CONTO DE NATAL PERSONAGENS: Narrador 1, Narrador 2, Pedro, mãe, avó, mulher 1, mulher 2, mulher 3, mulher 4, mulher 5, homem 1, homem 2, criança 1, criança 2, criança 3, criança 4, criança 5, criança 6, criança 7, criança 8, mais algumas pessoas que passam na rua a receber o convite do menino e a fingir que andam às compras. CENA 1 (A cena começa com os alunos do 1º ano dispostos nos degraus do palco) NARRADOR 1: Era véspera de Natal e nas ruas, a azáfama das compras de última hora fazia-se sentir por todo o lado. Uns corriam de loja em loja, cheios de sacos que nunca pareciam suficientes. NARRADOR 2: Outros comentavam os presentes a oferecer e os presentes a receber. NARRADOR 1: As crianças, enlouquecidas com as montras das lojas gritavam eufóricas: GRUPO 1 – ALUNOS DO 1º ANO: (dizem em coro) É NATAL! É NATAL! GRUPO 2 – ALUNOS DO 1º ANO: (dizem em coro) COMPRAS, COMPRAS, PRESENTES POR COMPRAR! VOZ de um menino do 1º A: Mamã, eu quero um carro telecomandado! VOZ de uma menina do 1º B: Pai, pai, dá-me uma casinha de bonecas e um carrinho de bebé! CANÇÃO “Medley de Natal” – 1º ano CENA 2 MULHER 1: Vamos, meninos, despachem-se, ainda temos de comprar o presente da tia Augusta! PEDRO: Boa tarde, minha senhora! Aceite este convite! Feliz Natal! MULHER 1: (recebe o que o menino lhe entrega, mas não diz nada) CRIANÇA 1: Ó mamã, espera, espera! (Puxando-lhe pelo braço) Olha ali aquele jogo… ainda não o tenho… vamos comprá-lo, vamos, vamos… (saem) MULHER 2: (para a mulher 3) Ai, nem imaginas o que o meu marido me vai oferecer neste Natal! Uma semana de férias em Nova Iorque. 1 MULHER 3: Ah, isso sim é um presente de Natal! Agora o meu… só me vai dar um relógio de ouro! Nem se lembra que já tenho dois!!! (saem) PEDRO: Boa tarde, minhas senhoras! Aceitem este convite! Feliz Natal! MULHER 3: (recebe o que o menino lhe entrega e faz uma cara estranha) Um convite!!!!!???? (À medida que vão passando outras pessoas, o Pedro vai entregando o papelinho) PEDRO: Aceite este convite! Feliz Natal! PEDRO: Aceite este convite! Feliz Natal! PEDRO: Aceite este convite! Feliz Natal! (A cena fica vazia) NARRADOR 2: E as pessoas pegavam no papelinho que o Pedro entregava, como pegavam em panfletos publicitários. Algumas guardavam-no, outras deitavam-no fora. CENA 3 (Entra a mãe que finge que arruma a casa, retirando os elementos da cidade. Pouco tempo depois, entra o Pedro. A avó entra e senta-se no sofá.) NARRADOR 1: Muito feliz, Pedro regressa a casa, depois de distribuir pelas ruas convites misteriosos. MÃE: Pedro, vens tão tarde hoje, filho! Por onde andaste? PEDRO: Desculpa, mãe, andei a entregar presentes de Natal! MÃE: Presentes? Mas como, se tu não tens dinheiro? Eu já te expliquei que este ano talvez não haja presentes de Natal, filho! Sabes que a mãe tem de comprar os medicamentos da avó Elisa e só o pai é que está a trabalhar… tu já entendes estas coisas, meu amor! PEDRO: Sim, mãe! Mas eu não gastei dinheiro nenhum! E não te preocupes, também tenho um presentinho para cada pessoa da nossa família! PAI: Filho, mas como é que isso é possível? PEDRO: Eu escrevi uma carta ao Menino Jesus e pedi-lhe um presente muito importante! AVÓ: Já sei! Querias um livro novo! Já leste mais de cinco vezes aquele que te deu há dois anos a vizinha de baixo! Já estás farto de ler sempre a mesma coisa, não é, filho? Mas eu prometo que vou ver se a senhora me arranja outro dos que a neta já não usa! 2 PEDRO: Não é preciso! Eu pedi ao Menino Jesus uma ceia de Natal especial, com muitos convidados. E como sei que Ele me vai dar o que pedi, hoje andei pelas ruas a entregar convites a todas as pessoas da nossa vila, para que venham passar o Natal connosco! MÃE: Ó, Pedrinho, isso seria um sonho! E a avó Elisa iria adorar, ela queixa-se de estarmos sempre só nós, sem nada de especial na mesa… PAI: Mas é impossível, meu filho! Cada família vai passar a ceia em sua casa e da melhor forma que puder! Além disso, não teríamos nada que lhes dar de comer! AVÓ: Nem uma Árvore de Natal… temos apenas este presépio, pequeno e pobrezinho… PEDRO: (triste) Mas, pai, tu tens que acreditar… eu acredito! O meu convite é a prenda que eu ofereço a todas as pessoas. MÃE: Bem… deixaremos a porta aberta, para o caso de aparecer alguém! PEDRO: Obrigada, mãe! Eu até fiz um cartaz para colocarmos à entrada da porta a dizer: (mostra o cartaz e depois vai colá-lo) “CASA DO PEDRO“ (Sentam-se de um lado) CANÇÃO de Educação Musical – “Florzinhas e Soldadinhos de Jesus” CANÇÃO de Inglês – “Christmas Counting Song” CENA 4 NARRADOR 2: Entretanto, em suas casas, muitas das pessoas que haviam recebido o convite inesperado do Pedro tentavam organizar as suas fartas ceias, tentando esquecer as palavras escritas no papelinho que um pobre menino lhes entregara. Mas, o ser Humano foi criado por Deus à Sua semelhança e, inevitavelmente, os pensamentos iam sempre dar àquela criança, à audácia de lhes fazer um tal convite e à inocência das palavras simples que lhes dirigiu. NARRADOR 1: “Convido-o a vir cear hoje a minha casa! Não prometo uma mesa farta, nem presentes debaixo da árvore de Natal, mas prometo um abraço apertado e ainda uma história que vos posso contar. Já a sei de cor, de tantas vezes que a li! Além disso, a avó Elisa, para esquecer as rabanadas que todos os anos sonha em comer, está sempre a cantar canções bem bonitas dos seus tempos de infância e o pai, toca no realejo, acompanhando a avó. E, ao final da noite, convido-vos a provar o chá de erva-cidreira com as bolachinhas de manteiga com passas que a minha mãe faz especialmente para o Natal! Não vão querer perder! Se o vosso Natal é triste e se se sentem sozinhos, venham, nós fazemos-vos companhia!” 3 NARRADOR 2: E foi assim que se deu o grande milagre deste Natal! Quase sem pensar, algumas famílias seguiram a estrelinha que brilhava nos olhitos meigos de Pedro. Em poucos minutos a casa estava cheia de gente! Gente que, apesar de ter tudo em casa, sentiu a necessidade de um aconchego diferente! MULHER 4: Boa noite! Podemos entrar? Olá Pedrinho, trouxemos umas rabanadas, ouvimos dizer que a avó Elisa gostava muito! HOMEM 1: Eu trouxe um bolo-rei para alegrar a noite! HOMEM 2: E eu, uma garrafinha de licor, para acompanhar o bolinho! MULHER 5: Esperem, esperem, primeiro comamos o bacalhau, Acabei mesmo agora de o cozer! CRIANÇA 2: Olá, Pedro, olha, trouxe-te este livro de Banda Desenhada e este de aventuras! Espero que gostes! CRIANÇA 3: E eu trouxe-te uma bola! Depois, até podemos combinar uns jogos no parque! PEDRO: Sim, está combinado! (Entram outras pessoas, levando outras coisas para a ceia.) CENA 5 NARRADOR 1: E assim ficaram o resto da noite, entre conversas, jogos de cartas, canções e histórias bonitas. Aqui não havia frio, nem medo, nem fome, nem solidão! Havia, isso sim, uma grande família unida pelos laços da tolerância, da igualdade, do AMOR… CRIANÇA 4: O Natal surgiu-nos no caminho, nas mãos de uma criança inocente, no convite desinteressado de um menino, nos olhos penetrantes de alguém que só quer partilhar AMOR! CRIANÇA 5: Um AMOR que não se compra, não se gasta, não passa de validade nem de moda, mas que, simplesmente, se mostra cada vez mais esquecido, mais esquecido, mais envergonhado! CANÇÃO “É Natal” (alunos do 2º ano - coreografia) Quando sentires dentro de ti uma chama acesa, Quando sentires que há algo em ti a brilhar, É Natal em ti, Natal em mim, Natal em todos! Dá-me a tua mão e vamos cantar: Quando em teu peito houver calor pra aqueceres o frio, Quando em teu peito houver amor para dar, 4 É Natal em ti, Natal em mim, Natal em todos! Dá-me a tua mão e vamos cantar: É Natal! É Natal, sempre que alguém quiser! É Natal! É Natal, num momento qualquer! Olha em redor gente que espera por ti! É Natal! É Natal, se houver amor em ti! CRIANÇA 6: Natal não é dizer “Jesus nasceu”, cansar-nos de fazer frases bonitas. Fazemos o Natal, nós, tu e eu, as vidas, sim, são frases a ser ditas! CRIANÇA 7: O Natal faz-se assim no dia-a-dia, Na tolerância, na união e na concórdia, Na paz, no diálogo, na amizade, Na compreensão e na misericórdia! CRIANÇA 8: Sigamos o exemplo dos Reis Magos, Procurando o Deus Menino com fervor, Procuremos os que de nós precisam E presenteemo-los com o nosso AMOR! CANÇÃO FINAL – “Pó de estrelas” (Cantada pelos pais) Brilha uma nova estrela, fica o mundo iluminado Pelos céus o Pai Natal vem num trenó bem carregado De presentes para os meninos que se portam muito bem E traz prendas e traz mimos para os marotos também Porque é Natal, nasce um menino encantado E ao chegar uma criança, o mundo é abençoado É Natal, vamos fazer rir de alegria Porque é tempo de amar e sonhar 5 De brincar, partilhar E oferecer sem contar magia Tocam sinos nas igrejas, soam guizos pelo ar Há anjinhos lá nos céus e duendes a ajudar Vão deitando pó de estrelas para enfeitar os corações E sussurram melodias de bonitas canções (Refrão) Autoria: Professora Ana Sofia Vieira Ribeiro 6