Impresso
Especial
TRT/MG
9912231135/09
DR/MG
CORREIOS
no 8 - setembro/outubro de 2O11 - TRT-MG
VARA DO TRABALHO,
O CORAÇÃO DO TRT
Um dia na 6ª VT/BH
EDITORIAL
no 8 - setembro/outubro de 2O11 - TRT-MG
O calendário sinaliza que 28 de outubro é o Dia do Servidor Público. Sabemos a dor e a delícia de
ser o que somos. Vale comemorar!
Para a matéria de capa da interativa 8, o Walter Sales, jornalista aqui da ACS, com muitos
anos de tribunal, passou um dia na 6ª VT de Belo Horizonte para saber, segundo ele, onde bate o
coração do TRT. Lá, a exemplo das outras 136 varas da 3ª Região, o bicho pega!
Quem acompanhou o Walter foi o Guto, que não economizou nas fotos. Na impossibilidade de
estampar todas na revista, elas estão disponíveis na intranet. Não deixe de ver a cara boa dos
servidores que, mesmo com tanto trabalho, nos receberam muito bem. Obrigado!
Queremos também agradecer à Maria Fernanda Ratton, que respondeu à Rosane na coluna
Cadê você?, e à Dorinha, da 4ª VT de Cel. Fabriciano, que documentou a chegada da primavera na
região: uma sapucaia florida. Que beleza!
E tem mais: em uma pesquisa rápida, alguns servidores nos contaram onde está a felicidade.
Se você às vezes se sente infeliz, vale ouvir as dicas de nossos colegas. Quem sabe ser feliz é mais
simples do que imaginamos?
Não deixe de ler esta revista porque ela foi produzida pensando em você.
Um abraço.
*Junto com esta edição, está circulando um encarte. Leia o texto “A vida é feita
de estratégias”, e depois siga a “estratégia” sugerida para fazer um origami.
Que a estrela feita com dobraduras lhe traga sorte.
EXPEDIENTE
SUMÁRIO
Administração TRT-MG Desembargadora Deoclecia Amorelli Dias
Presidente
Desembargadora Emília Facchini
Vice-Presidente Judicial
Desembargadora Cleube de Freitas Pereira
Vice-Presidente Administrativo
Desembargador Luiz Otávio Linhares Renault
Corregedor
Edição
Redação
Projeto Gráfico
Diagramação
Arte
Revisão
Fotografia
Impressão
Periodicidade
Tiragem
Adriana Spinelli
Assessora de Comunicação Social
Divina Dias
Divina Dias, Ruth Vasseur, Solange Kierulff,
Walter Sales
Imaculada Lima
Imaculada Lima
Evaristo Barbosa
Anya Karina Campos
Augusto Ferreira, Leonardo Andrade, Madson
Morais, Noemi Luz, Solange Kierulff
Gráfica Triunfal
Bimestral
4.200 exemplares
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
Assessoria de Comunicação Social
Rua Desembargador Drummond, 41 - 13º andar
31-3215-7053 - [email protected]
2 setembro/outubro de 2011 - revista interativa
Entrevista
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Onde está a felicidade?
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Um dia na 6ª Vara do Trabalho .
3/4
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5
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A história de Vareta, um cachorro
de sorte
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8
9
Você já tentou assoviar e chupar
cana?
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Um olhar sobre a cidade .
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Cadê você? .
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Opinião .
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ENTREVISTA
Psicóloga Magda Santos Costa
COMPETIÇÃO COOPERAÇÃO
no trabalho
Competir é da natureza humana. Nos primórdios da civilização, a competição era pela sobrevivência, como a disputa por comida, água, abrigo e pares para se reproduzir. Definida pelo dicionário como pretender
algo que outro também quer, será que vale a pena competir com colegas para conquistar um objetivo profissional? Essa e outras questões
quem responde é Magda Santos Costa, especialista em Gestão
Estratégica de Recursos Humanos com mestrado em Administração.
Atualmente, ela é Diretora da ABRH/MG – Associação Brasileira de
Recursos Humanos – Seccional Minas Gerais e Superintendente de
Gestão de Pessoas do Banco Bonsucesso.
A realização do homem moderno depende muito da sua vinculação ao trabalho por se tratar de fator de sobrevivência, de humanização, de integração social, de autoestima e de utilidade social. A quem
cabe criar um bom ambiente de trabalho nas instituições?
Sempre temos a tendência de atribuir a responsabilidade pelo
bom ambiente de trabalho à alta administração e aos gestores de
maneira geral, mas, na realidade, essa é uma responsabilidade de
todos os personagens envolvidos no cenário corporativo: desde o nível
mais operacional até o mais estratégico. Ser ético, solidário, comprometido com os resultados individuais e da equipe, negociar intra e
entre áreas, esclarecer e solucionar conflitos com maturidade, receber
remuneração justa e ter boas condições físicas de trabalho são alguns
dos fatores importantes para a construção e manutenção do bom ambiente de trabalho.
O que prejudica o ambiente de trabalho? Quais são os problemas
mais comuns?
Se pensarmos que ética, solidariedade, comprometimento, administração adequada de conflitos são fatores que contribuem para um
bom clima de trabalho, a ausência desses fatores poderá gerar grande
impacto negativo.
Assim, além dos já citados, pesquisas em gestão de pessoas mostram que a inexistência de canais de comunicação interna ágeis e eficazes, relação entre chefias e subordinados pautadas na cultura da
ameaça e do medo, competição predatória, ausência de parcerias entre
colegas de trabalho, falta de reconhecimento, desrespeito, desvalorização das pessoas e falta de perspectivas de desenvolvimento e crescimento são aspectos que prejudicam o bom ambiente de trabalho.
Assessoria de Comunicação Social - TRT-MG
3
ENTREVISTA
Psicóloga Magda Santos Costa
O homem é competitivo por natureza. Quando é
que a competição no trabalho é saudável?
Alguns estudiosos defendem a ideia de que uma
das razões da evolução do mundo é a competição.
Historicamente, podemos perceber que onde houve
competição houve progresso, evolução, aprendizado e
trocas, mas, quando se fala em competição, muitas
pessoas reagem como se ela apresentasse apenas
aspectos danosos.
Quando a competição é estabelecida com regras
claras e condições de equidade, pode gerar novas
metas, novos paradigmas, novos modelos de referência, novas possibilidades e provocar novas estratégias.
Temos a sensação de que somente a cooperação é
saudável, mas existem pactos de cooperação que
podem trazer muitos danos. Já a ausência de competição pode levar à estagnação, estabelecer a “zona de
conforto” e a passividade, gerando atraso e até retrocesso.
No trabalho, a competição pode gerar possibilidades de se criar indicadores reais de melhoria na performance de equipes, pode estimular o desenvolvimento
de qualidades e o desejo de autossuperação.
O que traz mais benefícios: a cooperação ou a
competição?
Não podemos negar que a competição faz parte da
vida. Nossos filhos já começam a competir com outras
crianças aos 4 ou 5 anos de idade, quando se submetem a processos seletivos para iniciar a vida escolar ou
sempre que queremos transferi-los para escolas que
ofereçam maiores recursos pedagógicos. E avançarão
pela vida competindo nos vestibulares, pelas melhores
vagas de estágio, melhores oportunidades de trabalho...O servidor público já passa por intensa competição antes de ser aprovado em um concurso.
Provavelmente, se não houvesse competição, os
Jogos Olímpicos não teriam a mesma importância para
os para-atletas (mesmo sabendo que eles contam com
a cooperação de muitas pessoas em seu entorno). A
competição realça as qualidades e o preparo do competidor. Podemos nos arriscar a pensar que, se o foco
fosse somente a cooperação, será que eles se sentiriam
estimulados a superar as próprias limitações? Quebrar
os próprios recordes?
Vou finalizar utilizando como referência um texto
de Rubem Alves, que poderá ser lido no site
4 setembro/outubro de 2011 - revista interativa
http://www.rubemalves.com.br/tenisfrescobol.htm.
Ele utiliza o jogo de tênis e o de frescobol como metáforas para falar da relação afetiva. Aqui, nós a utilizaremos para falar da competição e da cooperação.
Uma das leituras que se pode fazer do texto, é que o
tênis se pauta na competição, de maneira que, para um
jogador ganhar, o outro tem que perder. Os competidores
precisam de muita disciplina e atenção, preparo físico e
mental, as regras são claras, bem definidas, o local do jogo
deve ser bem demarcado e plano. O objetivo final do jogo é
derrotar o adversário. A vitória de um se consagra a partir
do erro do outro. E, conforme o texto, o bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário e
é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada.
O frescobol se parece muito com o tênis, mas, para
que o jogo seja bom, é preciso que nenhum dos jogadores
perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi
de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvêla gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la.
Pode-se jogá-lo em inúmeros lugares: na areia da praia, no
clube, na praça, no quintal de casa... Não existe adversário, nem vencedor, porque ninguém sai derrotado. No
frescobol, o jogo só é interessante quando ninguém erra, o
que pressupõe contínua cooperação.
Qual é melhor: tênis ou frescobol? Ambientes competitivos ou cooperativos? Isto dependerá do perfil de cada um
dos personagens envolvidos, da motivação e das crenças
pessoais, do segmento de mercado em que nossa empresa
está inserida: se vamos jogar para nos divertir ou nos profissionalizar, se vamos fazer do jogo a fonte de receita para a
sobrevivência, ou se jogaremos por lazer, prazer, pelos
benefícios que traz à saúde etc.
Ambos são importantes, fazem parte da vida. Muitas
vezes o nosso maior adversário está dentro de nós mesmos,
o monstro que criamos e cultivamos e que não nos deixa
avançar, competir, vencer e crescer.
Cooperação ou competição? O que precisamos avaliar
são os critérios, as regras, as condições, a motivação ética
para competir ou cooperar.
Não existe receita para ser feliz. Ou melhor, talvez exista,
mas você tem que encontrar a sua
U
Lais, filha do Sérgio, feliz da vida
Um emprego público, uma tarde de compras, filhos,
muito dinheiro no banco, Prozac, chocolate, viagens...
Onde está a sua felicidade?
Essa é a questão vivida pela atriz Bruna Lombardi
no filme “Onde está a felicidade?”, em cartaz nos cinemas. Desempregada e desapontada com o marido, ela
vai em busca da felicidade no Caminho de Santiago de
Compostela, acreditando que, terminada a viagem, terá
uma recompensa.
E você já parou para responder à pergunta? Já
sentiu alguma vez uma sensação de incompletude e
partiu em busca da felicidade com a certeza de que
não é feliz? Para o diretor do filme, Carlos Alberto
Riccelli, ao fim do caminho, a personagem descobre
que a felicidade está mesmo é dentro de cada um.
É o que pensa também Dilma Ferreira, da Diretoria-Geral: encontrar a felicidade no outro é pura perda de
tempo. Não dá para transferir essa responsabilidade,
afirma ela com sabedoria.
Já para a desembargadora Deoclecia Amorelli
Dias, recém-empossada no cargo de presidente do TRTMG, a felicidade está nas pequenas e grandes coisas da
vida, desde que feitas com o coração. Para quem quer ser
feliz, uma simples caminhada pelas ruas do bairro,
numa manhã de sol, é um bom motivo. Outra coisa que
a deixa feliz é reconhecer, ao final de qualquer trabalho,
que ele foi realizado conforme o programado. Isso
também dá uma sensação de bem-estar, de felicidade
muito grande!
Opiniões que vêm comprovar que a felicidade está
em nossos pensamentos, na maneira de ver o mundo,
no nosso coração. Impossível defini-la. O que podemos
é vivê-la no instante em que ocorre e, aí, convém levar
em conta as palavras de Guimarães Rosa, que não se
sabe se foi feliz, mas fez muita gente feliz: Felicidade
a gente acha é em horas de descuido.
Cláudia e a equipe da RH
Da VT/Januária, a 600 Km de Belo Horizonte,
Sérgio Bispo Rodrigues, um barranqueiro nascido e
criado às margens do Rio São Francisco, como ele se
identifica, manda dizer que a sua felicidade está no
convívio com a família lá onde vive, no norte do estado:
a mulher Keitty e o casal de filhos Lucas e Laís.
Na verdade, não existem demarcações geográficas
para a tal da felicidade. Cláudia Rejane Moreira, da
DSDRH, na contramão de muitas opiniões, fica muito
feliz é quando chega ao trabalho. Na RH sou muito bem
acolhida. Lá somos uma família. Então, para tornar a vida
mais fácil, é preciso reconhecer o que nos faz feliz e
cultivar isso.
Mas, como somos todos diferentes, precisamos
também de diferentes motivos para sermos felizes.
Uns ficam felizes com o almoço farto e sem pressa dos
domingos, outros, com vitória do seu time de futebol,
alegria difícil para os torcedores mineiros neste
Brasileirão, e outros, ainda, com um pé de jabuticaba
carregado.
Guardada a ética, o respeito e o querer dos outros,
vale tudo para ser feliz. O que não vale é a busca por
um ideal de felicidade como a vida perfeita exibida nos
comerciais de margarina, cujo padrão nem sempre
corresponde aos nossos.
Então, cuidado, porque a busca obstinada pela
felicidade costuma mais aprisionar do que libertar,
costuma prometer mais do que cumprir. Ter a felicidade como único alvo é o mesmo que buscar o impossível. Pensando assim, merece respeito o entendimento
do Beethoven Nascimento de Souza (1ª VT/Uberaba)
que encontra a felicidade mesmo é no seu dia a dia.
É isso aí Beethoven!
Beethoven
Sérgio e família
Sim, aqui pulsa o coração da Justiça do Trabalho.
Gente, muita gente! Sobe e desce, entra e sai. Pressa,
muita pressa! porque os prazos são peremptórios,
apesar de insuficientes para a execução de tanto
serviço, que não para de aumentar. O serviço aumenta,
a exigência cresce, mas a hora continua com 60
minutos, o dia permanece com 24 horas, e o número
de servidores é o mesmo, ainda que a pauta seja dupla.
Meu Deus! Parece que os processos se reproduzem em
profusão. Aí, o ritmo fica mais acelerado, frenético, a
jornada mais prolongada. Na casa de Athena, sua
espada não é de pau apenas porque as jornadas de
nove, dez, doze horas não são executadas para atingir
metas, mas por comprometimento e respeito aos
cidadãos.
Às 6h30 de segunda-feira, 26 de setembro, ainda
com sono, a cidade recomeça seu movimento. Na 6ª VT
de BH, as portas estão fechadas. O saguão do 7º andar
começa a receber a luz do dia, mas as cadeiras estão
vazias. Reina absoluto o silêncio. Daqui a pouco, tudo
se agita, a pressão chega ao cume. Gente que já esteve
ombro-a-ombro entreolha-se de esguelha. Quem sabe
vão sair em animada prosa, depois do possível milagre
da conciliação?
Antes das 7h, chega o Mário, trazendo pães para o
lanche. Abre a Secretaria, entra, liga equipamentos e
põe a água do café para ferver - porque ninguém é de
ferro! Volta, acessa o site do Tribunal, imprime
mensagens de serviço, puxa os e-DOCs e inicia a
redação de despachos. Nisto, chegam Agnaldo,
Augusto, Péricles e Eliane (Lili).
Enquanto Lili retira dos malotes cartas precatórias
e processos que retornam do TRT, PRT e Contadoria,
dá baixa e os distribui para despachos, Agnaldo
guarda os 96 processos com despachos do dia anterior
e procura os 90 que receberam petições, sendo 12
e-DOC, e os repassa para despacho, e junta as guias
quitadas de acordos, execuções e honorários. Ao
mesmo tempo em que Augusto faz consultas ao
Infojud, Renajud e Jucemg, e redige alvarás,
autorizações, mandados etc, Péricles elabora
notificações e publicações, e faz o cadastramento das partes e dos pedidos lançados nas
iniciais.
Mais um tempinho e surge o Nilson, diretor da
Secretaria. Estudante de Educação Física, quando
ingressou no TRT, em 1984, depois cursou Direito. É
preciso mesmo muito preparo físico (e mental) para
encarar uma jornada que vai terminar depois das 21h!
Nilson supervisiona os serviços e redige despachos,
auxiliado por Mário e Raquel.
Antes das 9h chegam Pulcra e Vanessa, assistentes
Um dia na 6ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte onde,
a exemplo das demais varas, o serviço não acaba
do juiz Fernando César Fonseca. Os cumprimentos são
breves porque os processos são muitos. Às 9h começa
o atendimento ao público. Dizem que segunda é o dia
de menor movimento! Ufa! Será mesmo? Das 9 às 12h
foram atendidos 48 advogados, 12 partes e um perito.
Lá dentro, as máquinas não param. Sorte de Nilson
que na segunda as audiências começam às 13h10. Ele
localiza, ordena e confere os processos da pauta,
presta apoio em audiências e no atendimento de
balcão, supervisiona tudo e continua redigindo minutas
de despachos.
Quando chega Cristina, datilógrafa de audiência,
arrastando o pé direito que está lesionado. Nilson
demonstra preocupação com ela. Cris responde com
um afetuoso abraço, um largo sorriso e a advertência
de que ele quer mesmo é ficar livre dela. Brincadeira,
ela confidencia baixinho.
Agnaldo é o rei do balcão. Na função há cinco
anos, se dá muito bem com todos. Em contrapartida,
todo mundo procura ajudá-lo na hora do aperto.
Andréia e Naiara, a estagiária, executam a mesma
função. Ambas são muito simpáticas. Nayara vai fazer
falta quando deixar o TRT, no final do ano, confirmando
a afirmação do juiz Fernando César Fonseca de que a
dificuldade da Vara é formar uma equipe. Ele chega
trazendo nas mãos os três processos julgados pela
manhã. Mais quatro o aguardam à noite, depois das 16
audiências do dia, com saldo, às 19h40, de quatro
conciliações, uma sentença proferida, três a
proferir; um incidente, uma exceção de
incompetência, um adiamento e uma designação de
prosseguimentos.
O dia chega ao fim com todos extenuados. No
balcão, foram atendidos 106 advogados, 37 partes e 7
peritos. Alguns, que iniciaram a jornada às 7h, já
saíram há algum tempo, sem poder disfarçar o
cansaço. Pulcra não conseguia pensar. Vanessa e
Nilson ainda resistem. Para ela, “o grande desafio é
manter a qualidade trabalhando tanto”. Aliás, a queixa
quanto ao excesso de trabalho é comum a todos.
Segundo Raquel, o estresse só é minimizado um pouco
pelo ótimo ambiente proporcionado pelo Nilson e o juiz
titular Fernando César. O número de servidores é
realmente pequeno! Este ano a Vara já recebeu 1883
processos, contra 1754 em 2010.
São 20h20. Apenas o Nilson trabalha. Cansado,
ainda tem de assinar sentenças e decisões de
embargos, elaborar 10 minutas e conferir os
lançamentos no Sistema. Somente as lentes do Guto,
fotógrafo da ACS, registram sua saída, o apagar das
luzes. Amanhã começa tudo de novo, com
comprometimento, amizade e alegria...
A história de Vareta, um cachorro de sorte, e o futuro dos outros cachorros
Servidores da JT se mobilizam para salvar
ANIMAIS ABANDONADOS
Se colocarmos na ponta do lápis, dá para constatar
facilmente que alguns animais de estimação recebem
muito mais cuidados do que muita criança carente!
Mas o outro lado da moeda também existe e é cruel:
as cidades sofrem com a superpopulação de animais
de rua, na maioria das vezes, abandonados por seus
donos.
Após passar muitos anos tentando amparar essa
população deixada na “sarjeta”, Adimar Damasceno
Breder, da Vara do Trabalho de Manhuaçu, cidade da
Zona da Mata mineira situada a 280 km de Belo
Horizonte, partiu para uma ação mais efetiva e fundou
a Bicho Vivo, uma ONG que defende a esterilização em
massa de cães e gatos abandonados, proposta no
Projeto de Lei 1376/2003. A superpopulação de animais de rua é um dos grandes desafios das administrações municipais. O problema, infelizmente, é colocado
em último lugar na fila de prioridades e, se não houver uma
ação do poder público, a situação tende a se agravar,
afirma.
Criada em 2004, a associação possui cerca de 100
voluntários e realiza periodicamente campanhas educativas em 36 cidades vizinhas ao município na tentativa
de conscientizar as pessoas para os problemas trazidos pelos bichos nessa situação. Sabemos que eles são
transmissores de várias doenças, causam acidentes de
trânsito e os cães mais violentos acabam colocando em
risco a vida das pessoas, diz Adimar. Porém, ele discorda
daqueles que pensam no extermínio dos animais como
solução: é um crime que não soluciona o problema.
Se você também defende a proposta, manifeste-se
e acompanhe a tramitação do projeto, que aguarda
parecer na Comissão de Seguridade Social e Família
(CSSF) em Brasília.
8 setembro/outubro
Adimar, que defende
uma ação efetiva do
poder público,
sobretudo da Agência
Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), dos
centros de controle de
zoonoses municipais e
um trabalho de
conscientização das
pessoas.
Vareta, o mascote da
VT de Santa Rita do
Sapucai
Vareta, o mascote da VT de Santa Rita
do Sapucai
Mas nem todos o cachorros de rua têm a mesmo
destino. Na Vara do Trabalho de Santa Rita do Sapucaí,
cidade da região Sul de Minas, distante 406 quilômetros da capital do estado, aconteceu um caso curioso.
Há pouco tempo, chegou na vara um cachorro que
amoleceu os corações dos servidores e, principalmente,
o da juíza Camila Guimarães Zeidler, titular da vara.
Ele foi chegando sorrateiro, e, antes que eu dissesse
não, se instalou feito um posseiro, dentro dos nossos
corações, canta a juíza, parodiando Teresinha, música
de autoria de Chico Buarque. E foi assim mesmo que o
mirrado cachorro chegou: com fome, frio e mancando
da pata dianteira. As servidoras, sensibilizadas, começaram a alimentá-lo e, como uma coisa leva a outra, ele
começou a bater ponto todo dia às 8 horas da manhã,
tão pontual quanto um servidor dedicado. Sem nome,
magro de fazer dó e por ter aparecido onde apareceu,
virou Vareta, conquistando o coração de todos, como
um posseiro mesmo, diz a juíza.
Como o cachorro não engordava, foi levado ao
veterinário, que constatou uma pneumonia. Após 12
dias de antibiótico e muita dedicação, Vareta reagiu e,
como pode se ver na foto, tirada em 16 de setembro
último, dia em que Dra Camila comemorou 30 anos de
serviço prestado à Justiça do Trabalho – 8 como servidora do TRT2 e 22 como juíza do TRT3 – até participou
da festa.
VOCÊ JÁ TENTOU
ASSOVIAR E CHUPAR CANA ?
Há quem consiga assoviar e chupar cana porque acredita que a vida é cheia de possibilidades e acha uma
delícia o doce da cana. Há os que insistem até conseguir e os que desistem antes mesmo de tentar.
Esses dão uma preguiça na gente, né?
Kémerson Lisboa Macedo,
por exemplo, é dentista. No TRT
trabalha na Informática. Áreas
tão diferentes de atuação que,
segundo ele, lhe dão muito
prazer, cada uma ao seu tempo.
Mas vamos à história: em 1990,
ele prestou vestibular para
odontologia, mesmo contrariando um teste vocacional
que sinalizava que suas
aptidões estavam mais ligadas às ciências exatas. Já na
faculdade, como queria se bancar, fez o concurso do TRT
e, aprovado, assumiu o cargo de técnico judiciário.
Dentista, montou um consultório, mas não deixou o
emprego público.
Se o tempo era corrido para se dividir entre as duas
atividades, Kemerson ainda conseguiu esticar mais um
pouco o seu dia. Encantado com as novidades da
Informática, prestou outro vestibular. Dessa vez para
análise de sistemas, com direito até a uma pósgraduação em segurança de rede de computadores, área
em que, desde então, trabalha no TRT atendendo à 2ª
Instância, sem esquecer a odontologia. Atendo pacientes
no consultório três manhãs por semana, quase como um
hobby, diz ele, provando que é possível mesmo assoviar
e chupar cana. E ainda sobra tempo para praticar esportes, outra de suas paixões. Falta dizer que a diabetes o
obriga a se aplicar insulina seis vezes ao dia, mas não o
impede de fazer nada.
Outro bom exemplo, é o de Kátia Vieira de Oliveira, diretora
da 1ª VT/Juiz de Fora, que durante um bom tempo precisou “assoviar e chupar cana” para dar conta do recado. E que recado!
Graduada em letras e direito, ela achava que tinha tudo para se
sair bem no cargo quando assumiu a diretoria em 2006. Mas,
como gestora, enfrentou tempos difíceis, a exemplo de muitos
diretores: servidores desmotivados e infelizes. Ambiente muito ruim
de trabalho. E aí letras e direito não foram suficientes. O que lhe
ajudou foram os vários cursos que precisou fazer na área de gestão de pessoas, com o apoio da Diretoria de Recursos Humanos.
Resgatar a autoestima de cada um e estabelecer uma boa
convivência entre os colegas passaram a ser desafios. Foram
muitas reuniões, muitas mensagens motivacionais e uma proposta
nova de trabalho, que, com apoio e a boa vontade da equipe, a
quem ela credita todos os méritos da ação, hoje faz da vara uma
referência: o rodízio quinzenal de atividades entre os servidores
que têm a mesma qualificação. O rodízio, além de tornar o trabalho
menos monótono, faz com que todos valorizem a atividade do colega
porque todos sabem, por exemplo, que um alvará é mais difícil que um
mandado, demanda mais tempo... Assim, conclui a “especialista em
RH”, nenhum servidor e nenhuma atividade é mais valorizado que
outro porque existe uma equipe que, para bem desempenhar seu
trabalho, precisa funcionar como uma engrenagem.
Na Bilblioteca
Pública, Olegário
Alfredo declama
seus cordéis para os
alunos da rede
municipal de ensino
de Belo Horizonte
Na 1ª VT/JF, o juiz titular José Nilton Ferreira Pandelot preparou uma
galinhada para comemorar, além do seu aniversário, também o dos
aniversariantes de setembro. Parabéns ao ilustre cozinheiro!
Outro servidor que também prova diariamente a sua versatilidade é Olegário Alfredo, do Controle Interno. Quando
não está no TRT, tem quase como missão divulgar a literatura de cordel. Membro da Academia Brasileira de Cordel,
ele é escritor, poeta, haicaista (poesia japosesa), mestre
em capoeira e contador de história. Como cordelista, tem
mais de 100 títulos publicados.
Natural de Teófilo Otoni, Olegário é também
professor de literatura portuguesa, formado em letras
e pós-graduado em gestão pública.
Para melhor conhecê-lo acesse o seu site
www.olegarioalfredo.com.br e saiba um pouco mais
da sua história, das suas obras e das suas andanças.
Assessoria de Comunicação Social - TRT-MG
9
UM OLHAR SOBRE A CIDADE
A primavera é um milagre
de Deus que enobrece a vida
e purifica o ser!
Uma sapucaia florida na
Avenida Cláudio Moura, em
Ipatinga
Catedral Metropolitana de Juiz de Fora
vista da janela da Turma Recursal
Noemi Luz - Foro Trabalhista de Juiz de Fora
Dorotéa Reiter de Araújo – 4ª VT/Coronel Fabriciano
Fale com o editor
CADÊ
VOCÊ ?
Alguma coisa chamou a atenção na sua cidade, que mereça ser compartilhada com os colegas
da JT? Faça como a Dorinha e mande a foto, que vamos publicar neste espaço
([email protected])
Resposta da Fernanda Ratton para Rosane
Arquivo pessoal
Olá Rosane!
Estou em São João Del Rei, também
com saudades e lembrando sempre
dessa nossa época tão boa na
Diretoria-Geral.
A viagem à Argentina então que
você bem lembrou foi mesmo uma
delícia...
Espero agora uma visita dos
colegas da DG, nesta “terrinha” que
é ótima. Um beijo para todos e um
especial para a Rosane.
Ah! Adorei sair na revista, fiz o
maior sucesso por aqui!
Maria Fernanda Ratton, da VT de São João Del Rei, na foto
com a filha Gabriela e o marido Cléber
Se você quer ter notícias de alguém com quem trabalhou, mas perdeu o contato, fale conosco que vamos ajudá-lo na busca.
10 setembro/outubro de 2011 - revista interativa
OPINIÃO
Mônica de Moura Gonçalves Faria*
A (DIFÍCIL?) DECISÃO DE SE
APOSENTAR
Perguntam-me sobre aposentadoria, como me decidi,
como me preparei, qual é a sensação agora, como me
sinto. Na verdade ainda estou experimentando várias
sensações. Tinha como certo em minha vida que no dia
em que tivesse o “tempo,” iria me afastar. Sabia disso,
não tive dúvidas. Gosto de minha profissão, adorei
trabalhar no TRT como odontopediatra, trabalhei muito, muito mesmo. Tenho o maior respeito pelo serviço
público e nunca admiti chacotas sobre funcionário
público. Sei que dei o meu melhor. Não me preparei
propriamente para esse momento da aposentadoria,
mas sempre tive outras atividades, outros interesses,
cursos, estudos, leituras e, paralelamente, mantinha o
magistério na PUC.
Minha vida sempre foi muito corrida, horários
apertados. Então, embora me realizando no exercício
da profissão, foi relativamente tranquilo confirmar
minha opção pela aposentadoria. Confesso que me
surpreendi com um friozinho na barriga: será mesmo?
E o dinheiro, vai dar? Como veio, de que forma chegou
essa leve brisa de dúvida, medo mesmo? O incômodo
dizia assim: Quem eu sou ou serei se não for mais a
dentista dos meus meninos do TRT? Foi então que me
dei conta de que a dificuldade não é simplesmente
gostar ou não do serviço, da profissão, do emprego. De
tanto fazer, trabalhar, me envolver durante todos esses
anos, eu incorporei esse papel, essa personagem à
minha identidade. A dificuldade, e ao mesmo tempo a
chave, foi tomar consciência e abrir mão dessa identificação do meu ego. Quem eu sou? “Ser” a dentista do
TRT era só uma parte, um fragmento do SER Mônica,
que não ia se perder, não ia deixar de SER. Ajudou-me
ter essa consciência, procurar em mim tantas outras
possibilidades de realização, de preenchimento e ver
que a função que exercia tinha mesmo um ciclo, um
tempo programado, tanto eu precisava me desligar e
buscar meus outros recursos como o serviço precisava
se renovar, receber outros colaboradores, com outras
experiências, outras ideias. E outra pessoa precisava
ocupar esse espaço pois é a vez dela também se realizar e aproveitar a oportunidade.
Tudo é cíclico mesmo, está em movimento, em
contínua renovação. Penso que se nos apegarmos à
crença de que aposentado é velho, está no fim da linha,
já não serve mais para o sistema, não é produtivo,
então ficamos em casa, deprimidos, esperando a morte
chegar. Mas, se ela vai chegar mesmo, quero estar é
bem ocupada e feliz. Sinto-me recomeçando outro ciclo
e não finalizando minha vida.
Estudo muito, tenho sede de aprender coisas novas
e um sério compromisso com meu crescimento espiritual. Tudo isso me nutre profundamente. Outra coisa
interessante que constatei ser pura verdade: não tenho
tempo. Achei que ia ter, achei mesmo. E minha família
também teve essa expectativa. Continuo fazendo tudo
correndo, atrasada. Acontece que me desorganizei
(espero melhorar) e expandi minhas atividades.
Continuo dando aulas e não sei como eu dava
conta de fazer tantas coisas e ainda conseguia trabalhar no TRT. Em compensação, hoje é segunda-feira
(3 de outubro) e estou em casa à tarde. Cheguei pela
manhã cedo de João Pessoa, para onde fui na quintafeira participar de um workshop. Direito adquirido!
Tá ruim?
Se este texto tivesse uma trilha sonora, tocaria
Gonzaguinha:
“... é a vida, e é bonita e é bonita...”
E estou feliz.
* Mônica de Moura Gonçalves Faria, recém-aposentada,
foi odontopediatra do TRT, é professora na PUC e
continua inventando moda
Assessoria de Comunicação Social - TRT-MG
11
Empossada como presidente do TRT da 3ª Região no último dia 1º de
setembro, a desembargadora Deoclecia Amorelli Dias, primeira mulher
a presidir a instituição, citou Clarice Lispector em seu discurso
Destaque este encarte
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Encarte - setembro/outubro de 2011 - revista interativa
A VIDA É FEITA DE
Responda rápido: O que têm em comum a invasão do
Complexo do Alemão, no Rio, a vitória da candidatura
carioca para sediar as Olimpíadas de 2016 e a recuperação de processos perdidos por um certo assistente da JT?
Se você respondeu que todos contaram com uma estratégia bem-sucedida, acertou!
Sobre os dois primeiros, muito se comentou à época
em que ocorreram. Das táticas de invasão adotadas pela
polícia carioca e das chamadas “estratégias de influência”
usadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro para convencer as
autoridades olímpicas internacionais de que o Rio pode
sediar, sim, um evento desse porte. Mas a estratégia usada
por nosso assistente para recuperar alguns processos, essa
vale a pena contar aqui.
Walter era assistente de desembargador. Certo dia,
como de costume, desceu as escadas do prédio em que
morava carregando 12 volumes relativos a oito processos e
levando pela mão o filho Gabriel, de dois anos, para deixálo na escolinha antes de seguir para o Tribunal. O filho
correu na frente e, ao chegar à garagem gritou, o que fez
com que Walter deixasse os processos em cima de um
muro para socorrer o filho. E aí fica fácil deduzir que ele foi
embora e deixou os processos para trás.
Só quando chegou ao Tribunal, Walter se deu conta de
que estava sem os processos. Naquele tempo pouca gente
tinha telefone celular e ele não costumava andar com
fichas ou cartão de telefone público. Assim, pensou que
seria melhor voltar rápido para casa. De certa forma, ele
estava tranquilo, pois naquela hora, ainda muito cedo,
somente a empregada e a faxineira estavam no
prédio, e ele já havia alertado ambas de que os processos
eram intocáveis.
Acontece que, de volta a sua casa, atônito, Walter
descobriu que a faxineira tinha jogado todos os processos
na lixeira da rua. A única coisa que lhe veio à cabeça foi
encontrar uma maneira de recuperar os processos o mais
rápido possível. E, apesar da tensão, Walter foi capaz de
montar uma estratégia que deu certo. Veja só o que ele
armou, passo a passo:
1
Perguntou aos lavadores de carro daquele trecho
da rua se haviam visto quem recolhera o lixo. A
resposta foi negativa, mas eles informaram que
haviam passado por ali vários catadores de papel.
2
Fez a mesma pergunta na oficina da vizinhança.
Lá, ficou sabendo que, por ser segunda-feira, três
caminhões da SLU passavam pela manhã para
recolher o lixo.
3
Pediu à faxineira que fosse ao supermercado
próximo conversar com todos os catadores de
papel que ela avistasse pedindo a eles que
ficassem esperando ali até segunda ordem.
4
Convocou um dos lavadores de carro para ir à
Feira dos Produtores, que também ficava nas
proximidades, com a mesma recomendação de
interpelar os catadores de papel.
5
Ligou para a SLU e pediu que o lixo recolhido no
bairro Cidade Nova ficasse reservado até ordem
contrária.
6
Correu ao depósito de papel mais próximo e
solicitou ao responsável que entrasse em contato
com todos os demais depósitos da região para
que interrompessem o processamento do papel
recolhido naquela manhã.
Vale contar que para garantir que tudo fosse cumprido à
risca, Walter afirmou que se tratava de uma “ordem judicial” que precisava ser cumprida.
Logo no primeiro depósito de papel em que entrou,
Walter pulou dentro de uma caçamba e, após iniciar sua
busca, avistou, no fundo do que era uma montanha de
papel, um metal redondo que podia ser um grampo de
processos. De olhos fechados, levou a mão devagar, com
muita fé, e puxou o documento de uma vez. Era um dos
processos. A busca continuou nessa e em outra caçamba e
um a um, todos os processos foram sendo recuperados.
Depois de pagar, no quilo, pelo papel que estava
levando do depósito, Walter, todo sujo de fuligem, mal teve
tempo de liberar os catadores de papel do supermercado e
da Feira dos Produtores, telefonar para a SLU para liberar o
lixo do Cidade Nova, tomar um banho e correr para o
Tribunal levando os processos, a tempo de despachar com
o desembargador.
Estrela de Natal
1
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2
6
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8
Assim como o Walter, todos nós podemos
passar por uma situação que requer uma
boa estratégia para ser solucionada.
Se você já vivenciou uma situação assim,
conte pra gente.
SUA HISTÓRIA PODERÁ SER ESCOLHIDA
E PUBLICADA NA PRÓXIMA interativa.
9
10
repetir o mesmo processo (89) na par te de trás
11
10
12
puxar
12
DICAS
Para fazer a estrela, siga o diagrama.
Ao fazer as dobras, tente unir bem as pontas e faça
vincos fortes onde há linhas tracejadas.
Não desista facilmente. Tente construir o origami com outros
papeis. Na internet você encontra muitos outros modelos,
com diagramas e instruções em vídeo.
Boa sorte!
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VARA DO TRABALHO, O CORAÇÃO DO TRT