1
Centro de Ensino Superior do Amapá – CEAP
Curso de Arquitetura e Urbanismo
Disciplina: Estudos Ambientais – Prof. Msc. João Paulo Nardin Tavares
Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 - As fortes
chuvas da madrugada de ontem causaram grandes
estragos, principalmente em áreas próximas de
invasões. Foram mais de dez horas de chuvas sem
intervalos. A água começou a cair na noite da última
quarta-feira por volta das 21hs e foi parar na manhã de
ontem. O trânsito em certos pontos ficou
congestionado, policiais militares tiveram trabalho em
organizar o grande fluxo de veículos. Para quem
acordou cedo para trabalhar, se surpreenderam com as
cenas da manhã. Ruas e avenidas alagadas, trânsito
lento, lama e muitos transtornos. No bairro Jesus de
Nazaré, os problemas se repetem a cada inverno. As
vias ficam tomadas de água, acabam invadindo
residências e destruindo vários pertences. Na Rua
Odilardo Silva entre as avenidas General Osório e Mãe
Luzia, a maioria das casas estavam inundadas. Alguns
proprietários estavam ainda com seus pertences no
pátio das residências, na tentativa de salvar de prejuízos
maiores. "Todos os anos acontece à mesma coisa. Isso
nos incomoda muito, é uma situação horrível e para
piorar, ninguém vem aqui ver a situação das ruas, só
realizam obras em época de campanha", esbravejou a
moradora Ana Claúdia.
Enchente: mais de duzentas pessoas estão desabrigadas em Macapá/AP (09/02/10)
Com a alteração da maré do rio Amazonas e a consequente elevação de seu nível nos últimos dias,
houve inundação no bairro de Aturiá, em Macapá (AP). O incidente destruiu casas e desalojou mais
de duzentas pessoas, que atualmente estão abrigadas em escolas da região.
As informações são do jornal Folha de Boa Vista. De acordo com o jornal, a Defesa Civil e o Poder
Público têm oferecido alimentação e kits, que incluem colchões, lençóis e material de higiene, para
os desabrigados. A iniciativa, no entanto, parece pouca diante do aumento constante de vítimas da
2
destruição na orla, que apresenta risco às famílias que ainda teimam em permanecer em locais
considerados de alto risco.
Com o início do ano letivo, as famílias que estão sendo abrigadas em escolas terão que ser
realocadas. Estão sendo feitas solicitações às entidades assistenciais para que ajudem na arrecadação
de donativos às famílias que não poderão retornar mais para as áreas atingidas.
A Lua e o ciclo das marés
A Lua, o único satélite natural da Terra, possui grande influência sobre as marés, além de ciclos
biológicos de várias espécies e na iluminação noturna. Portanto, vamos conhecer um pouco mais
sobre esse astro.
1. Os movimentos da Lua
A Lua possui muitos movimentos, mas os principais são a rotação, a revolução e a translação. O
Movimento de Translação da Lua é o que faz em torno do Sol acompanhando a Terra, sua duração é
o de um ano, portanto 365 dias. Tal movimento é também denominado de "Revolução Lunar", os
dois pontos máximos de aproximação e afastamento entre a Terra e a Lua recebem, respectivamente,
os nomes de perigeu e apogeu.
A Rotação da Lua é o movimento que ela faz em torno de seu próprio eixo, é realizado em igual
intervalo de tempo, e por essa coincidência, a Lua tem sempre a mesma face voltada para a Terra. A
Revolução é o movimento elíptico que a Lua executa ao redor da Terra.
Esses dois últimos movimentos tem a mesma duração, pois são realizados, em tempos iguais, num
período aproximado de 27 dias e 8 horas. Devido à igualdade nas durações desses dois movimentos é
que a lua nos mostra sempre a mesma face. Como a órbita da Lua também é eliptica, a distância LuaTerra varia ao longo do período da revolução. A distância média da Lua à Terra é de
aproximadamente 384000 quilômetros.
A figura 1 apresenta os movimentos da Lua.
Figura 1 – Movimentos da Lua.
2.
As fases lunares
O aspecto da Lua se modifica diariamente. Mas isso se deve tão somente a posição relativa da
Lua,Terra e Sol. A cada dia o Sol ilumina sob um ângulo diferente, à medida que ela se desloca em
torno da Terra. Um ciclo completo leva 29 dias e meio e se chama mês lunar, lunação, revolução
sinódica ou ainda período sinódico da Lua.
Em casa dia da lunação, enxergamos a Lua um pouco diferente e assim podemos imaginar cerca de
30 diferentes fases da Lua - mas isso ainda não é o bastante.
3
Porém, na prática, geralmente apenas quatro fases lunares recebem denominações especiais: são as
luas crescente, cheia, minguante e nova (Figura 2).
Figura 2 – Fases da Lua
As fases Crescente, Cheia, Minguante e Nova não duram uma semana, como sugerem alguns
calendários. Na verdade elas acontecem apenas num dia do mês e em instantes criticos que
correspondem a situações geométricas muito bem definidas na posição relativa entre Sol, Terra e
Lua.
No caso dos ''quartos'' (crescente e minguante), um observador vê a metade do disco lunar iluminado.
Ou, em outras palavras, a metade do hemisfério lunar voltado para a Terra - o que por sua vez
corresponde a 1/4 da superfície lunar iluminada, daí o termo.
Quando é Lua Cheia vemos o disco lunar 100% iluminado. Quando é Lua Nova não a vemos, pois
não há luz solar refletida (0% de iluminação). Nos demais dias do mês a Lua não é cheia e nem nova.
Ela pode estar crescendo ou minguando, mas enquanto não chegar o momento, ainda não será
quarto-crescente nem quarto-minguante.
Uma mesma fase lunar ocorre para o mundo todo, não importa a localização do observador. Porém,
elas não são vistas da mesma forma. No hemisfério Norte o aspecto da Lua é invertido em relação ao
visto por um observador no hemisfério Sul.
Figura 3 – Fases da Lua, de um mesmo ponto na Terra.
4
3. A Lua e as marés
Os movimentos periódicos de elevação e abaixamento da superfície dos oceanos, mares e lagos são
provocados pela força gravitacional da Lua e do Sol sobre a Terra.
As marés ocorrem a intervalos regulares de 12 horas e 12 minutos - a cada 24 horas e 50 minutos, o
mar sobe e desce duas vezes constituindo o fluxo e refluxo das águas.
À medida que terra gira, outras regiões passam a sofrer elevações, como se o nível da água se
deslocasse seguindo a Lua.
Durante a conjunção e a oposição da Lua, nas fases de Lua Nova e de, Lua Cheia a maré alta é muito
alta e a maré baixa é muito baixa. As marés de Lua Nova, e de Lua Cheia são mais violentas e por
essa razão são chamadas de marés de sizígia ou de águas-vivas; são as grandes marés.
Durante as quadraturas da Lua, nas fases da Lua Crescente e de Lua Minguante, não ocorrem
eclipses, a maré alta não é tão alta e a maré baixa também não é tão baixa.
As marés de quadratura são bem moderadas e por essa razão são chamadas de marés de águas
mortas ou pequenas marés.
Figura 4 – Movimentos da Lua e as marés
Tábua de marés:
https://www.mar.mil.br/dhn/chm/tabuas/index.htm
4.
Eclipse lunar
Um eclipse Lunar ocorre quando a Lua entra na sombra da Terra (Figura 4). Á distancia da Lua, 384
mil km, a sombra da terra, que se estende por 1,4 milhões de km, cobre aproximadamente 3 luas
cheias. Em contraste com um eclipse do sol, que só é visivel em uma pequena região da Terra, um
eclipse da Lua é visivel por todos que possam ver a Lua. Como um eclipse da Lua pode ser visto, se
5
o clima permitir, de toda parte noturna da terra, eclipses da lua são muito mais frequentes que
eclipses do sol, de um dado local na Terra. A duração máxima de um eclipse lunar é 3,8 hs, e a
duração da fase total é sempre menor que 1,7 hs.
Figura 4 – O eclipse da Lua acontece quando ela fica na área de sombra da Terra, chamada de
Umbra.
Um Eclipse total da lua acontece quando a lua fica inteiramente imersa na umbra da Terra, se
somente parte dela passa pela Lumbra. Se a Lua passa somente na penumbra, o eclipse é penumbral.
Um Eclipse Total é sempre acompanhado das fases penumbral e parcial. Um eclipse penumbral é
difícil de ver diretamente com o olho, pois o brilho da Lua permanece quase o mesmo.
Durante a fase total, a lua aparece com uma luminosidade tênue e avermelhada. Isso acontece porque
parte da luz solar é refractada na atmosfera da Terra e atinge a Lua. Porém essa luz está quase
totalmente desprovida dos raios azuis, que sofreram forte espalhamento e absorção na espessa
camada atmosférica atravessada.
Se somente parte da Lua passa pela umbra, e o resto dela pela penumbra, o eclipse é Parcial.
Para saber mais
http://astro.if.ufrgs.br/index.htm
http://efisica.if.usp.br/
https://www.mar.mil.br/dhn/chm/tabuas/ind
ex.htm
www.ronaldomourao.com/
Figura 5 – Diferentes tipos de eclipse da Lua.
Artigo: Dinâmica das marés na Orla
Estuarina de Macapá e percepções sobre
aspectos de saneamento: do Jandiá ao
Araxá – Macapá-AP, de Alan Cavalcanti
da Cunha e Jacqueline Cristine da Silva
Ramos.
Download

Estudos Ambientais – Prof. Msc. Joã