1 Pro - Reitora de Especialização Curso de Arquitetura em Sistema de Saúde Trabalho de Conclusão de Curso PLANEJAMENTO DE UMA UNIDADE DE IMAGEM Autor - IARA ROCHA DOMINGUES Orientador - Prof. Marcio N. Oliveira Brasília – DF 2014 2 IARA ROCHA DOMINGUES PLANEJAMENTO DE UMA UNIDADE DE IMAGEM Artigo apresentado ao Curso de Especialização Arquitetura de Sistema de Saúde da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para a obtenção do Título de Especialista em Arquitetura em Sistemas de Saúde. Orientador (a): Prof. Marcio N. Oliveira Brasília /DF 2014 3 Artigo de autoria de Iara Rocha Domingues, intitulada ``PLANEJAMENTO DE UNIDADE DE IMAGEM´´, apresentada como requisito parcial para obtenção do certificado de Especialista em (Arquitetura de Sistema de Saúde) da Universidade Católica de Brasília, em (27/10/2014), defendida e/ou aprovada pela banca examinadora abaixo assinada: 4 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus em primeiro lugar que sempre esteve do meu lado mesmo diante de todas as dificuldades que enfrentei eu conseguir chegar até aqui. As facilidades nos impedem de caminhar. A todos os professores do curso, que foram tão importantes na minha vida acadêmica е nо desenvolvimento deste Artigo em especial aos Professores: Marcio Nascimento Oliveira e Flavio Bicalho. 5 PLANEJAMENTO DE UMA UNIDADE DE IMAGEM IARA ROCHA DOMINGUES Resumo O artigo centra-se no estudo Do Planejamento de Uma Unidade de Imagem, com ênfase na análise funcional e de flexibilização dos espaços internos. Os centros de diagnóstico, voltados ao diagnóstico por imagem, representam um setor em expansão, apresentam alta rotatividade dos equipamentos de última geração, com uma dinâmica de adaptação espacial acelerada, requerendo revisões constantes. Por estarem em sua maioria em casas adaptadas, sofrem restrições de zoneamento e de uso e, em contrapartida, contribuem para a reciclagem dos edifícios, característica natural dos grandes centros urbanos. A detecção de problemas após a ocupação é imprescindível como insumo para futuras ampliações e adaptações inerentes à realidade das unidades de diagnóstico. Assim, por meio de estudos o correto seria projetar centros pensando no futuro. Palavras-chave: Centros de Diagnósticos, Arquitetura Hospitalar, Arquitetura de Sistema de Saúde, Humanização, Tecnologia, Paciente. Introdução Ao se discutir projetos de arquitetura para edifícios destinados à assistência a saúde, é fundamental a compreensão da evolução da tecnologia médica bem como suas consequências. Pesquisas apontam que as condições ambientais em ambientes hospitalares, como por exemplo, sala de exames de Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada podem diminuir os anseios e expectativas do paciente, o que facilita a execução do trabalho do profissional de saúde. A parte introdutória apresenta uma visão geral do tema, enfocando os objetivos do estudo, a problemática, a justificativa e a relevância do assunto nos dias atuais. Apresento aqui um pouco sobre a arquitetura, demonstrando para tanto o papel do arquiteto nos dias atuais. A arquitetura Definição de Arquitetura Arquitetura, em seu sentido mais amplo compreende na arte e na técnica de organizar e configurar espaços a fim de construir o meio-ambiente propício à vida humana. 6 Histórico do diagnóstico por imagem Em 8 de novembro de 1895, o professor de física teórica, Doutor Wilhelm Conrad Röntgen, descobriu os raios X, em Würzburg (Alemanha). A primeira radiografia da história foi a da mão esquerda de Anna Bertha Ludwig Röntgen, sua mulher O artigo original de Röntgen, "Um novo tipo de Raios-X", foi publicado 50 dias depois em 28 de Dezembro de 1895. A 5 de Janeiro de 1896, um jornal austríaco relatou a descoberta de um novo tipo de radiação por Röntgen. Foi atribuído a Röntgen um título honorário de Doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg após a sua descoberta. Ele publicou um total de 3 artigos sobre raios-X entre 1895 e 1897. Nenhuma das suas conclusões até agora provaram ser falsas. Atualmente, Röntgen é considerado o pai da radiologia de Diagnóstico, a especialidade médica que utiliza imagem para o diagnóstico de doenças. A descoberta do diagnóstico por imagem representa um avanço para a medicina tão importante quanto à descoberta dos antibióticos e das vacinas.1 A evolução da Radiologia2 nas últimas décadas tem sido enorme, o que repercutiu na maior importância que os métodos de diagnóstico por imagem hoje exercem na atividade de diversas especialidades médicas. Szejnfeld (2003, p.5) comenta que na atividade médica, o diagnóstico por imagem, influência de forma categórica as decisões terapêuticas, a evolução e o conhecimento das doenças, sendo uma das ferramentas a promover melhoria no bem-estar das pessoas e contribuindo, significativamente, para o aumento da expectativa de vida dos seres humanos. Afirma também que o glossário, de como o diagnostico por imagem muda a decisão medica e influencia o resultado do tratamento e prognostico da qualidade e da vida, é interminável e ainda não concluído. Histórico do Desenvolvimento de Tecnologias Médicas e o Serviço de Diagnóstico por Imagem A indústria nacional de insumos e equipamentos de uso médico data da década de 1950, quando se instalaram no país empresas de materiais de consumo, produtoras de artigos de pouca complexidade como seringas e agulhas. Paralelamente, apareceram fabricantes de aparelhos de anestesia. Na década seguinte, surgiram os primeiros fabricantes de instrumentos cirúrgicos. O grande salto dessa indústria ocorreu na década de 1970, período no qual apareceram empresas de aparelhos e filmes de raios X, instrumentos de laboratório, eletromédicos e monitoração, dialisadores e oxigenadores, válvulas cardíacas e marca-passos. Esse crescimento foi acompanhado por uma expansão da demanda, no qual o Estado foi o principal ator. A década de 1980 marcou o esgotamento desse processo de crescimento, ocorrendo grandes mudanças no âmbito macroeconômico. Todavia, a estreita ligação entre a indústria de eletro médicos, estabelecida no país na década anterior, e as tecnologias de informática fizeram com que a reserva de mercado estabelecida para o setor de informática, através da Lei 7.232/84 (Lei de Informática), fosse estendida a essas empresas. Esse processo é conhecido como capitalização da saúde. Nesse período, o Estado provia e pagava a ampliação da demanda por 1 SABBATINI, Renato. PhD, fundador do Núcleo de Informática Biomédica da UNICAMP. Ciência que estuda órgãos e/ou estruturas através da utilização dos raios-x, envolvendo um processo de revelação. 2 7 serviços e produtos médicos, além de financiar os investimentos e contratar os serviços da rede privada. Esse modelo foi fortemente criticado pelo movimento sanitarista, que defendia um sistema de saúde focado na prevenção da doença e na promoção da saúde. As idéias sanitaristas foram sacramentadas nos capítulos dedicados à área social da Constituição Federal de 1988, para produtos que utilizam processamento digital de informações. Os resultados da política de reserva de mercado da década de 1980 foram limitados. A abertura comercial ocorrida na década seguinte expôs a debilidade da indústria nacional, que se afastou da fronteira tecnológica do setor e se mostrou pouco competitiva, havendo crescimento significativo das importações e elevação do déficit do setor nesse período. Assim sendo, a década de 1990 foi um período de grandes mudanças para todo o complexo da saúde. No âmbito industrial, as empresas se viram forçadas a mudar de postura estratégica, buscando a especialização e uma atuação internacional em nichos de mercado, modelo contrário ao de substituição de importações em que prevaleciam empresas diversificadas voltadas para o atendimento ao mercado interno. Ultra - Sonografia É um método diagnóstico que aproveita o eco produzido pelo som para ver em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo. Figura 01 - Exemplo de Equipamento: ultra - som Fonte: Philips Tomografia Computadorizada É um exame complementar de diagnóstico por imagem, que consiste numa imagem que representa uma secção ou "fatia" do corpo. É obtida através do processamento por computador de informação recolhida após expor o corpo a uma sucessão de raios X. Seu método principal é estudar a atenuação de um feixe de raios X durante seu trajeto através de um segmento do corpo; no entanto, ela se distingue da radiologia convencional por diversos elementos. A construção da primeira máquina de tomografia ocorreu em 1972 no "THORN EMI Central Research Laboratories", na Inglaterra, por Godfrey Newbold Hounsfield . 8 Figura 02 - Exemplo de Equipamento: tomógrafo computadorizado Fonte: http://www.medical.philips.com Figura 03 - Exemplo de Imagem gerada por um exame de tomografia Fonte: Toshiba Medical Center Ressonância Magnética É uma técnica que permite determinar propriedades de uma substância através do correlacionamento da energia absorvida contra a frequência, na faixa de megahertz (MHz) do espectro magnético, caracterizando-se como sendo uma espectroscopia. Usa as transições entre níveis de energia rotacionais dos núcleos componentes das espécies (átomos ou íons) contidas na amostra. Isso dá-se necessariamente sob a influência de um campo magnético e sob a concomitante irradiação de ondas de rádio na faixa de frequências acima citada. 9 Figura 04 - Exemplo de Equipamento: ressonância magnética Fonte: http://www.medical.philips.com Figura 05 - Exemplo de Imagem gerada de um exame de ressonância magnética Fonte: www.imaginologia.com A diferença entre uma tomografia computadorizada e uma ressonância magnética é o tipo de sinal utilizado na formação das imagens. Raios X Os raios X são emissões eletromagnéticas de natureza semelhante à luz visível. Seu comprimento de onda vai de 0,05 ångström (5 pm) até dezenas de ångström (1 nm). Os raios X foram descobertos em 8 de novembro de 1895 pelo físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen. A energia dos fótons é de ordem do keV (kilo elétron-volt), entre alguns keV e algumas centenas de keV. A geração desta energia eletromagnética se deve à transição de elétrons nos átomos, ou da desaceleração de partículas carregadas. 10 Como toda energia eletromagnética de natureza ondulatória, os raios X sofrem interferência, polarização, refração, difração, reflexão, entre outros efeitos. Embora de comprimento de onda muito menor, sua natureza eletromagnética é idêntica à da luz. A arquitetura hospitalar e a legislação Entre as diversas normas, 04 delas devem ser citadas, pois condicionam limites para a elaboração do projeto arquitetônico de um Centro de Bioimagem: a Resolução da Diretoria Colegiada nº 50 de 2002 (RDC50) - Regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde, a Portaria 453/98 - Diretrizes básicas de proteção radiológica, a Norma Brasileira 9050 de 2004 (NBR 9050) - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos e pôr fim a Resolução da Diretoria Colegiada nº 306 de 2004 (RDC306/04) - Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. A RDC 50 estabelece o escopo mínimo dos projetos de arquitetura e dos projetos complementares de um EAS. Humanização O Conceito O crescente número de hospitais demonstra a preocupação com saúde e o bem estar do homem. Com isto cada vez mais aumenta o investimento na área de saúde, principalmente nas grandes capitais. O Papel do Arquiteto no Hospital No início do século XX, Guadet (1909) afirmou que o hospital considerado perfeito há vinte anos, hoje está completamente superado e o hospital que é considerado perfeito nos dias atuais, também será obsoleto daqui a vinte anos. Guadet (1909) considera também que o programa hospitalar de cada época reflete o estado de ciência da medicina. Já Miquelin (1992) realça sua preocupação com o paciente através da questão do conforto ambiental em ambientes hospitalares, onde expõe que o desconforto ambiental, nos estabelecimentos de assistência à saúde, não podem ser um problema a mais nos espaços hospitalares onde a arquitetura normalmente se depara com situações estressantes de atendimento associadas a pacientes com risco de vida ou sofrimento profundo. Da mesma maneira, Corbella (2003) afirma que no caso dos edifícios hospitalares, a arquitetura pode ser um instrumento terapêutico se contribuir para o bem-estar físico do paciente com a criação de espaços que, além de acompanharem os avanços da tecnologia, desenvolvam condições de convívio mais humanas. Porém, a competitividade nos dias atuais, principalmente em relação ao sucesso de um projeto arquitetônico se faz em relação ao valor financeiro. (Vasconcelos 2004, p. 32) 11 Segundo Vasconcelos (2004, p. 32) apud Leib “nos projetos para ambientes de saúde, a verdadeira medida de sucesso é principalmente a saúde, a cura e a esperança proporcionada aos usuários do espaço”. Vasconcelos (2004, p. 32) retrata que: A humanização de um ambiente deve-se principalmente ao partido arquitetônico adotado durante o seu planejamento. Por isso é importante o arquiteto estar inserido neste contexto, tanto pelo ponto de vista técnico e criativo, quanto pelo ponto de vista financeiro. O arquiteto deve estar a par das exigências da entidade mantenedora do programa, da equipe de trabalho do hospital e da população de pacientes que utilizará o espaço. Todas essas informações devem ser somadas aos conhecimentos técnicos necessários para a construção de uma edificação de alta complexidade, o hospital, e à capacidade criativa dos arquitetos para embutir nesse espaço complexo, sistemático e em constante evolução, os atributos de projeto que vão humanizar o ambiente, tornandoo funcional e confortável ao mesmo tempo. Condições ambientais de um EAS Ultimamente muito tem se falado e discutido sobre a questão da humanização na área da saúde. Esse assunto está relacionado com a discussão do conforto e qualidade dos ambientes hospitalares. Um ambiente hospitalar humano deve ser confortável, transmitir bem estar e propiciar um padrão satisfatório de qualidade para todos os seus usuários, sem exceção. Conforto Ambiental Conforto ambiental, de acordo com Sampaio apud Koenigsberger et al (1977, p. 58), é a sensação de bem-estar completo físico e mental, criada por um arquiteto no ato de projetar. É o conforto ótimo, o melhor clima interior para os ocupantes de uma edificação. Nosso ciclo vital diário Conforto Térmico O conforto térmico está relacionado a fatores pessoais do usuário do ambiente: a vestimenta que ele usa e a atividade que ele está desenvolvendo quanto maior a atividade desenvolvida maior a produção metabólica, consequentemente, maior a dissipação de calor para o ambiente - e a fatores ambientais: os elementos climáticos temperatura, umidade e movimento do ar, insolação e radiação solar, pois esses elementos interferem diretamente nas trocas de calor entre o organismo e o ambiente, ou seja, no conforto térmico do ambiente construído. Conforto Visual Com relação ao conforto visual3, além da quantidade de luz ter que ser adequada para que a realização de tarefas visuais aconteça de maneira satisfatória, é fundamental que não haja ofuscamento - grande quantidade de luz que atinge o olho prejudicando a qualidade da visão - nem grandes contrastes, para não causar desconforto nem cansaço visual (Corbella e Y Annas, 2003). 3 Considerado como uma dos cinco sentidos do homem. 12 Conforto Acústico O conforto acústico está relacionado com a qualidade do som produzido no ambiente, ou seja, se esse som produzido é audível satisfatoriamente pelos seus ocupantes, e com a não interferência de ruídos4 que atrapalhem ou incomodem essas pessoas. Quando um som, depois de produzido em um ambiente, fica reverberando por muito tempo, ou seja, continua por um longo período, mesmo depois da fonte que o originou ter cessado, significa que existem no ambiente elementos muito refletivos, necessitando a sua substituição por elementos mais absorventes para que haja uma maior satisfação e sensação de bem-estar. Qualidade e conforto A qualidade pode ser vista como a sensação de conforto e bem-estar do usuário do ambiente construído. A sensação de se sentir bem em um ambiente hospitalar seja este usuário um paciente, um acompanhante, um médico, um visitante, um enfermeiro ou um funcionário. Com essa preocupação, de melhorar a qualidade dos ambientes de saúde, foi criado nos Estados Unidos, segundo Sampaio apud Pyrek (2004), a Planetree, uma organização fundada por uma paciente, que depois de ficar hospitalizada por certo tempo, achou essa experiência hospitalar traumática. Estudo de caso 1º Objeto do Estudo O 1º objeto de estudo escolhido localiza-se no município de Guanambi, estado da Bahia. O Instituto Marques de Radiologia Ltda. - IMR é uma unidade desvinculada de um hospital e foi uma das primeiras clínicas particular de diagnóstico por imagem do município. O Instituto Marques de Radiologia foi criado em 2005 para oferecer à população de Guanambi e região uma grande diversidade de exames e procedimentos na área de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, proporcionando diagnósticos rápidos e precisos aos profissionais da área de saúde. 5 4 5 Sons indesejáveis, que incomodam. IMR. Disponível em < http://www.clinicaimr.com.br/ >. Acesso em: 02 mar. 2008 13 Figura 10 - Planta Pav. Térreo Fonte: Elaboração do autor Figura 10 - Planta Situação Fonte: Elaboração do autor O funcionamento da Clínica IMR Desde sua fundação no ano de 2005, passou por algumas transformações e ampliações para aumentar o número de serviços oferecidos à população. Hoje conta com 01 unidade que oferece o mais importante e moderno recursos e equipamentos médicos disponíveis na área de diagnósticos. Mesmo funcionando em 2 imóveis alugado sempre fazendo melhorias tentando atender os pacientes da melhor forma possível ainda assim funciona com dificuldades quanto ao fluxo sendo alvo de várias vistorias e notificações por parte da DIVISA/NAC. No caso do tema desse estudo, é preciso ressaltar que existem obstáculos que podem inviabilizar uma ampliação. A Clínica funciona em 2 imóveis onde no centro dos 2 14 existe uma barreira impedindo transitar de um imóvel para o outro o paciente que chega a clínica unidade 1 para ir para unidade 2 tem que deslocar para a rua que fica nos fundos. Por este motivo esta unidade visitada e analisada fica difícil encontrar uma solução para resolver os problemas aqui levantados o correto seria elaborar um novo projeto e executar dentro das normas e fluxos exigidos no RDC 50 o novo projeto de implantação já está em tramitação e aprovação para dar início a obra. Figura 11 - IMR – INSTITUTO MARQUES DE RADIOLOGIA LTDA Fonte: Elaboração do Autor 2º Objeto do Estudo Em 24 de outubro de 2007 foi implantado a área de imagem no Hospital. O Hospital Regional de Guanambi para facilitar o diagnóstico. Todos os pacientes internados e que passavam pelo Regional e precisavam de exames na área de imagem teria que deslocar para uma Clínica Particular para fazer os exames necessário e depois dos exames feitos retornava para o Hospital Regional onde estava internado para o paciente e família tudo tornava doloroso e difícil era muito sofrimento com esta unidade funcionando dentro do hospital facilitou bastante. O HRG conta com uma estrutura dotada de 91 leitos de internamento, 10 leitos de UTI adulto, 10 leitos de UTI NEO, 10 leitos de UCI NEO, 4 leitos semi - intensivo adulto, 4 leitos para pacientes graves e isolamento na emergência, serviço de mamografia e tomografia. A unidade oferece à população emergência, apoio diagnóstico e terapia, berçário de risco, clínica pediátrica, médica, obstétrica e cirúrgica, sendo referência para gestação de alto risco na região de Guanambi. 15 Figura 12 - Planta Pavimento Inferior Fonte: Elaboração do autor O funcionamento do Hospital Regional de Guanambi O Hospital foi avaliado do ponto de vista funcional no Bloco de diagnostico terapia, no período de Agosto de 2014 a Setembro de 2014, perfazendo cinco visitas ao local. Trata-se de uma adequação feita em um bloco existente no Hospital, não seguindo uma modulação como a maioria dos edifícios da área médica. A adaptação de uso gerou alguns problemas de demolições (em paredes existentes) com estudo e bastante cuidado não prejudicou a estrutura. Na implantação, os acessos principais e secundários são bem definidos. Entretanto, não há área de estacionamento ou embarque/desembarque para ambulância, no bloco de diagnóstico e terapia e sim na entrada principal que dá acesso ao hospital. O bloco é destinado aos exames de Tomografia, RX e Mamografia, nas visitas pude perceber a ausência de uma sala de recuperação pós anestésico percebi muitas macas com pacientes nos corredores aguardando a entrada para ser feito o exame, percebi que aqueles pacientes vêm de outros municípios e fica aguardando incomodados com o barulho e a demora. O paciente que se encontra internado no Hospital vem fazer o exame quando o funcionário comunica ao posto de enfermagem a liberação da sala de exames. Neste segundo estudo o fluxo desta área de imagem é ótima verifiquei que existe salas sem uso e as demais implantadas funciona adequadamente neste caso nada prejudica adaptações futuras. 16 Figura 13 - Hospital Regional de Guanambi Fonte: Elaboração do autor PROPOSTA (PLANEJAMENTO DE UMA UNIDADE DE IMAGEM) Objeto da Proposta O artigo pretende demonstrar a importância funcional para centros de diagnóstico por imagem a partir da elaboração de projetos funcionais. Após fazer o estudo de caso em duas unidades de diagnóstico e diversas visitas no decorrer do curso estou preparada para projetar uma unidade adequada e com facilidades no seu funcionamento e na sua manutenção. O planejamento das ferramentas foi antecedido de um estudo minucioso sobre centros de diagnósticos em hospitais, sobre os equipamentos de diagnóstico por imagem e sobre os requisitos espaciais que implicam determinados equipamentos tais como vestiários, salas de Tomografia Salas de RX, Salas de ressonância, salas de repouso, salas de comando e outros. 19,73 m² RX/3 1,40x2.10 RX/2 chaft 20,39 m² 0.90x2.10 0.90x2.10 0.90x2.10 0.90x2.10 0,80x2.10 residuos pia despejo chaft ESPERA E VEST 29,47m² VEST/PNE 0.90x2.10 1,40x2.10 0,60x0,60 1,40x2.10 0.80x2.10 0.90x2.10 0.90x2.10 chaft 0,60x0,60 0.90x2.10 1,20x1,20 1,20x1,20 0.90x2.10 0.90x2.10 0.80x2.10 chaft 0.80x2.10 2.71 m² 0.90x2.10 RX/1 19,66m² 3.71 m² WC/F VEST VEST VEST 0.90x2.10 6.30 m² VESTIARIO FUNC/FEM 0.90x2.10 contêiner UTILIDADES 14.73 m² AREA DE ESTAR DA EQUIPE DE SAUDE 2,00x1,20 13,37 m² 1,00x80 1,00x80 DML REPOUSO/MASC 3.54m² WC/M 18,36 m² 0,60x0,60 0.90x2.10 0,60x0,60 REGISTRO DE PACIENTE 0.90x2.10 SALA CURVA GLICEMICA DML 6.75 m² 4,00x80 17.16 m² 14,46 m² CIRCULAÇÃO 2,0x1,20 7,97m² DIGITACAO 0.90x2.10 area de sol ADMINISTRAÇÃO 3,00x1,20 area de sol 78,35 m² CIRCULAÇÃO COPA 14.72 m² 2,00x1,20 0.90x2.10 area de sol 2,0x1,20 7.97 m² CHEFIA 17.45m² SECRETARIA 0.90x2.10 1,20x1,20 1,20x1,20 1,65x1,20 1,80x2.10 11,14 m² ULTRA-SON GERAL FEM 11,13 m² ULTRA-SON GERAL MASC 15,11 m² RX/4 20,68 m² WC 3,30 m² ULTRASONOGRAFIA GINEC. 11,13 m² 1,40x2.10 9,98 m² WC. FEM GUARDA DE MACAS E CADEIRAS 78,00 m² 0.90x2.10 0.90x2.10 0,60x0,60 0.90x2.10 0,60x0,60 0.90x2.10 11,88 m² WC. MASC ESPERA DE PACIENTE chaft 0.90x2.10 6.47 m² ROUPARIA 0.90x0,60 VEST 3.71 m² WC/F VEST VEST residuos 14,17m² SALA DE COMANDO chaft 29,47 m² ESPERA E VEST VEST/PNE VESTIARIO FUNC/MASC 6.30 m² IMPRESSAO VEST 3,00x1,20 4,00x80 area de sol 0.90x2.10 0.90x2.10 10,00 m² 40.00 m² RESSONANCIA MAGNETICA SALA DE EQUIP. DA RNM/TM 40.71 m² 1,40x2.10 0.90x2.10 0.90x2.10 LAUDOS 1,00x80 1,00x80 VEST VEST 3.91 m² WC/M 14,46 m² CIRCULAÇÃO chaft 60,24 m² SALA DE OBSERVAÇÃO E POS ANESTESICO guiche TOMOGRAFIA visor 13,57 m² SALA DE COMANDO 1,40x2.10 DML 2.71 m² 0.80x2.10 VEST/PNE 54,52 m² ESPERA E VEST chaft P. ENFERM 8,08m² 4,97m² guiche 0.90x0,60 0,60x0,60 SALA SERVICO area de sol visor 40.71 m² TOMOGRAFIA 17.71 m² pia despejo 0.90x2.10 COLONOSCOPIA 20,92 m² 1,80x2.10 ENDOSCOPIA guiche 10.37 m² 0.90x2.10 0.90x2.10 10,35m² 90x2.10 visor pia despejo SALA DE HIGIENIZAÇÃO 0,90x2.10 guiche SALA DE HIGIENIZACAO guiche 17.94 m² ENDOSCOPIA 4,00 m² VEST. 0,90x2.10 0,80x2.10 area de sol 0.90x2.10 17 URGENCIA ENDOSCOPIA/COLONOSCOPIA TOMOGRAFIA RESSONANCIA MAGNETICA SALA DE RX ULTRA-SONOGRAFIA Figura 17 - Espera 03 Fonte: Elaboração do autor Recepção e Espera Assim que uma pessoa acessa a unidade, se defronta com o balcão da recepção, que é responsável pela triagem, registro e direcionamento do paciente para as salas de espera. Esperas estas que foram distribuídas próximas aos locais de onde serão feitos os respectivos exames. Além da intenção de organizar o fluxo dos pacientes, a setorização das mesmas em ambientes menores proporciona mais aconchego e conforto nas áreas de maior permanência. Sala de exames de Ressonância Magnética e Tomografia À primeira vista, a semelhança entre os equipamentos de TC e RM fazem acreditar aos olhos de um leigo que a infra - estrutura e as condições ambientais necessária para sua implantação são as mesmas. As normas técnicas necessárias para implantação de uma sala de tomografia exigem uma série de itens relacionados à proteção radiológica que não são necessárias para a implantação de uma sala de ressonância. No entanto, as dificuldades de implantação de uma sala de ressonância são às vezes mais complexas em função de seu grande campo magnético. O aspecto final das 02 salas normalmente são muito semelhantes. 1,80x2.10 0.90x2.10 0.90x2.10 18 Porém ao relembrar que atualmente, com novos equipamentos, o tempo de permanência do paciente em salas de exames de TC, variam em média 05 minutos e de RM levam 30 minutos, as sensações absorvidas por esses ambientes podem ser diferentes. ABSTRACT The article focuses on the study of planning a Imaging Unit, with emphasis on functional analysis and flexible internal spaces. The diagnostic centers, aimed at diagnostic imaging, represent an expanding sector, have high turnover of the latest equipment, with a spatial dynamics of accelerated adaptation, requiring constant revisions. Because they are mostly in adapted homes suffer zoning restrictions and usage and, in turn, contribute to the recycling of buildings, natural characteristic of large urban centers. Detection of problems after the occupation is essential as input for future extensions and adaptations inherent in the diagnostic units. Thus, by study design centers would be the correct thinking of the future. Keywords: Diagnostic Centers, Hospital Architecture, Architecture Health System Humanization Technology Patient. Considerações finais A partir da análise funcional do presente estudo de caso e das proposições de melhorias, torna-se possível refletir sobre os conteúdos mais adequados para programa de necessidades de clínicas de diagnóstico em geral visando a fundamentar projetos sob a ótica da compartimentação, da funcionalidade e da flexibilização dos seus espaços, à luz das demandas constantes de incorporação de novas tecnologias. A partir do estudo apresentado nesse trabalho verifica-se que o equilíbrio entre tecnologia, funcionalidade e humanização é fundamental para o processo projetual da arquitetura hospitalar. Diante da exploração do tema, concluiu-se que os espaços analisados nos centros de Bioimagem escolhido para o estudo, 1 foi elaborado de forma correta e outro totalmente inadequada sendo que existe uma barreira entre a Unidade de Diagnostico que acaba dificultando todos os fluxos não estão dentro das orientações técnicas dos fabricantes e exigências legais vigentes. Quanto a proposta apresentada foi diante das dificuldades encontradas durante visitas a diversas unidades EAS que cheguei a várias soluções sendo assim o conceito do projeto apresentado na proposta inclui o olhar do paciente juntamente com suas necessidades físicas e psicológicas, como por exemplo, as salas de espera, o resultado é notadamente superior. Apesar das salas de exames apresentarem um resultado agradável e em equilíbrio com as condições ambientas, nota-se que o projeto de arquitetura desses ambientes não contemplou as mesmas necessidades físicas e psicológicas consideradas para as salas de espera. Espera-se que o resultado desse trabalho colabore com o alargamento das pesquisas sobre o tema e na a influência que a arquitetura exerce em relação ao indivíduo. Finaliza-se esse estudo a partir da concordância com as sábias palavras de Vasconcelos (2004) que apropriadamente afirma que a relação entre “a beleza da humanização hospitalar” e a “eficiência da humanização hospitalar” é muito tênue e que projetar um ambiente que promova a cura não significa apenas criar um ambiente agradável, confortável que remetam o paciente ao ambiente familiar. É preciso muito mais... 19 REFERÊNCIAS BAIRD, George et AL. Building Evaluation Techniques. New York Mac Graw Hill, 1996. CASTRO, Jorge; LACERDA, L. Penna, ANA CLAUDIA (org.). Avaliação PosOcupação. Saúde nas Edificações da Fiocruz. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2004. PENNA, Ana Claudia Meirelles. A Influência do Ambiente Construído na Promoção da Saúde. O Caso do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, Fiocruz, Rio de Janeiro. Dissertação de mestrado, acessível em www.fau.ufrj.br/prolugar. Rio de Janeiro: Programa de Pós-Graduação em Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, 2004. BITENCOURT, Fábio. “A sustentabilidade em ambientes de serviços de saúde.” Quem tem medo da arquitetura hospitalar?, por Antonio Pedro Alves de Carvalho, 13. Salvador: FAUFBA, 2006. BRASIL. ABNT.,NBR 9050: Acessibilidade a edificações, espaço, mobiliário e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. BRASIL. ANVISA. Portaria nº 453 de 01 de junho de 1998. Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica em Radiodiagnóstico Médico e Odontológico. Brasília, 1998. BRASIL. ANVISA. Resolução RDC 306. Regulamento técnico para Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Brasília, 2004. BRASIL. ANVISA. Resolução RDC 50 de 21 de fevereiro de 2002. Regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Brasília, 2002. Disponível em: < http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/2002/50_02rdc.pdf> Acesso em 20 ago. 2007 BRASIL. Ministério da Saúde. (s.d.). SOMASUS. Acesso em 10 de junho de 2007, disponível em <www.saude.gov.br/somasus> CORBELLA, Oscar; Y ANNAS, Simos. Em busca de uma arquitetura sustentável para os trópicos: Conforto ambiental. Rio de Janeiro: Revan, 2003 CORBIOLI, Nanci. Ambiente hospitalar requer humanização e potencial de atualização constante.Revista Projeto Design, São Paulo, n. 283, set. 2003. Disponível em: <http://www.arcoweb.com.br/debate/debate57.asp>. Acesso em: 15 nov. 2007. GUADET, Julien. Elements ET Theorie De L’architecture. Paris: Librairie De La ConstructionModerne, 1909. 20 GUIMARÃES, Amisa. Você sabe a diferença entre tomografia e ressonância? São Paulo, 2007. Disponível em: <http://www.ppagina.com.br/pressreleases.asp?acao=ler&codigo=277>. Acesso em: 15 Agosto.2014. IMAGINOLOGIA. Disponível em: < http://www.imaginologia.com.br>. Acesso em: 02 Agosto. 2014. LIDA, ItiraErgonomia: projeto e produção. São Paulo: Edgar Blücher, 2002. LOPES, Adriana Dias. Ao vivo e em cores. Revista Veja: Especial Tomografia, São Paulo, n. 2034, 14 nov. 2007. MIQUELIN, Lauro Carlos. Anatomia dos edifícios hospitalares. São Paulo: CEDAS, 1992. SABBATINI, Renato. As Maiores Invenções Médicas do Milênio. Jornal Correio Popular, Coluna ciência. Campinas, 25 fev. 2000. SAMPAIO, Ana Virginia Carvalhais de Faria. Arquitetura hospitalar. Projetos ambientalmente sustentáveis, conforto e qualidade – proposta de um instrumento de avaliação. Tese (Doutorado na área de Concentração de Estruturas Ambientais). Faculdade de Arquitetura e urbanismo da Universidade de São Paulo – FAUUSP. São Paulo, 2004. SZEJNFELD, Jacob. O Impacto do Diagnóstico por Imagem. Revista Imagem, n. 25, p.5, jul. set. 2003. TOLEDO, Luis Carlos. Feitos para curar: arquitetura hospitalar e o processo projetual no Brasil. Rio de Janeiro: ABDEH, 2006. VASCONCELOS, Renata Thaís Bomm. Humanização de ambientes hospitalares: características arquitetônicas responsáveis pela integração interior/exterior. Tese (Mestrado em arquitetura e Urbanismo). Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2004. WIERMANN & MIRANDA. Disponível em < http://wiermannmiranda.com.br>. Acesso em: 25 de Setembro 2014 ZANETTINI, Siegbert. A arquitetura é o equilíbrio entre o racional e o sensível. Revista Projeto Design, São Paulo, n. 274, dez. 2002. CUBERO, Carla. Arquitetura de Centros de Diagnosticos: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/monografias/arquitetura_centros_diagnosticos.pdf Acesso em 25 de Julho de 2014.