VIABILIDADE DA ENERGIA SOLAR PARA AQUECIMENTO DA ÁGUA EM HABITAÇÃO
AUT 221 - ARQUITETURA, AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
FAU USP FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
PROFESSORAS: DENISE H. S. DUARTE E ROBERTA KRONKA
CARLOS HENRIQUE PORFIRIO
DALVA DE ARAUJO VIEIRA
INTRODUÇÃO
MERCADO INTERNACIAL
O sol é uma fonte inesgotável e o aproveitamento do seu potencial tanto para aquecimento quanto para geração de energia é uma das
alternativas mais promissoras e necessárias, devido, principalmente, a questões ambientais. Porém, é necessário salientar que este
sempre esteve presente na geração de energia do planeta, só que de forma indireta, pois, é responsável por praticamente todas outras
fontes energeticas, por exemplo:
O aquecimento solar de água está se firmando como uma importante fonte de energia renovável no mundo. Segundo
dados do relatório Renewables 2005: Global Status Report, as fontes renováveis já são 16,7% de toda a energia primária
consumida no ano de 2004. (ver gráfico 1 e 2)
,
O mercado internacional tem apresentado um rápido crescimento no uso desta tecnologia, o país que mais tem se
destacado é a China (ver gráfico 3), que em 2004, instalou cerca de 58% do total das instalações de aquecimento de água no
mundo, num total aproximado de 5,5 milhões de m² de coletores solares, enquanto o Brasil instalou apenas 2,1%, cerca de 500
mil m² de coletores.
 Gera a evaporação, origem do ciclo das águas, que possibilita o represamento e a conseqüente geração de eletricidade
(hidroeletricidade).
 Os ventos são causados pela indução atmosférica em larga escala causada pela radiação solar.
 Petróleo, carvão e gás natural foram gerados a partir de resíduos de plantas e animais que, originalmente, obtiveram a
energia necessária ao seu desenvolvimento da radiação solar.
Segundo Juan de Cusa
“a idéia de aproveitar a energia solar para fins práticos em benefício do homem não é nova, pois, acompanha a história desde o
princípio dos tempos”, o que quer dizer que o sol sempre foi de extrema importância na concepção de abrigos, ou seja, construíam-se
casas levando em consideração o aproveitamento dos raios solares, pratica que foi se perdendo durante os séculos, até chegar a
uma época em que as construções passaram a ser concebidas inteiramente independentes do sol. Porém, os rigores climáticos
ainda precisavam ser combatidos, só que de forma artificial e hoje vistas como insustentáveis, com instalações complementares
alimentadas por energia de consumo.
“Com a crise de petróleo chegou-se a conclusão de que convinha poupar energia, encontrando uma alternativa viável primeiramente
para o petróleo e depois para a eletricidade produzida pelo carvão e centrais nucleares. São, portanto, as circunstanciais que estão a
fazer com que seja propícia a atualidade deste tema e o retorno ao aproveitamento máximo da radiação.”
Juan de Cusa
Gráfico 1
Fontes Renováveis de Energia
fontes renováveis de energia suprem 16,7% de toda energia
primária consumida
Mapa mundial com destaque para os paises que utilizam a energia solar
fonte: Vitae Civilis
Entretanto é em Israel que apresenta a melhor relação entre área de coletores por habitantes, tendo este cerca de 67,10
m² de coletor/ 100 hab, atendendo aproximadamente 80% das residências no país, cabe lembrar que existe uma legislação
em vigor a pelo menos 20 anos que estimula a instalação de aquecedores em cada nova construção. Em seguida temos
Chipre, Grécia, Áustria, esta ultima tem cerca de 17,50 m² de coletor/ 100 hab (ver gráfico 4). O Brasil apresentou um alto
crescimento em meados de 2001, devido ao apagão. Neste período o Brasil cresceu de 50 mil m² instalados em 1985 para 500
mil m² em 2001, caindo para aproximadamente 300 mil m² nos anos seguintes.
POTENCIAL SOLAR DO BRASIL
A ABRAVA encomendou uma pesquisa que revela: a Energia Solar evita muitos danos ao meio ambiente,sendo que apenas um
metro quadrado de coletor solar instalado evita:





Gráfico 2
O uso de 215 quilos de lenha por ano;
66 litros de diesel por ano;
O consumo de 55 quilos de gás por ano;
A inundação de quase 56 m2 de terras férteis para a construção de hidrelétricas;
A construção de novas usinas nucleares, que trazem enormes riscos à população;
O Brasil apresenta as melhores condições
possíveis para se aproveitar à energia solar, é um país
tropical, com sol abundante. Praticamente em todo
o seu território temos a disponibilidade de 2200
horas de insolação, com um potencial equivalente
de 15 trilhões de MWh, que correspondem a 50
vezes o consumo nacional de eletricidade. No
Ceára, por exemplo, que mesmo em dias nublados a
incidência de radiação solar é de 4,5 kWh/ m²/ dia,
enquanto na Alemanha, país que vem apresentando
grandes iniciativas para utilização de energia limpa,
no caso a solar, principalmente para geração de
energia elétrica, apresenta uma incidência de 0,8
kWh/ m²/ dia, ou seja o Brasil apresenta um
potencial solar 5,5 vezes maior que a Alemanha.
Arquitetura Bioclimática
Arquitetura bioclimática visa harmonizar as construções ao clima e características locais e tirar partido da energia solar através do uso
correto de calor e iluminação ou criação de microclimas criados por vegetação apropriada. É a adoção de soluções arquitetônicas e
urbanísticas adaptadas às condições específicas (clima e hábitos de consumo) de cada lugar, utilizando, para isso, a energia que pode
ser diretamente obtida das condições locais.
A arquitetura bioclimática não se restringe a características arquitetônicas adequadas. Preocupa-se, também, com o desenvolvimento
de equipamentos e sistemas que são necessários ao uso da edificação (aquecimento de água, circulação de ar e de água, iluminação,
conservação de alimentos, etc.) e com o uso de materiais de conteúdo energético tão baixo quanto possível.
Gráfico 4
média dos paises filiados ao Programa de Aquecimento de Energia –
IEA em m²/100 hab
Gráfico 3
Sistemas de aquecimento solar instalados em 2004
Fonte: WorldwatchInstitute - Relatório Renewables 2005: Global Status Report
Energia Solar Fotovoltaica
A Energia Solar Fotovoltaica é a energia obtida através da conversão direta da luz em eletricidade (Efeito Fotovoltaico). O efeito
fotovoltaico é o aparecimento de uma diferença de potencial nos extremos de uma estrutura de material semicondutor, produzida pela
absorção da luz. A célula fotovoltaica é a unidade fundamental do processo de conversão.
Inicialmente o desenvolvimento da tecnologia apoiou-se na busca, por empresas do setor de telecomunicações. O segundo agente
impulsionador foi a "corrida espacial", pois, a celular é o meio mais adequado para fornecer energia por um longo período de tempo.
A crise energética de 1973 renovou e ampliou o interesse em aplicações terrestres. Porém, para tornar economicamente viável essa
forma de conversão de energia, seria necessário, naquele momento, reduzir em até 100 vezes o custo de produção das células solares
em relação ao daquelas células usadas em explorações espaciais.
4,0 - 4,5 kWh / m²/dia
sistemas de aquecimento solar alimentam cerca de 40
milhões de habitações em todo o mundo, a maioria
destas na China.
4,5 - 5,0 kWh / m²/dia
5,0 - 5,5 kWh / m²/dia
5,5 - 6,0 kWh / m²/dia
No mapa acima, vemos a incidência solar em
cada região brasileira. Temos uma variação que vai
de 9 kWh/ m²/ dia até 3 kWh/ m²/ dia, e segundo o
levantamento do projeto Swera, mesmo no inverno a
radiação solar na região sul é de 2,5 kWh/ m²/ dia.
Outro ponto importante, constatado pelo
levantamento é que a média brasileira é de 5 kWh/ m²/
dia é praticamente igual da máxima observada no
continente europeu que é de 5,5 kWh/ m²/ dia, onde
ocorre um grande investimento tanto do governo
como da iniciativa privada nesta fonte de energia
renovável.
fonte: Atlas Solarimétrico do Brasil: FAE/ UFPe
Em 1993 a produção de células fotovoltaicas atingiu a marca de 60 MWp, sendo o Silício quase absoluto no "ranking" dos materiais
utilizados. O Silício, segundo elemento mais abundante no globo terrestre, tem sido explorado sob diversas formas: monocristalino,
policristalino e amorfo. No entanto, a busca de materiais alternativos é intensa e concentra-se na área de filmes finos, onde o silício
amorfo se enquadra. Células de filmes finos, além de utilizarem menor quantidade de material do que as que apresentam estruturas
cristalinas requerem uma menor quantidade de energia no seu processo de fabricação. Ou seja, possuem uma maior eficiência
energética.
BARREIRAS ENCONTRADAS
Energia Solar Fototérmica
A tecnologia de aquecimento solar no Brasil apresenta algumas barreiras que impedem o seu amplo desenvolvimento.
Já se sabe que o Brasil apresenta um grande potencial de irradiação solar o que o qualifica para utilização desta fonte de
energia renovável, além disso, também é conhecido os benefícios ambientais e socioeconômicos na utilização deste sistema,
assim cabe comentar agora quais são os aspectos que barram o desenvolvimento da energia solar no Brasil:
Nesse caso, o que importa é quantidade de energia em forma de calor que um determinado corpo é capaz de absorver a partir da
radiação solar incidente no mesmo. A utilização dessa forma de energia implica saber captá-la e armazená-la. Os equipamentos mais
difundidos com o objetivo específico de se utilizar a energia solar fototérmica são conhecidos como coletores solares.
Os coletores solares planos são hoje, largamente utilizados para aquecimento de água em residências, hospitais, hotéis, etc. devido ao
conforto proporcionado e a redução do consumo de energia elétrica.
1 Alto custo inicial para instalação do sistema
Embora o custo tenha caído, nos últimos 20 anos, que era de US$ 500/ m² para US$ 100/m², seu preço continua alto se
comparado ao preço da principal tecnologia concorrente: o chuveiro elétrico. Com investimento no setor será possível reduzir
os custos de forma a torna a tecnologia acessível. E importante ressaltar que embora seja elevado, o investimento se paga ao
longo dos anos, com um tempo de retorno de 2 a 3 anos, dependendo da região e do dimensionamento do sistema.
mapa solar China
fonte: Projeto Swera
COMO FUNCIONAM OS AQUECEDORES
2 Competição com os chuveiros elétricos
Os chuveiros elétricos estão presentes em praticamente 67% das residências do Brasil, sendo quase 100% nas regiões sul
e sudeste. É um equipamento com custo inicial baixo. Praticamente todas as edificações já contam com a infra-estrutura
hidráulica e elétrica necessária à sua instalação.
A captação de energia solar se dá por coletores ou placas solares, que servem para captar as radiações solares e transformá-las em energia, que no caso das placas para
aquecimento se dá através do efeito estufa.
3 Código de Obras Municipais
Os Códigos de Obras ao não exigirem a instalação de coletores solares na construção e reformas de edificações
residenciais ou comerciais, não encorajam os futuros moradores a instalar aquecedores termossolares. A inserção deste tema
nos códigos de obras pode ser uma importante política publica para promoção desta tecnologia, cabe lembrar os exemplos de
Israel, Berlim e Barcelona. Esta ultima, após a inclusão de uma lei que obriga a instalação em novas edificações e em reformas,
teve em pouco menos de 3 anos um salto de 1,1m²/ 100 hab para 13m²/ 100 hab de coletores solares para gerar aquecimento
d´água.
Uma ação de grande importância seria a de introduzir nos códigos de obras municipais a obrigação de tubulação de água
quente, desta forma as novas edificações ou as que sofreram reformas já estariam com parte da infra-estrutura pronta e
poderiam futuramente instalar o sistema de aquecimento.
Estas placas consistem em um espaço fechado, isolado do exterior com paredes e coberta por vidro. Esta cobertura cumpre uma dupla função: por uma lado permite que a
insolação passe para o interior e por outro impede que a radiação saia.
Se nas paredes interiores não envidraçadas pintarmos de preto ou cinza escuro, o calor é absorvido, sendo que as sucessivas entradas de calor vão se acumulando, e
conseqüentemente aquecerá mais o interior fechado.
Se reduzirmos a dimensão do recinto encurta-se a distância entre a superfície envidraçada e a absorvente além de diminuir o volume de ar no interior, o que facilita o aumento
da temperatura. Com este esquema básico de coletor plano é possível atingir uma temperatura de até 100° C .
4 Problemas com financiamentos:
Devido ao alto custo inicial para aquisição desde sistema, seria necessária a existência de linhas de crédito que
financiassem inicialmente o investimento a população em geral, embora já existam linhas de crédito, como é o caso do Banco
Real e da Caixa Econômica, estas são extremamente burocratizadas, além do que não são divulgadas e apresentam um alto
valor das taxas de juros. É necessário que os agentes financiadores conheçam as vantagens e a necessidade de se adotar
tecnologias sustentáveis, e assim possam incentiva-la.
Debaixo da placa absorvente é colocado material isolante térmico para impedir a saída do calor e “obrigar” que este atue apenas sobre a conduta.
Abaixo da superfície absorvente instala-se um tubo condutor que transporta o calor captado por meio de fluido liquido ou gasoso.
O funcionamento do sistema baseia-se na insolação contínua das placas planas que por sua vez vão cedendo calor para os condutos e sendo
reaquecidas pela ação do sol e assim sucessivamente.
Porém, há a necessidade de prever o uso de água quente no período
noturno ou em dias nublados, sendo assim, é necessário um equipamento
complementar denominado
acumulador de calor, ou seja, um depósito calorífico que acumula mais
energia do que o sistema necessita, assegurando assim, o rendimento
durante as horas de baixa ou nula carga térmica.
KWh/m²/dia
2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5 6,0 6,5 7,0 7,5 8,0 8,5 9,0
Este acumulador denomina-se boiler. É fabricado por fora de alumínio e
por dentro de cobre ou aço inox. Internamente, a água quente se mistura
com a fria ficando a água quente sempre na parte superior.
Em dias com grande luminosidade, a água quente pode ficar armazenada
por várias horas sem precisar acionar a resistência elétrica.
mapa solar BR_swera
fonte: Projeto Swera
Os coletores solares devem ser instalados voltados para o norte e ter uma
inclinação de acordo com a latitude da região onde serão instalados, por
exemplo, para São Paulo, latitude 23°, os coletores devem ter uma
inclinação de 33° em relação ao plano do piso.
inclinação = latitude + 10°
5 Falta de capacitação profissional
No mercado profissional ainda tem-se uma certa resistência em se utilizar sistemas não convencionais. Os construtores
consideram o sistema de aquecimento solar uma alternativa cara e difícil manutenção. Os projetistas tem tido dificuldade de
acesso a informação sobre insolação e outros parâmetros técnicos e os arquitetos não tem estabelecido um repertório de
possibilidades estéticas para incorporação dos coletores e acumuladores nos projetos. Cabe assim, incentivar a pesquisa e
cursos para capacitar estes profissionais, tantos os ligados nas questões de projeto, como os ligados na construção e
manutenção deste sistema.
6- Desinteresse do setor elétrico:
Todo o processo de desverticalização e desregulamentação e privatização do setor elétrico contribuíram para organização
em pequenas empresas separadas. Neste cenário as empresas de distribuição não têm motivação econômica para
implementação de programas de conservação ou substituição de tecnologias de uso final de energia, pois isso implica em
perda de faturamento.
As concessionárias só promoverão o uso de aquecedores termossolares mediante compensações, assim será necessário
desenvolver mecanismos negociais, entre os beneficiados por eventual expansão do mercado termossolar e as
concessionárias, para que possa assim garantir a receita das distribuidoras. A longo prazo pode se considerar que a receita da
distribuidora permaneça estável já que os consumidores podem adquirir outros equipamentos eletroeletrônicos utilizando
recursos da economia com o sistema termossolar. Outros fatores a considerar são: a diminuição da inadimplência, a melhoria
da qualidade dos serviços em regiões sobrecarregadas, melhoria da imagem da empresa devido aos investimentos em
projetos de caráter socioambiental e deslocamento da carga de pico.
Existe uma lei que obriga às concessionárias a aplicar 1% da sua receita em ações de combate ao desperdício, em
pesquisa e em desenvolvimento tecnológico. Esta pode ser ferramenta que pode impulsionar a tecnologia termossolar. Além
disso, existem projetos para se criar a “tarifa amarela”, ou seja, uma tarifa que busca reduzir a utilização de energia elétrica nos
períodos de pico, através da oferta de descontos para a energia consumida fora desse período, este seria então outro
mecanismo de gerenciamento da demanda que pode impulsionar o mercado solar.
7 Ausência ou inadequação normativa
Outro fator que atravanca o pleno desenvolvimento da tecnologia solar é a falta, ou em alguns casos a inadequação
normativa. O sistema de etiquetagem nacional de conservação da energia ENCE, foi um marco de mudança na qualidade dos
equipamentos termossolares no mercado brasileiro, isso permiti que os consumidores tivessem informações sobre a
qualidade do equipamento. Entretanto essa forma de “etiquetagem” dificulta a difusão de sistemas de coletores com
tecnologias alternativas para o aquecimento, pois compara propostas diferentes sem levar em conta os custos de aquisição e
instalação. Desta maneira pospõe se um sistema que leva em conta o custo-benefício dos equipamentos. Isso seria mais
conveniente ao mercado brasileiro que é sensível ao custo e tem alta insolação, permitiria assim propostas de equipamentos
que apresentam um baixo desempenho.
Além das placas solares planas descritas acima também existem outros tipo, sendo:
 Coletores concentradores ou de alta temperatura Consistem em placas com superfícies côncavas ou parabólicas, com as quais se chegam a temperaturas de até 4000°C.
 Coletores de baixa temperatura estes não possuem o elemtento protetor de vidro, sendo assim, não se baseiam no efeito estufa. Porém, para compensar de algum forma este efeito é necessário
grandes superfícies de captação para obter temperaturas de 50°C a 60°C.
LEGISLAÇÃO ATUAL
MUNDO
Israel
 desde 1980 é obrigatória a instalação de aquecedores solares de água.
Barcelona
 Ordenanza Solar de Barcelona, obriga a instalação de aquecedores solares em novas construções e reformas
a partir de 2000;
 antes da ordenanza o sistema correspondia a 1,1m² de coletores solares/ 100 habitantes, em 2000 quando entra em
vigor a ordenanza solar o sistema correspondia a 13m² / 100 habitantes, com isso consegui-se uma economia de
energia da ordem de 15.675 MWh/ano com redução de emissão CO2 de 2.756 tCO2/ano;
 1° administração européia a aprovar este tipo de legislação teve repercussão em mais de 50 cidades na Espanha que
seguiram o seu exemplo;
 em 2006 a Ordenanza Solar entra no Código Nacional de edificações espanhol, o “Documento Básico de ahorro de
energia" é um dos instrumentos do novo código de edificações, ele estabelece normas com o objetivo de reduzir o
consumo energético e promover o uso de energias renováveis, obriga também o uso de energia solar, térmica e
fotovoltaica nos novos edifícios e naqueles que passarem por reformas no país;
 estimativas do Instituto para la Diversificación y Ahorro de la Energía IDAE, com a implantação das exigências
energéticas introduzidas no novo Código Técnico de la Edificación, para cada edifício, será possível conseguir uma
economia de energia entre 30% e 40% e uma redução de emissões de CO2 no consumo de energia de entre 40% e
55%.
Alemanha
 2005 - implantou-se medidas para o aumento da participação de fontes de energia renovável no aquecimento;
 o uso de aquecedores solares faz parte do código de obras;
 a regulação de preços se dá através de bônus federais.
circulação por termo sifão
Circulação forçada
SISTEMAS ALTERNATIVOS
1. AQUECEDOR SOLAR COMPOSTO DE EMBLAGENS DESCARTÁVEIS
(Caixa tetra pak e garrafa pet)
2- AQUECEDOR SOLAR DE BAIXO CUSTO ASBC
(Sociedade do sol)
Princípio de funcionamento
Princípio de funcionamento
O aquecedor solar com embalagens descartáveis tem o mesmo principio de funcionamento dos sistemas
tradicionais de aquecimento solar de água, diferenciando-se devido aos materiais utilizados que excluindo as
tubulações, são materiais oriundos de reciclagem direta sem qualquer processo industrial nos descartáveis,
assim além de ser um sistema alternativo de baixo custo, é uma forma de beneficiar o meio ambiente. É
importante comentar que é um sistema simples e possibilita a autoconstrução.
 o sistema ASBC tem o mesmo principio de funcionamento dos sistemas tradicionais de
aquecimento solar de água, diferenciando-se devido aos materiais utilizados e pela possibilidade de
autoconstrução.
Sistema
 Reservatório: tem a função de armazenar, no decorrer de um dia, a água aquecida pelo coletor
solar. É possível optar por utilizar o mesmo reservatório da água fria e quente, neste caso o reservatório
será uma caixa mista. Podem ser utilizadas as caixas de cimento aminato, as caixas termoplásticas e as
de resina. Todos devem receber um isolamento térmico externo para minimizar as perdas de calor nas
laterais e na tampa superior.
 Coletores: são fabricados com placas de forro de PVC e tem a função de aquecer água.
 Misturador de água quente e sistema de apoio térmico: o misturador permite que a água aquecida
pela energia solar chegue ao chuveiro. Caso a água aquecida esteja a uma temperatura abaixo do
desejado, o usuário complementa o aquecimento por meio do acionamento de um dimmer (controlador
da energia fornecida pelo chuveiro elétrico).
 Sistema hidráulico: A tubulação pode ser feita com tubos comerciais de PVC marrom,
considerando a natural limitação térmica do coletor solar ASBC..
Sistema
 Reservatório: é possível utilizar o mesmo reservatório da água fria, desde que este tenha capacidade
igual ao dobro da água a ser aquecida. Algumas pequenas modificações são necessárias para melhorar o
sistema, como por exemplo, a instalação de um redutor de turbulência, como indicado no diagrama 3.
 Coletor: nas colunas de absorção térmica são utilizados tubos e conexões de PVC, embora menos
eficientes
que os tubos de cobre e de alumínio usados nos sistemas convencionais, é uma maneira de
reduzir custos. As garrafas pet e as caixas tetra pak, substituem a caixa metálica, o painel de absorção térmica
e o vidro utilizado nos coletores convencionais. O calor é absorvido pelas caixas tetra pak, pintadas em preto
fosco, é retido no
interior das garrafas e é transferido para a água através das colunas de PVC,
também pintadas em preto. A
caixa metálica com vidro ou as garrafas pet, tem como função proteger
o interior do coletor das interferências
externas, principalmente dos ventos e oscilações da
temperatura, dando origem a um ambiente próprio.
 Controlador de temperatura: o chuveiro elétrico será usado para complementar a temperatura ou caso
falte sol, e será necessário instalar um controlador com ajuste eletrônico de temperatura, conectado em série à
entrada
de energia elétrica do chuveiro, desta forma facilita a regulagem da temperatura ideal de banho,
sem a
necessidade de variar o fluxo de água no registro. (ver diagrama 5)
Custo-benefício
 dimensionamento: consumo de água quente é de 50 L/ pessoa/ dia, sendo necessário de 1 a 1,5
coletores para cada 100 L de água quente, conforme tabela abaixo:
Região
Sul / SP capital
Interior de São Paulo
Outras regiões
Custo-benefício
 manutenção e vida útil: o primeiro coletor solar desde modelo foi construído a 4 anos, e ainda apresenta
um bom estado de funcionamento. Não se sabe quanto tempo ira durar, mas é possível prever que por volta do 5
ano será necessário trocar as caixas tetra pak e as garrafas pet.
 eficiência: no verão com 5h de sol o coletor atinge a temperatura máxima, que é de 52ºC, sendo o limite
55ºC para a tubulação. O modelo experimental foi instalado em Tubarão SC, no inverno onde a água fria gira em
torno de 13° a 16°C, com o sistema aquecimento passa a atingir 38°C, já no verão a água fria está em torno de
22° a 25°C e atinge 52°C com a instalação do sistema.
 investimento: gira em torno de R$ 100,00 desconsiderando gastos com o reservatório.
 energia elétrica: estima-se uma redução em pelos menos 30% com os gastos de energia elétrica.
Quant. de coletores (p/200L)
3
2
2
coletor: tem aproximadamente 0,78m² e com água pesa cerca de 10Kg
 manutenção: simples com inspeções visuais a cada 1 ano e repintura dos coletores a cada 3
anos, fora a limpeza do reservatório
 investimento: custo aproximado é de R$ 200,00, sem considerar o reservatório.
 energia elétrica: estima-se uma redução em pelos menos 30% com os gastos com energia
elétrica

Retorno do investimento: gira em torno de 4 a 8 meses
BRASIL
Belo Horizonte - MG
 Lei n° 518/ 2005 institui a política Municipal de incentivo ao uso de formas alternativas de energia e dá outras
providencias.
 Lei n°74/ 2006 dispõe sobre a obrigatoriedade da utilização de tubulação própria para sistema de aquecimento solar em
edificações destinada a uso residencial, com área superior a 150m², e na parte residencial de edificação destinada a
uso misto.
 Com as ações da Cemig, empresa distribuidora de eletricidade na região, houve um incentivo ao uso de fontes de
energia alternativa e mercado imobiliário entendeu a importância do sistema, tanto para redução dos custos do
condomínio como para conta de energia elétrica.
 mais de 1000 edifícios de apartamentos já contam com sistema de aquecimento de água solar e praticamente todos os
lançamentos de classe média usam adotam sistema.
Birigui - SP
 Lei n° 4507/ 2005 dispõe, sobre a exigência de instalação de aquecedores solares em moradias integrantes de
conjuntos habitacionais populares.
São Paulo - SP
 minuta de projeto de lei dispõe sobre a instalação de sistema de aquecimento de água por energia solar em novas
edificações (residenciais, comerciais, escolas, hospitais, industrais, hoteis, lavanderias e clubes esportivos). O sistema
deve cobrir no mínimo 40% de toda a demanda de energia para aquecimento de água.
Campina Grande - PA
 lei que oferece desconto de 15% no IPTU para edificação com aquecedor instalado e o desconto aumenta para 25% se
equipamento for construído na própria cidade
Porto Alegre, Gramado RS, Florianópolis SC e Curitiba - PR
 Estas cidades estão elaborando os projetos de lei referentes ao uso da energia solar
CONJUNTOS HABITACIONAIS E CASAS POPULARES QUE
UTILIZAM O SISTEMA DE AQUECIMENTO SOLAR




Etapas de fabricação
BIBLIOGRAFIA

Caixa d´água com aquecedor
caixa d´água com o aquecedor no telhado
diagrama 3 caixa d´água
diagrama 5 - chuveiro
projeto Cingapura
Projetos Ilha do Mel
projeto Sapucaias em Contagem
conjunto habitacional Sir e Maria Eugenia (Cohab) em Governador Valadares
Imagem - visualização das peças utilizadas na montagem
Legenda: 1 placa de forro, 2 tubos de PVC 32mm, 3 luvas de PVC 32 mm, 4adaptador de PVC 32mm para 1”, 5 - joelhos PVC 90° 32mm, 6 CAP PVC 1”, 7
CPA PVC 32mm, 8 Placa EPS/ manta PE expandido, 9 tinta esmalte sintético
preto fosco sobre a placa.
Funcionamento do sistema
1- Reservatório
2- Coletores
3- Chuveiro elétrico com misturador e dimmer para apoio térmico
4- Sistema geral de tubos
Livros e artigos:
CUSA, Juan de Energia solar para Vivendas Ediciones CEAC, AS - 1992
 Energia Solar. Disponível em http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/atlas/pdf/03-Energia_Solar(3).pdf
 Manual sobre a construção e instalação do aquecedor solar composto de embalagens descartáveis. Disponível em
http://www.aondevamos.eng.br/projetos/Manual_Jose_Alcino_Alano.htm
 Sociedade do Sol. Manual de Instrução de Manufatura e Instalação Experimental do Aquecedor Solar de Baixo Custo - A S B C, versão2.5.
Outubro de 2006. Disponível em http://www.ebanataw.com.br/4430/clubes/spsantana/p20041127.htm
 Um mapa do potencial solar e eólico. Disponível em http://www.eletrosul.gov.br/gdi/gdi/cl_pesquisa.php?pg=cl_abre&cd=hkkdZc40%60Sif
 RODRIGUES, Decio & MATAJS, Roberto.Um Banho de Sol para o Brasil O que os Aquecedores Solares podem fazer para o Meio Ambiente e a
Sociedade. Disponível em http://www.vitaecivilis.org.br
 FARIA, Carlos. Aquecimento Solar - Tecnologia. Disponível em www.cidadessolares.org.br
 JANI, Fantinelli. Os segmentos sociais de baixa renda e a economia de energia com o aquecimento solar de água. Disponível em
www.cidadessolares.org.br
 FARIA, Carlos. Aquecimento Solar Casos de Sucesso. Disponível em www.cidadessolares.org.br
 MARTINS, Fernando & PEREIRA, Enio & ABREU, Samuel & COLLE, Sergio. Mapas de Irradiação Solar para o Brasil resultados do projeto
SWERA.
Sites:
 www.bhsolar.com.br
 www.dasolabrava.org.br
 www.cidadessolares.org.br
 www.vitaecivilis.org.br
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viabilidade da energia solar para aquecimento da água em habitação