UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
ESCOLA DE ENFERMAGEM
ENCONTRO DE ENFERMAGEM
PEDIÁTRICA:
PEDIÁTRICA:
ATUALIDADES E TENDÊNCIAS
SÃO PAULO, 02 e 03 DE JULHO DE 2010
Organização
GECD – Grupo de Estudos sobre a Criança Doente
NIPPEL – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Perdas e Luto
e-mail: [email protected]
http://www.ee.usp.br/pesquisa/grupo/nippel
Encontro de Enfermagem Pediátrica: Atualidades e Tendências
Escola de Enfermagem/USP
02 e 03 de julho de 2010
ÍNDICE DE TRABALHOS
1 SEGUIMENTO DO RECÉM-NASCIDO DE RISCO: EXPERIÊNCIA DE UM AMBULATÓRIO NA CIDADE DE
SÃO CARLOS – SP
2 DOR: REPERCUSSÕES NA CRIANÇA HOSPITALIZADA
3 COMPREENDENDO MÃES DE CRIANÇAS COM CARDIOPATIAS DURANTE O PÓS-OPERATÓRIO:
ESTUDO FENOMENOLÓGICO
4 O USO DE SILDENAFIL PARA CRIANÇAS E RECEM NASCIDOS COM HIPERTENSÃO PULMONAR:
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
5 DOENÇA CRÔNICA DA CRIANÇA: REPERCUSSÕES NO FUNCIONAMENTO FAMILIAR
6 CRIANÇA, FAMÍLIA E EDUCADOR NA PERSPECTIVA DE EDUCAÇÃO E SAÚDE: UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA
7 ALEITAMENTO MATERNO APÓS A ALTA HOSPITALAR EM UMA INSTITUIÇÃO AMIGA DA CRIANÇA
8 CONTATO PELE A PELE: CHORO DOS RECÉM-NASCIDOS AO NASCIMENTO E EM SITUAÇÃO DE DOR
9 COMUNICAÇÃO VERBAL E NÃO-VERBAL NA VISÃO DO GRADUANDO DE ENFERMAGEM
10 OBESIDADE INFANTIL: UMA PREOCUPAÇÃO DOS GRADUANDOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DE
ENFERMAGEM
11 CUIDADO CENTRADO NA FAMÍLIA EM ENFERMAGEM PEDIÁTRICA: ESTADO DO CONHECIMENTO NO
BRASIL
12 PROCESSO DE ENFERMAGEM EM EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA SOB A ÓTICA DE HORTA
13 ESTRATÉGIAS DE CUIDADO DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DA FAMÍLIA NO ENSINO DA
ENFERMAGEM PEDIÁTRICA
14 PROGRAMA DE APOIO A INCLUSÃO DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA: UMA POSSIBILIDADE DE
ATUAÇÃO DA ENFERMEIRA
15 O ACOLHIMENTO DE USUÁRIOS/ACOMPANHANTES EM UM PRONTO SOCORRO NA PERSPECTIVA
DOS ENFERMEIROS
16 O MANEJO DA DOR PÓS-OPERATÓRIA EM CRIANÇAS PELOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NA
ÓTICA DAS MÃES
17 A IMPORTÂNCIA DOS CUIDADOS PALIATIVOS NO CONTROLE DA DOR PEDIÁTRICA
18 ASSISTÊNCIA À FAMILIA DA CRIANÇA COM CÂNCER QUE VIVENCIA A FASE TERMINAL
19 ATUALIZAÇÕES NA ASSISTÊNCIA DE E ENFERMAGEM
POLITRAUMATIZADOS
2
A CRIANÇAS E
ADOLESCENTES
Encontro de Enfermagem Pediátrica: Atualidades e Tendências
Escola de Enfermagem/USP
02 e 03 de julho de 2010
1 SEGUIMENTO DO RECÉM-NASCIDO DE RISCO: EXPERIÊNCIA DE UM AMBULATÓRIO NA
CIDADE DE SÃO CARLOS – SP
Francine Ramos Barbosa1
Maria Zilá Rigo Penharvel2
Monika Wernet3
Introdução: O recém-nascido (RN) prematuro é toda criança nascida com idade gestacional menor do
que 37 semanas. Os avanços na Neonatologia têm determinado um aumento na sobrevida dos
prematuros, mas não os eximindo de problemas de saúde futuros, causando preocupação e
investimento dos especialistas na área. Assim, surgiram os serviços de follow- up do RN de risco, que
objetivam a prevenção de morbidades e minimização das seqüelas da prematuridade. Objetivo: O
objetivo deste trabalho é o relato de experiência de um serviço de follow-up do município de São CarlosSP. O Serviço: O Ambulatório de Acompanhamento e Intervenção a Bebês de Risco (SAIBE) nasceu
da necessidade de um seguimento ambulatorial dos bebês que passavam pela Unidade de Cuidados
Intensivos Neonatais (UCIN) da Santa Casa de São Carlos. O SAIBE é fruto de uma parceria entre esta
instituição e a Secretária de Saúde Municipal desta mesma cidade. A equipe multiprofissional é
composta por: pediatras, neuropediatra, fisioterapeutas, fonoaudiólogas e enfermeira. Nos seus
arquivos constam os atendimentos de 479 crianças, sendo que 143 ainda estão em seguimento.
Reflexões sobre a experiência: Nestes anos de existência do serviço pode-se apontar para a
necessidade de investimentos em algumas áreas tais como: infra-estrutura e articulação do SAIBE com
a rede de apoio social, entre outros. Dentre os aspectos positivos destaca-se o forte vínculo com a
equipe, o que promove um atendimento individual e integral à criança, garantindo seus direitos como
cidadã e respondendo à agenda do Sistema Único de Saúde vigente no Brasil.
1
Estudante de Graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de São Carlos, membro do Grupo de
Pesquisa Sistematização da Assistência de Enfermagem e Sistemas de Classificação. E-mail:
[email protected]
2
Enfermeira do SAIBE e da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais da Irmandade de Misericórdia da Santa
Casa de São Carlos.
3
Professora Adjunto I do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de São Carlos, membro do
Grupo de Pesquisa Saúde e Família.
3
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2 DOR: REPERCUSSÕES NA CRIANÇA HOSPITALIZADA
Lívia Bianco*
Carmen Elisa Villalobos Tapia**
Introdução: A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável que é associada a lesões
reais ou potenciais. É sempre subjetiva e quando não tratada adequadamente afeta a qualidade de vida
dos doentes e de seus cuidadores. Na criança, a dor, foi discutida na literatura há um pouco mais de
uma década, quando surgiram trabalhos em avaliação e controle na idade pediátrica. A agência
Americana de Pesquisa e Qualidade em Saúde Pública e a Sociedade Americana de Dor a descrevem
como o quinto sinal vital e deve ser registrado ao mesmo tempo e no mesmo ambiente clínico em que
também são avaliados os outros sinais vitais. Objetivo: identificar a experiência dolorosa e a
caracterização em todos os seus domínios; aferir as repercussões da dor no funcionamento biológico,
emocional e comportamental da criança. Metodologia: Pesquisa de caráter bibliográfico em que
utilizamos livros e periódicos eletrônicos como Lilacs, Bireme, medline e Bdenf, através das palavraschaves: Dor, Assistência de Enfermagem em criança e Cuidado infantil. A busca foi realizada no
período de 1999 a 2009. Resultados: A dor é uma das razões mais comuns da busca por cuidados
médicos, e quando não controlada, é responsável pelo aumento de complicações pós-operatórias, póstraumáticas, prolongamento das internações, aumento dos custos e insatisfação do doente com os
tratamentos, sua prevalência, nos hospitais, varia em torno de 45% a 80%. Conclusão: A enfermagem,
integrante da equipe multidisciplinar, pode influenciar todo trabalho em equipe, através do cuidar
indispensável para que se alcance sucesso na administração da dor.
*Enfermeira Residente do Programa de Enfermagem em UTI-Pediátrica, Hospital e Maternidade Celso Pierro;
PUC-Campinas. [email protected]
** Profa. Dra. Preceptora do Programa de Enfermagem em UTI-Pediátrica, Hospital e Maternidade Celso Pierro;
PUC-Campinas.
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3 COMPREENDENDO MÃES DE CRIANÇAS COM CARDIOPATIAS DURANTE O PÓSOPERATÓRIO: ESTUDO FENOMENOLÓGICO
Kátia de Santana Pi Chillida1
Luciana de Lione Melo2
A maternidade é repleta de desejos e fantasias. A mãe idealiza o bebê e deseja que ele seja saudável.
Porém, quando por qualquer motivo isso não acontece e a criança demanda um cuidado de saúde, a
mãe passa por diversas situações e vivencia ambientes extra-domicílio, como o hospital e,
conseqüentemente procedimentos especializados, muitas vezes complexos. O objetivo deste estudo é
compreender a experiência vivida pela mãe no pós-operatório de cirurgia cardíaca do filho. O acesso
aos sujeitos se deu no Serviço de Enfermagem Pediátrica do Hospital das Clínicas da Unicamp, com
mães que estavam vivenciando o pós-operatório de cirurgia cardíaca do filho, por meio de entrevista
aberta com a seguinte questão norteadora: “conte-me como tem sido para você acompanhar seu filho
após a cirurgia cardíaca”. Os discursos foram gravados e, posteriormente, transcritos. A compreensão
dos discursos maternos se deu pela descrição das experiências de acordo com a modalidade de
pesquisa qualitativa adotada: análise da estrutura do fenômeno situado que se fundamenta na
Fenomenologia. A análise das entrevistas possibilitou a construção das seguintes categorias: O antes, o
agora e o depois. Os discursos mostraram que as mães sentem-se inseguras pelo risco que a cirurgia
implica à criança, pois a possibilidade de morte está presente; as mães vivenciam esta experiência
angustiante e, esperam ansiosamente pela recuperação completa das crianças para então sentirem-se
plenamente felizes; a maior fonte de apoio relatada foi fé em Deus. Espera-se que este estudo possa
subsidiar a atuação dos profissionais favorecendo o acolhimento às mães.
1
Graduanda do 8° semestre do Curso de Graduação em Enfermagem do Departamento de Enfermagem da
Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. E-mail:
[email protected]
2
Professora Doutora do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade
Estadual de Campinas – UNICAMP. Orientadora.
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4 O USO DE SILDENAFIL PARA CRIANÇAS E RECEM NASCIDOS COM HIPERTENSÃO
PULMONAR: CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Maria Francilene Silva Souza1
Juliana de Lima Lopes
Celia Yukiko Osato
Maria Aparecida Batistão Gonçalves
Jurema da Silva Herbas Palomo
Introdução. A hipertensão arterial pulmonar (HAP) é uma síndrome caracterizada por aumento
progressivo na resistência vascular pulmonar levando à sobrecarga e falência do ventrículo direito e
morte prematura. Já a HAP do Recém-nascido (RN) se caracteriza por uma persistência do padrão fetal
após o nascimento, tratando-se de uma doença benigna e de ótimo prognóstico. O tratamento de
ambas é complexo e se faz por meio de diversos medicamentos, dentre eles o sildenafil. Seu uso para o
tratamento de HAP em paciente adulto é consagrado, entretanto em crianças ainda é restrito. É de
extrema importância que os profissionais de enfermagem identifiquem os cuidados para estas crianças
para aprimorar a qualidade da assistência. Objetivo. Identificar os cuidados de enfermagem para
crianças em uso de sildenafil. Método. Foram levantados artigos na base de dados, Medline (20052009) utilizando palavras hipertensão pulmonar, hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido,
sildenafil, inibidores da fosfodiesterase, crianças e recém-nascido. Os estudos foram selecionados e
identificados os cuidados necessários. Utilizou-se também parte da bula do medicamento. Resultados.
Os cuidados de enfermagem dessas crianças consistem em controle rigoroso dos sinais vitais;
monitoramento dos efeitos adversos como cefaléia, tontura; atenção para medicamentos que podem
potencializar os efeitos do sildenafil e orientação da família sobre a doença e tratamento.
Conclusão. O sildenafil é uma medicação nova, embora já esteja comprovada a sua eficácia em
adultos, poucos estudos foram feitos com criança e RN. Assim, é de extrema importância que a
enfermeira esteja presente e atenta aos cuidados destes pacientes em uso de sildenafil.
1
Enfermeira da Terapia Intensiva Unidade Clínica Cirúrgica Pediátrica e Cardiopatia Congênita do Adulto do
Instituto do Coração HCFMUSP. Especialista em Enfermagem Cardiovascular.
[email protected]
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5 DOENÇA CRÔNICA DA CRIANÇA: REPERCUSSÕES NO FUNCIONAMENTO FAMILIAR*
Eliane Aparecida de Oliveira Costa1
Giselle Dupas2
Etelvaldo Francisco Rego Sousa3
Monika Wernet4
INTRODUÇÃO: Com a mudança do perfil epidemiológico brasileiro na contemporaneidade, as doenças
crônicas (DC) passaram a participar fortemente dos índices de morbimortalidade da população. Estudos
sobre DC na criança tendem a se concentrar na discussão do ambiente hospitalar, considerando pouco
que tal situação pode ser vista como estressor que afeta também as relações sociais dentro do sistema
familiar, sobretudo no domicílio. Este estudo tem como objetivo caracterizar o funcionamento da família
diante da DC da criança. METODOLOGIA: Optou-se por um desenho qualitativo que tem o
Interacionismo Simbólico como sustentáculo teórico, a Pesquisa de Narrativa como referencial
metodológico, utilizando entrevistas com famílias para coleta de dados. Como o fenômeno em foco é a
convivência da família com a situação de cronicidade, o local de escolha para realização do estudo foi o
domicílio de famílias moradoras de uma cidade do interior paulista adscritas a Unidades de Saúde da
Família. RESULTADOS: Do processo analítico emergiram quatro categorias principais: “Batendo em
Muitas Portas”, “Vivendo em Função da Doença”, “Sentindo-se mais Seguros” e “Respondendo à
Cronicidade”. CONCLUSÃO: Os elementos que surgiram demonstram que a experiência da família com
uma criança doente crônica deve ser fortemente amparada pelos serviços de saúde em suas múltiplas
facetas, uma vez que a cronicidade é um evento que insere a família num movimento de reorganização
do seu funcionamento. Consideramos que tal relação com os serviços de saúde pode determinar em
muito as respostas da família diante da DC da criança, o que se pretende aprofundar até o final desta
pesquisa.
* Projeto de Iniciação Cientifica em andamento, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo( FAPESP)
1
Graduanda em Enfermagem da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) – e-mail: [email protected]
Doutora em Enfermagem, Professor Associado do Departamento de Enfermagem (DEnf)/UFSCar
3
Graduando em Enfermagem da UFSCar
4
Doutora em Enfermagem, Professor Adjunto do Denf/UFSCar
2
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6 CRIANÇA, FAMÍLIA E EDUCADOR NA PERSPECTIVA DE EDUCAÇÃO E SAÚDE: UM RELATO
DE EXPERIÊNCIA
Etelvaldo Francisco Rego Sousa1
Eliane Aparecida de Oliveira Costa2
Marina Augusto Silveira2
Thaís Müller Dias2
Ellen Cristine Rhamdor Sobrinho2
Monika Wernet3
Elaise Regina Gonçalves Cagnin4
Clovis Wesley Oliveira de Souza5
INTRODUÇÃO: A temática de Educação e Saúde traz desafios na formação de alunos de enfermagem
sensibilizados às potencialidades de uma prática que una o cuidar e o educar. O espaço educacional
infantil oportuniza ao graduando o contato com a tríade criança-família-educadores, podendo esse
aluno ser ora expectador, ora agente transformador, e neste caso, ao passo que transforma também é
transformado pelo ambiente no qual se insere. OBJETIVO: Este relato de experiência objetiva
descrever intervenções desenvolvidas por alunos de graduação em enfermagem da UFSCar, ao longo
de um semestre, no contexto da disciplina de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente, junto à
uma unidade de ensino infantil do interior paulista que atende crianças de 0 a 5 anos.
METODOLOGIA: Na dinâmica da atividade adotou-se uma postura dialógica com a realidade e com os
profissionais nela inseridos de modo a viabilizar um processo de troca de saberes e construção conjunta
das ações educativas. Isto se deu através de observação, escuta e encontros de reflexão e discussão
das práticas, nas quais os alunos propunham atividades e ouviam os profissionais quanto ao ‘fazer
sentido’ que as informações trazidas despertavam. RESULTADOS: Desse processo emergiram dois
núcleos de ação, intitulados: ‘Saúde Bucal’, com foco na criança, e ‘Mundo Microbiano e a Prática com
Crianças’ voltada aos educadores e aos pais. Os alunos desenvolveram estratégias de mobilização de
recursos teóricos e práticos, de diferentes áreas do conhecimento, subsidiando elementos propulsores
de reflexão que impacta diretamente no fazer desses sujeitos.
1
Graduando em Enfermagem pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Email: [email protected]
Graduandas em Enfermagem pela UFSCar.
3
Doutora em Enfermagem. Professor Adjunto do Departamento de Enfermagem (Denf)/UFSCar
4
Mestre em Enfermagem. Enfermeira de Unidade de Assistência à Criança (UAC)/UFSCar
5
Doutor em Microbiologia. Professor Adjunto do Departamento de Morfologia e Patologia (DMP)/UFSCar
2
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7 ALEITAMENTO MATERNO APÓS A ALTA HOSPITALAR EM UMA INSTITUIÇÃO AMIGA DA
CRIANÇA
Fernanda Luciana Calegari1
Carmen Gracinda Silvan Scochi2
Rute Tosta Machado3
Maria Cândida de Carvalho Furtado 2
Adriana Moraes Leite2
Os Hospitais Amigos da Criança são capacitados a desenvolverem medidas que subsidiam o sucesso
da prática do aleitamento materno (AM). O objetivo do presente estudo foi dentificar a duração do (AM)
em lactentes com um ano de vida nascidos em um Hospital Amigo da Criança e os fatores associados
ao desmame e à manutenção dessa prática até um ano de idade. Foram obtidas informações maternas
e neonatais, através de 50 prontuários e por meio da busca telefônica, que possibilitou a análise
comparativa entre o grupo de crianças amamentadas e não amamentadas. Constatou-se que 20
crianças (40%) permaneceram em aleitamento materno até doze meses e 15 dias de vida. Dentre as 30
crianças (60%) que não permaneceram em aleitamento materno neste período, destaca-se como causa
atribuída ao desmame, segundo as mães, 19 (38%) por intercorrências maternas, sendo, 7 (14%)
relacionadas ao trabalho, 3 (6%) referentes às dificuldades em amamentar, 1(2%) por problemas
emocionais, 1 (2%) por mamoplastia, 1 (2%) por trauma mamilar, 1 (2%) referente aos estudos, 2 (4%)
por orientação médica, e 3 (6%) por hipogalactia. As demais, 11 (22%) relacionadas às intercorrências
neonatais, sendo 1 (2%) por torcicolo muscular, 7 (14%) mamadeira, 2 (4%) desistência do seio
materno, 1 (2%) obstrução nasal. Com base nos resultados obtidos conclui-se que a duração do
aleitamento materno foi de sete meses e 18 dias e a dificuldade em conciliar o trabalho com o
aleitamento materno foi o único fator que mostrou associação (p= 0,003) ao desmame durante o
primeiro ano de vida.
1. Aluna o Programa de Pós Graduação em Saúde Pública do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e
Saúde-Púbica da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto.
2. Docentes do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde-Púbica da Escola de Enfermagem de
Ribeirão Preto.
3. Aluna de Graduação em licenciatura em Enfermagem da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto.
Contato: [email protected]
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8 CONTATO PELE A PELE: CHORO DOS RECÉM-NASCIDOS AO NASCIMENTO E EM SITUAÇÃO
DE DOR
Raquel Bosquim Zavanella Vivancos1
Carmen Gracinda Silvan Scochi2
Luciana Mara Monti Fonseca2
Adriana Moaraes Leite2
O choro é considerado um indicador de estresse, podendo ser desencadeado por procedimentos
dolorosos ou não. O objetivo do estudo foi investigar a efetividade do contato pele a pele entre mãe e
filho após o nascimento, na redução do estresse/dor manifestado pelo choro do RN, decorrente injeção
intramuscular da vacina contra Hepatite B. 39 RN a termo colocados (grupo A) ou não (grupo B) em
contato pele a pele junto às suas mães após o nascimento, foram comparados quanto ao tempo de
choro antes, durante e após a injeção. Durante o período de contato 19 RN (95%) permaneceram em
silêncio, sem manifestar qualquer vocalização audível, apesar de estarem completamente acordados e
ativos sobre o tórax de suas mães. Dentre os RN pertencentes ao grupo B, 15 (75%) apresentaram
episódios de choro não cronometrados enquanto aguardavam em berço aquecido, o início da coleta de
dados. Numa análise intragrupo, observou-se que os RN de ambos os grupos choraram por mais tempo
durante a fase de recuperação. Apesar de o grupo colocado em contato pele a pele ter apresentado
médias de tempo de choro maiores em todas as fases, bem como no total do período de coleta, não
houve diferença estatística entre os grupos. O efeito do contato na diminuição do tempo de choro dos
RN, não foi demonstrado estatisticamente. Clinicamente a Síndrome do Chamado pelo Estresse foi
observada, bem como a efetividade do período de contato, na modulação do comportamento de choro
dos neonatos, enquanto estes estiveram sob o momento terapêutico.
1. Enfermeira do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde-Púbica da Escola de Enfermagem de
Ribeirão Preto.
2. Docentes do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde-Púbica da Escola de Enfermagem de
Ribeirão Preto.
Contato: [email protected]
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Escola de Enfermagem/USP
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9 COMUNICAÇÃO VERBAL E NÃO-VERBAL NA VISÃO DO GRADUANDO DE ENFERMAGEM
Ana Camila de Cica Ciconelo Baldo1
Ana Claudia Leite Moneia2
Claudio Oliveira Assumpção3
INTRODUÇÃO: O presente estudo analisou a percepção dos graduandos de Enfermagem quanto à
importância e a compressão sobre a comunicação verbal e a comunicação não-verbal. Percebeu-se que
os graduandos necessitam de informações sobre a comunicação verbal e a não-verbal, pois apesar de
conseguir detectar, muitas vezes a sua interpretação é feita de modo errôneo, deixando transparecer
uma superficialidade do tema. OBJETIVOS: Identificar a percepção dos graduandos em enfermagem
quanto à importância da comunicação verbal e não-verbal no contato com o paciente/familiar.
MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, de campo, com abordagem qualitativa. RESULTADOS:
Os resultados mostram que a compreensão sobre a comunicação verbal ainda é vista como grafismo e
sons comumente utilizados na nossa comunicação formal. O processo de comunicação em saber
decodificar – ouvir e falar – é um elemento extremamente apontado como fortalecedor do vinculo entre
o Enfermeiro e o paciente / familiar. Quanto à comunicação não-verbal, ainda é um elemento a ser
reconhecido entre esses estudantes que, não foram capazes de caracterizar nela a importância da sua
função. CONCLUSÃO: Há uma falta de informação sobre o tema comunicação entre os graduandos de
Enfermagem, e a necessidade de abordá-lo para o desenvolvimento de sua melhor formação
profissional. Percebemos que existe a compreensão quanto às necessidades que facilitam o vinculo
profissional, mas a ação que transforma essa atitude em beneficio ao paciente ainda é uma questão
distante e abstrata ao estudante.
1
Graduando em Enfermagem - Faculdade Integração Tietê- FIT. e-mail. - [email protected]
Coordenador e Docente da Faculdade Integração Tietê, Curso de Enfermagem – FIT – Tietê-SP.
3
Coordenador e Docente da Faculdade Integração Tietê, Curso de Educação Física – FIT – Tietê-SP.
2
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10 OBESIDADE INFANTIL: UMA PREOCUPAÇÃO DOS GRADUANDOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E
DE ENFERMAGEM
Ana Camila de Cica Ciconelo Baldo1
Naiara Pizzol de Oliveira2
Carlos André Salvadeo Junior3
Claudio Oliveira Assumpção4
Ana Claudia Leite Monéia5
Christiano Bertoldo Urtado6
INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas houve aumento nos índices de obesidade e sobrepeso em
crianças, tornando um caráter epidêmico em países desenvolvidos/desenvolvimento. Acredita-se que
escolas privadas apresentam índice de obesidade elevado, não havendo diferença entre gêneros. Os
avanços tecnológicos estão presentes em nossas vidas, inclusive nas crianças, pois muitas não
praticam atividade física, substituindo por jogos, computadores e TV, elevando o índice de obesidade
infantil, aumentando o risco de doenças dela advindas. OBJETIVO: Observar diferenças nas alterações
antropométricas das crianças vinculadas ao ensino público e privado. MÉTODO: Participaram do estudo
77 crianças (idade entre 9 e 11 anos). Divididas em 2 grupos (G1 Tietê n=28 e G2 Agudos n=49), no G1
tinhamos 20 meninos e 8 meninas e no G2, 32 meninos e 17 meninas. As pregas cutâneas (triciptal,
subescapular) foram avaliadas com a utilização de adipômetro clinico, a circunferência foi mensurada
através de fita antropométrica, para estatura fita métrica com comprimento de 150 cm e para o peso
uma balança A partir dos dados determinou-se o percentil de gordura e IMC. RESULTADOS: Os
resultados não apontam diferenças significativas entre os 2 grupos, contrapondo achados anteriores de
Costa (2006), deixando assim aberta lacuna para outras pesquisas, para detectar a interferência do
meio e dos hábitos alimentares na composição corporal das crianças. CONCLUSÕES: Não se deve
atribuir maior prevalência da obesidade relacionada aos aspectos socioeconômicos, nem aos diferentes
hábitos alimentares. Porem é evidente que alimentação saudável e prática de exercícios regulares
modificam as variáveis antropométricas podendo prevenir doenças degenerativas como a obesidade.
1
Graduando em Enfermagem - Faculdade Integração Tietê- FIT. e-mail - [email protected]
Graduando em Enfermagem - Faculdade Integração Tietê- FIT.
3
Graduando em Enfermagem - Faculdade Integração Tietê- FIT.
4
Coordenador e Docente da Faculdade Integração Tietê, Curso de Educação Física – FIT – Tietê-SP.
5
Coordenador e Docente da Faculdade Integração Tietê, Curso de Enfermagem – FIT – Tietê-SP.
6
Docente da Faculdade Integração Tietê, Curso de Educação Física – FIT – Tietê-SP.
2
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Encontro de Enfermagem Pediátrica: Atualidades e Tendências
Escola de Enfermagem/USP
02 e 03 de julho de 2010
11 CUIDADO CENTRADO NA FAMÍLIA EM ENFERMAGEM PEDIÁTRICA: ESTADO DO
CONHECIMENTO NO BRASIL
Andréia Cascaes Cruz1
Patrícia Stella Sampaio1
Simone Isidoro Prado2
Margareth Angelo3
Introdução: O Cuidado Centrado na Família é um modelo de cuidar que vem se desenvolvendo no
mundo nos últimos cinquenta anos e tem se tornado central à área de Enfermagem Pediátrica.
Objetivo: Identificar o conhecimento produzido na área de enfermagem pediátrica não Brasil, acerca do
Cuidado Centrado na Família. Metodologia: O presente estudo foi realizado segundo a metodologia da
revisão integrativa da literatura. A questão norteadora da revisão foi: “O que vem sendo produzido em
relação ao Cuidado Centrado na Família na área de enfermagem pediátrica no Brasil?” Foram
empregadas as seguintes bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe das Ciências da
Saúde (Lilacs), Scientific Eletronic Library Online (Scielo), Base de Dados de Enfermagem (BDENF).
Resultados: A amostra final consistiu em 34 artigos. Os artigos foram analisados e organizados em três
categorias: 1) A experiência da família na doença e hospitalização da criança; 2) A experiência da
equipe de saúde e do estudante de enfermagem no cuidado à criança e à família: 3) Relações entre
família e equipe de saúde. Conclusão: A produção na área de enfermagem pediátrica no Brasil acerca
de Cuidado Centrado na Família ainda está centrada na descrição das experiências dos elementos
envolvidos no processo de cuidado. O desenvolvimento do conceito e as aplicações deste modelo de
cuidado na prática ainda são pouco desenvolvidas em nosso meio. Os artigos nacionais carecem de
vinculação com construtos que fundamentem e atribuam maior consistência à produção sobre o cuidado
centrado família.
1
Mestrandas na Área de Enfermagem Pediátrica do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Escola
de Enfermagem da Universidade de São Paulo.
2
Mestre em Cuidado em Saúde pela EE – USP. Enfermeira Assistencial Hospital São Camilo.
3
Professora Titular do Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Materno-Infantil da Escola de
Enfermagem da Universidade de São Paulo.
e-mail: [email protected]
13
Encontro de Enfermagem Pediátrica: Atualidades e Tendências
Escola de Enfermagem/USP
02 e 03 de julho de 2010
12 PROCESSO DE ENFERMAGEM EM EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA SOB A ÓTICA DE HORTA
*SILVA, Ana Claudia R
PASTORELLI, Camila F
ROSSI, Elisa M
FARIA, Maria Isabel
BEZERRA, Raquel C.M
**GUARESCHI, Ana Paula
Acidentes com crianças são frequentes e exigem uma assistência de qualidade a fim de garantir e
preservar sua saúde, visto que a prestação de atendimento imediato pode significar a diferença entre a
vida e a morte dessas crianças ou entre a recuperação e a incapacidade. A excelência na qualidade da
assistência é conseguida principalmente, com a implementação da Sistematização da Assistência de
Enfermagem (SAE), de fundamental importância para que o enfermeiro possa gerenciar e otimizar suas
ações, e, além disso, contribui para a melhora significativa das condições clínicas do indivíduo e
acolhimento de sua família. Para fundamentar a prática o enfermeiro deve adotar uma teoria, que irá
nortear as etapas da sistematização, abordado neste estudo através do Processo de Enfermagem, da
teorista Wanda de Aguiar Horta. Considerando a importância da implementação da SAE nas unidades
de emergências pediátricas e devido a escassez de publicações nas bases de dados consultadas sobre
essa temática justificamos a realização deste estudo que tem como objetivo descrever o processo de
enfermagem segundo o modelo de Wanda. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de caráter descritivo
e exploratório, embasada na revisão da literatura nacional e internacional, realizada no período de 2001
a 2010. Os resultados nos levam a repensar a qualidade da assistência prestada à criança e mostram a
importância da aplicação do processo de enfermagem para um atendimento humanizado e seguro.
Conclui-se que a implementação da SAE em um serviço de emergência pediátrica é um importante
instrumento de trabalho do enfermeiro e da equipe de enfermagem.
*Alunas
Graduandas
8°sem.
Enfermagem
do
Centro
**Prof. Ms. Em Enfermagem Pediátrica do Centro Universitário São Camilo
E-mail: [email protected]
14
Universitário
São
Camilo
Encontro de Enfermagem Pediátrica: Atualidades e Tendências
Escola de Enfermagem/USP
02 e 03 de julho de 2010
13 ESTRATÉGIAS DE CUIDADO DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DA FAMÍLIA NO ENSINO DA
ENFERMAGEM PEDIÁTRICA
Cristina Brandt Nunes1
Maria Angélica marcheti Barbosa2
Marisa Rufino Ferreira Luizari3
INTRODUÇÃO: A meta do ensino da Enfermagem Pediátrica, no curso de graduação da Universidade
Federal de Mato Grosso do Sul, é contextualizar o cuidado da criança e do adolescente em cenários de
promoção da saúde e prevenção de doenças. As ações são centradas na saúde da criança, do
adolescente e da família. Pensar a situação da criança e do adolescente e da família respeitando
aspectos culturais e epidemiológicos exigem do estudante e dos professores mudanças de paradigmas.
OBJETIVO: Possibilitar ao estudante vivenciar a prática profissional em diferentes cenários de atenção
à saúde da criança e do adolescente em uma abordagem que inclua a família. MÉTODO: Eleição de
cenários e de estratégias metodológicas facilitadoras para a assistência sistematizada à criança, ao
adolescente e à família em comunidade, unidades de saúde, casa de apoio a crianças e adolescentes,
escola, centro de educação infantil, instituição de atendimento à criança e ao adolescente deficientes e
unidade de internação hospitalar. RESULTADOS: Envolvimento do estudante com a criança, o
adolescente, a família e a comunidade; melhor compreensão das estratégias de atenção em saúde;
busca por soluções conjuntas às situações levantadas e integração com a equipe de saúde.
CONSIDERAÇÕES FINAIS A compreensão da importância de se pensar a saúde da criança e do
adolescente inseridos no contexto social e familiar possibilitou ao estudante elaborar diversas maneiras
de assistir a essa clientela respeitando sua singularidade e oportunizou propor ações que atendessem
às necessidades de saúde encontradas, levando-se em consideração as políticas públicas de saúde.
1
Enfermeira Pediatra. Doutora em Ciências. Professora Adjunta da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Departamento de Enfermagem.
2
Enfermeira Especialista em Metodologia de Ensino Superior. Mestre em Enfermagem Pediátrica. Professora
Assistente do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Departamento de
Enfermagem. [email protected]
3
Enfermeira Pediatra. Mestre em Enfermagem Pediátrica. Professora Adjunta da Universidade Federal de Mato
Grosso do Sul - Departamento de Enfermagem.
15
Encontro de Enfermagem Pediátrica: Atualidades e Tendências
Escola de Enfermagem/USP
02 e 03 de julho de 2010
14 PROGRAMA DE APOIO A INCLUSÃO DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA: UMA POSSIBILIDADE
DE ATUAÇÃO DA ENFERMEIRA
BARBOSA MAM1
PETTENGILL MAM2
Introdução: a presença do deficiente na escola comum é um direito assegurado por lei. No entanto,
para que se concretize é preciso o desenvolvimento de estratégias que auxiliem sua efetiva inclusão.
Objetivo: relatar a participação da enfermeira em um Programa de Apoio a Inclusão (PAI). O
programa: as crianças em período de transição da escola especial para a escola comum são inseridas
no PAI, onde suas famílias são atendidas por equipe multidisciplinar. À enfermeira compete a avaliação
das famílias das crianças, a fim de identificar suas forças e recursos para lidar com as dificuldades de
adaptação da criança na escola comum; avaliação das capacidades adaptativas e de desenvolvimento
da criança; reunião com a equipe pedagógica das escolas comuns, para planejar ações que promovam
a adaptação; acompanhamento das famílias; e reuniões de avaliação dos processos. Quando a família
recebe alta do PAI, avalia sua participação e as ações realizadas. Resultados: no ano de 2007 oito
famílias foram atendidas. Em suas avaliações destacaram como elementos facilitadores para a inclusão
de seus filhos, o suporte oferecido pela instituição de reabilitação, as informações recebidas pela equipe
de saúde, a parceria na realização das tarefas de adaptação da criança entre a família e a equipe da
escola comum, a oportunidade para compartilhar suas vivências com outras famílias. Conclusão:
destaca-se a relevância da interação entre a família e as equipes multiprofissionais do PAI e da escola
comum para a promoção da inclusão educacional e social das crianças, bem como para o
empoderamento das famílias.
1
Mestre em Enfermagem. Professora Assistente do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de
Mato Grosso do Sul – UFMS/MS - Brasil. Doutoranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação do
Departamento
de
Enfermagem
da
Universidade
Federal
de
São
Paulo
–
UNIFESP/SP.
[email protected]
2
Doutora em Enfermagem. Professora Adjunto da Disciplina Enfermagem Pediátrica da Escola Paulista de
Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP/SP – Brasil.
16
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15 O ACOLHIMENTO DE USUÁRIOS/ACOMPANHANTES EM UM PRONTO SOCORRO NA
PERSPECTIVA DOS ENFERMEIROS
Ellen Maria Reimberg da Silva1
Daisy Maria Rizatto Tronchin2
O acolhimento diz respeito à relação com o usuário que se dirige aos serviços de saúde. O
objetivo foi compreender a experiência dos enfermeiros acerca do acolhimento dos usuários em um
pronto socorro infantil (PSI) de um hospital de ensino. Trata-se de uma investigação de abordagem
qualitativa, realizada no PSI do Hospital Universitário da USP. As participantes foram oito enfermeiras
que atuavam no cenário do estudo. Os dados foram coletados de março a maio de 2009, por meio de
entrevistas semi-estruturadas. As entrevistas gravadas foram transformadas em narrativas e analisadas
segundo o método de análise de conteúdo. Emergiram quatro categorias: o significado do acolhimento:
concepções e atitudes profissionais; o acolhimento: do real ao ideal; a atuação do enfermeiro na
vivência da implantação das mudanças e o processo de acolher: fatores intervenientes. A interpretação
e análise dos resultados deram-se à luz dos referenciais teóricos de acolhimento e qualidade da
assistência em saúde. As concepções e as atitudes foram marcadas pela empatia, disponibilidade para
atender o outro e sensibilidade. As mudanças no processo de trabalho foram reconhecidas e expressas
pela individualização da assistência, pelo reconhecimento da presença de um ou mais acompanhante,
por modificações no ambiente e na atitude dos profissionais de saúde. O estudo permitiu compreender
a experiência das enfermeiras acerca do acolhimento construída ao longo do processo de trabalho,
caracterizada, sobretudo, pelo relacionamento interpessoal, postura profissional e a comunicação.
Acredita-se que os resultados encontrados poderão subsidiar as reformulações necessárias para a
efetivação do acolhimento dos usuários/acompanhantes.
1
Enfermeira bacharelada e licenciada pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo - USP -, São
Paulo (SP), Brasil. ([email protected])
2
Professora Doutora do Departamento de Orientação Profissional da Escola de Enfermagem da Universidade de
São Paulo - USP -, São Paulo (SP), Brasil
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16 O MANEJO DA DOR PÓS-OPERATÓRIA EM CRIANÇAS PELOS PROFISSIONAIS DE
ENFERMAGEM NA ÓTICA DAS MÃES
Brisa Soldatelli Strabelli1
Lucila Castanheira Nascimento2
Fernanda Cristina Queiroz Gomes de Almeida3
Lisabelle Mariano Rossato4
Adriana Moraes Leite2
Regina Aparecida Garcia de Lima2
O manejo da dor pós-operatória na criança é um fenômeno complexo, multidimensional e subjetivo. A
questão da dor em crianças é ainda mais dramática quando comparada a dos adultos, tendo em vista
os diferentes estágios de crescimento e desenvolvimento, as experiências limitadas e a pouca ou
nenhuma verbalização. As mães têm o conhecimento e a experiência em detectar discreta mudança no
comportamento de seu filho, podendo oferecer valiosa contribuição no seu cuidado e, em particular,
com relação à avaliação e manejo da dor. O objetivo deste trabalho foi compreender como as mães
avaliam o manejo da dor de seus filhos, pela equipe de enfermagem, no pós-operatório tardio de
cirurgia cardíaca. A coleta de dados empíricos foi realizada por meio de entrevista semiestruturada com
17 mães que acompanharam seus filhos no pós-operatório de cirurgia cardíaca de uma clínica
pediátrica de um hospital público do interior paulista. Procedemos à análise qualitativa dos dados e
apreendemos que, para as mães, cuidar bem é resultante da confiança que elas depositam na equipe
de enfermagem e da observação das intervenções medicamentosas realizadas. Não cuidar bem é
consequência da falta de informação ou comunicação inadequada entre equipe e mães. Os resultados
deste estudo possibilitam identificar aspectos que fortalecem e fragilizam o cuidado de enfermagem a
essa clientela, contribuindo para a melhoria do cuidado prestado.
Descritores: criança; dor pós-operatória; mães; cuidadores; equipe de enfermagem; enfermagem
pediátrica.
1 Enfermeira da Estratégia Saúde da Família da Unidade Básica de Saúde “Dr. José Maria Coura”, São Bernardo
do Campo-SP, graduada pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo
(EERP/USP), Centro Colaborador da OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Brasil. E-mail:
[email protected]
2 Enfermeira. Docente junto ao Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública da EERP/USP,
Centro Colaborador da OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Brasil. Capítulo Rho Upsilon,
Sigma Theta Tau International, Honor Society of Nursing. E-mail: [email protected]
3 Enfermeira, Mestre em Enfermagem em Saúde Pública pela EERP-USP.
4 Enfermeira, Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiátrica da Escola de
Enfermagem da Universidade de São Paulo.
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17 A IMPORTÂNCIA DOS CUIDADOS PALIATIVOS NO CONTROLE DA DOR PEDIATRICA
Monica Bimbatti Cesar1
Caroline Freire2
Lilian Simone da Silva Farias2
Marisa de Gois Cherobim2
Introdução: O foco do cuidado paliativo é fornecer assistência visando o atendimento humanizado e o
controle da dor, aliviando os sintomas, não sendo somente para fins curativos. A duração da fase dos
cuidados paliativos em criança é maior, por se encontrar em processo de amadurecimento físico,
emocional e social influenciando nos sintomas físicos, psicológicos e espirituais, sendo de extrema
importância transmitir segurança e apoio para a criança no tratamento. Objetivos: Evidenciar a
importância da realização dos cuidados paliativos na pediatria desde o momento do diagnóstico,
visando proporcionar o conforto, dignidade e o atendimento humanizado tanto para a criança quanto
para a família. Método: Revisão bibliográfica e busca informatizada nas bases de dados eletrônicos
Scielo, LILACs. Resultados e discussão: A essência do cuidar é mais abrangente do que o curar, pois
exige uma equipe interdisciplinar complexa e treinada, para oferecer a abordagem adequada à criança
e ao familiar visando todos os aspectos e sofrimentos tanto físicos, quanto psicológicos que norteiam a
doença. Para se ter uma melhora na qualidade de vida da criança é importante proporcionar o controle
da dor física e psicológica o que exige a integração de diversos especialistas. É fundamental que o
cuidado paliativo seja introduzido de forma precoce, pois o seu atraso pode prejudicar imensamente o
tratamento perdendo a oportunidade de promover um cuidado abrangente tanto para a criança quanto
para a família.
I Docente do Centro Universitário São Camilo e Mestre em Enfermagem Obstétrica.
II Graduandos 7º semestre do Curso de Graduação em Enfermagem do Centro Universitário São Camilo, São
Paulo, Campus Pompéia.
E-mail: [email protected]
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18 ASSISTÊNCIA À FAMILIA DA CRIANÇA COM CÂNCER QUE VIVENCIA A FASE TERMINAL
Raquel Candido Ylamas Vasques1
Caroline Freire2
Lilian Simone da Silva Farias2
Marisa de Gois Cherobim2
Introdução: O câncer é um tema difícil de ser abordado, porém é de extrema importância que haja
conversas com a criança para falar de seu estado atual, principalmente se a situação esta em transição
da fase curativa para a paliativa. Quando a morte é iminente ocorre por parte da família o processo de
negação, o que dificulta o envolvimento e a abordagem junto à criança oncológica, sendo fundamental
que os familiares passem por um acompanhamento psicológico a fim de acolher e fornecer suporte
emocional. Objetivos: Evidenciar a dificuldade da família no enfrentamento da doença, a fim de
proporcionar informação adequada para as diversas situações, como morte e luto, além de descrever os
aspectos psicoemocionais da criança e família. Método: Revisão bibliográfica e busca informatizada
nas bases de dados eletrônicos Scielo, LILACs. Resultados e discussão: O câncer traz efeitos físicos,
psicológicos e emocionais devastadores, causando desorganização para criança e sua família, pois
causa impacto negativo e de tensão. Com o surgimento da doença o sentimento de frustração, perda e
dor são imediatos, logo é fundamental a equipe de saúde proporcionar assistência humanizada e apoio
emocional à família para oferecer o necessário conforto já que a enfermagem tem como essência o
cuidar, alem de estimular que a família estabeleça interação com a criança, mantendo-a ciente do que a
doença acomete, podendo utilizar métodos alternativos para realizar esta comunicação, como a
linguagem lúdica. Conclusões: A criança com câncer, afeta os familiares exigindo reflexões e
adaptações, onde a assistência, atenção e o dialogo fornecido pela equipe de saúde são
imprescindíveis para auxiliar no enfrentamento da doença.
Descritores: Oncologia Infantil. A família da criança oncologica. Criança oncológica e o familiar.
I Docente do Centro Universitário São Camilo e Mestre em Enfermagem Pediátrica.
II Graduandos 7º semestre do Curso de Graduação em Enfermagem do Centro Universitário São Camilo, São
Paulo, Campus Pompéia.
E-mail: [email protected]
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19 ATUALIZAÇÕES NA ASSISTÊNCIA DE E ENFERMAGEM A CRIANÇAS E
ADOLESCENTES POLITRAUMATIZADOS
Beck, Ana Raquel Medeiros 1
Silva, Juliana Bastoni da2
Leite, Tânia Maria Coelho3
Introdução: O trauma é a principal causa de morbimortalidade em crianças e adolescentes, sendo um
importante problema de saúde pública. O atendimento inicial no trauma é extremamente importante e irá
refletir em seu prognóstico. Objetivo: disponibilizar dados recentes sobre esta temática a alunos e
profissionais de enfermagem. Método: revisão da literatura nas bases de dados Scielo, LILACS,
Bireme/BVS, PubMed/MedLine, e PsycInfo e de busca não-sistemática. Os resultados da revisão oferecem
subsídios e princípios gerais do atendimento à criança/adolescente em situação de emergência através de:
orientações para o atendimento pré-hospitalar (APH); considerações específicas da criança
politraumatizada; assistência de enfermagem durante a avaliação inicial do politraumatizado que consiste
na abertura das vias aéreas, avaliação da respiração, circulação, nível de consciência, exposição do corpo
e controle de temperatura da vítima (A, B, C, D e E); utilização do processo de enfermagem desde a coleta
de dados, diagnóstico, execução dos cuidados, avaliação e as contribuições para uma assistência de
enfermagem com qualidade. Conclusões: Para um atendimento eficaz de uma criança/adolescente
politraumatizado é necessária uma interação harmoniosa entre os diferentes profissionais envolvidos e
uma organização sistemática, onde cada um execute com precisão suas funções. O enfermeiro que atua
na emergência necessita de treinamento e capacitação contínua, deve conhecer as particularidades
anatômicas e fisiológicas da criança que interferem na qualidade do atendimento, bem como prevenir
iatrogenias, bem como, identificar e atuar nas possíveis complicações pós-trauma, lembrando que a
assistência à criança/adolescente numa situação de politraumatismo deve ser sistematizada e
multidisciplinar, visando o restabelecimento da vítima.
Palavras-chave: trauma, trauma pediátrico, exame primário, exame secundário e reanimação.
1
Enfermeira, mestre em enfermagem e doutora em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Estadual
de Campinas, Professora do Depto. de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas – Unicamp.
[email protected]
2
Enfermeira, mestre pela Unicamp, professora do Depto. de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas –
Unicamp.
3
Enfermeira, mestre e doutoranda pela Unicamp, Professora do Colégio Técnico de Campinas – Unicamp.
21
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ANAIS do Encontro - Escola de Enfermagem da USP