1 UIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CETRO DE CIÊCIAS BIOLÓGICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EUROCIÊCIAS E BIOLOGIA CELULAR Apresentação do Programa 1. Histórico A Universidade Federal do Pará (UFPA) foi criada em julho de 1957, através do Decreto Lei 3.191, assinado pelo então Presidente da República Juscelino Kubitscheck. A UFPA é estruturada e tem seu funcionamento regulamentado através do Regimento Geral e Estatuto Universitário, os quais na sua versão atual remontam a atos do Conselho Federal de Educação do início da década de setenta. Segundo o Regimento Geral da UFPA, em seu Artigo 357, a implantação progressiva dos centros, núcleos e outros órgãos decorrentes da estruturação da UFPA são feitos por atos do Magnífico Reitor da Universidade, devidamente autorizado pelo Conselho Superior Universitário (CONSUN). Segundo o Estatuto da UFPA, em seu Capítulo I, que trata da estrutura, são unidades universitárias da UFPA: centros de estudos básicos, centros de formação profissional e núcleos de integração. Os centros de estudos básicos, definidos no Artigo 9 são: O Centro de Ciências Exatas e Naturais (CCEN), o Centro de Ciências Biológicas (CCB), o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) e o Centro de Letras e Artes (CLA). A Resolução 59, de 24 de dezembro de 1970, do CONSUN "instala as unidades universitárias previstas na reestruturação universitária e outras providências correlatas". Por fim, a Resolução 190 do CONSUN aprovou o Regimento do CCB, inicialmente constituído por quatro departamentos, Biologia, Fisiologia, Morfologia e Patologia, número este ampliado posteriormente para seis, com a criação dos departamentos de Genética e Histologia. O presente projeto de Programa de Pós-graduação em Neurociências e Biologia Celular envolve 23 docentes da UFPA, todos do CCB: 15 do Departamento de Fisiologia, 3 do Dep. Biologia, 2 do Dep. Genética, 2 do Dep. Morfologia e 1 do Dep. Patologia. Prevê-se que outros docentes do CCB e de outros centros e núcleos da UFPA venham a juntar-se ao programa, na medida em que a instituição avança na formação e incorporação de recursos humanos qualificados em seus quadros. Também participam do Programa proposto 5 docentes de outras instituições. O Programa de Pós-graduação em Neurociências e Biologia Celular é o resultado da expansão de duas áreas de concentração do Curso de Pós-graduação em Ciências 2 Biológicas. Este, criado em 1985, como uma iniciativa conjunta do Dep. Biologia do CCBUFPA e do Dep. Zoologia do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), possuía inicialmente apenas a área de concentração de Zoologia. Nos anos subseqüentes, a partir da reorganização de 1988, outras áreas de concentração foram criadas: Biologia dos Agentes Infecciosos e Parasitários, Genética e Biologia Molecular, Neurociências, Biologia Ambiental, Ciência Animal e Biologia Celular. Estas áreas partiram progressivamente para constituirem programas separados, na medida em que a maturidade acadêmica e científica permitiu. A pesquisa e o ensino de pós-graduação em Neurociências do CCB iniciaram, respectivamente, em 1981 e 1988, no Dep. Fisiologia, tendo se expandido para outros departamentos do CCB. O Dep. Fisiologia, o qual conta atualmente com 24 docentes permanentes, sendo 20 doutores e 3 mestres, todos em regime de dedicação exclusiva, é responsável por ministrar as disciplinas de fisiologia, biofísica, bioquímica, farmacologia, hematologia, matemática aplicada e metodologia da pesquisa aos alunos dos cursos de biologia, enfermagem, farmácia, medicina, odontologia, nutrição e psicologia, sendo neste ambiente que as atividades de pesquisa e pós-graduação em Neurociências se desenvolveram. As pesquisas em Neurociências do Dep. Fisiologia versaram inicialmente sobre neurobiologia comparada do sistema visual, com estudos de diferentes espécies de roedores e primatas neotropicais. Com a consolidação desta linhas de pesquisa, outras foram estabelecidas, inclusive do estudo de estados patológicos do sistema visual humano. No CCB, atualmente, são desenvolvidas pesquisas em Neurociências em vários laboratórios do Dep. Biologia (bioacústica), Dep. Genética (neuroendocrinologia), Dep. Morfologia (neuroanatomia, neuropatologia) e Dep. Patologia (neuropatologia), além do Dep. Fisiologia (neurofarmacologia, neuroendocrinologia, neurofisiologia sensorial, neuroquímica, neuropatologia). Uma grande variedade de técnicas modernas de investigação científica são utilizadas, para o estudo do sistema nervoso, incluindo computação gráfica, psicofísica visual, bioacústica, análise de sinais e sistemas, registro eletrofisiológico extracelular de neurônios isolados in vivo, registro eletrofisiológico intracelular de neurônios isolados in vitro, cultura de células, injeção iontoforética extra e intracelular de traçadores, imunocitoquímica, histoquímica, histologia convencional, microscopia óptica (campo claro, contraste interferencial, fluorescência), seqüenciamento de genes de patologias do sistema nervoso, espectrofotometria, HPLC, ELISA, radioimunoensaio, cintilografia, sendo que nos dois últimos editais do CT-INFRA foram aprovados recursos para a compra de uma microscópio eletrônico de transmissão e um microscópio confocal. A pesquisa em Biologia Celular tem uma tradição mais antiga na UFPA do que a Neurociências, remontando a investigações realizadas no CCB, CCS e Núcleo de Medicina Tropical (NMT) sobre diversos aspectos de protozoologia, micologia, interação parasitahospedeiro, anatomia e fisiologia patológicas, inclusive com o uso de microscopia eletrônica no NMT. Os pesquisadores de Biologia Celular têm contribuído para as diversas linhas de pesquisa dos demais programas de pós-graduação do CCB e NMT, desde que esses programas foram criados. Entretanto, somente em 2002 a Biologia Celular veio a constituir uma área de concentração própria, dentro do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas. Este movimento surgiu a partir da realização de um Curso de Mestrado Interinstitucional entre o Dep. Fisiologia da UFPA e o Instituto de Biofísica "Carlos Chagas Filho" da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Este curso contou com duas áreas de concentração, uma de Fisiologia e outra de Biologia Celular, 3 tendo esta última apresentado grande demanda de estudantes interessados e qualificados. Com o sucesso do curso, de "um único tiro", com soi acontecer com os MINTERs da CAPES, verificou-se que seria inteiramente viável a criação de uma área de concentração permanente dentro do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas, com curso de mestrado e doutorado. Para ampliar o "poder de fogo" da pesquisa e pós-graduação em Biologia Celular na UFPA, foi proposto no CT-INFRA, edital com recursos da FINEP para a modernização da infraestrutura acadêmica de pesquisa e pós-graduação, a instalação de um Laboratório Multiuso de Biologia Estrutural, para uso compartilhado dos diversos programas, contando com equipamentos de grande porte, inicialmente um microscópio eletrônico de transmissão e um microscópio confocal, a serem adquiridos nos dois primeiros anos de aplicação destes recursos. A FINEP aprovou e liberou os recursos para a compra destes equipamentos e o Laboratório está sendo instalado presentemente, o que virá dar grande dinâmica à área de Biologia Celular do Programa. 2. Intercâmbios As duas áreas de concentração do Programa, Neurociências e Biologia Celular, enquanto dentro do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas, desenvolveram-se com o concurso da interação com os centros mais avançados de pesquisa e pós-graduação do país. As pesquisas em Neurociências tiveram o suporte, na sua fase inicial, da colaboração estreita com o Instituto de Biofísica "Carlos Chagas Filho" da UFRJ. Os primeiros doutores, que mais tarde se tornariam os primeiros docentes-pesquisadores da pós-graduação dessas áreas, foram formados naquela instituição. Esta colaboração continua até hoje, e diversos estudantes concluintes do mestrado têm sido enviados àquele instituto da UFRJ para realizarem o doutorado. Além disso, a colaboração interinstitucional entre a UFPA e a UFRJ, nas áreas de concentração do presente programa, tem continuado de maneira mais formal, com a realização de dois mestrados interinstitucionais aprovados pela CAPES. Um deles, já mencionado nesta proposta, foi o Curso de Mestrado Interinstitucional em Biologia Celular e Fisiologia, entre o Dep. Fisiologia da UFPA e o Instituto de Biofísica "Carlos Chagas Filho" da UFRJ; o outro foi o Curso de Mestrado Interinstitucional em Morfologia, entre o Dep. Morfologia da UFPA e o Departamento de Anatomia da UFRJ. Ambos foram concluídos com grande sucesso e aproveitamento geral dos discentes. Além da colaboração realizada na esfera do MINTER, os docentes-pesquisadores da UFPA e UFRJ têm colaborado academicamente e cientificamente em dois projetos PRONEX, um deles coordenado por Ricardo Gattass (UFRJ) e Luiz Carlos de Lima Silveira (UFPA), versando sobre a fisiologia do córtex cerebral, e outro coordenado por Fernando Garcia de Mello (UFRJ) e José Luiz Martins do Nascimento (UFPA), dedicado ao estudo da neurotransmissão no desenvolvimento da retina; assim como no âmbito de dois projetos CAPES-PROCAD, um coordenado por Técia Maria Ulisses de Carvalho (UFRJ) e José Luiz Martins do Nascimento (UFPA) para o estudo da biologia celular de parasitas, outro coordenado por Roberto Lent (UFRJ) e Cristovam Wanderley Picanço Diniz (UFPA) sobre neuroanatomia e neuropatologia. Nestes projetos tem sido realizado experimentos conjuntos, missões de trabalho recíprocas e intercâmbio de estudantes de doutorado e mestrado. 4 Além da colaboração com a UFRJ, os docentes-pesquisadores de Neurociências e Biologia Celular têm colaborado com outros grupos nacionais e do exterior. Uma das colaborações mais importantes foi estabelecida com o grupo de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo, através de um projeto CAPES-PROCAD, coordenado por Dora Selma Fix Ventura (USP) e Luiz Carlos de Lima Silveira (UFPA) para o estudo das repercussões visuais de neuropatologias como a intoxicação mercurial, a intoxicação pela cloroquina e o diabetes melito. Há, ainda, outra colaboração importante entre a UFPA e a USP, na linha de pesquisa em Neuroendocrinologia, no âmbito de um projeto PRONEX, coordenado por José Antunes Rodrigues (FMRP-USP) e Domingos Luiz Wanderley Picanço Diniz (UFPA). Outras colaboração importante está sendo realizada dentro do Programa Institutos do Milênio do MCT, no projeto sobre células tronco, coordenado por Ricardo Ribeiro dos Santos (FIOCRUZ - BA), cujas atividades na UFPA são coordenadas por Elizabeth Sumi Yamada. Em todos esses projetos tem ocorrido experimentos conjuntos envolvendo integrantes de ambas as equipes, troca de missões de trabalho e intercâmbio de estudantes. Outras colaborações nacionais e internacionais estão em curso entre docentespesquisadores do Programa de Neurociências e Biologia Celular e colegas de outras instituições do país e do exterior, incluindo com o Departamento de Psicologia da Universidade de Cornell, Departamento de Oftalmologia Experimental da Universidade de Tübingen, Departamento de Ciências Biológicas da Escola de Optometria da Universidade Estadual de New York, Departamento de Neurobiologia e Anatomia do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, entre outros. 3. Objetivos O objetivo geral é a implantação de um Programa de Pós-graduação em Neurociências e Biologia Celular, constituído por dois cursos, doutorado e mestrado. O Programa funcionará no Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal do Pará (UFPA), onde estarão instaladas a coordenação e a secretaria, e onde ocorrerão as aulas teóricas das disciplinas e as defesas públicas de teses de doutorado e dissertações de mestrado. As aulas práticas das disciplinas e os trabalhos experimentais correspondentes às teses e dissertações ocorrerão nos laboratórios do Programa, a maior parte dos quais situada também no CCB, enquanto algumas atividades serão realizadas no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) da UFPA. O Programa absorverá as Áreas de Concentração de Neurociências e Biologia Celular do atual Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas, com transferência dos alunos ali matriculados que ainda não tenham concluído seus cursos por ocasião do início de funcionamento do novo programa. O Programa pretende dar continuação e expandir as atividades de pesquisa e pósgraduação em Neurociências e Biologia Celular, para atender a demanda de formação de recursos humanos e geração de conhecimento nestas áreas no norte do país. Em particular, o histórico das atividades de Neurociências e Biologia Celular na UFPA mostra o contínuo aprimoramento metodológico e técnico dos trabalhos científicos realizados nessas áreas. Pretende-se, no novo Programa, dar continuidade a esta tendência, através de projetos que viabilizem a implantação de novos recursos como microscopia eletrônica de transmissão e varredura, microscopia confocal, técnicas de neuroimagem e técnicas eletrofisiológicas 5 avançadas. Como mencionado no histórico, os recursos financeiros para a compra de um microscópio eletrônico de transmissão e um microscópio confocal já foram aprovados e eles estarão sendo instalado no novo Laboratório Multiuso de Biologia Estrutural do CCB. Futuramente, pretende-se solicitar recursos para a aquisição e instalação de um microscópio eletrônico de varredura. Em termos de métodos de neuroimagem, o HUJBB está adquirindo uma aparelho de ressonância magnética nuclear, o qual em breve será instalado. A tendência futura desta área será a aquisição de um aparelho de ressonância magnética nuclear funcional, mais adaptado a certos tipos de investigação científica. Finalmente, os laboratórios do Programa têm boa tradição do uso de métodos eletrofisiolópgicos não invasivos para o estudo do sistema nervoso humano, assim como métodos eletrofisiológicos refinados, de registro unitário, aplicáveis à experimentação animal e a estudos in vitro. A tendência aqui será a introdução de métodos avançados de eletrofisiologia humana, como a eletrorretinografia multifocal, assim como de registro unitário em animais, como os métodos de registro e análise com multieletródios. O Programa tem o potencial de atender uma população de 66 discentes, número este calculado como 3 alunos de doutorado ou mestrado por docente do programa. Estimando-se um tempo de permanência de 24 meses para a integralização do mestrado e 48 meses para a integralização do doutorado, isto permite uma entrada anual de até 8 alunos de doutorado (em fluxo contínuo) e 20 alunos de mestrado (seleção anual única) sem saturar o potencial de orientação definido acima. Prevê-se, entretanto, que outros fatores, que não seja o número puro e simples de docentes, podem limitar o volume de entrada discente, tais como o número de bolsas de doutorado e mestrado disponíveis e os recursos financeiros alocados para os projetos de pesquisa onde são realizados os trabalhos experimentais relacionados às teses de doutorado e dissertações de mestrado. 4. Justificativa Pela sua inserção na Amazônia, a UFPA é uma IES com vocação para a pesquisa biológica e médica. Por esta razão, a UFPA fez um grande esforço, bem sucedido, para desenvolver competência nesses campos estratégicos do conhecimento. O desenvolvimento histórico da Biologia na UFPA levou ao desenvolvimento de um programa de Pósgraduação em Ciências Biológicas, em 1985, com áreas de concentração em Zoologia, Genética & Biologia Molecular, Neurociências, Biologia dos Agentes Infecciosos e Parasitários, Ciência Animal, Biologia Ambiental e Biologia Celular. Essas áreas foram paulatinamente constituindo programas de pós-graduação independentes, um processo que está sendo finalizado com a proposta à CAPES dos dois últimos programas oriundos dessas áreas, o de Neurociências e Biologia Celular sendo um deles. Isto vem finalizar um longo processo de nucleação, desenvolvimento e amadurecimentos dessas áreas do conhecimento nas atividades de pesquisa e pós-graduação da UFPA. A Área de Concentração em Neurociências foi criada com a reformulação de 1988 do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas da UFPA e operou com grande sucesso até o presente. No Curso de Mestrado, essa área recebeu 56 alunos no período de 1988 a 2003, dos quais 33 foram titulados, 2 transferidos para a Universidade de Québec e titulados em programa de área afim, 6 jubilados e 15 permanecem no curso (destes 3 entraram no curso em março de 2001, 6 em março de 2002 e 6 em março de 2003). No Curso de Doutorado, a Área de Neurociências recebeu 11 alunos no período de 1992 a 6 2003, dos quais 9 foram titulados, 1 transferido para a USP e titulado em programa de área afim, e 1 permanece no curso (este entrou em agosto de 2002). Assim, se contarmos como sucessos aqueles casos em que o aluno transferido para outro programa afim concluiu de forma bem sucedida seu curso, a Área de Neurociências obteve até agora 100% de sucesso no Curso de Doutorado e 85% de sucesso no Curso de Mestrado. A Área de Concentração em Biologia Celular é recente, tendo sido criada em 2002. Recebeu até agora 12 alunos para o Curso de Mestrado e 3 alunos para o Curso de Doutorado, os quais estão todos realizando suas atividades sem contratempos. Planeja-se que todos os discentes das duas áreas do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas que não tenham concluído seus cursos até fevereiro de 2004 sejam transferidos para o novo Programa de Pós-graduação em Neurociências e Biologia Celular, retendo sua afiliação á área de concentração em que foi matriculado. A justifica para a combinação destas duas áreas, Neurociências e Biologia Celular, dentro de um mesmo programa de pós-graduação, deve-se ao fato da grande identidade presentemente observada entre suas linhas de pesquisa. Grande parte da Biologia Celular alojada no programa compreende temas de Neurobiologia Celular e os professores trabalham em conjunto. A longo prazo, entretanto, com a diversificação das linhas de pesquisa em Biologia Celular, é compreensível visualizar-se que ela também venha a constituir um programa próprio. A principal justificativa para a ampliação das atividades de pós-graduação em Neurociências e Biologia Celular da UFPA é aumentar a oferta de recursos humanos qualificado nessas áreas para a região norte do país. A Amazônia é uma vasta região de desafios crescentes e, ao mesmo tempo que exige pesquisadores altamente qualificados para estudá-la, oferece em contrapartida a riqueza de sua biodiversidade como ambiente de trabalho para estes profissionais. Nela, a multiplicidade dos modelos animais oferece a oportunidade de desfrutar-se de um extraordinário laboratório natural de investigação de campo, como na linha de pesquisa de Bioacústica, contemplada na presente proposta. Por outro lado, a reprodução em cativeiro de animais da região, como acontece com os primatas neotropicais, disponíveis a partir da criação em cativeiro no Centro Nacional de Primatas (situado em Ananindeua, nas cercanias de Belém), permite testar hipóteses sobre a organização do sistema nervoso em espécies próximas filogeneticamente, porém com comportamentos distintos, o que está contemplado na linha de pesquisa de Neurofisiologia Sensorial da presente proposta. No campo da pesquisa médico-biológica existe a necessidade premente de pesquisadores capacitados nas mais modernas técnicas para o estudo da biologia celular de parasitas responsáveis pelas endemias tradicionalmente de importância na região, em alguns casos emergentes e re-emergentes. Este tipo de investigação científica está contemplado na linha de pesquisa de Biologia Celular da presente proposta. Por outro lado, a ocupação acelerada da Amazônia com a migração descontrolada de grandes massas humanas, acompanhando a garimpagem de ouro, os projetos agropastoris e mesmo os grandes projetos mínero-metalúrgicos e hidroelétricos, levam ao desmatamento, às queimadas, à poluição ambiental, o assoriamento de rios e lagos, o comprometimento da biodiversidade e o desequilíbrio ecológico. Estes fenômenos trazem novas formas de comprometimento da saúde humana, que necessitam de estudo com as mais modernas técnicas de investigação científica disponível no país. Um exemplo é o comprometimento do sistema nervoso pela exposição a níveis tóxicos de mercúrio, um problema potencialmente importante em certas localidades da Amazônia, como na Bacia do Tapajós. 7 A intoxicação mercurial, sua caracterização e diagnóstico precoce, assim como o desenvolvimento e modelos experimentais in vivo e in vitro para o seu estudo, faz parte da linha de pesquisa de Neuropatologia, contemplada na presente proposta. O Programa de Pós-graduação em Neurociências e Biologia Celular responde a estes desafios: forma pesquisadores localmente no laboratório natural da Amazônia e sua biodiversidade; explora esta biodiversidade com os métodos e técnicas mais modernos disponíveis no Brasil e no exterior, transferidos para os laboratórios através de colaborações interinstitucionais nacionais e internacionais. Finalmente, a gerência do Programa foi concebida para fazê-lo um espaço aberto às diversas áreas de pesquisa e pósgraduação da UFPA, as quais possam interagir e beneficiar-se dessa convivência nestas duas áreas da modernidade científica, o estudo do sistema nervoso e dos mecanismos celulares. 5. Infraestrutura 5.1. Laboratórios O Programa de Pós-graduação em Neurociências e Biologia Celular irá dispor dos vários laboratório que, atualmente, servem de ambiente para o desenvolvimento de dissertações de mestrado e teses de doutorado das áreas de concentração de Neurociências e Biologia Celular do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas. Toda a infraestrutura dessas áreas, incluindo os laboratórios, passará a servir o Programa de Pósgraduação em Neurociências e Biologia Celular. Nestes laboratórios, quase todos situados no prédio principal do Centro de Ciências Biológicas (CCB) e um situado no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), desenvolvem-se também a parte prática das disciplinas de pós-graduação e também dos diversos cursos de graduação ministrados pelos departamentos do CCB. São os seguintes os laboratórios a atuarem no novo programa, discriminando-se seus principais recursos técnicos: 1. Laboratório de Biofísica Celular (Dep. Fisiologia, CCB) - registro eletrofisiológico intracelular unitário; análise de sinais e sistemas; injeção iontoforética intracelular de traçadores; microdissecção; imunocitoquímica, histoquímica e histologia clássica; microscopia óptica de campo claro. 2. Laboratório de Citogenética Animal (Dep. Genética, CCB) - bandeamento cromossômico; microscopia óptica de campo claro, de contraste de fase, de contraste interferencial e de fluorescência. 3. Laboratório de Citogenética Humana (Dep. Biologia, CCB) - bandeamento cromossômico; microscopia óptica de campo claro, de contraste de fase, de contraste interferencial e de fluorescência. 4. Laboratório de Farmacologia (Dep. Fisiologia, CCB) - injeção iontoforética extracelular de traçadores; imunocitoquímica, histoquímica e histologia clássica; microscopia óptica de campo claro e de fluorescência. Em fase de implantação. 5. Laboratório de Erros Inatos do Metabolismo (Dep. Fisiologia, CCB) espectrofotometria; bioquímica clássica. 6. Laboratório de Microbiologia e Imunologia (Dep. Patologia CCB) - cultura de bactérias; métodos bioquímicos clássicos; microscopia óptica de campo claro, de contraste de fase, de contraste interferencial e de fluorescência. 8 7. Laboratório de Neuroanatomia (Dep. Morfologia, CCB) - registro eletrofisiológico extracelular unitário; análise de sinais e sistemas; injeção iontoforética intracelular e extracelular de traçadores; imunocitoquímica, histoquímica e histologia clássica; microscopia óptica de campo claro, de contraste de fase, de contraste interferencial e de fluorescência. 8. Laboratório de Neurobiologia (Dep. Fisiologia, CCB) - imunocitoquímica, histoquímica e histologia clássica; microscopia óptica de campo claro e de fluorescência. 9. Laboratório de Neurofarmacologia (Dep. Fisiologia, CCB). 10. Laboratório de Polimorfismo de DNA (Dep. Genética, CCB) - seqüenciamento de genes. 11. Laboratório de Neuropatologia Experimental (Dep. Fisiologia, HUJBB) registro eletrofisiológico intracelular unitário; injeção iontoforética intracelular de traçadores; imunocitoquímica, histoquímica e histologia clássica; microscopia óptica de campo claro. 12. Laboratório de Neuroendocrinologia (Dep. Fisiologia, CCB) - microdiálise; HPLC; cintilação líquida; radioimunoensaio; imunocitoquímica, histoquímica e histologia clássica; microscopia óptica de campo claro. 13. Laboratório de Neurofisiologia "Eduardo Oswaldo Cruz" (Dep. Fisiologia, CCB) - registro eletrofisiológico extracelular unitário in vivo; análise de sinais e sistemas; imunocitoquímica, histoquímica e histologia clássica; microscopia óptica de campo claro e de fluorescência; computação gráfica; psicofísica visual humana; eletrofisiologia não invasiva humana (eletrorretinografia, eletroencefalografia). 14. Laboratório de Neuroquímica Molecular e Celular (Dep. Fisiologia, CCB) cultura de células; ELISA; espectrofotometria; cintilação líquida; microscopia óptica de campo claro invertida; microscopia óptica de campo claro; bioquímica clássica. 15. Laboratório Multiuso de Biologia Estrutural (CCB) - microscopia eletrônica de transmissão; microscopia confocal. Em processo de implantação, com recursos já aprovados e liberados pela FINEP dentro do programa CT-INFRA. As aulas teóricas e defesas de teses e dissertações ocorrerão noutras dependências do CCB. Estas incluem dependências de uso geral, incluindo salas de aula teóricas e um auditório para as defesas. 5.2. Bibliotecas A Biblioteca Central possui um acervo relativamente grande em livros, periódicos e obras de referência bibliográfica, acervo este disponível para os alunos do Programa. Entre os periódicos assinados: Brain Research, Brazilian Journal of Medical and Biological Research, Cerebral Cortex, Journal of Comparative Neurology, Journal of Physiology (London), Revista Brasileira de Genética, Revista Brasileira de Medicina Tropical, Vision Research. Entre as obras de referência bibliográfica: Biological Abstracts, Chemical Abstracts, Index Medicus. O CCB dispõe de uma Biblioteca Setorial, com um limitado acervo de livros de interesse para o curso. Os vários laboratórios do Programa possuem assinaturas individuais de alguns periódicos, assim como um pequeno acervo de livros de interesse. Notadamente o Lab. Neurofisiologia "Eduardo Oswaldo Cruz" possui uma pequena biblioteca com cerca de 100 livros e os seguintes periódicos, quase todos com mais de cinco anos de assinatura consecutiva, alguns com dez anos consecutivos de assinatura: Brazilian Journal of Medical 9 and Biological Research, Investigative Ophthalmology and Visual Science, Current Neurobiology, Journal of Neuroscience, Neuron, Science, Trends in Neuroscience, Visual Neuroscience, Vision Research. 5.3. Recursos de informática Todos os laboratórios do Programa estão equipados com vários computadores ligados à Internet através de fibra óptica. Estes recursos permitem o acesso imediato ao Portal Brasileiro de Informação Científica da CAPES, onde grande parte dos periódicos de interesse para o Programa estão disponíveis eletronicamente. Cópias impressas dos artigos mais importantes para os trabalhos em curso podem ser feitas em impressoras disponíveis em cada laboratório. O Portal é o recurso mais importante disponível para o Programa e o acesso a ele pode ser feito também a partir de computadores disponíveis na Biblioteca Central da UFPA, na Biblioteca Setorial do CCB e no Laboratório de Informática do CCB. Todos os laboratórios do Programa possuem, cada um, vários microcomputadores, impressoras e pelo menos um scanner. Estes computadores estão ligados à Internet por fibra óptica, com vários pontos de conexão em cada laboratório, permitindo aos pesquisadores e discentes o acesso ao Portal Brasileiro de Informação Científica da CAPES, a apresentação de projetos por via eletrônica, a atualização de seus cvs no Banco de Currículos Lattes do CNPq, o intercâmbio com outros pesquisadores e instituições. Estes recursos de informática também são usados para o monitoramento de experimentos científicos on-line, processamento off-line de resultados científicos, preparação de ilustrações, tabelas e textos para publicações científicas. 5.4. Recursos financeiros A pós-graduação da UFPA está ligada ao programa PROF da CAPES e, assim, recebe anualmente um montante de recursos financeiros deste programa para ser usado nas teses e dissertações dos vários programas. O Programa de Pós-graduação de Neurociências e Biologia Celular estará ligado ao PROF. A maior parte dos recursos financeiros para o desenvolvimento das teses e dissertações do Programa virá, entretanto, de várias outras fontes, obtida através de projetos de pesquisa submetidos pelos docentes às agências de fomento estaduais (FUNTECSECTAM, SUDAM), nacionais (MCT, FINEP, CNPq, CAPES) e internacionais (The British Council, DAAD, MPG, NSF, The Royal Society). Um recurso financeiro importante para o funcionamento do Programa são os salários dos docentes, na sua quase totalidade advindo dos recursos do MEC que constituem o orçamento da UFPA. Estes recursos são transferidos automaticamente ao Programa no momento em que o docente aloca 20 horas de sua carga horária semanal para pesquisa e pelo menos 4 horas semanais de aula (2 horas de aulas efetivas e 2 horas de preparo) para ensino das disciplinas de pós-graduação. A carga horária semanal mínima o ensino das disciplinas de graduação de cada docente na UFPA é de 16 horas (8 horas de aulas efetivas e 8 horas de preparo). Além dessas 40 horas semanais regulares, todos os docentes com atividade de orientação na pós-graduação dispende um tempo variável de 5 a 20 horas semanais para orientar seus estudantes de mestrado e doutorado. 6. Integração com o ensino de graduação 10 As Áreas de Concentração de Neurociências e Biologia Celular, as quais atualmente integram o Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas, e que virão a integrar o Programa de Pós-graduação em Neurociências e Biologia Celular, ora proposto, funcionam em estreita integração com os cursos de graduação ofertados pela UFPA, notadamente as modalidades do Curso de Biologia do CCB (Bacharelado em Biologia, Licenciatura em Biologia, Bacharelado em Biomedicina), assim como o Curso de Medicina do CCS. Isto também é verdadeiro para as demais áreas de concentração, as quais constituiram, ou vão constituir em breve, programas de pós-graduação independentes. Esta integração repousa nos seguintes fatores. i) Todos os professores da pós-graduação lotados no CCB lecionam disciplinas de graduação para Biologia ou Medicina. Conseqüentemente, o nível do ensino de graduação na UFPA melhorou substancialmente nas disciplinas daqueles cursos que são afins à pósgraduação. O Curso de Biologia, por exemplo, no qual esta interação graduação - pósgraduação repercute mais intensamente, devido à maior superposição de áreas de competência, ganhou o maior conceito nas últimas duas avaliações nacionais de ensino. Este impacto sobre a graduação, em termos da capacitação docente e da qualidade das aulas teóricas, pode tornar-se ainda maior com a instalação de novos laboratórios de ensino ou a modernização dos existentes. Recentemente, o MEC cumpriu mais uma fase do reaparelhamento desses laboratórios o que, somado à participação dos docentes da pósgraduação na graduação, vem provocando uma acentuada melhoria do ensino prático e teórico nas disciplinas ministradas no CCB. ii) A grande maioria dos professores da pós-graduação também orienta alunos de graduação nos programas de iniciação científica ou monitoria, com bolsas de estudo do CNPq e da própria UFPA. Como conseqüência, esses alunos de graduação, em proporção significativa, tornam-se co-autores de trabalhos científicos, apresentam esses trabalhos em congressos nacionais e, alguma vezes, até mesmo internacionais, e são potenciais candidatos para a pós-graduação. Ao nível da graduação esta iniciativa é extremamente benéfica pois, além de estimular jovens talentos acadêmicos, aponta rumos para a grande maiorioa de alunos que ainda não tiveram a oportunidade de usufruir da iniciação científica. iii) Vários alunos, originados dos programas de iniciação científica e monitoria, passam de forma bem sucedida pelo processo de seleção do mestrado e tornam-se discentes do programa de pós-graduação. Em vários casos, suas dissertações de mestrado representam continuações do trabalho que realizavam por ocasião da graduação, de tal forma que seu treinamento científico é potencializado por esse fator - o fator continuidade. Quando tal acontece, o aluno agora de mestrado conclui a pós-graduação em tempo menor e com produção científica maior do que se não tivesse tido aquela experiência prévia. Este é um efeito benéfico que ilustra o ciclo de retroalimentação positiva pós-graduação graduação - pós-graduação, preconizado nas políticas para a educação superior. 7. Capacidade de formação de recursos humanos do grupo Listamos a seguir as teses e dissertações de mestrado que foram defendidas, até o presente, ainda dentro do antigo Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas, as quais foram orientadas pelos professores que integrarão o Programa de Pós-graduação em Neurociências e Biologia Celular. 11 7.1. Teses de Doutorado 1. YAMADA, Elizabeth Sumi (06/10/1995) Organização Morfofuncional do Sistema Visual de Primatas da Amazônia - Análise Quantitativa de Morfologia, Densidade e Cobertura Dendrítica das Células Ganglionares Retinianas M e P de Símios Diurnos e Noturnos dos Gêneros de Cebus e Aotus. Orientador: Luiz Carlos de Lima Silveira. 2. CARNEIRO, Milene Russelakis (03/09/1999) Respostas Inflamatória e Neuronal em um Modelo Animal de Doenças Crônicas do Sistema Nervoso Central. Orientadores: Luiz Carlos de Lima Silveira e Victor Hugh Perry. 3. DA SILVA FILHO, Manoel (27/12/1999) Forma e Função de Neurônios da Substância Branca do Córtex Visual do Rato. Orientador: Cristovam Wanderley Picanço Diniz. 4. DAMIN, Enira Teresinha Braghirolli (31/10/2000) Alterações Psicofísicas do Sistema Visual Humano Relacionadas à Exposição ao Mercúrio. Orientador: Luiz Carlos de Lima Silveira. 5. FARO, Lilian Rosana Ferreira (21/11/2000) Efeitos do Mercúrio Sobre a Liberação de Dopamina no Núcleo Estriado de Ratos: Possíveis Mecanismos de Ação e Proteção. Orientador: José Luiz Martins do Nascimento. 6. COSTA, Joseane Carvalho (21/12/2001) Avaliação de Possíveis Efeitos Mnemotrópicos do Neuropeptídeo Substância P e Cloreto de Colina em Modelos Experimentais de Amnésia. Orientador: José Luiz Martins do Nascimento. 7. DOS SANTOS, Setsuko Noro (6/12/2002) Análise Quantitativa da Morfologia das Células Horizontais de um Primata Noturno, o Macaco-da-noite (Aotus sp.). Orientador: Luiz Carlos de Lima Silveira. 8. LEAL, Wallace Gomes (23/12/2002) Inflamação Aguda, Resposta Glial e Lesão Axonal em um Modelo de Excitotoxicidade na Medula Espinhal. Orientadores: Cristovam Wanderley Picanço Diniz e Victor Hugh Perry. 9. PALHETA, Dulcidéia da Conceição (11/04/2003) Intoxicação Experimental por Metilmercúrio em Ratos - Efeitos Sobre Neurônios da Retina. Orientadora: Elizabeth Sumi Yamada. 7.2. Dissertações de Mestrado 1. YAMADA, Elizabeth Sumi (05/08/1991) Organização do Sistema Visual de Roedores da Amazônia - Topografia das Células Horizontais Tipo A da Retina da Capivara, Hydrochoerus hydrochaeris. Orientador: Luiz Carlos de Lima Silveira. 2. PEREIRA JÚNIOR, Antônio (29/01/1993) O Papel das Interações Comissurais Subcorticais na Binocularidade dos Neurônios do Núcleo do Trato Óptico do Gambá. Orientador: Cristovam Wanderley Picanço Diniz. 3. DA SILVA FILHO, Manoel (01/03/1993) Desenvolvimento de Instrumentação para Experimentação In Vivo e In Vitro em Fisiologia Visual. Orientador: Cristovam Wanderley Picanço Diniz. 4. DE LIMA, Silene Maria Araújo (26/06/1993) Distribuição das Células Ganglionares M em Retina de Primatas Diurnos e Noturnos. Orientador: Luiz Carlos de Lima Silveira. 5. DA FRANCA, João Guedes (29/09/1993) NADPH-Diaforase no Córtex Visual do Macaco-de-cheiro (Saimiri sciureus): Atividade Histoquímica nas Áreas 17 e 18. Orientador: Cristovam Wanderley Picanço Diniz. 12 6. CAMPOS, Lygia Catarina Trindade (01/01/1994) Atividade da NADPHDiaforase na Área 17 do Córtex Visual do Macaco-da-noite (Aotus azarae) - Morfologia Neuronal, Distribuição Laminar e Padrão de Neurópila. Orientadores: Cristovam Wanderley Picanço Diniz & Luiz Roberto Giorgetti de Britto. 7. DA COSTA, Edmar Tavares (06/01/1995) Uma Análise Comparativa da Atividade da Enzima NADPH-Diaforase no Córtex Estriado de Roedores e Primatas da Amazônia. Orientador: Cristovam Wanderley Picanço Diniz. 8. JANSEN DE AMORIM, Ana Karla (30/06/1995) Circuitos Corticais da Área 17 do Macaco-prego (Cebus apella) - Origem, Correlação Laminar, Modular e Morfologia dos Terminais Axonais Intrínsecos e dos Neurônios de Projeção Entre V1 e V2. Orientador: Cristovam Wanderley Picanço Diniz. 9. CARNEIRO, Milene Russelakis (15/09/1995) Fatores que Afetam a Degeneração das Células da Retina do Gato Após Axonotomia Parcial do Nervo Óptico. Orientador: Luiz Carlos de Lima Silveira. 10. DO NASCIMENTO, Regina do Socorro Virgolino (04/12/1995) Estudo das Colunas de Dominância Ocular do Cebus apella pela Histoquímica de NADPH-Diaforase. Orientador: Luiz Carlos de Lima Silveira. 11. COSTA, Joseane Carvalho (06/01/1997) Efeitos da Administração Sistêmica do Neuropeptídeo Substância P e Seus Fragmentos N-Terminal (SP 1-7) e C-Terminal (SP 611) Sobre a Amnésia Induzida por Diazepam. Orientador: Carlos Alberto Bezerra Tomaz. 12. FARO, Lilian Rosana Ferreira (06/10/1997) Localização da Atividade da NADPH-Diaforase na Área 17 do Córtex Visual Humano. Orientador: Cristovam Wanderley Picanço Diniz. 13. LEAL, Wallace Gomes (03/03/2000) Morfometria de Terminais Axonais Intrínsecos do Córtex Visual Primário do Gato. Orientador: Cristovam Wanderley Picanço Diniz. 14. ROCHA, Emiliana Guerra (27/03/2000) Morfometria e Densidade de Neurônios NADPH-Diaforase Positivos e o Fator de Ampliação Cortical na Área 17 da Cutia (Dasyprocta aguti). Orientador: Cristovam Wanderley Picanço Diniz. 15. OLIVEIRA, Fabíola Raquel Tenório (20/11/2000) Dimorfismo Sexual e Proteção do Eixo Hipotálamo-Hipofisário em Ratas Intoxicadas por Metilmercúrio. Orientador: Domingos Luiz Wanderley Picanço Diniz. 16. CONDE, Valney Mara Gomes (21/02/2001) Papel da Adenosina na Regulação de Resposta Secretória Atrial à Diminuição do Fluxo de Nutrientes. Orientador: Domingos Luiz Wanderley Picanço-Diniz. 17. DE CARVALHO, Walther Augusto (22/02/2001) Efeito do Metilmercúrio Sobre a Secreção de Prolactina Induzida por Estresse de Imobilização em Ratos Wistar. Orientador: Domingos Luiz Wanderley Picanço-Diniz. 18. SIQUEIRA, Maria Lúcia Souza (23/02/2001) Papel da Adenosina como Fator de Regulação da Secreção de Peptido Atrial Natriurético. Orientador: Domingos Luiz Wanderley Picanço Diniz. 19. SARÁTY FILHO, Miguel (28/02/2001) Talâmico da Sede em Animais Submetidos à Privação Hídrica. Orientador: Domingos Luiz Wanderley Picanço Diniz. 20. GOMES, Francinaldo Lobato (08/06/2001) Morfologia, Densidade, Regularidade e Cobertura das Células Ganglionares M e P na Retina do Sagüí Comum, Callithrix jacchus. Orientadores: Elizabeth Sumi Yamada e Luiz Carlos de Lima Silveira. 13 21. DE OLIVEIRA, Rita de Cássia Silva (14/12/2001) Avaliação Anti-inflamatória e Toxicológica de Substâncias Extraídas de Plantas Amazônicas. Orientador: Domingos Luiz Wanderley Picanço Diniz. 22. HAMOY, Moisés (25/04/2002) Convulsões Induzidas pelo Extrato Bruto de Clibadium sylvestre: Um Modelo Experimental de Epilepsia Generalizada. Orientador: José Luiz Martins do Nascimento. 23. PANTOJA, Wendell Mauro Soeiro (04/06/2002) Regulação da Captação e Liberação de 3H GABA por Atividade de Transportador em Células de Retina de Embrião de Pinto - Influência na Fosforilação / Defosforilação. Orientador: José Luiz Martins do Nascimento. 24. FRANCO, Edna Cristina Santos (14/06/2002)Análise Comparativa da Distribuição e Número Total de Fotorreceptores em Seis Espécies de Primatas do Novo Mundo - Correlação com a Hipótese do Escalonamento Neuronal. Orientadores: Elizabeth Sumi Yamada e Luiz Carlos de Lima Silveira. 25. ROCHA, Fernando Allan de Farias (14/10/2002) Caracterização de Fotorreceptores da Retina da Cutia, Dasyprocta aguti. Orientadora: Silene Maria Araújo de Lima. 26. RODRIGUES, Anderson Raiol (25/02/2003) O Desenvolvimento de Aplicativos de Avaliação Psicofísica Visual em Estações de Trabalho IBM RISC 6000. Orientador: Luiz Carlos de Lima Silveira. 27. CASTRO, Antônio de Oliveira (26/02/2003) Avaliação Psicofísica do Sistema Visual Humano em Sujeitos com História Clínica de Alcoolismo Crônico. Orientador: Luiz Carlos de Lima Silveira. 28. FREIRE, Marco Aurélio de Moura (27/02/2003) Distribuição das Enzimas NADPH-Diaforase e Citocromo-Oxidase Durante a Maturação do Córtex Somestésico do Rato. Orientador: Antônio Pereira Júnior. 29. CÔRTES, Maria Izabel Tentes (28/02/2003) Alterações Psicofísicas Visuais em Pacientes com a Doença de Parkinson. Orientador: Luiz Carlos de Lima Silveira. 30. LAMEIRÃO, Soraia Valéria de Oliveira Coelho (14/03/2003) Caracterização e Distribuição das Células Bipolares de Bastonetes na Retina de Cebus apella. Orientador: Luiz Carlos de Lima Silveira. 31. SAITO, Cézar Akiyoshi (12/04/2003) Estudo da Contribuição dos Sinais Provenientes dos Cones e Bastonetes para as Respostas Eletrofisiológicas das Células Ganglionares Retinianas M e P de Primatas Diurnos e Noturnos, Cebus e Aotus. Orientador: Luiz Carlos de Lima Silveira. 32. DA SILVA, Anderson Manoel Herculano de Oliveira (13/05/2003) Papel do Sistema Nitrérgico na Neurotoxicidade Induzida por Metilmercúrio e sua Regulação no Desenvolvimento de Culturas Celulares de Retina. Orientador: José Luiz Martins do Nascimento. 33. LIBERAL, Siany da Silva (14/08/2003) Efeitos do Estradiol Sobre Alterações Provocadas por Alumínio nos Níveis de Peptido Natriurético Atrial e Nitrato em Ratas Castradas. Orientador: Domingos Luiz Wanderley Picanço Diniz. 8. Docentes do programa 14 Tendo por base essa experiência, os docentes do Programa proposto estão divididos em duas categorias. Na primeira (10 docentes), aqueles que já têm experiência prévia de orientação, serão orientadores de doutorado e mestrado, além de coordenar disciplinas. Na segunda (13 docentes) ficarão aqueles que orientarão, inicialmente, apenas mestrado, podendo também coordenar disciplinas. Finalmente, o programa contará ainda com outros participantes (8 colaboradores) que apenas ministrarão disciplinas. 8.1. Docentes-orientadores Antônio Pereira Junior Cristovam Wanderley Picanço Diniz Domingos Luiz Wanderley Picanço Diniz Dora Selma Fix Ventura Edivaldo Herculano Corrêa de Oliveira Edmar Tavares da Costa Elizabeth Sumi Yamada Jacques Marie Edme Vielliard Jeannie Nascimento dos Santos Corrêa José Luiz Martins do Nascimento Lílian Rosana Ferreira Faro Luiz Carlos de Lima Silveira (Coordenador do Programa) Luiz Carlos Santana da Silva Manoel da Silva Filho (Vice-coordenador do Programa) Maria Luisa da Silva Maristela Gomes da Cunha Rafael Durán Reinaldo de Amorim Carvalho Rommel Mário Rodrigues Burbano Silene Maria Araújo de Lima Vânia Maria Moraes Ferreira 8.2 Outros docentes Ana Karla Jansen Amorim Artur Luiz da Costa da Silva Cecilia Hedin Pereira Dulcidéia da Conceição Palheta Lúcia de Fatima Sobral Sampaio Ricardo Gattass Setsuko Noro dos Santos Walace Gomes Leal 9. Currículo pleno dos cursos de doutorado e mestrado 9.1. Disciplinas obrigatórias da Área de Concentração de eurociências BIO 0001 Biometria (3 créditos, 45 horas) BTS 0102 Bioquímica da Transmissão Sináptica (2 créditos, 30 horas) DSM 0044 Dissertação de Mestrado (16 créditos, 240 horas) 15 FNE 0101 MTC 0054 SN1 0103 SN2 0104 TOD 0003 TSD 0043 Fundamentos de Neurociências (2 créditos, 30 horas) Metodologia Científica (2 créditos, 30 horas) Anatomia e Fisiologia do Sistema Nervoso I (2 créditos, 30 horas) Anatomia e Fisiologia do Sistema Nervoso II (2 créditos, 30 horas) Treinamento Didático (2 créditos, 30 horas) Tese de Doutorado (16 créditos, 240 horas) 9.2. Disciplinas obrigatórias da Área de Concentração de Biologia Celular BIO 0001 Biometria (3 créditos, 45 horas) DSM 0044 Dissertação de Mestrado (16 créditos, 240 horas) EFC 0204 Estrutura e Fisiologia Celular (3 créditos, 45 horas) FBC 0201 Fundamentos de Biologia Celular (1 crédito, 15 horas) GNG 0202 Genética Celular (2 créditos, 30 horas) MBC 0203 Métodos em Biologia Celular (2 créditos, 30 horas) MTC 0054 Metodologia Científica (2 créditos, 30 horas) TOD 0003 Treinamento Didático (2 créditos, 30 horas) TSD 0043 Tese de Doutorado (16 créditos, 240 horas) 9.3. Disciplinas optativas das Áreas de Concentração de eurociências e Biologia Celular BAC 0301 Bioacústica (2 créditos, 30 horas) CLC 0401 Cultura de Células (2 créditos, 30 horas) LIS 0402 Função e Disfunção do Lisossoma (2 créditos, 30 horas) MSC 0307 Microcircuitos Sinápticos Cerebrais (2 créditos, 30 horas) MT1 0008 Matemática I (2 créditos, 30 horas) MT2 0009 Matemática II (2 créditos, 30 horas) NBD 0311 Neurobiologia do Desenvolvimento (2 créditos, 30 horas) NCO 0302 Neurociência Cognitiva (2 créditos, 30 horas) NEN 0303 Neuroendocrinologia (2 créditos, 30 horas) NFA 0304 Neurofarmacologia (2 créditos, 30 horas) NME 0306 Neurobiologia da Memória (2 créditos, 30 horas) NTX 0305 Neurotoxicologia (2 créditos, 30 horas) OSV 0308 Organização Morfofuncional do Sistema Visual (3 créditos, 45 horas) VCO 0309 Visão de Cores (2 créditos, 30 horas) VES 0310 Visão Espacial (2 créditos, 30 horas) NBD 0311 Neurobiologia do Desenvolvimento (2 créditos, 30 horas) PSE 0312 Psicologia Sensorial (2 créditos, 30 horas) Para a integralizar o Curso de Mestrado, o aluno cursa 15 créditos em disciplinas obrigatórias específicas para cada área de concentração, pelo menos 15 créditos em disciplinas optativas, assim como perfaz e defende uma dissertação de mestrado (16 créditos). São ainda requisitos a serem preenchidos para concluir o curso: aprovação em exame de lingua inglêsa; aprovação em exame geral de qualificação. Para a integralizar o Curso de Doutorado, o aluno cursa pelo menos 15 créditos na forma de disciplinas adicionais do mestrado ou outras atividades como outros cursos, monografias, seminários, etc..., assim como perfaz e defende uma tese de doutorado (16 créditos). São ainda requisitos a serem preenchidos para concluir o curso: aprovação em 16 exame de lingua inglêsa (em caso de ter realizado mestrado em pós-graduação que não lhe forneça documento comprobatório de aprovação neste tópico); aprovação em exame geral de qualificação.