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VII Simpósio Brasileiro de Tecnologia de Sementes Florestais
O SISTEMA DE PRODUÇÃO DO CENTRO DE SEMENTES NATIVAS DO AMAZONAS (CSNAM) –
UFAM. LIMA JÚNIOR, M.J.V. Ph. D., UFAM, Av. General Rodrigo Otavio Jordao Ramos, 3000, Japiim, CEP 69077-000,
Manaus, AM, [email protected].
O CENTRO DE SEMENTES NATIVAS DO AMAZONAS (CSNAM) localizado na Universidade Federal do Amazonas,
construído em meados da década passada com apoio da SUDAM e Governo do Estado e da parceria do INPA, foi estabelecido
oficialmente em 2011. Seus atores estiveram no ano de 2012 desenvolvendo seu Plano de gestão que envolve as ações a atividades
relacionadas com ensino, pesquisa e extensão com o propósito de atender a produção de sementes nativas da região. Com sua
equipe estratégica tática e operacional foi desenvolvido ao longo do ano através de um planejamento estratégico participativo a
matriz lógica com seus objetivos específicos, principais atividades, meta e meios de verificação, bem como seus responsáveis
colaboradores e equipe para as diversas etapas da cadeia produtiva, que envolveram: implantação de área de coleta de
sementes; cadastro de matrizes; fenologia; coleta; cadastro do lote; beneficiamento; análise; armazenamento; expedição de
lote; e recomendações de plantio. Para tanto, programa de capacitação, criação de rede de coletores, implantação de área de
coleta de sementes e programa de pesquisa de sementes foram estratégias decisivas para o estabelecimento e consolidação do
CSNAM. Em adição foi desenvolvido um banco de dados correlacional com dados das principais espécies de interesse
entre as econômicas e as identificadas como potenciais nas áreas de coleta de sementes implantadas, com 35 campos
de informação que estarão sendo objeto de ações continuadas de pesquisa, ensino e extensão. Tal iniciativa teve apoio
do projeto Corredores Ecológicos MMA e a Prefeitura de Manaus através da sua Secretaria de Meio Ambiente (SEMMAS).
Portanto, hoje encontra-se estruturado organizacionalmente para atender aos projetos de recuperação de áreas alteradas na
Amazônia e biomas correlacionados, buscando parcerias com entidades públicas e privadas da sociedade civil nacional e
internacional.
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vol.23, nº.2, 2013
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REDE DE SEMENTES DO XINGU: GERAÇÃO DE RENDA VALORIZANDO A DIVERSIDADE
SOCIOAMBIENTAL. CAMPOS, E.M. Instituto Sócio Ambiental - ISA, [email protected].
A Rede de Sementes do Xingu (RSX) é uma iniciativa pensada para assegurar a produção e fluxo do insumo básico necessário
às iniciativas da Campanha Y Ikatu Xingu de restauração florestal ao redor de nascentes e córregos das cabeceiras do rio
Xingu no MT. Através da comercialização de sementes de espécies nativas, a floresta é valorizada e gera renda a um conjunto
de 300 famílias na região. Entre 2007 e 2011 foram R$ 777.000,00 gerados a partir da comercialização de 71 toneladas de
sementes e possibilitando o plantio de espécies nativas em mais de 1.000 hectares nas cabeceiras dos rios Xingu e mais
dezenas de hectares em outras regiões da Amazônia Legal. A RSX resultou na estruturação de uma alternativa econômica
florestal que mobiliza índios, agricultores familiares e viveiristas. A restauração de áreas degradadas contribui com o combate
ao aquecimento global, melhora a qualidade da água para nós bebermos, e traz mais frutas para os peixes e outros animais. Os
coletores vendem 90% da coleta, sendo que 10% das sementes coletadas são reservadas para troca, doação ou para o próprio
plantio na comunidade, que são as madeiras para construção das casas, sementes para a confecção de artesanato, são frutas
nativas, ervas medicinais e recursos para realização de festas tradicionais. Com a realização do trabalho, as mulheres – que são
as principais coletoras em diversos locais- têm ficado mais participativas nas reuniões da comunidade, mais independentes,
mais animadas e unidas. Elas coletam as sementes em grupo ou individualmente e fazem o beneficiamento nas suas próprias
casas, sendo que as crianças ajudam a mãe no trabalho. Cada coletora tem a sua própria área de coleta, sendo que nessas áreas
é proibido tocar fogo e fazer derrubada. Na embalagem das sementes anota-se o nome das coletoras, o nome das sementes,
a data, o número de matrizes e a quantidade coletada para ser enviada à Casa de Sementes mais próxima. O pagamento das
sementes é depositado em conta bancária e depois dividido entre os coletores. Existem os seguintes critérios para fazer coleta
de semente: fazer uso responsável do fogo na sua área de coleta e não deixa escapar para seu vizinho nem danificar as matas; a
coletora é responsável pela qualidade das suas sementes, por não danificar as matrizes, nem coletar todas as sementes de uma
árvore. A seguir descrevemos como a RSX está organizada: a) Núcleos coletores: a coleta das sementes é realizada de forma
individual ou em grupo, trabalhando com podão, estilingue, tesoura de poda e facão. A limpeza das sementes é realizada
com peneiras. A secagem das sementes é feita com o uso de lonas plásticas expostas ao sol ou à meia sombra. Também é
realizada a separação da sujeira e das sementes “xoxas”, brocadas, carunchadas, quebradas ou mofadas. Por fim, as sementes
são armazenadas em tambores ou sacos de tecido nas casas dos coletores até serem enviadas às casas de sementes. b) Elos:
gerenciam a capacidade produtiva, o estoque, a qualidade de sementes do núcleo e auxiliam na parte comercial e financeira
junto com o articulador comercial. Os elos também realizam visitas e oficinas periodicamente, visando capacitar e esclarecer
dúvidas dos coletores no que se refere a coleta, manejo e comercialização das sementes e mantém contato direto com o elo
comercial. c) Casa de sementes: local onde é armazenada a produção de sementes de um grupo de núcleos coletores. Os
lotes de sementes são numerados para viabilizar o rastreamento até o coletor. Nesse local as sementes são testadas quanto ao
seu vigor, através de testes de emergência em canteiros de germinação. A partir daí, as sementes são expedidas aos clientes.
Atualmente funcionam 4 casas de sementes na região. d) Articulador comercial: recebe a lista de potencial de produção de
cada coletor; analisa a demanda do mercado; elabora e envia as listas de encomendas de sementes para cada coletor ou para
o elo; controla os estoques e monitora a produção de sementes; faz a expedição das sementes aos clientes, calcula os valores
para a emissão das notas fiscais dos coletores e gerencia os pagamentos. Durante os encontros gerais, realizados anualmente,
nos quais participam todos os elos, as instituições parceiras, convidados externos e no mínimo dois coletores de cada núcleo,
são discutidos os acordos e regimento interno da Rede, re-definidos os preços das sementes e feito um balanço geral do
funcionamento no período, dentre outros assuntos de interesse. Visando se aprofundar nas questões que vêm se mostrando
cruciais para o aprimoramento da cadeia das sementes florestais a RSX realiza, em parceria com instituições como Embrapa
e Unemat, pesquisas voltadas à aferição e à melhoria da qualidade das sementes. Com isso, pretende-se gerar subsídios
para a elaboração de um modelo de produção de sementes nativas que inclua a realidade de povos indígenas, comunidades
tradicionais e pequenos agricultores e que possa atender aos requisitos legais de produção e comercialização de sementes
nativas no Brasil. Dessa forma, a RSX poderá contribuir com a nova instrução normativa de sementes e mudas, estabelecendo
parâmetros práticos para a análise de sementes florestais nativas na bacia do Xingu.
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INCLUSÃO DE ESPÉCIES FLORESTAIS NAS REGRAS PARA ANÁLISE DE SEMENTES –
PERSPECTIVAS. WIELEWICKI, A.P. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA/CGAL,
Laboratório Oficial de Análise de Sementes LASO/SLAV/LANAGRO/RS, [email protected].
A Portaria nº62, de 10 de março de 2006, instituiu grupos de trabalho para atualizar as Regras para Análise de Sementes
(RAS) com base nas Regras da Associação Internacional para Análise de Sementes (ISTA). Entre estes grupos, o Grupo IV
foi designado para incluir as espécies florestais nas RAS. Em função disto, o grupo IV focou seu trabalho na validação de
métodos para testes de germinação de espécies florestais até o ano de 2009. No edital CNPq/MAPA nº 64/2008 foi aprovado
um projeto para validação de métodos para testes de germinação e a partir deste projeto foram validados métodos para 50
espécies florestais, as quais foram publicadas por meio das Instruções Normativas nº 44 de 23 de dezembro de 2010, nº 35
de 14 de julho de 2011 e nº 26 de 10 de setembro de 2012. O Art. 27 da Instrução Normativa nº 56 de 08 de dezembro de
2011 estabelece que “as amostragens e análises de sementes e mudas serão realizadas em conformidade com as metodologias
e procedimentos estabelecidos pelo MAPA”, o que resultou em um novo trabalho do Grupo IV, que foi a elaboração e
publicação no sítio eletrônico do MAPA, do documento “Instruções para Análise de Sementes de Espécies Florestais”, com
métodos estabelecidos a partir de vasta revisão bibliográfica e da experiência de técnicos e pesquisadores que atuam na área.
Este documento estabelece procedimentos para Amostragem, Análise de Pureza e Teste de Germinação para sementes de
espécies não inclusas nas RAS e complementa as RAS com as particularidades das espécies florestais. No entanto, a maioria
dos métodos indicados nas Instruções ainda não foi validado, o que coloca mais um desafio para o setor, pois não é permitida
sua inserção nas Regras para Análise de Sementes. Na próxima revisão das RAS, métodos validados e particularidades das
sementes florestais serão contemplados, tornando as RAS um material ainda mais rico e um patrimônio brasileiro da área de
análise de sementes.
PESQUISA E ANÁLISE DE SEMENTES FLORESTAIS. ALBUQUERQUE, M.C.F. Universidade Federal de
Mato Grosso, FAMEVZ, Av. Fernando Corrêa da Costa, nº 2367, Bairro Boa Esperança, CEP 78060-900, Cuiabá, MT,
[email protected].
A avaliação da qualidade das sementes é uma etapa importante para a sua comercialização. Para sementes de espécies florestais,
é uma garantia para a produção de mudas, que apresentarão melhor desempenho quando plantadas, em condições menos
favoráveis como, por exemplo, em áreas degradadas. Nos últimos anos houve grande avanço na análise de sementes florestais,
devido principalmente ao trabalho do Grupo IV, instituído pela Portaria n. 62 de 10/03/2006, com a colaboração de 18 técnicos
do MAPA e de instituições de ensino e pesquisa. Como resultado tem-se as Instruções Normativas e as Instruções para Análise
de Sementes de Espécies Florestais, de 2013. As Instruções abordam 319 espécies florestais nativas, com métodos para o teste de
germinação. Os métodos foram baseados em trabalhos científicos, mas ainda existem muitas espécies não pesquisadas, exigindo
metodologias urgentes, principalmente para aquelas ameaçadas de extinção. Quanto às análises atuais, o principal problema
que os analistas enfrentam é com as espécies de sementes pequenas, principalmente em relação ao desponte/escarificação.
Sementes muito pequenas e com tegumentos muito duros desafiam a percepção de profundidade e muitas vezes ocorrem alguns
danos. Fungos também são limitantes na interpretação dos testes de germinação. Alguns problemas ocorrem na classificação
das plântulas como normais ou anormais, necessitando de experiência, pois em determinadas situações são aceitas algumas
atipicidades para algumas espécies e não para outras. Como o período do teste de germinação é muito longo, há dificuldade nos
laboratórios para execução do mesmo, devido ao número reduzido de germinadores. Também quando os testes são realizados
em areia, existem entraves tanto no preparo quanto na lavagem do material após o teste, além dos germinadores ou salas de
germinação não comportarem um volume grande de bandejas. Todas essas dificuldades necessitam de pesquisas e adequações
nas instruções normativas e regras para análise, como uso de mais de um substrato e de testes de viabilidade como o tetrazólio
para análise de sementes que demoram mais para germinar, entre outros.
Palavras-chave: espécies florestais, análise de sementes, teste de germinação.
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PERSPECTIVAS SOBRE PESQUISA E ANÁLISE DE SEMENTES FLORESTAIS. FERRAZ, I.D.K.1*,
CALVI, G.P.1 1Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA/CBIO, Manaus, AM, Brasil, [email protected];
[email protected].
Os resultados das pesquisas científicas dão suporte às atividades de análise e fiscalização da qualidade de sementes. A análise
exige um conjunto de informações sobre cada espécie, desde os dados biométricos, a morfologia externa e interna da semente
até a definição da plântula normal. Além disso, a pesquisa deve dar suporte à análise de sementes com informações sobre,
por exemplo, o melhor substrato e temperatura para a condução do teste de germinação, tempo para a primeira e última
contagem, indicação de tratamentos pré-germinativos que acelerem a germinação ou indicação de um teste de viabilidade.
O conhecimento sobre a natureza das sementes (tolerante/sensível ao dessecamento) também é fundamental para a análise,
pois implica na longevidade das sementes. Assim, sementes sensíveis ao dessecamento devem receber prioridade na análise,
por apresentar, em geral, menor longevidade. Das pesquisas desenvolvidas atualmente, poucas visam fornecer o conjunto
completo destas informações desejadas. A maioria das publicações limita-se a um único aspecto da análise e, muitas vezes, o
critério de germinação não é a “plântula normal” segundo as Regras para Análise de Sementes do Brasil. Um grande esforço
para compilar os conhecimentos existentes sobre a condução do teste de germinação de espécies nativas resultou, em 2013,
na publicação das instruções para análise de sementes de 319 espécies florestais no Brasil. Entretanto, frente à biodiversidade
brasileira, este número é ainda pequeno. Um recente levantamento das espécies com potencial econômico na Amazônia
Ocidental (n=479) revelou que a natureza das sementes é conhecida para 50,3% delas e, apenas 28,6% possuem métodos para
germinação definidos. Portanto, há muito trabalho. A criação de um banco de dados disponível para consulta e atualização
online (“wiki-semente”) pode direcionar a pesquisa para preencher lacunas de conhecimento, evitando duplicidade de estudos
e, portanto, desperdícios de tempo e recursos. (Financiamento: CNPq; Projeto REDEBIO/FAPEAM)
Palavras chaves: Regras para Análise de Sementes, Germinação, Semente recalcitrante, Semente ortodoxa,
A ESTATÍSTICA NA VALIDAÇÃO DE MÉTODOS PARA ANÁLISE DA GERMINAÇÃO DE
SEMENTES FLORESTAIS. SANTANA, D.G. Universidade Federal de Uberlândia, Instituto de Ciências Agrárias,
[email protected].
Desde 1954, espécies florestais arbóreas figuram nas Regras da Associação Internacional para Análise de Sementes. No entanto,
do primeiro registro de validação em 1877 até a inclusão de espécies florestais, se passaram quase 80 anos. No Brasil, da primeira
edição das regras em 1967 até a mais recente, 2009, são cerca de 40 anos sem inclusão de métodos para análise da germinação
de sementes das espécies florestais. A mudança começou em 2010 com a validação e a oficialização de métodos pelo Ministério
da Agricultura do Brasil por meio das Instruções Normativas no 44 de 23 de dezembro de 2010, no 35 de 14 de julho de 2011 e no
26 de 10 de setembro de 2012. Nesse processo, um conjunto de garantias incluindo medidas de repetitividade e reprodutibilidade
e aspectos técnico-científicos inerentes à germinação das sementes levaram a validação de 50 espécies florestais. No entanto,
mesmo sendo imprescindíveis para quantificar a estabilidade e a capacidade de discriminação de um sistema de medição, como
a germinação, a repetitividade e a reprodutibilidade diferem quanto aos cálculos e interpretações entre os modelos estatísticos.
No Manual de Validação da Associação Internacional para Análise de Sementes, a quantificação dessas medidas é feita por
lote com base nas expressões apresentadas na ISO 5725-2 e têm a finalidade de determinar a variabilidade entre laboratórios,
os chamados testes de proficiência. Na validação, a necessidade de lotes de sementes com qualidades distintas define o modelo
de análise de variância com dois fatores (lote e laboratório) e, para este modelo, foram propostas estimativas de repetitividade
e reprodutibilidade, método conhecido como estudo de R&R. Seja nos modelos com um ou dois fatores, as estimativas de
repetitividade e reprodutibilidade são comumente expressas em valores absolutos de desvio padrão ou variância, dependentes
das médias e da escala de medição. Medidas relativas, como o coeficiente de variação, têm por vantagem caracterizar essas
variabilidades em relação aos valores médios de percentual de plântulas normais e foram propostas para o processo de validação
de métodos para análise da germinação de sementes florestais.
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EFEITOS DA MATURAÇÃO SOBRE A ANÁLISE DE SEMENTES FLORESTAIS. DUARTE, E.F. UFRB,
Cruz das Almas, BA, [email protected].
A análise de sementes florestais é imprescindível para determinação de sua qualidade, porém em razão da maturação ser
relativamente desuniforme em uma mesma e entre matrizes, na colheita ocorre a obtenção de sementes com graus de
maturação diferenciados. Objetivou-se avaliar os efeitos da maturação das sementes sobre a análise em laboratório. Foram
determinadas variáveis nos frutos (comprimento, largura, espessura, massa fresca) e nas sementes (comprimento, largura,
espessura, rendimento da colheita de sementes, a massa seca, mortalidade, dormência) e nas plântulas (emissão de raiz,
emergência, sobrevivência e mortalidade) que possibilitam identificar a maturidade fisiológica em Lecythis lurida em L.
pisonis e em Bowdichia virgilioides. A análise dos efeitos da maturação sobre cada variável foi feita por meio do coeficiente
de variação (CV), sendo feita a simulação de reamostragem em B. vigilioides para verificação do efeito da mistura de sementes
com maturação desuniforme. As emergências de plântulas exibiram maiores variações em L. lurida e L. pisonis quando
ocorreu a maturidade fisiológica ou próximo a ela, pois em razão da alta mortalidade de sementes imaturas e da dormência em
sementes maduras ocorreram CVs de 81,6% e de 36%, respectivamente. Enquanto em B. virgilioides em razão da dormência
tegumentar não ter se instalado quando da maturidade fisiológica o CV foi de 5,7% a 5,9%. Os resultados demonstraram que
para a maioria das variáveis ocorre menor CV na maturidade fisiológica, ocorrendo menor precisão experimental com o uso de
sementes imaturas e ou após a maturidade. Algumas variáveis exibiram grande variação natural independente da maturação.
A separação das sementes conforme o grau de maturação auxiliará na obtenção de lotes de sementes com características mais
uniformes e que produzirão resultados mais uniformes durante a análise laboratorial. Parte da variação observada na análise
deve-se a maturação e à dormência.
Palavras-chave: Coeficiente de variação, variação natural, precisão experimental
REDE BRASILEIRA DE SEMENTES FLORESTAIS NATIVAS: PROPOSTAS E DESAFIOS. TRAVISAN,
A.C.D. Universidade Federal de Santa Catarina/Laboratório de Manejo de Ecossistemas Florestais; Instituto de Pesquisas
Florestais Mãos na Mata, adrianafl[email protected].
Com a alta pressão de transformação dos biomas brasileiros emerge a necessidade de políticas eficientes de recuperação de
áreas degradadas bem como de estímulo à agroflorestas, manejo sustentado e produção comercial com espécies nativas. Para
isso, a produção de sementes florestais nativas no Brasil tem sido uma das maiores dificuldades. Neste sentido, há necessidade
de arranjos institucionais equalizados para que as políticas no setor de sementes e mudas nativas sustentem uma produção
com alta qualidade, garanta o cumprimento das responsabilidades legais e estimule a cadeia produtiva. A Rede Brasileira
de Sementes Nativas (RBS) nasce com o objetivo de instrumentalizar um marco técnico e legal para o estabelecimento de
um panorama de investimentos no setor florestal com base em nativas. Ela é composta por redes regionais distribuídas nos
diferentes biomas brasileiros as quais foram fomentadas pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA). Após estruturação
das redes o Programa Nacional de Florestas apoiou a elaboração do Plano Nacional de Produção de sementes e mudas como
apoio às suas políticas. Com a mobilização de distintos atores ligados ao setor de sementes e mudas foram realizadas 12
oficinas de trabalho visando à identificação de gargalos na interface entre tecnologias e políticas para o setor. Além disso,
foram consolidados dados sobre a produção de sementes e mudas no Brasil visando o dimensionamento da capacidade de
produção e suas limitações. Como resultado foi possível definir um conjunto de ações estruturantes e específicas para o
setor bem como observar as diferenças de infraestrutura, produção e qualificação entre as regiões do Brasil. No momento
atual é crucial a continuidade das políticas instauradas com foco na consolidação de uma cultura de conservação dos biomas
brasileiros por meio do uso e da sua valoração.
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PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE SEMENTES E MUDAS
FLORESTAIS – PASEM. DALDEGAN SOBRINHO, J.1, ARAUJO, F.C.2. 1Engenheiro Agrônomo, INCRA,
[email protected]. 2Engenheira Agrônoma, ISA.
À semelhança do PAA - Programa de Aquisição de Alimentos, que representou um grande avanço nas políticas voltadas à
agricultura familiar com a promoção do desenvolvimento rural por meio das compras públicas, o PASEM - Programa de
Aquisição de Sementes e Mudas Florestais, tem por finalidade incentivar a manutenção e a recuperação das florestas e a formação
de bancos genéticos florestais, compreendendo ações de iniciativa pública vinculadas à produção e distribuição de sementes,
mudas e outros propágulos florestais, com o objetivo de, para além da promoção da restauração do passivo ambiental, propiciar
o uso econômico sustentável das áreas com ativo ambiental (florestal), assim valorizando-as. Mesmo após as flexibilizações
propiciadas pelo novo Código Florestal que diminuíram o passivo ambiental dos imóveis rurais, alguns milhões de hectares ainda
terão que ser restaurados, especialmente as áreas de preservação permanente e mesmo as de reserva legal. Dessa forma, será
necessário um volume considerável de sementes florestais nativas para efetivar essa recuperação. Não existe hoje no mercado
uma comercialização expressiva de sementes ou mudas de espécies florestais nativas por parte das empresas produtoras de
sementes, empresas estas, na sua maioria, voltadas a produção de sementes e mudas florestais em monocultivo. Por outro lado,
embora faltem empresas especializadas na comercialização de sementes florestais nativas, há hoje, no Brasil, Redes de Sementes
que reúnem agricultores familiares e populações tradicionais organizados como coletores de sementes nativas. Portanto, seria
bastante interessante criar um mecanismo que permitisse ao Poder Público, por um lado, comprar sementes nativas de forma
desburocratizada de pequenos agricultores, indígenas, quilombolas etc., que tenham florestas nativas em seus territórios, para
que essas sementes, por outro lado, pudessem ser doadas a outros agricultores que queiram ou precisem restaurar suas áreas
de preservação permanente ou de reserva legal, ou mesmo na recuperação do próprio passivo ambiental sob responsabilidade
governamental. A instituição de um programa como o PASEM representa uma oportunidade de aumentar a renda dos agricultores
por meio do uso das áreas que foram preservadas e, consequentemente, promover mercados locais e regionais de mudas e
sementes. Dessa forma, o programa valoriza as áreas florestadas das propriedades rurais e fortalece a coleta de sementes e a
produção de mudas, que é uma das possibilidades de extrair renda da floresta em pé, um efetivo serviço ambiental.
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Resumos das palestras do VII Simpósio Brasileiro de