DESCRITOR Curso: Licenciatura de Biologia e Recursos Naturais Designação da Unidade Curricular: Ecossistemas Mediterrânicos Ano: 3º Semestre: 6º ECTS: 4,5 Área CNAEF: 42/422 Tempo de trabalho do estudante em horas Contacto Total Teórico 121,5 30 Teóricoprático Prático e laboratorial Trabalho de campo Seminário Estágio 30 Orientação tutória Autónomo 61,5 Descrição resumida da Unidade Curricular Aquisição de conhecimentos sobre: características e ecologia dos sistemas mediterrânicos (agrosilvopastoris, agro-florestais, silvopastoris); os recursos silvestres; os incêndios florestais e a sua prevenção; o ordenamento e o planeamento florestal; o repovoamento florestal; a produção extensiva e duradoura; a utilização sustentável dos recursos naturais; os principais produtos dos ecossistemas mediterrânicos - formas de valorização dos recursos silvestres. Conteúdos programáticos Características dos ecossistemas mediterrânicos. A ecologia nos sistemas de uso múltiplo (estratificação e periodismo, estrutura trófica e nicho ecológico) e nos seus subsistemas. Fluxos de energia e produtividade. Importância da ecologia na gestão destes sistemas. A sua biodiversidade. Os recursos silvestres. Papel perturbador do Homem nos fenómenos de sucessão ecológica. Processos ocorrentes na formação, destruição e rejuvenescimento dos sistemas de uso múltiplo. Incêndios florestais. Noções de ordenamento florestal e de prevenção de incêndios florestais. Continuidades e descontinuidades, horizontais e verticais, no espaço florestal. Repovoamento florestal. Planeamento da arborização e grandes regiões de arborização. As árvores e a utilização do território. O bosque mediterrânico e os seus recursos silvestres. Características ecológico-culturais das principais espécies florestais presentes nestes ecossistemas. Sistemas agro-silvopastoris. A importância dos modos de produção extensiva, duradoura, Página 1 de 4 como forma de utilização sustentável dos recursos naturais. Principais produtos dos ecossistemas mediterrânicos - formas de valorização dos recursos silvestres. Bibliografia Obrigatória: - Documentação cedida e páginas da Internet sugeridas pelo docente. - Barreto, L.S. (1988). A Floresta – Estrutura e Funcionamento. Colecção Natureza e Paisagem nº 2. Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza. Lisboa. - Barros, M.C.O. e Sousa, E.M.R. (Eds.) (2006). Boas práticas de gestão em sobreiro e azinheira. Direcção-Geral dos Recursos Florestais. Lisboa. - Bunce, R.G.H.; Ryszkowski, L.; Paoletti, M.G. (1993). Landscape Ecology and Agroecosystems. Lewis Publishers. New York. - Correia, A. V. e Oliveira, A. C. (2003). Principais Espécies Florestais com Interesse para Portugal – Zonas de influência mediterrânica. Estudos e Informação nº 318. Direcção-Geral das Florestas. Lisboa. - Direcção-Geral dos Recursos Florestais (2004). Montados de Sobro – Aspectos Vegetativo e Sanitário. Direcção-Geral dos Recursos Florestais. Lisboa. - Direcção de Serviços de Valorização do Património Florestal (2003). Princípios de Boas Práticas Florestais. Direcção-Geral das Florestas. Lisboa. - Forman, R.T.T.; Godron, M. (1981). Patches and structural components for a landscape ecology. Bio Science, 31, pp. 733-740. - Meson, M.; Montoya, M. (1993). Selvicultura Mediterrânea (El cultivo del monte). Ediciones MundiPrensa. Madrid. - Moreira, M.B. e Coelho, I.S. (Coords.) (2008). A silvopastorícia na prevenção dos fogos rurais. ISAPress. Lisboa. - Pereira, H.M.; Domingos, T.; Vicente, L. e Proença, V. (Eds.) (2009). Ecossistemas e bem-estar humano – Avaliação para Portugal do Millennium Ecosystem Assessment. Escolar Editora. Lisboa. - Pereira, J.S.; Pereira, J.M.C.; Rego, F.C.; Silva, J.M.N. e Silva, T.P. (2006). Incêndios Florestais em Portugal – Caracterização, Impactes e Prevenção. ISAPress. Lisboa. - Reis, M. S.; Correia, A. I. (1999). Caracterização da flora e fauna do montado da Herdade de Ribeira Abaixo. Centro de BIOLOGIA E RECURSOS NATURAIS. Lisboa. - Silva, J.S. (Coord.) (2007). Os Montados – Muito para além das árvores. Árvores e Florestas de Portugal, Vol. 03. Público, Comunicação Social, S.A. e Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. Lisboa. Complementar: - Baudry, J. (1986). Approche écologique du paysage. In Lectures du Paysage. INRAP. Foucher. Paris: 2332. - Direcção-Geral de Desenvolvimento Rural (2000). O sobreiro e a cortiça. Direcção-Geral de Desenvolvimento Rural. Lisboa. - Direcção-Geral das Florestas (2002). Manual de silvicultura para a prevenção de incêndios. DirecçãoGeral das Florestas. Lisboa. - Direcção-Geral das Florestas (2001). Inventário Florestal Nacional – 3ª Revisão – Portugal Continental. Direcção-Geral das Florestas. Lisboa. - Feio, M. (1991). Clima e Agricultura. Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação. Lisboa. - Ferreira, A.G.; Gonçalves, A.C.; Pinheiro, A.C.; Gomes, C.P.; Ilhéu, M.; Neves, N.; Ribeiro, N.; Santos, P. (2001). Plano Específico de Ordenamento Florestal para o Alentejo. Universidade de Évora. Évora. - Forman, R.T.T.; Godron, M. (1986). Landscape Ecology. John Wiley & Sons. New York. - Goes, J. M; Tenreiro, P. M. (2001). A Gestão do Montado de Sobro na Charneca de Ponte de Sor. Aflosor. - Lais, E. (2002). ABCedário das plantas aromáticas e medicinais. Público. Lisboa. - Mendiola, M. A. (1989). Plantas aromáticas de la España peninsular. Ediciones Mundi-Prensa. Madrid. Página 2 de 4 - Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e Pescas e Direcção-Geral das Florestas (s/d). Plano de Desenvolvimento Sustentável da Floresta Portuguesa. Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e Pescas e Direcção-Geral das Florestas. Lisboa. - Montero, G.; Cañellas, I. (2003). El Alcornoque – Manual de reforestación y cultivo. 2ª edición. Ediciones Mundi-Prensa. Madrid. - Natividade, J. V. (1993). Colectânea dos artigos publicados no Boletim da Junta Nacional da Cortiça 1938-1960. Instituto Florestal. Lisboa. - Natividade, J. V. (1950). Subericultura. Ministério da Economia - Direcção-Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas. Lisboa. - Pereira, J.M.C.; Santos, M.T.N. (2003). Áreas Queimadas e Risco de Incêndio em Portugal. DirecçãoGeral das Florestas. Lisboa. - Pinto, C. T.; Fonseca, A.; Azul, A. M.; Gonçalo, M. T.; Barreco, M. L. e Freitas, H. (2000). A importância da biodiversidade no solo para a sustentabilidade do montado de sobro. Congresso Mundial do Sobreiro e da Cortiça. Lisboa. - Reis, A. (2000). Arborização com sobreiro – Sua plantação em local definitivo. Direcção-Geral das Florestas. Lisboa. - Reis, A. (1996). O sobreiro: uma revisão bibliográfica sobre crescimento e capacidade de produção de cortiça. Direcção-Geral das Florestas. Estudos e Informação 315. Lisboa. - Ruiz, E.M. (1997). Manual del Contrafuego – El manejo del fuego en la extinción de incendios forestales. Tragsa. Madrid. - Ruiz, E.M. (2001). Manual de Quemas Controladas – El manejo del fuego en la prevención de incendios forestales. Ediciones Mundi-Prensa/Grupo Tragsa. Madrid. - Silviconsultores – Ambiente e Recursos Naturais, Lda. (s/d). O Sobreiro – Caderno Técnico. Federação dos Produtores Florestais de Portugal. Lisboa. Objectivos educacionais / Resultados de Aprendizagem - Compreender as características intrínsecas aos ecossistemas mediterrânicos, ao nível das suas fragilidades e potencialidades, que os tornam tão particulares; - Compreender a dinâmica destes sistemas e a envolvente sócio-económica e cultural, e perceber as fragilidades e potencialidades, ao nível ecológico, de forma a poder propor alterações no seu modo de exploração/gestão, de modo a conseguir tirar mais partido de todas as valências destes sistemas, conseguindo valorizar os recursos silvestres e os produtos a que dão origem, pelo uso sustentável dos recursos naturais, no pleno respeito pelas questões ambientais; - Adquirir a capacidade de percepção do potencial papel perturbador, de muitas acções antrópicas, nos fenómenos de sucessão ecológica, para poder agir na prevenção, por exemplo, ao nível das condições, potencialmente, mais susceptíveis de provocarem a deflagração de um incêndio florestal; - Perceber por que razões ocorrem os incêndios florestais e as suas consequências; - Ficar habilitado para tomar medidas de prevenção de incêndios florestais, nestes ecossistemas, e ficar com algumas noções de como se devem combater; - Compreender a importância do planeamento, do ordenamento e do repovoamento/adensamento, nestes ecossistemas; - Perceber a importância dos modos de produção extensiva, duradoura, como forma de utilização sustentável dos recursos naturais; - Ficar sensibilizado para a importância da valorização dos principais produtos dos ecossistemas mediterrânicos e para as formas de valorização dos recursos silvestres. Estratégias de ensino / aprendizagem - Aulas Teóricas: Aulas expositivas e interactivas; promoção da reflexão sobre a aplicação de conceitos teóricos em vários exemplos de casos práticos, relacionados com os conteúdos programáticos, com o objectivo de desenvolver o espírito crítico; - Aulas Práticas: Aulas de campo e visitas de estudo; estudo de casos; acompanhamento dos alunos na Página 3 de 4 realização dos trabalhos de grupo/individuais, com o esclarecimento de dúvidas, e tentando desenvolver a sua capacidade crítica e competências, na recolha, análise e tratamento de informação; - aprendizagem com a prática da pesquisa bibliográfica, para a realização, apresentação e defesa de um trabalho de grupo/individual; - os alunos têm, ainda, a possibilidade de apoio à distância, via email e/ou plataforma de e-learning. Contribuição para a aquisição e desenvolvimento de competências específicas Fundamental: (Encontra-se no Anexo IV.) Complementar: (Encontra-se no Anexo IV.) Parcial: (Encontra-se no Anexo IV.) Tipos de elementos de avaliação - Trabalho de grupo/individual, obrigatório, com apresentação oral e defesa: 50 % da classificação final; - Exame final, escrito/oral, individual e sem consulta: 50 % da classificação final. Página 4 de 4