RELEVÂNCIA DA GESTÃO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO XXXXX1 XXXXXXXX2 XXXXXXXXXX3 INTRODUÇÃO Este estudo visa explanar sobre a relevância que a gestão ambiental representa para as empresas que buscam produzir sem agredir ao meio ambiente, bem como diagnosticar as diferentes técnicas de produção utilizadas atualmente pelas organizações. Torna-se visível o avanço da humanidade frente ao desenvolvimento, mais ainda a maneira pela qual empresas buscam se desenvolver sem administrar os recursos não renováveis utilizados no processo de fabricação. Frente a este cenário de desenvolvimento e proteção ambiental tornar-se-ia possível a produção sem afetar o meio a qual a sociedade está inserida? É visto que sim, diante das diversas técnicas que hoje já é possível adotarem, como as P+L e a química verde explanadas no decorrer do trabalho. 1 METODOLOGIA Quanto à metodologia, o trabalho caracteriza-se de cunho teórico pelo qual busca referenciar autores que explanam sobre as diversas técnicas disponíveis para as empresas adotarem no processo produtivo. Em relação aos objetivos, classifica-se como descritiva. Já quantos aos procedimentos técnicos a pesquisa torna-se bibliográfica. 2 GESTÃO AMBIENTAL E SUAS TÉCNICAS DE PRODUÇÃO Pode-se dizer que há séculos atrás a preocupação que as pessoas tinham com o meio ambiente era praticamente nulo, pois as mesmas trabalhavam sem agredir a natureza, ou de forma amena. De acordo com Dias, com o surgimento da agricultura e consequentemente o sedentarismo ocorre o início de uma transformação profunda entre o meio ambiente e o ser humano, pois o mesmo necessita de melhores condições de vida etc. (DIAS, 2011). Já com o avanço da humanidade começam a surgir os primeiros problemas para com o meio, como agressão a camada de ozônio, derretimento das geleiras, desmatamentos, poluição das águas e solos. Segundo Junior e Demajoravic, as concentrações de CO2 na atmosfera são atualmente 30%mais elevadas que no ano de 1970, sabe-se ainda que a metade dos rios do mundo estão seriamente contaminados, e ainda mais de 2 bilhões de hectares de solo estão degradados devido a atividade humana (JUNIOR; DEMAJORAVIC, 2006). Não deixando de fora as empresas que por sua vez tem papel importante neste aumento da poluição. Para Dias, “um dos problemas mais visíveis causados pela industrialização é a destinação dos resíduos de qualquer tipo (sólido, liquido ou 1 Mestre em XXXXX – Faculdades Integradas Machado de [email protected] Mestre em XXXXX – Faculdades Integradas Machado de [email protected] 3 Mestre em XXXXX – Faculdades Integradas Machado de [email protected] 2 2 gasoso) que sobram do processo produtivo, e que afetam o meio ambiente [...]” (DIAS, 2011, p.7). Hoje em dia, graças aos consumidores exigentes que se preocupam com o meio ambiente, as empresas se obrigaram a trabalhar e produzir agredindo na menor maneira possível o meio. Segundo Barros, “a estratégia ambiental preventiva - aplicada aos processos, produtos e serviços para minimizar impactos ambientais.” (BARROS, 2013, p.92). É visível que existem procedimentos adotados pelas organizações para diminuir o impacto ambiental, porém, ainda é em pequena escala. Para Dias, embora ainda existam empresários que possui uma visão ultrapassada quanto à preocupação com o meio, também se tem uma mudança bastante sensível no empresariado em relação à percepção da importância da questão ambiental e de como ela pode afetar os seus negócios a curto, médio e longo prazo (DIAS, 2011). O papel das organizações está mudando, ainda que lentamente, mas com um rumo definido para maior responsabilidade social, e não mais unicamente pela sua capacidade de produzir. (DIAS, 2011). Umas das medidas já adotadas por certas empresas é a produção mais limpa (P+L), onde descreve um enfoque preventivo de gestão ambiental, o qual reflete uma mentalidade de produzir com mínimo impacto, dentro dos atuais limites tecnológicos e econômicos, não se contrapondo ao crescimento. (JUNIOR; DEMAJORAVIC, 2006). Ainda para o autor citado anteriormente, a produção mais limpa é um processo de técnicas que buscam a eficiência produtiva, a redução da poluição na fonte, a redução ou eliminação de riscos para o ser humano e ao meio ambiente. Também existem de acordo com o autor processos como a química verde, que nada mais é que o uso da química para prevenir a poluição, ou seja, o planejamento de produtos e processos químicos que sejam saudáveis ao ambiente. A química verde pretende (JUNIOR; DEMAJORAVIC, 2006): a) Prevenir a geração de resíduos; b) Projetar produtos químicos que mantenham sua eficiência ao mesmo tempo em que reduzem a sua toxidade; c) Eliminar o uso de substancias auxiliar (por exemplo: solventes); d) Projetar para a eficiência energética; e) Usar matérias primas e insumos renováveis; Estas premissas como a produção mais limpa, química verde etc., são processos que grandes empresas procuram trabalhar para aumentar a sua responsabilidade com o meio ambiente e produzir agredindo o mínimo possível. Segundo Jabbour e Jabbour, “a relevância da gestão ambiental dentro das organizações reflete a preocupação da sociedade com o meio ambiente.” (JABBOUR; JABBOUR, 2013, p.6). A verificação da sociedade para com as empresas em suas responsabilidades de gerenciar sem degradar ao meio ambiente é um fator estimulante para as organizações se preocuparem cada vez mais com o destino dos dejetos. No parecer de Barros, existem algumas medidas que as empresas podem adotar para prevenir ou diminuir a poluição, que são (BARROS, 2013): a) Redução de poluição na fonte: reduzir o volume ou o peso dos resíduos gerados e modificar as suas características; b) Reúso: usar os resíduos da mesma forma como foram produzidos, como por exemplo, reaproveitar restos de matéria prima; trabalhar novamente peças defeituosas, etc. 3 c) Reciclagem interna: tratar os resíduos para torná-los novamente aproveitáveis nas próprias fontes produtoras; d) Recuperação energética: nem todo resíduo pode ser reciclado, porém pode reaproveitar o poder calorífico para a geração de energia. (BARROS, 2013). Estas medidas e outras que algumas empresas buscam trabalhar e produzir sem agredir o meio ambiente, com uma política voltada para o meio realiza uma gestão ambiental, que para Jabbour e Jabbour, a moderna gestão nas organizações é definida como uma prática de planejamento, organização e comunicação que objetiva a melhoria da relação entre a organização e o meio ambiente (JABBOUR; JABBOUR, 2013). Torna-se contundente a forma de gerenciar com as técnicas utilizáveis no processo de gestão ambiental nas organizações prestadoras dos mais diversos produtos, que de uma forma ou de outra precisa passar por processos de fabricação e descarte. CONCLUSÃO É necessário que haja a produção em grande escala, para que a humanidade e suas necessidades sejam supridas constantemente, todavia é crucial a administração dos recursos não renováveis para evitar a escassez e até mesmo a extinção dos produtos primários para a fabricação. Tudo que se utiliza deve ser administrado para não contribuir com mais uma parcela de dejetos não aceitáveis no ciclo normal de regeneração da natureza. Visto desta maneira, é excelente e bem visto pela sociedade a gestão ambiental organizacional que utiliza práticas como as P+L e química verde, além do reúso, da redução da poluição da fonte entre outras maneiras que visa produzir sem agredir a fonte de tudo que se busca para a produção. REFERÊNCIA BARROS, Ricardo Luiz Peixoto. Gestão ambiental empresarial. Rio de Janeiro: FGV, 2013. DIAS, Reinaldo. Gestão Ambiental: Responsabilidade Social e Sustentabilidade. 2. Ed. São Paulo: Atlas, 2011. JABBOUR, Ana Beatriz Lopes de Souza; JABBOUR, Charpel José Chiapetta.Gestão Ambiental nas Organizações: fundamentos e tendências. São Paulo: Atlas, 2013. JUNIOR, Alcir Vilela; DEMAJOROVIC, Jacques. Modelos de Gestão ambiental: desafios e perspectivas para as organizações. São Paulo: Senac, 2006.