Transcrição da Teleconferência
Resultados do 4T06
6 de março de 2007
Operadora:
Boa tarde, e obrigada por aguardarem. Sejam bem-vindos à teleconferência da
Positivo Informática para a discussão dos resultados referentes ao 4T06. Estão
presentes hoje conosco os senhores Lucas Guimarães, Vice-Presidente
Financeiro e de Relações com Investidores; e Silvia Emanoele de Paula,
Gerente de Relações com Investidores.
Informamos que este evento está sendo gravado e que todos os participantes
estarão apenas ouvindo a teleconferência durante a apresentação da
Companhia. Em seguida, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas,
quando maiores instruções serão fornecidas. Caso algum dos senhores
necessite de alguma assistência durante a conferência, queiram, por favor,
solicitar a ajuda de um operador, digitando *0.
Esse evento também está sendo transmitido simultaneamente pela Internet via
webcast,
podendo
ser
acessado
no
endereço
http://www.positivoinformatica.com.br/ri, onde se encontra a respectiva
apresentação. A seleção dos slides será controlada pelos senhores. O replay
deste evento estará disponível logo após seu encerramento.
Antes de prosseguir, gostaríamos de esclarecer que eventuais declarações que
possam ser feitas durante essa teleconferência, relativas às perspectivas de
negócios da Positivo Informática, projeções e metas operacionais e financeiras
constituem-se em crenças e premissas da diretoria da Companhia, bem como
em informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não são
garantia de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois
se referem a eventos futuros, e, portanto, dependem de circunstâncias que
podem ou não ocorrer. Investidores devem compreender que condições
econômicas gerais, condições da indústria e outros fatores operacionais podem
afetar o desempenho futuro da Positivo Informática, e podem conduzir a
resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais
considerações futuras.
Agora, gostaríamos de passar a palavra ao Sr. Lucas Guimarães, que iniciará a
apresentação. Por favor, Sr. Guimarães, pode prosseguir.
Lucas Guimarães:
Boa tarde a todos. É um prazer tê-los nessa primeira divulgação de resultados
da Positivo Informática. A gente estará passando uma apresentação, eu vou
guiar vocês pelos slides. Estamos bastante contentes com os resultados,
esperamos poder partilhar com vocês essa nossa performance do 4T e do ano
fechado de 2006.
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Resultados do 4T06
6 de março de 2007
Na página três, uma breve recapitulação da nossa abertura de capital e alguns
dados da ação desde que ela começou a negociar no mercado. A gente está
listado no Novo Mercado, dia 11 de dezembro foi o dia do nosso IPO.
Levantamos R$604 milhões, precificando no topo da faixa com uma demanda
6x maior do que a oferta nessa precificação. O free float atual é 29,3%.
Tivemos uma procura muito forte - recorde, segundo a Bovespa, desde 2004 de 18.466 pessoas físicas. A ação performou muito bem desde o IPO, subiu
14%, colocando o dia 2 de março como referência, contra o Ibovespa de 1,26%
negativo. A liquidez tem sido muito boa, R$8,9 milhões é a liquidez média após
o greenshoe, e hoje as ações que estão no mercado estão majoritariamente
nas mãos de investidores estrangeiros, aproximadamente 70% na mão de
investidores estrangeiros.
Na página quatro, vocês podem ver como a nossa receita líquida ficou dividida
nas duas áreas em que atuamos, que é a tecnologia educacional, com 3,9%, e
a área de hardware, com 96,1%. Na área de tecnologia educacional, nós
tivemos um crescimento de 23% de receita líquida esse ano, ficamos com uma
divisão, entre os três negócios, da seguinte forma: 38% são portais
educacionais, 53% para software escola e 8,6% para software varejo. Desses
três segmentos, o que mais cresceu foi software varejo, cresceu 30%. Software
escola cresceu 27%, e portais educacionais cresceu 16%.
Na parte de hardware, a receita líquida cresceu 93%, ficou dividida em
desktops, 91,4% e notebooks, 8,4%. Não está aqui no slide, mas é importante
salientar que a nossa divisão de receita por canal de distribuição ficou parecida
com aquela que a gente havia apresentado no 3T, ou seja, 81% no varejo,
16,5% na área de vendas para governo, e 2,1% para a área corporativa, que,
essa sim, cresceu.
Na página cinco, a gente vai continuar explorando vendas e receita. O
crescimento, vocês podem ver no primeiro gráfico, o crescimento de vendas foi
estrondoso, tanto no ano quanto trimestre contra trimestre - 107% comparando
trimestre com trimestre e 120% comparando ano contra ano; chegamos a
834.000 PCs vendidos em 2006.
Essa marca é muitíssimo relevante, nos coloca, no ano, com uma venda
praticamente 2x maior do que o segundo e o terceiro colocado, e 3x maior do
que o competidor nacional mais próximo.
Olhando agora por produto, em desktop o crescimento foi de 94% trimestre
contra trimestre, 111% ano contra ano, também um crescimento muitíssimo
forte. No notebook,o crescimento foi ainda maior, a gente partiu de uma venda
muito pequena em 2005, foram só 4.500 notebooks que a gente vendeu em
2005, chegamos a 45.000 notebooks, um crescimento de 908% ano contra
ano. Isso nos posicionou como o terceiro vendedor de notebooks no mercado
comparando ano cheio, ano completo. Se olhar só o 4T, a gente ficou em
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segundo lugar, para quem estava no começo do ano em oitavo. Isso acho que
demonstra bastante a capacidade da Positivo Informática de entrar com novas
linhas de produtos no mercado e de crescer de forma muito convincente.
Finalmente, receita bruta. O crescimento não acompanhou o crescimento de
vendas, que, obviamente, houve uma redução no preço médio, mas ainda
assim foi um crescimento muito forte: 78% trimestre contra trimestre, ou 84%
ano contra ano. O preço médio do computador da Positivo Informática no mix
de vendas caiu 14%, que ficou em linha com a queda que o IDC verificou no
mercado, que foi uma queda de 18%. É uma conseqüência natural da redução
de PIS/COFINS, da busca por configurações populares e da redução do preço
do dólar.
Na página seis, a gente vai olhar a receita líquida, no primeiro slide a gente já
cobriu isso aqui. Só salientar a participação de tecnologia educacional, vocês
podem ver, como eu comentei, já, que houve um crescimento, a participação
diminuiu, mas não porque a tecnologia educacional decresceu. A gente olha
sempre a tecnologia educacional com muito bons olhos e com muita atenção
porque é um segmento que proveu a margem EBITDA praticamente 2x maior
do que a margem EBITDA da parte de computadores, chegando a 28% a
margem para tecnologia educacional.
Falando em EBITDA, agora para a empresa como um todo. A margem
EBITDA, vocês podem verificar que o EBITDA cresceu 35% trimestre contra
trimestre, a margem EBITDA caindo de 21,1 para 15,4, e, comparando ano
contra ano, o crescimento de EBITDA foi de 61%, chegamos a R$177,8
milhões de EBITDA para o ano de 2006, e a margem EBITDA caiu de 18%
para 15,3%. O lucro líquido cresceu 47% comparando trimestre com trimestre e
68% comparando ano em ano.
É importante verificar a tendência da margem dentro do ano de 2006, havia
muita preocupação no road show em relação à sustentabilidade das nossas
margens por causa da tendência do 3T, que foi um trimestre bastante difícil, no
qual a gente não rendeu tanto quanto esperava, e que houve entrada muito
forte de concorrentes, que abalou um pouco a precificação. No entanto, vocês
podem verificar que no 4T, mesmo com todos os concorrentes no mercado,
conseguimos sustentar a margem e chegamos a 15,4%, um crescimento de
250 pontos base em relação ao 3T06.
Na próxima página, vou fazer uma pequena pausa nos números para explicar
um pouco do contexto da empresa e do contexto do mercado e da performance
da Positivo Informática no mercado, especificamente o mercado de varejo, que
tem sido o grande propulsor do nosso crescimento. Quando a gente entrou
nesse mercado, em meados de 2004, a empresa já tinha um histórico de muito
sucesso, o Grupo Positivo tinha um histórico de muita credibilidade, e isso foi
muito importante nas nossas primeiras vendas para o varejo.
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A nossa história de qualidade foi fazendo computadores para o governo, foi
muito importante, também, nós não começamos da noite para o dia e
resolvemos fazer computadores, a gente já tinha um histórico de 14 anos
produzindo, e com muita qualidade. Tínhamos uma rede de assistência técnica
espalhada pelo Brasil, que levou 14 anos para construir. A força de vendas que
a gente trouxe para nos auxiliar não foi uma força de vendas iniciante, a gente
trouxe a força de vendas principalmente do mercado cinza, de empresas que
tinham saído de atuação por problemas financeiros, então nós já partimos de
um relacionamento muito forte com o varejo, com a rede varejista.
É uma cultura, dentro da empresa, de muito dinamismo, dinamismo
operacional muito forte, dado que a empresa sempre passou por grandes
alterações na taxa de câmbio, e com a exposição de câmbio que a gente tinha
isso sempre fez a empresa se adequar a determinados momentos de mercado.
E, além disso, atuando no mercado de governo, no qual a previsibilidade é
muito difícil e no qual há grandes licitações que pautam o ano, a empresa
sempre soube se alinhar muito bem para produzir e conseguir entregar, às
vezes, muitas vezes mais do que havia produzido no mês, ou no trimestre
anterior.
Então, essa é uma cultura que nos ajudou muito a tirar proveito do crescimento
que o varejo veio apresentando. Finalmente, trouxemos um custo muito
competitivo para esse mercado.
No contexto externo, a gente teve um USD declinante, desde de idos de 2004
que, claro, reduziu o preço. A redução dos impostos também ajudou a reduzir o
preço e isso tudo, obviamente, auxilia a demanda. Havia uma lacuna no varejo,
varejistas tinham muito receio de vender computadores, havia muito problema
de assistência técnica, as empresas que estavam no varejo eram empresas
informais, em boa parte, e nós aproveitamos isso muito bem. Uma demanda
reprimida muito forte, especificamente nas classes B, C e D. A penetração, de
maneira geral no Brasil, é muito baixa, no Brasil, hoje, nós estamos em torno
de 19%, a Argentina, que não tem uma economia pujante, vocês sabem, tem
24% de penetração, então, o Brasil ainda tem muito o que aumentar. E claro, a
Internet sendo muito popularizada, estando na mídia, estando nas novelas,
estando em todos os lugares, isso sempre causando um desejo pelo
computador muito forte nas classes C e D.
A nossa estratégia foi uma união de nossas capacidades internas e dessa
oportunidade no mercado, nós conseguimos performar muito bem, com clientes
finais muito satisfeitos, com pouco problema de retorno à loja, e quando havia
problema, a assistência técnica muito forte, atuante, nos permitiu penetrar
muito rapidamente nas grandes redes de varejo. A nossa escala permitiu que a
gente produzisse muitos modelos, e isso ajuda muito na coordenação de
preços, para evitar embate direto através de preço.
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Resultados do 4T06
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Acabamos criando, junto ao varejo, um segmento rentável, até então
desconhecido, ou que havia muito receio. A gente sabe de varejistas que
vendiam pouco mais de 1.000 computadores, ou nem isso, e hoje vendem
40.000 computadores por mês, para dar um número.
O re-investimento foi muito forte, a empresa re-investiu fortemente tanto na
capacidade de produção quanto no capital de giro, com esse crescimento de
venda em torno da demanda, o capital de giro é muito forte. E isso tudo acabou
resultando em uma liderança em termos de marca na classe B e C, enquanto
que classe A, classe B1, marcas como Dell e HP são muito fortes, nas classes
C e D essas marcas não dizem muita coisa, e a nossa marca é muito forte,
porque é lá que nós estamos vendendo, e vendendo para quem está
conhecendo computador pela primeira vez.
Isso tem nos permitido precificar melhor, hoje nós não somos o preço mais
barato do mercado, a gente consegue precificar acima dos entrantes e dos
outros concorrentes no varejo e vender mais do que eles; e a força do boca a
boca é importante, o boca a boca é, realmente, segundo pesquisas, 70% da
decisão está baseada no boca a boca na classe C. Então, investir em marca,
investir principalmente, também, na parte de assistência técnica e suporte ao
usuário muito forte, para reforçar esse boca a boca. E claro que com isso
tivemos um ganho de escala brutal.
Isso tudo vai nos ajudar a entender melhor os números das próximas páginas.
Na página oito, vamos dar uma olhada no nosso custo de produto vendido. O
custo do produto vendido subiu, como não haveria de ser diferente, com o
crescimento de venda ele subiu 95% na comparação trimestral, e 92% na
comparação anual, e o custo, em grande parte variável, 96% variável, e 94%
dele estando atrelado ao USD – são os componentes que a gente importa ou
compra no Brasil, mas que têm um referencial em USD. Isso é importante
notar, porque é onde a gente está tendo grande ganho na compra, muito mais
do que na parte fixa, que não é realmente tanto que ganha na parte fixa.
Sempre há o que ganhar, também, mas é na compra onde percebemos
maiores evoluções no nosso ganho de escala.
Especificamente a negociação direta com fornecedores, a gente tem
conseguido melhorar a nossa compra de componentes, e, com isso, a gente
tem conseguido sustentar margem, mesmo diante da indústria em que há
muitos novos entrantes, que muitas vezes estão querendo comprar mercado a
troco de preço.
Vocês podem ver no gráfico à direita, na parte superior, como lucro bruto e
margem bruta se portaram. Margem bruta passando de 30,9% para 27,5%,
trimestre a trimestre, e, ano a ano, de 27% para 25,7%. Vocês podem ver que
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dentro do ano a evolução da margem bruta também é positiva, a gente, no 4T,
conseguiu precificar bem e comprar muito bem, tivemos um crescimento de
360 pontos-base comparativamente ao 3T06.
Na página nove, uma outra parte importante do nosso demonstrativo de
resultados são as despesas operacionais, que também cresceram bastante,
97% trimestre contra trimestre, 98% ano contra ano. As despesas operacionais
são grandemente despesas com vendas, no qual marketing tem o maior peso,
74,9% das despesas operacionais são compostas por despesas com vendas.
Marketing e assistência técnica são os dois maiores componentes, que
representam 59,1% dessas despesas em 2006, e 67,7% no 4T06. Financeiras
representando 9,2% e gerais e administrativas, 21%.
Vocês podem ver que a margem operacional se portou de tal forma que saiu de
18,6% para 13% no trimestre contra trimestre, e no ano contra ano, de 15,6%
para 13,7%. Também a evolução da margem operacional no ano foi positiva,
no 4T tivemos um ganho de 130 pontos-base em relação ao 3T06.
Na página dez, a gente junta essas duas coisas para explicar a margem total
da empresa. Enquanto a gente teve esse ganho de escala, essas compras bem
feitas, teve essa precificação sustentável no 4T, a gente teve, por outro lado,
um aumento de despesas operacionais. Vocês podem ver, no primeiro gráfico,
o que exatamente aconteceu no 4T. Vocês podem ver, também, como as
despesas com vendas, que responde a 75% das despesas operacionais, se
comportou, ela saiu de 6,6% para 11% da receita líquida, enquanto que na
parte de gerais e administrativas a gente teve um ganho de escala, saindo de
2,7% e terminando em 1,9%.
Se, por um lado, esse aumento de despesas com vendas e pós-vendas nos
preocupa, por outro lado a gente vê a importância estratégica desses
investimentos. A gente tem que reforçar esse boca a boca que eu comentei
com vocês, e ter uma boa assistência técnica é fundamental. Para vocês terem
uma idéia, o nosso suporte ao usuário, e o nosso usuário é um usuário que, em
grande parte, não conhece o computador, tem sido muito forte. No último
trimestre foram 906 ligações diárias, e 1.883 e-mails diários que a gente
respondeu através do nosso call center.
Também, não apenas em marketing, a gente investiu nas grandes campanhas
de final de ano, vocês com certeza devem ter visto a marca Positivo na mídia,
nas mais diversas mídias, em jornal e também na televisão, mas também no
chão de vendas, e essa é uma escolha de marketing que muitas vezes não
aparece, mas é essencial e absolutamente estratégico. A gente tem hoje mais
de 250 promotores de venda espalhados pelo Brasil, temos uma equipe que
está treinando constantemente as forças de venda sobre os nossos produtos e
sobre as funcionalidades dos produtos, isso faz muita diferença na hora de
decidir e na hora da venda.
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Resultados do 4T06
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Na página seguinte, voltando para a parte mais financeira, a dívida líquida da
empresa é muito baixa, na verdade é uma divida líquida negativa hoje, em
grande parte por causa da entrada dos recursos do IPO. Estamos hoje com
uma dívida negativa de R$53,6 milhões de reais. A nossa única dívida é uma
dívida do BNDES, um financiamento que nós estamos acabando de pagar
agora em março, são $8,6 milhões.
Capital de giro, capital de giro financeiro, mais especificamente, englobando
estoques, contas a receber e contas a pagar, cresceu 29,8% em relação ao
3T06, mas apresentou ganho quando a gente faz um estudo do ciclo de caixa
relativamente ao 3T, em função de um desconto de recebíveis que a gente
promoveu em função do controle de giro de estoques e de uma redução de
prazo junto a fornecedores. Vocês podem ver que a gente teve um ganho no
ciclo de caixa de 19 dias quando a gente olha para essas contas financeiras.
Na página seguinte, página 12, são os investimentos da empresa nos últimos
três anos e o que a gente está prevendo agora, para 2007. A maior parte dos
investimentos é investimento em pesquisa e desenvolvimento, vocês sabem
que nós temos uma exigência do Estado para redução do IPI na venda de
computadores e investir um pedaço do nosso faturamento em pesquisa de
desenvolvimento. Por termos uma área de software educacional, a gente
consegue investir isso em um negócio rentável, que eu considero um
diferencial em relação aos nossos competidores. Essa exigência tem uma
redução de 50%, que foi renovada até 2009. Então, a gente deve manter esse
nível previsto em 2007 em função dessa alíquota que foi mantida, reduzida em
50%.
Estamos também finalizando a implantação do ERP, isso deve ocorrer agora
no 2T07, e estamos destinando recurso para oportunidades de verticalização,
para redução de custos, a gente pretende verticalizar, e estamos estudando
verticalizar algumas etapas da nossa operação.
No próximo slide a gente vai cobrir um pouco de mercado. Na página 14, vocês
podem ver o nosso market share no mercado total, aquele que considera
também as empresas do mercado cinza, ficamos com 12%, o dobro das
nossas concorrentes mais próximas, que seriam HP e Dell, e 3x maior do que o
nosso concorrente nacional mais próximo. Vocês podem observar também a
evolução do market share, no qual nós alcançamos 15,2% no mercado total
agora no 4T, um aumento de 560 pontos-base em relação ao 3T.
Na página 15 temos a participação, expurgando o mercado cinza. A nossa
participação dobra porque o mercado cinza é metade do mercado total, então a
gente vai para 24%, e os nossos concorrentes também, todos dobram de
participação. Vocês podem ver no gráfico à direita que houve uma evolução de
um mercado oficial de forma a crescer muito, e hoje o mercado oficial já é
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Resultados do 4T06
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maior do que o mercado cinza, e não é que o mercado cinza está diminuindo
em número, ele está mais ou menos se mantendo, às vezes até crescendo um
pouco, mas muito pouco. O que está acontecendo é que o mercado oficial está
crescendo de forma brutal.
Na página 16, a gente foca mais especificamente no varejo. Como a gente
participa do varejo, com 35% das vendas, é uma liderança muito forte, temos
uma boa vantagem em relação ao segundo colocado, quer dizer, 3x maior que
o segundo colocado, praticamente, no varejo. E tivemos um share de 36,6%,
em um mercado que atingiu 734.000 unidades vendidas só no 4T06.
Na página 17, alguns números, algumas estimativas que a gente fez em função
das pesquisas que a gente colheu no mercado. Você sabe que o varejo é o
principal acesso, é o principal canal de acesso para o primeiro PC, para quem
está comprando seu primeiro PC. Na tabela que vocês estão vendo neste slide
existe uma estratificação de acordo com a elasticidade de preço e
estratificação por renda. Vocês podem ver qual o percentual, por classe social,
que estaria disposto a comprar um computador ou teria condição de comprar
um computador no limite máximo de R$1000. Esse percentual chega, por
exemplo, a 57,2% na classe C e 30% na classe D e E.
Na pirâmide ao lado, vocês verificam qual o número de famílias que tem por
classe de renda - é claro que as classes D e E são as mais representativas, e
onde há a menor penetração de computadores. A classe C também bastante
representativa, com uma penetração muito baixa, 18,8%. Se vocês
extrapolarem, ou seja, se a gente fizer conta desse percentual, que já se
declara capaz e disposto a comprar o computador, evoluindo, aumentando
essa penetração, da penetração vigente para a penetração teórica, que poderia
obter, no atual patamar de preço, a gente estaria falando de 14,9 milhões de
residências que estariam comprando seu primeiro computador e já poderiam
comprar seu primeiro computador.
Aplicando nosso share no varejo, de em torno de 30%, a gente estaria falando
de um mercado potencial, só da Positivo Informática, de cinco milhões de PCs;
esses primeiros usuários. Então, tem muito crescimento pela frente, ao nosso
ver.
Na página 18, a evolução do varejo. Você sabe que o varejo é quem dá o
crédito para a classe C, é quem realmente está comentando o crescimento
desse mercado. A venda de PCs no varejo atingiu 1,9 milhões de unidades no
ano de 2006. O IDC está prevendo um crescimento anual composto de 35,5%
de 2007 a 2010, um crescimento muito forte, é, com certeza, o segmento do
mercado que está mais crescendo. Vocês podem ver no gráfico à direita o
quanto é a participação do varejo no mercado total, na venda do mercado total.
Em 2005 era 15,6%, em 2006 deu um crescimento abrupto de 27,6%, e agora
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Transcrição da Teleconferência
Resultados do 4T06
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há uma previsão do crescimento mais paulatino, chegando a 46% em 2010;
também previsões do IDC.
Na página 19, que é o último slide da apresentação, a gente salienta que existe
uma agenda positiva do governo para a inclusão digital no Brasil, que a gente
acha muito importante. Vem, em função dessa agenda, aumentando muito a
demanda, porque o computador está ficando mais acessível, seja porque há
financiamento, seja porque o preço está mais barato. A extensão do programa
“Computador para Todos”, acho que é uma coisa importantíssima, chegamos a
R$600 milhões para esse programa em 2007, que é o dobro da verba
destinada em 2006. Houve um aumento do limite de isenção de PIS/COFINS
para os computadores vendidos, antes era R$2.500 para desktops, R$3.000
para notebooks, agora está em R$4.000 para qualquer computador.
Se, por um lado, isso não nos afeta de forma muito grande na parte de varejo e
na parte de governo, onde a média de preços já é bastante inferior a isso, é
importante na área corporativa, sim, e é importante como um sinalizador do
governo em relação às suas políticas. O governo está entendendo que é muito
melhor ele cobrar um imposto pequeno de um mercado formal muito grande do
que ficar querendo cobrar um imposto altíssimo de um mercado formal mínimo,
no qual há muito contrabando, e no qual o governo não ganha nada com esse
contrabando. Existem levantamentos que o governo está arrecadando mais,
apesar da redução de PIS/COFINS, está arrecadando muito mais nesse
segmento da economia.
E, finalmente, uma notícia bastante recente, a reunião que houve entre
ministros e o presidente na semana passada, se alardeou muito essa coisa do
PAC da Educação, um investimento de R$8 bilhões ao longo de quatro anos.
Os nossos contatos no ProInfo, que é, lá dentro do MEC, a área responsável
pela parte de informatização de escolas, há um clima de muito otimismo, há um
entendimento de que dessa vez vai.
A gente está vendo, enfim, é possível contar com o governo, a gente não deve
contar com o governo na nossa estratégia, mas é impossível deixar de ver o
governo se movimentando em relação a essa informatização das escolas.
Vocês sabem que no 4T06 nós vencemos uma licitação, que vai ser entregue
agora no 1T07 e no 2T07 – mas essa licitação essencialmente são 89.000 PCs
comprados para as escolas de ensino médio, em torno de 16.000 escolas vão
receber laboratórios de informática.
Se você pensa em 160.000 escolas no Brasil, você sabe que isso é realmente
a ponta do iceberg, e se o governo estiver sério em relação a equipar as
escolas com computador, eu acho que a Positivo Informática vai se beneficiar
muito disso; e vai se beneficiar também do lado da tecnologia educacional, no
qual a gente provê soluções educacionais, e estamos em posição de liderança
sem igual, hoje, no Brasil.
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Transcrição da Teleconferência
Resultados do 4T06
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Finalmente, sabemos que o governo está se movimentando para fazer o
“Computador para Todos”, o PC para todos, para notebooks; temos participado
das discussões junto ao governo, acreditamos que é uma coisa que deve
acontecer em um futuro próximo.
Vocês podem ver, finalmente, nesse slide, como é que o mercado cinza deve
se portar em função desse cenário todo, chegando, da atual participação de
50,8% de 2006, a 41,7% apenas em 2010; o crescimento anual composto do
mercado oficial previsto de 24,3% nesse período.
Bom, da minha parte era isso. Eu gostaria de agradecer a presença de todos e
abrir agora para perguntas.
Basílio Ramalho, Unibanco Asset Management:
Boa tarde. Por favor, eu gostaria que vocês pudessem comentar um pouco a
respeito das perspectivas. Eu sei que vocês se baseiam nas estimativas
oficiais, mas se vocês pudessem dar um sentimento de como estão indo as
vendas agora nesse início de ano, expectativa para o restante do ano; tem
esses dados positivos dessa licitação que vocês venceram. Se vocês
pudessem comentar um pouco a esse respeito...
Positivo:
Eu acho que a gente pode raciocinar um pouco essa licitação; a gente
realmente não dá guidance, você sabe, mas essa licitação é de 90.000 PCs
que vão ser entregues entre o 1T e o 2T. Isso nós entendemos como uma
coisa muito positiva, que vai nos ajudar a crescer bastante nesse trimestre.
O nosso sentimento em relação ao varejo, que é 80% do negócio de hardware
hoje é que o varejo está muito demandado. A gente tem visto os varejistas
virando bastante o seu inventário, ninguém está parando, em um ritmo muito
forte; essa demanda tem se mostrado uma constante no varejo, esse
crescimento de demanda.
Então o sentimento eu posso dizer que é muito bom e de muita confiança.
Basílio Ramalho:
Está OK, obrigado. Bom, aproveitando, eu gostaria que vocês pudessem
comentar um pouco a respeito das despesas operacionais para este ano, se há
alguma medida que vocês estão tomando para reduzir um pouco o peso das
despesas operacionais, ou se simplesmente vocês esperam ter uma diluição aí
com o próprio crescimento das vendas, e nenhuma medida mais específica
para redução.
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Transcrição da Teleconferência
Resultados do 4T06
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Positivo:
Particularmente em assistência técnica, a gente teve alguns percalços no 4T
que a gente não prevê que voltem a ocorrer – especificamente, houve alguma
dificuldade na entrega de componentes, e na parte de frete a gente acabou
adotando muito frete aéreo para abastecer os nossos pontos de assistência
técnica; isso ao longo de um trimestre muito atribulado, de muita produção...
Foi uma dificuldade que a gente teve. Então, teve uma despesa aí que a gente
não prevê que volte a ocorrer.
Em relação a tendências de despesas, a gente está vendo essas despesas
com um misto de preocupação, de muita autocrítica, mas ao mesmo tempo
também de uma confiança de que investir em marketing, investir em venda e
pós-venda é essencial.
Então, é buscar a eficiência absoluta nesses investimentos para também tentar
apresentar algum ganho de escala neles nos próximos trimestres. Mas, enfim,
é um trabalho em progresso, Basílio. Estamos olhando com... Eu,
particularmente, da parte financeira, estou olhando com preocupação isso, mas
eu estou vendo também as áreas operacionais se movimentando,
especificamente a parte de assistência técnica se estruturando. Então, vamos
aguardar os próximos trimestres para ver.
Basílio Ramalho:
Está OK, obrigado.
Operadora:
Agora, gostaríamos de devolver a palavra à Companhia para as considerações
finais.
Positivo:
As considerações finais, a principal delas é convidar a todos para a conferência
do UBS que nós teremos amanhã; nós vamos estar no CEO Conference do
UBS, o Hélio, que é o nosso CEO, vai estar apresentando. Se vocês puderem
estar presentes no evento em São Paulo, são todos convidados nossos. E
agradecer ao interesse de todos no nosso conference call. Obrigado.
Operadora:
O conference call da Positivo Informática está encerrado. Agradecemos a
participação de todos, e tenham uma boa tarde.
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