FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA SÉRGIO AROUCA ANÁLISE DA FUNCIONALIDADE DO PRONTUÁRIO DE ATENDIMENTO DO GERENCIADOR DE INFORMAÇÕES LOCAL (GIL) EM UMA UNIDADE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO. Levi Faustino dos Santos Dissertação apresentada como requesito parcial para obtenção do título de Mestre no Programa de Mestrado Profissionalizante em Gestão da Informação e Comunicação em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública – Fundação Oswaldo Cruz. Orientadora: Elyne Montenegro Engstrom Rio de Janeiro 2010 DEDICATÓRIA À memória de meus pais e avó, que com dificuldades, generosidade e sabedoria construíram minha base humana. À minha filha Beatriz, para quem dedico minhas conquistas, pelas alegrias e imenso orgulho que me proporciona. À minha companheira Deise, pelo companheirismo exercido nos diversos momentos de dificuldades e alegrias. À minha família e aos amigos, que representam e significam muitíssimo em minha vida, principalmente pelas possibilidades de trocas existentes nos relacionamentos. 1 AGRADECIMENTOS Aos profissionais de Equipe de Saúde da Família do módulo Samora Machel, Gerência e Coordenação do cuidado do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Farias (CSEGSF) envolvidos na pesquisa, parceiros fundamentais para o sucesso do trabalho de campo. Aos profissionais do SEDIS e no cuidado, apoio e comprometimento para execução deste trabalho. Aos amigos de trabalho do Datasus, departamento onde tive privilégio de suscitar as dúvidas inquietantes na procura de respostas para as perguntas de ordem profissional, na busca de um mundo mais justo e equânime. A minha orientadora Elyne Engstrom, pela paciência e generosidade na construção conjunta do presente trabalho. 2 Resumo Este trabalho apresenta o relato e a análise de uma experiência adrede planejada para a utilização do prontuário de atendimento do gerenciador de informações locais (GIL) – sistema de informação desenvolvido pelo MS/Datasus que visa processos de trabalho de estabelecimentos ambulatoriais do SUS – numa unidade de atenção primária do município do Rio de Janeiro: o Centro de Saúde Germano Sinval Faria, da ENSP/Fiocruz. Sucintamente, as principais ações em cada setor de trabalho foram: (i) no setor de atendimento clínico aos pacientes, a coleta de informações ambulatoriais realizadas diretamente no computador; (ii) no setor de documentação e informação em saúde, a reorganização dos processos de trabalho visando o alinhamento com a nossa pesquisa; (iii) no setor de coordenação do cuidado e gerência do nível local, a verificação do nível de utilização das informações em saúde geradas pelo SI. Uma das conclusões elaboradas é que, com os aperfeiçoamentos sugeridos pelo grupo de estudo, o prontuário de atendimento do GIL atenderá as necessidades de informações em saúde para a gestão de estabelecimentos de atenção primária do SUS. . Palavras-chaves: Atenção primária, Registro eletrônico, Informação em saúde, SUS Abstract:. This paper presents a description and analysis of an experience adrede planned to use the medical care of the local information manager (GIL) - information system developed by MS / Datasus designed to work processes of the SUS health clinics - a unit of primary care facilities in Rio de Janeiro: the Health Center Sinval Germano Faria, ENSP / Fiocruz. Briefly, the main actions in each sector of employment were: (i) sector clinical care provided to patients, the data collection procedures performed directly on the computer, (ii) in the field of documentation and information on health, the reorganization of work that will align with our research, (iii) sector coordination of care and management of local government, to verify the level of use of health information generated by SI. One conclusion drawn is that with the improvements suggested by the study group, the medical care of GIL meet the needs of health information for the management of establishments of primary care SUS. Key-words: Primary, Electronic Registration and Health Information 3 SUMÁRIO 1. Introdução 9 2. Justificativa 2.1 – Política Nacional de Atenção Básica 15 2.2 – Política Nacional de Informação e Informática em Saúde 16 2.3 – O Datasus e a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde 18 2.4 - A importância das informações em saúde no âmbito local 19 2.5 - GIL 2.5.1 - Gênese e potencialidades 22 2.5.2 - Explorando as Potencialidades do GIL 25 2.6 Contexto institucional – Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria/ENSP 34 3. Objetivos 3.1 Geral 36 3.2 Específicos 36 4. Metodologia 37 5. Resultados 43 6. Discussão 56 7. Referências Bibliográficas 64 4 Lista de siglas SIGLA ABNT ACS CID CMS CNES CFM CTI COSAB CSEGSF DAB DATASUS EAS ESF GIL HIPERDIA MS OMS PACS PNAB PNI PNIIS PSF SEDIS SIAB SIASUS SIGAB SIGTAP SISPRENATAL SISVAN SUS DESCRIÇÃO Associação Brasileira de Normas Técnicas Agente Comunitário de Saúde Código Internacional de Doenças Centro Municipal de Saúde Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde Conselho Federal de Medicina Centro Tecnológico de Informática Coordenação de Sistemas de Atenção Básica Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria/ENSP/FIOCRUZ Departamento de Atenção Básica Departamento de Informática do SUS Estabelecimento de Assistência à Saúde Estratégia de Saúde da Família Gerenciador de Informações Locais Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos Ministério da Saúde Organização Mundial da Saúde Programa de Agentes Comunitário de Saúde Programa Nacional de Atenção Básica Programa Nacional de Imunizações Política Nacional de Informação e Informática em Saúde Programa de Saúde da Família Serviço de Documentação e Informação em Saúde Sistema de Atenção Básica Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS Sistema de Gerenciamento de Ambulatoriais Básica Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional Sistema Único de Saúde 5 Lista de Quadros Quadro 1. Utilização da informação do GIL na rotina gerencial e SEDIS do CSEGSF/ENSP 2009. 46 Quadro 2. Potencialidades das informações do GIL segundo grupo de estudo no CSEGSF. Rio 48 de Janeiro, 2009 Quadro 3, Dificuldade no uso e pontos fracos do GIL segundo grupo de estudo no CSEGSF 50 (SEDIS). Rio de Janeiro, 2009 Quadro 4. Informações que gostaria de obter e sugestões para melhorias do GIL segundo 52 grupo de estudo no CSEGSF. Rio de Janeiro, 2009. Quadro 5. Prontuário de atendimento do GIL, segundo grupo de estudo no CSEGSF. Rio de 55 Janeiro, 2009 6 Anexos i. Lista de figuras Figura 1. Tela de lançamento dos dados de atendimento ao paciente do Sistema GIL Figura 2. Quantitativo de usuários que fizeram “download” do GIL por motivo de implantação, dezembro de 2009. Figura 3. Total de municípios e Estabelecimento de Saúde que utilizam o GIL, dezembro de 2009. Figura 4. Tela de cadastramento de Estabelecimento Assistencial de Saúde do GIL, dezembro de 2009. Figura 5. Tela de Cadastramento de Profissionais do GIL, dezembro de 2009. Figura 6. Tela de Cadastramento de usuários do GIL, dezembro de 2009. Figura 7. Diagrama de Apresentação do GIL Figura 8. Tela Prontuário de Atendimento do GIL, dezembro de 2009. Figura 9. Seleção para impressão dos exames solicitados, prescrição de medicamentos, dados do Prontuário de Atendimento dos usuários do GIL, dezembro de 2009. Figura 10. Tela de lançamento dos atendimentos individuais do GIL com as abas de dados de atendimento e Prontuário de Atendimento, dezembro de 2009. Figura 11. Tela de Impressão de prescrição de medicamentos do GIL, dezembro de 2009. Figura 12. Tela de Impressão de dados do Prontuário de Atendimento do GIL, dezembro de 2009. Figura 13. Tela de consulta aos procedimentos Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS, dezembro de 2009 Figura 14. Tela de Impressão dos dados do Prontuário de Atendimento do GIL, dezembro de 2009. Figura 15. Tela de Impressão de prescrição de medicamentos do GIL, dezembro 2009. 7 ii. Termo de consentimento livre e esclarecido iii.Questionários (Coordenadores da atenção básica / Gerente do Centro de Saúde, Serviço de documentação e informação em saúde e Profissionais do atendimento ambulatorial) iv.Orientações para preenchimento do prontuário de atendimento do GIL v. Listagem dos procedimentos possíveis de serem realizados pelas Especialidades Médico de Saúde da Família e Enfermeiro de Saúde da Família 8 INTRODUÇÃO Ao ter como premissa que o uso adequado da tecnologia da informação possibilita melhorar a saúde da população de um país, a implementação da Política brasileira de informação e informática em saúde impõe desafios a gestores e profissionais tais como qualificar, integrar e articular informações em saúde, que subsidiem a formulação e avaliação de políticas e ações de saúde. Uma estratégia importante para tal qualificação é o registro eletrônico dos eventos em saúde - em ações individuais e coletivas. Este deve objetivar a melhoria da qualidade e eficiência dos processos de trabalho, automaticamente alimentando a cadeia de informações e eliminando todos os demais instrumentos paralelos de coleta relativos a este evento. (PNIIS, 2006). Segundo Wakers et al (1999), o registro eletrônico em saúde é qualquer informação relacionada com o passado, presente ou futuro da saúde física e mental, ou condição de individuo, que reside em um sistema eletrônico usado para capturar, transmitir, armazenar, disponibilizar, ligar e manipular dados multimídia com propósito primário de um serviço em saúde. O registro em saúde, que teve seu início na prática clínica, para acompanhamento da evolução dos doentes, devem ser completos, acurados, objetivos e concisos de forma a potencializar o uso de bases de dados administrativas, que têm prontuários como fonte de dados, na avaliação da qualidade da assistência à saúde (Vasconcellos, 2008). Segundo os autores, o registro em saúde deve ser considerado critério de avaliação da qualidade da prestação de serviço de saúde, isto é, a qualidade dos registros efetuados é reflexo da qualidade da assistência prestada, sendo ponto chave para informar acerca do processo de trabalho. No âmbito da atenção a saúde da população, uma fonte importante de registro em saúde é o prontuário do paciente ou usuário, definido como o documento único, constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registradas, geradas com base em fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo. Os registros em saúde são estratégicos para a decisão clínica e gerencial; para a formulação; implementação e avaliação de políticas públicas; para documentar demandas legais; para o apoio à pesquisa e formação profissional. Os usuários dos 9 prontuários são, portanto, os profissionais diretamente envolvidos na prestação do cuidado e na gestão, pesquisadores, docentes, alunos do campo da saúde e o próprio paciente. (Vasconcellos, 2008) A utilização das ferramentas e instrumentos da informática no processo do atendimento de pacientes auxilia os profissionais da saúde no exercício de sua profissão, facilita à coleta e o armazenamento das informações, a tomada de decisão, a busca da terapêutica mais adequada, a troca de informações entre profissionais, instituições e pacientes, a realização de pesquisas, criando assim condições necessárias para melhor enfrentar os desafios da atenção à saúde no país. Contudo, os sistemas de informação em saúde brasileiros mantêm os impressos em papel como instrumento de registro de informações para coleta adicional aos registros profissionais e administrativos, duplicando o trabalho de registro rotineiro de dados. Este re-trabalho e a digitação posterior dos dados aumentam a probabilidade de erros e vieses na informação produzida e utilizada para a tomada de decisão. As informações coletadas no nível local são importantes para o planejamento de ações e implementações de políticas desenvolvidas pelo nível central, mas também tem expressiva importância para o gerenciamento da atenção básica, lócus de produção de grande número de informações não apenas de usuários, mas de indicadores de saúde e condições de vida dos moradores de territórios sob responsabilidade da Estratégia de Saúde da Família. Para implementar as diretrizes da atenção básica à saúde, que tem como referencial a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB, 2006), as informações em saúde são alicerces e instrumentos facilitadores para que este nível de atenção atue como centro coordenador e porta de entrada do SUS. A atenção básica é entendida como um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrangem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde. É desenvolvida por meio do exercício de práticas gerenciais e sanitárias democráticas e participativas, sob forma de trabalho em equipe, dirigidas a populações de territórios bem delimitados, pelas quais assume a responsabilidade sanitária, considerando a dinamicidade existente no território em que vivem essas populações. É o contato preferencial dos usuários com os sistemas de saúde. Orienta-se pelos princípios da universalidade, da acessibilidade e da coordenação do cuidado, do vínculo e continuidade, da integralidade, da responsabilização, da humanização, da equidade e da 10 participação social. Para desempenhar seu papel de centro de comunicação na rede de um sistema integrado de serviços de saúde, a atenção básica deve cumprir três papéis essenciais: o papel resolutivo, intrínseco à sua instrumentalidade como serviço de saúde – resolver a grande maioria dos problemas de saúde da população; o papel organizador relacionado com sua natureza de centro de comunicação – organizar os fluxos e contra-fluxos das pessoas pelos diversos serviços e o de responsabilização e co-responsabilização pela saúde dos cidadãos em quaisquer serviços de saúde em que estejam dentro ou fora do território. Para isso, é preciso avançar nos instrumentos de produção e disseminação de informações do nível local – aqui considerado o espaço do atendimento clínico e gerencial da atenção básica. Informações com qualidade, ágeis e que respondam às necessidades locais podem contribuir de forma efetiva na tomada de decisões para gestão da clínica, para conhecimento do processo de trabalho local, para planejamento, monitoramento e avaliação de ações de saúde, que resultam na eficiência da gestão e melhoria da atenção prestada à população. Moraes (2002) afirma que a informação em saúde vem se constituindo em espaço estratégico fundamental de disputa entre modelos de gestão e, conseqüentemente, de organização de informação em saúde; esta vem se constituindo em um ponto denso de relações em um poder local e, ao mesmo tempo, lugar de registro e produção de saber. O uso racional da informação e informática em saúde, em consonância aos princípios constitucionais, é papel do Datasus, cuja missão é prover os órgãos do SUS de sistemas de informação e suporte de informática, necessários ao processo de planejamento, operação e controle do Sistema Único de Saúde (SUS). Para tanto desenvolve uma gama variada de sistemas tanto na área ambulatorial, quanto na área hospitalar. Um dos principais desafios da tecnologia da informação na área da saúde é a interoperabilidade entre os sistemas de informações existentes, pois são diversos os aplicativos para os diferentes níveis de complexidade. No Brasil a dificuldade no consenso de padrões de interoperabilidade, para a área da saúde de certa forma dita a velocidade para os avanços nas discussões do prontuário eletrônico do paciente. 11 Verificam-se escassas experiências sobre esse tema que são voltadas para a atenção primária à saúde, desenvolvidos por órgãos públicos. Há necessidade de se avançar nos instrumentos de produção e disseminação de informações do atendimento, visando sua utilização na tomada de decisão gerencial, planejamento de ações de saúde e melhoria da gestão. O SUS tem 20 anos de existência, mas as discussões para padronização de registros clínicos tiveram inicio no ano de 1997, com recomendações da Rede Interangencial de Informações para a Saúde (RIPSA) para a criação do Comitê Temático Interdisciplinar de Padronização do Registro Clínico (Comitê PRC). O Comitê teve o objetivo de estabelecer padrões para a construção de prontuários informatizados. Em 1999, o Ministério da Saúde propõe um conjunto mínimo de informações sobre o paciente que devem constar de um prontuário eletrônico, para permitir a sua integração nos diversos sistemas de informação de saúde nacionais. Apesar da rapidez dos avanços da informática e tecnologias de informação em saúde disponíveis nas últimas décadas, ainda há uma lacuna de aplicação de tais tecnologias na atenção clínica: a coleta e processamento de dados ainda registrados de forma manual, a profusão de papéis e formulários que dificultam o processo de trabalho e a produção de informações. Entre os sistemas da área ambulatorial e aplicável a atenção básica, o Gerenciador de Informações Locais (GIL) tem objetivo de suprir as necessidades dos estabelecimentos deste nível de complexidade. O GIL vem sofrendo alterações e melhorias ao longo dos anos, desde sua criação, inclusive com a implementação da funcionalidade de prontuário de atendimento do paciente. O estágio atual do GIL possibilita organizar os processos de trabalho dos estabelecimentos de saúde da atenção básica. Entretanto, neste momento, o aplicativo encontra-se em fase de reformulação. A adaptação de algumas de suas funcionalidades para uso local deve ser considerada estratégica para o aperfeiçoamento do sistema, visando atender às necessidades do nível local. 12 A funcionalidade do prontuário de atendimento permite coletar informações do atendimento ao paciente, realizado pelo profissional do cuidado, sendo informadas diretamente no computador. Esses dados são impressos, necessitando da assinatura do profissional que realizou o atendimento, para posterior arquivamento do prontuário do paciente. Atualmente a funcionalidade já é utilizada por algumas unidades de saúde do SUS e seu uso necessita de análise crítica dos usuários locais do sistema, visando melhorias e correções para sua disseminação em outros equipamentos de saúde da atenção básica (como Clínicas de Saúde da Família, Núcleos de Apoio A Saúde da Família, demais Unidades de Saúde). Existe uma oportunidade no cenário nacional de redefinição dos sistemas da atenção básica, visto que os implantados até hoje parecem não responder às necessidades de gestores e profissionais envolvidos do cuidado. O novo Gil, versão lançada em 2009, é alvo de mudanças para torná-lo o sistema capaz de integrar as informações e práticas da atenção básica no país. Portanto, é fundamental evoluir no aproveitamento das potencialidades do sistema, dentre elas, de ser um sistema para a atenção e gestão da clínica, para uso no nível local. Pode-se acreditar nas potencialidades deste sistema e investir nas arenas de discussões das políticas públicas e na formulação técnica para construção e utilização da funcionalidade do prontuário eletrônico para o nível local voltado às necessidades da clinica, quebrando a lógica hegemônica de produção principalmente para o faturamento dos procedimentos realizados. O presente projeto tem como objeto a avaliação da funcionalidade do prontuário de atendimento clínico do GIL, como auxilio no acompanhamento das ações de uma equipe da Estratégia de Saúde da Família (ESF) de uma unidade de atenção básica de saúde no município do Rio de Janeiro - Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF) - possibilitando a partir de uma realidade local, refletir sobre a transformação de capacidade de intervenção no mundo real (Moraes, 2002). Em funcionamento há mais de 40 anos o CSEGSF, departamento da ENSP/Fiocruz, é a unidade de saúde responsável pela atenção básica da população no território de Manguinhos/Rio de Janeiro, adotando desde 2000, a estratégia de saúde da família como modelo assistencial principal, além de atuar com o suporte de equipes 13 matriciais. Além disso, esta é uma unidade que desde o ano de 2000, tem utilizado o GIL, em suas várias versões, como sistema de gerenciamento da atenção básica. Destaca-se como cenário facilitador do presente estudo, o fato de o CSEGSF ser uma unidade piloto em diversos projetos do Datasus, sendo lócus privilegiado para discussões, pesquisas, análises e avanços na melhoria da funcionalidade de prontuário de atendimento, ampliando as vantagens no uso da ferramenta gerencial. Com base no exposto, entende-se que com pequenas adaptações no processo de trabalho do CSEGSF é possível utilizar o prontuário de atendimento do GIL como instrumento de uso diário e contínuo da atenção clínica no âmbito da atenção primária e da estratégia de saúde da família. De acordo com o exposto, o presente estudo objetivou realizar a análise da utilização da funcionalidade do prontuário de atendimento do GIL pelos profissionais de saúde, sendo aplicado projeto de intervenção adaptando às funcionalidades ao cenário local. 14 2. JUSTIFICATIVA 2.1 Política Nacional de Atenção Básica No Brasil, a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei 8080 de 19 de setembro de 1990, instrumentos legais que criaram e consolidaram o SUS no país. Tal direito deve ser garantido mediante Políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Inúmeros avanços tem se registrado na consolidação do SUS no país ao longo das últimas décadas, como a ampliação da atenção básica de saúde, considerada como porta de entrada e ordenadora do cuidado, a incorporação de novas tecnologias assistenciais, a valorização das informações em saúde para planejamento e avaliação da efetividade das políticas públicas. No escopo do presente trabalho por estabelecerem diretrizes nacionais inovadoras e de ampla aplicação para a implantação da gestão da informação em serviços de saúde, cabe destacar a Política Nacional de Atenção Básica (Brasil, 2006) e a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS, 2004). A Política Nacional de Atenção Básica (Brasil, 2006:7) teve sua criação com a portaria nº 648. de 28 de março de 2006, estando fundamentada nos princípios assistenciais e organizativos do SUS, consignados na legislação. A PNAB define a atenção básica como um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrangem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde. Promoção da saúde neste trabalho segue as bases conceituais e políticas, entendidas na Primeira Conferência Internacional sobre promoção da saúde, realizada na cidade Ottawa (MS, 2002), em novembro de 1996, onde ela foi definida como sendo: 15 “o processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria da sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação do controle deste processo” Neste evento Freire (2002:114) foi um dos norteadores dos princípios de reorientação da promoção da saúde, destacando que o profissional de saúde deve estar aberto ao diálogo tendo como objetivo a melhoria da qualidade de vida, devendo ter consciência que: “conhecer não é um ato no qual um sujeito, transformado em objeto, recebe dócil e passivamente os conteúdos que o outro dá, ou lhe impõe. O conhecimento pelo contrário, exige presença curiosa do sujeito em face do mundo. Requer sua ação transformadora sobre a realidade. Demanda uma busca constante. Implica invenção e reinvenção (1982)” Para atender a definição proposta pela PNAB desenvolve por meio do exercício de práticas gerenciais e sanitárias democráticas e participativas, sob forma de trabalho em equipe, dirigida a populações de territórios bem delimitados, pelas quais assume a responsabilidade sanitária. O uso do GIL com suas diversas funcionalidades propicia ao gestor local e aos profissionais de saúde diretamente envolvidos com o cuidado, a melhoria dos processos de trabalho, otimizando o alcance da longitudinalidade à atenção primária possibilitando conhecer a história da vida e a integralidade das ações à saúde com seus múltiplos olhares e saberes, propiciando aos profissionais de saúde ter visões complementares, desta forma articulando condutas e saberes. 2.2 Política Nacional de Informação e Informática em Saúde A Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS, 2004) construída por um processo participativo têm como objetivo conduzir o processo de informatização do trabalho de saúde, tanto nos cuidados individuais quanto nas ações de saúde coletiva, de forma a obter os ganhos de eficiência e qualidade permitidos pela tecnologia, gerando automaticamente os registros eletrônicos em que serão baseados os sistemas de informação de âmbito nacional, resultando, pois em informação de maior confiabilidade para gestão, geração de conhecimento e controle social (Brasil, 2004). 16 A PNIIS destaca a relevância de políticas e estratégias setoriais de comunicação e informação em saúde, diante de suas possibilidades de geração de novos processos e produtos, e de mudanças nos modelos institucionais de gestão. Na implementação da PNIIS, dentre os desafios identificados, destaca-se a integração e articulação das informações em saúde. Uma das ações estratégicas para promover esta integração é a padronização do registro eletrônico dos eventos em saúde, sejam esses individuais ou coletivos, e a capacitação permanente de trabalhadores, gestores e usuários. O objetivo maior desta ação é a melhoria da qualidade e a eficiência dos processos de trabalho, uma vez que, a cadeia de informações será alimentada automaticamente, o que eliminará instrumentos paralelos de coleta, otimizando a ação dos profissionais que realizam esses serviços. Ponto importante mencionado na introdução do documento produzido pela comissão de sistematização da PNIIS, composta por membros do Ministério da Saúde (MS), Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS) e Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), reflete preocupação quanto à duplicação na coleta de dados, referentes aos processos de trabalho, onde: “Um processo comum aos sistemas de informação em saúde brasileiros é a instituição de um instrumento, impresso em papel, para coleta adicional aos registros profissionais e administrativos, duplicando o trabalho de registro rotineiro de dados. Este re-trabalho e a digitação posterior dos dados aumentam a probabilidade de erros e vieses na informação produzida e utilizada para a tomada de decisão” (MS/PNIIS 2006:6) Desta forma na medida em que o sistema nacional se aproximar mais dos estabelecimentos de saúde, novas alternativas poderão ser criadas com mais adequação e melhores resultados no cotidiano dos serviços e do controle social 17 2.3 O Datasus e a PNIIS Uma Política de Informação deve ser entendida como “arte do compromisso”, ou seja, como capacidade de estabelecer compromissos entre interesses competitivos, não podendo ser classificada como boa ou má (Rowlands, apud Branco, 2006:58). No Brasil, a PNIIS conta com o Departamento de Informática do SUS (Datasus) como instituição pública que adota as diretrizes da política como norteadoras de sua atuação. O Datasus teve sua criação vinculada ao decreto n° 100 de 16/04/1991, que instituiu a Fundação Nacional de Saúde e dá outras providências, sendo publicado em 17/04/1991 Dentre as competências atribuídas ao Datasus através do decreto nº 5.974 de 26 de novembro de 2006, Capitulo III, Seção I, Artigo 7ª, está: “I – fomentar, regulamentar e avaliar as ações de informatização do SUS, direcionadas para a manutenção e desenvolvimento do sistema de informações em saúde e dos sistemas internos de gestão do Ministério; II – desenvolver, pesquisar e incorporar tecnologias de informática que possibilitem a implementação de sistemas e a disseminação de informações necessárias às ações de saúde, em consonância com as diretrizes da Política Nacional de Saúde; IV – definir padrões para a captação e transferência de informações em saúde, visando à integração operacional das bases de dados e dos sistemas desenvolvidos e implantados no âmbito do SUS” A missão do Datasus é prover os órgãos do SUS de sistemas de informação e suporte de informática, necessários ao processo de planejamento, operação e controle do SUS, através da manutenção de bases de dados nacionais, apoio e consultoria na implantação de sistemas e coordenação das atividades de informática inerentes ao funcionamento integrado dos mesmos. 18 É responsável pelo desenvolvimento, manutenção corretiva e evolutiva de diversos Sistemas voltados para área ambulatorial e hospitalar. Para a atenção básica, podem ser citados os: Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos – HIPERDIA, Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações – SI-PNI, Sistema de Informações de Atenção Básica – SIAB, Sistema de Informação de Câncer de Mama – SISCAM, Sistema de Acompanhamento de Gestante – SISPRENATAL, Gerenciador de Informações Locais – GIL e a Solução de Integração dos Sistemas de Informações em Saúde – INTEGRADOR. Segundo Marcondes (2008) a importância do Datasus é reconhecida entre profissionais da gestão e da academia, bem como entre os atores da área de controle social; a partir de suas informações há a geração de documentos de trabalho, fiscalização com maior segurança contra fraudes, planejamento fundamentado, linhas de atuação e novos conhecimentos que se revertem em benefícios para o próprio sistema. 2.4 A importância das informações em saúde no âmbito local A Norma Operacional Básica (NOB96) define que os estabelecimentos de saúde municipais têm que estar organizados e coordenados, de modo que o gestor municipal possa garantir à população o acesso aos serviços e a disponibilidade das ações e dos meios para o atendimento integral. Dentre os diversos tipos de unidades de saúde descritos na NOB 01/96, a Unidade de Saúde da Família é conceituada como unidade pública que realiza atenção contínua nas especialidades básicas e com equipe multidisciplinar para desenvolver as atividades que atendam as diretrizes do Programa de Saúde da Família do MS. As unidades de saúde da família são prioritárias para organização dos serviços de saúde no país – sendo o lócus estratégico de integração da Política Nacional de Atenção Básica e a Política Nacional de Informação e Informática na Saúde. A coleta de dados primários nas unidades de saúde/ESF por meio de instrumentos padronizados permite o conhecimento e análises mais refinadas do desempenho destes serviços. 19 O nível local é considerado porta de entrada do sistema de saúde, espaço de produção de informação e conseqüentemente, de desenvolvimento de ações oportunas e resolutivas. Orienta-se pelos princípios da universalidade, da acessibilidade e da coordenação do cuidado, do vínculo e continuidade, da integralidade, da responsabilização, da humanização, da equidade e da participação social. (Brasil, 2006). A aplicação desses princípios está fortemente relacionada à qualidade e agilidade das informações de saúde da população sob responsabilidade local. As informações de saúde são primordiais para alcançar os objetivos e atribuições da vigilância em saúde e epidemiológica. Vigilância em saúde e epidemiológica, conceitualmente entendida como um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos (Brasil, 2008). Para Ferreira et al (2002), o termo vigilância epidemiológica surgiu primeiramente, num documento sobre malária da Organização Mundial de Saúde em 1963, e o termo vigilância da saúde trata-se “de uma nova forma de resposta social organizada aos problemas de saúde, referenciada pelo paradigma da produção social da saúde” . No nível local os dados coletados, processados e organizados de forma eficiente subsidiam o gerenciamento do nível local com relevância e agilidade para tomada de decisões reforçando a integralidade do cuidado (Branco, 2006:36). A integralidade também deve ser vista como imagem objetivo (Mattos, 2001), segundo o qual, uma imagem objetivo não diz de uma por todas como a realidade deve ser: “ela traz consigo um grande número de possibilidades de realidades futuras a serem criadas através de nossas lutas, que têm em comum a superação daqueles aspectos que se criticam na realidade atual que almejamos transformar”. A transformação da realidade no nível local tem como base a importância das informações de saúde produzidas pelos diversos setores e profissionais das unidades de 20 saúde. Para Barcellos et al (2007:246), um dos objetivos básicos das informações em saúde é permitir a análise da situação de saúde no nível local. Na atenção básica a informação pode ser vista como recurso articulador entre o dado e o conhecimento, com possibilidade de extrair significado do dado se este estiver articulado à realidade local (Oliveira, 2005:25). A informação deve ainda ser vista como: quanto mais complexa a organização, maior a importância desta informação como recurso estratégico. Ao contrário do capital ou do trabalho, a informação é um recurso regenerativo, que cresce com o uso, podendo ser utilizada quantas vezes forem necessárias, em diferentes contextos, com o valor distinto para cada interlocutor. (Branco, 2006:49) Segundo a referida autora durante o processo de produção de informação, alguns elementos como: atualidade da informação, oportunidade, confiabilidade, qualidade, custo e acessibilidade devem ser valorizados e considerados na organização dos processos locais. Tais elementos podem ter uma repercussão positiva na atribuição da relevância, com enfoque nos critérios de utilidade e qualidade que se refere ao grau de adequação entre o que se espera de uma informação e o que ela parece ser capaz de proporcionar, segundo um julgamento fundamentalmente subjetivo e situacional. A utilização da informação organizadas no nível local segue as principais vertentes propostas (Wellisch, 1972): i. como coisa ou objeto, com referencias à representação física; ii. como conhecimento, algo inatingível, permitindo agregar algum ganho de conhecimento; iii ou como processo, forma de alterar o conhecimento (Branco, 2006). O uso do GIL e da funcionalidade de Prontuário de Atendimento, coletando os dados de saúde realizados nos estabelecimentos de assistência à saúde, atende o proposto pelos autores mencionados neste tópico. 21 2.5. Gênese e Potencialidades do GIL O GIL tem como característica ser desenvolvido por órgão público, com objetivo de informatizar a rede ambulatorial básica do SUS auxiliando na administração de seus processos de trabalho, fornecendo informações sobre a morbidade da população atendida, subsidiando os gestores na tomada de decisões. Permite o monitoramento das ações e o planejamento contínuo do sistema de saúde do município. O GIL atendendo nesse sentido, o entendimento que o uso da informação e do conhecimento não está voltado para a competitividade em mercados, mas sim para a prestação de serviços de saúde em prol da sociedade de determinada localidade (Oliveira, 2005). A gênese do GIL está diretamente associada ao Sistema de Gerenciamento de Unidades Ambulatoriais Básica (SIGAB). O SIGAB foi desenvolvido pelo Datasus em parceria com a Secretaria Municipal do Rio de Janeiro (SMS-RJ) no final da década de 80. O objetivo era atender a informatização das unidades básicas SMS-RJ, tendo como uma de suas características tecnológicas a instalação do aplicativo em apenas um computador para atender as necessidades dos EAS. A experiência piloto foi realizada concomitantemente no Centro Municipal de Saúde (CMS) Maria Augusta Estrela e Centro Municipal de Saúde Jorge Saldanha Bandeira de Mello. No decorrer dos anos 90, o SIGAB foi implantado em toda rede ambulatorial básica da SMS-RJ, tendo o fluxo de produção de dados do nível local, gerando informações que auxiliavam o gerenciamento das Unidades de Saúde e a gestão municipal da saúde. Entretanto, na modelagem inicial deste sistema, não eram contempladas as variáveis de identificação nominal e o endereço dos pacientes atendidos nos EAS. Os pacientes no SIGAB eram reconhecidos unicamente através do número de prontuário, alimentados no sistema, visando posterior exportação dos consultas/atendimentos para o Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIASUS). 22 Vale ressaltar que naquele momento histórico, existia grande preocupação dos gestores municipais com a produção enviada para o SIASUS. Esta preocupação hegemônica, de certa forma, impossibilitava melhor aproveitamento qualitativo das informações produzidas no nível local. O GIL avançou nos conceitos originais do SIGAB, incluindo a individualização dos atendimentos e os benefícios do cadastramento dos usuários (anexo). Para a versão 4.0.16 de acordo com informações obtidas com a equipe responsável pelo GIL, para as ações de manutenção evolutiva, corretiva e disponibilização de executáveis no “site”, 3114 usuários realizaram “download” do aplicativo para todas as Unidades da Federação do país. Deste total, 872 para conhecimento, 1980 para implantação e 262 por outros motivos (anexo). Dos números apresentados pode-se afirmar utilizando a conectividade existente nos EAS, que em nível nacional 569 municípios atualmente, utilizam o GIL para um total de 1406 EAS (anexo). Quanto aos números apresentados merece destaque em relação à quantidade de estabelecimentos de saúde implantados como o GIL e uso das informações gerenciais para tomada de decisões, as secretarias municipais de saúde: do Rio de Janeiro, no Estado do Rio de Janeiro com 154 Unidades de Saúde; de Manaus, no Estado de Amazonas com 78 Unidades de Saúde; de Guarujá, no Estado de São Paulo, com 20 Unidades de Saúde de Caxias do Sul, no Estado do Rio Grande do Sul com 17 Unidades de Saúde de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, com 14 Unidades de Saúde . O GIL foi avaliado, no ano de 2008, pelo Departamento de Atenção Básica (DAB) do MS, que propôs alterações na versão atual com objetivo de após as conclusões da experiência piloto que está sendo realizada nos municípios de Maracanaú, no Estado do Ceará e Santa Luzia do Itahy, no Estado de Sergipe, tornar-se a ferramenta de entrada dos dados da atenção Básica. 23 Inicialmente sendo conhecido como novo GIL, as principais mudanças solicitadas são: i. individualização dos registros cadastrais do sistema de Atenção Básica (SIAB), ii. geração de número provisório do Cartão Nacional de Saúde (CNS) na Unidade de Saúde iii. utilização de Palm top ou Personal Digital Assistant (PDA ou Handheld) para coleta das ações dos agentes comunitário de saúde (ACS) iv. a possibilidade de novos tipos de cruzamento de dados a fim de apoiar decisões governamentais e políticas com a intenção ser o instrumento oficial de entrada de dados como sistema de atenção primária nas unidades de saúde do SUS. Apesar da aparente pouca valorização da funcionalidade de Prontuário de Atendimento, pode-se constatar que há atualmente diversas soluções informatizadas sendo oferecidas pelo setor privado nacional e internacional para utilização nas unidades de saúde do SUS. Pode-se citar como exemplo, programas como Alert ®,Vita-Care ® utilizado respectivamente nos municípios de Belo Horizonte e em uma Policlínica de Saúde da Família do Rio de Janeiro em 2009, que teriam dentre algumas vantagens, a informatização dos processos de trabalho desde o atendimento clínico inicial e seus desdobramentos (exames, medicamentos, referências), adoção de protocolos, evitar retrabalho de digitação, melhorar qualidade dados Contudo, estes programas têm como desvantagens a pouca interoperabilidade com os sistemas existentes da atenção básica, custo elevado e principalmente, a dependência de tecnologia privada para prestação de um serviço público e de direito constitucional – a atenção e a vigilância à saúde. 24 Pode-se concluir que as escolhas para fornecimento de Tecnologia da Informação nas organizações não são triviais, envolvem interesses complexos e abrangem desde questões técnicas àquelas comerciais e políticas. Explorando as Potencialidades do GIL Os Sistemas de Informação são componentes que trabalham em conjunto para coletar, processar, armazenar e disseminar a informação em uma organização, sendo usada para a tomada de decisão, coordenação, controle, análise e visualização. (Laudon & Laudon, 1996). O GIL é alicerçado fortemente no binômio dos cadastros do MS. Primeiramente o Cadastro de Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES), que identifica a Unidade de Saúde através de sua numeração, os serviços/classificação (anexo) e os profissionais cadastrados (anexo). O segundo é o Cadastro de Usuários do Sistema Único de Saúde (CADSUS), que no GIL (anexo) possibilita a importação dos registros existentes no CADSUS Centralizador municipal e posterior exportação dos cadastramentos/atualizações realizadas no nível local, respeitando as regras existentes para cadastramento/atualização do primeiro sistema mencionado. Interoperabilidade de acordo com o proposto no documento de referencia versão 1.5, do Comitê Executivo de Governo Eletrônico (2005:6) para padrões de interoperabilidade de governo eletrônico, onde quanto à conquista da interoperabilidade é citada da seguinte forma: Para que se conquiste a interoperabilidade, as pessoas devem estar engajadas num esforço contínuo para assegurar que sistemas, processos e culturas de uma organização sejam gerenciados e direcionados para maximizar oportunidades de troca e reuso de informações. O GIL possibilita a interoperabilidade funcional entre os diversos sistemas da atenção básica, sendo atualmente uma realidade a exportação dos atendimentos realizados nos Estabelecimentos de Assistência à Saúde (EAS) para o sistema Integrador. 25 O relatório técnico da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT/ISO) 20514 define interoperabilidade funcional, como: a habilidade de dois ou mais sistemas trocarem informações (para que possam ser lidas por seres humanos no receptor). Com a utilização deste conceito o Integrador possibilita o gestor da informação em nível municipal acompanhar as ocorrências do mesmo usuário, identificado por um padrão unívoco do usuário tanto no âmbito ambulatorial como no hospitalar. O Integrador também conhecido como Solução de Integração dos Sistemas de Informações de Saúde, é uma aplicação integradora desenvolvida para o nível municipal utilizando sempre que possível software livre. Esta aplicação é constituída pelos dados importados via eXtensible Markup Language (XML), referentes aos atendimentos realizados pela rede Assistencial de Saúde, captados pelos sistemas distribuídos pelo DATASUS ou por outras organizações. As informações disponíveis estarão compatíveis com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e Cadastro de Usuários do SUS (CADSUS). Os principais recursos do GIL são: 1. única entrada de dados atendendo as demandas de vários sistemas já existentes para a atenção básica; Os dados relacionados aos atendimentos de nível superior para as atividades médicas e não médicas são coletadas com obrigatoriedade de alguns campos, tais como: identificação do usuário, natureza da procura, ação programática, Código Internacional de doenças (CID-10) e o procedimento realizado durante o atendimento ao paciente. 2. carga inicial do cadastro de usuários, o sistema utiliza a identificação unívoca do cidadão através do uso do Cartão Nacional de Saúde; O GIL possibilita a importação dos usuários existentes na base municipal do aplicativo CadSUS multiplataforma Centralizador. O CadSUS Centralizador é o aplicativo principal da família CadSUS. Além de ser uma ferramenta para centralizar a digitação de outras máquinas CadSUS (através de conexão em rede ou através de envio de informações via disquete), é também uma ferramenta para cadastro de Usuários e Domicílios, controle de versões, correções e manutenção de cadastros, e disponibilização de informações para outros sistemas (Datasus. 2009). 26 3. agendamento dos atendimentos nos EAS, otimizando a organização do atendimento e a prestação de saúde para a população; Permite montagem de agendas para uso local identificando: o profissional cadastrado; a especialidade em que atua; os dias da semana em que trabalha; o tipo de consulta e a quantidade de atendimentos por turno de trabalho realizado. O objetivo da montagem da agenda do profissional visa marcar consultas para um determinado paciente cadastrado previamente no EAS. 4. registro dos atendimentos realizados por profissionais de saúde; O GIL coleta informações de todos os profissionais de nível superior e nível médio do EAS, que estejam relacionados ao cuidado do paciente. 5. registro das aplicações e esquemas de vacinação, capturando todos os dados necessários para o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI); A funcionalidade de registro dos imunos aplicados aos pacientes é realizada de maneira consolidada e individualizada. Na primeira é informada a data da aplicação do imuno, a Unidade da Federação e o município, o imuno aplicado, a dose e a faixa etária do paciente. Para a forma individualizada, é necessário identificar o paciente através de seu número do paciente e/ou numeração do Cartão SUS, o imuno, a dose, a data da aplicação, o tipo e o motivo de aplicação do imuno. Possibilita ainda identificar, caso cadastrado previamente o lote do imuno que está sendo aplicado ao paciente. 6. cadastramento e acompanhamento das gestantes do Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento, gerando as informações para o sistema SISPRENATAL; Identifica o trimestre de gestação da paciente, o número da gestação atual com as mesmas regras do SISPRENATAL tanto para o cadastro e o acompanhamento das gestantes. 7. cadastramento e acompanhamento dos pacientes com Hipertensão Arterial e/ou Diabetes, gerando as informações para o sistema HIPERDIA; Realiza o cadastramento e o acompanhamento dos pacientes do Programa de Hipertensão e Diabetes do MS. Para o cadastramento, são coletadas as seguintes informações: pressão arterial sistólica e diastólica, fatores de risco e 27 doenças concomitantes, presença de complicações e a prescrição de medicamentos do atendimento realizado. Para o acompanhamento são coletados dados no HPERDIA, como: pressão arterial sistólica e diastólica, intercorrências, exames e os medicamentos prescritos 8. registro dos dados de agravos de notificação obrigatória e local; O GIL identifica em sua base de dados, a lista nacional de doenças de notificação compulsória nacional de acordo com a portaria do Serviço de Vigilância à Saúde (SVS) nº 5 de 21 de fevereiro de 2006. Além dos agravos mencionados na Portaria, permite a inclusão de notificações para acompanhamento somente para o âmbito local, das necessidades da gerência do EAS e setor de vigilância. 9. registro e acompanhamento dos atendimentos odontológicos; Coleta informações do paciente cadastrado no EAS, o tipo de tratamento, paciente, demanda, o número do dente e o procedimento realizado pelo profissional. 10. coleta de dados dos atendimentos realizados pelas equipes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa de Saúde da Família (PACS/PSF), gerando as informações para o Sistema de Informação de Atenção Básica (SIAB); O GIL possibilita o cadastramento dos segmentos, áreas, equipes e famílias da área de abrangência das Unidades de Saúde da Estratégia de Saúde da Família (ESF). Entretanto sendo obrigatório identificar nominalmente cada componente da família cadastrada. 11. coleta de informações do estado nutricional dos cidadãos atendidos; Permite coletar informações do estado nutricional das gestantes, nutrizes, crianças e idosos. 12. faturamento da produção ambulatorial do EAS, gerando as informações para o Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS); Através das informações coletadas nos atendimentos pelos diversos profissionais do EAS, realiza o faturamento dos procedimentos da EAS para posterior envio para o SIASUS. O GIL permite a criação procedimentos para acompanhamento no âmbito local, das necessidades gerenciais externas ao Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP) 28 13. geração de informações gerenciais e do perfil de morbidade da população atendida para a gerência local, possibilitando sua exportação para o nível municipal; Disponibiliza para o gerenciamento e setores do EAS cerca de 50 (cinqüenta) relatórios com informações do nível local, como por exemplo: • Geral - perfil de atendimento da unidade de saúde e prontuários selecionados; • Nível superior - agravos de notificação (individual ou consolidado), medicamentos prescritos (individual ou consolidado) e usuários atendidos por bairros; • Nível médio - atendimento complementar por profissional; • Odontologia - produção odontológica e procedimentos executados por faixa etária, • Vacinação - vacinação por bairro (individualizada), vacina por faixa etária, faltosos e aprazados e vacinas por lote; • Saúde da mulher - relatório de acompanhamento das gestantes do EAS e pacientes no último mês de gestação, • Hipertensos / diabéticos - usuários hipertensos e diabéticos, histórico de dados clínicos, gráficos dos pacientes cadastrados por sexo e freqüência das patologias, • PACS / PSF - série histórica da produção, série histórica das informações em saúde, serie histórica dos marcadores de saúde, famílias por microarea e pessoas por microareas, consolidado do cadastramento das famílias • Agendamento de consultas no nível local - relação dos pacientes agendados no período e pacientes faltosos ao atendimento • Farmácia - medicamentos dispensados e medicamentos disponíveis 29 14. identificação dos atendimentos realizados a usuários de outros municípios/Estados. O sistema evita a duplicidade na coleta dos dados de atendimento (anexo), além de otimizar as rotinas de trabalho do EAS ao trabalhar com um único instrumento para os diversos Programas da atenção básica, evitando desta maneira o re-trabalho (Brasil, 2004). Prontuário de atendimento do GIL Dentre as várias funcionalidades do GIL, existe no sistema a captura “on-line” dos dados de atendimento do paciente, realizada pelos profissionais médicos e não médicos, denominada Prontuário de Atendimento (anexo). De acordo com revisão bibliográfica no Brasil, existem escassas experiências da utilização do Prontuário de Atendimento voltado para servir de apoio como ferramenta às clinicas da atenção básica. Entretanto esta nova proposta de utilização do Prontuário de Atendimento voltado à clínica e outras soluções similares trazem a tona os enfrentamentos e as diferenças relacionadas ao processo de trabalho quando comparada com a prática vigente atual. De acordo com Moraes (2002), a forma de organização da informação não existe desde sempre, mas tem uma determinada história, uma gênese, significa que nem sempre foi assim e, portanto pode ser diferente. Marins e Cols (2003) afirmam que “O prontuário do paciente ou, mais freqüentemente chamado prontuário médico é um elemento crucial no atendimento à saúde dos indivíduos, devendo reunir a informação necessária para garantir a continuidade dos tratamentos prestados ao cliente/paciente.” O prontuário médico pode ser definido como documento único constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo (CFM (2003). 30 Para Tucci, a palavra "documento" provém de "documentum,do verbo docere, que significa ensinar, mostrar, indicar".(1989: 392). O prontuário do paciente é o documento para o registro da história clinica do paciente. Quanto à importância deste documento e uso nos Postos e Centro de Saúde, (Moraes, P.57) afirma: “ .. deve-se pela necessidade de enfatizar a importância da existência de prontuário do paciente nos Postos de Saúde e Centro de Saúde. Pode parecer óbvia tal afirmação, e de certa maneira o é, mas, infelizmente, ainda persiste um número grande de serviços ambulatoriais, onde inexistem procedimentos de registros unificados que preservem a história clinica dos pacientes”. Experiência quanto à utilização do prontuário do paciente informatizado integrando os serviços de saúde está sendo aplicada no município de Curitiba (PR). Xavier et al (2004), afirmam que a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba trabalha desde 1998, com o uso do sistema Integrado de Serviço de Saúde em 105 Unidades de Saúde interligando Distritos Sanitários, Central de Regulação e Procedimentos e o laboratório municipal, com objetivo de melhorar a qualidade da gestão e subsidiando a tomada de decisão clínica e epidemiológica. Segundo Sabatini (2002), de acordo como relatado no Congresso Anual da Associação Americana de Informática Médica, em Washington, DC para o experimento de centralizar os prontuários eletrônicos em um sistema informatizado, na cidade Providence, no Estado Oregon trouxe vantagens tanto para o profissional médico, quanto para os pacientes. Entre as vantagens relacionadas está a questão virtual, onde: “o registro médico deixa de ser um documento passivo, difícil de entender, afastado do paciente, para ser um instrumento ativo, uma central de serviços de informação, um promotor de saúde e de prevenção de problemas, e um poderoso educador de pacientes e divulgador de informações confiáveis sobre medicina e saúde”. As informações obtidas na atenção à saúde de cada indivíduo precisam ser também olhadas e compreendidas em sua dimensão coletiva, ou seja, como componente que compõem características de um dado território alvo do cuidado, conforme diretriz essencial do modelo de saúde da família. O conceito de território-processo é proposto como uma das alternativas do Sistema Único de Saúde (SUS), “sendo compreendido do ponto geográfico onde, a 31 sociedade se estrutura e reproduz a vida, organiza a cultura, vive a história” (Junior et al, 2007: 32) Sabroza et al (1992), relacionam o sentido do pertencimento, da promoção da saúde e o espaço, mesclando com a noção de território e o sentido de território-processo, onde: o espaço: “é também o habitat, o espaço de reprodução dos indivíduos e grupos sociais, reprodução biológica, cultural, ecológica e de relações econômicas. É onde se manifesta a diversidade da vida como valor positivo, onde se multiplicam paisagens, modos de existência, saberes e valores estéticos particulares Cada ESF trabalha com uma área de abrangência definida e a geração de informações locais permite conhecer melhor o perfil de saúde doença dos indivíduos desse território e suas heterogeneidades, suas características epidemiológicas – ajudando a planejar e cuidar da população de forma mais efetiva. Para organização do modelo assistencial a atenção básica deve ser a coordenadora da rede de cuidados, porta de entrada do sistema de saúde. De acordo com Starfield (UNESCO, 2002), a essência da coordenação é a disponibilidade de informações a respeito de problemas e serviços e o reconhecimento e uso de tal informação na medida em que está relacionada às necessidades dos serviços e usuários. Faz-se necessário a utilização de ferramentas informatizadas e integradas no âmbito das unidades de saúde que auxiliem o gestor local, bem como o auxílio na construção de processos que minimizem os desafios para a Coordenação de AB (Starfield, 2002:362). Quanto às informações produzidas visando minimizar os desafios, Mota (2005) aborda que: “É imprescindível, contundo, que a informação seja precisa, completa, oportuna e recebida com regularidade e continuidade desejáveis. O tempo gasto, desde a coleta até o processamento do dado e sua transformação em informação, pode ser decisivo para a tomada de decisão”. Para Starfield, (UNESCO, 2002), o desenvolvimento de sistemas organizados de serviços de saúde, com integração da atenção em diferentes níveis e locais de prestação de serviços, aumenta a consciência da ausência de uma sólida informação de base, bem como a necessidade de tentativas mais sistemáticas de desenvolvê-la. Os prontuários são ferramentas essenciais para a continuidade e qualidade do cuidado de saúde. Para isso, devem conter todas as informações relevantes á clínica a respeito dos pacientes, além daquelas administrativas e as úteis à gerência. Ainda 32 segunda Starfield (2002), não há padrões completos para prontuários clínicos nos sistemas de informação computadorizados, exceto para as categorias mais gerais, como diagnóstico e terapia. Conclui-se que as informações oriundas dos Prontuários de Atendimentos são fontes importantes para a construção da base sólida da geração e informações. O registro ou prontuário eletrônico é ferramenta de extrema utilidade para a prática clínica e gerencial local, para melhorar a qualidade e agilidade da geração de informações e potencializar a longitudinalidade e integração do cuidado, atributos de uma atenção primária efetiva. 33 2.6. O Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria/ENSP – cenário do estudo Criado em 1966, o Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/ENSP) é um departamento da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), unidade técnica científica da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), do Ministério da Saúde (MS). Definido como um centro de atenção básica em Saúde, o CSEGSF/ENSP se caracteriza por ser a principal porta de entrada da população de referência de Manguinhos para o SUS. Oferece serviços de promoção, prevenção, cura e reabilitação visando à saúde e o bem estar dos moradores, buscando a longitudinalidade e integralidade do cuidado ao longo dos mais de 40 anos de atuação. O CSEGSF/ENSP faz parte da rede pública de atenção básica em saúde do Rio de Janeiro, e articula-se com outros setores das políticas públicas – em especial com a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro (SMSDC/RJ) e com a comunidade local. Atualmente conta com 8 equipes de Saúde da Família, atendendo as comunidades de Samora Machel, Monsenhor Brito; Vila São Pedro; Comunidade Agrícola Higienópolis, Conjunto Habitacional Provisório II (CHP2), Parque Oswaldo Cruz (POC), Mandela de Pedra. CONAB, Vila Turismo, Nelson Mandela; Parque Carlos Chagas, Greenville cobrindo aproximadamente 70% dos cerca de 55.000 habitantes. O GIL está em execução no CSEGSF desde o ano de 2000 e o arquivo da unidade conta com aproximadamente 61.000 usuários cadastrados, que utilizam as diversas modalidades de atendimentos do CSESGSF: consultas agendadas e de prontoatendimento fornecidas pelas equipes de saúde da família e equipe matricial, odontologia, imunização, curativos, atividades coletivas, dentre outras. Os atendimentos e serviços prestados são consolidados no Serviço de Documentação e Informação em Saúde (SEDIS). O presente projeto, ao propor uma intervenção na forma de organização dos registros das informações dos atendimentos clínicos propiciará aos gestores locais e aos 34 profissionais diretamente envolvidos com o cuidado, a melhoria do processo de trabalho, otimizando o alcance da longitudinalidade à atenção primária possibilitando conhecer a história da vida e a integralidade das ações à saúde com seus múltiplos olhares e saberes, com os profissionais podendo ter visões complementares, desta forma articulando condutas e saberes. 35 3. OBJETIVOS 3.1. OBJETIVO GERAL Analisar a funcionalidade do prontuário de atendimento do GIL implantado em projeto de intervenção piloto em um centro de atenção primária de saúde do município do Rio de Janeiro – Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF)/ENSP/Fiocruz. 3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 3.2.1 Realizar análise de viabilidade técnica e gerencial do GIL no âmbito local, para implementação do projeto de intervenção; 3.2.2 Propor readequações do processo de trabalho relacionados ao registro de informações locais; 3.2.3 Identificar a funcionalidade do prontuário de atendimento do sistema GIL, propondo adequações necessárias à sua implementação; 3.2.4 Testar a utilização do Prontuário de Atendimento do Gil na atenção clinica por uma equipe de saúde da família como experiência piloto. 36 4. METODOLOGIA No presente estudo foi desenvolvido e implementado um projeto de intervenção para utilização da funcionalidade de Prontuário de Atendimento do GIL. O cenário desta intervenção foi uma unidade de atenção primária do município do Rio de Janeiro – CSEGSF/ENSP/Fiocruz – que adota a estratégia de saúde da família e o GIL como sistema de informação da atenção básica desde o ano 2000. A experiência desenvolvida na referida unidade - uso do prontuário de atendimento do GIL no nível local - servirá como estudo de caso que possibilitará identificar potencialidades, fragilidades e demandas, visando aperfeiçoar a intervenção para uso na atenção básica, com perspectivas de utilização em outras realidades. Para que se pudesse buscar na ESF e na gestão local, os componentes inovadores, as potencialidades e fragilidades da intervenção proposta, em um modelo coerente com princípios do SUS foi percorrido um caminho metodológico capaz de apreender mudanças, percepções, expectativas e demandas. Para evidenciar como os profissionais estavam trabalhando, foi escolhida a abordagem qualitativa de coleta e análise de dados, sendo utilizado, como instrumento de coleta, entrevistas semi-estruturadas que se tornam mais adequadas quando estão envolvidos atitudes e comportamentos e permite aos atores a externalização do que fazem como fazem e porque fazem, com que valor e com que opiniões (Minayo et al, 1993) . Os profissionais entrevistados falaram sobre seu processo de trabalho e a prática clínica da ESF. As entrevistas foram realizadas com profissionais que atuavam no CSEGSF/ENSP/Fiocruz no ano de 2009, sendo selecionados atores chaves da gestão local, do setor de informação em saúde e profissionais diretamente envolvidos com o atendimento clínico. Nessa lógica, os sujeitos do estudo foram os profissionais do núcleo de informação em saúde (SEDIS; n=3), profissionais de saúde de nível superior (médico, residente médico e enfermeira) de uma Equipe de Saúde da Família (n=3) selecionada por indicação da gestão local e gestores da unidade (Direção geral e Coordenação do Cuidado,; n=2). Total de sujeitos: 08 profissionais. O período de utilização da funcionalidade foi de 30 (trinta) compreendidos dias entre os meses de outubro e novembro de 2009. 37 As fontes de dados utilizadas foram: a observação participante, revisão técnica do GIL realizada pelo pesquisador e a aplicação de entrevistas semiestruturada. Os roteiros das entrevistas continham perguntas específicas das categorias profissionais entrevistadas (gestor, profissional da informação ou diretamente envolvido com o atendimento clínico) além de um bloco geral sobre percepção dos sujeitos estudados sobre importância do uso das informações para a gestão e para a clínica, utilização real das informações e funcionalidades do GIL, expectativas/demandas, dificuldades encontradas. (Roteiros apresentados em anexo). A intervenção consistiu de duas fases distintas. A primeira sendo considerada como fase exploratória e segunda, fase de aplicação do uso da funcionalidade, descritas a seguir: 4.1 - Fase exploratória Para conhecer o cenário, as expectativas e necessidades do nível local, procurouse nessa fase identificar alguns aspectos do processo de trabalho e o fluxo da informação nos principais setores relacionados ao atendimento clinico e utilização do GIL - SEDIS e Gestão. Além dos setores mencionados, também se observou os processos de trabalho dos setores de Laboratório, Farmácia, Atendimento de Enfermagem e o uso do agendamento de pacientes no nível local, por estarem envolvidos indiretamente com a aplicação da proposta. Entretanto, não foi aprofundado o estudo nestes setores por conta do curto tempo para execução da proposta. Nesta fase realizou-se a Análise de viabilidade gerencial e técnica e Análise da funcionalidade do Prontuário de Atendimento. 4.1.1 - Análise de viabilidade gerencial e técnica Aproximação da realidade local Escuta qualificada das demandas e entrevista com a gestão da unidade de saúde e coordenação do cuidado realização de reunião visando analisar as expectativas, as condições político-instituicionais, interesse da gestão, o grau/estágio de utilização do sistema e viabilidade técnica para execução da proposta; aplicação de questionário com entrevista semi-estruturada para o gestor 38 da unidade de saúde e coordenação do cuidado, Sensibilização dos profissionais apresentação das possibilidades do GIL para os profissionais de saúde do CSEGSF ajustada as demanda da gestão ; escolha de uma Equipe de Saúde da Família por adesão e indicação da chefia Verificação da Infra-estrutura no SEDIS e na Clínica observação da infra estrutura (equipamentos e conectividade); Observação processo trabalho SEDIS e Clínica verificação das necessidades logísticas e o fluxo do processo de trabalho no SEDIS e na Clínica; verificação do processo de trabalho relacionado a abertura de prontuário de pacientes, codificação dos dados de atendimento clínico e digitação no GIL aplicação de entrevista para os profissionais selecionados do SEDIS objetivando conhecer as rotinas existentes no departamento que tivesse relação direta com a proposta apresentada. A escolha do método de entrevista segue o proposto por GIL, onde: “ possibilita ter um contato com a realidade vivida pelos atores sociais”, tendo como vantagem a possibilidade de análise estatísticas dos dados (2003, p.37;113) Observação do processo de trabalho dos Setores: Laboratório, Farmácia e Atendimento Complementar de Enfermagem e Imunização observação dos processos de trabalho e os fluxos de documentos destes setores com a utilização da proposta. Os setores foram incorporados posteriormente a pesquisa, em face de importância da integração para a informatização dos processos de trabalho relacionados ao uso do Prontuário de Atendimento do GIL com as rotinas da Clínica. Observação do processo de trabalho da Equipe de Saúde da Família observação dos processos de trabalho da Equipe de Saúde da Família quanto ao preenchimento dos instrumentos de coleta dos atendimentos do setor, interferência no tempo gasto na rotina de atendimento ao paciente e o fluxo dos documentos produzidos quanto ao atendimento clínico com os setores do CSEGSF 39 4.1.2 - Análise da utilização da funcionalidade de Prontuário de Atendimento Estudo crítico dos campos GIL analisadas as telas de atendimento dos dados da consulta ao paciente e a de Prontuário de Atendimento, identificados os campos obrigatórios para preenchimento no GIL, com o uso da utilização do Prontuário de Atendimento; verificada compatibilidade entre as tabelas internas do sistema com as do MS relacionadas diretamente com o uso da funcionalidade Desenvolvimento de plano de capacitação para o uso da proposta elaboração de roteiro instrutivo para utilização do Prontuário de Atendimento pelos profissionais do cuidado. 4.2.- Fase de aplicação do uso da funcionalidade de Prontuário de Atendimento para a Clinica Capacitação dos profissionais da ESF Acompanhamento da utilização do Prontuário de Atendimento do GIL Analise da utilização do Prontuário de Atendimento do GIL ao final da utilização da funcionalidade no período estipulado, aplicado entrevista semi-estruturada com a intenção de analisar o uso proposta, as possíveis críticas e as sugestões finais para melhorias da funcionalidade. 4.2.1 - Analise dos dados Para análise dos dados, utilizou-se o estudo do conteúdo da falas dos sujeitos sobre os fatos de seu dia-a-dia na unidade de saúde, havendo a preocupação de não interpretá-los no referencial do senso comum, mas articular as palavras ditas, transcritas e analisadas com as circunstâncias em que esses fatos ocorriam. Identificar a funcionalidade do GIL e o processo de trabalho de geração de informações na falas dos entrevistados foi buscado nos relatos, em qualquer momento das entrevistas, não obedecendo aos limites e a ordem das perguntas e sim identificando “núcleos de sentido” que qualitativamente representavam valores ou modelos de comportamento referenciado ao território. Estes núcleos de sentido são complementados com a descrição e narrativa inicial da observação participante feita pelo pesquisador e ainda a análise da funcionalidade realizada por estudo do próprio observador das telas do sistema. Sobre os núcleos de sentido, destaca-se a percepção dos sujeitos estudados sobre 40 importância do uso das informações para a gestão e para a clínica, utilização real das informações e funcionalidades do GIL, expectativas/demandas, dificuldades encontradas. Realizou-se descrição agregando as respostas dos diversos atores em três grandes temas: I. Análise de viabilidade no que se refere a importância do sistema para os profissionais, condições operacionais (técnica e processo de trabalho) e percepção dos usuários do GIL II. Percepção sobre as funcionalidades do Gil em sua lógica estrutural III. Percepção sobre o Prontuário de Atendimento 4.2.2 - Resultados esperados O resultado esperado do estudo serão os produtos: implantação do Prontuário de Atendimento do GIL em uma equipe de saúde da família no CSEGSF, que servirá de auxilio a atenção básica reforçando o conceito de território-processo, reconhecendo o desafio das unidades de saúde como espaço de possibilidades criativas de mudanças na produção de novos saberes. (Moraes, 2002, 74). análise da utilização do Prontuário de Atendimento do GIL como ferramenta de auxílio aos processos de trabalho do PSF, com ênfase na coleta dos dados de atendimento, preenchidos diretamente em um ambiente “desktop”ou na intranet (Costa, 2001, apud Lazzof, 1998) atendendo o primeiro nível evolutivo do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), conhecido como registro médico automatizado (Automated medical record), desta forma rompendo com a lógica da fragmentação. 4.2.3 - Análise Crítica de Riscos e benefícios O estudo foi conduzido em concordância com as recomendações e requisitos da Resolução 196/96 do CNS e será submetido à análise do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos – CEP/ENSP/Fiocruz. Não houve riscos previsíveis do estudo. Os pesquisadores garantem a confidencialidade e sigilo dos dados da observação direta do processo de trabalho, assim como daqueles extraídos dos sistemas de informação local/ registros eletrônicos dos prontuários e se comprometem a utilizá-los exclusivamente para a pesquisa. 41 Os profissionais de saúde não foram identificados e será esclarecido que há essa possibilidade para as entrevistas de gestores, porque são sujeitos únicos. Contudo, a divulgação dos resultados se dará de forma agregada, visando não permitir tal identificação e há por parte do grupo de gestão dessa unidade, interesse em conhecer as condições limitantes e favorecedoras da implantação do prontuário eletrônico como rotina nos atendimentos clínicos. Os sujeitos do estudo foram abordados de forma a garantir privacidade para as entrevistas e os procedimentos da pesquisa serão apresentados no TCLE, para anuência e concordância. Os benefícios visam à reorganização do processo de trabalho dos profissionais locais e melhoria do registro de informações no CSEGSF, podendo contribuir de forma mais ampla, para o aperfeiçoamento do registro em outras unidades de saúde. 42 5. RESULTADOS Este capítulo aborda a análise dos dados e conteúdos de; i) Observação participante dos processos de trabalho nos setores do SEDIS, setores de Laboratório e Farmácia; Gerência e Coordenação do cuidado, uma Equipe de Saúde da Família, considerados setores prioritários para a execução proposta - estes dados foram agrupados nas categorias análise de viabilidade gerencial e técnica; ii) Dados de revisão técnica da funcionalidade de Prontuário de Atendimento do GIL realizada pelo pesquisador e iii) Análise dos discursos frutos de aplicação de entrevistas semi-estruturadas. 5.1 -. ANÁLISE DA VIABILIDADE GERENCIAL E TÉCNICA Procurou-se compreender de que forma o Prontuário de Atendimento e o GIL – OBJETO DO PRESENTE ESTUDO- atendiam as expectativas dos profissionais da gestão e da clínica. 5.1.1- PARA A GESTÃO LOCAL. No processo de aproximação com a realidade local verificou-se que o CSEGSF, atendia em diversos aspectos positivos a utilização da proposta. De acordo com os gestores, o entendimento é que o GIL é subutilizado em suas potencialidades, tendo potencial para ser explorado na auxilio à gestão, as informações produzidas auxiliam principalmente no acompanhamento da produção ambulatorial, planejamento e dos atendimentos realizados. Observou-se diferentes estágios quanto ao uso das informações do GIL nos setores analisados. No SEDIS o GIL está consolidado nos processos de trabalho, sendo utilizado plenamente nas rotinas do Setor. Entretanto, nos demais setores o sistema vem sendo sub-utilizado, na grande maioria das vezes por desconhecimento dos profissionais quanto suas potencialidades. Em todos os setores notou-se grande expectativa quanto ao uso da funcionalidade de Atendimento para os respectivos processos de trabalho. Durante a escuta qualificada das demandas e a realização de entrevistas com a gestão e coordenação do cuidado (Tabela 1), observou-se que na análise das condições político-gerenciais existente no CSGESF, a implantação do módulo de atendimento estruturado era entendida como recurso tecnológico que traria benefícios na organização 43 do processo de trabalho, para a produção de informações respostas, para facilitar a descrição e entendimento, Para a análise dessas optou-se por apresentar as conclusões em dois grandes estratos: se utilizava plenamente (a maioria ou mais da metade das respostas) ou parcialmente 44 Quadro 1. Utilização da informação do GIL na rotina gerencial e SEDIS do CSEGSF/ENSP 2009. Categorias de Resposta Variáveis referentes Aproveitamento pleno das Aproveitamento parcial das potencialidades potencialidades ao Uso da Informação Tipo de informação Cadastro de usuários x Cadastro de profissionais x Informação sobre a demanda x Produção individual por profissional x Informações TABWIN x Utiliza informação do: Relatório perfil de atendimento x Relatório de produção por profissional x Relatório dinâmico x Relatório histórico do usuário x Destino externo da informação SMS RJ x CAP’ S x Pesquisadores externos x Destino interno da informação Vigilância x Gerência do EAS x Coordenação do cuidado x Setor de Imunização x Periodicidade Diariamente x 45 Por meio das entrevistas aplicadas a gestão, coordenação do cuidado e SEDIS notase que o CSEGSF necessita de um sistema informação que atenda a diversidade e complexidade de uma unidade básica, como exemplo: atendendo e informando as demandas por tipo, integrando os diversos processos dos setores e alcançando a interoperabilidade entre os sistemas da atenção básica. 5.1.2 - VERIFICAÇÃO DA INFRA-ESTRUTURA DO SEDIS E CLÍNICA Na análise das condições da infra-estrutura dos setores que participaram da proposta, observou-se: No SEDIS o setor possui 9 (nove) equipamentos distribuídos da seguinte maneira: 3 (três) equipamentos para o cadastramento e pesquisa de usuários, 1 (um) equipamento especifico para cadastramento de novos usuários com identificação do CADSUS, 1 (um) equipamento para atender as demandas das pesquisas internas e externas ao centro de saúde e 4 (quatro) equipamentos voltados para a digitação dos atendimentos realizados pelos profissionais de saúde do CSEGSF, 1 (um) equipamento para a chefia do setor emitir os relatórios e 1 (um) servidor de dados exclusivo para o GIL, com objetivo de permitir acesso aos diversos equipamentos clientes instalado na unidades com o sistema. Esta infra estrutura atendia o necessário para o uso da proposta. Na sala de atendimento clínico comprovou-se a existência de conectividade do equipamento PC expanion existente no setor com o servidor de dados do GIL instalado no SEDIS. Entretanto, para o uso da proposta foi necessário instalar equipamento com características de PC com uma impressora para imprimir os dados de atendimento, os procedimentos solicitados e os medicamentos prescritos informados através do uso da funcionalidade de Prontuário de Atendimento. 5.1.3 - PROCESSOS DE TRABALHO SEDIS Apesar das funcionalidades do GIL não serem utilizadas plenamente no SEDIS, o GIL está integrado praticamente em todas as rotinas do processo de trabalho do SEDIS sendo mencionada pelos profissionais deste setor a expressiva importância para 46 a utilização das informações do GIL para o cadastramento de pacientes, pesquisa de informações cadastrais de usuários e profissionais. Os profissionais deste setor relataram sugestões e expectativas para aperfeiçoamento no sistema (quadro 2). Quadro 2. Tipo de expectativa quanto melhorias do GIL de acordo funcionários do SEDIS. CSEGSF. Rio de Janeiro, 2009. Variáveis Informações que gostaria de obter do GIL Relatório nominal dos pacientes atendidos no pronto atendimento Dados da movimentação de prontuários Utilização de código de barras nas rotinas dos setores Sugestões para melhorias do GIL Avanços na construção do prontuário eletrônico Atualização dos modelos de relatórios Geração de informações no formato PDF Inclusão de módulo laboratorial Integração informatizada dos processos de trabalho do cuidado com o Setor de Laboratório O processo de trabalho quanto à retirada dos prontuários dos pacientes do SEDIS para o setor do cuidado segue o seguinte fluxo: i. o setor do cuidado relaciona quais os pacientes que serão atendidos pelos profissionais do atendimento da Equipe de Saúde de Família; ii. envia relação nominal dos pacientes com antecedência de 24 horas para o SEDIS; iii. o SEDIS separa os prontuários relacionados das estantes, formando lotes de acordo com os profissionais que realizarão os atendimentos; iv. funcionário do setor de atendimento pega os prontuários em área reservada do 47 SEDIS para posterior preenchimento dos dados de atendimento pelos profissionais do cuidado v. ao final do preenchimento dos dados do atendimento os prontuários são devolvidos para o SEDIS para arquivamento. As informações emitidas pelo GIL alimentam fluxo interno e externo à unidade de saúde. O fluxo interno atende as demandas da coordenação do cuidado, gerência da unidade e vigilância. Externamente contribui para atender as solicitações de informações da Coordenação da Área Programática (CAP) e SMS do RJ. A geração de informação produzida no GIL dos atendimentos de nível superior forma no sistema histórico dos atendimentos do usuário na Unidade de Saúde. No processo de trabalho do CSEGSF, as informações deste relatório são amplamente disseminadas no setor, principalmente para verificar a movimentação do paciente entre as clínicas. 5.1.4 - Expectativas não atendidas pelo Prontuário de Atendimento e o GIL Verificou-se a necessidade de controlar e acompanhar os prontuários que são liberados pelo SEDIS para os setores de atendimento. O acompanhamento e controle da movimentação de prontuários entre os módulos de atendimento do CSEGSF e o SEDIS foram considerados pontos importantes para o sucesso futuro da disseminação da proposta para as outras equipes de saúde da família da unidade de saúde. Na observação do processo de trabalho do setor de laboratório do CSEGSF, constatou-se inexistência de sistema de informação que auxilie nas rotinas existentes e forneça informações dos resultados dos exames realizados. As informações referentes aos procedimentos realizados no setor são contabilizadas de forma manual. No setor de Farmácia, o GIL estava instalado tendo conexão com o servidor de dados do CSEGSF, mas não era utilizado para o controle e dispensação de medicamentos aos pacientes. Com a utilização da proposta pelos profissionais do cuidado, passou-se a imprimir na sala do atendimento os exames solicitados para serem entregues no Setor de Laboratório (anexo). A ilegibilidade e o preenchimento incorreto das informações coletadas no atendimento/cuidado são considerados pelos profissionais do SEDIS nó critico para a codificação dos diagnósticos. Esse nó critico impacta diretamente no GIL, com a possibilidade da equipe enganar-se na codificação do CID-10 que é considerado campo obrigatório de preenchimento. 48 A digitação no GIL das informações codificadas pela equipe do SEDIS é lançada diariamente no sistema pelos profissionais do setor. No SEDIS não existe profissional com formação especializada voltada para a função de analista de sistema, programador ou similar. Nota-se que pequena parte dos funcionários deste setor não utiliza o sistema por receio ou por “medo do novo” O quantitativo de funcionários que atuam na operacionalização do GIL foi observado durante a fase dos levantamentos dos processos de trabalho do SEDIS e considerado satisfatório para o acompanhamento do sistema. Constatou-se que todos os funcionários do SEDIS, interagem direta ou indiretamente com o sistema. Notou-se interesse e expectativas quanto ao uso do Prontuário de Atendimento do GIL, bem como a constatação do desconhecimento das diversas possibilidades do sistema, como exemplo a não utilização das informações do GIL para auxílio das rotinas dos profissionais do SEDIS e da clínica A disseminação das possibilidades do GIL no nível local apresentadas durante a sensibilização dos profissionais e o diálogo do pesquisador com os profissionais de saúde respondendo aos diversos questionamentos dos benefícios do sistema facilitou a articulação com os profissionais do cuidado, SEDIS e outros setores do CSEGSF que não estavam inicialmente selecionados. Todos os profissionais consideram que as informações geradas pelo GIL são de qualidades e confiáveis, permitindo utilização ágil para as rotinas. Algumas considerações para o aperfeiçoamento do sistema foram amplamente citadas e apresentadas (Quadro 3) 49 Quadro 3. Considerações quanto à qualidade das informações e aspectos positivos do GIL no CSEGSF.2009 Categorias de respostas Consideram de qualidades as informações do GIL Pontos positivos na utilização do GIL Acompanhamento das portarias do Ministério da Saúde Rapidez nas respostas dadas pelo Datasus Facilidade quanto ao uso sistema Custo zero para a Gestão Assessoria do Datasus Alteração democrática e participativa nas mudanças do sistema Interoperabilidade com os sistemas da atenção básica Apesar de o sistema estar instalado no CSEGSF desde o ano de 2000, a equipe que o utiliza não é a mesma desde o início de sua implantação. Com a entrada de novos funcionários no Setor e conseqüente utilização do GIL, em alguns casos a aprendizagem para o uso do GIL ocorreu de maneira informal sem capacitação acompanhada, com objetivo de formar de profissionais que conheçam profundamente o sistema. No SEDIS existe equipe capacitada com formação específica para codificar com a Codificação Internacional de Doenças (CID10), os diagnósticos preenchidos no prontuário em papel pelos profissionais do atendimento, para posteriores lançamentos no GIL. 5.1.5 - Desconhecimento e subutilização das possibilidades existentes no GIL para os processos de trabalho do CSEGSF Na unidade de saúde, o cadastramento de usuário no GIL somente é concretizado após confirmação dos dados de domicílio do paciente por um agente comunitário de saúde (ACS). Antes da confirmação dos dados de domicilio, o paciente é registrado no sistema como um consulta de Pronto Atendimento. 50 No processo de trabalho do SEDIS, foi sugerido pelos profissionais deste setor que o GIL informasse quais os pacientes atendidos como consulta de Pronto Atendimento. Essa informação já é disponibilizada no relatório consultas de SPA Quando perguntado sobre a existência de dificuldades, o relato dos entrevistados é que não havia tais problemas. Porém, os profissionais identificam fragilidades no sistema. As principais observações dos profissionais da equipe de codificação do SEDIS foram: a dificuldade no entendimento da escrita dos profissionais do cuidado e a ausência de padronização para o preenchimento dos dados do atendimento. Quadro 4. Fragilidades do GIL segundo profissionais do SEDIS. CSEGSF, 2009 Pontos fracos Segurança da informação Inexistência de funcionalidade somente para pesquisa de usuários Pouco auxilio a clínica Ausência de integração informatizada com os processos de trabalho do cuidado com o setor de laboratório Ausência de módulo laboratorial 5.2 - Análise da funcionalidade de Prontuário de Atendimento No estudo crítico dos campos do GIL (anexo) foram analisadas as informações obrigatórias que são coletadas durante o atendimento ao paciente, para o uso do Prontuário de Atendimento pelos profissionais do cuidado. A entrada de dados do Prontuário de Atendimento encontra-se em aba especifica diferente aba das informações que são coletadas e exportadas para realização do faturamento da Unidade. As informações de preenchimentos obrigatórias na aba dados de atendimento são: identificação do usuário (número do prontuário ou número CNS), código da ação programática, CID primário e procedimento realizado. A coleta das informações do Prontuário de Atendimento no GIL ocorre através de texto livre preenchido pelos profissionais do atendimento. O preenchimento acontece selecionando na funcionalidade os botões de: ananmese, exame físico, hipótese diagnostica, exames complementares e conduta (anexo). 51 O preenchimento desses dados possibilita aos profissionais do atendimento do CSEGSF, das informações do paciente formando histórico do usuário no sistema (anexo). A divergência quanto a nomenclatura das descrições do preenchimento no GIL, das informações do CID, procedimentos solicitados e realizados, foi considerado nó critico para o uso da funcionalidade. A descrição dos exames solicitados no GIL segue a mesma existente no SIGTAP (anexo). A divergência quanto ao nome usual dos exames solicitados pelos profissionais do cuidado evidencia a falta de padronização para os itens mencionados. Quanto aos procedimentos realizados pelos profissionais, no GIL este dado é coletado de forma obrigatória. O GIL disponibiliza pesquisa com os procedimentos possíveis de serem realizados em cada especialidade (anexo). Com a utilização desta pesquisa pelos profissionais do cuidado, verificou-se que no dia a dia das rotinas do atendimento, esses mesmos profissionais deixam de informar por desconhecimento dos procedimentos existentes no SIGTAP, vários procedimentos que realizam cotidianamente. 5.3 - Fase de aplicação do uso da funcionalidade de Prontuário de Atendimento para a clínica Na etapa de implantação prática da intervenção, ou seja, na utilização da funcionalidade informatizada durante a consulta pela ESF, foi importante realizar sensibilização dos profissionais. Optou-se pela estratégia de apresentar os benefícios do GIL e a existência da funcionalidade de Prontuário de Atendimento para o corpo funcional do CSEGSF, aproveitando a cultura existente na unidade de debater semanalmente com os profissionais da Unidade de saúde os temas importantes para a atenção básica. Houve boa aceitação e adesão na capacitação dos profissionais do cuidado para o uso da funcionalidade de Prontuário de Atendimento do GIL. O planejamento inicial era paralisar as atividades do atendimento, realizar exercícios teóricos e práticos em espaço diferente da sala de atendimento objetivando o conhecer a funcionalidade. Entretanto, essa idéia não foi posta em uso e a capacitação ocorreu no próprio ambiente de trabalho dos profissionais do cuidado, em momento que não ocorria atendimento aos pacientes. 52 Para retirar possíveis dúvidas dos profissionais de atendimento, quanto ao uso do Prontuário de Atendimento optou-se pela criação de instrutivos (anexo). A supervisão e o acompanhamento do uso da funcionalidade, nos primeiros dias ocorreram de forma presencial, com o pesquisador estando presente em tempo integral no CSEGSF para retirada de dúvidas. Com o uso diário da funcionalidade pelos profissionais do cuidado, o acompanhamento e supervisão foram espaçados para duas vezes na semana. O fluxo para o preenchimento das informações coletadas durante o atendimento aos pacientes sofreu alterações para atender as necessidades para o uso do Prontuário de Atendimento do GIL. A modificação realizada foi quanto à coleta dos dados de atendimento, que passaram a ser descritos diretamente no computador instalado no setor de atendimento, com posterior impressão, assinatura do profissional e inclusão das informações impressas e assinadas pelos profissionais no prontuário físico do paciente. Aproveitando a oportunidade da instalação da impressora no setor, decidiu-se conjuntamente com os profissionais do cuidado, que além dos dados obrigatórios seriam coletados também dados dos procedimentos solicitados e medicamentos prescritos aos pacientes. Criou-se a expectativa que no futuro, existam avanços na integração de forma automática e instantânea relacionados aos processos de trabalho de duplo registro – manual e informatizado - aos exames solicitados para o laboratório e módulo de farmácia. (anexo). O uso da prescrição informatizada dos medicamentos aos pacientes pelos profissionais do atendimento no GIL possibilitou a impressão desses receituários com objetivo de serem entregues no setor da Farmácia do CSEGSF, reduzindo o trabalho do preenchimento manual (anexo). O prolongamento do tempo da consulta foi considerado ponto negativo na utilização da proposta. Entretanto, mencionado pelos participantes que esse tempo está relacionado também a falta de familiaridade com o sistema, e pouco tempo de uso da funcionalidade. Os pontos positivos identificados com os profissionais do cuidado variam da compreensão da escrita à facilidade de acesso as informações dos pacientes no computador (Tabela 5). Notou-se que a possibilidade de visualização cadastral e de atendimento são considerados pontos importantes para o grupo de profissionais do atendimento. 53 A expectativa no uso do Prontuário de Atendimento foi considerada elevada por todos os profissionais entrevistados. Entretanto não houve consenso quanto à capacitação, um dos profissionais considerou parcialmente satisfatória, principalmente a questão do tempo insuficiente. No estágio atual de desenvolvimento do Prontuário de Atendimento, os profissionais da ESF consideraram que as funcionalidades precisam ser aperfeiçoadas para a prática clínica e a experiência piloto ainda não gerou benefícios para a equipe, dado ao pouco uso. Quadro 5. Aspectos quanto a percepção o Prontuário de Atendimento do GIL no CSEGSF. 2009 Principais desvantagens prontuário em papel Ilegibilidade Preenchimento incorreto Dificuldade de acesso as informações Falta de padronização Dificuldades encontradas Falta de padronização e divergência nas nomenclaturas de CID e procedimentos solicitados Navegabilidade Efeito negativo Prolongamento do tempo da consulta Efeitos positivos Compreensão da escrita Possibilidade de visualização dos dados na forma eletrônica Coleta informatizada dos dados de atendimento Facilidade de acesso às informações do prontuário Sugestões para satisfazer plenamente as necessidades do atendimento Visualização dos dados cadastrais no momento dos atendimentos Visualização componente da família Inclusão e exclusão de usuário na família 54 Na visão dos profissionais de atendimento, alterações devem ser realizadas no GIL, visando melhor aproveitamento da funcionalidade. Descreve-se a seguir, algumas sugestões quanto ao uso da funcionalidade apontado pelos profissionais da clínica: i. existem dados dos sinais vitais dos pacientes que são informados na aba no sistema conhecida como dados de atendimento. A localização destes dados nesta aba e sua não exportação para a aba de Prontuário de Atendimento acarretam a necessidade de re-digitação destes dados nesta última tela. ii. a ausência das variáveis: temperatura axilar (T. Ax.), pressão arterial (P.A), freqüência cardíaca ou batimento cardíaco e freqüência respiratória (F.R), foram relatadas como imprescindíveis constarem no Prontuário de Atendimento do GIL. iii. a ausência no sistema de protocolos de acompanhamento do ciclo de vida e áreas temáticas especiais sugeridas pelo MS para atender as demandas dos exames solicitados aos pacientes da atenção básica iv. Incluir no GIL informações relacionadas à individualização dos dados dos pacientes das áreas e microáreas sob a responsabilidade da equipe, no momento do atendimento ao paciente. A duplicidade da coleta de dados para posterior exportação para os sistemas da AB foi comprovada no setor de atendimento, com a criação de instrumentos paralelos preenchidos diariamente e consolidados mensalmente, com o objetivo de alimentar o sistema de Atenção Básica (SIAB) do MS. 55 6. DISCUSSÃO Este capítulo está organizado em quatro itens: comentários sobre os achados do estudo, possibilidade de aplicação para outras EAS, possibilidade de generalização dos resultados, reflexões quanto à contribuição para ações de saúde pública e considerações finais. Os resultados do presente estudo apontam que o GIL e o Prontuário de Atendimento têm potencial para atender as demandas locais no âmbito da atenção básica de saúde, superando a dicotomia dos campos da epidemiologia e da clínica, dos sujeitos individuais e do coletivo. Destaca-se que a intervenção proposta neste projeto - uso do Prontuário de Atendimento do GIL no CSEGSF – foi implementada com sucesso, com os requisitos mínimos para operacionalização da proposta presentes: aceitação pela gestão e profissionais, condições de infra-estrutura passíveis de pequenas adaptações, uso experimental e análise dos resultados no período previsto. Durante a intervenção e principalmente na observação dos processos de trabalho dos setores envolvidos com a proposta, observou-se a sub-utilização de diversas funcionalidades do sistema para as tomadas de decisões gerenciais e clínicas. Evidenciou-se que há grande complexidade dos processos de trabalho numa unidade de atenção primária e ainda que este espaço é produtor de grande quantidade de informação, que precisam ser processadas e utilizadas. O Prontuário de Atendimento e demais funcionalidades do GIL contribuem para qualificar essa produção. Porém, há necessidade de avançar efetivamente no uso e apropriação dessas informações tanto no nível local para a tomada de decisão, quanto no nível central, no acompanhamento e monitoramento das ações de saúde oriundas da porta de entrada dos serviços de saúde. O mérito da intervenção proposta reside no fato de a utilização da funcionalidade de Prontuário de Atendimento do GIL prover dados do universo de usuários na porta de entrada do sistema de saúde, em qualquer das categorias de atendimentos clínico, como a equipe multiprofissional, outros setores envolvidos no cuidado do usuário, além de prover informações para a gestão. Os dados gerados de maneira informatizada, são ágeis, evitam duplicidade de registro, podem ao incorporar protocolos clínicos na tomada de decisão, auxiliar a 56 padronização de condutas e qualificação da atenção e da informação gerada, contribuindo nas visões complementares e articulando condutas e saberes. As principais barreiras identificadas no estudo para implantação dos registros eletrônicos foram ausência de padronização para as informações do atendimento e na integração com outras funcionalidades do GIL. Além disso, o uso de coletores eletrônicos, que dispensam a transcrição digital dos dados, não tem solucionado o problema do re-trabalho por que não coletam os dados necessários aos processos de trabalho em saúde, requerendo a continuidade dos registros manuais. A principal limitação do estudo foi quanto à impossibilidade de realização das alterações e inclusão das sugestões da funcionalidade no sistema. A pesquisa apenas relacionou as observações do grupo de estudo. As modificações propostas não estão no âmbito da governabilidade do pesquisador, dependendo de articulações entre o Datasus e CSEGSF. Desta forma faz-se necessário a criação de um compromisso estratégico entre as duas Instituições na construção de registro eletrônico de saúde para atenção básica em busca de melhorias no sistema. No estudo, em relação à complexidade nos processos de trabalhos dos setores envolvidos direta ou indiretamente dos processos do CSEGSF, foram identificadas críticas, sugestões e alterações para melhoria da funcionalidade. A experiência comprova que a funcionalidade, por ter sua gênese ligada fortemente a contabilizar os procedimentos realizados em uma unidade de Saúde, para posterior exportação para o SIASUS, ainda não atende ao esperado. Destaca-se que não há facilidade para a navegabilidade do sistema para as necessidades da clínica. No momento, mesmo sem a ocorrência de discussões para as futuras alterações na funcionalidade e no sistema, visando melhorar a navegabilidade do aplicativo, a quantidade de informações e as possibilidades para criação de um registro eletrônico para atenção básica podem ser consideras imensuráveis e a disseminação da cultura do uso do computador nas unidades de saúde básicas do SUS foi considerada um ponto relevante da experiência. O uso do Prontuário de Atendimento possibilita gerar informações de saúde no âmbito individual e coletivo, podendo acompanhar ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação dos usuários do sistema, consolidando as atribuições da resolutividade, integralidade, longitudinalidade do cuidado previstas na PNAB. No nível local gera outras informações para o âmbito coletivo e notificação de agravos, por meio, por exemplo, do relatório de doenças notificáveis nacional e local e os 57 diagnósticos com o uso da CID-10. Utilizado juntamente com outras funcionalidades do GIL permite ainda atender algumas das definições da PNIIS. O GIL chegou ao quantitativo de estabelecimentos de Saúde implantados até o momento sem o amparo de uma Política Pública do MS, não tendo nenhuma portaria ministerial incentivando o seu uso como outros Programas da atenção básica. As SMS e EAS realizam suas implantações de forma não obrigatória, ou seja, por adesão, e de forma não homogênea, o que acarreta dificuldades de acompanhamento da plena utilização do sistema no país. Na área de saúde entende-se que não basta ter muita informação: é necessário ser capaz de discernir o que se ouve e buscar seu significado na construção de cidadania e da melhoria de qualidade de vida (Fiocruz, 2000). O quantitativo de EAS com o GIL implantado não significa que as informações que o sistema oferece estejam sendo utilizadas plenamente. A ausência de amparo de Política Pública na utilização do Prontuário de Atendimento, associada às indefinições quanto às padronizações para construção do registro eletrônico em Saúde da atenção básica, podem ser considerados grandes desafios que dificultam a disseminação da funcionalidade em larga escala, para as unidades de atenção primária à saúde. O GIL, como instrumento de fortalecimento da PNIIS, tem potencial de atrair seus usuários pela capacidade de auxiliar os gestores fornecendo informações para a tomada de decisões e também, pela forma simples e de baixo custo em sua utilização. Há necessidade do Ministério da Saúde e Datasus se apropriarem da funcionalidade de Prontuário de Atendimento do GIL, colocando-a na agenda de ações estratégicas para disseminação às Unidades de Saúde básicas do SUS, como Política Nacional sendo executada em prazo factível e efetivo. O uso do Prontuário de Atendimento em diversas EAS do mesmo município, juntamente com a instalação do Integrador implantado no nível municipal, possibilita que a clínica tenha informações do paciente também de outras unidades de saúde deste município. Os produtos das críticas, sugestões e alterações devem ser analisados por um comitê a ser criado com representantes de profissionais do cuidado, da gestão, informação e informática, com objetivo de atender também o nível local e auxiliando na 58 construção de ferramenta voltada para o Prontuário de Atendimento que apóie a clínica, de acordo com as necessidades apontadas pelo grupo de estudo. Os cenários da clínica e da gestão no nível local estão em constante transformação, a importância deste comitê pode ser mensurada de maneira que, um sistema nunca está completo ou finalizado, sempre será passível de modificação, influenciado pelos avanços da ciência, do conhecimento e das prioridades de saúde. Os resultados apresentados pelo comitê devem ser aproveitados para a reformulação do novo GIL, enquanto decisão política do Datasus e DAB no desenvolvimento em conjunto da ferramenta da atenção básica do MS. Durante as alterações do Prontuário de Atendimento do GIL, algumas questões foram observadas e discutidas para implementação futura da funcionalidade, como exemplo: i. Definir o padrão de vocabulário para as informações em saúde a ser utilizado ii. Avançar na utilização dos princípios básicos da segurança da informação (Integridade, Confidencialidade, Disponibilidade e Legalidade); iii. Aderir as normas da ABNT voltadas para a saúde. Em paralelo ao avanço tecnológico, existe a necessidade de uma apurada revisão dos diversos itens que compõem o prontuário do paciente, para que as novas tecnologias da informação não suprem as deficiências de registro por falta, exclusivamente, de campos essenciais do atendimento clínico ou gerencial mais apropriado. Aproveitando o momento das discussões para alterações do Prontuário de Atendimento, duas outras questões que estão ligadas indiretamente com a proposta devem ser também observadas: a utilização do conceito de episódio de cuidados da Classificação Internacional Primária (CIAP2) e o uso do NANDA para a codificação dos procedimentos de enfermagem. Segundo Gusso (2009), a CIAP2 tem como principal critério de sistematização, a pessoa incluindo o contexto social (capítulo Z), e não a doença, permitindo conhecer melhor a demanda dos pacientes e o trabalho realizado, transformando cada unidade de saúde em um potente campo de avaliação da própria prática, qualificando cada vez mais a atenção primária brasileira. 59 O NANDA (North American Nursing Diagnosis Association) refere-se à classificação para a padronização dos diagnósticos a serem usados por profissionais de enfermagem. A questão do acompanhamento dos prontuários entre os setores do CSEGSF (fluxo dos prontuários) é considerado nó critico para o SEDIS e este problema pode ocorrer em outras unidades de saúde. A solução desta questão pode ser incorporada ao GIL, com adaptações factíveis no sistema. A utilização do módulo Agenda do GIL permitirá que os processos de trabalho entre o Setor do cuidado e o SEDIS estejam integrados e informatizados, possibilitando maior agilidade das rotinas existentes atualmente. Sobre o cenário deste estudo, destaca-se que o CSEGSF é lócus privilegiado para as experiências e aprofundamento de estudos na construção de ferramentas desenvolvidas pelo Datasus para o MS, voltadas na busca de construção de Registros eletrônicos de Saúde para as Unidades de atenção Primária. È desejável que o uso do Prontuário de Atendimento do GIL seja ampliado para as outras equipes de saúde da família do CSEGSF. A expansão da experiência permitirá ampliar o projeto aqui iniciado e desta forma, possibilitará futuramente, novas sugestões e avaliações comparativas do uso da funcionalidade, sendo executado em diversas equipes de saúde, equipe matricial, módulos de laboratório e farmácia, simultaneamente e desenvolvendo todas as potencialidades do sistema. Padrões para representar e compartilhar a informação em saúde, infraestrutura de conectividade, capacitação de recursos humanos na área de informação e informática em saúde e, acima de tudo, a garantia de privacidade e confidencialidade da informação identificada em saúde são diversos para o nível local. No âmbito externo, a funcionalidade do Prontuário de Atendimento do GIL e de outras funcionalidades existentes no sistema deve ser valorizada pela Gestão das Unidades básicas do SUS dando maior autonomia e agilidade aos processos de trabalho existentes no nível local. O estudo possibilita servir de modelo para outras Unidades de Saúde do SUS com características semelhantes. Para disseminação em larga escala nas unidades primárias de atenção a saúde, é fundamental que ocorram avanços na melhoria e segurança da funcionalidade de Prontuário de Atendimento e no GIL. 60 Sobre a contribuição do estudo para a saúde pública, na fase de construção do novo GIL, iniciada em 2008, não houve solicitação por parte dos gestores para adaptações visando adaptar a funcionalidade de prontuário de atendimento. Portanto, não houve evolução nessa funcionalidade do sistema. Na formulação dos marcos referenciais do I Plano Diretor para o desenvolvimento da Informação e Tecnologia da Informação em Saúde (PLaDITIS), um dos grandes desafios mencionados foi a forte pressão das empresas privadas de informática em disputa pelo setor público da saúde, enquanto fatia substantiva de mercado, onde há uma luta pela direcionalidade da Política de Informação e Informática em Saúde (PlaDITIS, 2009). Reflexões devem ser feitas para o avanço da funcionalidade de Prontuário de Atendimento do GIL, visando atender as unidades de atenção primárias do SUS, a saber: i.aumentar o conhecimento ou superar lacunas do desconhecimento dos Gestores quanto as possibilidades para o nível local da funcionalidade de Prontuário de Atendimento para a clínica; ii. diminuir a distância e o descompasso entre as necessidades e prioridades de quem planeja e quem executa; iii. divergência da Gestão com base em informações epidemiológicas X a clínica baseada em informações individuais e coletivas; iv. baixa capacidade por parte do gestor no investimento para execução da proposta; v. ausência de Políticas públicas com incentivo a divulgação de experiências exitosas voltadas para a construção de registro eletrônico de saúde nas unidades primárias; vi. dicotomia do nível central (Federal, Estadual, Municipal) X local (equipamentos/espaços de atenção básica). É preciso ampliar as reflexões dos tópicos mencionados, discutindo e superando os paradigmas e entendê-los como complementares interligados especialmente para um sistema que objetiva captar as informações da atenção básica entendida nos seus princípios de universalidade, de acesso ampliado, de porta de entrada do sistema. 61 De acordo com a literatura pesquisada o grau de desenvolvimento tecnológico dos serviços de saúde brasileiros, principalmente na atenção básica é muito heterogêneo. O novo GIL possibilitará o cadastramento do usuário no nível local com a emissão do número do cartão nacional de saúde, permitindo desta forma, o aumento expressivo na quantidade de usuários no CADSUS. Uma preocupação constante em todos os conteúdos revisados diz respeito à formação e capacitação de recursos humanos, de forma a garantir os conhecimentos e as habilidades necessárias aos novos paradigmas da atenção à saúde. Pode-se concluir que há dificuldades ao longo dos últimos dez anos para a implementação de propostas de padronização e interoperabilidade. Ainda não foi superada a fragmentação existente entre os sistemas; esta integração precisa ser profundamente analisada em seus determinantes históricos sob pena de não se alcançar a superação desse status quo (PlaDITIS, 2009, p.11) O Prontuário de Atendimento do GIL pode contribuir de forma proativa nas discussões quanto à construção e implementação de registro eletrônico para as Unidades de Saúde básicas do SUS e futuramente avançando nas discussões do uso de Prontuário Pessoal de Saúde. O resultado da experiência e seus desdobramentos possibilitam ao MS ter uma ferramenta desenvolvida por órgão público, de acordo com as necessidades e realidade do universo local. A pesquisa demonstra a complexidade dos processos de trabalho envolvidos no universo de uma unidade da atenção básica e podem servir de modelo para a disseminação da experiência em outras unidades de saúde do SUS com características semelhantes, devendo ser levadas em consideração as particularidades dos processos de trabalho de cada local e o GIL pode ser um sistema estratégico e integrador na atenção básica de saúde no país. 7.0 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS Branco MAF. Informação e Saúde – uma ciência e suas políticas em uma nova era. Rio de Janeiro, Editora FIOCRUZ.2006. 62 Brasil. Ministério da Saúde. A experiência brasileira em Sistemas de Saúde.Organização Pan-Americana da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz. Brasília.Editora do Ministério da Saúde.2009. ___ Ministério da Saúde/Secretaria de Atenção à Saúde/Departamento de Atenção Básica.Vigilância em Saúde: Dengue, Esquistossomose, Hanseníase, Malária, Tracoma e Tuberculose. 2ª ed. rev. Brasília.2008. ___ Ministério da Saúde/ Secretaria de Atenção à Saúde/ Departamento de Atenção Básica. Vigilância em Saúde: Dengue, Esquistossomose, Hanseníase, Malária, Tracoma e Tuberculose. Série A, Normas e Manuais Técnicos. Cadernos de Atenção Básica, n. 21.2ª ed. rev. Brasília.2008. ___ Ministério da Saúde. Norma Operacional Básica do Sistema Único de Saúde/NOB96.Brasília.1997. ___ Ministério da Saúde/Secretaria de Assistência à Saúde.Portaria nº 35 de 04 de 02 de 1999. ____Ministério da Saúde/Datasus.Apresentação. http://w3.datasus.gov.br/datasus/datasus.php?area=363A6B0C0D0E0F363G6HIJd6L7M0N&VInclude=.. /site/texto.php [acessado em 22/03/2009] ____MS/Datasus.Organograma administrativo CTI. http://w3.datasus.gov.br/gerdesenv/Estrutura/EstruturaCGDSI_colorido30012004_frame.htm [acessado em 22/03/2009] ____MS/Datasus. Política nacional de informação e informática em saúde. http://w3.datasus.gov.br/APRESENTACAO/PoliticaInformacaoSaude29_03_2004.pdf (acessado em 22/03/2009) ____MS/FUNASA. Decretos. http://www.funasa.gov.br/internet/decretos.asp [acessado em 01/02/2009]. Comitê Internacional de Classificação da WONCA. Classificação Internacional de Atenção Primária (CIAP 2). Consultoria, supervisão e revisão técnica desta edição por Gustavo Diniz Ferreira Gusso. Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, 2ª edição. 2009. Conselho Federal de Medicina. Resolução 1638/2002 e 1939/2002. http://www.portalmedico.org.br [acessado em 12/06/2009] Deslandes SF, Gomes OCN, Minayo MCS. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ. Ed. Vozes. 1994. Fonseca AF, Corbo AD (Org.). O território e o processo saúde-doença. Rio de Janeiro. EPSJV/Fiocruz, 2007. Gil AC. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6ª edição. Ed. Atlas. 2008. 63 Lages V, Braga C, Morelli G. Territórios em movimentos: cultura e identidade em inserção competitiva. Rio de Janeiro. Relume Dumará. Brasília. 2004. Malik, AM, Schiesari, LMC. Qualidade na Gestão Local de Serviços e Ações de Saúde. Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Série Saúde & Cidadania, volume 3. 1998. Moraes IHS. Política, tecnologia e informação em saúde. Casa da qualidade Editora. 2002. Salvador, BA. Morosini VGC, Corbo AD. Modelos de Atenção e a Saúde da Família. Rio de Janeiro. EPSJV/FIOCRUZ. 2007. Mota FRL. Prontuário Eletrônico do Paciente: estudo de uso pela equipe de saúde do Centro de Saúde Vista Alegre. Dissertação de mestrado. Orientadora Profª. Marlene de Oliveira. Escola de Ciência da Informação/UFMG. 2005. Oliveira SLG. Gestão da informação e do conhecimento: análise dos processos de tomada de decisão dos gestores da saúde pública de Campinas. Dissertação de mestrado. Orientadora Profª. Vera Silvia Marão Beraquet. Pontifícia Universidade Católica de Campinas. 2005. 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ABRASCO/FIOCRUZ. 2002. 64 ANEXOS Figura 1. Tela de lançamento dos dados de atendimento ao paciente do sistema GIL versão 4.0.16. 65 Figura 2. Quantitativo de usuários que fizeram “download” do GIL versão 4.0.16 por motivo de implantação (2009). 66 FONTE: Ministério da Saúde, DATASUS, GIL.. http://gil.datasus.gov.br/w3c/cadastrados_consolidados_downloads.php (acessado em 12/12/2009) Figura 3. Total de municípios e Estabelecimento de Saúde que utilizam o GIL (Dezembro 2009) . 67 FONTE: Ministério da Saúde, Datasus, GIL.. http://gil.datasus.gov.br/w3c/cadastro_atividades_municipal_uf.php?uf=RJ(acessado em 12/12/2009) Figura 4. Tela cadastramento de Estabelecimento Assistencial de Saúde do sistema GIL, versão 4.0.16. (Dezembro 2009) 68 Figura 5. Tela de Cadastramento de Profissionais do GIL (versão 4.0.16), dezembro 2009. 69 Figura 6. Tela de Cadastramento de usuários do GIL (versão 4.0.16) dezembro 2009. 70 Figura 7 Diagrama de Apresentação do GIL 71 Interoperabilidade BASES MUNICIPAIS CADSUS CADSUS CNES CNES SIA -SUS SIAB SIAB SI - PNI PNI HIPERDIA HIP ERDIA SISPRENATAL SISPRENATAL GIL BASE - E A S DIMINUI O RETRABALHO Atendimento Individual PRÉ-NAT AL HIPERDIA PEDIATRIA GINECOLOGIA OUTROS PACS/PSF Atendimento Odontológico Atendimento Complementar de Enfermagem Atendimento de Grupo Atendimento Complementar SADT Vacinação FONTE: Ministério da Saúde, DATASUS, http://gil.datasus.gov.br/w3c/gil_download_usuario.php (acessado em 19/04/2009). GIL. Figura 8. Tela de Prontuário de Atendimento do GIL (versão 4.0.16), dezembro 2009 72 73 Figura 9. Seleção para impressão dos exames solicitados, prescrição de medicamentos, dados do Prontuário de Atendimento usuários do sistema GIL, versão 4.0.16. (Dezembro 2009) Figura 10. Tela lançamento dos atendimentos individuais do sistema GIL versão 4.0.16 com as abas de dados de atendimento e Prontuário de Atendimento. (Dezembro 2009). 74 Figura 11. Tela Impressão dados do Prontuário de Atendimento do sistema GIL, versão 4.0.16. (Dezembro 2009). 75 76 Figura 12. Tela Impressão dados do Prontuário de Atendimento do sistema GIL, versão 4.0.16. (Dezembro 2009). 77 Figura 13. Tela Consulta procedimentos SIGTAP. (Dezembro 2009) 78 Figura 14. Tela Consulta procedimentos do sistema GIL, versão 4.0.16. (Dezembro 2009) 79 Figura 15. Tela de Impressão de prescrição de medicamentos do sistema GIL, versão 4.0.16. (Dezembro 2009) 80 Figura 16. Tela Impressão de prescrição de medicamentos do sistema GIL, versão 4.0.16. (Dezembro 2009) 81 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 82 Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria Rio de Janeiro, ____de _____________de 2009. TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – Profissionais de atendimento Você está sendo convidado para participar da pesquisa sobre a Análise da funcionalidade do Prontuário de Atendimento do Gerenciador de Informações Locais (GIL) em uma unidade de atenção primária piloto - o Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria/ENSP/Fiocruz. O estudo pretende conhecer o processo de trabalho local e propor uma metodologia para registro de informações eletrônicas coletadas no durante o atendimento clínico aos adultos pela equipe de saúde da família e equipe matricial, assim como o processamento de tais informações pelos profissionais responsáveis. Você foi selecionado porque é um profissional de saúde que participa de forma direta do cuidado aos pacientes. Sua participação nessa pesquisa consistirá em i) participar de reunião onde discutiremos o processo de registro de informações eletrônicas no atendimento, ii) utilizar de forma experimental durante 1 mês o registro eletrônico, ii) responder a uma entrevista ao final da proposta para avaliar a ferramenta proposta Você tem direito a pedir outros esclarecimentos sobre a pesquisa e pode se recusar a participar ou interromper a sua participação nela a qualquer momento, sem que isto lhe traga qualquer prejuízo no seu trabalho neste Centro de Saúde. Caso queira, os resultados podem ser disponibilizados para você. As informações obtidas através dessa pesquisa serão confidenciais e asseguramos o sigilo sobre sua participação. Os dados não serão divulgados em qualquer hipótese ou de forma a possibilitar sua identificação. Como benefícios, sua participação permitirá o desenvolvimento da metodologia de implantação dessa ferramenta para nesta e outras Unidades Básicas de Saúde do SUS. Você receberá uma cópia deste termo onde consta o telefone e o endereço institucional do pesquisador principal e do Comitê de Ética em Pesquisa, podendo tirar suas dúvidas sobre o projeto e sua participação, agora ou a qualquer momento. Para sua participação na pesquisa, será necessária sua autorização e assinatura. Após a leitura desse termo de consentimento livre e esclarecido, dou meu consentimento de livre e espontânea vontade, para participar como voluntário, deste estudo, assinando esse termo em duas vias, pois uma cópia pertencerá a mim e a outra ao pesquisador. Nome do Participante: _________________________________________ Assinatura: __________________________________________________ Pesquisador responsável: Levi Faustino dos Santos – Datasus/MS Assinatura: __________________________________________________ CSEGSF/Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca/Fiocruz End.:Rua Leopoldo Bulhões, 1480 – Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria – Térreo – Sala I/ Manguinhos/ Rio de Janeiro, RJ. CEP: 21.041-210. Tel: (21) 2598-2848 Comitê de Ética em Pesquisa da ENSP Rua Leopoldo Bulhões, 1480 – Térreo/Manguinhos/ RJ. CEP: 21.041-210. Tel: (21) 2598-2863 83 Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria Rio de Janeiro, ____de _____________de 2009. TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – Profissionais SEDIS, Coordenadores da Atenção Básica e Gerente do Centro de Saúde Você está sendo convidado para participar da pesquisa sobre a Análise da funcionalidade do prontuário de atendimento do Gerenciador de Informações Locais (GIL) em uma unidade de atenção primária piloto - o Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria/ENSP/Fiocruz. O estudo pretende conhecer o processo de trabalho local e propor uma metodologia para registro de informações eletrônicas coletadas no durante o atendimento clínico aos adultos pela equipe de saúde da família e equipe matricial, assim como o processamento de tais informações pelos profissionais responsáveis. Você foi selecionado porque é um profissional de saúde que participa de forma direta do cuidado aos pacientes. Sua participação nessa pesquisa consistirá em i) participar de reunião onde discutiremos o processo de registro de informações eletrônicas no atendimento, ii) utilizar de forma experimental durante 1 mês o registro eletrônico, ii) responder a uma entrevista ao final da proposta para avaliar a ferramenta proposta Você tem direito a pedir outros esclarecimentos sobre a pesquisa e pode se recusar a participar ou interromper a sua participação nela a qualquer momento, sem que isto lhe traga qualquer prejuízo no seu trabalho neste Centro de Saúde. Caso queira, os resultados podem ser disponibilizados para você. As informações obtidas através dessa pesquisa serão confidenciais e asseguramos o sigilo sobre sua participação. Os dados não serão divulgados em qualquer hipótese ou de forma a possibilitar sua identificação. Como benefícios, sua participação permitirá o desenvolvimento da metodologia de implantação dessa ferramenta para outras Unidades Básicas de Saúde do SUS. Você receberá uma cópia deste termo onde consta o telefone e o endereço institucional do pesquisador principal e do Comitê de Ética em Pesquisa, podendo tirar suas dúvidas sobre o projeto e sua participação, agora ou a qualquer momento. Para sua participação na pesquisa, será necessária sua autorização e assinatura. Após a leitura desse termo de consentimento livre e esclarecido, dou meu consentimento de livre e espontânea vontade, para participar como voluntário, deste estudo, assinando esse termo em duas vias, pois uma cópia pertencerá a mim e a outra ao pesquisador. Nome do Participante: _________________________________________ Assinatura: __________________________________________________ Pesquisador responsável: Levi Faustino dos Santos – Datasus/MS Assinatura: __________________________________________________ CSEGSF/Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca/Fiocruz End.:Rua Leopoldo Bulhões, 1480 – Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria – Térreo – Sala I/ Manguinhos/ Rio de Janeiro, RJ. CEP: 21.041-210. Tel: (21) 2598-2848 Comitê de Ética em Pesquisa da ENSP Rua Leopoldo Bulhões, 1480 – Térreo/Manguinhos/ RJ. CEP: 21.041-210. Tel: (21) 2598-2863 84 Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria Rio de Janeiro, ____de _____________de 2009. GIL – Gerenciador de Informações Locais ROTEIRO PARA ENTREVISTAS Coordenadores de Atenção Básica e Gerente do Centro de Saúde Nome do Entrevistado: Cargo: Data da entrevista: / / 2009. 1 – Quais e que tipos de informações utiliza no gerenciamento da Unidade de Saúde oriundas do GIL? 2 – Qual a periodicidade das informações geradas pelo GIL? 3 – O GIL auxilia no fluxo das informações para outros departamentos da Instituição? 4 – O GIL auxilia no fluxo das informações para outros departamentos externos à Instituição? 5 – Quais os pontos fracos e criticas do GIL relacionados ao gerenciamento da Unidade? 6 – Quais os pontos fortes do GIL relacionados ao gerenciamento da Unidade? 7 – Quais sugestões para melhoria do Sistema? 8 – Em relação as informações do prontuário em papel quais as principais desvantagens? □ Perda de informações □ Ilegibilidade □ Desorganização □ Difícil acesso às informações Fragilidade do Papel □ Preenchimento incorre □ Falta de padronização □ Outros Quais? ______________________ 9 – Qual a expectativa quanto a utilização do prontuário de atendimento do GIL no CSGSF? □ Nenhuma □ Baixa □ Média □ Alta Nome do Participante: _________________________________________ Assinatura: __________________________________________________ Pesquisador responsável: Levi Faustino dos Santos – Datasus/MS Assinatura: __________________________________________________ CSEGSF/Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca/Fiocruz ou Datasus?? End.:Rua Leopoldo Bulhões, 1480 – Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria – Térreo – Sala I/ Mang Rio de Janeiro, RJ. CEP: 21.041-210. Tel: (21) 2598-2848 Comitê de Ética em Pesquisa da ENSP 85 Rua Leopoldo Bulhões, 1480 – Térreo/Manguinhos/ RJ. CEP: 21.041-210. Tel: (21) 2598-2863 Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria Rio de Janeiro, ____de _____________de 2009. GIL – Gerenciador de Informações Locais ROTEIRO PARA ENTREVISTAS - Serviço de Documentação e Informação em Saúde (SEDIS) Nome do Entrevistado: Cargo: Data da entrevista: / / 2009. 1 – Quais e que tipos de informações oriundas do GIL utiliza nos processos de trabalho do Setor? 2 – Qual a periodicidade destas informações geradas pelo GIL? 3 - Encontra alguma dificuldade na utilização do Sistema? Qual? 4 – Foi realizado algum treinamento para utilização do Sistema? 5 – Utiliza alguma informação gerada pelo Sistema? 6 – Qual informação gostaria de obter a partir do Sistema utilizado? 7 – O GIL auxilia no fluxo das informações para outros departamentos da Instituição? Em caso positivo qual (is) departamento (s). 9 – O GIL auxilia no fluxo das informações para outros departamentos externos à Instituição? Em caso positivo qual (is) departamento (s) 10 – Quais os pontos fracos e criticas do GIL relacionados aos processos de trabalho do SEDIS? 11 – Quais os pontos fortes do GIL relacionados aos processos de trabalho do SEDIS? 12 – Quais sugestões para melhoria do Sistema? 13 – Em relação às informações do prontuário em papel quais as principais desvantagens? □ Perda de informações □ Ilegibilidade □ Desorganização □ Difícil acesso às informações Papel □ Preenchimento incorreto □ Falta de padronização □ Fragilidade do □ Outros Quais? ______________________ 14 – Qual a sua expectativa em utilizar no atendimento o prontuário informatizado? □ Nenhuma □ Baixa □ Média □ Alta 15 – Como o prontuário informatizado pode melhorar o processo de trabalho do setor? Nome do Participante: _________________________________________ Assinatura: __________________________________________________ Pesquisador responsável: Levi Faustino dos Santos – Datasus/MS Assinatura: __________________________________________________ CSEGSF/Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca/Fiocruz ou Datasus?? End.:Rua Leopoldo Bulhões, 1480 – Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria – Térreo – Sala I/ Manguinhos/ Rio de Janeiro, RJ. CEP: 21.041-210. Tel: (21) 2598-2848 Comitê de Ética em Pesquisa da ENSP Rua Leopoldo Bulhões, 1480 – Térreo/Manguinhos/ RJ. CEP: 21.041-210. 86 Tel: (21) 2598-2863 Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria Rio de Janeiro, ____de _____de 2009. GIL – Gerenciador de Informações Locais ROTEIRO PARA ENTREVISTAS - Profissionais de atendimento ambulatorial Nome do Entrevistado: Especialidade: Data da entrevista: / / 2009. 1 – Em relação às informações do prontuário em papel quais as principais desvantagens? Pode marcar mais de uma opção □ Perda de informações □ Ilegibilidade □ Desorganização □ Difícil acesso às informações □ Fragilidade do Papel □ Preenchimento incorreto □ Falta de padronização □ Outros Quais? ______________________ 2 – Em relação à capacitação para uso do prontuário de atendimento do GIL foi: □ Totalmente satisfatória □ Parcialmente satisfatória □ Não participei 3 – Encontrou alguma dificuldade na utilização da funcionalidade do prontuário de atendimento do GIL? Caso afirmativo descrever. 4 – Houve modificações (positivo /negativo) nas rotinas do processo de trabalho? Descrever. 5 – A experiência gerou benefícios no processo de trabalho relacionado ao atendimento do paciente? Caso afirmativo descreve 6 – As informações coletadas no Prontuário de atendimento satisfazem às necessidades relacionadas ao processo de trabalho? □ Sim □ Não Porque? 7 – Além da funcionalidade de prontuário de atendimento do GIL, utiliza outra informação gerada pelo Sistema? □ Sim □ Não Por quê? Nome do Participante: _________________________________________ Assinatura: __________________________________________________ Pesquisador responsável: Levi Faustino dos Santos – Datasus/MS Assinatura: __________________________________________________ DATASUS – Departamento de Informática do SUS End.:Rua México, 128/7º andar. Rio de Janeiro CEP: 20.031-142. Tel: (21) 39857167 87 ORIENTAÇÕES PARA PREENCHIMENTO PRONTUÁRIO DE ATENDIMENTO DO GERENCIADOR DE INFORMAÇÕES LOCAIS (GIL) 88 ORIENTAÇÕES PARA PREENCHIMENTO PRONTUÁRIO DE ATENDIMENTO DO GERENCIADOR DE INFORMAÇÕES LOCAIS (GIL) 89 SUMÁRIO Módulo Atendimento individual Tela de identificação do usuário Tela de abertura de capa de lote Tela de alteração de capa de lote Tela de lançamento de atendimentos individuais Aba de dados atendimento Aba prontuário de atendimento 90 GIL – Gerenciador de Informações Locais ORIENTAÇÕES PARA PREENCHIMENTO Os profissionais selecionados para a pesquisa terão acesso aos módulos: 1 - Atendimento Opção Atendimento individual Nesta opção são coletados os dados da consulta realizada e os relacionados ao prontuário de atendimento do paciente. 2 – Relatórios Disponibiliza para os profissionais do atendimento diversos relatórios do Sistema (Perfil de atendimento, histórico do usuário, agravos de notificação, vacinação,....), Tela Identificação do usuário Usuário: informar o usuário cadastrado para acesso ao Sistema GIL. Senha: informar a senha cadastrada para acesso ao Sistema GIL 91 1 – MÓDULO ATENDIMENTO Tela Abertura do Lote de Atendimento Individual Matricula: informar a matrícula do profissional. Data da consulta: data do atendimento no formato dd/mm/aaaa. Especialidade: informar o código da especialidade cadastrada no CNES para o profissional Turno: informar o turno de atendimento do atendimento Tela de criação de lote de atendimento Selecionar a opção Sim para iniciar o preenchimento dos dados de atendimento Tela Alteração Capa de Lote Horas Trabalhadas: informar a quantidade de horas trabalhadas no turno de atendimento. 92 Número de Consultas: informar a quantidade de atendimentos realizados no turno de atendimento. Tela de Lançamentos dos Atendimentos Individuais Aba Dados Atendimento Prontuário: informar o número do prontuário do paciente. Havendo duvidas utilizar o ícone de pesquisa de usuário ao lado do campo nome. 93 Tela Pesquisa de usuário Utilizar a pesquisa por: número do CNS / Prontuário ou nome do paciente. Peso (gramas): informar peso em gramas. Altura (cm): informar altura em centímetros. Carater de Atend.: o caráter de atendimento é o mesmo definido na Portaria Nº 719 de 28 de dezembro de 2007, conforme abaixo: 01 02 03 04 05 CARATER DE ATENDIMENTO Eletivo Urgência Acidente no local de trabalho ou a serviço da empresa Outros tipos de Acidente de transito Outros tipos de lesões e envenenamentos por agentes químicos ou físicos Natureza da Procura: informar conforme tabela abaixo NATUREZA DA PROCURA 02 Primeira consulta 03 Consulta subseqüente 94 Ação Programática: informar conforme tabela abaixo AÇÃO PROGRAMÁTICA 02 Integrado à saúde da mulher 09 Controle de tuberculose 12 Controle de SIDA/AIDS 16 Idoso 27 Gestante 1º Trimestre 28 Gestante 2º Trimestre 29 Gestante 3º Trimestre 76 Saúde mental 86 Crianças 87 Adultos 92 Fonoaudiologia CID Primário: informar o(s) Cid’s relacionados ao atendimento. Procedimento Realizado: Listagem em anexo Médico de saúde da família Enfermeira – Procedimento Solicitado: informar o código do procedimento solicitado, . havendo necessidade utilizar o botão de pesquisa Ao fim de cada inclusão do procedimento, clicar no botão Medicamentos Prescritos: preencher os seguintes campos Medicamento prescrito - código do medicamento prescrito, havendo necessidade utilizar o botão de pesquisa . Dose/Diária - Informar Dose/Diária do medicamento prescrito Qtd/Dias – informar a quantidade de dias do medicamento prescrito. Ao fim de cada inclusão do medicamento prescrito, clicar no botão Impressão dos procedimentos solicitados e medicamentos prescritos Selecionar o botão imprimir Escolher opção a ser impressa (Exame, Prescrição ou Prontuário de atendimento), escolhendo o ícone abaixo 95 Encaminhamento: informar conforme tabela abaixo Encaminhamento 1 Alta 2 Retorno 3 Internação 4 Encaminhamento externo para Urg./Emerg 5 Encaminhamento externo 6 Encaminhamento interno 7 Óbito Dias para retorno: informar a quantidade de dias de retorno para a próxima consulta 96 Aba Prontuário de Atendimento Anamnese: informar dados de anamnese do paciente Exame físico: informar dados de exame físico do paciente Hipótese Diagnóstica: relatar hipótese diagnóstica do atendimento Exames Complementares: havendo exames complementares, informar quais foram solicitados. Conduta: informar conduta sugerida para o tratamento Etapas para finalizar o lançamento das informações da Aba Prontuário de Atendimento selecionar o botão Gravar e Verificar; Após selecionar botão Verificar, o sistema não permite alteração dos dados informados. selecionar o botão imprimir, assinar e anexar às informações no prontuário do usuário atendido. As informações lançadas no atendimento, podem ser visualizadas de forma contínua a qualquer momento no mesmo módulo Glossário CNS – Cartão Nacional de Saúde CNES – Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde 97 LISTAGEM DOS PROCEDIMENTOS POSSIVEIS DE SEREM REALIZADOS PELAS ESPECIALIDADES: MÉDICO DE SAÚDE DA FAMÍLIA E ENFERMEIRO DE SAÚDE DA FAMÍLIA (CSEGSF) 98 MS / SE / DATASUS Emissão : 08/11/2009 Listagem de Procedimentos GIL Ver. 4.0.16 Página : 1 CSE GERMANO SINVAL FARIA SelEspec: MéDICO DE SAúDE DA FAMíLIA; Modal.: 01 ProcedimenDescrição 0101010010 0101010036 0101010044 0101030029 0101040016 0101040024 0201010640 0201020033 0201020050 0202031160 0211020036 0301010013 0301010021 0301010064 0301010080 0301010099 0301010110 0301010129 0301040010 0301040028 0301060037 0301060045 0301060053 0301060100 0301080011 0301080046 0303070030 0310010012 0401010031 0401010058 0401010066 0401010074 0401010082 0401010104 0401010112 0404010075 0404010091 0404010156 0404010245 0404010270 0404010300 ATIVIDADE EDUCATIVA / ORIENTACAO EM GRUPO NA ATENCAO BASICA PRATICA CORPORAL / ATIVIDADE FISICA EM GRUPO PRATICAS CORPORAIS EM MEDICINA TRADICIONAL CHINESA VISITA DOMICILIAR/INSTITUCIONAL EM REABILTACAO -POR PROFISSI APLICACAO DE SUPLEMENTOS DE MICRONUTRIENTES AVALIACAO ANTROPOMETRICA PUNCAO P/ ESVAZIAMENTO COLETA DE MATERIAL P/ EXAME CITOPATOLOGICO DE COLO UTERINO COLETA DE SANGUE P/ TRIAGEM NEONATAL TESTES RAPIDOS P/ DIAGNOSTICO DA SIFILIS ELETROCARDIOGRAMA CONSULTA AO PACIENTE CURADO DE TUBERCULOSE (TRATAMENTO SUPER CONSULTA C/ IDENTIFICACAO DE CASOS NOVOS DE TUBERCULOSE CONSULTA MEDICA EM ATENCAO BASICA CONSULTA P/ ACOMPANHAMENTO DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO CONSULTA P/ AVALIACAO CLINICA DO FUMANTE CONSULTA PRE-NATAL CONSULTA PUERPERAL ATENDIMENTO CLINICO P/ INDICACAO E FORNECIMENTO DO DIAFRAGMA ATENDIMENTO CLINICO P/ INDICACAO, FORNECIMENTO E INSERCAO DO ATENDIMENTO DE URGENCIA EM ATENCAO BASICA ATENDIMENTO DE URGENCIA EM ATENCAO BASICA C/ OBSERVACAO ATE ATENDIMENTO DE URGENCIA EM ATENCAO BASICA C/ REMOCAO ATENDIMENTO ORTOPEDICO COM IMOBILIZACAO PROVISORIA ABORDAGEM COGNITIVA COMPORTAMENTAL DO FUMANTE (POR ATENDIMEN ACOMPANHAMENTO DE PACIENTE EM SAUDE MENTAL (RESIDENCIA TERAP REMOCAO MANUAL DE FECALOMA ASSISTENCIA AO PARTO S/ DISTOCIA DRENAGEM DE ABSCESSO EXCISAO DE LESAO E/OU SUTURA DE FERIMENTO DA PELE ANEXOSEM EXCISAO E/OU SUTURA SIMPLES DE PEQUENAS LESOES / FERIMENTOS EXERESE DE TUMOR DE PELE E ANEXOS / CISTO SEBACEO / LIPOMA FRENECTOMIA INCISAO E DRENAGEM DE ABSCESSO RETIRADA DE CORPO ESTRANHO SUBCUTANEO DRENAGEM DE FURUNCULO NO CONDUTO AUDITIVO EXTERNO DUCHA DE POLITZER (UNI / BILATERAL) INFILTRACAO MEDICAMENTOSA EM CORNETO INFERIOR MIRINGOTOMIA REMOCAO DE CERUMEN DE CONDUTO AUDITIVO EXTERNO UNI / BILATER RETIRADA DE CORPO ESTRANHO DA CAVIDADE AUDITIVA E NASAL 99 MS / SE / DATASUS Emissão : 08/11/2009 0404010318 N 0404010342 0404020054 0404010156 0404010245 0404010270 0404010300 0404010318 0404010342 0404020054 0404020097 0406020094 0407040218 0408050195 0408050209 0408050217 0408050225 0408050241 0408050250 0408050268 0408050284 0408050292 META 0409040010 0409040029 0409070173 0411010069 0411010077 0412010062 0412030020 0412040140 0413010023 0414020170 0415040019 0415040043 0801010012 Listagem de Procedimentos GIL Ver. 4.0.16 Página : 2 RETIRADA DE CORPO ESTRANHO DE OUVIDO / FARINGE / LARINGE / TAMPONAMENTO NASAL ANTERIOR E/OU POSTERIOR DRENAGEM DE ABSCESSO DA BOCA E ANEXOS INFILTRACAO MEDICAMENTOSA EM CORNETO INFERIOR MIRINGOTOMIA REMOCAO DE CERUMEN DE CONDUTO AUDITIVO EXTERNO UNI / BILATER RETIRADA DE CORPO ESTRANHO DA CAVIDADE AUDITIVA E NASAL RETIRADA DE CORPO ESTRANHO DE OUVIDO / FARINGE / LARINGE / N TAMPONAMENTO NASAL ANTERIOR E/OU POSTERIOR DRENAGEM DE ABSCESSO DA BOCA E ANEXOS EXCISAO E SUTURA DE LESAO NA BOCA DISSECCAO DE VEIA / ARTERIA PNEUMOPERITONIO (POR SESSAO) REDUCAO INCRUENTA DA LUXACAO / FRATURA-LUXACAO METATARSO-FAL REDUCAO INCRUENTA DE FRATURA / LESAO FISARIA DOS METATARSIAN REDUCAO INCRUENTA DE FRATURA / LUXACAO / FRATURALUXACAO DO REDUCAO INCRUENTA DE FRATURA DIAFISARIA / LESAO FISARIA DIST REDUCAO INCRUENTA DE FRATURA DOS OSSOS DO TARSO REDUCAO INCRUENTA DE FRATURA OU LESAO FISARIA DO JOELHO REDUCAO INCRUENTA DE LUXACAO / FRATURA-LUXACAO DO JOELHO REDUCAO INCRUENTA DE LUXACAO OU FRATURA / LUXACAO SUBTALAR E REDUCAO INCRUENTA DE LUXACAO OU FRATURA / LUXACAO TARSO- DRENAGEM DE ABSCESSO DA BOLSA ESCROTAL DRENAGEM DE ABSCESSO DO EPIDIDIMO E/OU CANAL DEFERENTE EXTRACAO DE CORPO ESTRANHO DA VAGINA RESSUTURA DE EPISIORRAFIA POS-PARTO SUTURA DE LACERACOES DE TRAJETO PELVICO (NO PARTO ANTES DA PUNCAO DE TRAQUEIA C/ ASPIRACAO DRENAGEM DE PLEURA TORACOCENTESE ATENDIMENTO DE URGENCIA EM PEQUENO QUEIMADO GLOSSORRAFIA CATETERISMO DE VEIA CENTRAL (POR PUNCAO) DEBRIDAMENTO DE ULCERA / NECROSE ADESAO A ASSISTENCIA PRE-NATAL - INCENTIVO PHPN (COMPONENTE 0801010020 CONCLUSAO DA ASSISTENCIA PRE-NATAL (INCENTIVO) 0803010095 UNIDADE DE REMUNERACAO P/DESLOCAMENTO DE ACOMPANHANTE POR TR 0803010109 UNIDADE DE REMUNERACAO P/DESLOCAMENTO DE ACOMPANHANTE POR TR 03010125 UNIDADE DE REMUNERACAO P/DESLOCAMENTO DE PACIENTE PORTRANSP 100 MS / SE / DATASUS Listagem de Procedimentos GIL Ver. 4.0.16 Emissão : 08/11/2009 Página : 1 CSE GERMANO SINVAL FARIA SelEspec: ENFERMEIRO SAUDE DA FAMILIA; Modal.: 01 ProcedimenDescrição 0101010010 ATIVIDADE EDUCATIVA / ORIENTACAO EM GRUPO NA ATENCAO BASICA 0101010036 PRATICA CORPORAL / ATIVIDADE FISICA EM GRUPO 0101010044 PRATICAS CORPORAIS EM MEDICINA TRADICIONAL CHINESA 0101030029 VISITA DOMICILIAR/INSTITUCIONAL EM REABILTACAO -POR PROFISSI 0101040016 APLICACAO DE SUPLEMENTOS DE MICRONUTRIENTES 0101040024 AVALIACAO ANTROPOMETRICA 0201020033 COLETA DE MATERIAL P/ EXAME CITOPATOLOGICO DE COLO UTERINO 0201020041 COLETA DE MATERIAL P/ EXAME LABORATORIAL 0201020050 COLETA DE SANGUE P/ TRIAGEM NEONATAL 0214010015 GLICEMIA CAPILAR 0301010013 CONSULTA AO PACIENTE CURADO DE TUBERCULOSE (TRATAMENTO SUPER 0301010021 CONSULTA C/ IDENTIFICACAO DE CASOS NOVOS DE TUBERCULOSE 0301010030 CONSULTA DE PROFISSIONAIS DE NIVEL SUPERIOR NA ATENCAO BASIC 0301010080 CONSULTA P/ ACOMPANHAMENTO DE CRESCIMENTO E ESENVOLVIMENTO 0301010099 CONSULTA P/ AVALIACAO CLINICA DO FUMANTE 0301010110 CONSULTA PRE-NATAL 0301010129 CONSULTA PUERPERAL 0301080011 ABORDAGEM COGNITIVA COMPORTAMENTAL DO FUMANTE (POR ATENDIMEN 0301100020 ADMINISTRACAO DE MEDICAMENTOS EM ATENCAO BASICA (POR PACIENT 0301100039 AFERICAO DE PRESSAO ARTERIAL 0301100047 CATETERISMO VESICAL DE ALIVIO 0301100055 CATETERISMO VESICAL DE DEMORA 0301100101 INALACAO / NEBULIZACAO 0301100136 ORDENHA MAMARIA 0301100152 RETIRADA DE PONTOS DE CIRURGIAS BASICAS (POR PACIENTE) 0301100179 SONDAGEM GASTRICA 0301100187 TERAPIA DE REHIDRATACAO ORAL 0310010012 ASSISTENCIA AO PARTO S/ DISTOCIA 0401010023 CURATIVO GRAU I C/ OU S/ DEBRIDAMENTO (POR PACIENTE) 0801010012 ADESAO A ASSISTENCIA PRE-NATAL - INCENTIVO PHPN(COMPONENTE 0801010020 CONCLUSAO DA ASSISTENCIA PRE-NATAL (INCENTIVO) 101