ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS CLIENTES EM CUIDADOS PALIATIVOS
NURSING CARE TO CUSTOMERS IN PALLIATIVE CARE
Antonia Rafaela Araújo da Silva1
Izabela Pereira Mota2
Joseilse Rosângela de Oliveira3
Antônio Evilânio Freires4
Rosely Leyliane dos Santos5
RESUMO
A enfermagem, como profissão do cuidado, deve assistir o indivíduo em todo seu
ciclo de vida, visando dessa forma um cuidado humanizado e holístico. Aos sujeitos
acometidos pela neoplasia, especialmente em fase terminal, faz-se necessário um
cuidado ativo e direcionado a este já que por vezes, a terapia instituída parece não
ser tão efetiva. A pesquisa objetivou compreender como a enfermagem executa de
forma humanizada, os cuidados paliativos em clientes oncológicos. O estudo é do
tipo revisão de literatura. Com isso foi possível constatar que a equipe de
enfermagem possuí um estreito vínculo com os clientes em cuidados paliativos. A
assistência que a enfermagem realizada aos clientes em paliação deve ser holística
e pautada na humanização de enfermagem, uma vez que esses clientes já se
encontram fragilizados com a sua neoplasia e necessitam de uma atenção especial
e integral. Logo, este estudo constatou-se que o enfermeiro atende o cliente em
tratamento paliativo com cuidado e dedicação. Haja visto este estabelecer uma
relação de confiança, vínculo entre o cliente e família o que facilita os cuidados
paliativos.
Descritores: cuidados de enfermagem, humanização na assistência e oncologia.
ABSTRACT
1
Acadêmica do 6º semestre de enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA. Membro do
Grupo de Pesquisa e Extensão em Saúde Cardiovascular e Cerebrovascular – GPESCC. E-mail:
[email protected]
2
Acadêmica do 6º semestre de enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA. Membro do
Grupo de Pesquisa e Extensão em Saúde Cardiovascular e Cerebrovascular – GPESCC. E-mail:
[email protected]
3
Acadêmica do 5° semestre de enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA. Membro do
Grupo de Pesquisa e Extensão em Saúde Cardiovascular e Cerebrovascular – GPESCC. E-mail:
[email protected]
4
Acadêmico do 5º semestre de enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA. Membro do
Grupo de Pesquisa e Extensão em Saúde Cardiovascular e Cerebrovascular – GPESCC. E-mail:
[email protected]
5
Enfermeira. Docente da Universidade Regional do Cariri - URCA. Mestranda em Enfermagem pela
Universidade Regional do Cariri - URCA na linha de Pesquisa Enfermagem no contexto da Promoção
da Saúde. Membro do Grupo de Pesquisa em Saúde Coletiva (GRUPESC – URCA). Coren - CE:
365.966.
The nursing as a care profession, should assist the individual throughout their life
cycle, aiming thus a humanized and holistic care. The subjects affected by cancer,
especially in terminal phase, an active care and pointed to this as the established
therapy does not seem to be as effective if it is necessary. The research aimed to
understand how nursing performs a humane way, palliative care in cancer clients.
The study is of the literature review. Thus it was found that the nursing staff owned a
close link with clients in palliative care. The assistance that nursing performed to
clients in palliation must be holistic and guided by the humanization of nursing, since
these customers are already fragile with your cancer and need a special and
comprehensive care. Thus, this study found that the nurse meets the customer in
palliative treatment with care and dedication. Given the fact that establishing a trust,
link between the client and family which facilitates palliative care.
Keywords: nursing care, humanization of care and oncology.
INTRODUÇÃO
A Política Nacional de Humanização (PNH), criada em 2003, veio para
consolidar os pressupostos do Sistema Único de Saúde (SUS), proporcionando
mudanças na forma de orientar e cuidar. A PNH é composta por uma tríade:
gestores, trabalhadores e usuários; sendo estimulada à comunicação entre esses
componentes para que possam realizar mudanças na saúde de tal forma que
reflitam ao cuidado e a humanização para com a população (BRASIL, 2013).
A PNH tem o desígnio de remodelar a saúde pública brasileira, com a
capacitação dos profissionais de saúde e a integração dos usuários no SUS, a fim
de que haja uma melhora no atendimento a esses clientes, desde a triagem até o
momento da internação. Com isso, fica explícito que a política visa propiciar um
melhor ambiente de trabalho para os profissionais, propiciando desta forma, uma
maior eficiência no serviço de saúde e fornecendo mecanismos que propiciam
melhorias para toda a sociedade.
O HumanizaSUS, como também é chamada a PNH, inclui os profissionais e
usuários na mudança da promoção de saúde, tornando essencial sua participação
ativa no modo de produzir um cuidado em saúde e como realizar um atendimento
humanizado à sociedade. Com isso, ela tem como princípios a transversalidade,
com a perspectiva que a PNH seja implantado em todos os programas do SUS; a
indissociabilidade entre atenção e gestão, possibilitando aos trabalhadores e
usuários participar e entender a gestão; e protagonismo, corresponsabilidade e
autonomia dos sujeitos e coletivos, incentivando atuação de todos os integrantes da
tríade com a finalidade de prover saúde (BRASIL, 2013).
O profissional de enfermagem possui traços distintos, uma vez que além dos
métodos técnicos que desenvolve, traz consigo também um arcabouço científico que
o torna diferenciado. Com isso é precípuo que esses profissionais trabalhem com os
pressupostos da humanização, sendo capazes de tratar os seus clientes de maneira
holística, visando ainda prevenir complicações. Desta forma, a enfermagem
compreende o ser humano em suas fases da vida.
A humanização em enfermagem visa atender as necessidades dos usuários,
sejam elas religiosas, físicas, psicológicas, social ou sexual. Com isso é necessário
que os profissionais criem um vínculo com o paciente para facilitar que o mesmo se
expresse e exponha seus medos (CAMPOS, 2007 apud CHERNICHARO; FREITAS;
FERREIRA, 2013).
A humanização não deve ser apenas aos clientes que estão em estágio
terminal, mas, deverá assistir o cliente desde a sua entrada no hospital até a sua
fase terminal, uma vez que quando o mesmo se encontra no processo de
terminalidade ele necessitará de um maior e melhor atendimento. Esse atendimento
deverá dispor-se não somente medidas de conforto, de uma alimentação seja ela
enteral ou parenteral adequada, mantendo sempre a integridade do paciente e o
respeito pelo o cliente e por seus familiares.
Nessa perspectiva, compreende-se que “a enfermagem é uma ciência que
apresenta como essência e especificidade o cuidado ao ser humano, seja
individualmente, na família ou em comunidade de modo integral e holístico”
(CHERNICHARO; FREITAS; FERREIRA, 2013, p.569), atuando nas diversas etapas
da vida, bem como no cuidado aos pacientes que estão na fase terminal, uma vez
que eles precisam entender o processo de morte, e que morrer faz parte de um ciclo
natural da vida.
Sendo assim, os tratamentos aos pacientes com câncer são bem agressivos,
fato que os deixa ainda mais fragilizados; por isso torna-se indispensável que os
profissionais de saúde, bem como a enfermagem, possuam um conhecimento
técnico-científico abrangente e sejam capacitados para vivenciarem com a perda,
sofrimento e a dor dos familiares e do paciente. A assistência de enfermagem deve
estar presente não apenas no tratamento, mas, também preparando a família e o
paciente para o que poderá acontecer, além de esclarecer dúvidas e posicionar-se
ao lado da família e do cliente (HERCOS et al, 2014).
Os mais diversos tipos de cânceres têm surgido e aumentado nos últimos
anos, gerando um grande número de morte, haja vista o alto índice de mortalidade
ou do sofrimento causado por essas neoplasias. Sendo assim é importante que os
profissionais de enfermagem, cuidem desses pacientes e de seus familiares para
minimizar o sofrimento de ambos (SALES et al, 2012).
O principal desafio dos profissionais para cuidar dos pacientes que estão em
cuidados paliativos é “possibilitar ao paciente uma vida com mais qualidade diante
da própria morte” (SILVA et al, 2014, p.78). Devendo haver um apoio psicológico e
respeito a sua dignidade humana e promover o conforto. Sendo que é de
responsabilidade da equipe de enfermagem promover o cuidado, educar, promover
a saúde e a integridade do paciente, visto que é fundamental que ocorra uma
comunicação dos profissionais e com os pacientes e familiares.
Frente ao exposto da temática, tem-se como relevância social e também
profissional, que a equipe de enfermagem como parte da equipe multidisciplinar
trabalhe o processo de humanização para com os pacientes em cuidados paliativos.
Pois este não inclui apenas cuidados técnicos, mas também o uso de medidas não
invasivas, como o diálogo, o vínculo, a escuta; que deve existir entre o enfermeiro,
paciente e a família. E ainda, o enfermeiro poderá despertar a essência do cuidado
com a valorização da expressão de sentimentos, receios e dúvidas destes em
relação ao ciclo do cuidado em saúde a este cliente visando uma melhor assistência.
Assim o presente estudo teve como objetivo compreender como a
enfermagem executa os cuidados paliativos aos clientes oncológicos, sob o contexto
da humanização em saúde.
MÉTODOS
Este estudo é do tipo revisão de literatura. No primeiro momento procedeu-se
uma busca de literaturas por meio do banco de dados da Biblioteca Virtual de Saúde
(BVS). Os descritores utilizados foram: cuidados de enfermagem, humanização na
assistência e oncologia, com os quais foram encontrados 22 artigos.
Aplicaram-se os seguintes critérios de inclusão: artigos publicados nos últimos
cinco anos, disponíveis na íntegra e que apresentassem relação com o objetivo
proposto. Os critérios de exclusão foram: Os que estavam repetidos e os quais eram
pagos. Posteriormente, restaram oito artigos para a consolidação da pesquisa. Com
isto, foi realizada a leitura do artigos na íntegra, organização dos dados através de
uma análise detalhada de todos os artigos envolvidos na pesquisa, para
posteriormente seguir com a construção dos dados, consolidando os resultados
deste estudo.
O estudo aconteceu entre os meses de maio e junho de 2015.
RESULTADOS/DISCUSSÃO
Os clientes oncológicos que estão em estágio terminal passam pelo processo
paliação, sendo que é através desse tratamento que são oferecidas medidas que
visem manter o bem-estar físico, mental e social do cliente, como também lhe
proporcionando medidas de conforto, “devendo-se também estabelecer um cuidado
que não acelere a chegada da morte, nem a prolongue com medidas
desproporcionais, a chamada obstinação terapêutica” (SILVA et al, 2014, p.74).
Sendo assim, é responsabilidade da equipe de enfermagem realizar um
acompanhamento integral ao cliente e sua família.
O cuidar, em cuidados paliativos, é uma arte, em que as relações humanas assumem um
papel de destaque e permitem a preservação da qualidade de vida da pessoa mesmo numa
situação complexa, proporcionam uma morte tranquila e promovem um processo de luto.
Assim, a significação e a compreensão dos cuidados paliativos tem uma amplitude que
transpassa a própria palavra. O desvelar das dimensões do fenômeno “cuidados paliativos”
tem como base a promoção da dignidade, da proteção, do conforto, do alívio da dor, do
sofrimento físico, espiritual e psicológico, a comunicação aberta com o paciente, a ação
interdisciplinar, o apoio familiar, o cuidado humanizado e um plano terapêutico
individualizado (COMBINATO; QUEIROZ, 2006 apud SILVA et al, 2014, p.79).
Pode-se observar que o cuidado paliativo está muito além de procedimentos
técnicos, é um conjunto de ação e prática incorporada ao conhecimento científico,
que regem a forma de cuidar dos pacientes oncológicos, ato que irá influenciar na
qualidade de vida destes.
A paliação é um tipo de tratamento realizado principalmente pela equipe de
enfermagem que visa atender as necessidades físicas, psicológicas e espirituais do
paciente. As físicas; englobam o cuidado com o bem-estar, a promoção de conforto,
bem como o dever de realizar decúbitos a cada duas horas para prevenir futuras
úlceras ou complicações adjacentes (SALES, 2012).
Também faz farte da paliação suprir as necessidades psicológicas, pois
alguns pacientes oncológicos quando estão sob cuidados paliativos se tornam
pessoas tristes e com pouco ânimo para continuarem no tratamento. Sendo assim, é
de incumbência do profissional de enfermagem promover medidas interativas com o
intuito de distanciá-los dos males psicológicos que os afetam, fazendo, portanto,
com que reponham o entusiasmo para prosseguir com a terapêutica (SALES, 2012).
A espiritualidade do paciente deverá ser respeitada e incentivada a sua
prática, pois muito do entusiasmo que o mesmo tem para manter suas atividades
está associado às suas crenças e valores culturais pertinentes à sua própria
identidade (SALES, 2012).
É dever do enfermeiro ter “a preocupação em realizar os cuidados com
qualidade e respeito aos direitos do paciente” (SILVA, 2014, p.77). Esses cuidados
que o enfermeiro tem que administrar no momento de agir com o paciente devem
estar atrelados à própria personalidade do profissional, uma vez que as ações de
humanização decorrem de sentimentos inerentes ao indivíduo que as praticam,
sendo tais ações parte de uma estrutura que envolve sentimentos como o amor e
confiança, proporcionando ao paciente não só assistência técnica, como também
passando para ele uma sensação de afeto e carinho (SANTOS, 2013).
A enfermagem deve priorizar métodos que minimizem os efeitos colaterais
dos tratamentos que esses pacientes são submetidos. Para tal ação é relevante que
esses profissionais conheçam todo o tratamento do cliente, e está sempre
observando a forma que a família reage frente à patologia do paciente e ajudá-la no
que lhe for cabível, proferindo as informações que lhe forem solicitadas. Ações
simples, como uma conversa, um sorriso ou um abraço parece fazerem um grande
diferencial, tanto para a família que sofre junto ao cliente, como também para este
que vivencia o sofrimento de seus entes queridos (BARROS; LIMA; SANTOS, 2015).
Todo o processo terapêutico ocorre por meio da comunicação entre os
profissionais de
saúde
com o
paciente,
sendo
imprescindível
que
essa
comunicabilidade ocorra, pois é por meio da mesma que ocorrerá todo o cuidado
paliativo, posto que quando há uma maior proximidade entre o enfermeiro e seu
paciente, ocorrerá melhorias em todo o tratamento (RENNÓ; CAMPOS, 2014).
O cuidado paliativo deve ser ofertado de maneira que haja uma maior
interação entre o enfermeiro e o paciente, ou deste com a sua família, onde deverá
executar as ações de humanização, assim como cuidados de acordo com cada
cliente, levando em consideração seus aspectos personalíssimos. Para a realização
de cuidado ou de atividades a esses usuários o enfermeiro deverá ter competência e
um pensamento científico, tal como, “atitudes de cuidar/cuidado no sentido de
promover, manter e/ou recuperar a totalidade e a dignidade humana” (WALDOW,
2007 apud BARROS; LIMA; SANTOS, 2015, p.2551).
É notável que a família carece também de cuidados, como por exemplo deixálos informados sobre o tratamento do paciente, sobre as próximas decisões que
devem ser tomadas de acordo com a sua neoplasia “para tanto, faz-se necessário
que a equipe planeje suas ações para intervir junto aos familiares no sentido de
assegurar
o
acompanhamento
das
necessidades
por
eles
manifestadas”
(MARANHÃO et al, 2011, p.107).
Os cuidados paliativos abrange toda a assistência de enfermagem. Portanto,
é um meio de manter a dignidade e de promover um cuidado humanizado, sendo
que o cliente em terminalidade precisa passar pelo o tratamento paliativo, fazendo
com que ocorra uma proximidade entre o cliente, família, enfermeiro e todos da
equipe de saúde.
A comunicação conduz o processo de cuidar, pois é a partir da utilização
desse meio que se torna possível identificar, analisar, compreender e
repassar a situação na qual o indivíduo está inserido, possibilitando a
construção de estratégias peculiares a cada situação-problema. A
comunicação faz com que as ideias circulem, promove o diálogo e a
interação (FERREIRA, 2006 apud CHERNICHARO; FREITAS; FERREIRA,
2013, p.567).
Posto isto à assistência de enfermagem aos clientes oncológicos deve ser
através do diálogo, visto que através desta comunicação será possível realizar um
cuidado voltado para o cliente, de modo que esse cuidado deverá contemplar
também a família do paciente. Uma vez que “cuidado paliativo é a abordagem que
promove qualidade de vida de pacientes e seus familiares, diante de doenças que
ameaçam a continuidade da vida, através de prevenção e alívio do sofrimento”
(OMS, 2002 apud BUSHATSKY et al, 2012, p.401).
É pertinente que os profissionais que irão prestar assistência a esses usuários
tenham habilidades para lhe darem com todo o processo de terminalidade, devendo
haver uma “preocupação em tornar a assistência mais humana através do ato de
chamar o paciente pelo nome e não pelo leito” (MARANHÃO, 2011, p.107), ou pela
a sua patologia (CHERNICHARO; FREITAS; FERREIRA, 2013).
São as ações simples que fazem todo o diferencial no tratamento desses
clientes, posto que eles já vivem diariamente momentos difíceis, que necessitam do
apoio familiar e da equipe de saúde que os cerca. Tendo em vista que esses
pacientes passam um tempo integral no hospital, eles devem ser tratados com
respeito e os profissionais devem expressar atenção e cuidado em suas atividades,
para que assim os cuidados não se restrinjam apenas a meios mecânicos, mas ao
cuidado humanizado.
Estudos mostram que “humanizar a assistência de enfermagem tem sido um
grande desafio, pois os próprios profissionais são resistentes” (RENNÓ ;CAMPOS,
2014, p.110). Portanto, é conveniente que estes profissionais compreendam a
importância que eles possuem no tratamento desses clientes, sendo primordial que
possuam “experiência profissional, afinidade pela área, educação permanente em
aspectos específicos sobre oncologia, que influenciam no desenvolvimento do
cuidado e nas relações dos profissionais com os pacientes e familiares” (HERCOS,
2014, p.54).
A assistência aos pacientes em cuidados paliativos deve ser realizada por
uma equipe de enfermagem, a qual esses profissionais devem ter um embasamento
científico com o intuito de ser realizada uma assistência técnica de acordo com os
conhecimentos científicos que essa equipe possui.
Contudo, ainda existem dificuldades para que a enfermagem realize uma
assistência humanizada. Estas incluem a dificuldade de diagnóstico da neoplasia, a
estrutura do serviços e a jornada de trabalhos dos profissionais. Conforme estudo
que apontou estes fatores que dificultam no tratamento paliativo: “falta de material
para realização das tarefas, duplas jornadas, falta de reconhecimento profissional e
ainda o contato com o sofrimento, a dor e a morte” (HERCOS, 2014, p.56).
Desse modo é de incumbência dos profissionais de enfermagem rever
métodos criativos para conseguir assistir o cliente de forma humanizada. Sendo
indicado ainda que esses métodos supram algumas necessidades do hospital ou
dos matérias que faltam, como também é importante que mesmo diante das
dificuldades que os pacientes sejam tratados em todos as suas carências sejam elas
físicas, metais ou sócias.
Com base nesses dados para que todas essas ações do cuidado paliativo se
realizem com eficácia é necessário que a equipe multiprofissional trabalhe em prol
de um único benefício que é o bem-estar do cliente e de sua família. Com isso, o
enfermeiro responsável pela equipe, deve instruir os seus profissionais para um
atendimento humanizado e holístico (HERCOS, 2014).
Frente
a
isso
“o enfermeiro,
como membro
integrante da
equipe
multidisciplinar, para realizar o cuidado faz uso de um conjunto de conhecimentos
que permitem a busca de resolutividade às respostas dos fenômenos de saúde”
(WALDOW, 2007 apud BARROS; LIMA; SANTOS, 2015, p.2551). Com base nessas
informações é possível observar que para o cliente ter um acompanhamento
satisfatório é fundamental que os profissionais de saúde, assim como os enfermeiros
trabalhem em equipe na tentativa de ofertar melhorias na qualidade de vida dos
clientes que estão em paliação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Logo, destaca-se que a maioria dos profissionais de enfermagem, que
trabalham com clientes em cuidados paliativos realizam seu trabalho com respeito e
atenção, transmitindo para o paciente afeto; criando assim um vínculo com o
paciente e com a sua família que tanto padece com o sofrimento do paciente.
Porém, não são todos os profissionais que cuidam e priorizam a qualidade de
vida dos pacientes, uma vez que mesmo diante de uma estrutura precária onde
dificulta o atendimento ao cliente em tratamento paliativo, a equipe de enfermagem
deverá usar de meios criativos e de métodos simples que possibilitem o mínimo de
conforto possível.
No presente trabalho foi possível constatar que a humanização de
enfermagem aos clientes em cuidados paliativos precisam ser mais debatidos e
trabalhados com os pressupostos da Política Nacional de Humanização que preza
um auxílio ao paciente desde a atenção primária em saúde. A PNH visa suprir as
necessidades do cliente, podendo ser à base de um diálogo ou de procedimentos
invasivos, mas é imprescindível que a assistência que irá ser ofertada a esse cliente
seja humanizada.
Dessa forma, é indicado que se realizem mais pesquisas no âmbito dos
cuidados paliativos e que os profissionais de enfermagem se capacitem
continuamente para que possam realizar um tratamento paliativo pertinente à
neoplasia do paciente e necessidades físicas, psicológicas e espirituais desse
cliente.
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