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Versão Oficial
Agostinho dos Santos
EF89
E S T Ú D I O F - programa número 89
ÁUDIO
TEXTO
Música-tema entra e fica em BG;
Locutor
-
A Rádio Nacional apresenta
ESTUDIO F,
Momentos Musicais da Funarte
Apresentação de Paulo César Soares
Paulo César : - No programa de hoje, um cantor paulistano que
apareceu para o grande público no começo dos
anos 50 e, rapidamente, se tornou um dos mais
aplaudidos intérpretes brasileiros. Apesar do
sucesso, esse cara não era de fazer concessões
comerciais. Por isso, sempre prezou a qualidade de
seu repertório, que reuniu algumas das mais
representativas canções da musica popular
brasileira de sua época.
Entra “Eu Sei Que Vou Te Amar” (MP3), fica brevemente e cai em
BG.
Paulo César: - No clima dos anos dourados, o Estúdio F-Série
Intérpretes recebe o inimitável Agostinho dos
Santos.
Sobe som e rola inteira
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Paulo César:
- O paulistano Agostinho dos Santos nasceu em
25 de abril de 1932 e foi criado no bairro do
Bexiga. Deu início a carreira em 1950,
apresentando-se como crooner da orquestra de
Osmar Milani. Logo foi contratado pela Rádio
América e, em 1953, gravou seu primeiro disco,
que trazia como destaque o samba "Rasga teu
verso". Com voz suave, muito bem colocada e de
boa potência, o cantor paulista começou gravando
- como todos os seus contemporâneos - um
repertório eclético. Mas sua veia romântica falou
mais alto e gerou sucessos como “Balada Triste”,
de Dalton Vogeler e Esdras da Silva. A versão de
Agostinho disputou com a de Ângela Maria a
preferência dos ouvintes.
Entra “Balada Triste” e rola inteira.
Paulo César:
- Em 1955, Agostinho foi para a Rádio Nacional
paulista. Nessa época, apresentou-se também na
Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, ao lado
de Ângela Maria e Sylvia Telles, com
acompanhamento da Orquestra Tabajara. Além
disso, gravou aquele que seria seu primeiro
sucesso: “Meu benzinho”, versão de My Little One,
de Frankie Lane.
Entra “Meu Benzinho” e rola inteira.
Paulo César:
- “Meu Benzinho” valeu a Agostinho dos Santos o
Disco de Ouro. Fato que voltou a se repetir em
1957 com o LP “Uma Voz e Seus Sucessos”. Esse
álbum trazia as composições "O amor não tem
juízo” e "Esquecimento”, ambas assinadas por
Fernando César, que, na época, colecionava
sucessos nas vozes dos maiores cantores do
rádio. De Fernando, Agostinho também gravou
outras músicas como, por exemplo, “Eu Sou De
Ser Você”.
3
Entra “Eu Sou De Ser Você” e rola inteira.
Paulo César:
- Depois de gravar Fernando César pela primeira
vez em 1957, Agostinho dedicou a metade de um
seus álbuns lançados em 1958 ao compositor. A
outra metade ele reservou a um jovem maestro
ainda pouco conhecido: ninguém menos do que
Antônio Carlos Jobim. Logo na abertura desse
LP, Agostinho desbrava “Estrada do Sol”, parceria
de Tom e Dolores Duran.
Entra “Estrada do Sol” e rola inteira.
Paulo César:
Locutor:
- No próximo bloco, Agostinho dos Santos canta na
trilha de Orfeu e abala o Carnegie Hall em Nova
York.
- Estamos apresentando Estúdio F,
Momentos Musicais da Funarte.
INTERVALO
•
Insert Chamada Funarte
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Bloco 2
Locutor:
- Continuamos com Estúdio F
Entra “Estrada do Sol”, cai em BG e permanece brevemente
durante a fala de Paulo César.
Paulo César: - Paulo César: - Em razão do álbum “ANTÔNIO
CARLOS JOBIM E FERNANDO CÉSAR NA VOZ DE
AGOSTINHO DOS SANTOS”, Agostinho foi convidado
por Tom e Vinícius para ser intérprete na trilha que
ambos haviam criado para o filme "Orfeu do carnaval",
de Marcel Camus. O cantor topou a proposta e a dupla
lhe entregou "A Felicidade”.
Entra “A Felicidade” e rola inteira.
Paulo César: - Agostinho dos Santos também compunha. Logo em
seu primeiro LP, ele dividiu com Vicente Lobo e
Osvaldo Morige a autoria da música “Vai Sofrendo”.
Depois disso, gravou outras de suas composições
como “Chuva para Molhar o Sol”, “Paz Sem Cor”,
“Distância é Saudade” e também a "Balada do
homem sem Deus", parceria com Fernando César
que fez parte do LP “O Inimitável Agostinho”,
lançado em 1959.
Entra “Balada do Homem Sem Deus” e rola inteira.
Paulo César: - Além de “Balada do Homem Sem Deus”, o LP "O
Inimitável Agostinho" também incluía sucessos
como "Hino ao sol", de Tom Jobim e Billy Blanco,
"Eu sei que vou te amar", de Tom e Vinicius, "Fim de
caso", de Dolores Duran e "Feitio de oração", de
Noel Rosa e Vadico. Resultado: quarto Disco de
Ouro consecutivo!
Entra “Feitio de Oração” e rola inteira.
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Paulo César: -
Em 21 de novembro de 1962, Agostinho dos
Santos foi o artista mais aplaudido no histórico
show de Bossa-Nova realizado no Carnegie Hall
em Nova York. O violonista Luiz Bonfá – parceiro
de Antônio Maria em “Manhã de Carnaval” contou que Agostinho abordou-o pouco antes do
show começar e pediu para cantar junto. Depois
de muita insistência, Bonfá cedeu. Quando o
violonista começou a tocar, os aplausos abafaram
o som. Agostinho, achando que já era sua hora,
entrou. E acabou cantando desde o início,
exatamente como queria. Cravos vermelhos foram
atirados ao palco e o Carnegie Hall aplaudiu de pé
aquela “Manhã de Carnaval”.
Entra “Manhã de Carnaval” (MP3) e rola inteira.
Paulo César:
- Ainda em 1962, o cantor lançou o LP "Presença
de Agostinho", com "Nossos momentos", de Luiz
Reis e Haroldo Barbosa, "Canção para Acordar
Você", de Tito Madi e "Mãos calmas", de Luiz
Bonfá e Ronaldo Bôscoli. No ano seguinte,
Bôscoli, voltou a fazer parte do repertório de
Agostinho. No LP "Vanguarda", o compositor e seu
tradicional parceiro Roberto Menescal aparecem
em faixas como "Além da imaginação", "Amor a
120" e "Tefefone".
Entra “Telefone” (MP3) e rola inteira.
Paulo César:
Locutor:
- No próximo bloco, Agostinho participa de festivais,
apadrinha Milton Nascimento e se despede aos 41
anos.
- Estamos apresentando Estúdio F,
Momentos Musicais da Funarte.
INTERVALO
•
Insert Chamada Funarte
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Bloco 3
Locutor:
- Continuamos com Estúdio F
Entra “Estrada do Sol”, cai em BG e permanece brevemente
durante a fala de Paulo César.
Paulo César:
- Agostinho dos Santos era muito ligado aos irmãos
Marcos e Paulo Sérgio Vale, amigos de quem
freqüentava a casa desde 1964. Agostinho apontava
a dupla como a grande promessa da chamada
“Nova Bossa Nova”. Definia-os como uma “turma da
pesada”. Marcos também não economizou elogios
ao amigo. Em entrevista ao Jornal do Brasil em
2008, o compositor declarou: “Considero Agostinho
dos Santos, ao lado de Maysa, como o brasileiro
mais importante pré-Bossa Nova. Ele veio antes do
Johnny Alf. Seu estilo preparou o caminho da
modernidade da bossa, a maneira nova de cantar.
Além de grande intérprete, era ótimo músico. Sabia
exatamente o que queria”.
Entra “Preciso Aprender a Ser Só” (MP3) e rola inteira.
Paulo César:
- “Preciso Aprender a Ser Só”, de Marcos e Paulo
Sérgio Vale, era uma das faixas do LP lançado por
Agostinho dos Santos pela gravadora “Elenco”. Neste
álbum de 1966, destacam-se ainda "O canto de
Ossanha", de Baden Powell e Vinicius de Moraes,
"Arrastão", de Edu Lobo e Vinicius e "Favelado", de
Zé Kéti.
Entra “Favelado” (MP3) e rola inteira.
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Paulo César:
- Uma curiosidade sobre Agostinho dos Santos é
que ele foi o primeiro padrinho artístico de Milton
Nascimento. Em 1967, além de indicar três músicas
do mineiro para o diretor artístico do segundo Festival
Internacional da Canção, ele ainda declarou em
várias entrevistas que considerava Milton a grande
revelação da nova MPB. Para completar, gravou
“Travessia” e incluiu em seu LP “Música Nossa”.
Entra “Travessia” e rola inteira.
Paulo César: - Além de “Travessia”, o LP “Música Nossa” ainda
trazia "Ponteio", de Capinan e Edu Lobo, "Carolina",
de Chico Buarque, "Oferenda", de Lenita e Luiz Eça e
"Sim pelo não", de Alcivando Luz e Carlos Coquejo,
com a participação especial da então iniciante Beth
Carvalho.
Entra “Sim Pelo Não” e rola inteira.
Paulo César: - Em 1968, Agostinho participou do terceiro Festival
Internacional da TV Globo, defendendo a música
"Visão", de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar. Dois
anos depois, lançou um LP no qual interpretou "O
diamante cor de rosa", de Roberto e Erasmo,
voltando assim a flertar com o rock, como fez no
início da carreira. Já em 1973, o cantor tem na praça
o LP que traz a faixa "O amor está no ar",
composição dele em parceria com Joab Teixeira.
Entra “O Amor Está No Ar” e rola inteira.
Paulo César: - No dia 11 de julho de 1973, o avião que levava
Agostinho dos Santos para a Grécia pegou fogo em
pleno ar, matando 134 pessoas a cinco quilômetros
do Aeroporto de Orly, em Paris. O cantor viajava para
defender num festival a canção “Paz Sem Cor”, que
havia composto em parceria com sua filha Nancy,
então com 17 anos.
Entra “Paz Sem Cor” (MP3) e rola inteira.
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Entra música-tema do Estúdio F e fica em BG;
Paulo César: - O programa de hoje foi roteirizado pelo
jornalista Cláudio Felicio. O Estúdio F é apresentado
toda semana pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro e
nas Rádios Nacional de Brasília e da Amazônia,
emissoras EBC - Empresa Brasil de Comunicações.
Os programas da série também são uma das atrações
do Canal Funarte. Acessem a nossa rádio virtual. O
endereço é www.funarte.gov.br/canalfunarte. Cultura ao
alcance de um clique! Você também pode ouvir o
programa
pelo
site
da
Radiobras:
www.radiobras.gov.br. Quem quiser pode escrever
para nós, o endereço é: Praça Mauá número 7 - 21
andar, Rio de janeiro - CEP/ 20081-240
Se quiser mandar um e-mail, anota aí:
[email protected]
Paulo César: - Valeu Pessoal!
Até a próxima!!!
ENCERRAMENTO
/ FICHA TÉCNICA
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