CONCURSO PÚBLICO DE CONCEPÇÃO PARA ELABORAÇÃO DO PROJECTO DO NOVO EDIFÍCIO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM DE LISBOA
i) ESQUEMA GERAL DA CONCEPÇÃO PROPOSTA
A presente memória descritiva refere-se à fase de Estudo Prévio do Projecto do Novo
Edifício Pedagógico da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa.
O edifício projectado encontra-se inserido no Polo Calouste Gulbenkian, junto ao Hospital de
Santa Maria na Cidade Universitária. O mencionado edifício, designado por Edifício
Pedagógico, complementará os edifícios existentes - o Edifício Principal e o Edifício
Residência.
A solução proposta considerou o seu enquadramento com os edifícios existentes, com a
dinâmica do local e com a envolvente arborizada existente.
O projecto procura assim dar resposta a diferentes necessidades que se apresentam para o
edifício, expressas no programa preliminar e no organograma funcional. Deste modo, o novo
edifício contemplará espaços de ensino, espaços de apoio ao ensino, instalações para
docentes, espaços de apoio social e de apoio técnico geral, uma central técnica e
estacionamento coberto localizado em cave. Prevê ainda o tratamento de espaços
exteriores, dos acessos ao edifício e da ligação do edifício projectado ao Edifício
Residência.
A implantação do edifício parte do polígono assinalado na planta de implantação fornecida e
possui uma relação de proximidade com o Edifício Residência existente. O terreno, de
declive pouco acentuado, é caracterizado pela presença de um número expressivo de
árvores de grande dimensão, apesar da localização central no contexto da cidade de Lisboa,
uma vez que a área de intervenção se encontra compreendida entre a Avenida Professor
Egas Moniz e a Avenida dos Combatentes.
A volumetria proposta procura uma distribuição equilibrada do programa funcional e a sua
articulação como um todo, não descurando a relação dos diversos níveis com a cota original
do terreno e com os arranjos exteriores, reforçando a relação do edifício com a paisagem.
A volumetria parte assim de um polígono previamente fornecido, que “toca” o edifício
existente numa posição de perpendicularidade e se posiciona paralelo a este. Possui quatro
pisos acima da cota de soleira e um piso abaixo, em cave, onde se localizará o
estacionamento automóvel. O edifício desenvolver-se-à ao logo de dois volumes
perpendiculares entre si. O de maior dimensão possuirá quatro pisos acima da cota de
soleira e aquele que se localiza numa posição de perpendicularidade relativamente a este
possuirá menos um piso em altura. A cota de soleira é a 101.50 e esta permite uma relação
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de proximidade com a plataforma de arranjos exteriores compreendida entre os dois
edifícios.
Procurou-se libertar o espaço exterior formado pelo edifício de residência e o edifício
proposto, destacando assim a volumetria paralela ao primeiro e minimizando a altura da
volumetria que os liga.
Apesar do polígono de implantação se encostar literalmente ao edifício existente, a nossa
opção foi a de afastar a nova volumetria neste ponto. Assim, a escada existente no topo do
Edifício da Residência será mantida e será criada uma ligação exterior coberta entre os dois
edifícios, que conduzirá os utilizadores do espaço até ao átrio principal do novo edifício
pedagógico.
Foi ainda intenção da proposta “abrir” o edifício sobre a paisagem a poente, por oposição ao
uso do Edifício da Residência, para o qual se pretenderá algum recolhimento.
O aproveitamento da exposição solar diária foi determinante na organização funcional do
programa, como é exemplo a localização dos espaços de sala de leitura, cafetaria e
esplanada exterior ao longo do alçado poente do edifício. A colocação do acesso principal
na articulação entre as duas volumetrias permite uma distribuição mais eficaz dos espaços
interiores e um relacionamento com a envolvente arborizada a Poente e com a praça criada
pelos edifícios.
Planta de implantação
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O conceito que a proposta arquitectónica procura evidenciar é o da criação de uma
“segunda pele” que envolve o edifício quase na sua totalidade. Este “filtro” ou grelha
metálica potenciará o ensombramento dos vãos exteriores e os seus elementos de suporte,
trarão a memória da verticalidade das árvores presentes no local.
No que diz respeito à cor adoptada, o vermelho acastanhado, esta relaciona-se com os tons
terra e com a madeira das árvores resultando de forma harmoniosa quando conjugada com
os restantes materiais.
A pedra calcária que revestirá o embasamento do edifício será de tonalidade clara e
“agarrará” o edifício ao solo. Por contraste, as superfícies revestidas ao longo do piso térreo
serão executadas em painéis metálicos de coloração cinzento escuro, o que permite soltar a
parte superior do edifício. Esta opção pelo revestimento metálico no piso térreo surge numa
procura de uniformização na leitura deste piso, lendo-se o vidro e as superfícies revestidas a
painéis metálicos como um contínuo. Nos pisos superiores salientam-se as amplas
superfícies envidraçadas e o reboco com pintura à cor branca, conjugada com a malha
metálica, que forma a segunda pele. A composição geométrica que resulta do desenho dos
vãos exteriores é variada e em certos casos liga diversos pisos. No conceito salientam-se
assim a “regra”, a ortogonalidade, a pureza e a contemporaneidade de um volume branco
que surge recortado e envolvido por uma estrutura metálica.
A volumetria proposta possui ainda jogos de cheios e vazios, como é o caso da zona da
entrada principal no edifício, em que a volumetria recua e simultaneamente acolhe o
momento da entrada, também possuidora de uma pala.
A galeria formada ao nível do piso térreo, proporcionará uma confortável ligação exterior do
Edifício da Residência com o átrio do Edifício Pedagógico proposto. Na zona da biblioteca, o
recuo do edifício proporciona uma extensão do espaço exterior até este espaço.
No último piso, onde se localizarão as instalações para docentes, os vazios darão lugar a
pátios exteriores, subtraídos à forma geral do edifício, que potenciarão uma interessante
relação interior/exterior.
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FILTRO . 2ª PELE . PARALELISMO . VERTICALIDADE . OPACIDADE/TRANSPARÊNCIA .
CHEIO/VAZIO
.
PRÓXIMO/AFASTADO
.
LEVEZA/DENSIDADE
ESPAÇOS EXTERIORES
Actualmente o espaço localizado entre os dois edifícios é pavimentado e alberga uma zona
de circulação e estacionamento automóvel. Este principal espaço da proposta de arranjos
exteriores, assume o carácter de praça e dele é retirado o uso de estacionamento de
superfície, dando o lugar ao peão que se desloca entre espelhos de água e zonas de estar,
com bancos e com a presença de verde em zonas de canteiros, onde se integraram também
algumas árvores. As árvores para além de permitirem a criação de algumas sombras,
funcionam ainda como barreira visual entre os dois edifícios.
A partir deste espaço é realizado o acesso ao átrio do edifício proposto. Este dará acesso
também à envolvente arborizada e ao espaço exterior da cafetaria, através da passagem
pela consola junto à biblioteca e por uma rede de percursos que acompanham o edifício.
Após uma leitura atenta do terreno e da sua envolvente procurámos manter o seu aspecto e
declive ao inserirmos uma volumetria de desenho depurado e ortogonal que se apoia no
terreno. Ao longo do alçado sul o edifício dir-se-ia que se encaixa no terreno, pois aqui a
linha do terreno natural sobe até à cota do piso 1.
A presença do verde arbóreo será mantida, ou até acentuada.
CARACTERIZAÇÃO DOS ESPAÇOS
A articulação dos espaços interiores denuncia percursos fáceis e directos e ao localizaremse espaços como o centro de documentação/biblioteca, a cafetaria, a reprografia e os
serviços de saúde, junto do átrio principal procurou-se reduzir o impacto do ruído e de
tráfego acentuado, junto dos espaços de ensino.
Pelas diferentes características que os espaços a contemplar na proposta apresentam,
evidenciam-se diferenças ao longo dos alçados, como é o exemplo da biblioteca localizada
no piso térreo. Aqui privilegiou-se o aproveitamento da luz natural e a sua relação visual com
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o espaço exterior envolvente, em contraponto com os pisos que se seguem mais fechados
sobre si, albergando os auditórios, os espaços de ensino e de apoio ao ensino e as
instalações para docentes.
Em síntese, o edifício proposto apresenta-se como um volume ritmado e depurado, no qual
se destaca a textura dos materiais utilizados em oposição com o recobo pintado à cor
branca. É marcado também pela presença, ou apontamento de uma cor subtil na “segunda
pele”, que por sua vez envolve amplos vãos envidraçados.
Imagem da malha metálica ou 2ª pele
A cada uma das volumetrias é atribuído um diferente papel, pois enquanto que a volumetria
de maior dimensão é mais transparente e relacionada com o exterior, o volume que possui
menos um piso em altura dá lugar a espaços como a central técnica e espaços de apoio
técnico geral. No piso superior, deste último, encontramos espaços de ensino em que a
circulação se estende a espaços de estar e varandas. No encontro de ambos os volumes
encontramos o átrio principal, com um amplo pé-direito e um envidraçado que acompanha
diversos pisos, que o revestem de luz.
A opção pelos materiais que o edifício apresenta na sua envolvente exterior, assenta no
princípio do impacto desta volumetria como um objecto maciço e ritmado que busca uma
harmonização com a morfologia do terreno e com o verde envolvente.
RESUMO DE ÁREAS:
ÁREA BRUTA DE CONSTRUÇÃO:
PISO -1
2275 m²
PISO 0
1920,7 m²
PISO 1
2133 m²
PISO 2
2146,1 m²
PISO 3
1398,6 m²
Área Bruta de Construção Total
9873,4 m²
Área de Intervenção dos Arranjos Exteriores
2372,6 m²
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ii) CIRCULAÇÕES INTERIORES
Os acessos verticais são uma importante peça no âmbito das circulações interiores do
edifício. A proposta prevê três núcleos verticais, todos dotados de escada e elevador, um
dos quais se encontra localizado numa posição central, junto do átrio principal do edifício.
Ao longo dos pisos, atendendo aos diferentes tipos de espaços, as circulações interiores
poderão variar a sua posição, assim enquanto que nos dois pisos onde se localizam os
espaços de ensino temos sobretudo circulações num eixo central relativamente à
volumetria, no último piso, mais precisamente, naquele onde se localizam as instalações
para docentes, os espaços de circulação assumem um papel mais variado. Partindo de igual
modo de um eixo central, derivam em percursos ortogonais e perpendiculares às fachadas
longitudinais. Junto aos compartimentos de maior dimensão, nomeadamente os auditórios,
as circulações acompanham a fachada exterior do edifício e a sua dimensão e espacialidade
permitem a criação de espaços de estar.
No piso térreo a distribuição para os diferentes espaços surge clara a partir do átrio
principal. Aqui as circulações são de igual modo denunciadas pelo jogo de transparências
que também é utilizado no interior do edifício. O átrio principal, que se pretende que seja o
principal espaço de distribuição, é o espaço que assume o maior pé-direito da proposta,
revelando acontecimentos dos pisos superiores e denunciando no piso térreo os espaços
acessíveis ao público em geral. Pretende-se ainda que este espaço possa ter uma
utilização flexível e seja utilizado como espaço de socialização e de encontro para os
utilizadores do espaço.
O acesso vertical mais próximo do átrio possui uma parede transparente, característica que
permite encaminhar os utilizadores do espaço para os pisos superiores.
iii) DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS DIVERSOS SERVIÇOS
Pretendeu-se distribuir de forma funcional e clara as diversas áreas que compõem o edifício,
privilegiando a localização no piso térreo dos espaços com necessidade de ligação ao
exterior.
É também intenção da proposta a clarificação dos tipos de utilização dos espaços,
diferenciando os espaços destinados a áreas técnicas, os espaços destinados a docentes,
os espaços de ensino e os espaços com uma utilização mais ampla, como por exemplo a
biblioteca, o bar ou a reprografia.
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ESPAÇOS DE ENSINO
APOIO AO ENSINO
INSTALAÇÕES PARA DOCENTES
APOIO SOCIAL
APOIO TÉCNICO GERAL
CENTRAL TÉCNICA
ESTACIONAMENTO COBERTO
INSTALAÇÕES SANITÁRIAS
ACESSOS
ÁTRIO
ESPAÇOS DE ESTAR EXTERIORES
Os compartimentos em que esteja prevista a utilização por um maior número de pessoas,
localizam-se no piso térreo ou em proximidade com este. Um exemplo disto é a localização
dos quatro auditórios, no piso 1 ou a localização da biblioteca, do bar e da reprografia no
piso térreo.
No piso em cave, com acesso automóvel através de rampa exterior, localiza-se o
estacionamento coberto, contando setenta e cinco lugares para ligeiros. O acesso
automóvel a este espaço localiza-se no alçado norte onde o declive do terreno é mais
favorável. Esta localização do acesso automóvel limita o seu percurso no exterior,
valorizando a circulação pedonal junto ao edifício, ainda que seja possível o acesso a
veículos de emergência junto às fachadas.
No piso térreo concentram-se espaços de apoio ao ensino, como o centro de documentação
e a reprografia, espaços de apoio social como a cafetaria e os serviços de saúde, um núcleo
de instalações sanitárias, a central técnica (com acesso directo ao exterior) e espaços de
apoio técnico geral como os gabinetes de serviços, a oficina de manutenção e um armazém
geral.
O piso 1 e o piso 2 são aqueles onde se localizam os espaços de ensino, como os
diferentes laboratórios, salas de informática, auditórios e espaços de apoio ao ensino como
o centro de informatização de dados, os espaços para equipamentos e os espaços para
apoio aos estudantes, mais precisamente as salas de estudo em grupo e os vestiários. No
piso 1 temos ainda três armazéns gerais com acesso por aquele que acaba por funcionar
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como o acesso vertical de “serviço”. Ambos os pisos possuem núcleos de instalações
sanitárias.
O piso 3 é exclusivamente destinado às instalações para docentes, contemplando
compartimentos como gabinetes individuais e duplos, salas de reuniões e secretariado,
assim como um núcleo de instalações sanitárias. O mencionado piso não ocupa a totalidade
do polígono de implantação, como acontece em todos os outros pisos, este ocupa apenas a
volumetria paralela ao edifício existente de residência.
iv)
DESCRIÇÃO
ESPECIALIDADES
SUMÁRIA
DAS
INTERVENIENTES
SOLUÇÕES
NA
PRECONIZADAS
ELABORAÇÃO
DO
PELAS
TRABALHO
DE
CONCEPÇÃO
A estrutura do edifício será maioritariamente em betão armado e as paredes exteriores
serão duplas, de alvenaria de tijolo incluindo isolamento térmico e caixa de ar, com um
adequado desempenho às necessidades térmicas e acústicas pretendidas para o edifício.
Os vãos exteriores serão em caixilharia de alumínio com vidro duplo e ensombramento pelo
lado exterior e interior, proporcionando um adequado conforto térmico e a utilização da luz e
da ventilação natural.
Todos os espaços interiores terão um pé-direito adequado e serão revestidos com tecto
suspenso, permitindo a passagem de infra-estruturas técnicas entre as lajes e o tecto falso.
A central técnica solicitada pelo programa, estará localizada no piso térreo e com relação e
acesso directo ao exterior.
A proposta teve em consideração questões como a exequibilidade da estrutura do edifício, o
cumprimento do Regulamento de Segurança Contra Risco de Incêndio em Edifícios,
determinante na distribuição dos acessos verticais e no facto de se encontrar contemplado
na proposta de arranjos exteriores um reservatório de água para combate a incêndio
distribuído ao longo de diversos espelhos de água.
Na concepção da proposta foi igualmente atendida a regulamentação em vigor para este
tipo de edifícios, nomeadamente o Regulamento Geral das Edificações Urbanas (RGEU).
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v) DESCRIÇÃO DAS SOLUÇÕES A ADOPTAR NA ÁREA DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
A eficiência energética deve ser tida em consideração no momento do planeamento da
concepção do projecto. A proposta apresentada foi concebida, atendendo às condições
climáticas da região, à orientação solar, às características do terreno, à utilização das
melhores técnicas construtivas disponíveis e à escolha de materiais adequados.
Estes aspectos contribuíram para a escolha das opções tomadas no desenho do edifício e
dos espaços interiores, das quais se salientam:
A utilização da grelha de ensombramento exterior – Esta grelha permite a utilização de
superfícies de envidraçado amplas, reduzindo a incidência directa de raios solares .
Ventilação e iluminação natural – Na concepção dos espaços interiores foi atendida a
necessidade de existência de vãos de iluminação, permitindo também a ventilação natural.
No piso superior, onde se localizam os gabinetes dos professores, que possuem áreas
relativamente menores que as dos restantes compartimentos do edifício, foram projectados
pátios que permitem o contacto directo dos compartimentos com o exterior.
Materiais utilizados – A escolha dos materiais terá em consideração a sua adequabilidade ao
tipo de edifício, a elevada durabilidade e a baixa manutenção. Sempre que possível serão
utilizados materiais próprios da região, a envolvente exterior será isolada termicamente e o
vidro a aplicar terá protecção solar. A escolha dos materiais terá influência nas cargas
térmicas do edifício, que condicionará a solução de AVAC mais apropriada para este.
Cores – Nos espaços exteriores e interiores serão privilegiadas as superfícies de cores
claras, que possuem um melhor grau de reflexão da luz solar.
Equipamentos – Serão utilizados equipamentos com um adequado grau de eficiência
energética, de forma a proporcionar o conforto aos utilizadores, minimizando os consumos
energéticos. A escolha destes equipamentos terá por base os caudais previstos para a
renovação do ar e as cargas térmicas do edifício. Este será equipado com painéis solares
para aquecimento de águas quentes sanitárias.
Vegetação e arranjos exteriores - Os arranjos exteriores prevêem a colocação de espécies
vegetais com baixa manutenção e características da zona. As espécies vegetais existentes
na envolvente foram em grande parte preservadas e foi minimizado o impacto provocado
pela construção do edifício, no que se refere ao declive e às características do solo.
A presença do automóvel estará condicionada essencialmente ao piso -1, tendo sido
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privilegiado sobretudo o peão no acesso ao átrio principal. Os acessos ao edifício serão
praticamente planos, sem obstáculos, sendo também possível o seu acesso através de
bicicleta.
vi)
EXPLICITAÇÃO
CONSTRUTIVAS
DA
RACIONALIDADE
ADOPTADAS,
DAS
NOMEADAMENTE
SOLUÇÕES
FACE
ÀS
TÉCNICAS
E
EXIGÊNCIAS
FUNCIONAIS, DE SEGURANÇA, HABITABILIDADE E DURABILIDADE
Os materiais e soluções construtivas adoptados procuram ser eficazes em aspectos como a
térmica, a acústica, a durabilidade da construção e a facilidade de manutenção.
Tomando como ponto de partida o número de pisos e o programa funcional definidos para a
construção, grande parte do trabalho desenvolvido inicialmente incidiu sobre a distribuição
equilibrada dos espaços. O facto de termos por exemplo espaços de grande dimensão como
os auditórios, um número expressivo de salas de aula e diferentes laboratórios e um grande
número de gabinetes de pequena dimensão nas instalações para docentes, determinou de
igual modo a sua disposição ao longo da volumetria. Aqui tivemos de definir, a par da sua
localização, o desenho das circulações interiores.
No que diz respeito aos principais núcleos de instalações sanitárias, distribuídos pelos
diferentes pisos, procurámos a sua sobreposição em altura para facilitar a passagem das
redes de águas e esgotos.
Relativamente às áreas técnicas, estas foram projectadas no edifício de forma a possuírem
um fácil acesso ao exterior, a existência de ventilação e uma localização de proximidade
entre si. Esta autonomia permite que a interferência com a dinâmica principal do edifício seja
reduzida, nomeadamente quanto à segurança, à acústica, à térmica e aos acessos ao
exterior.
As infra-estruturas serão conduzidas através de áreas técnicas existentes em todo o edifício,
localizadas entre as lajes dos pisos e o tecto falso.
Os arranjos exteriores que conduzem ao interior do edifício serão planos, sem obstáculos,
permitindo assim um fácil acesso a pessoas com mobilidade condicionada. Também o
interior do edifício foi concebido de forma a poder ser acessível.
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vii) EXPLICITAÇÃO DAS SOLUÇÕES ADOPTADAS CONSIDERANDO OS FUTUROS
CUSTOS DE MANUTENÇÃO DO EDIFÍCIO PROPOSTO
Os futuros custos de manutenção do edifício proposto prender-se-ão com a preservação e
manutenção dos materiais de revestimento exterior e interior adoptados, assim como com
os seus equipamentos e infra-estruturas.
A opção pela colocação de um revestimento em pedra no embasamento do edifício e de
painéis metálicos no piso térreo prende-se com uma maior protecção das superfícies mais
próximas da cota do terreno natural, se compararmos com o revestimento em reboco
pintado que é empregue nos restantes pisos. Nestes pisos é requerida uma maior protecção
e capacidade para suportar melhor as lavagens, por estarem mais em contacto com
elementos “agressores”.
Os materiais a utilizar no edifício serão adaptados ao tipo de utilização prevista para os
locais, tendo em consideração a sua eficácia, durabilidade e os custos/facilidade de
manutenção.
Na selecção dos materiais a empregar, na solução dos arranjos exteriores, procurámos
utilizar materiais pouco exigentes ao nível da manutenção e com pouca rega.
A uniformização dos materiais e soluções de revestimento de paredes, pavimentos e tectos
permite racionalizar o número de intervenções e a dimensão das mesmas.
Os equipamentos presentes no edifício devem ser utilizados de acordo com as indicações
do fabricante, respeitando os períodos de manutenção aconselhados, tendo em vista a sua
maior durabilidade.
Após a construção do edifício, deverá existir planeamento nas operações de manutenção,
dado que a manutenção não planeada poderá revelar-se consideravelmente mais
dispendiosa. Deverá assim existir manutenção preventiva periódica e eventuais reparações
pontuais.
Será necessária a manutenção de carácter regulamentar, como a dos ascensores,
instalações de gás, instalações de detecção e combate a incêndio e na rede de
electricidade.
Deverá ser efectuada uma correcta compatibilização dos projectos de especialidades e uma
adequada escolha dos materiais a utilizar, tendo em vista uma maior durabilidade do
edifício, das infra-estruturas e dos seus equipamentos.
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ENQUADRAMENTO DA PROPOSTA NA LEGISLAÇÃO EM VIGOR
Na concepção do edifício foi atendido o enquadramento no regulamento do PDM de Lisboa
e no respectivo regulamento municipal, particularmente no que se refere ao estacionamento.
Para além do enquadramento do edifício nestes regulamentos, foi ainda considerada a
seguinte legislação:
•
DR9/2009 de 29 de Maio, no que se refere às definições urbanísticas;
•
DL163/2006 de 8 de Agosto, no que se refere às acessibilidades;
•
RGEU – Regulamento Geral das Edificações Urbanas;
•
DL220/2008 de 12 de Novembro e Portaria nº1532/2008 de 29 de Dezembro,
referente à Segurança Contra Risco de Incêndio em Edifícios;
Foram ainda considerados aspectos referentes à legislação em vigor, quanto à Estabilidade
do edifício, às características do Comportamento Térmico, à Qualidade do Ar Interior, às
Instalações Eléctricas, de Voz e de Dados, às Instalações de Gás, incluindo Gás Medicinal,
às Instalações de AVAC, às Instalações Electro-Mecânicas, às Redes de Abastecimento de
Água e de Drenagem de Águas Residuais e Pluviais e ao tratamento de Resíduos.
No desenvolvimento da concepção será atendida a legislação em vigor e as boas normas de
construção. Os materiais a utilizar terão marcação CE, sempre que aplicável.
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NOTAS FINAIS
A serenidade da paisagem e do lugar é mantida e preservada como elemento singular.
Uma imagem de contemporaneidade marca o edifício que é inserido numa paisagem natural
e eterna. A densidade espacial acentua a leveza da paisagem que o envolve e em cada
espaço uma abertura para o exterior, para o verde e para a sua contemplação. A luz natural,
filtrada e orientada de forma precisa, potencia uma vivência serena e concentrada dos
espaços.
Espaço de ensino onde a arquitectura desperta a intensidade do sentir e do lugar.
Lisboa, 29 de Agosto de 2014
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IMAGENS DA PROPOSTA
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