MANUAL DO FORMADOR
CURSO PRELIMINAR
LINHAS DIRIGENTE INSTITUCIONAL E ESCOTISTA
APOSTILA CURSO PRELIMINAR
LINHAS DIRIGENTE INSTITUCIONAL E ESCOTISTA
Esta é o Manual do Formador do Curso Preliminar da UEB (União dos Escoteiros do Brasil) para
Escotistas e Dirigentes Institucionais, conforme previsto nas Diretrizes Nacionais para Gestão
de Adultos, e produzido por orientação da Diretoria Executiva Nacional com base na experiência
centenária do Movimento Escoteiro no Brasil.
2ª EDIÇÃO | ABRIL DE 2014
Conteúdo
Os conteúdos que aparecem nesta apostila foram baseados nos materiais de
cursos das Regiões Escoteiras.
Ilustrações
Foram usados desenhos produzidos ou adaptados por Raphael Luis K.,
assim como ilustrações em geral que fazem parte do acervo da UEB ou são de domínio público.
Diagramação
Raphael Luis K.
Organização de conteúdo
Megumi Tokudome | Vitor Augusto Gay
Revisão de textos
Shenara Pantaleão
Todos os direitos reservados.
Nenhuma parte desta publicação poderá ser traduzida ou adaptada a nenhum idioma, como
também não pode ser reproduzido, armazenado ou transmitido por nenhuma maneira ou meio,
sem permissão expressa da Diretoria Executiva Nacional da União dos Escoteiros do Brasil.
União dos Escoteiros do Brasil - Escritório Nacional
Rua Coronel Dulcídio, 2107 - Bairro Água Verde
CEP 80250 100 | Curitiba | Paraná
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APRESENTAÇÃO
MENSAGEM
OBJETIVO DO NÍVEL
O Manual do Formador é um instrumento de apoio
aos adultos em processo de formação, cujo conteúdo busca
contribuir para o desenvolvimento das competências
necessárias para o exercício das atribuições inerentes aos
escotistas e dirigentes no Movimento Escoteiro.
A UEB está se dedicando a atualizar e produzir
importantes publicações para adultos, contando, para
tanto, com a inestimável colaboração e esforço de muitos
voluntários de todo o Brasil, além do apoio dos profissionais
do Escritório Nacional. A todos que contribuíram, e
continuam trabalhando, os agradecimentos do escotismo
brasileiro.
É claro que ainda podemos aprimorar o material,
introduzindo as modificações necessárias a cada nova
edição. Portanto, envie suas sugestões para melhorar o
trabalho ([email protected]), pois a sua opinião e
participação serão muito bem-vindas!
A qualidade do Programa Educativo aplicado nas
Seções, além da eficiência nos processos de gestão da
organização escoteira, em seus diversos níveis, depende
diretamente da adequada preparação dos adultos.
O nosso trabalho voluntário rende mais e
melhores frutos na medida em que nos capacitamos
adequadamente para a tarefa. Portanto, investir na
formação significa valorizar o próprio tempo que
dedicamos voluntariamente ao escotismo.
Além disso, o nosso compromisso com as crianças
e jovens exige que estejamos permanentemente
dispostos a adquirir novos conhecimentos, habilidades e
atitudes, em coerência com a postura de educadores em
aperfeiçoamento constante.
Desejo que tenham ótimos e proveitosos momentos
de formação, que aprendam e ensinem, que recebam e
compartilhem. Sejam felizes!
Desenvolver no adulto os conhecimentos e
habilidades iniciais para a atuação como escotista,
dirigente institucional.
TAREFAS PRÉVIAS
Leitura e Discussão com o Assessor Pessoal de
Formação:
• Apostila do curso
• Leitura do documento Escotistas em Ação do Ramo
• Projeto Educativo
SUGESTÃO DE LEITURA
• Leitura do Estatuto da UEB
• Educação pelo amor substituindo a educação pelo
temor.
• Leitura do POR - Princípios, Organização e Regras
Estes documentos podem ser consultados no site
da União dos Escoteiros do Brasil ou adquiridos na
Loja Escoteira Nacional.
Sempre Alerta!
Diretoria Executiva Nacional
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
3
ÍNDICE
APRESENTAÇÃO ...................................................................................................................................................................................................... 3
HISTÓRIA DO ESCOTISMO E DE B-P ......................................................................................................................................................................... 7
FUNDAMENTOS DO MOVIMENTO ESCOTEIRO E PROJETO EDUCATIVO .................................................................................................................. 15
LEGISLAÇÃO ESCOTEIRA BÁSICA .......................................................................................................................................................................... 19
ESTRUTURA DA UEL, DISTRITO ESCOTEIRO, REGIÃO ESCOTEIRA E NÍVEL NACIONAL ........................................................................................... 23
PLANO DE LEITURA ............................................................................................................................................................................................... 29
O ADULTO EDUCADOR ........................................................................................................................................................................................... 33
O PAPEL DO ESCOTISTA E DO DIRIGENTE INSTITUCIONAL .................................................................................................................................... 39
SISTEMA DE FORMAÇÃO DE ADULTOS .................................................................................................................................................................. 43
O PAPEL DO ASEESSOR PESSOAL DE FORMAÇÃO .................................................................................................................................................. 51
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E DO JOVEM ..................................................................................................................................................... 57
VISÃO GERAL DO PROGRAMA EDUCATIVO ............................................................................................................................................................ 63
CERIMÔNIAS ESCOTEIRAS ..................................................................................................................................................................................... 75
JOGOS ................................................................................................................................................................................................................... 81
PROGRAMANDO VIVENCIANDO E AVALIANDO UMA REUNIÃO DE SEÇÃO ............................................................................................................ 85
SEGURANÇA NAS ATIVIDADES ESCOTEIRAS ......................................................................................................................................................... 95
ESPIRITUALIDADE .............................................................................................................................................................................................. 103
PAIS NO MOVIMENTO ESCOTEIRO ...................................................................................................................................................................... 107
CANCIONEIRO ..................................................................................................................................................................................................... 111
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
5
GRADE HORÁRIA DO CURSO PRELIMINAR
HISTÓRIA DO ESCOTISMO E DE B-P ................................................................................................................................................................15 MIN
FUNDAMENTOS DO MOVIMENTO ESCOTEIRO E PROJETO EDUCATIVO .......................................................................................................... 60 MIN
LEGISLAÇÃO ESCOTEIRA BÁSICA ................................................................................................................................................................... 30 MIN
ESTRUTURA DA UEL, DISTRITO ESCOTEIRO E REGIÃO ESCOTEIRA ................................................................................................................. 30 MIN
PLANO DE LEITURA ....................................................................................................................................................................................... 15 MIN
O ADULTO EDUCADOR ................................................................................................................................................................................... 40 MIN
O PAPEL DO ESCOTISTA E DO DIRIGENTE INSTITUCIONAL ............................................................................................................................. 40 MIN
SISTEMA DE FORMAÇÃO DE ADULTOS ........................................................................................................................................................... 30 MIN
O PAPEL DO ASSESSOR PESSOAL DE FORMAÇÃO .......................................................................................................................................... 20 MIN
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E DO JOVEM ............................................................................................................................................. 40 MIN
VISÃO GERAL DO PROGRAMA EDUCATIVO .................................................................................................................................................... 60 MIN
CERIMÔNIAS ESCOTEIRAS ............................................................................................................................................................................. 60 MIN
JOGOS ........................................................................................................................................................................................................... 50 MIN
PROGRAMANDO VIVENCIANDO E AVALIANDO UMA REUNIÃO DE SEÇÃO ................................................................................................... 120 MIN
SEGURANÇA NAS ATIVIDADES ESCOTEIRAS .................................................................................................................................................. 30 MIN
ESPIRITUALIDADE ......................................................................................................................................................................................... 30 MIN
PAIS NO MOVIMENTO ESCOTEIRO ................................................................................................................................................................. 30 MIN
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CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
HISTÓRIA DO ESCOTISMO E DE B-P
Duração
15 minutos
Objetivos Gerais
Compreender a história do Escotismo
Objetivos Específicos
Conhecer a história do fundador do Escotismo
Conteúdo
• História de B-P
• História do Escotismo
Material
• Projetor
• Computador
• Cartela de bingo
• Feijão ou milho
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
5
Introdução
PL
10
Bingo de B-P
TG
PL = Palestra
TG = Trabalho em Grupo
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA
Introdução
O formador dá boas vindas aos participantes do curso.
Faz uma breve introdução do Escotismo e seu fundador.
BINGO DE B-P
Os cursantes serão divididos em quatro equipes. Será distribuída uma cartela de bingo para cada equipe e serão
sorteadas as perguntas abaixo sobre a história de B-P. O formador irá ler a pergunta sorteada, e a equipe marca a
resposta no bingo. O formador faz breves comentários a cada pergunta, e ganha equipe que completar primeiro a 1ª
coluna a esquerda. Mesmo depois de uma equipe ter ganho, continuam as perguntas até o final.
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
7
Perguntas:
1) Quando nasceu Robert Stephenson Smyth Baden-Powell?
2) Em que cidade nasceu BP?
3) Qual era a profissão do pai de BP, Reverendo H. G. Baden-Powell?
4) Em qual escola BP ingressou em 1870?
5) Qual posição no futebol BP era perito e se tornou popular na sua Escola?
6) Onde aconteceu o Primeiro Jamboree Mundial?
7) Onde foi a última residência de BP?
8) Como se chama o manual que BP escreveu em seis capítulos?
9) Quantos anos tinha BP quando foi promovido a General por ter vencido a batalha de Mafeking em 1900?
10) Que obra escreveu BP em 1899 com fins militares?
11) Para onde BP viajou com seu amigo McLaren e mais 20 rapazes para acampar em 1907?
12) O que Baden Powell foi proclamado na última noite do primeiro Jamboree Mundial .
13) BP também tinha muita habilidade como:
14) Contra quem BP lutou na África em 1887?
15) Quantos irmãos e irmãs BP teve?
16) A quem BP pediu primeiramente para assumir o ramo “Moças-guias”?
Respostas:
1) 22 de fevereiro de 1857
2) Londres
3) Professor
4) Charterhouse
5) Goleiro
6) Inglaterra
7) Quênia
8) Escotismo para Rapazes
9) 43 anos
10) Aids to Scouting
11) Ilha Brownsea
12) Escoteiro Chefe Mundial
13) Ator
14) Contra os zulus
15) Seis
16) A sua irmã Agnes
Última atualização: 22/08/2013
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CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
FICHA DE TRABALHO | CURSO PRELIMINAR
História do Escotismo e de B-P
PERGUNTAS:
1) Quando nasceu Robert Stephenson Smyth Baden-Powell?
2) Em que cidade nasceu B-P?
3) Qual era a profissão do pai de B-P, Reverendo H.G. Baden-Powell?
4) Em qual escola B-P ingressou em 1870?
5) Qual posição no futebol B-P era perito e se tornou popular na sua Escola?
6) Onde aconteceu o Primeiro Jamboree Mundial?
7) Onde foi a última residência de B-P?
8) Como se chama o manual que B-P escreveu em seis capítulos?
9) Quantos anos tinha B-P quando foi promovido a General por ter vencido a batalha de Mafeking em 1900?
10) Que obra escreveu B-P em 1899 com fins militares?
11) Para onde B-P viajou com seu amigo McLaren e mais 20 rapazes para acampar em 1907?
12) O que Baden Powell foi proclamado na última noite do primeiro Jamboree Mundial.
13) B-P também tinha muita habilidade como:
14) Contra quem B-P lutou na África em 1887?
15) Quantos irmãos e irmãs B-P teve?
16) A quem B-P pediu primeiramente para assumir o ramo “Moças-guias”?
CARTELA 1
22 de fevereiro de 1857
Goleiro
43 anos
Contra os Zulus
Londres
Inglaterra
Ator
Seis
Professor
Quênia
Aids to Scouting
A sua irmã Agnes
Charterhouse
Escotismo para Rapazes
Ilha Brownsea
Escoteiro-chefe-mundial
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
9
CARTELA 2
Goleiro
43 anos
Contra os Zulus
22 de fevereiro de 1857
Inglaterra
Ator
Seis
Londres
Quênia
Aids to Scouting
A sua irmã Agnes
Professor
Escotismo para Rapzes
Ilha Brownsea
Escoteiro-chefe-mundial
Charterhouse
CARTELA 3
43 anos
Goleiro
Contra os Zulus
22 de fevereiro de 1857
Ator
Inglaterra
Seis
Londres
Aids to Scouting
Quênia
A sua irmã Agnes
Professor
Ilha Brownsea
Escotismo para Rapazes
Escoteiro-chefe-mundial
Charterhouse
CARTELA 4
10
Contra os Zulus
Goleiro
43 anos
22 de fevereiro de 1857
Seis
Inglaterra
Ator
Londres
A sua irmã Agnes
Quênia
Aids to Scouting
Professor
Escoteiro-chefe-mundial
Escotismo para Rapazes
Ilha Brownsea
Charterhouse
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
HISTÓRIA DO ESCOTISMO E DE BADEN-POWELL
VIDA DE BADEN-POWELL
Em 22 de fevereiro de 1857 nascia em Londres,
Inglaterra, Robert Stephenson Smith Baden-Powell. Filho
do reverendo anglicano e professor Baden Powell, ficou
órfão de pai aos 3 anos de idade e assim coube a sua mãe,
Henriette Smith, a tarefa de criar sete filhos, o mais velho
com 13 anos e o mais novo com apenas um mês.
Robert Baden-Powell, nos seus primeiros anos de
vida, experimentou uma sadia educação que certamente
se refletiu no movimento que mais tarde criou. Suas
primeiras lições foram ensinadas por sua mãe, que
inspirou-se nos métodos adotados pelo finado marido
na educação dos filhos mais velhos. O professor Baden
Powell habitualmente ensinava seus filhos fora de casa,
onde quer que fosse, por meio dos recursos naturais,
usando plantas, animais e a natureza como um todo. Em
casa, motivava-os para que pesquisassem e discutissem
com ele as dúvidas porventura surgissem.
Robert Baden-Powell (B-P) cresceu numa família
sadia e, em 1870, ingressou no Colégio de Charterhouse
com uma bolsa de estudos, onde não foi um aluno
brilhante, mas extremamente criativo e investigador. Era
popular e tomava parte de todas as atividades colegiais,
como teatro, desenho, música e futebol (como goleiro
da equipe do colégio). Foi na escola que desenvolveu
seus dotes teatrais, representando para os colegas,
reconhecendo mais tarde o grande valor educacional
desta prática.
No bosque, junto ao colégio, B-P iniciou suas
experiências como explorador, rastreando animais e
descobrindo por si mesmo maravilhosos elementos da
natureza.
Posteriormente, com seu irmão, iniciou-se nas
atividades marítimas, chegando a viajar num barco
montado com tonéis até a costa da Noruega. Pretendia
matricular-se na Universidade de Oxford, mas não
conseguiu. Porém, a abertura de um concurso para
aspirantes do Exército deu-lhe uma oportunidade e o
jovem B-P foi classificado em 2º. Lugar na Cavalaria, numa
turma de 700 candidatos. Estava aberto o caminho para
sua vida de aventuras e glórias.
Como militar, em 1876, foi designado para servir
em Bombaim no 13º Regimento de Hussardos (R.H.).
Durante sua passagem pela Índia, B-P dedicou-se em
elevar a qualidade de vida dos soldados, proporcionando-
ESCOTEIROS DO BRASIL
lhes mais lazer e atividades recreativas, considerando o
soldado como um indivíduo em constante evolução, que
deveria desenvolver permanentemente suas capacidades.
Durante dois anos, na Índia, ocupava seu tempo livre
desenhando em seu bangalô, atraindo os filhos dos
oficiais, a quem ensinava a desenhar, além de canções e
jogos.
Após este tempo B-P adoeceu e foi mandado
à Inglaterra, em licença para tratamento de saúde.
Restabelecido retornou à Índia, onde, por seus talentos,
perspicácia e qualidades de explorador, foi promovido a
capitão com 26 anos de idade.
Em 1814, as agitações da África do Sul determinaram
à transferência do 13º R.H. para a terra dos Bechuanas e
novo teatro de aventuras se descerrou para Baden-Powell.
Serviços de exploração e vigilância foram-lhe confiados.
Nas horas de descanso, identificava-se com a terra,
empreendendo caçadas, excursões e reconhecimentos.
No ano de 1886 foi o 13º. R.H. recolhido à Inglaterra.
Baden-Powell aproveitou a ocasião para visitar a Rússia,
Alemanha e França.
No posto de major, servindo no Estado-Maior, voltou
à África em 1888, a fim de tomar parte na luta sustentada
contra os Zulus. Durante um curto período de férias,
fez uma excursão pelo mediterrâneo e Europa Central,
voltando a seu Regimento, então na Irlanda, no ano de
1893.
As tropas inglesas da Costa do Ouro, entrando em
guerra contra os Achantes, necessitavam de seus serviços.
É novamente enviado à África, pacificando a região em
1896. No mesmo ano, em junho, participa, como Chefe
do Estado Maior, da campanha contra os Matabeles, o que
considera ser “a maior aventura da sua vida”.
Após 21 anos de serviço nos Hussardos, foi
promovido ao posto de coronel, que lhe dá o comando do
5º. Regimento de Dragões da Guarda, na Índia.
Em 1899 foi novamente enviado à África do Sul,
onde sua maior glória foi a defesa de Mafeking, quando
disposto de 1.213 homens resistiu durante 217 dias ao
cerco feito por 6 mil Boers, até que recebesse reforços para
romper o sítio. Na falta de homens, B-P utilizou jovens em
funções como estafetas, sinaleiros, enfermeiros, etc. A
forma positiva como os jovens responderam à confiança
depositada marcou B-P, que recolheu ali a semente que
cultivou durante sete anos em experiências cada vez
melhores.
CURSO PRELIMINAR
11
Graças aos seus feitos na vida militar, agora como
general, Baden-Powell tornou-se herói em seu país. De
volta a sua pátria, B-P encontrou meninos utilizando
em suas brincadeiras um livro que ele havia escrito para
militares –”Aids to Scouting”, que continha ensinamentos
sobre como acampar e sobreviver em regiões selvagens.
Em 1907 assentou as bases do Escotismo. Daí em
diante constitui sua preocupação principal. Para dedicarlhe todo o tempo pede demissão do Exército em 1910,
percorre o mundo, visita a Ásia e a América, incentiva o
movimento e organiza associações.
Em 1912, B-P casa-se com Olave St.Clair Soames, que
veio a tornar-se a grande incentivadora do escotismo para
moças.
Durante a grande guerra provou o valor da
instituição que criara. E em 1919 instalou o 1º curso de
chefes no Campo-Escola de Gilwell Park, que é a fonte de
toda a Formação de Chefes.
Em atenção aos relevantes serviços prestados à
juventude mundial, com a criação do seu notável sistema
de educação, na primeira concentração mundial escoteira,
realizada em 1920, em Olímpia (Londres), Baden-Powell
foi aclamado “Chefe Escoteiro Mundial” pelos chefes
escoteiros das nações que já tinham adotado o Escotismo
ali presentes. Foi mais uma expressão do caráter mundial
do Escotismo, sendo o título, entretanto, de caráter todo
pessoal, extinguindo-se com a vida do grande educador.
Não sendo de família nobre, recebeu BadenPowell, por seus serviços à Nação, o título “Sir” e, em
1929, na maioridade do Escotismo, foi agraciado com o
título de “Lord” por sua dedicação à causa da juventude,
escolhendo “Gilwell” como complemento ao título de
nobreza, se tornando Lord of Gilwell. Passou os últimos
dias de sua vida na África, falecendo em 8 de janeiro
de1941, em Nairobi, Quênia, ao pé do monte Kilimanjaro,
onde se acha sepultado.
HISTÓRIA DO ESCOTISMO
Em agosto de 1907, na Ilha de Brownsea, no
Canal da Mancha, Inglaterra, Baden-Powell realizou um
acampamento com vinte jovens, de 12 a 16 anos de
idade, onde ensinou técnicas como primeiros socorros,
observação, segurança, orientação, etc. Como símbolo do
grupo levavam aqueles jovens uma bandeira verde com
uma flor-de-lis amarela no centro.
Entusiasmado com os bons resultados deste
acampamento, B-P começou a escrever o livro “Escotismo
para Rapazes”, que foi publicado em 1908, inicialmente
12
CURSO PRELIMINAR
como seis fascículos, de janeiro a maio, vendidos em
bancas de jornais. Em maio do mesmo ano foi editado
com livro, com ligeiras modificações.
A recepção das ideias de B-P foi tanta que, em
poucas semanas, centenas de patrulhas escoteiras
estavam formadas, praticando Escotismo. Rapidamente
o Escotismo se espalhou por vários países do mundo.
Chegou na América do Sul em 1908, no Chile, e no Brasil
em 1910, no Rio de Janeiro.
Ainda em 1909, mais de 10 mil jovens realizaram
uma exibição de suas perícias escoteiras no famoso
Palácio de Cristal, em Londres. Nem mesmo a chuva e
o frio, naquela manhã do dia 4 de setembro, puderam
ofuscar o entusiasmo deles. Nessa reunião histórica, os
rapazes formavam a maioria, mas pequenos grupos de
moças também compareceram. Elas apelaram a B-P para
que as inscrevessem como Girls Scouts (escoteiras), sob
fundamento de que tudo quando os rapazes haviam feito
elas também poderiam fazer. Já em novembro de 1909,
B-P escrevia um artigo sobre o “Programa para as Guias”
no Headquartes Gazette, publicação oficial do Escotismo.
O passo seguinte era encontrar uma chefe. Pediu a sua
irmã, Agnes que lhe ajudasse. Ela aceitou prazerosamente
e se constituiu na primeira presidente das Guias,
permanecendo até 1920.
Temendo a degeneração das suas ideias, e
verificando a necessidade de integrar todos dentro de
um movimento que crescia rapidamente, B-P passou a
dedicar-se à organização do Movimento Escoteiro, que
não era sua proposta original.
Desliga-se do Exército, em 1910, e ingressa no que
chamou de sua “segunda vida”, dedicada ao crescimento e
fortalecimento do Escotismo.
Ainda em 1910 é criado o Escotismo do Mar, bem
como as “Girls Guides”, ou seja, as Guias Escoteiras. A partir
de 1912, B-P passa a viajar pelo mundo divulgando e
unindo o Escotismo, que se desenvolve agora como uma
“Fraternidade Mundial”.
Também em 1912 foi publicado o primeiro Manual
das Guias, “Como as Moças podem ajudar a construir o
Império...”, escrito por Agnes Baden-Powell.
Foi em 1916 que, a pedido das crianças menores que
queriam fazer parte do Movimento Escoteiro, B-P cria o
Ramo Lobinho, baseado no Livro da Jângal, de Kypling,
com auxilio de sua irmã, Agnes.
Em 1917 é constituído informalmente o primeiro
Conselho Internacional da Associação de Guias da
Inglaterra, e no seguinte é publicado o texto base do
“Guidismo”, livro por B-P, especialmente para as guias.
ESCOTEIROS DO BRASIL
O Escotismo recebe de William F. de Bois Maclaren
uma área de terra, na floresta de Epping, arredores de
Londres, onde se instala o Gilwell Park, onde B-P realiza,
em 1919 o primeiro curso destinado aos Chefes Escoteiros,
que passa a denominar-se Curso da Insígnia de Madeira,
tornando o Gilwell Park o centro de formação de chefes
escoteiros.
Em 1930, Lady Olave Baden-Powell é aclamada
Chefe Guia Mundial, função que exerceu até 1976, quando
veio a falecer.
A última presença pública de B-P para os escoteiros
foi em 1937, no 5º Jamboree Mundial em Vogelezang,
Holanda, depois que viajou para o Quênia, onde fixou
residência a partir de 1938 juntamente com Lady Olave. Foi
nesse lugar tranquilo, cercado por florestas e montanhas,
que Baden-Powell morreu.
O Escotismo, desde sua formação em 1907, se
alastrou rapidamente em todo mundo. Hoje, o Escotismo
mundial estima a participação de mais de 30 milhões de
jovens.
ANOTAÇÕES
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
13
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
FUNDAMENTOS DO MOVIMENTO ESCOTEIRO E PROJETO EDUCATIVO
Duração
60 minutos
Objetivos Gerais
Proporcionar ao adulto do Movimento Escoteiro o conhecimento sobre os
Fundamentos e o Projeto Educativo do Movimento Escoteiro.
Objetivos Específicos
• Conhecer os fundamentos do Escotismo
• Conhecer o Projeto Educativo do Movimento Escoteiro
Conteúdo
• Definição
• Propósito
• Princípios
• Método Escoteiro
• Projeto Educativo do Movimento Escoteiro
Material
• Uma (1) capa de CD;
• Quatro (4) quebra-cabeças confeccionados em cartolina colorida (quatro cores
diferentes) cada um dos jogos correspondendo respectivamente aos textos da definição,
do propósito, dos princípios e do Método Escoteiro que constam no POR;
• Um (1) POR;
• Projeto Educativo do Movimento Escoteiro.
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
25
Fundamentos: a base do Escotismo
PL
15
Definição - Propósito – Princípios – Método Escoteiro
TG
20
Definição - Propósito – Princípios – Método Escoteiro
EG
PL = Palestra
TG = Trabalho em Grupo
EG = Exposição por Grupo
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA I
Fundamentos - A Base do Escotismo
Pegar casualmente antes de começar a falar, uma capa de CD e explicar que aquilo é um poliedro de seis faces, um
hexaedro de faces desiguais. Tentar apoiá-la numa superfície irregular, sobre cada uma das faces menores. Se ela se
desequilibra solte-a de vez para que caia com o maior ruído possível. Se equilibrar, mostrar que com um leve toque
ela se desequilibra e cai também (com um ruído enorme). Agora tente equilibrá-la sobre a face maior. Faça com que
os participantes notem que o objeto está estável e não cai. Parece um João Bobo, pois por mais que se levante uma
das faces ela volta para o mesmo lugar. Ela pode ser a base para montar muitas coisas em cima dela. Outros CDs
porque tem uma boa base.
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
15
Escotismo, um Movimento fundado por B-P há mais de cem anos. Este Movimento sobrevive há tantos anos só porque tem
uma boa base. Vamos conhecer qual é a sua BASE, os alicerces, os FUNDAMENTOS DO ESCOTISMO.
Trabalho em Grupo (Jogo-Montagem de quebra-cabeças)
Os participantes, a inteiro critério de cada um, deverão formar quatro grupos com número de pessoas
aproximadamente iguais (isto quer dizer que nenhum grupo deverá ter mais ou menos que um elemento que
qualquer um das demais). Cada grupo receberá um quebra-cabeça que deverá montar.
Exposição por grupo
Cada grupo deverá dispor de cinco minutos para expor a sua interpretação do texto que está no quebra-cabeça
que montou: definição, propósito, princípios e Método Escoteiro. Todos poderão fazer perguntas e o formador deve
complementar ou corrigir alguma ideia quando necessário.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
POR – Princípios, Organização e Regras
Projeto Educativo do Movimento Escoteiro
Última atualização: 22/08/2013
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CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
FUNDAMENTOS DO MOVIMENTO ESCOTEIRO E PROJETO EDUCATIVO
Os fundamentos são os elementos básicos do
Escotismo, decorrentes da proposta original de BadenPowell. Constitui-se de: definição do Movimento,
propósito, princípios e Método Escoteiro. Excetuandose a definição, que não tem precedência hierárquica, os
demais estão em ordem de prioridade.
DEFINIÇÃO
O Escotismo é um movimento educacional de
jovens, com a colaboração de adultos, voluntário, sem
vínculos político-partidários, que valoriza a participação
de pessoas de todas as origens sociais, raças e crenças,
de acordo com o propósito, os princípios e o Método
Escoteiro concebido pelo fundador, Baden-Powell.
PROPÓSITO
O propósito do Movimento Escoteiro é contribuir
para que os jovens assumam seu próprio desenvolvimento,
especialmente do caráter, ajudando-os a realizar suas
plenas potencialidades físicas, intelectuais, sociais, afetivas
e espirituais, como cidadãos responsáveis, participantes e
úteis em suas comunidades, conforme definido no Projeto
Educativo dos Escoteiros do Brasil.
PRINCÍPIOS
Os princípios do Escotismo são definidos na
Promessa Escoteira, base moral que se ajusta ao grau de
maturidade do indivíduo:
a) Dever para com Deus - adesão a princípios
espirituais e vivência ou busca da religião que os
expresse, respeitando as demais;
b) Dever para com o Próximo - lealdade ao
nosso País, em harmonia com a promoção da
paz, compreensão e cooperação local, nacional e
internacional, exercitadas pela fraternidade escoteira.
Participação no desenvolvimento da sociedade com
reconhecimento e respeito à dignidade do homem e
ao equilíbrio da natureza;
ESCOTEIROS DO BRASIL
c) Dever para consigo mesmo - responsabilidade
pelo seu próprio desenvolvimento.
MÉTODO
O Método Escoteiro, com aplicação planejada
e sistematicamente avaliada nos diversos níveis do
Movimento, caracteriza-se pelo conjunto dos seguintes
elementos:
a) Aceitação da Promessa e da Lei Escoteira: todos os
membros assumem, voluntariamente, um compromisso
de vivência da Promessa e da Lei Escoteira.
b) Aprender fazendo: educando pela ação, o Escotismo
valoriza:
• O aprendizado pela prática;
• O treinamento para a autonomia, baseado na
autoconfiança e iniciativa;
• Os hábitos de observação, indução e dedução.
c) Vida em equipe, denominada nas Tropas “Sistema de
Patrulhas”, incluindo:
• A descoberta e a aceitação progressiva de
responsabilidade;
• A disciplina assumida voluntariamente;
• A capacidade tanto para cooperar como para
liderar.
d) Atividades progressivas, atraentes e variadas,
compreendendo:
• Jogos;
• Habilidade e técnicas úteis, estimuladas por um
sistema de distintivos;
• Vida ao ar livre e em contato com a natureza;
• Interação com a comunidade;
• Mística e ambiente fraterno.
CURSO PRELIMINAR
17
e) Desenvolvimento pessoal com orientação individual
considerando:
• A realidade e o ponto de vista dos jovens;
• A confiança nas potencialidades de cada jovem;
• O exemplo pessoal do adulto;
• Seções com número limitado de jovens e faixa
etária própria.
ANOTAÇÕES
18
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
LEGISLAÇÃO ESCOTEIRA BÁSICA
Duração
30 minutos
Objetivos Gerais
Conhecer a Legislação Escoteira Básica da União dos Escoteiros do Brasil e compreender
a sua aplicação.
Objetivos Específicos
Conhecer a existência e a importância das regras estabelecidas em cada um dos
documentos da UEB: POR, Estatuto, Projeto Educativo do Movimento Escoteiro, Diretrizes
Nacionais para Gestão de Adultos e Resoluções Nacionais
Conteúdo
• POR;
• Estatuto da UEB;
• Diretrizes Nacionais para Gestão de Adultos;
• Resoluções nacionais;
• Regulamento Regional;
• Estatuto de grupo.
Quatro kits contendo:
• 1 Estatuto da UEB;
• 1 POR - Princípios Organização e Regras;
• 1 Resolução nacional;
• 1 Diretrizes Nacionais para Gestão de Adultos.
Material
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
5
Legislação Escoteira Básica
PL
20
Legislação Escoteira Básica
TG
5
Fechamento
PL
PL = Palestra
TG = Trabalho em Grupo
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA I
Introdução
O formador fará uma breve introdução explicando o conteúdo contido em cada um dos documentos apresentados.
Dividir os participantes em quatro grupos. Cada equipe receberá um kit contendo:
• Estatuto da UEB;
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
19
• POR - Princípios Organização e Regras;
• Resoluções nacionais;
• Diretrizes Nacionais para Gestão de Adultos;
• Projeto Educativo do Movimento Escoteiro.
O formador pedirá aos grupos para que localizem nos documentos onde se encontra informações como, por
exemplo:
• Propósito e Princípio do Escotismo;
• Competências da assembleia de Grupo Escoteiro;
• Fluxo do sistema de formação da UEB;
• Regra que estabelece a nomeação de escotista e dirigente;
• Etc.
A cada item solicitado ao grupo, após alguns minutos, o formador mostra no documento a localização correta das
informações.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
POR
Estatuto da UEB
Projeto Educativo do Movimento Escoteiro
Diretrizes Nacionais para Gestão de Adultos
Resoluções Nacionais
Última atualização: 13/08/2013
20
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
LEGISLAÇÃO ESCOTEIRA BÁSICA
Os Escoteiros do Brasil têm suas atividades
regulamentadas por um conjunto de documentos que
constituem a legislação própria da associação.
A prática do Escotismo, bem como a regulamentação
de seus diversos níveis, é condicionada ao respeito e
aplicação àquele conjunto de normas.
A União dos Escoteiros do Brasil é regida por
documentos. A seguir alguns deles:
• Estatuto da União dos Escoteiros do Brasil;
• POR – Princípios, Organização e Regras dos
Escoteiros do Brasil;
• Diretrizes Nacionais de Gestão de Adultos;
• Resoluções Nacionais;
• Regulamento Regional;
• Regulamento de Grupo/Estatuto de Grupo.
Muitos destes documentos encontram-se
disponíveis para download gratuito no site
dos Escoteiros do Brasil.
Os documentos estão subordinados de forma
hierárquica, ou seja, o Estatuto da União dos Escoteiros do
Brasil é o de maior importância. Os demais documentos
visam regulamentar e complementar o Estatuto da União
dos Escoteiros do Brasil nos demais níveis hierárquicos,
observando-se que não conflitem com normas
especificadas nos níveis superiores.
Estatuto da UEB
Trata da estrutura e organização de seus órgãos e de quem
os deve representar; define seu quadro social; traça regras
gerais em relação a patrimônios, finanças e administração;
regula o serviço escoteiro profissional e prevê disposições
gerais e transitórias.
POR - Princípios, Organização & Regras
O POR é aprovado pelo Conselho de Administração
Nacional e regula, de forma geral, a prática do Escotismo.
Este documento apresenta o regramento a cada um dos
ramos e das Unidades Escoteiras Locais.
Diretrizes Nacionais de Gestão de Adultos
É o documento oficial da UEB que normatiza e orienta
a Política Nacional de Gestão de Adultos e seus três
processos: captação, formação e acompanhamento.
Resoluções nacionais
Apesar de já haver o Estatuto da UEB com normas gerais,
muitas vezes, por força de previsão estatuária, fatos novos
ou casos omissos, que necessitem uma orientação mais
urgente, o Conselho de Administração Nacional (CAN) e a
Diretoria Executiva Nacional podem baixar resoluções que
venham a ser tanto transitórias como definitivas.
Uma resolução nacional pode anular uma resolução
anterior ou fixar o fim da sua vigência. Entretanto, não
pode ir contra o Estatuto da União dos Escoteiros do Brasil.
Para haver qualquer alteração do Estatuto, o mesmo deve
ser aprovado pela Assembleia Nacional, especialmente
convocada para alteração do Estatuto.
ANOTAÇÕES
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
21
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
ESTRUTURA DA UEL, DISTRITO ESCOTEIRO, REGIÃO ESCOTEIRA E NÍVEL NACIONAL
Duração
30 minutos
Objetivos Gerais
Conhecer a estrutura de uma Unidade Escoteira Local, Distrito Escoteiro e Região
Escoteira e Nível Nacional.
Objetivos Específicos
Reconhecer a estrutura de uma Unidade Escoteira Local;
Reconhecer a estrutura de uma Região Escoteira;
Conhecer a estrutura do nível nacional;
Compreender o que é um Distrito Escoteiro;
Conhecer as Seções do Grupo organizadas de acordo com as faixas etárias.
Conteúdo
• Estrutura de uma Unidade Escoteira Local;
• Estrutura de uma Região Escoteira;
• Distrito Escoteiro;
• Estrutura do nível nacional.
Material
• 8 cartolinas ou papel cartaz;
• Pinceis atômicos;
• 4 jogos de tarjetas com competências das Regiões e da UEL – uma competência em
cada tarjeta;
• 4 exemplares do Estatuto da UEB.
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
5
Explanação sobre a estrutura do nível nacional, da Região
Escoteira/Distrito Escoteiro, da UEL – Unidade Escoteira Local e
a existência das respectivas competências
PL
15
Construção dos cartazes: competências da Região, da UEL e do
Nível Nacional.
TG
10
Leitura do Estatuto e correção dos cartazes
TG
PL = Palestra
ESCOTEIROS DO BRASIL
TG = Trabalho em Grupo
CURSO PRELIMINAR
23
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA I
Explanação sobre a UEL – Região Escoteira/ Distrito Escoteiro e o nível Nacional e suas respectivas competências.
Divide-se os participantes em 4 grupos. Cada grupo receberá pinceis atômicos, 3 cartolinas/cartazes (uma escrita
Nível Nacional , Região Escoteira e outra Nível Local) e tarjetas com competências das diretorias do UEL’s , da Região
Escoteira e do Nível Nacional. Os membros de cada grupo deverão identificar se a competência descrita em cada
tarjeta pertence a diretoria do Nível Nacional da Região ou da UEL e inseri-la no cartaz correspondente de acordo
com o seu conhecimento.
Ao final entrega-se alguns exemplares de estatuto aos grupos e realiza-se a leitura em conjunto das competências e
a correção dos cartazes.
Exemplo das Competências:
NÍVEL NACIONAL
- executar, orientar e supervisionar a execução das atividades técnicas, administrativas e financeiras da UEB,
coordenando o Escritório Nacional, conforme definido pelo Conselho de Administração Nacional;
- apresentar balancetes mensais e balanço anual ao Conselho de Administração Nacional e à Comissão Fiscal
Nacional;
- aprovar delegados aos congressos, atividades e eventos nacionais e internacionais, para os quais a UEB tenha sido
informada após a reunião do Conselho de Administração Nacional, ouvindo as direções regionais, “ad referendum”
desse Conselho;
NÍVEL REGIONAL
- deliberar sobre as filiações, desligamentos, nomeações e exonerações dos Escotistas e demais membros do
Movimento Escoteiro no nível regional;
- determinar a intervenção, a suspensão e o fechamento nas Unidades Escoteiras Locais (Grupos Escoteiros e Seções
Escoteiras Autônomas), nos casos de falta de cumprimento de norma obrigatória, de ineficiência administrativa e/ou
financeira ou de circunstâncias graves que justifiquem a adoção da medida;
- designar comissões específicas para tratar de processos disciplinares, conforme normas pertinentes ao assunto,
caso não exista Comissão de Ética e Disciplina Regional.
DIRETORIAS DO UEL’s
- promover as facilidades necessárias para as reuniões e atividades do Grupo Escoteiro;
- registrar, tempestivamente, anualmente, o Grupo Escoteiro e todos os participantes juvenis e adultos do mesmo
perante a Região e a UEB, efetivando, inclusive, os registros complementares durante o ano;
- aprovar o calendário anual de atividades do Grupo, até 30 de novembro do ano anterior ao da vigência, fornecendo
cópia à Diretoria Regional.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Estatuto da UEB
Última atualização: 15/08/2013
24
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
ESTRUTURA DA UEL, DISTRITO ESCOTEIRO, REGIÃO ESCOTEIRA E NÍVEL NACIONAL
A. DO NÍVEL LOCAL
SEÇÕES DO GRUPO ESCOTEIRO
Comissão Fiscal do Grupo
Órgão de fiscalização e orientação da gestão financeira e
patrimonial, composto por três membros titulares e três
suplentes eleitos pela Assembleia de grupo;
ESCOTEIROS DO BRASIL
Tenho um projeto
para a minha vida
Integração do
jovem à sociedade
Clã Pioneiro
Pioneiro
18 a 21 anos
incompletos
Superar seus
próprios desafios
Identidade
Ramo Sênior
15 a 17 anos
Tropa Sênior
e Guia
Explorar novos
territórios com um
grupo de amigos
Autonomia
Ramo Escoteiro
11 a 14 anos
Tropa Escoteira
Livro da Jângal
Socialização
Alcateia
Ramo Lobinho
6,5 a 10 anos
Diretoria do Grupo
Órgão executivo, eleito pela Assembleia de Grupo a cada
dois anos. É composto por, no mínimo, três membros
eleitos pela Assembleia de Grupo, sendo um deles Diretor
Presidente, que coordena, dirige e representa o Grupo.
RAMO
Assembleia de Grupo
É o órgão deliberativo máximo do Grupo, composto pelos
três membros eleitos da diretoria, os pais ou responsáveis,
os escotistas (chefes), Pioneiros (membros juvenis com
idade entre 18 e 21 anos) e representantes juvenis, caso
seja prevista no estatuto ou no regulamento do Grupo.
FAIXA ETÁRIA
SEÇÕES DE
GRUPO
ÊNFASE
EDUCATIVA
Na estrutura da União dos Escoteiros do Brasil, o
Grupo Escoteiro ou a Seção Escoteira Autônoma são as
organizações locais destinadas a proporcionar a prática
do Escotismo aos jovens, devendo ser organizados e
constituídos na forma do Estatuto da União dos Escoteiros
do Brasil, do Princípios, Organização e Regras (POR) e
demais normas pertinentes, editadas ou expedidas pelos
órgãos competentes. Um Grupo Escoteiro deverá ser
constituído dos seguintes órgãos:
MARCO
SIMBÓLICO
Organizadas de acordo com as faixas etárias.
Um Grupo Escoteiro completo é composto de pelo
menos uma seção de cada Ramo (Lobinho, Escoteiro,
Sênior e Pioneiro), porém o Grupo pode ter mais de
uma seção do mesmo Ramo (Alcateia 1, Alcateia 2, Tropa
Escoteira 1, Tropa Escoteira 2, etc.).
A Seção Escoteira Autônoma terá sua composição e
funcionamento fixados por ato da Diretoria Regional.
CURSO PRELIMINAR
25
B. DO NÍVEL REGIONAL
A Região Escoteira é a organização, no nível regional,
da União dos Escoteiros do Brasil. Ela abrange, em sua
maioria, uma Unidade da Federação. É por meio da Direção
Regional que se desenvolve a abertura de Grupos e/ou
Seção Autônoma, e que se pode obter informações sobre
atividades escoteiras regionais, eventos para formação de
adultos e outros dados sobre o Movimento Escoteiro.
os membros da Diretoria Regional, por meio de votação
unitária.
A Comissão Fiscal Regional se reunirá, no mínimo,
quadrimestralmente, para analisar e emitir relatório à
Diretoria Regional referente aos balancetes mensais e
um parecer quanto ao balanço anual a ser submetido à
Assembleia Regional.
Comissão de Ética e Disciplina
É o órgão responsável pela emissão de pareceres
em procedimentos disciplinares no âmbito regional,
apreciando infrações éticas e disciplinares de qualquer
participante que integre o nível regional. De caráter
opcional, é composta por três membros titulares e três
suplentes eleitos pela Assembleia Regional.
DISTRITOS ESCOTEIROS
Assembleia Regional
É o órgão máximo, representativo e normativo, no nível
regional, composto de cinco membros eleitos da Diretoria
Regional, um representante da Diretoria de cada Grupo
Escoteiro da Região, representante(s) do Grupo Escoteiro,
representante da Seção Escoteira Autônoma (caso exista)
e os membros do Conselho de Administração Nacional
(CAN) residentes na Região.
Diretoria Regional
A Diretoria Regional é o órgão executivo da Região, com
mandato de três anos. É composta por, no mínimo, cinco
membros, eleitos por chapa pela Assembleia Regional,
sendo um deles o Diretor Presidente, que coordena, dirige
e representa a Região.
O nível regional conta ainda, como órgão operacional de
apoio, com os Distritos Escoteiros, que tem atribuições
definidas pela Diretoria Regional, a quem compete
designar seus coordenadores.
As Regiões Escoteiras podem se dividir
geograficamente em estruturas menores, que são os
Distritos Escoteiros, com vistas a ampliar os trabalhos
da Diretoria em locais em que seus membros tenham
dificuldades de estarem presentes.
O coordenador do Distrito é nomeado pela
Diretoria Regional para ser seu representante em casos
específicos e regulamentados, podendo inclusive emitir,
com a aprovação da Diretoria Regional, certificados de
nomeação de diretores e coordenadores.
C. DO NÍVEL NACIONAL
O Nível Nacional da União dos Escoteiros do Brasil é
composto pelos seguintes órgãos:
Comissão Fiscal Regional
A Comissão Fiscal Regional é o órgão de fiscalização e
orientação da gestão patrimonial e financeira regional,
composta por três membros titulares, sendo um eleito
anualmente, por eles próprios, o presidente da Comissão,
e por até três suplentes, na ordem de votação, que
substituem os titulares nas suas faltas ou vacâncias, com
mandatos de três anos e eleitos simultaneamente com
26
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
Os órgãos que compõem o Nível Nacional são:
A Assembleia Nacional
A Assembleia nacional é o órgão máximo,
representativo e normativo da UEB. Ela é composta por
composta pelos membros do Conselho de Administração
Nacional, por um Diretor de cada Região Escoteira e um
representante para cada 1.000 membros (ou fração)
registrados em cada Região no ano da convocação.
A Assembleia Nacional reúne-se e delibera, com
qualquer número de presentes, salvo em casos especiais,
por convocação do Conselho de Administração Nacional,
com antecedência mínima de sessenta dias:
Ordinariamente, nos meses de março ou abril de
cada ano; extraordinariamente, em qualquer data, por
deliberação do Conselho de Administração Nacional,
ou por solicitação da Diretoria Executiva Nacional, da
Comissão Fiscal Nacional, da Comissão de Ética e Disciplina
Nacional, de um terço das Diretorias Regionais, ou de um
quinto dos associados.
O Conselho de Administração Nacional
O Conselho de Administração Nacional (CAN)
é o órgão diretivo nacional. Ele é composto por 14
conselheiros eleitos por 4 anos dentre os sócios da UEB
em pleno exercício de seus direitos como tal. A cada dois
anos há uma renovação de metade dos seus membros
com direito a voto.
Os membros do CAN elegerão a cada dois anos, em
reunião junto à reunião ordinária da Assembleia Nacional,
seu Presidente e dois Vice-Presidentes, que coordenarão
os trabalhos deste Conselho.
Os Conselheiros Nacionais têm como Suplentes,
com mandato de dois ano, os candidatos seguintes, em
ordem de votação, após o preenchimento das vagas para
os titulares.
Também compõem o Conselho de Administração
Nacional , sem direito a voto:
I – 2 (dois) representantes indicados pela Rede
Nacional de Jovens , com mandato por ela definido
II – 5 (cinco) representantes das Áreas Geográficas
do País
(Norte, Nordeste , Centro-Oeste, Sudeste e
Sul) indicados pelas Diretorias Regionais que as integram ,
com mandato por elas definidos.
ESCOTEIROS DO BRASIL
Os Conselheiros não podem ser reeleitos, para
mandatos consecutivos
O Conselho de Administração Nacional deliberará
pela maioria simples de seus membros.
Diretoria Executiva Nacional
A Diretoria Executiva Nacional é o órgão executivo
constituído pelo Diretor Presidente e pelos dois Vice Presidentes da UEB
Os membros da Diretoria Executiva Nacional podem
ser escolhidos pelo CAN dentre os seus membros.
Os Diretores Nacionais, quando integrantes
do Conselho de Administração Nacional, ficam
automaticamente licenciados da função de Conselheiro
Nacional, sendo substituídos pelos suplentes.
Conselho Consultivo
O Conselho Consultivo é formado pelos Diretores
Presidentes das Regiões ou seu representante indicado
pela Diretoria Regional, realizando pelo menos duas
reuniões ao ano, sendo uma junto à Assembleia Nacional,
por convocação do Presidente da Diretora Executiva
Nacional, elegendo seu Coordenador dentre os Diretores
Presidentes das Regiões como primeiro item da agenda.
Comissão Fiscal Nacional
A Comissão Fiscal Nacional é o órgão de fiscalização
e orientação da gestão patrimonial e financeira nacional.
Ela é composta por três membros titulares, com mandato
de 4 anos , sendo um eleito, por eles próprios, anualmente,
seu Presidente, e por até três suplentes,com mandato
de dois anos, na ordem de votação, que substituem os
titulares nas suas faltas ou vacâncias,.
A Comissão Fiscal Nacional examinará os balancetes
mensais e o balanço anual elaborados pelo Escritório
Nacional, emitindo parecer, mensal quanto aos balancetes
ao Conselho de Administração Nacional, e anual quanto
ao balanço à ser submetido à Assembleia Nacional.
A Comissão de Ética e Disciplina Nacional
A Comissão de Ética e Disciplina Nacional é o órgão
responsável pela instrução e emissão de pareceres em
procedimentos disciplinares em nível nacional. Ela é
composta por três membros titulares, com mandato
de quatro anos, sendo um eleito, anualmente, por
eles próprios, seu presidente, e por três suplentes,
CURSO PRELIMINAR
27
com mandato de dois anos, na ordem de votação, que
substituem os titulares nas suas faltas ou vacâncias.
A Comissão de Ética e Disciplina Nacional, apreciará
as infrações éticas e disciplinares cuja competência lhe for
atribuída pelo Conselho de Administração Nacional.
Para saber mais sobre a estrutura da União
dos Escoteiros do Brasil, consulte o documento
“Estatuto da União dos Escoteiros do Brasil”.
• Escritório Nacional
ANOTAÇÕES
28
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
PLANO DE LEITURA
Duração
15 minutos
Objetivos Gerais
Compreender a importância de conhecer os livros e documentos publicados pela UEB
como fonte de auxílio no desenvolvimento das atividades dos escotistas e dirigentes
instituicionais.
Objetivos Específicos
Conhecer os principais documentos e livros da UEB.
Conteúdo
• Características essenciais do Movimento Escoteiro;
• Guia do Chefe Escoteiro;
• O Livro da Jângal;
• Lições da Escola da Vida;
• De Lobinho à Pioneiro;
• Ficha técnica – Resolução de Conflitos;
• A educação pelo amor substituindo a educação pelo temor;
• Manual da Marca – Escoteiros do Brasil;
• Padrões de Atividades;
• Etc.
Material
• Características essenciais do Movimento Escoteiro;
• Guia do Chefe Escoteiro;
• O Livro da Jângal;
• Lições da Escola da Vida;
• De Lobinho à Pioneiro;
• Ficha técnica – Resolução de Conflitos;
• A educação pelo amor substituindo a educação pelo temor;
• Manual da Marca – Escoteiros do Brasil;
• Padrões de Atividades;
• Etc.
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
15
Apresentação dos principais livros e documentos utilizados na
UEB informando o conteúdo de cada um deles.
PL
PL = Palestra
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
29
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA I
O formador deverá levar para o curso pelo menos um exemplar de cada livro e documentos para manuseio e
conhecimento dos participantes do curso.
Ao apresentar cada um dos documentos e livros, explicar o conteúdo e a importância de cada um eles.
Comunicar quais documentos/livros encontram-se disponíveis gratuitamente no site da UEB.
Fechar a unidade enfatizando a importância de ler e se manter atualizado sobre os documentos da instituição.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Estatuto da UEB
Princípios,Organização & Regras (POR);
Diretrizes Nacionais para Gestão de Adultos
Projeto Educativo do Movimento Escoteiro
Cartilhas de prevenção: bullyng, abuso sexual, drogas, etc
Outros
Última atualização: 20/08/2013
30
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
PLANO DE LEITURA
O processo de formação do adulto se estende
durante toda a sua vida escoteira. Além da orientação
recebida pelo seu Assessor Pessoal de Formação (APF) e
a realização de cursos sequenciais, módulos e oficinas,
a instituição oferta aos seus associados uma gama de
literaturas que auxiliam na formação.
Por meio da leitura dos materiais disponíveis
promove-se o aprimoramento para uma atuação mais
efetiva como escotista ou dirigente.
Os documentos oficiais da instituição como: Estatuto
da UEB, Princípios, Organização & Regras (POR), Diretrizes
Nacionais para Gestão de Adultos, Planejamento
Estratégico, Projeto Educativo, entre outros, são leituras
importantes para compreender a instituição e sua
legislação.
O Programa de Proteção Infantil da UEB compreende
uma série de literaturas que orientam escotistas, dirigentes
e pais sobre temas como: bullying, abuso sexual, drogas,
etc.
Para a aplicação correta do programa educativo, a
UEB disponibiliza os manuais, guias e os livros de bolsos
dos ramos. A leitura destes materiais é imprescindível
para qualquer escotista que deseje ter uma boa atuação e
compreensão da proposta educativa no seu Ramo.
Para auxiliar no dia a dia da administração das
Unidades Escoteiras Locais (UEL), a instituição oferece
diversos materiais como: Manual do SIGUE, Padrões de
Atividades, Façamos um Plano de Grupo, Ficha Técnica
– Direção de Reuniões, Representando o Movimento
Escoteiro, etc.
Além dos materiais mencionados acima,
recomendamos a leitura e consulta de outros livros e
documentos que contribuem no desenvolvimento do
trabalho dos escotistas e dirigentes. A maioria destes
materiais encontra-se disponíveis para downloads no site
Escoteiros do Brasil ou à venda na Loja Escoteira Nacional.
• Características essenciais do Movimento Escoteiro;
• Guia do Chefe Escoteiro;
• O Livro da Jângal;
• Lições da Escola da Vida;
• De Lobinho à Pioneiro;
• Ficha técnica – Resolução de Conflitos;
• A educação pelo amor substituindo a educação
pelo temor;
• Manual da Marca – Escoteiros do Brasil;
• Padrões de Atividades;
• Etc.
ANOTAÇÕES
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
31
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
O ADULTO EDUCADOR
Duração
40 minutos
Objetivos Gerais
Compreender a importância do adulto educador na formação do jovem.
Objetivos Específicos
Conhecer o perfil básico do adulto que a UEB busca;
Compreender o papel do adulto no processo educacional do Método Escoteiro.
Conteúdo
• Autodesenvolvimento;
• Responsabilidade voluntária;
• Observação e reflexão constante;
• Busca do aperfeiçoamento;
• Atitude construtiva;
• Perfil básico do adulto que necessitamos.
Material
• Cabo para nós;
• Cartolina e pincel atômico.
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
5
Dinâmica de grupo - Nós
DG
10
Perfil básico do adulto que necessitamos
PL
15
Elaboração e apresentação do cartaz das características do
escotista e dirigente institucional
TG
10
Debate e unificação das características do escotista e dirigente
institucional e fechamento
-
PL = Palestra
TG = Trabalho em Grupo
DG = Dinâmica de Grupo
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA I
Iniciar com uma dinâmica de grupo, onde será solicitado que alguém faça um determinado nó (este nó deverá ser
incomum, para que a minoria saiba fazer). O objetivo desta dinâmica é mostrar que, para ser um bom escotista
ou dirigente institucional não há a necessidade de se ter domínio sobre todas habilidades escoteiras. O trabalho
em equipe e a prontidão para aprender são características que colaboram para aperfeiçoar o perfil do escotista e
dirigente institucional.
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
33
O formador fará uma breve explanação sobre o papel do escotista e do dirigente institucional. Depois, pedirá para
cada grupo elencar dez características desejáveis para um escotista e para um dirigente institucional e explanar suas
opiniões sobre as características apontadas.
Por fim, elaborar um cartaz com as dez características mais desejáveis na opinião geral e levar os cursantes a refletirem
que poucos possuem todas elas, mas que é possível desenvolver-se em sua direção.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Diretrizes Nacionais para Gestão de Adultos
Última atualização: 20/06/2013
34
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
O ADULTO EDUCADOR
Os Escoteiros do Brasil contam com a colaboração
de adultos voluntários para atuar como dirigentes
institucionais e escotistas em suas estruturas.
No processo de crescimento dos jovens, o adulto
educador se incorpora alegremente ao dinamismo juvenil,
dando testemunho dos valores do Movimento e ajudando
os jovens a descobrirem o que não poderiam descobrir
sozinhos. Este estilo permite estabelecer relações
horizontais de cooperação para a aprendizagem, facilita
o diálogo entre as gerações e demonstra que o poder e
a autoridade podem ser exercidos a serviço da liberdade
daqueles a quem se educa, dirige ou governa.
AUTODESENVOLVIMENTO
Um bom escotista ou dirigente institucional deve
ter uma série de atitudes básicas que deve procurar
desenvolver, aproveitando ao máximo todas as
oportunidades que lhe sejam oferecidas e buscando
sempre novas ocasiões de melhorar, num esforço
constante de aperfeiçoamento pessoal.
O escotista e o dirigente institucional devem estar
atentos aos aspectos que são apresentados a seguir,
analisando de quando em quando, os progressos obtidos
e as dificuldades encontradas, certo de que os membros
juvenis de uma seção só crescem na medida de que seus
escotistas também crescem.
RESPONSABILIDADE VOLUNTÁRIA
Esta atitude depende da compreensão dos amplos
objetivos da educação e da importância da obra
educativa para o desenvolvimento individual, o progresso
da comunidade local e do próprio país e a compreensão
da fraternidade escoteira mundial.
O escotista e o dirigente institucional sabem que,
mesmo sendo voluntários, tem sérias responsabilidades
para com a sociedade, pais ou responsáveis e pelas
crianças e jovens do Movimento. O escotista e o dirigente
institucional responsáveis planejam o trabalho para
aproveitar ao máximo o tempo disponível com os jovens,
estudando os objetivos que tem em vista e a melhor
maneira de atingi-los de acordo com o propósito do
Escotismo. Toma decisões esclarecidas, de preferência
em equipe, em cada fase do trabalho, analisando as
vantagens e desvantagens, risco e viabilidade de cada
ESCOTEIROS DO BRASIL
opção e representa para o jovem um exemplo vivo de
hábitos e atitudes que pretende desenvolver, pois sabe
que mesmo que não o queira, sua postura influenciará
seus educandos.
OBSERVAÇÃO E REFLEXÃO CONSTANTE
A postura de ser sempre um bom observador e
investigar as causas dos fatos (desinteresse, evasão, a
dinâmica interna das equipes, a liderança real, etc...), de
procurar descobrir se os resultados obtidos deixam a
desejar e porque isso ocorre; o hábito de planejar, organizar
adequadamente, executar e analisar constantemente
os resultados obtidos, buscando lições para o futuro, é
essencial para qualquer trabalho orientado. Vale a pena
também analisar como suas perguntas devem ser feitas
para serem claras e possibilitar aos jovens uma reflexão
lúcida.
BUSCA DO APERFEIÇOAMENTO
O escotista e o dirigente institucional precisam ter
ciência que as deficiências de seus escoteiros, em sua
maioria, podem ser superadas com o trabalho do próprio
escotista e/ou dirigente institucional, por isso, será preciso
que realize uma constante autoanálise e um esforço
planejado para melhorar. Neste aperfeiçoamento, as
leituras são importantes e será útil desenvolver o hábito de
destinar um horário para ler, para refletir sobre o próprio
trabalho e planejar maneiras de melhorá-lo. Bons filmes, o
diálogo e o debate com pessoas esclarecidas favorecem
o senso crítico e contribuem para o crescimento e a
sensibilidade.
A busca pelo aperfeiçoamento não deve ser somente
para tornar-se um bom escotista ou dirigente institucional,
mas também em sua área profissional, familiar, etc. Assim,
habilidades úteis para a vida devem ser desenvolvidas a
exemplo da observação, eficientes relações humanas e
liderança.
OBJETIVIDADE E EMPATIA
Esta postura exige preocupação constante com
as causas dos fatos e a compreensão de que a atuação
eficaz precisa atingir essas causas. Inclui também a análise
CURSO PRELIMINAR
35
dos acontecimentos do ponto de vista das pessoas nele
envolvidas - num Grupo Escoteiro, geralmente os adultos,
os escoteiros e os pais – como base para qualquer decisão.
Tal atitude é indispensável no planejamento,
educação e apreciação do trabalho do escotista, o qual
deve considerar as condições existentes, as limitações
do tempo disponível, os interesses e necessidades dos
jovens e meios mais adequados para que o propósito do
Escotismo seja alcançado.
equilíbrio, terá as condições básicas para ser um bom
escotista ou dirigente institucional.
Mas ressaltamos que os pré-requisitos são a
disposição para o autoaperfeiçoamento, pois com a prática
supervisionada no ambiente que atua, as demais atitudes
serão, progressivamente, trabalhadas e incorporadas no
dia-a-dia do trabalho.
OTIMISMO, ATITUDE CONSTRUTIVA
O perfil esperado do adulto que adere à UEB como
escotista e/ou dirigente institucional,e que corresponde
às expectativas da entidade é aquele que cuja pessoa seja
capaz de:
O adulto educador aceita que sempre há a
possibilidade de melhorar o jovem-educando e que
um esforço bem produzido nunca se perde. Enfatiza
os aspectos positivos de cada jovem, fortalecendo a
autoimagem, mas não deixa de conversar de forma
particular, quando identifica eventuais erros.
O otimismo concorre para o bom humor, leva a olhar
o lado positivo dos acontecimentos, a procurar ver em
cada situação a maneira de resolvê-la e melhorá-la, a não
se deixar vencer pelo desânimo e a não se limitar a crítica
estéril.
ATITUDE ADEQUADA COM CADA JOVEM-EDUCANDO
Uma atitude adequada envolve respeito e interesse
pela criança, pré-adolescentes e adolescentes a seus
cuidados, por seus acertos e erros e pelos problemas que
os afligem. Também envolve a compreensão de que eles
não estão ali “para serem construídos”, pois cada um já tem
a sua história pessoal, seus conhecimentos e habilidades e
uma vida fora da seção. Por outro lado ainda precisam de
orientação e estímulo para caminhar na direção de tornarse o protagonista do processo de auto desenvolvimento.
Terá de mostrar confiança em dar a cada criança ou
ao jovem, tarefas de responsabilidades crescentes que
exigirão iniciativa e criatividade.
A atitude será, pois, de supervisão esclarecida,
evitando sempre o interesse puramente sentimental pela
criança ou jovem e impedindo a manipulação de poder
para prestígio do adulto.
O adulto deverá reconhecer em que patamar está
o desenvolvimento de cada jovem educando, conhecer
quem ele é, quais são os seus interesses e sonhos, para
poder ajudá-lo a dar novos passos.
Se você desenvolver essas atitudes e tiver, realmente,
interesse em educar, capacidade de estabelecer boas
relações, esforço por uma clara comunicação, criatividade
e bom senso nas decisões e busca do seu próprio
36
CURSO PRELIMINAR
PERFIL BÁSICO DO ADULTO QUE NECESSITAMOS
a) Contribuir para o propósito do Movimento
Escoteiro, com observância dos princípios e
aplicação do Método Escoteiro no desenvolvimento
das atividades em que estiver envolvido;
b) Relacionar-se consigo mesmo, com o mundo,
com a sociedade e com Deus, constituindo-se em
um testemunho do Projeto Educativo do Movimento
Escoteiro, com particular ênfase à sua retidão de
caráter, maturidade emocional, integração social e
capacidade de trabalhar em equipe;
c) Assumir e enfrentar as tarefas próprias do seu
processo de desenvolvimento pessoal, no que se
refere às suas próprias responsabilidades educativas,
ou em função da necessidade de apoiar quem está
diretamente envolvido com tais responsabilidades;
d)
Manifestar
uma
atitude
intelectual
suficientemente aberta para compreender o
alcance fundamental das tarefas que se propõe a
desenvolver;
e)Desenvolver competências e qualificações
necessárias e compatíveis com a função que se
propõe a exercer, ou se já existentes, colocá-las em
prática;
f )Comprometer-se com o aprimoramento
contínuo dos conhecimentos, habilidades e atitudes
necessárias ao desempenho de suas funções na UEB;
g) Demonstrar apoio e adesão às normas da UEB,
aceitando-as e incorporando-as à sua conduta.
ESCOTEIROS DO BRASIL
ANOTAÇÕES
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
37
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
PAPEL DO ESCOTISTA E DO DIRIGENTE INSTITUCIONAL
Duração
40 minutos
Objetivos Gerais
Compreender o papel dos escotistas e dos dirigentes institucionais.
Objetivos Específicos
Conhecer a definição de escotista;
Conhecer a definição de dirigente institucional;
Identificar as diferenças entre o escotista e o dirigente institucional;
Identificar o que há de semelhança entre o escotista e o dirigente institucional.
Conteúdo
Definição, diferenças e semelhanças entre escotista e dirigente institucional.
Material
Tarjetas com aspectos do papel do escotista e outros para dirigente.
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
15
Definição, diferenças e semelhanças entre escotista e dirigente
institucional
TG
15
Apresentação da definição, diferenças e semelhanças entre
escotista e dirigente institucional
PL
10
Fechamento da unidade
-
PL = Palestra
TG = Trabalho em Grupo
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA I
Os participantes serão divididos em quatro grupos. Cada grupo recebrá uma parte das tarjetas que trazem aspectos
do papel do escotista ou do papel do dirigente e deverá organizá-las em dois painéis.
No final, o formador explica as definições.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Diretrizes Nacional para Gestão de Adultos
POR
Última atualização: 25/07/2013
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
39
O PAPEL DO ESCOTISTA E DO DIRIGENTE INSTITUCIONAL
ESCOTISTAS
DIRIGENTE INSTITUCIONAL
São os adultos responsáveis pelo desenvolvimento
e pela aplicação do programa educativo aos membros
juvenis; ou seja, os Chefes de Seção e os Assistentes
da Seção. Eles são designados para suas funções pela
Diretoria do Grupo. Cada escotista é acompanhado por
um Assessor Pessoal de Formação (APF) e formaliza um
Acordo de Trabalho Voluntário com o diretor presidente
do Grupo Escoteiro.
Dirigentes institucionais são os adultos responsáveis
pela condução da instituição em todos os seus níveis
(nacional, regional ou local) exercendo funções de
membros das diretorias ou de comissões fiscais e de ética.
Eles são nomeados pela respectiva diretoria ou eleitos
para seus cargos ou funções pelas assembleias dos níveis
correspondentes. Cada dirigente é acompanhado por um
APF e formaliza um Acordo de Trabalho Voluntário com a
diretoria do órgão que atuará.
O PAPEL DO ESCOTISTA
A atuação do escotista poderá ser em um dos quatro
ramos existentes no Grupo Escoteiro: Lobinho, Escoteiro,
Sênior ou Pioneiro. É importante que o escotista se
identifique com o ramo de atuação.
Para desempenhar bem o seu papel de escotista é
necessário que se tenha a correta compreensão do Método
Escoteiro e do Programa Educativo do seu respectivo
ramo de atuação. O escotista deve estar familiarizado com
as novas ferramentas ofertadas pela instituição para o
desempenho da sua função.
Todo escotista deve saber a importância do seu
papel de educador e do seu exemplo pessoal, como sendo
ponto essencial do Método Escoteiro.
É necessário que o escotista seja um grande
motivador no processo de desenvolvimento do jovem.
Auxiliando-o no acolhimento, nas etapas de progressão,
incentivando as conquistas de especialidades, propondo
atividades atrativas, orientando individualmente a cada
jovem e estreitando a relação entre a família e o Grupo
Escoteiro.
O PAPEL DO DIRIGENTE INSTITUCIONAL
Cabem ao dirigente institucional as funções de
apoio logístico, administrativo e financeiro às atividades
desenvolvidas no Grupo Escoteiro e em outras instâncias
da UEB. Não participam diretamente das atividades das
seções, porém são fundamentais para que elas aconteçam.
Todo dirigente deve saber que ainda que de
forma indireta, ele contribuirá para a formação do
membro juvenil, e seu exemplo pessoal será notado e
provavelmente adotado pelos jovens.
ANOTAÇÕES
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
41
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
SISTEMA DE FORMAÇÃO DE ADULTOS
Duração
30 minutos
Objetivos Gerais
Compreender o Sistema de Formação de Adultos da UEB.
Objetivos Específicos
Conhecer as linhas de formação;
Diferenciar nível de formação e etapas de cada nível;
Compreender os pré-requisitos, as tarefas prévias e a prática supervisionada dos níveis
básico e avançado;
Conteúdo
• Linhas de formação;
• Nível de formação;
• Etapas de cada nível;
• Pré-requisitos para participação nos cursos;
• Tarefas prévias dos cursos;
• Prática supervisionada dos níveis Básico e Avançado.
Material
Quebra cabeça do gráfico do Sistema de Formação de Adultos dos Escoteiros do Brasil.
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
5
Introdução: a importância da formação dos adultos que atuam
nos Escoteiros do Brasil
PL
15
Montagem de quebra-cabeça
TG
10
Fechamento
DD
PL = Palestra
TG = Trabalho em Grupo
DD = Discussão Dirigida
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA I
Os participantes serão divididos em três equipes que receberão quebra-cabeças com o esquema do Sistema de
Formação dos Escoteiros do Brasil e os montarão com o auxílio da apostila.”
Após analisarem o esquema, o formador conduzirá o fechamento do tema e o esclarecimento de dúvidas.
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
43
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Diretrizes Nacionais para Gestão de Adultos - 2009
Última atualização: 30/08/2013
44
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
SISTEMA DE FORMAÇÃO DE ADULTOS
A seguir, temos um gráfico que demonstra o Sistema de Formação e o processo de acompanhamento no Sistema
de Formação dos Adultos:
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
45
CAPTAÇÃO
NOMEAÇÃO
A captação é um processo sistemático de busca
e seleção de adultos. Compreende desde a etapa de
detecção das necessidades até o momento em que as
pessoas selecionadas, uma vez comprometidas, nomeadas
ou eleitas, iniciam seu desempenho e ascendem ao
sistema de formação.
Esse processo é composto pelas seguintes etapas:
Assinado o Acordo de Trabalho Voluntário, a
autoridade competente, de acordo com as normas
internas da associação, procede à nomeação da pessoa no
cargo, entregando o respectivo certificado de nomeação.
Com o propósito de que as funções sejam
desempenhadas com a devida dedicação, é recomendável
que a pessoa seja nomeada apenas para um cargo,
especialmente se for recém-captada, uma vez que ainda
deve adquirir a experiência e exercitar as habilidades
exigidas para a função.
Acordo de Trabalho Voluntário, nomeação,
promessa e solicitação de registro institucional ocorrerão
normalmente em um só momento, o que deveria
ser devidamente destacado com alguma solenidade
significativa, breve e simples. É conveniente que a
comunidade na qual o adulto irá trabalhar seja testemunha
presente do compromisso que está sendo assumido.
A emissão dos certificados de nomeação de Chefe
de Seção será feita pela Diretoria Regional, mediante
indicação efetuada pela diretoria da Unidade Escoteira
Local (UEL). Esta emissão de certificado de nomeação
pode ser delegada para a coordenação do Distrito,
conforme decisão da respectiva Diretoria Regional.
Os dirigentes eleitos na Unidade Escoteira Local
como membros da Diretoria ou Comissão Fiscal
receberão respectivo Certificado de Eleição, com validade
para o período do mandato, expedido pela Diretoria
Regional a partir do recebimento da Ata da Assembleia
correspondente.
Os dirigentes nomeados como membros da Diretoria
de UEL receberão Certificado de Nomeação expedido
pela Diretoria Regional, a partir do recebimento da Ata da
Reunião da Diretoria da UEL.
• Levantamento de necessidades;
• Captação e seleção;
• Integração.
FORMAÇÃO
A formação é um processo permanente e contínuo,
que, por meio de um sistema personalizado e flexível,
oferece ao adulto a oportunidade de:
• Receber informações gerais sobre o Movimento
Escoteiro e específicas sobre as tarefas e funções que irá
desempenhar;
• Aprender a desenvolver conhecimentos, habilidades e
atitudes necessárias para o desempenho bem sucedido
da tarefa ou função;
• Desenvolver-se e crescer como pessoa e como líder.
O Processo de Formação é composto por duas linhas:
• Linha de escotistas;
• Linha de dirigente institucional.
Cada linha de formação compreende três níveis:
• Nível Preliminar;
• Nível Básico;
• Nível Avançado.
Cada nível de formação compreende as etapas:
• Nível Preliminar: tarefas prévias e curso;
• Nível Básico: tarefas prévias, curso e prática
supervisionada;
• Nível Avançado: tarefas prévias, curso e prática
supervisionada.
46
CURSO PRELIMINAR
ACORDO DE TRABALHO VOLUNTÁRIO
No Acordo de Trabalho Voluntário serão definidos
os termos, as condições e as obrigações recíprocas que
disciplinarão o relacionamento entre o adulto e o órgão
ao qual está se vinculando, representado pelo Diretor
Presidente, para a prestação do trabalho voluntário,
assumindo um compromisso formal das partes de fazerem
o melhor possível para cumprir o compromisso.
Este trabalho é regido de acordo com a Lei Federal
Nº 9.608 de 18 de fevereiro de 1998; a qual se caracteriza
uma atividade não remunerada, que não gera vínculo
empregatício nem funcional ou quaisquer obrigações
trabalhistas, previdenciárias e afins.
ESCOTEIROS DO BRASIL
PROMESSA
Para saber mais sobre Acordo de Trabalho
Voluntário, consulte o documento Diretrizes
Nacionais de Gestão de Adultos.
PLANO PESSOAL DE FORMAÇÃO
O Plano Pessoal é um instrumento no qual cada
adulto ordena e registra em conjunto com o seu Assessor
Pessoal de Formação as ações de formação que realizará
durante um período determinado. Nele também são
registradas as atividades efetivamente realizadas,
permitindo observar o grau de evolução.
Para saber mais sobre Plano Pessoal de
Formação, consulte o documento Manual do
Assessor Pessoal de Formação.
REGISTRO E CONTRIBUIÇÃO ANUAL
A prática do Escotismo no Brasil só é permitida aos
inscritos e registrados anualmente na UEB. Anualmente
a Unidade Escoteira Local (Grupo Escoteiro ou Seção
Escoteira Autônoma) deve renovar o seu reconhecimento
ante a UEB, com a efetivação do seu registro e o pagamento
da contribuição anual de todos os seus integrantes.
A não observância destas condições implica a
suspensão automática do reconhecimento e dos direitos
da Unidade Escoteira Local (Grupo Escoteiro ou Seção
Escoteira Autônoma), podendo ser declarada extinta,
com o cancelamento do seu reconhecimento, após um
período de doze meses.
É considerada falta grave, passível de punição
disciplinar dos adultos, dirigentes e escotistas, que
promoverem atividades escoteiras sem que a Unidade
Escoteira Local esteja registrada no ano em curso e/ou
permitir a participação de membro juvenil e/ou adulto
sem a efetivação do seu registro e pagamento da sua
contribuição anual.
Portanto, antes do membro adulto começar suas
tarefas, ele deverá ser reconhecido oficialmente como
associado da União dos Escoteiros do Brasil. O mesmo
deverá ocorrer com o membro jovem.
ESCOTEIROS DO BRASIL
Os adultos do Movimento Escoteiro, na cerimônia
de Promessa ou na posse de um cargo, prestarão a
Promessa Escoteira da REGRA 004 do documento POR
acrescentando ao final: “e servir à União dos Escoteiros do
Brasil”.
“Prometo pela minha honra fazer o melhor possível
para:
Cumprir meus deveres para com Deus e minha
Pátria;
Ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião;
Obedecer à Lei Escoteira
e servir à União dos Escoteiros do Brasil”
Todo adulto que venha a desempenhar cargo ou
função, como escotista ou dirigente institucional, tem o
direito e o dever de se aperfeiçoar ao máximo possível
para melhor desempenhar as suas responsabilidades no
Escotismo.
A UEB oferece cursos e eventos para atender a essa
necessidade de formação dos adultos que dela participam,
conforme sua política de gestão de adultos.
O processo de formação dos adultos compreende
todo o ciclo de vida do adulto no Movimento Escoteiro,
por meio de uma formação personalizada e contínua,
estimulando a autoaprendizagem e o desenvolvimento de
competências em três áreas: conhecimento e como aplicálo na solução de problemas; habilidades desenvolvidas
por meio da experiência real; e valores e atitudes.
CURSO PRELIMINAR
47
Nível Preliminar
DIRIGENTE
INSTITUCIONAL
Nível Básico
Nível Avançado
Tarefas prévias
Curso
Prática supervisionada
Tarefas prévias
Curso
Prática supervisionada
Tarefa prévia
Curso
Prática supervisionada
Tarefa prévia
Curso
Prática supervisionada
Tarefas prévias
Curso
ESCOTISTA
Tarefas Prévias são ações que o adulto deverá
executar antes da sua participação no curso do seu
respectivo nível de formação. Essa etapa prepara o adulto
sobre os assuntos a serem abordados durante o curso
possibilitando o acompanhamento e seu aproveitamento.
O curso é desenvolvido em um ambiente de vivência
grupal, sendo trabalhado com os adultos conceitos,
conhecimentos, habilidades básicas e métodos de
autoaprendizado próprios à função que desempenha.
A prática supervisionada é uma ferramenta de apoio,
orientação e validação do processo de aprendizagem.
Está estreitamente vinculada ao processo de
acompanhamento, e em muitos casos é o mesmo processo.
Deve ser realizada no desempenho do cargo para o qual o
adulto foi eleito ou designado e é acompanhada pelo seu
Assessor Pessoal de Formação.
Este acompanhamento envolve diversas ações
(observações, sugestões, recomendações, avaliações,
etc.) acordadas entre o Assessor Pessoal de Formação e o
adulto a quem assessora.
Para saber mais sobre prática supervisionada,
consulte o documento Manual do Assessor
Pessoal de Formação.
Aos participantes dos cursos Preliminar, Básico
e Avançado será expedido pela Região Escoteira que
promoveu o curso, um certificado de participação no
curso ou um comunicado de aproveitamento de curso
onde constará de forma resumida o conteúdo e a carga
horária do curso.
O comunicado de aproveitamento do curso
será enviado pela Região Escoteira que promoveu o
curso, assinado pelo diretor do curso, relatando seu
48
CURSO PRELIMINAR
desempenho, aproveitamento e recomendações feitas
pela equipe do curso. O participante deverá discutir com
seu assessor a avaliação recebida.
Após a conclusão das etapas de cada nível, será
expedido pela Região Escoteira que o adulto pertence, um
certificado de conclusão de nível, assinado pela Diretoria
Regional.
NÍVEL PRELIMINAR
• Tarefas prévias
Os adultos deverão realizar as tarefas programadas
em parceria com o seu Assessor Pessoal de Formação. Se
esta etapa for bem desenvolvida, o adulto terá um melhor
aproveitamento do curso.
• Requisitos para participar do curso
Ter 18 anos completos, estar em dia com suas
obrigações administrativas e financeiras e aprovação de
seu Assessor Pessoal de formação.
Após a conclusão e aprovação no Curso Preliminar,
você receberá um certificado expedido pela Região
Escoteira de conclusão do Nível Preliminar. Após
a conclusão desse nível, você está apto para dar
continuidade na sua formação no Nível Básico.
NÍVEL BÁSICO E NÍVEL AVANÇADO
• Tarefas prévias
Os adultos deverão realizar as tarefas programadas
em parceria com o seu Assessor Pessoal de Formação de
acordo com o nível de formação correspondente;
ESCOTEIROS DO BRASIL
• Requisitos para participar do curso
Curso Básico: ter realizado a Promessa Escoteira,
ter concluído o Nível Preliminar, estar em dia com seu
registro na UEB, obrigações administrativas e financeiras e
aprovação de seu Assessor Pessoal de Formação.
Curso Avançado: ter realizado a Promessa Escoteira,
ter concluído o Nível Básico, estar em dia com seu registro
na UEB, obrigações administrativas e financeiras e
aprovação de seu Assessor Pessoal de Formação.
• Prática supervisionada
Após o envio do relatório do Assessor Pessoal de
Formação, relatando o término e aprovação da prática
supervisionada, o adulto receberá um certificado de
conclusão de nível expedido pela Região Escoteira.
MÓDULOS E OFICINA DE APERFEIÇOAMENTO CONTÍNUO
O processo de Aperfeiçoamento Contínuo, voltado
para o aprofundamento e desenvolvimento permanente
de habilidades gerais e específicas, oferece ao adulto a
possibilidade contínua de aperfeiçoar suas competências
empregando como estratégia a autoaprendizagem. As
atividades formativas correspondentes a essa etapa do
sistema de formação são os módulos, oficinas e seminários
oferecidos pelos Escoteiros do Brasil, além de cursos
extraescotismo e demais iniciativas de formação. Essas
atividades normalmente são de escolha do participante,
que elegerá em negociação com o seu APF, conforme seu
Plano Pessoal de Formação.
O módulo é um aperfeiçoamento em um
determinado assunto com o apoio de um especialista. A
oficina apesar de também produzir conhecimento como
o módulo, seu formato se remete a um grupo de estudo
dirigido sobre um determinado assunto.
A Região Escoteira certificará os participantes dos
módulos e oficinas por meio de certificados para fins de
comprovação.
A participação em módulos e oficinas ocorre durante
todo o período de participação do adulto no Movimento
Escoteiro.
Para saber mais sobre módulos e oficina
de aperfeiçoamento contínuo, consulte o
documento Diretrizes Nacionais de Gestão de
Adultos, capítulo Estratégias de Formação.
ACOMPANHAMENTO
O acompanhamento é um processo contínuo e
personalizado para apoiar os adultos no cumprimento
de suas funções, permitindo-os avaliar seu desempenho,
reconhecer suas conquistas e determinar as decisões para
o futuro na organização.
O processo de acompanhamento é composto de
três etapas: apoio na tarefa, avaliação de desempenho e
decisões para o futuro.
Usufrua da experiência e conhecimento do seu
APF para lhe auxiliar no seu aprendizado. Ele é ponto
fundamental no seu processo formativo.
Para saber mais sobre acompanhamento,
consulte o documento Diretrizes Nacionais de
Gestão de Adultos, capítulo Os processos da Gestão
de Adultos dos Escoteiros do Brasil.
ANOTAÇÕES
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
49
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
O PAPEL DO ASSESSOR PESSOAL DE FORMAÇÃO (APF)
Duração
20 minutos
Objetivos Gerais
Conhecer e compreender o papel do Assessor Pessoal de Formação (APF).
Objetivos Específicos
Compreender o papel do APF no sistema de formação do adulto voluntário;
Conhecer como o APF apoiará no desempenho das tarefas do assessorado.
Conteúdo
Assessor Pessoal de Formação (APF).
Material
- Alguns exemplares do Manual do APF;
- Projetor;
- Computador.
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
15
Papel do APF e formas de que como ele apoiará o assessorado
no desempenho das tarefas do seu assessorado
PL
5
Apresentação de um Plano Pessoal de Formação
PL
PL = Palestra
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA I
O formador faz uma explanação sobre o papel do APF e das formas como o APF apoiará o seu assessorado no
desempenho das tarefas do seu assessorado.
Apresentará um Plano Pessoal de Formação.
Mostrar o Manual do Assessor Pessoal de Formação e informar aos participantes do curso que este material encontrase disponível para downloads/ Gestão de Adultos no site dos Escoteiros do Brasil.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Manual do Assessor Pessoal de Formação
Diretrizes Nacionais para Gestão de Adultos
Última atualização: 22/08/2013
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
51
O PAPEL DO ASSESSOR PESSOAL DE FORMAÇÃO (APF)
O papel do Assessor Pessoal de Formação é contribuir
de forma significativa para a formação de adultos que
atuem como dirigente e/ou escotista nos Escoteiros do
Brasil.
O Assessor Pessoal de Formação deve assumir como
meta que o seu assessorado complete o nível de formação
adequado ao pleno desempenho da função que exerce
ou do cargo que ocupa. O trabalho de acompanhamento
realizado pelo Assessor Pessoal de Formação consiste em:
a. Avaliar a experiência e o grau de capacitação que
o adulto captado já possui e no que pode contribuir
para o desempenho das funções que se propõe
a exercer ou do cargo que se dispõe a ocupar,
homologadas logo após as funções;
b. Supervisionar a participação do adulto captado no
processo de formação;
c. Orientar a participação do adulto captado em
iniciativas de formação para complementar a
capacitação requerida para a adequação do seu
perfil àquele previsto;
d. Realizar ações de supervisão e acompanhamento
durante o desempenho do adulto no exercício
normal de suas atribuições;
e. Realizar ações para que seu assessorado adquira
a formação para o pleno cumprimento das tarefas
inerentes ao seu cargo ou função;
f. Homologar os resultados alcançados pelo seu
assessorado, informando à Diretoria Regional ou
à Diretoria Executiva Nacional, conforme o caso,
quando o assessorado completar cada nível de
formação, com vistas à emissão do certificado;
com exceção do Nível Preliminar, pois como neste
nível não existe a Prática Supervisionada, quando
o Escotista ou Dirigente é aprovado no Curso
Preliminar, automaticamente ele o conclui.
g. Incentivar o assessorado a prosseguir em sua
formação.
ESCOTEIROS DO BRASIL
DEFINIÇÃO DO ASSESSOR PESSOAL DE FORMAÇÃO
O Assessor Pessoal de Formação (APF) é o adulto
designado para acompanhar, orientar e apoiar o adulto
(escotista ou dirigente) em seu processo de formação. A
relação do APF com o adulto voluntário é um processo
educacional planejado. Envolve a orientação para a prática
de atividades específicas, com o objetivo de estimular
a pessoa a se motivar para desenvolver habilidades e
competências, para continuamente aperfeiçoar seu
desempenho, aumentar sua autoconfiança e contribuir
com a proposta do Movimento Escoteiro.
O APF é designado pela diretoria do órgão que
desenvolveu o processo de captação onde o adulto
captado irá atuar. É fundamental que a escolha do APF
seja em comum acordo entre o escotista/dirigente e o
diretor do órgão que irá atuar.
PERFIL DO ASSESSOR PESSOAL DE FORMAÇÃO
O perfil do APF é essencial para uma atuação bemsucedida. No desempenho de sua função, é preciso haver:
a. Comprometimento: uma pessoa que está
comprometida em fazer com que seu assessorado
absorva a mesma paixão que norteia sua própria
atuação como voluntário em prol da proposta do
Movimento Escoteiro;
b. Confiança: alguém com quem o assessorado
possa absolutamente contar. O assessor pratica o
que diz e o assessorado pode confiar nele para falar
a verdade;
c. Congruência: o assessor ideal vive
verdadeiramente seus valores. Suas ações estão
alinhadas com aquilo que diz ser importante para
ele;
d. Estar aberto para sugestões de mudança: o
assessor deve ser uma pessoa totalmente aberta a
novas ideias e ao feedback dos voluntários adultos
que assessora. Como as condições alteram-se
constantemente, o adulto voluntário pode criar a
maneira melhor (para ele próprio) de executar a
tarefa. O APF deve saber escutar e estar aberto para
CURSO PRELIMINAR
53
que o adulto voluntário garanta sua motivação ao
executar uma tarefa da maneira que ache melhor.
Na maioria das vezes isso também leva a resultados
melhores;
a. Atuar na mesma estrutura em que o adulto
captado irá atuar, ou tão próximo quanto possível a
ela; idealmente deve ser o adulto a quem o captado
irá se reportar;
e. Generosidade: a generosidade aplicada pelo
APF, tanto para aos outros quanto a ele mesmo, é
fundamental na relação assessor e assessorado;
b. Ter maior conhecimento e vivência do Movimento
Escoteiro, na mesma linha em que o adulto captado
irá atuar;
f. Entusiasmo: o Assessor Pessoal de Formação deve
entusiasmar as pessoas ao seu redor, motivando
sempre o voluntário adulto no alcance dos seus
objetivos.
c. Possuir nível cultural compatível com o do adulto
a quem assessora;
O APF auxilia outro adulto a realizar a sua tarefa com
maior efetividade com prazer e satisfação pessoal. Ele é
importante para o Sistema de Formação, pois discute
e aprova o cumprimento das tarefas prévias e porque,
portanto, atesta que o adulto está preparado para
participar de um curso; além disso, supervisiona a prática
para que o assessorado complete seu nível de formação.
Além de corresponder ao perfil desejado pelos
Escoteiros do Brasil para todos os dirigentes e escotistas,
o APF deve atender idealmente aos seguintes requisitos:
d. Ter maior experiência de vida e maturidade;
e. Possuir Nível Básico de Formação na linha em que
irá atuar como Assessor Pessoal de Formação;
f. Buscar a atualização permanente da sua própria
formação.
Um APF precisa acreditar nos princípios do
Escotismo, compreender o Sistema de Formação e ter a
habilidade de orientar e apoiar outros adultos. Precisa
também ser um bom ouvinte, ser bem organizado e capaz
de dar um retorno construtivo. Os adultos que estão
sendo assessorados precisam sentir-se confortáveis e ser
capazes de aprender com o APF.
APOIO NO DESEMPENHO DA TAREFA
TAREFA
54
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA TAREFA
a) Apoiar o adulto e supervisionar sua participação.
• Diagnóstico que o adulto faz da orientação e do apoio
recebido;
• Importância do seu desempenho na atividade de
formação e das contribuições realizadas.
b) Avaliar no adulto suas experiências e formação
pessoal anteriores relativas a função e homologar as
habilidades adquiridas por ele anteriormente para a
função.
• Importância da informação e das conclusões
obtidas em sua tarefa de avaliação e homologação da
experiência e da formação pessoal anteriores do adulto
a que assessora;
• Diagnóstico que o adulto a quem assessora faz de seu
desempenho como avaliador.
c) Colaborar na elaboração do Plano Pessoal de
Formação (PPF), chegando a um acordo sobre os cursos
de formação, módulos, seminários e oficinas de que
este deve participar.
• Ajuste das retificações e dos reforços que este
considere conveniente introduzir em tal plano durante
seu processo de formação;
• Qualidade e importância do Plano Pessoal de Formação
de acordo com o adulto a quem assessora;
• Regularidade e qualidade da participação do adulto a
quem assessora nos cursos e nos eventos.
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
d) Identificar com o assessorado outras necessidades
de qualificação do adulto a quem assessora e realizar as
ações que julgue convenientes para que este adquira a
habilidade para a função e a formação pessoal prevista
no perfil que corresponde ao cargo que exerce.
• Regularidade e importância das ações de continuidade,
ajuste do Plano Pessoal de Formação e apoio realizados;
• Diagnóstico que o adulto a quem assessora faz da
influência de seu Assessor Pessoal de Formação em seu
progresso na formação.
e) Homologar os resultados alcançados pelo seu
assessorado, informando a Diretoria Regional ou a
Diretoria Executiva Nacional, conforme o caso, quando
o assessorado completar cada nível de formação, com
vistas à emissão do certificado.
• Qualidade dos relatórios emitidos para a aprovação do
nível;
• Progresso no Plano Pessoal de Formação do adulto a
quem assessora.
É importante salientar que o adulto precisa querer
aprender, que somente aprenderá quando sentir essa
necessidade.
Ajudar um novo dirigente ou escotista significa,
entre outras ações:
1. Contribuir para a compreensão sobre os termos
utilizados no Escotismo, tal como o esquema de
etapas progressivas, fundamentos do Movimento
Escoteiro e Sistema de Formação;
2. Explicar a estrutura dos Escoteiros do Brasil nos
seus diferentes níveis, assim como a função dos
órgãos existentes;
3. Informar sobre a Unidade Escoteira Local, sua
história, os recursos e equipamentos disponíveis;
4. Indicar bibliografia e fontes de referência sobre
Escotismo.
O Assessor Pessoal de Formação deve dialogar com o
assessorado sobre sua experiência em outras organizações
e na vida profissional. Com isso, o APF poderá reconhecer
competências que o assessorado possui e auxiliá-lo no
planejamento da sua formação, por meio do Plano Pessoal
de Formação.
ANOTAÇÕES
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
55
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E DO JOVEM
Duração
40 minutos
Objetivos Gerais
Conhecer as diferentes fases do desenvolvimento das crianças e jovens atendidas pelo
Movimento Escoteiro.
Objetivos Específicos
Identificar a ênfase educativa de cada ramo;
Listar as características do desenvolvimento evolutivo humano, desde a infância
intermediária até a juventude.
Reconhecer que existe relação entre as ênfases e as etapas do desenvolvimento.
Conteúdo
• Ênfase dos ramos;
• Desenvolvimento evolutivo;
• Características das faixas-etárias (da infância intermediária à juventude).
Material
• Barbante;
• Equipamento audiovisual;
• Tarjetas com informações sobre características do desenvolvimento evolutivo;
• Fitas adesivas.
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
25
Desenvolvimento evolutivo da criança e do jovem
TG
15
Desenvolvimento evolutivo da criança e do jovem
AE
AE = Aula Expositiva
TG = Trabalho em Grupo
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA
Desenvolvimento da criança e do jovem - trabalho em grupo
Os cursantes serão divididos em três equipes, as quais receberão uma folha de cartolina contendo uma coluna
com idades em uma margem (idades de 7 a 21) e na outra margem os ramos. Conforme imagem da figura do
desenvolvimento evolutivo.
Espalhados pela sala ou no campo, existirão papéis (três cópias) contendo informações sobre os períodos (Infância
média, Infância tardia, pré-puberdade, puberdade, primeira adolescência e juventude / Infância intermediária, préadolescência e adolescência). Então as equipes colocarão estes papeis na fase de desenvolvimento adequada.
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
57
Desenvolvimento da criança e do jovem - conclusão
Considerando as conclusões dos cursantes durante o desenvolvimento da técnica de grupo, o formador explica as
características de cada faixa-etária, fazendo associação ao respectivo ramo e tira as dúvidas remanescentes.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Programa de Jovens: objetivos finais e intermediários
Livro: de Lobinho a Pioneiro
Última atualização: 21/06/2013
58
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E DO JOVEM
CARACTERÍSTICAS DAS FAIXAS ETÁRIAS:
Definidas as áreas de atuação, levaram-se em
consideração as características gerais do desenvolvimento
evolutivo da criança e do jovem, onde ratificou-se a divisão
das faixas etárias entre os quatros ramos do Movimento
Escoteiro, sendo:
REGRA 053
ÊNFASE EDUCATIVA DO RAMO LOBINHO
I. Especialmente concebido para atender às
necessidades de desenvolvimento de crianças de
ambos os sexos, na faixa etária compreendida entre 6
anos e meio e 10 anos, o Programa Educativo aplicado
ao Ramo Lobinho concentra sua ênfase educativa no
processo de socialização da criança.
II. O marco simbólico que é oferecido aos meninos
e meninas do Ramo Lobinho está associado à obra
do escritor Rudyard Kipling, “O Livro da Jângal”, em
especial as aventuras de Mowgli, O Menino-lobo.
III. A organização e o Programa Educativo para o Ramo
Lobinho encontram-se neste POR, no Manual do
Escotista – Ramo Lobinho, nos Guias do Caminho da
Jângal e em outras publicações oficiais dos Escoteiros
do Brasil que tratem do assunto.
PRÉ-ADOLESCÊNCIA
INFÂNCIA INTERMEDIÁRIA
A infância Intermediária é o período de
desenvolvimento compreendido entre os 7 e os 10/11
anos de idade, aproximadamente. Os aspectos mais
relevantes neste período são o abrandamento do
crescimento corporal, a abertura do crescimento da
criança para o mundo exterior, a intensa atividade
de recreação e socialização que a criança realiza em
companhia de seus colegas, a aparição do pensamento
concreto em substituição ao pensamento mágico e o
início do processo de autonomia da criança em relação
aos seus pais e ao seu lar.
A escola e os colegasocupam grande parte da
vida da criança e suas maiores expressões são o grande
ânimo para o esforço físico e a tendência aos jogos
coletivos regulamentados, resultando em um sentido de
identidade.
ESCOTEIROS DO BRASIL
A pré-adolescência é o período que abrange a
infância e a juventude. É uma fase de transição que
na prática se situa entre os 10/11 anos e os 14/15
anos. É a idade da pré-puberdade e da puberdade,
caracterizando-se pelo desequilíbrio equebra da
harmonia alcançada anteriormente, em decorrência
do grande desenvolvimento físico, que vai muito além
do mero crescimento, traduzindo-se em verdadeiras
transformações de natureza qualitativa, e da maturação
física dos órgãos sexuais e do aparelho reprodutor.
Psicologicamente, é o momento de dúvidas e de
solidões, mas, também, de maior capacidade de análise
e de pensamento, de sensações, de emoções e de
experiências novas, tanto no plano dos afetos como das
relações com os amigos e com o outro sexo.
CURSO PRELIMINAR
59
REGRA 66
ÊNFASE EDUCATIVA DO RAMO ESCOTEIRO
I. Especialmente concebido para atender às
necessidades de desenvolvimento de adolescentes
de ambos os sexos na faixa etária compreendida
entre 11 e 14 anos, o Programa Educativo aplicado ao
Ramo Escoteiro concentra sua ênfase educativa no
processo de criação e ampliação da autonomia.
II. O Programa Educativo é fundamentado na vida
em equipe e no encontro com a natureza, sem se
descuidar de outros aspectos relacionados com o
desenvolvimento integral da personalidade. O marco
simbólico proposto aos jovens do Ramo Escoteiro é
representado por meio da expressão “explorar novos
territórios com um grupo de amigos”.
III. A organização e o Programa Educativo do Ramo
Escoteiro encontram-se neste POR, no Manual do
Escotista - Ramo Escoteiro, nos guias da aventura
escoteira e em outras publicações oficiais dos
Escoteiros do Brasil que tratem do assunto.
ADOLESCÊNCIA
A adolescência compreende o período da vida
do jovem que vai dos 14/15 aos 20/21 anos. O período
é marcado por um processo de maturação biológica
que transcende a área psicossocial durante o qual se
constroem e se aperfeiçoam a personalidade e o sentido
de identidade. Nesta faixa etária, o adolescente alcança
definitivamente a maturidade psíquica, enquanto vai
construindo um mundo pessoal de valores e tem opiniões
tolerantes sobre colegas adultos. O desenvolvimento
da autonomia atinge o seu apogeu. Amplia-se,
consideravelmente, a consciência moral e o jovem passa
a dar explicações mais profundas a cerca de fatos e
situações com que se defronta. No plano afetivo é visível
a integração que faz entre amor e sexo, enquanto supera
seus estados de instabilidade emocional, alcançando
maior identificação consigo mesmo. O pensamento
alcança um alto nível de abstração e o jovem pode fazer
análises, desenvolver teorias e levantar hipóteses. Já
pode se expressar por meio de sua própria criação. No
plano social o adolescente busca seu lugar no mundo dos
adultos, ao qual deseja se incorporar, embora inseguro
60
CURSO PRELIMINAR
no modo de fazê-lo. Dá o melhor de si para se inserir no
mundo, que reconhece como sendo seu, embora faça
desse mundo um alvo de suas continuas críticas.
REGRA 084
ÊNFASE EDUCATIVA DO RAMO SÊNIOR
I. Especialmente concebido para atender às
necessidades de desenvolvimento de jovens de
ambos os sexos na faixa etária compreendida entre
15 e 17 anos, o Programa Educativo aplicado ao Ramo
Sênior concentra sua ênfase educativa no processo
de autoconhecimento, aceitação e aprimoramento
das características pessoais, auxiliando o jovem na
formação de sua identidade e a superar os principais
desafios com que se depara nessa etapa da vida.
II. O marco simbólico proposto aos jovens do Ramo
Sênior é representado por meio da expressão “superar
seus próprios desafios!”.
III. A organização e o Programa Educativo do Ramo
Sênior encontram-se neste POR, no Manual do
Escotista - Ramo Sênior, no Guia do Desafio Sênior
e em outras publicações oficiais dos Escoteiros do
Brasil que tratem do assunto.
REGRA 102
ÊNFASE EDUCATIVA DO RAMO PIONEIRO
I. Especialmente concebido para atender às
necessidades de desenvolvimento de jovens-adultos,
de ambos os sexos, na faixa etária compreendida
entre 18 e 21 anos, o Programa Educativo aplicado
ao Ramo Pioneiro concentra sua ênfase educativa
no processo de integração do jovem à sociedade,
privilegiando a expressão da cidadania, auxiliando o
jovem a colocar em prática os valores da Promessa e
da Lei Escoteiras no mundo mais amplo em que passa
a viver.
II. O marco simbólico proposto para os jovens do
Ramo Pioneiro é representado pela expressão “tenho
um projeto para minha vida”.
ESCOTEIROS DO BRASIL
IV. A organização e o Programa Educativo do Ramo
Pioneiro encontram-se neste POR, no Manual do
Escotista - Ramo Pioneiro, no Guia do Projeto Pioneiro
e em outras publicações oficiais dos Escoteiros do
Brasil que tratem do assunto.
ANOTAÇÕES
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
61
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
VISÃO GERAL DO PROGRAMA EDUCATIVO
Duração
60 minutos
Objetivos Gerais
Proporcionar uma visão geral sobre o Programa Educativo dos Escoteiros do Brasil.
Objetivos Específicos
• Reconhecer o Programa Educativo como parte de um Sistema, que atende ao propósito,
princípios e Método Escoteiro;
• Perceber que o Programa é adaptado a cada etapa de desenvolvimento da criança/
jovem;
• Reconhecer que o Programa contribui para o desenvolvimento integral da criança/
jovem;
• Reconhecer que as atividades oferecidas pelo Programa auxiliam as crianças/jovens na
conquistas de competências.
Conteúdo
• As áreas de desenvolvimento;
• Marco simbólico dos ramos;
• Etapas de progressão;
• Integração;
• Promessa.
Material
• Escotistas em Ação dos Ramos Lobinho, Escoteiro, Sênior e Pioneiro;
• Manual do Escotista dos Ramos Lobinho, Escoteiro, Sênior e Pioneiro;
• Painel com Sistema de Progressão de cada ramo.
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
20
Apresentação sobre a Visão Geral do Programa Educativo
PL
35
Sistema de Progressão dos Ramos
TG
5
Tira dúvidas final e conclusão
PL
PL = Palestra
ESCOTEIROS DO BRASIL
TG = Trabalho em Grupo
CURSO PRELIMINAR
63
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA
Apresentação sobre a visão geral do Programa Educativo – 20´
Por meio de palestra e utilizando recursos audiovisuais, o formador deverá apresentar as principais características do
Programa Educativo, tais como:
- Sua relação com o Método Escoteiro;
- As áreas de desenvolvimento;
- A importância da realização de atividades educativas.
Como é apenas uma visão geral, o formador não deve se aprofundar nos temas, mas sim apresentar resumidamente
cada uma destas importantes características.
Sistema de Progressão dos Ramos – 35´
Os participantes deverão ser divididos em quatro grupos. Cada grupo receberá um conjunto de “plaquinhas”
contendo os distintivos de um ramo específico (Promessa, distintivos de progressão, cordões, distintivo especial,
etc.), que deverá ser montado em formato de fluxograma (conforme apresentado no livro Escotistas em Ação de
cada ramo). Neste momento, o formador deve circular pelo grupos sanando eventuais dúvidas.
Fica aberto aos cursantes para utilizarem as literaturas, caso queiram.
Após montado, cada grupo deverá apresentar o funcionamento do Sistema de Progressão, contando com o formador
para fazer as orientações necessárias.
Tira dúvidas final e conclusão – 5´
Ao final da UD, o formador fica a disposição para sanar dúvidas e informa que esta unidade é aprofundada no Nível
Básico de Formação.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Escotistas em Ação – Ramo Lobinho
Escotistas em Ação – Ramo Escoteiro
Escotistas em Ação – Ramo Sênior
Escotistas em Ação – Ramo Pioneiro
Manual do Escotista do Ramo Lobinho
Manual do Escotista do Ramo Escoteiro
Manual do Escotista do Ramo Sênior
Manual do Escotista do Ramo Pioneiro
Última atualização: 21/06/2013
64
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
VISÃO GERAL DO PROGRAMA EDUCATIVO
O PROGRAMA EDUCATIVO É PARTE DE UM SISTEMA
O Programa Educativo é um dos elementos de um
sistema, ou seja, não pode ser analisado fora do conjunto
– propósito, princípios e Método Escoteiro – e pode ser
visto como o “combustível” para fazer esta “máquina”
funcionar.
Dentro deste contexto podemos resumir alguns
conceitos, para melhor entendimento:
• O propósito define o nosso objetivo, o que
queremos atingir com nosso trabalho;
• Os princípios definem nossa base moral, os valores
que defendemos;
• O Programa Educativo atrai os jovens e desenvolve
atividades interessantes, diferentes, variadas;
• O Método Escoteiro é a forma como o Programa é
aplicado, ou seja, a forma como fazemos as coisas.
Nessa relação direta entre Programa e Método, é
importante ressaltar que em torno desse tema reúnemse vários conteúdos complementares, e é este conjunto
que forma o Programa Educativo. De maneira sintética,
podemos dizer que este Programa é um conjunto formado
por:
• Atividades atraentes, progressivas e variadas –
com ênfase na vida ao ar livre, com acampamentos,
excursões, reuniões de sede, jogos, histórias, canções
e danças, fogos de conselho e cerimônias;
• Um marco simbólico que atenda ao interesse
educativo de cada etapa de desenvolvimento, bem
como o interesse específico dos jovens daquela faixa
etária;
• Conhecimentos e habilidades – com ênfase nas
técnicas necessárias para desenvolver as atividades
ao ar livre, as especialidades, o serviço comunitário
e a boa ação;
• Um Sistema de Progressão Pessoal apoiado por um
conjunto de distintivos e insígnias.
O Método Escoteiro define como o Programa
Educativo é oferecido aos membros juvenis, de maneira
que contribua para alcançar o Propósito do Movimento.
Basicamente ele diz que tudo aquilo que é feito pelos
jovens, e que deve ser considerado. • Todos os que participam compartilham de um
mesmo código de valores (Lei e Promessa Escoteira);
• Valoriza-se a ação e o aprender fazendo;
• Valoriza-se a vida em equipe e a divisão de tarefas;
• As atividades devem ser interessantes para os
jovens e de complexidade progressiva;
• Ocorre a intervenção educativa do adulto
afetivamente vinculado aos jovens.
O MÉTODO ESCOTEIRO NÃO MUDA, MAS O PROGRAMA
EDUCATIVO É CONSTANTEMENTE ATUALIZADO
É perceptível que, para que possa permanecer
interessante e atraente aos membros juvenis, os conteúdos
e materiais que compõem o Programa Educativo são
periodicamente revisados e atualizados, acompanhando
os interesses dos jovens de cada época e de cada lugar,
assim como adequar-se aos interesses da sociedade em
que está presente.
Esta é a razão pela qual os escoteiros de diferentes
épocas ou de diferentes ambientes fazem coisas diferentes,
desenvolvendo, entretanto, o mesmo Escotismo.
O PROGRAMA É ADAPTADO A CADA ETAPA DE
DESENVOLVIMENTO
No Escotismo os jovens são agrupados por faixas
etárias que compreendam etapas de desenvolvimento
do ser humano. Desta forma, oferecemos um Programa
Educativo de qualidade, adequado a cada faixa etária,
permitindo que seja oferecido um Programa Educativo
adequado e que o Método Escoteiro seja contemplado.
Assim, temos o escotismo dividido em quatro ramos:
• Uma Fraternidade Mundial com um compromisso
de valores para construir um mundo melhor e
símbolos de identificação;
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
65
• Lobinho: para meninos e meninas de 6,5 anos a 10
anos de idade.
• Escoteiro: para rapazes e moças de 11 a 14 anos
de idade.
• Sênior: para rapazes e moças de 15 a 17 anos de
idade.
• Pioneiro: para rapazes e moças de 18 a 21 anos de
idade incompletos.
O PROGRAMA DEVE CONTRIBUIR NO DESENVOLVIMENTO
INTEGRAL
Como estamos falando de um movimento educativo,
que tem como propósito contribuir com a formação
integral dos jovens, entendemos que o processo de
desenvolvimento pessoal deve considerar o ser humano
em sua totalidade, ou seja, o desenvolvimento em seis
áreas: físico, intelectual, social, afetivo, espiritual e do
caráter.
O PROGRAMA SE APOIA EM UM SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA
PROGRESSÃO PARA CADA RAMO
Como parte do Programa Educativo, o Escotismo
utiliza um Sistema de Avaliação da Progressão Pessoal, que
visa oferecer ao jovem e ao escotista alguns indicadores
para avaliar o crescimento pessoal de cada jovem. Esses
indicadores revelam não só o impacto das atividades
escoteiras nos jovens, mas também pontos fortes e fracos
de cada um, o que permite uma intervenção educativa
mais direta e eficiente por parte dos Escotistas.
Para efetivar o acompanhamento, foram
desenvolvidos indicadores que servirão de base para a
avaliação dos jovens.
A divisão dos períodos e fases considera a
maturidade apresentada pelos jovens em determinadas
idades, mas embora o critério de idade seja baseado no
que se observa na maioria dos jovens, deveremos estar
atentos para o fato de que as pessoas são diferentes,
com diferentes histórias e possibilidades, razão pela qual
deveremos, principalmente, avaliar como poderemos
ajudar os jovens a crescer.
O SISTEMA LEVA EM CONTA OS OBJETIVOS EDUCATIVOS DO
MOVIMENTO ESCOTEIRO
Se por um lado as atividades escoteiras devem
oferecer experiências educativas que auxiliem no
desenvolvimento do jovem em todas essas áreas, por
outro um sistema de avaliação nessa progressão deve ter
indicadores que incentivem os jovens a crescer nas seis
áreas de desenvolvimento e que nos ajudem a fazer uma
avaliação de como isso está acontecendo.
66
CURSO PRELIMINAR
Para efeitos de avaliação do processo educativo
do Escotismo, todo o sistema foi baseado na malha de
objetivos educativos do Movimento Escoteiro.
A malha de objetivos foi formulada a partir de uma
descrição do que chamamos de perfil de saída, ou seja, da
descrição de como gostaríamos que fossem as condutas
de alguém que, depois de viver um bom período como
“escoteiro”, deixasse o Movimento ao contemplar os 21
anos de idade. A estas condutas, que estão dentro das
seis áreas de desenvolvimento, chamamos de OBJETIVOS
FINAIS ou OBJETIVOS TERMINAIS.
Para que alguém alcance esses objetivos finais devese, em cada período e fase de desenvolvimento, adquirir
as condutas que levem em direção a estes.
A estas condutas damos o nome de OBJETIVOS
INTERMEDIÁRIOS ou OBJETIVOS EDUCATIVOS. São as
condutas que esperamos que cada pessoa demonstre, em
cada estágio de desenvolvimento, pois caracterizam as
condutas apropriadas para aquele período ou fase, e são
característica da maioria das pessoas.
ESCOTEIROS DO BRASIL
PARA AVALIAÇÃO DOS JOVENS OS OBJETIVOS FORAM
TRANSFORMADOS EM COMPETÊNCIAS.
PARA AJUDAR OS JOVENS A CONQUISTAR ESSAS
COMPETÊNCIAS, SÃO OFERECIDAS ATIVIDADES.
Por competência define-se a união de conhecimento,
habilidade e atitude em relação a algum tema específico.
O aspecto educativo da competência é que ela reúne não
só o saber algo (conhecimento), mas também o saber
fazer (habilidade) para aplicação do conhecimento e, mais
ainda, saber ser (atitude) em relação ao que sabe e faz, ou
seja, uma conduta que revela a incorporação de valores.
No caso do Ramo Escoteiro, por exemplo, foram
estabelecidas 36 competências para as etapas de pistas e
trilha outras 36 competências para as etapas de rumo e
travessia.
Para que os jovens caminhem facilmente em direção
a essas competências, e para que os escotistas tenham
parâmetros na avaliação do que os jovens conquistam,
para cada uma dessas competências foi criado um
conjunto de atividades. Esses conjuntos de atividades são
os indicadores de aquisição das competências.
Assim, continuando no exemplo do Ramo Escoteiro,
no guia das etapas pistas e trilhas constam 36 conjuntos
de atividades, cada uma com uma quantidade de itens
que devem ser oferecidos aos jovens que estão neste
período. no guia das etapas rumo e travessia constam
outros 36 conjuntos de atividades, um pouco mais
complexas, já que são destinadas aos jovens em uma fase
de desenvolvimento mais adiantada.
Abaixo segue o exemplo de uma competência e
conjunto de atividades do Ramo Escoteiro:
COMPETÊNCIA
ATIVIDADES
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
67
ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA DE PROGRESSÃO
Ramo Lobinho
Período introdutório
Independente da origem, se o jovem veio de fora do
Movimento ou do ramo anterior (se for o caso), todos
ingressam em um período introdutório, que terá a duração
média de três meses. Para considerarmos concluído o
período introdutório, o jovem deverá passar por um
conjunto de itens que validarão sua integração na Tropa;
• Para passar da Etapa de Pata Tenra para Etapa de
Saltador - realizar 50 % do 1º Livro do Caminho da
Jângal;
Cerimônia de Integração e Promessa
Ao final do período introdutório, o jovem passará pela
Cerimônia de Integração, na qual receberá o lenço do
Grupo Escoteiro e o seu primeiro distintivo de progressão.
Neste momento o jovem também poderá fazer sua
Cerimônia de Promessa, recebendo seu distintivo de
Promessa. Caso isso não aconteça, por decisão do
jovem, os escotistas deverão atuar para que ele faça sua
Promessa em período futuro, que recomenda-se que não
seja superior a dois meses;
• Para passar da Etapa de Rastreador para Etapa de
Caçador - realizar 50% do 2º Livro do Caminho da
Jângal;
Acesso linear ou direto
Para decidir-se qual etapa de progressão o jovem recebe
após os itens do período introdutório, existem duas
formas, sendo que caberá ao Grupo Escoteiro decidir qual
delas adotará:
a. ACESSO LINEAR - nesta opção, independente
da fase de desenvolvimento e maturidade, todos
os jovens ingressarão sempre na primeira etapa
de progressão, e avançarão na progressão pela
conquista das atividades previstas em cada etapa.
b. ACESSO DIRETO - ao aproximar-se do final do
período introdutório o escotista que acompanhará a
progressão do jovem conversará com ele, avaliando
em que fase de desenvolvimento ele está e quais
as competências que ele já possui. Neste caso, em
acordo entre o escotista e o jovem, ele ingressará na
etapa de progressão correspondente.
Progressão
Para efeitos de progressão, deve ser levada em
consideração a realização das atividades propostas para
cada ramo:
• Para passar da Etapa de Saltador para Etapa de
Rastreador - realizar 100 % do 1º Livro do Caminho
da Jângal;
• Uma vez na Etapa Caçador e realizadas todas as
atividades previstas, o Lobinho poderá conquistar o
Distintivo de Cruzeiro do Sul, desde que atendidas
às demais condições, estipuladas no POR (Princípios,
Organizações e Regras da UEB).
Ramo Escoteiro
• Para passar da Etapa de Pistas para Etapa de Trilha
- realizar metade das atividades do 1º Guia da
Aventura Escoteira;
• Para passar da Etapa de Trilha para Etapa do Rumo
- realizar a totalidade das atividades do 1º Guia da
Aventura Escoteira
• Para passar da Etapa do Rumo para Etapa da
Travessia - realizar metade das atividades propostas
no 2º Guia da Aventura Escoteira.
• Uma vez na Etapa de Travessia e realizadas todas as
atividades previstas, o Escoteiro poderá conquistar
o Distintivo de Liz de Ouro, desde que atendidas às
demais condições, estipuladas no POR (Princípios,
Organizações e Regras da UEB).
Ramo Sênior
• Para passar da Etapa Escalada para a Etapa
Conquista - realizar 1/3 atividades propostas;
• Para passar da Etapa Conquista para Etapa Azimute
- realizar 2/3 da totalidade das atividades propostas;
68
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
• Uma vez na Etapa Azimute e realizadas todas as
atividades previstas, o jovem poderá conquistar
o Distintivo de Escoteiro da Pátria, desde que
atendidas às demais condições, estipuladas no POR
(Princípios, Organizações e Regras da UEB).
Ramo Pioneiro
• Para passar da Etapa Comprometimento para
Etapa de Cidadania: ter realizado 50% das atividades
propostas no Guia do Projeto Pioneiro, participar
como colaborador de um projeto e elaborar seu
Plano de Desenvolvimento Pessoal (Projeto de Vida).
• Para passar da Etapa Cidadania para a Insígnia de
B-P: ter realizado 100% das atividades do Guia do
Projeto Pioneiro, elaborar e executar projeto de
relevância e revisar o Plano de Desenvolvimento
Pessoal.
Em nenhum momento espera-se que um adulto
impeça a progressão de um jovem pela falta de uma ou
duas atividades. Oferecemos experiências e avaliamos
– em conjunto com o jovem – o desenvolvimento
demonstrado.
Também não se deve entender que apenas a
realização de um conjunto de atividades referente
uma competência garante sua conquista. É missão dos
escotistas, mais do que verificar se uma atividade foi feita
ou não, avaliar se o jovem está se aproximando do definido
na competência e motivar os jovens nesta direção.
Se o jovem, no momento de avaliação de sua
progressão não se sentir seguro acerca da aquisição de um
conhecimento, habilidade ou atitude, deve ser estimulado
a realizar outras atividades que o levem neste caminho.
O contrário também vale: um jovem que já demonstre
uma competência pode ser “liberado” de determinada
atividade que julgue inócua ou entediante, desde que
acordado com o escotista.
ESCOTEIROS DO BRASIL
Tampouco se espera que todos façam exatamente
as mesmas atividades. Há a opção de substituição de
itens por quaisquer outros que julgarmos interessantes,
considerando a realidade de cada jovem. Montar um blog
pode ser muito fácil para um deles, enquanto para outro
exigirá um esforço de disciplina tremendo. Este aspecto
permite que jovens com alguma deficiência desfrutem de
todo o potencial que o Movimento Escoteiro lhes possa
oferecer.
Especialidades
Depois da cerimônia de integração o jovem pode começar
a conquistar especialidades. No Ramo Pioneiro não são
oferecidas especialidades.
Insígnias de interesse especial
Depois da cerimônia de integração o jovem pode começar
a conquistar as Insígnias de Interesse Especial. São elas:
Cone Sul, Envolvimento na Comunidade, Insígnia Mundial
do Meio Ambiente (IMMA) e Lusofonia.
Insígnias da modalidade
A conquista da insígnia de sua respectiva modalidade
é requisito para conquista do distintivo de Lis de Ouro
e Escoteiro da Pátria. São elas: Aviador, Grumete e
Explorador para o Ramo Escoteiro; Aeronauta, Naval e
Mateiro para o Ramo Sênior.
Distintivos especiais
Ao cumprir os requisitos definidos, o jovem poderá
conquistar os distintivos especiais do seu Ramo.
CURSO PRELIMINAR
69
SISTEMA DE PROGRESSÃO DO RAMO LOBINHO
(ACESSOS LINEAR E DIRETO)
Crédito: Região Escoteira de São Paulo
Caminho do
Integrar
Distintivos de
Progressão
Insígnias de
Interesse
Especialidades
Acesso linear
Acesso direto
e/ou
e/ou
e/ou
Cruzeiro
do Sul
70
CURSO PRELIMINAR
• Tenha conquistado todas as atividades previstas no 2o Guia do Caminho da Jângal;
• Tenha participado de, no mínimo, de três acampamentos ou acantonamentos;
• Tenha conquistado, no mínimo, cinco especialidades de três ramos de conhecimentos diferentes;
• Tenha conquistado uma das quatro Insígnias de Interesse Especial do Ramo Lobinho: Insígnia Mundial
Escoteira de Meio Ambiente, ou a Insígnia da Lusofonia, Insígnia Boa Ação ou Insígnia do Cone Sul.
• Ser recomendado pelos Velhos Lobos e pela Roca de Conselho por ser um Lobinho dedicado, frequente
às atividades da Alcateia e cumpridor da Lei e Promessa do Lobinho.
ESCOTEIROS DO BRASIL
SISTEMA DE PROGRESSÃO DO RAMO ESCOTEIRO
(ACESSOS LINEAR E DIRETO)
Crédito: Região Escoteira de São Paulo
Período
Introdutório
Distintivos de
Progressão
Insígnias de
Interesse
Especialidades
Cordões de Eficiência
Insígnias de
Modalidade
Acesso linear
Acesso direto
e/ou
e/ou
e/ou
Lis de Ouro
ESCOTEIROS DO BRASIL
• Tenha realizado a totalidade das atividades previstas no Guia da Aventura Escoteira - Rumo e Travessia;
• Possuir o Cordão Vermelho e Branco;
• Possuir uma das seguintes Insígnias de Interesse Especial do Ramo Escoteiro: Insígnia Mundial do Meio
Ambiente, Insígnia da Lusofonia, Insígnia Cone Sul ou Insígnia da Ação Comunitária.
• Possuir pelo menos 10 noites de acampamento com sua Patrulha ou Tropa Escoteira.
• Possuir uma das Insígnias da Modalidade do Ramo Escoteiro (Aviador, Grumete ou Explorador).
• Seja especialmente recomendado pelos Escotistas e pela Corte de Honra da Tropa.
CURSO PRELIMINAR
71
SISTEMA DE PROGRESSÃO DO RAMO SÊNIOR
(ACESSOS LINEAR E DIRETO)
Crédito: Região Escoteira de São Paulo
Período
Introdutório
Distintivos de
Progressão
Insígnias de
Interesse
Especialidades
Cordões de Eficiência
Insígnias de
Modalidade
Acesso linear
Acesso direto
e/ou
e/ou
e/ou
Escoteiro da
Pátria
72
CURSO PRELIMINAR
• Tenha realizado a totalidade das atividades na Etapa Azimute;
• Tenha conquistado o Cordão Dourado;
• Possua uma das seguintes Insígnias de Interesse Especial do Ramo Sênior: Insígnia Mundial do Meio
Ambiente, Insígnia da Lusofonia, Insígnia Cone Sul ou Insígnia do Desafio Comunitário.
• Possua pelo menos 10 noites de acampamento, como Sênior, com sua Patrulha ou Tropa.
• Possua uma das Insígnias da Modalidade do Ramo Sênior (Aeronauta, Naval ou Mateiro).
• Seja especialmente recomendado pelos Escotistas e pela Corte de Honra da Tropa.
ESCOTEIROS DO BRASIL
SISTEMA DE PROGRESSÃO DO RAMO PIONEIRO
(ACESSOS LINEAR E DIRETO)
Crédito: Região Escoteira de São Paulo
Período
Introdutório
Distintivos de
Progressão
Insígnias de
Interesse
Acesso direto
Acesso linear
Insígnia
de B-P
ESCOTEIROS DO BRASIL
• Ter a Insígnia de Cidadania e ser especialmente recomendado pelos Mestres Pioneiros e pelo
Conselho de Clã.
• Ter realizado 100% das atividades do Guia do Projeto Pioneiro.
• Revisar o seu Plano de Desenvolvimento Pessoal (Projeto de Vida).
• Elaborar e executar um projeto pessoal, com duração de no mínimo 4 meses, de sua livre escolha,
cujo conteúdo seja aprovado pela Comissão Administrativa do Clã, que deverá cobrir os seguintes
aspectos:
- Cujo conteúdo atenda uma das áreas prioritárias: Serviço, Natureza, Trabalho ou Viagem;
- Escolha da ideia;
- Planejamento e programação;
- Organização;
- Coordenação;
- Execução;
- Avaliação;
- Relatório.
• Devendo ser enviado pelos canais competentes, ao Escritório Regional:
a. relatório dos serviços comunitários e das atividades de desenvolvimento que participou;
b. relatório detalhado e ilustrado do seu projeto pessoal;
c. parecer do Conselho de Clã
d. parecer do Mestre Pioneiro(a)
CURSO PRELIMINAR
73
ANOTAÇÕES
74
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
CERIMÕNIAS ESCOTEIRAS
Duração
60 minutos
Objetivos Gerais
Compreender e saber conduzir as principais cerimônias escoteiras.
Objetivos Específicos
Reproduzir os principais sinais sonoros e manuais.;
Praticar as principais cerimônias escoteiras.
Conteúdo
• Sinais manuais e sonoros;
• Cerimônia de bandeira;
• Cerimônia de Integração e Promessa;
• Entrega de distintivos;
• Grande Uivo e Caça Livre.”
Material
• Bandeira/Adriça;
• Certificado;
• Distintivos;
• Apito.
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
10
Sinais manuais e sonoros
TG
10
Características das cerimônias escoteiras
PL
40
Prática das cerimônias escoteiras
TG
PL = Palestra
TG = Trabalho em Grupo
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA
Introdução
Rapidamente o formador dá boas vindas, informa os objetivos da sessão e como ela será desenvolvida.
Sinais manuais e sonoros
O formador deverá ensinar os principais comandos manuais e sonoros, tais como: atenção, firme, descansar, formar
por patrulhas, fila indiana, círculo, linha, debandar, ferradura, apitos. Para o caso do Ramo Lobinho, destacar que este
não utiliza sinais de apito e manuais, apenas vozes de comando para as formações por matilha, círculo de conselho
e círculo de parada.
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
75
Características das Cerimônias Escoteiras
O formador deverá informar as principais características das cerimônias escoteiras: curtas, simples, sinceras
e personalizadas, destacando quando devem ocorrer, o que deve ser enfatizado e o que deve ser evitado
(desorganização, improvisos, trotes, falta de segurança), conforme descrito no Manual de Cerimônias Escoteiras.
Prática de Cerimônias Escoteiras
O formador deverá praticar, juntamente com os cursantes, as principais cerimônias escoteiras, sanando as dúvidas
à medida que estas forem surgindo, não se esquecendo de frisar que dependendo das tradições de alguns Grupos
Escoteiros, as cerimônias podem conter alguns acessórios, desde que não sejam prejudiciais aos jovens e à própria
cerimônia. As cerimônias que devem ser abordadas são as seguintes:
- Hasteamento e arriamento da bandeira, considerando a diferente formação no Ramo Lobinho;
- Cerimônia de Integração e de Promessa;
- Entrega de distintivos;
- Grande Uivo e Caça Livre.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Manual de Cerimônias Escoteiras
Escotistas em Ação do Ramo Lobinho
Escotistas em Ação do Ramo Escoteiro
Escotistas em Ação do Ramo Sênior
Escotistas em Ação do Ramo Pioneiro
Última atualização: 21/07/2013
76
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
CERIMÔNIAS ESCOTEIRAS
As cerimônias fazem parte do Movimento Escoteiro,
possuem uma orientação geral, mas consideram
características específicas de cada Grupo Escoteiro, de
acordo com cada ocasião. Algumas cerimônias possuem
aspectos que são definidos por lei (uso da Bandeira
Nacional), algumas são sugestões e outras foram herdadas
do próprio fundador do Escotismo.
A frequência com que as cerimônias ocorrem, bem
como número de seus participantes também varia de
acordo com o Grupo. As cerimônias prestigiam uma
conquista, e servem como fundo motivador para que os
demais avancem em seus objetivos.
CARACTERÍSTICAS
As cerimônias devem ser:
• Curtas, pois as pessoas se cansam e logo se distraem. Se
há crianças e jovens participando, ou se há convidados
que não fazem parte do dia-a-dia da instituição, isto pode
ocorrer com mais facilidade. Se as pessoas estiverem
em pé, no frio ou no calor, ou mesmo se houver entre
os ouvintes pessoas de idade avançada, a sensação
de desconforto será um fator prejudicial. Desta forma,
é fundamental proceder de forma breve, eficiente e
marcante. Deve ser breve, mas sem “correrias”.
• Simples, como tudo no Movimento Escoteiro. Para
reconhecer uma pessoa não é preciso fazer coisas
extravagantes. As palavras certas terão melhor serventia
do que qualquer outro utensílio que se possa inventar.
A simplicidade também auxilia no entendimento e na
importância do que está acontecendo, especialmente
por parte das crianças e jovens. As cerimônias devem
transparecer objetividade.
• Sinceras, pois a melhor cerimônia é aquela feita com
amor, com o coração aberto. Sorrisos e elogios possuem
efeito semelhante a um forte abraço: fortificam as almas e
estimulam as pessoas.
• Personalizadas, devendo-se levar em conta as
características e particularidades dos envolvidos. Quando
se personaliza algo, está se dizendo que aquele momento
foi pensado exclusivamente para aquela pessoa. Palavras
de incentivo especialmente elaboradas, e outros
ESCOTEIROS DO BRASIL
pequenos detalhes fazem muita diferença. É importante
que a pessoa sinta aquele momento como sendo seu.
Por este motivo as cerimônias devem ser realizadas de
maneira individual. Um reconhecimento tardio pode
aparentar uma despedida ao homenageado e não um
convite à sua maior participação.
As cerimônias devem ocorrer:
• Em momento oportuno, considerando a participação de
pessoas que devem estar presentes.
• Em local adequado, de tal forma que possibilite o
conforto dos participantes, que se tenha privacidade.
Deve-se ter cuidado para que o local não se torne mais
importante que o momento.
• Quando houver um reconhecimento, logo após a
conquista, pois a demora na entrega pode causar
desmotivação, especialmente nos jovens.
Sempre que ocorrer devido a um reconhecimento,
alguns fatores deverão ser considerados e orientarão a
cerimônia:
• O que será entregue?
• Por que será entregue?
• Quem recebe? Quem participa?
• Quando ocorrerá (data e hora)?
• Onde será realizada?
• Como será feito? Qual o protocolo e recomendações
devem ser seguidos?
• Quais os materiais necessários?
O que deve ser evitado:
• Desorganização e improviso. Tudo deve ser bem
pensado, para que cumpra seu objetivo. Local, materiais,
fatores climáticos, sonoridade e participantes são alguns
aspectos que devem ser considerados. No caso da entrega
de distintivos, é importante que a cerimônia seja completa
(entrega do distintivo e do certificado). Se tiver um alfinete
para afixar o distintivo na camisa, tanto melhor. Tudo
deve ser preparado com antecedência. Planejamento é
fundamental.
CURSO PRELIMINAR
77
• Trotes são proibidos. As cerimônias devem causar
sentimento de pertencer, e não de medo, terror ou
qualquer tipo de desconforto. Constrangimentos e
humilhações também não condizem com os valores
de irmandade e fraternidade definidos pelos valores
do Escotismo. Pactos de sangue, uso de armas, bebidas
alcoólicas e castigos físicos, são proibidos e devem ser
rigorosamente combatidos!
Descansar: o chefe afasta lateralmente o braço e o traz
de volta para suas costas, onde a mão se une a outra, ao
mesmo tempo em que seus pés se abastam. Todos ficam
em posição de “descansar”.
• Falta de segurança. Toda e qualquer cerimônia deve
ser pensada de maneira que eventuais riscos sejam
neutralizados.
Para saber mais sobre procedimentos para
realização das cerimônias: hasteamento e
arriamento, grande uivo, distintivos, integração e
promessa consulte o Manual de Cerimônias Escoteiras
e os Manuais do Escotista dos Ramos.
Formar por Patrulhas: O chefe chama a Tropa e se
posiciona com os dois braços estendidos à frente.
As patrulhas forma atrás de seus monitores, com os
submonitores no final.
SINAIS MANUAIS E APITOS DE COMANDO
Atenção: O chefe ergue o braço com o sinal escoteiro.
Todos ficam em silêncio e prestam atenção.
Fila Indiana: O chefe estende o braço direito à frente,
e a Tropa forma em fila indiana, por patrulhas, com os
monitores à frente e os submonitores no final.
Firmes e descansar
Firmes: o chefe ergue lateralmente o braço e o traz de
volta junto ao corpo, enquanto seus pés se unem também.
Todos ficam em posição de “firmes”.
Formar em Círculo: O chefe balança os braços ao redor
do seu corpo, e a Tropa forma em torno dele, por patrulha,
com os monitores a frente e os submonitores no final.
78
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
Debandar: O chefe cruza os braços três vezes a sua frente,
e todos dão um passo a frente, fazem a saudação e gritam
“Sempre Alerta!”
Formar em Ferradura: O chefe faz com os braços o
formato de uma ferradura, e a Tropa forma desta forma,
por patrulha, com os monitores a frente e os submonitores
no final.
Sinais de Apito
3 Silvos Longos
É uma chamada geral. Todos correm até o chefe que fez
a chamada, e as patrulhas se formam de acordo com a
orientação (ou sinal manual) do chefe.
2 Silvos Longos
É a chamada de monitores, que devem correr até onde
está o chefe que chamou e se apresentarem.
Formação em linha: O chefe estende os dois braços
lateralmente, e a Tropa forma uma linha a sua frente, com
metade das patrulhas para a esquerda e metade para a
direita.
ESCOTEIROS DO BRASIL
1 Silvo Longo
É usado nos acampamentos para chamar os intendentes
das patrulhas, seja para distribuir a alimentação ou algum
material.
CURSO PRELIMINAR
79
VOZES DE COMANDO (RAMO LOBINHO)
Círculo de Conselho:
Quando o escotista chama: “LOBO, LOBO, LOBO!”
todos os lobinhos e lobinhas devem responder bem alto
“LOBO!”e correr para o lugar de onde veio o chamado.
Quando lá chegarem, ele vai dizer qual é o tipo de
formação que a Alcatéia deve fazer. Pode ser:
As Matilhas formam um círculo ombro a ombro para
facilitar a transmissão de instrução ou aviso importante.
Por Matilha
Círculo de Parada:
As matilhas formam um círculo com os braços
estendidos lateralmente para realizar jogos, canções ou
outras atividades.
As matilhas se formam em fila com o Primo na frente
e o Segundo por último. As Matilhas ficam uma ao lado
da outra, todas de frente para o escotista e sugere-se
que a primeira (seguindo a ordem alfabética) deve ficar à
esquerda do escotista.
ANOTAÇÕES
80
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
JOGOS
Duração
50 minutos
Objetivos Gerais
Reconhecer a importância da prática de jogos no Movimento Escoteiro.
Objetivos Específicos
Identificar o jogo como um instrumento educacional e complementar aos objetivos da
atividade em que estiver inserido;
Identificar jogos como técnicas de trabalho em grupo;
Reconhecer as características essenciais ao dirigente de jogos e ao formador de grupos;
Planejar jogos e dinâmicas de grupo e vivenciar a sua aplicação.
Conteúdo
• Definição de jogos;
• Jogos como ferramenta educativa;
• Tecnicas de aplicação de um jogo.
Material
• Jogos no Escotismo;
• Bases de um jogo escoteiro;
• Técnicas de aplicação de um jogo.
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
20
Prática de jogos
PL
30
Aplicação prática dos jogos
TG
PL = Palestra
TG = Trabalho em Grupo
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA
Mostrar por meio de materiais audiovisuais: a definição de jogos, a importância de um jogo como uma ferramenta
educativa e técnicas de aplicação de um jogo.
O formador deverá aplicar a prática de um jogo pontuando os pontos trabalhados na unidade para a compreensão
dos participantes.
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
81
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Escotistas em Ação – Ramo Lobinho
Escotistas em Ação – Ramo Escoteiro
Escotistas em Ação – Ramo Sênior
Escotistas em Ação – Ramo Pioneiro
Manual do Escotista do Ramo Lobinho
Manual do Escotista do Ramo Escoteiro
Manual do Escotista do Ramo Sênior
Manual do Escotista do Ramo Pioneiro
Última atualização: 21/08/2013
82
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
JOGOS
O jogo e a aventura são os meios pelos quais as
crianças e os jovens se relacionam com a vida que os cerca.
Do ponto de vista educativo, o jogo lhes permite descobrir
sua própria identidade, facilitando o conhecimento dos
demais e a exploração do mundo.
A importância dos jogos no Escotismo é bem ilustrada
pela citação de Baden Powell, quando diz: “O Escotismo é
um grande jogo”. Aparecem nos fundamentos integrados
ao quarto ponto do Método Escoteiro, justamente por
responder ao interesse das crianças e jovens, dotados
de uma vontade natural de jogar, e aproveitando da
atividade para despertar o equilíbrio entre vencer x
perder, a cooperação, a troca com os amigos e amigas e o
respeito às regras.
Entendemos o jogo como uma atividade
espontânea, que cativa naturalmente as crianças e jovens,
e que pode ser facilmente aplicada, pois independe de
maiores recursos.
POR QUE UTILIZAMOS OS JOGOS NO ESCOTISMO?
a. Os jogos fazem parte da vida das crianças e jovens, e o
Escotismo trabalha com os interesses e necessidades de
seus membros juvenis;
b. O jogo é um elemento educativo, que oferece as
oportunidades de ganhar e perder dentro de um
ambiente saudável, o que, nas mãos de um educador,
é importante fonte de desenvolvimento. Nas crianças
e jovens, proporciona disposição em lançar-se para
conquistar objetivos, bem como um equilibrado nível de
tolerância à frustração, ajudando a entender a importância
da cooperação;
c. O jogo é um elemento que facilita o equilíbrio
biopsicossocial, quebra a monotonia física e mental, evita
a fadiga e desperta o interesse;
d. O jogo canaliza potencialidades, num processo de
desenvolvimento comportamental pela repetição,
reforçando os bons hábitos e desvalorizando os hábitos
inadequados ao meio;
ESCOTEIROS DO BRASIL
e. O jogo contribui para a conquista de competências, de
uma maneira divertida e agradável;
f. Os jogos são passíveis de modificação e adaptação para
uso em diferentes circunstâncias;
g. Os jogos exigem poucos recursos, troca de recursos ou
nenhum recurso material;
h. Os jogos são uma boa forma oportunidade de vivenciar
o “Aprender Fazendo”.
AS BASES DE UM JOGO ESCOTEIRO
a. Seja de agrado das crianças e jovens da faixa etária
trabalhada;
b. Tenham regras simples e claras;
c. Seja programado com um objetivo educativo.
TÉCNICAS PARA APLICAR UM JOGO
a. Clima: criar o ambiente e a expectativa para cada jogo,
usar o fundo de cena e a capacidade de fantasiar. Terminar
o jogo quando ele está em alta, antes que o interesse caia;
b. Regras: todos devem conhecê-las bem. Deve-se fazer
uma demonstração inicial para testar o entendimento.
Não se inicia o jogo antes que as regras estejam claras;
c. Explicações: reunir todos, solicitar silêncio, resolver as
dúvidas, para só então posicionar no campo de jogo;
d. Local: adequado e seguro. Explique bem a delimitação
do campo;
e. Material: estar à mão no momento em que o jogo se
inicia. Não improvisar;
f. Arbitragem: seja justo. Incentive e apoie a todos. Nunca
beneficie ou prejudique uma parte fugindo a regra do
jogo, ou as distorcendo;
CURSO PRELIMINAR
83
g. Avaliar o jogo. Não exagerar nos jogos favoritos.
Planejar jogos de tal forma que todos possam se beneficiar
da oportunidade de êxito, assim como do momento de
frustração, com base na avaliação podemos reformular
os jogos de tal forma que as crianças e jovens alcancem
objetivos progressivos.
h. Adaptações: estudar se o jogo necessita de adaptações
tendo em vista a faixa etária do público alvo.
ANOTAÇÕES
84
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
PROGRAMANDO, VIVENCIANDO E AVALIANDO UMA REUNIÃO DE SEÇÃO
Duração
120 minutos
Objetivos Gerais
Saber como planejar, aplicar e avaliar uma reunião Seção.
Objetivos Específicos
• Identificar os ingredientes para programar uma reunião de Seção;
• Compreender a importância de programar adequadamente as atividades escoteiras;
• Programar uma atividade de sede atendendo a objetivos e tema pré-determinados,
utilizando-se do Método Escoteiro e de ingredientes atrativos e adequados à faixa etária;
• Aplicar uma programação;
• Concluir que uma atividade de sede pode ser aplicada conforme programada;
• Avaliar uma atividade quanto ao atendimento de objetivos, ingredientes atrativos e
adequados à faixa etária.
Conteúdo
• Programação de uma reunião de Seção;
• Aplicação de uma reunião de Seção;
• Avaliação da reunião de Seção.
• Jogos, canções, atividades técnicas e outros elementos que compõem uma reunião de
seção.
Material
• Flipchart;
• Pincel atômico;
• Papel A4;
• Canetas;
• Fita crepe;
• Livros de jogos e canções.
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
50
Como programar uma reunião de seção
AE - TG - DD
50
Aplicando uma reunião de Seção
VV
20
Avaliação da reunião
DD
AE = Aula Expositiva
ESCOTEIROS DO BRASIL
TG = Trabalho em Grupo
DD = Discussão Dirigida
VV = Vivência
CURSO PRELIMINAR
85
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA
Como programar uma reunião de Seção (50 minutos)
O formador fará uma breve explanação sobre a importância da programação para atingir os objetivos, a característica
das reuniões em cada ramo, maximização de recursos, utilização de colaboradores, envolvimento dos jovens e
atividades a serem desenvolvidas.
Em forma de palestra, porém contando com a interatividade dos participantes, o formador explicará como se
programa uma reunião de sede, a importância na definição de objetivos, os ingredientes que compõe estas reuniões
(jogos, canções, técnicas escoteiras, etc) e como se estrutura uma programação (horários, responsável, materiais
necessários, etc)
Em seguida, os participantes deverão ser divididos em quatro equipes. Cada equipe deverá elaborar uma
programação de reunião de seção. As programações deverão ser apresentadas para o grupo maior, por meio de
flipchart. Juntamente com os cursantes, o formador deverá avaliar cada programação apresentada. Dentre as
propostas, os participantes deverão escolher a mais adequada, que será aplicada na íntegra.
Aplicando uma reunião de Seção (50 minutos)
A programação escolhida anteriormente deverá ser aplicada pela equipe que a propôs. O formador deve considerar
um período de tempo para que a equipe possa preparar a atividade.
Outra opção é a própria equipe de formadores aplicar a reunião, neste caso aproveite para demonstrar que dá para
aplicar uma reunião de Seção com menos de três adultos. Embora deva ser ressaltado que uma boa Seção deve
contar com pelo menos um adulto para cada equipe de jovens.
Para melhor adequar o tempo, faça palestras e trabalhos de equipe antes de uma refeição e a aplicação e avaliação
depois, assim ganhará tempo para melhor preparar a reunião.
Avaliação da reunião (20 minutos)
Os cursantes, contando com a intervenção educativa do formador, deverão avaliar a reunião aplicada, verificando
pontos positivos e negativos. Esta avaliação deve ser projetada por meio de uma nova programação, registrada em
uma folha de flipchart.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Escotistas em Ação – Ramo Lobinho
Escotistas em Ação – Ramo Escoteiro
Escotistas em Ação – Ramo Sênior
Escotistas em Ação – Ramo Pioneiro
Manual do Escotista do Ramo Lobinho
Manual do Escotista do Ramo Escoteiro
Manual do Escotista do Ramo Sênior
Manual do Escotista do Ramo Pioneiro
Última atualização: 21/06/2013
86
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
PROGRAMANDO, VIVENCIANDO E AVALIANDO UMA REUNIÃO DE SEÇÃO
COMO PROGRAMAR UMA REUNIÃO DE SEÇÃO
É o processo de planejamento para realizar uma
atividade ou evento. Entendemos por planejamento o
caminho para se chegar a um futuro desejado. No caso de
nossas atividades de sede, é transformar nossa intenção
em prática, uma aventura para nossos jovens.
A IMPORTÂNCIA DA PROGRAMAÇÃO
• É a única ferramenta que nos permite trabalhar com
objetivos educativos.
• Conseguimos maximizar nossos recursos materiais e
financeiros;
• Nos leva a realizar atividades bem sucedidas, seguras e
realizadas dentro do Método Escoteiro;
• Distribui adequadamente as tarefas de Escotistas e
colaboradores;
• Garante aos jovens a satisfação de participar de
atividades atrativas e envolventes;
• Garante aos Escotistas a satisfação de realizar atividades
equilibradas e variadas.
atividades oferecidas devem ser diversificadas e ter
diferentes tempo e ritmos.
Para uma atividade divertida e alegre, podemos
“rechear” nossa programação com alguns destes
ingredientes:
• Jogos;
• Canções;
• Danças;
• Dramatizações;
• Trabalhos manuais;
• Boa ação;
• Atividades sociais;
• Atividades culturais;
• Serviço comunitário;
• Reflexões e espiritualidade;
• Aventuras;
• Atividades físicas;
• Muita alegria;
• Motivação para especialidades.
Durante uma reunião de Seção, os escotistas tem o
importante papel de supervisionar, estimular e zelar pela
segurança durante o desenvolvimento das atividades.
ESTRUTURAÇÃO DE UMA REUNIÃO DE SEÇÃO:
Estruturação é a “montagem” da programação numa
ordem próxima do ideal, conforme vemos abaixo:
O PROCESSO
A programação é derivada de um processo de
planejamento, chamado de Ciclo de Programa.
O Ciclo de Programa é uma ferramenta de
planejamento participativo, no qual se diagnostica o
estado atual da seção, se programam mudanças e ajustes
para o futuro, se executa este programa e se avalia os
resultados. Por participativo entende-se uma sistemática
que se preocupa em valorizar a opinião e os desejos de
todos os envolvidos, no caso os jovens.
O passo a passo da organização do Ciclo de Programa
está descrito no Manual do Escotista de cada ramo e será
aprofundado nos cursos Básico e Avançado.
A REUNIÃO DE SEÇÃO
A reunião de Seção acontece geralmente aos finais
de semana, com duração de cerca de três horas. Para sua
realização pode ser utilizado o espaço da sede do Grupo
Escoteiro, ou locais como parques, praças ou alguma
instituição da comunidade (escola, igreja, etc).
Como os jovens possuem diferentes vivências e
experiências, diferentes idades e também gênero, as
ESCOTEIROS DO BRASIL
• Jogo de Chegada (Ramo Lobinho): Enquanto os Lobinhos
estão chegando. A finalidade desta atividade é evitar que
os lobinhos ao chegarem no grupo fiquem dispersos,
correndo. Diversas atividades podem ocorrer neste
momento, desde atividades de ordem administrativas
(arrumar a gruta), como também de ordem prática (caçapalavras, origami, etc...);
• Cerimônia de abertura, que é um momento rápido
onde acontece o hasteamento da bandeira, a oração e os
Grande Uivo/Gritos de Patrulha;
• Jogo quebra-gelo, que é uma atividade geral para gerar
grande entusiasmo e alegria;
• Atividades diversas - jogos, canções, danças,
dramatizações, trabalhos manuais etc, em especial para
os Ramos Seniores e Pioneiro é interessante incluir nas
reuniões estudo de casos, debates ,discussão dirigida,
grandes projetos e jogos mais elaborados;
• Atividade técnica: é uma atividade que deve ensinar
alguma coisa aos jovens. Normalmente, em uma Seção se
encontrarão jovens de diferentes idades e experiências,
de tal forma que alguma coisa pode ser nova para uns e
conhecida para outros, razão pela qual deverá ser, sempre,
oferecida de modo atraente. Pode ser ensinado através de
CURSO PRELIMINAR
87
um jogo, , em um sistema de bases, com carta-prego, com
tarefa dirigida, com maquete, com demonstração, etc.
Este sistema deve variar para que, embora os conteúdos
possam se repedir, a forma será sempre atraente. Nas
tropas uma forma de estimular o Sistema de Patrulha
em uma reunião se faz com o escotista treinando os
monitores, para que estes treinem sua patrulha. O
escotista pode ensinar aos monitores alguma técnica em
um momento da reunião, enquanto os outros integrantes
da patrulha fazem outra atividade sob coordenação do
submonitor. Depois os monitores ensinam esta técnica
para toda a patrulha, e ela será usada em algum jogo. O
Escotista também pode ensinar aos monitores em uma
reunião, e o conhecimento ser repassado aos membros
da patrulha, numa reunião de patrulha, antes da próxima
reunião de Tropa.
• Jogo final. Deve ser tão ou mais animado que o jogo
quebra-gelo. Deve deixar um gostinho de “quero mais” e o
desejo de retornar ao grupo escoteiro na próxima semana;
• Cerimonial de encerramento, que também é um
momento rápido para o arriamento da bandeira, oração,
gritos de patrulha ou grande uivo e avisos.
É importante sempre escrever a programação e
distribuir uma cópia para cada escotista, auxiliar, monitor
ou colaborador. Abaixo segue uma sugestão como
modelo:
Exemplo de Programa de um Reunião de Alcateia:
Grupo Escoteiro:
Data:
Tema: Um dia na Jângal
Antes da reunião: Reunir os escotitas, repassar a atividade
Horário
88
Atividade
Material
Responsável
Jogo de chegada: Quem é seu
escotista preferido
Hidrocores e folhas brancas
1º escotista que
chegar
16:00
Inspeção / bandeira / oração /
Grande Uivo /Avisos
Bandeira
16:15
Jogo Ativo geral (JAG): (Trégua
das águas)
2m de elástico , 01 bola
16:35
Jogo de Revezamento : Salvem
as focas
bolas com água, folhas de jornal
16:55
Atividade Técnica: História os
“Irmãos de Mowgli”
17:15
Jogo técnico: Passeando pela
Jângal
Giz e tinta guache
17:35
Trabalhos Manuais: Construir os
animais da Jângal com massinha
– expor os trabalhos na Gruta
Massa de modelar
17:55
Jogo ativo final: Soltando pipas
Tiras de crepon
18:15
nspeção / bandeira / oração /
Grande Uivo /Avisos
Bandeira
18:30
Caça Livre
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
Avisos:
- Início: pedir aos Lobinhos para anotarem a data de todos
os aniversariantes, incluindo os Velhos Lobos.
- Final: Anotar em um caderno durante a semana, qual foi
o artigo da Lei que cumpriu naquele dia.
Desenvolvimento: Arrumados por matilha os lobos terão
que pegar, um a um, as focas (bolas cheias de água),
colocadas a frente do primo e levá-las com a boca e mãos
para trás até o outro lado do pátio e colocá-las em local
seguro (folhas de jornal). Vencerá a equipe que salvar o
maior número de focas.
Material: bolas com água, folhas de jornal
- Material a adquirir para Reunião: Esponja, balde,
pregador, bandejas de isopor, tesouras, palito de
churrasco, barbante, garrafa de refrigerante pet 2 litros
vazia.
REUNIÃO DE ALCATÉIA
JOGO DE CHEGADA – ESCOTISTA PREFERIDO
Estória: Cada lobinho deve desenhar um dos escotistas da
alcateia. O desenho deve ser entregue ao escotista que foi
desenhado.
Material: Papel A4 e hidrocores
IBOGU – Rotina Inicial
JAG – JOGO ATIVO GERAL – FUTEBOL MÓVEL
Estória: A trégua das águas terminou na Jângal e os lobos
para comemorar, realizaram um torneio de futebol com
o coco. No momento em que o torneio iria começar os
bandar-logs se apoderaram das balizar e os lobos não
ligaram, pois o jogo ficou muito melhor com as balizas
móveis.
Desenvolvimento: Dois lobinhos serão a trave que é
formada com um elástico amarrado em um pé da cada
lobo e segurado pela mãos. Os outros serão jogadores e
devem jogar em dupla (com as mãos dadas). O gol pode
mover-se pelo campo, não desfazendo a trave. Vence a
dupla que fizer mais gols.
ATIVIDADE TÉCNICA
Narrar a história: “Irmão de Mowgli”.
JT – JOGO TÉCNICO – PASSEANDO NA JÂNGAL
História: Lobos! Depois de termos conhecido melhor
alguns personagens da Jângal, vamos brincar com eles,
entrando nas suas casas (nas suas grutas). Porém, temos
que prestar atenção que suas grutas não cabem todos nós
ao mesmo tempo. E como sempre os Bandar-logs estarão
prontos a curtir com a nossa cara, todo aquele que não
conseguir entrar nas grutas será marcado pelos Bandarlogs.
Desenvolvimento: Espalhados pelo pátio os lobos terão
que ficar atentos às características dos personagens que
o Velho Lobo dirá. Assim que identificar, o lobo corre para
a sua gruta (desenhada no chão), obedecendo ao número
escrito na entrada para não ultrapassar o limite. Os
lobos que não conseguirem entrar na gruta terão o rosto
pintado como recordação dos Bandar-logs.
“... ensinava para Mowgli as leis da Jângal”
“... Mowgli aprendeu a subir na árvores”
“... era chamada de “A Demônia”
Mãe Loba – 05
Baloo – 06
Bagheera–04
Kaa - 09
Material: 2m de elástico , 01 bola
Material: giz para demarcar, tinta guache
JR – JOGO DE REVEZAMENTO – SALVEM AS FOCAS
TRABALHOS MANUAIS
Estória: O noticiário apresentou a dificuldade que a Kotick
estava encontrando para se deslocar para o Mar do Norte.
O óleo derramado as fez encalhar na areia. Precisamos
ajudá-las. Vamos lobos espertos.
ESCOTEIROS DO BRASIL
Construir, com massa de modelar o bicho da Jângal que
mais lhe agrada.
Material: massa de modelar
CURSO PRELIMINAR
89
JAG – JOGO ATIVO GERAL – SOLTANDO PIPAS
Estória: Os lobos retornaram da Jângal depois desse
passeio e lembraram do vento que soprou por lá e
resolveram então soltar pipas. Porém, o Velho Lobo
lembrou que aqui na Cidade dos Homens tem perigo, tem
fios elétricos e então ele propõe que cada lobo seja uma
pipa com lindas rabiolas.
Desenvolvimento: Os Lobinhos terão as mãos entrelaçadas
e ainda terão preso ao seu cinto (nas costas, na altura
da cintura) uma tirinha de papel crepon. Um lobo será
escolhido para tentar pegar as pipas pela rabiola (cortar).
Estas terão que evitar serem cortadas (perderem a rabiola).
Caso o lobo escolhido para pegar as pipas, não conseguir
fazê-lo, poderá ser substituído. O objetivo é cortar a pipa
dos outros (tirar as rabiolas, ou seja, arrancar as tiras de
crepon).
Material: tiras de crepon
Exemplo de Programa de uma Reunião de Tropa:
PROGRAMAÇÃO DE REUNIÃO DE TROPA
Data:
Local:
Horário
Atividade
Tempo (minutos)
Responsável
00:00
Rotina inicial
15
Chefe Tropa / Dir.Téc.
00:15
Jogo ativo geral - Quebra-gelo Avestruz
20
0:35
Jogo de revezamento Bombardeio Russo
20
00:55
Atividade Técnica - Monitores
(Construção de Tripé)
25
00:55
Atividade Técnica - Patrulha –
Carta Enigma
25
01:20
Jogo técnico - Desarmando a
Bomba
30
01:50
Jogo final - Meu Amigo Urso
20
02:10
Rotina final
15
02:25
Encerramento
DESCRIÇÃO DOS JOGOS
AVESTRUZ (ATIVO – QUEBRA GELO):
Escolhido um pegador (caçador de avestruz), o mesmo
parte à captura de um belo espécime de avestruz (sua
caça), representada por todos os outros participantes do
jogo. Para o caçador capturar a sua caça, basta apenas um
toque.
90
CURSO PRELIMINAR
Monitores
Chefe Tropa / Dir.Téc.
Os avestruzes se tornam intocáveis, quando se colocam
na sua posição já conhecida (com a cabeça no solo), desta
forma, o caçador não poderá capturar a sua caça.
Material: nenhum
BOMBARDEIO RUSSO (REVEZAMENTO):
As patrulhas formarão em colunas, uma ao lado da
outra. Numa distância de 10 metros, será marcado no
chão um grande alvo (único para todas as patrulhas), este
ESCOTEIROS DO BRASIL
alvo consistirá de 3 círculos concêntricos, pontuados por
3, 2 e 1 pontos de dentro para fora respectivamente. Após
o alvo, 2 metros adiante, será marcada uma linha, e após a
linha, 10 metros mais adiante, serão colocadas 4 garrafas
na direção de cada patrulha (representando uma garrafa
de vodka russa).
Os patrulheiros sairão com uma “ bala de canhão “ em
uma das mãos (a bala pode ser confeccionada com feijão,
dentro de um saco plástico e envolvida com fita adesiva
para reforço), se dirigirão até a garrafa onde colocarão a
testa, dando 5 voltas em torno da mesma (sem tirar a testa
do gargalo). Após isto, se dirigirão para uma linha marcada
antes do alvo, onde farão seu bombardeio (arremesso),
pontuando de 0 a 3, de acordo com seu “tiro”. Após o
arremesso, recolhe sua respectiva “bala” e retorna à sua
patrulha, passando para outro patrulheiro que adotará o
mesmo procedimento.
Vence a patrulha que obtiver a maior pontuação, valendo
a ordem de chegada como critério de desempate. A chefia
deverá ficar atenta durante todo o jogo, para que seja
marcada (anotada) corretamente a colocação da patrulha.
Material: Giz, 4 garrafas, 4 “ balas de canhão “
CARTA ENÍGMA – (ATIVIDADE DE PATRULA):
*Enquanto a patrulha coordenada pelos sub-monitores
estarão decifrando esta carta , os monitores estarão com
um escotista aprendendo a construir um tripé , e depois
vão ensinar e construir um tripé junto com todos da sua
patrulha.
A carta enigma , consistirá de uma mensagem escrita
utilizando a fonte Wingdings do Word. Ao final da carta
codificada, estará escrita a palavra SEMPRE ALERTA e a sua
correspondência na fonte já citada, que permitirá que os
outros patrulheiros decifrem a carta por analogia.
A mensagem da carta consistirá de uma tarefa, onde cada
patrulha deverá construir um tripé (tripés esses, que serão
utilizados no jogo seguinte (Jogo Técnico/cobrança)
Material:12 varas de bambu ou similar, sisal, 4 cartas
codificadas, 4 canetas
DESARMANDO A BOMBA – (TÉCNICO):
Cada patrulha receberá a missão de“desarmar”uma bomba
que foi deixada em uma via pública muito movimentada
da cidade. Para isso não poderá ultrapassar uma área de
segurança demarcada. Nesta área de segurança, estarão
os tripés construídos pelas patrulhas, que representarão
as “bombas”. O objetivo da patrulha é colocar o pino de
segurança da “bomba” (representado por um bambolê),
sem que a mesma venha a explodir (desarmar o tripé).
Lembramos que a patrulha não poderá ultrapassar a área
de segurança, e a patrulha será dividida em 2 grupos (1 de
cada lado da área de segurança), para que possam atingir
o objetivo. Desta forma, uma parte da patrulha amarrará
o bambolê com um pedaço de sisal, suficiente para lançar
o mesmo para a outra parte da equipe, segurando a outra
extremidade do cabo. Já a parte da equipe que receberá
o bambolê, deverá fazer executar a volta do salteador no
mesmo bambolê. Feito isso, e em verdadeiro trabalho de
equipe, devem conduzir o bambolê (pino de segurança)
até a bomba (tripé). Quando o pino estiver encaixado na
bomba, a equipe deverá desfazer (com estremo cuidado)
a volta do salteador sem que o pino seja retirado da
bomba. Isso acontecendo, a bomba estará desarmada,
valendo para critério de pontuação no jogo, a ordem do
desarme das bombas pelas patrulhas.
Material: 1 tripé montado por patrulha, 4 bambolês, sisal,
material para marcar a área de segurança (giz, corda, etc.)
MEU AMIGO URSO – (FINAL – EQUIPE):
Divide-se a tropa em 2 equipes, que terão como objetivo
encestar a “bola” do jogo em um balde com água. Será
colocado um balde para cada equipe nas extremidades
opostas no campo de jogo.
A ‘bola” do jogo será um ursinho de pelúcia, que por ser
muito querido de todos, deverá receber um beijinho,
antes de ser passado ao companheiro de equipe, sob
pena de ser revertida a posse de “bola”.
Cada jogador só poderá dar 3 passos com a bola nas mãos,
devendo passá-la em seguida.
Para a cesta ser validada, a ‘bola” deverá ter passado, pelo
menos, por 4 elementos da patrulha antes da cesta.
Material: 2 baldes, água e urso de pelúcia
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
91
DICAS
1. Não repetir jogos e atividades num curto intervalo de
tempo;
Sendo assim, devemos, com base nos dados a seguir,
verificar se eles foram seguidos e, caso não tenham sido,
buscar modificar, para melhor, na próxima atividade a ser
desenvolvida.
2. Variar e mesclar os ingredientes de uma atividade para
outra;
A avaliação de uma atividade pode ser feita por cinco
“agentes”, avaliando aspectos iguais ou diferentes:
3. Nosso método é “aprender fazendo” e não olhando;
• membro juvenil, de maneira pessoal, com suas palavras
e conceitos;
4. Propiciar um ambiente alegre e divertido;
5. Programar a atividade com a antecedência necessária
para que cada escotista possa se preparar adequadamente,
providenciar materiais e escolher o local da prática de sua
atividade;
6. Lembrar que o ar livre é muito melhor que a sede, por
mais bonita que ela seja;
7. No momento da atividade deve estar tudo pronto, local
escolhido e materiais prontos. Nada mais desmotivador
para os jovens, do que aguardar seu chefe ir até o
almoxarifado buscar uma bola que ele esqueceu;
• todos os membros juvenis, através de uma conversa
espontânea, avaliando a sua participação, dos
companheiros e dos escotistas;
• os escotistas, em relação à atividade, à participação dos
membros juvenis e ao cumprimento de suas funções;
• os pais, com referência à atividade e às reações de seus
filhos; e,
• outras pessoas, que participaram especificamente
daquela atividade;
8. Ter sempre uma programação alternativa para caso de
mau tempo
AVALIAÇÃO DA REUNIÃO DE SEÇÃO
Ao final de toda atividade escoteira é imprescindível
que haja uma avaliação do realizado, para que possamos
melhorar a qualidade do que é oferecido aos nossos
jovens.
AVALIAR é julgar ou fazer a apreciação de alguém
ou alguma coisa tendo como base uma escala de valores.
Assim sendo, a avaliação consiste na coleta de dados
quantitativos e qualitativos e na interpretação desses
resultados com base em critérios previamente definidos.
A avaliação de uma atividade e a avaliação do
desenvolvimento pessoal dos membros juvenis, embora
diferentes, se alimentam de uma mesma observação.
Ao mesmo tempo em que observa o desenvolvimento
e os resultados de uma atividade, os escotistas acumulam
informações sobre o desenvolvimento pessoal dos jovens.
“O processo de avaliação consiste essencialmente em
determinarem que medida os objetivos educacionais estão
sendo realmente alcançados pelo programa do currículo e
do ensino” - Ralfh Tyler
92
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
ANOTAÇÕES
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
93
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
SEGURANÇA NAS ATIVIDADES ESCOTEIRAS
Duração
30 minutos
Objetivos Gerais
Reconhecer a importância da segurança nas diversas atividades escoteiras.
Objetivos Específicos
Reconhecer a importância da segurança nas diversas atividades escoteiras;
Auxiliar a formação do chefe em relação à segurança;
Conhecer o protocolo de autorizações de atividades fora da sede.
Conteúdo
• Regra 140 do POR - Segurança nas Atividades Escoteiras;
• Solicitação para atividade fora da sede;
• Informações para atividades fora da sede.
Material
• Fichas de Trabalho: Solicitação para Atividade Fora da Sede, Informações para Atividades
Fora da Sede, Autorização de Participação em Atividades Fora da Sede.
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
15
Regra 140 do Princípios, Organizações & Regras (POR).;
PL
15
Preenchimento das Fichas de Trabalho : Informações para
Atividades Fora da Sede, Autorização de Participação em
Atividades Fora da Sede
TG
PL = Palestra
TG = Trabalho em Grupo
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA
1ª fase: o formador deverá abordar de forma geral a regra 140 do POR, as regras de segurança nas atividades
escoteiras, seus conceitos e os passos que deverão ser tomados, salientando a importância de consultar os itens:
local, programa, equipamento, chefia, transporte e documentação.
2ª fase: nesta fase o formador propõe para os participantes um trabalho em grupo (máximo 4 pessoas por grupo),
onde cada equipe irá preencher as fichas de trabalho. Cada grupo receberá um tipo de atividade diferente (exemplos:
excursão; acampamento e atividade aquática).
3ª fase: o formador deverá ressaltar os pontos positivos abordados na sessão e abrir para perguntas rápidas com
relação direta ao apresentado.
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
95
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Princípios Organização e Regras (POR)
Manual de Administração
Apostila do Curso para Dirigente de Grupo Escoteiro
Última atualização: 30/06/2010
96
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
FICHA DE TRABALHO 1 | CURSO PRELIMINAR
Segurança nas Atividades Escoteiras
AUTORIZAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO EM ATIVIDADE FORA DA SEDE
Eu (nome da pai/mãe ou responsável legível), ____________________________________________________________
como (grau de parentesco) ___________________, autorizo ________________________________________________
membro do Movimento Escoteiro, a participar da seguinte atividade:
__________________________________________________________________________________________________
realizada pela(o) ____________________________________________________________________________________
do Grupo Escoteiro ______________________________________________, a realizar-se entre os dias ______ e ______
Local (endereço): ___________________________________________________________________________________
Custo individual da atividade ______________________________________
Informe as restrições em relação à esta atividade: _________________________________________________________
Tendo total ciência de que o Grupo Escoteiro, na figura do(a) Chefe __________________________________________
é responsável pelo(a) associado(a) apenas durante a realização da referida atividade, ficando isento de responsabilidades
pelo deslocamento do(a) associado(a) da sua residência até o local de saída da atividade, como seu retorno do local de
chegada da atividade até sua residência, subscrevo-me.
Cidade ________________________ Data _____ / _____ / ________ Assinatura ________________________________
Ficha Médica do Participante
(as informações abaixo foram retiradas da ficha médica registrada no SIGUE)
UTILIZA OS SEGUINTES EQUIPAMENTOS DE AUXÍLIO _______________________________________________________
DOENÇAS JÁ OCORRIDAS OU EM TRATAMENTO ___________________________________________________________
Informações _______________________________________________________________________________________
MEDICAMENTOS EM USO (CONTÍNUO OU NÃO)
Permite administração do grupo _______________ Informações _____________________________________________
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
97
EMERGÊNCIAS MÉDICAS
( ) Aguardar acompanhamento dos pais/respónsáveis
Avisar em emergências ( ) Pais
( ) Aceita decisões médicas
( ) Outro ___________________________ Telefone _________________________
Convênio médico __________________________________________ Número da carteirinha _____________________
Médico de preferência ______________________________________ Telefone _________________________________
DISTÚRBIOS PSICOLÓGICOS
Distúrbio de comportamento _________________________________________________________________________
Distúrbio alimentar _________________________________________________________________________________
Distúrbio de ansiedade fóbica _________________________________________________________________________
INFORMAÇÕES GERAIS
Possui impedimento físico __________ Informações _______________________________________________________
Alergia _____________________________________ Restrições a alimentos ___________________________________
Deficiências _________________________________ Problemas cardíacos _____________________________________
Sabe nadar ____________ Sonâmbulo ___________
Para atualizar as informações, altere a caneta, assine e informe a Chefia.
No caso de informações em branco, se necessário, escreva a caneta, assine e informe a Chefia.
98
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
FICHA DE TRABALHO 2 | CURSO PRELIMINAR
Segurança nas Atividades Escoteiras
ATIVIDADE ESCOTEIRA FORA DA SEDE | INFORMAÇÕES IMPORTANTES
Senhores pais, tutores ou responsáveis pelo(a) associado ___________________________________________________,
conforme calendário da(o) _________________________________________, estamos reiterando o convite feito para a
participação do(a) associado(a) na atividade escoteira descrita abaixo, e pedimos especial atenção nas seguintes
informações.
1. Para segurança de todos, e conforme legislação em vigor, solicitamos que o Senhor(a) preencha as informações
faltantes e assine a AUTORIZAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO DA ATIVIDADE em anexo;
2. Lembramos que sem o preenchimento e a assinatura da Autorização de Participação da Atividade, o(a) associado
(a) NÃO poderá participar;
3. Informações sobre a atividade:
Atividade __________________________________________________ Local __________________________________
Data início __________________ Data término ___________________
Data saída __________________ Hora saída: _____________________ Local saída ______________________________
Data chegada _______________ Hora chegada ___________________ Local chegada ___________________________
4. Esta folha deverá permanecer com os pais/responsáveis, sendo que a “Autorização de Participação” deverá ser
entregue a Chefia no dia da atividade.
5. Telefones para contato:
Chefe Seção _______________________________ Telefone ______________________ Celular ____________________
Coordenador _______________________________ Telefone ______________________ Celular ____________________
Atenciosamente
Chefe da Seção ___________________________________________
Seção ___________________________________________________
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
99
SEGURANÇA NAS ATIVIDADES ESCOTEIRAS
A segurança nas atividades escoteiras deve ser
a preocupação primeira de seus dirigentes, sendo a
responsabilidade pela mesma da diretoria do nível a
quem está subordinado o evento.
A segurança nas atividades pressupõe, dentre
outros requisitos, a presença de adultos responsáveis que
cumpram os seguintes pré-requisitos: capacitação nas
habilidades necessárias para sua realização, conhecimento
e uso de equipamento adequado, oferecer preparação
prévia aos participantes e planejamento.
Cabe aos escotistas e dirigentes asseguraremse de que toda e qualquer atividade escoteira seja
adequadamente realizada, dentro das orientações
técnicas, regras da instituição e legislação brasileira.
Existem questões legais que não podem ser ignoradas.
A realização de qualquer atividade escoteira esta
condicionada à existência de planejamento apropriado
contendo todas as informações relativas ao local, meio
de transporte, recursos existentes, eventuais fatores de
risco e as atividades que serão realizadas, que deve ser
aprovado pela diretoria da Unidade Escoteira Local.
A participação de membros juvenis em atividades
escoteiras fora da sede esta condicionada à existência de
expressa autorização de participação firmada por seus
pais ou responsáveis para a respectiva atividade. Os pais
ou responsáveis devem estar cientes de que a vida ao ar
livre é essencial para a prática do Escotismo.
No caso de atividades fora da sede realizadas pelo
Ramo Pioneiro, para maiores de 18 anos, não é necessária a
autorização dos pais ou responsáveis, mas é indispensável
a autorização da diretoria da Unidade Escoteira Local.
Para qualquer atividade fora da sede, o Chefe
da Seção deve obter com os pais ou responsáveis,
informações sobre as condições de saúde do jovem e a
sua eventual necessidade de usar medicação ou realizar
dieta especial. Nas atividades do Ramo Pioneiro, essas
informações devem ser prestadas, por escrito, pelo
próprio jovem.
Todos os participantes de atividades escoteiras fora
da sede devem estar previamente inteirados e capacitados
para as regras de segurança estabelecidas e necessárias
para a atividade a ser desenvolvida, cumprindo-as e as
fazendo cumprir.
Conforme avaliação do Chefe da Seção, pode
ser autorizada a realização de atividades ao ar livre de
patrulhas/equipes de interesse, sendo tais atividades
ESCOTEIROS DO BRASIL
de sua inteira responsabilidade. Para a realização dessas
atividades, o Chefe da Seção deve, como nos demais
casos, obter autorização por escrito da diretoria da
Unidade Escoteira Local e dos pais ou responsáveis,
onde deverá constar que não há a presença de escotistas
acompanhando os jovens (no caso de atividades ao ar livre
realizadas pelas equipes de interesse do Ramo Pioneiro,
não é necessária autorização dos pais ou responsáveis,
mas é indispensável a autorização da diretoria da Unidade
Escoteira Local).
Os encarregados de um acampamento devem ter
conhecimento preciso do livro Padrões de Atividades
Escoteiras e seguir as suas recomendações. Deve-se ter
especial cuidado na escolha dos locais de acampamentos,
tendo em vista as condições climáticas, a possível
ocorrência de eventos naturais adversos, a salubridade do
terreno e a água a ser usada para beber, cozinhar e para
higiene. Além disso, deve-se sempre estar preparado para
eventual necessidade de socorro médico.
Não são permitidos, sob quaisquer pretextos,
os trotes, os castigos físicos, os ataques a
acampamentos, os jogos violentos e as cerimônias
de mau gosto, que humilhem ou que possam pôr
em risco a integridade física, psíquica ou moral do
jovem. Também não é permitido aos jovens o uso
de pólvora, morteiros, fogos de artifício e materiais
semelhantes em qualquer tipo de atividade
escoteira.
Os responsáveis pela organização de uma atividade
escoteira ao ar livre devem revesti-la de todas as
iniciativas e providências necessárias para garantir o
mínimo impacto ambiental e a maior segurança possível,
observando, cumprindo e fazendo com que todos os
envolvidos preservem o meio ambiente e cumpram as
regras de segurança, atentando sempre, e inclusive, para
as peculiaridades do local e do tipo de atividade.
Leitura recomendada:
Padrões de Atividades Escoteiras.
CURSO PRELIMINAR
101
ANOTAÇÕES
102
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
ESPIRITUALIDADE
Duração
30 minutos
Objetivos Gerais
Compreender como a UEB aplica o conceito de Orientação Espiritual entre os seus
associados.
Objetivos Específicos
Reconhecer a importância da espiritualidade no Movimento Escoteiro;
Identificar os pontos do projeto educativo que tratam da espiritualidade;
Conteúdo
A visão de Baden Powell sobre religião no Escotismo
Desenvolvimento espiritual como propósito do Movimento Escoteiro – Projeto
Educativo.
Material
4 a 5 exemplares de Projeto Educativo do Movimento Escoteiro;
4 a 5 exemplares de POR - Princípios, Organização & Regras;
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
10
Visão de Baden-Powell sobre religião
PL
15
Espiritualidade no Programa Educativo
TG
5
Apresentação das reflexões
EG
PL = Palestra
TG = Trabalho em Grupo
EG = Exposição por Grupo
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA I
Visão de Baden-Powell sobre religião no Movimento Escoteiro
A base da visão de B-P sobre a religião no Movimento Escoteiro encontra-se no “Guia do Chefe Escoteiro”, assim,
partindo desta visão expor as orientações por ele fornecidas fazendo um paralelo com o que é definido no POR
para a espiritualidade; apresentar também as formas de auxilio que o Movimento Escoteiro pode oferecer ao
desenvolvimento da espiritualidade.
O que diz o POR
Todos os membros do Grupo devem ser estimulados a ter uma religião e seguir fielmente seus preceitos;
Quando o Grupo for composto, obrigatoriamente, por jovens de uma única religião, seus adultos deverão pertencer
a essa mesma religião e terão, como obrigação indeclinável, que zelar pelas práticas religiosas de seus integrantes e
pela orientação religiosa do Grupo;
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
103
Quando o Grupo for composto por jovens pertencentes a diversas religiões, seus adultos devem respeitá-las,
verificando que cada um observe seus deveres religiosos;
Os jovens devem ser estimulados a assistir às cerimônias religiosas do seu próprio culto e tem o direito, quando em
acampamentos, de isolar-se para orações individuais ou coletivas e para o estudo de sua religião;
É vedado aos adultos tornar obrigatório o comparecimento dos jovens às cerimônias religiosas.
Os Grupos Escoteiros devem contar com orientação espiritual adequada às diferentes religiões dos seus membros
juvenis, ministrada por pessoas de sua religião.
O Escotismo é um movimento voluntário. Ninguém é obrigado a participar dele, mas quem deseja fazer parte, deve
seguir seus preceitos, como atender a Lei e a Promessa. E prometemos, quando desejamos ser Escoteiros, cumprir
nossos deveres para com Deus.
O Escotismo faz das suas atividades, principalmente as ligadas à natureza, momentos de aproximação do homem a
Deus.
O que disse e escreveu Baden-Powell
Reverência a Deus, respeito ao próximo e a si próprio, como servo de Deus é a base de toda e qualquer religião.
Estou completamente convencido que há muitas maneiras de estimular respeito religioso, e não somente uma.
Religião somente pode ser inspirada, jamais incuntida.
Maneiras do escotismo ajudar:
1. Exemplo pessoal dos adultos;
2. Estudo da natureza;
3. Boas ações;
4. Retenção dos jovens mais velhos.
Espiritualidade no Programa Educativo e POR
Divide-se os participantes em 4 a 5 grupos.
Reflexão em Grupo sobre o que consta sobre Espiritualidade no Projeto Educativo do Movimento Escoteiro.
Apresentação dos principais pontos de reflexão a partir da leitura dos textos do Projeto Educativo e do capítulo do
POR correspondente a Espiritualidade.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
P.O.R. Princípios Organização e Regras
Projeto Educativo do Movimento Escoteiro
Guia do Chefe Escoteiro - Baden Powell
Escotismo para Rapazes - Baden Powell
Última atualização: 22/06/2010
104
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
ESPIRITUALIDADE
A Promessa e a Lei resumem, em termos simples,
os valores sobre os quais Baden-Powell considerava que
deveria estar baseada uma sociedade saudável. Estes
valores constituem o marco de referência ético essencial
no qual opera o Movimento Escoteiro e sem o qual o
Movimento deixaria de ser escoteiro.
Para os jovens, os valores do Escotismo se
expressam na Promessa e na Lei, que são um componente
fundamental do Método Escoteiro. Para o Movimento
como um todo, os valores se expressam nos princípios do
Escotismo.
Os princípios do Movimento e os valores que ele
sustenta se resumem habitualmente em três categorias,
espirituais, sociais e pessoais.
Deveres para com Deus: a relação de uma
pessoa com os valores espirituais da vida,
crença fundamental em uma forma superior à
humanidade.
Deveres para com os demais: a relação de
responsabilidade de uma pessoa para com a
sociedade em seu sentido mais amplo: sua família,
sua comunidade local, seu país e o mundo,
incluindo o respeito pelos demais e pela natureza.
Deveres para consigo mesmo: a responsabilidade
de uma pessoa por desenvolver seu próprio
potencial, até o máximo que lhe permitam suas
potencialidades.
Convidamos os jovens a ir além do mundo material,
a orientar suas vidas por princípios espirituais e a seguir
caminhando em busca de Deus, presente na experiência
de todos os dias, na criação, no próximo, na história.
Convidamos os jovens a assumir a mensagem de
sua fé, buscá-la e vivê-la na comunidade de sua confissão
religiosa, compartilhando da fraternidade dos que se
unem em torno de uma mesma religião e sendo fiéis a
suas convicções, seus símbolos e suas celebrações.
Destacamos diante dos jovens a importância de
integrar a fé à vida e à conduta, dela prestando testemunho
em todos os seus atos. Além disso, nós os convidamos a
viver sua fé com alegria, sem nenhuma hostilidade para
com aqueles que buscam, encontram ou vivem respostas
ESCOTEIROS DO BRASIL
diferentes diante de Deus, abrindo-se ao interesse, à
compreensão e ao diálogo com todas as opções religiosas.
Uma pessoa guiada por estes princípios reconhece,
vive e compartilha o sentido transcendente de sua vida,
sem posicionamentos sectários e sem fanatismo.
No documento POR, pode ser conferido o capítulo
específico que trata sobre a orientação espiritual no
Escotismo brasileiro.
REGRA 021
ORIENTAÇÃO GERAL
Podem participar dos Escoteiros do Brasil pessoas de
todos os credos, sem qualquer distinção. Todos são
estimulados a cumprir os preceitos de sua religião ou
a buscar um sentido espiritual para sua vida.
Assim, realizam-se atividades de caráter geral que
contribuam para o desenvolvimento espiritual,
atividades religiosas de diálogo interreligioso
ou ecumênico e atividades religiosas específicas
conforme o credo dos participantes. A prática do
Escotismo inclui o cumprimento dos deveres para
com Deus e cada participante o faz de acordo com os
ditames de sua fé.
Estimula-se também a prática religiosa de seus
membros, promovendo-se atividades religiosas
específicas, coordenadas por escotistas/dirigentes
das respectivas religiões.
REGRA 022
ORIENTAÇÃO PARA AS UNIDADES ESCOTEIRAS LOCAIS
Todos os participantes devem seguir os preceitos de
sua fé ou buscar um sentido espiritual para sua vida;
Quando a Unidade Escoteira Local for composta
por jovens pertencentes a religiões diferentes, seus
escotistas e dirigentes deverão respeitá-las e cuidar
para que cada um observe seus deveres religiosos.
Nas atividades, todas as preces deverão ser de caráter
geral, simples e de assistência voluntária;
CURSO PRELIMINAR
105
Quando a Unidade Escoteira Local for composta,
obrigatoriamente, por jovens de uma única religião,
seus escotistas deverão pertencer a essa mesma
religião e terão, como obrigação indeclinável, que
zelar pelas práticas religiosas de seus integrantes
e pela orientação religiosa da Unidade Escoteira
Local, de acordo com a entidade religiosa; essas
Unidades Escoteiras Locais serão designadas como
de denominação religiosa;
Todos devem ser estimulados a assistir às cerimônias
de sua própria religião e têm o direito de se isolar,
quando em acampamento ou atividade semelhante,
para orações individuais ou coletivas, bem como para
o estudo de sua religião;
É vedado tornar obrigatório o comparecimento
dos jovens às cerimônias religiosas de outro credo.
O comparecimento a cerimônias e/ou locais de
culto de outras religiões somente poderá ocorrer
se autorizado pela família, se não houver ofensa a
preceitos do credo do jovem e deverá ser como mera
assistência e com alto grau de respeito.
REGRA 023
DA ASSISTÊNCIA RELIGIOSA
A UEB, em todos os níveis, poderá ter, em relação
a cada religião de seus participantes, religiosos
ou leigos designados para atuar como assistentes
religiosos em favor de seus adeptos.
Cabe aos assistentes religiosos o acompanhamento
das atividades de desenvolvimento espiritual
específicas da religião correspondente. Tal assistência
deverá ser exercida num ambiente de absoluto
respeito pelas crenças alheias, de modo a que cada
um possa cumprir seus deveres religiosos, conforme
os ditames de sua fé e os imperativos de sua
consciência.
A assistência religiosa poderá ser objeto de convênio
a ser realizado com a instituição religiosa interessada.
ANOTAÇÕES
106
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
UNIDADE DIDÁTICA | CURSO PRELIMINAR
PAIS NO MOVIMENTO ESCOTEIRO
Duração
30 minutos
Objetivos Gerais
Reconhecer a importância dos pais no desenvolvimento da Seção e como apoio
indispensável ao Grupo Escoteiro.
Objetivos Específicos
Conhecer os direitos dos pais;
Conhecer os deveres dos pais;
Conhecer a importância da participação dos pais no Movimento Escoteiro.
Conteúdo
- Pais no Movimento Escoteiro;
- Direitos dos pais no Movimento Escoteiro;
- Deveres dos pais no Movimento Escoteiro.
PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
Tempo (minutos)
Tema
Metodologia
10
Pais no Movimento Escoteiro
PL
10
Elaborar 3 cartazes: 1 com os Direitos, 1 com os Deveres dos
Pais e 1 como atrair pais para apoiar/atuar no Grupo Escoteiro
TG
10
Apresentação dos cartazes e fechamento da unidade
TG
PL = Palestra
TG = Trabalho em Grupo
DETALHAMENTO DA METODOLOGIA I
Por meio da palestra deverá ser apresentado os direitos e deveres dos pais dentro da Seção e do Grupo Escoteiro e a
importância da participação dos pais no Movimento Escoteiro.
Jogo de fixação
Cada equipe deve escolher um representante, que se colocarão em linha. O formador fará afirmação para cada um
que deverá dizer se é verdadeiro ou falso. Caso acerte dá um passo à frente e caso erre permanece no lugar. Quem
chegar na linha demarcada vence o jogo.
Última atualização: 23/08/2010
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
107
PAIS NO MOVIMENTO ESCOTEIRO
No cenário atual do Escotismo brasileiro, acima de
20% dos associados dos Escoteiros do Brasil são adultos
voluntários. Destes adultos, a maioria são pais de crianças
e jovens que integram o Movimento Escoteiro ou foi
membro juvenil.
As atividades previstas no Programa Educativo são
possíveis de se realizar pela participação voluntária dos
adultos.
É importante que os pais das crianças e jovens
tenham clareza dos direitos e deveres que eles possuem
como pais e responsáveis dentro do Movimento Escoteiro.
A participação dos pais na vida escoteira de seus filhos
é fundamental para o alcance da proposta educativa.
Quanto mais presente e atuante a família no grupo, mais
fortalecido a relação criança/jovem com a sua família.
DIREITOS DOS PAIS E RESPONSÁVEIS
• Ter seu filho/filha participando Movimento Escoteiro;
DEVERES DOS PAIS E RESPONSÁVEIS
• Participar ativamente das reuniões da assembleia de
grupo;
• Comparecer às reuniões de pais na seção de seu filho/
filha;
• Colaborar, dentro de suas possibilidades, das atividades
desenvolvidas pelo Grupo Escoteiro (promoção de festas,
excursões, acampamento, entre outros);
• Estimular seu filho/filha no desenvolvimento da
capacitação escoteira e na regular frequência às atividades;
• Contribuir para que seu filho/filha mantenha em dia as
mensalidades do Grupo Escoteiro;
• Apoiar as experiências de desenvolvimento da vida do
seu filho/filha.
• Direito a voz e voto nas assembleias de grupo;
• Dar sugestões e se envolver nos projetos do Grupo
Escoteiro;
• Participar das reuniões de pais na seção de seu filho/filha;
• Participar das reuniões do Conselho de Pais. Essas
reuniões são para maior cooperação entre escotistas e
pais ou responsáveis pelos membros juvenis da Seção,
estimulando os participantes pelo interesse das atividades
escoteiras de seus filhos/filhas.
• Receber informações sobre as atividades da seção de seu
filho/filha;
• Envolver-se na educação de seu filho/filha;
• Dialogar com os dirigentes do seu Grupo Escoteiro;
• Ter o Chefe Escoteiro como parceiro na educação do seu
filho/filha;
• Participar dos acampamentos, incorporando-se às
equipes de apoio;
• Exercer a função de formador, dirigente institucional,
escotistas, etc.
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
109
ANOTAÇÕES
110
CURSO PRELIMINAR
ESCOTEIROS DO BRASIL
CANCIONEIRO
HINO ALERTA
O ESPÍRITO DE B-P.
(Benvenuto Cellini)
De B-P. trago o espírito
Sempre na mente, sempre na mente, sempre na mente
De B-P. trago o espírito
Sempre na mente, sempre na mente estará.
Rataplan do arrebol, escoteiros vede a luz
Rataplan, olhai o sol, do Brasil que nos conduz
Alerta, ó Escoteiros do Brasil, alerta!
Erguei para o ideal, os corações em flor
A mocidade, ao sol / da Pátria, já desperta
À Pátria consagrai o vosso eterno amor
Por entre densos bosques e vergéis floridos
Ecoem nossas vozes de alegria intensa
E pelos campos fora, em cânticos sentidos
Ressoe um hino avante, à nossa Pátria imensa
Alerta, alerta, Sempre alerta!
Um-dois-um-dois-um!
Rataplan do arrebol, escoteiros vede a luz
Rataplan, olhai o sol, do Brasil que nos conduz
Unindo o passo firme à trilha do dever
Tendo um Brasil feliz por nosso escopo e norte
Façamos o futuro em flores antever
A nova geração jovial, confiante e forte
E se algum dia acaso, a Pátria estremecida
De súbito bradar: Alerta, ó Escoteiros!
Alerta respondendo à Pátria, nossas vidas
E as almas entregar iremos prazenteiros
Alerta, alerta, Sempre alerta!
Um-dois-um-dois-um!
De B-P. trago o espírito
No coração, no coração, no coração
De B-P. trago o espírito
No coração, no coração estará.
De B-P. trago o espírito
Junto de mim, junto de mim, junto de mim
De B-P. trago o espírito
Junto de mim, junto de mim estará.
De B-P. trago o espírito
Sempre na mente, no coração, junto de mim
De B-P. trago o espírito
Sempre na mente, no coração estará.
CANÇÃO DA PROMESSA
Prometo neste dia cumprir a Lei
Sou teu escoteiro, Senhor e Rei
Eu te amarei pra sempre, cada vez mais
Senhor, minha Promessa, protegerás
PARA SER LOBINHO
Da fé eu sinto orgulho, quero viver
Tal como ensinastes até morrer
Eu te amarei pra sempre, cada vez mais
Senhor, minha Promessa, protegerás
Para ser Lobinho é preciso ter
Muita alegria e disposição
É brincar e aprender tendo por ideal
Praticar a Boa Ação
Com a alma apaixonada, Servi-lo-ei
À minha Pátria amada fiel serei.
Eu te amarei pra sempre, cada vez mais
Senhor, minha Promessa, protegerás
Há um mundo bem melhor
Para você descobrir
É um mundo fascinante
Feito por B.P.
A promessa que um dia fiz junto a Ti
Para toda a vida eu a prometi
Eu te amarei pra sempre, cada vez mais
Senhor, minha Promessa, protegerás
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
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CANÇÃO DA DESPEDIDA
BRAVO / GRATO
Por que perder a esperança
De nos tornar a ver
Por que perder a esperança
Se há tanto querer
Bravo, bravo, bravo, bravíssimo
Bravo, bravo, bravíssimo
Bravo, bravíssimo
Bravo, bravíssimo
Bravo, bravo, bravíssimo
Não é mais que um até logo
Não é mais que um breve adeus
Bem cedo junto ao fogo
Tornaremos a nos ver
Com as nossas mãos entrelaçadas
Ao redor do calor
Formemos nesta noite
Um círculo de amor
Não é mais...
Pois o Senhor que nos protege
E nos vai abençoar
Um dia, certamente,
Vai de novo nos juntar
Grato, grato, grato, gratíssimo
Grato, grato, gratíssimo
Grato, gratíssimo
Grato, gratíssimo
Grato, grato, gratíssimo
GUIN GAN GULI
Chali guli, chali guli, chali guli, Chali guli
umpa umpa umpa
Guim gam guli guli guli uatcha,
guim gam gu, guim gam gu
Guim gam guli guli guli uatcha,
guim gam gu, guim gam gu
Não é mais...
FLOR DE LIS
Como é feliz o acampamento na floresta
Junto de nós passa um regato a murmurar
Cantam as aves, pelos ninhos sempre em festa
E o vento sopra nas ramagens, a dançar
É sobre o coração, porque sou tão feliz
Que eu levo com amor a minha flor de lis
Junto de mim eu tenho muitos companheiros
E a cada um deles eu estimo como irmão
Pois a amizade que reúne os escoteiros
Faz com que todos tenham um só coração
É sobre o coração, porque sou tão feliz
Que eu levo com amor a minha flor de lis
112
CURSO PRELIMINAR
Eila, eila cheila, eila cheila eila ôôô
Eila, eila cheila, eila cheila eila ô
Chali guli, chali guli, chali guli, Chali guli
umpa umpa umpa
Guim gam guli...
HUM
Hum hum, quero ficar aqui
Hum hum, mais um pouquinho só
Hum hum, mais um pouquinho com você
(Hum hum)
Hum hum, a noite vem eu sei
Hum hum, não quero crer que vou
Hum hum, para bem longe de você
(Hum hum)
Hum hum.por isso eu canto assim
Hum hum, para alegrar o adeus
Hum hum, e esta amizade não ter fim
(Hum hum)
Hum hum, uma grande amizade
Hum hum, conosco se formou
Hum hum, e para sempre há de ficar
Hum hum.
ESCOTEIROS DO BRASIL
HINO DA MODALIDADE DO MAR – “O RA-TA-PLAN DO MAR”
HINO DA MODALIDADE DO AR
(Benvenuto Cellini)
(Jayme Janeiro Rodrigues)
Do infinito mar, na vasta imensidade,
E sob a infinidade do esplendente azul,
Queremos educar a nossa mocidade,
Fugindo à vida inerte, infenso, atroz paul!
E quando vemos, longe, o torvelinho humano,
O próximo perigo, as almas nos desperta,
E ao nosso brado Alerta! Alerta! Sempre Alerta!
Respondem-nos - Alerta! - as vozes do oceano!
Rataplan - plan - plan
Vamos cantar!
Estamos Sempre Alerta,
Ó, Escoteiros do Ar!
Contatos ligados,
Motores roncando,
Escoteiros do Ar, cantando!
Escoteiros reunidos
Com suas patrulhas
Aeromodelos voando!
Escoteiros do Norte,
Escoteiros do Sul,
Do Leste, do Oeste,
No seu afã!
Somos Escoteiros do Ar
E vamos cantar
O nosso Rataplan - plan - plan!
Rataplan - plan - plan
Vamos cantar
Estamos Sempre Alerta
Ó, Escoteiros do Ar! (bis)
Em cadência firme e sã, nossos peitos faz vibrar.
O ra-ta-plan, ra-ta-plan, ra-ta-plan dos Escoteiros do Mar!
(bis)
Na progressiva paz, nos dias de perigo,
Nas horas de alegria, ou quando reina a dor,
É sempre o mesmo mar, o nosso grande amigo,
É sempre a mesma Pátria, o nosso imenso amor!
Se acaso ferve, um dia, o turbilhão insano,
Das cúpidas paixões de alguma hora incerta,
Ao nosso brado Alerta! Alerta! Sempre Alerta!
Respondem-nos - Alerta! - as vozes do oceano!
Em cadência firme e sã, nossos peitos faz vibrar,
O ra-ta-plan, ra-ta-plan, ra-ta-plan dos Escoteiros do Mar!
(bis)
Da Pátria todo amor, constantes pioneiros,
Por sobre o mar ou terra, e sob um céu de anil,
Ardentes, juvenis, do mar os Escoteiros
Tem só por lema audaz: tudo pelo Brasil!
E assim sempre evitando, da tibieza o engano,
Do amor da Pátria e honra, da fé sob a coberta,
E ao nosso brado Alerta! Alerta! Sempre Alerta!
Respondem-nos - Alerta! - as vozes do oceano!
Em cadência firme e sã, nossos peitos faz vibrar,
O ra-ta-plan, ra-ta-plan, ra-ta-plan dos Escoteiros do Mar!
(bis)
ESCOTEIROS DO BRASIL
CURSO PRELIMINAR
113
CONTRIBUÍRAM NA ELABORAÇÃO DESTE MATERIAL
Alessandro Garcia Vieira
André Luiz Corrêa Gomes
Antônio César Oliveira
Carmen V. C. Barreira
Fábio Conde
Ilka Denise Gallego
Líria Romero Dutra
Luiz César de Simas Horn
Marcos Carvalho
Maria Soares
Megumi Tokudome
Paulo Cabello
Renato Eugênio
Ricardo Kontz
Rogério Assunção
Rubem Suffert
Sônia Jorge
Theodomiro Rodrigues
Vitor Augusto Gay
2014
União dos Escoteiros do Brasil - Escritório Nacional
Rua Coronel Dulcídio, 2107 - Água Verde
CEP 80250-100 | Curitiba | Paraná
Tel.: 41. 3253 4732 | Fax: 41. 3353-4733
www.escoteiros.org.br
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