2007/09/07 A «RETIRADA» AMERICANA DO IRAQUE Alexandre Reis Rodrigues Está para próximo uma decisão da administração americana sobre a continuação do esforço militar americano no Iraque; estão agendadas audiências no Congresso com o Embaixador Ryan Crocker e o general David Petraeus, para os próximos dias 11 e 12 deste mês ao que se seguirá a divulgação do prometido relatório sobre o impacto do reforço de 30000 efectivos na segurança do país. Não obstante as avaliações mais recentes de diversas fontes (nomeadamente, da National Intelligence Estimate e do Government Accountab lity Office) traçarem quadros pessimistas, espera-se que a análise dos dois principais responsáveis no local permitirá a Bush reclamar ter tomado a decisão correcta, quando, no final de 2006, “contra ventos e marés”, surpreendeu quase toda a gente com a decisão de reforço dos efectivos. É, pelo menos, esse o teor de algumas breves declarações que o general Petraeus tem feito, em antecipação da apresentação do seu relatório O relatório do GAO, que por sinal é presentemente chefiado por um general (general David Walker), originou uma alargada polémica, incluindo acusações do comando militar americano em Bagdade de que era «factualmente incorrecto», nomeadamente quanto ao aumento da violência sectária e os progressos operacionais das unidades iraquianas. Houve, igualmente, pressões do Pentágono para correcção de alguns aspectos, o que a direcção do GAO assevera ter rejeitado excepto em dois objectivos que passou a avaliar «parcialmente atingidos» em função de informações complementares. Dos 9 objectivos estabelecidos pelo Congresso em matéria de segurança, o relatório considera terem sido atingidos apenas dois. Walker considera que a frente política é aquela que menos progressos regista, com 15 dos 37 ministros a terem retirado o seu apoio ao primeiro ministro al Maliki e sérios problemas com os restantes; em face de nenhuma melhoria nas condições básicas de vida da população iraquiana (segurança nas ruas, fornecimento de água e electricidade bem como outros serviços elementares), o GAO, à laia de conclusão, classifica o governo com disfuncional. Um outro relatório elaborado por uma comissão de oficiais retirados do serviço activo e liderada pelo General James Jones, o anterior SACEUR, também não é animador; diz que os iraquianos não estarão prontos a assumir sozinhos a responsabilidade pela sua própria segurança antes de passados mais 12 a 18 meses. Quanto à polícia que consideram minada por graves problemas de corrupção e sectarismo é sugerido que seja pura e simplesmente desmantelada e organizada de novo, risco que, provavelmente, ninguém vai querer correr, em situação de tão grande instabilidade (recentemente foram despedidos todos os comandantes das oito brigadas da polícia e 18 dos 27 comandantes de batalhão). No Congresso, a divisão de opiniões vai, muito provavelmente, continuar a impedir uma junção de votos suficiente para impedir o Presidente de usar o seu direito de veto, mas há crescentes sinais de entendimentos pontuais entre republicanos e democratas. Um grupo de seis congressistas do Partido Republicano vai mesmo ao ponto de sugerir que se comece desde já a preparar a estratégia «post surge» sem necessidade de esperar pelo relatório do general Petraeus, que, em qualquer caso, esperam que confirme o sucesso do reforço! Ahmadinejad, o Presidente do Irão, continua a defender o Governo de al Maliki e a denunciar a presença americana como a causa principal de todos os fracassos dos esforços de estabilização, repetindo que o seu país, com a ajuda de vizinhos e dos iraquianos, está pronto a ajudar a resolver o desastre provocado pelo próximo colapso total da estratégia americana! Para Teerão, esta oportunidade de alargamento do seu espaço de liderança regional não vai, obviamente, deixar de ser explorada até onde possível, o que significa dificuldades acrescidas para os EUA e a indispensabilidade destes equacionarem a possível retirada do Iraque num contexto regional que tenha em devida conta as aspirações iranianas. Não é de esperar, portanto, que a tão ansiada retirada venha a ter a dimensão abrangente que o termo, em condições normais, sugere; não obstante, algumas chefias militares (por exemplo, Chefe da Junta de Chefes de Estado Maior e Comandante do Central Command) advogarem uma redução substancial de efectivos, o que tem transparecido, por alguns comentários isolados do general Petraeus e as mais recentes declarações de Bush, não aponta minimamente nesse sentido. Os EUA começarão a retirar efectivos, a partir de Março do próximo ano (talvez uma brigada em Janeiro, como gesto) mas - na minha interpretação – vão manter uma presença militar importante; a redução da força será sobretudo ditada pela necessidade de o Exército passar para um nível de compromissos operacionais mais em linha com as suas actuais capacidades. A missão da força a manter terá duas vertentes principais: dar aos vizinhos árabes o sinal de que não ficarão sozinhos a travar o avanço iraniano e dizer a Teerão que não permitirão aventuras. Deixará de haver, de uma forma progressiva, um envolvimento nas operações diárias de combate à insurreição. Esta postura assenta no pressuposto de que a situação tenderá a melhorar e que os iraquianos se mostrarão à altura do desafio; se assim não for então tornar-se-á muito difícil manter uma presença sem envolvimento nos acontecimentos. Este assunto vai, com certeza, constituir um ponto difícil do entendimento a desenvolver com o Governo iraquiano sobre a recolocação das forças e eventual emprego. Este desfecho – manutenção de uma significativa presença militar e política - terá sempre feito parte dos planos americanos; as condições em que vai ocorrer é que são muito diferentes do que inicialmente se esperava. Há cerca de um ano, algumas notícias isoladas, também referidas nestas páginas, mencionavam estar em construção três bases militares muito grandes e uma enorme e excepcionalmente protegida embaixada. O assunto tem estado envolvido em mistério por razões facilmente entendíveis (nada se tendo visto ultimamente sobre a questão das bases militares) mas o último número da revista Foreign Policy trás alguma informação sobre a embaixada; não é muita mas é, em qualquer caso, esclarecedora das intenções americanas sobre a continuação da sua presença: a embaixada será «apenas» seis vezes maior que o complexo das Nações Unidas em Nova Iorque e 10 vezes maior que a Embaixada americana em Pequim, que passará a ser a segunda maior. Trata-se de um complexo que inclui mais de 20 edifícios, com condições de sustentação própria totalmente independente dos recursos locais (electricidade, água, esgotos, mercados, locais de entretenimento, etc.) e nas melhores condições de segurança e comodidade para os cerca de 1000 funcionários que lá trabalharão. Um muro de protecção com quase três metros de altura e uma força de fuzileiros garantirá a segurança num cenário de continuada violência. Para a sua construção o Congresso aprovou uma verba de quase 600 milhões de dólares que se presume seja excedida; os custos anuais de operação e manutenção rondarão um bilião de dólares. É sob estas circunstâncias que se deve perspectivar o que poderá ser, no curto/médio prazo, a «retirada» americana do Iraque! 111 TEXTOS RELACIONADOS : 2012/08/12 OUTRA ESTRATÉGIA PARA CONTER O IRÃO? Alexandre Reis Rodrigues 2012/03/25 ISRAEL, EM PREPARATIVOS PARA UMA GUERRA CONTRA O IRÃO ? 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