essa vivencia acarreta no seu processo de formação e atuação docente em arte? Palavras chave: Arte, Estágio e Educação. INTERFACE NO INTERCURSO: COM-VIVÊNCIAS NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR NAS LICENCIATURAS EM ARTES VISUAIS E MÚSICA FERNANDES, Sonia Regina Faculdade Paulista de Arte (FPA) Objetivos: Na consideração de que, atualmente, a formação do professor de arte, mediante os cursos de licenciatura para o ensino formal, é processada seguindo as diretrizes e os parâmetros curriculares nacionais, nas modalidades: artes visuais, artes cênicas, música e dança, a investigação visou observar o ensino e a aprendizagem da arte construindo legitimamente, na base, uma Educação Artística. Ou seja, a arte como experiência brotada da relação com as linguagens; e não como uma formação polivalente. Métodos: A proposta articula o espaço social de construção de conhecimento da escola nas aulas dos primeiros semestres dos cursos, visando a sonoridade e a musicalidade de um lado e a visualidade de outro, para a mediação da arte. O projeto de estudo de caso, inserido na disciplina Arte, Educação e Tecnologia, no primeiro semestre de 2011, trabalhou distintamente o conhecimento no fazer artístico com materiais comuns, brutos ou elementares: papel, madeira, vidro, lata, plástico, terra, pedras, tecidos, ferro, líquidos. Resultados de Investigação: Apresentações públicas de interfaces das experiências estéticas na diversidade e na multiplicidade de possibilidades construídas, mediadas e vividas. Nelas, além das imagens dos objetos criativos com os materiais (re)significados, ficou a experiência da interrelação do potencial dos cursos na vivência contemporânea. As estruturas de linguagem instalaram a reflexão e a crítica da percepção e da arte na cotidianidade e para a educação estética. Palavras-Chaves: Licenciatura; Artes Visuais; Música; Conhecimento. VER A SERRA DO MATO GROSSO NA RACHADURA DA PAREDE: IMAGINAÇÃO OU BARBÁRIE NARVAES, Viviane Becker Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Este trabalho aborda uma experiência desenvolvida na penitenciária Lemos Brito/ RJ no projeto de extensão Teatro na Prisão (coordenado pelas professoras Natália Fiche e Maria de Lourdes Naylor Rocha). Por um lado observam-se aspectos da formação dos alunos do curso de Graduação em Teatro, modalidade Licenciatura, e por outro se trata de introduzir a linguagem teatral aos presos a partir de procedimentos baseados nos indutores de jogos de Ryngaert (2009). A opção metodológica é por uma educação para transformação que alia saber e mudar, sob o viés da educação popular influenciada pela matriz freireana (NOGUEIRA, 1989). Não se trata de uma metodologia de educação popular propriamente, mas de uma atitude dos educadores na relação com os educandos. Em certa medida uma atitude socrática fundamentada na ruptura com a tradição onde o oprimido é sujeito de sua libertação. A linguagem teatral por meio da experiência estética (ADORNO, 1995) permite a ressignificação de si e do mundo. A experiência tem buscado que os presos se reconheçam capazes de criar novos espaços de convivência cidadã em contraposição à situação de exclusão que vivem. Este teatro contra a barbárie (VIGANÓ, 2006) potencializa as escolhas. Melhor é ver a Serra da liberdade imaginada pela rachadura da parede. Palavras-chave: Teatro, Ensino de Teatro, formação crítica. GT 3: MÉTODOS E TEORIAS METODOLÓGICAS LIVRE EXPRESSÃO: INTENÇÕES X INTERPRETAÇÕES BASTOS, Amanda Cristina Figueira RANGEL, Danuza da Cunha UNIFLU - FAFIC Esta comunicação é parte do trabalho de pesquisa para conclusão do Curso de Licenciatura em Artes Visuais, que teve por objetivo promover uma revisão do conceito de “livre expressão” aplicado ao Ensino da Arte. A “livre expressão” surgiu a partir da Arte Moderna, com a crescente valorização da subjetividade e com os estudos da psicanálise. Defendida por Read e Cizek, de forma geral estava relacionada à aprendizagem através da experiência, por isso não era permitida a cópia de modelos e técnicas. O que se pretendia era que cada criança encontrasse seu próprio modo de representação, autêntico e original. Porém, a “livre expressão” no Brasil foi compreendida de forma equivocada devido, entre outros fatores, o despreparo dos profissionais da área, bem como a ausência de livros em português, o que levou, na prática, à sua má interpretação e aplicação. Esse equívoco, segundo Ana Mae Barbosa, fez com que o ensino de arte se transformasse em um laissez-faire, um deixar fazer “qualquer coisa”, partindo de uma ênfase na expressão das emoções e resultando em reproduções estereotipadas, nada tendo a ver com processos criativos e cognitivos. É necessário entender o contexto em que a “livre expressão” foi inserida, quais foram as intenções dos que a defendiam e as causas de ter sido má interpretada, para que possamos propor soluções que tornem as aulas de arte mais efetivas, propiciando o reconhecimento desta área tão importante do ensino. Palavras-chave: livre expressão – ensino de arte – formação do professor ENSINO MUSICAL ESCOLAR NA NOVA MATRIZ CURRICULAR DO ESTADO DE GOIÁS: ELABORAÇÃO E APLICAÇÃO DE SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS NA DISCIPLINA MÚSICA EMRICH, Ana Rita Oliari CAMPOS, Denise Álvares SEDUC e UFG Este artigo é o relato de uma pesquisa em desenvolvimento que tem como objetivo investigar as contribuições socioculturais e pedagógicas da aplicação da nova “Matriz Curricular” elaborada pelo Centro de Estudo e Pesquisa: Ciranda da Arte vinculada ao processo de Reorientação Curricular da Secretaria de Educação do Estado de Goiás no contexto do ensino de música enquanto disciplina da rede pública de educação básica na região Metropolitana. Esta pesquisa tem desenvolvido momentos de reflexão entre os professores da rede pública, contribuindo para a sistematização de propostas pedagógicas, ou seja, contribuindo na elaboração de seqüências didáticas voltadas para educação musical no ensino básico. Assim, esta pesquisa pretende investigar os desdobramentos da aplicação da nova Matriz Curricular na área de Música , através da elaboração e aplicação de Sequências Didáticas com um grupo de professores atuantes em sala de aula de escolas estaduais.Como membro da equipe de Música do Ciranda da Arte, a pesquisadora pretende realizar uma análise e avaliação do processo de levantamento de dados para a elaboração de Sequências Didáticas e posteriormente observar, analisar e avaliar a aplicação dessas Sequências Didáticas, não como situações fechadas, e sim como modelos nos quais outros professores possam se inspirar para criar os seus próprios planos de trabalho.Pretende-se apresentar neste congresso os resultados obtidos nas duas etapas de coleta de dados que se constitui na elaboração de Sequências Didáticas e sua aplicação. O PROJETO PIBID E O TEATRO NO ENSINO MÉDIO ANDRADE, Andreia Fernandes de Universidade Federal da Bahia A comunicação visa discutir a inserção do Teatro no Ensino Médio da rede pública estadual através do projeto PIBID- Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, que funciona em parceria entre a Universidade Federal da Bahia e a SEC/BA, na cidade de Salvador. O enfoque será na questão da obrigatoriedade do ensino das artes/teatro e a possibilidade que o projeto oferece para a pesquisa de metodologias que lhe facilitem a inserção na sala de aula. Palavras-chave: pedagogia do teatro, teatro, ensino médio. DANÇAR JOGANDO PARA JOGAR DANÇANDO GIUSTINA, Fabiana Marroni Della Universidade de Brasília O trabalho proposto neste artigo objetiva abordar processos pedagógicos e metodológicos da dança contemporânea. Ele também objetiva estabelecer conexões entre o conhecimento educacional e estético, de uma forma que se entenda o conhecimento da dança como uma linguagem fundamentada na interdisciplinaridade. Jogos para Dançar é uma investigação das potencialidades dos jogos de regras com finalidade de improvisação corporal em dança como transmissoras de conhecimento, tais como: Estéticos, Lingüísticos, Biomecânicos, Locomotores, Físicos e Pessoais. A pesquisa foi desenvolvida utilizando-se dois grupos de participantes colaboradores adultos que experienciaram diferentes abordagens de jogos corporais permitindo a aplicação da metodologia em dança em dois contextos diferentes. Um grupo era composto de alunos da graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal de Uberlândia em momento de formação contínua e treinamento, e o segundo grupo com professores da rede pública de ensino do Distrito Federal da Escola Parque 303/304 Norte em momento de coordenação pedagógica com número de encontros pré-definidos. Palavras-Chave: Dança-Educação, Educação Estética, Jogos Corporais e Interdisciplinaridade. A IMPROVISAÇÃO CÊNICA E A CONSTRUÇÃO DE ROTEIROS COMO INSTRUMENTOS DE APRENDIZAGEM TEATRAL EM SALA DE AULA, A PARTIR DO ESTUDO DA COMMÉDIA DELL’ARTE BRAGA, Gislane Gomes SANTANA, Arão Paranaguá de Rede Estadual de Ensino (MA) / Universidade Federal do Maranhão O presente trabalho aborda um processo de aprendizagem teatral desenvolvido com alunos do segundo ano do Centro de Ensino Médio Bernardo Coelho de Almeida, localizado na cidade de São Luís (MA), no qual o “ponto de partida” foi uma das formas mais revolucionárias do teatro mundial: a Commédia dell’ Arte. A partir de seus elementos estéticos, como o texto e o improviso cênico, experimentamos a linguagem cênica, tomando como base teórico-metodológica a abordagem triangular, o sistema de jogos teatrais de Viola Spolin, a construção coletiva de roteiros e a elaboração e apresentação de improvisações teatrais. Dessa forma, conseguimos contemplar as proposições que orientam o trabalho de arte-educadores na atualidade, uma vez que a crítica, a contextualização, a apreciação e a fruição da linguagem teatral nos foram plenamente permitidas. Além disso, esta experiência nos possibilitou uma prática educativa que proporcionou o compartilhamento de descobertas, idéias, sentimentos, atitudes, estabelecendo a relação do indivíduo com o coletivo de forma participativa, criativa e democrática. Palavras-chave: Teatro. Educação. Commédia dell’Arte. ARTE NA EDUCAÇÃO ESPECIAL: EXPERIÊNCIAS E POSSIBILIDADES SILVA, Josiane de Jesus da MENEZES, Flávia Andresa Oliveira de Universidade Federal do Maranhão Este trabalho apresenta questões norteadoras a respeito da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e analisa a forma como vêm sendo pensadas e aplicadas ações na área da Educação Especial pela SEMED e SEDUC no Maranhão. Destaca-se a relação entre Arte e Educação Especial, tendo como ilustração o Centro de Atendimento Especializado Helena Antipoff. Os procedimentos metodológicos adotados para tanto foram: pesquisa de campo, com observações e entrevistas; pesquisa bibliográfica; documental; e cruzamento de dados. Traz uma discussão sobre como a Educação Especial é pensada e tratada pelo poder público no Maranhão, a partir das Secretarias de Educação: SEMED (Secretaria Municipal de Educação) e SEDUC (Secretaria Estadual de Educação). Outro ponto de abordagem é que o Centro de Atendimento Educacional Especializado vinculado ao Estado, o Helena Antipoff, tem cumprido um importante papel como instituição não só integradora, mas também inclusiva. A pesquisa discute ainda problemáticas a respeito da inclusão de alunos com necessidades especiais em salas regulares e por fim sugere atividades de teatro que possam ser aplicadas nas turmas em processo de inclusão. Palavras-chave: Política Nacional, Educação Inclusiva, Arte, Dança e Teatro. PARA CONSTRUIR UM CORPO LETIVO: CONFIGURAÇÕES DE UM PROCESSO EDUCATIVO QUE DANÇA FRANKEN, Josiane Gisela Universidade Federal do Rio Grande do Sul O trabalho enfoca a produção de conhecimento e o processo de ensino aprendizagem da dança na escola. Tendo como preocupações principais evidenciar os conteúdos fundamentais para a inserção da disciplina de dança no ambiente escolar e analisar a configuração do “corpo letivo”, a pesquisa desenvolve-se numa abordagem teórico-prática, que se propõe a discutir as relações entre saberes docentes e discentes e teorias da dança. A parte empírica da pesquisa ocorre no Instituto de Educação General Flores da Cunha, escola da Rede Estadual de Ensino de Porto Alegre – RS, onde alunos de 5ª a 8ª séries participam de uma oficina de dança que se realiza entre os meses de maio a dezembro de 2011. Essa experiência prática visa coletar materiais (através de vídeos, fotos, relatórios de observação), que serão analisados na perspectiva de autores como: Marques, Strazzacappa, Desgranges, Salles, Bauman e Freire, dentre outros. Ao tratar de temas inerentes à inserção da dança na escola, a pesquisa compreende fatores como: perfil docente, possibilidades e dificuldades da ação pedagógica, conteúdos e processos históricos de dança, educação e sociedade. A partir destas questões e reflexões pretende-se criar um entrelaçamento de saberes na tentativa de ampliar as possibilidades de trabalho em dança na Educação Básica, problematizar mitos a respeito do ensino da dança e pesquisar o universo que engloba tais práticas. Palavras-chave: Conhecimento. Dança. Educação. Conteúdos. RELICÁRIOS – RECURSO PARA TRABALHAR MEMÓRIA E PATRIMÔNIO SAMPAIO-RALHA, Jurema Luzia de Freitas Universidade de São Paulo / Centro Universitário Padre Anchieta Objetivos: Relatar a experiência desenvolvida em sala de aula, com crianças de 6º.ano, no tema memória e patrimônio, usando como referência os relicários, objetos presentes na cultura popular. Método: Pesquisa-ação, desenvolvido em escola de Ens.Fund. em Campinas/SP, entre março e abril e 2011. Foram trabalhados: desenvolvimento de relicários pessoais (1ª. fase) e de grupo (2ª. fase); reflexões sobre patrimônio, memória; conceito de relíquias e seleção de itens de representação para relicário coletivo. Resultados: Desenvolveram senso de pertencimento à comunidade em que vivem; aprenderam o que é patrimônio (material e imaterial) e como se desenvolvem os processos de seleção para preservação de memória de patrimônio. Também foi feita uma exposição dos relicários e um debate aberto sobre o processo e o aprendizado. AMPLIAÇÃO DOS PAPÉIS CRIATIVOS EM EXPERIMENTOS DE ENCENAÇÃO E APRENDIZAGEM MARTINS, Marcos Bulhões Universidade de São Paulo A comunicação enfoca a possibilidade de ampliação das funções criativas no fazer teatral, seja na escola ou em oficinas. A meta é estimular nos alunos a apropriação dos principais instrumentos de escritura cênica, seja como criador, seja como espectador. Além do papel de ator (jogador, atuante, performer) e do espectador crítico, defende-se que os alunos exercitem outras funções na criação cênica, seja como diretores, dramaturgos, sonoplastas e cenógrafos. Este princípio metodológico pode interessar aos professores que coordenam experimentos de aprendizagem e encenação. EDUCAÇÃO INCLUSIVA E ARTE: A CONSTRUÇÃO DE UMA TRAJETÓRIA SILVA, Maria Cristina da Rosa Fonseca da KIRST, Adriane Cristine Universidade Estadual de Santa Catarina Apresentamos as investigações realizadas pelo Grupo de Pesquisa: Educação, Arte e Inclusão no contexto do ensino de arte. Articulado ao tripé ensino, pesquisa e extensão o grupo vem desenvolvendo sua trajetória no sentido de ampliar os estudos que subsidiem a formação de professores de artes, o ensino escolar, bem como o trabalho em espaços múltiplos. A formação de pesquisadores para essa temática tanto na graduação, como na pós-graduação tem se constituído alvo principal. Considerando a inclusão um termo polissêmico no contexto social, o grupo propõe três perspectivas inclusivas: uma que se refere as pessoas com deficiência, outra à questões étnico-raciais e a construção de um currículo multicultural-crítico e uma última que diz respeito a inclusão como fenômeno tecnológico capaz de ampliar o acesso a informação. Nossas investigações tem aprofundado a abordagem qualitativa por entender que ela contribui de forma coerente para o aprofundamento dos fenômenos educativos no contexto do ensino de arte. O grupo tem realizado parceria com educadores de Portugal, Espanha e Argentina tanto no contexto da educação como no contexto da arte. Acreditamos que o trabalho em grupo, as atividades colaborativas e o estudo investigativo tem apresentado bons resultados no sentido de conhecer melhor nosso objeto de estudo, o ensino de arte inclusivo, podendo desta forma ampliar as contribuições da área para essa temática. Nos últimos anos o grupo tem apresentado suas sistematizações em forma de livros, publicados: um em 2009, um em 2010 e um em 2011. Palavras-chave: Inclusão, pesquisa, ensino de arte, grupo. O LUGAR DO JOGO NA CONTEMPORANEIDADE CONCEIÇÃO, Pablo Fabricio da Universidade Estadual do Maranhão / Universidade Federal do Maranhão Têm-se como objetivos: conceituar a infância na contemporaneidade; apresentar o jogo como instrumento de educação social e crítica; indicar caminhos metodológicos para a utilização de jogos na Educação Infantil. Para tanto, incursionou-se em pesquisa etnográfica, inserindo-se em um grupo específico de crianças de 05 anos de idade, estudantes da escola Dom Quixote, observou-se as relações entre infância/infância, infância/sociedade e infância/jogo, percebendose quais práticas adotadas, pelo professor, nesse caso específico o próprio pesquisador – trata-se de observação direta participante –, eram aceitas socialmente pelo grupo; com esses resultados, pesquisou-se sobre os conceitos de infância, criança e pós-modernidade, traçando-se paralelos com a realidade encontrada na escola, além daquela percebida pelo pesquisador no cotidiano – que também tornara-se ambiente de observação indireta; e, finalmente, relacionou-se os conceitos e práticas de jogo disseminados através da história secular com a receptividade desses por um público, hipotético – representado pelas práticas iniciais na escola –, de crianças pós-modernas da Educação Infantil. Os resultados são: o fato de que há uma modificação no comportamento infantil, principalmente com relação à visão do adulto acerca da criança; a criança, hoje, está inserida em espaços múltiplos de aprendizagem, sendo a escola o mais conservador; pela modernização da vida, o jogo perde espaço social, porém algumas práticas sobrevivem, a escola é, nessa medida, um dos colaboradores dessa continuidade; existem jogos mais apreciados pela criança, mas nem todos são conhecidos por essa clientela pós-moderna. Palavras-chave: Criança; Infância; Pós-modernidade; Jogo. REGISTRO DE FORMAS, FORMAS DE REGISTRO – PRÁTICAS NA FORMAÇÃO DO ARTISTA E EDUCADOR EM TEATRO CAON, Paulina Maria Universidade Federal de Uberlândia Esse texto emerge dos diálogos, leituras e ações estabelecidas junto a estudantes da graduação em Teatro na Universidade Federal de Uberlândia, no componente curricular Projeto Integrado de Práticas Educativas V, no segundo semestre de 2010. Experimento articular o relato de situações de ensino-aprendizagem e burilar algumas considerações que, ao longo do curso, foram apenas levantadas. Proponho um olhar sobre o registro como campo de debate epistemológico e estético em processos criativos e pedagógicos em teatro. Abordarei o tema a partir de diferentes dimensões. O registro em jogo ou da cena teatral como desafio para jogadores-atores em seu processo de resgate de materiais para a cena. O registro do educador e do processo coletivo de aprendizagem como espaço de reflexão e sedimentação de saberes, apontando inclusive para a elaboração de novos objetos estéticos na ação de registrar. Por fim, o registro de processos criativos de coletivos ou grupos teatrais, que têm engendrado procedimentos criativos e valorizado a dimensão pedagógica dos processos de criação em grupo. Meu objetivo é ampliar as possibilidades de reflexão sobre as práticas do registro e os desdobramentos reflexivos que ela pode ter na formação do artista e do educador de teatro, considerando a produção ainda restrita disponível sobre o tema na área da Pedagogia do Teatro. A experiência vivida junto aos estudantes no PIPE V teve como resultados a própria reflexão aqui apresentada, assim como a produção de diferentes formas de registro ao longo do processo. Palavras-chave: Formas de registro, Pedagogia do Teatro, teatro contemporâneo. O TEXTO EM DIÁLOGO DAS MEMÓRIAS – O IMPERADOR JONES: O FRAGMENTO NO PROCESSO DE ESCRITURAÇÃO DRAMATÚRGICA SILVA, Rodrigo França Universidade Federal do Maranhão O conceito de dramaturgia na cena contemporânea ultrapassa as perspectivas singulares do texto escrito e grassa por diversos campos da encenação , constituindo -se em uma possibilidade pedagógi ca de investigação e construção cênica. Com foco sobre a escrituração dramatúrgica e visando a autonomia da encenação, na qual o texto é um elemento de composição e que a cada experimentação, em função da produção de novos sentidos, é passível de modificaç ões, este trabalho visa analisar os experimentos IV e V de O Diálogo das memórias - O Imperador Jones, evidenciando os fragmentos encenados, respectivamente, no CCH/UFMA no I Colóquio Walter Benjamin e na Jornada Comemorativa do 34º Aniversário do Museu Histórico e Artístico do Maranhão em 2007. Buscou-se a compreensão das implicações e conseqüências deste recurso dramatúrgico à criação da encenação, tal como a sua natureza experimental e processual, situando-o enquanto uma metodologia do fazer teatral consoante à contemporaneidade. A partir de uma análise dos elementos compositivos da encenação, em especial do texto Imperador Jones de Eugene O’neill, enquanto prétexto, e dos intertextos utilizados, estes últimos como ativadores dos contextos históricos e da memória maranhense e sua relação com a escravidão, apresenta-se a relevância da pesquisa, para a formação do licenciado em Artes Cênicas, em experimentar uma prática de teatro que visa desenvolver a competência pedagógica e a teoria, associadas a uma competência artística que valorize o processo em detrimento a supervalorização de um produto final. Palavras-chav e: Dramaturgia. Processos criativos . Encenação. DANÇA SIGNIFICATIVA WANDERLEY, Rosane Laudano Campello Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch - Rede FAETEC de Ensino - RJ Pretendi mostrar com esta pesquisa que o conhecimento das teorias de aprendizagem interferem positivamente no ensino da dança. Para tal, investiguei as teorias construtivistas de Jean Piaget, L. Vigotsky e Henri Wallon como suporte do entendimento de conceitos utilizados por David Ausubel, em sua teoria da aprendizagem significativa, destaque teórico dessa minha investigação. Além de apresentar a teoria de Ausubel, procurei relacioná-la com as anteriores e com o ensino da dança, assim como com os pensamentos transdisciplinares de Edgar Morim. Dessa forma, esta pesquisa torna-se relevante para estudantes de Dança, Educação Física, artes e professores em geral interessados em pensar que independente do subsídio técnico utilizado, caberá ao professor de dança um ofício de artesão de significados e multiplicador de subjetividades que auxiliem na produção de um estado de autogoverno conseqüente de um corpo útil, operativo, incluso, como um significativo canal de passagem para a informação. O JOGO CÊNICO EM ESPAÇO CIRCULAR: DIÁLOGO TEATRAL ENTRE O JOGO E A RODA DO TAMBOR DE CRIOULA FERREIRA, Rosenilde Rodrigues Colégio Liceu maranhense O jogo é uma forma natural de grupo que propicia um envolvimento e a liberdade pessoal necessária para experiência de estar junto ao fazer coletivo. No tambor de crioula identifica-se um encontro grupal, demarcado por um espaço circular, transferido ao corpo, no qual este se relaciona com outro corpo que responde com gestos mímicos pré-expressivos e no momento intuitivo de cada um, tanto brincante quanto público, se relaciona de maneira espontânea e natural neste espaço onde todos se vêem. Fruto de observações vivenciadas ao longo de 18 anos, o presente trabalho visa apresentar a relação entre jogo improvisacional e jogo ritualístico no tambor de crioula. A partir da análise de elementos compositivos desta dança se percebe a incorporação de energias vivas, que vem do íntimo de cada um, adquirindo corpo e espírito duplicados, que se exterioriza para a cena, como uma essência divina que vem do outro para os outros. Dá-se destaque ao movimento da punga, que acontece de maneira livre, sem assombros no meio do tambor, pois este é aceito com prazer, fazendo parte da brincadeira e sem perceber os brincantes assumem os arquétipos personalizados em uma presença cênica magnífica. Sendo assim, ressalta-se a utilidade do fazer cênico desta manifestação popular como conteúdo para o jogo teatral por meio da associação da estrutura Onde, Quem e Que, trabalhada por Viola Spolin, como forma de conduzir a uma atividade não apenas de exercício cênico, mas artística humana. [AR]RISCANDO PROFANAÇÕES TRINITÁRIAS: EXPERIÊNCIAS COM ESCRITURAS DE DISSERTAÇÕES MARTINS, Rosilandes C. OLIVEIRA, Wolney F. Universidade Federal de Goiás Este texto tem por objetivo as reflexões investigativas referentes aos processos metodológicos que permearam três dissertações de mestrado em Cultura Visual na linha de “Educação e Visualidades” na Faculdade de Artes Visuais/UFG. Na primeira parte deste trabalho, ocorre a exposição das abordagens de metodologias que foram escolhidas e nomeadas como - margens, ensaios e dobras – e que agenciaram as pesquisas em arte/educação como espaço privilegiado para tramas inventivas e reordenações a partir dos mirantes de cada investigadores/as. Na segunda parte, são abordadas como as direções multifocais das metodologias percorridas e encontros com profanações que instigaram, no contexto das pesquisas, a reutilizar alguns processos rigorosos sugeridos a partir da estrutura acadêmica e que foram revisitados no contexto da pesquisa em educação estética. Na terceira parte lidamos com as inscrições do sensível e relato das texturas de aprendizagem como resultantes dos processos estudados. Palavras-chave: processos investigativos em arte/educação, metodologia, profanação. LEITURA DE TEXTOS SINCRÉTICOS: RELAÇÕES ENTRE O VERBAL E O NÃO-VERBAL EM DIÁRIO DE BORDO DE JOSÉ BESSA LERM, Ruth Rejane Perleberg Universidade Federal do Rio Grande do Sul A Dissertação de Mestrado Leitura de textos sincréticos: relações entre o verbal e o não-verbal em Diário de Bordo de José Bessa, defendida em 2010 no programa de Pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob orientação da Profª Drª Analice Dutra Pillar, tem como objetivo estudar as relações entre o verbal e o não-verbal e os efeitos de sentido advindos dessas relações em Diário de Bordo, livro de artista de José Bessa. O corpus de análise, constituído de suas vinte pranchas, as capas anterior e posterior, apresenta como aporte teórico-metodológico a semiótica discursiva. A obra, qualificada como livro de artista e como texto sincrético, é descrita quanto aos seus procedimentos de sincretização, identificando os graus de intimidade entre as linguagens envolvidas. Conclui-se que, como produção contemporânea, seu discurso assenta-se sobre os termos complexo, o profeta (ao mesmo tempo humano e divino), e neutro, o cibernético (nem humano, nem divino), capazes de dar conta da complexidade de nossa sociedade atual. Pretende, ainda, contribuir com pesquisas sobre leitura de imagens que tenham como objeto de estudo textos verbovisuais, bem como para as reflexões sobre a arte e seu ensino, na medida em que abre o leque de imagens a serem lidas em sala de aula e, ao incluir a semiótica discursiva como possibilidade de leitura de imagens, aponta um referencial teórico e metodológico para professores de arte. Palavras-chave: ensino da arte, leitura da imagem, livro de artista, texto sincrético, texto verbovisual. QUANDO O PROTOCOLO ROUBA A CENA. TEXTO E ESPAÇO COMO FOCO CAMPOS, Vilma Universidade Federal do Maranhão O protocolo é uma forma de avaliação estética de um processo de trabalho inspirada na prática de Brecht e que vem sido constante nos trabalhos da área de Teatro e Educação, particularmente a partir da pesquisa da profa. Dra. Ingrid Dormien Koudela tendo como base as Peças Didáticas desse dramaturgo e homem de teatro. Retomo a discussão do protocolo porque no primeiro semestre de 2011, ao ministrar uma disciplina voltada para a Prática do Jogo Teatral dentro de um curso de Graduação de Teatro da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) fui novamente surpreendida pelo procedimento. Durante o mestrado, realizado entre 2001 a 2003, pesquisa-ação que visou a introdução do papel do jogador-escritor, presenciara já a sedução do protocolo adentrando possibilidades para além do jogo e se configurando numa excelente ferramenta para a inserção do texto escrito e ficcional na sala de trabalho. Dessa feita, percorro o processo do protocolo porque a prática semanal dele trouxe uma configuração cênica aos estudantes que ficaram responsáveis por realizá-los na disciplina. Os jogadores buscaram a relação espaço e sentidos humanos em consonância com o direcionamento do processo. Faço a análise de alguns protocolos eleitos por seus autores para apresentação pública diante da semana de encerramento do semestre letivo em junho de 2011. Nesse ato, pretendo contribuir numa reflexão sobre o protocolo, como possibilidade não só de registro estético, mas como elemento passível de compartilhar uma experiência, naquele sentido que lhe deu Larrosa, de sabor. GT 4: ARTE, EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO LUGAR, NÃO LUGAR E LUGARES VIRTUAIS: A ARTE DIGITAL NA CONTEMPORANEIDADE NUNES, Ana Luiza Ruschel BORSOI, Sandra Universidade Estadual de Ponta Grossa Neste artigo iremos discutir Lugares e lugares virtuais e a necessidade de aprofundar cada vez mais na contemporaneidade as representações, das Artes Visuais influenciadas pela velocidade dos avanços tecnológicos que possibilitam pensar lugares, não lugares e lugares virtuais num processo colaborativo e investigativo em rede de informação da produção poética da arte e tecnologia. A compreensão sobre a representação virtual é outra discussão emergente na sociedade da informação frente à multiplicidade das conexões e de seus múltiplos lugares virtuais cada vez mais presentes no mundo das redes sociais. Tempo e lugares com suas consonâncias e dissonâncias em suas conceituações em relação aos diferentes ambientes virtuais, associados à produção de artistas de arte digital. Palavras chave: Lugares; lugares Virtuais; Arte Digital. O FEMININO RELACIONAL – MULHERES ARTISTAS NO (DES)LOCAMENTO VIRTUAL ALVARENGA, Ana Mari FRADE, Isabela HENCK, Joice SARAIVA, Letícia Universidade do Estado do Rio de Janeiro “O corpo é a casa, a casa é o corpo”; diante da imagem transposta entre a casa e o corpo da mulher, um jogo lúdico de construção e expansão toma foco nas produções, indagações e subjetivações do coletivo feminino de arte O Círculo. Os deslocamentos propostos como estratégia de liberação, movimento, giro e alternância criam fissuras no enquadramento social das figuras femininas. A abertura objetivada é especialmente planejada na perspectiva da metodologia pesquisa-ação proposta por Thiollent (1985) no sentido de criar espaços para a relação com o outro, em diálogo aproximado com a alteridade. Tendo o ambiente virtual como localidade, o “brincar de casinha” deflagra exercícios de convívio e partilha. Nesse viéis, a identificação do espaço do blog com uma brincadeira, afirmado social e historicamente como próprio das meninas, surge como estratégia as dificuldades de reconhecimento do novo ambiente relacional como expansão do meio de atuação, produção, pesquisa e interação das artistas do coletivo. Assim, imbuído nessas questões, o presente trabalho indaga acerca do feminino, da corporeidade, da arte, do ciberespaço e seus atravessamentos no (des)locamento virtual de forma lúdica. Palavras-chave: espaço virtual, corporalidade expandida, produção feminina, arte relacional. IMAGENS FOTOGRÁFICAS NO ENSINO DE TEATRO: PERCURSOS DE EXPERIÊNCIAS CARNEIRO, Ana Maria Pacheco Universidade Federal de Uberlândia A comunicação proposta visa apresentar minha pesquisa sobre a utilização de imagens no ensino de teatro. Tal pesquisa, que teve início em 1998 e foi tema de meu doutorado no PPGAC da UFBA (2006-2010), se desenvolveu a partir da compreensão da imagem fotográfica enquanto documento textual, ou seja, que pode ser lido, decifrado. No correr do curso de doutorado, entretanto, passei a investigar tais imagens como elementos provocadores nos processos de aprendizado relacionados a espaço e movimento, a partir das qualidades nelas presentes. Como ação prática para a realização da pesquisa, foram realizadas disciplinas para alunos da graduação em teatro da UFU, momentos em que algumas experiências apontaram questões bastante instigantes na utilização das imagens, sugerindo futuros caminhos para seu desenvolvimento e sobre os quais me debruço nesta comunicação. Hoje ela se processa como meu projeto docente no interior do curso de Teatro-UFU: Fotografias como documentos textuais: o Banco de Textos e Imagens (BTI) como fonte de investigação sobre o uso da fotografia na pesquisa e no ensino do teatro, aprovado junto ao DEMAC/FAFCS/UFU, ainda em andamento. Tal projeto tem como objetivo geral “investigar, por meio da utilização do acervo do BTI, ações metodológicas que contribuam para o desenvolvimento de questões sobre aspectos cognitivos relacionados ao campo do sensível, e para o aprofundamento da interação aluno/professor/conhecimento”. O trabalho amplia, assim, a utilização de imagens fotográficas no universo do ensino de teatro, campo no qual ainda existem poucas investigações em andamento. Palavras-chave: imagem, fotografia, ensino, teatro. O WEBLOG FOTOGRAFIA NA ESCOLA: ESPAÇO DE COMPARTILHAMENTO DE SABERES NA INTERNET ALMEIDA, Angela Prada de BARROSO, Ana Beatriz de Paiva Costa Universidade de Brasília Proposta conceitual e abordagem metodológica do relato: Esta narrativa estético-pedagógica compreende duas abordagens, uma que discorre sobre a construção do weblog “Fotografia na Escola” e outra que conta a experiência de três exercícios essenciais à compreensão da fotografia: construção de câmera escura, fotograma e pinhole. O weblog Fotografia na Escola constitui-se como espaço de compartilhamento de saberes ligados à prática e à fruição da fotografia na rede mundial de computadores. O weblog foi pensado inicialmente como uma ferramenta de apoio didático para as aulas de Oficina de Fotografia 1 do curso de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Brasília. Por estar aberto no ciberespaço, o weblog almeja constituir-se como suporte didático mais amplo, extrapolando o âmbito universitário a fim de alcançar educadores da rede pública e privada de ensino médio, bem como amadores da fotografia em geral. Resultados esperados: Ampliar o acesso ao conhecimento fotográfico de professores do ensino médio, superior e público interessado em fotografia. Espera-se contribuir de modo significativo para a geração de uma cultura visual ainda no ensino médio, fornecendo subsídios para a aprendizagem da fotografia a fim de que estudantes possam refletir criticamente sobre a imagem fotográfica, chegando ao ensino superior mais preparados para a elaboração de projetos artísticos com este meio. Palavras-chave: fotografia, ensino, weblog. A PESQUISA EM ARTE NO ENSINO À DISTÂNCIA MARTINOFF, Eliane Hilario da Silva Universidade Municipal de São Caetano do Sul A Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 determina que o ensino de Arte será obrigatório na educação básica em todo o território nacional. Nas séries iniciais do ensino fundamental, em grande parte dos sistemas educacionais brasileiros, os conteúdos de quase todas as disciplinas são abordados por professores generalistas, que, sendo licenciados em Pedagogia, estão autorizados também a ministrar aulas de Artes, na eventual falta do professor especialista na área. O presente estudo objetivou compreender em que medida a pesquisa sobre procedimentos em Arte, como leitura de imagens, atividades com música e jogos teatrais, realizada numa disciplina cursada à distância no curso de Pedagogia da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, poderia auxiliar os futuros educadores na preparação de estratégias pedagógicas para o ensino de conteúdos diversos. Foram elaboradas com os discentes algumas propostas interdisciplinares direcionadas aos alunos do ensino fundamental, utilizando como ferramenta algumas obras artísticas, como pinturas, canções da música popular brasileira e jogos diversos. A pesquisa tem suporte teórico no conceito de educação musical como cultura, conforme Arroyo (1999), Queiroz (2003) e Forquin (1993) que ressaltam a relação íntima entre educação e cultura. Concluiu-se que a contribuição do professor generalista à educação até mesmo para a cidadania, será proporcional à compreensão que este profissional tiver sobre a importância da arte na formação dos indivíduos. Palavras-Chave: arte-educação, formação de professores, interdisciplinaridade. APRENDIZAGEM EM ARTE TINOCO, Eliane de Fátima Vieira Universidade Federal de Uberlândia A inscrição desse pôster tem como objetivo apresentar o resultado da pesquisa ‘Aprendizagem em Artes’ realizada pelo Pólo UFU (Universidade Federal de Uberlândia) da Rede Arte na Escola com verba do Instituto Arte na Escola por meio do Edital de Incentivo à Pesquisa de 2010. Com a pesquisa buscou-se compreender o que demonstram saber sobre Artes Visuais os alunos do 5º ano das escolas públicas municipais da cidade de Uberlândia – MG. Os alunos matriculados nessa série, caso tenham cursado desde o primeiro ano na mesma escola, ou em escolas públicas municipais, têm aulas de Artes com o professor habilitado, em sua maioria em Artes Visuais, desde o primeiro ano. Desse modo, conhecer os saberes acumulados nessa área pelos alunos tornou-se primordial tanto por questões pedagógicas quanto por questões políticas. A pesquisa teve como suporte as Diretrizes Curriculares do Ensino de Arte da Secretaria Municipal de Educação e foi realizada por meio da construção de dados possibilitada por questionário, instrumental para a leitura de imagem, realização de desenhos pelos alunos do 5º ano, filmagem de todo o processo e a tabulação de todos esses dados, com análise quantitativa e qualitativa dos mesmos. Ao final foi possível compreender que esses alunos verbalizam conceitos das Artes Visuais, desenham organizando planos e com preocupação de organização de figura e fundo, no entanto, a leitura de imagem é apenas descritiva, apresentando uma lacuna a ser preenchida pelos professores. Palavras-chave: Artes Visuais, aprendizagem, ensino. E-ARTE/EDUCAÇÃO CRÍTICA: GALERIA INTERMIDIÁTICA ONLINE CUNHA, Fernanda Pereira Universidade Federal de Goiás BEHLINHG, Janaína Agência Viva Letramentos LOBATO, Iolene Mesquita BARZ, André Thiago de Almeida COSTA, Michelle Santos Universidade Federal de Goiás Este artigo apresenta a primeira etapa concluída do projeto denominado e-Arte/Educação Crítica no Ciberespaço, que se insere nos estudos do Grupo de Pesquisa e-Arte/Educação Crítica. Este grupo viabiliza discussões em prol da educação digital intermidiática online com pesquisas concernentes à cultura digital. As sociedades em rede lançam para o século XXI desafios e possibilidades interterritoriais, que introduzem diferentes linguagens artísticas por se interconectarem enquanto linguagem digital na tecnocultura, bem como no campo expandido das Artes. Esta pesquisa sobre ações e-Arte/Educativas online interterritorializa aspectos conceituais entre Antropologia Social, Artes Visuais, Design, Linguística Aplicada e Música com vistas a potencializar nossos estudos no ciberespaço. Sob os auspícios propositivos no viés do Design/Educação buscamos estratégias pedagógicas que edifiquem ações e-Arte/Educativas dentro do ambiente da Galeria Intermidiática do portal Interteias, tendo como eixo pilar a Abordagem e-Arte/Educativa denominada Sistema Triangular Digital ou Sistema e-Triangular, a qual é uma Abordagem derivativa da Abordagem Triangular concebida e sistematizada pela profa. Ana Mae Barbosa. Esta Galeria Intermidiática vem a se configurar como uma Galeria de Arte peculiar ao ambiente em rede, contendo ações e-Arte/Educativas online que venham a reverberar expressões digitais autônomas dos usuários na internet. Esperamos por meio desta galeria viabilizar um ambiente pedagógico online em prol do desenvolvimento do pensamento digital crítico dos jovens imersos no ciberespaço. Palavras-chave: e-Arte/Educação, Galeria Intermidiática, Sistema Triangular Digital, Sistema e-Triangular. A ABORDAGEM TRIANGULAR COMO BASE TEÓRICA NA ELABORAÇÃO DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM NO CURSO DE LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS DO INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ LIMA, José Maximiano Arruda Ximenes de Instituto Federal do Ceará Este artigo é um relato de experiência da utilização da abordagem triangular como base teórica para elaboração de objetos de aprendizagem no curso de Licenciatura em Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará. Os objetos de aprendizagem (OA) são materiais responsáveis para auxiliar no ensino; que podem ser animações, vídeos, textos, imagens, sons, etc, inseridos em um ambiente virtual de aprendizagem. Será apresentada, uma experiência sobre a produção de objetos de aprendizagem na área do Ensino de Arte e tecnologias contemporâneas, desenvolvidas por alunos do curso de licenciatura em Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará. Acredita-se que a disponibilidade desse material poderá estimular outros pesquisadores na implementação de outros sistemas virtuais para o ensino das Artes Visuais a distância. Palavras-chave: Ensino de Arte; Objetos de Aprendizagem; Abordagem triangular. ESTÁGIOS CURRICULARES NA EAD – COMO? ONDE? PARA QUE? PARA QUEM? GUIMARÃES, Leda Maria de Barros Universidade Federal de Goiás Pensar as transformações, necessidades e demandas existentes no mundo contemporâneo, requereu que outros desenhos de formação fossem concebidos pelas Políticas Públicas, a Educação a Distancia, vem no bojo destas novas demandas e necessidades. A tradição nas maneiras de ensinar e aprender em determinadas áreas do conhecimento, colocou em dúvida no início desse curso de que fosse possível ensinar as práticas artísticas na modalidade a distância. A formação docente conecta-se também com as mais diversas realidades; realidades que estão em transformação, não são estanques, precisam ser repensadas constantemente. Paradigmas educacionais que serviram em outros tempos, não servem para gestar as práticas educacionais hoje, uma vez que a vida contemporânea requer outros modos de conceber e praticar a educação seja ela onde for e em que nível for, ainda que insistimos na maioria das vês em querer trabalhar em outros tempos com os desenhos que um dia foram válidos, utilizados. Trabalhar os estágios nos cursos de Licenciatura em Artes Visuais na modalidade EAD tem rompido com modelos cristalizados de currículos devido as transformações que ocorrem na contemporaneidade, sejam elas provocadas pelos meios de comunicação, as redes, requer que repesemos a atuação daqueles que fazem da Universidade ser o que é. As novas tecnologias possibilitam a expansão e o redimensionamento da e na formação docente, mas, essas mudanças implicam pensar e potencializar outras maneiras de se pensar e praticar educação. Convictos de que estas novas demandas, estes novos jeitos de pensar e edificar a formação são portadores de potencialidades, eles também apontam para as dificuldades, requer que atentemos para essas mudanças e pensemos quem, para quê e como queremos formar novos docentes? ANÁLISE DAS LICENCIATURAS DE TEATRO DO PROGRAMA PRÓ-LICENCIATURA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA/UNB E DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO/UFMA LEITE, Luzirene do Rego Universidade de Brasília Este artigo trata dos cursos de Licenciatura em Teatro oferecidos na modalidade a distância que nos remete a uma visão contemporânea da pedagogia do teatro, considerando a relevância do uso pedagógico das tecnologias de informação e comunicação na arte-educação. Dessa forma, o presente trabalho objetiva apresentar uma análise das Licenciaturas de Teatro do Programa Pró-licenciatura da Universidade de Brasília/UnB e da Universidade Federal do Maranhão/UFMA. Palavras-chave: pedagogia do teatro, educação a distância, teatro e arte-educação. QUADROS VIVOS: VIVÊNCIAS ARTÍSTICAS COM O CORPO E O COLETIVO GAIO, Marcela Wanderley Prefeitura do Rio de Janeiro / SME-RJ A proposta de trabalho foi realizada com alunos do 9º ano de uma escola municipal da zona rural do Rio de Janeiro e começou com a observação do um clipe de um grupo musical que se apropria de obras de arte criando releituras. A observação aos detalhes como a forma de adaptação de trazer uma pintura para a realidade, os processos utilizados e o tempo gasto em cada cena e quais obras conheciam foram discutidos com os alunos, buscando uma troca de idéias e opiniões. A partir daí, outro vídeo foi oferecido aos alunos como base de comparação com as obras de arte originais e a imagens do clipe, que gerou novo ciclo de discussões. Foi, então, proposto aos alunos que escolhessem uma obra de arte para fazerem uma releitura trazendo uma imagem bidimensional para o plano tridimensional. Esse processo foi demorado, porém rico, pois deveriam levar em consideração a confecção ou adaptação dos cenários e vestimentas. As releituras foram realizadas e fotografadas pelos próprios alunos, e ao final delas foi proposto utilizar o mesmo local e roupas para fazer uma “releitura da releitura”, com poses escolhidas por eles. Todas as etapas de desenvolvimento do trabalho foram registradas (fotografia digital). Finalizamos o trabalho com os relatos dos alunos sobre esta experiência, documentados por filmagens. A proposta teve como base, estudiosos como Boaventura de Souza Santos, Fernando Hernandéz, Nilda Alves, Inês Brabosa de Oliveira, Ana Mae Barbosa, Analice Dutra Pilar, Miriam Celeste Martins, entre outros. Palavras-chave: releituras, fotografia e filmagem digitais, narrativas. A ONTOGÊNESE VISUAL NO OLHAR DO OBSERVADOR: DA IMAGEM PINTADA PARA A IMAGEM DIGITAL FONSECA, Nélia Lúcia REGO, Alita Villas Boas de Sá Universidade Estadual do Rio de Janeiro O presente trabalho procura traçar um panorama sobre as transformações do olhar; de como era e como é esse olhar do observador hoje. O observador é aquele que respeita as regras, se conforma a elas, o que faz com ele se torne o sujeito da fruição das imagens, uma vez que essas são feitas para tocá-lo, capturar seu olhar e suas sensações, a partir dessa situação traçaremos também alguns paralelos entre os estudos da ótica e a constituição da subjetivação do olhar do observador, pois esse olhar se desenvolverá através de técnicas mecânicas, de necessidades institucionais e de forças culturais e socioeconômicas. Palavras chaves: olhar, observador, subjetivação e imagem. IMAGENS TÉCNICAS E O ENSINO DE ARTE — UM JOGO ANTROPOFÁGICO SANTOS, Noeli Batista dos Universidade Federal de Goiás O projeto de pesquisa intitulado Imagens Técnicas e o Ensino de Arte — Um Jogo Antropofágico constitui-se em uma narrativa cuja construção foi motivada pela busca de possíveis respostas para a seguinte questão: Como transformar olhares por meio da construção de imagens técnicas. Para tanto, o contexto dessa pesquisa abrangeu os estudos do filósofo Vilém Flusser, em relação aos conceitos de imagem técnica, aparelho produtor de imagens e um provável Universo do Jogo, como espaço de subversão da condição funcional dos usuários de tais aparelhos. Para orientar o contexto da pesquisa, foi pensada a Metodologia do Espelho como espaço interpretativo do contexto do curso Laboratório de Criação de Imagens Digitais, ministrado no primeiro semestre do ano de 2007, e, nessa narrativa, escolhido como espaço deflagrador do contexto investigativo. O objetivo geral desse trajeto foi tomar consciência de pistas para a sistematização do processo de aprendizado ora denominado O Jogo da Poética. Tal jogo revelou-se, nesse contexto, um possível espaço formador de jogadores libertários ao articular conceitos formulados no universo do Pensamento Complexo referenciado por Edgar Morin. Tais jogadores serão os responsáveis para iniciar o Jogo Antropofágico no cerne da Rede Telemática, sistema estruturante do Jogo Nulo, meta-jogo do pensamento cartesiano, gerador do Universo das Imagens Técnicas. Palavras-chave: Imagem Técnica. Ensino de Arte. Jogo da Poética. RAÍZES DA ABSTRAÇÃO NO SÉCULO XX: EXPOSIÇÃO-PILOTO NO OBJETO DE APRENDIZAGEM GAMEDUCA PUGLIESE, Vera MINARI, Lisa NÓBREGA, Christus M. da SILVA, Tiago Barros P. FERREIRA, Talita Universidade de Brasília Este artigo se debruça sobre um estudo de caso da elaboração de um projeto piloto de atividade pedagógica sob a forma de uma Exposição Virtual no objeto de aprendizagem GAMEDUCA. Este espaço museal virtual se apresenta como jogo digital multiusuário implementado na internet, concebido comoambiente multifuncional pedagógico de aprendizagem colaborativa, voltado para o ensino/aprendizagem da história da arte no âmbito escolar e universitário, constituído como criação do projeto de pesquisa Gameduca: ensino da história da arte com jogos digitais, desenvolvido no Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Brasília – VIS-IdA/UnB. O presente relato concerne à usabilidade do jogo social que consiste no uso do site pelo professor como tecnologia de ensino/aprendizagem para explanar sobre o tema dos processos poéticos que podem ser considerados matrizes da abstração formal e da abstração expressiva no princípio do século XX. A ênfase deste texto incide sobre as novas proposições metodológicas implicadas pela adoção das novas tecnologias de ensino em arte/educação, que não podem ser pensadas como uma mera transposição de uma mídia tradicional, como um livro didático, para uma mídia eletrônica. Tampouco a escolha do tema do estudo é arbitrária, uma vez que o nascimento da abstração tomou parte em uma ruptura epistemológica profunda na virada do século XIX para o XX, imbricada à revolução científica e ao surgimento da linguística/semiologia e da Psicanálise. Palavras-chaves: arte/educação - jogo digital – história da arte – TICs – metodologia do ensino em história da arte. GT 5: RECEPÇÃO E MEDIAÇÃO CULTURAL O TEATRO CONTEMPORÂNEO NO MARANHÃO: ENCENAÇÕES, PERFORMATIVIDADES E EXPERIÊNCIA ESTÉTICA PEREIRA, Abimaelson Santos Universidade Federal do Maranhão – UFMA Este trabalho reflete sobre relação forma e conteúdo no processo de criação teatral na pós-modernidade e como este possibilita a presença de um complexo debate sobre a formatividade da cena espetacular, bem como versa como o teatro contemporâneo tem se desenvolvido no estado do Maranhão no inicio do século XXI. Destaca-se a importância de alguns trabalhos que discutem a formação de platéia por meio do teatro contemporâneo, tais como as experiências da Pequena Cia. de Teatro, da Cia. Tapete Criações Cênicas e os trabalhos do grupo Cena Aberta. Juntam-se a estes atividades de outros artistas que se permitem a experimentação da cena contemporânea e que tentam construir uma obra de arte multifocal, midiática, instigante e, sobretudo, construtora de sentidos múltiplos por meio de encenações contemporâneas. Também fazem parte deste contexto as produções artísticas desenvolvidas por duas escolas de São Luis, a saber: o Centro de Ensino Maria Aragão e o Centro de Ensino Mário Meireles. Estes centros educacionais desenvolvem processos de criação que investigam os saberes proporcionados pelo teatro contemporâneo na escola, destacam-se três saberes específicos, são eles: o conhecimento inventivo; o hibridismo artístico na atualidade; a decodificação de signos da comunicação e das formas de expressões culturais. Trata-s, portanto, de uma discussão sobre a presença do teatro contemporâneo no Maranhão e suas principais repercussões na sociedade local, no que diz respeito à formação artística, cultural e humana. Palavras-chave: Teatro contemporâneo. Experiência estética. Educação TEATRO E RECEPÇÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE SALVADOR SOARES, Luiz Claudio Cajaiba Universidade Federal da Bahia Apresentar e discutir os resultados oriundos da pesquisa realizada através do Programa Interinstitucional de Iniciação Científica – PIBIC, que investiga a presença e as características do ensino de teatro nas instituições públicas de ensino da cidade de Salvador assim como em instituições de ensino não formal como ONGs e pontos de cultura. Palavras-chave: Teatro; ensino; recepção. A AÇÃO EDUCATIVA DO MUSEU PARA ESCOLAS COMO POLÍTICA DE ACESSO À ARTE SILVA, Cintia Ribeiro Veloso da Faculdade de Artes do Paraná A pesquisa a ser apresentada é parte dos estudos realizados durante o mestrado em Educação, na UFPR, com dissertação intitulada como Políticas públicas de acesso às artes visuais em Curitiba: ações educativas do Museu Oscar Niemayer para escolas da educação básica. Trata da democratização da arte por meio da relação museu-escola e tem como seu campo de pesquisa a ação educativa no museu para escolas da educação básica. A Constituição Federal de 1988 afirma o direito do acesso à arte, assim como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96) coloca o ensino da arte como obrigatório no currículo escolar da Educação Básica. Porém, somente as leis não são suficientes para garantir o direito do acesso pleno à arte, é necessário que se elaborem e implementem mais políticas públicas efetivas que estabeleçam oportunidades para este acesso, uma vez que a arte é ainda é uma atividade rara para a grande maioria da população brasileira. Ações educativas em museus mostram-se como possibilidade de garantia destes direitos, a partir da relação museu-escola. A escola, instituição responsável pela promoção da educação de modo sistemático, tem o importante papel de intermediar o contato do aluno com a arte, garantindo o acesso aos seus meios de produção e consumo, bem como a formação estética e artística. A pesquisa tem então como intuito revelar e identificar de que forma as ações educativas dos museus têm possibilitado o acesso às artes visuais para o público das escolas de educação básica, entre alunos e docentes. Palavras-chave: museu; educação; escola; arte. MEDIAÇÃO: MODOS DE ARTICULAÇÃO ENTRE MANEIRAS DE FAZER, DAR VISIBILIDADE E PENSAR ESSAS MANEIRAS DE FAZER SCHLICHTA, Consuelo Alcioni Borba Duarte Universidade Federal do Paraná - UFPR Nesse trabalho, tomando-se como referência metodológica quinze exposições com os alunos do novo Curso de Artes Visuais, da Universidade Federal do Paraná, realizadas entre 2007 e 2010, sob nossa coordenação, objetiva-se contribuir para o debate sobre as possíveis articulações entre exposição, apreciação e mediação. Isto é, de um lado, pretende-se pensar as articulações entre as maneiras de fazer arte e os modos de pensar ou construir sentidos para a arte. De outro, problematiza-se: o que há de comum na formação do educador em arte e do bacharel e, de ambos, na produção de conhecimentos em mediação? Que parte cabe ao educador e ao artista na práxis educativa? Parte-se do pressuposto de que a produção da arte satisfaz a necessidade de expressão de seu criador; porém, enquanto criação para os outros, deve ser compartilhada. Assim, requer uma formação dos sentidos humanos, pois possuir a arte ou apropriar-se dela no sentido requerido pelo objeto artístico supera uma apreciação imediata e unilateral ou a posse como simples “ter”. Nesse contexto, com vistas à democratização do acesso-participação e promoção da familiarização artístico-cultural à maioria, defende-se a contribuição do mediador na aproximação do público com a produção artístico-cultural. No entanto, embora termo central nos debates hoje, ainda há muito que se debater, sobretudo, o que é a mediação: uma forma de dar visibilidade, legibilidade às práticas da arte? Palavras-chave: Exposição; Mediação; Consumo. DESAFIOS DE MEDIAÇÃO CULTURAL NO CARIRI (CE): UMA EXPERIÊNCIA DENTRO DO PROJETO DE PESQUISA “HISTÓRIA DAS ARTES VISUAIS DO CEARÁ A PARTIR DO ACERVO IMAGÉTICO DO CENTRO DE ARTES REITORA VIOLETA ARRAES GERVAISEAU” DUNAEVA, Cristina Antonioevna ROCHA, Régia Gomes Universidade Regional do Cariri – URCA Objetivos, métodos e resultados da investigação: Ao Centro de Artes da URCA foi concedido por um período de três anos um acervo imagético que pertencia à professora Almeiry Cordeiro. A partir de catalogação e de leitura de imagens deste acervo, criamos o projeto de pesquisa com o objetivo de consolidação de uma história das artes visuais no Ceará e de organização de uma série de exposições com os trabalhos que fazem parte deste conjunto de trabalhos artísticos. A organização das exposições pressupõe a mediação cultural que envolve a comunidade caririense, os estudantes do Centro de Artes e a comunidade acadêmica em geral, e os pesquisadores do próprio acervo. Os desafios, incluindo tanto as questões teóricas da discussão contemporânea sobre os processos de mediação cultural, quanto os processos práticos de recepção do público, e a experiência apreendida através deste processo é o tema desta comunicação. Palavras-chave: mediação cultural; história das artes visuais; exposições de trabalhos artísticos. A POÉTICA DOS ESPAÇOS CÊNICOS INUSITADOS EM O DIÁLOGO DAS MEMÓRIAS DINIZ, Enilde Nascimento A discussão sobre o espaço inusitado foi levantada pelos precursores do teatro moderno e, ao longo do tempo, muitas contribuições teóricas foram sendo agregadas. Entretanto, sobre esse tema, há poucos trabalhos publicados que abordem experiências de grupos emergentes, sobretudo no âmbito das Licenciaturas em Artes Cênicas. Esta proposta visa apresentar o trabalho desenvolvido com espaços inusitados, sob a ótica do work in process na construção do espetáculo Diálogo das Memórias – Imperador Jones realizado no dia da consciência Negra por ocasião do VII Encontro Humanístico no ano de 2007 na Universidade Federal do Maranhão. O projeto Encenação em Movimento: O Imperador Jones, com edital aprovado pelo Programa Jovens Artistas – SESU/MEC/2006, foi realizado pelo grupo de pesquisa teatral Cena Aberta e contou com a colaboração dos alunos ingressos na primeira turma de Licenciatura em Teatro – UFMA. O foco temático de estudo está na poética do espaço e o empirismo dessa apropriação é destinado ao locus de pesquisa do espaço cênico fora dos moldes convencionais da arquitetura teatral e sua contextualização a historiografia afro-descente da cultura maranhense. Nesse contexto é possível perceber a dinâmica do espaço teatral e sua relação entre espaço e público, que visa a co-participação do espectador. Nesta perspectiva, analisam-se os experimentos espaciais em consonância aos estudos sobre a encenação enquadrada no âmbito acadêmico, pesquisa formalizada em monografia de conclusão de curso. Palavras Chaves: espaço inusitado; encenação; work in pr ocess DO ACESSO CULTURAL À PRODUÇÃO ARTÍSTICA CONTEMPORÂNEA ATRAVÉS DA ARTE/EDUCAÇÃO COSTA, Gil Vieira SEDUC-PA Neste artigo proponho a análise das relações estabelecidas, no estado do Pará, entre as práticas artísticas contemporâneas e a ação de instituições culturais mediadoras de tais produções artísticas. Tais questionamentos são parte da dissertação “(Des)territórios da arte contemporânea”, apresentada ao Mestrado em Artes da UFPA em março de 2011. As práticas que serão privilegiadas são aquelas que lidam com os espaços de uma maneira diferenciada da convencional, levantando, portanto, questões relativas à manutenção da arte contemporânea enquanto patrimônio cultural e histórico. Levanto a questão de qual a função das instituições culturais paraenses, dentre as quais aquelas relativas à arte/educação, diante do patrimônio artístico que se constrói na contemporaneidade, levando em consideração que estas instituições são as maiores mediadoras e possibilitam a acessibilidade cultural (e não somente física, material) ao patrimônio artístico contemporâneo. A metodologia utilizada foi, em grande parte, das ciências sociais, realizando o levantamento e análise de documentação, a revisão bibliográfica e a visitação in loco das exposições artísticas em questão. Com resultados da investigação, a pesquisa apontou uma aparente deficiência das instituições culturais paraenses, entre elas aquelas de Educação Formal, em mediar o patrimônio artístico contemporâneo ao público em geral, mas também apontando alguns caminhos e iniciativas institucionais que têm funcionado nesse ínterim. Palavras-chave: Arte contemporânea; arte/educação; patrimônio artístico; instituições culturais. ARTE CONTEMPORÂNEA NO ENSINO DA ARTE: APROXIMAÇÃO, INTERAÇÃO E REVERBERAÇÕES COHN, Greice Colégio Pedro II Este trabalho propõe uma reflexão sobre as reverberações que a aproximação e a interação entre o ensino da arte e a arte contemporânea provocam tanto no universo pedagógico como no sistema da arte, objetivando ressaltar a interdependência entre ambos os campos envolvidos, o de formação e o de produção/difusão da arte. A experiência de três anos de parceria entre uma escola pública do Rio de Janeiro e uma galeria de arte, envolvendo a participação de artistas e curadores, nos permitiu observar que a aproximação dos dois universos e sua integração por meio de propostas pedagógicas conjuntas provocam reverberações significativas no desenvolvimento estético e crítico dos alunos, assim como na sua formação como público de arte, o que, como veremos, interfere no sistema da arte. Abordaremos essa interação a partir da observação das ações de aproximação realizadas, como também sob o ponto de vista da articulação conceitual entre as propostas trazidas pela arte contemporânea e os métodos de ensino-aprendizagem da arte. Refletiremos sobre essa experiência principalmente sob a luz dos estudos de Dewey, Bachelard, Deleuze e Cauquelin, que nos permitem perceber, respectivamente, a arte como experiência, tanto para quem a produz como para quem a frui; o potencial de uma imagem poética na construção de subjetividades; a importância das estruturas rizomáticas no desenvolvimento de práticas pedagógicas; e, finalmente, o ensino da arte, como formador de público, interferindo na própria arte. Palavras-chave: Ensino da arte; arte contemporânea; interação ARTE CONTEMPORÂNEA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: POSSIBILIDADES INTERPRETATIVAS VALENÇA, Kelly Bianca Clifford Universidade Federal de Goiás (UFG) Após constatar a ausência da arte contemporânea no currículo da disciplina artes visuais de algumas instituições escolares brasileiras, objetivei investigar o modo como alunos da Licenciatura em Artes Visuais da UFG, futuros professores, lidavam e compreendiam o tema. Convém ressaltar que refiro-me à arte produzida nos dias de hoje, ou seja, nos dias em que vivemos. Para tanto, me utilizei de uma abordagem metodológica preponderantemente qualitativa amparada por entrevistas individuais e pela realização de grupos focais. Neste cenário, o uso do diário de campo também se configurou como um importante instrumento de auxílio à análise dos dados obtidos. Os resultados obtidos com esse trabalho apontaram para uma espécie de rechaço por parte dos colaboradores envolvidos em relação à produção de arte vigente. Tal fato deu origem a outras perguntas que, hoje, tem funcionado como agente mediador do desenvolvimento de uma pesquisa de Doutorado, cujo objetivo consiste em analisar o modo como alunos da educação básica lidam e compreendem a arte contemporânea. Será que o rechaço observado na pesquisa aqui relatada também pode ser evidenciado em alunos da educação básica? Isto é, até que ponto o modo de lidar com a arte contemporânea difere entre adultos e crianças? E por quê? Palavras-chave: arte contemporânea, educação, cultura. APRECIAÇÃO ESTÉTICA E SALA-DE-AULA: UM ESTUDO A PARTIR DO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DE CAMPINAS-SP KAMPEN, Lívia Seber van RIZZI, Maria Christina Souza Lima Universidade de São Paulo Museus são espaços destinados à cultura e ao lazer que contribuem para a formação humana. Aquele que frequenta um museu vive uma experiência de interação com culturas de outras sociedades, amplia seu conhecimento. Este projeto analisa a relação entre o ensino de arte nas escolas municipais de Campinas e o Museu da Imagem e do Som (MIS) da cidade. Para executar esta pesquisa está sendo feito levantamento bibliográfico e documental, entrevistas e questionários, além de pesquisa de campo em escolas. O objetivo principal é investigar a relevância de visitações a espaços expositivos para as aulas de Artes, tomando como exemplo o MIS e as escolas municipais de ensino fundamental (EMEF). Foram escolhidas as escolas municipais desta cidade por nela estarem matriculados os alunos da periferia, cujo acesso aos bens culturais dependem fortemente da escola, que tem o dever de promover esse acesso. No entanto, por estarem situadas fora da capital do estado, ficam restritas a um número menor de espaços expositivos, nem sempre com a diversidade e as condições adequadas. Como objetivo específico, a pesquisa investiga, compreende e discute a apreciação estética como parte fundamental da aprendizagem escolar, especialmente no campo das artes; levanta a frequência das saídas pedagógicas feitas a espaços artísticos; confronta o que dizem os teóricos da área da museologia com a prática educativa encontrada nas escolas. Palavras-chave: museu, ensino de arte, mediação. APROXIMAÇÕES ENTRE: A OBRA XILOGRÁFICA DE ANTONIO FERNANDO COSTELLA, O ARTESANATO EM MADEIRA E AS RIQUEZAS NATURAIS DE CAMPOS DO JORDÃO BLANCO, Maria Cristina RIZZI, Maria Christina de Souza Lima Universidade de São Paulo O presente trabalho buscou investigar a relação entre a obra xilográfica do artista e gravador Antonio Fernando Costella com a riqueza natural da madeira oferecida pela região da cidade de Campos do Jordão situada no estado de São Paulo. Essa mesma tarefa é realizada pelos artesões de madeira desta cidade. A fartura de madeira tornou-se elemento facilitador na pesquisa e exploração deste material pelo artista e gravador. A pesquisa-ação, baseada na metodologia de Michel Thiollent, nos guiou na busca dos sujeitos, inseridos nestas ações. A técnica xilográfica realizada na madeira de topo foi bastante investigada pelo artista Antonio Fernando Costella, estudando diversos tipos delas, principalmente aquelas de fácil acesso encontradas na Serra da Mantiqueira. A extração da madeira dá-se na maioria dos casos na coleta de árvores derrubadas pela ação da natureza, e pela atividade do replantio, no caso dos artesões. A obra tanto do gravador como dos artesões possuem qualidades estéticas e potencial educativo, que são significativas para a comunidade local como também para as pessoas que visitam Campos do Jordão. Palavras–chave: Artistas, xilogravura, escultura em madeira e recursos naturais em Campos do Jordão. OS OBJETOS FALAM, O CORPO ENTENDE ZENICOLA, Denise SANTOS, Leandro BARBOSA, Ana Luiza BAINHA, Eduarda MARTINS, Gabriel BATISTA, Artur PARDAL, Maria Vittoria Universidade Federal Fluminense - UFF RUSSI, Adriana Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO Proposta: O presente trabalho apresenta a realização de um laboratório vinculado ao Programa de Extensão da UFF Casa das Mil Casas que teve como objetivo provocar uma reflexão a respeito das formas de poder e dominação ao longo do tempo a partir de objetos mediadores. A fundamentação teórica baseou-se nas abordagens de Foucault e Deleuze a respeito das sociedades disciplinares e de controle. Abordagem: Foram distribuídos pelo chão objetos que remetiam a sociedades disciplinares tais como armadilhas, bolas de ferro, grilhões, algema, palmatória, milho. Os participantes caminharam em silêncio por alguns minutos entre os objetos sentando-se ao lado de um objeto eleito, fechando os olhos. Após tocar o objeto por alguns minutos, descreviam suas características relatando a seguir seu possível uso. Ainda com os olhos fechados, os participantes receberam em suas mãos objetos disciplinares das sociedades de controle: celular, aliança, laptop, 3G, gravata, sapato de salto, etc., explorando suas características e possíveis funções. Só então abriam os olhos e observaram os objetos que tinham em mãos. A seguir, teve início uma discussão sobre a experiência e o que ela suscitou nos participantes. Resultados: Os objetos se revelaram importantes mediadores que, ao serem tocados, suscitaram diferentes sensações e remeteram a uma rica discussão sobre as formas socialmente construídas de dominação ao longo do tempo. Palavras-Chave: corpo, controle, poder. MEDIAÇÃO E ARTE SONORA: PERSPECTIVAS DE AÇÕES EDUCATIVAS NA CONTEMPORANEIDADE SÁ, Maria Juliana de SILVA, Maisa Cristina UFPE SANTOS, Niedja Ferreira dos UNIVERSO/PE Este artigo visa apresentar a experiência da ação educativa vivenciada pelo grupo de educadores da Exposição de arte sonora: ECO, que ocorreu na Estação Cultural Senador José Hermírio de Moraes, no município de Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana da cidade do Recife, no primeiro semestre do corrente ano. Tem como objetivo refletir sobre o estudo das múltiplas possibilidades de leituras de uma obra de arte na contemporaneidade, diante do hibridismo artístico presente neste novo gênero ou categoria artística denominada de arte sonora. Sabendo-se que a ação educativa é pensada para públicos diversos e díspares e ainda se tratando de uma exposição de arte contemporânea que causa estranhamento pelo afastamento que ainda existe do público desta modalidade de produção artística. Os vários aspectos da mediação cultural foram analisados diante das abordagens teóricas de Rejane Coutinho e Cayo Honorato, levando em consideração a Abordagem Triangular, a partir das proposições de Ana Mae Barbosa. Palavras-chave: Arte/Educação. Mediação Cultural. Arte Sonora. MEDIAÇÃO CULTURAL: EXPANDINDO CONCEITOS ENTRE TERRITÓRIOS DE ARTE&CULTURA MARTINS, Mirian Celeste (Coordenação) Universidade Mackenzie Grupo de Pesquisa em Mediação Cultural: Provocações e Contaminações Estéticas: Rita de Cássia Demarchi (UPM); Maria Lucia Bighetti Fioravanti (Pesquisadora CONDEPHAT); Ana Carmen F. Nogueira (Hórus Ateliê de Artes e Arteterapia); Ariclaudio Francisco da Silva (SME/SP); Bruno Fischer Dimarch (Fundação Bienal/SP); Daniela de Souza Martins (SEE/SP); Daniele Onodera (rede particular de ensino); Estela Pereira Batista Barbero (Centro Universitário Ítalo Brasileiro de São Paulo); Daniele dos Santos Souza Onodera (Rede particular de Educação); Fabiano Ramos Torres (SEE/SP); Francione Oliveira Carvalho (Estácio Uniradial); Jorge Wilson da Conceição (SEE/SP); Lívia Regina Costa Serrano (SEE/SP); Maria José Falcão (Faculdade Integração Tietê); Maria de Lourdes Sousa Fabro (SEE/SP e UFSCAR); Maristela Sanches Rodrigues (Rede particular de ensino); Pio de Sousa Santana (SEE/SP e Universidade Santa Cecília); Sílvia Regina Gregoris (UPM); Solange Utuari (UNICSUL) No contexto da contemporaneidade, como pensar sobre a ação mediadora cultural nos museus, nas escolas, nas ONGs e em diferentes espaços sociais? Como pensar a acessibilidade cultural junto a públicos com repertórios, interesses e necessidades diversas? São estas as questões que tem instigado as nossas reflexões e estudos no grupo de pesquisa que estuda a mediação cultural como provocação e contaminação estética, coordenado por Mirian Celeste Martins no Programa de Pós-graduação Educação na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Neste trabalho, apresentamos uma cartografia da mediação cultural inserida no conceito de rizoma (DELEUZE e GUATARI, 1995) e de territórios de arte&cultura (MARTINS e PICOSQUE, 2010). O objetivo é expandir o conceito de mediação cultural, mapear seus múltiplos olhares, além de focalizar a ação mediadora e suas potencialidades. As questões em cada território abrem fendas para estudos e pesquisas e podem ser ampliadas, como ondas que se multiplicam e interconectam entre territórios. Assim, os territórios formam uma grande cartografia que desvela por si mesma o modo como para eles olhamos e o nosso desejo de continuar a pensar sobre a mediação cultural com os parceiros do CONFAEB. Palavras-chaves: mediação cultural; contemporaneidade; rizoma; territórios de arte&cultura. MEDIAÇÃO EM ARTE CONTEMPORÂNEA: UM OLHAR SOBRE A AÇÃO CULTURAL E EDUCATIVA NA EXPOSIÇÃO “LUGAR PARA ENCONTRAR OUTROS LUGARES” DA GALERIA DE ARTE DO SESC/MA BEZERRA, Paula Francinete Barros SESC/MA A pesquisa buscou analisar como as práticas educativas de mediação cultural, da Galeria de Arte do SESC-MA, contribuem para a ampliação do olhar e formação de um público apreciador para a arte contemporânea, a partir do acompanhamento da mediação desenvolvida para a exposição “Lugar para encontrar outros lugares” da artista plástica rondoniense Silvia Feliciano, em cartaz no mês de setembro/2009 com um estudo descritivo-analítico de abordagem qualitativa e quantitativa. O estudo norteou-se no contexto da arte contemporânea, identificando as contribuições teóricas sobre a prática da mediação cultural e educativa em instituições culturais e investigando as ações educativas da Galeria de Arte do SESC-MA. Através deste direcionamento, pretendeu-se analisar como as práticas educativas da mediação cultural proporcionam experiências significativas na construção de conhecimentos de mundo do público apreciador, além de contribuírem para o exercício do olhar em meio à multiplicidade de conceitos da arte contemporânea, utilizando como referenciais teóricos, autores como Mirian Celeste Martins, Ana Mae Barbosa, Rejane Coutinho, Agnaldo Farias, Fernando Cocchiarale, entre outros artigos para abordar os temas de mediação cultural e arte contemporânea e corroborar a proposição sobre a mediação cultural e educativa no contexto da arte contemporânea não se concluir, mas instigar caminhos, olhares e diálogos em processo. Palavras-chave: Arte contemporânea. Mediação cultural. Exercício do olhar. EXPERIÊNCIA DE VIDA E MEMÓRIA COMO ESTRATÉGIA DE MEDIAÇÃO EM ESPAÇOS EXPOSITIVOS SILVA, Radamés Alves Rocha da PPGAV/ECA/USP RIZZI, Maria Christina de Souza Lima CAP e do PPGAV da ECA/USP A mediação entre a arte e o público, o papel dos espaços culturais e a formação do arte-educador, conduzem este estudo sobre o ensino e aprendizagem da arte. Objetivos: registrar e refletir sobre as atividades curatoriais e educativas do Prêmio Porto Seguro de Fotografia – SP. Métodos: Caminhos metodológicos, de acordo com cada etapa da pesquisa: História de Vida, História Oral e Storytelling para falar do trabalho do arte-educador, do olhar do fotógrafo e do espaço expositivo dentro da empresa. Resultados da investigação: em andamento, a presente pesquisa não tem resultados sistematizados a apresentar, entretanto, revela com base na experiência realizada na 10ª edição do Prêmio e nos estudos realizados nas disciplinas da PPGAV/ECA/USP no 1º semestre de 2011, as seguintes questões sobre a mediação e o uso dos espaços expositivos: o layout se mostra como texto artístico? a expografia se torna relevante na definição do percurso pelo mediador? o diálogo entre o texto curatorial e o olhar do fotógrafo desvenda o fio condutor da narrativa pessoal do educador? o tempo da visita e o perfil do público visitante são objetos de fruição? o tema da exposição seja ele regional, popular, conceitual, dentro de um espaço comercial, público ou não convencional interferem na mediação? o suplemento pedagógico oferecido norteará as atividades desenvolvidas posteriormente em sala de aula? por que as empresas fazem uso do espaço expositivo clean e da educação informal dos museus? Palavras-chave: mediação, espaço expositivo, arte-educação. MEDIAÇÃO CULTURAL PARA A PEQUENA INFÂNCIA: UM PROJETO EDUCATIVO NO MUSEU GUIDO VIARO GABRE, Solange de Fátima Secretaria Municipal de Educação de Curitiba Esta pesquisa trata da relação estabelecida entre os museus de artes e o público da pequena infância no que se refere à mediação cultural. Teve como objetivo elaborar um projeto educativo de mediação cultural no contexto do Museu Guido Viaro, de forma compartilhada entre profissionais do Museu e profissionais dos Centros Municipais de Educação de Curitiba – CMEIs. Para tanto, optou-se por uma pesquisa de cunho qualitativo, com ênfase na matodologia da pesquisa intervenção e na técnica de grupo focal. Foi realizada em três etapas: pesquisa bibliográfica, com base em autores como Sarmento, Pillotto, Martins, Mir, Leite, entre outros; Intervenção, no espaço do Museu Guido Viaro, a partir de encontros com os profissionais do Museu e profissionais que atuam na pequena infância; Elaboração do projeto e do material educativo. A pesquisa resultou na elaboração de um projeto educativo tendo como foco a mediação cultural especifica para o atendimento do público da pequena infância, bem como a construção de um material educativo como um subsídio aos profissionais visitantes do Museu. Com essa pesquisa, espera-se contribuir para sanar algumas lacunas no campo da mediação cultural. Palavras chave: mediação cultural, pequena infância, museu de artes CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL (RJ): NARRATIVAS QUE SE COMPLEMENTAM VILELA, Teresinha Maria de Castro UFPB/UFPE CATANHO, Érica Ferreira UERJ CARVALHO, Lívia Marques UFPB/UFPE O Ensino de Artes Visuais e Espaços Expositivos: limites e possibilidades nas Escolas Públicas é uma pesquisa desenvolvida pelo Programa Associado de PósGraduação em Artes Visuais Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Este estudo faz parte de uma investigação realizada com ex-alunos das séries finais do Ensino Fundamental da Escola Municipal Expedicionário Aquino de Araújo, em Duque de Caxias (RJ). Seu objetivo é verificar se as visitas aos espaços expositivos, no período de 1997 a 2007, teriam ou não influenciado, posteriormente, esses ex-alunos em suas experiências em arte e cultura. Busca-se o sentido de experiência de John Dewey, em que ela ocorre continuamente. Dentro desse contexto, as narrativas partem de duas experiências - uma das visitas ao Centro Cultural Banco do Brasil (CBBB) - Rio de Janeiro, ainda com os educandos no período citado e a outra - com uma das exalunas participante da pesquisa. A experiência de Érica é um relato da visita que ocorreu em 2010, ao CCBB - Rio de Janeiro, retornando como educadora com uma turma da Educação Infantil. Utiliza como método o questionário através da WEB e ressalta a importância das tecnologias, pois o contato com os ex-alunos só foi possível a partir de uma das Redes Sociais. Resultados preliminares farão parte desse estudo. Palavras-chave: ensino de artes visuais; narrativa; mediação cultural; acessibilidade cultural. EXPERIÊNCIAS NA “EDUCAÇÃO ARTÍSTICA” FRANCESA: MEDIAÇÃO CULTURAL ARTICULADA EM PARCERIAS RIBEIRO, José Mauro Barbosa Universidade de Brasília - UnB Visando obter subsídios que pudessem ampliar a compreensão dos processos de mediação cultural relacionados ao fenômeno teatral, objeto de pesquisa de tese defendida (2011) na Escola de Teatro (UFBA), realizamos, nos períodos escolares (outubro/2009 a agosto/2010), investigações em instituições culturais e escolares de Paris (França), visando identificar experiências exitosas no campo do teatro educação, que servissem de modelos para cotejamento das políticas mediadoras inscritas no campo educacional do Brasil. Quais as visões implícitas nesses projetos que visam à emancipação sociocultural e estética dos educandos? Em que consistem essas ações? Como são implantadas? Quais os resultados obtidos em relação aos objetivos estéticos e sociais requeridos? Foram estas as questões observadas na pesquisa em tela. Escolhemos como objetos de análise os projetos: Territoire em Direct (Maison Du Geste et L`image), situado na região central da cidade de Paris, e Pettites Conferences/ Lumiéres pour enfant (Nouveau Théâtre de Montreil), localizado em um banlieue (periferia) da capital francesa, Montreil. A escolha dos projetos, quanto a sua localização centro/ periferia, baseou-se a intenção de fazer uma leitura comparativa de como se dão as práticas realizadas e como elas são aplicadas em diferentes cenários e realidades socioculturais. Visitas aos locais definidos, observações de práticas em curso, entrevistas, atualização bibliográfica, exame de documentação, principalmente as disponíveis na Net, se constituíram nos mais relevantes meios de investigação desta pesquisa, no que se refere às ações analisadas e às visões e concepções de teatro subjacentes ao processo educativo/teatral. A tessitura do processo: O tema abordado, inserido no campo das políticas públicas culturais com finalidades educativas, teve seu início na França, no final da década de 30, influenciado por um movimento de participação popular. Entre várias metas de democratização política reivindicadas, esse movimento apontava a descentralização das produções artísticas (cênicas, musicais, visuais) como ações necessárias ao estabelecimento de um efetivo diálogo com as classes sociais menos privilegiadas e historicamente excluídas dos processos artísticos/ teatrais deste País. Ao longo dos decênios seguintes, o diálogo estabelecido entre as ações culturais contidas nas mais variadas linguagens sobre a comunidade repercutiu de tal forma no imaginário cultural francês, que acabou por influenciar o perfil estético dos processos criativos de renomados artistas. Entre esses processos, citamos o de Mnouchkine e Jean-Pierre Vincent, que “consideram tão importante ou até mais o fato de renovar sua prática artística quanto estabelecer outra forma de diálogo com a sociedade” (ABIRACHED, apud PUPO, 1997, p. 5). No curso desse processo, um grande número de espaços artísticos, principalmente teatrais, inspirados nesses ideais, passou a investir em projetos visando à construção desse diálogo artístico-pedagógico, agregado ao sistema educativo oficial com a nomenclatura de Educação Artística. É importante frisar que esse processo, consolidado no universo educacional francês, tinha como princípio básico uma “Educação Artística” não como formação reservada a uma escolarização específica de profissionalização, tradicionalmente realizada em conservatórios artísticos franceses; visava a uma ação artístico-pedagógica centrada “na sensibilização aos campos artísticos tanto no espaço escolar como fora deste, no despertar da formação do gosto e do espírito crítico, no encontro com o processo de criação, no desenvolvimento das práticas artísticas e na aprendizagem do espectador” (BORDEAUX, apud PUPO, 2009, p.5). A afirmação desse processo, conquistado dentro de um universo político mais amplo, deflagrado na França no final do século XX, demandou diferentes concepções e nomenclaturas, refletidas em variadas formulações referentes a sua viabilização econômica. Em 1983, um dos modelos propostos se consolidou, num cenário caracterizado por ações de parcerias (conceptivas e outras) entre o setor cultural e o campo de ensino formal. Foi justamente nesse sistema inscrito por um modelo de partenariat (parcerias) que se constituiu o objeto de nossa investigação, nos períodos escolares 2009/2010 da França. Palavras chaves: Mediação cultural, Recepção, Arte Educação. GT 6: EDUCAÇÃO, ARTE E GÊNERO NAS ESTÉTICAS DO CORPO ESTÉTICA DO COTIDIANO E GÊNERO: ALGUMAS REFLEXÕES ACERCA DAS MULHERES E DAS REDES DE DORMIR SOUSA, Beatriz de Jesus SOUSA, Sandra Maria Nascimento UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO O presente trabalho é resultado de pesquisa realizada no Programa de Pós-graduação em Cultura e Sociedade – mestrado interdisciplinar da UFMA – e busca analisar alguns dos processos sociais que se configuram através de experiências de gênero, produção, comercialização e estratégias de sobrevivência na confecção de redes de dormir, feitas por mulheres, em São Bento. Empregamos técnicas da história oral, como entrevistas de longa duração com recortes de histórias de vida, relatos e depoimentos sobre a aprendizagem e o fazer das redes, constituindo os significados que são atribuídos a essa atividade e analisando as expressões de sociabilidade que a permeiam. Partimos dos conceitos de experiência e de estética do cotidiano, para compreender a posição das mulheres que produzem a rede de dormir e que se constituem nessa experiência, a partir das suas condições de existência, no diálogo com as questões sociais, culturais, históricas e lingüísticas. Realizamos observações do contexto, percebendo semelhanças e diferenciações relativas aos grupos, ocupações, gerações e processos de trabalho, analisando o artesanato produzido e a maneira como as artesãs se posicionam diante dele. Notamos a definição dos papeis de gênero associada ao fazer da rede, naturalizado como atividade feminina, embora essa matriz normativa seja burlada pelas experiências de alguns homens. Continuidade do trabalho e pobreza sugerem que a necessidade e permanência desse fazer é também determinada pelas contradições oriundas da condição de classe. Palavras-chave: Gênero. Artesanato. Estética do cotidiano. INFÂNCIA: DA SELVAGERIA AO POSSÍVEL HUMANO ANDRÉ, Carminda Mendes (UNESP – SP) A pesquisa apresenta estudos sobre o conceito de “infância” na sociedade ocidental e suas reverberações para a formação da subjetividade e para o ensino da arte. Ao partir da perspectiva genealógica de Michel Foucault, a autora compreende a infância como uma realidade produzida culturalmente. Seu lugar social responde a determinadas circunstancias históricas, regionais, econômicas. Pergunta, então: qual o lugar da criança na sociedade ocidental contemporânea? Parte dos dois conceitos produzidos pela sociedade ocidental: a infância como “mau necessário” e a infância como “paraíso perdido”, respectivamente inseridas no discurso cartesiano e rousseaniano. Apresenta ainda a abordagem da psicopedagogia e suas implicações para o ensino da arte. O objetivo é problematizar a metanarrativa do humanismo, ainda presente em nossas escolas. E, por fim, aproxima a infância a uma experiência poética. Para isso, retoma idéias de Walter Benjamin. Palavras-chave: infância, humanismo, experiência. CHOREOGRAPHING IDENTIFICATION: THE PRESENCE OF GINGA IN SAMBA, CAPOEIRA, AND GRUPO CORPO ROSA, Cristina Fernandes UCLA / USA Nesta tese de doutorado, eu traço a presença da ginga dentro de três práticas de movimento cultivadas no Brasil. Neste texto, ginga refere-se a uma forma particular de movimentação sincopada ou síncope incorporada, centrada em matrizes afro-brasileiras. Sua estética está ligada a uma serie de princípios, como o policentrismo e o polirritmia, os quais circulam dentro do universo do Atlântico Negro. Em minha pesquisa, eu abordo este conhecimento estético através de um estudo comparado da ginga no samba, na capoeira, e na dança cênica. Neste último caso eu enfoco, mais precisamente, o repertório da companhia de dança Grupo Corpo, com sede em Belo Horizonte (MG). Em todos os três casos, eu analiso a maneira pela qual a ginga disciplina corpos a produzirem e transmitirem uma maneira particular de compreender e interagir com o mundo, com o outro, e com si mesmo. Eu também mapeio uma genealogia da ginga em cada uma destas práticas, incluindo sua relação com as performances de negritude. Um dos principais objetivos desta investigação é desenterrar conhecimentos cultivados e transmitidos através de praticas corporais que sejam ligados à presença da África no Brasil. Além disso, nesta pesquisa eu também procuro compreender o papel fundamental que africanos e afro-descendentes exerceram na concepção do Brasil como uma comunidade imaginária. Usando coreografia como uma lente teórica, a ginga serve aqui como um ponto de partida para uma série de reflexões sócio-históricas e trans-culturais sobre produção de conhecimento, corporeidade e preservação de memória coletiva. Em cada capítulo, eu faço uma análise detalhada de como a ginga é articulada em cada esfera, argumentando que este movimento sincopado tem auxiliado tanto na descolonização quanto na re-colonização de indivíduos e comunidades situados no território brasileiro. Em tese, eu proponho que, os conhecimentos estéticos e filosóficos atuantes nestas práticas corporais tem recuperado-cum-inventado uma epistemologia além das línguas coloniais, cujo alcance excede ou difere do pensamento Eurocêntrico. É importante lembrar que, dentro do arcabouço colonial implementado no Brasil, a ginga tem sido relacionada a coreografias de alteridade/outridade (choreographies of otherness), especialmente no que se refere a gênero e à falta de moralidade (sexual). Em arquivos coloniais, por exemplo, a ginga é muitas vezes reconhecida como um sintoma de doença social, portanto, um ato que causa vergonha e ressentimento. Esta lógica tem historicamente contribuído para o enquadramento de pessoas que participam de atividades como samba e capoeira em cenas de subjeção. Ao mesmo tempo, várias comunidades não-hegemônicas tem usado a ginga como forma de reivindicar sua inter-subjetividade, muitas vezes através de imaginação hiperbólica, de retificações lúdicas e de uma constante re-apropriação de conceitos. Neste caso, a recuperação-cum-invenção de saberes corporais de matrizes africanas tem contribuído para resgatar um senso de auto-estima e honra a indivíduos de comunidades marginalizadas – principalmente negros e mestiços -, conferindo-lhes agência cultural. No Brasil, a coexistência destas definições antagônicas tem gerado uma series de idéias complexas (e irresolutas) que, ao longo desta tese de doutorado, eu denomino de um paradoxo de honra-e-vergonha. GÊNERO, VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E TEATRO DO OPRIMIDO: CONSTRUINDO NOVAS POSSIBILIDADES DE PESQUISA E INTERVENÇÃO SOCIAL OLIVEIRA, Érika C. S. ARAÚJO, Maria de Fátima Araújo UNESP/Assis Neste trabalho pretendemos abordar uma experiência de pesquisa de doutorado em Psicologia Social, cujo objetivo principal tem sido a promoção de discussões e reflexões a respeito de gênero e violência contra a mulher, utilizando como ferramenta o método do Teatro do Oprimido, na modalidade do Teatro-Fórum, junto às mulheres e homens de uma comunidade do interior de São Paulo. A pesquisadora criou um grupo de não atores/atrizes interessados(as) no fazer teatral, preparando-as para a apresentação de um esquete de Teatro-Fórum para ser apresentado, num primeiro momento, junto aos(às) catadores(as) de material reciclável e alunos(as) de um Programa de Alfabetização. O que se esperava é que, ao subverter o ritual teatral, os(as) espect-atores/atrizes, pudessem levar para o palco alternativas para o problema ali apresentado, fornecendo, desta forma, elementos para a análise de concepções de gênero, violência contra a mulher, lei Maria da Penha etc. O que se observou, inicialmente, foram as tentativas das espect-atrizes de procurarem formas de fuga da situação de violência, num gesto de enfretamento e cessação da mesma. Acreditamos, com isso, que o Teatro do Oprimido, constitua um importante dispositivo promotor de discussões políticas e empoderamento daqueles(as) que sofrem as mais variadas formas de opressão. Palavras-chave: Gênero; Violência contra a mulher; Teatro do Oprimido; TeatroFórum. BRINCADEIRAS, GÊNERO E SEXUALIDADE: UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA COM ALUNAS DE UM CURSO DE MAGISTÉRIO CHARTIER, Getúlio SEE- Ciranda da arte LEAL, Lídia IF- Uruaçú Neste artigo nossa intenção é refletir sobre o brincar como deflagrador de situações que envolvem relações de gênero e sexualidade. Partindo da experiência realizada numa escola estadual de nível médio no centro de Goiânia (Goiás-Brasil) no curso de magistério com 18 alunas de idade entre 19 a 66 anos, pudemos detectar que durante as brincadeiras infantis realizadas com as alunas (Jogos e brincadeira de casinha), as relações com a identidade de gênero e a sexualidade ficaram evidentes e cada vez mais demarcadas, o que nos chamou atenção. O objetivo foi construir cruzamentos entre brincadeiras infantis, corpo, cultura, sexualidade e posicionamento de gênero (LOURO, 1997), através da investigação de experiências com um grupo de futuras professoras. Ao lidarmos com as brincadeiras em sala de aula, surgiram confrontos, desconfortos, posicionamentos sexuais e de gênero extremamente marcados pelo pensamento patriarcal e heteronormativo. Para as futuras professoras as identidades sexuais continuavam fixadas por esses padrões. Nas brincadeiras, o corpo é tratado a partir de uma abordagem cultural (FOUCAULT, 1993), visto como lugar de enunciação de subjetividades. Como elemento central deste estudo, corpo e brincadeiras deflagram sentidos determinantes na (re)construção de propostas de ensino aprendizagem no campo da educação para o olhar e de posicionamentos para o combate à homofobia. Palavras-chave: brincadeira, gênero, sexualidade, experiência pedagógica O OBJETO E A CENA CONTEMPORÂNEA STRATICO, Fernando A. Universidade Estadual de Londrina Esta comunicação apresenta os resultados de pesquisa realizada no projeto Identidade, Jogo Cênico e o Objeto/Imagem – Departamento de Música e Teatro - UEL, cujo objetivo principal é identificar as abordagens relativas à presença do objeto cotidiano nos processos pedagógicos do teatro, assim como na construção da cena teatral do passado e da atualidade. O artigo apresenta o objeto cotidiano como ponto de confluência da memória, do corpo, e da relação com o espaço, o que faz revelar a presença de sujeitos contidos no objeto. Muito além de ser um mero estímulo para a criação cênica, o objeto na contemporaneidade tem sido articulado por meio de um constante processo de significação que nos remete a sujeitos e a contextos sociais. Desde os readymades de Duchamp, aos manequins de Tadeusz Kantor, o objeto de cena apresenta algo mais que uma construção cenográfica: o objeto revela marcas de um tempo e de seus sujeitos. Com base em experiências práticas desenvolvidas com estudantes do Bacharelado em Artes Cênicas – UEL, o artigo aponta para uma metodologia de ensino, cujo centro é o objeto, e que conduz a uma construção transdisciplinar e multimidiática da cena. Palavras-Chaves: Objeto cênico, jogo teatral, memória. A PALAVRA NA CENA E A CENA NA PALAVRA: O IMAGINÁRIO FEMININO NA CARNE LIMA, Marcela dos Santos URCA Este estudo baseia-se na análise dos processos criativos para a construção do espetáculo Claricianas – A Palavra na Carne dos alunos do curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás - UFG, da qual fui professora efetiva entre julho de 2009 até dezembro de 2010. O objetivo deste artigo é o de refletir sobre o corpo e as criações de partituras corporais a partir de imagens advindas da leitura da obra Água Viva de Clarice Lispector, sobretudo, na construção e na busca de novas formas expressivas e perceptivas no trabalho criativo do ator/atriz. O ato criador, enquanto ato de integração, só adquire significado quando entendido globalmente, sendo assim, buscamos pensar as possibilidades no contexto teatral de uma estética híbrida, que permita a visibilidade da organicidade, da expressão e consciência corporal nos movimentos que falam e dançam nas imagens da palavra, nas imagens corporais e nas imagens midiáticas projetadas nos corpos dos bailarinos-atores. A peça objetivava um colocar-se dentro, em processo, em contacto com o pensamento e o sentir em um jogo de invenção e (re)invenção com a escritura do universo feminino Clariciano. Veio o delírio do verbo e ele tornou-se carne nos corpos dos atores e atrizes a partir do imaginário, gestos e danças com a palavra e com a intermidialidade. Palavras Chaves: Corpo – Gênero – Literatura – Teatro – Novas Mídias E A PALHAÇA QUEM É? UMA EXPERIÊNCIA EM CIRCO SOCIAL COM MULHERES DA CIDADE DE ALCÂNTARA NO ESTADO DO MARANHÃO CABRAL, Michelle Nascimento Universidade Federal do Maranhão – UFMA O presente trabalho é resultado das reflexões e análises desenvolvidas durante o projeto E a Palhaça quem é? Com mulheres, em sua maioria professoras da cidade de Alcântara no estado do Maranhão. O referido projeto implementado ao longo de seis meses em parceria com a Ong Comunica, buscava desenvolver o empoderamento feminino por meio de um encontro inusitado com o ser palhaça. Para tanto o conceito de circo social (método pedagógico desenvolvido no Brasil pela Ong Se essa rua fosse minha/RJ) como ferramenta metodológica foi aplicado, assim como as técnicas e procedimentos de atuação no teatro de rua, desenvolvidos pelo professor Dr. Narciso Telles, com fins de instrumentalizar e capacitar às mulheres na linguagem artística e mais especificamente na linguagem da palhaça. A experiência nos proporcionou investigar o potencial da comicidade feminina como instrumento de auto aceitação e emancipação da mulher, assim como as implicações do ensino da arte circense, uma cultura tradicionalmente ausente da sala de aula e suas relações com o ensino não formal e a comunidade. Palavras-chave: Circo Social. Teatro de Rua. Gênero. Comunidade. BRICOLANDO EXPERIÊNCIAS, IMAGENS E CONCEITOS PARA FAZER-PENSAR DANÇA COM PINA BAUSCH BERTÉ, Odailso Universidade Federal da Bahia FUNCEB Esta é uma pesquisa artístico-científica, uma bricolagem reflexiva entretecida com experiência, imagens e conceitos. O conceito corponectividade (RENGEL, 2007) compreende mente e corpo como indissociáveis, destarte, o objetivo do estudo enfoca relações entre corpo, imagem e pergunta. Como a coreógrafa Pina Bausch que, para criar dança, acessava a experiência dos dançarinos por meio de perguntas, esta investigação, no que tange seus métodos, se dá com uma experiência artístico-educativa em dança realizada no Curso de Educação Profissional da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Nesta, com proposições arte-educativas de Barbosa (2007) e procedimentos metodológicos mediados por imagens e perguntas, articulou-se uma abordagem teórico-prática para estudar História da Dança. Com essa experiência são vinculados os conceitos pedagogia da pergunta de Freire e Faundez (2008), filosofia na carne de Lakoff e Johnson (1999), dança como pensamento do corpo de Katz (2005) e o procedimento criativo da referida coreógrafa. O conceito de imagem é utilizado como ideia, conforme Damásio (2010), e como artefato cultural que instaura relações, segundo Tourinho (2010) e Martins (2007). Assim resultam: ações e compreensões que evidenciam a indissociabilidade corpo-mente, prática-teoria; (re)elaboração de temas em forma de dança; criação de narrativas educativas onde os educandos inserem trechos de sua experiência. Palavras chave: processo criativo em dança, processo pedagógico em dança, experiência, corpo, imagem, pergunta. A ARTE FEMININA NO PARÁ ASSIS, Sissa Aneleh Batista de MEDEIROS, Afonso da Silva Universidade Federal do Pará Este trabalho é resultado da pesquisa sobre a Arte Feminina das mulheres artistas visuais e audiovisuais paraenses, realizada no Mestrado em Artes da Universidade Federal do Pará. Constitui-se numa pesquisa qualitativa, com abordagem dedutiva, utilizando o método de procedimento estudo de caso, numa investigação regional sobre a produção artística feminina na cidade de Belém do Pará. A partir de um recorte histórico sobre o corpo, é apresentada a Arte Feminina, surgida no Movimento Feminista, relatando suas contribuições e libertações sociais, sexuais e intelectuais ao universo artístico feminino e masculino. A pesquisa mostra a expressão artística feminina, o olhar da mulher sobre a mulher, o universo feminino nas artes, a representação simbólica da mulher regional e preserva a memória dessas obras. As artistas pesquisadas possuem as características ou influências do conceito, sendo apresentado as artistas: Antonieta Feio, Julieta França, Lúcia Gomes, Eliene Tenório, Jorane Castro e Elza Lima. O objetivo específico apresenta as características particulares e peculiares do universo feminino representado pelas mulheres artistas paraenses. Os resultados da investigação pretendem expandir o conhecimento acerca da Arte Feminina e suas influências na produção artística amazônida. Para que possa contribuir ainda ao avanço de estudos educacionais sobre a mulher, complementar e incentivar pesquisas sobre a arte feita por mulheres no Brasil. Palavras-chave: História da Arte, gênero, mulheres artistas, arte feminina. ESTUDOS DE GÊNERO NA MEDIAÇÃO EM ARTES VISUAIS NAS ESCOLAS E NOS MUSEUS AMARAL, Maria das Vitórias Negreiros do UFRPE/Unidade Acadêmica de Garanhuns Pretendemos apresentar uma pesquisa sobre a visibilidade, a inclusão das mulheres artistas e a dinâmica do imaginário em que estão inseridas, ao mesmo tempo, mostrar como estas são trabalhadas nos museus e nas escolas, especificamente em relação ao ensino das artes visuais. E para isso fazemos os seguintes questionamentos: O que faz com que, apesar de haver tantas mulheres na arte, estas sejam esquecidas? Que políticas educacionais ocorrem nos museus e nas escolas voltadas para viabilizar a inclusão do pensamento e da arte das mulheres? Como professores e professoras planejam suas atividades educacionais para esta inclusão do feminino? Com essas perguntas queremos aprofundar os estudos sobre a memória histórica das mulheres no mundo da arte e a sua produção artística. Para os estudos sobre as mulheres nas artes visuais, fundamentamo-nos em teóricos da arte/educação, refletindo sobre a arte da mulher na educação; e da antropologia, principalmente do imaginário, onde estudamos o simbolismo e o imaginário da produção dessas mulheres. Para observar melhor a arte das mulheres e aprofundar o estudo simbólico de uma cultura, precisamos contar com outro elemento importante, o cotidiano, o qual contextualizará a própria arte. Compreendendo que o cotidiano, assim como a arte, é um plano privilegiado da expressão simbólica, considero que todo símbolo só é significativo quando contextualizado. Tentaremos compreender as imagens expressas e originadas pelas/nas mulheres artistas, considerando o seu cotidiano, a dialógica que permeia o pesquisador e a memória que trará os nomes de artistas mulheres que foram tão importantes para a nossa história e tão pouco valorizados. PALAVRAS-CHAVE Arte-educação, mulheres, cotidiano, feminismo. GT 7: LINGUAGENS DA ARTE E SUAS CONFLUÊNCIAS INTERDISCIPLINARES ENSINO DE COMPOSIÇÃO COREOGRÁFICA EM DANÇA: REGISTRO EM VÍDEO COMO ESTRATÉGIA VIEIRA, Alba Pedreira Universidade Federal de Viçosa No ensino da Dança, dentre as várias estratégias e propostas relacionadas aos processos criativos, destaco o uso da tecnologia do vídeo na dança. Assim, este estudo busca ampliar a compreensão sobre o ensino da criação em dança, a partir de uma investigação sobre possibilidades do registro em vídeo como estratégia de composição coreográfica. A pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza exploratória, orienta-se pela fenomenologia-hermenêutica. Foram realizadas aulas semanais (aproximadamente 150 minutos) durante quatro meses, com 20 alunos da disciplina de composição coreográfica do Curso de Dança da Universidade Federal de Viçosa. Divididos em grupos, os participantes valeram-se de estratégias de manipulação para desenvolver seus motivos e/ou temas. Em várias aulas, os processos foram registrados em vídeo e utilizados como caminho de descobertas, de se avaliar o que havia sido feito até então, de se modificar e/ou qualificar o que estava sendo criado. Os dados foram coletados por meio de registros orais dos participantes à investigadora. A partir do estudo dessa experiência educacional específica, proponho sugestões para o uso do registro em vídeo como estratégia pedagógica no ensino da composição coreográfica. Sugiro que a interação com a filmagem durante o processo criativo em dança requer um novo modelo corporal, holístico, por parte do diretor e do bailarino. Ao assistir vídeos dos laboratórios de criação, o diretor pode associar o que vê com o que viu antes, e o bailarino o que vê com o que sentiu no momento da criação. Se ampliamos nossa compreensão sobre essas associações, que emergem da mediação dos artistas (diretores e bailarinos) com a cultura digital, podemos vislumbrar o surgimento de novas possibilidades de se criar e de se ensinar composição em dança. Palavras chave: processos criativos, dança, registro em vídeo, estratégia pedagógica. PROJETO AÇÃO RECICLA COHAB ARAÚJO, Alexandre Falcão de PENTEADO, Daniela Caielli Coletivo Aliança Libertária Meio Ambiente / ALMA O projeto em questão vem sendo realizado durante o ano de 2011 pelo coletivo Aliança Libertária Meio Ambiente (ALMA) no Conjunto Habitacional (COHAB) José Bonifácio, Itaquera, zona leste da Cidade de São Paulo e tem como objetivo promover um processo contínuo de arte-educação ambiental com 1.000 moradores de Conjuntos Habitacionais de Interesse Social da região a fim de melhorar a qualidade ambiental do bairro. Apoiado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, o projeto oferece oficinas para crianças, jovens e adultos, envolvendo diversas linguagens artísticas, entre elas: teatro, música, artes plásticas e audiovisual. A maior parte das ações é realizada no próprio espaço de moradia - nas áreas comuns dos prédios, enquanto outras ações são realizadas nas demais áreas verdes e espaços culturais da região. Dessa forma, busca-se incentivar os moradores a sentirem e pensarem o meio ambiente a partir do lugar onde moram, estabelecendo relações sustentáveis com o seu bairro, sua cidade e seu mundo. Assim, pretendemos incentivar um enfrentamento cultural do individualismo e consumismo reinantes no paradigma capitalista, estimulando ações que tirem as pessoas dentro de casa por meio de ações culturais em locais de convivência, convidando a comunidade local a participar das transformações físicas e socioculturais no ambiente. Acreditamos que as atividades artísticas tenham o potencial de despertar a consciência das pessoas e mobilizá-las para a construção de um novo mundo possível, por isso todas nossas ações trazem a arte e a ecologia em diálogo. A IMPORTÂNCIA DA VISÃO CRITICA NA CONSTRUÇÃO DA PERFORMANCE EM COROS AMADORES SILVA, Bianca Almeida e Universidade Federal de Goiás Este artigo é baseado em minha dissertação de mestrado intitulada: Aprendizado Musical e Referenciais Doutrinários: a construção de uma performance em um coro religioso, defendida em marco, 2011. Este estudo enfoca o aprendizado musical em corais amadores como fruto de uma vivência artística critica, contribuindo para o aprofundamento da experiência humana e estética do grupo. O trabalho discute a diferença de resultados quando se tem um grupo que é trabalhado pelo aprendizado do repertório musical através da memorização, realizada por repetição, e quando esse mesmo grupo passa a reconhecer a obra musical sob um olhar mais amplo: quando figuras e notas musicais são discutidas, ainda que empiricamente, no decorrer da leitura musical; quando compositor e época são levados em consideração no ato de interpretar; quando o regente propõe uma análise mais aprofundada do texto. Utilizando o método pesquisa-ação, esse artigo descreve a metodologia aplicada em um grupo religioso de Goiânia, o Coral Vida e Luz, da Irradiação Espírita Cristã, que possibilitou o desenvolvimento de um amplo fazer artístico e musical, avaliando a sua contribuição para a (trans) formação educativa e humanitária dos envolvidos. Uma parte substancial das informações recolhidas foi fruto da observação direta dos resultados obtidos em ensaios e apresentações, bem como de entrevistas gravadas e de questionários aplicados, estruturados e semi-estruturados. Palavras-chave: canto coral; performance musical; aprendizado musical. “DE: ALGUÉM, DE ALGUM LUGAR DISTANTE”, ESTUDOS DE MEMÓRIA E CRIAÇÃO DRAMATÚRGICA COUTINHO, Ana Carolina Universidade Federal de Uberlândia “De: alguém, de algum lugar distante” é resultado do processo de criação de dramaturgia a partir de pesquisas sobre jogos de improvisação teatral e teatro infanto-juvenil. A definição do tema para a dramaturgia deu-se em debate sobre os interesses dos integrantes do GETI – Grupo Experimental de Teatro Infantil, no qual chegamos aos seguintes temas: a distância, a morte e consequentemente a saudade. A investigação sobre o teatro infanto-juvenil iniciou-se com leituras e apreciações das peças “O caderno da Morte” da Cia Zero Zero de Teatro, “A Fedegunda” de Karen Acioly, “Los Musikos Ambulantes” do grupo Yuyachkani e “Simbá, o Marujo” do grupo Trupe de Truões. A partir dessas experiências pude perceber que o objetivo inicial de trabalhar teatro para crianças menores precisava ser adaptado, pois o interesse do grupo estava mais voltado para o gênero infanto-juvenil. Isso se justifica pelo fato de os temas presentes na dramaturgia trazerem dificuldades para adaptação a uma linguagem infantil, podendo a peça ser apreciada também pelos jovens. Das leituras realizadas, destaco “A blibioteca mágica de Bibi Bokken”, de Jostein Gaarder como o texto estimulador da construção de toda a dramaturgia. Além deste texto, serviram como referencias “O Mundo de Sofia” do mesmo autor, contos dos irmãos Grimm como “A vendedora de fósforos”, “O Alfaiatezinho Valente”, “João e Maria”, além de memórias de infância dos integrantes do grupo. Palavras Chave: Teatro infanto-juvenil, dramaturgia, memória O MARABAIXO DO AMAPÁ E O REISADO DO CARIRI CEARENSE: DIÁLOGO ENTRE ARTE/CULTURA NEGRA E RELAÇÕES INTER-ÉTNICAS NA EDUCAÇÃO NUNES, Cicera Universidade Regional do Cariri VIDEIRA, Piedade Lino Universidade Federal de Campina Grande O presente artigo aglutina experiências com a arte e a cultura de base africana, especificamente a dança afro, em duas regiões brasileiras com significativa presença de população afrodescendente, o estado do Amapá e o Cariri no estado do Ceará. Os trabalhos referidos são resultado de investigações científicas de Mestrado junto a Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará com os objetivos de investigarem o processo educativo repassado de geração à geração por meio das africanidades presentes na cultura afrodescendente, especificamente o Marabaixo afroamapaense e o Reisado Caririense. Buscamos ainda analisar de que maneira a participação dos sujeitos da pesquisa nessas expressões culturais significavam positivamente sua identidade étnica estabelecendo a relação entre dança/arte/educação para a efetiva cidadania dos educandos afrodescendentes. O aporte teórico-metodológico que subsidiou o desenvolvimento dessas pesquisas foram os conceitos de Afrodescendência, Memória e Territorialidade coadunados com a observação participante, entrevista semi-estruturadas e análise documental. As pesquisas revelaram que as danças do Marabaixo e Reisado constituem-se em expressão cultural de fundamental relevância para a autovalorização de seus partícipes, da cultura e das comunidades negras que nelas estão inseridas, além de potencializar os (as) educandos (as) conhecimentos sobre sua cultura e de si próprio. Palavras-chave: Marabaixo, Reisado. Arte/Educação Afrodescendente. INTEGRAÇÃO DE LINGUAGENS ARTÍSTICAS NA ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA CAMPOS, Denise Álvares SANTOS, Wanderley Alves dos FERREIRA, Telma de Oliveira Universidade Federal de Goiás AMBRIZZI, Miguel Universidade do Porto - Portugal NUNES, Paulo Reis BARROS, Mara Veloso de Oliveira Ciranda da Arte/GO Este artigo apresenta uma síntese do relatório final da pesquisa Ensino de artes na escola: uma abordagem integrada realizada no CEPAE/UFG, no período de 2006 a 2010. O grupo de professores de Artes dessa instituição, na qual está inserido o Colégio de Aplicação da UFG, desenvolveu diversas estratégias tendo como objetivo a integração das linguagens artísticas presentes nessa escola: música, teatro e artes visuais. Essas estratégias se concretizaram através de subprojetos desenvolvidos durante 3 anos letivos, sendo que cada um deles teve uma proposta metodológica diferenciada com relação à atuação dos professores. Alguns resultados parciais dessa pesquisa foram apresentados em outros Congressos da Federação de Arte Educadores do Brasil. Este texto pretende apresentar uma síntese dos resultados obtidos nas diversas etapas de desenvolvimento da pesquisa, bem como as reflexões e debates realizados pela equipe de professores de Artes do Cepae/UFG após o término das atividades em sala de aula. Todos os componentes do grupo de professores participantes destacaram a importância da realização das atividades, o que se confirmou, também, nos depoimentos dos alunos. Palavras-chave: artes integradas; ensino de arte na escola. RELAÇÕES (IM)POSSÍVEIS ENTRE IMAGEM E TEXTO: PALAVRA QUE PINTA, SENSAÇÃO QUE ESCREVE CARDOSO, Franciane Canêz ZORDAN, Paola Universidade Federal do Rio Grande do Sul Busca explorar como as duas linguagens podem relacionar-se potencializando forças mutuamente sem tornar-se uma acessória ou explicativa de outra. O presente estudo constitui a base teórica de oficinas de escrita que compõe o Projeto financiado pela CAPES e intitulado “Escrileituras: um modo de ler-escrever em meio à vida”. Busca-se nesse espaço do projeto e mais especificamente nas oficinas resultantes desse estudo pensar se será possível encontrar potência nas imagens que anime as palavras e com elas constitua uma escrita que não só descreve a partir de sentidos e códigos prontos, mas que também se metamorfoseia em sensação, assim como a tinta que recobre uma tela. O aporte teórico para a pesquisa em torno das (im)possibilidades dessa escrita surge dos textos de Gilles Deleuze onde o autor fala, a partir das as artes visuais, mais especificamente a obra do pintor Francis Bacon, sobre sensação, conceito que é tomado filosoficamente em seu estudo. A utilização dessa perspectiva de pensamento implica no envolvimento de textos literários, intercessores na criação do método que norteará os espaços práticos onde acontecerão as oficinas e onde se terá oportunidade de utilizar tanto as artes visuais quanto a literatura e os conceitos para construir métodos particulares para a criação de escritas/sensação. Suas palavras-chave são: escrever, arte, imagem, tradução. MÚSICA NA ESCOLA: QUANDO A INTERAÇÃO DO “VER” E “OUVIR” FAZ SENTIDO CHARTIER, Getúlio ALMEIDA, Bianca MENDES, Valéria Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte – SEE/GO Este trabalho ‘e baseado na proposta do grupo musical “Ciranda da Gente”, do Centro de Estudo e Pesquisa “Ciranda da Arte” da Secretaria de Educação do Estado de Goiás. O grupo ‘e formado por 09 professores da rede estadual de educação e tem como objetivo divulgar a musica popular brasileira, incluindo canções da mídia, a partir da performance musical. A inserção de canções conhecidas possibilita uma melhor receptividade no meio escolar, onde são apresentados composições e compositores que talvez não façam parte de seu repertorio auditivo, no sentido de levá-los a refletir sobre a música como propiciadora de situações que envolvem ensino e aprendizagem na formação do individuo. Geralmente o repertório utilizado nas apresentações contempla arranjos elaborados pelo próprio grupo e as interpretações dos cantores ocorrem de forma cênica e interativa com a platéia, de acordo com o mote da canção. Na música, o corpo é tratado a partir de uma abordagem cultural (FOUCAULT, 1993), visto como lugar de enunciação de subjetividades. Como elemento central deste estudo deflagra sentidos determinantes na (re) construção de propostas de ensino aprendizagem no campo da educação para o olhar de condições e possibilidades que vão além da música, relacionando-a as outras linguagens da arte. Partindo da experiência realizada em quatro escolas estadual de nível médio na cidade de Goiânia (GoiásBrasil) com alunos de 15 a 30 anos, pudemos detectar que durante as apresentações, a compreensão musical por meio de expressão cênica propicia um momento de escuta e discussão significativa. Palavras-chave: música, performance, experiência pedagógica. QUEM QUISER OUVIR UMA HISTÓRIA... VASCONCELOS, Gisele Soares de Universidade Federal do Maranhão A presente pesquisa buscou, inicialmente, reconhecer o movimento do nouveau conteur em nossa localidade, cidade de São Luís, numa inter-relação com o movimento da renovação do conto no Brasil. Os novos contadores, são aqueles que não receberam a palavra como herança, não beberam da fonte da experiência coletiva, surgem em uma sociedade informatizada, imagética, espetacular. Esse movimento do contador de histórias e sua formação, que o faz ressurgir na sociedade contemporânea, no meio urbano, é objeto de análise deste estudo, em pesquisa intitulada “ator-contador: a narrativa em performance”, no âmbito do Grupo de Pesquisa Ações Culturais e Pedagogias Teatrais (CNPq), com foco na cidade de São Luís, Estado do Maranhão. Nas oficinas de formação, ofertadas durante as etapas da pesquisa, deparamo-nos com algumas questões relacionadas à formação do contador de histórias: como contar histórias? Qual a bibliografia existente sobre o tema? Como faço pra atingir essa tal presença? Que recursos utilizar? Como trabalhar a minha voz... Nesse caminho registram-se procedimentos comuns no tratamento com as histórias e preparação do conto com ênfase nos elementos do contador de histórias, aqui identificados em seus recursos internos (corpo-voz, pique-ritmo, emoção e imaginário) e recursos externos (sonoplastia, bonecos, adereços, imagens etc.). VARINHA DA CONQUISTA: ESTUDO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE ARTE E ARTESANATO HAMOY, Idanise Sant’Ana Azevedo Universidade Federal do Pará Este estudo tem por objetivo a reflexão sobre a relação entre arte e artesanato, utilizando como referência um objeto visual feito artesanalmente na Ilha do Marajó, chamado de "Varinha da Conquista". Observando que hoje as imagens pertencem ao nosso cotidiano no sentido do que é visível e que pela capacidade de reflexão se tornam visuais. Dentro deste sistema está incluída a cultura, a arte e o artesanato, que estando interligadas, não estão ausentes do processo de construção de conhecimento, ou seja, do processo educacional. Para efeito de registro e conhecimento dos motivos compositivos foi feito o levantamento iconográfico da Varinha, que a partir da combinação entre formas geométricas: quadrados, linhas e triângulos, a artesã cria a cada varinha uma nova composição e uma nova linguagem à qual chama de bordado, para o processo de gravura na madeira. Nesse olhar do fazer cotidiano tradicional se estabelece uma perspectiva freireana de ver a si para ver o mundo seguindo os quatro pilares da educação contemporânea: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver junto e aprender a ser, apontados para propostas de trabalho no campo da Arte/educação através do ensino multicultural, visando principalmente a interação entre o homem, sua cultura e seu meio. Palavras-chave: arte, artesanato, cultura visual, arte/educação. O FAZER ARTE(SÃO) DE GUILHERME AUGUSTO DOS SANTOS JUNIOR: INTERFACES ARTESANATO, DESIGN E ARTE ANTUNES, Isis de Melo Molinari Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará Este estudo é um olhar sobre o Artesanato como uma manifestação cultural importante para se refletir as relações entre alguns saberes que confluem na contemporaneidade: Design e Arte. Discute-se, etnograficamente a produção artesanal de Guilherme Augusto dos Santos Junior, um artesão paraense, contemporâneo, e ilustra-se, com o exemplo de seu “fazer arte(são)”, que os limites entre os campos citados são construções cada vez mais tênues. Como técnicas de abordagem foram estabelecidas entrevistas na sua casa que também é o local de seu trabalho com o intuito de conhecer a sua história de vida e o seu método criativo. A teoria que sustenta a pesquisa deriva dos Estudos Culturais, porque oferece maior flexibilidade para tratar das inter-relações entre as culturas em que o artesão está imerso e são os pilares da sua identidade híbrida. Afirma-se que o ato criativo do artesão segue uma metodologia projetual semelhante à do artista e do designer, mas por ter um caráter empírico ainda é discriminada no mundo acadêmico. O estudo apresenta-se dividido em três capítulos: História de vida do artesão Guilherme Augusto dos Santos Junior; Caminhos da criação e, finalmente, Artesanato, Design e Arte. A conclusão aponta para a quebra dos conceitos tradicionais do Artesanato, colocando em xeque a validade das divisões hierárquicas atribuídas ao campo da Arte e do Design. VELHICE NO UNIVERSO DA ARTE: A CONQUISTA DE UM LUGAR CAROLINO, Jacqueline Alves Universidade Federal da Paraíba - GPAEAV A velhice acompanha o homem desde o início da civilização humana, sendo encarada como a, ultima etapa de vida do individuo. Tornar-se velho significa conviver com mudanças nos aspectos físicos, sociais e psicológicos, onde tais aspectos acabam afetando diretamente o individuo, e consequentemente o seu lugar na sociedade. Neste contexto, o objetivo desse estudo é mostrar como a arte pode revitalizar e reconstruir novas perspectivas de vida em mulheres idosas, bem como a valorização do seu lugar na sociedade em que vive. A amostra foi formada por um grupo de sete mulheres, com idade acima de 60 anos participantes da Ordem Franciscana Secular – PB. Para concretizar o estudo, foi fundamental a minha inserção como arte-educadora, ministrando oficinas e compartilhando idéias, numa pesquisa-ação de caráter qualitativa descritiva, usando-se da técnica de observação, depoimento pessoal e formulário para a coleta dos dados. Como resultado, identificou-se que a pessoa idosa precisa continuar integrada e mantendo um bom relacionamento social, para poder ocupar o seu lugar na sociedade e poder viver dignamente seus anos de maturidade. Conclui-se que a arte é catalisadora do processo de reconstrução da autoestima, assim como também um caminho para conquistar espaço/lugar na sociedade em que se vive. Palavras-chave: Velhice; Arte; Conquista. SOBRE AS POSSIBILIDADES DE RELAÇÃO ENTRE FILOSOFIA E MÚSICA NAS AULAS DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO TÉCNICO NO IFMA CENTRO-HISTÓRICO DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO PINHEIRO JUNIOR, José Antonio Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão Fundada no inicio do século XX baseada numa tradição filosófica essencialmente positivista de inspiração nas teses de Augusto Comteas Escolas Técnicas Federaisdo Brasil denominadas recentemente no governo LULA de Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia tinham como missão central qualificar a grande massa dos filhos de trabalhadores para o ingresso no mundo do trabalho assalariado industrial. Por conta disso, essas Escolas Federais baseavam seu ensino numa matriz curricular estritamente técnica-industrialque visava aformação de mão-de-obra para o mercado de trabalho. De lá para cá o que mudou? É possível no atual paradigma pedagógico curricular dos Institutos Federaisensinar arte, música e filosofia? Sim e Não. Para nós, é uma questão de escolha, estilo, experiência e formação. A nossa prática tem seu pautado pela crença de que filosofia e música estão historicamente ligadas na experiência humana, no fazer humano, na cultura humana. Identificamos que o paradigmapositivista de fato foi um pensamento hegemônico que desencadeou sérios problemas sociais, inclusive banindo a filosofia das Escolas Federais por seu caráter essencialmente crítico assim como censurou várias formas de música que abalassem através de canções o alicerce de todo sistema positivista repressor, autoritário e conservador. Daí olema positivista cravado na bandeira brasileira: ordem e progresso. Como forma de ruptura com este tipo de matriz tecnicista-positivista educacional escolhemos na nossa práxis educacional estabelecera relação entre música e filosofiaem nossas aulas de filosofia no IFMA Centro-Histórico de São Luís destacando:a relação entre a passagem do mito para a filosofia na Grécia Antiga e fragmentos damúsica Por Enquanto de Renato Russo;relacionando a música Monte Castelo de Renato Russo com o conceito de Amor de Platão no Banquete; ligando a música Mocambos do poeta popular maranhenseAntonio Vieira com o problema da miséria como fruto do capitalismotal como denunciada por Marx e Engels no Manifesto Comunista; enfatizando a relação entre a música Apesar de você de Chico Buarque como denunciada força coercitiva e autoritária do regime militar delatada por Foucault através do conceito de vigília social em sua obraVigiar e Punir. Por fim, ao relacionarmos filosofia e música compreendemos que estamos contribuindo para a reflexão e instauração de uma escola multifacetada, lúdica, em que o espirito libertário, o pensamento critico e autônomo supera o positivismo reacionário da tradição técnica profissionalizante do Brasil que perpassou gerações. Palavras chaves: ensino de filosofia, música, estética. A ESTÉTICA GROTESCA: UM DIÁLOGO DOS CONTRÁRIOS NA OBRA WOYZECK DE BÜCHNER SANTOS, Leandro Lago Rede Municipal de São Luís / Colégio Marista Araçagy Este trabalho é oriundo de pesquisa acadêmica realizada em 2008 para conclusão do curso de graduação em Educação Artística pela UFMA e teve como objetivo a identificação de elementos da estética grotesca na obra Woyzeck de Büchner. Para tal, abordamos como se originou o termo grotesco, como este se constituiu enquanto categoria estética e por fim, analisamos os elementos constituintes da estética grotesca na referida obra. Mediante estas considerações, aprofundamos uma reflexão as quais se relacionam com as características dos contrários, ou seja, uma atenção maior é atribuída às formas naturalmente concebidas como opostas, porém, ao serem reproduzidas sob o aspecto do grotesco, comunicam-se, proporcionando um dialogo entre os contrários, causado um efeito de estranhamento diante da realidade grotesca. Percebemos que tal concepção de realidade proposta pelo grotesco influenciará a maioria das produções artísticas modernas, sobretudo na dramaturgia alemã, onde direcionamos essa concepção de grotesco moderno para as obras de Georg Büchner, especificamente Woyzeck. Palavras-chave: Estética, grotesco, Büchner, Woyzeck. TEATRO E EDUCAÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE- UM ESTUDO DAS TRANSFORMAÇÕES FÍSICAS E EDUCACIONAIS EM UMA ESCOLA PÚBLICA DIFERENCIADA SILVA, Marose Leila e Universidade Estadual Paulista O presente trabalho analisa as transformações físicas e educacionais numa escola municipal de educação fundamental nos últimos cinco anos (2005-2010). A escola, localizada em Vila Gomes, na cidade de São Paulo, inspirou-se inicialmente na Escola da Ponte, instituição pública localizada na Vila das Aves no distrito do Porto em Portugal. Em 2005 a EMEF iniciou, juntamente com a comunidade local um processo de revisão de toda sua estrutura educacional com o objetivo de oferecer aos seus estudantes uma escola pública mais democrática e de qualidade. Dentre as transformações na escola, a ampliação do espaço à arte e a cultura marcam os princípios fundantes da sua proposta. Faz parte de seu currículo oficinas de música, capoeira, cultura corporal, artes visuais, teatro e artesanato. Outras mudanças significativas na escola foram, sem dúvida, a quebra de paredes e o rompimento da divisão por série, assim como também a separação em agrupamentos por salas. Diante da necessidade urgente de melhorar a qualidade do ensino público no Brasil, investigaremos nessa pesquisa como as mudanças nessa escola paulista têm repercutido na formação de seus estudantes. APROPRIAÇÕES E DESLOCAMENTOS DO DESIGN NO TERRITÓRIO DA ARTE: OS CAMPANA A PARTIR DE DUCHAMP NEVES, Maryclea Carmona Maués Pesquisadora independente A pesquisa teve como objetivo analisar os processos de apropriação e deslocamento dos objetos de design dos Campana, referenciando-se nos aspectos estético/artísticos de Marcel Duchamp. Como metodologia, foi utilizada a pesquisa qualitativa com análise de conteúdo e foram pesquisadas fontes relativas à teoria de Marcel Duchamp, bibliografia sobre teoria e historia do design, teoria da arte e estética constantes em livros, periódicos, catálogos, arquivos de universidades, relatos e mídia eletrônica e impressa. Não foi escopo afirmar absolutamente que o trabalho dos Campana são obras de arte ou não, mas sim apresentar o fenômeno com suas singularidades e buscar respostas, mesmo que provisórias, para o caso particular da apropriação e do deslocamento presente potencialmente em seus trabalhos, apontando caminhos para entender como e por que acontecem, tendo como referência o fenômeno Duchamp. Concluiu-se que do significado como objetos do cotidiano ao significado como objetos estéticos expostos em museus de arte, Duchamp e os Campana potencializam um jogo de linguagem que é próprio da arte contemporânea, onde o que importa não é tanto a origem do objeto ou processo, mas sua assimilação e destino de paradigma da razão criadora, seja de artista, seja de designer. O contexto e a atitude no caso de Duchamp, e a pregnância da forma aliada à carga simbólica no caso dos Campana é que revelam essa potencialidade de tornar-se paradigmas do ato criador e que, em última instancia é o que importa no campo da arte. OS VITRAIS DA CATEDRAL METROPOLITANA DE VITÓRIA LIMA, Mônica Cardoso de Prefeitura Municipal de Vitória Dos vitrais atualmente instalados na catedral de Vitória tivemos por objetivo estudar aqueles instalados entre 1933 e 1943. Tal recorte que privilegia o aspecto cronológico deve-se à nossa interpretação de que os vitrais instalados naquele período foram dispostos no espaço arquitetônico do templo como resultado de um programa iconográfico pautado em um projeto teológico-político em vigor na primeira metade do século XX. Neste sentido, destacaremos duas dimensões destes artefatos culturais: o seu fazer artístico e o contexto político que fundamentou seu programa iconográfico. Entre 1918 e 1968 a concepção estilística de sua ornamentação interna refletiu valores de uma Igreja pautada nos princípios da hierarquia e ostentação. Os vitrais encomendados também revelam as formas de funcionamento do Atelier Formenti, responsável pela confecção dos vitrais e mosaicos deste templo. Defendemos a hipótese de que os vitrais da catedral foram pensados a partir de um programa pautado na concepção organicista da sociedade, forma de pensamento fortalecida no decorrer dos anos 30 e 40 na medida em que avançavam as obras e crescia a aproximação entre os líderes da Igreja e do Governo Estadual. O método para orientar nossa interpretação das imagens dos vitrais da Catedral Metropolitana de Vitória apóia-se em duas categorias fundamentais: localização e doação. Através desses exemplares, discutimos a retribuição, um dos elementos fundantes do fenômeno das trocas simbólicas, segundo Pierre Bourdieu. Palavras-Chave: Vitrais – Catedral de Vitória – Doadores – Anos 30 e 40 DE QUAL LIXO VOCÊ DESEJA SE LIVRAR? UMA EXPERIÊNCIA TEATRAL NO PROJETO ESCOLA DE CULTURA SESI/MG SILVA, Renata Patrícia da Universidade Federal de Minas Gerais Este artigo tem o objetivo de relatar o trabalho desenvolvido na oficina de Teatro do projeto Escola de Cultura do Serviço Social da Indústria - SESI/MG, que resultou no espetáculo “De qual lixo você deseja se livrar?”. Tendo como principais referências os ensinamentos do Teatro do Oprimido de Augusto Boal, a Pedagogia Libertadora de Paulo Freire e a experiência dos alunos envolvidos, a peça busca tratar dos vários lixos existentes na sociedade contemporânea. Construído a partir de questões colocadas pelos alunos da oficina, crianças entre 07 e 10 anos, acerca de fatores como preconceito, desigualdade social e desrespeito ao próximo, o trabalho busca refletir a respeito de uma reciclagem dessas ações humanas, que acabam por poluir nossa sociedade, fazendo muito mal às pessoas. Assim, tendo como inspiração as inúmeras campanhas de proteção e preservação do meio ambiente, o que se inicia com este trabalho é uma campanha de proteção e preservação do respeito ao ser humano. Desta forma, este relato busca, por meio desta experiência, discutir a prática dentro da teoria, procurando explorar os ensinamentos de Augusto Boal e Paulo Freire, mostrando que tanto a Arte, neste caso o Teatro, quanto a Educação, não são neutros e sim, um ato político. Palavras-Chave: Teatro-Educação. Teatro do Oprimido. Pedagogia Libertadora. Sociedade. TEATRO EM COMUNIDADES: DIÁLOGOS ENTRE O TEATRO E A EDUCAÇÃO SILVA, Renata Patrícia da Universidade Federal de Minas Gerais O presente artigo tem o propósito de apontar os diálogos entre o Teatro e a Educação, que perpassam a prática do Teatro em Comunidades. Para tanto, o que se toma como objeto de análise é o trabalho desenvolvido pelo projeto ZAP Teatro Escola & Afins – desenvolvido pela Cia ZAP 18 (Zona de Arte da Periferia) com membros da comunidade do bairro Serrano, em Belo Horizonte. Este projeto tem por objetivo proporcionar à comunidade oficinas de formação artística que, atualmente, atendem adolescentes e jovens, por meio das oficinas de Cordel e Teatro Épico. Desta forma, dentre os muitos diálogos que se estabelecem no âmbito do Teatro em Comunidades, este trabalho privilegia os pontos convergentes da obra de Bertolt Brecht e Paulo Freire, estudiosos referenciais da prática teatral em comunidades. Bertolt Brecht, com seu Teatro Épico, vai trazer para o palco questões de ordem sócio-política, de forma a provocar uma reflexão crítica em seus espectadores. Enquanto Paulo Freire vai buscar uma educação libertadora, que entenda o educando como “sujeito de sua própria história”. Logo, apontar como estes dois mestres têm influenciado no trabalho da ZAP 18 com a comunidade na qual está inserida, configura-se como uma contribuição para a discussão do Teatro em Comunidades. Palavras-chave: Teatro em Comunidades. Paulo Freire. Bertolt Brecht. ZAP 18. AS INTERFACES DAS LINGUAGENS ARTÍSTICAS EM UM CONTEXTO DE PESQUISA MULTIDIMENSIONAL SILVA, Rosana Gonçalves da Secretaria de Educação do Distrito Federal CATALÃO, Vera Lessa Faculdade de Educação da Universidade de Brasília O artigo apresenta elementos de uma investigação acadêmica desenvolvida na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, 2008. O objetivo foi produzir conhecimento sobre a formação do educador ambiental, a partir de abordagens que têm como base a sensibilidade, as linguagens artísticas e processos simbólicos capazes de articular diferentes níveis de percepção sobre a realidade. A proposta baseia-se em uma abordagem eco-formativa para a construção de novas possibilidades nas questões sociais e ambientais, estando os diversos métodos dos campos de conhecimento organizados por meio da Pesquisa-ação existencial. Tal organização é entendida como sistemas abertos à reflexão e propostas de ações educativas que poderiam se tornar locais transdisciplinares com respeito aos movimentos transversais necessários à Educação ao promover interações entre a arte, a ecologia, a educação e a cultura. A recursividade foi um dos princípios orientadores para a integração dos saberes que explorou novas possibilidades em uma experiência sobre a formação de educadores, resultando em contribuições e inovações metodológicas. Palavras-chave: Linguagens Artísticas, Educação, Eco-formação, Transdisciplinaridade. UTILIZAÇÃO DE EXSUDADOS VEGETAIS DO BIOMA CERRADO COMO COMPONENTES AGLUTINANTES PARA TINTAS E BASTÕES GATTI, Therese Hofmann OLIVEIRA, Daniela de Oliveira BREYER, Lacê Universidade de Brasília O acesso aos materiais de arte tem sido fator limitante na escolha da metodologia aplicada nas aulas de artes, principalmente nas escolas publicas. A outra face desta situação é que a ausência de contato com tais materiais resulta em limitações pedagógicas e do potencial criativo dos alunos impedindo seu pleno desenvolvimento. Estimular a utilização de técnicas que auxiliem a adoção de materiais alternativos em salas de aula pode ser uma alternativa ao problema apresentado. A manufatura dos materiais em arte além de agregar valor à obra pode contribuir para um melhor conhecimento do ambiente natural e para o controle dos materiais utilizados. As gomas, encontradas nos freqüentes exsudados de diversas espécies da flora do cerrado, podem ser utilizadas na manufatura artesanal de bastões e tintas. O presente teve o objetivo de investigar a “Utilização de exsudados vegetais do bioma Cerrado como componente aglutinante para tintas e bastões”. Exsudados de 5 espécies arbóreas foram investigados: GOMEIRA (Vochysia thyrsoidea), CAJA-MANGA (Spondias dulcis), PAU FORMIGA (Triplaris americana ) e ANGICO (Anadenathera falcata) e TAMBORIL (Enterolobium contortisiliquum). Inicialmente foram realizados testes de solubilidade e adesão, e os resultados foram comparados aos resultados encontrados com a utilização da GOMA ARÁBICA (Acacia senegal) – exsudado vegetal, de origem africana, comumente utilizado na manufatura de tintas e bastões, e com alto custo de comercialização. Todos os exsudados pesquisados apresentaram solubilidade em água e resultaram em uma mucilagem transparente e coloidal, características das gomas. A quantidade utilizada para obtenção de solução semelhante à de goma arábica foi em todos os casos pelo menos cerca de 50% menor. Quanto à adesão todos os exsudados tiveram desempenho semelhante ou superior à goma arábica. O resultado da presente pesquisa serve tanto para aqueles que tenham interesse profissional quanto para os iniciantes na produção das artes visuais, e também como um incentivo a prática da manufatura artesanal de tintas, colaborando para o alcance de resultados satisfatórios para aqueles que desejam aventurar-se pelo universo da fabricação artesanal. Tal iniciativa permite ainda a abordagem interdisciplinar das áreas de Ciências Naturais e Artes, contribuindo para possibilitar a oferta de materiais para o ensino das Artes a partir da utilização sustentável do ambiente natural. Palavras-Chaves: manufatura artesanal, tintas, bastões, exsudados vegetais, cerrado. GT 8: MULTI E INTERCULTURALISMO CORPO E MÚSICA NA IMPROVISAÇÃO EM COMPASSOS ASSIMÉTRICOS: UMA ABORDAGEM MULTICULTURAL FRIDMAN, Ana Luisa Universidade de São Paulo / California Institute of the Arts Este trabalho consta da narrativa estético-pedagógica de experiência didática realizada pelo autor com alunos da graduação em música da USP, como aluno estagiário durante disciplina de improvisação em 2010, além de workshop ministrado no congresso PERFORMA, realizado em Portugal em maio de 2011. A metodologia de Jacques Dalcroze iniciou o pensamento de integração entre Música e Movimento, com as premissas de que o movimento corporal é o fator essencial para o desenvolvimento rítmico do músico. Além da integração corpo/música, estruturas musicais encontradas na música não ocidental, como configurações escalares modais e compassos assimétricos, formam um extenso material que pode ser explorado para propostas de improvisação musical. Com base nestas ideias a temática das experiências com alunos da USP e com os participantes do congresso PERFORMA foi a utilização de exercícios que promovem a integração do movimento com o fazer musical como primeiro passo para a prática da improvisação. Neste processo, o estágio final é representado pela improvisação instrumental em ambientes híbridos e multiculturais. Veremos que a motivação trazida pela conexão corpo/música contribuiu para a comunicação e a interação com o grupo de músicos em questão, além de despertar a acuidade rítmica exigida na prática da improvisação proposta. Palavras-chave: integração corpo/música, improvisação, música não ocidental. CORPOS QUE DANÇAM DENTRO E FORA DA ESCOLA: DISCURSOS PELA INTERCULTURALIDADE NA DANÇA NO ENSINO SOUZA, Ana Paula Abrahamian de Universidade Federal Rural de Pernambuco O presente estudo se propôs a analisar os discursos pela interculturalidade produzidos por diferentes forças sociais, buscando apreender como emergem os enunciados sobre as danças populares, as danças cultas e danças da cultura de massa na dança no ensino na Cidade do Recife. Estes permitiram indicar as condições de emergência dos discursos: sobre como se aprende e se ensina dança; e discursos sobre e para o corpo que dança. Frente aos objetivos traçados, recorremos aos estudos sobre cultura e identidade cultural; às reflexões sobre hibridação cultural e ao diálogo com o conceito de “Corpos Híbridos”; dialogamos com a temática da interculturalidade em diferentes autores, o que nos possibilitou tecer pontes para imaginarmos como seria a dança no ensino atravessada por uma perspectiva intercultural de educação. No processo de construção do estudo, partimos da perspectiva pós-moderna, considerando as pesquisas emancipatórias e desconstrutivista. As análises que emergiram do conjunto discursivo analisado demonstram múltiplos discursos com relação a como se aprende e como se ensina dança. Evidenciamos também que as situações de ensino e aprendizagem de dança não parecem ser mais unicamente eruditas, ou unicamente massivas, muito menos genuinamente populares: os corpos na dança no ensino convivem na tensão entre hibridação e mestiçagem, o que acarreta a emergência de discursos pelo corpo tomado como instrumento e discursos pelo corpo tomado como sujeitos. Palavras-chave: Dança no Ensino; Hibridação Cultural; Educação Intercultural. QUANDO GANGA DANÇA O BANZO D’ÁFRICA - A ARTE-EDUCAÇÃO NO FORTALECIMENTO DA IDENTIDADE ÉTNICA EM ADOLESCENTES NEGROS NA ZONA DA MATA MINEIRA SILVA, Emerson de Paula Universidade Federal de Ouro Preto Esta pesquisa foi apresentada à disciplina Metodologia de Pesquisa: Elaboração de Monografia, do Curso de Especialização em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Contagem, 2007, sob orientação do Prof.: Dr. Edimilson de Almeida Pereira e teve como principal finalidade analisar como a arte-educação é capaz de fortalecer a construção identitária étnica em adolescentes negros da Zona da Mata Mineira. Tal estudo de caso teve como objeto de pesquisa, três organizações afros da cidade de Ponte Nova. Os resultados desta pesquisa apontam que a identidade étnica em adolescentes negros é algo complexo, observando-se que os mesmos são alvos constantes de situações que envolvem questões étnico - raciais. Acreditando ser a arte um elemento importante na construção identitária, seja étnica ou não, fazemos uma análise desta área e sua relação com a questão racial. Tiramos como considerações finais deste trabalho que um dos modos de promoção da construção identitária no adolescente negro é a aceitação das diferenças étnico-raciais, desmistificando a visão estereotipada do negro, promovendo um entendimento de sua situação histórica enquanto grupo e seu próprio processo de articulação com o meio em que vive. Palavras-chave: Arte, Educação, Construção Identitária, Identidade Étnica. MULTICULTURALISMO, ARTES VISUAIS E IDENTIDADE: CONEXÃO RECIFE & MURCIA ZACCARA, Madalena Universidade Federal de Pernambuco A pesquisa teve como objetivo estudar e compreender a produção artística visual contemporânea murciana (Espanha) em relação a que se processa em Recife (Pernambuco) levando-se em consideração as características multiculturais de ambos os espaços geográficos estudados bem como as suas respectivas identidades. Ela faz parte de uma investigação maior que busca estabelecer relações entre centros periféricos e hegemônicos, no que diz respeito à sua produção versus a globalização conceitual da pós-modernidade. Foi realizada junto a Universidad de Murcia sob a orientação da prof. Dra. Ma. Carmen Sánchez - Rojas Fenoll. Inexiste uma produção historiográfica que envolva o conjunto da produção artística contemporânea murciana, portanto a investigação partiu para as fontes primárias e secundárias. As fontes primárias envolveram entrevistas com artistas atuantes no cenário murciano e proprietários das principais galerias de arte da cidade através da aplicação de questionário. As fontes secundárias levantaram catálogos e a bibliografia encontrada principalmente na biblioteca da Universidade e do Centro de Documentación y Estudios Avanzados de Arte Contemporáneo. Como resultado imediato conseguiu-se um panorama geral da arte contemporânea produzida em Murcia e suas relações com uma identidade local e global. Os resultados obtidos foram relacionados com os conseguidos em Recife gerando artigos científicos e subsídios para a continuação da pesquisa que ora se processa no continente americano: em Quebec, Canadá. Palavras Chave: Multiculturalismo, identidade, Artes Visuais. VESTÍGIOS INDIGENAS NAS FESTAS JUNINAS CUNHA, Milânia César da Escola Estadual Martin Cyprien (Divinópolis, MG) Visando trabalhar o hibridismo cultural nas festas juninas com os alunos do 6º ano, através do fazer artístico, inspirou-se no grafismo kadiwéu para criação de bandeirinhas para a ornamentação e suscitar discussão a cerca de outros elementos da cultura indígena que dão sabor nacional a festa. Através de aulas dialogadas com os educandos constatou-se que a festa junina já chegou ao Brasil, através dos portugueses com influências de outros povos e aqui, assimilou elementos indígenas, destacando os pratos típicos cuja base é amendoim e milho. Observou-se que na ornamentação há predomínio de bandeirinhas manufaturadas. O grafismo kadiwéu foi apresentado aos alunos através de aulas expositivas, posteriormente foram reproduzidos e recortados no formato convencional e coloridos livremente criando formas diferentes. Os alunos se surpreenderam ao saber da influência indígena na gastronomia nacional e na qualidade do grafismo. Apresentaram dificuldade na criação de formas com as cores sobre um desenho base e perceberam que, a assimilação de outras culturas deram encanto e originalidade nas festas juninas. O produto final foi apreciado por toda a comunidade escolar, e para satisfação dos alunos, foi reproduzido em outra escola da cidade. Palavras chaves: índios; bandeirinhas; festa junina. MAZAGÃO VELHO: IMAGEM-MUNDO DE UMA FESTA, UM BAILE E SUAS MÁSCARAS DIAS, Ronne Franklim Carvalho Instituto Federal do Amapá Esta pesquisa de dissertação tem como objeto de estudo as máscaras da Festa de São Tiago de Mazagão Velho, no estado do Amapá. Realizada desde 1777 pelos moradores da ex-colônia portuguesa da região de Dukkala (norte da África) transferidos para a cidade amapaense, às margens do rio Mazagão (antigo Mutuacá). Repleta de visualidades diversificadas, rituais e símbolos do catolicismo. As máscaras ganham destaque durante um baile exclusivo para brincantes mascarados e, neste estudo, são analisadas como artefatos visuais a partir da perspectiva da cultura visual. A pesquisa visa construir interpretações sobre relações entre práticas estéticas e identidade, processos de aprendizagem artística ligados à feitura e utilização das máscaras. O trabalho investiga significados de pontos de infiltração, resistência e hibridização que as máscaras apresentam em decorrência da formação multicultural da comunidade e das influências do mundo globalizado. Tomo como referência a pesquisa qualitativa: a metodologia articula uma mediação entre elementos empíricos e conceituais. Com abordagem do tipo etnográfico, a metodologia tem sua ênfase na investigação interpretativa. Para a coleta dos dados utilizei, como procedimento, entrevistas abertas com cinco colaboradores e a minha observação participante no Baile de Máscaras. Como um dos resultados, a pesquisa me faz entender a Festa e o Baile de Máscaras sob a perspectiva de práticas integradas a espaços transfronteiriços, territórios múltiplos e trânsitos multiculturais. Palavras-chave: máscaras, identidade, cultura visual, aprendizagem, hibridismo. O CURRÍCULO DE ARTE NA EJA À LUZ DAS LEIS 10.639/2003 E 11.645/2008: ANÁLISE DO DOCUMENTO CURRICULAR DA REDE MUNICIPAL DE NITERÓI SILVA, Sirlene Ribeiro Alves da Fundação Municipal de Educação de Niterói Pesquisa monográfica realizada para obtenção de título de especialista, concentrou-se na investigação do currículo de Arte na Educação de Jovens e Adultos (EJA) modalidade de ensino onde a maioria do público atendido (negros, indígenas, provenientes de regiões pobres e do interior) traz consigo marcas de exclusão, discriminação e preconceitos - tendo por base as leis 10.639/03 e 11.645/08, que trazem a obrigatoriedade de inclusão de história e cultura dos povos indígenas e afro-brasileiros no currículo escolar. O objetivo geral do estudo foi verificar e analisar em documentos curriculares da Rede Municipal de Niterói, voltados à EJA e a disciplina de Arte, sua vinculação e atendimento das preposições estabelecidas pelas leis. A metodologia utilizada, pela própria natureza do estudo, recaiu na pesquisa qualitativa de cunho documental, por entender que houve necessidade de levantamentos sistemáticos de documentos publicados na esfera federal e no âmbito municipal, articulando políticas nacionais e suas adequações pelas as realidades locais. Partindo para o objeto principal de estudo, o Referencial Curricular de Niterói na EJA, a pesquisa conclui que apesar ter como fundamento o respeito à diversidade cultural e o combate ao racismo e a qualquer forma de discriminação, falta incluir nos conteúdos e temáticas à história e cultura dos povos indígenas, africanos e seus descendentes como descrito pelo poder legal. Palavras-chave: Arte/educação; EJA; Leis 10.639 e 11.645.