Clcuza do Amaral Inacio
ESTUDO SOBRE iNDICES PLUVIOMETRICOS EM CURITIBA-PR
NAS DECADAS DE 1960 A 2000 E A POSSiVEL INFLUENCIA
ANTROPICA
Monografia apresentada para obtenvao
de
Especiaiista
em
Geografia
Ambiental,
Faculdade
de Ch~ncias
Exatas e de Tecnoiogia, Universidade
Tuiuti do Parana.
Prof Orientadora: Dr1 Eliane Regina
Ferretti.
Curitiba
2004
SHI)RIAl
BARIGU! ,
SUMARIO
.
INTRODU<;:AO ..
2
DESCRI<;:AO GERAL DA AREA
2.1
I-IISTORICO
2.2
VIAS DE ACESSO ..
2.3
CLiMA - CURITlBA - PR
10
........................................
.
.
2.4
ASPECTOS I-IUMANOS
2.5
ASPECTOS ECONOMICOS
17
.
18
.
19
.........................
2.5.1 CIDADE INDUSTRIAL
2.6
13
.... 13
INFRA-ESTRUTURA
...... 29
..
.
33
2.6.1 TRANSPORTE
.
2.6.2
SANEAMENTO BAsI CO
3.
APORTES CONCEITUAIS
3.1
PROCESSO URBANIZA<;:AO
27
33
35
.
38
38
3.1.1 BRASIL ..
. 38
3.1.2 ESTADODOPARANA
.40
3.1.3 REG lAO METROPOLITANA
.
DE CURITIBA ..
3.2
CLiMA
3.2.1
EL NINO E LA NINA
.
3.3
FATORES METEOROLOGlCOS
3.4
CONSEQuENClAS
3.5
CLASSLFICA<;:AO CLlMAnCA
3.5.1
CARACTERisnCAS
.
.42
.45
...46
DO CLlMA..
.
50
DA ALTERA<;:AO CLiMATICA
DO BRASIL E PARANA.
57
.
CLiMA TICAS DAS REGlGES BRASILEIRAS
61
65
3.5.2
CLASS1FICA<;:AO CLlMATICA DO PARANA
3.6
ClDADE VERSUSCLlMA
.
71
.
.
.
73
77
3.6.1
POLU1<;:AODAS AGUAS
3.6.2
NUVENS DE POLU1<;:AO
3.6.3
CAMADA DE OZONIO
80
3.6.4
ENCHENTES
81
.....................................................
..................... 83
3.6.5
AGUA rOTA VEL
4
MA TER1AIS E ME-roDOS
4.1
MATERIAlS
4.2
MtTODOS
5.1
ANALISE DOS iNDICES PLUVIOMETRICOS
5.2
SITUA<;:AO: ENCHENTES E SECAS
5.3
SITUA<;:AO: QUALlDADE DO AR
.
CONSlDERA<;:OES FINAlS ..
.
85
.....................................
86
................................... 87
RESULTADOS E D1SCUSSOES
REFERENCIAS BlBLlOGMF1CAS
79
.
.....88
88
................ 105
.
...... 111
.
115
117
L1STA DE G1UFlCOS
EVOLU<;:AO DA POPULA<;:AO DE CURITIBA - 1893 A 2000
EXPORTA<;:OES DE CURITIBA SEGUNDO
OS PRJNCIPAIS PAiSES DE
DESTINO - 200 1
6
26
.
.32
PLUVIOSIDADE MENSAL NA DECADA DE 1960
90
PLUVIOSIDADE MENSAL NA DECADA DE 1970
91
PLUVIOSIDADE MENSAL NA DECADA DE 1980
92
PLUVIOSIDADE MEN SAL NA DECADA DE 1990
..93
PLUVIOSIDADE POR ESTA<;:AO NA DECADA DE 1960
94
PLUVIOSIDADE POR ESTA<;:AO NA DECADA DE 1970
95
9
PLUVIOSIDADE POR ESTA<;:AO NA DECADA DE 1980 .
10
PLUVI0SIDADE
POR ESTA<;:AONA DECADA DE 1990
.
96
97
LISTA DE QUADROS
EVOLU<;:AO DA POPULA<;:AO DE 1970 A 2000
2
19
POPULA<;:AO E TAXA DE CRESCI MENTO POPULACIONAL
MUNICiPIOS
DA REGIAO METROPOLITANA
DE CURlTlBA
PARANA 1991/1996-2000 ....
21
............... .30
...30
DADOS POPULACIONAIS ..
EXPORTA<;:OES
DE CURITIBA,
SEGUNDO
PRINCIPAlS
ABASTEClMENTO
METROPOLITANA
.
DE
AGUA
31
NECESsARIA
DE CURlTlBA (m'/s)
NA
MEDIAS
MAxIMAS
E MiNIMAS
BRASILEIRAS EM "C NO ANO DE 200 I
PRECIPITA<;:AO MEDIA MENSAL
HISTORJCAS...
EM CURITIBA
.
36
.
.
NAS
CAl'ITAIS
.
ALTERA<;:OES PRODUZIDAS PELO AMBIENTE URBANO.
10
AREA
.
.
AS 10 CAPITAlS MAIS POPULOSAS DO BRASIL
TEMPERATURAS
DE DESTINO-
pAiSES
2001
6
(RCM) E
.
COMPOSI<;:AO SETORIAL
4
PARA OS
.44
64
.
74
E TEMPERATURAS
98
RESUMO
Este trabalho aprcsenta urn estudo sabre os indices pluviomelricos em Curitiba,
em qualro decadas, 1960, 1970, 1980 e 1990. Para avaliar e enlcnder esles indices,
tom3-se necessaria conhecer 0 proccsso de urbanizayao C 0 cresci menta da popuJayao,
no Brasil, no Estado do Parana, e em Curitiba c Regiao MClropolitana. foaz-se uma
dcscricrao do clima e dos principais fatores mctcorol6gicos. Descrcve-sc Curitiba,
detalhando seu c1ima c sua pluviosidadc desde 1961 ate 0 ano 2000, comparando-os
em graficos, onde ana lisa, pcriodos chuvosos e de estiagcns e as conscqucncias para a
populacrao. Apresenta fatores meteorol6gicos do clima, como El Nino e La Nina,
conseqUencias da alteray30 climatica, a c1assificay3o climatica do Brasil e suas regi6es
e no Estado do Parana, as altera90es produzidas pelo ambiente urbano, a poiuityao das
aguas, nuvem de poluit;:ao, camada de ozonio, enchentes.
Palavras Chaves: Curitiba, c1ima, precipitat;:ao.
10
I - INTRODU<;:AO
Com
conslruidas
0
aumento da popula~ao) a cidade vern sofrendo aumento das areas
e conseqUentcmcnte
a rcmocrao das areas verdes.
Somada
a csta
problem,itica, a poluic;:ao causada pela circulayao de grande numero de veiculos e
atividade industrial, podem alterar a radiac;:ao solar pela concentrac;:ao dos poluentcs,
transfonnando em calor latente.
Ocpcndcndo do grau da poluic;:ao do af, do aumento c fanna arquitetonica dos
edificios, da natureza das construc;oes, da densidade das areas construidas e outros
fatores, pode haver estimulo da instabilidade atmosfcrica e desencadear as tempestades
urbanas, criando condic;ocs
de maiores instabilidades
para chuvas convectivas
e
granizadas que sao mais comuns nas grandes cidades.
Sendo Curitiba, uma capital que abriga 75 bairros. contando com mais 25
municipios em sua regiao mctropolitana, surge a nccessidadc aos olhos da Geografia
Ambicntal de investigar as altera~ocs pluviometricas pelo processo de crescimento e
urbaniza~ao.
A area de estudo. Curitiba, capital do Estado do Parana, cncontf3-se na regiao
Sui do Brasil, proximo a Serra do Mar. Tern uma area de 432,17 km2• Apresenta
altitude media de 908 mctros acima do nivcl do mar e possui uma extensao nortc-sul
de 35 km. Sua extensao ieste-oeste
c de 20 km.
11
Assim
0
objctivo
geral
do presente
trabalho
foi analisar
os indices
pluviometricos em Curitiba-PR, suas altcravoes ao lango das qualro dccadas estudadas
c a influencia antropica.
Para a desenvolvimento do objctivo geml, roram delineados como especificos:
• Idcntificar os indices de chuva nos anos de 1960 a 2000;
• Caracterizar os indices pluviometricos e distribuivao nas cstavoes do ana;
• Avaliar a passivel intluencia antropica;
• Verificar
as problemas
ocasionados
para a popu/avila,
quando
ocorre
excesso de chuvas;
• Verificar
os problemas
ocasionados
pel a falta de chuva,
as secas
prolongadas;
• Identificar
0
crcscimcnto populacional de Curitiba nas decadas de 1960 a
1990.
A problematica
que norteou a presente pesquisa foi: Quais os principais
problemas existentes com a excesso de chuvas e com secas prolongadas em nossa
cidade?
As hipbtcscs trabalhadas foram:
Sim, existe a influencia antropica nos indices de chuva em Curitiba, em
intensidade e freqUencia.
Nao existe influcncia antropica, pais nossa cidade
e arborizada
e limpa.
Os indices pluviomelricos decorrem de urn clima global, areas de instabilidade, fremes
frias, a popula9ao au arca urbana, nao tern influencia sabre a clima local.
12
Foram utilizados nesta Monografia, dados pluviometricos do Sistema MET, da
Estayao Piraquara
(Sistema
c da Estayao Curitiba, bem como infom13yOCS junto ao SIMEPAR
Meteorol6gico
do Parana),
fNPE (Instituto
de Pesquisas
Espaciais)
a
Prcfcitura Municipal de Curitiba e suas secrctarias, COMEC (Coordcnac;ao da Rcgiao
Metropolitana
de
Curitiba),
IPUCC,
IPARDES,
SANEPAR
(Companhia
de
Saneamcnto do Parana), COPEl (Companhia Paranaense de Encrgia), IBGE (Instituto
Brasileiro
de Gcografia
e Estatistica).
Rcalizou-se
rclacionados a clima, meio ambiente, urbanizayao
pcsquisas
a sites da Internet
e reportagens de revistas (Veja,
IstoE), jomais (Gazeta do Povo), Almanaque Abril 2003, 2001 e 1998. Livros de
Milton Santos, lurandir Ross, Jose Conti, apostila de Climatologia da Prof Eliane
Regina Ferretti e diversos artigos em grande maioria adquiridos na Internet, todos
descritos nas referencias.
13
2 - DESCRI(:AO GERAL DA AREA
2.1 - HISTORICO
DE CURITIBA
Curitiba esta localizada no Primeiro Plana Ito do Estado do Parana, na rcgiao
Sui do Brasil, proximo a Serra do Mar, tern uma area de 432,17 km2, seu rcleva
e urn
levcmentc ondulado, predominam as formacroes rochosas cristalinas,
c
mosaico de
paisagcns buc61icas e de rotioas nervosas, proprias da metr6pole que cresce. Banhada
pelos afluentes
do rio Igu3yu, principalmente
0
BeU:m
C 0
Iva. Uma cidade
privilcgiada em modalidadcs de transporte.
Curitiba surgiu quando faiscadores de auro, vindos do Htaral, subiram os rios
lranspondo a Serra do Mar, alingindo 0 plana Ito. 0 primeiro nueleo foi eSlabelecido
por Eleodoro Ebano Pereira
as
margens do Rio Atuba, na localidade chamada de
Vilinha, sendo dcpois transfcrido para oode eS13 atualmente a Praya Tiradcntes. Neste
local, crcsceria a vila que foi oficialmente fundada em 29 de man;o de 1693 com nome
de Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, pelo capiH'io-povoador Matheus Martins
Leme. Em 1721 a vila teve mudanya de sua rolina c mUdany3 de nome com a visita do
ouvidor Raphael Pires Pardinho. Nessa epoca
0
ouvidor determinou aos habitantes que
tivesscm cuidados com a natureza, cuidados com
cvilar
0
banhado em frcnte
il
0
Ribeiro (hoje rio Belem), a lim de
Igreja Malriz (U'PUC, 2002).
A prosperi dade veio a partir de 1812, com
creseer
0
0
tropeirismo.
0 povoado viu
comcrcio com a passagem dos tropciros a caminho de Sao Paulo e Minas
Gerais (pelo caminho de Viamao).
14
Em
1855,
presidentc
0
Vasconcellos, contratou
0
da Provincia
do
Parana,
Zacharias
de G6is
cngcnheiro frances, Pierre Taulois na func;:ao de inspetor
geml de medic;:ao das terras publicas, a fim de Icvantar as necessidades de obras de
infra-estrulura e de refonnulac;:ao no tra.;ado urbano.
Em 1853, ja com desenvolvimento, surgiram iojas, annazcns, comercio com
0
transportc de gado. 0 Parana conquistou a emancipac;:ao c Curitiba tomava-se capital.
Confirrnando
0
avanc;o da cidade, em 1885, Curitiba recebeu a visita
0
lmperador D.Pedro II e da imperatriz D.Tereza Cristina. A estrada de ferro CuritibaParanagua ja estava funcionando,
Teodoro.
Parem a iluminaC;:8o
e as curitibanos
freqtientavam
0
Teatro
publica era prccaria e havia !TIuitos problemas
Sao
de
saneamento.
No dia 02 de maio de 1886, Curitiba ganhou seu primeiro parque,
0
Passeio
Publico nasceu como area de lazer e foi a primeira grande obra de saneamento da
eidade.
Na primeira dccada do seculo XX, os servic;os de agua, esgoto, limpeza e
ilumina<;ao foram ampliados, e muitas ruas sendo abertas, pavimentadas e arborizadas.
Em 19 de dezcmbro de 1912, Curitiba comernorava
a funda~ao da sede
definitiva da Univcrsidade Federal do Parana, a primcira do Brasil.
Em 1913, as ruas do centro Coram pavimentadas com paralelepipcdos, as ruas
XV de Novembro e Badia do Rio Branco foram aJargadas c as bondes puxados par
mulas foram substituidos por eJctricos.
Na deeada de 1920,0 prefeilo Moreira Gareez, em seu mandado (1920-1928),
rcfonnou as pra~as Zacarias e Tiradentes e promoveu
0
cal~amento e revestimento das
15
ruas com pedras de macadami~ c foram abertas as avenidas Yiscondc de Guarapuava,
Sete de Setembro, Silva Jardim, Igua<;ue Getulio Vargas.
Na dccada de 1940 foi elaborado urn plano urbanistico para Curitiba, chamado
plano Agachc, do rcnomado urbanista e arquiteto frances AIfredo Agachc. 0 plano
estahclecia como prioridades
0
sancamcnto, descongestionando
vias c a estruturayuo
de centros para pCfmitir 0 dcscnvolvimento da vida social c comercial. Surgindo destc
plano as galerias pluviais da Rua XV de Novembro,
0
[ceuo obrigatorio
de cinco
metros para novas construc;ocs; a zona industrial, atnis da est3.;ao fcrroviaria; a
previsao de areas para
0
Centro Civico e
0
Centro Politecnico;
e
0
Mercado Municipal
(Secretaria da Comunica<;ao Social da Prefeitura de Curitiba).
Na decada
de
1960, foi criada
a APPUC
(Assessoria
Planejamento Urbano de Curitiba), que em 1965 se transformaria
de Pesquisa
e
no atual lPPUC
(lnstituto de Pcsquisa c Planejamento Urbano de CURlTIl3A).
o
arquiteto Jaime Lerner nameado em 1971 provocou mudancras basicas na
economia da cidade, no espac;o fisico e nos costumes da populayao. 0 fechamento
Rua XV de Novcmbro ao tnlfcgo de vcfculos,
tcvc repercussao
da
ncgativa entre os
comerciantes, que imaginavam prejuizo com a nova medida. A rua foi fechada em 48
horas, num final de scmana. A ousadia logo se revelou um acerto.
Na decada de 1980 foi eriada a Rede lntcgrada de Transporte - que possibilita
o dcslocamcnto
para qualqucr ponto da cidadc com uma 56 tarila; foram ampliados os
equipamentos sociais, como creches e postas de saude, e implcmcntada uma polilica
habitacional sustcntada em pequenos conjuntos residcnciais, confonne a Secretaria da
Comuniea<;ao Social da Prefeitura de Curitiba.
16
Em 1993 Curitiba completou 300 anos, pcriodo das solu~5es inovadoras, na
vanguarda do planejamento urbano, como a implantar;:3o
cncurtar distancias; a implantar;:ao
0
do onibus "Ligeirinho", para
programa "lixo que nao
c Iixo"
para inccntivar as
reciclagens; as Ruas da Cidadania para bcneficiar a populayao !TIais carcnte dos bairros
c os Far6is do Saber. incentivando a leitura; tambem a intcgrayao mctropoiitana,
facilitando a gcra9iio de emprcgos (IPPUC, 2003).
Atualmcntc, Curitiba
sellS
c
rcconhecida
pelo eficientc transportc coletivo, com
tenninais de onibus que sao pontos de intcgrayao localizados nos extremos dos
eixos estruturais, seodo 21 tenninais urbanos c 7 metropolitanos e as Estac;oes- Tuba
que sao 351 platafonnas de embarque e desembarque, no mesmo nivel da porta de
acesso dos 6nibus da Linha Direta, apelidados
de "Ligeirinhos".
Ao todo,
195
esta.;oes-tubo sao dotadas de elevadores para deficientes fisicos. Na Grande Curitiba
sao 1.250.000 passageiros/pagantes
em dias utcis e 2.050.000 transportados, confonne
infonna~6es da Prcfeitura Municipal de Curitiba (200 I).
Em 1989 foi implantado
0
Programa Compra do Lixo, sendo forma altcmativa
de Coleta Domiciliar, e atcnder as familias mais earentes, troeando Iixo rcciclavel par
produlas hortifrutigranjciras
atende 41 comunidades.
da cpoca. Atualmente,
0
programa Compra do Lixo
17
2.2 - VIAS DE ACESSO
A 90 km de Curitiba esta
0
Porto de Paranagmi que coprincipal
terminal
maritima exportador de graDS do Brasil. Outra porta de entrada e safda em Curitiba, a
Rodoferroviaria,
inaugurada
em 1972.
centres prorlulorcs c consumidores
Curitiba
esta na rota dos mais
do pais c da America
Latina.
E
importantes
cortada pelas
rodovias fcdcrais: BR-116. que liga Curitiba as rcgiocs sui, sudcstc c norte do Brasil;
BR-376/IOI, Curitiba ao Iitoral suI do Bmsil; BR-277, que proporciona acesso
a Foz do Iguac;:u, Paraguai e Argentina, e a leste ao Porto de Paranagua;
(Curitiba - Uniao da Vitoria) c BR-153 (conexao com
Rio Grande do Sui e ainda com
0
0
a oeste
BR-476
interior de Santa Catarina e
sistema viario da Argentina e Uruguai). Quanta a
encrgia cictrica, cxiste ampla disponibilidadc em quaJqucr tcnsao de atendimento na
Regiao
MClropoiitana
de Curitiba,
atraves
de uma
subesta90cs estTategicamente localizadas (lPPUC, 2002).
infra-estrutura
eletrica
de
18
2.3 - CLiMA - CURlTIBA
- PR
I~ no Parana onde ocorrc a transiyao do clima tropical para
0
subtropical,
dorninanle na regiao Sul do Brasil. No litoral do Parana, as temperaturas medias sao
elevadas, mas se amenizam no rcstantc do cstado. No invemo, sobretudo nos planaltos,
a16m de esporadicas e timidas ncvascas, as geadas sao freqOentes e os tcrrnometros nao
raro atingcm alguns gralls abaixo de zero.
Assim
0
territorio do Estado c compreendido
todos caracterizados
como umidos,
com difcrcncia<;6es entre si quanta
temperaturas, entre alta c amenas, aos
medianos, e quanta
a
por tres subtipos ciimaticos,
as suas
regimes de chuvas, entre abundantes e
sellS
intensidade e freqiU!ncia das geadas, entre fortes e frcqUentes,
menos freqUentcs au ausentes.
A Regiao Metropolitana
de Curitiba tern urn clima subtropical e urnido, com
invemos brandos, e geadas ocasionais, ternperaturas rninirnas em cerca de -3°C e as
temperaturas medias de 12,7°C. No verao sao registradas temperaturas em cerca de
35°C a media de 20,4°C. A umidade relativa do ar varia entre 75% e 85% (media
mensal). As precipita90es ocorrern durante
0
ano inteiro com maior intensidade nos
mescs de vcrao (Dezcmbro, Janeiro c feverciro)
Junho e Agosto).
mm/mes
no
c bern menos no invemo (Junho,
Na media sao rcgistradas chuvas de 150 mmlmes no verao e 80
invemo,
confonne
infonna~5cs
METEOROLOGICO DO PARANA, 2002).
do
SIMEPAR
(SISTEMA
19
2.4 - ASPECTOS
HUMANOS
A cidade
de Curitiba
conta
atuahnente
com popula,iio
de
habitantcs, composta e fortcmcntc influenciada pc las diversas elnias
1.700.000
difcrentcs, que
aqui sc cstabclcceram no final do scculo XVIII e inicio do XIX (IPPUC, 2003).
Em 1960 a popula~iio de Curitiba contava com 361.309 habitantcs (anexo 02).
No quadro 0 I apresenta-se
a
cvolu<;:ao da populac;ao do Brasil, Parana, Regiao
Metropolitana de Curitiba e do Municipio de Curitiba.
Quadro 0 I - Evolu,1io da Popula,iio de 1970 a 2000
Curitiba
- popula<;ao
1970
1980
1991
1996
2000
609.026
1.024.975
1.315.035
1.476.253
1.586.848
Tx. cresco anual
5,34
2,29
2,34
1,82
Dcns. Demog. (hablha)
1,409
2.372
3.043
3.416
3.672
869.837
1.497.308
2.061.531
2.431.804
2.725.629
RMC - popu1a~iio
5,58
2,95
3,36
2,89
6.929.868
7.629.392
8.448.7[3
9.003.804
0,97
0,93
1,28
1,50
93.139.037
119.002.706
146.825.475
157.079.573
1,93
1,36
Tx. crese. anual
Parana - populayao
Tx. cresco anual
Brasil-
popula<;:ao
Tx. crese.
2,48
<lIlLlui
9.558.454
169.590.693
1,93
Fonte: 1PPUC, 2001.
Taxa de crescimento da cidade vern declinando a cada censo. 0 maior
crescimcnto
ocorrcu
entre os anos
1970 c 1980, quando a taxa rcgistrada
ao ano. Dc acordo com 0 ultimo censo do lEGE (2000), considerando
2000,
a taxa de crescimento
anual [oi de 1,82%.
0
foi de 5,34%
pcriodo 1996-
20
Con forme
0
IPPUC, a evoluc;ao da ocupac;ao urbana no municipio de Curitiba,
csta proximo do esgotamento de seus limites geograticos. A area do municipio esta
praticamente tada lotcada e restam pOlleas areas para expansao.
0 que csta provocando
um fenomeno do crcscimento na taxa de dcnsidade (medida pela rela~ao de habitantes
por hectare). Esta taxa era 1A09 em 1970. Segundo
na cidade
c
0 cenSQ
2000, a dcnsidade media
3.672 habitantes por hectare. Estc Indice pode variar de acordo com
0
baiITo
e e maior nas regioes onde ha verticalizac;ao mais acentuada. 0 centro era 0
haiITo
de maior
densidade desde 1970, mas em 2000 0 bairra Agua Verde ocupa
primeira posi<r30 de maior densidade,
De povoado a metropole,
0
0
Centro
a
e 0 segundo.
trayo fundamental que definiu
foi a chegada de imigrantcs das mais variadas procedencias.
0
perfil de Curitiba
Europeus e asiaticos
COnlribuiram para a formayao da estrutura populacional, econ6mica, social e cultural
da cidade.
Da mesma
fonna,
paulistas,
gauchos,
mineiros,
nordestinos,
enfim
brasileiros de todas as localidadcs tambem aqui se cncontram construindo a imagem de
Curitiba.
Ate
0
seculo XVIII, os habitantes
da cidadc cram indios, mamelucos,
portugueses e espanh6is. A partir do seculo XIX, houve intensa imigrayao de europcus
e asiaticos.
Quadro 02 - Distribuiyao da populayao de Curitiba e Rcgiao Metropolitana e
taxa de crcscimento na decada de 1991 a 2000.
E~
~
21
~~.~!~f..~
Bari~\\\
QUADRO 2 - POPULACAO
MUNICil'lOS
E TAXA DE CRESCIMENTO
DA REGIAO
METROPOLITANA
POPULACIONAL
DE CURITIBA
PARA OS
(RMC) E PARANA-
199111996-2000
TAXA
DE
ANOS
MUNiCiPIO
Cll.ESCIMENTO
{
1991
1996
1997*
1998*
1999*
2000
8.935
7.339
6.956
6.634
6.311
7.006
-3.86
-1.15
6.076
6.443
6.594
6.720
6.837
7.217
1.18
2.88
66.159
73.0\8
75.715
77.987
80.262
1:18.139
1.99
4.82
rauc;iri:l
GUS!}
76.684
79.516
81.902
114.292
94.137
4.38
5.26
alsa Nova
7.515
8.745
8.949
9.122
9.294
10.155
3,08
3.81
REC1AO
drianopoljs(l)
r'godos
do Sol (I)
iAlmirantc
Tamandare
fBocaiuva do
ampina
Sui
Grande
ampo
Largo
amro
Magro (2)
do Sui
Var.91-96
Var.96-o0
10.657
8.583
8.784
8.953
9.122
9.047
-4.24
1.32
19.343
31.444
32.605
33.584
34.563
35.107
10.21
2,79
75.523
82.972
86.036
88.618
91.203
92.713
2,73
16.392
16.997
17.507
lltolS
20.364
2.81
5.57
21.073
17.107
17.690
18.1RO
18.672
16.345
-4,08
-1.13
olombo
117.767
153.698
162.657
170.205
177.764
183.353
5,47
4.51
onlenda
8.941
12.332
12.752
13.106
13.460
13.248
6.64
5.662
5.794
5.906
6.017
5.984
45.299
46.972
48.]81
49.793
62.618
8,43
17.603
18.253
18.801
19.349
19.1]4
2.11
erroAzul
(I)
oulor Ulisscs
Fazcnda
(1)(2)
Rio Grande
(2)
taperuc;:u (2)
M:mdirituba
38.336
15.218
15.736
16.173
16.610
17.555
89.335
92.634
95,414
98.198
102.871
106.882
52.486
54.424
56.057
57.693
72.806
-1].26
S.53
10.007
13.901
14.374
14.773
15.173
16.149
6.79
3.82
inhais(2)
Piraquara
puatro
Barras
puitandinha
io Branco
(I)
do Sui
lio Jose dos Pinhais
ijucas do SuI (1)
rumas
do Parana
MRM(3)
uritiba
1,81
1,]9
-16,87
3.64
3.59
14,418
14.058
13.865
13.703
13.540
15.267
-0,5
2,08
38.296
23.212
22,453
21.814
21.174
29.321
-9.53
6.01
127,455
169.035
179,403
188.137
196.884
204.198
5.81
4.84
10.213
11.55Y
11.953
12.284
12.616
12.258
2.51
1,48
3.426
3.499
3.561
3.622
3.6\5
746,485
955.551
994.611
1.027.522
1.060.467
1.138.607
5,06
4,48
(2)
1.35
1.315.035
1.476.25
1.516,467
1.550.317
1.584.232
1.586.898
2,34
1,82
RMC
2.061.520
A31.80
2.551.078
2.577.839
2.644.699
2.725.505
3,36
2,89
Ilal"ana
8.448.658
.003.80
9.142.245
9.258.813
9.375.592
9.558.126
1,28
1.5
Foolc: CCOSO Demognifico (1991 e 2000) e Conlagem Populacional (1996) - IBGE.
(I) Municipios integrados a RMe em 1996 conformc lei I 1.017. Valores agregados ao totaL
(2) Municipios criados a partir de 1990.
(3) Municipios da Regiao Metropoiitana exccto Curitiba.
'" Estimativa.
22
Alcmacs, com prcscn~a notavci no Dueleo urbano a partir de 1872, iniciam
0
processo de industriaiizaf;ao, metalurgia e gn'ifica.
Os poioncses chegaram em 1871 e criaram as colonias de Tomas Coelho
(Araucaria),
Muricy (Sao Jose dos Pinhais),
Pilarzinho c Abranchcs. Atuaram basicamcnlc
fla
a maior colonia polonesa do Brasil (Sccrctaria da
Santa Candida,
Orleans,
Lamcnha,
lavoura c no comercio. I-Ioje, forma
COlTIUniC3yao
Social da Prefeitura de
CURlTlBA).
ltalianos vicram em 1872 e criaram a colonia Santa Felicidadc em 1878, cram
openirios, artesaos, profissionais especiaJizados c comerciantes. Os do sui da Ititlia
dedicavam-se illavoura.
Os ucranianos vieram em 1895, sc estabeleceram
expandiram por tada a atual Av. Candido Hartmann e
0
no Campo da Gaifcia, se
bairro Bigorrilho.
Os japoncscs se fixaram na cidade a partir de 1915, e em suas redondezas.
Uberaba, Campo Comprido, Santa Felicidadc c Araucaria.
Sirios c libaneses se estabeleceram no comercio de roupas, sapatos, tecidos e
armarinhos. Suas lojas ocuparam a area ccntral da cidadc. Os primeiros imigrantcs
vendiam as novidades as col6nias distantes em lombo de burro, batcndo dc pona em
porta.
Curitiba
c a sn cidade
que mais atrai turistas de outras partes do pais, it frente
inclusive de Salvador. Os dados sao da Embratur e de um eSludo rcalizado pcla
Funday3.o Instituto de Pesquisas Econ6micas - a FIPE, recebendo cerca de 1,2 milhao
de turislas/ano (dados do ana 2000). Tambem [oi aponlada em 4" lugar, como a cidade
brasileira que os brasilciros mais descjam visitar, em pesquisa expontanea realizada e
23
publicada pela Revista Viagcm. numa amostragem de 33.000 participantcs,
apenas para Rio de Janeiro, Florian6polis e Fortalcza (nesta ordcm),
0
perdendo
que facilita
muilo a promo~ao turistica do destino c a conseqilentc atrarrao de participanlcs
eventos em Curitiba (Fonte: Secretaria da Comunica<rao Social da Prefeitura
a
de
CURITIBA).
Curitiba
bilh5es
tern um
potencial de consumo de 7,5 bilh5es de d6lares, contra 6,9
de Porto Alegre,
habitantcs,
0
segunda
colocada.
Proporcionalmente
volume de dinheiro disponivcl para consumo
e superior
ao numcro
de
ao de Sao Paulo,
eSlima em 42,7 bilh5es de d61ares, 0 maior do pais. 0 consumo per capita do
curitibano
e
de 4.768 dolares por ano contra 4.293 d61ares do paulistano.
Ja
a media
nacianal reduzida em virtude da desvalorizayao do real no infcio do ano passado, anda
por volta de 2.800 d6lares conforme a rcvista Parana; Oportunidades
e Neg6eios,
Editora Mares do Sui, Govemo do Parana; FIEP 2000 CIC - Diretoria de Turismo e
Revista Exame de 0310512000.
Curitiba
e mais seus 25 municipios
cmprcgam
mais de 0 I milhao de
trabalhadores, sen do que 60%, reside em Curitiba, a Regiao Metropolitana de Curitiba
aprcscnta uma taxa de ercseimento
demografieo
anual de aproximadamente
3%,
impulsion ado principalmente pelos invcstimcntos industriais e pelo creseimento rapido
nos ultimos anos de cidades como Fazenda Rio Grande, Pinhais, Sao Jose dos Pinhais,
Campo Largo c QuaLro Barras (Companhia
de Desenvolvimcnto
de CURITIBA,
2000).
Entre as metr6poles brasileiras com mais de 0 I ITIilhaode habitantes, Curitiba
e a 2 com menor Indice de exclusao social. Perde apenas para Porto Alegre (RS). Este
3
24
e0
resuhado do Atlas da Exclusao Social do Brasil (Editora Cortez), cstudo feito por
um grupo de pesquisadorcs da Unicamp (Universidade
Estadual de Campinas), USP
(Universidadc de Silo Paulo) e PUC (Sao Paulo c de Campinas) agora transformado
em livro (Editora Cortez). Alem de renda, saude e expectativa de vida, indicadorcs
empregados pela ONU (Organizal'oes das Nal'oes Unidas) para chegar ao IDB (indice
de Desenvolvimcllta Humano), 0 Atlas da Exclusao Social do Brasil, avalia tambcm, a
proporyao de jovens na popula9ao, a vioh!ncia urbana c
0
numcro
de lrabalhadores
com carteira assinada (CA VALCANTI, 2003).
Foram pesquisados 5.507 municipios brasilciros presentcs no Censo 2000 do
IBGE, na classifica9ao gcral Curitiba ticou em 9° lugar e Porto Alegre em 6 (Curitiba
0
Convention & Visitors Bureau, Parana, Oportunidades c Ncgocios, Editora Mares do
Sui, Revista Exame, 03 maio, 2000).
Apesar de ser considcrada uma das melhorcs cidades com maior qualidade de
vida do pais
c,
talvez, par esse motivo que Curitiba excrcc grande atrac;ao de
migranles, a grande maioria sem qualificac;ao para a trabalho na cidade. Como as
grandcs cidades, Curitiba teve um aumento consideravel
confonne
0
do numcro de favelas,
censo dernogratico do II3GE de 2000, a cidade conla com 122 favelas, teve
um aumcnto de 40% desde a ccnso de 1991.
Curitiba tem urna populacrao 40,2 mil analfabctos acima de 14 anos, significa
um percenlual de 3,4%, C
problema
e
0
melhor indicc entre todas as capitais brasileiras.
0
mais significativo entre a populac;ao acirna de 40 anos, de baixo poder
aquisitivo e que geralmente residcm em areas de ocupacrao irregular, como favelas,
segundo a Secretaria da Comunicay3o Social da Prefeitura de Curitiba.
25
A popula~ao da Regiao Metropolitana de Curitiba deve saltar dos aluais 2,7
milhocs de habitantes para 4,2 mil hoes ate 2020, um aumenlo de 55% em 17 anos,
segundo
levanlamento
METROPOLIT ANA
inveslimcnlos
DE
da
COMEC
CURlTlBA).
(COORDENACAO
Essa
expansao
DA
demognifica
REG lAo
exigini
em infra-cstrutura urbana e empregos, scrao grandcs as desafios para as
administrac;ocs municipais. 0 problema c que os municipios
problemas de inrra-estrutura
(OKUBARU,
F.
Demografia.
da RMC ja aprcscntam
Gazeta do Povo, 18
agosto, 2003).
Na proxima pagina demonstra-sc no Grafieo 0 I, a cvolucrao e
popula,ao de Curitiba, entre os Censos Demografieos de 1853 a 2000.
0
crescimento da
N
o
:5
27
2.5 - ASPECTOS
ECONOMICOS
Curitiba tern posi~ao estrategica em relayao aD Brasil e aD Mercosul, pelo fato
de tcr faeil acesso tcndo a leste
Uruguai
e Paraguai,
consumidores.
0
que sao
Oceano Atlantico. A oeste as paises da Argentina,
parcciros,
somando
e
Urn Qutro [ator importante
mais
de 200
a sua iocaiizayao,
milhoes
cerca
de
de 1300
quilometros, em rclavao aos principais centros comerciais, agrfcolas e industriais do
pais, que somam 70% do Produto Interno Bruto. As cmprcsas Renault, Crysler,
Audi/Volkswagen,
BMW,
Volvo,
Bertrand
investirarn mais de 09 bilhoes de d61ares,
empregos (CURITIBA CONVENTION
Faure e Detroit
Diesel
Corporation,
0
que proporcionou a gerayao de milhares de
&
VISITORS BUREAU, InfTa-estrutura, 28
abril, 2003).
Curitiba se encontra a
pOlleD
mais de 4 horas do maior mercado consumidor
do pais. Sao 408 qui16metros ate Sao Paulo, um trecho mais curto que
0
que separa
cidades do interior paulista, como Sao Jose do Rio Preto, da capital do estado.
Gra~as ao planejamcnto
urbano constante
a cidade tomou-se
urn centro
permanente de interesse. Com urn PIB de U$ 12, I bilhoes/ano e renda per capita de
aproximadamente
U$ 8 mil/ano, contra uma media nacional de U$ 5 mil/ano. Em
man;o de 2001, uma pesquisa patrocinada pel a ONU aponta Curitiba como a melhor
capital
do
Brasil
pelo
indice
de
Condi<;6es
de
Vida
(ICV)
(CURITIBA
CONVENTION & VISITORS BUREAU, Infra-estrutura, 28 abril, 2003).
o
elevado padrao de qualidade de vida tern sido diferencial na capta~ao de
investimentos, aliado aos custos de vida e operacionais
em media 30% inferiores
28
aquclcs de Sao Paulo, Rio de Janeiro, Brasilia, embora gaze das mcsmas condic;:oes de
localizac;:ao central, iogistica
de distribuic;:ao, comunicac;ao
cf"icicntc. alto nivcl de
cnsino e eapaeita~ilo profissional de seus habitantes (CUIUTIBA CONVENTION
&
VISITORS BUREAU, Infra-estrutura, 28 abril, 2003).
No pcriodo de 1996 a 2000, a Regiao Metropolitana atraiu 8 dos 12 bilhaes de
reais invcstido no cstado por intcnncdio de programa de incentivos fiscais do Paran{l
(CURlTIBA
CONVENTION
&
VISITORS
BUREAU,
Infra-estrutura,
28 abril,
2003).
Curitiba e uma cidade com uma cconomia baseada
de transfonnac;:ao
e beneficiamcnto
fla
exjsh~ncia de indus trias
do cornercio, turismo e prestac;:ao de servic;:os. Vem
desenvolvendo projetos com objetivos de uma cornpieta intcgrw;ao
e humanizac;:ao,
adotando urn slogan c promessa: "Curitiba - Capital Social do Brasil".
Curitiba roi a cidadc que mais cresceu nos anos 90, junto com Brasilia. 0
crescimento medio da popularyao na dccada roi de 2,6% ao ano. 0 numero de
habitantes subiu de 500.000 em 1970 para 1.700.000 em 2001, pode ser eonsiderado
0
melhor exemplo de ereseimento harnnonieo e planejado (CURITIBA CONVENTION
&
VISITORS BUREAU, Infra-estrutura, 28 abril, 2003).
o
plancjamento da expansao da cidade previu nao apenas as obras de infra-
estrutura tisica, mas lambem as obras de preservaryaoda natureza e da memoria da
eidade.
Alguns resultados da pcsquisa da consultoria Simonsen Associados de Sao
Paulo, em parceria com a Revista Exame, uma das mais conceituadas revistas
econ6micas em circularyllono pais publicado em maio de 2000 e dezembro de 200 I
29
sabre 0 fato de Curitiba ler sido a bicampea brasilcira entre as mclhorcs cidades para
ncg6cios no Brasil.
Curitiba possui 26 bosques c parques distribuidos pela cidade, garantindo uma
media de 55m2 por habitantc, tres vczcs superior ao indice considerado
ideal pel as
Na~6es Unidas.
2.5.1 - Cidade Industrial de Curitiba
A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) foi lan9ada em 19 de janeiro de 1973,
um projeta audacioso com intuito de transfonnar a cconomia da cidade. Localizada a
oeste de Curitiba, em uma area de 43,7 km2, com rescrvas ecol6gicas, iOleamentos
industria is e rcsidenciais c areas de circula~ao, intcrligada a malha urbana e ao sistema
de transportc coletivo.
Um
Icvantamento
cmprcsas - 427 induslTias,
municipal
infonna
que a regiao conccntra
eerea de 1.630 estabelecimenlos
hojc 4.237
comerciais
e 2180
cmprcsas prcsladoras de scrvivos. Todas essas emprcsas geram aproximadamcnte
50
mil emprcgos diretos c oulros 150 indirctos. Entre as principais esHio, Semens, Volvo,
New HoJJand, Bosch, rurukawa,
Plastipar (Agoneia de Notieias - PMC - 12 mar~o,
2003).
o Quadro
03 mostra a composi~ao setorial de Curitiba.
30
Quadro 03- Composi,ao Setorial
Atividade
Construyao
Projeto
Total
29
382
Industria
337
16
Comercia
144
6
14
164
Scrviyos
258
19
47
324
Outr05
24
2
0
26
Total
763
43
90
896
Fonte: CIC - Companhia de Desenvolvimento de Curitiba (MaioI2002).
o
e0
maior de Curitiba, mas
tambem pela sua divcrsidadc comercial c seu desenvolvimento
nos ultimos anos estar
bairro impressiona naD 56 pelo tamanho, pais
acentuado, tambem par ser
0
mais papuloso, e pelo aumento da violencia que assusta
moradores do bairro. Alem da poluiyao acentuada de algumas empresas (REUSE, S.
CIC, Grandeza e desenvolvimento. Gazeta do Povo, 27 abril, 2003).
o
Quadro 04 mostra os dados populacionais da Cidadc rndustrial
comparayao com Curitiba.
Quadro 04 - Dados Populacionais
Indicadorcs
Popula,ao (2000)
Taxa crescimento anual (1996/2000)
Fonte: rBGE/BD
IPPUC (2002).
Cidade Industrial
Curitiba
157.391
1.587.315
1,04
1,82
em
31
Hojc
hospitais,
a
ele
tern como
infra-cstrutura
18 cscolas municipais,
eSladuais, sao 31 creches municipais,
cscolas
unidades
do Pia do Ofieio
e 05
implantada,
14 unidades
de saudc
com cerea de 18 mil alunos matriculados,
9 creches
comunitiirias.
Tambem tern 07
Farois do Saber e 05 Centros de Intcgra~ao Social.
Ocupa,ao da Arca Fisica (2001)
- Areas verdes c/au preservac;ao
6%
- Uso habitacional
31%
- Sistema
viario busieo
- Implantayao
27%
de cmprcsas
- Areas disponiveis
25%
I 1%
negoci{lveis
Curitiba exportou US$ 619 milh5es em 2001 (Quadro 05 e Gn;fico 02)
IQuADRO
05 - EXPORTAI;:OESDE CURITIBA,SEGUNDO
PRINCIPAlSPAISESDE DESTINO- 200I
I
IPAISES
r!
--IO--~
I
US$FOB
-----[lID.977.28s,00
~-IARGENTINA
I
I
-
I
76.167.146,00
12,30
IALEMANHA
I
65.593.631,00 I
10,60
4°
IPARAGUAI
I
33.960.329,00 -1-5,4-9-
--129.620:410,00
6°
IBELGICA
-7- -[COLOMBIA .---
I
-T
0
10°
I
4,78
22498240 00
21.0:31.765.00
i36~.
--T
----~38S~8,OO
8-0--ICH1NA-
1-9°-~CIAI
I
%
-T-17~
3°
r--5-0--piiiE-I
-----[19682925:'00
T
3,40
3,29
3,18
2,95
IVENEZUELA
I
IDEMAISPAisES
I 200.873.636,00 I
32,45
I 619.040.295,00 I
100,00
ITOTAL
Fonte: MDIC/SECEX,2002
18.249.807,00 I
e 2
e 14
32
Companhia de Desenvolvimento de Curitiba / GlNF
GRAFlC002
Representa 32% do total das exporta<;6es da RMC.
Represcnta 12% do total das cxporta90es do Parana.
Representa
o
1,06%) do total das exportayoes
do Brasil.
principal destine das exporta90es de Curitiba e Regiao Metropolitana
Estados Unidos da America.
e os
33
2.6 - lNFRA-ESTRUTURA
Na decada de 1970, Curitiba comc9a a implantar
coletivo e a cxpansao da malha viaria. Neste perfodo
previa
0
desenvolvimcnto da cidade e
0
0
0
sistema de transportc
Plano Diretor do Municipio
redesenho do sistema de trans porte, [ormado
por linhas diametrais. Em 1974, houvc a implanta~ao dos eixos norte e sui, nascendo
assim um dos sistemas mais bem-sucedidos do pais, prcmiado POf institui<;6es como a
Wordwatch Institute (Estados Unidos) e a Building and Social Housing Fundation
(lngraterra). (ALMANAQUE ABRIL, 2003, 172).
2.6.1 - Transporte
A id6ia era simples, impiantar urn metro de superficie, sobre radas e bern mais
barato. Onibus com capacidade para 100 passagciros, circulando por eixQs, em Iinhas
expressas c alimentadoras,
sistema
foi arnpliado
interligados
por tcnninais
espalhados
pel a cidadc. 0
em 1977 e do is anos dcpois sao implantadas
interbairros. Em 1980 fbi irnplantado
0
as Iinhas
eixo leste-oeste. Em 1991, sao implantados os
ligcirinhos, sao men ores e rnais nipidos. No ano 1992 entram em circulayao os onibus
bi-articu1ados,
com
uma capacidade
para 270
passageiros
cad a, tambem
sao
irnplantadas outras linhas, como a Circular Centro, Inter-hospitais, de Turismo.
Hoje
0
sistema de transporte da cidade e fjipido e seguro entre os 75 bairros,
garantida pDf urn sistema trinario de vias, com canal etas exclusivas para
0
trans porte
34
coletivo c pistas para os dcslocamentos velozcs. facilitando tambem a inlcgrayao entre
os 25 municipios da Regiiio Metropolitana. (Foto 01).
Foto 01 - Transporte Coletivo
Fonte: Companhia de Desenvolvimento
Curitiba
e
de Curitiba.
a (mica cidade brasileira a cntrar no seculo XXI como referencia
naciona! e intemacional
pcJas inovadoras solm;oes uTbanas que adeta e pel a qualidade
de vida, a cidade lem um dos mais eficicntes sistemas de transportc coletivo do pais.
Com 20 tenninais c uma frota de 1.622 veiculos de transporte coletivos e uma media
de 1.697.481 passageiros transportados em dias titeis / RIT (URBS, 1999).
possui
0
principal tenninal acroviario do Estado, localizado a 14 km do centro da cidade,
Alcm do transportc coletivo
bem desenvolvido, Curitiba tambem
0
Aeroporto lntemacional Afonso Pena, tern capacidade para atender 3,5 milhoes de
passageiros/ano (Foto 02). Opl'iio de pousos e decolagens na regiao Norte de Curitiba,
a Base Aerea do Bacachcri responde por servi~os locais de taxi aereo e abrigo de
aeronaves particulares.
35
Fota 02 - Aeroporto Intcmacional Afonso Pena
Fonte: Companhia
2.6.2 - Saneamento
de Desenvolvimento
de
Curitiba.
Basico
Curitiba lem alto indice de area verde, cerca de 55 metros quadrados de area
verde
par habitante,
corrcspondendo
e
indice
0
a coleta seletiva
de reciclagem
de Iixo
e
0
maior
do pais,
de 445 toneladas di3rias de materiais reciclavcis - 71
coletadas por 15 caminh6es da Prefeitura e 375 por 2,5 coletores,
0
que equivale a
20% do lixo domcstico produzido na cidadc. A media de rcciclagem de Curitiba hoje
se aproxima rapidamente
a cia Alemanha,
0
pais que mais recicla lixo no pianela, com
35%. A scparac;:aodo lixo cresceu 240% em
primeiro ana, somenle com
passado
os
caminh6es
DESENVOLVlMENTO
0
Lixo que
Nao e
recolheram
DE CURITIBA).
17,5
to
allos. A coleta anual registrada no
Lixo, foi de 5,2 mil toneladas e no ano
mil
toneladas
(COMPANHIA
DE
36
Em Curitiba e Regiao Metropolitana (Quadro 06) e Anexo 0 I, 96,58% dos
domicilios tcm liga<;ao de agua de rcdc; 99,60% dos domicilios com ligac;:ao eiclrica;
52,61% dos domicilios possucm tclcfonc; 93,85% dos domicilios tem coleta de lixo
(lBOE, 1999).
Quadro 06 - Abastccimento
de Agua Necessaria
l1a
Area Mctropolitana
de
Curitiba (m'/s)
Agua domestica
urbana
Ano
Demanda
Perda
2015
6.898
2.298
9.194
1993
2.808
1.872
4.679
Agua
Agua industrial
Total
Perda
Capla-rao
5.264
0.585
5.849
15.043
2.785
0.491
3.277
7.956
2.572
7.087
Capta~ao Demanda
ser
a
4.515
dcsenvolvida
recentclllcnlc
Fonte: Plano Diretor para a Uliliza~aodos Recursos Hidricos do Estado do Parana
Relat6rio
Principal I
Estrategica
A
para 0 Estado do Parana.
falta de agua potavel sera uma dos principais desafios para a humanidade
nas pr6ximas dccadas, e em Curitiba nao sent difcrcntc, confonnc
Carlos
Mello Garcia,
dirctor do curso de Engenharia
0
professor-doutor
Ambicntal
da Ponlificia
Universidadc Ca161ica do Parana (PUCPR), se houver preparo de mancira adequada,
Curitiba ten! problemas de abastecimcnto entre 10 c 50 anos. 0 abastecimento
capital depende muito de sua regiao mctropoiitana
da
para obter agua, pois a maioria
dessas cidades fica em area de mananciais, e os rios de Curitiba esH'i.opoluidos por
ulilizacrao incorreta da rcde de esgoto (estima-se que toda a cidade tcnha apenas 60%
de casas ligadas
a rcdc).
Confonnc Garcia, a recupcrayao de rios importantes como
0
37
Barigtii,
0
Iva,
0
Belem e
0
Atuba. rcsolvcria
0
problema de abastccimcnto durante urn
lango pcriodo. "Desdc que sc implante a infra-cstrutura
necessaria, elcs podcm ser
rccupcrados em ale um ano. Os rios Tejo, em Portugal, Tamisa, na Ingialcrra, e Sen a
na Fran~a sao excmplos de succsso de rccupcrayao" diz Garcia na Rcvista Conhecer
para Conservar - Noticia - Fantasma da [alta d'agua amcaya
10/04/2003.
0
futuro em Curitiba -
38
3 - APORTES
CONCEITUAIS
3.1 - PROCESSO
URBANIZA(AO
3.1.1 - Brasil
Existem 23 mcgacidades no mundo, com mais de 10 milhoes de habitantes.
Dezoito dclas estao localizadas em paises em desenvolvimento,
incluindo Sao Paulo.
A carla ano somam-se 60 milh6es de novos habitantes a estas megacidadcs,
par
migra\=ao ou crescimcnto vegetativo. Ate 2025, cerca de cinco bilh5es de pcssoas
estarao vivcndo em zonas urbanas, de acordo com dados do Programa das Na90es
Unidas sobre Mcio Ambiente (PNUMA, 2002).
o Brasil
conheccu
0
fenomeno da urbaniz3crao propriamentc dilO, somcntc em
meados do scculo XX. Ate entao a vida urbana rcsumia-sc, na maior parte a funcrocs
administrativas e
0
comefcio da prodw;ao agricola.
Hoje. no pais, a grande maiaria da populacrao,
reside em areas urbanas eon forme
0
cerca de 81,23% dos brasileiros
lBGE (lnstituto
Brasileiro
de Geografia
e
Estatistiea, 2000), evidenciando um acrescimo de 26,8 milhoes de habitantes urbanos
entre os anos de 1991 e 2000. Assim
0
Brasil aprcsenta um grall de urbanizac;ao
semelhante a paises curopeus, da America do Norte e do Japao - superior a 75%.
As regioes brasileiras que apresentam as maiores indices de urbanizac;ao,
foram
0
ccntro-oeste com 86,73% e
0
Sudestc com 90,52%. Segundo
0
IBGE, (2000),
39
e maior
desde mcados da dccada de 1960, a populac;:ao urbana
que a rural, de cada 10
brasileiros, 08 vivem em areas urbana, mclade destes nas 28 regi6cs metropoiitanas do
pais.
o censo
de 1940,
0
primeiro a dividir a populac;ao brasileira em rural e urbana,
registra que 31, I % dos habitantes cstavam nas cidades. Na dccada seguintc,
0
urbanizac;ao
fenomeno
comcc;a a crcsccr
accntuadamentc
fla
Rcgiao
Sudestc,
grau de
obscrvado nas demais regioes a partir de J 970. A expansao das atividades industriais
em grandes
centros c as enonnes
inovac;ocs economicas
e socia is, 3traindo
trabalhadores das areas rurais, que buscam fla cidadc a possibilidade de rendimentos
maiores e mclhores rccursos nas arcas de educ3';30 c saudc. Para se tcr uma ideia do
quanta it gera~ao de emprego esta intimamente ligada it migra~ao na decada de 1970,
quando
se registrou
urn dos rnais altos fluxos migratorios,
a Regiao
Sudeste
concentrava 81 % da atividade industrial do pais.
Nos anos de 1970, a popula~iio urbana
ja c
maioria, 52 milh6cs, contra 41
milh6es de habitantes em areas rurais. Grandcs cidades que concentram
numeros de fabricas e industrias sao as que atraem trabalhadores
rurais. Neste periodo, Sao Paulo rccebe aproximadamente
0
maior
vindos das areas
tres milh6es de migrantcs.
Ate os anos 1980 a expansao urbana mantcIl1-se em niveis elevados e, no final da
dccada cerca de 67,6% dos brasileiros
ja residiam
em centros urbanos.
No final de deeada de 1980, cerea de 33,6% da popula~iio havia migrado do
campo para a cidade, de urn municipio para outro ou de uma regiao do pais para outra.
40
o
fcnomcno brasileiro
c considerado
urn dos maiores exodos populacionais da historia
da humanidade.
Com
0
surgimento de novas pastas de scrvi<ros nas arcas rurais, dcsvinculados
da agricultura. diminuiu
Com
0
0
cxodo nos anos scguintcs.
aumcnto da urbanizac;ao,
a arca das cidades crcsce, e as iimitcs entre as
cidadcs vizinhas, ou entre urn municipio
processo, chamado conurbac;ao,
dccada de 1990, surgindo
crescimcnto
c seus suburbios,
confundcm-se.
Esse
aparece no Brasil em 1980, e prossegue durante a
assim as divcrsas
regioes mctropolitanas.
dessas areas leva a um deficit de equipamentos
0 nipido
e scrvicyos publicos,
lransporte c habitac;ao.
A popula~ao absoluta do Brasil passou de 70.070.170 habitantcs em 1960 para
169.799.170 habitantcs no ano 2000 confonne
0
mOE (Ccnso Demognifico dos anos
de 1960 c 2000). 0 pais ja possui 28 regiaes metropolitanas segundo
0
ccnso 2000.
3.1.2 - Estado do Parana
No Estado do Parana
no inicio do seculo XX, passam a atuar grandes
companhias de coloniza<;:ao, como a inglcsa Parana Plantation. Surgem, assim, as
cidades de Londrina c Maringa, que se tomaram importantes centros pradutares
cafe entre os anos de 1950 a 1970.
de
41
Mudanrras cconomicas,
sobretudo na agroindustria, mas produzem problemas
socia is, particulannente no campo. Estima-se que somcntc na decada
de 1970 pelo
menos 0 I milhao de pequcnos proprietarios c trabalhadorcs rurais perdem a terra C 0
emprego. Esse fata e atribufdo
a concentrac;aode lerras
e it geada de 1975, que dizima
as lavouras. Muitos agricuitorc.<; scm terra se lomam b6ias-fTias, ourras migram para a
Rcgiao Norte, Centro-Oeste, Paraguai e para os centres urbanos que nos anos 80,
contribuem para urn acelcrado c tardio processo de urbanizayao.
No ano 2000,
0
Estado do Parana tern uma popula~ao de 9.563.458 habitantes,
com urna densidade demografica de 48 hablkm'. Segundo
0
LBGE (2000), apresenta
como municipios mais populosos: Curitiba (1.587.315); Londrina (447.065); Maringa
(288.653); Ponta Grossa (273.616); Foz do Iglla~u (285.543); Cascavel (245.369); Sao
Jose dos Pinhais (204.316); Colombo (183.329); Guarapuava (155.161); Paranaguo
(127.339).
o
Estado tern nurn setar agropccwl.rio bastante divcrsificado e altamente
produtivo, tcndo altos indices de produtividade e uma industria crcsccntc. Tcndo a
melhor media da Rcgiao SuI em escolaridadc, com 38,2% da populac;ao com mais de
oilO anos de estudo.
No setor das indllstrias automobilisticas a cstado dobrou a produyao de 4%
para 8,2% nos ultimos anos.
42
3.1.3 - Regiiio Metropolitana
de Curitiba
Curitiba e 25 municipios em sua Rcgiao Metropolitana, que em 1991 COnlava
com 2.063.654 habitantes, passando para 2.725.629 habitantes em 2000, teve um
crcscimcnto absoluto de 661.975 habitantcs, a taxa media de crcscimento anual entre
1991 12000 foi de 3,17%, conformc
0
LBOE (2000).
Como soiU(;:ao urbana em Curitiba em 1990, roi impiementado 0 "solo criado".
Foram demarcadas
regiocs propicias ao adensamento
popuiacional,
por meio do
3umento do aproveitamcnlo construtivo dos terrenos. De acordo com a prcfcitura, 720
cmpreendimentos
imobiliarios
usaram 0 instrumento em 11 allos de existencia. A
receita gcrada - em torna de 18 milhocs de reais - foi dcpositada no Fundo Municipal
de Habita~ao e utilizada oa compra de lotes c na regulariz3c;ao fundhlria.
E 20 I0, a prcvisiio
e que
0
Brasil ten! mais 50 milh5es de habitantes vivendo
nas areas urbanas e 20 milhoes de veiculos somados
a
atual frota nacional
de
autom6veis. Acomodar todo esse contingente de pcssoas e carros, principalmente nas
grandcs cidades que mal suportam
0
transito atual.
e urn dos
grandes desafios do selor
de transporte no pais. I-Ifl cinco anos, nos honirios de pica, as congestionamentos
nas
principais capitais como Sao Paulo. Rio de Janeiro c Bela horizonte. chegavam. em
media 50 km. Hoje, chcga a 120 kIn a fila de veiculos cngarrafados no mcsmo periodo
nessas cidades.
Curitiba e a capital brasileira com maior numero de veiculos por grupo de mil
habitantes. Sao 447, contra 391 em Silo Paulo e 395 em Porto Alegre. Entre 1997 e
43
2003,
numcro
0
aumento
de carras
de 25%, (ORGIS,
Vcrifica-se
nas ruas da cidadc
G.,
tambcm
Transporte.
saltou
Gazeta
um aumento
do Povo,
urn projcto
centro
para a conslfw;ao
mil,
08 agosto,
fluxo
de cstacionamentos
de veiculos
um
2003).
na
veo! como desestimulo para 0 usa do
em areas proximas
subtcrnincos
da cidade, como em algumas cidades norte-amcricanas
com
mil,
de veiculos. 0 IPPUC chcgou a desenvolvcr
custos elcvados inviabilizam os projelos.
problemas
para 773
de 60% do nUll1cro de cstacionamentos
cidade no meSl110 perfodo, facilidade que prefeitura
transponc coletivo e au menlo do tnifcgo
de 619
e europeias,
ao
mas os
Algumas mcdidas pralicas para 0 minimizar
e com
0
aumento
do tn'ifcgo
do centro,
esta
se
buscando para reduzir os congestionamentos.
Entre
coiocayao,
10 capitais
as
brasilciras
mais
populosas,
scndo a maior da RcgH'io Sui, confonne
ana de 1970 (Quadro
0
Curitiba
quadro abaixo
ocupa
a setima
a cvoluyao
dcsde
07).
Quadro
07 - As 10 Capitais
1970
1980
mais Populosas
1991
do Brasil
1996
2000
Capitais
Popula\,fio
0
Rankin
Popula\,3
Rankin
Popllla~Jo Rankin'
Populaya
Rankin
Populayao
Rankin
Sao Paulo
5.978.977
t'
8.587.665
t'
9.626.894
t'
9.839.436
l'
10.434.25
l'
Rio de Janeiro
4.315.746
2'
5.183.992
2'
5.473.909
2'
5.551.538
2'
5.857.904
2'
Salvador
1.027.142
5'
1.53t.242
4'
2.072.058
3'
2.211.539
3'
2.443.107
3'
Belo Horizontc
1.255.415
3'
1.822.221
3'
2.017.127
4'
2.091.448
4'
2.238.526
4'
Forta[eza
872.702
1.338.793
5'
1.965.513
5'
1.598.415
6'
1.821.946
5'
6'
2.141.402
546.015
5'
7"
1.765.794
Brasilia
7'
to'
2.051.146
6'
Curitiba
609.026
1.315.035
7"
1.476.253
7"
1.587.315
7'
6'
1.296.995
8'
1.346.045
8'
1.422.905
8'
It'
1.157.357
to'
1.405.835
9'
9'
1.288.879
9'
t .360.590
to'
Recife
1.084.459
.'
4'
1.203.333
.'
1.024.975
[.240.937
Manaus
314.197
12'
642.492
t2'
1.010.544
Porto Alegre
903.175
6'
1.158.709
8'
1.263.239
Fonte: IBGE - Censos Demognificos
A Figura
0 I, encantra-sc
1970 a 2000 e Contagem Populacional
a distribui~ilo
da Regiao
Metropolitana
1996.
de Curitiba,
2002.
DR.ULISSES
ADRIANOPOLIS
CERROAZUL
RIOBRANCO
DO SUL
BOCAIUVA
CAMPO
MAGRO
DO SUL
CAMrlNA
GRANDE
DOSUL
ALMIRANTE
TAMANDARE
COLOMBO
CAMPO
LARGO
QUATRO
BARRAS
PINHAIS
,CURITISA'
BALSA
NOVA
ARAucARIA
FAZENDA
RIO
GRi\NDE
LAPA
MANDIRITUBA
AGUDOS
DO SUL
REGIAo
METROPOLITANA
DE CURITIBA •2002
FONTE:COMEC-2002
ESCALA:1:1.000,OOO
ELABORAc;:Ao:SETEMBR02002
..1~
IPPUC·
"11IIIIIIII'"
IPPUC
INSTITUTO
DE PESQUISAEPLANEJAMENTO
SUPERVISAoDEINFORMACOES
RuaBomJcsus.669·Cnbral·Curitiba·Paran
•••
·CEP60.035-010·Fonn:(O
__ 41j352.1414.Fa_tO
URBANO
DE CURITIBA
SETORDEGEOPROCESSAMENTO
__ 41j252-6679-E·Mail"'[email protected]
eli
45
3.2 - CLIMA
Tempo
pcriodo
ea
de curto
represcntac;ao do estado da atmosfera em um detcrminado lugar e
prazo.
0
tempo pode ser descrito
em tennos
de variavcis
meteorol6gicas como pressao, tcmpcraturas au umidadc.
Enquanto
0
c1ima e a manifcstac;ao dos fenomenos meteorol6gicos observados
par longo periodo de tempo (minima de 30 anos). Para uma detcrrninada area,
0
clima
e caracterizado pclas condi((ocs media de tempo observadas, em tennos estatisticos,
num detenninado periodo. 0 terma clima
e
derivado do grego "klima" que signiftca
inclinacyao, a qual reflete a importancia atribuida, em estudos no passado, a influencia
do sol.
Elementos do clima sao insolw;ao, temperatura, prcssao atmosferica, umidade,
precipita~ao liquida e solida, vento, nebulosidade e deseargas elotricas (FERRE1TI,
2001:3).
Os fatores que afetarn
0
clima sao massas Iiquidas, altitudes, latitudes
antropicas. Como a polui~ao do ar, das aguas e do solo,
0
C 3yOeS
dcsmatamemo, causando
0
agrav3mcnto do cfcito estufa e a destruiy30 da camada de ozonio, sao alguns exemplos
de problemas contemponineos, que influcnciam e nosso clirna, c que csta havendo urn
avanyo acelerado com as agrcssoes provocadas pelo homem.
Ccrca de 40% da populayao do planeta nao disp5e de agua suficiente para
0
dia-a-dia. Mais de tres mil hoes de pessoas morrem a cada ana por problemas
respiratorios causados pcJa poluiyao do ar.
46
A a~ao humana vern l11odificando 0 clirna no mundo. A clcvac;ao das
tcmpcraturas giobais, provocadas pela intensidade do efeito estufa, esta na raiz de
problemas que VaG do degclo nas regioes polares it desertifica-rao em paises da AfTica
e da Asia. Um aumcnto aparentemcnte
cxemplo, pode altcrar profundamcnte
insignificante na temperatura de 1° C, por
0
clima de uma rcgiao,
0
que afeta sua
biodivcrsidadc, causando !TIllitos desastres nalurais.
o aquccimento
do planeta ja eSla cicntificamentc
maioria dos cspecialistas
sustenla que a principal causa
dcmonstrado.
e
A grande
a qucima de maleriais
fOsseis, como pctr6leo, carvao mineral e gas natural, seodo os !TIais importantcs
combustiveis
utilizados desde
0
inicio da Revoluyao Industrial. Se
prosscguir, as aguas oceanicas podcnio subir ate I metro neste seculo,
cidadcs e plantal;oes e provocaria
0
aumento da fome no mundo,
0
0
aquccimento
° que inundaria
cxodo de milhoes
de pessoas, tragedias c1imaticas, inumcras doenl;as, etc. Estimativas divulgadas pelo
Worldwatch
Institute enfatizam que no scculo XX, os niveis dos mares tiveram
aumento de 20 a 30 centimetros.
3.2.1- EI Nino e La Nina
EI Nino e La Nina sao regimes naturais, modif1cam
temperatura da terra,
0
que causa serias calamidades.
0
regime de chuvas c a
Eles decorrem de altera~ocs
47
ciclicas nos grandes mccanismos de circula~ao atmosferica do plancta e se manifesta
com maior intcnsidade c altemadamente no oceano Pacifico.
Quando
0
EI Niilo nao se manifesta, no Oceano Pacifico, na Indonesia c norte
da Australia, 0 ar qucntc sobe e cria uma zona de baixa prcssao, 0 ar csfTia e segue
para lestc em direc;ao
30
a America do Sui e na costa do Peru cria uma zona de alta
prcssao, gcrando os vcntos alisios que formam um anticiclonc, que arrastam as aguas
qucntes da supcrficic do oceano, dcsde a costa do Peru ate a Indonesia e norte da
Australia e arrastam aguas reias da Antartida para
0
oeste. Com
aguas superficiais, ocorrc no litoral sui-americana
0
fenomeno da "'ressurgencia": as
0
deslocamento das
aguas mais profundas, frias e ricas em nutrientcs, migram para a supcrficic, atraindo
grande quantidadc de pcixcs. 13 na lndom!sia,
temperatura,
Com
0
0
afluxo das aguas quentes eleva a
que provoca chuvas (rERRETrI, 2001: 59).
0
fcn6mcno EI Nino, a pressao sobe na Indonesia e desce na costa
peruana. os ventos alisios sc cnfraqueccm e as aguas qucntes pennanccem pr6ximas da
America do Sui, na costa do Peru c Equador,
0
que impede a rcssurgencia. 0 numero
de peixes diminui e as chuvas cacm no meio do Pacifico, nao chegando it Indonesia. 0
ar qucnte que sc dirige ao Polo Sui e desviado para sudeste, aquecendo
Chile e
0
0
norte do
sui do Brasil, onde encontra venlos frios vindo da Antartida e em geral.
0
fen6meno ocasiona um verao com chuvas torrcnciais, e scca prolongada, na Rcgiuo
Nordeste, pais parte do ar quente se csfria na costa da regiao inibindo as chuvas.
As primeiras referencias sobre
0
fen6meno datam do seculo XVIII, mas foi no
inicio do secuIo XX, quando come-;:ou a scr estudado de fonna sistematica. 0 El Nino
48
tem-sc manifestado numa faixa comprccndida de dais e 7 anos, com dura9ao de 12 a
18 mescs em media. Na dccada de 1990, rcgistrou-se um El Nino prolongado de 1991
a 1995
Dutro de grande intensidade em 1997,0 maior do seculo XX. Voltou a ocorrcr
C
dcsde maio de 2002, com invcrno de temperaturas ern torna de 3 C acima no normal
0
oa maior parte do Brasil, no norte do Estado de Sao Paulo, houvc ale urn tornado com
vcntos de 130 km/h em 23 de setembro, fenomeno raro no pais. No hemisferio norte
0
vcrao de 2003 esta batendo recordes hist6ricos, com secas (india em maio e junho/03 governo indiana classificou como a rnais generalizada em 15 ao05), e ondas de calor
(tada a Europa em julho e agosto/03), enchentes (Asia), que causaram inumcros
prcjufzos maleriais e milhares de mortes.
Quando
0
EI Nino se manifesta se obscrva mudanya do clima em cada parte
afetada do mundo como secas no sudestc asiatico, invcmos mais quentes na America
do Norte.
Mudanyas que ocorrem devido ao aumento da temperatura
mar nas aguas no pacifico equatorial, principaimente
fla
superfkie
do
na regiao oriental. Assim a
pressao na regiao diminui e a temperatura do ar aumenta e se torna umido. Esta
mudam;a ahera a velocidade e direy80 dos ventos a nivel global tazendo com que as
massas de ar mudem de comportamento em diversas partes do plancta.
o
La Nina ocorre apos
0
EI Nifio, com cfcitos opostos. Os ventos alisios se
intensificam e arrastam as aguas quentes da America do SuI para a costa continental da
Asia, onde provocam
fortes chuvas. As iiguas frias fazcm
0
eaminho contn'i.rio,
49
atingindo a supcrficie nas proximidadcs do litoral do Peru. Tcm duraty30aproximada
de 12 a 18 mcscs.
No Brasil cstc fen6meno
alingcm
0
causa menos
danos,
pcnnite
centro-sui do pais com mais forc;a e vclocidade que
inlcnso no sui c se deslocando ale
0
que as frenles
0
Frias que
normal. Trazendo frio
nordeste Icvando chuvas (FERRETTI, 200 I: 63).
50
3.3 - FATORES METEOROLOGlCOS
Temperatura
DO CLIMA
e grau de agita~ao das molcculas
ou media do movimcnto
molecular au grau de calor de uma substancia. A temperatura do ar
e urn dos
aspectos
mais comuns da inf{mnayao c1imatica.
e0
Pressao atmosferica
fOf93
peso da atmosfera sobre a superficic da terra, pois a
da gravidade terrestre atrai a atmosfera e pode ser medida por barometro.
Quanta it altitude, quanta maior a proximidade em reia9ao ao nfvcl do mar,
maior sera a pressao atmosferica.
Quando a temperatura aumenta,
0
ar dilata-se e fica mais leve, gerando areas
de baixas press6es. Como ar !TIais frio torna-se mais denso, a prcssao atmosfcrica sobc.
Assim com menor altitude e maior temperatura - menor a pressao atmosferica,
e com maior altitude
e menor
temperatura
maior sera a pressao
atmosferica
(FERRETTI, 200 1:27).
Vento C 0 ar em movimento horizontal em reiayao
a
superficie da terra. Os
movimentos verticais do ar sao chamados de correnles. Os falores que influenciam a
circulayao do ar sao a topografia,
a distribuiyao
das superficies
oceanicas, correntes oceanicas c pressao atmosferica (FERRETfl,
Umidade do ar e
0
continentais
e
200 I :29).
vapor de agua cxistcnlc na atmosfera, provcniente da
evapotranspirayao (transpirayao da vegetayao), evaporayao das aguas dos lagos, rios e
oceanos, esse vapor quando resfriado a ponto de orvalho, condensa-se em pequcnas
gotas visiveis e fonnam as nuvens.
51
Precipitm;uo
c qualqucr
tipo c fannas de particulas de agua, Jiquida ou salida,
que cacm da atmosfera chcgando
a
superficie. A fanna mais comum
c
a chuva,
podcndo ocorrcr sob a fanna neve ou granizo. Durante a queda a chuva ja sofre
cvapora~ao, em rcgioes muito aridas, pode sec lotalmente vaporizada antes de chegar
ao solo, esta chuva
Umidade
e chamada
atl110sfcrica
tempo e do clima, pais
e
de virga (FERRETTI, 200 I :51).
e
0 componcntc
mais
importanle na determinayao do
a umidadc cxistcntc na atmosfera que origina a tadas as
fannas de condcns3yuo e precipit3y30. A quantidadc de vapor de agua em detenninado
volume de ar indica a capacidade de precipitayao,
esta umidade pode absorvcr a
radiayao solar e terrestrc, cxercendo urn controle tennico
na supcrficie da terra,
inllucnciando diretamcnte a temperatura do ar.
As fonnas mais comuns de mcdir a umidade da atmosfera sao:
Umidade absoluta e a quanti dade de vapor de agua existcnte na atmosfera em
um detenninado momenta, C a massa de vapor de agua pelo volume total do sistema.
Nonnalmente expresso em gramas por melro cubico (glm3).
Quando a atmosfera atinge sua capacidade maxima ern canter vapor de agua
se diz que
0
ar eSla salUrado e se alingc
0
ponto de orvalho.
Orvalho - condensac;ao natural do vapor de agua sabre uma supcrticie
resfTiada com a queda da temperatura pela noite e madrugada. Durante a noite, a
temperatura do ar pr6ximo it supcrficic pode cair ate
0
ponto de condcnsac;ao.
52
Umidadc relativa
c
a rcla<;ao cntre a umidadc absoluta e
0
seu ponto de
saturacrao, mcdida em perccntagens. A umidadc If: medida pelo hidromctro, as isoigras
sao
as linhas que un em pontos com a mcsma umidade do af.
A lormacrao de nuvens Qcorre quando
passando do cstado gasoso para
0
ar esta saturado,
0
vapor se condcnsa,
Iiquido, alcm da umidade e necessaria a prcscn<;a de
0
oulras particulas como pocira, sais. polen, den om inadas de nlicleD de condcnsayao,
onde
0
vapor de agua sc condensa.
Nevoeiro au neblina e nuvcm com minusculas gOlas de agua, suspensas na
atmosfera,
pr6ximas a supcrficic
da tcrra. Associadas
a rcduyao da visibilidade
horizontal a menDS de 1000 metros. Pode ser rcsultante de diferentes tipos, de acordo
com as processos que levam it condensa.;:ao junto it superflcie como os nevoeiros de
radiayao, advecyao e evaporayao, entre oulros.
Este fen6meno pode afetar seriamcnte
seja impedindo seu desenvolvimento
0
tninsilo terrestre, maritimo e aereo,
normal, alterando as freqiiencias das viagens ou
causando atrasos ou, mais grave ainda, produzindo situayoes de riscos e chegando a
ser um rator causador de verdadeiras catastrofcs (FERRETTI, 200 1:47).
Este fen6meno afeta bastante a rcgiao de Curitiba no invemo, interferindo
principalmcnle
no funcionamento
do Aeroporto Internacional
Afonso Pena em Sao
Jose dos Pinhais, RegHio Metropolitana de Curitiba.
Geada
ocorre
quando
a temperatura
congelamento antes de ocorrcr satura.;:ao,
fina camada de gelo. Para ocorrer
0
0
da supcrficic
atinge
0
ponto
de
vapor transforma-se dirctamente em uma
fen6mcno e necessario que durante a noite ocorra
53
urn nipido resfTiamento da atmosfera junto
a
superHcic, com
dissipa9ao do calor irradiado pela terra. Para ocarrer
Cell
limpo e com fapida
cstc congelamento
nao
e
necessaria que a temperatura do ar estcja igual ou menor que 0° C, a temperatura da
superficie pode ser ate 5" C menor que
0
ar (FERRETTI, 2001:50).
Quando ocorrc apenas uma camada de gelo na supcrficie chama-se de geada
branca c quando a seiva das plantas congcla chama-sc geada negra, esta
e dcvastadora
para as plant3yOeS, ocorre em regi6es rnuito frias, como as cidadcs scrranas no sui do
Brasil. Fonna-se
muitas vczes devido ao vento muito gclado congeiar as plantas e
muitas vczes nem se fanna gelo oa superficic em funyao de ocorrcr durante qualqucr
hora do dia quando do af csta mais seea. Gcralmcntc sua ocorrencia coincide com a
chegada de massa polar, por isso no Brasil as areas sujeitas a fonnac;ao de geadas
severas sao os estados do Rio Grande do SuI, Santa Catarina e Parana, e tambem Mato
Grosso do SuI e Sao Paulo, ocorrendo tambcm nas rcgi6cs serranas de Minas Gerais.
A geada branca atinge diferentes
intensidades,
pode ser traca quando a
temperatura do ar esta entre +30 C e +50 C, mais ou menos. Moderada e quando a
temperatura do ar esta entre + I 0 C e +30 C, mais ou menos e geada forte
c quando
a
temperatura do ar esta menor ou igual a 0 C. As geadas fortes tambcm podem ser
0
gcadas negras (FERRETTI, 2001 :56).
As geadas mais devastadoras no seculo XX ocorreram nos anos de J 902, 1918
e 1975, segundo
0
Inslilulo Agronomico de Campinas (SP).
Neve e a precipitac;ao em fonna de cristais de gelo, transparentcs ou bran cos,
de fonna hexagonal. E agrupada em £locos e se forma em nuvens, tipo estratiforme
54
pelo congclamcnto
do vapor de agua, prcsenlc na nuvcm, com temperatura
baixa,
proxima a 00 C, e umidadc do af em toma de 80% au mais.
No Brasil ocorrc somente nos Estados do Rio Grande do Sui, Santa Catarina c
Parana, em altitudes de aproximadamenlc
turistica na rcgiao. Na regiao Sudcstc
1.000 m au supcriores, sendo uma atra~ao
ha registros
como, excepcionalmcnte
Itatiaia (R.I) c em Campo do Jordao (SP), ambos em 1947 (FERRETrI,
Granizo fonna-se devido
as
fortes correntcs cOllveclivas
no pico de
200 I: 119).
no interior das nuvens
do tipo cumulonimbus, que transportam as galas de agua condensadas para as camadas
mais elevadas e frias, cnde
OCQITC 0
congeiamcnto, ocorrenda a precipita~ao de graDS
de agua congclados, podcndo ser arredondados quando se fannam em baixas altitudes
ou conicos quando se formam em altas altitudes com diametros variando de 2 a 5 mm.
Ocorre quando existe forte instabilidade atmosfcrica, onde ocorrem bruscos
movimentos
convectivos,
que
concentrac;;ao de cristais de gelo.
forma
as
E geralmente
nuvens
cumulonimbus
com
grande
mais freqUente em areas montanhosas, e
altos planaltos, nas regioes tropicais. Este fenomcno tambem esta associado as areas
urbanizadas, resultado da enonne transformac;;ao do meio ambiente que favorece ao
desequilibrio ciimatico (FERRETII,
2001: 118).
Conlorme pesquisas realizadas, comprovam que a ocorrencia de granizo
mais comum nos meses de primavera-verno,
outubro-novembro
c
no Brasil. Que se
cxplica pela maior incidcncia de linhas de instabilidadc nesse perfodo e fTcqUcnte
choque das massas qucntcs e frias.
55
Saraivas sao pcdras de gelo mais ou menos ovais, com diametros que variam
de 5 a 50 mm, podcndo cair separadamente
ou em blocos irrcgulares. Tambem sc
formam nas nuvens cumulonimbus.
e
Sensac;ao Tcnnica
uma variavel que combina os valores obscrvados c/ou
prcvistos de temperatura do
aT
"scmir" a temperatura
calor oa atmosfera. Outros lcrmos usados com 0 mesmo
C 0
c urnidadc para se descrcvcr como os seres vivos podcm
significado: Temperatura Aparente au indice de Calor. Quanta maior a umidadc do aT,
maior
0
valor da temperatura aparcntc, mantcndo-se fixa a temperatura do
aT.
Tambcm
aplicado aos valores combinadas de temperatura e vento para se dcscrever como os
seres vivos podern "sentir" a temperatura
C 0
frio na atmosfera numa situa9ao com
vento. Do ingles "Wind Chill Index".
Massas de ar sao areas da atmosfera
com caracteristicas
particulares
temperatura, umidade e pressao, cujas propriedades foram estabelecidas enquanto
de
0
ar
eslava sobre uma regiao caracleristica da superficie da terra. Homogenea quanta a sua
distribui9ao de temperatura c umidadc em toda a sua cxtensao. Podem ser qucntes ou
trias, secas ou umidas, de alta au baixa pressao, dependcndo sc sua origem
e tropical,
polar au equatorial. As massas de ar sc originam em areas que comem eondi90es para
desenvolver gran des POr95es de ar horizontal,
com
0
ar parada a massa adquirc
umidadc e propricdades tennicas da superficie, quanta mais tempo pennanecer
adquire as caracteristicas
mais
da area. A medida que se dcsloca sofrc aitera90cs e suas
caracteristicas sao alteradas.
56
Quando ocorrc
encontro
0
de duas massas
de af elas conservam
idcntidadcs fisicas. c nac se misturam. Como conseqlicncia
areas de dcscontinuidadcs
suas
formam-sc as [rcntes au
ao longo da zona limitrofc. Ao passar por uma regiao, a
massa de af altera bruscamcntc as propricdadcs do ar, pais substitui urn ar pela cutro.
(FERRETTI, 2001:70).
Frentcs sao limites extcmos das massas de af quando em cxpansao. estas
quase nao apresentam altcra~oes, sao as frentes que aprcsentam grandcs djferen~as,
rnudanc;as que provocam
fonnar;ocs de nuvens de chuvas. As frentes podcm tcc
cenlcnas de quilometros de comprimento e de targura.
As fcentes frias empurram 0 af qucnte, substituindo pelo af [Tic, ocorrenda
aumento da pressao, causam queda da temperatura. A medida que se deslocam sofrem
modifica<y6es conforme
0
tipo da superficie por onde se move, podem tomar-se
estaciomiria, se dissipar ou se aquecer ate desaparecer.
As iT-cntes quentes
trazem ar quente menos dense
provoeam a e/eva,ao da temperatura (FERRETTI, 200 I :71).
c fbnnam
nuvens e
57
3.4 - CONSEQUENCIAS
o
DA ALTERA<;:AO CLlMATICA
!nunda ainda nao tem se sensibilizado
estao ocorrcndo,
principaimcntc,
com as mudanc;as climftticas que
pela a<;:50 humana,
como as secas, enchcnlcs,
furac5es, ondas de calor, de frio, etc, que ocorrcm com frcquencia cada vez maior.
Condic;6es
meteorol6gicas
cxtrcmas
sc
tamarao
comuns,
ja
que
as
tcmpcraturas do planeta vern aumentando devido as mudanc;as clilmiticas, confonnc a
Organizac;iio Melcorol6gica
Mundial (WMO, sigJa em ingles) "novos rcgistros de
evcntos extremos ocarrcm lodos as allos em algum Jugar do pianela, mas reccntemcnte
o numero de tais extremos aumentou", disse em comunicado, os Estados Unidos foram
atingidos por 562 tornados em maio de 2003, urn aumcnto de 163 em relac;ao aos
ultimos anos. "A media global das tcmperaturas da supcrficie da terra e do mar em
maio de 2003 foi a segunda mais alta desde
comunicado
da WMO. A Sui~a registrou
0
0
inicio dos registros, 1880", afirrna
mes de junho
0
0
rnais quente com
tcmperaturas 6° C acima da media.
Confonne urn relat6rio das Na~oes Unidas as emissoes dc gases causadorcs
cfcito estufa pelos paises industrializados
anos, a dcspcito dc tratados intcmacionais
0
provavelmcnte aumentarao nos pr6ximos
como
Protocolo de Kyoto,
0
0
relat6rio
afinna que as ernissoes nas na~ocs industrializadas
podcm crcsccr cm 10% ate 20 I0,
como EUA c Australia, quc se recusam a ratilicar
0
Canada, paises signatarios,
aumentaram
protocolo. Mcsmo
suas emiss6cs,
Estadilo, Cicncia e Mcio Ambiente em 02 de julho de 2003.
confonnc
0
Japao e
publica~ao
0
do
58
Grandcs Inundayocs
ChUV3S
intensas tem causado inundavocs em varias partes do planeta. Dc
acordo com a Organiza<;ao Meteorologica
Mundial (OMM), da ONU, rnais de 17
miihoes de pessoas, em 80 paises, foram castigadas por enchcntes entre janeiro c
ag05to
de 2002. A Europa Central c a China foram as rcgiocs l11ais atingidas. Para a
OMM, ainda nao e passivel afinnar com ccrtcza que esse fcnomcno
estcja ligado as
mudanvas clirnaticas. Serao necessarias mais pesquisas para chcgar a uma conclusao a
rcspcito.
Dcgelo Progressivo
Urn dos efeitos mais preocupantcs
do aquecimcnto
global C
0
dcgclo, que
ocorre em varias partes do mundo. Segundo especialistas, a rcgiao em tom a do oceano
Artica
c a mais
afetada. Nos ultimos aoos, a camada de gelo desse oceano sc tomau
40%, mais fina, e sua area diminuiu 14%. Enquanto a temperatura media do plancta
subiu de 0,3 C para 0,6 C no seculo XX, a cleva~ao atingiu, em apenas 30 anos 2,75
0
0
0
C, no Alasca, no noroeste do Canada e na Siberia. Como conseqUencia disso, a geleira
Columbia, no Alasca, lece redUl;ao de 13 quil6melros em sua extensao, de acordo com
artigo da revista Christian Science Monitor.
No outro extrema da Terra, a Antartica sofreu elcvac;ao de temperatura de 2,50
C desde 1940. Somcntc no pcriodo posterior a 1997, essa regiao rcgistroll lim degclo
de Ires mil quil6metros quadrados (apcsar disso, existem gclcira que aumentaram de
tamanho, por causa das alterac;oes nas correntes mariti mas).
59
As principais cordilheiras do mundo tambcm esUio pcrdendo l11assa de gelo c
neve. Dc acordo com
0
World Watch Institute, dcsdc 1850 as gelciras dos Alpes
rccuaram de 30% a 40%. Artigo da revista Science, de oUlubro de 2002, afinna que a
capa de neve que cobre
0
monte Kilimanjaro, na Tanzania,
pode desaparcccr
nas
proximas duas decadas (ALMANAQUE ABRIL 2003: I06).
Conronnc avaliac;ao de pesquisadorcs da Organizacao Meteoro16gica Mundial
(OMM), agencia da ONU responsavel par monitorar a dima do planeta desde 1861,
dcsde essa cpoca, as 15 medias anuais mais altas, tadas ocorreram dcpois de 1980 e as
tres maiores nos ultimos cinco anos. Sendo
0
ano de t 998
0
recordista, com as
temperaturas mais elevadas da hist6ria do pianela, 2002 0 segundo, e 2003
ano mais qucntc da histotia,
apresentando
grandcs extremos,
temperaturas chegaram a 49° C em maio e agosto/2003.
0
terceiro
como na india as
Segundo a OivlM, 21 mil
pessoas 1110ITeramno continente europeu per causa da onda de calor de agosto de
2003, que seria a mais quente e a mais longa. Mas 2003, nao foram apenas de
temperat"uras alias, a Rllssia registrou -45°e e, no Peru, 0 frio de -20 e,
0
que fosse
0
0
que impediu
ana mais quente da hist6ria. 0 que mais preocupa a OMM e que
0
aquecimcnto do pianeta esta se acelerando. 0 seculo XX, que registToll llm aumento de
0,6° e na tcmperatura do planeta, foi
0
cClltemlrio mais quente dos {Iitimos mil an os no
hemisferio nortc. 0 aUlllcnto da temperatura foi tres vezes mais nipido enh-c 1976 e
hoje quc entre 1900 e 1975. Nos allos de 1976, 1983 tambem ocorrcram fortes ondas
de calor na Europa (CHADE, J. 0 Estado de S. Paulo, 16 de dezembro/2003).
60
Confonne novo estudo da ~NU, hci novas c mais solidas cvidencias de que a
maior parcela do aquecimento observado nos ultimos 50 anos
e atribuida
as atividades
humanas. Pois cstc cstudo aponta a crcscente emissao de gases de cfcito cstufa, como
a di6xido de carbono (C02), como a principal
causa do aquecimcnto
global. A
conccntra~ao de C02 aumcntou 31 % desde 1750. A emissao dos outros principais
gases de efeito estufa, metano
nos ultimos anos.
C
oxido nitrico, aumcntou, respectivamente, 60% e 16%
61
3.5 - CLASSIFICA<;:AO
CLiMATICA
DO BRASIL E DO PARANA
A localiza~ao de 92% do Brasil na zona intertropical,
continentais,
suas dimensoes
c as baixas altitudes do rei eva cxplicam a predomimincia
qucntcs, com medias de temperatura supcriorcs a
e.
20o
de dimas
Os tipos de dimas presentcs
no territorio brasileiro sao: equatorial, tropical, tropical de altitude, tropical atlantica,
semi-arido e subtropical.
o
ciima equatorial
domina
a regiao
amaz6nica
e se caracteriza
por
ternperaturas medias entre 24° C e 26° C e amplitude tennica anual (difercnc;a entre a
maxima e a minima registrada durante urn ano) de ate 3°e. As chuvas sao abundantcs
(mais de 2.500 rom/ano) e regulares,
causadas
pcla ac;ao
da massa equatorial
continental. No invemo, a regiao pode feccber frentcs frias origimirias da massa polar
atHintica. Elas sao as rcspons3veis
Amazonia,
pelo fenomeno
a queda brusea na temperatura,
da friagem,
que pode ehegar
que engloba
a
a IO'C (ATLAS
ESCOLAR MELI-IORAMENTOS, 2003).
Extcnsas areas do planalto central e das rcgioes Nordeste c Sudeste sao
dominadas pcIo clima tropical. Nelas,
0
verao e qucnte c umido e
0
inverno, frio c
seco. As tcmperaturas medias excedem as 20oe, earn amplitude lennica anual de ate
7'C.
As
chuvas
variam
de
1.000
a
1.500
nunlano
(ATLAS
ESCOLAR
MELI-IORAMENTOS, 2003).
o
tropical de altitude predomina nas partes altas do Planalto Atlantico do
Sudeste, estendcndo-se peIo norte do Parana e suI do Mato Grosso do Sui. Apresenla
62
tcmpcraturas medias cntre 18°C c 22°C c amplitude tcnnica anual entre 7°C c 9°C. 0
comportamcnto pluyiomctrico
c
iguaJ ao do clima tropical. As chuvas de veraa
sao
mais intcnsas devido it 3y30 da rnassa tropical atlantica. No invemo, as frcntes Frias
origimirias da massa polar atlantica podem provocar geadas (ATLAS ESCOLAR
MELHORAMENTOS,2003).
A faixa litoranca que vai do Rio Grande do Norte ao Parana sofre atua~ao do
c1ima tropical atlantica. As tcmperaturas variam entre 18°C e 26°C. com amplitudes
tcrmicas crescentes con forme sc avans:a para
0
suI. A pJuviosidade
mm/ano. No litoral do Nordeste, as chuvas intensificam-se
e em
torna de 1.500
no Dulona e no inverno.
Mais ao sui, sao mais fortes no verao (ATLAS ESCOLAR MELHORAMENTOS,
2003).
o
clirna scmi-arido
prcdomina
nas deprcssoes
entre planaltos
do scrtiio
nordcstino e no trecho baiano do vale do Rio Sao Francisco. Suas caracleristicas sao
lcmperaturas medias elevadas, em torno de 27°C, e amplitude tennica em lorna de SoC.
As chuvas, alcm de irrcgulares. nao excedcm as 800 mm/ano, a que leva as "secas do
Nordeste",
com
longos
periodos
de
estiagem
(ATLAS
ESCOLAR
MELHORAMENTOS,2003).
o
clima
comprecndendo
subtropical
prcdomina
ao
sui
do
Tropico
de
Capricornio,
parte de Sao Paulo, Parana c Malo Grosso do Sui e os Estados de
Santa Catarina e Rio Grande do Sui. Caracteriza-sc por tcmperaturas medias inferiorcs
a 18°C, com amplitude tennica entre 9°C e l3°C. Nas areas mais elevadas,
suave e
0
0
vedio c
invemo frio, com nevascas ocasionais. Chove entre 1.500 mm e 2.000
63
mmlano, de fonna bern distribuida ao longo das esta<;ocs (ATLAS ESCOLAR
MELHORAMENTOS,2003).
E
pcJas suas dimens6cs contincntais que
0
Brasil possui essa diversifica<;ao
clirnatica Hio ampia, influenciada pela sua configurayao geognlfica, sua significativa
cxtcnsao coslcira, seu relevo e a dinamica das massas de ar sobre sell tcrritorio, esse
fator
c de grande
importancia, pois atua diretamente sobre as ternperaturas e os indices
pluviometricos nas diferentes rcgi6es do pais.
As massas de ar que interferem mais diretamcnte no Brasil sao a Equatorial
Atlantica (mEa), a Equatorial
Continental
(mEc), a Tropical
Atlantica
Tropical
e a Polar
Atlantica
proporcionando
as
Sao verificados no pais desde dimas supcrumidos quentes, provenientcs
das
Continental
(mTc)
(mPa),
(mTa); a
diferencia~6es climaticas (FERRETTI, 2001:75).
massas Equatoriais, como
semi-aridos
e0
caso de grande parte da regHio Amazonica, ate climas
muito fortes, pr6prios
do sertao
nordestino.
0 clima da regiao e
condicionado por diversos fatores, dentre eles temperatura, chuvas, umidade do ar,
vcntos e prcssao atmosferica, que por sua vez, SaO condicionados
por fatores como
altitude, latitude, condic;oes de relevo, vegetac;ao e extensfi.o continental.
Quanto aos aspectos termicos tambem ocorrem gran des varia90es. Como pode
ser observado no mapa das medias anuais de temperatura a seguir, a Rcgiao Norte e
parte do interior da Regiao
Nordeste
apresentam
temperaturas
medias
anuais
superiores a 25°C, enquanto na RegiUo SuI do pais e parte da Sudestc as temperaturas
medias anuais ficam abaixo de 20°C.
64
o
lcmpcraturas
quadro
08 mostra
rnais elevadas,
rcgislradas durante
0
QUADRO
as tcmpcraturas
c
media minima,
medias
a
maximas, seodo a media
media das tcmperaturas
rnais baixas,
ano de 200 L
08
- Tcmpcraturas
medias
maximas
C lIlinimas
nas
Capitais
Brasilciras em °C no ano de 2001.
UF
RO
AC
AM
RO
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
Fonte: lnstituto
das
CAPITAlS
Porto Velho
Rio Branco
Manaus
Boa Vista
Belem
Macap'
Palmas
Sao Luis
Tcresina
rortalcza
Natal
Joao Pessoa
Recife
Maceio
Araeaiu
Salvador
Bclo Horizonte
Viloria
Rio de Janeiro
Sao Paulo
Curitiba
rIorian6polis
Porto Alegre
Campo Grande
Cuiaba
Goiania
Brasilia
Nacional
de Mctcorologia,
MAXIMA("C)
32,3
31,4
32,0
33,2
32,2
31,7
33,1
31,0
34,9
31,0
30,0
30,4
29,7
29,9
29,0
28,9
27,1
29,5
28,8
26,5
24,4
26,6
27,1
29,7
33,4
30,9
26,5
2003.
MINIMA ('C)
22,6
21,3
23,4
23,7
22,7
24,0
21,6
23,4
23,7
24,5
21,4
24,8
23,4
19,8
22.3
23,1
18,1
21,9
19,4
16,7
14,6
18,1
17,6
19,1
21,2
18,0
16,9
65
Dc acordo com dados da FII3GE, temperaturas maximas absolulas, acim3 de
40°C, sao obscrvadas em terras mais baixas, no interior da Rcgiao Nordeste; nas
dcprcssocs, vales c baixadas do Sudcste; no Pantanal c areas rebaixadas do CcntroOeste; c nas deprcssocs centra is c no vale do rio Uruguai, na Rcgiao SuI. lit as
tcmperaturas mfnim3s absolutas, com freqUentes valores negativQs, sao observadas nos
curnes scrranos do sudestc e em grande parte da RegHio Sui, onde sao acompanhadas
de geadas e neve.
3.5.1 - Caracteristicas
Climaticas das Regiaes Brasileiras
As principais caracterislicas
climaticas das rcgioes brasileiras,
confomlc 0
Atlas Geognifico Escolar, 2000.
Regiiio Norte
A regiao Nortc do Brasil compreende grande parte da denominada
regi5.o
Amazonica, reprcsentando a maior extensao de iloresta quente c umida do planeta. A
rcgiao c cartada, de urn extremo a outro, pela Equador e caracteriza-se
par baixas
altitudes (0 a 200 m). Sao qualro os principais sistemas de circulac;ao atmosfcrica que
atuam na regiao, a saber: sistema de vcntos de nordeste (NE) a iestc (E) dos
anticiclones subtropicais do Athlntico Sui e dos Ayores, geralmente acompanhados de
tempo cstavel; sistema de vcntos de oeste (0) da massa equatorial continental (mEe);
66
sistema de ventos de norte (N) da Convcrgtncia
Intertropical (CIT); c sistema de
vcntos de sui (S) do anticiclone polar. Estes trcs ultimos sistemas sao rcsponsavcis por
instabilidadc e chuvas na area.
Quanta ao regime tennico,
0
clima e quente, com temperaturas medias anuais
variando entre 24° c 26°C.
Com relayao a pluviosidade
ha
nae
uma homogeneidade
espacial
como
acontcce com a temperatura. Na foz do rio Amazonas, no litoral do Para e no sctor
ocidental da rcgiao,
0
total pluviometrico anua!, ern geral, excede a 3.000 mm. De
Roraima a leste do Para, tem-se a corredor menos chuyoso, com totais anuais da
ordem de 1.500 a 1.700 mm.
o periodo
chuvoso da regiao Dearre nos mcses de verao-outono, a excer;ao de
Roraima e da parte norte do Amazonas,
onde
0
maximo pluviomctrico
se dtt no
inverno, por influencia do regime do hemisferio Norte.
Regiao Nordeste
A caracterizaC;ao climatiea da regi30 Nordeste e urn poueo eomplexa, sendo
que os quatro sistemas de circulaC;30 que intlucneiam na mesma sao dcnominados
Sistemas de Correntes Perturbadas de Sui, Norte, Lestc c Oeste.
o
proveniente do SuI, representado
pelas frentes polares que a1canc;am a
rcgiao na primavcra-verao nas areas litoraneas ate
0
sui da Bahia, traz chuvas frontais
e p6s-frontais, sendo que no inverno atingem ate 0 litoral de Pernambuco, enquanto 0
serliio pcnnanece sob aC;30da alta tropical.
67
o sistema
de corrcntcs pcrturbadas de Norte, rcprcscntadas pela CIT, provoca
chuvas do verao ao Dulona ate Pernambuco, nas imcdia~5cs do Rasa da Catarina. Par
Dutro Iado, as carrentes de Leste sao mais freqUentes no invemo e nonnalmente
provocam chuvas abundantes no litoral, raramente alcan.;ando as escarpas do Planalto
da Borborema (800 m) e da Chapada Diamantina (1.200 m).
Por Jim,
0
sistema de correntes de Oeste, trazidas pelas linhas de lnstabilidadc
Tropical (IT), ocorrcm desde a final da primavera ate
0
inicio do Dulono,
raramcntc
alcan9ando os estados do Piaui e Maranhao.
Em rciar;ao
aD
regime tennico, suas temperaturas sao elevadas, com medias
anuais entre 20° c 28°C, tendo sido observado lTIaximas em tomo de 40°C no sui do
Maranhao e Piaui. Os meses de inverno, principalmente junho e julho, apresentam
mfnimas entre 12° c 16°C no litoral, e inferiores nos planaltos, tendo sido verificado
1°C na Chapada da Diamantina ap6s a passagem de uma frente polar.
A pluviosidadc na regiao
e
complexa e fonte de preocupayao, sendo que seus
totais anuais variam de 2.000 mm ate valores inferiores a 500 nun no Raso da
Catarina, entre Bahia e Pernambuco, e fla depressao de Patos fla Paraiba. De fonna
gemJ, a precipitayao media anual na regiao nordeste
c
em Cabaceiras, interior da Paraiba, foi registrado
menor Indice pluviomctrico anual
0
inferior a 1.000 mm, sendo que
ja observado no Brasil, 278 mm/ano. Alem disso, no scrtao desta regiao,
chuvoso
c,
0
perfodo
normalmente, de apenas do is meses no ano, podendo, em alguns anos ate
nao cxislir, ocasionando as denominadas secas regionais.
68
Regilio Sudesle
A posi~ao latitudinal cortada pelo Tr6pico de Capricornio,
baslanlc acidentada e a influcncia
que conduzem
a climatoiogia
dos sistemas de circula.;:ao
sua topografia
perturbada sao fatores
da regiao Sudestc seT bastante diversificada em relacao
a
temperatura.
A temperatura
Parana, e 24°C,
aD
media anual silua-se entre 20°C, no limite de Sao Paulo e
norte de Minas Gerais, enquanto nas areas mais elevadas das serras
do Espinhaco, Mantiqueira e do Mar, a media pode seT inferior a 18°C, devido ao
cfeito conjugado da latitude com a freqOencia
das correntes palares.
No verao, principalmcnte no mes de janeiro. sao comuns medias das maximas
de 30°C a 32°C nos vales dos rios Sao Francisco c Jequitinhonha, na Zona da Mala de
Minas Gerais, na baixada litoranea e a oeste do estado de Sao Paulo.
No invcrno, a media das temperaturas minimas varia de 6°C a 20°C, com
minimas absolutas
de -4°C a SoC, sendo que as temperaturas
mais baixas sao
registradas nas areas mais elevadas. Vastas extensoes de Minas Gerais e Sao Paulo
regis tram ocorrencias de geadas, ap6s a passagem das frentes polares.
Com rela~ao
ao regime
precipita~6es: uma, acompanhando
de chuvas,
sao duas
as areas
com
maiores
a litoral c a serra do Mar, on de as chuvas sao
trazidas pclas correntes de sui; c outra, do oeste de Minas Gerais ao Municipio do Rio
de Janeiro, em que as chuvas sao trazidas pel a sistema de Oeste. A altura anual da
precipila~ao ncstas arcas
c superior
a 1.500 mm. Na serra da Mantiqueira estes indices
ultrapassam 1.750 mm, e no alto do !taliaia, 2.340 mm.
69
Na serra do Mar, em Sao Paulo, chovc em media mais de 3.600 mm. Proximo
de Paranapiacaba c ltapanhau foi rcgistrado
0
maximo de chuva do pais (4.457,8 mm,
em um ano). Nos vales dos rios lequitinhonha
c Doce sao registrados as menores
indices pluviometricos anuais, em tomo de 900 mm.
o
maximo pluviometrico da regiao Sudcste normal mente ocorre em janeiro c
o minima em julho, enquanto
0
perfodo seea, nonnalmcnte ccntralizado no iovemo.
possui uma duralYao desde seis meses, no caso do vale dos riDS Jcquitinhonha
e Sao
Francisco, ate eerca de dais mcses nas scrras do Mar e da Mantiqueira.
RegHio Centro-Oeste
Tres sistemas de circulacrao
interferem
fla
regiao Centro-Oeste:
sistema de
corrcnles pcrturbadas de Oeste, rcpresenlado por tempo instavel. no verao; sistema de
correntes perturbadas de Norte, representado peJa
crr,
que provoca chuvas no vcrao,
outono e invemo no norte da regiao; e sistema de correntes perturbadas
representado
pelas fTentes polares,
invadindo
a rcgiao no invcmo
de sui,
com grande
freqi.iencia, provocando chuvas de urn a tres dias de dura.;ao.
Nos extremos norte e sui da rcgiao, a temperatura media anual e de 22° C e nas
chapadas
varia de 20° a 22° C. Na primavera-verao,
sao comuns temperaturas
elevadas, quando a media do mes mais qucnte varia de 24° a 26°C. A media das
maximas de setembro (mes mais qucnte) oscila entre 30° e 36° C.
o
temperaturas
invcrno
e uma
estac;ao amena,
cmbora
ocorram
com
frcqUencia
baixas, em raziio da invasao polar, que provoca as friagens,
muito
70
comuns nesta cpoca do ano. A temperatura media do mes
1113i5
frio oscila entre 15° e
24° C c a media das minimas, de goC 18° C nao sendo rara a ocorrencia de minimas
absolutas ncgalivas.
A caracteriza~ao da pluviosidade da regiiio se deve quase que cxclusivamentc
ao sistema de circulac;ao atmosferica. A pluviosidade media anual varia de 2.00{) a
3.000 mm ao norte de Mato Grosso a 1.250 mm no Pantanal mato-grosscnse.
Apesar
dessa
dcsigualdadc,
e tipicamente
sazonalidadc
a regiao
bern provida
de chuvas.
Sua
tropical, com maxima no verao e minima no invemo. Mais
de 70% do total de chuvas acumuladas durante
man;o. 0 invemo
e
e excessivamente
0
ana se precipitam de novembro a
seea, pois as chuvas
sao
muito raras.
Regifio Sui
A regiao Sui esta localizada abaixo do Tr6pico de Capric6rnio, em uma zona
temperada.
E
influenciada pelo sistema de circula.;:ao perturbada de sui, responsavel
peJas chuvas, principal mente no verao, e peio sistema de circuia'rao perturbada de
oeste, que acarreta chuvas e trovoadas, par vezes granizo, com ventos com rajadas de
60 a 90 km/h.
Quanta ao regimc tennico,
0
inverno
e
frio
C0
verao e quen(c. A tempcratura
media allual situa-se entre 14° e 22°C, sen do que nos locais com altitudes acima de
100111,cai para aproximadamentc
No vcrao, principahncnte
Parana, Ibicui-Jacuf,
a tempcratura
lOoe.
em janeiro,
nos vales dos rios ParanapanCl1la,
e
superior a 24°C, c do rio Uruguai
media
71
ultrapassa a 26°C. A media das maximas manlem-se em tome de 24° a 27°C nas
superficies mais clcvadas do planalto c, nas areas !TIais baixas, entre 30° e 32°C.
No invemo,
principal mente em julho,
a temperatura
media sc mantcm
rclativamente baixa, oscilando entre 10° e 15°C, corn excc9iio dos vales dos rios
Paranapancma c Parana, alcm do litoral do Parana e Santa Catarina, onde as medias
sao de aproximadamenlc
15°a 18°, A media das maximas lambcm
e baixa,
em LOrna
de
20° a 24°C, nos grandcs vales e no litoral, e 16° a 200e no pianaito. A media das
minimas varia de 6° a 12°C, scndo comum
de
DoC, ou
mCSJ110
0
tcnn6metro atingir tcrnperaturas pr6ximas
alcanyar indices negativQs, acompanhados de geada e neve, quando
da invasao das massas polares.
A pluviosidade media anual oscila entre 1.250 e 2.000 nun, exceto no litoral
do Parana e oeste de Santa Catarina, onde os valorcs sao superiores a 2.000 mm, e no
norte do Parana e pequena area litor;lnea de Santa Catarina, com valores inferiores a
1.250 mm. 0 maximo pluviometrico acontcce no invemo e
0
minimo no vedio em
quase toda a rcgiao.
3.5.2 - Classifica,ao
Climatica do Parana
No Estado do Parana sao identificados tres tipos de ciima, que sao dcfinidos
principal mente pcla localiza.yao do Estado, as temperaturas e os ciclos de chuva. No
litoral predomina
0
c1ima tropical super umido, scm esta.yao seca. Nas rcgi5es norte,
72
oeste e sud oeste prcdomina 0 clima subtropical
umido rnesotcnnico,
com veToes
qucntes, scm cstac;ao scca c invemos com poucas gcadas. Na rcgiao de Curitiba, nos
campos gerais c sui, os veroes sao brandos, scm cstac;ao seca, invcmos com baixas
tcmperaturas
e geadas severas.
(ALMANAQUE PARANA, 2002).
A temperatura
media do Estado
c
de
18,50 C
73
3.6 - CIDADE
Com
0
VERSUS CLIMA
proccsso de urbaniz3y3o, ocorre alterar;ao da paisagem natural, como a
remoc;ao da vegetayao e construc;ao de vias asfaltadas, calc;adas, casas c cditicios,
transformando
rcflctancia, pais
as cidades em vcrdadeiras
0
ilhas de concreto, aumentando
assim a
solo coberto por areas construidas passa a reler menos cncrgia.
Ocorre um aumento de poiuic;ao, dcvido it circulac;i'io de vcfculos e atividade
industrial. A radia<;:3osolar passa a ser alterada, transformada
em calor latentc, por
essa concentrac;ao de poluentes e rnicroparticulas suspensas no ar.
A absofc;ao da energia torna-se mais accntuada quando a camada da atmosfera
atravessada pela radiac;ao solar
e
mais cspessa, raziio da atmosfera urbana apresentar
maior calor latente que suas areas vizinhas.
A radia9ao solar que incide sobre areas construidas se acumula na forma de
energia durante
0
dia e durante e noite
e liberada
para a atmosfera, formando as ilhas
de calor. Somando-se a grande massa de microparticulas de poillcntes e vapor de agua
em suspensao, propiciam
0
processo de condensa9ao, e
0
aumento de precipita<;oes,
desencadeando a allmcnto das tempestades urbanas.
"Ja. se dcmonstrou
que na maioria das grandes cidades do mundo, como
Chicago, Londres e T6quio, as medias anuais de precipita<;ao aumentaram nas dccadas
reeentes" (FERRETTI, 200 I : 107).
74
Perccbe-se que devido ao maior aquecimcnto,
baixa
nos centros
que
perileria, favorcccndo
fla
a maior
a prcssao atmosfcrica
instabilidades
como
c
mais
as chuvas
convcctivas c as granizadas, como
0
que ocorrcu em Curitiba em 06 de julho de 2003.
e quando
0
volume prccipilado
Qutro problema
devido a impermcabiliza~ao,
0
sistema de canaliza~ao
e muito
superior ao infihrado.
cotra em colapso e ocorrcm
enchcntcs.
o
Quadro 9 indica
as principais fatores de mudan~a c1imatica
produzidos
relas cidades, cornparados com a zona rural.
QUADRO 9 - Alterac;6es Produzidas pelo Ambiente Urbano
FATORES
Poluente
Radia~iio
Ncbulosidade
PrceipiLac;ao
Temperatura
Umidadc relativa
Velocidade
do vento
ELEMENTOS
Parllculas sOlidas
Bi6xido de cnxofre
Bi6xido de carbo no
Mon6xido de carbono
Total sabre a supcrficie horizontal
Ultravio\eta no inverno
Ultravioleta no verno
Dura~ao da radia.;ao
Cobertura de nuvens
Nevoeiro no invemo
Nevoeiro no verao
Quanlidade total
Dias de ehuva com 5mrn
Queda de neve
Dias com neve
Media anua\
Minimas no inverno
AQuecimento de 'raus/dia
Media anual
Invemo
Verno
Media anual
Movimentos extrem~s
Calmarias
Fonte: ContI, 1998,47.
COMPARAc;:AO COM A
ZONA RURAL
(em nivel de ocorrencia)
10 vezes mais
5 vezes mais
10 vczes mais
25 vezes mais
15 a 20% menos
30% menos
5% menos
5 a 15% menos
5a 10%amais
100% a mais
30% a mais
5a 10% a mais
10% a mais
5% menos
14% menos
0,5 a 1,DoC a mais
1,0 a 2,0 C a nmis
10% a menos
6% menos
2% menos
8% menos
20 a 30% menos
lOa 20% menos
5 a 20% menos
0
75
Obscrva-sc a prcscn~a de elementos poluentcs como
em grandes quantidades,
0
0
monoxido de carbono
que afeta dirctamente a saudc da populay3o, causando
aumcnto dos problemas respirat6rios
entre outros, principaimente
em crian~as e
idosos.
Ternos tambcm urn aumento considcravcl
da nebulosidadc,
nevoeiros no invemo, que aI-clam dirctamcnte
0
Aeroporto
Sao Jose
lntemacional
Afonso
Pena
em
principalmentc
tnifego aerco, como vemos com 0
dos
Pinhais
oa
Regiao
Mctropolitana de Curitiba.
A grande quanti dade de residuos t6xicos lam;:ados pelo tnifego de veiculos c
pela atividade industrial afcta a quaJidade do ar, prcjudicando as condiyoes de saude da
popularyao, especialmente
ados
grandcs ccntros urbanos. Existem cinco poluentes
primarios do ar: monoxido de carbono,
hidrocarbonos,
compostos
hidrogenados,
material particulado e dioxido de enxofre. A maior fonte dos tres primeiros poiuentes
o automovel.
E
e
chamado de Jbnte movel de polui~ao, enquanto as fabricas sao fontes
estacion<irias. Quando os poluentes primarios rcagem com a luz s01ar, fonnam os
poluentcs secundarios.
o monoxido
de carbona (CO) emitido pclos aUlomoveis coprincipal
nas grandes cidades. Quando inalado
CIll
niveis muito aito,
0
po!uente
CO provoca nallscas e
dor de caber;a, alcm de agravar problemas cardiacos.
Estudo feito pela Faculdadc Medicina da USP e publicado na revista cientifica
"Science" indica que, sc houvessc uma reduc;ao de 10% na poluic;ao nos pr6ximos 20
76
anos, seriarn evitadas sctc mil intema<;oes e quase 700 mortes somente na cidade de
Sao Paulo a cada ano (ALMANAQUE ABRIL, 2003:312).
Cada veiculo emile, em media, quatro toneladas de CO por ana. Os carras
movidos
a
gasolina sao rcsponsaveis par 47,4% deste total, seguidos pelos vclculos a
diesel 25, I%, autom6veis a alcool 12,6%, mOlocicletas e simi lares 11,9%. 0 proccsso
industrial responde par 2,3% deste volume de polui930. Em 1970, a frota brasilcira era
de cerca de 3 milh6es de autom6veis, em 1980 passa para 10,8 milh6es, na decada e
1990 ja sao J3 milh6es e na virada do seculo possui 18 milh6es de veiculos,
lorna
0
0
que
pais a selima maior frota de autom6veis do mundo (ALMANAQUE ABRIL,
2003:312).
No selor automobilfstico,
as iniciativas de controle de polui<;ao do ar tem
obtido bons resultados nos ultimos anos. Em 1986,
0
Conama criou
0
Programa de
Controle da Polui~ao do Ar para Veiculos Automotores (Proconve), que estabcleceu
limites para a emissao de poluentes no pais. Medidas adotadas pelo Conama tambem
obrigaral11 os fabricantes de vclculos a instalar catalisador, para reduzir a emissao de
gazes do motor, e dispositivos como a inje9ao eletronica. Um estudo realizado pelo
Pnuma, 6rgao da ONU voltado para as quest6cs ambientais, concluiu que urn unico
carro em 1970 poluia
0
mesl110que 100 1110delosatuais e que as emiss6es de veiculos
pesados, como onibus e carninh6es, cairam entre 10% e 20% nos ultirnos anos
(ALMANAQUE ABRIL, 2003:313).
Pesquisas recentes tern alertado para a polui~ao causada pc las motocicletas
que confonne especialistas, elas poluem 25 vezes mais que as autom6veis modernos.
77
Pais as que cstao em circuJac;ao ainda nao possuem ncnhum sistema que reduc;ao de
poluentes como 0 catalisador que tem nos autom6veis. Embora 0 numcro de motos
seja bern menor, na propon;:ao
causam
de uma para cada 10 carras, porcm,
a poluic;ao que elas
c elevada.
Atualmente cxistcm pesquisas para confirnlar a hip61cse de que 0 usa de
catalisador
nos vciculos
pode
atmosferica do oxido nitroso que
pam induzir
0
est3r rclacionado
e urn gas
ao aumento
da conccntrac;ao
310 vczes mais potcnte que
0
gas carbonico
efeito estufa (ALMANAQUE ABRIL, 2003:313).
3.6.1- Polui<;:iiodas aguas
A poluic;ao das aguas causada pelo lanc;amento direto de eflucntes industria is e
agricolas c csgotos domesticos, alcm dos residuos s6lidos divcrsos compromclc
a
qualidadc das aguas superficiais e subtcrraneas em varios pontos do planeta. Um dos
casos mais graves ocorre no norte do golfo do Mexico, na costa dos Estados Unidos,
onde a poluic;:ao carrcgada pelo rio Mississippi eliminou
0
oxigcnio das aguas e a
possibilidade de vida marinha, criando uma "zona morta" de aproximadamente
quiiomelros
quadrados,
quase
0
dobra do tcrrit6rio
18 mil
do Libano (ALMANAQUE
ABRIL, 2003: 112).
No Brasil urn es[udo do Banco Mundial (BIRD), ressalta que os poluentes que
causam mais danos it saude da populac;:ao sao
0
monoxido de carbono (CO). os
colitonnes (bacterias) existentes nos esgotos dorncsticos e os metais pesados lam;:ados
78
pelas industrias, entre quais
nitrogcnio estimula
0
0
fesforo prcsente no dctcrgentc que em contato com
crcscimcnto de bacteria azul-csvcrdcada,
rios e reprcsas verdes, ocasionando
0
que dcixa a agua dos
a perda de oxigenio c conscqUcntc marte dos
peixes (ALMANAQUE ABR1L, 2003:305).
Segundo a Pcsquisa Nacional de Sancamcnto Sasico do IBGE, 52,2% dos
l11unicipios brasileiros contam em 2000 corn coleta de esgato, enquanto no restante a
soJw;ao continua sendo as fossas scpticas, as fossas secas, as valas abertas, ou lam;:ado
diretamente nos rios, lagos. mananciais e mares.
Os padroes brasiIeiros de quaIidade da agua, publicados
peIo CONAMA,
c1assifica a qualidadc da agua de acordo com 8 itens. No que se refere a DBO
(Dcmanda Bioquimica de Oxigenio), a c1assitica~ao da quaJidade da agua
e a seguinte:
CIasse I <3mglIilro, CIassc 2 <5mglIitro, CIasse 3 <IOmglIitro e CIasse 4 < IOmglIilro.
Alualmente a qualidade da agua dos principais rios no Estado do Parana
pencnccm principalrnente it classe I, ou parcialmenle it Classe 2. as rios ern Curitiba
ou pr6ximos, estao contaminados. As aguas dos rios Belem, Barigui e a maior parte da
montanle do rio 19ua<;:u,tcm uma contamina<;:aoda Classe 4 ou pior.
A Sancpar (Companhia
de Saneamento do Parana) impJantou em 1990
Progruma de Despolui<;:ao Ambiental corn estudos preliminarcs
0
para a limpeza da
Bacia l-iidrogrMica do Rio Bacachcri, em 1991 na Bacia do Rio Belem, tendo em vista
ser a bacia hidrografica mais importante para a cidadc de Curiliba, conter as principais
bairros, inclusive a regiao central, ser scrvida par rede coletora e fla oportunidadc
a
79
(mica bacia onde 0 csgoto dOmeSlico era coletado e tratado pela esta~ao de tratamento
de esgoto - ETE Belem.
Ao lange destes anos, 0 programa cxpandiu suas ac;6cs passando a atuar
tam bern nas bacias hidrognHicas dos rios Aluba e Barigui, tambem servidas com
sistemas de tratamcnlO de esgata, ErE Aluha Sui e ETE Santa Quiteria.
Este programa visa contribuir para a mclhoria do mcio ambicntc, da saudc e da
qualidade
de vida, promovendo
hidrognificas,
scnsibilizando
a despoluic;ao dos rios fonnadores
as comunidades
atraves
do rcpasse
das bacias
de noc;6es de
educac;ao ambientai, de maneira a adolar atitudes apropriadas e utilizac;ao adcquada do
sistema de coleta e tratamento de esgoto (SANEPAR, 2003).
3.6.2 - Nuvens de Poluiyao
Em 2002, grande parte da Asia
foi coberta par uma enonne
nuvcm de
poluiyao, fonnada par particulas de carbono, sulfatos e cinzas orgfmicas. Com tres
quil6metros de espessura e estendcndo-sc do Japao ao Afeganistao, no sentido lesteoeste, e da China
a Indonesia.
no scntido norte-sui, cia bloqueou ale 15% da Iuz solar.
De acordo com especialistas da Organiza,iio das Na,5es Unidas (ONU), fbi a
mais ampla e densa concentrayao de poluenles ja vista. Uma de suas causas foi a
grande industrializac;ao e urbanizac;ao de algumas regi5es, que fez aumcntar de fonna
desmedida as emiss6es de fabricas c
0
usa de madcim c piastico como combustiveis
so
para a preparac;:ao de comida e
tambem
0
aquecimento
das casas nas areas rurais pobrcs
conlribuiram.
A nuvcm ocasionou diversos problemas de salldc e, em muitos paises, obrigou
a populac;:ao a usaf mascaras
para se protcger.
Alcm disso,
provocou
maior
aquecimcnlo do ar e alterou 0 ritmo das mon~6cs (as chuvas peri6dicas que alingcm 0
sui do continente), com grande prejuizo para a agricultura.
As imagcns de salelitc ja rnostraram a grande nuvcm de poluic;:ao sabre 0
Atlantica Norte, originada oa arca manufaturcira no nordeste dos Estados Unidos,
impulsionada
pela circulac;:ao
de vcntos oeste de predominam
ncssa latitude, esta
nuvcm de poluic;:aotem prolongamcnto ate a Islandia.
3.6.3- Camada de Oz6n;0
A camada de ozonio
e urn escudo
protelor na atmosfera que fihra a radiac;ao
nociva do sol fla superficic terrestrc, principal mente os raios ultravioletas B.
a
aparecimento de buraeos na camada de ozonio
c um
processo natural. No
hcmisferio sui, esses buracos surgem c se dissipam durante a primavera, em virtude de
reac;oes de dcstruic;30 e produc;ao de ozonio. A atividade
humana acentua esse
mecanismo da natureza. As cmissocs de substancias quimicas halogcnadas artificiais,
entre
elas os clorot1uorcarbonos
(CFCs),
usados
na fabricac;ao c sistemas
de
rcfrigerac;ao, esses gases sao muito leves e ascendem ale a estratosfera, onde, atraves
81
de urn proccsso cornplcxo, rompcm as moleculas de ozonio,
0
aquccimcnto
global
contribuem, intcnsificando as rcayoes quirnicas que destroem oozonio.
Con forme CHADE, J, em reportagem do Jomal 0 Estado de S. Paulo em 16
de dezcmbro/2003,
afinna que segundo relat6rio da OMM,
0
buraco
fla
camada de
ozonio sabre Antartica atingiu, em setemhro cleste 3no, lIm tamanho jamais rcgistrado
pelos cientistas: 28 milhoes
cle metros quadrados. Um contraste com
quando a camada de ozonio atingiu
0
0
ano de 2002
menor tamanho desde 1988.
3.6.4- Enchentes
A precipit8r;ao de cada Iugar cia terra obedece a um padrao, que
lim total anual c variayoes de cada meso 0 que
e designado
e exprcsso
por
de normal, obtida pelas
medias de trinta allos de rcgistros.
lmportantc se observar as irreguJaridades, os dados medios sao vistos como
urn todo, scm vcr as grandes variac;oes ocorridas ao longo do ano. A precipitac;ao real
pode variar bast ante de acordo com as caracterfsticas de cada regiao.
Sao consideradas intcnsas as chuvas a partir de 30 mm/h e criticas quando
ultrapassam
50 mmlh, quando jet ocorrem grandes transtornos,
po is ultrapassa
a
capacidadc de vazao dos canais do sistema hidrografico, causando transbordamemos
e
inundac;oes repentinas.
Areas de c1ima tropical chuvoso sa~ as mais vulneraveis a essas calamidades.
No Brasil a maior parte da regiao costeira apresenta esta caracteristica,
onde se
82
enconlram
as principais
concentrac;oes urbanas com areas densamcnle
povoadas.
Quando acorrem chuvas muito intensas au criticas nestas areas, geralmenle ocorrem
verdadeiras catastrofcs, com rnilharcs de dcsabrigados e algumas martes.
Nas grandcs cidades h<i varios fatores que agravam as conseqi.iencias de
exccsso
de chuvas,
como grandes
areas
pavimentadas
c construidas,
causando
impemlcabiliz3c;:ao do soIa, com sistemas de drenagem insuficientcs e l1luilas vczcs
obstruidos par fixQs, somando as habitac;ocs de populac;ao de baixa rcnda em terrenos
propicios a inundac;:ocs, como nas margens de rios e c6rregos, gcralmentc poluidos,
por esgotos domesticos e industriais au terrenos sujeitos a deslizamcntos,
encoslas instaveis dos morros. Fonna-se
como nas
0 ccnario pcrfeito para as calamidades
comuns cm grandes ccntros urban os.
No Estado do Parana, nao existem registros de dcscricroes dClalhadas de danos
financeiros, sociais, cconomicos, cstruturais ou mapas de areas de enchentes, exceto
por algumas
infomlacroes em escrit6rios
municipais
e insliluiC;ocs cstaduais.
Departamento
Nacional de Obras e Saneamcnto (ONOS) era
0
responsavel
0
pelo
gerenciamcnto de controle dc cnchentc em ambito naciona!. 0 ONOS tinha a func;ao
de invcsliga~ao, esludos c registro de danos de cnchente. Os registros hist6ricos e
rclat6rios de investiga~ao realizados pelo DNOS parecc terclll dcsaparccido.
extinl'iio do DNOS cm 1990, a Defesa Civil (DC)
oficialmcl1te rcgistros
de cnchcntes
e
Ap6s a
a (mica instituil'ao que possui
no eSlado do Parana.
Entretanto,
a DC
e
responsavcl, pela seguran~a de pessoas e atividades de resgate, em vez de controle de
83
danas de cnchenlcs,
sellS
regislros sao limitados ao numero de pessoas, residencias,
cdificios e pontes que sofreram danas de cnchente.
A Area
Mctropolitana
de Curitiba abrangc a parte superior da Bacia do
Iguac;u, as enchenLcs nesta rcgHi.o sao causadas pela vaz5.o do curso principal do rio
19uac;u e sellS tributarios como os rios Aluba, Irai, Palmital, itaqui, Pequeno, Belem,
Ivo e Barigui. I-I;irelatos de enchentes ocorridas em 1980, 1981, 1982, 1988, 1992,
1993 c 1995, nos ultimos catorzc allos. Foram de durac;ao relativamcntc curta, durando
de alguns dias a uma semana.
As maiores enchentes no estado do Parana ocorrcram nos anos de 1983, 1992
e 1995 (ALMANAQUE PARANA, 2002).
3.6.5 - Agua Polave!
A OrganizaC;3o das Na<;oes Unidas para a Educac;ao, a Ciencia e a Cultura
(UNESCO), declarou
0
ano de 2003 como
lcmativa de conscicntiza~ao
adverte para
0
0
Ano Intemacional da Agua Doce, na
mundial sabre a importancia da agua potavel. A ONU
crescimcnto populacional, a polui.yao ambicntal
C 0
aquccimcnto global
cstao causando uma grave diminui.yao nas rcscrvas mundiais de agua doce, scndo que
o consuillo dobrou nos ultimos 50 allos.
o
alcrta adverte que podeni faltar agua para quase mClade da popula~ao
mundial dentro de 20 aoos. Hoje cerca de 20% da popula~ao mundial ja nao tem
acesso a agua pot{lvel e 40% nao possui agua suficiente para saneamento basico e
84
higienc. Por conscqGencia 80% das docn~as no mundo resultam dessa falta de agua. 0
alcrta toma-sc ainda !TIais prcocupantc quando relacionado it produC;3o alimcnlicia,
pais ccrca de 67% da agua utilizada no mundo se dcstina a agTicultura, ccrca de 19%
para a industria e apenas 9% para usa residenciaL Na maioria dos paises em
dcscnvolvimcnto,
cerca de 90% dos csgotos sao jogados dirctamenlc nos rios, scm
qualqucr tralamcnto.
o
Brasil tern II% do volume mundial de agua dace e uma das maiores redes
hidrognificas
abundamcs,
do mundo,
com extcnsas
reservas
as recursos hidricos apresentam
indiscriminada das aguas subternlneas
e
de agua.
Embora
distribui<;ao dcsigual.
Dutro complicador.
apcsar
de
A cxploravao
I-Ia aproximadamcnte
um
milhao de poryosperfurados, dos quais 700 mil sao clandestinos.
No cntanlo as govern os e as agencias internacionais comec;:aram finalmcnle a
se preocupar com
0
adianle,
enconlrar
poderao
assunlo e a tomar medidas importantes, que se foram levadas
soluc;:oes politica
c economicamcnle
vi8veis para
0
problema da agua.
Em Curitiba, um dos problemas mais comuns com os periodos de seea
prolongadas,
e
a proliferac;:ao de algas em reservat6rios da capital. 0 mais atclado C 0
reservat6rio do Rio irai, respons8vci por 70% do abastccimcnto de agua tratada cm
Curitiba. 0 problema das algas oeasiona odor e gosto na agua, quc as vczes
pela populac;:ao, porem nao afcla
de agosto de 2003.
0
c sentido
abastecimento, confonnc a Gazcla do Povo de 08
85
4 - MATERIAlS
E METODOS
4.1 - MATERIAlS
Os matcriais utilizados nesta Monografia foram:
. Dados mctcorol6gicos
da ESlac;ao de Curitiba dos allos de 1961 a 1985
atraves do Sistema MET.
Dados meteorol6gicos da Esta~ao Piraquara dos anos de 1986 a 1997.
Dados meteorol6gicos
da Esta~ao Curitiba do Instituto Tecnol6gico
do
Parana - Simepar, dos anos de 1998 a 2000.
Mapa das Areas lnundaveis do IPPUC (anexo 04).
Mapa da Evolu~ao da Oeupa~ao Urbana do
Mapa da Hidrografia do
rppuc
rppuc
(anexo 02).
(anexo 0 I).
Mapa da Regiao Metropolitana de Curitiba de 2002 do IPPUC (pagina 44).
Valorcs numcricos da pluviosidade mensal em qualro dccadas - 1960, 1970,
1980 e 1990 (anexo 03).
- Val ores numericos
da pluviosidadc
par
cstacr6es nas quatro decadas - 1960,
1970, 1980 e 1990 (anexo 03).
- Gnifico
da Evolw;ao
e Crescimcnto
da Popuiac;ao
entre os
cenSDS
demognilicos de Curitiba de 1853 a 2000 (pagin. 26).
- Pcsquisas rcfercntes a clima em enciclopedias e Almanaque Abril dos anos
de 1998, 2002 e 2003.
86
- Artigos e infonnac;ocs sabre
0
c1ima local com pcsquisa a sites, como
Simepar, Climatcmpo, Infotcmpo.
- Acompanhamento
de imagens de satelite atravcs do site do Centro de
Previsiio do Tempo e Estudos Climatieos do INPE (CPTECIINPE)
e do INMET
(Instituto Naeional de Meteorologia).
- Acompanhamcnto
do
clim3
no
ll1undo alravcs
consultas
diarias
em
rcportagens de jomais, como a Gazcta do Pova, do Estado do Parana e a rolha do
Estado de Sao Paulo e diversos sites relacionados a clima.
- Foto panoramica parcial da Cidade Curitiba, tirada do Mirante da Torre das
merces, em anexo.
87
4.2 - METODOS
o desenvolvimento
do trabalho caractcrizou-se atraves da analise dos indices
pluviomelricos do sistema MET que contcm tres Icituras dhlrias, onde foram somadas
as Icituras ate sc obler resultados mensais desdc janeiro de 1961 ale dezcmbro de
1985. Os dados metcoro16gicos da Esta,ao Piraquara sao dos anos 1986 a 1997, que
contem infonnayocs com totais mensais. Os dados mcteorol6gicos da Estac;ao Curitiba
do Instituto Tecnol6gico
informac;ocs
ames
Simepar, dos allos de 1998 a 2000, tambem apresentam
com 10tais mensa is.
Com as infonnac;6es
da pJuviosidade de Curitiba mes
foi passivel obscrvar a distribuic;ao das chuvas nas decadas estudadas e seu
comportamemo
nas
estac;oes
dos
anos,
atravcs
destas
infonnac;oes
Coram
desenvolvidas planilhas eletr6nicas em Excel, comparando estes indices em graficos,
onde
e
possivel analisar os contrasles entre perfodos de muita chuva e de seca e as
conseqih!ncias para a area urbana e para a popula~ao em geral, como as cheias e
alagamentos c perfodos de estiagens mais prolongadas.
Foi avaliada
a possive) inllucncia
antr6pica,
comparando
0
aumento da
popuia'Yuo, 0 aumcnto do numcro de vciculos atraves de infon1mc;:ocsobtidas junto a
Prefeitura e IBGE. Foi vcrificado tam bern
0
aumcnto da poluic;:ao atmosferica, com
aumen to do numero de vefculos e industrias na cidade c
polui'Yaodo ar.
0
0
conseqticntc aumento da
88
5 - RESULTADOS
5.1 - ANALISE
E DISCUSSOES
DOS INDICES PLUVIOMETRICOS
Como se observa neste trabalho, nas ultimas qualro dccadas houve urn grande
aumento da popula<;ao em todo
0
mundo, e principaimcntc um acentuado processo de
urbaniza<;:aomundial, no Brasil e no Estado do Parana. Na cidade de Curitiba em 1960
tinha uma popula~iio de 361.309 habitantes e no ano 2000 saltou para 1.587.315
habitantes,
como
roi mostrado
antcrionnentc.
vertiginoso
da popula<;:fio, aumentaram
Como conseqUcncia do aumcnto
tambem os problemas
e as desafios
dos
governantes e da popula~ilo em geral das grandes cidades. Como conseqUencia desse
avam;o acelcrado das agrcssocs provocadas pela homem it natureza, tcmos as grandcs
aitera<;:oes
climaticas, e 0 crescentc
aumcnlo da temperatura
em nosso pianela, e
algumas das conseqi.iencias
observadas, tem sido urn dcsequilfbrio cad a vez maior do
cicio pluviometrico em todo
0
planeta.
Obscrva-se a importancia para refletinnos sobre a busca do desenvolvimento
sustcnt3vcl, que deve ser uma tare fa de todos n6s. Nao sera uma empreitada fucil, pois
e
preciso mudar os paradigmas que sustcntam a sociedadc mundial, conhecida hoje
pela dcpcndencia
das grandes corporayoes, que vivcm as custas da explorac;:ao dos
recursos natura is do plancta, e da espcculac;:ao iinanceira, a popular;ao de varios paises,
acabam rclegados as condic;:oes precarias de vida e scm perspectivas.
Com
0
levantamento dos dados da pluviosidade em Curitiba a partir da decada
de 1960, foram elaborados grMicos para facililar a visualizac;:ao e melhor interpretac;:ao
89
desses
indices,
quanlidade
as pcriodos
de chuvas e
de cSliagens
mais prolongadas
c quando
probabilidade maior de enchcntes
(anexo
ocorrcu
uma maior
03).
A analise de dados pluviomclricos nas dccadas de 1960, 1970, 1980 e 1990,
com
03 a 06) e por csta90es
mensa I (grancos
Jcvantamcnto
(graficos
07 a 10), fomcee
visualizar
de forma dctalhada
a
indicar;uo da pluviosidade
as
dos
aIlOS
estudados
em Curiliba, oode sc pode
variac;ocs mensais e a cada
do ana, com lodos
CS13r;ao
os seus extremos para mais e para menos a cada ana.
Observando
julho
e
0
gratico
03, da dccada
ve-se pcriodos
agosto/196I com 12,10 mm e 22,00 mm, respectivamente;
mais prolongada,
com durar;llo de abrillmaio/junho/julho,
em quatro meses. Em abril e maio/1967
emjulholl968
de chuvas
295,50 mm, em junll964
319,70
em
roi
em 1963 a seca
chovcndo
apenas
72,30
mm
mais intensas
14,70 mm.
nesta decada
com 312,70 mm, em janll968
mm. Os rccordcs
de estiagcm,
foram 7,80 mm e 18,00 mm, respectivamente,
sendo apenas 5,70 mm e emjulholl969:
Os periodos
com
de 1960,
hist6ricos
de chuvas
ocorreram
emjan/1963
com
com 339,10 mm, e novll969
em 24 horas,
confirmadas
pelo
CPTEC/INPE, nesla dccada, consla em 1I de selembro de 1961, com 62,6 m111,em 29
de abril de 1965 choveu 102,4mm, em 24 horas e em 04 de julho de 1965 choveu 86,3
111m.
Na dccada
de 1970 (gniJico
04), os mescs
com menor
indices
pluvioll1clricos
roram: agoll97 1 com 25,60 mm, maio/1972 com 15,8 mm, maio/1974 com 21,70 mm,
maio/I 977 com 17,00 mm e rev/I 978 com 34,80 mm (bem abaixo da media do mes),
maioll980
com 25,80
mm. Esta dccada
nao aprescntou
tongos
periodos
de estiagem.
Cl
~
..,'"
;> .
i'i
0
e
"0
r
C
<:
0
V>
0
;>
"';;:"
'"
Z
V>
;>
r
:z
;>
"",.
e;;>
"'"
(l
~
<>
'"<>
Pluviosidade (mm)
g:
-0
"
-0
~
-0
g
-0
~
~
g
-0
~
g
-0
~
Pluviosldade (mm)
~
~
C'l
..,~.
;:;
0
u.
'"
""
r
c:
<:
£;:;
:>
,.,'"
::::
"'
~
r
:2
:2
:>
,.,.
'"
!
\:
:>
'"
,.,c
~
~
'"
,
;<~~
C~
Pluviosidade(mm)
8
~
,
J~r
~r
q~~
--=-
"
E
-t.,,:
>-
,~
!
< :t
e
1Yst
<Di!~
~ ~:
,----- ~
-,~
,
-----=3:(
~~
~
~-i5.
-abr
mR.1O
~ -JVJl:
~-
;=" :::::::..'
-noV------=-<tez=
-j"'mar
~
"
~~
~ ::W&:
~
~~- ,,-
,
c-...,.!
~
:=!
b...
,
1
-
L-= ~
='j ,
3i"'~i
--f~=
~~I= ~
~ i~~=~ b ;>:
=~~ ~- -.-E
I" ~
lTIa.
,br
ffi.i!.IO
~ :IV&::
:'~
,C==-,
~
:8
FK
,
malO-
::w.l=
~ ~&1=
-rlOY-
~ ;ajf
~11
=a
~
: :;
---,~
~~:
ClJ
----'
~
~:c=
~~
<fr
r--
!~
0_
P-;
-o~
-r.
-\1-mar
i ~:
=gm-
------=-~=
~r~
§J=I~
<0
w
I~ ~
Jr-
:
:2-
-0
-
'g
e
ii'
~.
,1
.lI
_N
~
I;;::: t---!
==abC
m<!.1()_
~
-,
Pluviosidade
w
0
-0
0
-0
.~
g
<>
(mm)
A
0
0
<>
~
0
{;
§
<>
~
Pluviosidade (mm)
~
C'l
~-
."
i'i
0
0
00
.."
r
~
(3
en
a,.
c
'"0.."
'"
t"l
,.
,..
en
-l
<"'J
0
,.
:2
C
t"l-
,.c
,.
(")
C
t"l
::;;
....•
0
Pluviosidade
0
verao
~
<0
"
0
0
0
0
'"
w
"
"
"
0
0
(mm)
~
g
g
"
"
'0
0
0
~
g
"
oulono
~
("J
>.
..,'"
i'i
<0
~
0
~
~
c:
..
~
~
<0
:5
0
'"C
..,>'"
..
~
<0
0
'"
..,'"
'"...
>
>,
<l
~
<0
0
'"
2
>
'"
/'l.
(")
E;
~
~
<0
>
..,'"
~
<0
~
~
<0
<0
<0
~
III
outono
inverno
prim
PllNiosidade (mm)
verno
_
outono
:8-
inverno
prim
.".,
_
oulono
m
inverno
~ ! I---~
I----~
v-
prim
_
I~~
outono
:8--
W inverno
----;;-
i"'-~~
IE----r-----
veri:io
_
outono
fi~
I
~
oolono
~~
prim
-;;;;;;
_
outono
~
inverno
prim
verao
_
outono
:8-...., inverno
prim
veri:io
_
-
outono
:8--
co inverno
verno
_
outono
~~
-
porn
,,,'"
prim
__
~
- ~~
.
_
t:
!"""~.
"
98
Quadro 10 - Precipita~iio Media Mensal em Curitiba
Hist6ricas
Mcs
Prccipit.\~ao
media (mm)
Temp.
min. media
e Temperaturas
Dia mais frio do
Temp.
hist6rico
max. media
Dia mais quente do
hist6rico
183
16,2'e
7,2'e
22101/1975
25,9'e
38,2°e
09/01/2003
Fevcrciro
140
16,7'e
9,O'e
25102/1991
26,2'e
33,O'e
05102/0974
Mar/(o
127
15,Te
4,6'e
29103/0976
25,O'e
33,5'e
03/03/1974
Janeiro
Abril
81
13,3'e
'1,4'e
25104/1971
22,6'e
30,8'e
07104/1973
Maio
107
10,6'e
-2,2'e
17/05/1977
20,5'e
28,9'e
01/0511995
lunho
96
S,Te
-4,O'e
01/0611978
19,3°C
31,6'e
23/0611998
Julho
93
8,4°e
-6,O'e
18/0711975
19,1oC
27,5'e
31/0711995
Agosto
71
8,9'e
,3,Te
18/0811975
20,2'e
32,O'e
31/08/1994
Setembro
110
9,9'e
-1,5°e
17/0910980
20,3°e
33,5'e
23/0911994
Outubro
126
12,3'e
J,3'e
05/1011970
22,O'e
32,O'e
1111011990
Novembro
114
13,8'e
13,8'e 23/11/1970
33,9'e
33,9'e
1711111985
Dezembro
157
15,4'e
7,2'e
25,2'e
33,3'e
2111211971
Fonte: SIMEPAR (2003)
1611211975
99
Pcriodos com maior indices de chuvas ocorreram nos mcscs dejanll971
com
260,30 mm, jan e fevll972 com 381,00 e 255,80 mm, rcspectivamente, outf1975 com
224,90 mm, janl1976 com 254,70 mm, outfl980
com 286,70 mm e de7JI980 com
314,60 mm. Os recordes hist6ricos de chuvas em 24 horas, segundo
0
CI'TEC/INPE,
nesta decada, consta em 20 de man;o de 1970, com 94,5 mm, em 25 de junho de 1973,
chaveu 122,4 mm ern 24 horas, sendo !TIaisque a precipitayao media do mes dejunho,
que
e 96
mm, em 27 dc agosto de 1973, choveu 70,6 mm c em 03 de outubro de 1975
chaveu 83,2 nun em 24 horas.
Nao conseguimos obter 0 indice pluviometrico
refercnte a agosto/1978.
Na dccada de 1980 (gratico 05) observamos algumas situayoes alipicas, talvez
por influencia
do fenomeno
EI Nifio que atuau com bastante
intensidade
nos
an05
de
198211983. as pcriodos de estiagem sao observados nos meses de invernoll981 com
100,50 mm, jan/1982 com 20,90 mm (abaixo do normal), setfl982 com 10,40 mm,
ago/1983 com 5,20 mm, fevfl984 com 12,90mm, ja no ano de 1985 as chuvas foram
abaixo no normal em quase todos as meses, jun/J986 teve 12,80 mm, jul e ago/1988
houve apenas 15,40 e 1,60 mm, rcspcctivamentc.
Periodos de maior pluviosidade ocorrcram em junJI982 com 250,40 mm e
julfl982 com 117,10 nun, outfnov/dezJl982
com 226,30 mm, 258,90 mm, 216,6 mm,
rcspectivamcntc, jan/1983 com 267,80 mm, nos mcscs de maio/jun/jul/l983 choveu no
total 822,30 mm nestcs tres meses, ainda em 1983 em sctembro chovcu 238,50 mm,
maio/1988 com 284,90 mm, janfl989
com 236,90 mm, jull1989
com 133,9 nun,
jan/1990 com 293,40 mm. Os recordes hist6ricos de chuvas em 24 horas, segundo
0
CPTEC/INI'E, nesta decada, ocorreram em 05 de fevereiro de 1982, com 100,6 mm,
100
em II de dezembro de 1983 choveu 97,9 mm em 24 horas e em 23 de maio de 1988
chovcu 82,9
mIll.
Na dccada de 1990 (grafico 06) se observam pcriodos irregularcs de muita
chuva, novamcntc atuaC;30 do EI Nino com forte intensidade nos anos de 1997/1998.
Os pcriodos de cstiagcm ocorreram em jul/J99J com apenas 2,00
junll 992 ambos com 21
111m
cada, ago/l994
COI11
3,30
!TIm
e selfl994
maio/1996 com 4,90 mm, nov/1998 com 14,80 mm, ago/l999
mill,
COm
em abril e
9,10 nun,
com 13,20 nun e
abril12000 com 8,80 mm.
Os perfodos de chuvas mais intensas ocorreram em dez/1994 com 276,50 mm
e principalmente
outll997
em janll995
com 457,30 nun, em janll997
com 224,00 mm, marll998
setll998 com 359,40 mm,janll999
com 341,80 mm,
com 325,20 nun, ago/1998 com 270,00 nun,
com 326,80 mm, e fev/l999 com 371,00 mm.
Os allOs que sofreTam a influcncia do fen omena EI Nino, foram 19721l973,
198211983, 198611987, 199111992, 1997/1998 em que ocorreram maiores allera~5es
dos indices pluviosidade,
enos
anos influenciados
pelo La Nina
198411985,
1988/1989,1999/2000.
A estac;ao de verao inicia dia 22 de dczcmbro, cngloba tambem as meses de
janeiro, feverciro e l11an;o, no Hcmisferio Sui
e caracterizada,
basicamcnte, par dias
mais longos que as noiLes. Ocorrendo mudan~as nlpidas nas condir;oes diarias do
tempo, Icvando
a
ocorrencia de chuvas de curta durac;ao c forte intcnsidadc,
principal mente no perfodo da tardc. Considerando
sabre
0
0
aumento da temperatura do ar
contincnte, estas chuvas geraimenlc sao acompanhadas por trovoadas e rajadas
de vento, em particular nas Regioes Sui, Sudeste e Centro-Oeste do Pais.
101
Para composiv30 dos graficos 07, 08, 09 e 10 da estaC;:3ode verao de cada ana,
foram somadas as infonnac;:ocs de todo
0
mes de dezembro do ana anterior e os mescs
de janeiro c fevcrciro do ano scguintc, por exemplo,
dezcmbro/196 1, janeiro
e fevereiro/1962.
verao de 1962
0
c composto
por
Com exce~ao do verao de 1961 que
aprescnla apenas illformayoes de janeiro e fevereiro de 1961.
o oulono
verao
e invcmo,
condic;:6es
inicia-sc no dia 20 de mar90. Scndo uma estayao de transiyfio entre
verificam-se caractcristicas de ambas, au seja, mudanc;:as nipidas nas
de tempo, maior freqiicncia de ncvoeiros
C
ocasionalmente
geadas. Nota-se uma reduyao das chuvas. As lcmperaturas
devido it entrada de massas de ar frio. Para composic;:ao
todo
0
0
dos
registfos de
tomam-se mais amenas
graficos, considerou-se
mes de mar.;o, abril e maio, para a composi.;ao da esta~ao do outono.
o
inverno inicia dia 20 de junho e compreende os meses de junho, julho e
agosto, as temperaturas
sao mais amcnas.
principal sistema meteorol6gico
E
a estay30 menos chuvosa do ano. 0
e a frente fria e ap6s sua passagem observa-se
a
entrada de massas dc ar frio que, dependcndo da sua trajet6ria e intensidade, provocam
queda de tcmperatura e ocasionalmente geadas.
Outro aspecto
constantes
invcrsoes
pcnnanecem durante
rator importante
e0
mcteorol6gico
termicas
0
que se observa
que causam
nevociros
durantc
0
c neblinas,
invcmo,
muitas
sao as
vezes,
periodo da manha. Akm da reduyao da visibilidadc, urn outro
alto indice da umidade reiativa do ar, cujos valores alcan.;am ate
98% no periodo da manha. No periodo da tarde, ap6s a dissipaCao do nevoeiro,
indice da umidade relativa do ar diminui consideravelmente,
ale 40%.
0
chegando a registrar de
102
A primavera
inicia
em dia 22 de sctcmbro.
mudany3 no regime de chuvas c as temperaturas
valorcs
clcvados
em
cell claro. Contudo,
No
grafico
07
ainda podem
da decada
OCQrrcram no oulono
rcspectivamente,
a nova
aumentam, as
eSlac;ao. ha uma
maximas podem atingir
funcrao da forte radiaC;3o solar c da maior freqUencia de dias com
neste pcriodo,
intcnsas c que podcll1 causar declinio
cstiagcm
Com
e no invcmo
ocorrer
incursocs
de massas
de ar frio
acentuado da temperatura.
de
1960,
e invcmo
ohscrva-sc
de
1963
que
com
os
129,6
pcriodos
mm
e
de
102,4
maior
mm,
de 1968 com 88,2 mm.
As csta<;oes que se deslacaram
por
uma maior pluviosidade
a primavera
foram,
de 1961 com 596,40 mm, a primavera de 1963 com 532,90 nun e 0 verao de 1963 com
543,60 mm, 0 invemo atipico de 1964 com 471,50 mm e 0 outono de 1965 com
452,80 mm, 0 verao de 1966 com 589,60 mm, 0 verao de 1968 com 566,00 mm e a
primavera de 1969 com 586,60 mm.
No
dislribuidas,
1979 com
gratico
08,
da decada
nao aprcsentando
133,60
de
1970,
observa-se
que
as chuvas
esta~6cs muito secas, dcstacando
mm. Lembramos
que como
nao dispomos
apenas
do indice
foram
0
bem
in verno de
pluviometrico
de agosto de 1978,0 indice do invemo de 1978 (164,20 mm), podc nao cstar correto,
po is aprcscnta apenas as infonna~6cs junho e julho.
As
C 0
esta~6cs com inlensa pluviosidade
veriio de 1972 com
768,60
mm. Tambem
foram
0
veriio de 1971 com 641,40
se dcslacam
a primavera
mm
de 1972 com
522,70 mm, 0 invemo atipico de 1973 com 472,80 mm, a primavera de 1975 com
560,80 mm e a primavera de 1980 com 530,80 mm.
10)
Na decada
foram,
invcrno
0
de 1980 (gnifico
de 1981 com
09) obscrva-se
100,30
mm,
0
que as
invemo
estac;:6es que choveu
de 1985 com apenas
menos
85,30
mm,
C
o inverno de 1988 com I 14,70 mrn.
Periodos
no invemo
de maior pluviosidade
de 1982 com 433,90
de 1983 com 561,60
111m,
no
ocorreram
no verao de 1981 com 504,50
mm, na primavera
Dulono
atfpico
mm, no verao
de 1982 com 495,60
de 1983 com
587,40
mm,
tambem no
111111C
inverno chuvoso dc 1983 com 496,80 mm, no OUlono de 1984 com 481,00 mm e
inverno de 1984 com 399,20 mm, no oUlono de 1988 com 546,60 mm, no verao de
1990 com 615,70 mm c primavera de 1990 com 460,60 mm.
Esta
quatTo
dccada
obteve
decadas estudadas,
uma
pais
distribuic;:ao
tivemos
pluviometrica
rcalmcntc
1983 que se destacou
0 ano de
atipica
como
nas
0 ano
mais chuvoso, com tOLaI de 1.991,00 mm, ano quando QCQrrcram as maiores enchentes
em Curitiba. Dcstaque lambem para 0 ano de 1985 que teve 0 mcnor indice de chuvas
das quatro decadas,
com apenas
805,20 nun.
Na dccada de 1990 (gnifico 10) as chuvas foram bem dislribuidas ao longo das
eSlayOeS,
se
pcrcebc
pluviosidade foram
0
poucas
que
indiquem
eSliagens,
as
esta'Yoes
de
men or
OUIono de 1997 com 100,20 mm e oUlono de 2000 com 149,40
mm.
Ncstas
dccadas
vcrao de 1995 com
cstudadas
896,00
nUll,
observa-se
pcriodos
a primavera
de inlensa
de 1996 com
533,00
1996 com 636,20 mm, a primavera de 1997 com 573,20 mm e
854, I0 mm, a ano de
1998 se destacam
0
oulono
com
pluviosidadc
524,80
0
111m
e
0
como
verao
0
de
verao de 1997 com
mm,
0
invemo
com
104
499,80 mm c a primavera com 554,60 mm. Tambcm sc destaca
783,60 ITIm c a primavera
0
verao de 1999 com
do ana 2000 com 544,70 mm.
A dccada de 1990 sc destaca par ser a de maior pluviosidadc no lOta!. Todos
os anos foram bern dislribuidos de chuvas, sendo os anos de 1996 (1.892,80
1998 (1.824,80 mm) os mais chuvosos c de mcnor pluviosidadc
(1.143,90 mm).
111m)
e
fIJi 0 ana de 1991
105
5.2 - SITUA<;:Ao: ENCHENTES
E SECAS
Na Regiao Metropolilana de Curitiba, as enchentes sao causadas pela vazao do
curso principal do rio Igua~u e seus tributarios como os rios Atuba, lrai, Palmi tal,
Itaqui, Pequeno, BcIem, Ivo e Barigui. Hft relatos de cnchcntcs ocorridas em 1980,
1981, 1982, 1983, 1988, 1992, 1993 c 1995, scndo quc as cnchcntes nesta rcgiiio
foram de dura~ao relativamcnte curta, durando de alguns dias a uma scmana (Fonte:
Plano Diretor para a Utiliza~ao de Recursos Hidricos do Estado do Parana - ReIat6rio
Sctorial-
Volume H - Controlc de Enchcntes).
A maior enchente registrada ocorreu em 1983. 0 ponto mais atingido foi a
Cidade Jardim em Sao Jose dos Pinhais.
o
mes de agosto de 1999 em Curitiba choveu muito
pOll CO, 0
estiagem que chegou a preocupar a Sancpar quanta ao abasteeimento
perfodo de
de ftgua na
regiao. Agora em agosto de 2003, tambem houve estiagem signifieativa, pois choveu
apenas nove mm. A media para
0
mes C de 71 mm, segundo
0
Simepar.
Na madrugada do dia 17/02/2003 dcsabou forte ehuva cm Curitiba c Regiiio
Melropolitana
e alagando
mais de mil casas, afclando
tambem a produyao
de
hortali~as na Vila Rural do Tatuquara. Em 4 horas a precipila~ao roi de 40 milimetros,
o equivalente a nove dias de fevereiro segundo 0 Simcpar.
Entre os meses de abril e maio12003 houve perfodo de estiagem em Curitiba e
rcgiao, que hft cinco anos nao passava par um periodo tao longo de estiagem. 0
abastecimento de ftgua pennaneceu nonnal, porque houve a colaboray30 da popula~ao,
reduzindo
0
consumo, segundo a Sanepar.
106
Em
acompanhado
06107/2003 ocorrcu
de chuva
em Curitiba
de granizo
e Regiao
causando
muitos
Metropolitana,
estragos,
um vendaval,
tclhados
desabaram,
diversas ruas interditadas, par quedas de diversas arvores e II postes, mais de 205 mil
domicflios
ficam
scm cnergia,
feridos,
desabrigados
mensa!.
0 fen6meno
e
Foto Granizo
da
abastecimento
confinnada.
foi causado
Foto 3 - Granizada
A Regiao
0
I marie
Metropolitana
popula<r3o urbana
e cxpansao
Ern
pela passagem
em Curitiba
em Curitiba
de agua tambem
em
afetado,
2 horas,
de uma frente
choveu
houve
32%
varios
da media
fria pela estado.
em 2003.
06/07/2003.
de Curitiba
das arcas
aprescntoll
urbanas.
urn crescimento
Dcvido
as
exponencial
IimitalYoes topograficas
107
C 0 au menlo da ocupa\=3o das arcas de enchcntc pela populavao
sistema de drenagcm urbana cxistente tornou-sc insuficiente para
de enchcnte
urbana de grande importancia.
de baixa renda, 0
0
mancjo da vazao
Alem disso, algumas
das areas de
cresci menlO rapido nas perifcrias da Rcgiao Mctropolitana naD csl5.o equipadas com as
cstruluras basicas nccessarias para
0
gercnciamcnto da agua pluvial urbana.
Ncccssitando uma visuo integrada do esgoto urbano, protCCY30de cnchente,
drenagcm das aguas pluviais c protcyao ambiental. Para a Area Metropolitana
de
Curitiba, a protc.;ao ambiental inclui controle da disposiCY30de residuos, contrale da
qualidade
da agua, protCy30 ao ecossislema
ribeirinha. Apos 2005
0
gerenciamento
aquatico,
e protecyao
da paisagcm
da agua pluvial urbana deve se cxpandir a
outros municipios (Fonte: Plano Diretor para a Utiliza.;:ao dos Recursos I-lidricos do
Estado do Parami. - Relatorio Sctorial - Volumc H - Controle de Enchentes).
As medidas contra enchentes nao estruturais sao mais efctivas, especial mente
no zoneamento com reassentamento
e parques na RMC - Regiao Metropolitana
de
Curitiba. A prime ira priori dade c a continuidade e cxtensao dos projclos de controle de
enchentes de drenagcm do PROSAM, que c composto de rnedidas estruturais c nao
cSlruturais.
Para a rnanuten9ao
da capacidade
vazao de enchente
do rio 19uayu, C
necessaria uma regulamenta9iio forte para 0 contra Ie de cxtray30 dc arcia e cascalho
no curso do rio Iguac;u e sua vizinhanc;a. Tambcm scrao necessarias modificayoes c
manutcn9ao
andamenlO.
contfnuas
dos dois canais de enchente
paralclos
cxislentcs
e em
108
As reprcsas planejadas reccnlcmcntc
agua, devem seT revistas como de multiplos
para os projclos de abastccimcnto
de
prop6sitos com func;ao de comrole de
enchcntc. As rcprcsas Piraquara II, Pequeno cAito Miringuava, dcvcm ter a fUIH;ao de
diminuicrao de enchcnte nos municipios de Curitiba, Pinhais, Piraquara e Sao Jose dos
Pinhais.
A visiia
intcgrada do esgoto urbano, protc980 contra enchentc (incluindo
canais de desvio, rcscrvatorios de rctcm;ao e mclhoramcnto
agu3 pluvial urbana e protC930 ambiental,
ja e
do canal), drcnagem da
praticada
na RMC e sera mais
significativa a partir do seculo 21, de acordo com a expansao c a deteriora93o do meio
ambiente nas areas urbanas.
A prolcc;ao ambiental inclui
0
controlc da disposic;ao de residuos, controle da
quaJidadc da agua, protc\=ao aquatica C protCI,(30da paisagem ribeirinha.
Para RMC, sao recomendados estudos de viabilidade de reprcsas de multiplas
finalidades, como a de Piraquara II, Pequeno e Alto Miringuava,
como medidas
estruturais de controle de enchente provavclmcnte necessarias no futuro. (Fonte: Plano
Diretor para a Utiliza\=ao dos Recursos Hidricos do Estado do Parana - Relat6rio
Selorial - Volume H).
No final do ana 2000 foi feila uma parceria entre a Prcfeitura Municipal de
Curiliba,
0
SIMEPAR
-
Sislema Melcorol6gico
do Parana,
a SUDERHSA
-
Superintendcncia de Dcsenvolvimento de Recursos hidricos e Saneamento Ambicntal
c a Dcfcsa Civil do Estado, para urn monitoramento
provocar cnchenles durante
0
verao. 0 Simepar possui
das chuvas fortes que podem
0
mais completo sislema de
infonnayocs mctcorol6gicas do estado c urn dos melhores do pais.
109
Somando-sc os dados c rnodclos de prcvisao do Simcpar e Sudcrhsa, pode-se
saber e alcnar, com anlccedencia de 2 a 6 horas, a ocorrencia de chuvas intensas na
regUia. A dcfcsa civil, com base ncstas informayoes,
precipita~ocs em lennos de possiveis inunda<;oes
analisani
os impactos das
e outros danas para a regiao e podera
tamar as mcdidas cabivcis, de acordo com a ncccssidadc, em tempo habil.
A Barragem
do
rio Irai, localizada entre os Illunicipios de Pinhais,
Qualro Barras, e tida como
14,6 km
2•
0
e
Piraquara
maior reservatorio de agua do Parana, ocupando area de
Com capacidade para armazenar 52,5 bilhocs
de Iitros de agua, a barragcm
tern capacidade para atcndcr a dais milhocs de pessoas, abastecendo os municipios de
Curitiba e Regina Metropolitana.
A barragcm tern duas principais func;oes, ajudar a evitar as cheias do rio Irai,
na regiao de Pinhais, e contribuir nos periodos de estiagem para regularizar a vaziio de
do is rios que abastecem parte da regiao metropolitana, alem de melhorar a vaziio do
rio Igua~u.
A Suderhsa possui um estudo rcferente it Bacia do Alto Iguac;u que permite a
consliita sabre areas com riscos de enchentes naquela regiao.
o
estudo, denominado
Plano Diretor de Drenagem para a Bacia do Alto
Iguayu na RegUio Metropolitana de Curitiba, preve mais de 100 pontos criticos sujeitos
a inllndayoes e abrange uma arca total de 2.500 quiI6metros quadrados, onde estao 2,7
milhoes de habitantes. Area que representa uma extensao de aproximadamente
mil
quil6metros de rios - Iguayu e seus afluentes, como Atuba, Palmital, Irai, Itaqui,
Pequeno, Belem, BarigGi, Passauna, Rio Verde, Miringuava e Mauricio, entre outros.
110
Dc acordo com
Plano Dirctor represcnta
0
dircior de cngenharia da Suderhsa, J030 Lech Samek,
UI11
0
valioso instrumento para as prefeituras. "E uma lonna de
orientar para 0 usa c ocupa~ao racionais do solo. Com base ncste estudo, as prefcilUras
podcm evitar 0 comctimento de injuslicras. como a Iibera~ao de novos loteamentos em
locais inadcquados", avalia. Samek diz ainda que a intcnc;ao
e buscar
urn interlocutor
em cada prcfcitura envolvida.
Ao todo sao 14 municipios envolvidos no Plano Dirctor da Bacia do Iguayu Camp ina Grande do Sui, Qualro Barras, Piraquara, Sao Jose dos Pinhais, Fazcnda Rjo
Grande, Mandirituba, Colombo, Almiranlc Tamandare, Campo Magro, Campo Largo,
Araucaria, Curitiba, Balsa Nova e Pinhais.
Qualquer pessoa au instituilrao pode soJicitar informayoes sobre as areas com
risco de enchentes e as cotas de inundayao (altura maxima que a agua pode alingir
naquela area). Basta ter a dados precisos da localizayao do imovel, area au terreno.
Pode-se observar nos anexos, um mapa de Curitiba - Areas Inundaveis.
Elaborado pelo IPPUC - Instituto de Pesquisa e Planejamento urbano de Curitiba em
2001, moslrando a hidrografia e destacando as areas que foram inundadas na enchente
de 1983 e as areas de risco, que eSlao mais sujeitas it inundayao.
III
5.3 - SITUA<;:AO: QUALIDADE
o
ar
e
rcsponsabilidadc.
DO AR
de lodos n6s, portanto cuidar da qualidade
Entcndcmos como poluiy3o atmosfcrica
do ar
a
c
nossa
tambem
presenya ou lam;amento
de uma substiincia na atmosfera que fica acima de urn limite accitavel para
0
bem-estar
dos seres vivos, au mcio ambienle em geral.
Polucntes sao substi'mcias gasosas, solidas au liquidas presentc na atmosfera
que podem causar altcrayoes na forma de poluiyao. As atividadcs industria is,
motorizado e as qucimadas a
Cell
0
trafego
aberto sao as maiores fontes. Embora a fonte
predominante nos grandcs centros urbanos de hoje
e
0
tnifego de veiculos. S6 em
Curitiba, canstam 773 mil vClculos motorizados.
o
monitoramcnto
sendo manuais
da qualidadc do ar na RMC
e automaticas.
poluentes atmosfericos
Cada estayao
possui
e panimetros mcteorol6gicos.
e
fcito atraves de estayoes,
instrumentos
0 equipamento
manuais opera apenas em rorma de coleta em tiltro. A analise do filtro
no laborat6rio. Ja nas esta-roes automaticas operam com analisadorcs
que analisam
das esta-roes
e feita
depois
que fazem a
coleta e analise dos polucntes ao mesmo tempo. Os resultados sao annazenados
por
um sistema computadorizado.
A RMC possui cinco eSla~6es aUlomalicas, sendo em Santa Felicidade, Cidade
Industrial, Pra~a Ouvidor Pardinho, Boqueirao c uma em Araucaria - Assis.
As csta~6cs manuais sao quatro, sendo uma em Curitiba na Santa Casa, e tn!s
em Araucaria - Sao Sebastiiio, Assis c Seminario.
112
Atraves
03/90
0
da Portaria Nonnativa
c Rcsolw;:ao
IBAMA estabeleceu os padroes nacionais de qualidade do ar.
Estado
do Mcio
Arnbicntc
06/92.
Ficararn
assim
seguintes
nO 348 de 14/03/90
confirrnou
estabelecidos
estes
os
padr5es
padr6es
atraves
CONAMA
°
Secretario de
da Resoluyao
de qualidadc
do
0 ar
c na
nO
SEMA
ar para
os
nO
sete
pararnctros:
1)partieulas Totais em Suspensilo (PTS)
2)Fuma<;a
3)partieulas lnalaveis (PI)
4)Dioxido de enxofre (SO,)
5)Monoxido de Carbono (CO)
6)Oz6nio (0,)
7)Dioxido de Nitrogenio (NO,).
A RMC nao pode ser charnada urn lugar poiuido.
dc boa qualidade
ou regular,
SOIUyllO. As principais
quest6es
ernbora existcm
que estamos
I. Concenlrayoes
altas de 03;
2. Concentrac;ocs
altas de
situay6es
enfrcntando
inadequadas
maioria
das vezes
que pedem
uma
na RMC sao os seguintcs:
PTS no Centro de Curitiba na media anual;
3. Falta de dados sobre os poluentes PI e CO.
o monitoramento
sendo
necessario
e urn elemento
elementos
mais
ativos,
central
como
da gestao
de qualidade
Icvantamento
controle dessas [ontes e planejamento de metas e medidas.
das
do ar, porem
fontes
emissora,
11)
As fomes de cmissocs atmosfcricas sao
se constatou
que os vciculos
0
trafego e as atividades industriais. Ja
velhos mais poluidores
csHio seodo substituidos
gradativamcntc por novos bem menos poluidores. 0 problema
de veiculos e os congestionamcntos
e 0 aumcnto
do numcro
que contribuem muito para a emissao total do
lnlfcgo. Quanta as industrias a maior parte csta localizada a Oeste do Centro de
Curitiba. Como a prcdominancia
dos vcntos
e0
Icste acontcce que
fla
maioria das
vezes as cmissocs industriais csHio seodo levadas para fora (a jusante) de Curitiba. 0
monitoramcnto das emissoes industriais 56 sent passive! em fanna de coopera~ao da
industria com 0 orgao ambiental. As industrias tcraG que monitorar suas proprias
emissoes.
Para controle das emissoes de veiculos em usa, uma equipe do lAP I LACTEC
/ TECPAR claborou urn Plano de Controle da Polui~iio por Veiculo em Uso que
scrvini como base para implantar
0
Programa de Inspe9ao e Manuten<;:ao de Emissocs
c Ruidos de Veiculos em Usa. A vantagem nao e apenas menos poluenles no ar, com
0
funcionamento correto dos veiculos a consumo de combustive I e men or.
o
relatario do ana 2000, ainda nao 6 um plano para recuperar as temporadas
com qual idade do ar inadcquada, mas apresenta algumas sugeslocs:
Planejamcnto urbano com a foeo de evitar congcstionamentos.
Facilitar mais a uso do transporte colctivo.
Rcpartir a vciculo particular com colegas no caminho para trabalho au
escola.
Facilitar
0
usa da bicicleta.
Facilitar caminhadas ape.
114
Cerca de 40% da populac;ao do plancta nao disp6e de agua suficicntc para
dia-a-dia.
0
Mais de (res milh6cs de pcssoas I110rrem a carla ano por problemas
rcspiratorios causados pel a poiui-rao do ar.
o aquecimcnto
maioria dos cspccialistas
do plancta ja esta cienlificamcnlc
SllSlcnta que a principal causa
demonstrado.
c
A grande
a qucima de materiais
fosseis, como pctr6lco, carvao mineral c gas natural, scndo os mais importantcs
combustiveis utilizados desde
0
inicio da Rcvoluyao Industrial.
A ac;ao humana vem modificando
0
c1ima no mundo. A clcvac;ao das
temperaturas giobais, provocadas pela intcnsidade do efeito estufa, esta na raiz de
problemas que
VaG
do degelo nas regi5es polares it desertificac;ao em paises da Africa
c da Asia. Urn aumcnto aparcntemente
cxcmplo.
pode alterar profundamente
insignilicante
0
na temperatura de 1 C, por
0
clima de uma regiao, 0 que afeta sua
biodivcrsidade, causando muitos desastrcs nalurais.
115
6 - CONSIDERA<;:OES
FINAlS
Cerca de 40% da popuJacrao do planeta nao dispoe de agua suficiente para
dia-a-dia.
0
Mais de tres rnilhoes de pessoas morrcm a cada ano par problemas
rcspirat6rios causados pela poluivao do ar.
o
aquccimenlo
maioria dos cspeciaiistas
do plancta
ja
esta. cienlificamcntc
sustenta que a principal causa
demonstrado.
e
A grande
a qucima de materiais
f6sscis, como petr61cQ, carvtic mineral c gas natural, sendo as mais irnportantes
combustiveis utilizados desde
0
infcio da Revolu~ao Industrial.
A 3<;5.0 human a vern modificando
0 c1ima
no mundo. A e1ev3C;3o das
temperaturas globais, provocadas pela intensidade do efeito estufa, esta
problemas que vao do degclo nas rcgioes polares
c da Asia. Um aumento aparentcmentc
cxemplo,
pode alterar profundamente
a deserti fic3c;ao
fla
raiz de
em paises da Africa
insignificante na temperatura dc 1 C, por
0
° clima
de uma regiao,
0
que afeta sua
biodivcrsidade, causando muitos desastres natura is.
Entre os impactos ambientais do aquccimento global,
0
cstudo aponta quatro
pontos como as mais graves se nada for [cito: disscI11ina~fiode doem;as como malaria
e dengue pela America do Norte; derretimento de geleiras no norte da Europa, eom
secas afctando
0
sui do cOlltincnte; descrtos avanyando por terrenos Icrteis na Africa;
ciclones tropicais obrigando dezcnas de milhoes de pessoas a rugir das areas litoraneas
da Asia, America.
Curitiba esta no caminho certo, mantem uma prcocupacr3o com a prcservacrao
ambiental, e cOllsiderada a "capital ccol6gica do Brasil", com sua rcde de parques e
116
areas fioreSlais,
que ainda rcprcscntam 1/5 da cidadc. Possui importantcs programas de
prcscrvayao das nasccnlcs,
c de caletas de lixo. Tambem de desvios cursos d'agua para
novos lagos em parqucs, onde resolve alguns problemas de inundac;ocs
e protcgcndo
as margcns dos rios, em bora ainda existcll1 muites problemas de habitac;:ao, favclas em
bciras de rios c muita poluic;:ao.
117
REFERENCIAS B1BLIOGRAFICAS
Algas prolijeram, mas lU10 a/elGIII abaslecimenfo.
DispolliveJ:
el11:
Gazcta do
POVD,
08 agosto, 2003.
hltp:l/tudoparana.clobo.com/gazctadopovo/parana/n-190923
.html. Acesso
08 agosto, 2003.
ALMANAQUE ABRlL MEIO AMBiENTE.
1051115.
Altera,oes Ciimaticas.
v.Mundo, 2003,
lmpactos Ambientais.
v.Brasil, 2003,
ALMANAQUE ABRIL. MEIO AMBIENTE.
305/332.
ALMANAQUE ABRIL. REGIOES. Parana. v.Brasil, 2003, 390/392.
ALMANAQUE ABRlL.
Curitiba, 172,2003.
URBANlZACAO
ALMANAQUE ABRlL. URBANIZACAO.
1711178.
0 sistema
de transporte pliblico
de
RegiOes MetropolitanGs. v.Brasil, 2003,
ALMANAQUE PARANA. CLiMA. 2002
ATLAS ESCOLAR MELI-lORAMENTOS.
Melhoramentos. 2003.
ALMEIDA, E.P. Urbaniza,'oo do Territorio.
Classijica,iio
Climatica
do Parana.
Geografia do Brasil. 2001. Disponivel
em: www.geobrasiI200I.hpg.ig.com.hr/grupo07/grupo07
page02.html.
Acesso
em:
12
junho, 2003.
Caraclerf.~·licas
Clitm\ticos
Gerais dos estar;i5es do ano. Centro de Previsao do Tempo e Estudos
do
INPE.
Novembro,
2004.
Disponivel
em:
hup://w\V\V.cplec.inpe.br/climaJestacoes/outon%utoTlo.shtmi.
Acesso
em:
27
novcmbro, 2004.
CA VALCANTI, Alias da Exclusao Social do Brasil, 2003.
C1C chega aos 30 0110S com 4,2 mil empresas. Agencia de Noticias
de Curitiba, Curiliba, 12 martyo, 2003.
Prefeitura
Municipal
GlADE, J. Aqllecimento 0 Estado de Sao Paulo, 16 de dezembrol2003.
Como
Aliviar
0
TransilO. Revista
ISTOE
Dinheiro.
ht1p://www.terra.com.br/istocdinheiro/cspeciais/transpoI1es/urbanizacao.
24 maio, 2003;
Disponivel
Accsso
em:
em:
118
COMPANHIA
DE DESENVOLVIMENTO
Demogrcijlcos.
DisponivcJ
em:
DE CURITIBA.
Aspectos
Fisicos e
www.cic-curitiba.com.br/fisicodemo!.!cic.htm.
Acesso em: 18 maio, 2003.
CONTI, J. Clima e Meio Ambiente.
Sao Paulo. Atual, 1998.
CURJTIBA CONVENTION & VISITORS BUREAU. Paral1li, Oportunidades
Neg6cios. Edilora Mares do Sui, Revista Examc, 03 maio, 2000.
e
CURJTIBA CONVENTION & VISITORS BUREAU. In(ra-estrutura, 28 abril, 2003.
Cuririba 310 Anos A HisI6ria que Nunca Fa; COn/ada, Gazela
Especial, 27 abril, 2003.
do Pova.
Cademo
Revista
Conhecer
FERRETTI, E. R Climofologia. Curitiba: UTI', 200 I. Inedito.
Fanlasma do/alta d'cigua ameafG olu/ura em Curitiha.
para Conservar, 10 abril, 2003.
GARCIA.
IBOE - INSTITUTO BRASILEIRO DE OEOORAFlA
Demognifico 1970. Rio de Janeiro: IBOE.
E ESTATiSTICA.
Censo
IBOE - INSTITUTO BRAS1LEIRO DE OEOORAFlA
Demografico 1991. Rio de Janeiro: IBOE, 1992.
E ESTATiSTICA.
Censo
IBOE - lNSTITUTO BRAS1LEIRO DE OEOORAFlA
Demografieo 1996. Rio de Janeiro: mOE, 1996.
E ESTATiSTICA.
Censo
IBOE - lNSTITUTO BRASILEIRO DE OEOORAFIA
Demografieo 2000. Rio de Janeiro: IBOE, 2002.
E ESTATiSTICA.
Censo
INSTITUTO
2004.
NACIONAL
www.inmccgov.br.
IPPUC
Accsso
- INSTITUTO
CURITIBA.
HiSf()rico
DE
METEOROLOOIA.
em: 12 outubro,
DE
PESQUISA
de Curifiha.
2002.
Disponivel
em:
2004
E PLANEJAMENTO
URBANO
DisponfveJ em: w\vw.ippuc.om.br.
DE
Acesso
em: maio, 2003.
IPPUC
INSTITUTO DE PESQUISA E PLANEJAMENTO
URBANO DE
CURJTlBA. Trampones de Curi/iba. 2003. DisponivcJ em: www.ipPllc.org.br.
Acesso
em: janeiro,
2003.
lPPUC
INSTITUTO
CURlTlBA. Transportes
Aeesso em: julho, 2003.
DE PESQUlSA E PLANEJAMENTO
URBANO DE
de Curitiba. 2001. Disponivcl em: www.iQ(1l1c.om.br.
119
LOBO, M.
Popuiav3o,
Urbanizw;iio, Desenvolvimen(o Sustentar;iio e Sistemas de Injorma(/ies.
Mcio
Ambicnlc
Desenvolvimcnto.
C
Campinas:
Editora
da
Unicamp,
Oulubro, 1993.
MARTINS. F, Clima, Estiagem de agosto
Curitiba, 10 agosto, 2003.
OKUI3ARU, F. Demograjia.
PLANO DIRETOR
ESTADO
DispollivcJ
Acesso
DO
e
a pior desde 1999. Gazeta do Povo.
Gazeta do Povo, 18 agosto, 2003.
PARA A UTlLlZA<;:Ao DOS RECURSOS
PARANA.
em:
He/alorio
Setaria!
Volume
H.
HIDRlCOS
Confro/e
DO
de Enchenres.
hnp:llw\Vw. hidricos.mg.1!ov. br/ufparana/voiume
h/indice. htm.
em: 30 maio, 2003.
PLANO D1RETOR PARA A UTiLIZA<;:AO DOS RECURSOS HiDRlCOS DO
ESTADO DO PARANA. lIelatdrio Principal 1. Estrategia para 0 Estado do Parana.
Disponivci
cm:
http://www.hidricos.l1lg.gov.br/ufparana/voJumcs/cap57
.hlm.
Acesso
em: 09 junho, 2003.
Poplllar;iio sera de 8,9 bi em 20jO. Revista Veja On Line.IS setembro, 2004.
Disponivel
em:
hUp://vc jaon 1i nC.(I bri I.com. brilloti t ia/scrvl et/ncwstonn.lls.
presentation. N avigati onServl
1&paJ.!eCode= 1&tcxtCode=
et?publicationCode=
I 0433 I &date=currcntDate.
Acesso
em: 10 outubro, 2004.
PREFEITURA
MUNICIPAL
DE CURITlBA.
Aspectos
lI'ansporte
maio,
2001.
Disponivel
em:
www.curitiba.pr.gov.br/pmc/a
Soiucoes(franspone/rit.htmJ.
Acesso em: 20 novembro, 2004.
PREFEITURA
novembro,
MUNICIPAL
2004.
DE CURlTIBA.
em:
Disponivel
Colelivo.
28
cidade/Solu
Programa Compra de Lixo.
20
htlO:IIW\\'W.cllriliba.pr.gov.brlltem.asJ)x?itll1=77.
Acesso em: 20 novembro, 2004.
PNUMA - PROGRAMA
Crescimento
Urbano.
2002.
DAS NA<;:OES UNIDAS PARA 0 METO AMI3IENTE.
Disponivei
em: www.unep.org.
Acesso
em: 15 novembro,
2003.
REUSE, S. CIC, Grandeza e desenvolvimento.
SANTOS,
M.
UrbanizQ(;iio
Brasileira.
Gazeta do Povo, 27 abril, 2003.
Rio de Janeiro.
Record, 2001.
ST AM, O.
Clima - Temperatura Critica
Super Interessante
On Line, Especial
)unhol200 I.
Disponivel
em:
htt]l:llsuper.abril.uol.com.br/aberta/especiais/salvar
terra/OS clima/OS I.html, Acesso
em: 21 fev,2004.
ANEXO 1
BAIRROS
01-CENTRO
02-5.&.0 FRANCISCO
OJ-CENTRO
C[VICO
04-AL TO DA GLORIA
05-AL TO DA RUA XV
06-CRISTQ
07-JARDIM
REI
BOTANICO
08-REBQUCAS
09-AGUAVERDE
10-BATEl
l1-BIGORRILHO
12-MERa:S
13-BDM RETIRO
14-AHU
15-JUVEVi::
IS-CABRAL
17-HUGO
LANGE
18-JARDIM
SOCIAL
19-TARUMA
20-CAPAo
DA IMBUIA
21-CAJURU
22-JARDIM
DAS AMIORICA$
23-GUABIRDTUBA
24-PRAOO VELHQ
25-PAROLIN
26-GUAIRA
27-PORTAo
28-VILA IZABEL
29-SEMINARIO
3O-CAMPINA
DO SIQUEIRA
31-VISTAALEGRE
32-PILA.RZINHO
33-SAO LOURENC;O
34-BOAVISTA
3S.BACACHERI
36-BAIRRO ALTO
37-UBERABA
38-HAUER
39-FANNY
40-LIND61A
41-NOVO
MUNDO
42-FAZENDINHA
43-SANTA QUITiO:RIA
44-CAMPO
COMPRIDO
4S.MOSSUNGUiO:
46-SANTO
INAao
47-CASCATINHA
48-SAoJOAO
49-TABOAO
52-BARREIRINHA
53-SANTA CANDIDA
54-TlNGOJ
5S.ATUBA
56-BOQUEIRAo
57-XAXIM
58-CAPAORASO
59-ORLEANS
6O-SAOBRAZ
61-BUTIATUVINHA
62-LAMENHA
63-SANTA
PEQUENA
FElICIDADE
64-AL TO BOQUEIRAO
6s.sITIO
HIDROGRAFIA
CERCADO
66-PINHEIRINHO
67-sAO
LEGENDA
MIGUEL
66-AUGUSTA
69-RIVIERA
7O-CAXIMBA
71-CAMPO
DE SANTANA
72-GANCHINHO
73-UMBARA
INDUSTRIAL
4~
..••••,..
IPPUC
DIVlSADE
~
RIDS
BACIAS
<::::)
LAGOS/REPRESAS
PRlNCIPAIS
FONTE: SMSA AGO/96
ESCALA; 1:150.000
ELABORA9Ao: JUN/2001
74_TATUQUARA
75-CIDADE
~
IPPUC -INSTITUTO
DE PESQUISA
E PLANEJAMENTO
SUPERVISAO
DE INFORMAl;OES
Rua Born Jesus. 669 - Cabral- Curi1iba- Para"':' - Brasl - CEP80,03~10
URBANO
DE CURITIBA
seTOR DE GEOPROCESSAMENTO
- For"" (0__ 41) 352·1414 _ F~x: (0 _41)254-8661 - ~ma;1: !IO'[email protected]
~
ANEX02
BAIRROS
Ol<OORO
.w,1W<ISal
03-CENTRocMCO
Il'-AI.TOOAGLOO~
lI5-mOD.IJIUAAV
06-CRISTOREl
OI·'w!DI~_BOT.l.NICO
""8Ol.\AS
Il9-AGumRDE
16-EAiEL
11·BlGORRILOO
11-I.IERCtS
I3-BOO.:ttTIilO
1i-AlfU
""'£)!
1&<ABAAl
I].HlJGO\A.~GE
i9-JA.QI)MSOCW.
I9-TARtIW,
2O-C.l.PAOOAl"'BIJIA
21-C.IJJRIJ
22.,l1.RDl\lDASA.\I~RICAS
Z3-GUMlIROnl8A
24-ffiAOOVELffO
25-f'AAQN
2s-GUAIRA
27,o001.i.O
2B-Vl.AlZA9El
19-5El.WWllQ
JO.CAMPINAOOSIOOEIRA
JWISTMlE{;~~
31-!'lLARZlfIHO
3}SAOLOUfEN\lJ
:l!-BOA~TA
J5.:ACAC::HERI
35-BAlRROIJ.TO
37-lBEAAM
-...
*I.W
"""'"
MQI'OII.UNOO
42.fAWIOMIA
4:\.SA.~TAOIJITtRlA
44WlPOCOI.'PROO
i5-!.IOSSUffoLE
46-SANTOI)IACIO
4]'{.ASC,I,n~rA
4s.sAOJO.l.O
4!H~O
5O-ABRI.~DlES
51-O.DlOElRA
51·BARREIRINHA
S3-Slm.d~DIDA
54-TI%U1
~A1\Il\
"'""'"""'"""
""'"'"
5S-CA?AORASO
EVOLUCAo DA
OCUPACAo URBANA
6O-sA05RAZ
6H\lJT~nM~)lA
6.HAMENHAPE!MAA
6j.SA/Ii,IJaICfOAI!.
&l-ALTO:!OOU£oV.O
~~kX:ERCIOO
LEGENDA
Oil
fMl'Klf1llHl
61.sAOMIGUEl
c:::J
c::J
6S-AI)jllSTA
••
c:::J
c:J
c::::::J
""'II).tAXlMBA
"'"
11.cA.I(PO[)ESANTANA
nGA.'IClt1fiO
[=:J
"",OIlA
FONTE:IPPUCABRl97
ESCAlA:1:150.000
ELABORAc;:Ao:NOV/01
14-TAiUOOAAl.
I~C!DADEINDlJSTRtAl.
~~,
~
IPPUC
IPPUC -INSTITUTO
SUPERVISAoDEINFORMAC;OES
R\laBomJe sus, 669_Cabral_Cudl;
1830
1857
1900
1927
1938
1966
1985
1997
DE PESQUISAEPLANEJAMENTO
URBANO
ba· Para nA· CE?80. 035-01 O-Fone:( 0__ 4 1)352- 14 14 -F a~( 0__ 4 1)252-6679
DE CURITIBA
SETORDEGEOPROCESSAMENTO
_E_Mail ••
geo@ippuc_curitiba.pr.gov.br
CE
ANEX03
Valores
da pluviosidade
408.4
220.9
471.5
335.2
452,8
350,2
344,4
311,5
229,7
255,0
378,6
88,2
291,9
1964
543.6
398.4
1965
454.6
1966
589,6
535,6
566,0
476,9
596,4
532.9
219,7
226,7
311,8
406,1
2,893,50
376.0
337,9
2.500,10
4,166,80
Inverno
Primavera
192,9
204,7
225,5
354,5
586,6
Ano
Verao
Outono
1971
641.4
1972
1973
768,6
405,1
280,3
467,4
358,2
291,0
472,8
1974
388,2
262,3
2!!4.9
1975
431,1
230,7
1976
493,5
371,1
1977
478,1
306,7
315,5
182,6
4,587,40
375,1
207,9
296,4
272,2
3,059,30
2.743,90
Ano
Verao
Outono
(nverno
1981
504,5
445,1
561,6
336,3
355,9
476,0
484,7
446,1
484,1
615,7
178,5
180,6
587,4
481,0
180,4
318,0
472,4
546,6
347,7
374,2
100,3
433,9
496,8
399,2
85,3
164,2
202,0
114,7
220,6
477,7
4.710,00
3.666,80
2.694,70
334,2
495,6
362,2
322,5
232,5
416,6
252,4
211,1
269,5
460,6
3,357,20
Ano
Veriio
Oulono
lu\'erno
I)rimavera
1991
297,7
416,7
493,0
480,7
896,0
636,2
851,1
313,2
783,6
423,6
5,591,80
281,2
452,3
420,0
243,1
187,6
252,3
100,2
524,8
246,6
149,4
2,857,50
206,4
301,6
214,3
255,5
256,9
295,3
277,5
499,8
232,8
274,6
2,814,70
1978
311,7
1979
251,5
1980
355,9
Jlor estaf;ao
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
)Or estaf;iio
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
Total
189,9
102.4
373,4
447.1
4.778,60
e 1990
241.0
129,6
327,7
1963
lor cS(~I~ao
-1960,1970,1980
Pdlllavcra
1962
439.1
decadas
Illverno
211.7
1961
1982
1983
Total
quatro
Outono
1968
1969
1970
Total
nas
Veriio
1967
Total
por esta~6es
Ano
por estaf;ao
522.7
316,1
334,4
560,8
320,4
411,7
164,2
394,7
133,6
399,7
468,7
530,8
4,065,00
Primavera
260,0
319,4
384,8
272,4
369,3
533,0
573,2
554,6
287,2
544,7
4.098,60
Planilha numcrica
Ano
1961
1962
1963
1964
1965
1966
1967
1968
1969
1970
Totalmis
AM
1971
1972
1973
1974
1975
1976
1977
1978
1979
1980
Totalmis
A ••
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
TOlalmes
AM
1991
1992
1993
199'
1995
1996
1997
1998
1999
2000
Tolalmes
J"
117.70
H5,20
301.30
3R.40
231.60
116.80
126,10
339.10
176.00
188.50
1.720,70
Jan
260.30
381.00
195.70
142.30
Fo.
210.00
188.70
182,20
190,RO
148.20
200,30
183.40
75,60
210,80
141.50
1.731,50
F••
,'l2,80
Mar
147.90
157.30
106,00
115.80
92.50
87,00
193,90
105,80
65.90
206.50
1.278,60
Mar
105.90
184.10
180,20
150,80
118.10
176.00
104.90
254.70
255.80
119.20
146.60
182.50
95.30
195.70
116.70
113.50
120.30
1.885.10
158,90
34.80
75,00
127.70
1.318,60
50.90
159.70
1.521,90
,Jan
161.60
Fc\'
28.30
279.10
77.20
67.50
131.80
12,90
165,00
114,90
133.70
188,00
142,90
100,30
1.242,30
222.10
76,30
108,90
40.70
147,50
100,70
173.70
1.132,20
F<v
111.70
157,20
179,00
138,90
162,20
249,80
157.00
66.60
371.00
Mar
198.70
175.70
122,40
20.90
267.80
123,80
45.30
264.40
101.00
144.60
236.90
293.40
l,(i59.70
Jan
122.-10
97.30
222,30
214.20
457.30
210.10
341.110
93,20
326.80
171.20
2.256,60
130.20
1.723,60
288.80
107.40
Mar
63.00
83.10
100,00
202,20
29.00
327.20
124,20
124,40
1.486,90
da pluviosidade
,",
16H,90
49.00
13.30
69.30
210.20
148,00
7.80
77.50
130.20
79.10
953,30
Ahr
121.30
80.40
64.00
89.80
64.30
62.90
69.30
17.70
64.20
86.70
720,60
,",
72,10
43.30
124.90
118.60
81.90
132.30
146,80
114,20
141.30
119,40
1.094,80
Abr
38.20
21.40
113.90
75.30
59,80
45,20
24,()0
153,40
66,80
8.80
606,80
l\hlio
56,60
34,70
10,30
35.80
150.10
76,50
mensa I nas quatro dccadas
Jun
177.00
48.70
27.00
312.70
52,50
93.40
163.90
16.30
121.00
18.00
43,40
115.70
120,50
661,60
284.00
1.296,50
Maio
177.90
J".
93.40
15,80
114.00
21,70
48.30
132,20
42.00
136.70
136,60
72,40
17.00
82.80
181.30
25.80
816,80
Main
43,80
69.80
330.70
140.30
22,20
76,80
284.90
284.90
105.70
81.10
1.440,20
J"I
12,10
51,80
21,70
79,70
206,70
43,30
65.70
5,70
89.80
54.40
630,90
J"I
73,90
117,60
171.50
75,30
56.40
80.90
105.90
99,80
64.40
55.60
17.90
87,10
773,40
108,60
66,10
199,30
1.088,00
Jun
17,20
250.40
227,00
J"I
25,40
117.10
264,60
50,10
27,20
44,00
40.70
15.40
154.00
39.00
12.80
112.00
97,70
52,80
112,30
1.075,20
133.90
232,20
950,60
Maio
44.30
255.20
183.70
84.70
27.80
4.90
47.20
44.20
.Iun
'33.20
21.10
J"I
2,00
151.60
80.10
120.60
88.90
125.10
15UO
90.40
55,60
16,20
763,80
83,40
118.80
1.012,90
107,90
131.60
116.00
83,90
51.30
139,40
136,20
73,80
993,70
,'.
22,60
1:19.40
53.70
79.10
91.00
93.00
25.40
66,20
14.70
37.60
572,70
A,.
25.60
131.40
164.60
67.40
128.40
140.40
61.80
49,60
113.30
882,50
A,.
57.70
66.40
5,20
195,10
19.10
107.40
49,30
1,60
33,90
133.20
668,9{)
'"
71,20
128.90
26.30
3.30
52.00
86,30
74.90
270.00
13.20
82,00
808,10
-1960,1970,1980
S"
219,90
117.10
122,70
166.20
126.90
97,70
77.50
41.90
0"'
121.00
220,00
196,40
86,90
83.80
237,60
110,60
15U:0
149.20
117.70
134.70
1.222,30
133.60
1.490,90
Sol
87.30
243.50
133.60
84.20
148.()0
105.70
52.40
156.00
105,20
125.10
224.90
113,10
204,10
137.10
152,20
172.30
1.316,30
S"
71,30
10,40
238.50
106.70
121.20
67.00
98.10
83.40
157,60
122.20
1.076,40
Sol
35,00
53.5U
132.70
9.10
156,20
192,80
175,00
359,40
112,00
242.60
1.468.30
0"1
53.40
84.20
182.10
286,70
c 1990
Nov
255,50
71.30
213.RO
82.10
133.70
Dez
173.20
60,10
169.20
74,80
272,50
43,30
166.40
226,10
151.30
98.20
319,70
69.60
1.453,60
90.10
109,10
258.30
1.584,70
Nov
64.00
123.20
Del
13UIO
152,20
99,30
144,00
143,50
123.50
160.20
63.00
107.90
314,60
1.440,00
'1'01:11ano
1.317,60
De>
145.10
216.60
199.60
145,60
96,70
250,00
113.50
104.30
Tot:ll :1110
948,40
77.30
125,10
187.90
101.60
155,20
173.40
134.40
1.534,80
71,80
1.213.90
0"'
126.00
226.30
85.00
47.00
61.30
109.00
100,50
110.00
69,10
132.30
1.066.50
258.90
38.70
168.80
50.00
240.60
53.80
17.70
42,80
206.10
1.214,30
0"1
162.80
46,40
177.50
108.40
138.90
198,50
224.00
180,40
115.20
154,60
1.506,70
N.,
136,90
No,'
62.20
219,5U
74.60
154,90
74.20
141.70
174.2U
14,80
60,00
147.50
1.123,60
222.00
63.60
J.557,on
f)C:l.
162.20
91.70
127,60
276.50
176,30
352,30
153,40
85,80
122.20
114,80
1.662,80
TOl:llano
1.682,40
1.173,30
1.417,60
1.331,60
1.799,70
1.463,00
1.290,00
1.111,60
1.619,80
1.708,30
14,597,30
1.883,00
1.561,30
1.314.50
1.529,10
1.480,50
1.48.f,20
981,30
1.195,10
1,765,30
14,511,90
1.626,70
1.991,00
1,485,00
805,20
1.528.10
1.275,00
1.309,30
1.439,60
1.769.80
14.178,10
TOlal ano
1.143,90
1.419,50
1.548,00
1.400,60
1.609,60
1,892.80
1.603,10
1.824,80
1,586,60
1.384,90
15.413,80
ANEX04
BAIRROS
01-CENTRO
02-5$.0 FRANCISCO
03-CENTRO CtvlCO
04-ALTO DAGLORIA
05-AL TO OA RUA XV
06-CRISTOREI
07-JARDIM BOTANICO
06-REBOJCAS
09-AGUAVERDE
11)..BATa
11·BlGORRllHQ
12-MERCi::S
13-601'.1 RETIRO
14-AHU
lS.JUVE~
IS-CABRAl...
17.HUGO LANGE
18-JARD1M SOCIAl...
19-TARUMA
2Q-CAP.to DA tABUlA
31-VlSTAALEGRE
J,2·PlLARZINHO
33-51.0 LOURENCO
34-80AVlSTA
3!>-BACfoCHERI
JG.BA~RO
ALTO
37-UBERABA
38-HAUER
39-FANNY
4O-UNOOA
41-N""OMUNDO
42-FAZENDI'lHA
4J.SANTA OUllERIA
44-CAMPOCOMPRIDO
4!)'MOSSUNGU£
46-$ANTO
(NAGIO
47-CASCATINHA
48-sAOJQo\O
49-TASQii.O
5O-ABRANCHES
51·CACHOElRA
52-BARREIRINHA
53-SANTA
cANDIDA
54-TNGOr
55-ATUBA
56-BOauEIRAo
57·MXIM
56-CAPAoRASQ
59-ORlEANS
6G-sAOBRAZ
61-BUTIATUVINHA
62-LMIENHA
PEQUENA
6J.SANTA FElCIOAOE
64-ALTO
OOQUEIRAo
~SITIO
CERCADO
66-PlNHEIRINHO
57-sAo MIGUEL
68-AUGUSTA
lEGENDA
69-R~IERA
7O-CAXt.!BA
71·CM1PO
mEAS
INUNOIIOAS
.AREAS SUJEITASA
DE SANTANA
Em 1983
INUNOA~Ao
72·GANCHINHO
73-UMBARA
74-TATUOUARA
75-CDAOE
FONTE: JPPUC - SMS AGO/97
ESCALA: 1 :150.000
ELABORA<;Ao: OUTf2001
INOUSlRlAL
~~
IPPUC
IPPUC - INSTITUTO DE PESQUISA E PLANEJAMENTO
SUPERVIsAo DE l~ORMN;OES
~89omJeo!.u ••6m· Cal:ral·OJ';1ibil-P.",,<i.
I)rnl·CEPOO.035-0IO
URBANO
DE CURInBA
SETOR DE GEOPROCESSAMENTO
-F"",,:\O __ 41) 352·HH - Fax: \0_ 31) 254-1'661· E..mail:[email protected]"
'"
ANEX05