ALESSANDRO DE ORLANDO MAIA PINHEIRO TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC), INOVAÇÃO E SERVIÇOS INTENSIVOS EM CONHECIMENTO: o que os indicadores retratam e o que poderiam revelar Tese apresentada ao corpo docente do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Doutor em Ciências Econômicas. Orientador: Prof. Dr. Paulo Bastos Tigre. Co-orientador externo: Prof. Dr. Ian Miles (University of Manchester). Rio de Janeiro 2011 ALESSANDRO DE ORLANDO MAIA PINHEIRO TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC), INOVAÇÃO E SERVIÇOS INTESIVOS EM CONHECIMENTO: o que os indicadores retratam e o que poderiam revelar Tese apresentada ao corpo docente do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Doutor em Ciências Econômicas. Orientador: Prof. Dr. Paulo Bastos Tigre (UFRJ) Co-orientador externo: Ian Miles (University of Manchester) Rio de Janeiro, 18 de março de 2011. ________________________________________ Orientador: Professor Dr. Paulo Bastos Tigre Universidade Federal do Rio de Janeiro ________________________________________ Professor Dr. José Eduardo Cassiolato Universidade Federal do Rio de Janeiro _________________________________________ Professora Dra. Renata Lèbre La Rovere Universidade Federal do Rio de Janeiro _________________________________________ Professor Dr. Antônio José Junqueira Botelho Pontifica Universidade Católica do Rio de Janeiro _________________________________________ Professora Dra. Liz Rejane Issberner Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia ii Dedico esta conquista a Deus, meus pais, irmãos e minha amada esposa, como forma de gratidão por estarem sempre ao meu lado. iii AGRADECIMENTOS Ao meu orientador, Prof. Paulo Tigre, pelas diversas oportunidades de participação em projetos de pesquisa e pelo grande incentivo. Paulo oferece um bom exemplo de como excelência acadêmica e simplicidade podem caminhar em paralelo. Ao meu co-orientador externo, Prof. Ian Miles, pelas valiosas orientações e especial atenção a mim dispensada. À Profa. Renata La Rovere, pelo interesse em ajudar no aperfeiçoamento da tese e pela entrevista concedida. Ao professores José Eduardo Cassiolato e João Sabóia, pelo estímulo e pelas relevantes considerações quando do processo de qualificação do projeto. Aos professore/pesquisadores Jacob Edler, Marcela Miozzo, Phillip Shapira e Brian Nicholson, da University of Manchester, e Amon Salter, do London Imperial College, pela colaboração na qualidade de entrevistados. Aos gestores das empresas entrevistadas, pela simpatia e disposição com que me receberam. Ao IBGE, pela licença concedida para realizar o doutorado e, em especial, a Antônio Biffi, pelo carinho e incentivo durante esses anos em que sou servidor da instituição. À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pela concessão de bolsa para participar do programa de pesquisador visitante da University of Manhester, na Inglaterra. Aos amigos Valéria Fontelles, Clician Oliveira, Luiz Cláudio Martins e Fernando Gomes, e a todos os colegas do IBGE e do doutorado, pelo grande companheirismo. iv RESUMO Processos de inovação vêm sendo aperfeiçoados em níveis sem precedentes por meio do uso de TIC, na extensão em que estas ferramentas podem auxiliar atividades integradas de gestão, desenvolvimento e implementação da inovação. Não obstante, os indicadores oficiais sobre TIC e inovação pertencem a sistemas estatísticos distintos, cuja construção se fundamenta em diferentes programas de pesquisa. Há uma carência de esforços, nos campos teórico e estatístico, procurando investigar a relação entre estas duas categorias. Por outro lado, serviços intensivos em conhecimento, como os de TI, encontram-se na vanguarda em termos de aplicação de TIC para o provimento de soluções inovadoras. Todavia, a coberta estatística de seus processos inovativos é realizada dentro dos moldes pensados para retratar atividades manufatureiras. Tendo em vista a relevância destes aspectos, nosso trabalho visa propor alternativas para mapear estatisticamente características de uso de TIC como suporte à inovação, ponderando especificidades dos serviços, e, assim, contribuir para o preenchimento de lacunas na produção estatística oficial. Com esta finalidade, foram adotados alguns procedimentos empíricos baseados no método de análise de conteúdo qualitativo com auxílio do software Atlas.ti. Após rever a literatura e apontar lacunas nos sistemas estatísticos, duas fases empíricas são executadas. A primeira consistiu em entrevistas com pesquisadores acadêmicos na Inglaterra e no Brasil, com o propósito de (i) discutir uma lista preliminar de questões sobre nossa temática e (ii) colher orientações sobre alternativas de sua operacionalização em levantamentos estatísticos. A segunda fase envolveu a aplicação de uma relação final de perguntas (inspirada na estrutura analítica proposta e nas sugestões dos experts acadêmicos) em entrevistas semi-estruturadas com empresas da indústria brasileira de software e serviços de TI. As informações sobre estas firmas revelaram sua capacidade para utilizar TIC como uma poderosa ferramenta de mudança, embora com substanciais diferenças nos resultados de acordo com o tamanho, origem do capital e nicho de atuação das organizações. Processos mais robustos envolveram a conjugação de diversas tecnologias, que, por meio da habilitação de vários canais, apoiaram atividades de inovação, mobilizando inovações em termos de conceito, opções tecnológicas, interface com cliente, sistema de distribuição e de natureza organizacional. Esta segunda fase empírica constituiu um passo metodológico fundamental para (i) avaliar a aplicabilidade de nossa estrutura analítica geral, (ii) oferecer uma amostra do tipo de análise que pode ser feita e (iii) subsidiar a confecção de um questionário preliminar para utilização em surveys. Este representa o instrumento estatístico fundamental pelo qual oferecemos nossa contribuição para o preenchimento de lacunas na produção estatística oficial. Palavras-Chave: Indicadores, TIC; Inovação; Serviços Intensivos em Conhecimento; Indústria Brasileira de Software e Serviços de TI; Método de Análise de Conteúdo Qualitativo. v ABSTRACT Innovation processes have been improved at unparalleled levels by the use of ICT, once these tools may support integrated innovation activities of management, development and implementation. Notwithstanding, the official indicators of ICT and innovation belong to distinct statistical systems, since they draw on different research programs. There has been insufficient effort aimed at investigating the relation between ICT and innovation in both the statistical and the theoretical domain. On the other hand, knowledge intensive services (e.g. IT ones) have been leading users of ICT applied to provide innovative solutions. However, its innovative processes have been statistically covered within the framework built to map manufacturing activities. Having the relevance of these aspects in mind, this piece of work aims at proposing alternatives to statistically cover main characteristics of ICT use for innovation (taking into consideration services specificities), and so to contribute for filling blanks concerning the official production of statistics. To that end, some empirical procedures were adopted based on the qualitative content analysis method assisted by the software Atlas.ti. After reviewing literature and identifying blanks concerning statistical systems, two empirical phases were carried out. The first one involved interviews with academic researchers in England and Brazil with the purpose of (i) discussing a preliminary list of questions about our thesis theme, and (ii) collecting suggestions of alternatives for implementation in statistical surveys. The second phase concerned applying a final list of questions (which was inspired in both the analytical framework proposed and the researchers’ contributions) in semi-structured interviews with seven firms of the Brazilian software and IT services industry. The organizations’ information revealed their capacity to use ICT as a powerful tool of change. Yet, results significantly varied according to firms’ size, nationality, and market niche. Considerable developments involved the use of various technologies which, by enabling multiple channels, supported innovation activities, and so mobilized innovations in terms of service concept, technological option, client interface, delivery system, and organizational ones. This second phase represented a fundamental methodological step to (i) evaluate the applicability of our general analytical framework, (ii) provide a sample of analysis that may be undertaken, and (iii) help elaborate our proposal of a survey questionnaire. This is supposed to be the ultimate statistical instrument by which we provide a contribution for filling blanks attached to the official production of statistics. Key-Words: Indicators; ICT; Innovation; Knowledge Intensive Business Services; Brazilian Software and IT Services Industry; Qualitative Content Analysis Method. vi LISTA DE QUADROS Quadros P. Quadro 2.1 – Contrastes entre os Princípios de Inovação Fechada e Aberta na Perspectiva das Organizações ........................................................................................ 15 Quadro 2.2 – Exemplos de Ferramentas Mais Utilizadas por Empresas Canadenses por Tipo de Tecnologia .................................................................................................. 18 Quadro 2.3 – Exemplos de Tecnologias de Automação de Design, Manufatura e Coordenação .................................................................................................................. 38 Quadro 2.4 – Exemplos de Tecnologias para Gerenciamento da Informação ............... 38 Quadro 3.1 Agregado Alternativo do Setor TIC no Brasil ............................................ 63 Quadro 3.2 – Indicadores e Perguntas-Chave sobre o Acesso e Uso de TIC por Parte de Domicílios e Indivíduos ............................................................................................ 65 Quadro 3.3 – Indicadores e Perguntas-Chave sobre Acesso e Uso de TIC por Parte de Empresas ........................................................................................................................ 66 Quadro 5.1 – Atividades Relacionadas à TI na CNAE .................................................. 130 Quadro 6.1 – Relação de Pesquisadores Acadêmicos ................................................... 178 Quadro 6.2 – Lista Original de Áreas Temáticas e Questões Apresentadas aos Pesquisadores ................................................................................................................. 179 Quadro 6.3 – Painel de Empresas Entrevistadas nos Estudos de Caso .......................... 195 Quadro 6.4 – Estrutura Analítica Geral: descrição das categorias-chave ...................... 197 Quadro 6.5 - Lista Final de Áreas Temáticas e Questões Apresentadas a Gestores Privados da IBSS ........................................................................................................... 198 LISTA DE FIGURAS Figuras P. Figura 2.1 - Integração entre Ferramentas Tecnológicas Genéricas .............................. 19 Figura 2.2 – O Modelo GDI_TIC .................................................................................. 24 Figura 2.3 – Experimentação como Ciclo Iterativo ....................................................... 27 Figura 3.1 – Sistematização dos Custos na ECT ........................................................... 71 Figura 3.2 – Interações entre os Níveis Analíticos da NEI ............................................ 74 Figura 3.3 – Dinâmica de Transformação do Conhecimento e Inovação Habilitadas pelas TIC ........................................................................................................................ 83 Figura 3.4 – Indicadores de P&D .................................................................................. 86 Figura 3.5 – Modelo Linear de Inovação ....................................................................... 86 Figura 3.6 – Indicadores de Patentes, Publicações e Balanço de Pagamentos Tecnológico .................................................................................................................... 87 Figura 3.7 – Indicadores de Inovação ............................................................................ 88 vii Figura 3.8 – Modelo de Elos em Cadeia ........................................................................ 89 Figura 3.9 – Estrutura Conceitual da Função de Produção do Conhecimento .............. 103 Figura 4.1 – Conjuntos de Serviços ............................................................................... 111 Figura 4.2 – Interação entre as Faces da Inovação ........................................................ 123 Figura 4.3 – Modelo Dinâmico de Inovação em Serviços de TI (MODIS_TI) ............. 126 Figura 5.1 – Dados sobre Educação, Brasil, América Latina e Grupo dos Sete (G7), 2009 (Dados normalizados, escala 0-10) ....................................................................... 171 Figura 5.2 - Dados sobre Difusão de TIC, Brasil, América Latina e Grupo dos Sete (G7), 2009 (Dados normalizados, escala 0-10) ............................................................. 172 Figura 6.1 – Estrutura Analítica Geral: Visão de Rede (Network View) das Principais Categorias ...................................................................................................................... 196 Figura 6.2 – Visão Rede com as Principais Contribuições dos Pesquisadores Acadêmicos .................................................................................................................... 269 Figura 6.3 – Visão de Rede com os Destaques do Caso K&M ..................................... 270 Figura 6.4 – Visão de Rede com os Destaques do Caso MARLIN ............................... 270 Figura 6.5 – Visão de Rede com os Destaques do Caso FPM ....................................... 271 Figura 6.6 – Visão de Rede com os Destaques do Caso ALPHA .................................. 271 Figura 6.7 – Visão de Rede com os Destaques do Caso WAGE MOBILE ................... 272 Figura 6.8 – Visão de Rede com os Destaques do Caso UNISYS ................................ 272 Figura 6.9 – Visão de Rede com os Destaques do Caso CLAVIS ................................ 273 LISTA DE GRÁFICOS Gráficos P. Gráfico 5.1 - Evolução dos Coeficientes de Penetração das Importações da Indústria de Transformação e Setores Selecionados – Brasil, 1991-2006 ...................................... 138 Gráfico 5.2 – Número de Empresas no Setor de Serviços de TI por Faixas de PO, Brasil, 2005 (%) ............................................................................................................... 145 Gráfico 5.3 – Número de Empresas com Vinte ou Mais Pessoas Ocupadas por Segmento da Indústria Brasileira de Software, Brasil, 2003-2007 .................................. 146 Gráfico 5.4 – Evolução da Receita Operacional Líquida Real de Firmas com Vinte ou Mais Pessoas Ocupadas por Segmento da Indústria Brasileira de Software, Brasil, 2003 – 2007 (Em mil reais) ............................................................................................. 147 Gráfico 5.5 – Firmas Inovadoras por Tipo de Inovação e Segundo Classes da IBSS, Brasil, 2003–2005 (%) ..................................................................................................... 159 Gráfico 5.6 – Dispêndio em Atividades Inovativas da Indústria de Transformação e da IBSS, Segundo o Tipo de Esforço Inovativo, Brasil, 2005 (%) ....................................... 162 viii Gráfico 5.7 – Empresas Inovadoras da Indústria de Transformação e da IBSS que Atribuíram Importância Alta ou Média a Atividades Selecionadas Visando a Inovação, Brasil, 2003-2005 (%) ...................................................................................................... 163 Gráfico 5.8 - Empresas Inovadoras da Indústria de Transformação e da IBSS que Atribuíram Importância Alta ou Média a Fontes Selecionadas de Informação para Inovação, Brasil, 2003-2005 (%) ..................................................................................... 165 Gráfico 5.9 - Empresas Inovadoras da Indústria de Transformação e da IBSS que Atribuíram Importância Alta ou Média a Parceiros Selecionados, nas Relações de Cooperação para Inovação, Brasil, 2003-2005 (%) ......................................................... 166 Gráfico 5.10 - Empresas Inovadoras da Indústria de Transformação e da IBSS que Atribuíram Importância Alta ou Média a Problemas e Obstáculos para Inovar, Brasil, 2003-2005 (%) ................................................................................................................. 167 Gráfico 5.11 - Empresas Inovadoras da Indústria de Transformação e da IBSS que Atribuíram Importância Alta ou Média a Impactos Selecionados das Inovações, Brasil, 2003-2005 (%) ................................................................................................................. 168 LISTA DE TABELAS Tabelas Tabela 5.1 – Rendimento Médio do Trabalho nas Empresas Formais e Outras Organizações por Estratos da CNAE e Segundo Faixas de Pessoal Ocupado, Brasil, 2007 (em salários mínimos) ............................................................................................. Tabela 5.2 – Empresas que Implementaram Mudanças Organizacionais e Estratégicas, por Incidência de Inovação Tecnológica e Setores de Atividade Econômica Selecionados, e Segundo o Tipo de Mudança, Brasil, 2005 (%) ..................................... P. 147 170 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AL – América Latina BI – Business Intelligence (Inteligência de Negócios) BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BPM – Business Process Management (Gestão de Processo de Negócios) CAD – Computer-Aided Design (Design Auxiliado por Computador) CAE – Computer-Aided Engineering (Engenharia Auxiliado por Computador) CAM – Computer-Aided Manufacturing (Manufatura Auxiliada por Computador) CASE – Computer-Aided Software Engineering (Engenharia de Software Auxiliado por Computador) CEA - Conferencia Estadística de las Américas CEF – Caixa Econômica Federal CEPAL - Comissão Econômica para América Latina e Caribe CGE – Comitê Gestor da Internet CIM – Computer Integrated Manufacturing (Manufatura Integrada por Computador) CIP – Control Information Protocol (Protocolo de Controle de Informação) ix CIS – Community Innovation Survey (Levantamento de Inovação da Comunidade Européia CMMI – Capability Maturity Model Integration (Integração do Modelo de Maturidade de Capacidade) CMSI - Cúpula Mundial da Sociedade da Informação CNAE - Classificação Nacional de Atividades Econômicas CNC – Controle Numérico Computadorizado COOPE – Centro de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia CRM - Customer Relations Management (Gestão de Relacionamento com Cliente) DNP – Desenvolvimento de Novos Produtos DPM – Data Protection Manager (Gestor de Proteção de Dados) EBC - Economia Baseada no Conhecimento ECT – Economia dos Custos de Transação EDI – Electronic Data Interchange (Troca Eletrônica de Dados) ERP/SIGE – Enterprise Resources Planning (Planejamento de Recursos Empresariais)/Sistema de Gestão Empresarial ETN – Empresas Transnacionais FMS - Flexible Manufacturing Systems (Sistemas Flexíveis de Manufatura) GDI_TIC – Gestão, Desenvolvimento e Implementação da Inovação Auxiliados por TIC GDSS - Group Decision Support Systems (Sistemas de Suporte à Decisão em Grupo) HTML - HyperText Markup Language (Linguagem de Marcação de Hipertexto) IA – Inteligência Artificial IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBSS – Indústria Brasileira de Software e Serviços de TI JIT – Just in Time Delivery Systems (Sistemas de Distribuição Precisos no Tempo) KIBS – Knowledge Intensive Business Services (Serviços Empresariais Intensivos em Conhecimento) KM – Knowledge Management (Gestão de Conhecimento) KX – Knowledge Exchange (Troca de Conhecimento) LAN – Local Area Network (Rede de Área Local) LSO – Learning Software Organizations (Organizações de Software Baseadas em Aprendizado) MCSD - Microsoft CertifiedTechnology Specialist (Especialista em Tecnologia Certificado pela Microsoft) MCSE - Microsoft Certified Systems Engineer (Engenheiro de Sistemas Certificado pela Microsoft) MIoIR – Manchester Institute of Innovation Research (Instituto de Pesquisa em Inovação da Universidade de Manchester) Modelo 5G – Modelo de Quinta Geração do Processo de Inovação MRP – Manufacturing Resources Planning (Planejamento de Recursos de Produção) ou Material Requirement Planning (Planejamento de Requisição de Material) NEI – Nova Economia Institucional O&M – Organização e Métodos OECD – Organization for Economic Cooperation and Development (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) ONU - Organização das Nações Unidas OSILAC - Observatorio para la Sociedade de la Información en Latinoamérica y el Caribe P&D – Pesquisa e Desenvolvimento PDM – Product Data Management (Gestão de Dados de Produto) PINTEC – Pesquisa de Inovação Tecnológica PMS – Project Management System (Sistema de Gestão de Projeto) x PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios QIP - Quality Improvement Paradigm (Paradigma do Aperfeiçoamento da Qualidade) RBV – Resource-Based View of the Firm (Visão da Firma Baseada em Recursos) SEBRAE – Serviços de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SIN – Systems Integration and Networking (Integração de Sistemas e Redes) SOA – Service-Oriented Architecture (Arquitetura Orientada a Serviços) SPI – Software Process Improvement (Aperfeiçoamento de Processo de Software) SQL - Structured Query Language (Linguagem de Consulta Estruturada) TCP/IP – Transmission Control Protocol (Protocolo de Controle de Transmissão)/Internet Protocol (Protocolo de Intenet) TIC – Tecnologia(s) de Informação e Comunicação TICdi – TIC de suporte ao desenvolvimento de inovações TICgi – TIC de suporte à gestão da inovação TICii – TIC de suporte à implementação de inovações TIV – Tecnologia de Inovação TOM – Tecnologia de Operação e Manufatura TPP innovations – Technological Product and Process Innovations (Inovações Tecnológicas de Produto e Processo). TQM – Total Quality Management (Gestão da Qualidade Total) UML – Unified Modeling Language (Linguagem Unificada de Modelagem) UNCTAD – United Nations Conference on Trade and Development (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) UU – Unisys University (Universidade Unisys) WAN – Wide Area Network (Rede de Área Ampla) xi SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 1.1 Justificativa, Problema e Hipótese ......................................................................... 1.2 Objetivos ................................................................................................................... 1.3 Metodologia .............................................................................................................. 1.4 Organização do Trabalho ........................................................................................ 2. TIC E INOVAÇÃO: explorando uma nova dimensão de análise ......................... 2.1 Características Gerais da Inovação do Século XXI .............................................. 2.2 Ferramentas Digitais de Suporte à Inovação: uma nova tipologia dentro de uma nova abordagem ..................................................................................................... 2.3 Revisitando o esquema Think, Play, Do ................................................................. 2.4 O potencial das TIC como Suporte ao Processo de Inovação .............................. 2.4.1 TICdi - Suporte ao Desenvolvimento Novos Produtos (DNP) (Bens e Serviços) ... 2.4.2 TICii - Suporte à Implementação/Operacionalização de Inovações ...................... 2.4.3 TICgi - Suporte à Gestão da Inovação ................................................................... 2.5 Relações entre Aprendizado e Uso das TIC ........................................................... 2.5.1 Características Gerais do Aprendizado .................................................................. 2.5.2 Algumas Noções Sobre Aprendizado e Uso de TIC no Setor de Software e Serviços ............................................................................................................................ 2.6 Reflexões ................................................................................................................... 3. TIC, INOVAÇÃO EM SERVIÇOS E PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO: avaliando processos de produção e utilização de informação estatística .................. 3.1 Estatísticas e Indicadores da Economia ou Sociedade da Informação ............... 3.1.1 TIC sob a Ótica de um Setor de Atividade Econômica ........................................... 3.1.2 TIC sob a Ótica de Produtos ................................................................................... 3.1.3 O Mundo das Transações e os Indicadores de Difusão de TIC .............................. 3.1.4 Para Além dos Custos de Transação: utilizando uma nova lente .......................... 3.2 Estatísticas e Indicadores de Inovação: lacunas no tratamento da dinâmica de serviços e de países em desenvolvimento ...................................................................... 3.2.1 Processo Evolutivo da Geração de Indicadores de CT&I ...................................... 3.2.2 Os Serviços nos Principais Manuais/Surveys de Inovação .................................... 3.2.3 Manual de Bogotá e Inovação em Países em Desenvolvimento ............................. 3.3 Formas Tradicionais de Utilização de Indicadores de TIC e Inovação: a influência da estrutura input-output e do modelo de função de produção ................ 3.3.1 Primeiro Caso: foco na manufatura ....................................................................... 3.3.2 Segundo Caso: foco nos serviços ............................................................................ 3.4 Reflexões ................................................................................................................... 4. SERVIÇOS DE TI: apresentando uma estrutura analítica não convencional para inovação .................................................................................................................. 4.1 Características dos Serviços .................................................................................... 4.1.1 Características Gerais dos Serviços ....................................................................... 4.1.2 Fatores Diferenciadores dos Serviços .................................................................... 4.2 Padrões de Inovação e os T-KIBS .......................................................................... 4.2.1 Faces da Inovação .................................................................................................. 4.2.2 Interação entre as Faces da Inovação .................................................................... 4.2.3 – Apresentando um Modelo Dinâmico de Inovação em Serviços de TI ................. 4.3 Reflexões ................................................................................................................... 1 3 5 6 7 10 13 17 22 25 26 35 37 47 48 54 57 58 60 62 64 67 78 85 85 91 96 100 102 103 106 108 110 112 114 116 117 123 125 127 xii 5. INDÚSTRIA BRASILEIRA DE SOFTWARE E SERVIÇOS DE TI: identificando características dos serviços e delineando o contexto da inovação ...... 5.1 Características dos Serviços de TI no Brasil ......................................................... 5.2 Antecedentes da Indústria Brasileira de Software e Serviços de TI ................... 5.2.1 Criação da Indústria Nacional de Informática: contexto político favorável ao protecionismo ................................................................................................................... 5.2.2 Fim da Reserva de Mercado e Controvérsias em Torno do Protecionismo ........... 5.3 Suporte Institucional ................................................................................................ 5.4 Panorama Econômico Recente da IBSS ................................................................. 5.4.1 Número, Porte e Distribuição Geográfica .............................................................. 5.4.2 Ocupação e Rendimento do Trabalho .................................................................... 5.4.3 Receita .................................................................................................................... 5.4.4 Perspectivas para Empresas Brasileiras a Partir das Tendências de Outsourcing e Internacionalização de Atividades de Serviços de TI ................................................... 5.4.5 Opções de Estratégia Reservadas às Empresas com Atuação no Brasil ................ 5.5 Inovação na Indústria Brasileira de Software e Serviços (IBSS) ........................ 5.5.1 Incidência de Inovação ........................................................................................... 5.5.2 Grau de Novidade da Inovação .............................................................................. 5.5.3 Esforço para Inovar ................................................................................................ 5.5.4 Apoio do Governo e Fontes de Financiamento à Inovação .................................... 5.5.5 Fontes de Informação e Relações de Cooperação para Inovar ............................. 5.5.6 Problemas e Obstáculos para Inovar ..................................................................... 5.5.7 Impactos das Inovações .......................................................................................... 5.5.8 Mudanças Organizacionais .................................................................................... 5.6 Difusão da Economia da Informação ..................................................................... 5.7 Reflexões ................................................................................................................... 6. USO DE TIC PARA INOVAÇÃO EM FIRMAS DA IBSS: ouvindo pesquisadores e gestores privados ................................................................................ 6.1 Primeira Fase Empírica - Consultando a Academia ............................................ 6.1.1 Procedimentos Metodológicos – Primeira Fase ..................................................... 6.1.2 TIC, Inovação e KIBS na Opinião de Pesquisadores Acadêmicos ......................... 6.2 Segunda Fase Empírica - Entrevistando Gestores Privados ................................ 6.2.1 Procedimentos Metodológicos – Segunda Fase ..................................................... 6.2.2 Características do Uso de TIC para Inovar nas Palavras de Gestores da IBSS .... Empresa 1 - K&M Serviços de Manutenção Ltda. ............................................... Empresa 2 - Marlin Soluções Web ........................................................................ Empresa 3 – FPS Informática Ltda. ..................................................................... Empresa 4 – Alpha do Brasil ................................................................................. Empresa 5 – Wage Mobile Soluções Móveis Personalizadas ............................... Empresa 6 – Unisys Brasil Ltda. ........................................................................... Empresa 7 – Clavis Segurança da Informação .................................................... 6.2.3 Análise Geral e Comparativa das Entrevistas com Gestores da IBSS ................... 6.3 Questionário Preliminar para Surveys ................................................................... CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................ REFERÊNCIAS ............................................................................................................. GLOSSÁRIO .................................................................................................................. ANEXOS ......................................................................................................................... 129 130 133 134 137 141 144 144 146 147 149 153 157 158 160 161 164 164 166 167 169 170 173 175 177 177 180 194 194 200 200 203 211 215 221 227 233 237 242 244 251 265 268 xiii