UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
FACULDADE DE ENFERMAGEM
DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM BÁSICA
DISCIPLINA ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM I
Denise Cristina Alves de Moura1
Natalia Ana de Carvalho2
SISTEMA DE INFORMAÇÃO NA ENFERMAGEM3
Objetivos:
 Identificar a importância do sistema de informação em saúde e na Enfermagem;
 Conhecer os recursos de informação que subsidiam a gerência em Enfermagem;
 Aprender como se elabora e a importância das correspondências oficiais.
Sistema de Informação
A informação na saúde e na enfermagem é considerada um instrumento de trabalho fundamental, pois
diariamente é veiculada uma quantidade imensa de dados, que compõe a organização e um sistema de
informação, sendo este indispensável para assistir, administrar, gerenciar e pesquisar (GRECO, s/ data).
Sistema de Informação na Saúde
Para se entender um pouco sobre o sistema de informação em saúde, é necessária a definição de
alguns termos, como sistema, dado e informação.
Sistema traz a ideia de um todo, que pela sua estrutura, forma de organização e de funcionamento,
busca um fim determinado, podendo ou não sofrer influência externa. Esse sistema também pode ter vários
componentes, que interligados produzem com organização uma informação.
Dado é a base para gerar uma informação. Porém eles não falam por si, é através da interpretação de
cada pessoa que vão aparecer os vários significados. Já a informação é a avaliação feita sobre um conjunto de
dados (PERES; LEITE, 2014).
A informação é o significado que atribuímos a um dado e esse significado nos ajuda no processo de
tomada de decisão. A informação em saúde deve ser considerada como um “instrumento de apoio decisório
para o conhecimento da realidade socioeconômica, demográfica e epidemiológica, para o planejamento,
gestão, organização e avaliação nos vários níveis que constituem o Sistema Único de Saúde (SUS)” (PERES;
LEITE, 2014; CARVALHO; EDUARDO, 1998, p.1).
1
Enfermeira, Mestre em Enfermagem, Professora Substituta da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de
Juiz de Fora (UFJF)
2
Enfermeira, Mestranda em Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da UFJF.
3
Este texto foi elaborado como material instrucional para a Disciplina Administração em Enfermagem I, para os
acadêmicos do Curso de Graduação em Enfermagem do 6º período da Faculdade de Enfermagem da UFJF. Pedimos que
caso haja o interesse em utilizar este material para outro fim seja citada a fonte, para manter contato com o autor utilize
o seguinte e-mail: [email protected].
Um sistema de informação em saúde deve organizar a produção de informações de acordo com o
nível de atenção à saúde, assessorar o desenvolvimento de sistemas mais específicos para cada unidade, e
contribuir para a formação dos profissionais, oferecendo a eles a possibilidade de uma visão mais coletiva da
população assistida.
A Organização Mundial da Saúde define Sistema de Informação em Saúde-SIS como um mecanismo
de coleta, processamento, análise e transmissão da informação necessária para se planejar, organizar, operar e
avaliar os serviços de saúde. Considera-se que a transformação de um dado em informação exige, além da
análise, a divulgação, e inclusive recomendações para a ação.
Dentre os benefícios e vantagens do sistema de informação na saúde, incluem: melhoria da gestão e da
assistência prestada aos usuários; redução de custos; troca de informações com instituições nacionais e
internacionais; comparação dos dados; geração de mudança nos padrões adotados; conhecimento da realidade
socioeconômica, demográfica e epidemiológica (DUTRA, s/ data).
Na administração de serviços de saúde, a necessidade de informações como cadastros de pacientes, da
população, de estabelecimentos de saúde, ações de saúde, conhecimento do perfil epidemiológico e de
adoecimento, da mortalidade, quantitativo de profissionais de saúde, número de consultórios, leitos,
medicamentos utilizados, gastos efetuados e demais informações são de extrema importância. No entanto
essas informações precisam ser trabalhadas e/ou cruzadas para se conhecer uma determinada realidade e para
isso um recurso utilizado é do da informática, pois com ela é possível “agilizar os fluxos de informações e seu
acesso nas áreas prioritárias da organização”. Desta forma a informática desempenha um papel de suporte
para o sistema de informação (CARVALHO; EDUARDO, 1998 p.2).
Uma iniciativa do Departamento de Informação e Informática do SUS foi a criação da Política
Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS) em 2003, que tem o seguinte propósito:
Promover o uso inovador, criativo e transformador da tecnologia da informação, para
melhorar os processos de trabalho em saúde, resultando em um Sistema Nacional de
Informação em Saúde articulado, que produza informações para os cidadãos, a gestão, a
prática profissional, a geração de conhecimento e o controle social, garantindo ganhos de
eficiência e qualidade mensuráveis através da ampliação de acesso, equidade, integralidade e
humanização dos serviços e, assim, contribuindo para a melhoria da situação de saúde da
população (BRASIL, 2003, p.15).
Alguns exemplos dos Sistemas de Informação em Saúde são: SINAN: Sistema de Informação de
Agravos de Notificação; SINASC: Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos; SIM: Sistema de
Informação sobre Mortalidade. Por meio destes sistemas de informações é possível obter dados
epidemiológicos sobre mortalidade, nascimento e agravos de notificação compulsória de todo o país. Além
destes há também o SIH: Sistema de Internações Hospitalares e o SIAB: Sistema de Informação sobre
Atenção Básica (BRASIL, 2014a).
Atualmente vem sendo implantado na Atenção Básica o e-SUS, sendo este uma das estratégias do
Ministério da Saúde para desenvolver, reestruturar e garantir a integração desses sistemas, de modo a permitir
um registro da situação de saúde individualizado por meio do Cartão Nacional de Saúde. O nome, e-SUS, faz
referência a um SUS eletrônico, cujo objetivo é facilitar e contribuir com a organização do trabalho dos
profissionais de saúde, elemento decisivo para a qualidade da atenção à saúde prestada à população (BRASIL,
2014b).
O Departamento de Atenção Básica desencadeou um processo de avaliação e reestruturação dos
sistemas de informação da Atenção Básica (AB) de modo a facilitar o processo de trabalho e de gestão da AB.
Os frutos dessa nova estratégia são o Sistema de Informação em Saúde da Atenção Básica (SISAB) e um novo
software, o e-SUS Atenção Básica. O SISAB permite o registro individualizado das informações de cada
cidadão, unificando e integrando todos os sistemas de software atualmente na AB. Já o e-SUS é o sistema
utilizado pelos profissionais de saúde para inserção e consulta de dados sobre os usuários de saúde e seus
trabalhos (BRASIL, 2014b).
Sistema de Informação na Enfermagem
“A informação é hoje o maior recurso que se dispõe para alcançar o crescimento e o desenvolvimento
e com isso viabilizar o futuro”. O enfermeiro tem papel fundamental no que tange a informação, uma vez que,
via de regra, todas as informações a respeito de um paciente, assim como os meios para administrar e assistir
passam por ele (MARIN, 1995 p.25).
O Sistema de Informação em Enfermagem realiza a coleta, a armazenagem, o processamento e a
recuperação de informações que são necessárias para várias funções do enfermeiro, como: administrar os
serviços de enfermagem e recursos em unidades de cuidado de saúde; administrar a informação do cuidado ao
paciente para assisti-lo. Na prática clínica, o sistema de informação auxilia o enfermeiro no planejamento e
documentação da assistência (PERES; LEITE, 2014; ÉVORA, 1995).
O sistema de informação em enfermagem deve ser entendido como um processo complexo
que envolve estudos técnicos, organizacionais, comportamentais e ambientais. A integração
do sistema com a prática e o processo de enfermagem envolvem muitos fatores como
educação, mudanças de atitude, cultura organizacional, padronização da linguagem e prática
sistematizada. Portanto, o sistema de informação em enfermagem não é um software ou um
hardware, na medida em que envolve pessoas, estrutura organizacional e processos que
permitem a coleta de dados, o processamento e o uso racional da informação (SANTOS,
2005 p.102 apud GOOSSEN, 1996)
Segundo Peres e Leite (2014; 2005), um sistema de informação para a Enfermagem informatizado tem
como benefícios: menor tempo para organizar documentos e informações do paciente; evita informações
repetidas; otimiza a comunicação entre a equipe; melhora a disponibilidade e o acesso a informação; oferece
informações à equipe multidisciplinar; otimiza o processo de trabalho; disponibiliza informações on-line sobre
condutas, medicamentos e protocolos; diminui margens de erros; agiliza o acesso as informações; melhora a
qualidade da documentação; possibilita aumento do tempo dos enfermeiros para a assistência aos pacientes;
aumento da satisfação no trabalho e da produtividade; fornece flexibilidade para visualizar e coletar
informação necessária e desenvolve uma base de dados clínica comum aos profissionais envolvidos na
assistência.
“A tomada de decisão é considerada a função que caracteriza o desempenho da gerência”. Mas para
que isto ocorra é necessária a obtenção de dados para se produzir informação e direcionar propostas de
solução para a escolha da melhor decisão. Desta forma, a informação é um instrumento fundamental para a
tomada de decisão, e para isto “as informações devem ser precisas, relevantes, oportunas, permitindo uma
abordagem completa da situação” (GUIMARÃES; ÉVORA, 2004).
Assim, o trabalho do enfermeiro deve subsidiar-se em dados colhidos, sistematizados e analisados,
pois a informação é a base da decisão e o ingrediente fundamental do processo decisório (CARVALHO;
EDUARDO, 1998).
Registros de enfermagem
Os registros efetuados pela equipe de Enfermagem têm a finalidade essencial de fornecer informações
sobre a assistência prestada, assegurar a comunicação entre os membros da equipe de saúde e garantir a
continuidade das informações nas 24 horas, condição indispensável para a compreensão do paciente de modo
global, além de atender legislações pertinentes, garantir a segurança do paciente e dos profissionais, além de
servir de instrumento para ensino, pesquisa e auditorias (CANAVEZI, s/d).
Os registros de enfermagem são parte integrante do sistema de informação que tem como algumas de
suas finalidades a continuidade da assistência e respaldar legalmente o trabalho do profissional (COREN-SP,
2009).
A qualidade do registro das ações assistenciais reflete a qualidade da assistência e a produtividade do
trabalho. Com base nesses registros, pode-se permanentemente construir melhores práticas assistenciais, além
de implementar ações que visem melhorias nos resultados operacionais (FONSECA et al, 2005).
As Anotações de Enfermagem fornecem dados que irão subsidiar o enfermeiro no estabelecimento do
plano de cuidados/prescrição; respectivas respostas do paciente, resultados esperados e desenvolvimento da
Evolução de Enfermagem (COREN/SP, 2009).
Assim, a Anotação de Enfermagem é fundamental para o desenvolvimento da Sistematização da
Assistência de Enfermagem (SAE), pois é fonte de informações essenciais para assegurar a continuidade da
assistência. Contribui, ainda, para a identificação das alterações do estado e das condições do paciente,
favorecendo a detecção de novos problemas, a avaliação dos cuidados prescritos e, por fim, possibilitando a
comparação das respostas do paciente aos cuidados prestados (CIANCIARULLO et al., 2001).
Segundo o Conselho Federal de Enfermagem – COFEN, para proporcionar uma assistência de
qualidade, o profissional de saúde precisa de informações corretas, organizadas, seguras, completas e
disponíveis. E para isso as anotações devem seguir algumas regras importantes, como:
Serem legíveis, completas, claras, concisas, objetivas, pontuais e cronológicas; serem
precedidas de data e hora, e conter assinatura e identificação do profissional ao final de cada
registro; não conter rasuras, entrelinhas, linhas em branco ou espaços; conter observações
efetuadas, cuidados prestados, sejam eles os já padronizados, de rotina e específicos; serem
registradas após o cuidado prestado, orientação fornecida ou informação obtida; constar de
respostas do paciente frente aos cuidados prescritos pelo Enfermeiro, intercorrências, sinais e
sintomas observados; priorizar a descrição de características como tamanho mensurado (cm,
mm etc), quantidade (ml, L etc), coloração e forma; não conter termos que deem conotação de
valor (bem, mal, muito, pouco, etc...); conter apenas abreviaturas previstas em literatura; e
serem referentes aos dados simples, que não requeiram maior aprofundamento científico
(COREN/SP, 2009).
Em Minas Gerais - MG, o Conselho Regional de Enfermagem através da Deliberação nº 135/00,
normatiza, no estado, os princípios gerais para ações que constituem a documentação de enfermagem. Essa
deliberação exige que os registros sejam claros, objetivos, precisos, com letra legível, sem rasuras, com
identificação do profissional contendo nome, COREN-MG e carimbo, em impresso próprio, com data e hora,
identificando, também, os dados do paciente.
As Anotações de Enfermagem são os registros de: todos os cuidados prestados e incluem as
prescrições de enfermagem e médicas cumpridas, além dos cuidados de rotina, medidas de segurança
adotadas, encaminhamentos ou transferências do setor, entre outros; sinais e sintomas incluem os identificados
e os referidos pelo paciente. Intercorrências incluem a descrição dos fatos ocorridos com o paciente, sinais e
sintomas observados, medidas adotadas, além das respostas dos pacientes às ações realizadas (COREN/SP,
2009).
Ao tratar do assunto Registros de Enfermagem, destacamos que uma das principais interpretações
distorcidas aplica-se à diferença entre Anotação de Enfermagem e Evolução de Enfermagem. Diante disso,
apresentamos resumidamente, as principais diferenças entre esses registros (COREN/SP, 2009).
Anotação
Dados Brutos
Elaborada por toda a equipe de enfermagem (técnico
e auxiliar de enfermagem, enfermeiro)
Referente a um momento
Evolução
Dados analisados
Elaborada apenas pelo enfermeiro
Referente ao período de 24 horas
Dados pontuais
Registra uma observação
Dados processados e contextualizados
Registra a reflexão e análise de dados
A documentação de enfermagem, inserida no prontuário do paciente, é importante como fonte de
ensino, pesquisa, servindo à auditoria, continuidade da assistência, à avaliação do cuidado, segurança dos
pacientes e profissionais e as questões legais, que determina a necessidade de conhecimento dos deveres e
obrigações por parte dos profissionais de enfermagem (COREN/SP, 2009).
No que se refere aos aspectos éticos e legais a Resolução COFEN 311/07 – Código de Ética dos
Profissionais de Enfermagem traz no item responsabilidades e deveres a respeito do registro de enfermagem.
“Art. 25 Registrar no Prontuário do Paciente as informações inerentes e indispensáveis ao
processo de cuidar. (...) Art. 41 Prestar informações, escritas e verbais, completas e
fidedignas necessárias para assegurar a continuidade da assistência. Art. 54 Apor o número e
categoria de inscrição no Conselho Regional de Enfermagem em assinatura, quando no
exercício profissional. art. 72 Registrar as informações inerentes e indispensáveis ao
processo de cuidar de forma clara, objetiva e completa".
Essa Resolução considera ainda como proibições em seu “Art. 42 Assinar as ações de enfermagem
que não executou, bem como permitir que suas ações sejam assinadas por outro ( ...)”.
A padronização dos registros (anotações e evoluções) de enfermagem é necessária, visto que existem
falhas no que se refere a adequações gramaticais da linguagem formal, exatidão, brevidade, legibilidade,
identificação e terminologia técnica (VANESSA, 2009).
Em relação à equipe de enfermagem, a legislação prevê que é dever da equipe de enfermagem manter
uma anotação de forma perfeita, bem como organizar os documentos referentes ao paciente em relação à
enfermagem (OGUISSO, 2003).
A Lei 7.498, de 25 de junho de 1986 em seu Art. 14, ressalta a incumbência a todo pessoal de
enfermagem da necessidade de anotar no prontuário do paciente todas as atividades da assistência de
Enfermagem (ITO, 2004).
Devido a essas razões as anotações devem seguir uma norma, levando em consideração seus aspectos
legais e éticos, pois o registro em prontuário faz parte das obrigações legais da enfermagem, devendo qualquer
erro ser corrigido de acordo com as normas da instituição, pois esses registros podem servir como facilitadores
e determinantes em casos judiciais (ALESSANDRA, 2007).
Ressalta-se que a anotação de enfermagem é um instrumento essencial para subsidiar a evolução e a
prescrição de enfermagem e, desta forma, garantir a continuidade da assistência e, ainda, legitimar o trabalho
do profissional que presta o cuidado (MATSUDA, 2006).
Prontuário Eletrônico do Paciente – PEP
Devido ao desenvolvimento tecnológico em que o mundo se encontra, fica cada vez mais complexo
gerenciar tantos dados sem a ajuda da informática. Informatizar os sistemas de informação em saúde é questão
de necessidade, visto o grande número de usuários e de atividades que devem ser integradas e disponíveis em
um mesmo sistema. A informática nos permite agilizar o fluxo de informação e possibilita também o seu
acesso nas principais áreas da organização.
Sabe-se dos grandes problemas causados pelo atual sistema de armazenamento das informações dos
pacientes, o prontuário de papel. Os problemas vão desde a ilegibilidade das informações escritas, até a
dificuldade de se encontrar esses registros posteriormente. Para suprir essa demanda surgiu o Prontuário
Eletrônico do Paciente (PEP), que Lessa (2002) descreve sendo “um meio de informação utilizado pelos
profissionais de saúde, com os objetivos de padronizar e organizar de maneira concisa os dados relativos a
cada paciente, otimizando a assistência prestada”. É qualquer registro sobre o passado ou futuro da saúde
física ou mental de um paciente ou sua condição de vida que reside num sistema eletrônico. Este sistema pode
ou não ser acrescido de um mecanismo de gerenciamento e organização da unidade de atenção à saúde.
Esse novo modelo de prontuário traz muitos benefícios, como: aumento da qualidade das informações
do prontuário, interligação entre informações vindas de diferentes fontes, diminuição do espaço de
armazenamento de grandes quantidades de informações, facilidade na apresentação e pesquisa de informação,
melhora no processo de tomada de decisão, melhora na qualidade do cuidado do paciente, velocidade no
acesso a essas informações, a possibilidade de erro é reduzida, trazendo assim maior segurança ao paciente,
dentre outras vantagens (CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, 2012).
Porém existem algumas dificuldades na utilização do PEP, como por exemplo, necessidade de grande
investimento de hardware, software e treinamento, falta de costume dos usuários com o sistema, resistência
dos profissionais em ralação ao novo e falhas de hardware e software. Além disso, alguns desafios deste
prontuário são: garantir o sigilo, manter a privacidade e a individualidade dos pacientes, assegurar os aspectos
éticos e legais e que as informações não sejam adulteradas (PERES; LEITE, 2014; TACHINARDI, 2000).
De acordo com Salvador et al (s/ data) os sistemas de informação devem ter:
-Integridade: processo de assegurar que recursos ou dados não sejam alterados por entidades não
autorizadas;
-Confidencialidade: necessidade de proteger informações sensíveis de forma a não serem vistas
indiscriminadamente;
-Disponibilidade: disponibilidade de acesso ao sistema para usuários autorizados;
-Autenticação: processo pelo qual a identidade de uma pessoa possa ser verificada;
-Autorização: associar uma identidade a uma lista de direitos, privilégios, ou áreas de acesso;
-Não repudiação (ou Legalidade): quando alguém não pode negar a autenticidade de um documento, a
sua assinatura ou o seu envio;
-Auditoria: processo de assegurar que a atividade de um usuário possa ser devidamente registrada e
revista para detectar eventos suspeitos.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS)
estabeleceram um convênio de cooperação técnico-científica que está em vigência desde 2002, com o objetivo
de estabelecer as normas, padrões e regulamentos para a utilização do Prontuário Eletrônico do Paciente
(PEP) e o Registro Eletrônico em Saúde (RES) no Brasil. Tal convênio possibilitou a criação de um processo
de Certificação de Sistemas de Registro Eletrônico de Saúde, com o estabelecimento dos requisitos
obrigatórios, em consonância com a legislação federal para documento eletrônico, reforçando a
obrigatoriedade do uso de certificação digital (assinatura eletrônica) para a validade ética e jurídica de um
PEP/RES. Para um prontuário sem papel, totalmente digital, é obrigatório o uso de certificação digital para
assinatura dos prontuários. Vale ressaltar, que um marco importante foi a publicação da Resolução CFM Nº
1821/2007 (CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, 2012).
Segundo o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), o “certificado digital é um
documento eletrônico que contém o nome, um número público exclusivo denominado chave pública e muitos
outros dados que mostram quem somos para as pessoas e para os sistemas de informação. A chave pública
serve para validar uma assinatura realizada em documentos eletrônicos” (INSTITUTO NACIONAL DE
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, 2015).
Passagem de Plantão
A passagem de plantão, entrega de turno ou troca de turno é uma prática realizada pela equipe de
enfermagem com vistas a transmitir informação objetiva, clara e concisa sobre acontecimentos ocorridos
durante um período de trabalho e que envolvem a assistência direta e/ou indireta ao paciente bem como
assuntos de interesse institucional. Considerada um exercício de comunicação entre a equipe de enfermagem,
é realizada em função da continuidade da assistência, envolvendo aspectos da comunicação verbal (oral e
escrita) podendo, também, ser considerada uma comunicação administrativa em função da assistência e do
processo de trabalho em enfermagem (SILVA; CAMPOS, 2007).
Esta atividade cada vez se confirma como fundamental no processo de trabalho do enfermeiro, pois é
a troca de informações entre a equipe que prestou cuidados ao paciente em um turno de trabalho com a equipe
que irá assumir tais trabalhos no turno de trabalho seguinte. É o momento que permite ao profissional
enfermeiro ter uma visão geral da unidade na qual assumira suas atividades (PORTAL; MAGALHÃES, 2008;
PINHO; ABRAÃO; FERREIRA, 2003).
Esta atividade está prevista no Código de Ética dos profissionais de enfermagem no capítulo I, das
relações com as pessoas, família e coletividade, dentre responsabilidade e deveres desses profissionais:
Artigo 16 - “Garantir a continuidade da assistência de enfermagem em condições que ofereçam
segurança...”.
E no Artigo 41 da Sessão II das relações dos trabalhadores de enfermagem da saúde e outros, dispõe
entre responsabilidades e deveres desses profissionais:
Artigo 41 - “Prestar informações escritas e verbais, completas e fidedignas, necessárias para assegurar
a continuidade da assistência”.
A atividade de passagem de plantão exige dos profissionais de enfermagem a sistematização de sua
dinâmica, a fim de poder ser realizada, no menor tempo possível, dentro dos limites preconizados pela
instituição, sem comprometer a qualidade das informações que são transmitidas (SILVA; CAMPOS, 2007).
A qualidade da informação depende da habilidade de quem fala, da modalidade escolhida, do tempo
despendido, e da preocupação da equipe em registrar informações que relatam intercorrências com o paciente.
O sucesso da passagem de plantão depende do trabalho em equipe bem articulado, criando formas e
alternativas eficazes para transmissão de informações consistentes e de qualidade. A passagem de plantão
deve ser vista como um momento para educação, reflexão e entrosamento entre as equipes, sob enfoque
multidisciplinar, objetivando realizar condutas, proporcionar crescimento mutuo e melhor desenvolvimento no
trabalho (SIQUEIRA; KURCGANT, 2005).
Em revisão de literatura acerca da temática, Silva e Campos (2007) e identificam os principais
aspectos abordados em passagem de plantão:
- condições gerais de saúde e/ou sua alteração e conduta proposta;
- se algum exame foi realizado ou não;
- se o paciente está recebendo algum preparo para o exame a ser feito e andamento do mesmo, caso
seja submetido a algum momento;
- presença de soros, drenos, sondas;
- modo de transporte (maca, cadeira, deambulando)
- informações sobre materiais usados e a serem repostos, bem como condições de equipamento.
Pode-se notar que a passagem de plantão pode ser organizada de diversas maneiras. De acordo com o
tamanho da unidade, número e perfil de pacientes, tempo de permanência destes e número de componentes da
equipe. A passagem de plantão poderá ser feita por relatório oral ou escrito, individualmente ou em grupos, à
beira do leito ou no posto de enfermagem. De qualquer forma, cada equipe deverá decidir qual será a melhor
forma para garantir que a passagem de plantão seja adequada e efetiva à realidade da unidade.
Cada instituição e cada profissional têm sua sistematização e dinâmica para realizar tal atividade, mas
o enfermeiro deve ter em mente que existem elementos básicos para que uma passagem de plantão possa ser
produtiva e eficaz, como por exemplo, comprometimento e valorização desta atividade. Ressalta-se que
independente do método a ser utilizado ou unidade em que atue, o conteúdo da passagem de plantão deve
estar relacionado com a complexidade do paciente, quantidade de pacientes atendidos e tempo de permanência
(SIQUEIRA; KURCGANT, 2005; PINHO; ABRAÃO; FERREIRA, 2003).
Outro fator importante para ter uma passagem de plantão adequada é o local. O ambiente deve ser
tranquilo, espaçoso, ventilado, iluminado com cadeiras ou bancos, para que todos profissionais, possam estar
presentes, relatando as intercorrências, sem nenhum tipo de interrupção (SIQUEIRA; KURCGANT, 2005).
É necessário destacar que a responsabilidade da passagem de plantão é sempre do enfermeiro, que
deverá coordenar a atividade e assegurar que as informações serão transmitidas corretamente; bem como
promover condições ambientais e orientações a todos os membros da equipe de enfermagem na realização
desta atividade.
Correspondência Oficial
A Correspondência Oficial ou Redação oficial é o meio pelo qual se procura estabelecer relações de
serviço na administração de organizações. Para que tais relações obtenham efetividade, traçam-se normas de
linguagem e padronização no uso de fórmulas e estética para as comunicações escritas (MEDEIROS, 2000).
Tipos de Correspondência oficial são: oficio, memorando, correio eletrônico, requerimento, parecer e
ata.
A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza,
concisão, formalidade e uniformidade. Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja
redigido de forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão.
As comunicações oficiais são necessariamente uniformes, pois há sempre um único comunicador e o
receptor dessas comunicações ou é o próprio serviço (no caso de expedientes dirigidos por um órgão a outro)
ou o conjunto dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea (o público).
A finalidade básica da redação oficial é comunicar com impessoalidade e máxima clareza, o que
impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto
jornalístico, da correspondência particular, etc.
Oficio é uma correspondência oficial destinada a alguma autoridade. Em geral é utilizada para
solicitar ou reivindicar algo. Deve ser redigido de maneira formal e conter argumentos que justifiquem o
pedido. Como, geralmente, é dirigido a autoridades, é necessário observar o tratamento que cada cargo exige.
De acordo com o Manual de redação da Presidência da Republica (BRASIL, 2002), o ofício deve
conter os seguintes itens:
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede:
Exemplos:
Mem. 123/2002-MF Aviso 123/2002-SG Of. 123/2002-MME
b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita:
Exemplo:
Brasília, 15 de março de 2013.
c) assunto: resumo do teor do documento
Exemplos:
Assunto: Produtividade do órgão em 2002.
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.
d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve
ser incluído também o endereço.
e) texto: o expediente deve conter a seguinte estrutura:
– introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a
comunicação. Evite o uso das formas: "Tenho a honra de", "Tenho o prazer de", "Cumpre-me informar que",
empregue a forma direta;
– desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma idéia sobre o assunto,
elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição;
– conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o
assunto.
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam organizados em
itens ou títulos e subtítulos.
f) fecho;
g) assinatura do autor da comunicação; e
h) identificação do signatário.
Para os chefes de Poder usa-se Excelentíssimo Senhor, seguido do respectivo cargo, por exemplo:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República. As demais autoridades serão tratadas pelo vocativo Senhor,
seguido do respectivo cargo, como: Senhor Senador; Senhor Juiz; Senhor Ministro, etc.
No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa
Excelência terá a seguinte forma:
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal
Ministro da Justiça
70.064 - Brasília/DF
Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares, sendo o vocativo
adequado: Senhor (cargo).
O endereçamento a ser colocado no final do texto do ofício para chefes do poder e demais
autoridades:
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal
Presidente do Congresso Nacional
Brasília/DF
O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o
destinatário. Para autoridades superiores utiliza-se “respeitosamente”; para autoridades de mesma hierarquia
ou inferior utiliza-se “atenciosamente”. As comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da
autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura.
A ata é o documento que objetiva registrar os fatos transcorridos em uma reunião. Deve ser iniciada
pela identificação da reunião (a que se refere), data e horário de realização. Segue-se a lista dos presentes e
relato dos fatos discutidos. A assinatura dos presentes à reunião ou pelo menos do presidente e secretário é
importante para validação deste documento.
Referências
ALESSANDRA, L; MARTINS, A.P; DYNEWICZ, A,M. Características de anotações de enfermagem
encontradas em auditoria. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 09, n. 02, p. 344 - 361, 2007.
BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. 2ª ed. 2002.
http://www.planalto.gov.br/Ccivil_03/Manual/ManualRedPR2aEd.PDF
Disponível em:
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Informação e Informática em Saúde. Brasília, 2003.
Disponível
em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/PoliticaInformacaoSaude29_03_2004.pdf.
Acessado em 24 de fevereiro de 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Sistemas de Informação. 2014a. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/sistemas-de-informacao/. Acesso em: 23 de novembro de 2014.
BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Atenção Básica. Portal da Saúde. e-SUS Atenção Básica.
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CANAVEZI, C.M. Manual de Anotações de Enfermagem: Aspectos éticos e legais. Conselho Federal de
Enfermagem, Câmara técnica de legislação e normas. s/d, 55 p.
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