História de uma profissão: implantação e desenvolvimento do
Curso de Enfermagem da Universidade de Caxias do Sul (1957 a 2010)
Edlaine C. Rodrigues de Almeida1 - Universidade de Caxias do Sul - UCS
Profa. Dra. Luciane Sgarbi S. Grazziotin2 - Universidade de Caxias do Sul - UCS
RESUMO
Esta pesquisa faz parte da dissertação em andamento que tem como objeto o Curso de
Graduação em Enfermagem da Universidade de Caxias do Sul, surgiu com o intuito de
reconstruir a história deste curso, com interesse em investigar como ocorreu, o início da
assistência à saúde na região e sua relação com os processos nacionais, retratando com isso a
relevância deste curso para a sociedade caxiense e da região. Da mesma forma, analisar as
transformações pelos quais passou o profissional de enfermagem em seus diferentes campos
de atuação, a estrutura curricular, as leis da educação e da saúde e suas influências nos
processos de profissionalização da enfermagem. Será realizado um processo investigatório no
período de 1957 a 2010, o qual corresponde ao período de sua criação até os dias de hoje,
através de leituras e análises de documentos escritos (atas, ofícios, resoluções, leis) e
referenciais teóricos. Com isso, a pesquisa tem a pretensão de contribuir no sentido de
possibilitar a comunidade acadêmica em geral e profissionais de enfermagem especificamente
um conhecimento histórico da Universidade de Caxias do Sul do curso de Graduação em
Enfermagem e a análise das reformas curriculares que foram empregadas no período
analisado.
Palavras Chaves: História da Educação, História da Enfermagem, Saúde.
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Mestranda em Educação pelo programa de pós – graduação da Universidade de Caxias do Sul/RS – Linha De
Pesquisa: História e Filosofia da Educação.
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Docente do programa de pós- graduação em educação da Universidade de Caxias do Sul/RS – Linha de
Pesquisa: História e Filosofia da Educação
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Introdução
A profissionalização da enfermagem surgiu do desenvolvimento e evolução das
práticas do cuidar no decorrer dos períodos históricos. O cuidar instintivo foi á primeira forma
de prestação de assistência. As únicas referências, á época, do período pré-cristão são
relacionados com a prática domiciliar de partos e as práticas sacerdotais que abordavam a
relação mística entre rituais e cuidados primitivos (CARRARO, 2001).
Antes da era cristã há pouca evidência que tenha existido algum grupo organizado de
mulheres enfermeiras. Os inúmeros relatos da enfermagem referem-se à era cristã. Os ideais
de fraternidade, serviço, caridade e auto – sacrifício foram pregados pelo cristianismo. Tais
grupos de trabalho, cuja função principal era cuidar do doente e necessitado, desenvolveramse e organizaram-se com diáconos e diaconisas (GEOVANINI, 2002).
Portanto, historicamente os agentes de enfermagem eram pessoas ligadas à igreja que
procuravam salvar a alma do doente através do cuidado. O monge, nos primeiros séculos da
idade média, converte-se no enfermeiro da sociedade ocidental.
Foi com o cristianismo que ocorreu a maior revolução social, cultural de todos os
tempos, com uma mudança da mentalidade humana, formando um homem igualitário,
solidário, com virtudes de humildade e amor. Com isso, surgiu um novo modelo de sociedade
e de comportamento. Ocorrem modificações no coletivo, na família o autoritarismo e o
domínio tendem a desaparecer e fica baseada no amor. É abolido qualquer tipo de desprezo
aos trabalhos ditos como baixos e manuais, surgindo um novo processo de colaboração.
(CAMBI, 1999).
Nas sociedades mais antigas, a divisão sexual do trabalho colocava a figura da mulher
a responsabilidade de cuidar dos filhos, esposo, dos afazeres domésticos e dos enfermos.
Existia uma relação entre a maternidade e o ato de cuidar.
Em 12 de maio de 1820, em Florença, Itália, nasceu a Enfermeira Florence
Nightingale, filha de ingleses, considerada a dama da aristocracia inglesa, tinha domínio no
inglês, francês, alemão, italiano, grego e latim. Permaneceu, três meses no Instituto de
Diaconisas de Kaiserswerth, um estabelecimento anglicano na Alemanha, com a finalidade de
observar o trabalho da enfermagem.
Em 1854, a Inglaterra, França e Turquia declaram guerra à Rússia, ocorrendo a Guerra
da Criméia. Florence partiu para Scutari com 38 voluntárias entre religiosas e leigas vindas de
diferentes hospitais. Algumas enfermeiras foram dispensadas por incapacidade de adaptação e
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por indisciplina. Durante a guerra contrai febre tifóide e ao retornar da Criméia, em 1856, leva
uma vida de “inválida”, dedicando-se aos trabalhos intelectuais.
Recebe um prêmio do governo inglês e com isso, consegue iniciar o que para ela é a
única maneira de mudar os destinos da Enfermagem - uma Escola de Enfermagem em 1859,
no Hospital Saint Thomas. A disciplina rigorosa, uma das características da escola
nightingaliana, bem como a exigência de qualidades morais das candidatas. O curso, de um
ano de duração, consistia em aulas diárias ministradas por médicos.
As primeiras escolas de Enfermagem, tiveram o médico como a única pessoa
qualificada para ensinar, decidindo quais as suas funções que as enfermeiras poderiam
exercer. Florence morre em 13 de agosto de 1910, deixando como herança o ensino de
Enfermagem. Assim, a Enfermagem se desenvolve não mais como uma atividade empírica,
estando desvinculada do saber especializado, mas como uma ocupação com recompensa
através do salário, atendendo as necessidades de mão-de-obra nos hospitais, constituindo-se
como uma prática social institucionalizada e específica.
O primeiro currículo de enfermagem foi norteado pelas idéias e experiências de
Nigthingale, contemplando uma educação geral. É interessante aqui destacar que embora
Nigthingale tenha apoiado em sua juventude o movimento de abertura das universidades para
mulheres, ela não conduziu a educação de enfermagem em universidades, e sim nos hospitais.
Contudo, ela advogou que as escolas de enfermagem tivessem estruturas administrativas e
independentes do hospital (GEOVANINI, 2002).
No Brasil, durante o período colonial foi realizada a abertura das casas de
misericórdia, que tiveram origem em Portugal. A primeira casa de misericórdia foi fundada na
Vila de Santos, em 1543, ainda no século XVI, surgiram posteriormente no Rio de Janeiro,
Vitória, Olinda e Ilhéus, mais tarde em Porto Alegre e Curitiba. O Padre José de Anchieta
merece destaque quando se fala de saúde do povo, ele não se limitou ao ensino de ciências e
catequeses, atendia aos povos necessitados, exercendo atividades de médicos e enfermeiros.
Uma outra figura religiosa que merece destaque é o Frei Fabiano de Cristo, que durante
quarenta anos exerceu atividades de enfermeiro, no século XVIII. Francisca de Sandi foi à
primeira voluntária da enfermagem no Brasil, quando ocorriam epidemias, freqüentes na terra
baiana, improvisava hospital, utilizando inclusive a sua própria casa (GEOVANINI, 2002).
No Brasil a primeira enfermeira foi Ana Néri, que não resistindo à separação dos
filhos que foram convocados a servir a Pátria na Guerra do Paraguai (1864 a 1870), escreve
ao presidente da província colocando-se a disposição para ir aos campos de batalha.
Chegando lá improvisa hospitais e não mede esforços no atendimento aos feridos. Retorna
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para casa após cinco anos, sendo acolhida com carinho e louvores, recebe uma coroa de
louros e Vitor Meireles pinta a sua imagem que é colocada no edifício do Passo Municipal. O
governo imperial lhe concede uma pensão, além de medalhas humanitárias. A primeira escola
de enfermagem fundada no Brasil foi no Rio de Janeiro, em 1923, por Carlos Chagas,
recebendo o nome de Ana Néri (MOREIRA, 2002).
O curso de enfermagem em Caixas do Sul
Na década de 50, a cidade de Caxias do Sul iniciava um período de crescimento
econômico e modernização, em conseqüência a população modificava seus hábitos e
pensamentos. Entre as novas demandas sociais estava a criação dos cursos de educação
superior para atender aos jovens da cidade e região. Com esforço da sociedade ocorreu a
instalação das primeiras faculdades na cidade, que possibilitaram a criação da Universidade
da Serra. No início dos anos sessenta, Caxias do Sul já contava com as primeiras faculdades:
Faculdade de Ciências Econômicas e Faculdade de Filosofia, sob orientação da Mitra
Diocesana; a Escola de Enfermagem Madre Justina Inês, da Sociedade Caritativo-Literária
São José; Faculdade de Direito, sob a direção da Sociedade Hospitalar Nossa Senhora de
Fátima e a Escola de Belas Artes, ligada à Prefeitura Municipal. Freqüentadas por alunos de
Caxias do Sul e região, estas faculdades foram o início da Universidade de Caxias do Sul. A
união destas mantenedoras tinha como ideal comum à criação de uma universidade que
simbolizasse a cultura da região mantendo um forte vínculo com a sociedade (PAVIANI,
POZENATO, 1977).
A Sociedade Caritativo Literária São José, sociedade civil organizada na forma de lei e
que regula atos civis da Congregação das Irmãs São José, com sede em Garibaldi, Estado do
Rio Grande do Sul, tendo criado na cidade de Caxias do Sul, uma Escola de Enfermagem,
denominada Escola de Enfermagem Madre Justina Inês, nos moldes do Decreto n. 775 de
06/08/1949 e regulamento básico 27.426, que regula o ensino de Enfermagem no Brasil. As
Irmãs de São José estabelecidas em Caxias do Sul pertence à Congregação fundada na França
em 1650. Vieram para o Rio Grande do Sul em 1898, a convite do Bispo D. Cláudio Ponce de
Leão. Em Caxias do Sul, dirigiam na época a Escola Normal São José, o Hospital Nossa
Senhora do Rosário do Pompéia, Hospital Nossa Senhora da Saúde e três escolas primárias
gratuitas. Também a seu encargo, estava o serviço do Hospital São Pedro, com 3000 doentes
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mentais (Porto Alegre – RS), entre inúmeros hospitais, asilos e outros (Relatório de
Atividades – Escola de Enfermagem Madre Justina Inês, 1957).
A Escola de Enfermagem Madre Justina Inês, iniciou as atividades em sede própria à
Rua 20 de Setembro, n. 2311, a cinco minutos do hospital escolad. A aula inaugural foi em
01/03/1957, após a Santa Missa em Honra ao Espírito Santo, no salão nobre da Escola de
Enfermagem, às 20h:40min. A sessão solene teve início com o Hino Nacional, após Revmo.
Padre atuante na época, proferiu as palavras do “Verdadeiro e Sagrado Ministério da
Enfermagem.” Ele colocou ainda, que a Igreja como a enfermagem segue a ordem e o
exemplo do Mestre, no alívio das dores da humanidade (Relatório de Atividades – Escola de
Enfermagem Madre Justina Inês, 1957).
Esta pesquisa surgiu com o intuito de reconstruir a história do curso de graduação em
enfermagem da Universidade de Caxias do Sul, com interesse em investigar como ocorreu o
início da assistência à saúde na região e sua relação com os processos nacionais, retratando
com isso a relevância deste curso para a sociedade caxiense e da região. Da mesma forma,
analisar as transformações pelos quais passou o profissional de enfermagem em seus
diferentes campos de atuação, a estrutura curricular, as leis da educação e da saúde e suas
influências nos processos de profissionalização da Enfermagem.
Será realizado um processo investigatório no período de 1957 a 2010, o qual
corresponde ao período da implantação e do desenvolvimento do Curso de Enfermagem da
Universidade de Caxias do Sul, através de leituras e análises de documentos escritos (atas,
ofícios, resoluções, leis) e referenciais teóricos. Também será feita uma análise das reformas
curriculares que foram empregadas no período determinado.
Pesquisar em documentos textuais é um possível caminho para a investigação, esses
documentos direcionaram os primeiros passos para a pesquisa, aumentando o interesse pelo
assunto. O pesquisador sente como é agradável os momentos passados nos arquivos. É
encantador para o pesquisador ler o testemunho do passado, os sofrimentos e as lutas
cotidianas. Com isso, os personagens parecem ganhar vida. Na discussão historiográfica, a
matéria prima dos historiados são as fontes documentais. “Essa é a vida da pesquisa: dura,
cansativa, longa, mas acima de tudo gratificante” (PINSKY, p.24, 2006).
A pesquisa historiográfica é produzida por meio de leituras dos documentos
arquivados que serão analisados e contextualizados. Os documentos não são neutros, pois eles
retratam a opinião de quem os redigiu. A qualidade das informações de uma fonte documental
depende da problemática a ser pesquisada, pois os documentos de época entendem as
necessidades específicas do momento, devendo assim ser entendidas as peculiaridades. Nem
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tudo na pesquisa histórica é colocado de modo racional, pois o pesquisador poderá produzir
resultados através da sua imaginação e intuição. O pesquisador deverá relacionar texto e
contexto, identificar alterações e produzir um novo trabalho histórico dentro do tema proposto
(PINSKY,2006).
Histórico da Saúde no Brasil e a organização curricular dos Cursos de Enfermagem
Menciona-se que o primeiro “médico”, seria físico e astrólogo, o qual simbolizava a
medicina naquela época, e fazia parte da frota de Pedro Álvares Cabral, em 1500; sendo que
seu conhecimento não era suficiente para determinadas ocorrências. Os indígenas quando
adoeciam eram atendidos pelos pajés. Com a colonização, os brancos contaminaram os
indígenas, principalmente através da varíola e do sarampo. O negro também traz novas
doenças a filariose e a febre amarela.
Este período caracterizou-se pela deficiência de profissionais, medicamentos e a
precária técnica que imperava nos hospitais. Situação que passa a modificar-se com a chegada
da família real ao Brasil, em 1808. Nesta época foram criados hospitais semelhantes aos de
Portugal, associados às Irmandades da Misericórdia, constituída por pessoas de posses e
católicas.
Nos três primeiros séculos, mantiveram-se somente as enfermarias jesuítas,
posteriormente surgindo as Santas Casas de Misericórdia, sendo as únicas formas de
assistência hospitalar que dispunha a população brasileira.
O crescimento da saúde no Brasil ocorreu na era de Vargas, sendo instituídos vários
hospitais. Mas foi na revolução de 1930, que surgem novos conceitos sociais, especialmente
na assistência previdenciária e médica dos trabalhadores. São criados os Ministérios da
Educação e da Saúde, além do Trabalho, Indústria e Comércio.
Os “modelos nightingaliano” de disciplina, hierarquia e treinamento e a “pedagogia da
transmissão”, eram as únicas formas de ensino da época de 1859. Neste modelo o ensino
torna-se massificado, restrito nos seus currículos, sem proporcionar tempo ao estudante e
recursos para desenvolver seus conhecimentos e aprender, através do pensamento e da
pesquisa (PIGNATARI, 1976; LUNARDI, 1994).
A enfermeira Florence, salientou que para a enfermagem cabia os ensinamentos do
cuidado ao paciente e que a medicina ensinaria o conhecimento e tratamento das doenças.
Para ela a enfermagem era arte e ciência, que requeria uma organização científica e educação
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formal, para cuidar dos sofrimentos causados pelas doenças (REED & ZURAKOWSKI,
1993).
Algumas considerações
Busca-se atualmente, uma organização curricular que valorize um conteúdo
programático e flexível, continuamente atualizado, aprofundando temas essenciais, com
acesso às diferentes áreas do conhecimento, estudos dialéticos, questões éticas, estudo de
temas transversais, conteúdos voltados para a aprendizagem não somente com a pretensão de
repassá-los na sua totalidade, mas a preocupação com o aprendizado.
Á medida que se estabelece uma relação entre a história do curso de enfermagem com
a tarefa de formar pessoas, e o conhecimento da educação e da saúde, possibilita ao ser
humano aproveitar das experiências de seus contemporâneos e antepassados para se ajustar,
compreender e reagir adequadamente às circunstâncias físicas, sociais e culturais atuais.
Com a pesquisa da História do Curso de Graduação de Enfermagem da Universidade
de Caxias do Sul, será oportunizado principalmente, as pessoas que ingressaram no curso
(docentes e discentes) e as interessadas pelas leituras locais, subsídios para conhecer e
analisar a história cultural e social no âmbito da educação e saúde em diferentes épocas.
Sendo também analisada, que a implantação do curso ocorreu, com o surgimento da idéia de
que para o desenvolvimento regional, deveria existir uma qualificação contínua na educação
dos indivíduos, através da universidade.
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Referências
CAMBI, F. História da Pedagogia. São Paulo: Editora UNESP, 1999.
CARRARO, T. Enfermagem e assistência: resgatando Florence Nightingale. Goiânia: AB
Editora, 2001.
GEOVANINI, T.; MOREIRA, A.; SCHOELLER, S. D.; MACHADO, W. C. A. História da
Enfermagem. Rio de Janeiro: Revinter Ltda, 2002.
Livro de Relatório de Atividades – Escola de Enfermagem Madre Justina Inês, 1957.
LUNARDI, V. L.; BORBA, M. R. O pensar e o fazer da prática pedagógica: a busca de uma
nova enfermeira. In: SAUPE, R. (Org.). Educação em Enfermagem: da realidade construída
à possibilidade em construção. Florianópolis: Editora da UFSC, 1998.
MOREIRA, D. A. (org.) Didática do ensino superior: técnicas e tendências. São Paulo:
Pioneira, 2000.
PAVIANI, J.; POZENATO, J.C. Introdução à Universidade Caxias do Sul, 1977.
PIGNATARI, M. C. R. O ensino integrado e a enfermagem: enfermagem novas Dimensões,
v.2, n.1, 1976.
PINSKY, C.B. Fontes Históricas. São Paulo 2. ed: Contexto.
REED, P.; ZURAKOWSKI, T. (1993) In WALDOW, V. Cuidado Humano: o resgate
necessário. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1998.
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