LEVANTAMENTO DO PROGRAMA DE GESTÃO PARTICIPATIVA COM ENFÂSE NO MEIO AMBIENTE NO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO/AC ALAN DE LUCENA DANTAS BELO HORIZONTE / MG 2010 ALAN DE LUCENA DANTAS LEVANTAMENTO DO PROGRAMA DE GESTÃO PARTICIPATIVA COM ENFÂSE NO MEIO AMBIENTE NO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO/AC Monografia apresentado ao Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais, como parte das exigências do curso de PósGraduação Lato Sensu em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais, para a obtenção do título de especialista em Conselheiros Nacionais. Orientador: Prof. Msc. Renato Moraes BELO HORIZONTE / MG 2010 ALAN DE LUCENA DANTAS LEVANTAMENTO DO PROGRAMA DE GESTÃO PARTICIPATIVA COM ENFÂSE NO MEIO AMBIENTE NO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO/AC Monografia apresentado ao Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais, como parte das exigências do curso de PósGraduação Lato Sensu em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais, para a obtenção do título de especialista em Conselheiros Nacionais. APROVADA em ___ de __________ de 2010. Prof. _________________________________ Prof. _________________________________ Prof. Msc. Renato Moraes UFMG (Orientador) BELO HORIZONTE / MG 2010 Dedico este trabalho de pesquisa ao amigo Prof. Marcos Afonso, (in memoriam), que nos deixou precocemente vítima da barbárie urbana. Saudades amigo... AGRADECIMENTOS Há DEUS pela presença constante; Aos meus Pais que apesar da distância me mantêm fortalecido; Aos meus irmãos, em especial ao saudoso Francisco Cartaxo; Ao Professor, orientador e Mestre Renato Moraes – UFMG; Agradeço a minha noiva Katya Ferraz, pela paciência e solidariedade; Agradeço aos amigos e colegas da Prefeitura Municipal de Porto Acre, meu atual ambiente de trabalho; Aos companheiros da Prefeitura Municipal de Rio Branco, em especial o sempre companheiro Evandro Luzia; Aos amigos Pedro Gustavo e Fabiana Santos, pelas palavras de força e coragem, além de confiança; Aos Amigos e colegas Acreanos. “A prisão foi abalada, e suas portas abertas, mas, a menos que saiamos de nossas celas e sigamos em direção à luz da liberdade, ainda permanecemos sem verdadeira remissão” Donald Bloesch RESUMO O presente trabalho pretende mostrar que no Brasil é evidente que já existe um processo em curso, voltado para uma maior participação popular e exercício da cidadania, através de ferramentas, como o Orçamento Participativo e Controle Social, evidentemente do Orçamento Público. Este trabalho de pesquisa tem como objetivo informar a importância do Programa de Gestão Participativa de Rio Branco, como também, mostrar que a pratica da participação popular, já é uma realidade, mesmo sendo entendida como um novo paradigma, que ainda precisará ser muito exercitado. A pesquisa se deu através da caracterização do PGP, onde foi levantado seu histórico e metodologia, descrição da área pesquisada, ou seja, o próprio município de Rio Branco, além de revisão bibliográfica a partir de fontes primárias e secundárias, como também análise de documentos. Através desses resultados e fontes pesquisadas chegamos a uma série de evidências, que torna possível a veracidade das informações e prática do Orçamento Participativo, ou Programa de Gestão Participativa. Palavras-chave: Orçamento, Participação, Meio Ambiente e Comunidade. ABSTRACT This present work intends to show that, Brazil it is obviously this, already exist a process going on, about a major popular participation and citizenships rights, by the use of specific tools such as participatory budgeting and social control, from the public budgeting. This research work has the main purpose to inform that how important is the Participative Management Program of the city of Rio Branco, and also, show this the Popular Participation is a reality, even been understood as a new paradigm that still need to be exercised. This research was carried by the characterization of the PGP, where it was analyzed the history and methodology, description of the researched area, it means, the city of Rio Branco, beyond bibliographic research from primary and secondary sources and also analyzing documents. Based on these results and researched sources, we reach a series of evidences, those make it possible the accuracy of these information and the practice of the participatory budgeting or Participative Management Program. Keywords: budget, participation, environment and community. SUMÁRIO Resumo......................................................................................................................07 Abstract......................................................................................................................08 Lista de Siglas............................................................................................................11 Lista de Figuras, Tabela e Anexos.............................................................................12 CAPÍTULO I – Introdução.........................................................................................13 1.1 Problematização...................................................................................................15 1.2 Objetivos...............................................................................................................16 1.2.1 Objetivo Geral....................................................................................................16 1.2.2 Objetivos Específicos........................................................................................16 1.3 Metodologia..........................................................................................................17 CAPÍTULO II – Fundamentação Teórica: Orçamento Público......................................................................................................................18 2.1- Conceito..............................................................................................................18 2.2- Orçamento Público no Brasil e Marcos Legais...................................................19 2.3- Responsabilidades Compartilhadas....................................................................21 CAPÍTULO III – Histórico do Município de Rio Branco, Histórico e Metodologia do PGP e resultados da pesquisa de campo.........................................................23 3.1- Histórico do Município de Rio Branco.................................................................23 3.2- Histórico e Metodologia do Programa de Gestão Participativa...........................24 3.2.1- O PGP na composição do Orçamento Anual...................................................27 3.2.2- Etapas da elaboração do Orçamento Anual do PGP.......................................28 3.2.2.1- Diretrizes do PGP.........................................................................................28 3.2.2.2- O Processo Metodológico.............................................................................29 3.2.2.3- Critérios para distribuição dos recursos - Regional Urbana..........................32 3.2.2.4- Formato da Organização do Conselho.........................................................32 3.3- Resultados da Pesquisa de Campo....................................................................35 CAPÍTULO IV – Considerações Finais...................................................................38 4.1 Considerações finais............................................................................................38 V – Referências Bibliográficas................................................................................40 VI – ANEXOS LISTA DE SIGLAS ZAP – Zona de Atendimento Prioritário. ZED – Zona Especial de Desenvolvimento. PGP – Programa de Gestão Participativa. SEFAZ – Secretaria de Estado da Fazenda do Acre. IBAMA/AC – Instituto Brasileiro de Meio Ambiente do Estado do Acre. ZEE/AC – Zoneamento Econômico Ecológico do Estado do Acre. SEMEIA – Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rio Branco. SEMSUR – Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. SEAPROF – Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar. LOA – Lei Orçamentária Anual. LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias. LRF – Lei de Responsabilidade Federal. PPA – Plano Plurianual. UTRE – Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos. OP – Orçamento Participativo. RC – Receita Própria. 11 LISTA DE FIGURAS FIGURA 01 – Mapa das Regionais Urbanas. FIGURA 02 – Estratégia de Governo. FIGURA 03 – Estrutura de Planejamento e Gestão. FIGURA 04 – Processo de Decisão. FIGURA 05 – Organização do Conselho. LISTA DE TABELA TABELA 01 – Tabela Descritiva referente ao PPA, LDO e LOA. LISTA DE ANEXOS ANEXO A – Execução e acompanhamento do PGP. ANEXO B – Relação dos Bairros que compõe as 07 Regionais Urbanas. ANEXO C – Modelo de Questionário de entrevista aplicado nos Bairros. 12 CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO As recentes transformações que vêm contribuindo para romper as resistências, à ampliação das diversas instituições da democracia participativa no país, em nível social- econômico, as mudanças no mundo do trabalho, decorre do processo atual que vive os países globalizados. “O surgimento de novas formas de intervenção civil, organizadas em torno de uma política de direitos e de prestação de contas, indica a presença de um salutar processo de renovação política na região, processo este destinado a unificar dois elementos que a tradição democrática populista mantinha separados: a democracia e o constitucionalismo.” (PERUZZOTTI, 2000, p. 03) O Estado do Acre localizado na Amazônia Ocidental se destaca no contexto nacional e internacional por iniciativas concretas de conservação e preservação ambiental, integração dos povos da floresta, o manejo florestal sustentável, o estilo de vida das populações tradicionais, além das lutas que deram início a recentes transformações políticas que vem passando o Brasil, fato este lembrado na pessoa emblemática do seringueiro Chico Mendes. O presente trabalho de pesquisa pretende analisar o Programa de Gestão Participativa da prefeitura de Rio Branco, com ênfase no Meio Ambiente, levantando sua importância e necessidade para o progresso do município e o Estado. Para tanto, buscaremos entender os paradigmas que norteiam este programa de participação e inclusão social, além de conceituar o que seja Orçamento Público e Orçamento Participativo e difundir a necessidade e importância da democracia junto a sociedade civil organizada. Contudo já é possível perceber que a novidade que existe na atual conjuntura em termos de democratização do processo orçamentário e que vem revolucionando a forma de se planejar, elaborar e acompanhar o orçamento público no Brasil é o chamado Orçamento Participativo. Idealizado pelo Partido dos Trabalhadores e colocado em prática na maioria das cidades administradas por este mesmo partido político, vem sendo copiado por 13 quase todos os outros partidos, notadamente pelas administrações que pretendem tornar as contas públicas acessíveis à população. Portanto o Orçamento Participativo tem se mostrado como um instrumento de participação popular ativo, na medida em que permite a participação direta do povo nas deliberações e tomada de decisão quanto às formas mais eficazes e eficientes de aplicação dos recursos públicos. 14 1.1- Problematização Tendo em vista a necessidade de socializar o processo de decisão junto a sociedade civil organizada, foi criado ao longo dos últimos anos determinadas ferramentas que viesse transformar as formas de participação popular, para tanto chegou-se ao orçamento participativo que é a participação efetiva e direta da sociedade na elaboração do orçamento municipal, apontando as demandas mais urgentes para aquela população, de tal forma que possa ser possível e praticada pelo Poder Executivo na esfera municipal. Sendo assim, o município de Rio Branco capital do Estado do Acre, localizado na Amazônia Ocidental, através da gestão do então Prefeito Raimundo Angelim (PT) que se iniciou no ano de 2004, tratou de introduzir no município esta ferramenta, chamada de Programa de Gestão Participativa. Portanto segue, quais os verdadeiros avanços no que diz respeito ao meio ambiente, a partir da efetivação do Programa de Gestão Participativa do município de Rio Branco? 15 1.2- Objetivos: 1.2.1- Objetivo Geral Levantar a importância do Programa de Gestão Participativa do município de Rio Branco/AC, com ênfase no meio ambiente. 1.2.2- Objetivos Específicos Caracterizar o Programa de Gestão Participativa e suas interfaces no município de Rio Branco; Socializar as informações a partir de uma nova perspectiva democrática que é o Programa de Gestão Participativa de Rio Branco, tendo como referencial temático o Meio Ambiente. 16 1.3- Metodologia O Presente trabalho de pesquisa levará em conta a importância do PGP, tendo como eixo o meio ambiente para o município de Rio Branco e suas regionais tendo em vista a importância da capital acreana para o Estado. Contudo, iremos nos concentrar numa pesquisa a partir da análise de documentos e referenciais bibliográficos, além de buscarmos dados secundários a partir das comunidades de bairros que já experimentaram e viveram a experiência de ter o PGP em suas localidades. Nosso estudo então se concentrará: a) Estudos Bibliográficos; b) Pesquisa Documental ou com dados consultados em bases de dados junto à própria Prefeitura Municipal de Rio Branco; c) Pesquisa de campo com coleta de dados primários, ou seja, coletados e produzidos pelo próprio pesquisador, que visitará determinados bairros da cidade/capital, executando um breve questionário, que nos dará base para determinadas conclusões. 17 CAPÍTULO II – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1- Conceito O Orçamento Público nada mais é que um plano de governo vinculado à lei, que tem como principal objetivo, estimar a receita, arrecadar e fixar a despesa de igual valor para um período determinado de um ano, chamado exercício financeiro. Para Horvath (1999), “Classicamente, o orçamento é uma peça que contém a previsão das receitas e a autorização das despesas, sem preocupação com planos governamentais e com interesses efetivos da população. Era mera peça contábil, de conteúdo financeiro.” Já para Silva (1996), “Orçamento é um plano de trabalho governamental expresso em termos monetários, que evidencia a política econômico-financeira do Governo e em cuja elaboração foram observados os princípios da unidade, universalidade, anualidade, especificação e outros que estudaremos adiante.” A participação da população se efetiva de maneira direta, livre e universal nas assembléias públicas em decorrência do Orçamento Participativo. Através dele, todo cidadão tem assegurada sua participação com peso comum no processo de decisões, independente de possuir qualquer tipo de organização. Portanto, o orçamento participativo, consiste no processo pelo qual o cidadão participa diretamente nas decisões, além do controle ou accountability do orçamento público e não apenas por representações indiretas através de entidades. Peruzzotti, (2000, p. 17), coloca que, “O surgimento de uma política de accountability social indica a emergência de uma salutar e nova preocupação com a qualidade e o desempenho das instituições democráticas na região.” 18 Para Azevedo (2009), “Temos um longo caminho a percorrer no aperfeiçoamento do controle público. Do ponto de vista do accountability vertical, a participação dos cidadãos deve ser mais efetiva, em todos os momentos relacionados à política pública, desde sua elaboração até execução. Questões relativas à discussão orçamentária (PPA, LDO e LOA) em todas as esferas, precisam ter um caráter mais público. Os espaços públicos devem ser mais pró-ativos e menos espaços de referendos. Accountability vertical e horizontal são complementares.” Segundo Anastasia, (2000, p. 02), fala que, “...os canais institucionalizados e permanentes de accountability vertical fazem parte do conjunto de questões que interessam os cidadãos das democracias contemporâneas.” 2.2- Orçamento Público no Brasil e Marcos Legais Para Silva (1996), os aspectos do orçamento, podem ser: “aspectos jurídicos, políticos, financeiros e econômicos.” Culturalmente no Brasil, a distância entre a sociedade e o estado, em quanto poder público, sempre foi tida como algo apenas “representado”, sem muita interferência por parte da sociedade civil organizada e seus movimentos. “Enquanto persistir a gigantesca assimetria entre estados e entre cidadãos, ela será a expressão da incapacidade de nossas instituições políticas de realizarem os preceitos constitucionais que apontam para a diminuição das desigualdades e das assimetrias entre os brasileiros, os entes da Federação e as regiões do país”. (AVELAR E CINTRA, p. 240). Ao longo de muitos anos as constituições brasileiras passaram por algumas evoluções e retrocessos, há que se destacar aquela que provocou profundas alterações no processo orçamentário que foi a de 1967, instituída durante o período do Regime Militar, da qual se retirou, através de emenda constitucional, a 19 competência do Congresso Nacional de discutir e votar o orçamento, embora nessa constasse como uma das suas atribuições. No Brasil a primeira Lei Orçamentária foi formulada por um corpo legislativo, desde a fundação do Império, e sancionada por decreto de 15/12/1830, para os exercícios de 1831-1832. O papel do Legislativo foi reduzido à aprovação do projeto de lei oriundo do Executivo, já que a hipótese de rejeição era impossível de ser considerada. A restrição de competência do Congresso Nacional só foi extinta com a Constituição de 1988 que restabeleceu a participação dos representantes do povo, eleitos através do voto direto, e inseriu também o princípio da participação popular, tendo inicio um período de conquistas e construção de novos paradigmas. A Constituição Federal de 1988 mudou a temática de elaboração, acarretando a fixação da obrigatoriedade de elaboração do Plano Plurianual (PPA), da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei do Orçamento Anual (LOA), devolvendo assim, aos Legisladores a prerrogativa de participar, de forma concreta, da elaboração dos planos e dos orçamentos públicos, nos três níveis de governo. O que em outros momentos tinha sido ceceado a partir da Constituição de 1967, instituída durante o período da Ditadura Militar, pela qual se retirou, através de emenda constitucional, a competência do Congresso Nacional de discutir e votar o orçamento. Segundo Avritzer e Pereira, (2000, p. 02), “A reforma constitucional de 1988 propôs importantes modificações nas práticas das políticas públicas, de um lado, e na origem e significado das ações sociais e coletivas, de outro. Ela também abriu espaço, através de legislação específica, para as seguintes práticas ou "instituições híbridas" A reforma constitucional de 1988 propôs importantes modificações nas práticas das políticas públicas, de um lado, e na origem e significado das ações sociais e coletivas, de outro. Ela também abriu espaço, através de legislação específica, para as seguintes práticas ou "instituições híbridas”. As leis que estabelecem as premissas segundo a Constituição Federal, nos incisos I, II e III, art. 165, são: 20 I - o plano plurianual; II - as diretrizes orçamentárias; III - os orçamentos anuais. O Plano Plurianual é um plano feito para a duração de quatro anos, tendo vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato da futura administração. Já a Lei das Diretrizes Orçamentárias é um plano de curto prazo capaz de traduzir as diretrizes e os objetivos do PPA em metas e prioridades para o ano seguinte. Em quanto que a Lei Orçamentária Anual concretiza o planejado no PPA, obedecendo às metas e prioridades estabelecidas pela LDO, transformando-as em dotações orçamentárias efetivas. Tabela 01 - Descritiva referente ao PPA, LDO e LOA Projeto 04 Plano Plurianual Encaminhamento ao Devolução ao Poder Poder Legislativo Executivo meses antes Termino do exercício financeiro do primeiro do Até 15 de dezembro do exercício em que for junho do encaminhado presidencial (31 de agosto) Lei de Diretrizes Orçamentária Lei Orçamentária Anual 08 meses e meio antes do Até termino exercício do Exercício 30 de que foi financeiro (15 de abril) encaminhado 04 meses antes do termino Até 15 de dezembro do do exercício exercício (31de agosto) financeiro que for encaminhado Fonte: produzido por Alan de Lucena Dantas 2.3- Responsabilidades Compartilhadas A gestão do PGP exige o acompanhamento do chefe do poder executivo, o prefeito, uma vez que a prefeitura se compromete legalmente e politicamente com a execução das ações pactuadas com a comunidade, dos responsáveis pela execução e monitoramento das ações, que são os secretários municipais, das 21 equipes executoras, formadas pelos diversos técnicos das secretarias municipais, e pelos conselheiros regionais. Por isso, a responsabilidade compartilhada, compreende a elaboração, a execução, o acompanhamento e a avaliação dos resultados, configurando-se numa rede, que se desdobra em dois eixos, que se encontram permanentemente: do lado interno, a responsabilidade do ente público, que transita por dentro da prefeitura e do lado externo, o da sociedade civil, para o acompanhamento e o controle social. A idéia principal era promover participação cidadã e social, orientado e democratizando o planejamento, além da gestão, levando assim ações para os bairros e a zona rural do município. Segundo Rodrigues (2000), “o lugar surge com toda a sua força e deter-se no lugar significa abandonar a crença predominante nas soluções pretensamente universais e opor-se a fórmulas extensas”. O plano de gestão por programas permite a reorganização das ações individualizadas em ações coletivas, especialmente, quando a estrutura orgânica, que a gestão pública no Brasil costuma subdividir numa infinidade de gestões setoriais, causando a subutilização de recursos e dificuldades de coordenação. O arranjo de ações em programas permite a otimização dos recursos institucionais, financeiros, materiais e humanos e maior eficácia na coordenação. Todas as ações do governo municipal da prefeitura de Rio Branco estão organizadas em 06 (seis) grandes programas que são: - Modernização da gestão; Infra-estrutura, Urbanismo e Serviços Urbanos; - Saúde e Saneamento; - Educação, Inclusão Social e Cidadania; - Desenvolvimento Econômico; - Meio Ambiente. 22 CAPÍTULO III – HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO, HISTÓRICO E METODOLOGIA DO PGP E RESULTADOS DA PESQUISA DE CAMPO 3.1- Histórico do Município de Rio Branco Fundada em 28 de dezembro de 1882, tem como atual prefeito o Professor Raimundo Angelim(PT), que foi reeleito, ficará no cargo até 2012. Localizado na microrregião do Baixo do Acre, que engloba a mesorregião do Vale do Acre, Rio Branco faz divisa com os municípios do Bujari, Capixaba, Porto Acre, Senador Guiomard e Xapuri. Sua distância a capital federal, e de cerca de 2.246 km, já sua área corresponde a 9.222, 577 km2, com densidade de 32,7/km2, com população de 305,954 hab, correspondendo a quase metade da população de todo o Estado, segundo o IBGE. Seus indicadores aponta para um município relativamente estável, segundo PNUD, tendo aproximadamente R$ 10.464,00 de renda per capita. Rio Branco foi também um dos primeiros povoados a surgir as margens do Rio Acre. Em 1913, tornou-se município e em 1920, capital do território do Acre e, onde logo a seguir, em 1962, capital do Estado. A capital acreana, traz consigo uma série de curiosidades, o nome Acre origina-se de Aquiri, transcrita pelos exploradores desta região da palavra Uwakuru do dialeto dos índios Ipurinã. Esta região, foi fundada por volta de 1882, pelo cearense Neutel Maia, onde passou a ser chamada Rio Branco, em homenagem ao diplomata Barão do rio Branco, que junto com Assis Brasil e José Plácido de Castro, teve papel de destaque na questão do acreana, que culminoou com a assinatura do Tratado de Petópolis, entre o governo brasileiro e boliviano, este ato diplomático garantiu para o Brasil a posse das terras do território do Acre e o direito à exploração da borracha na região, por brasileiros. Segundo a tradição, por volta dos fins de 1882, uma frondosa gameleira, árvore típica da região, chamou atenção de exploradores que subiam o rio o que os levou a abrir um seringal ali mesmo. A partir daquele momento surgiria diversos 23 seringais, as magens do Rio Acre, onde foram construídos barracões, em erras antes ocupadas por índios Aquiris, Canamaris e Maneteris. Anos depois, a mesma gameleira seria testemunha de diversos combates travados na volta da empresa, juntos aos seringais, entre revolucionários e tropas bolivianas. Este período marcou uma época de grandes embates, que culminou com a Revolução Acreana, onde o Acre passou de fato a ser parte do Brasil. 3.2- Histórico e Metodologia do Programa de Gestão Participativa O PGP é um instrumento de planejamento e gestão municipal, iniciado no ano de 2005. Para fazer uma gestão de qualidade e atender a população nas suas demandas estruturais e emergenciais a prefeitura adotou o Programa de Gestão Participativa (PGP), com o intuito de aprimorar o processo de participação popular, disponibilizando a informação junto às comunidades, através das plenárias, a prefeitura passou a provocar o povo para que houvesse participação na elaboração e execução do orçamento, PPA e LDO, bem como na execução e acompanhamento de projetos que envolvem o interesse e recursos públicos. “Se pensarmos que a informação pode sair ou entrar não apenas por suportes físicos, mas virtualmente, podemos reconhecer a enorme porosidade provocada pelo avanço tecnológico, do tantã ao satélite. Assim, não é raro que uma localidade remota - no interior da Amazônia, por exemplo, cujas vias de acesso são ainda limitadas e, por vezes, impõem dificuldades, se conecte ao mundo por meio do telefone, do rádio, da televisão e até mesmo da Internet.” (HENRIQUES, 2004. p. 06) A democratização da tomada de decisão e de execução no conjunto da gestão municipal tem como principal instrumento de participação o PGP, que se materializa na composição do orçamento anual e na implementação dos programas e projetos cuja origem dos recursos é a arrecadação dos tributos municipais, o chamado recurso próprio e outras fontes de receita do Orçamento Geral da União e operações de crédito. O PGP acontece no contexto da divisão da cidade em regionais como espaço de participação das comunidades na gestão municipal. 24 Para a divisão das Regionais levou-se em consideração os problemas e potencialidades locais, a infra-estrutura e os equipamentos comunitários existentes, estágios de urbanização, as características geográficas e ambientais, bem como os vínculos políticos, as relações sociais, de produção e de gênero, os sentimentos coletivos e as identidades culturais historicamente constituídas. Nesses termos, a cidade foi dividida em 07 (sete) regionais urbanas e 04 (quatro) regionais rurais, que serão implementadas nos próximos anos. O PGP é um instrumento de participação que visa dar funcionalidade ao tripé em que está estruturada a gestão municipal: (a) participação, que implica em fazer com e não para a comunidade; (b) descentralização, onde a prefeitura faz junto ao cidadão e atinge o seu bem estar e da coletividade; (c) centralidade no bairro, onde as pessoas vivem e convivem – no seu espaço de vida. As regionais urbanas estão divididas conforme mapa abaixo: Figura 01 - Mapa das Regionais Urbanas Fonte: Prefeitura Municipal de Rio Branco Nesse modelo, a participação assume-se como processo que conjuga interação e ação, do ente público e da comunidade. Significa, de um lado, a integração da população no trabalho de pensar a ação do poder municipal. Daí, a participação no planejamento acontece nos três níveis: normativo (o que deve ser feito) ou a proposição das políticas públicas, o estratégico (o que pode ser feito) ou a 25 definição de prioridades e o operacional (o será feito) ou a especificação da ação concreta. Este procedimento exige a participação das comunidades nos diversos instrumentos de planejamento da prefeitura: o Plano Diretor, o PPA, LOA e LDO. Supostas as limitações financeiras, materiais e institucionais, no nível operativo, a participação comunitária vai operar num quadro delimitado de oferta. De outro lado, o processo participativo consiste na ação coletiva, não apenas no que respeita a implementação imediata das políticas públicas, mas também na assunção de tarefas que são próprias da sociedade civil, e cuja omissão importa na ineficácia e insustentabilidade da ação do poder municipal. As políticas ambientais, a limpeza urbana, a iluminação pública, entre outras, são tarefas dessa ordem. A forma de participação será sempre representativa, envolvendo instâncias formais e informais de representação, e dar-se-á no ambiente das regionais da cidade, que serão os espaços privilegiados de encontro e interação do poder municipal e das comunidades. Aqui a descentralização compreende efetivação do benefício da ação para atender a necessidade essencial do cidadão, ou seja, a atenção prioritária ao cidadão, a promoção do benefício onde ele se faz mais necessário, evitando investimentos ditados pelo propósito de “visibilidade”. Esta visão também supõe a descentralização como delegação de competência, com as responsabilidades compartilhadas. 26 Figura 02 - Estratégia de Governo E s traté traté g ia de G overno C entro B airros C idade INT E R VE NÇ N Ç Õ E S E Q UIL IB R A DA S E M TO DO S O S E S P A Ç O S Meio R ural Fonte: Prefeitura Municipal de Rio Branco 3.2.1- O PGP na composição do Orçamento Anual O principal instrumento de planejamento operativo, que resulta na execução física e financeira/orçamentária é o orçamento anual, que após passar por uma revisão técnica e jurídica se transforma na Lei Orçamentária Anual (LOA). Por isso é o mais importante instrumento de discussão, elaboração e acompanhamento no Programa de Gestão Participativa (PGP). O orçamento possui um caráter público não só por ser uma lei, mas também por ser apreciado por três instâncias decisórias: pelo poder executivo, contemplando seus programas, projetos, metas e ações; pela comunidade através de propostas consensuadas no âmbito das instâncias de participação popular e seus conselhos regionais; e pela câmara de vereadores, que além de aprovar o orçamento em sessão, propõe emenda, quando é o caso. Os instrumentos de planejamento normativo do poder executivo que compõe o orçamento público, conforme estabelece a Constituição Federal de 1988 são: o Plano Plurianual PPA, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). 27 a) Plano Plurianual (PPA): prevê as despesas com programas, obras e serviços decorrentes, que durem mais de um ano. No primeiro ano de governo, o prefeito deve propor diretrizes, metas e objetivos que, após aprovação pela câmara de vereadores, terão vigência nos próximos três anos de sua gestão e no primeiro ano da gestão seguinte. É do PPA que saem as metas para cada ano de gestão. b) Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO): a partir do PPA, define as metas e prioridades para o ano seguinte. A LDO define também as regras sobre mudanças nas leis de impostos, finanças e pessoal, além de estabelecer orientações de como elaborar o orçamento anual. c) Lei Orçamentária Anual (LOA): consiste no orçamento propriamente dito, contendo os programas, projetos e atividades que contemplam as metas e prioridades estabelecidas na LDO, juntamente com os recursos necessários para o seu cumprimento. Dessa forma, define as fontes de receita e autoriza as despesas públicas, expressas em valores, detalhando-as por órgão de governo e por função. Muitas vezes a LOA autoriza a abertura de créditos suplementares ou a realização de empréstimos pelo prefeito, sem prévia autorização da câmara. 3.2.2- Etapas da elaboração do Orçamento Anual no processo de Gestão Participativa - PGP 3.2.2.1- Diretrizes a) o PGP é instrumento de planejamento participativo para a gestão municipal, iniciada no exercício de 2005, com programação executiva iniciada em 2006, e previsto para um segundo mandato, ou seja, até 2012, que foi confirmado com a reeleição do atual projeto político que administra a cidade de Rio Branco; b) a participação da comunidade, através das instâncias e espaços de participação popular do município; c) a participação dos conselhos regionais na definição das prioridades, após consulta e pactuação com os representados dos segmentos que forma o conselho regional; 28 d) a definição pela prefeitura do valor orçamentário destinado a aplicação dos investimentos demandados pela comunidade; e) a definição pela prefeitura dos valores investidos com outras fontes de recursos oriundos do OGU, parceria com o Governo Estadual e outras fontes de financiamento que resultem em benefício nas regionais; f) a elaboração de critérios técnicos para a repartição justa dos recursos próprios (RP) de forma a atender as 07 regionais urbanas e as 03 regionais rurais; g) Elaboração pela prefeitura de projetos técnicos para os investimentos demandados pela comunidade, para apreciação e aprovação dos conselhos regionais; h) incorporação das demandas aprovadas pelos conselhos regionais no orçamento anual da prefeitura; i) o acompanhamento e avaliação das ações demandadas pela comunidade pelos conselhos regionais e prefeitura, como processo continuado. 3.2.2.2- O Processo Metodológico A primeira etapa do PGP, para a elaboração do orçamento anual, é a pactuação com os setores internos da prefeitura. Para isso ocorre uma etapa de planejamento, por programa, que resulta na composição do quadro de investimentos da prefeitura por programa. A coordenação dessa etapa é de responsabilidade das secretarias de planejamento e o governo. O planejamento interno visa organizar e revisar a programação estabelecida no Plano de Gestão por Programa – PGPP e no PPA. Nele estão estruturadas todas as metas e ações dos programas de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Inclusão Social e Cidadania, Infra-estrutura, Urbanismo e Serviços Urbanos, Saúde e Saneamento, Educação e Modernização da Gestão. 29 Figura 03 - Estrutura de Planejamento e Gestão G E S T ÃO P L A NE J AME NT O O P E R AT I VO Será L .D.O. L .O .A. P .G .P . E S T R AT É G I PodeC OSer / Como P .G .P .P . P .P .A. S AL A D E S IT UA Ç ÃO R E G IO NAIS MO NIT O R A ME NT O / IAÇÇ Ã O AVAL IA E s trutura de P lanejamento e G es tão NO R MAT IVO Deve Ser P L A NO D IR E T O R P L A NO D E G OVE R NO E M F AS E D E C ONC L US ÃO • Z E AS • P lano D iretor de T rans porte e T rânsito Fonte: Prefeitura Municipal de Rio Branco A programação anual do PGP é definida a partir de critérios, visando equacionar o potencial de arrecadação (receita) com os gastos (despesa). Incluemse ai as ações legalmente definidas como saúde (15%) e educação (25%), os custos com manutenção e os investimentos, de forma a não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal e outras relacionadas. Desta forma, a alocação dos recursos da prefeitura atende o PGPP, o PPA e o Plano de Governo. Tudo isso resulta num quadro de investimentos para a Gestão, que se encerra nas ações setoriais, executadas nas regionais ano a ano. A segunda etapa é realização das plenárias ampliadas com os conselheiros e convidados. Essa etapa é a de negociação e pactuação com a comunidade, através das plenárias regionais, onde participam os conselheiros e convidados, são eles: parlamentares e lideranças tradicionais formais e não formais que não atuam como conselheiro e a comunidade em geral. 30 Figura 04 - Processo de Decisão P roc es s o de Dec is ão P MR B C ons elhos das R eg ionais Fonte: Prefeitura Municipal de Rio Branco Antecedendo as plenárias regionais, os conselheiros, em primeira instância, fazem reuniões com as pessoas de referência do seu segmento (religiosos/igrejas, empresários/comerciantes/juventude, mulheres, arte/cultura/esporte, educação, lideranças tradicionais não formais, associação de moradores e entidades comunitárias-Umarb/CMP/Famac), para definição de prioridade de investimento para a regional. Essas reuniões são sempre acompanhadas por um representante da prefeitura. As prioridades são limitadas ao número de 03 por segmento, totalizando 27 demandas por regional, que serão apreciadas e aprovadas nas plenárias regionais ampliadas, pelos conselheiros da regional. A programação do orçamento anual da prefeitura é desta forma, o resultado da pactuação dos investimentos entre os gestores públicos e os conselheiros, que representam a comunidade. Na programação do orçamento anual somente os recursos de receita própria para investimento é destinado à definição da aplicação pelos conselheiros. Já os que têm origem em convênios e operação de crédito são apreciados e negociados com os conselhos somente a forma de gestão, uma vez que o objeto a ser executado é previamente definido pelas partes conveniadas. 31 Vale lembrar que o PGP não se encerra com a sua elaboração. O ponto alto é o processo continuado de acompanhamento e avaliação, para garantir a transparência na aplicação dos recursos financeiros e, ainda, a qualidade dos resultados/benefícios para a comunidade no seu espaço de vida. 3.2.2.3- Critérios para distribuição dos recursos - Regional Urbana A distribuição dos recursos para investimentos nas regionais obedecerá ao critério da progressividade. Dessa forma, a distribuição dos recursos de investimentos decorre da aplicação de critérios objetivos, definidos pelos conselhos regionais urbanos e técnicos da prefeitura, da seguinte forma: a) Carência de serviço ou infra-estrutura urbana; b) Poder aquisitivo da população; c) População total de cada regional da cidade. A cada critério serão atribuídas notas, variando de 01 a 04, de modo diretamente proporcional aos itens acima citados, bem como um peso numa escala de 01 a 04 atribuído pelo corpo técnico da prefeitura referente aos itens infraestrutura e poder aquisitivo. A nota que cada regional recebe na classificação de cada critério é multiplicada pelo peso do critério, obtendo-se, assim, para cada regional, uma pontuação que determina o percentual de recursos que ela receberá. Isso significa que a região com maior carência em infra-estrutura, maior população e baixo poder aquisitivo será contemplada com mais obras ou serviços. 3.2.2.4- Formato da Organização do Conselho Os conselheiros das regionais colherão propostas, por segmento, para levar à apreciação do conselho regional nas plenárias regionais do PGP. Para isso, será realizada reunião com todos os conselheiros, que são representantes de segmento, com as suas bases, tendo como ferramenta a mobilização social. 32 “...a questão da mobilização social contemporânea não pode ser vista somente em relação a uma comunicação no âmbito local. Talvez, uma das maiores transformações tenha sido a crescente possibilidade de rápida troca de informações com o desenvolvimento das telecomunicações e da grande mídia. O avanço e o acoplamento das várias tecnologias, especialmente dos meios eletrônicos, passa a prover um contato cada vez mais intenso e rápido entre quaisquer lugares do mundo, numa escala global. Isso permite transcender o localismo, quebrando o isolamento de comunidades e tornando-as extremamente permeáveis. Desta forma, tanto o rádio como a televisão serão fundamentais e, mais recentemente, a internet também.” (PAIVA, 2003. p. 175) As reuniões com as 07 regionais urbanas acontecerão de forma simultânea, onde participarão os conselheiros e convidados, por segmento. Toda a mobilização das pessoas que participarão da reunião ficará a cargo dos conselheiros. As reuniões serão acompanhadas por representantes da prefeitura, preferencialmente aqueles setores que atuam diretamente com cada segmento. A reunião é ampliada (conselheiros e comunidade) e estruturada em dois momentos: a) primeiro momento: exposição, por representante da prefeitura, do objetivo da reunião, a metodologia de trabalho e o resultado que se pretende atingir. Esse momento é de reunião ampliada, com todos os conselheiros das 07 regionais urbanas e os convidados que representam cada segmento (juventude, mulher, empresários/comércio, associação de moradores, entidades comunitárias, religiosos/Igrejas, arte/cultura/esporte, educação/escolas, lideranças tradicionais não formais). O representante da prefeitura fará uma exposição da proposição de atuação do conselho e da importância estratégica para a gestão municipal e para o desenvolvimento da regional. b) segundo momento: cada regional reúne-se, separadamente, com seus convidados e cada conselheiro inicia o debate, por segmento, sobre as principais ações que precisam ser desenvolvidas na regional para melhorar as condições de vida da população. 33 O debate resulta na escolha de 03 propostas de intervenção, por segmento, totalizando 27 propostas por regional, que será levada à apreciação na plenária regional do PGP. Deve ser destacado que ações que demandam um grande volume de investimento e, que por sua vez, requerem um montante expressivo de recursos para a sua manutenção e funcionamento, não podem ser objeto de discussão nas plenárias para a aprovação no orçamento anual na fonte recurso próprio (RP). Ações dessa natureza são sempre agregadas e alocadas em outras fontes de recursos, especialmente de origem do OGU ou operações de crédito. Desta forma, serão discutidas e alocadas na matriz de investimentos geral da prefeitura. No total, serão 09 (nove) segmentos por regional, totalizando as propostas necessárias para os bairros e evidentemente a cidade de Rio Branco. Figura 05 - Organização do Conselho C R IT É R IOS C ONS E L HE IR OS C ONVID ADOS R E G IONAIS UR B ANAS F Ó R UM D A C ID ADE PLE N Á R IA NÁR P R E F E IT UR A Maior benefíc io e maior leg itimaç ão S atis faç ão de Nec es s idade S oc ial R es oluç ão de problema s oc ial REG I REG II S E G M E N T O S REG III REG IV REG V RELIGIOSOS ARTE, CULTURA, ESPORTE ESCOLAS LIDERANÇAS TRAD. NÃO FORMAIS COMERCIANTES/EMPRESÁRIOS MULHERES JOVENS ASSOCIAÇÃO DE MORADORES ENTIDADES COMUNITÁRIAS Fonte: Prefeitura Municipal de Rio Branco 34 REG VI REG VII 3 PROPOSTAS PARA CADA SEGMENTO DAS 7 REGIONAIS TOTALIZANDO 189 PROPOSTAS Será usado formulário recomendado pela prefeitura para o registro das propostas dos segmentos, que leva a assinatura dos participantes da reunião. No caso das regionais rurais, serão eleitas prioridades por regional e apreciadas em plenária geral, com as 07 regionais urbanas, num único encontro. A reunião para escolha de propostas por segmento antecede a elaboração a plenária regional do PGP e, nessa, serão priorizados os investimentos para o orçamento do ano seguinte, ex: 2010 é discutido e decidido em 2009. Os representantes da prefeitura que acompanharão a reunião prestarão esclarecimentos sobre a viabilidade, custos e benefícios dos investimentos, considerando as limitações de recursos financeiros e operacionais, quando for o caso. Não cabe ao representante da prefeitura influenciar nas preferências dos participantes da reunião, devendo permanecer isento de valores que poderão nortear a tomada de decisão do conjunto. As propostas sugeridas nesse encontro serão levadas às plenárias regionais, onde serão avaliadas pelos conselheiros e pelos técnicos da prefeitura, em seus aspectos político/social, técnico, financeiro/econômico. A relevância dessa reunião se justifica pelo levantamento de demandas por segmentos, que reflete concretamente o problema do bairro e pela legitimidade do processo. Isso possibilita uma definição das linhas prioritárias, por grandes temas e facilitar a tomada de decisão dos conselheiros quanto a aplicação dos recursos. Por outro lado, antecede a análise técnica pela prefeitura, auxiliando na organização dos parâmetros de composição de custos, para discussão nas plenárias regionais. 3.3- Resultados da Pesquisa de Campo A pesquisa de campo se deu através de questionário, onde foram entrevistadas, 14 pessoas, compreendendo moradores de bairros, sendo 02(duas) de cada regional urbana, foram visitados 10 bairros que estão destacados, em cor vermelha, no anexo - B. 35 O resultado da pesquisa será descrito através de texto, pois o questionário que serviu de base para tais evidências, nos fez avaliar, em boa parte, os anseios e falas dos entrevistados. A partir das entrevistas se identificou 03(três) ações importantes voltadas para ao meio ambiente, que foram a limpeza dos Igarapés São João Batista e São Francisco, em 2006 e logo a seguir a construção da Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos (UTRE) de Rio Branco. A maior herança até agora efetivamente conquistada pela comunidade riobranquense, através do PGP junto à temática ambiental, foi a execução da UTRE, segundo relatos das pessoas entrevistadas, que surgiu a partir da necessidade de se desativar o antigo lixão, para se ter um ambiente sadio e capaz de resolver a problemática dos resíduos sólidos, como também gerar ocupação e renda, através da reciclagem. No decorrer das entrevistas, percebeu-se que a população não dispunha de muitas informações a respeito da temática ambiental, o que acarretou, numa breve conversa, no entanto, foi identificado a importância da problemática ambiental, voltada para o lixão e uma certa preocupação da população para com os resíduos sólidos, que há anos vinha acometendo a cidade de Rio Branco. A importância da UTRE de Rio Branco é fruto de varias discussões surgido a partir do PGP, onde foi identificada a necessidade de uma unidade para tratamento de resíduos sólidos, que já a maior da Amazônia com área de 80 hectares e capacidade de tratar mais de 200 toneladas de resíduos sólidos ao dia, prestando serviço para os municípios de Rio Branco, Porto Acre, Senador Guiomard e Bujari. A UTRE é um complexo de obras que conta com uma central de recebimento de pneus; unidade de triagem e compostagem (para separar resíduos sólidos recicláveis e o aproveitamento dos resíduos orgânicos para produção de compostos); central de podas e resíduos madeireiros; unidade de tratamento de resíduos de serviços da saúde; disposição final (células de aterro sanitário), entre vários outros dispositivos e investimentos. 36 A referida unidade de tratamento, além de sua dimensão social, ambiental e econômica, a mesma esta ligada diretamente a uma exigência da própria população de Rio Branco. A prefeitura concluiu que o tratamento de resíduos sólidos aliado a fatores como a busca pela melhoria da qualidade de vida proporcionada por equipamentos como os parques urbanos e o tratamento de água servida poderão gerar economia de milhares de reais no tratamento de doenças decorrentes do contato inadequado do ser humano com o meio ambiente. Dos 80 hectares, a UTRE estará utilizando apenas 20 hectares nesta primeira fase, o que não deixará passivo ambiental nem afetará as populações, a fauna, a flora e os mananciais da região. A área restante, de 60 hectares, será transformada em zona de compensação ambiental com trilhas ecológicas e equipamentos de educação e conscientização ambiental. Cerca de duas mil mudas de espécies nativas estão sendo plantadas como meio de recuperar a floresta e proteger nascentes na área da UTRE. A unidade poderá gerar créditos de carbono a partir do tratamento do gás gerado em sua operação. Hoje, Rio Branco produz até 160 toneladas de lixo ao dia. Estima-se que cada pessoa produza um quilo de lixo/dia. São partes integrantes do projeto da UTRE: - A implantação de uma cerca em toda a área do empreendimento; - Reflorestamento ao entorno de 120 metros de regiões de nascentes de igarapés; - Preservação de espécies vegetais imunes á corte; - Sistema de impermeabilização com manta especial para proteger o solo de infiltração de chorume e água de chuva; - Sistema de drenagem protegidos; Sistema de tratamento usando lagoas de estabilização; - Sistema de dreno de gases; - Sistema de drenagem de águas de chuva; - Jardinagem com espécies ornamentais, exóticas e nativas; - Sistema de abastecimento de água; - Sistema de telefonia móvel; - Iluminação externa; - Instalação de uma balança com 60 toneladas para caminhões; - Guarita; - Setor de administração para as secretarias de Serviços Urbanos (Semsur) e Meio Ambiente (Semeia); e, - Três praças e abrigo para os caminhões. 37 CAPÍTULO IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS 4.1- Considerações Finais A prática do Orçamento Público e evidentemente participativo nos vem mostrando que é um fenômeno fantástico, do ponto de vista da mobilização e participação popular, junto ao poder publico, ou seja, um verdadeiro marco na relação entre o poder público e sociedade civil organizada. As experiências na democratização das informações do orçamento no país vêm proporcionando resultados positivos, para a prática da democracia e exercício da cidadania. O processo pelo qual se da esta relação, vem permitindo ampliar as possibilidades de controle social, a estrutura administrativa, a partir do município e seus governantes, quebrando com ciclos e paradigmas atrasados que tanto acometeram a democracia, que antes era exercitada apenas pela escolha dos governantes através do voto, direto e secreto, onde o povo apenas delegava as mais diversas formas de poder de decisão ao gestor ou administrador da coisa pública, lhe conferindo prerrogativas que muitas das vezes se tornaram autoritárias perante a opinião pública. Com a implantação do Orçamento Participativo no município de Rio Branco, o povo de forma cautelosa recebeu muito bem a proposta inovadora, pois a partir dessa relação, surgiu realmente o que se pode pensar de democracia saudável, onde o povo passa a ser consultado, e a seguir delibera, fazendo valer o sufrágio e suprindo anseios de toda uma população. Contudo, há ainda muito que se melhorara no sentido da participação e exercício da cidadania, porém, o que se tem certeza é que as bases para este exercício foram fincadas, cabendo agora a sociedade civil organizada, cada vez mais fazer valer o seu direito junto às decisões e tomadas deliberativas, promovendo as verdadeiras políticas públicas que tento necessita o município. A partir da pesquisa de campo, foi identificado também que naturalmente o PGP vem despertando sentimentos, sadios entre os principais atores deste programa que são a própria população e o poder publico, esta relação acarretou 38 maior controle social e mais transparência por parte do poder público referente ao orçamento publico. Embora o PGP seja um programa recente para o município, percebe que a pratica da democracia vem sendo desde então exercitada, mesmo fugindo de temas importantes como a educação e programas voltados para melhoria do sistema de saúde e até mesmo mais ações voltadas para proteção e melhoria do meio ambiente do município de Rio Branco. O Programa de Gestão Participativa de Rio Branco parece não ser apenas a única solução dos problemas sociais e econômicos da cidade, porém se percebeu que o mesmo, possa ser sim um elo de aproximação, que certamente irá trazer dias melhores, para uma sociedade que tanto clama por justiça, segurança, liberdade e obviamente bem estar social. 39 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS HORVATH, Regis Fernandes de Oliveira Estevão. Manual de Direito Financeiro. 03 ed. São Paulo: Editora RT, 1999, p. 69. SILVA, Lino Martins da. Contabilidade Governamental: Administrativo. 03 ed. São Paulo: Atlas, 1996, p. 37. Um Enfoque AZEVEDO, Sandson. Comentário síntese do Fórum de Discussão – Disc. Obrigatória - Módulo IV. 2009. PERUZZOTTI, Enrique. A política de Accountability Social na América Latina. 2000. p. 03, 17. AVELAR, L. e CINTRA, A.(org) O. Sistema Político Brasileiro. Ed. UNESP - São Paulo – SP. 2001, p. 240. ANASTÁSIA, F. O Poder Legislativo nos Estados: Diversidade e Convergência. Belo Horizonte – MG. 2000, p. 02. SILVA, Lino Martins da. Contabilidade Administrativo. 03 ed. São Paulo: Atlas, 1996. Governamental: Um Enfoque <http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Branco> Acesso em, 19 de fev de 2010, as 13:10. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2009. Acesso em, 12 de jan de 2010, as 14:00. PAIVA, Raquel. O Espírito Comum: Comunidade, Mídia e Globalismo. Rio de Janeiro: MAUAD, 2003. p. 175. AVRITZER, L.; PEREIRA, M. L. D. Democracia, participação e instituições híbridas. 2000. p. 02. HENRIQUES, M. S. Comunicação, comunidades e os desafios da mobilização social. 2004. p. 06. RODRIGUES, Adyr Balastreri. Turismo: Desenvolvimento Local. São Paulo - SP, Hucitec. 2000. GUIMARÃES, Juarez. As Culturas Brasileiras da Participação Democrática. Belo Horizonte – MG, 2003. 40 ANEXOS ANEXO A – Execução e acompanhamento do PGP E X E C UÇ Ã O E A C O MP A NH AME NT O DO P G P CONSELHEIROS DAS REGIONAIS INSTRUMENTOS ALBUM DO PGP EXECUTADO (2006 E 2007 RP - R$13.551.396,74) CRONOGRAMA DE INVESTIMENTOS POR REGIONAL PASTA EXECUTIVA DO PGP AGENDA E X E C U Ç Ã O E A C O MP ANH AME NT O DO P G P MONITORAMENTO TÉCNICO GESTOR DA PMRB INÍC IO ME IO F IM CONSELHEIROS DAS REGIONAIS CONSELHOS Reunião para apresentação da metodologia e entrega da Pasta Executiva Primeiro encontro da acompanhamento Encontro de Avaliação 50% da execução do projeto Encontro de Avaliação Encerramento do Projeto Fonte: Prefeitura Municipal de Rio Branco 41 ANEXO B – Relação dos Bairros que compõe as 07 Regionais Urbanas Regional - I: formadas pelos bairros 06 de Agosto, Amapá, Cidade Nova, Comarca, Loteamento Alzira Cruz, Loteamento Praia do Amapá, Quinze, Taquari, Triangulo Novo e Triangulo Velho. Regional - II: formada pelos bairros 10 de Junho, Adalberto Aragão, Aviário, Baixa da Colina, Baixada da Habitasa, Baixo São Francisco, Base, Boa Esperança, Bosque, Cadeia Velha, Capoeira, Centro, Cerâmica, Conjunto Guiomard Santos, Cohab do Bosque, Conjunto Eletra, Conjunto Procon, Conjunto Solar, Dom Giocondo, Ipase, Jardim Américo, José Augusto, Morada do Sol, Terminal da Cadeia Velha e Tropical. Regional - III: formada pelos bairros Adalberto Sena, Alto Alegre, Apolônio Sales, Chico Mendes, Conjunto Ouricuri, Defesa Civil, Edson Cadaxo, Invasão das Placas, Irineu Serra, Jarbas Passarinho, Jardim Eldorado, Jorge Lavocat, Juarez Távora, Loteamento Jaguar, Loteamento Novo Horizonte, Loteamento Popular, Loteamento Santo Antonio, Loteamento Vila Mariana, Montanhês, Oscar Passos, Parque dos Sabiás, Placas, Raimundo Melo, Residencial Santa Cruz, São Francisco, Tancredo Neves, Vila Nova, Vitória, Wanderlei Dantas, Xavier Maia. Regional - IV: formada pelos bairros Paz, Barro Vermelho, Conjunto Mariana, Conjunto P. César Oliveira, Conjunto Rui Lino, Conjunto Universitário, Conquista, Custódio Freire, Distrito Industrial, Estação Experimental, Geraldo Fleming, Hélio Melo, Isaura Parente, Jardim Primavera, Loteamento dos Engenheiros, Loteamento Flora, Loteamento Isaura Parente, Loteamento Jardim Brasil, Loteamento Joafra, Loteamento São José, Loteamento Vila Maria, Manoel Julião, Mocinha Magalhães, Monte Alto, Nova Estação, Parque das Palmeiras, Residencial Iolanda, Residencial Petrópolis, Santa Quitéria, Santa Terezinha, Tangará, Tucumã, Vila Waldemar Maciel e Vila Aquiles Peret. Regional - V: formada pelos bairros Abraão Alab, Chácara Ipê, Conjunto Bela Vista, Conjunto Castelo Branco, Conjunto Esperança I e II, Conjunto Esperança III, Conjunto Laelia Alcântara, Conjunto LBA, Conjunto Mascarenhas de Moraes, Conjunto Mauro Bittar, Conjunto Nova Esperança, Conjunto Nova Morada, Conjunto Jardim de Alah, Conjunto Village Tiradentes, Doca Furtado, Flor de Maio, Floresta Norte, Floresta Sul, Habitar Brasil, Ilson Alves Ribeiro, Ivete Vargas, Jardim Europa, Jardim Nazle, Jardim Universitário, Loteamento Portal da Amazônia, Novo Calafate, Novo Horizonte, Novo Horizonte, Residencial José Furtado, Residencial Maria Íris, Vila Betel, Vila Calafate, Vila Pedro Roseno, Vila São Miguel, Waldemar Maciel. Regional - VI: formada pelos bairros Aeroporto Velho, Airton Sena, Bahia Nova, Bahia Velha, Glória, Boa União, Boa Vista, João Eduardo I, João Eduardo II, João Paulo II, Loteamento São Sebastião, Palheiral, Pista, Plácido de Castro, Preventório e Sobral. Regional - VII: formada pelos bairros Albert Sampaio, Areal, Belo Jardim I, Belo Jardim II, Corrente, Dom Moacyr, Loteamento e Residencial Bom Jesus, Loteamento Saad, Loteamento Santa Helena, Loteamento Santo Afonso, M.Mendonça Lima, Mauri Sérgio, Residencial Rosa Linda, Residencial Vilacre, Santa Cecília, Santa Inês, Santa Maria, Vila Acre, Vila Benfica e Vila da Amizade. 42 ANEXO C – Modelo de Questionário de entrevista aplicado nos Bairros Programa de Gestão Participativa do Município de Rio Branco/AC 1) Nome: Regional: Idade: Bairro: 2) Você tem conhecimento do Programa de Gestão Participativa? ( ) Sim - ( ) Não 3) Quais foram os principais acontecimentos no bairro desde 2005, época de implantação do PGP? _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ 4) Como você ver a ferramenta de gestão pública, o PGP? ( ) Ótimo – ( ) Bom – ( ) Regular – ( ) Ruim 5) O bairro já foi atendido pelo PGP? ( ) Sim - ( ) Não 6) Quais as principais ações executadas pelo PGP no bairro? _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ 7) O eixo ambiental, foi discutido e/ou sugerido para ser trabalhado pelo PGP? ( ) Sim - ( ) Não 8) Como você ver a questão ambiental no município de Rio Branco? _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ 9) Você tem conhecimento da Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos de Rio Branco? ( ) Sim - ( ) Não 10) Como esta sendo feita a coleta de resíduos sólidos no bairro? _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ 11) Existe programas de educação ambiental por parte da prefeitura no bairro? ( ) Sim - ( ) Não 12) O que você sugeri para melhoria e aplicação do PGP no seu bairro? _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ 43