PRÓ - REITORIA DE GRADUAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Curso de Física A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA DE CONDUTORES E OS ESPELHOS RETROVISORES Autora: Fabiana Aparecida Dias Cavalcanti Orientadora: Prof. Dra. Maria Inês Ribas Rodrigues 2009 FABIANA APARECIDA DIAS CAVALCANTI A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA DE CONDUTORES E OS ESPELHOS RETROVISORES Trabalho de Conclusão de Curso submetido à Universidade Católica de Brasília para obtenção do Grau de Licenciado em Física Orientadora: Dra. Maria Inês Rodrigues BRASÍLIA NOVEMBRO DE 2009 SUMÁRIO Resumo.....................................................................................................................................3 1.Introdução ............................................................................................................................4 2. Referencial Teórico ..............................................................................................................5 2.1 Ciência – Tecnologia -Sociedade.......................................................................................5 2.2 A Tecnologia Óptica e as suas Aplicações na Antiguidade................................................6 2.2.1 As Idéias dos Gregos.......................................................................................................8 2.3 Óptica................................................................................................................................10 2.3.1Óptica Física...................................................................................................................10 2.3.2 Óptica Geométrica ........................................................................................................11 2.3.3 Refração da Luz.............................................................................................................11 2.3.4 Lei da Refração ou Lei de Snell.....................................................................................12 2.3.5 Reflexão ........................................................................................................................12 2.3.6 Lei da Reflexão .............................................................................................................14 2.4 Espelho............................................................................................................................14 2.5 Formações de Imagens....................................................................................................15 2.5.1 Principio da Reversibilidade dos Raios Luminosos.......................................................16 2.5.2 Diagrama de Raios .......................................................................................................17 2.5.3 Imagens Formadas por Espelhos Esféricos .................................................................18 2.6 Equações..........................................................................................................................18 2.6.1 Condições de Nitidez de Gauss....................................................................................19 2.7Construindo Diagramas de Raios através de Espelhos Esféricos ..................................20 2.8 Porque os espelhos retrovisores dos carros produzem reflexos diferentes.................... 21 2.9 O Primeiro Carro com Retrovisor.....................................................................................21 2.10 A Diferença entre o Espelho Côncavo e Convexo.........................................................22 2.11 A Diferença entre os ajustes dos Espelhos Retrovisores para o dia e para a noite......22 2.12 Pontos Cegos ................................................................................................................23 3. Metodologia .......................................................................................................................24 4. Resultados e Discussões...................................................................................................24 5. Considerações Finais.........................................................................................................29 6. Agradecimento ...................................................................................................................29 7. Referência Bibliográficas ...................................................................................................30 9. Anexos................................................................................................................................32 A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA DE CONDUTORES E OS ESPELHOS RETROVISORES RESUMO Este trabalho tem por finalidade pesquisar o quanto o motorista é alfabetizado cientificamente e tecnologicamente em relação ao uso dos espelhos retrovisores. Tendo como fatores direcionadores a fundamentação teórica que visa analisar a física geométrica envolvida nesse processo e os diversos fatores que podem influenciar na visibilidade do motorista. São apontados dentro dessa abordagem estudos qualitativos e quantitativos os quais, expõem resultados relativos ao contexto da pesquisa realizada. Por meio desses dados foi possível identificar que alfabetizar os cidadãos visando os processos (CTS) é uma necessidade do mundo moderno. Palavras chave: Alfabetização, Aplicações, Ciência, Tecnologia, Sociedade. 1. Introdução Este trabalho tem como alicerce principal a finalidade de compreender os conceitos da óptica geométrica envolvidos na construção dos espelhos retrovisores, e os processos que envolvem a Ciencia – Tecnologia e Sociedade (CTS), durante o periodo de alfabetização cientifica dos cidadãos. Sob essa perspectiva foram realizados diversos estudos tendo como fonte principal pesquisas bibliográficas, estudos teóricos e experimentais, análises de dados que abordam resultados qualitativos e quantitativos. Por meio de pesquisas de campo foi possível analisar como é tratada a qualidade do campo de visão dos motoristas ao utilizarem os espelhos retrovisores, e a questão dos conceitos CTS, aplicados ao cotidiano dos consumidores de automóveis. Já que um indivíduo alfabetizado nesse termo se apresenta consciente quanto ao funcionamento dos diversos equipamentos que estão presentes nesse contexto automobilístico. Desta forma, considerando a maneira como os motoristas utilizam esses artefatos e os diversos fatores que influenciam a qualidade de visibilidade, buscou-se a princípio, entender por meio de processos históricos a origem dos espelhos, a tecnologia óptica e as suas aplicações na antiguidade, observando desde os primórdios até os gregos e filósofos aos dias atuais. São também expostos os conceitos da óptica geométrica, visando à aplicação de diagrama de raios e a formação das imagens em espelhos planos e convexos, pelo processo de reflexão da luz. Neste sentido procurou-se respostas para muitas indagações, como por exemplo: a diferença entre o retrovisor interno e os laterais, porque os retrovisores com espelhos convexos provocam a ilusão de óptica, as principais características do ponto cego, quais os ângulos, devemos manter os espelhos, e porque alguns retrovisores possuem um ajuste para o dia e outro para a noite, e quais são as novas tecnologias adotadas pelas fábricas automobilísticas. Entretanto foi possível identificar diversos fatores que expõe à necessidade de promover uma alfabetização cientifica e tecnologia, visando uma melhoria na qualidade de ensino e aprendizagem. 2. Referencial Teórico 2.1 Ciências – Tecnologia - Sociedade Do ponto de vista educacional, um dos processos mais importantes durante o período de formação é o de capacitar o aluno a interpretar os diversos fenômenos que fazem parte do seu cotidiano sendo eles: naturais ou sociais. Pois dessa maneira o mesmo poderá formar suas próprias opiniões em relação à sociedade, na qual, se encontra inserido. No entanto, essa expectativa é fundamentada em um contexto que tem por meta promover uma alfabetização científica, visando um grande público. A este respeito, Pinheiro (1999, p.1) afirma que: A discussão sobre a Alfabetização Cientifica e Técnica (ACT) tem se tornado evidente nos últimos anos devido a vários fatores Um deles se deve à necessidade cada vez mais crescente de habilidades que permitam que se tenha alguma familiaridade com as ciências e as tecnologias, cada vez mais presentes na vida cotidiana. Estas habilidades hoje se tornaram tão importantes como foi saber ler e escrever no início do século. A necessidade destas habilidades, aliada às constantes discussões sobre a ineficiência da educação cientifica tradicional para os estudantes que não seguem uma carreira cientifica,fez com que a ACT surgisse como uma tentativa de renovação do ensino de ciência e alternativas ao ensino por disciplinas. Nos últimos tempos a ciência e a tecnologia invadiram o mundo de maneira tão ampla que já se fala em autonomização, pois a mesma está diretamente ligada ao comportamento humano, e aos progressos tecnologias. Entretanto de acordo com Basso, citado por Santos & Mortimer (2002, p.1) “A lógica do comportamento humano passou a ser a lógica da eficácia tecnológica e suas razões passaram a ser as da ciência”. Assim os processos científicos e tecnológicos estão ser expandindo em um ritmo muito acelerado, tendo como alvo principal um público consumidor. Neste sentido, alfabetizar os cidadãos é uma necessidade do mundo moderno. Pois o objetivo não é demonstrar o mundo da ciência e da tecnologia, mas sim disponibilizar meios para que o cidadão consiga trilhar seu próprio caminho, buscando soluções e alternativas para sanar dúvidas e entender de maneira clara e objetiva as aplicações tecnológicas que estão envolvidas no processo de fabricação e utilização dos produtos consumidos. Nesse contexto muitos cidadãos ao adquirir certo artefato ou simplesmente um aparelho eletrônico, ou produto químico, não possui se quer a mínima informação a respeito do produto consumido, como por exemplo: quais os fatores de segurança são levados em consideração durante o processo de fabricação, quais as aplicações tecnológicas envolvidas e etc. A este respeito, Santos & Mortimer (2002, p. 5) afirmam que: Refletir sobre tais questões significa mudar a postura em relação ao consumo de mercadorias, pois, em geral, na maioria das vezes, a decisão entre consumir um ou outro produto é tomada em função de sua aparência e qualidade e quase nunca são considerados os aspectos sociais, ambientais e éticos envolvidos na sua produção. Partindo desse pressuposto, a tecnologia pode ser entendida como um banco de informações o qual pode dominar e transformar o mundo todo. Estando integrada diretamente ao conhecimento científico. Em geral, a tecnologia é reduzida apenas ao seu aspecto técnico. A identificação dos aspectos organizacionais e culturais da tecnologia permite compreender como ela é dependente dos sistemas sócio-políticos e dos valores e das ideologias da cultura em que se insere. Entretanto, uma pessoa letrada tecnologicamente tem o poder e a liberdade para analisar e questionar os principais problemas de importância em sócio-tecnologia, A este respeito de acordo Layton citado por Santos & Mortimer (2002, p.9) Na perspectiva de formar um cidadão que possa compreender como a tecnologia tem influenciado o comportamento humano e desenvolver atitudes em prol de um desenvolvimento tecnológico sustentável, é essencial que haja uma discussão dos valores envolvidos nas decisões. Enfim, ciência, tecnologia e sociedade visam formar cidadãos alfabetizados capazes de realizar ações conscientes e tomar decisões responsáveis. 2.2 – A tecnologia Óptica e as suas Aplicações na Antiguidade Existem alguns documentos, que evidenciam a existência de alguns elementos ou sistemas ópticos construídos há séculos. Assim, partindo do pressuposto de que esses instrumentos poderiam ter finalidades militares, e industriais surgiu provavelmente à idéia de construção e aprimoramento. Um dos primeiros instrumentos fabricados, utilizando espelhos e lentes foi um telescópio. Alguns historiadores ao analisarem os textos de Polidoro Virgilio de Urbino (1470? 1555) 1 constataram que durante a história da civilização se teriam perdido por diversas vezes os registro com os segredos do fabrico dos espelhos. A este respeito, Bernardo (2009, p.84) afirma que: No Neolítico, cerca de 6200 a.C., já se poliam superfícies espelhadas em obsidiana, como se comprova por descobertas arqueológicas realizadas perto de Konya, na Turquia. No Egipto apareceram placas de selenita, de ardósia e de mica, datadas de cerca de 4500 a. C., que poderiam ter sido utilizadas como espelhos. Os mais antigos espelhos de cobre foram encontrados no Irão e são do período de 4000 a. C., tendo surgido no Egipto cerca de 2900 a.C. Os espelhos egípcios eram feitos de cobre até cerca de 2100 a. C., mas começaram desde então a ser produzidos em bronze (Estampa), e às vezes até em prata e ouro, tal como aconteceu em Uruk e Ur, na Mesopotânia. . Assim sendo, os espelhos foram usados em aplicações ligadas a atividades indústrias, como, por exemplo, a iluminação de túneis e minas. A mineração é uma das 1 Polidoro Virgilio, considerado um grande historiador de origem italiana, viveu por muito tempo na Inglaterra. Em 1499 na cidade de Veneza, publicou uma obra enciclopédica onde escreveu a história e a origem das invenções humanas e seus autores. atividades mais antigas, a qual era e é praticada desde 3000 a.C em várias civilizações. Como na antiguidade não existia os recursos que são oferecidos hoje em dia, é difícil imaginar muitas das obras e atividades realizadas pelos mineiros. A este respeito Bernardo (2009, p.85) afirma que: A iluminação de muitas grutas era feita, provavelmente, utilizando archotes e lâmpadas de óleo. Porém, com estes meios de iluminação, corria-se o perigo de envenenamento causado pela inalação do monóxido de carbono, provocando a perda de consciência e até a morte. Os nossos antepassados talvez se tivessem apercebido desta “doença das minas”, visto que estudos recentes realizados em minas e em túmulos egípcios, onde não são visíveis sinais de combustão, parecem indicar que eram aí utilizados espelhos com o objetivo de encaminhar a luz do Sol para dentro dos túneis e obter assim uma ilumina inofensiva para a saúde dos que neles trabalhavam. Em 1977, arqueólogos acharam em minas abandonadas do Monte Sinai, alguns moldes os quais provavelmente eram utilizados para fabricar os espelhos de bronze utilizados pelos Egípcios. Entretanto, está descoberta não era uma prova suficiente, a qual demonstrava que os espelhos eram utilizados para a iluminação das minas, porém os moldes encontrados poderiam ter pertencido a uma pequena comunidade de produção de espelhos para exportação ou, talvez pudessem ter sido fabricados para atender a procura do comércio local e utilizado como objetos de toucador ou de cerimonial religioso. Com o passar dos anos várias civilizações européias como grega, romana e celta, e também as não européias, indiana, chinesa, japonesa e ameríndia, começaram o processo da fabricação e utilização dos espelhos. Naquela época ao comparar os espelhos europeus com os gregos, os etruscos eram mais reconhecidos, ou seja, os espelhos fabricados por eles tinham um grande valor artístico. Porém, os Celtas tentaram copiar inicialmente os espelhos produzidos pelos gregos e Etruscos, no entanto não foi necessário, pois, com o passar do tempo, os mesmos começaram a fabricar os espelhos com decorações próprias. Já no império romano fabricaram-se espelhos de vidro com a face posterior prateada. Segundo Bernardo, “Os espelhos, planos e esféricos, considerados objetos de luxo ou destinados a usos mágicos e religiosos, começaram a despertar a atenção dos espíritos mais curiosos, que tentaram perceber o seu funcionamento” (2009, p.86). Desta forma os filósofos usaram os espelhos para analisar a lei da reflexão da luz, e estudar suas principais características e propriedades, como por exemplo: as imagens formadas por eles. Nesse período, os espelhos eram utilizados em toda a parte, na Roma imperial eles eram utilizados praticamente como “espelhos de mirar” no tempo do filósofo Sêneca os espelhos eram objetos valiosos. Os mais preciosos eram fabricados em ouro e prata, esculpidos com jóias. Embora para um soldado um espelho fosse somente um objeto de guerra, para um aristocrata, um espelho esculpido de ouro significava um símbolo de riqueza e muita prosperidade. Apesar da fabricação dos valiosos e luxuosos espelhos, havia um grande enigma a ser desvendado pelos filósofos daquela época que se questionavam a respeito da origem e formação das imagens. Uma das características que mais intrigou os filósofos antigos foi à inversão das imagens, sendo que as aparentes inversões entre a parte esquerda e direita foram motivos de controvérsia no fim do século XX entre físicos e psicólogos. Já em relação à tecnologia do fabrico dos espelhos não teve provavelmente um desenvolvimento contínuo, e muito menos, sistemático. A este respeito Bernardo (2009, p.86) afirma que: Ao longo da história, os segredos da produção de muitos objetos estavam tão localizados numa única povoação ou cidade e era ai tão bem guardado que, muitas vezes, se perdiam. Freqüentemente, não duravam mais que algumas gerações, até que mais tarde floresciam noutros lugares. 2.2.1 - As Idéias dos Gregos Durante a antiguidade alguns filósofos acreditavam que a luz tinha uma característica corpuscular. Como por exemplo, Demócrito (460-357 a.C.), que adquiriu como base o conceito de atomicidade, pois acreditava que o feixe luminoso surgia dos objetos e penetrava nos olhos para constituir a imagem. Entretanto, a crença Pitagórica previa que a visão era causada por algo emitido pelo olho, um "fluxo visual". Platão (428-348 a.C.) defendia uma teoria, que tinha como foco principal a existência de raios emanados dos olhos e raios emanados dos corpos luminosos e atribuía à impressão de visão ao encontro desses raios. Assim sendo, é possível constatar a dedicação dos gregos nesse período para entende melhor todos os processos relacionados à visão. Segundo Aristóteles (384-322 a.C), a luz derivaria de uma atividade em determinado meio, A este respeito, Rocha (2002, p.212) afirma que: Aristóteles entendia perfeitamente a natureza vibratória do som e, por comparação, deu uma explicação para a luz. Segundo Aristóteles, da mesma forma que a voz humana põe em movimento o ar ambiente que agita algum elemento do ouvido, o objeto luminoso vibra, pondo em movimento um meio indefinido a que ele chamou de diáfano - o qual, por sua vez, provocaria o movimento de humores que fariam parte da composição do olho. Estas idéias diferem, portanto, da percepção corpuscular, de alguma coisa emitida pelo olho, e seria natural considerá-las como predecessoras da concepção ondulatória da luz. É importante ressaltar que os filósofos da antiguidade foram os primeiros a buscarem explicações para os fenômenos que apresentavam propriedades refletoras como as superfícies espelhadas planas e curvas, os mesmos também descobriram que a luz se propaga em linha reta. No início do século III a.C., os estudos realizados destas e de outras propriedades, embora pouco desenvolvidos, foram divididos em dois ramos distintos: o da óptica e o da catóptrica. Sendo assim a óptica analisava a teoria geométrica da percepção visual do espaço e dos objetos nele centrado. A catóptrica pesquisava principalmente a teoria dos espelhos entre outros fenômenos associados com a refração. A este respeito, Rocha (2002, p.214, 215) afirma que: Os primeiros tratados com esta denominação parecem ter sido escritos pelo matemático grego Euclides de Alexandria (323-285 a.C). Em seu trabalho denominado Catóptrica, Euclides descreveu o comportamento do feixe luminoso refletido por espelhos planos, côncavos e convexos e, admitido trajetória retilínea para este feixe, além de noções de geometria, foi capaz de apresentar Lei de reflexão da luz: o ângulo de incidência é igual ao ângulo de reflexão. Esta lei só viria a ser completada mais de mil anos depois, por volta de 1038 d.C., pelo físico e matemático iraquiano Abu-Ali Al- Hasan Ibn Al Haythan ( Al-Hazen), ao enfatizar que o raio incidente, o raio refletido e a normal estão no mesmo plano. Al-Hazen rejeitou a idéia de raios visuais dos gregos, o qual já tinha sido questionado por Aristóteles que então indagava: "Se a visão tivesse efeito quando a luz saísse do olho, como de uma lâmpada, por que não seria igualmente possível a visão no escuro?" Durante o século III a.C., o matemático grego Arquimedes de Siracusa (283-212 a.C.) em seu livro, intitulado como Catóptrica, faz algumas citações a espelhos que apresentam características de concentrar em pontos, designados de focos, os raios luminosos paralelos incidentes. Devido as suas propriedades esses espelhos eram denominados incandescentes. Segundo a história Arquimedes teria, construído diversos espelhos incandescentes, em cobre, e usados para incendiar navios romanos localizados em Siracusa, no ano 214 a. C. conforme demonstra a figura 1. Figura 1: Espelho ustório de Arquimedes, extraída de Apiária Universa Philosophiae Mathematica, de Bettinus, 1642. Fonte: BERNARDO, LUIZ MIGUEL (2009, P.91) No entanto, não há provas de que Arquimedes tenha realmente realizado essa proeza, já tentaram por diversas vezes construir uma réplica da famosa arma solar projetada por Arquimedes porém não obtiveram muito sucesso. A este respeito, Rocha (2002, P. 215) argumenta que: Existe um registro que em 1973, um engenheiro grego teria mostrado que é possível incendiar um barco de madeira a 50 metros da costa, usando 70 espelhos planos ( 1,5 x 1,0 m ) dispostos em semicírculos, de modo a fazerem convergir raios solares sobre o mesmo. Sobre a lei de reflexão de Euclides, existem outros autores que também contribuíram muito, em diversas pesquisas como Heron de Alexandria (século II a.C.). A este respeito Rocha (2002, P. 215) afirma que: É sabido que Heron exerceu grande influência na óptica antiga com suas obras Dióptrica e Catóptrica. Nelas, pode-se encontrar a afirmação de que ’um raio de luz que passa por dois pontos, havendo-se refletido entre eles, o faz de tal modo que o trajeto seja o mais curto possível ’, para o qual o ângulo de incidência deve ser igual ao ângulo de reflexão. 2.3 – Óptica A óptica é definida como a ciência que estuda a origem da propagação da luz e as transformações de diferentes fenômenos, os quais estão diretamente ligados a ela. Existem dois pólos principais na óptica: a física e a geométrica. A ótica física analisa primeiramente a natureza e as características da luz e a geométrica apresenta os princípios que constituem a formação de imagens por lentes, espelhos e outros anteparos. Desta forma, a luz comportase como uma onda eletromagnética, já em outras circunstâncias, a mesma pode comportase como particular (fótons) e para se alcançar a descrição exata do fenômeno é necessário verificar de maneira, mas precisa a teoria quântica da luz. No século XVII, o francês Pierre de Fermat (1601-1665), desenvolveu o princípio do percurso mínimo, e comprovou, matematicamente, as leis de reflexão e da refração da luz, afirmado que a luz, ao expandir-se de um ponto para outro, percorre um caminho o qual o tempo de percurso é mínimo, mesmo que, para isso, tenha de desviar-se relativamente ao caminho mais curto. Os fenômenos apresentados pela óptica física e geométrica até os dias atuais possuem uma enorme aplicação no ramo tecnológico como, por exemplo: telescópio, microscópio, interferômetros, etc. A mesma obteve um grande avanço em 1960, com a descoberta do laser que originou uma grande revolução na óptica. 2.3.1 Óptica Física Em 1801 Thomas Young realizou as primeiras experiências que demonstrou de forma evidente a natureza ondulatória da luz. “Durante o processo Young determinou o valor do comprimento de onda da parte central do espectro que apresenta um valor bastante aproximado do valor do comprimento de onda o qual o olho humano é mais sensível” (BARSA, 2002, p.31). Entretanto, nem todos aceitaram as suas medidas, especialmente os que eram favoráveis a teoria corpuscular da luz, elaborada por Isaac Newton. Apenas em 1850, as teorias de Newton sobre a luz foram abolidas, e a teoria ondulatória da luz proposta por Huygens foi aceita e comprovada por Young. “Huygens ao propor seu princípio estabelece que todos os pontos de uma frente de onda de luz podem ser considerados como fontes puntiformes que produzem ondas secundárias” (BARSA, 2002, p.31). Essas ondas têm frentes de onda que se espalham de tal modo que a frente de onda inicial será a superfície (ou a curva, no caso de duas dimensões) que tangencia as ondas secundárias. 2.3.2 Óptica Geométrica Se o comprimento de onda da radiação eletromagnética é muito menor do que as dimensões dos objetos macroscópicos com as quais interage, pode-se analisar a propagação dessa radiação utilizando-se a abordagem da óptica geométrica, essas características e de fundamental importância para a solução de problemas técnicos, como a fabricação de lentes e espelhos. O termo óptica geométrica é usado inúmeras vezes como um significado limitado à aplicação geométrica das leis de refração e reflexão de raios luminosos em diferentes tipos de superfícies. Os efeitos de interferência geralmente são eliminados nos processos da óptica geométrica, pois se define um raio luminoso como a reta orientada no espaço que indica a direção e o sentido de propagação da luz. Desta forma, se não existir obstáculos e o meio for homogêneo e isótropo, a luz se espalha em linha reta. Está reta é caracterizada como reta normal, ou seja, nome dado à reta perpendicular a uma curva ou superfície. Na óptica geométrica os únicos princípios físicos são: a noção de raios luminosos e as leis de reflexão e de refração, quando há mudanças de meio. Dessa forma, esse campo da física se resume ao estudo dessas leis básicas, e suas aplicações para as superfícies e meios mais comuns e a definição de aparelhos ópticos, como espelhos parabólicos, microscópios, telescópios etc. 2.3.3 Refração da Luz Um das características principais que estabelece a refração da luz, “e a partir do momento em que um raio de luz passa de um meio a outro, conforme esboça as figuras 2 e 3 processo o qual se utiliza luz de comprimento de onda bem definido” (HALLIDAY 2009 p.17). Figura 2: Reflexão e a refração de um feixe de luz incidente em uma superfície de água horizontal. Fonte : HALLIDAY ( 2009 p.18) Figura 3: Os ângulos de incidência ( θ1 ), de reflexão ( θ1 ) e de refração ( θ 2 ). Fonte: HALLIDAY (2009 p.18) ' A refração da luz e um fenômeno que depende exclusivamente de propriedades intrínsecas aos meios e do comprimento de onda da luz, a mesma e definida como a lei de Snell, ou lei de Descartes. 2.3.4 Lei da refração – ou Lei de Snell Pode ser expressa pela equação 1, “o raio refratado está no plano de incidência e tem um ângulo de refração θ 2 que está relacionado ao ângulo de incidência θ1 ” ( HALLIDAY ,2009, p .18). n2 sen θ 2 = n1 sen θ1 (1) Ao utilizar um determinado valor numérico o qual apresente um índice de refração relativo de vários meios para um dado comprimento de onda, é aplicador a lei de Snell para obter uma análise de refração em superfícies de formas diversificadas. Caso a luz seja composta por vários comprimentos de onda diferentes, haverá raios refratados em direções diferentes para a mesma direção incidente: é o fenômeno da dispersão. Um dos componentes ópticos mais usados para alterar a direção de feixes luminosos ou dispersá-los, é o prisma, que pode ter ângulos diferentes, segundo sua aplicação. Assim, a refração da luz é responsável pelo feito de objetos no interior de líquidos parecerem estar a profundidades menores do que realmente está, quando observados do ar, fenômeno o qual pode ocorrer na atmosfera. O índice de refração relativo do ar quente difere do índice do ar frio, quando regiões da atmosfera estão a temperaturas diferentes da luz descreve uma curva com concavidade para cima ou para baixo, conforme o ar frio esteja mais embaixo ou mais em cima, respectivamente. 2.3.5 Reflexão A reflexão da luz pode ser definida como um fenômeno, o qual evidenciar a mudança de direção do feixe de luz ao deparar com uma superfície que delimita dois meios distintos, sem que o feixe mude de meio. Em superfície polida, como por exemplo: no espelho ocorre o processo da reflexão especular, pois haverá um feixe unidirecional refletido, conforme mostra as figuras 4 e 5. Figura 4: Reflexão especular Fonte: ARQUIVO PESSOAL DA AUTORA Figura 5: Reflexão especular Fonte: CABRAL FERNANDO e LAGO ALEXANDRE (2004 p.377) Caso a superfície seja irregular, a reflexão será difusa; como exemplo, uma folha de papel; que apresenta em sua superfície uma inclinação diferenciada e os raios refletidos se espalham em todas as direções, conforme demonstra a figura 6. Figura 6: Reflexão difusa Fonte: CABRAL FERNANDO e LAGO ALEXANDRE (2004 p.377) Dentro desta abordagem, ser observamos um caminhão de bombeiro, por exemplo, possui a escrita na parte frontal. No entanto para muitos motoristas à primeira impressão é que o espelho inverte a imagem e por isso é necessário escrever a palavra invertida conforme demonstra a figura 7. Porém, os espelhos não invertem a imagem - trocando, à esquerda pela direita. O que eles fazem é inverter a imagem em relação ao eixo perpendicular ao espelho, o que nos dá a sensação de estar olhando a imagem por trás. Assim sendo, está imagem é classificada como especular ou enantiomorfa2. Figura 7: Reflexão especular Fonte: CABRAL FERNANDO e LAGO ALEXANDRE (2004 p.410) No entanto se olharmos para nossa mão direita no espelho, veremos uma imagem do mesmo tamanho, mas com a aparência de uma mão esquerda . A este respeito, Tipler (2000, p. 381) afirma que Esta inversão direita-esquerda é causada por uma inversão de distância: a imagem de uma mão direita é uma mão esquerda porque a palma e as costas da mão são invertidas pelo espelho. A inversão de distâncias pode ser analisada através de um sistema de coordenadas retangulares o espelho transforma um sistema de coordenadas dextrogiro, para o qual i x j = k, em um sistema de coordenadas levogiro, para o qual i x j = -k 2.3.6- Lei da reflexão “O raio refletido está no plano de incidência e tem um ângulo, de reflexão igual ao ângulo de incidência” (HALLIDAY, 2009, p.18). Está lei é representada pela equação 2 θ '1 = θ1 (2) 2.4 – O Espelho Durante o processo de fabricação dos espelhos são realizados alguns processos que consistem no aperfeiçoamento de camadas que compõem a sua estrutura final. São utilizadas três camadas, para formar um espelho com base sólida, sendo que a principal e composta de uma superfície de metal polida que reflete a luz que incide sobre ela, esta face é adicionada no meio do espelho. Por trás dessa superfície metálica, existe uma camada escura que tem o poder de absorver a luz que surgir de trás do espelho, esta camada de tinta preta impede que a luz “vaze” pela camada refletora do metal. Já na frente desse metal é colocada uma camada de vidro, que dará solidez ao espelho e protegem a película metálica contra riscos que podem desviar a reflexão dos raios de luz. 2 A palavra enantiomorfa vem do grego enantios (oposto) e morphe (forma). As nossas mãos são um exemplo de enantiomorfismo: a mão direita é a imagem especular da mão esquerda. Para que um espelho seja classificado como um bom espelho ele deve refletir ao máximo 90% da luz que incide sobre ele, para que isso ocorra é necessário que todas as etapas de fabricação sejam realizadas com muita precisão. Assim, o passo inicial é a limpeza e o polimento, realizada essa etapa é aplicada uma camada de prata, ou seja, o metal que e bastante utilizado nos espelhos atuais, juntamente com um produto químico que a faz aderir completamente ao vidro. Na última etapa é realizado o processo da pulverização, o qual e adicionada uma camada de trinta pretas atrás da superfície de prata, pois como esse metal é sensível ao ambiente, os fabricantes optar por usar tintas pretas impermeáveis à umidade, que é um dos principais inimigos da prata. Logo em seguida, o espelho e colocado em uma estufa para secar a tinta, ao finalizar todas essas etapas os espelhos já estão prontos para ser admirado por todos 2.5– Formações de imagens A imagem de um objeto pode ser formada pelos processos de refração ou reflexão da luz, e devido a esses fenômenos podemos ver nossa imagem projetada nos espelhos. As imagens formadas através da reflexão da luz, por exemplo, podem ser analisadas através de alguns instrumentos e acessórios que fazem parte do nosso cotidiano, como espelhos retrovisores convexos dos carros que nos últimos tempos estão sendo fabricando com tecnologia de ponta, conforme demonstra a figura 8. Por meio dos princípios da reflexão e da refração foram criados modelos geométricos, os quais são utilizados para desenvolver representações matemáticas que possibilita a localização das imagens formadas nos espelhos, sendo ele plano, côncavo ou convexo. Figura 8: Espelho Retrovisor Fonte: ARQUIVO PESSOAL DA AUTORA 2.5.1-Princípio da Reversibilidade dos Raios Luminosos O espelho plano pode ser considerado um dos elementos óptico mais simples, para desenvolver um modelo geométrico. Ao analisar uma imagem formada por meio do princípio da reflexão da luz em um espelho plano, alguns pontos devem ser analisando com bastante precisão. Como demonstra as figuras 9, 10 e 11, uma fonte de luz pontual localizada no ponto O, a uma distância p em frente a um espelho plano. À distância p é designada como a distância do objeto, pois os raios luminosos divergem da fonte e são refletidos no próprio espelho, sendo que após ocorre o processo de reflexão, os raios continuam a divergir, Figura 9: A luz parece se originar em um ponto I atrás do espelho. Fonte: HALLIDAY (2009 p.42) Figura 10: Formação dos raios Fonte: HALLIDAY (2009 p.41) Figura 11: Espelho Plano Fonte: ARQUIVO PESSOAL DA AUTORA Dentro desta abordagem, Serway & Jewett. (2004, P. 1016) afirmam que: Se os raios se propagam em direção aos olhos do observador forem estendidos para trás até se intersectarem, eles parecerão divergir de um ponto I localizado atrás do espelho. A fonte aparente dos raios luminosos no ponto I é denominada a imagem do objeto em O. O ponto I é denominado o ponto imagem. Como os raios parecem se originar em I, que está localizada a uma distância q atrás do espelho, esta é a localização da imagem, à distância q é denominada a distância da imagem. Conforme mostra a figura 12 Figura 12: Imagem formada por reflexão em um espelho plano Fonte: SERWAY & JEWETT (2004, p.1016) 2.5.2 Diagrama de Raios O diagrama de raios é uma representação geométrica, muito utilizada nos estudos dos espelhos. Por meio dele é possível traçar os raios que parte de uma fonte pontual, e também localizar a imagem que é obtida por meio da aplicação das leis de reflexão. Desta forma ao esboçar de maneira precisa os raios, e possível construir modelo geométricos que são utilizados para resolver matematicamente diversos problemas que envolvem de maneira direta a geometria e a trigonometria. De acordo com as propriedades das imagens formadas por espelhos planos é utilizando o diagrama de raios simples, através dele é possível descobrir o ponto ou a origem onde a imagem é formada. No entanto, é necessário analisar dois raios de luz quando eles se refletem no espelho, conforme demonstra a figura 13. Segundo Serway & Jewett, “Um desses raios se inicia em P, segue a trajetória horizontal PQ até o espelho e reflete de volta sobre si mesmo. O segundo raio segue a trajetória oblíquo PR e se reflete no mesmo ângulo de acordo com a lei da reflexão”. (2004, p.1016). Entretanto ao verificar os dois raios que são refletidos de volta até o ponto a partir do qual eles parecem ter divergido do ponto I. A imagem formada por um objeto situado na frente de um espelho plano está tão distante atrás do espelho, quanto o objeto na frente do mesmo. Na seção 2.7 será demonstrada a construção do diagrama de raios para os espelhos convexos. Figura 13: Diagrama de Raios Fonte: SERWAY & JEWETT (2004, p.1016) 2.5.3 Imagens Formadas por Espelhos Esféricos O espelho convexo tem forma de um segmento de uma esfera, o mesmo e revestido com uma película prateada e devido à mesma, a luz é refletida na superfície externa, convexa. Algumas vezes “os espelhos convexos são denominados espelhos divergentes, porque os raios a partir de qualquer ponto em um objeto divergem após a reflexão como se eles estivessem vindos de algum ponto atrás do espelho”. (SERWAY E JEWETT. 2004) Desta forma, a imagem é classificada como virtual em vez de real, ao projetar os raios de luz em um diagrama de raios, é possível verificar que a mesma está situada atrás do espelho, ou seja, no ponto a partir do qual os raios refletidos parecem divergir. Sendo assim a imagem formada por um espelho convexo é sempre direta, virtual e menor que o objeto, conforme demonstra a figura 14 e 15. Figura 14: Formação de uma imagem por um espelho convexo esférico. Fonte: SERWAY & JEWETT (2004, p.1023) Figura 15: Imagens formadas por um espelho convexo Fonte: arquivo pessoal da autora 2.6 Equações As equações 3 e 4 foram desenvolvidas em função, tanto dos espelhos côncavos como dos convexos sendo necessária apena uma convenção de sinais. f = R 2 (espelhos côncavos) (3) f =− R 2 (espelhos convexos) (4) Sendo a distância focal determinada pela letra ( f ) é à distância do centro do espelho até o ponto focal. A distância focal do espelho se relaciona com o raio de curvatura. Por convenção, a distância focal e o raio de curvatura para espelhos convexos são negativos. Equação 5 de Gauss3 permite determinar a posição ( d1 ) da imagem a partir da posição do objeto ( d 0 ) e da distância focal ( f ) do espelho. 1 1 1 + = d1 d 0 f (5) 2.6.1 Condições de Nitidez de Gauss A imagem de um objeto, formada por um espelho esférico, não é nítida, pois a cada ponto do objeto correspondem vários pontos imagens. “Dentro de determinadas condições, os espelhos esféricos fornecem imagens cuja falta de nitidez não é percebida pelo olho humano, isto é, os espelhos esféricos nessas condições são quase estigmáticos” (BONJORNO, 2005, p.340). TABELA 1: Condições de Gauss O espelho deve ter pequeno ângulo de abertura (α < 10°). Os raios incidentes devem ser próximos ao eixo principal Os raios incidentes devem ser pouco inclinados em relação ao eixo principal Fonte: BONJORNO,JOSÉ. 2005 A tabela abaixo sintetizar as convenções de sinais para todas as grandezas necessárias. TABELA 2: Convenções de Sinais para Espelhos p positivo se o objeto está em frente ao espelho (objeto real) p negativo se o objeto está atrás do espelho (objeto virtual). q positivo se a imagem está em frente ao espelho (imagem real). q negativo se a imagem está atrás do espelho I imagem virtual M positivo, a imagem é direita M negativo, a imagem é invertida Tanto f quanto R são positivos se o centro de curvatura está em frente ao espelho ( espelho côncavo). Tanto f quanto R são negativos se o centro de curvatura está atrás do espelho ( espelho convexo). Fonte: DAVID, HALLIDAY. 2009 3 GAUSS, Carl Friendrich ( 1777-1855). Matemático astrônomo e físico alemão. Realizou importantes estudos no campo da matemática. Dedicou-se também à Mecânica Celeste, sendo professor de Astronomia e diretor do Observatório da Universidade de Gottingen, cargo em que permaneceu por quase meio século. Envolveu-se em detalhes na construção de novos equipamentos do Observatório, o que o levou a resultados significativos. Em 1840, estabeleceu a teoria das lentes, apresentando o conceito de distância focal e desenvolvida as fórmulas que possibilitam determinar as posições e os tamanhos das imagens formadas por espelhos (RAMALHO, 2003, P.240). 2.7 Construindo Diagramas de Raios com Espelhos Esféricos Por meio do diagrama de raios é possível localizar imagens nos espelhos planos e curvos. No entanto é necessário adaptar alguns procedimentos para a confecção do mesmo. Para construir um diagrama de raios é necessário conhecer a posição do objeto e posição exata do ponto focal e do centro de curvatura do espelho. São também traçados três raios os quais partem do ponto objeto, para um espelho convexo os raios são traçados conforme demonstra a figura 16. Figura 16: Demonstra que quando o objeto está em frente de um espelho esférico convexo, a imagem é virtual, direita e de tamanho reduzido. Fonte: SERWAY & JEWETT (2004, p.1024) Apresentamos abaixo como os raios são traçados, SERWAY & JEWETT (2004, p.1025) - O raio 1 é traçado paralelo ao eixo principal e é refletido como se estivesse vindo do ponto focal F. - O raio 2 é traçado apontando na direção do ponto focal no lado de trás do espelho. Ele é refletido paralelamente ao eixo principal. - O raio 3 é traçado apontando na direção do centro de curvatura C no lado de trás do espelho e é refletido de volta sobre si mesmo. Como a imagem de um objeto real em um espelho convexo é sempre virtual e direita à medida que a distância do objeto aumenta, a imagem virtual diminui conforme mostra as figuras 17 e 18. Sendo assim, estes espelhos são utilizados em lojas, supermercados, e nos grandes centros urbanos, pois o grande campo de visão das lojas é diminuído pelo espelho convexo, permitindo que os funcionários focalizem possíveis furtos em vários corredores em um único tempo. Figura 17: Espelho convexo Fonte: GLOBO, 2009 Figura 18: Espelho convexo Fonte: Globo, 2009 Os espelhos retrovisores no lado direito dos automóveis também são fabricados com uma superfície convexa. Isso permite ao motorista um campo de visão mais amplo da área de trás do automóvel do que ele teria com um espelho plano. Sendo assim, esses espelhos apresentam uma distorção de percepção, fazendo os carros atrás do motorista parecerem menores e, dessa forma mais distantes. É por isso que esses espelhos possuem a inscrição “Os objetos neste espelho estão mais próximos do que parecem”(Serway & Jewett 2004, P.1025). 2.8 Espelhos Retrovisores dos Carros Produzem Reflexos Diferentes Devido ao seu formato curvo os espelhos retrovisores dos automóveis do lado direito, dão ao motorista um campo de visão maior que o espelho comum. Assim sendo ao observar o espelho retrovisor curvado, ou seja, de forma convexa o objeto refletido aparece, mais próximo que o objeto real, isso deixa os automóveis parecerem menores quando visto por meio dele, mas o campo de visão do motorista aumenta. Para muitos motoristas os retrovisores com este tipo de espelhos representa uma grande vantagem. Está diferença de tamanho ocorre porque a dimensão do reflexo de um espelho é determinado por sua curvatura. Apesar de que para muitos motoristas os espelhos retrovisores do lado direito pareçam planos, na realidade não são, pois eles têm um formato esférico convexo. E como ser fosse um pedaço pequeno de um circulo muito grande. No espelho comum o qual é denominado como plano, a distância do reflexo do objeto é a mesma que o objeto real se encontra do espelho. Como os raios de luz retornar em mesmo ângulo, eles atingem os olhos da mesma forma que atingiram caso fossem refletidos pelo próprio objeto. 2.9 O Primeiro Carro com Retrovisor A invenção do primeiro retrovisor é mérito da francesa Davy de Cussé. Na década de 1897 os automóveis fabricados mal passavam de 40 km/h. Cussé resolveu pôr um espelho plano na parte da frente do seu carro para ver quem estava vindo atrás. No entanto, os espelhos convexos só começaram a ser fabricados um século depois, em 1970. A utilização dos espelhos de formato curvado foi uma determinação de segurança do governo americano, e ao passar dos anos todos os países do mundo inteiro adotaram a mesma tática. Conforme demonstra a figura 19. Figura 19: Carros Antigos Fonte: REVISTA CLASSICA, 2009 2.10 A Diferença entre o Espelho Côncavo e Convexo No espelho côncavo, uma imagem virtual pode estar em qualquer parte atrás do espelho. No entanto, para um espelho convexo, existe uma distância máxima na qual a imagem pode existir atrás do espelho. Isso ocorre porque no espelho convexo, um objeto no infinito produz uma imagem virtual no ponto focal. Á medida que o objeto se aproxima do espelho, os raios refletidos divergem mais acentuadamente e a imagem se aproxima do espelho. Segundo Serway e Jewett, “a imagem virtual é restrita à região entre o espelho e o ponto focal” (2004, p.1026). 2.11 A Diferença entre os Ajustes dos Espelhos Retrovisores para o Dia e para a Noite Nos últimos tempos, os fabricantes de automóveis estão adotados uma nova tecnologia que é o ajuste dos espelhos retrovisores um para o dia e outro para a noite. Dessa forma o ajuste para a noite faz com que a intensidade da luz seja reduzida, de forma que as luzes dos outros carros diminui bastante a intensidade da imagem, de modo que as luzes dos outros veículos não ofusque o motorista. Assim considerando essas informações Serway & Jewett. (2004, P. 1018) afirma que: A figura 20 representa uma visão em corte transversal do espelho nos dois ajustes. O espelho é uma cunha de vidro com uma superfície refletora no lado de trás. Quando o espelho está no ajuste para o dia, a luz de um corpo atrás do carro incide sobre o espelho no ponto 1. A maior parte da luz entra na cunha, é refratada e se reflete na superfície de trás para retornar à superfície da frente, onde é novamente refratada à medida que volta para o ar como o raio B (de brilhante). Além disso, uma parte pequena da luz é refletida na superfície frontal, como indicado pelo raio F (de fraca). Essa fraca luz refletida é responsável pela imagem observada quando o espelho está ajustado na posição noturna, como na figura. Neste caso, a cunha é girada de maneira que a trajetória seguida pela luz brilhante (raio B) não chegue até o olho. Em vez disso a luz fraca refletida na superfície frontal se desloca até o olho e o brilho dos faróis não se transforma em um problema. Figura 20: Ajuste para o dia e noite Fonte: Fonte: SERWAY & JEWETT (2004, p.1028) 2.12 Pontos Cegos São classificadas de pontos cegos as áreas em que um elemento, na parte exterior do carro é ocultado por uma obstrução ou limitação da visibilidade, ou seja, essas áreas ficam bem do lado do veículo mais fora do campo de visão do motorista, conforme demonstra a figura 21. Um dos pontos em destaque é que esta obstrução é causada, devido às colunas de sustentação do teto, a mesma é ampliada conforme cresce a distância entre o automóvel e o artefato observado. Por outro lado, ao se observar o sentido vertical dessas colunas, os pontos cegos surgem das próprias dimensões do veículo, causando riscos de incidentes, especialmente no momento de mudar de faixa na via e em manobras de marcha à ré. É importante ressaltar que nos últimos tempos o setor automobilístico está desenvolvendo projetos, que visam cada vez mais à segurança do motorista. Desta forma, um dos principais fatores analisados é a diminuição dos pontos cegos. Já são fabricados automóveis com tecnologia de ponta, como por exemplo, a implantação de pequenas câmeras na traseira do veículo, pois a mesma permite que o condutor possa visualizar toda a área antes de executar uma manobra de marcha à ré. No Brasil já são fabricados automóveis com sensores de distância, eles são instalados na traseira do veículo, que detectam limitação no percurso de ré, como é o caso de alguns modelos de luxo. Dessa maneira, quando o veículo está muito próximo a um obstáculo, um sinal sonoro é emitido, alertando para o perigo de colisão, esses veículos são classificados como veículos inteligentes. Figura 21: Pontos Cegos Fonte: DETRAN,2008 3. Metodologia Tendo como objetivo principal avaliar o quanto o motorista é alfabetizado cientificamente e tecnologicamente em relação ao uso dos espelhos retrovisores, e quais os conceitos da óptica geométrica estão envolvidos na construção dos mesmos, foram realizados durante o período de investigação os seguintes procedimentos: - Pesquisas bibliográficas: as mesmas tiveram como base principal, “sites”, periódicos e livros. - Processos históricos: a princípio buscou-se entender a origem dos espelhos e suas aplicações na antiguidade. - Óptica geométrica: foram analisados todos os princípios, tendo em vista compreender o fenômeno da reflexão da luz e a formação das imagens em espelhos planos e convexos. - Diagrama de raios: foi possível identificar todos os procedimentos que devem ser desempenhados durante o processo da construção geométrica da imagem formada. - CESVI: Por meio dos estudos teóricos e experimentais realizados pelo centro de experimentação e segurança viária que nos últimos tempos vem realizando pesquisas, para verificar o campo de visão do motorista quando realizam manobras em marcha à ré e quais são os riscos de colisão com carros de traseira alta, foi possível identificar os fatores que causam os pontos cegos. - Conselho nacional de trânsito: por meio desse, averiguamos que o motorista deve ver o chão a uma distância de pelo menos sessenta metros do pára-choque traseiro. - Entrevistas: visando analisar e compreender a alfabetização, científica e tecnológica dos motoristas ao utilizarem os espelhos retrovisores, que são classificados como acessórios de extrema importância no seu dia-a-dia. Foi elaborado um questionário direcionado ao cotidiano dos motoristas do distrito federal, o mesmo foi aplicado com o intuito de obter dados qualitativos e quantitativos. Desta forma foram selecionados 29 pessoas para participar da entrevista sendo, 8 mulheres e 21 homens, durante o processo foi possível identificar os diversos fatores que podem minimiza a visibilidade dos motoristas ao utilizarem os espelhos retrovisores. - Projetos de visibilidade: Embora existam diversos modelos de veículos, foram selecionados aqueles cujas características estavam dentro dos objetivos como, por exemplo: quais os principais modelos que permitem ou não uma visibilidade melhor para o motorista salientando os riscos de acidentes. Resultados e Discussões De acordo com os dados coletados foi possível identificar o quanto os motoristas do Distrito Federal são alfabetizados cientificamente e tecnologicamente, em relação ao uso dos espelhos retrovisores, e quais os diversos fatores que podem influenciar na visibilidade ao utilizar os espelhos retrovisores dos automóveis. Desta forma foi possível constatar que 100%, dos motoristas concordam que nos últimos tempos devido aos grandes fluxos de veículos nas ruas do Distrito federal mudar de faixa é uma manobra bastante arriscada, principalmente se o espelho retrovisor estiver mal regulado. Pois além dos diversos motoristas imprudentes existentes, os numerosos motociclistas pilotando seus veículos de duas rodas, causando incidentes praticamente a todo instante, pois como a moto é menor, fica mais difícil de ser percebida através dos espelhos retrovisores. No entanto conforme demonstra a figura 22, é possível identificar que 82% dos motoristas sabem a diferença entre os espelhos retrovisores externos e internos do seu automóvel. Porém, há uma pequena porcentagem de 18% dos entrevistados que não sabem identificar a diferença. Por meio deste gráfico foi possível averiguar que existem muitos cidadãos que não sabem distinguir espelho plano e convexo em seu dia-a-dia. 18% SIM NÃO 82% Figura 22: Diferença entre os espelhos A partir dos resultados apresentados na figura 23, entende-se que 85% dos motoristas sabem que o espelho retrovisor interno do seu carro é plano. Entretanto 4% afirmam que o espelho é côncavo e outros 11% dizem ser convexo. No entanto todos os espelhos retrovisores internos são classificados como plano, pois a distância do reflexo do automóvel que está atrás deve ser a mesma que o carro se encontra do espelho. 4% 11% CÔNCAVO CONVEXO PLANO 85% Figura 23: Espelho retrovisor interno Na figura 24 entende-se que 50% dos motoristas afirmam que o espelho retrovisor do lado do motorista e plano, porém 21 % dizem que o mesmo é côncavo e 29 % afirmam ser convexo. 21% CÔNCAVO CONVEXO 50% PLANO 29% Figura 24: Espelho retrovisor plano De acordo com o item da questão representada na figura 25, é possível identificar que 33% dos motoristas entrevistados sabem que o espelho retrovisor do lado do passageiro e convexo. No entanto 34% afirmam que o mesmo e côncavo e 33% dizem que ele é plano. 33% 34% CÔNCAVO CONVEXO PLANO 33% Figura 25: Espelho retrovisor convexo A figura 26 demonstra que 50% dos motoristas regulam os espelhos laterais em um ângulo de 90° graus o qual reduz os pontos cegos. E os outros 50% regulam os mesmos sempre buscando a traseira do automóvel. Assim sendo ao regulam os espelho em um ângulo de 90° grau o campo de visão do motorista au menta, e minimiza os riscos de colisões. A 50% 50% B Figura 26: Como os motoristas regulam os espelhos retrovisores. Já na figura 27 é possível identificar que 71% dos entrevistados concordam que os espelhos retrovisores apontados para o próprio carro não mostram os motociclistas nas devidas faixas, no entanto 11% não concordam com essa afirmação, porém 18% afirmam que raramente isso ocorre. Por meio dos dados coletados foi possível identificar que muitos motoristas regulam os espelhos retrovisores buscando as laterais do carro, pois para eles isso causa uma sensação de segurança, porém diminui o campo de visão 18% SIM 11% NÃO 71% ÀS VEZES Figura 27: Os espelhos retrovisores apontados para o próprio carro Na figura 28 é possível averiguar que 72% dos motoristas entrevistados têm o costume de regular os espelhos retrovisores buscando as laterais dos próprios veículos. Porém 21% afirmam que não realiza está pratica, já 7% dizem realiza essa pratica às vezes. Por meio dos dados coletados foi possível identificar que muitos motoristas regulam os espelhos retrovisores buscando as laterais do carro, pois para eles isso causa uma sensação de segurança, porém diminui o campo de visão. 7% 21% SIM NÃO ÀS VEZES 72% Figura 28: Sensação de segurança Conforme demonstra a figura 29, um índice de 39% dos motoristas afirma que na hora de fazer uma ultrapassagem têm o costume de olhar os três retrovisores, porém uma parcela de18% diz que não têm esse costume e 43% afirmam que realiza essa pratica ás vezes. 39% 43% SIM NÃO ÀS VEZES 18% Figura 29: Costume de olhar os três retrovisores Na figura 30, foi identificado que 68% dos motoristas ao realizar uma ultrapassagem ou simplesmente fazer uma conversão, inclinar o seu corpo um pouquinho para frente para aumentar o campo de visão do espelho retrovisor do lado direito. Porém 18% não realizam essa prática e 14 % afirmam que às vezes realizam essa conduta. 14% SIM 18% NÃO 68% ÀS VEZES Figura 30: Ultrapassagem Conforme a figura 31, uma parcela de 50% dos motoristas tem o costume de analisar os fatores que devem ser levados em consideração na hora de comprar um carro, como por exemplo: o projeto de uma boa visibilidade, o qual está diretamente ligado aos itens de segurança. Porém outros 50% afirmam que não considera esses fatores na hora da escolha. SIM 50% 50% NÃO Figura 31: Projeto de uma boa visibilidade Conforme a figura 32 para muitos condutores, ou seja, 64% os espelhos retrovisores convexos cheios de tecnologia aumentam o campo de visão lhe proporcionando mais segurança. Entretanto 11% dos entrevistados dizem que às vezes proporcionam segurança, pois depende do modelo, já 25% articulam que os mesmo não proporcionam nenhuma segurança. 11% 25% SIM NÃO ÀS VEZES 64% Figura 32: os espelhos retrovisores convexos proporcionam mais segurança A partir dos resultados da figura 33, é possível constatar que são muitos os acessórios que podem reduzir o campo de visão dos motoristas em manobras de marcha à ré. Vidro Traseiro 17 18 Limpador Traseiro 16 14 12 Encosto de Cabeça 12 O posicionamento do Brake Light A posição do pneu de estepe Aerofólio 10 8 6 4 5 4 5 4 2 2 Porta Mala 0 0 Nenhuma das Altenativas 1 Figura 33: Os acessórios que causam limitação na visibilidade em manobras de marcha à ré Conforme a figura 34 os motoristas dizem que ao olhar o espelho retrovisor do lado direito do seu carro tem a impressão que ele apresenta uma distorção de percepção, ou seja, uma ilusão de óptica. Pois esse espelho demonstra que os veículos estão trafegando numa distância maior do que a real, fazendo com que eles pareçam menores. Porém 14 % disseram que não tem essa impressão. 14% SIM NÃO 86% Figura 34: ilusão de óptica De acordo com a figura 35, apenas 29% dos motoristas não sabem que nos espelhos retrovisores ocorre o fenômeno de reflexão da luz. Porém 71% afirmam que nos espelhos retrovisores podemos identificar o fenômeno de reflexão 29% REFLEXÃO REFRAÇÃO 71% Figura 35: Reflexão e Refração A partir dos resultados da figura 36 entende-se que as colunas dianteira de vários modelos reduz o campo de visão do motorista ao realizar uma ultrapassagem. No entanto é o pontos cegos sempre vai existir,porém o problema pode ser evitado, regulando os espelhos retrovisores em um ângulo de 90° grau. 21% SIM NÃO 79% Figura 36: Pontos cegos 5. Considerações Finais Este trabalho teve como objetivo compreender os conceitos da óptica geométrica envolvida na construção dos espelhos retrovisores. E sob a perspectiva de expandir os conceitos que envolvem os processos de alfabetização cientifica e tecnológica em toda a sociedade, pois visando que o assunto abordado neste trabalho é de interesse de todos, pois visa à segurança do transito. No entanto ressalto que de acordo com os dados coletados foi possível identificar que são muitos, os cidadãos que adquirem produtos tendo como parâmetro somente a aparência e a qualidade, nesse sentido a preocupação com os itens de segurança deixa a desejar. Por fim, de acordo com os estudos realizados, vários fatores indicam que alfabetizar os cidadãos visando os processos (CTS) é uma necessidade, pois a tendência dos processos científicos e tecnológicos é evoluir cada vez mais, no mundo todo. Pois é necessário desenvolver uma relação entre a ciência e a vida cotidiana identificando aplicações tecnológicas, questões éticas e sociais, compreender a natureza da ciência e os trabalhos científicos, revolucionar o pensamento crítico do aprendiz e dar a ele automonia intelectual. Como futura profissional do ensino de física destaco a relevância do incentivo à formação cultural e cientifica dos indivíduos, para que dessa forma reconheçam seu meio e saibam como interagir com ele de maneira autônoma. 6. Agradecimento Primeiramente agradeço a Deus por mais esta vitória a mim concedida, aos meus pais Jorge e Elza, meus irmão e a todos que me incentivaram ao longo de todo o curso. Em especial agradeço a professora e orientadora Dra. Maria Inês Ribas Rodrigues que compartilhou comigo por muitas vezes seus conhecimentos com dedicação e amizade. Minha gratidão ao Professor Edson Benício que por muitas vezes me incentivou a prosseguir em frente, aos técnicos do laboratório e a todos os colegas. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARAGÃO, Maria José. História da física. Rio de Janeiro: Interciência, 2006, 84-94 p. BERNARDO, Luiz. Histórias da Luz e das Cores.2.ed. Porto: UP,2009,1.v. CABRAL, Fernando; LAGO, Alexandre. Física 2. 2004 ed. São Paulo: Harbra, 2004,2.v. HALLIDAY, David.. Fundamentos de Física – Óptica e Física Moderna. 8.ed.Rio de Janeiro: LTC, 2009, 4.v. JUNIOR, Francisco ; FERRARO, Nicolau ; SOARES, Paulo Antônio de Toledo. Os fundamentos da física. 9.ed. São Paulo: Moderna, 2003,2.v. NOVA Enciclopédia Barsa. São Paulo, Internacional, 2002 PINHEIRO, T.F .et al . (1999) Um exemplo de Construção de uma Ilha de Racionalidade em torno da noção de energia. VII – Encontro de Pesquisa em Ensino de Física. ROCHA, José Fernando M. (Org.). Origens e evolução das idéias da física. Salvador: Edufba,2002, p.212 - 221. SANTOS, Wildson Luiz ; MORTIMER, Eduardo Fleury. Ensaio – Pesquisa em Educação em Ciência, v.2, n.2, p. 1-13, dezembro de 2002. SERWAY, Raymond A; JEWETT, John W. Princípios de física – Óptica e Física Moderna. 3. ed. São Paulo: Thomson, 2004, 4 .v. TIPLER, Paul A. Física – Eletricidade e Magnetismo, Ótica. 4.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2000,2.v. AUTO ESPORTE. Disponível em <http://tvautoesporte.globo.com/> Acesso em: 25 de set.2009. CENTRO E. S. VIÁRIA Disponível em: <http://www.cesvi.com.br/indices/visibilidade.shtm>>.Acesso em: 17 de out.2009. CENTRO E. S. VIÁRIA. Disponível em: <http://www.cesvi.com.br/index.shtm>Acesso em: 17 de out.2009 CITROEN. Disponível em: <http://www.citroen.com.br/_v2/Veiculos_Atuais/C4_PICASSO>Acesso em: 13 de Nov. 2009 FIAT. Disponível em: <http://www.fiat.com.br/monte-seu-carro/conheca.do?idModelo=110> Acesso em: 13 de Nov. 2009. FIAT. Disponível em: <http://www.fiat.com.br/> Acesso em: 13 de Nov.2009. NISSAN. 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ÓPTICA FÍSICA Difração da luz - Através do princípio de Huygens é possível descreve o processo da difração da luz por uma fenda estreita. Caso uma onda plana atinja uma fenda, cada ponto da frente de onda pode ser caracterizado como um gerador de ondas secundárias. Desta forma, se o comprimento de onda for da ordem de grandeza da abertura da fenda, a onda plana produzirá ondas esféricas do outro lado do anteparo. Assim sendo os diversos objetos atrás do anteparo podem ser iluminados. Interferência das ondas - O fenômeno da interferência, demonstrado por Young, é conseqüência da superposição de duas ou mais ondas. A intensidade resultante é diferente da intensidade das ondas originadas. Esse processo, que acontece em todos os fenômenos ondulatórios, é visualizado em ondas geradas na superfície da água. A experiência é realizada com uma só fonte, a onda produzida por ela é difratada por duas fendas, observando-se o fenômeno de interferência. O mesmo tem infinitas aplicações na construção de aparelhos óticos como, por exemplo: o interferômetro, que serve para medir o comprimento de onda de uma radiação. Um dos interferômetros mais conhecidos é o de Michelson, criado em 1881. Polarização da Luz - A polarização apresenta uma importante característica da luz, a qual sendo uma onda transversal, os vetores elétricos e magnéticos estão num plano perpendicular à direção de propagação. Em fontes comuns a luz tem como origem os átomos e moléculas que emitem independentemente, e não é polarizada. A orientação aleatória dos planos de vibração produz simetria em torno de direção de propagação. Há vários dispositivos capazes de fornecer luz polarizada a partir de luz não polarizada. Uma das formas mais simples é a reflexão das superfícies, característica descoberta por ÉtienneLouis Malus em 1809. Se a luz é transmitida através de um filtro polarizador P1 vertical, quantidade de luz transmitida pelo filtro polarizador P2 depende do ângulo entre a direção de polarização de P1 e a direção de polarização de P2, indicada pelas retas no interior do filtro e linha tracejada. Conforme mostra a figura 36. Figura 36: Polarizador Fonte: SERWAY & JEWETT (2004, p.15) 2. QUESTIÓNARIO Aluna: Fabiana Aparecida Dias Cavalcanti Trabalho de conclusão de curso – TCC II Tema: Quais os conceitos e aplicações da óptica geométrica na construção dos espelhos retrovisores. Questionário Modelo:_________________ Ano ______________Categoria__________________ 1. Nos últimos tempos um dos principais problemas enfrentados pela população brasiliense são os gigantescos congestionamentos devido devido ao grande fluxo de carros nas ruas. Se por um lado estão as numerosas motocicletas, dirigidas por profissionais ou não, que com a conivência oficial circulam entre as faixas de trânsito, contorcendo-se contorcendo se de lá para cá. Do outro lado estão os motoristas de veículos com mais de duas rodas. Sendo assim é difícil até achar espaço para mudar de faixa. Você concorda que essa manobra fica mais perigosa se o espelho retrovisor estiver mal regulado? ( ) SIM ( ) NÃO 2. Você sabe a diferença entre os espelhos espelhos retrovisores externos e o interno do seu automóvel? ( ) SIM ( ) NÃO 3. De acordo com a sua alfabetização cientifica e tecnológica, a qual envolve os conceitos da óptica física e geométrica responda as alternativas abaixo: O espelho retrovisor visor interno do seu carro é: ( ) côncavo ( ) convexo ( ) plano O espelho retrovisor do lado do motorista é: ( ) côncavo ( ) convexo ( ) plano O espelho retrovisor do lado do passageiro é ( ) côncavo avo ( ) convexo ( ) plano 4. Como você regula os espelhos retrovisores do seu carro? • ( )Alinha os espelhos retrovisores buscando a traseira do veiculo, até o momento em que a traseira seja totalmente eliminada do seu campo ca de visão? • ( )Mantém os espelhos laterais com um ângulo de 90 graus para reduzir os pontos cegos? 5. Você concorda que os espelhos retrovisores apontados para o próprio carro não mostram os motociclistas nas devidas faixas? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES 6. No cotidiano os motoristas costumam “ajustar” seus retrovisores verificando a imagem das laterais dos próprios veículos. Essa atitude provoca uma sensação de segurança. Você no seu dia a dia realiza essa pratica? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES 7. Em manobras arriscadas, motociclistas usam espaços mínimos entre os carros trocando de faixas constantemente sem sinalizar com a seta. Isso indica uma combinação de erros que podem ocasionar graves acidentes? ( ) SIM ( ) NÃO 8. Na hora de fazer uma ultrapassagem você olha os três retrovisores? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES 9. Para realizar uma ultrapassagem ou simplesmente mudar de faixa, você costuma inclinar o seu corpo um pouquinho para frente para aumentar o campo de visão do espelho retrovisor do lado direito? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES 10. Muitos fatores devem ser levados em consideração na hora de comprar um carro, entre eles os itens de segurança. Como por exemplo, um bom projeto de visibilidade, pois o mesmo proporciona mais segurança ao motorista. Desta forma ao realizar a compra de seu automóvel você levou em consideração o projeto de uma boa visibilidade? ( ) SIM ( ) NÃO 11. Os espelhos retrovisores trovisores convexos cheios de tecnologia aumentam o campo de visão lhe proporcionando mais segurança? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES 12. Indique quais dos acessórios abaixo causam uma limitação na visibilidade em manobras de marcha à ré.. Ou seja, reduz o campo de visão ( ( ( ( ( )Vidro traseiro ( ) A posição do pneu de estepe ) Limpador traseiro ( )Aerofólio ) Encosto de cabeça ( ) Porta mala ou traseira alta alt ) O posicionamento do Brake light no vidro traseiro ) Nenhuma das alternativas 13. Ao olhar o espelho retrovisor do lado direito do seu carro você tem a impressão que ele apresenta uma distorção de percepção, ou seja, provoca uma ilusão de óptica. Pois o mesmo demonstra que os veículos estão trafegando numa distância maior do que a real e também fazendo com que eles pareçam menores? ( ) SIM ( ) NÃO 14. Nos espelhos retrovisores podemos identificar os fenômenos de: ( ) Reflexão da luz ( ) Refração da luz 15. Os pontos cegos são as zonas em que um elemento, na parte exterior do veiculo, e ocultado por uma obstrução ou limitação da visibilidade. Esta obstrução pode ser provocada pelas colunas de sustentação do teto, sendo ampliada mpliada conforme aumenta a distância entre o veículo e o objeto observado. Desta forma, a coluna dianteira do seu automóvel reduz o campo de visão ao fazer uma ultrapassagem ocorrendo então manobras mal calculada (as conhecidas fechadas)? ( ) SIM ( ) NÃO 3. INDICES CESVI 4. VISIBILIDADE TRASEIRA 5. AS NOVAS TECNOLOGIAS Um dos elementos que mais influenciam na visibilidade é a coluna dianteira, quanto mais grossa ela for pior para o motorista. O que alguns projetos novos estão trazendo e a divisão dela, em duas barras mais finas e no meio delas é colocado um vidro para aumentar o campo de visão. A minivan Picasso da citroen e o novo Fit da Honda conforme demonstra as figuras 37,38 e 39 arrancaram entre os melhores exemplos no ranking da boa visibilidade feito pelo Cesvi a área envidraçada conta bom pontos. Figura 37: Minivan Picasso Fonte: http://www.citroen.com.br/_v2/Veiculos_Atuais/C4_PICASSO Figura 38: Fit Fonte: http://www.honda.com.br Figura 39: Fit Fonte: http://www.honda.com.br Inusitada é a presença do 350Z entre os cincos primeiros da lista, conforme demonstra a figura 40. O esportivo não tem pontos cegos frontais, e os espelhos retrovisores convexos cheios de estilos aumentam o campo de visão do motorista. Figura 40: Esportivo 350 Z Fonte: http://www.nissan.com.br/Nissan/Veiculo/VeiculoCores.aspx?veiculoID=16&menuID=199 Visibilidade traseira Porém entre os modelos de luxos existem os casos críticos como, por exemplo: o porta mala do Logan é ótimo tem 510 litros cabe bastante coisa mais, porém como ele não é muito largo, os fabricantes e projetistas aumentaram a altura do porta molas, desta forma o vidro traseiro foi elevado, segundo o cesvi este é um fator que pesou negativamente para alguns sedans Figura 41: Logan Fonte: http://www.renault.com.br/ Figura 42: Logan Fonte: http://www.renault.com.br/ Figura 43: Logan Fonte: http://www.renault.com.br/ Figura 44: Línea Fonte: http://www.fiat.com.br/ Figura 45: Espelho retrovisor eletrônico que evita ofuscações Fonte: http://www.fiat.com.br/ Figura 46: Manobras mais precisa com os sensores de estacionamentos Fonte: http://www.fiat.com.br/